PROJETO POL�TICO PEDAG�GICO 1

Document Sample
PROJETO POL�TICO PEDAG�GICO 1 Powered By Docstoc
					ESTADO DE SANTA CATARINA
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO CIENCIA E TECNOLOGIA
17ª SECRETARIA DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL
GERENCIA DE EDUCAÇÃO, CIENCIA E TECNOLOGIA- ITAJAÍ
ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA MARIA RITA FLOR – 762000705800




                  PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO




                           Bombinhas - SC
                               2010
EQUIPE GESTORA
DIRETORA:
Dóris Helena Serpa Ferreira – Pedagogia, com especialização em Gestão Escolar

ASSESSORA DE DIREÇÃO:
Maria Inês Pelegrinello Dal Pizzol – Pedagogia, com especialização em Metodologia do
Ensino

ASSISTENTE TECNICA PEDAGÓGICA:
Vilma Abraham da Silva – Letras, especialização em Gramática
Jaqueline Márcia de Souza Vieira – Pedagogia, especialização em Psicopedagogia

ASSISTENTE DE EDUCAÇÃO:
Selmira Bohnenberger – Pedagogia, especialização em Gestão

QUADRO DE PROFESSORES


   Nome do Professor                  Formação                                   Situação
   Aline Mara da Costa                Pedagogia e Turismo e Hotelaria              ACT
   André Henrique Pavan de Mattos     Turismo e Hotelaria - Licenciatura Plena     ACT
   Angélica Michielin                 Ciências Biológicas                          ACT
   Giancarlos Francisco Miguel        Turismo e Hotelaria - Licenciatura Plena     ACT
   Gilda Wagner                       Pedagogia                                   Efetiva
   Gilmara da Silva Oliveira          Letras                                      Efetiva
   Helena Maria Gorges                Pedagogia                                   Efetiva
   Janaina Mello                      Letras                                      Efetiva
   Jane Odete Matias                  Química e Física                            Efetiva
   Jassana Braga Ratzlaff             Educação Física                             Efetiva
   Jocinéia Heberle                   Ciências Biológicas - L. Curta               ACT
   Juliana Lopes                      Turismo e Hotelaria - Licenciatura Plena     ACT
   Mabel de Campos Dobner             Turismo e Hotelaria - Bacharelado            ACT
   Marcio Antônio Paludo              Filosofia - Mestrado                         ACT
   Marcos Jose da Silva               Pedagogia - Incompleto                       ACT
   Maria do Rosário da Silva          Pedagogia                                    ACT
   Maria Jose de Melo Mafra           História                                    Efetiva
   Marita José de Souza Mendes        Geografia                                   Efetiva
   Munique Helena Schrull             Letras – Mestrado                            ACT
   Patrícia Zimmer                    Artes                                       Efetiva
   Paula Carolina Kemczinski          Matemática                                   ACT
   Ricardo Osvaldo da Silva           Matemática - Incompleto                      ACT
   Roseli Herrig Pittarello           Pedagogia                                    ACT
   Rute Botelho Silveira da Rosa      Geografia                                   Efetiva
   Sheila Cristina Câmara             Letras                                      Efetiva
   Sirlei Aparecida Manes             Ciências Biológicas                         Efetiva
   Solange Cardoso Schweder           Educação Física                             Efetiva
   Teresinha Neves Martins Pinheiro   Pedagogia                                   Efetiva
   Tiame Elqide Pimentel              Geografia                                    ACT
FUNCIONÁRIOS DA APP


- AUXILIARES DE SERVIÇOS GERAIS
FRANCISCA SERAFIM
MILENE


HISTÓRICO
Fundada em 1938 a Escola da Praia Grande situava-se próximo ao moinho do Senhor
José Candido, posteriormente fixou-se perto da igreja. Entre 1938 e 1998 a escola
transformou-se de Escola Isolada para Escola de Ensino Fundamental, atendendo as
demandas da evolução do próprio município; assim no ano de 1998 dá-se inicio a
construção do prédio para abrigar em sede própria a nova escola. Já no ano de 2005,
sob a direção da Professora Dóris Helena Serpa Ferreira e com aproximadamente 430
alunos matriculados, a escola passa ao patamar de Escola de Educação Básica, atendo
desta forma aos pressupostos educacionais para democratização do ensino.
A partir do início do ano letivo de 2006, a unidade escolar passou a contar com mais
sete salas de aula e um Ginásio de Esportes, sendo contemplada com a implantação
do curso de Ensino Médio Integrado à profissionalização. Neste sentido, a atual Escola
de Educação Básica Maria Rita Flor, nome este designado pela comunidade através de
eleição escolar, em 30/11/2005 para homenagear esta cidadã benemérita do município;
a escola é pioneira na região da Costa Esmeralda na implantação de um curso voltado
para a principal atividade econômica da região – o Turismo- se coloca como
aglutinadora e integradora da discussão travada por todos os setores de nossa
comunidade sobre o futuro do desenvolvimento.
Resultados de 2006 a 2009


ANO: 2006                                 ANO: 2007

Total de Alunos:   442    100%            Total de Alunos:   570    100%
Aprovados:         384    69,00%          Aprovados:         531    93%
Reprovados:        53     12%             Reprovados:        52     9,1%
Desistentes:       54     12%             Desistentes:       44     7,7%
ANO: 2008                                   ANO: 2009

Total de Alunos:   649     100%             Total de Alunos:   742    100%
Aprovados:         560     82,2%            Aprovados:         616    83%
Reprovados:        80      12,3%            Reprovados:        65     8,7%
Desistentes:       35      5,4%             Desistentes:       23     3,1%



CONCEPÇÃO FILOSÓFICA E PEDAGÓGICA


Apresentação:


      A Escola de Educação Básica Maria Rita Flor orientará sua ação pedagógica
administrativa e financeira através deste Projeto, documento em construção coletiva
permanente, politicamente comprometida com a Proposta Curricular do Estado de S.C.
e com os Parâmetros Curriculares Nacionais. Possui como princípio o Sócio -
Interacionismo e como Linha Filosófica o Materialismo Histórico Dialético. Sua ação
pedagógica centra-se na linha de desenvolvimento dos Projetos Pedagógicos, abrange
a contemplação dos Temas Transversais, com o objetivo de envolver o conhecimento
historicamente produzido numa reflexão crítica da realidade social , na busca de
cidadania.
      Entendemos que o ser humano é social e histórico, através de sua atividade e
relação com objeto-mundo, constrói tanto o mundo como a si próprio. Consideramos
que o conhecimento é patrimônio coletivo e portanto deve ser socializado.      Desta
forma a escola pretende construir um espaço de socialização, sistematização e
construção de um novo saber, a partir da mediação do professor visando sempre à
inclusão e a diminuição da evasão e repetência.




Filosofia da Escola


      Desenvolver o processo de mediação na formação de cidadãos com capacidade
de pensar e agir mediante a elaboração de conhecimento científico erudito e universal.
      Pretendemos com essa filosofia a formação de um aluno crítico, autônomo e
participativo. Essa concepção busca garantir os direitos e deveres preconizados pela
constituição da República Federativa do Brasil nos artigos 5º 6º e 14º, bem como os
estabelecidos no estatuto da criança e do adolescente, cap IV, art 53, visando assim
diminuir as diferenças sociais e construir uma sociedade mais humana.


Objetivos gerais da Escola


§     Instrumentalizar os alunos pelos conhecimentos científicos, eruditos e universais
visando à construção de sua cidadania.
§     Desenvolver a concepção Pedagógica Sócio-interacionista.
§     Estabelecer relações democráticas em nível de autoridade e poder na unidade
escolar.
§      Realizar Capacitação para profissionais da educação sempre que se fizer
necessário em nossa Escola.


Objetivos Específicos


§     Assessorar os professores na construção, desenvolvimento e execução de seus
planos de Ensino e respectivos Projetos.
§     Assessorar professores no processo de avaliação e recuperação, para que esta
deixe de ser meritocrática e seletiva e se tome parte integrante do processo de
construção e elaboração do conhecimento.
§      Oferecer aos alunos orientação quanto aos métodos de estudo, orientação
profissional, orientação sexual, prevenção de drogas, programa de assistências sociais,
ecológicas…
§     Organizar atividades culturais e de lazer com o objetivo de atrair os pais para
uma participação efetiva no processo educativo da escola.
§             Proporcionar ao educando, acesso a uma base de conhecimentos que
garantam ao mesmo tempo, uma formação humana para a leitura de mundo e para a
atuação como cidadão integrado dignamente a sua sociedade política.



                                                                                     2
§              Integrar a relação entre conhecimento básico de uma formação geral com
o específico de uma formação técnica, sobre os eixos do trabalho, da ciência e da
cultura.
§              Oportunizar a Escola de Educação Básica Maria Rita Flor fixar-se como
aglutinadora e integradora da discussão travada por todos os setores da comunidade
sobre o futuro do desenvolvimento da região.


    Corpo Docente e Apoio pedagógico administrativo:


        Total de 29 funcionários, destes 21 são professores distribuídos entre o ensino
fundamental e o médio, 3 especialistas, 1 assistente técnico-pedagógica, 1 assistente
de educação e 3 agentes de serviços gerais.
Na prática o trabalho realizado de forma harmoniosa, alguns profissionais procuram
realizar o trabalho dentro perspectiva sócio-interacionista, outros não tem a devida
clareza do que seja esta perspectiva. Apesar do número de alunos estar dentro do
previsto na legislação vigente, o corpo docente acredita ainda não ser ideal, assim
como as condições salariais.
        As decisões são coletivas ou construídas após ouvir os interessados. Já existe
convicção de que a aplicação da perspectiva sócio-interacionista conduza a uma
educação de qualidade, sendo por isso propósito da escola a sua aplicação.
        O quadro de pessoal de apoio Técnico Pedagógico procura seu aperfeiçoamento
para sentir-se orgânico na realização do trabalho pedagógico sendo que o trabalho está
cada vez mais integrado.


Desenvolvimento


        No planejamento anual coletivo definimos as atividades curriculares a serem
desenvolvidas pela escola, durante o ano. Estas atividades estão sempre sujeitas a re-
planejamento conforme necessidade do estabelecimento.
        Para trabalhar a concepção pedagógica Sócio-Interacionista elegemos a
interdisciplinaridade como visão de totalidade, unidade, contradição e conflito do
conhecimento científico.


                                                                                     3
      Nas séries iniciais, cada professor, baseado no seu plano de ensino elaborado
no início do ano letivo e com base nos estudos desenvolvidos pelos alunos e
professores da turma anterior, elaborará junto com os especialistas e direção os
projetos que pretenderão desenvolver naquele período letivo. A execução também
deverá envolver alunos, pais e professores de outras séries num verdadeiro mutirão
interativo. Estes projetos deverão estar de acordo com a filosofia e a concepção
pedagógica adotada pela escola. O professor será mediador do consentimento na
relação com seus alunos. Trabalhará com eles a produção de textos individuais e
coletivos usando a pesquisa e a participação ativa como aliados indispensáveis. Os
textos produzidos poderão resultar num livro da história da sala.
      Nas séries finais do Ensino Fundamental, os professores procurarão elaborar os
seus projetos de preferência por área respeitando-se a individualidade da disciplina. Os
Especialistas e Direção participarão da elaboração, execução e avaliação do projeto
junto com os pais, professores e alunos. A execução será um processo orgânico de
mediação e o conhecimento trabalhado na sua totalidade. Os projetos deverão estar de
acordo com a filosofia da escola, respeitando-se a especificidade de cada conteúdo
programático de cada série, também poderá haver a interação entre professores e
alunos do Ensino Fundamental e Médio com o envolvimento da comunidade.
      No ensino médio procuramos organizar o trabalho por áreas de conhecimentos,
linguagens códigos e suas tecnologias, ciências da natureza, matemática e suas
tecnologias. Objetivamos dar significado ao conhecimento escolar mediante a
contextualização e evitar a compartimentalização mediante a interdisciplinaridade.
      Busca-se para o ensino médio uma formação geral, em posição a formação
específica; o desenvolvimento de capacidades de pesquisar, buscar informações,
analisá-las e selecioná-las; a capacidade de prender, criar, formular, ao invés do
simples exercício de memorização.
      Para que a escola desenvolva o sócio-interacionismo precisa lançar mão de
algumas estratégias e instrumentos como:


§     Pesquisa grupal e individual
§     Monitoria: prevendo a diversidade do aprender
§     Trabalho de grupo: visando produção coletiva


                                                                                      4
§     Entrevista – gincana – viagem de estudos – Grêmios literários – jograis – varais
literários – jornais…
§      Festivais de teatro, poesia, dança, canto, conto, exposições de artes visuais,
experimentos de física e química…
§     Organização de eventos, jogos internos…
§     Recursos tecnológicos: Computador, Vídeo, Retroprojetor, Data-show, DVD…


Na sala de aula o professor precisa trabalhar de forma democrática. Professor e alunos
são sujeitos que interagem entre si na re-elaboração e elaboração do conhecimento
sempre a partir do conhecimento já dominado pelo aluno. A aprendizagem acontecerá
quando, pela mediação do professor e do meio social a sala conseguir produzir um
conhecimento sistematizado (científico). A interação entre os alunos e dos alunos com o
professor e destes com o conhecimento. E numa aprendizagem incorporadora. ZDP.
Nesse processo de mediação no qual se respeitam os diversos níveis de
aprendizagem, todos aprendem e a escola terá garantido sua função social: a de
socialização e produção do saber escolar. Por isso na sala de aula a relação entre
alunos e professores acontecerá de forma democrática sendo a questão dos limites
uma construção coletiva, assim como o conteúdo a ser trabalhado.


