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									Miocardiopatias
                      Miocardiopatias


 Conceito Restrito
  Doenças do músculo cardíaco sem causa conhecida.


 Conceito Amplo
  Todas as miocardiopatias não dependentes de outros
  estados cardíacos ou vasculares (coronariopatias,
  valvulopatias, hipertensão arterial, cardiopatia pulmonar)

 Conceito inaceitável
  Todas as afecções cardíacas, miocárdicas, pericárdicas,
  adquiridas ou congênitas.
           Miocardiopatias / Cardiomiopatias




 Conceito: são doenças do miocárdio que se apresentam
           com disfunção cardíaca.



 Classificação:
               . Anátomo-funcional
               . Etiopatogênica
             Miocardiopatias

  Classificação Anátomo-funcional




 Dilatada

 Hipertrófica

 Restritiva

 Miocardiopatia arritmogênica do V. D.
                      Miocardiopatias
                Classificação Etiopatogênica

1- Inflamatórias
     a) Infecciosas: virais, bacterianas, parasitárias.
     b) Não infecciosas: colagenoses.

2- Metabólicas
    a) Nutricionais: pelagra, Kwashiorkor, tiamina.
    b) Endócrinas: acromegalia, disfunção de tireóide.

3- Tóxicas
     ex: álcool, cobalto, cocaína, quimioterápicos,
         cobras, insetos.

4- Infiltrativas
     ex: amiloidose, hemocromatose, sarcoidose, neoplasia.
                     Miocardiopatias
               Classificação Etiopatogênica



5- Fibroplásticas
     ex: endomiocardiofibrose, fibroelastose endocárdica.

6- Hematológicas
    ex: leucemias, anemia falciforme.

7- Hipersensibilidade
     ex: drogas, rejeição a transplante

8- Genéticas
    ex: MCP hipertrófica, D.neuromusculares
               Miocardiopatias
         Classificação Etiopatogênica




9- Agentes físicos
     ex: frio, taquicardia, irradiação

10- Miscelânea
     ex: miocardiopatia pós parto, obesidade

11- Idiopática
                            Cardiomiopatias
  Tipos                              Achados

            As quatro câmaras estão aumentadas, havendo também
Dilatada    hipertrofia. É comum a presença de trombo intracavitário.
Congestiva) São causas freqüentes: a doença de Chagas,              a
            miocardiopatia idiopática e a miocardite viral.

             A forma mais comum, a estenose sub-aórtica muscular
Hiper-       hipertrófica, é resultante de uma hipertrofia septal
trófica      (simétrica ou assimétrica), promovendo obstrução na via
             de saída do ventrículo esquerdo..

             O miocárdio está infiltrado com um material que
             resulta em comprometimento do enchimento ventricular.
Restritiva
             As causas mais comuns são a amiloidose,
             a endomiocardiofibrose e a hemocromatose.
Miocardiopatias
dilatadas
                    Miocardiopatia Dilatada


 Conceito:

  Caracteriza-se por dilatação, geralmente bi-ventricular,
  associada a maior ou menor queda da função ventricular,
  do débito cardíaco, da fração de ejeção e, aumento da
  pressão diastólica dos ventrículos, originando manifestações
  clínicas clássicas de insuficiência cardíaca.

  Ocorrem, também, arritmias cardíacas das mais diversas
  apresentações, disfunções das válvulas átrio ventriculares,
  com incompetência uni ou bilateral.

  O aumento da cavidade, associado à estase nestas câmaras,
  predispõe ao aparecimento de trombos, com a possível
  ocorrência de fenômenos embólicos.
             Miocardiopatia Dilatada


 Anatomia Patológica

           . Cardiomegalia
           . Presença de trombos intracavitários

 Microscopia (variada)

           . Processo inflamatório inespecífico
             (infiltrado linfoplasmocitário)
           . Processo degenerativo
           . Hipertrofia de fibras miocárdicas
           . Fibrose intersticial
           . Depósito de substâncias estranhas
                         Miocardiopatia Dilatada


            2

                    1- Raio x de Tórax:
                       Cardiomegalia acentuada.
    1
                    2- Cardiomegalia com dilatação e
                       moderada hipertrofia .
                       Trombos intracavitários.

                    3- microscopia:
    3
                      a) fibrose difusa
        b             b) infiltrado linfoplasmocitário
a               c        e edema discreto.
                      c) edema intersticial
            Miocardiopatia dilatada - Etiologia



1- Familial/genético
     ex: d. neuromuscular

2- Inflamatórias
       a) Infecciosas: viral, parasitária (Chagas), bacteriana.
       b) Não infecciosas: auto-imune, rejeição. periparto

3- Tóxicas: quimioterápicos, cocaína, álcool.

