COMPREENDENDO OO LHO VERMELHO by HC120223044831

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									COMPREENDENDO
O OLHO VERMELHO


  SOCIEDADE CANADENSE DE OFTALMOLOGIA
      Tradução :ROSÉLIA VILARINS
        www.eyesite.ca/7modules.html

                   ROSÉLIA VILARINS
                  rovilarins@globo.com
             CONTEÚDO




   AUTO AVALIAÇÃO
   COMPREENDENDO O OLHO VERMELHO
   CASOS CLINICOS
   RESPOSTAS




                ROSÉLIA VILARINS
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   AUTO AVALIAÇÃO

 1: QUAIS CONDIÇÕES CAUSADORAS
  DE OLHO VERMELHO SÃO
  ACOMPANHADAS DE DIMINUIÇÃO DA
  ACUIDADE VISUAL?
 2: QUE CARACTERÍSTICAS DE
  INJEÇÃO CONJUNTIVAL FORNECEM
  PISTAS PARA AS CAUSAS DO OLHO
  VERMELHO?
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         AUTO AVALIAÇÃO



 3: A LÂMPADA DE FENDA É NECESSÁRIA
  PARA DETECTAR A MAIOR PARTE DAS
  OPACIDADES CORNEANAS?

 4: O TINGIMENTO COM FLUORESCEÍNA É
  NECESSÁRIO PARA VISUALIZAR
  ABRASÕES CORNEANAS ?

• 5: O QUE É HIFEMA? COMO É TRATADO?

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         AUTO AVALIAÇÃO



   6: QUAL É O SIGNIFICADO DE UMA
  PUPILA DILATADA E IRREGULAR EM
  SEGUIDA A UM TRAUMA OCULAR DIRETO?
 7: QUAL O SIGNIFICADO DE UMA PUPILA
  PEQUENA E IRREGULAR NUM OLHO
  VERMELHO?
 8: QUAL O SIGNIFICADO DE UM NÓDULO
  PRÉ-AURICULAR ASSOCIADO A UM OLHO
  VERMELHO?
               ROSÉLIA VILARINS
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 COMPREENDENDO O OLHO VERMELHO


 Um profissional de atenção primária vai
  encontrar frequentemente pacientes com olho
  vermelho.
 Embora muitos destes casos não sejam sérios e
  possam ser adequada e completamente
  tratados, outros têm uma causa mais grave e
  exigem avaliações mais sofisticadas.
 Alguns casos, devem ser remetidos
  imediatamente para um oftalmologista.

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           OLHO VERMELHO




 Neste módulo você vai aprender a
  distinguir entre causas severas e não
  severas de olho vermelho
 e a como fazer corretamente um
  diagnóstico, usando 8 simples passos.


                 ROSÉLIA VILARINS
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AS CAUSAS DE OLHO VERMELHO PODEM SER
             DIVIDIDAS EM
   TRAUMÁTICAS e NÃO TRAUMÁTICAS.

             OLHO VERMELHO TRAUMÁTICO

   ABRASÃO CORNEANA *
   CORPO ESTRANHO NA CÓRNEA *
   CORPO ESTRANHO SOB A PÁLPEBRA *
   HIFEMA *
   CERATITE UV
   DANOS QUÍMICOS
   CORPO ESTRANHO INTRA OCULAR
   FRATURA DIRETA
   LACERAÇÃO CORNEANA

         COMUM   *

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     OLHO VERMELHO NÃO TRAUMÁTICO

 CONJUNTIVITE *
     VIRAL
      BACTERIANA
      ALÉRGICA
 HEMORRAGIA SUBCONJUNTIVAL *
 IRITE *
 CELULITE ORBITAL E PERI-ORBITAL *
 CERATITE POR HERPES SIMPLES *
 GLAUCOMA AGUDO
 EPISCLERITE
 ESCLERITE
       COMUM *
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OS OITO PASSOS DA AVALIAÇÃO
  A ETIOLOGIA DA AVALIAÇÃO DO OLHO VERMELHO
               SEGUINDO 8 PASSOS:


        1: ACUIDADE VISUAL
        2: CONJUNTIVA
        3: SECREÇÃO
        4: OPACIDADES
        CORNEANAS
        5: LESÃO EPITELIAL
        6: CÂMARA ANTERIOR
        7: PUPILA
        8: OUTROS SINTOMAS
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PASSO 1: VERIFIQUE A ACUIDADE VISUAL



  A ACUIDADE VISUAL PODE SER VERIFICADA
   TANTO PARA LONGE COMO PARA PERTO ,
   EMBORA SEJA MELHOR CHECAR PARA LONGE .