A AVALIAÇÃO
       No sócio-interacionismo o erro é visto como parte do processo de construção do
conhecimento, é articulador de novo saberes, sinalização do caminho a ser buscado na
interação com o professor e companheiros. Assim a avaliação é parte integrante do
processo. Ela dirá ao sujeito o que se aprendeu e o que não se aprendeu e o porque
disso. Não existe momento específico para acontecer. Ela detecta onde a coisa não foi
bem e precisa ser retomada. As notas ou conceitos poderão ser fruto de uma decisão
coletiva a partir do que se conseguiu internalizar o conhecimento elaborado. O teste ou
a prova serão instrumentos que auxiliarão num diagnóstico mais confiável. Assim a
avaliação será diagnóstica e formadora.
       Ela não se refere apenas ao domínio de conteúdos específicos , mas também ao
desenvolvimento de capacidade tais como: autonomia intelectual, pensamento crítico,
formação ética. Importa avaliar o aluno como um todo, na capacidade de relacionar-se


                                                                                     5
com o grupo, na iniciativa, no empenho para resolver problemas propostos e nas
atividades lúdicas. O aluno deverá compreender como está sendo avaliado e a
avaliação também poderá tornar-se um instrumento de aprendizagem, através do
estímulo à auto-avaliação.
A avaliação ou o repensar a avaliação deve ser dirigida no sentido de qualificar
caracterizando a legitimidade da preocupação com a avaliação, deixando sua dimensão
técnica e passando pela própria questão do controle do processo... A avaliação deve
ser um instrumento na própria aprendizagem do aluno (questão política), o que se
percebe claramente é a visão classificatória que a avaliação possui escolas por suas
próprias características.
É preciso não só reformular a questão da avaliação como medida, mas sim adequá-la
no processo ensino–aprendizagem reformulando-o, voltando-o a questão social, fim
ultimo do processo.
É preciso equacionar a questão de estabelecer medida do ato de julgar.
É importante melhorar os instrumentos de medida para fornecerem os dados
necessários da aprendizagem do aluno, mudando ou aprimorando o encaminhamento
pedagógico para posteriormente repensar o ato avaliativo fazendo com que deixe de
ser um processo classificatório passando a ser um instrumento de informação do
processo não o fim do processo.
O fim básico da educação não é aprovar ou reprovar, mas sim de formar o cidadão e
isso não passa necessariamente em atribuir notas e conceitos, mas a preocupação
básica deve ser em como o processo é elaborado e a partir deste estabelecer função
diagnóstica da educação. É necessário adequar e estabelecer paralelos entre as
avaliações no caráter formativo, diagnóstico e somativo, compreendendo que a
avaliação não é o fim da educação, mas sim instrumento de informação ao professor e
aluno sobre processo educacional. Por isso resolveu em conjunto delibar pelo que se
registra sobre avaliação.
1 – A avaliação será diagnostica em cada disciplina com no mínimo 4 registros a serem
avaliados.
Ainda, cumpre aqui ressaltar que a questão da avaliação será norteada pela LDB lei
9394/96, lei complementar 170 e resolução nº 023/2000. Qualquer aspecto não



                                                                                   6
mencionado neste PPP com relação à avaliação será dirimido por legislação especifica
do sistema estadual de ensino


NORMAS DE CONVIVÊNCIA:
Não é permitido:
Sair da sala de aula, nos intervalos, sem autorização dos professores;
Retirar-se da Escola sem autorização da Administração;
Chegar atrasado às aulas ou entrar atrasado nas demais;
Comparecer sem uniforme exigido pela escola, PRINCIPALMENTE NAS ATIVIDADES
EXTRACLASSE;
Pichar, riscar, arranhar ou estragar bens e móveis da escola. Todo estrago deve ser
ressarcido;
Usar roupas indecentes e inadequadas no ambiente escolar;
Desrespeitar professores, funcionários ou colegas;
Jogar ou chutar bola dentro do pátio interno;
Andar de bicicleta ou moto no pátio interno (deve-se trazer cadeado para sua bicicleta);
Desrespeitar o ambiente escolar com atitudes indecorosas ou imorais;
Desrespeitar qualquer ordem dada pelos professores, especialistas e Direção;
Fumar, tomar bebidas alcoólicas ou qualquer tipo de droga;
Freqüentar a escola, sem autorização, aos domingos, feriados e períodos contrários do
seu turno;
Permanecer na sala de aula durante o recreio;
Retirar livros da Biblioteca sem autorização, ou danificar o que foi devidamente
emprestado;
Comparecer a Secretaria sem autorização, ou fora do horário de atendimento ao aluno
(entrada e recreio);
Trazer ou usar material cortante (faca, canivete, tesoura, estilete) com exceção de
tesoura sem ponta;
Namoro e atitudes indecentes dentro da Unidade Escolar;
Celular e/ou qualquer equipamento sonoro (mp3, mp4 etc.) ligado durante as aulas;
Utilizar-se de qualquer material de uso da escola sem autorização;
Comer em sala de aula (salgadinhos, pirulitos, balas, chicletes, etc.);


                                                                                       7
Utilizar boné dentro de sala de aula, em homenagens e saídas de estudo.
Obs.: A escola não se responsabiliza por roubos de bicicletas, jóias, celulares, etc.


RECUPERAÇÃO PARALELA


      A recuperação acontecerá paralela ao processo educativo. Sempre que for
detectada a necessidade de se retomar algum conhecimento não internalizado
acontece à recuperação. Assim a recuperação existirá para recuperar conhecimento e
não nota ou freqüência.


Instrumentos


Parâmetros curriculares: auxiliar na renovação da base curricular do ensino
fundamental e Médio.
Projetos: os projetos objetivam organizar o trabalho e superar as práticas habituais.
Conselhos          de      classe:        visando        estudar        as        relações
aluno/conhecimento/professor/escola, com a participação de todos os segmentos
envolvidos (pais, alunos, professores, apoio técnico-pedagógico e direção).
Dias de estudo: objetivando capacitar recursos humanos dentro de própria unidade
escolar.
Cursos de capacitação: procurando motivar seus profissionais a participarem desses
eventos visando à qualidade de sua educação.
Reuniões administrativas: com o objetivo de repassar informações e discutir problemas
de categoria.
Associação de pais e professores: buscando auxiliar no fortalecimento do discurso e da
prática escolar.
Intercâmbio escola/comunidade: para organizar atividades culturais e de lazer com o
objetivo de atrair os pais dos alunos, tornando-os parceiros de nosso trabalho.
Biblioteca escolar: com o objetivo de completar o trabalho de sala de aula através da
pesquisa.
Laboratório de Informática e Sala de Vídeo: com o objetivo de completar o trabalho de
sala de aula através da pesquisa.


                                                                                        8
Temas transversais: com o objetivo de vincular o conhecimento historicamente
produzido às questões sociais.
Projeto Ação Nacional Griôs: terceiras e quintas séries do ensino fundamental e
primeiras séries do ensino médio.
Calendário escolar: com o objetivo de organizar as atividades da escola.
      Além de todas estas atividades devidamente programadas, existem, no dia a dia,
conversas informais com os pais, alunos e funcionários com o objetivo de
aprimoramento do processo educativo. Também são realizadas atividades culturais e
de lazer, tais como: festa junina, gincanas, teatros, esportes, feiras, visitas técnicas,
atividades extraclasse, entre outras.
      Com o desenvolvimento de todas as atividades acima descritas, a escola vem
obtendo alguns resultados positivos como:
§     Melhorias no relacionamento aluno/professor/conhecimento, diminuindo, assim, o
índice de repetência.
§     O processo de avaliação coletiva e solidária desenvolvida em sala propicia a
articulação de novos saberes. Deixa de ser meritocrático e seletivo, para se tornar parte
integrante do processo de construção e elaboração do conhecimento.
§     A recuperação surge agora da necessidade de retomada de algum conhecimento
não internalizado.
§     A concepção pedagógica do sócio–interacionismo praticada na escola, produziu
a diminuição considerável do índice de evasão escolar.
§     A prática pedagógica envolve atividades realizadas em sala e fora dela tais como:
monitoria, trabalhos de grupo, viagens de estudos, produções teatrais, jornal escolar,
poesias, danças, além do uso de recursos tecnológicos como o vídeo, retroprojetor e
som, envolvendo sempre que possível à comunidade escolar.
§      A reestruturação do regimento interno com a participação dos segmentos
envolvidos no processo.
§    A realização de atividades em parceria com organismos não governamentais.
§     A mudança na prática pedagógica nos últimos anos tenta tornar a escola um
espaço mais atrativo para os alunos e comunidade escolar.




                                                                                       9
ORGANIZAÇÃO ESCOLAR


Regime de Funcionamento:


      O regime de funcionamento das aulas da Escola de Educação Básica Maria Rita
Flor está distribuído nos três turnos: matutino, vespertino e noturno.
      No turno matutino as aulas iniciam às 7:45 h. com término às 11:45 h. No
período vespertino as aulas iniciam às 13:00h. e terminam às 17:00 h.
      Nos períodos Matutino e Vespertino, são ministradas 05 (cinco) aulas cada
período com duração de 45 minutos cada.
      No período noturno as aulas iniciam às 19:00 h. e terminam às 22:30 h. com 5
(cinco) aulas de 40min cada.


ORGANIZAÇÃO DO COTIDIANO O TRABALHO ESCOLAR


Calendário Escolar


      O calendário escolar será elaborado de acordo com a legislação vigente pela
direção e pelo serviço técnico-pedagógico e fixará os dias letivos, dias de trabalho
escolar efetivo, dias de estudo, conselhos de classe, recesso escolar e eventos
programados.
       O inicio e o término do ano letivo serão fixados pela Secretaria de Estado da
Educação Ciência e Tecnologia.


Matrícula


      O Plano de Matrícula será elaborado, anualmente, pela Secretaria de Estado da
Educação Ciência e Tecnologia.
      A Direção da Unidade Escolar será responsável pela divulgação do período e
dos critérios para efetivação da matrícula.




                                                                                 10
       Para a matrícula de alunos transferidos de outros estabelecimentos de ensino, a
Unidade Escolar deverá exigir os documentos: Atestado de Freqüência e Histórico
Escolar, devidamente assinados pelos responsáveis.
       Fica estabelecido o prazo máximo de 30 dias para apresentação dos
documentos exigidos no ato da matrícula.
       Constatada irregularidade no documento do aluno, referente à série em que está
cursando, a Unidade Escolar deverá providenciar a sua regularização, exceto nos
casos cuja documentação encontra-se em tramitação no poder judiciário ou conselho
tutelar.
       Para os atuais alunos da Unidade Escolar, a renovação de matrícula será
automática e dentro das normas vigentes adotadas pela Secretaria de Estado da
Educação Ciência e Tecnologia.


RECUPERAÇÃO DE ESTUDOS.


       Entende-se por recuperação de estudos o processo didático-pedagógico que visa
oferecer novas oportunidades de aprendizagem ao aluno para superar deficiências ao
longo do processo ensino-aprendizagem.
       A recuperação será oferecida de forma paralela sempre que for diagnosticada
insuficiência durante o processo regular de apropriação, de conhecimento e
competência pelo aluno.


TRANSFERÊNCIA


       A Unidade Escolar aceitará a transferência, observadas as exigências e
formalidades legais.
       A transferência far-se-á pelo Núcleo comum, fixado em âmbito Nacional,
observados os princípios e normas vigentes.
       A transferência oriunda de país estrangeiro dar-se-á em conformidade com a
legislação vigente.




                                                                                   11
       A divergência de currículo em relação às disciplinas da Parte Diversificada,
acrescentadas pela Unidade Escolar, não constituirá impedimento para a aceitação da
matrícula por transferência.


ADAPTAÇÃO


      O aluno que vier transferido de outro estabelecimento de ensino com plano
curricular diferente do previsto pela Unidade Escolar, estará sujeito à adaptação nas
disciplinas que não tenha cursado em série anterior ou equivalente, até o máximo de 4
disciplinas, para o Ensino Médio, exceto no Ensino Médio Integrado à Educação
Profissional.
       A adaptação é restrita aos conteúdos programáticos, e não à freqüência da carga
horária prevista.
       A adaptação será desenvolvida sem prejuízo das atividades normais da série em
que o aluno se matricular, e tem por finalidade atingir os conteúdos necessários para o
prosseguimento do novo currículo, e concluídos antes do resultado final da avaliação do
rendimento escolar.
       A adaptação far-se-á mediante a execução de trabalhos orientados pelo
Professor, com acompanhamento dos Especialistas em Assuntos Educacionais e
Direção da Unidade Escolar.


EQUIVALÊNCIA DE ESTUDOS


       Cabe à escola orientar o interessado, pais ou responsáveis pelo aluno transferido
do exterior quanto aos procedimentos relativos à equivalência de estudos, conforme
estabelecido na Resolução nº 34/99/CEE/SC.
       A transferência de aluno oriundo de outro país será permitida em qualquer série
da Educação Básica em qualquer época do período letivo, exceto no Ensino Médio
Integrado à Educação Profissional.
       Em caso de impossibilidade de apresentação de qualquer documento escolar em
decorrência de calamidades, guerras, exílio político e outras situações de emergência o



                                                                                     12
aluno deverá ser submetido ao processo de reclassificação (amparo legal Lei
Complementar nº 170/98, art. 24, Parágrafo único).
      A matrícula de aluno estrangeiro só poderá se efetivar se o mesmo estiver
devidamente registrado no Departamento de Polícia Federal, conforme dispõe a Lei
Federal nº 6815/80.


Aproveitamento de Estudos, Progressão Parcial, Classificação, Reclassificação.


a) Aproveitamento de Estudos – É o reconhecimento dos estudos feitos (com
aprovação) pelo aluno, na série e ocorre quando o aluno for reprovado em alguma
disciplina e escola que não oferece progressão parcial (dependência). Neste caso, o
aluno deverá repetir série e a escola deverá considerar o conhecimento e a
aprendizagem nas disciplinas em que logrou êxito, Ou seja, nas disciplinas em que foi
aprovado no ano anterior, não poderá ser reprovado, entendendo-se que o aluno não
desaprende.


b) Progressão Parcial (Dependência)
      A dependência e a dispensa de disciplina no Ensino Médio e no Ensino Médio
Integrado à Educação Profissional serão adotadas de acordo com a legislação vigente.
       A dependência é a possibilidade de um aluno ser promovido à série seguinte
com reprovação em até duas disciplinas.
      No Ensino Fundamental, o aluno de 8ª série que não obtiver aproveitamento
necessário para promoção, depois de esgotadas todas as oportunidades oferecidas no
ensino regular poderá beneficiar-se da dependência em até 2 (duas) disciplinas
podendo avançar para a 1ª série do Ensino Médio, conforme parecer nº 426 de
24/09/02 do Conselho Estadual de Educação.
O aluno em dependência deverá apresentar a cada bimestre um trabalho de acordo
com o planejamento do professor e da disciplina correspondente. A avaliação de
dependência será a mesma estabelecida pela escola para os demais alunos, de acordo
com a legislação vigente.
C) Classificação - Classificar significa posicionar o aluno em série ou fase compatível
com sua idade, conhecimento e experiência, podendo ser feita:


                                                                                    13
-por promoção - para alunos que cursaram com aproveitamento, na própria escola,
-por transferência - para alunos procedentes de outras escolas,
-por avaliação - independentemente de comprovação de escolarização anterior, e que
não tenha certificação formal, mediante classificação, feita pela escola, que avaliará o
conhecimento e a experiência do aluno permitindo sua matricula na série.
d) Reclassificação – A Lei nº 9.394/96 e a Lei Complementar nº 170/98 em seus artigos
23 § 1º, e 24, Parágrafo único, respectivamente, delegam às escolas a possibilidade de
reclassificar os alunos, inclusive em situações de transferências entre estabelecimentos
situados no território nacional e no exterior, tendo como base as normas curriculares
gerais.
      A reclassificação é uma situação nova na educação brasileira que anteriormente
somente considerava a classificação. Reclassificar significa reposicionar o aluno na
série, diferente daquela indicada em seu histórico escolar.
      A reclassificação só poderá ser feita pela escola em que o aluno for matriculado
e, nas seguintes situações:
-avanço de séries ou cursos por alunos com comprovado desempenho. É a forma de
oferecer ao aluno a oportunidade de concluir, em menor tempo, séries ou cursos, desde
que apresente conhecimento, com comprovado desempenho;
-aceleração de estudos para alunos com atraso escolar.            É a forma de propiciar
condições para a recuperação dos alunos em situação de defasagem na aprendizagem
em relação à idade/série, possibilitando-lhes avanços no seu processo de apropriação
do conhecimento;
-transferência entre estabelecimentos situados no país e no exterior, posicionando o
aluno na série adequada, tendo como base as normas curriculares gerais.
      O aluno deverá ser submetido ao processo de reclassificação, quando houver
transferência do exterior, com documentação insuficiente para determinar o nível de
escolaridade ou quando impossibilitado da apresentação de qualquer documento
escolar em decorrência de calamidades, guerras, exílio político ou outras situações e
emergências.
      Pela legislação, trata-se de prerrogativa que se insere no rol das competências
que o artigo 23 da LDB atribui à escola.          Portanto, cabe à escola assumir a
responsabilidade pela operacionalização da reclassificação, aceleração e avanços nos


                                                                                      14
cursos e séries dos alunos. Deve-se atentar para que a decisão de reclassificação seja
considerada de caráter essencialmente pedagógico. Entretanto, sua concretização
exigirá medidas administrativas capazes de resguardar os direitos dos alunos, e
diretores da escola.   Para isso, deverá ser constituída uma comissão formada por
representantes dos órgãos de decisão coletiva que a escola possua, que submetera o
aluno a avaliações de conhecimento e experiência, para definir e comprovar a matrícula
na série correspondente. Mesmo adotando todas essas providências a escola deverá
acolher as orientações da Supervisão de Ensino.
      A Lei, ao tratar de reclassificação, valoriza o conhecimento e experiência do
aluno e não faz nenhuma referência à freqüência mínima exigida, Portanto, nada
impede, se não for cumprido estes mínimos exigido, que o aluno continue seus estudos
no período letivo seguinte, pois ao admitir a possibilidade da reclassificação dos alunos,
a própria lei está dizendo que deve prevalecer o conhecimento do aluno.
      Ainda assim, consideramos a freqüência às aulas um dos fatores importantes
para a aprendizagem do aluno. Portanto, cabe à escola estimular a presença do aluno
nas aulas, para que seja cumprido o mínimo estabelecido em Lei (setenta e cinco por
cento). Caso o aluno não obtenha os setenta e cinco por cento de freqüência mínima
exigida, mas tenha suficiente aproveitamento, a escola poderá submetê-lo a um
processo de avaliações, conforme 'a mencionado, o que permitirá a sua matrícula na
série subseqüente (reclassificação).
      É necessário salientar que a escola ao utilizar a reclassificação em decorrência
de não ter o aluno à freqüência mínima exigida para a aprovação, isto deve ser
entendido como uma situação especial. Não pode servir de pretexto para a escola
eximir-se de seu compromisso em buscar condições pedagógicas capazes de estimular
a presença dos alunos nas atividades desenvolvidas na escola.
      No caso de ser o aluno reclassificado, é necessário manter arquivado o registro
das avaliações e todos os documentos, tais como: atas, provas ou outros trabalhos que
venham a ser exigidos e mais as anotações, para efeitos legais.


FREQÜÊNCIA
      O processo educacional é construído numa relação de interatividade entre todos
os envolvidos. É fundamental que a escola promova pautas interativas de qualidade


                                                                                       15
que a presença dos alunos nas atividades escolares durante o ano letivo, para a carga
horária e para uma aprendizagem significativa.
       De acordo com a lei nº 9394/96 a aprovação do aluno está condicionada ao
mínimo de 75% (setenta e cinco por cento) de freqüência às aulas, em relação ao
cômputo total da carga horária em vigor, ou seja, de 100%, da carga horária
anual/semestral, o aluno poderá faltar até 25% das aulas . Dessa forma, a apuração da
freqüência não se fará mais sobre a carga horária específica de cada disciplina.
       No Ensino Fundamental, de 1ª à 4ª série, o registro da freqüência caberá ao
professor de turma utilizando-se do diário de classe. O mesmo procedimento poderá ser
seguido pelos professores das diversas disciplinas de 5ª a 8ª série do Ensino
Fundamental. O professor é responsável pelo registro da freqüência e pelo
acompanhamento do desempenho de seus alunos.
       Durante o ano letivo, a escola, ao observar a infreqüência do aluno, deve
proceder alguns encaminhamentos conforme o Projeto Apóia que favoreçam a
aprendizagem e a permanência do aluno:
a)     revisão de causas de caráter pedagógico que afastam os alunos da sala de aula;
b)     contato com as famílias para diagnóstico da causas da infreqüência na escola e
busca de alternativas,
c)     comunicação às autoridades competentes (Ministério Público e Conselhos
Tutelares) para providências cabíveis.
              Chamamos ainda a atenção da escola para outros casos que
impossibilitam o aluno de freqüentar as aulas:
Aluna Gestante - tem seus direitos garantidos nas Constituições Federal e Estadual e
no Estatuto da Criança e do Adolescente.          Como aluna, tem direitos e deveres a
cumprir, com aproveitamento e freqüência exigidos pela legislação vigente.
       Não existe tratamento diferenciado à aluna gestante quanto à freqüência mínima
de 75% (setenta e cinco por cento) exigida para a aprovação. O limite de ausência às
aulas garantidas pela legislação é de 25% (vinte e cinco por cento), o que corresponde,
no máximo a 50 dias do calendário de 200 (duzentos) dias letivos.
       O atestado médico assegura o direito ao afastamento das atividades escolares
para a aluna gestante. No período de licença, atestado pelo médico, a escola deve
garantir o direito de realizar exercícios domiciliares.


                                                                                    16
       Nos casos em que a aluna gestante, em situação especial, ultrapassar o
percentual mínimo de freqüência, verificar o encaminhamento dado no item
RECLASSIFICAÇÃO.
       Alunos com Problemas de Saúde (Portadores de Afecções) - o Parecer 06/98 da
Câmara da Educação Básica, do Conselho Nacional de Educação do CNE, assim se
expressa sobre a vigência do decreto-lei nº 1044/69, que dispõe sobre o tratamento
excepcional para os portadores de afecções, atribuindo àqueles estudantes a
compensação de ausência à aula mediante exercícios domiciliares.
       O referido decreto-lei apóia-se em três princípios o do direito à educação; o da
impossibilidade de observância dos limites mínimos de freqüência à escola em função
das condições de saúde; e, finalmente, a admissibilidade de adoção em regime
excepcional de atendimento ao educando.


 REGIME DISCIPLINAR


O regime disciplinar para os componentes da organização escolar será o decorrente
das disposições legais aplicáveis a cada caso, das normas estabelecidas neste
Regimento Escolar, no Estatuto dos Funcionários Públicos Civis, Estatuto do Magistério
Público Estadual, na Consolidação das leis de trabalho e no Estatuto da Criança e do
Adolescente. Respeitará também as demais normatizações que venham a ser feitas
pela Secretaria de Estado da Educação e Conselho Estadual de Educação, como o
parecer N° 299/2009.


CORPO DISCENTE


        Pela inobservância dos deveres previstos neste projeto, e conforme a gravidade
ou reiteração das faltas e infrações, serão aplicadas aos alunos, as seguintes medidas
disciplinares:
-Advertência verbal
-Advertência escrita e comunicada aos pais ou responsáveis
-Exigência de comparecimento do pai ou responsável
-Suspensão


                                                                                    17
      A aplicação da medida de advertência verbal será executada pelo professor ou
pela direção. A medida de advertência escrita e ou comparecimento dos pais ou
responsáveis serão aplicáveis pela direção de acordo com a gravidade da infração.
      A medida de suspensão de 03 dias das aulas normais será aplicada pela
direção.
      Caso seja necessário, a direção fará os devidos encaminhamentos ao Conselho
Tutelar da criança e do adolescente, para que o mesmo possa tomar as providências
cabíveis.
      Em última instância, caso sejam esgotadas todas as medidas anteriores, a
direção e o Conselho Deliberativo escolar poderão orientar às famílias para procederem
o encaminhamento do aluno, via transferência, para outra Unidade Escolar.
      As medidas disciplinares aplicadas ao corpo discente não serão registradas em
seu Histórico Escolar, devendo constar apenas nos assentamentos escolares.


REGISTRO, ESCRITURAÇÃO E ARQUIVOS ESCOLARES
 Forma e Objetivos:


      A escrituração e o arquivamento dos documentos escolares têm como finalidade
assegurar, em qualquer tempo, a verificação da:


I. Identidade de cada aluno;
II. regularidade de seus estudos;
III. autenticidade de sua vida escolar;
IV. documentação específica da Unidade Escolar.


      Os atos escolares serão registrados em livros, fichas ou instrumentos
informatizados,   resguardadas      as    características   imprescindíveis,   cabendo   sua
autenticidade à aposição da assinatura do Diretor e do Secretário.
 Constituem o Arquivo Escolar:
I. Documentação relativa ao Corpo Discente, que compreende:
a) Ficha de Matrícula;
b) Ata do Conselho de Classe


                                                                                          18
c) Histórico Escolar;
d) Certificado de Conclusão e Diploma;
e) Boletim Escolar;
f) Registro de Freqüência (diário de classe)
g) Arquivo Escolar
II. Documentação relativa à Unidade Escolar, que compreende:
a) Controle do ponto;
b) Registro de patrimônio
c) Atas de exames ou processos especiais;
d) Atas e resultados de conselho de classe,.
e) Assentamentos individuais de professores e funcionários;
f) Avisos e convocações.
      Poderão ser incinerados os seguintes documentos: diários de classe, provas
especiais ou relativas à adaptação ou recuperação, atestados médicos e ofícios.
      O ato de incineração será lavrado em ata assinada pelo Diretor, Secretário e
demais funcionários presentes.


DISPOSIÇÕES GERAIS


      Incorporar-se-ão a este Regimento Escolar, automaticamente, as disposições de
lei e instruções ou normas de ensino emanadas de órgãos ou poderes competentes,
alterando as disposições que com elas conflitarem.
      À Unidade Escolar fica assegurado o direito de propor o seu Regimento Escolar
ou aditivo ao presente, submetendo-o à aprovação do Conselho Estadual de Educação.
      Os casos omissos serão resolvidos pela Direção, à luz da legislação aplicável.




                                                                                       19
GRADES CURRICULARES


3.1 Grades Curriculares

ENSINO FUNDAMENTAL

MATRIZ CURRICULAR DE 08 ANOS

Resolução  nº   Disciplina                                                               Total
02/CEB/CNB      (aulas semanais)          1ª a 4ª séries        5ª    6ª    7ª    8ª
                Língua Portuguesa                               04    04    04    04     16
                Matemática                                      04    04    04    04     16
BASE COMUM      Ciências                  Contempladas          03    03    03    03     12
                História                  na grade de 09        03    03    03    03     12
                Geografia                 anos                  03    03    03    03     12
                Educação Física                                 03    03    03    03     12
                Artes                                           02    02    02    02     08
                Ensino religioso                                01    01    01    01     04
Parte Divers.   Língua Estrangeira                              03    03    03    03     12
Total Semanal                                                   26    26    26    26     104



MATRIZ CURRICULAR DE 09 ANOS

Resolução nº    Disciplina                                                                Total
07/ CEB/CNB     (Aulas Semanais)     1ª     2ª    3ª       4ª    5ª    6ª    7ª    8ª
                Língua Portuguesa    04     04    04       04                             32
                Matemática           04     04    04       04                             32
BASE COMUM      Ciências             04     04    04       04    Séries ainda      não    28
                História             04     04    04       04    contempladas.            28
                Geografia            04     04    04       04                             28
                Educação Física      03     03    03       03                             24
                Artes                02     02    02       02                             16
                Ensino religioso     01     01    01       01                             08
Parte           Língua Estrangeira   X      X     X        X                              12
Diversificada   (Inglês)
Total Semanal                        26     26    26       26                             208




                                                                                                  20
CURSO ENSINO MÉDIO NOTURNO



GRADE CURRICULAR ENSINO MÉDIO NOTURNO 3ª SÉRIE
Resolução     nº Disciplina                        1ª e 2ª
03/CEB/CNB       (aulas semanais)                  séries               3ª série      C.H
LINGUAGENS       Língua Portuguesa e Literatura                         02            64
CÓDIGOS E SUAS Língua Estrangeira Moderna (Inglês)                      02            64
TECNOLOGIAS      Artes                                                  03            96
                 Educação Física                                        02            64
                 Química                                                02            64
Ciências      da Física                                                 02            64
Natureza         Biologia                                               02            64
                 Matemática                                             02            64
                 História                                               02            64
Ciências Humanas Geografia                                              02            64
                 Filosofia                                              02            64
Parte            Estudos Regionais                                      02            64
Diversificada
Total Semanal                                                           25            800




GRADE CURRICULAR DO ENSINO MÉDIO NOTURNO 1ª E 2ª SÉRIES


Resolução    nº    Disciplina                         1ª    ª   CH           2ª       CH
CEB/CNB            (aulas semanais)                   série     Total         Série   Total
LINGUAGENS         Língua Portuguesa e Literatura     03        96           03       96
CÓDIGOS E SUAS     Língua     Estrangeira   Moderna   02        64           02       64
TECNOLOGIAS        (Inglês)
                   Artes                              02        64           01       32
                   Educação Física                    02        64           02       64
                   Química                            02        64           02       64
Ciências     da    Física                             02        64           02       64
Natureza           Biologia                           02        64           02       64
                   Matemática                         03        96           03       96
                   História                           02        64           02       64
Ciências Humanas   Geografia                          02        64           02       64
                   Sociologia                         02        64           02       64
                   Filosofia                          01        32           02       64
Total                                                 25        800          25       800