6- Metabólicas: nutricional, endócrinas

7- Idiopática: pós viral (?)
                 Miocardiopatia Dilatada


 Manifestações clínicas
   . Insuficiência cardíaca
              . Dispnéia progressiva, fadiga
              . Estase jugular bilateral pulsátil
              . Cardiomegalia com ictus desviado para fora
                e para baixo.
              . Presença de RM – RT
              . B3 e ou B4
              . Estertores úmidos pulmonares
              . Hepatomegalia dolorosa
              . Edema (anasarca)
    . Arritmias (fibrilação atrial, ventriculares)
    . Fenômenos trombo-embólicos
Miocardiopatia Dilatada - Avaliação Diagnóstica


   • Eletrocardiograma

   • Raio X de tórax

   • Ecodopplercardiograma

   • Outros:
          . cintilografia com Tálio
          . Ventriculografia com Tecnécio

   • Invasivos
          . Estudo hemodinâmico
          . Biópsia endomiocárdica
                Miocardiopatia Dilatada


 Metodologia Diagnóstica

        . História clínica (Anamnese e exame físico)

        . Exame radiológico:
               .. Aumento da área cardíaca
               .. Pulmões
                     . Redistribuição do desenho vascular
                     . Borramento hilar
                     . infiltrado intersticial
                     . Linhas B de Kerley
                     . Edema alveolar
                     . Derrame pleural
                  Miocardiopatia Dilatada

 Metodologia Diagnóstica

        . Eletrocardiograma
              .. Dilatação ou hipertrofia das câmaras
              .. Ondas Q – zonas de fibrose
              .. Alteração da repolarização ventricular (ondas T),
                 expressão inespecífica de distúrbios metabólicos
                 miocárdio.
          Padrão clássico: complexos QRS de baixa voltagem
                             ondas T achatadas ou invertidas

          Na doença de Chagas
             . BCRD – HBAE
             . Arritmias ventriculares
             . Distúrbios da condução do estímulo
              Miocardiopatia Dilatada

 Metodologia Diagnóstica

     . Ecodopplercardiograma
            .. Diâmetros e volumes das câmaras
            .. Espessura da parede e septo
            .. Contratatilidade e relaxamento ventricular
            .. Dinâmica das válvulas
            .. Função ventricular
            .. Trombos nas cavidades ventriculares
            .. Derrame pericárdico

     . Estudo Hemodinâmico
            .. Manometria
            .. Ventriculografia
            .. Coronariografia
               Miocardiopatia Dilatada



 Tratamento

     1- Insuficiência cardíaca
     2- Arritmias
     3- Fenômenos embólicos

 Prognóstico: depende do grau de comprometimento
               da função ventricular.

 Mortalidade
     . 50% em 5 anos (etiologia; FE < 50%)
     . 50% em 1 ano (classe III; FE < 30%)
                      Miocardiopatia Dilatada


 Prognóstico



           Favorável                         Desfavorável

Etiologia ou causas precipitantes   Etiologia ou causas precipitantes
passíveis de tratamento.            desconhecidas.
Diagnóstico precoce.                Cardiomegalia significante
Alterações histológicas mínimas     Classe funcional alta
Hipertrofia cardíaca                Alterações histológicas com
                                    predomínio de fibrose
                                    Não adesão ao tratamento
                  Miocardite Viral

Viroses associadas à Miocardite Linfocitária

  Classificação                      Vírus
Vírus RNA
  . Enterovírus             Coxackie, Echo, Polio
  . Orthomyxovírus             Influenza A e B
  . Paramyxovírus                  Sarampo
  . Retrovírus                       HIV
Vírus DNA
  . Poxvírus                        Varíola
  . Herpesvírus        Varicela zoster, citomegalovírus,
                                 Epstein-Baar

  . Adenovírus                  Adenoviroses
            b

    a

                        1- Miocardite dftérica:
                           a) dilatação e trombose mural
                           b) microscopia: infiltrado
                              linfocitário com miólise


                    1   2- Mioardite viral:
                           a) infecção por vírus coxsackie
                              do grupo B:
                              . Infiltrado linfoplasmocitário
                2             . Edema intersticial

                           b) infiltrado celular difuso do
a                              feixes de His e seus ramos.
        b
                           Miocardite Viral
   Hipóteses sobre o desenvolvimento de Miocardite viral
                            Infecção viral
Auto reatividade
  anticárdica                                    Reação imune anti-viral