  O OPTOTIPO É MUITO ÚTIL MAS EM ÚLTIMO
   CASO QUALQUER TEXTO ,ATÉ UMA REVISTA DA
   SALA DE ESPERA PODE SER USADO.

  MAIS IMPORTANTE QUE O NÍVEL FINAL DE
   RESOLUÇÃO , É A COMPARAÇÃO ENTRE OS
   DOIS OLHOS .

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       PASSO 1: ACUIDADE VISUAL


ACUIDADE VISUAL NORMAL

   CONJUNTIVITE VIRAL
   CONJUNTIVITE BACTERIANA
   CONJUNTIVITE ALÉRGICA
   HEMORRAGIA SUBCONJUNTIVAL
   CELULITE ORBITÁRIA

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            PASSO 1



ACUIDADE VISUAL DIMINUIDA

   TRAUMATISMOS
   CERATITES
   IRITES
   GLAUCOMA AGUDO

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ACUIDADE VISUAL




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PASSO 2 : EXAMINE A CONJUNTIVA


   HIPEREMIA CONJUNTIVAL : PODE SER
    LOCALIZADA OU DIFUSA .

   GERALMENTE É BEM DEMARCADA ,
    COMPLETAMENTE VERMELHA E OCULTA
    OS VASOS SANGUÍNEOS SUBJACENTES .



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HEMORRAGIA CONJUNTIVAL




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  HEMORRAGIA SUBCONJUNTIVAL



 AS HEMORRAGIAS SUB-CONJUNTIVAIS
  GERALMENTE CLAREIAM EM TRÊS A QUATRO
  SEMANAS
 SÃO UM POUCO MAIS COMUNS EM PESSOAS
  COM GLAUCOMA , HIPERTENSÃO E DIABETES.

 EMBORA POSSAM SER ASSOCIADAS COM
  TOSSE OU COM A MANOBRA DE VALSALVA,
  MUITAS HEMORRAGIAS CONJUNTIVAIS NÃO TÊM
  CAUSA DEFINIDA.

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      OBS: MANOBRA DE VALSALVA




 MANOBRA PARA DESOBSTRUIR AS TROMPAS DE
  EUSTÁQUIO.

 CONSISTE EM FAZER FORÇA PARA
   EXPELIR AR PELO NARIZ ESTANDO COM A
   NARINA TAPADA E A BOCA FECHADA
  ( COMO FAZEMOS EM VÔOS AÉREOS PARA
   DESOBSTRUIR OS OUVIDOS ) .


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                    PASSO 2


 HIPEREMIA CILIAR ( INJEÇÃO PERILIMBAR) É A
  DILATAÇÃO DOS VASOS SANGUÍNEOS
  IMEDIATAMENET ADJACENTES Á CÓRNEA , SE
  ESTENDENDO 3 MM PELA ESCLERA .

 ENQUANTO O RESTANTE DO OLHO PODE ESTAR
  VERMELHO, A ÁREA DE HIPEREMIA MÁXIMA FICA
  CONFINADA À REGIÃO PERILIMBAR .

 ESTE É UM ACHADO SIGNIFICATIVO, INDICANDO
  INFECÇÃO CORNEANA SÉRIA , OU ALGUM
  PROBLEMA INTRA-OCULAR .
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              PASSO 2



 A HIPEREMIA CILIAR É VISTA COM
  FREQUÊNCIA EM IRITE AGUDA E EM
  GLAUCOMA AGUDO.