                                                                                              21
ENSINO MÉDIO INTEGRADO À EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA MARIA RITA FLOR – BOMBINHAS/SC
CURSO DE ENSINO MÉDIO INTEGRADO À EDUCAÇÃO PROFISSIONAL – HABILITAÇÃO
TÉCNICO EM HOSPEDAGEM
PERÍODO: DIURNO, SEMI-INTEGRAL
CARGA HORÁRIA TOTAL: 3 400 HORAS (incluído o estágio)
RESOLUÇÃO                                                         1ª      2ª
Nº 04/99/CEB/CNE          DISCIPLINAS                             SÉRIE   SÉRIE
                          Língua Portuguesa e Literatura          3       2
                          Ling. Estr. Mod. (Espanhol)             2       2
                          Artes                                   2       -
LINGUAGENS E CÓDIGOS Educação Física                              2       2
E SUAS TECNOLOGIAS   Sistemas de Informação                       2       -
SUBTOTAL                                                          11      7
                          Química                                 2       2
                          Física                                  2       2
                      Biologia                                    2       2
CIÊNCIAS DA NATUREZA,
MATEMÁTICA E SUAS Matemática                                      2       3
TECNOLOGIAS           Turismo e Meio Ambiente                     2       -
SUBTOTAL                                                          11      9
                          Geografia                               2       2
                          Filosofia                               2       2
                          Sociologia                              2       2
                          História                                2       2
                          Introdução ao Turismo                   2       -
                         Ética, Legislação e Segurança             2      -
                         Administração, Planejamento e Organização
                         do Turismo
CIÊNCIAS HUMANAS       E                                           2      2
SUAS TECNOLOGIAS
                          Eventos e Lazer                         -       2
                          Marketing e Gestão Turística            -       2
                          Economia e Turismo                      -       2
                          Meios de Hospedagem. e Alimentação      -       2
                          Laboratório de Turismo                  -       2
SUBTOTAL                                                          14      20
TOTAIS SEMANAIS                                                   35      35




                                                                                  22
GRADE CURRICULAR ENSINO MÉDIO INTEGRADO - 3ª SÉRIE

ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA MARIA RITA FLOR – BOMBINHAS/SC
CURSO DE ENSINO MÉDIO INTEGRADO À EDUCAÇÃO PROFISSIONAL – HABILITAÇÃO
TÉCNICO EM HOSPEDAGEM
PERÍODO: DIURNO, SEMI-INTEGRAL
CARGA HORÁRIA TOTAL: 3 400 HORAS (incluído o estágio)
Resolução    nº      Disciplina                            1ª e 2ª
03/CEB/CNB           (aulas semanais)                      séries    3ª série   C.H
LINGUAGENS           Língua Portuguesa e Literatura                  02         64
CÓDIGOS E SUAS       Língua Estrangeira Moderna (Inglês)             02         64
TECNOLOGIAS          Artes                                           03         96
                     Educação Física                                 02         64
                     Química                                         02         64
Ciências          da Física                                          02         64
Natureza             Biologia                                        02         64
                     Matemática                                      02         64
                     História                                        02         64
Ciências Humanas     Geografia                                       02         64
e suas tecnologias   Filosofia                                       02         64
                     Laboratório de Turismo                          03         64
Parte Diversificada  Estudos Regionais                               02         64
Estágio Supervisionado                                               08         256
Total Semanal                                                        35


 Processo de Planejamento e formas de Avaliação Institucionais


       A Escola de Educação Básica Maria Rita Flor, procurando melhor desenvolver
seu trabalho prioriza o planejamento anual. Este acontece no início de cada ano letivo
tendo sempre por base as falhas e avanços dos anos anteriores, o diagnóstico das
turmas em relação ao nível de aprendizado dos alunos, às carências e interesses dos
mesmos.
       Este planejamento é também flexível no seu desenvolvimento.
       Suas formas de avaliação acontecem diariamente no desenrolar do trabalho em
sala de aula, na verificação do rendimento dos alunos, nos conselhos de classe, nos
dias de estudo, nas conversas informais com professores de áreas afins, nas conversas
com a equipe de apoio técnico pedagógico.
       Fica assegurada uma Reunião Bimestral para a realização de Avaliações e
Planejamentos.




                                                                                      23
Articulação entre os níveis de ensino
      Entendemos a articulação entre os níveis de ensino como parte importante do
processo de ensino aprendizagem. Pois permite verificar defasagens e possibilitar a
recuperação quando necessária.
      Em nossa escola o espaço utilizado para discutirmos a articulação entre os
níveis acontece através de reuniões para avaliação no final do ano letivo e nos dias
destinados ao planejamento no início de cada ano. Acontece também nos conselhos de
classe, e dias de estudo, onde procuramos discutir conhecer e ou diagnosticar os
objetivos e as deficiências da ação pedagógica nos níveis de ensino, bem como, a
seleção organização e distribuição dos conteúdos. Entendemos os conteúdos como um
meio para que os alunos consigam desenvolver suas capacidades, e que os conteúdos
não se esgotam, devem ser revistos e aprofundados continuamente.
      O professor tem autonomia para dosar este conteúdo de acordo com as
condições de aprendizagens de seus alunos. No entanto essa flexibilidade e autonomia
com relação ao currículo não podem ser confundidas com “ensinar o que quiser”.
      Quanto à articulação entre os níveis de ensino Médio e Superior, entendemos
como medidas possíveis:
-Orientações e debates sobre a diversidade e os objetivos dos cursos que as
universidades oferecem;
-Debates sobre a qualidade e condições de acesso das universidades e fundações de
ensino superior.
-Palestras sobre as transformações no mundo do trabalho e a qualificação exigida.
-Divulgação e esclarecimentos sobre o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) para
auto–avaliação e orientação de escolhas futuras.


Organização de Estudo


      Estabelecemos o número de alunos por série e ou turmas de acordo com a lei
complementar nº 170-07/08/98.
      O número de educandos por sala de aula, definido de acordo com critérios
técnicos e pedagógicos, deve ser tal que possibilite adequada comunicação do aluno
com o professor e aproveitamento eficiente e suficiente.


                                                                                    24
      Nível de ensino, da seguinte forma:
-No ensino fundamental, máximo de 30 crianças até a quarta série ou ciclos iniciais e de
35 alunos nas demais séries ou ciclos;
-No ensino médio 40 alunos.


Normas de organização e convivência da comunidade escolar
      Estas normas contemplam os princípios que regem as relações profissionais e
interpessoais – os direitos e deveres dos participantes do processo educativo – as
formas de acesso e utilização coletiva dos diferentes ambientes escolares: a
responsabilidade individual e coletiva, manutenção de equipamentos, materiais, sala de
aula e demais ambientes).
      Terá como base os seguintes princípios:
-Pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas;
-Garantia de padrão de qualidade;
-Valorização do profissional da educação escolar;
-Respeito à liberdade a apreço a tolerância;
-Liberdade de aprender ,ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e
o saber.
-Igualdade de acesso e permanência na escola.
-Valorização da experiência extra-escolar.
-Vinculação entre a educação escolar, trabalho e as práticas sociais.
-Atendimento ao educando, através de suplementos como material-escolar, transporte,
alimentação.
-Fixar o calendário escolar, horário das aulas, atividades escolares, conforme a
legislação vigentes.
-Assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula e estabelecidos.
-Velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente;
-Prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento;
-Administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros.
-Aplicar penalidades disciplinares aos professores, funcionários e alunos da escola,
segundo as disposições do PPP.



                                                                                     25
-Articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da
sociedade com a escola.
-Informar os pais e responsáveis sobre a freqüência e o rendimento dos alunos bem
como sobre a execução de sua proposta pedagógica na elaboração do Projeto
pedagógico da escola.
-Planejar e coordenar a distribuição da merenda escolar para os alunos
-Manter a limpeza e a ordem de todos os compartimentos do prédio escolar bem como
a conservação dos móveis e outros utensílios.
-Participação das comunidades escolar e local e conselhos escolares ou equivalentes.
-Participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao
desenvolvimento profissional
-Organização de classes, ou turmas com alunos de séries distintas, com níveis de
adiantamento na matéria e para o ensino de línguas estrangeiras.
-Alcançar relação adequada entre o número de alunos por classe mediante o plano de
matrículas e as condições físicas do estabelecimento.
-Alcançar relações adequadas entre o professor, à carga horária e as condições
materiais da escola.
-Organização escolar própria incluindo adequação do calendário escolar.
-Conteúdos curriculares e metodológicos apropriados as reais necessidades e
interesses dos alunos.
-Condições e espaço físico adequado ao trabalho.
-Participar de reuniões do processo ensino-aprendizagem com os pais.
-Orientar e supervisionar as atividades do corpo docente e discente, dentro da escola,
as relações com a vida de exterior e o intercâmbio entre si e a comunidade escolar.
-Utilizar os livros da biblioteca e demais dependências e instalações da escola.
-Exigir o tratamento e respeito condigno e compatível com sua missão de educar.
-Valer-se dos serviços auxiliares da escola para um melhor desempenho de seus
atribuidores.
-Requisitar todo o material didático que lhes julgar necessário às aulas dentro das
possibilidades da escola.
-Opinar sobre o planejamento, técnicas e métodos utilizados (adoção de livros
didáticos)


                                                                                      26
-Propor medidas que objetivam o aprimoramento de métodos de ensino, de avaliação,
de atribuições.
-Receber, armazenar e distribuir os materiais didáticos destinados à escola.
-Ser tratado com respeito, atenção e carinho e humanidade pelos diretores,
professores, especialistas, funcionários.
-Ser pontual na entrega dos trabalhos.
-Freqüentar com assiduidade as aulas e demais atividades escolares.
-Uso do uniforme.
-Zelar pela limpeza e conservação de escola indenizando, os prejuízos que por ventura
causar.
-Respeitar diretores, professores, funcionários e colegas bem como cumprir
determinações da direção e professores.
-Respeitar as normas disciplinares da escola e ter atitude de convivência social.
-Utilizar-se das instalações na forma e horário preestabelecidos.
-Tomar conhecimento das notas e de sua freqüência através do boletim escolar.
-Diretores, professores, especialistas e demais funcionários, deverão exercitar-se na
conquista de valores éticos, morais e sociais objetivando o maior crescimento inter-
grupal.




     FUNÇÃO SOCIAL E PÚBLICA DE CADA INTEGRANTE DA COMUNIDADE
                                        ESCOLAR.


DIREÇÃO


          A Direção é o órgão que gerencia o funcionamento dos serviços escolares no
sentido de garantir o alcance dos objetivos educacionais da Unidade Escolar, definidos
no seu Plano Político-Pedagógico.
          A Direção é composta pelo Diretor (es), Especialistas e Técnico-pedagógico.
          A Direção é exercida pelo Diretor, escolhido dentre os membros efetivos da
categoria do magistério, na forma da lei vigente,



                                                                                        27
Compete ao Diretor:


I.      convocar os representantes das Entidades Escolares como: Associação de Pais
e Professores - APP e Grêmio Estudantil, para participarem do processo de elaboração
e execução do Plano Político-Pedagógico;
II.     coordenar, acompanhar e avaliar a execução do Plano Político- Pedagógico da
Unidade Escolar;
III.    encaminhar o Regimento Escolar a Secretaria de Estado da Educação Ciência e
Tecnologia para aprovação e garantir o seu cumprimento;
IV.     acompanhar o plano de aplicação financeira e a respectiva prestação de contas;
V.      coordenar o processo de implementação das diretrizes pedagógicas emanadas
da Secretaria de Estado da Educação Ciência e Tecnologia;
VI.     estudar e propor alternativas de solução, ouvidas, quando necessário, as
Entidades Escolares, para atender situações emergenciais de ordem pedagógica e
administrativa;
VII. participar do Conselho de Classe;
VIII. propor alterações na oferta de serviços de ensino prestados pela escola;
IX.     propor aos Serviços Técnico-Pedagógico e Técnico-Administrativo as estratégias
de ensino que serão incorporadas ao Planejamento Anual da Unidade Escolar;
X       aplicar normas, procedimentos e medidas administrativas emanadas pela
Secretaria de Estado da Educação Ciência e Tecnologia;
XI.     manter o fluxo de informações entre Unidade Escolar e os órgãos da
administração estadual de ensino;
XII. coordenar a elaboração do Calendário Escolar e garantir o seu cumprimento;
XIII.   cumprir e fazer cumprir a legislação em vigor, comunicando aos órgãos da
administração estadual de ensino as irregularidades no âmbito da escola e aplicar
medidas saneadoras,
XIV. supervisionar a cantina, onde esta tiver autorização de funcionamento, respeitada
a lei vigente;
XV. coordenar as solenidades e festas de formatura;
XVI. administrar o patrimônio escolar em comunidade com a lei vigente;
XVII. promover a articulação entre a Escola, Família e Comunidade:


                                                                                     28
comunicar ao conselho Tutelar os casos de: maus tratos reiteração e as injustificadas e
de evasão escolar dos alunos.


Compete ao Orientador Educacional:
- Garantir que a escola cumpra sua função social de socialização e construção do
conhecimento;
- Promover a articulação entre escola, família e comunidade.
- Participar com a comunidade escolar na construção do Projeto Político Pedagógico.
- Garantir o acesso e permanente do aluno na escola.
- Participar do diagnóstico da escola junto à comunidade escolar, identificando o
contexto sócio-econômico e cultural em que o aluno vive.
- participar da elaboração do planejamento curricular, garantindo que a realidade do
aluno seja ponto de partida e redirecionador permanente do currículo.
- Promover a participação dos pais e alunos na construção do Projeto Político
Pedagógico da escola.
- Contribuir para que aconteça a articulação entre teoria e pratica.
- Contribuir para que a avaliação se desloque do aluno para o processo pedagógico
como um todo, visando ao replanejamento.
- Garantir a participação dos pais e alunos no Conselho de Classe.
- Coordenar juntamente com o SE, o Conselho de Classe em seu planejamento,
execução, avaliação e desdobramento.
- contribuir para que a organização de turmas e do horário escolar considere as
condições materiais de vida dos alunos ( compatibilizar trabalho-estudo)
- Promover a reflexão sobre as conseqüências sociais do processo de rotulação,
discriminação e exclusão das classes trabalhadoras.
Participar da elaboração do Regimento Escolar.
- Promover a articulação entre trabalho-escola.
- Discutir a distribuição de merenda de forma a atender as reais necessidades dos
alunos.
- Garantir que trabalho seja o principio educativo da escola.
- Estimular e promover iniciativas de participação e democratização das relações na
escola.


                                                                                      29
- Estimular a reflexão coletiva de valores (liberdade, justiça, honestidade, respeito,
solidariedade, fraternidade, comprometimento social) a fim de que se concretize a
concepção de sociedade que queremos.
- Acompanhar e avaliar o estágio em OE.
- Desenvolver autoconceito positivo, visando à aprendizagem do aluno, bem como a
construção de sua identidade pessoal e social.
- Influir para que todos os funcionários da escola se comprometam com o atendimento
às reais necessidades dos alunos.


Compete ao Administrador Escolar:
- Garantir que a escola cumpra sua função social de socialização e construção do
conhecimento.
- Diagnosticar junto à comunidade ( especialistas, professores, pais, alunos) as suas
reais necessidades e recursos disponíveis.
- Participar com a comunidade escolar na construção do Projeto Político Pedagógico.
- Participar do planejamento curricular.
- Organizar e distribuir os recursos humanos, físicos e materiais disponíveis na escola.
Providenciar junto à administração superior, recursos financeiros, materiais, físicos, e
humanos necessários à viabilização do projeto Político Pedagógico da escola.
- Acompanhar a execução do currículo, visando ao melhor uso de recursos bem como a
sua permanente manutenção e reposição.
- Viabilizar aos profissionais da escola a oportunidade de aperfeiçoamento, visando o
Projeto Político Pedagógico.
- Coletar, organizar e atualizar informações e dados estatísticos da escola que
possibilite constante avaliação do processo educacional.
- Coletar, atualizar e socializar a legislação de ensino e de administração de pessoal.
Coordenar o processo de elaboração e atualização do Regimento Escolar, garantindo
seu cumprimento.
- Assegurar a organização, atualização e trâmite legal dos documentos recebidos e
expedidos pela escola.