Células efetoras                                     Células efetoras
   Humorais
                                              Células T         Linfocitos
      Mediadores da                           cito-tóxicas      T´Killer
       inflamação

Anticorpos:
 antimiosina-acetina                                   Inflamação
 anti-sarcolema                                        Miocitólise
 anti-receptor beta                                    Necrose
 anti ADP, ATP

    Alteração da síntese                           Miocardite ativa
           celular
   Representação esquemática das apresentações clínicas
           E, evolução da miocardite viral aguda

                     Miocardite Viral



Assintomática          ICC            Arritmias   Dor torácica
                 Disfunção S e D                  (Coronárias e
                                                  Função Ventricular
                                                  Normais)

                                                  Recuperação
                                                  Completa.
                                                  vs
                                                  Miocardiopatia
Miocardiopatia          Recuperação      Morte    Dilatada
   dilatada              completa        súbita   vs
                                                  Arritmia
                                                  Vs
                                                  Morte súbita
Miocardiopatia
 Hipertrófica
                    Miocardiopatia Hipertrófica

 Conceito
   . Trata-se de doença congênita, ou adquirida, caracterizada
     por hipertrofia ventricular acentuada, na ausência de elevação
     da pós carga.
   . Músculo cardíaco com desorganização celular e de miofibrilas.

   . Hipertrofia geralmente assimétrica (SIV) com cavidade de VE
     normal ou diminuída
   . Disfunção diastólica
   . Função sistólica hiper-dinâmica.

 Prevalência 0,2% população

 0,5 % de pacientes encaminhados para exame ecocardiográfico.
                  Miocardiopatia Hipertrófica


 Características
   . Hipertrofia do VE (e/ou do VD) geralmente assimétrica,
     envolvendo predominantemente o septo interventricular.
   . Obstrutiva ou não.
   . Volume do VE normal ou reduzido.
   . Gradiente sistólico intraventricular
   . Contratilidade normal, função diastólica reduzida

 Causa predominante
  . Genética (herança autossômica dominante), com mutações
    nos genes da miosina.
  . Outras:
          .. Maior conteúdo de cálcio miocárdico
          .. Estimulação simpática aumentada
             Miocardiopatia Hipertrófica


 Patologia:
   . Hipertrofia do VE (coração > 600g)
   . Hipertrofia e desarranjo dos miócitos.
   . Aumento do tecido conjuntivo

 Conforme a sua distribuição topográfica, pode ser:
   . Hipertrofia Simétrica
   . Hipertrofia Assimétrica
         . Septal 90% (3cm)
         . Parede livre 10% (1,8cm)
            . . Médio-ventricular
            . . Apical
            . . Lateral
       Miocardiopatia Hipertrófica




Entidade hereditária que promove
a hipertrofia do VE, sem causa
aparente que a justifique.

Transmissão autossômica dominante.

Causa de morte súbita em jovens.

Na maioria dos pacientes corresponde
à mutação do gene do cromossoma 14,
que codifica a cadeia pesada da
beta-miosina, principal proteína contrátil
do coração.
                    Miocardiopatia Hipertrófica
                          Fisiopatologia

1- Gradiente pressórico. Mecanismo. Significado.
       a) Gradiente de impulso- aceleração do fluxo na fase
          inicial da sístole.
       b) Gradiente por obliteração da cavidade na porção
          apical ou médio-ventricular.
       c) Gradiente sub-aórtico, obstrutivo, resultante do
          contato da cúspide anterior mitral com o septo.

2- Movimento anterior sistólico da válvula mitral
       a) Há obstrução quando o contato folheto – septo
          ocorre na primeira metade da sístole e, perdura
          por, no mínimo, 30% do tempo de ejeção.
       b) Significado da Insuficiência mitral
         Relação direta: Movimento anterior da valva mitral
                         Obstrução sub-aórtica
                         Regurgitação mitral
                    Miocardiopatia Hipertrófica
                          Fisiopatologia

3- Hipodiastolia: Função diastólica da câmara ventricular.

   a) Relaxamento (lusitropismo)
            . Carga:
                     . Contração
                     . Relaxamento: enchimento rápido ventricular
                                    enchimento coronariano
             . Inativação das ligações bioquímicas
             . Uniformidade da contração no tempo e no espaço

    b) Rigidez (distensibilidade – complacência)
             . Massa muscular 
             . Rigidez muscular 
             . Volume ventricular 
           Miocardiopatia Hipertrófica