 A HIPEREMIA TOTAL DA CONJUNTIVA
  ACONTECE EM TODAS AS CONDIÇÕES
  INFLAMATÓRIAS E NA MAIOR PARTE DOS
  CASOS DE TRAUMATISMOS .

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HIPEREMIA CILIAR




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    PASSO 2: AQUI TODOS OS VASOS DA
CONJUNTIVA ESTÃO DILATADOS E TORTUOSOS
                    .




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PASSO 3: EXAMINE O TIPO DE SECREÇÃO

  SEM SECREÇÃO :
   HEMORRAGIA SUB CONJUNTIVAL

  SECREÇÃO CLARA :
 TRAUMATISMOS , CERATITES , IRITES ,
   GLAUCOMA , ALERGIA
 SECREÇÃO SEROSA / SANGUINOLENTA :
   TRAUMATISMOS
  SECREÇÃO PURULENTA
   INFECÇÃO BACTERIANA

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PASSO 3 : EXAMINE O TIPO DE SECREÇÃO




 HEMORRAGIAS SUBCONJUNTIVAIS NÃO
  ESTÃO ASSOCIADAS À SECREÇÃO .


 UMA SECREÇÃO CLARA APARECE
 NOS CASOS DE TRAUMATISMO,
  CERATITES , IRITES , GLAUCOMA E
  ALERGIA OCULAR.

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      PASSO 3: TIPO DE SECREÇÃO


 EM CASOS DE TRAUMATISMOS , COSTUMA
  HAVER UMA SECREÇÃO SEROSA / SANGUÍNEA ;

 A CARACTERÍSTICA DAS INFECÇÕES
  BACTERIANAS É UMA SECREÇÃO PURULENTA .

 CONJUNTIVITES BACTERIANAS SÃO TRATADAS
  COM ANTIBIÓTICOS DE LARGO ESPECTRO ATÉ
  QUE SE OBTENHA O RESULTADO DA CULTURA
  DA SECREÇÃO .




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       PASSO 3: TIPO DE SECREÇÃO



 ANTIBIÓTICOS COMO POLITRIM. GARAMICINA ,
  TOBRAMICINA OU SULFA DEVEM SER
  ADMINISTRADOS DE SEIS A OITO VEZES AO DIA.

 OUTRA OPÇÃO É USAR UMA POMADA DE UM
  ANTIBIÓTICO DIFERENTE À NOITE, ALÉM DAS
  GOTAS DURANTE O DIA .
 O OLHO SÓ ACEITA UMA GOTA POR VEZ ,
  PORTANTO DUAS GOTAS SÃO SUPÉRFLUAS .

 BASTA TRATAR O OLHO INFECTADO.
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PASSO 4: SECREÇÃO PURULENTA




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 PASSO 4 : PROCURE OPACIDADES
           CORNEANAS

 NENHUMA                  CONJUNTIVITE

 DIFUSAS                  GLAUCOMA
                           CERATITES

 OPACIDADES LOCALIZADAS
           CERATITE HERPÉTICA
           ÚLCERA DE CÓRNEA
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PASSO 4 : OPACIDADES CORNEANAS




     A CÓRNEA É TIPICAMENTE
      CLARA NAS CONJUNTIVITES
           BACTERIANAS




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PASSO 4 : OPACIDADES CORNEANAS


 ALGUNS TIPOS DE
  CERATOCONJUNTIVITES VIRAIS ,
  NOTADAMENTE CERATOCONJUNTIVITES
  EPIDÊMICAS (CCE) CAUSADAS POR
 ADENOVIRUS, DEIXAM UMA MARCA
  SUB-EPITELIAL CARACTERÍSTICA ,
  QUE É IDENTIFICADA COM A LÂMPADA DE
  FENDA

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PÓS CONJUNTIVITE VIRAL




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PASSO 4 : OPACIDADES CORNEANAS



 ECC DURA DUAS SEMANAS , É MUITO
  CONTAGIOSA , NÃO HAVENDO
  TRATAMENTO ESPECÍFICO

 POR ISSO É PRUDENTE LAVAR
  CUIDADOSAMENTE AS MÃOS APÓS
  EXAMINAR UM PACIENTE COM OLHO
  VERMELHO.