                                                                                          30
- Discutir com a comunidade escolar a qualidade, quantidade, preparo, distribuição e
aceitação da merenda escolar, tomando providencias para que sejam atendidas as
necessidades do educando.
- Contribuir para a criação, organização e funcionamento das diversas Associações
Escolares ( CCE, APP, Grêmio, Conselho Comunitário).
- Acompanhar e avaliar o estágio em AE.
- Buscar atualizar permanente.
- Influir para todos os funcionários da escola se comprometam com o atendimento às
reais necessidades dos alunos.
Participar dos Conselhos de Classe.


Compete ao Assistente Técnico Pedagógico:
participar de estudos e pesquisas de natureza técnica sobre administração geral e
especifica, sob orientação;
participar, estudar,e propor aperfeiçoamento e adequação da legislação e normas
especificas, bem como métodos e técnicas de trabalho,
realizar programação de trabalho tendo em vista alterações de normas legais,
regulamentares ou recursos;
participar na execução de programas para o levantamento implantação e controle das
práticas de pessoal;
selecionar, classificar e arquivar documentação;
participar na execução de programas e projetos educacionais;
prestar auxilio no desenvolvimento de atividades relativas à assistência técnica aos
segmentos envolvidos diretamente com o processo ensino-aprendizagem;
desenvolver outras atividades afins ao órgão e a sua área de atuação
participar com a comunidade escolar na construção do PROJETO Político Pedagógico;
auxiliar na distribuição dos recursos humanos, físicos e materiais disponíveis na escola;
participar do planejamento curricular
auxiliar na coleta e organização de informações, dados estatísticos da escola e
documentação;
contribuir para a criação, organização e funcionamento das diversas associações
escolar;


                                                                                       31
comprometer-se com atendimento ás necessidades escolares;
participar dos conselhos de classe, reuniões pedagógicas e grupo de estudo;
contribuir para cumprimento do calendário escolar;
participar da elaboração, execução e desenvolvimento de projetos especiais;
administrar e organizar os laboratórios existentes na escola;
auxiliar na administração e organização das bibliotecas escolares; e
executar outras atividades de acordo com as necessidades da escola


Competência do Assistente de Educação
- identidade e regularidade da vida escolar do aluno;
- autenticidade dos documentos escolares;
-organizar e manter em dia a coletânea de leis, regulamentos, diretrizes, ordens e
serviço, circulares, resoluções e demais documentos;
-redigir a correspondência que lhe foi confiada;
-rever todo o expediente a ser submetido a despacho do diretor;
-elaborar relatórios e processos a serem encaminhados a autoridades superiores;
-apresentar ao diretor, em tempo hábil, todos os documentos que devem ser assinados;
-coordenar e supervisionar as atividades referentes à matrícula, transferência,
adaptação e conclusão de curso;
-zelar pelo uso adequado e conservação dos bens materiais distribuídos à Secretaria;


O professor
       O professor tem uma função mediadora entre o conhecimento historicamente
acumulado e o aluno. Para isso o professor precisa ter a apropriação desses
conhecimentos. Daí a necessidade de estudar muito, realizar registros das atividades e
de sua rotina diária e o encontro constante entre a equipe para discutir, avaliar, analisar
e procurar caminhos que estejam de acordo com a proposta pedagógica da escola,
procurando unir forças crescer enquanto equipe técnica, tendo como meta a Educação
de nossos alunos.
       Cabe ainda ao professor: motivar o aluno para pesquisa, leitura, inovar sua
prática, ter ética e postura profissional.



                                                                                        32
       Ensinar e proporcionar ao aluno situações onde ele mostre o que já sabe ou que
ele entende, abrindo espaço para que ele duvide, compare, pesquise e estruture um
novo conhecimento.
       O professor precisa buscar formas de enriquecer suas aulas utilizando
mecanismos criativos que ultrapassem as paredes da sala de aula, seja através da
utilização de vídeos, pesquisas de campo, contato com outras instituições, livros e
revistas, experimentações etc…


Compete ao Corpo Docente:
-ministrar aulas;
-participar da elaboração, execução e avaliação do Plano Político Pedagógico da
Unidade Escolar;
-participar do processo de análise e seleção de livros e materiais didáticos em
consonância com as diretrizes e critérios pela Secretaria de Estado da Educação
Ciência e Tecnologia;
-elaborar o seu planejamento de acordo com o Plano Político- Pedagógico da Unidade
Escolar;
-propiciar aquisição do conhecimento científico, erudito e universal para que os alunos
reelaborem    os    conhecimentos   adquiridos     e   elaborem   novos   conhecimentos,
respeitando os valores culturais, artísticos e históricos próprios do contexto social do
educando, garantindo-lhe a liberdade de criação e o acesso às fontes de cultura;
-promover uma avaliação contínua, acompanhando e enriquecendo o desenvolvimento
do trabalho do aluno. elevando-o a uma compreensão cada vez maior sobre o mundo e
sobre si mesmo;
-atribuir as avaliações de acordo com as normas fixadas;
-participar de processos coletivos de avaliação do próprio trabalho e da Unidade
Escolar com vistas ao melhor rendimento do processo ensino-aprendizagem,
replanejando sempre que necessário;
-realizar a recuperação contínua e paralela de estudos com os alunos que, durante o
processo ensino-aprendizagem, não dominarem o conteúdo curricular ministrado;
-participar ativamente do Conselho de Classe;
-participar da elaboração do Calendário Escolar;


                                                                                      33
-participar de reuniões de estudo, encontros. cursos, seminários, atividades cívicas,
culturais, recreativas e outros eventos, tendo em vista o seu constante aperfeiçoamento
e melhoria da qualidade;
-colaborar nas atividades de articulação da escola com a família e a comunidade;
-estabelecer com o apoio dos demais agentes especializados da instituição, estratégias
de recuperação de preferência paralela para os alunos de menor rendimentos.


CORPO DISCENTE


      O Corpo Discente e constituído por todos as alunos regularmente matriculados
nos cursos em funcionamento na Unidade Escolar.
      Pretende-se a formação de um aluno crítico, autônomo, responsável,
participativo, que viva sua cidadania, buscando diminuir as diferenças sociais e
humana.
      O aluno tem na escola o espaço para apropriar-se dos conhecimentos
historicamente acumulados, refazer seus próprios conceitos, através da interação
constante com os demais membros do grupo, construindo e respeitando regras de
forma que possa construir sua autonomia, valores e que isto aumenta a possibilidade
de troca e, amplia as suas próprias capacidades individuais.
      A escola como espaço social tem suas regras e na medida que estas regras são
desrespeitadas pelo aluno, o caminho é à busca da resolução do conflito entre as
partes envolvidas de forma a buscar soluções práticas, coerentes com a proposta
pedagógica administrativa estes conflitos com o bom senso seriedade, respeito e de
acordo com as normas de organização da escola.


Direitos dos Alunos


Constituirão direitos dos alunos:
-igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
-aquisição do conhecimento prático necessário;
-tomar conhecimento das disposições do Regimento Escolar e funcionamento da
Unidade Escolar;


                                                                                    34
-receber informações sobre os diversos serviços oferecidos peia Unidade Escolar;
-organizar e participar de agremiações estudantis;
-fazer uso dos serviços e dependências escolares de acordo com as normas
estabelecidas neste Regimento Escolar;
-tomar conhecimento do seu rendimento escolar e de sua freqüência, através do
boletim escolar;
-contestar critérios avaliativos, podendo recorrer as instancias escolares superiores;
-solicitar revisão de provas, a partir da divulgação das notas;
-requerer transferência ou cancelamento de matrícula por si, quando maior de idade, ou
através do pai ou responsável, quando menor;
-apresentar sugestões relativas aos conteúdos programáticos desenvolvidos pelo
professor, com o objetivo de aprimorar o processo ensino-aprendizagem;
-reivindicar o cumprimento da carga horária prevista na grade curricular,
-discutir com a Direção os problemas, as dificuldades pessoais e os relacionados ao
processo ensino-aprendizagem, propondo soluções;
-indicar representantes do Corpo Discente para compor o Conselho de Classe;
-requerer matrícula por dependência ou dispensa de disciplina, previstas neste
Regimento.


Deveres dos alunos


Constituirão deveres do aluno:
-cumprir as disposições deste Regimento Escolar no que lhe couber;
-atender as determinações dos diversos setores da unidade Escolar;
-comparecer pontualmente às aulas e demais atividades escolares;
-participar das atividades programadas e desenvolvidas pela Unidade Escolar;
-cooperar na manutenção da higiene e na conservação das instalações escolares;
-manter e prover relações cooperativas com professores colegas e comunidade;
-indenizar o prejuízo dano material à Unidade Escolar e a objetos de propriedade de
colegas ou funcionários;
-justificar a direção e ao professor, mediante atestado médico ou declaração dos pais e
responsáveis, a ausência a provas e entrega de trabalhos na data prevista;


                                                                                         35
-usar uniforme escolar, quando a Unidade Escolar assim o definir, em conformidade
com a legislação vigente;


A Família


          A escola precisa estar alerta a participação da família na educação de seus
alunos. Escola e família precisam caminhar juntas.
          Os pais devem participar das ações escolares (reuniões, conselhos de classe,
palestras e outros) e encaminhamentos que se fazem necessários para o
desenvolvimento dos alunos.


Competências da equipe pedagógica


-coordenar e subsidiar a elaboração dos diagnósticos da realidade escolar nos vários
níveis;
-coordenar e subsidiar a elaboração, execução e avaliação do planejamento: plano da
Escola; planos de cursos, de turmas, de ensino etc.;
-incentivar e prover condições para a elaboração de projetos de alfabetização, leitura,
visitas, estudo de apoio, orientação profissional, saúde e higiene, informática, ética etc.;
-compor turmas e horários com critérios que favoreçam o ensino e a aprendizagem;
-capacitar em serviço.


 O serviço Técnico- Administrativo é o setor de suporte ao funcionamento de todos os
setores da Unidade Escolar, em consonância com o plano Político-Pedagógico,
proporcionando condições para que os mesmos cumpram suas reais funções.
O quadro de Pessoal da secretaria será o estabelecido na legislação vigente.


Compete ao Assistente de Educação:


-coordenar e executar as tarefas decorrentes dos encargos da Secretaria;
-organizar e manter em dia um protocolo, o arquivo escolar e o registro de
assentamentos dos alunos, de forma a permitir, em qualquer época, a verificação da:


                                                                                          36
a)identidade e regularidade da vida escolar do aluno;
b)autenticidade dos documentos escolares;
-organizar e manter em dia a coletânea de leis, regulamentos, diretrizes, ordens e
serviço, circulares, resoluções e demais documentos;
-redigir a correspondência que lhe foi confiada;
-rever todo o expediente a ser submetido a despacho do diretor;
-elaborar relatórios e processos a serem encaminhados a autoridades superiores;
-apresentar ao diretor, em tempo hábil, todos os documentos que devem ser assinados;
-coordenar e supervisionar as atividades referentes à matrícula, transferência,
adaptação e conclusão de curso;
-zelar pelo uso adequado e conservação dos bens materiais distribuídos à Secretaria;
-comunicar à direção toda irregularidade que venha a ocorrer na Secretaria.


       A escala de trabalho dos funcionários será estabelecidas de forma que o
expediente da Secretaria conte sempre com a presença de um responsável,
independente da duração do ano letivo, em todos os turnos de funcionamento da
Unidade Escolar.


Dos Serviços Gerais


      Os Serviços Gerais têm a seu encargo a manutenção, preservação, segurança e
merenda da unidade escolar, sendo coordenadas e supervisionadas pela direção.
      O corpo de pessoal para os Serviços Gerais será formado por: servente,
merendeira e outros previstos em ato específico da Secretaria de Estado da Educação
e do Desporto.


Bibliotecário


      O Bibliotecário terá como atividade o planejamento, a ampliação, a organização e
o funcionamento da Biblioteca Escolar, em consonância com o plano Político-
Pedagógico da Unidade Escolar.



                                                                                       37
Compete ao Bibliotecário:


-elaborar, juntamente com o serviço Técnico Pedagógico, o regulamento próprio, onde
estará explicitado o funcionamento da Biblioteca Escolar, com aprovação da direção;
-selecionar, juntamente com Docentes e Especialistas em assuntos Educacionais;
material bibliográfico, adquiri-lo e processá-lo tecnicamente;
-catalogar e classificar livros e periódicos;
-orientar os usuários sobre o funcionamento e bom uso da Biblioteca Escolar;
-colocar a Biblioteca Escolar à disposição da Comunidade Escolar, atendendo a
legislação em vigor;
-programar atividades para transformar a Biblioteca Escolar no espaço cultural e
pedagógico.


Escola e Conselho Tutelar


      Os casos de suspeita e confirmação de maus - tratos contra criança ou
adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao conselho tutelar da respectiva
localidade, sem prejuízo de outras providências Legais (Estatuto da Criança e do
adolescente).
       O estatuto da criança foi uma das conquistas da sociedade brasileira, como
instrumento construtor de cidadania. No seu âmbito, todos os municípios são obrigados
a manter conselho tutelar em funcionamento.
       O conselho tutelar é órgão não jurisdicional e suas ações caracterizam-se pela
responsabilidade de zelar pelo cumprimento dos direitos e deveres da criança e do
adolescente. Tem suas atribuições definidas no art. 136 da Lei 8.069/90. ( anexo III).
Dentro de suas atribuições, o Conselho tutelar tem a competência de realizar junto à
escola um trabalho de atender, escutar crianças e adolescentes, seus pais, a
sociedade, as organizações encaminhar e acompanhar todos os casos em que os
direitos de criança e adolescentes forem ameaçados ou violentados e o não
cumprimento dos deveres.