 Apresentação Hemodinâmica

   . Forma obstrutiva
           . Repouso
           . Lábil
           . Latente
     Causas da obstrução:
                     . Via de saída pequena
                     . Hipertrofia septal
                     . Movimento anterior da v. mitral

   . Forma não obstrutiva
            Miocardiopatia Hipertrófica



  Hipertrofia septal assimétrica
  (estenose sub-aórtica muscular hipertrófica)

 Forma obstrutiva
    . Hipertrofia do 1/3 superior do septo
         . Movimento anterior sistólico mitral
         . Fechamento meso-sistólico da válvula aórtica
         . Fluxo na via de saída do VE com pico tardio

     . Regurgitação mitral

     . Relaxamento anormal
               Miocardiopatia Hipertrófica

Sintomas
 Assintomático > morte súbita
 Dispnéia (ICC), angina, síncope
 Palpitações (arritmia cardíaca: fibrilação atrial, outras)
 Morte súbita (arritmia ?)

Exame Físico
 pulso venoso jugular > onda A elevada
 pulso carotídeo bisferiens (dicrótico)
 Ictus cupuliforme, hiperdinâmico, deslocado para a E.
 Frêmito sistólico, ápice, borda esternal esquerda
 B4 (bulha atrial); B2 desdobrada
 Sopro sistólico de ejeção para-esternal
 Sopro sistólico de regurgitação mitral
                     Miocardiopatia Hipertrófica
              Fisiopatologia das manifestações clínicas

                               Dispnéia
                                 EAP
                        Arritmias ventriculares


                         Aumento da pressão            Insuficiência
                         e tamanho do átrio E             Mitral

                                                               Angina
Hipertrofia        Restrição         Diminuição do
                                                               Síncope
  septal           diastólica       volume sistólico
                                                               Tontura
                                                               Fadiga
                                                               Arritmia
                  Angustiamento
                  variável da via         Obstrução       M.A.S.
                     de saída             dinâmica        Mitral
  Miocardiopatia Hipertrófica



 Avaliação Diagnóstica

    . Eletrocardiograma

    . Raio X de tórax

    . Ecodoppercardiograma

    . Estudo hemodinâmico

    . Estudo eletrofisiológico
               Metodologia Diagnóstica

 Eletrocardiograma
    . Hipertrofia VE (50%)
    . Ondas Q patológicas em paredes inferior e lateral
    . Arritmias (fibrilação atrial, ventriculares, WPW))
 Raio X de tórax
    . ICT normal ou aumentado (HVE)
    . Aumento de AE
    . Botão aórtico pequeno
 Ecodopplercardiograma
    . Estabelece a localização e o grau de hipertrofia
      Relação septo/parede > 1,5
    . Movimento anterior sistólico da V. mitral
    . Grau de regurgitação mitral
    . Fechamento precoce da V. aórtica
                 Miocardiopatia Hipertrófica
                  Metodologia Diagnóstica


 Eletrocardiografia dinâmica – sistema Holter
   . Avalia presença de arritmias

 Estudo hemodinâmico
   . Manometria
      . desnível pressórico sub-aórtico
      . Pressão diastólica elevada
   . Cine-ventriculografia
       . Hipertrofia septal alta sístole: “pé de bailarina”
                                 diástole: “forma de banana”
       . Hipertrofia septal média sístole forma de “ampulheta”
       . Hipertrofia septal baixa > imagem em “naipe de espada”
               Miocardiopatia Hipertrófica
                  Conduta Terapêutica


 Sintomático
                                              Assintomático

                    Holter 48/72h
 Propranolol            T. E.




 Verapamil       Sem           Com                             Sem
                arritmia      arritmia                        arritmia



Disopiramida                                Amiodarona

                  Cirurgia               Acompanhamento: Holter + TE
                   Miocardiopatia Hipertrófica



Tratamento Cirúrgico

  1- Falência do tratamento clínico
  2- MH obstrutiva sintomática (desnível pressórico > 50mmHg)

Ventriculectomia
  1- Mortalidade cirúrgica 1.6%
  2- Sobrevida em 10 anos operados: 84%
                              não operados: 67%
  3- Complicações
        . BAVT
        . CIV
        . Insuficiência Cardíaca
                           Miocardiopatia Hipertrófica
         Representação esquemática dos benefícios da Ventriculectomia

                                 Ventriculectomia
 Normaliza fluxo aórtico
 . Abole pico + cúpula
   pressão.                      Espessura septal
                                                           Alterações do ECG
 . Abole entalhe da
                                Volume do TSVE             Rigidez da câmara - ?
   V. aórtica
                                                           Restrição pericárdica - ?