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PASSO 4: OPACIDADES CORNEANAS


 UM HAZE CORNEANO DIFUSO É VISTO
  COMUMENTE NO GLAUCOMA, ONDE A
  PRESSÃO INTRAOCULAR AUMENTADA
  FORÇA O AQUOSO ATRAVÉS DO
  ESTROMA CORNEANO, EM DIREÇÃO AO
  EPITÉLIO.

 ISSO FAZ O PACIENTE SE QUEIXAR DE
  VISÃO DE HALOS EM VOLTA DAS LUZES .

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PASSO 4 : GLAUCOMA AGUDO




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PASSO 4



  A PUPILA FICA DILATADA ,O OLHO
   INJETADO E DOLOROSO.
  GERALMENTE OS PACIENTES MAIS
   IDOSOS SÃO INVESTIGADOS PARA
   OBSTRUÇÃO DO TRATO GASTRO
   INTESTINAL PORQUE COSTUMA HAVER
   NÁUSEA E VÔMITOS ASSOCIADOS ,
   RELACIONADOS AO AUMENTO DA
   PRESSÃO INTRA OCULAR .
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PASSO 4




  O GLAUCOMA AGUDO É TRATADO
   CRIANDO-SE UM ORIFÍCIO NA ÍRIS ,
   GERALMENTE COM LASER, PARA
   EQUILIBRAR A PRESSÃO NAS CÂMARAS
   POSTERIOR E ANTERIOR .



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PASSO 4   : CERATITE POR ULTRAVIOLETA



 A CERATITE POR ULTRAVIOLETA APRESENTA
  UM HAZE CORNEANO DIFUSO E DOR INTENSA .

 O HAZE PODE SER VISUALISADO COM UMA
  LANTERNA E É CAUSADO CLASSICAMENTE
  PELA LUZ DA SOLDA ELÉTRICA , LÂMPADAS DE
  BRONZEAMENTO OU REFLEXÃO DE LUZ UV
  PELA ÁGUA OU NEVE ( CEGUEIRA DA NEVE ).




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CERATITE POR ULTRAVIOLETA
SETA VERMELHA : LESÕES
SETA VERDE: BULBO DA LÂMPADA




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ÚLCERAS CORNEANAS GERALMENTE SÃO BRANCAS E
FACILMENTE VISÍVEIS COMO ESTA, A 11hs.
O PACIENTE DEVE SER REMETIDO IMEDIATAMENTE .




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OS DENDRITOS DE CERATITE HERPÉTICA GERALMENTE

     PODEM SER VISTOS SEM FLUORESCEÍNA




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    PASSO 5 : PROCURE LESÕES EPITELIAIS


            LESÕES EPITELIAIS

   CERATITE HERPÉTICA
   ABRASÃO CORNEANA
   EXCESSO DE USO DE LENTES DE
  CONTATO
   CERATITE POR ULTRAVIOLETA
   LESÕES QUÍMICAS


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 PONHA O STRIP DE FLUORESCEÍNA NO FÓRNICE
INFERIOR , TOCANDO LEVEMENTE A CONJUNTIVA
                  BULBAR.
    É MELHOR UMA QUANTIDADE MENOR DE
               FLUORESCEÍNA




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VOCÊ SABERÁ LOGO SE USOU UMA
  QUANTIDADE MUITO GRANDE




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AS LESÕES DO EPITÉLIO CORNEANO
      APARECERÃO VERDES




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O EFEITO É INTENSIFICADO COM O FILTRO
             AZUL COBALTO




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A LÂMPADE DE FENDA É ÚTIL PARA A
VISUALIZAÇÃO DE LESÕES COMO OS
     DENDRITOS HERPÉTICOS




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    LESÕES MAIORES COMO ABRASÕES
CORNEANAS PODEM SER VISTAS FACILMENTE
              A OLHO NU




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PASSO 6 : ESTUDO DA CÂMARA ANTERIOR