                                                                                      38
      O Artigo 56 do Estatuto da Criança e do adolescente atribuiu aos dirigentes de
estabelecimentos de Ensino Fundamental a responsabilidade de comunicar ao
Conselho Tutelar o disposto nos indícios:
I – maus tratos envolvendo os seus alunos;
II – reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos
escolares;
III – elevados níveis de repetência;
IV – Abusos morais e/ou sexual.
      Diante disto, é fundamental que a escola, ao enfrentar as referidas situações no
seu cotidiano, primeiramente utilize todos os recursos pedagógicos de sua
responsabilidade, buscando soluções que assegurem os direitos da criança e do
adolescente, para garantir a sua permanência na escola.
      Em caso de a direção da escola não conseguir solucionar as questões surgidas,
após esgotados todos os procedimentos a ela pertinentes, poderá recorrer ao Conselho
Tutelar, considerando que as duas instâncias, Escola e Conselho Tutelar, irão juntas
unir esforços para a busca de solução das questões. O Conselho Tutelar tem a
competência de realizar junto com a escola um trabalho educativo de atendimento,
auxilio e aconselhamento aos pais. É necessário ter claro que este e um “meio” para
alcançar os objetivos e não um “fim” em si mesmo. Cabe, ainda, ao Conselho Tutelar,
após constatar fatos que interfiram nos direitos da criança e do adolescente, intervir
junto à escola, questionando o diretor a respeito da violação dos direitos dos alunos,
procurando auxiliar na, solução de problemas ocorridos.


Funções da APP


-estimular a formação de comissões de caráter interino para a realização de tarefas
específicas e transitórias, orientando quando necessário os trabalhos das mesmas;
assumir a responsabilidade que lhe cabe na administração do Fundo Escolar;
-convocar e presidir reuniões administrativas e gerais;
-apresentar ao Serviço Integração Escola Comunidade, à coordenadoria Regional de
educação, no final do respectivo mandato, relatório no qual resumirá conforme registros



                                                                                    39
aferidos na alínea “j” deste artigo, as atividades da associação de Pais e Professores
em sua gestão.
-elaborar e encaminhar ao conselho fiscal, orçamento trabalho para o período de no
mínimo 6 (seis) meses;
-propor ao conselho fiscal alterações no orçamento a no programa de trabalho sempre
acompanhada de exposição de motivos;
-executar o orçamento e o programa de trabalho aprovado pelo conselho fiscal;
-realizar despesas e autorizar pagamentos de acordo com as normas estabelecidas no
Regimento Interno e de conformidade com o orçamento e programa de trabalho
aprovado pelo conselho fiscal;
-apresentar, mensalmente ao conselho fiscal balancete financeiro e orçamentário, no
qual se evidencia o cumprimento do que foi programado e os compromissos
financeiros, nos livros especiais para este fim;
-executar as demais atividades necessárias ao alcance dos objetivos da associação,
repeitadas as normas estatutárias ou regimentais.
      Compete privativamente ao presidente representar as associações ativas e
passivas, judiciais e extras judicialmente.
      As comissões referidas da alínea “a” do artigo anterior, tem por objetivo
sistematizar as atitudes espontâneas de colaboração da comunidade compreendendo
principalmente:
-Comissão de matrículas e distribuição de vagas;
-Comissão de integração comunitária;
-Comissão de conservação do prédio e limpeza;
-Comissão de alimentação escolar
-Comissão de relações públicas e sociais
-Comissão de material escolar e vestuário
-Comissão de educação de Base
-Comissão de higiene e saúde
-Outras de acordo com as necessidades comunitárias.




                                                                                   40
PROCESSO DE CAPACITAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS


      A capacitação de recursos humanos é considerada pela nossa escola um
elemento indispensável para a qualidade do processo ensino aprendizagem.
      A condição imprescindível para os projetos serem executados com qualidade, é
levar em conta, a formação qualificada dos professores, sua boa vontade para atuar,
pois esta perspectiva de trabalho exige muito estudo, reflexão, amor, firmeza,
disponibilidade e assessoramento para desenvolvê-los, dentro de currículos flexíveis,
interdisciplinares e direcionados para uma educação cidadã.
      Na semana de planejamento no início do ano letivo procuramos construir um
espaço de reflexão e estudo sobre a função social e pública da escola, bem como a
compreensão do momento histórico em que vivemos.
      Também nos dias de estudo buscamos a compreensão da elaboração conceitual
nas diferentes áreas do conhecimento,
      A escola busca motivar seus profissionais a participarem de capacitação extra-
escolar.
      O serviço de apoio técnico-pedagógico promove assessoramento constante no
que se refere à fundamentação teórico-metodológica.
      A escola possui um serviço interno de gravação das reportagens, conferências,
filmes e outros temas voltados à educação,        disponíveis ao empréstimo para o
aprimoramento de seus professores e funcionários, através do profissional responsável
pelo Projeto vídeo escola


CONSELHO DE CLASSE E CONSELHO DELIBERATIVO


      O Conselho de Classe é a instância que analisa, reflete, articula e intervém no
processo do trabalho pedagógico. Este momento não deverá centrar-se apenas na
verificação e repasse de notas, mas sim, numa reflexão radical, no sentido de ir às
raízes das questões, sobre a Lei 5692/71 os Conselhos de Classe não eram legalmente
instruídos. Foi a partir de pedidos de esclarecimento dessa lei, com relação à avaliação
coletiva, que surge o Conselho de Classe instituído pelos novos regimentos elaborados
pelas Escolas.


                                                                                     41
      Em Santa Catarina, o processo nº 333/96 de CEE regulamenta os regimentos
escolares das Unidades de Ensino, definindo ações e funções do Conselho de Classe e
hoje é a resolução nº 23/2000 CEE que regulamenta o Conselho de Classe em Santa
Catarina.
      São funções do Conselho de Classe as avaliações do aluno, do processo de
ensino, da escola, da gestão institucional e dos projetos pedagógicos alternativos.
Todas estas ações deverão ser avaliadas considerando o atual momento histórico, pois
só assim não perderemos de vista a função da escola pública contemporânea.


Segundo Pedro Alcântara Figueira (1995):
      “o processo educativo não é, neste sentido, um apêndice mais ou menos inútil de
que a sociedade pode prescindir. Ao contrário, a educação é algo tão visceralmente
social que a sociedade humana não poderia ter seu atributo essencial, o de ser
humana, se este componente não fizesse parte dela. A escola deve aprender o que é
este comum para poder desempenhar a sua tarefa de acordo com as exigências e
necessidades da sociedade em que ela atua.”
      Considerando o exposto, o Conselho de Classe tem por objetivo romper com a
fragmentação pedagógica, sendo um espaço para o entendimento do que seja o fazer
escola, voltando as necessidades reais dos cidadãos, na tentativa de buscar uma
avaliação mais profunda acerca das práticas educativas.
      Desta forma a totalidade social é que define o ato pedagógico. Sob esta ótica, os
problemas educacionais necessitam serem entendidos como questões sociais,
decorrentes das próprias crises contemporâneas que vivenciamos. Desse modo,
consideramos que interferir na realidade social de modo a buscar todas as soluções
rumo à superação da problemática social é tarefa bastante complexa. Contudo,
podemos investir na superação dos entraves pedagógicos e, conseqüentemente,
colaborar para a transformação social.
      É oportuno lembrar que embora o Conselho de Classe seja um espaço para a
avaliação e a tomada de decisões sobre o fazer escolar, na prática, centra-se apenas
no aluno e em alguns casos na prática do professor. Portanto, uma abordagem mais
efetiva em termos de totalidade sobre o processo educativo escolar e posta em xeque.
Destacamos que o Conselho de Classe tem a função deliberativa para redefinir ou


                                                                                    42
redimensionar o fazer escolar, com base no Projeto Político Pedagógico, incluiu-se aqui
a prática de sala de aula, indicando e propondo encaminhamentos sobre o ato de
educar. Entendemos que o Conselho de Classe é um momento de participação coletiva
e não apenas de relatos individuais de divulgação de notas, implica em que todos
assumam a responsabilidade para propor e buscar soluções aos problemas arrolados.
      É fundamental que as equipes pedagógicas, os professores e até mesmo os
alunos, discutam sobre a validade social do conselho de classe e que implicações
poderão se desencadear em favor de um ensino de qualidade e, por conseqüência, na
produção de cidadãos críticos e conscientes. Os dados levantados no Conselho de
Classe deverão ser considerados como ponto de partida para revisão do final do
período letivo como também para o trabalho a ser desenvolvido nos períodos letivos
subseqüentes. Por isso, propomos ao final de cada período letivo, considerando o
exposto na Lei 9394/96 art. 24, inicio V, item 5 e na Resolução do CEE nº 23, capítulo V
de 09.05.2000. Sendo assim, com base no trabalho do Conselho de Classe, deverão
ser definidas ações para este momento. Como todos os alunos participarão deste
momento importante, sugerimos que sejam realizados trabalhos em equipes, onde alem
do assessoramento do professor se proceda à orientação e a preparação dos alunos.


Conselho de Classe é o órgão que possibilita:


-avaliação dos envolvidos no trabalho educativo e no estabelecimento de ações para a
superação das dificuldades;
-a avaliação do processo ensino-aprendizagem desenvolvido pela escola na
implementação das ações propostas e verificação dos resultados;
-a definição de critérios para a avaliação e sua revisão quando necessária;
-a avaliação da prática docente, enquanto motivação e produção de condições de
apropriação do conhecimento, no que se refere à metodologia, aos conteúdos
programáticos e a totalidade das atividades pedagógicas realizadas.


O Conselho de Classe será composto:


-Pelos professores da turma;


                                                                                     43
-Pela direção do estabelecimento ou seu representante;
-Por alunos;
-Por pais.


        O conselho de Classe será realizado, ordinariamente, por turma, nos períodos
em que acontecem registro definitivo do aproveitamento dos alunos no processo de
apropriação de conhecimentos será proponente das ações que visem a melhoria da
aprendizagem e o definidor da aprovação ou não aprovação.
      O Conselho de Classe poderá reunir-se extraordinariamente, convocado pela
direção do estabelecimento e/ou por 1/3 (um terço) dos professores, e /ou pais, alunos
integrantes do conselho.


Compete ao conselho Deliberativo Escolar:
-deliberar sobres às diretrizes e metas do Plano Político Pedagógico da Escola, seus
mecanismos de elaboração, aprovação, supervisão e avaliação, que envolvem ações
pedagógicas, administrativas e financeiras da Unidade Escolar;
-propor alternativas de solução, prioridades e procedimentos para melhoria da
qualidade do trabalho escolar, respeitando as normas legais vigentes;
-coordenar e supervisionar com a Direção da Unidade Escolar, a elaboração do
Regimento Escolar, calendário letivo, o cumprimento dos dias de efetivo trabalho
escolar e horas-aula estabelecidos na respectiva grade curricular.
-apreciar e emitir parecer sobre os relatórios anuais da escola, analisando o seu
desempenho em face das diretrizes e metas estabelecidas no plano político-
pedagógico.
-articular-se   com   outros    Conselhos    Escolares,    criando      mecanismos   de
acompanhamento e execução das políticas educacionais e planos de desenvolvimento
da escola.
-recorrer a instancias superiores sobre questões que não se julgar apto a decidir e não
previstas na legislação e no Regimento Escolar.
-elaborar o seu Regimento Interno de acordo com a legislação e normas vigentes.




                                                                                     44
      O Conselho Deliberativo Escolar, eleito a cada 02 (dois) anos, será constituído
por um número e no mínimo 05 (cinco) e no máximo 21 (vinte e um) Conselheiros de
acordo com a realidade de cada escola, assegurando-se a proporcionalidade de 50%
(cinqüenta por cento) ao segmento pais/alunos e 50% (cinqüenta por cento) ao
segmento do magistério/servidores.
- Os componentes do Conselho serão escolhidos entre seus segmentos mediante
eleição direta e secreta.
- A Direção da Escola integra o Conselho representado pelo seu Diretor na qualidade
de membro nato.
- O Conselho Deliberativo Escolar elegerá o seu Presidente dentre os membros que o
compõe.
      A eleição do Conselho será ao mês de março dos anos impares e o mandato de
cada Membro Conselheiro será de 02 (dois) anos, sendo permitida apenas uma
recondução.
       As Deliberações do Conselho constarão em ata e serão tornadas públicas no
âmbito da comunidade Escolar.
       A função do Membro Conselheiro não será remunerada.
       Cabe a Secretaria de Estado da Educação e do Desporto baixar orientações e
normas complementares ao funcionamento do Conselho Deliberativo Escolar.


CALENDÁRIO ESCOLAR


      O Calendário Escolar será elaborado de acordo com a legislação vigente pela
direção e pelo serviço técnico-pedagógico, pais e fixará ao dias letivos, dias de trabalho
escolar efetivo, dias de estudo, reuniões pedagógicas, conselho de classe, recurso
escolar e eventos programados.
      O início e o término do ano letivo serão fixados pela Secretaria de Estado da
Educação Ciência e Tecnologia.
       O Calendário escolar deverá adequar-se às peculiaridades locais, inclusive
climáticas e econômicas, a critério do respectivo sistema de ensino, sem com isso
reduzir o número de horas letivas previsto nesta lei.



                                                                                       45
       A Educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo
com as seguintes regras comuns:
-a carga horária mínima anual será de oitocentas horas, distribuídos por um mínimo de
duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames
finais, quando houver.


CURRÍCULO


      É necessário pensar o currículo como um artefato social e cultural que implica
em relações de poder, transmite visões sociais particulares e interessadas. Produz
identidades individuais e sociais a partir da seleção de determinados conceitos a ser
trabalhado em cada tempo histórico. Não é um instrumento neutro nem pode ser
separado do contexto social, uma vez que ele é historicamente situado e culturalmente
determinado.        O currículo escolar vai sendo construído por um processo dinâmico
a partir das Diretrizes Curriculares Nacionais, da Proposta Curricular que vem sendo
implementada nas escolas estaduais e das referências locais, produzidas no âmbito do
Projeto Político Pedagógico elaborado pela unidade escolar.
      Desta forma, entendido como ato que só se realiza na coletividade e que envolve
todas as experiências de conhecimento desenvolvidas pela escola, com o objetivo de
produzir identidades (tanto individuais, quanto sociais) e que o currículo constitui-se no
principal objeto de atuação dos educadores.
      Com relação à organização curricular, a escola deverá considerar que o currículo
dos cursos dos diferentes níveis e modalidades de ensino terá uma base nacional
comum e uma parte diversificada, observada a legislação especifica.


CURRÍCULO DO ENSINO MÉDIO


       O currículo do Ensino Médio sofreu algumas alterações em virtude da Lei nº
9394/96. Sendo assim, a SED vem desenvolvendo o programa de reforma e expansão
do Ensino Médio e, nesta nova perspectiva, o currículo destacará a educação
tecnológica básica, a compreensão do significado da ciência, das letras e das artes, das
ciências humanas, do processo de transformação social e cultural, conquistas da


                                                                                       46
história humana e brasileira, e da língua portuguesa como língua materna, geradora de
significação e integradora da organização de mundo e da própria identidade.
      A base nacional comum dos currículos do Ensino Médio devera contemplar as
três áreas do conhecimento escolar.