                               Abole efeito Venturi


                Abole             Abole MAS                 Abole
               obstrução                              Insuficiência Mitral
Abole a sobrecarga
  de contração                   Abole o sopro
      PDVE
       PAE
    Volume AE
                                Abole sintomas
                  Miocardiopatia Hipertrófica

 Evolução Clínica e Prognóstico

  - Sopro detectado e doença diagnóstica aos 20 anos
  - Primeiros sintomas aos 30 anos (classe II NYHA)
  - Classe III aos 35 anos
  - Óbito após 5 anos. Morte súbita em qualquer fase evolutiva
  - Falência cardíaca: 10 anos após o diagnóstico
  - Morte súbita – Mau prognóstico – fatores d risco\
          . Diagnóstico precoce (neo-nato, adolescente)
          . Antecedente de PCR ou TV sustentada
          . História familiar de morte súbita
          . Arritmias
          . Síncope recorrente
          . HVE > 35 mm
          . Bradi-arritmias
Miocardiopatias Restritivas
               Miocardiopatias restritivas


 Conceito: Caracterizam-se, funcionalmente, por alterações
            na diástole ventricular, à semelhança das
            pericardites constritivas.
            A função sistólica está, habitualmente, preservada.


 Anatomia Patológica
           O coração de apresenta com tamanho normal ou
           aumentado.
           A parede miocárdica se apresenta enrijecida por
           fibrose e depósito de material estranho.
                     Miocardiopatia Restritiva

 Características
     . Restrição ao enchimento ventricular
     . Volume diastólico reduzido em um ou ambos os ventrículos
     . Função sistólica e espessura das paredes preservadas
     . Pode, ou não, ter obliteração das cavidades (vias de entrada)
     . Função diastólica comprometida

 Etiologia
     . Miocárdica:
           .. Infiltrativa (amiloidose, sarcoidose)
           .. Não infiltrativa (esclerodermia)
           .. Doença de acúmulo (hemocromatose)
     . Endomiocárdica
           .. Endomiocardiofibrose
           .. Síndrome carcinóide
           .. Síndrome hipereosinofílica
                 Miocardiopatia Restritiva



 Não obliterativo

       . Primária (idiopática)
       . Secundária
              .. Infiltrativa: amiloidose, hemocromatose
              .. Pós irradiação do mediastino
              .. Esclerose sistêmica

 Obliterativo

      . Endomiocardiofibrose
      . Síndrome eosinofílica de Löeffler
    ENDOMIOCARDIOFIBROSE

1- Recesso característico do ápice
   do VD, formando uma incisura
   bizarra.
   Aumento do átrio direito.

2- Corte microscópico do VD.
   Obliteração fibrosa do ápice,
   causando recesso externo.

3- Raio x de tórax:
   Calcificação do tecido fibroso

4- Camadas densas de colágeno
   revestindo o V E, comprometendo
   o músculo papilar posterior e as
   cordas tendíneas, poupando a
   câmara de saída.
   Cúspide mitral posterior aderente
   à parede; trombos murais.
                                              Amiloidose Primária
                                                      do
                                                    Coração
                                1


                                    1- ECG:

                                      . Complexos QRS de baixa voltagem
                                      . Ondas T achatadas

                                    2- Microscopia:

    Miocardiopatia Restritiva         a) Depósito focal de material amilóide
                                      b) Depósitos amilóides perivasculares
               2                         no miocárdio
a                   b
                Miocardiopatia Restritiva

Endomiocardiofibrose


     Epidemiologia

         1- Mais freqüente em países tropicais
         2- Casos descritos no Brasil
         3- Incidência semelhante em ambos os sexos
         4- Prevalência maior em crianças e adultos jovens
         5- Maior na raça negra
         6- Na raça branca, em pacientes que residiram
             em paises tropicais.
                  Miocardiopatia Restritiva

Endomiocardiofibrose


 Anatomia patológica
      . Placas fibrosas, espessas e rígidas invadindo
        o endocárdio e o miocárdio
      . Atinge as vias de entrada e ápices de VE e VD
      . Invadem as valvas átrio ventriculares
      . Presença freqüente de trombos fibrosados e calcificados.


 Histologia
       . Tecido conjuntivo fibroso atingindo o endocárdio
       . Traves fibrosas invadindo o miocárdio
                                       Endomiocardiofibrose
1- Recesso característico do ápice
   do VD, formando uma incisura
   bizarra.
   Aumento do átrio direito.