 AUSENTE                GLOBO LACERADO

 RASA                   GLAUCOMA AGUDO

 COM SANGUE             HIFEMA; RUPTURA
                         DO GLOBO
 PUS ( HIPOPIOM )        ÚLCERA DE CÓRNEA


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     PASSO 6: CÂMARA ANTERIOR


 A LÂMPADA DE FENDA É NECESSÁRIA
  PARA A IDENTIFICAÇÃO INDIVIDUAL DE
  CÉLULAS NO HUMOR AQUOSO , COMO
  PODEMOS VER NUMA IRITE .
 OUTROS ASPECTOS DE UMA CÂMARA
  ANTERIOR PODEM SER IDENTIFICADOS
  COM UMA LANTERNA .
 ACHADOS COMO SANGUE OU PUS
  PODEM SER VISUALISADOS FACILMENTE.

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     PASSO 6: CÂMARA ANTERIOR




 NUM GLOBO LACERADO, A CÂMARA
  ANTERIOR É CARACTERÍSTICAMENTE
  AUSENTE , COMO SE VÊ NA PRÓXIMA
  IMAGEM .




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G. OCULAR LACERADO, C.ANTERIOR AUSENTE




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     PASSO 6 : CÂMARA ANTERIOR



 A IMAGEM SEGUINTE MOSTRA UM
  GLAUCOMA AGUDOCOM HAZE EPITELIAL
  DIFUSO E PUPILA DILATADA E FIXA .

 A CÂMARA ANTERIOR ESTÁ RASA
  PORQUE A PRESSÃO ALTA NA CÂMARA
  POSTERIOR CURVA A ÍRIS PARA FORA,
  BLOQUEANDO O ÂNGULO DE DRENAGEM

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GLAUCOMA AGUDO, C.ANTERIOR RASA,
    ÍRIS ARQUEADA PARA FORA




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    A C.ANTERIOR PODE CONTER SANGUE
(HIFEMA) RESULTANTE DE TRAUMA. A PUPILA
 COSTUMA ESTAR DILATADA OU IRREGULAR




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   PASSO 6: CÂMARA ANTERIOR


 A PUPILA PODE ESTAR DILATADA OU
  IRREGULAR DEVIDO A DANOS NO
  MÚSCULO ESFÍNCTER DA ÍRIS .
 TODO PACIENTE COM HISTÓRIA DE
  TRAUMATISMO OCULAR E CUJA PUPILA
  ESTEJA IRREGULAR OU DILATADA PODE
  ESTAR COM HIFEMA TRAUMÁTICO OU
  HIFEMA MICROSCÓPICO
 REMETA IMEDIATAMENTE .
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HIFEMA




 ROSÉLIA VILARINS
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             HIFEMA




 HIFEMAS SÃO TRATADOS COM REPOUSO,
 MEDICAÇÃO ESTERÓIDE TÓPICA E
 ANTIFIBRINOLÍTICOS SISTÊMICOS, COMO
 ÁCIDO TRANEXÂMICO, PARA EVITAR UMA
  HEMORRAGIA SECUNDÁRIA .



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CÉLULAS BRANCAS EM CAMADAS NA C.ANTERIOR SÃO
 CARACTERÍSTICAS DE INFECÇÕES CORNEANAS OU
          INFECÇÕES INTRA-OCULARES




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       CÂMARA ANTERIOR




 O PACIENTE DEVE SER REMETIDO
 IMEDIATAMENTE PARA EVITAR O
 AGRAVAMENTO DA INFECÇÃO INTRA-
 OCULAR.



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  PASSO 7 : OBSERVE AS PUPILAS


 PUPILA DILATADA
  TRAUMA * , PARALISIA DO 3º. NERVO ,
  PUPILA DE ADIE , GLAUCOMA AGUDO ,
  EFEITO DE DROGA ( ATROPINA, ETC)

 PUPILA EM MIOSE
  IRITE * , SÍNDROME DE HORNER , EFEITO
  DE DROGAS ( PILOCARPINA,
  NARCÓTICOS )

  COMUM *
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         PASSO 7 : PUPILAS

 AS PUPILAS DEVEM SER EXAMINADAS PARA
  CHECAR SUA RESPOSTA À LUZ E PARA
  VERIFICAR A IGUALDADE DE TAMANHOS.