 A Área de Linguagens Códigos e suas Tecnologias que compreende:
-conhecimento em Língua Portuguesa;
-conhecimento em Língua Estrangeira Moderna;
-conhecimento em Educação Física;
-conhecimento em Artes;
-conhecimento em informática,


A área de Ciências Humanas e suas Tecnologias, que compreende:
-conhecimento em Historia;
-conhecimento em Geografia;
-conhecimento em Filosofia;
-conhecimento em Sociologia, Antropologia e Política.


A área da Matemática e Ciências da natureza e suas Tecnologias, que compreende:
-conhecimento em Biologia,
-conhecimento em Física;
-conhecimento em Química;
-conhecimento em Matemática .


      À parte diversificada compreende as demais incorporações do Sistema de
Ensino, as prioridades estabelecidas no Projeto da escola, e a inserção do aluno na
construção de seu currículo.
      Na parte diversificada as disciplinas oferecidas são uma Língua Estrangeira
Moderna – Inglês atendendo aos anseios da Comunidade.




                                                                                  47
Currículo do Ensino Fundamental


      No Ensino Fundamental a Lei 9394/96 não altera, fundamentalmente, a estrutura
curricular utilizada até então, ou seja, mantém a organização em núcleo comum e parte
diversificada. O que ocorreu foi alteração na denominação de algumas disciplinas.
      Porém, o trabalho que vem sendo desenvolvido com os professores da rede
estadual de ensino nos cursos de capacitação, principalmente nas últimas duas
décadas, este pautado num novo entendimento do que são os conteúdos escolares e
da forma como estes devem ser abordados. A partir dessa compreensão, os conteúdos
das disciplinas são considerados para a apropriação dos conceitos. A elaboração
conceitual constitui-se em categorias de compreensão da realidade que, quando
elaboradas a partir de fundamentos científicos, possibilita uma melhor forma de
organizar, interpretar e analisar essa mesma realidade, Esta forma de elaboração do
conhecimento possibilitara ao aluno uma compreensão da totalidade do sujeito, das
relações estabelecidas social e historicamente, das diferentes formas de produção da
sociedade em relação estabelecida com a natureza.


FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA


      Oportunizar as gerações mais jovens a apropriação e elaboração dos conceitos
científicos, como meio de exercício da cidadania
CAMPOS CONCEITUAIS
RELAÇÕES SÓCIO-CULTURAIS
TEMPO
ESPAÇO
RELAÇÃO C/ A NATUREZA
§     Classes sociais
§     Papéis sociais
§     Conflitos sociais
§     Relações de produção
§     Relações de poder
§     trabalho


                                                                                    48
§       Cronológico
§       Histórico
§       Diferentes
§       temporalidades
§       Caracterização do meio biótico a abiótico
§       Domínio sobre a natureza
§       Desenvolvimento sustentável
§       Impactos ambientais
§       Político
§       Geográfico
§       Cultural
§       Religioso
§       Econômico
§       Educacional
        Os conceitos são produções histórico-culturais que estabelecem relação entre si,
com s disciplinas do currículo, com os temas multidisciplinares e com os conceitos
cotidianos.
Os conteúdos das disciplinas são meios para a apropriação de conceitos:
Língua Portuguesa
Língua Estrangeira
Matemática
Artes
Ciências
Geografia
Ed. Física
História
        É importante observar que os conteúdos a serem trabalhados constituem-se em
meios para a apropriação dos conceitos essenciais de cada disciplina, estabelecem
uma relação com os conceitos essenciais das demais áreas do conhecimento e com os
campos conceituais - Relações sócio culturais, Tempo, Espaço e Ralações com a
Natureza – numa perspectiva interdisciplinar.



                                                                                     49
       Ressaltamos, ainda, que os conceitos selecionados tiveram como pressuposto
os campos conceituais perpassam todas as áreas do conhecimento e os textos da
Proposta Curricular do Estado de Santa Catarina de cada uma das disciplinas
curriculares.


           CONCEITOS ESSENCIAIS DAS DISCIPLINAS CURRICULARES


ARTE


       Arte como disciplina na escola, gera conhecimento, valoriza os aspectos
psicológicos, sociais, culturais, políticos e históricos de toda a comunidade escolar.
Portanto cabe a escola ensinar a pensar na Arte e a fazer arte em suas várias formas
de linguagem: visual (pinturas, escultura, cerâmica...), cênica, musical e a dança,
possibilitando aos alunos lerem e interpretarem a produção artística (experiência
artística), tanto seu processo de criação quanto seu produto, como originária da
organização de materiais e suportes, e que recebe um significado particular por parte
de quem produz e de quem faz a leitura. Para tanto, deve-se considerar que o conceito
de Arte esta vinculado ha referencias e convenções artísticas inerentes à cultura de sua
época (Contextualização), passíveis de mudanças e elas mesmas instrumentos de
transformação social, A comunicação, bem como a apreciação estética apropriam-se de
uma diversidade de elementos para se constituírem. Os materiais e os suportes são
instrumentos (externos) mediadores entre o artista e o que ele quer comunicar (signos
internos), Nessa perspectiva, deve-se, também, observar que a fruição (estar de posse
de) e a leitura, constituem-se numa unidade dialética, na medida em que os conceitos
vão se ampliando, conforme os conteúdos (meios para atingir o conceito) da Arte forem
ministrados em consonância com os campos conceituais Relações (Sociais, Tempo,
Espaço e Relações com a Natureza e os conceitos de outras áreas. Sendo assim, (os
conceitos essenciais de Arte para o ensino fundamental são a Estética, a Produção
Artística, (experiência artística) e a Cultura.


Estética - compreensão sensível-cognitiva do objeto ou manifestação artística, que
permitira o julgamento;


                                                                                     50
Artística - percurso de criação e produção do objeto ou manifestação artística num
contexto;
Cultura - relacionadas às vivências do dia-a-dia, a construção do espaço sócio-histórico,
em constante transformação.


Para a compreensão destes conceitos, considerar:
-A produção artística consiste em uma experiência poética, na qual a técnica e a
produção articulam significados e experimentação de suportes e materiais variados, na
construção de formas visuais em espaços bidimensionais e tridimensionais.
-A criação como a ampliação do repertório existencial do indivíduo, através da
exploração cotidiana das diversas linguagens, dos diversos materiais
- “A palavra fruição deriva do verbo latino” fruere “(da forma latina fruitione – fruir) cujo
       sentido e estar na posse de, de possuir. A relação do sujeito com o objeto
artístico está no campo da recepção estética e a ação decorrente dessa relação e a
fruição” (Proposta Curricular, 1998 – Disciplinas curriculares, p.195).
-A leitura como ato que requer apreensão, apropriação e transformação de significados
do objeto artístico a ser interpretado.
-A Contextualização construindo conhecimento, situando o aluno, o artista e o objeto
artístico no tempo, no espaço e no modo de produção, pensando nas condições que
possibilitaram a existência dos personagens e objetos.


Lembramos que:


-os conteúdos devem ser trabalhados articuladamente, de forma dinâmica, de acordo
como as necessidade e possibilidades de aprendizagem dos alunos e suas vivências;
-devem ser observados os indicadores específicos das diferentes linguagens artísticas
(artes visuais, cênicas, musical, dança, bem como a linguagem oral e escrita);
-professor trabalha de acordo com a sua habilitação especifica podendo transitar nas
outras linguagens artísticas, junto com as outras áreas do conhecimento, numa
perspectiva interdisciplinar;
A disciplina de arte não tem o objetivo de formar artistas.



                                                                                          51
MATEMÁTICA


Conceito Geral:
- Reconhecimento, análise, interpretação,          formulação   e resolução de situações-
problema, compreendendo os diferentes significados das operações, envolvendo os
campos numéricos, algébricos, geométricos e estatística.


Conceitos Essenciais:


1. Números e Álgebra
desenvolver o sentido numérico;
desenvolver o sentido operacional;
criar procedimentos para realizar cálculos;
usar estimativa;
explorar as representações de numéricos naturais, fracionários, inteiros, racionais e
suas operações;
desenvolver uma compreensão das idéias de razão, proporção e porcentagem;
estabelecer relações entre aritmética e álgebra;
desenvolver uma compreensão das idéias de variáveis, expressões e equações;
utilizar diferentes formas para resolver equações lineares.


2. Medidas e Estatística


construir, ler e interpretar tabelas e gráficos;
estabelecer relações com números, medidas e geometria;
perceber o uso social das noções de estatística;
compreender o conceito de medição;
relacionar as unidades de medida;
realizar medições;
fazer estimativas de medidas;
usar medições e idéias geométricas.



                                                                                      52
3. Geometria


desenvolver uma compreensão das figuras geométricas planas e não planas e suas
propriedades;
estabelecer relações geométricas;
estabelecer um sentido de espaço.


Perspectiva metodológica da resolução de problemas:


-defrontar o aluno com situações que exijam empenho e reflexão;
-viabilizar geração     de idéias, negociação de significados, registros e organização
formal;
-propor questões;
-resolver as questões propostas;
-questionar as respostas obtidas;
-questionar a própria questão original;
-investigar a questão de forma cientifica de forma que os alunos:
a)proponham soluções;
b)explorem possibilidades;
c)levantem hipóteses;
d)justifiquem o raciocínio;
e)validem as conclusões;
f)alterem os dados da questão;
g)proponham novas perguntas;
h)descubram outras formas de resolver o problema;
i)inventem outros problemas a partir do problema inicial.


-propor problemas não convencionais:


a)sem dados numéricos;
b)com falta de dados;
c)com excesso de dados;


                                                                                   53
d)de lógica;
e)a partir de recorte de jornais;
f)dramatizados;
g)com palavras desconhecidas.


-utilizar materiais didáticos: dados, cubos dourados, tangra, blocos lógicos, materiais
cuisinaire, ábaco, calculadora, sólidos geométricos;
-utilizar jogos matemáticos em que o aluno jogue, discuta, registre conclusões e
descobertas,
-contextualizar histórica e culturalmente os conteúdos matemáticos, relacioná-los com
as demais áreas do conhecimento e trabalhar na perspectiva de apropriação do saber
cientifico como instrumento para o exercício da cidadania.


GEOGRAFIA


Espaço
Espaço/tempo
Espaço produzido
Espaço representado
Localização
Orientação
Paisagem
Região
Meio-ambiente
População
Relação local/global
Relações socioculturais




                                                                                    54
HISTORIA


Tempo
Temporalidades
Tempo/espaço
Cultura
Memória
Identidade
Ideologia
Imaginário
Relações Sociais
Relações Sociais de produção


EDUCAÇÂO FÍSICA


       A Educação Física, por ser parte do conhecimento historicamente produzido,
deve      reunir   o   que   for   de   mais   significativo     ligado   aos   conceitos   de
movimento/corporeidade, ginástica, jogo, dança e esporte.
       Corporeidade é transcendermos a classificação e conceituação das ciências
físicas e biológicas do corpo ou mera mensuração ou quantificação do movimento
humano. E fazer-se presente via corpo, que sente, que pensa, que age. Corpo que, ao
expressar-se na historia, traz suas marcas, desvelando-as.
       Movimento como produção          humana, e agente de transformação,            pois as
diferentes concepções de corporeidade vão sendo incorporadas ao comportamento dos
homens, constituindo, assim, a cultura corporal, decorrente de necessidades e
interesses histórico sociais.
       Movimento - objeto de estudo da Educação                Física - possui um significado
histórico-social, e hoje e predominantemente apresentado através dos conceitos de
Ginástica, dança , Jogo e Esporte.
       O movimento é inerente a todos os seres vivos, porem o movimento humano
distingue-se dos demais pela linguagem, historicidade, intencionalidade e pelo seu
sentido e significado.


                                                                                            55
      O Esporte é uma construção social que institucionalizou temas lúdicos da cultura
corporal e se projeta numa dimensão complexa de fenômeno que envolve códigos,
sentidos e significados da sociedade que o constrói e o pratica. Fenômeno sócio-
cultural, produção humana e agente sócio-educativo para a construção                       da
subjetividade.
      A dança é uma produção social que representa os diversos aspectos da vida do
homem. É uma linguagem que permite exteriorizar sentimentos, emoções da
afetividade vivida nas esferas da religiosidade, do trabalho, dos costumes, dos hábitos,
da saúde e da guerra. Representação estilizada e simbólica da historia social dos
homens.
      A Jogo (brincar e jogar são sinônimos) e a Representação de um fenômeno
social, cuja intencionalidade e curiosidade resultam num processo criativo para
modificar, imaginariamente, a realidade e o presente. 0 jogo tem um papel fundamental
para a humanização do indivíduo pela aquisição de hábitos, valore e atividades. E na
relação    interpessoal que se aprende colaborar, repartir, ceder, compartilhar
experiências,    expor   e   organizar   idéias.    Por   essas   características,   contribui
significativamente no processo ensino-aprendizagem.
      Ginástica forma de exercitação corporal, cujo agir (movimentos básicos) resulta
da própria historia dos homens, impregnada de sentido, significado, possibilitando
concretas vivência corporais para a constituição da subjetividade.


LÍNGUA PORTUGUESA


      Dos conceitos a serem apropriados no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa
destacamos em primeiro lugar, o de que toda língua e produção humana, construída
historicamente nas e pelas relações sociais (historicidade) e, como tal, e uma forma de
ação sobre o outro e o mundo marcada por um jogo de intenções e representações.
Entender a língua a partir dessa perspectiva pressupõe, também, a apropriação dos
conceitos de:


Dialogia: cada sujeito e complemento necessário do outro;
Polifonia: as vozes de que se constitui a língua;


                                                                                           56
Polissemia: multiplicidade significativa da língua;
Interdiscursividade: relação entre os diferentes discursos; Intertextualidade: um texto
remete a outros textos (abertura e incompletude);
Discurso: efeito de sentido produzido entre os interlocutores, Textualidade: o que faz de
um texto um texto e não apenas uma seqüência de frases;
Texto: unidade de linguagem em uso;
Coerência: responsável pela unidade do texto;
Coesão: manifestação lingüística da coerência.


      A condição para que o aluno se aproprie desses conceitos e o trabalho, em sala
de aula, com as praticas reais de uso da língua (fala/escuta leitura-escritura) e o
trabalho com a reflexão sobre essas práticas (analise lingüística). Esses eixos de
trabalho indicam, apenas, que podemos focalizar este ou aquele aspecto, esta ou
naquela dimensão. Devem, porem, ser trabalhado de maneira simultânea ou alternado,
tal como ocorre na pratica da língua.


Nas práticas de fala/escuta, trabalhar com:
-o uso do moral em instâncias públicas e privadas (fala formal e informal);
-as diversas manifestações da fala e sua relação com as instancias e normas de uso;
-as variedades lingüísticas (aspectos regionais, influência da imigração, gíria, etc.);
-a adequação a situação, ao gênero e ao interlocutor;
-o uso de convenções específicas do discurso falado;
-os recursos expressivos da fala (ambigüidade, comparação, escolha das palavras,
fluência,: entonação , etc.);
-a analise e prática da argumentação (funcionalidade e intencionalidade);
-a fluência, coerência e coesão de idéias;
-a escuta ativa de textos, reconhecendo intenções e objetivos na fala do outro.