2- Corte microscópico do VD.
   Obliteração fibrosa do ápice,
   causando recesso externo.

3- Raio x de tórax:
   Calcificação do tecido fibroso

4- Camadas densas de colágeno
   revestindo o V E, comprometendo
   o músculo papilar posterior e as
   cordas tendíneas, poupando a
   câmara de saída.
   Cúspide mitral posterior aderente
   à parede; trombos murais.
                 Endomiocardiofibrose

 Quadro clínico semelhante ao da pericardite constritiva

 Sintomas de Início insidioso: dispnéia, fadiga

 Exame físico
       . Estase jugular bilateral pulsátil
       . Sopro sistólico apical
         (envolvimento das válvulas mitral e tricúspide)
       . B3 e/ou B4
       . Sinais de insuficiência cardíaca direita,
          refratária ao tratamento habitual.

 Aspectos hemodinâmicos:
        . Descendente Y proeminente
               Miocardiopatia Restritiva




 Avaliação diagnóstica

    . Eletrocardiograma
    . Raio X de Tórax
    . Ecodoppercardiograma
    . Estudo hemodinâmico
    . Biópsia endomiocárdica
    . Ressonância nuclear magnética *
    . Tomografia computadorizada *

* Diferenciar a Mcp restritiva da pericardite constritiva.
                     Endomiocardiofibrose


   Metodologia Diagnóstica

    1- História clínica (anamnese e exame físico)

    2- Exame radiológico:
             . Geralmente normal
             . Cardiomegalia com sinais de congestão pulmonar
             . presença de calcificação margeando a borda
               indica pericardite constritiva.

    3- Eletrocardiograma:
              . Inespecífico; complexos de baixa voltagem
              . Alterações da onda T e do segmento ST
              . Arritmias
                  Endomiocardiofibrose

 Metodologia Diagnóstica

        4- Ecodopplercardiograma
              . Diâmetro e volume das câmaras
              . Espessura e movimento de septo e parede
              . Regurgitação mitral e ou tricúspide
              . Trombo na câmaras cardíacas
              . DD com miocardiopatias e pericardite

       5- Estudo hemodinâmico
              . Manometria semelhante à pericardite
                 .. Curva em M ou W invertido (átrio)
                 .. Curva em “plateau” da PD de VD

       6- Biópsia endomiocárdica
              . Conclusão diagnóstica
                   Endomiocardiofibrose


 Tratamento

     1- Clínico
        . Insuficiência cardíaca
        . Arritmias

     2- Cirúrgico
        . Exérese do miocárdio
        . Próteses valvulares

 Prognóstico
       . Após diagnostico clínico, sobrevida de até 12 anos
       . Morte: arritmias, Insuficiência cardíaca
       Endomiocardiopatia eosinofílica / Doença de Löffler


 Löffler, W. 1936, “Endocardite parietal fibroplástica
                     com eosinofilia”.

 “Síndrome eosinofílica”: intensa eosinofilia com lesões teciduais
                           ( > 1500 Eo/mm³)
 Atinge:
        . Pulmões, medula óssea, cérebro, rins, ap. digestivo,
          fígado, pele.
        . Coração atingido em de 95 % dos casos.

 Epidemiologia
       . Raça branca
       . Adultos
       . Países de clima temperado
Endomiocardiopatia eosinofílica / Doença de Löffler


 Anatomia Patológica

      . Miocardite com eosinofilia – necrose tecidual
      . Regressão da miocardite e arterites –
        formação de trombos
      . Fibroses extensas

 Quadro clínico

      . Febre
      . Leucocitose com eosinofilia
      . Manifestações gerais
      . Hépato-esplenomegalia
      . Insuficiência cardíaca
                       Endomiocardiopatia eosinofílica
1                            Doença de Löffler

                2   1- Múltiplos infartos embólicos e
                       arteriolite difusa.

                    2- Cardiomegalia com fibrose
                       extensa do endocárdio e do
                       miocárdio subendocárdico.
    4
                       Comprometimento dos músculos
                       papilares, cordas tendíneas e
                       cúspides da válvulas.
                       Trombos murais.

                    3- Microscopia:
            3
                       a) Infiltrado eosinofílico do
a       b                 subendocárdio.
                c      b) Infiltrado eosinofílico do miocárdio
                       c) Endarterite eosinofílica

                    4) Sangue periférico: eosinofilia

								
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