 EM GERAL, DESIGUALDADE ADQUIRIDA ENTRE
  AS PUPILAS É UM ACHADO PREOCUPANTE .

 PUPILAS IRREGULARES OU DILATADAS EM
  SEGUIDA A UM TRAUMA OCULAR GERALMENTE
  TEM HIFEMAS GRANDES OU MICROSCÓPICOS.
 O PACIENTE DEVE SER REMETIDO.

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       PARALISIA DO 3º. PAR


 PACIENTES COM PARALISIA ADQUIRIDA
  DO 3º. PAR GERALMENTE TEM PTOSE
  ASSOCIADA OU FRAQUEZA NOS
  MÚSCULOS EXTRA-OCULARES .
 FREQUENTEMENTE O OLHO AFETADO É
  EXOTRÓPICO OU HIPOTRÓPICO.
 REMETA IMEDIATAMENTE , PORQUE
  ESSES PACIENTES MUITAS VEZES TÊM
  TAMBÉM PATOLOGIAS INTRA-CRANIANAS
  SIGNIFICATIVAS.
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PARALISIA 3º. PAR




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        PASSO 7 : PUPILAS


 PACIENTES COM IRITE APRESENTAM
  OLHO VERMELHO , DOLOROSO E
  FOTOFÓBICO.
 A PUPILA PODE SER MENOR QUE O
  NORMAL E IRREGULAR POR CAUSA DA
  ADERÊNCIA DA ÍRIS Á FACE ANTERIOR DA
  CÁPSULA DO CRISTALINO (SINÉQUIA
  POSTERIOR).


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        PASSO 7 : PUPILAS




 IRITES SÃO TRATADAS COM MIDRIÁTICOS
  PARA DILATAR A PUPILA E MEDICAÇÃO
  ESTERÓIDE TÓPICA INTENSA .

 A CAUSA SISTÊMICA DEVE SER
  INVESTIGADA .


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IIRITE




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            PUPILAS




 SÍNDROME DE HORNER CONGÊNITA
 COM PTOSE LEVE , MIOSE DA PUPILA
 ESQUERDA E HETEROCROMIA DA ÍRIS ,
 COM ÍRIS ESQUERDA SENDO DE COR
 MAIS CLARA .



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SÍNDROME DE HORN CONGÊNITA




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       SÍNDROME DE HORN




 CRIANÇAS COM SÍNDROME DE HORNER
 ADQUIRIDA NÃO APRESENTAM
 HETEROCROMIA E DEVEM SER
 INVESTIGADOS PARA A POSSIBILIDADE DE
  NEUROBLASTOMAS NA CORRENTE
  SIMPÁTICA.


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PASSO 8 : PERGUNTE POR OUTROS
SINTOMAS

  DOR E FOTOFOBIA :
   CAUSAS TRAUMÁTICAS
   CERATITES
   IRITES
   GLAUCOMA


  HALOS COLORIDOS : GLAUCOMA AGUDO
  PRURIDO E QUEMOSIS : CONJ. ALÉRGICA
  NÓDULO PRÉ AURICULAR : CONJ. VIRAL

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PASSO 8 : OUTROS SINTOMAS


  EM GERAL DOR E FOTOFOBIA INDICAM
   DOENÇAS SÉRIAS DE SUPERFÍCIE OU
   INTRA-OCULARES E DEVEM SER
   REMETIDOS .

  PRURIDO É GERALMENTE SASONAL, E
   ESTÁ RELACIONADO A ALÉRGENOS NO
   AR ATMOSFÉRICO.

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        ALERGIA OCULAR


 ALERGIA OCULAR É FREQUENTEMENTE
  ACOMPANHADA DE QUEMOSE OU EDEMA
  DE CONJUNTIVA COMO VISTO NESTE
  SLIDE .
 EM CASOS EXTREMOS , A CONJUNTIVA
  EDEMACIADA PODE COBRIR
  COMPLETAMENTE A CÓRNEA ,O QUE
  PODE SER UMA EXPERIÊNCIA
  SURPREENDENTE .
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ALERGIA OCULAR




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          ALERGIA OCULAR


 REAÇÃO ALÉRGICA AGUDA DA PÁLPEBRA
  MOSTRANDO EDEMA AGUDO E ENRIJECIMENTO
  LEVE.
 A PÁLPEBRA ESTÁ SUAVE E MOLE, O GLOBO
  ESTÁ BRANCO E HÁ EVIDÊNCIA EXTERNA DE
  MORDIDA DE INSETO.
 MUTUCAS SÃO PARTICULARMENTE ALÉRGENAS
  E , SE POSSÍVEL, AS PÁLPEBRAS DEVEM SER
  EVERTIDAS , PARA VER SE A CARCASSA DO
  INSETO ESTÁ AÍ.

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ALERGIA OCULAR / PICADA DE INSETO




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   REAÇÕES ALÉRGICAS AGUDAS NÃO EXIGEM
TRATAMENTO SISTÊMICO COM ANTI-HISTAMÍNICOS
E SÃO RESOLVIDAS COM COMPRESSA DE GELO POR
              ALGUMAS HORAS




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         CELULITE ORBITAL

 O EDEMA DE PÁLPEBRA DE UMA CELULITE
  ORBITAL AGUDA É BEM DIFERENTE . O INCHAÇO
  É FIRME, HÁ DOR NA PÁLPEBRA .

 A CONJUNTIVA APRESENTA QUEMOSE E
  HIPEREMIA .

 CELULITE ORBITAL É FREQUENTEMENTE
  CAUSADA POR ETMOIDITE E EXIGE
  TRATAMENTO IMEDIATO COM ANTIBIÓTICOS
  INTRA-VENOSOS .

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CELULITE ORBITAL AGUDA




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  CONJUNTIVITE VIRAL / NÓDULOS

 CONJUNTIVITES VIRAIS PODEM VIR
  ACOMPANHADAS POR INFECÇÃO RESPIRATÓRIA
  NO TRATO SUPERIOR.

 INFECÇÕES POR ADENOVIRUS SÃO
  FREQUENTEMENTE ACOMPANHADAS POR
  NÓDULOS PRÉ AURICULARES MACIOS AO
  TOQUE , EXATAMENTE EM FRENTE AO TRAGO
  DA ORELHA .

 INFECÇÕES VIRAIS GERALMENTE SÃO
  ASSOCIADAS A SECREÇÃO CLARA E NÃO
  COSTUMAM RESPONDER BEM AO TRATAMENTO.
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NÓDULO PRÉ AURICULAR




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CASO 1



  22 ANOS , PROFESSOR.
  QUEIXA-SE DE DOR NO O.D. QUE ESTÁ
   HIPEREMIADO E IRRITADO.

  VOCÊ OBSERVA UMA INJEÇÃO
   MODERADA EM TODOS OS VASOS
   CONJUNTIVAIS, SECREÇÃO AQUOSA E
   NÓDULO PRÉ AURICULAR PALPÁVEL .

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     VISÃO                       NORMAL
  CONJUNTIVA           HIPEREMIA DIFUSA
   SECREÇÃO                        CLARA
  OPACIDADES                      NÃO HÁ
  CORNEANAS
LESÕES EPITELIAIS                 NÃO HÁ
CÂMARA ANTERIOR                  NORMAL
    PUPILAS                      NORMAIS
OUTROS SINTOMAS         RECENTEMENTE TEVE
                         INFECÇÃO NO TRATO
                       RESPIRATÓRIO SUPERIOR


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CASO 2 :




  MENINA DE 8 ANOS. RECENTEMENTE
   COMEÇOU A CLAUDICAR E SE QUEIXA DE
   OLHO HIPEREMIADO E DOLOROSO .




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VISÃO                    DIMINUIDA
CONJUNTIVA               INJEÇÃO CILIAR
SECREÇÃO                 AQUOSA
OPACIDADES               NÃO HÁ
CORNEANAS
LESÕES EPITELIAIS        NÃO HÁ
CÂMARA ANTERIOR          CÉLULAS VISÍVEIS NO
                         EXAME COM L.FENDA
PUPILAS                  PEQUENAS E
                         IMÓVEIS
OUTROS SINTOMAS          DOR E FOTOFOBIA
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CASO 3 :




   MENINO DE 7 ANOS , MACHUCOU O OLHO
    ESQUERDO COM UMA TIRA DE ELÁSTICO .




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VISÃO                    DIMINUÍDA
CONJUNTIVA               HIPEREMIA DIFUSA
SECREÇÃO                 AQUOSA
OPACIDADES               NÃO HÁ
CORNEANAS
LESÕES EPITELIAIS        GRANDE ÁREA CENTRAL
                         CORANDO
CÂMARA ANTERIOR          NORMAL
PUPILAS                  NORMAIS
OUTROS SINTOMAS          DOR E FOTOFOBIA

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CASO 4 :




   ADOLESCENTE , 14 ANOS . OLHO
    HIPEREMIADO .




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VISÃO                    NORMAL
CONJUNTIVA               HIPEREMIA DIFUSA
SECREÇÃO                 INTENSA E
                         PURULENTA
OPACIDADES               NÃO HÁ
CORNEANAS
LESÕES EPITELIAIS        NÃO HÁ
CÂMARA ANTERIOR          NORMAL
PUPILAS                  NORMAIS
OUTROS SINTOMAS          NÃO HÁ

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CASO 5 :




   MENINO , OITO ANOS , QUEIXA-SE DE DOR
    AO PISCAR .




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VISÃO                    NORMAL
CONJUNTIVA               INJEÇÃO DIFUSA
SECREÇÃO                 AQUOSA
OPACIDADES               NÃO HÁ
CORNEANAS
LESÕES EPITELIAIS        LESÕES FINAS EM LINHA NO
                         TERÇO SUPERIOR DA
                         CÓRNEA
CÂMARA ANTERIOR          NORMAL
PUPILAS                  NORMAIS
OUTROS SINTOMAS          DOR E FOTOFOBIA
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CASO 6 :



   MULHER , 72 ANOS , COM SUSPEITA DE
    OBSTRUÇÃO GASTRO INTESTINAL .OLHO
    DOLORIDO E HIPEREMIADO .




                 ROSÉLIA VILARINS
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VISÃO                       DIMINUÍDA
CONJUNTIVA                  HIPEREMIA CILIAR
SECREÇÃO                    AQUOSA
OPACIDADES                  HAZE DIFUSO
CORNEANAS
LESÃO EPITELIAL             NÃO HÁ
CÂMARA ANTERIOR             RASA
PUPILAS                     DILATADAS E IMÓVEIS

OUTROS SINTOMAS             NÁUSEA E VÔMITO
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             RESPOSTAS




 CASO 1: CONJUNTIVITE VIRAL
 CASO 2: CERATITE
 CASO 3 : CONJUNTIVITE BACTERIANA
 CASO 4: IRITE
 CASO 5: CORPO ESTRANHO NA PÁLPEBRA
  SUPERIOR
 CASO 6: GLAUCOMA AGUDO


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OUTROS MÓDULOS DESTE SITE
  1: ESTRABISMO : TRADUÇÃO CONCLUÍDA
  2: OLHO VERMELHO
  3: LESÕES OCULARES
  4: CELULITE ORBITAL E PERI-ORBITAL
  5: EMERGÊNCIAS OFTALMOLÓGICAS NOS 3 PRIMEIROS
   MESES DE VIDA
  6: FUNDO DE OLHO. NORMAL OU ANORMAL ?
  7: PERDA DE VISÃO SÚBITA E INDOLOR

 EM AMARELO: JÁ TRADUZIDOS E ENVIADOS PARA opticageral


  SOCIEDADE CANADENSE DE OFTALMOLOGIA
     http://www.eyesite.ca/7modules/Contents.html

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                              rovilarins@globo.com
   FIM




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