Nas praticas de leitura/escritura, trabalhar com:
-a expressão oral da leitura (fluência, entonação e ritmo);
-a observação das marcas expressivas do texto;



                                                                                          57
-a análise e discussão das idéias do texto; as diferentes formas de representar idéias,
situações, fantasias, imaginações; a construção de sentidos possíveis; a leitura de
variados gêneros textuais (fabulas, lendas, contos, poemas, canções, quadrinhos,
cartas, bilhetes, embalagens, rótulos, panfletos, manuais de instrução, notícias,
publicidade, crônicas, romances, peças             teatrais, ofícios, regulamentos, etc.),
estabelecendo:
-a relação dos textos literários com outras formas discursivas,
-as condições de produção de cada um dos textos lidos,
-os tipos de estrutura textuais encontrados nos gêneros;
-a leitura com objetivos variados, considerando:
-as estratégias para adequado texto/contexto,
-a utilizado de dados para confirmar hipóteses, a resolução de dúvidas,
-a socialização de experiências de leitura,
-as estratégias de compreensão;
-o uso de diversos textos para:
tê-los como referência na escritura de outros textos,construção da intertextualidade,


b)       compreensão     de    implícitos,   formulário   de      comentários,   consultas,
explicitação/comparação de argumentos e, análise de regularidades;
-as funções sociais da escrita (comunicação, registro, orientação, organização, lazer,
etc.);
-a idéia representação;
-os símbolos da escrita (alfabeto, sinais de pontuação, acentuação, etc.);
-a sistematização da escrita (identificação global do texto, de frases e de palavras no
texto);
-as semelhanças e diferenças de escrita entre palavras;
-o estudo dos diversos traçados de letras;
-a diferença entre linguagem oral e linguagem escrita;
-a produção de diferentes gêneros textuais (fracionais, informativos, poesias, bilhetes,
cartas, convites, atas, relatórios, etc.);
-a gradativa apropriação da convencionalidade da escrita;



                                                                                        58
-os recursos expressivos de textos lidos e produzidos (comparações, ambigüidade,
análise das possibilidades semânticas do texto);
-a análise de estratégias discursivas em textos de diversos autores e em textos
produzidos pelos alunos;
-as diferentes formas de dizer (recursos expressivos, adequação formal e discursiva,
seleção lexical, seleção de gênero e tipo, paráfrase);
-as estratégias lingüísticas e cognitivas na escritura de textos;
-a utilização de recursos de apoio (notas, resumos, comentários) na leitura e escritura
de textos diversos;
-a revisão/reelaboração de textos, adequando-os a situação, ao gênero, ao interlocutor
e a convenção da escrita.


Nas praticas de análise lingüística, trabalhar com:
-a analise das relações intravocabulares e intervocabulares pela comparação,
observação e pesquisa, superando os exercícios ortográficos;
-a analise das relações entre as partes do texto;
-a utilização de recursos do sistema de pontuação e elaboração de hipóteses sobre as
funções dos sinais de pontuação;
-construção de microgramáticas (busca de regularidades de funcionamento). ortografia.
concordância, etc.
-a reescritura de textos, adequando-os a norma padrão no que diz respeito à
concordância, flexão, regência, ortografia e acentuação             gráfica; o registro de
diferenças e semelhanças entre fala e escrita (influencias recíproca).


LINGUA ESTRANGEIRA


      Antes de apresentarmos os conceitos para a disciplina de Língua Estrangeira,
consideramos. importante ressaltar algumas das razões que justificam o aprendizado
dessa disciplina:
-possibilidade de ampliação do universo cultural;
-desenvolvimento de muitas funções intelectuais, possibilitando a interação entre a
língua materna e a língua estrangeira;


                                                                                       59
-possibilidade de questionar a própria identidade, ressignificando-a,
-necessidade de acesso à tecnologia.


      Da mesma forma que em Língua Portuguesa, em Língua Estrangeira os alunos
precisam compreender que toda a língua e produção                   humana, constituída
historicamente nas e pelas relações sociais (historicidade) e, como tal, e uma forma de
ação sobre o outro e o mundo, marcada por um jogo de intenções e representações.
Entender a língua estrangeira a partir dessa perspectiva pressupõe, também, a
apropriação dos conceitos de:


Dialogia: cada sujeito e complemento necessário do outro;
Polifonia: as vozes de que se constitui a língua;
Polissemia: multiplicidade significativa da língua;
Interdiscursividade: relação entre os diferentes discursos, Intertextualidade: um texto
remete a outros textos (abertura e incompletude);
Discurso: efeito de sentido produzido entre os interlocutores;
Textualidade: o que faz de um texto um texto e não apenas uma seqüência de frases;
Texto: unidade de linguagem em uso; Coerência: responsável pela unidade do texto;
Coesão: manifestação lingüística da coerência.


      A condição para que o aluno se aproprie desses conceitos e o trabalho, em sala
de aula, com as praticas reais de uso da língua estrangeira (fala/escuta – leitura-
escritura) e o trabalho com a reflexão sobre elas (análise lingüística). Esses eixos de
trabalho indicam, apenas, que podemos focalizar este ou aquele aspecto, esta ou
aquela dimensão. Devem, porem, ser trabalhados de maneira simultânea ou alternada,
tal como ocorre na prática da língua.
No caso de Língua Estrangeira, deve-se priorizar o trabalho com as práticas de leitura e
escritura, não no sentido de restringir as possibilidades de aprendizagem, mas para
viabilizar o aprendizado efetivo de, pelo menos, estas habilidades. Essa opção leva em
consideração a função social – ler textos em outra língua – da aprendizagem de uma
língua estrangeira para alunos brasileiros.



                                                                                     60
Nas praticas de fala/escuta, trabalhar com:
-discussões orais sobre os textos lidos e produzidos;
-escuta ativa de textos pela participação em diálogos, entrevistas, debates, etc.
-atividades de interação em que cada aluno possa falar de si mesmo, perguntar as
preferências do outro, responder questionamentos de outros, solicitar e fornecer
informações.


Nas práticas de leitura/escritura trabalhar com:


-a leitura de diferentes textos (artigos de jornal, embalagens, propagandas, manuais de
instrução, canções, receitas, documentários, informes turísticos, lendas, etc.) para:
-reconhecer as informações de cada um deles;
-conhecer os costumes, as peculiaridades locais, o modo de agir, de pensar e de se
relacionar de cada povo;
-estabelecer um paralelo entre a cultura do outro e a própria cultura;
-a elaboração de sínteses e resumos de textos lidos;
-a produção de textos, observando a unidade significativa, concordância, ortografia, etc.


Nas práticas de análise lingüística, trabalhar com:
-a análise da natureza e da estrutura de elementos coesivos dos textos lidos e
produzidos;
-seleção de aspectos da língua, a partir de uma situação de leitura, de compreensão ou
de produção de texto, para serem trabalhados mais detalhadamente;
-a reescritura dos textos produzidos, adequando-os a situação, ao gênero, ao
interlocutor e as convenções da língua estrangeira.


      Para que o trabalho na perspectiva de atividades de aprendizagem coletivas e
interdisciplinares alcance os objetivos de aceleração da aprendizagem, a escola devera
proporcionar ao aluno o acesso as suas dependências (laboratório de informática,
biblioteca, laboratório de Ciências, salas de estudo, salas de vídeo) no horário extra
classe, mediante planejamento e acompanhamento do professor articulador.



                                                                                        61
CIÊNCIAS


      No ensino e aprendizagem de ciências, deve-se levar em consideração que, “o
conhecimento só poderá ser efetivamente apropriado pelo aluno, se corresponder a
uma elaboração de valores, de novas atitudes e não só aquisição de informações. É
preciso pensar (...) as maneiras de se garantir esta construção de múltiplos
componentes” (Proposta Curricular (1998: 118).
      O ensino de ciências devera promover os caminhos para o conhecimento
cientifico, como forma de interpretar o próprio homem, o mundo em que vive com os
seres que nele habitam, as condições econômicas e sociais, em sua realidade material,
preparando o indivíduo para a vida com seus desafios, ou seja, com vistas a formação
para a cidadania. Sendo assim o ensino de ciências constitui-se num processo de
alfabetização    cientifica e tecnológica através do método cientifico  Tema
problematizado: elaboração de hipóteses, Coleta          de dados, experimentação,
interpretação, conclusão. Dessa forma, permite ao educando estabelecer conexões
com os fenômenos naturais, sócio-culturais e assim realizar uma leitura e uma
interpretação mais elaborada do contexto onde vive.
      Para atingir esses objetivos sugerem-se os seguintes conteúdos que, ao serem
trabalhados no processo ensino e aprendizagem, possibilitam ao educando a (re)
elaboração de sua base conceitual.


-Como se formou o universo: Big Bang;
-Elementos que compõem o meio biótico e abiótico:
-Água: componentes; tipo de água; ciclo da água; tratamento da água consumida. água
como fonte energética; inter-relação com os seres vivos; preservação; poluição,
-Solo: influência dos diferentes tipos de solo nos ecossistemas; os solos nos processos
de produção (recursos naturais renováveis e não renováveis, reciclados); inter-relação
com os seres vivos; preservação; poluição.
-Ar: diferentes gases e suas funções no ambiente; influencia do ar nas alterações
climáticas e implicações sobre os seres vivos; fatores que determinam as condições
climáticas (temperatura, umidade; pressão...)



                                                                                    62
-Seres vivos: características dos seres vivos (célula, ciclo vital...) Noções básicas de
sistemática; inter-relação e importância das funções vitais para as forma de vida,
reprodução.    Em relação ao ser humano: o homem como ser social; sexualidade
(questões sociais, culturais, afetivas), noções de genética (grupos sangüíneos e fator
Rh), coordenação       das funções     orgânicas pelos processos de sustentação,
movimentação,      reação    nervosa, complexo hormonal); Animais vertebrados e
invertebrados (principais características dos diversos grupos de animais); vegetais
inferiores e superiores.
-Desenvolvimento sustentável: recursos renováveis e não renováveis; reciclagem de
lixo; reaproveitamento de materiais; impactos ambientais e implicações sociais,
preservação, degradação e recuperação ambiental.
-Ciclo de matéria e energia: compreensão da constituição da matéria, estados físicos,
transformações     da matéria e da energia, ciclos biogeoquímicos; cadeia e teia
alimentar; relações harmônicas e desarmônicas.
-Fenômenos físicos e químicos: estrutura atômica molecular, processamento dos
produtos tecnológicos e sua interferência na natureza e na sociedade; reações         e
funções    química, mecânica; aceleração,      velocidade; temperatura (efeito estufa,
camada de ozônio, radiações); aplicação da química e da física no cotidiano.




                            CURRÍCULO DO ENSINO MÉDIO


      O currículo do ensino Médio agora organizado em três áreas de conhecimento
escolar fundamenta-se nos eixos de representação e comunicação, investigação e
compreensão e na Contextualização sócio-cultural.
      As disciplinas integrantes de cada área de conhecimento, levando em
consideração os eixos apontados tem a finalidade de desenvolver as competências e
habilidades específicas.
      Assim para cada área teremos as disciplinas pertinentes, bem como a indicação
dos conhecimentos e habilidades a serem desenvolvidas.




                                                                                     63
a) Área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias:


-Representação e Comunicação
-Confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes linguagens e suas
manifestações especificas.
-Utilizar-se das linguagens como meio de expressão, informação e comunicação, em
situações intersubjetivas, que exijam graus de distanciamento e reação sobre os
contextos e estatutos dos interlocutores; e colocar-se como protagonista no processo
de produção/recepção.
-Compreender e usar a Língua Portuguesa como língua materna, geradora de
significação e integradora da organização de mundo e da própria identidade.
-Aplicar as tecnologias da comunicação e da informação na escola, no trabalho e em
outros contextos relevantes para a sua vida.
-Investigação e Compreensão
-Analisar, interpretar e aplicar os recursos expressivos das linguagens, relacionando
textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização, estrutura das
manifestações, de acordo com as condições de produção/recepção (intenção, época,
local, interlocutores participantes da criação e propagação de idéias e escolhas,
tecnologias disponíveis etc.).
-Recuperar, pelo estudo, as formas instituídas de construção do imaginário coletivo, o
patrimônio representativo da cultura e as classificações preservadas e divulgadas, no
eixo temporal e espacial.
-Articular as redes de diferenças e semelhanças entre as linguagens e seus códigos.
-Conhecer e usar línguas estrangeiras modernas como instrumento de acesso a
informações, a outras culturas e grupos sociais.
-Entender os princípios das tecnologias da comunicação e da informação, associá-las
aos conhecimentos científicos, as linguagens que lhes dão suporte e aos problemas
que se propõem a solucionar.
-Entender a natureza das tecnologias da informação como integração de diferentes
meios de comunicação, linguagens e códigos, bem como a função integradora que elas
exercem na sua relação com as demais tecnologias.



                                                                                      64
-Contextualização sócio-cultural
-Considerar a linguagem e suas manifestações como fontes de legitimação de acordos
e condutas sociais, e sua representação simbólica como forma de expressão de
sentidos, emoções e experiências do ser humano na vida social.
-Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens como meios de:
organização cognitiva da realidade pela constituição de significados, expressão,
comunicação e informação.
-Respeitar e preservar as manifestações da linguagem, utilizadas por diferentes grupos
sociais, em suas esferas de socialização; usufruir do patrimônio nacional e
internacional, com as suas diferentes visões de mundo; e construir categorias de
diferenciação, apreciação e criação.
-Entender o impacto das tecnologias da comunicação na sua vida, nos processos de
produção, no desenvolvimento do conhecimento e na vida social.




LINGUA PORTUGUESA


Representação e Comunicação:


-Confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes manifestações da linguagem
verbal.
-Compreender e usar a Língua Portuguesa como língua materna, geradora de
significação e integradora da organização do mundo e da própria identidade.
-Aplicar as tecnologias de comunicação e da informação na escola, no trabalho e em
outros contextos relevantes da vida.


Investigação e compreensão


-Analisar os recursos expressivos da linguagem verbal, relacionando textos/contextos,
mediante a natureza, função, organização, estrutura, de acordo com as condições de
produção, recepção(intenção, época, local, interlocutores participantes da criação e
propagação das idéias e escolhas, tecnologias disponíveis).


                                                                                   65
-Recuperar, pelo estudo do texto literário, as formas instituídas de construção do
imaginário coletivo, o patrimônio representativo da cultura e as classificações
preservadas e divulgadas, no eixo temporal e espacial.
-Articular as redes de diferenças e semelhanças entre a língua oral) e escrita e seus
códigos sociais, contextuais e lingüísticos.


Contextualização Sócio-Cultural


-Considerar a Língua Portuguesa como fonte de legitimação de acordos e condutas
sociais e como representação simbólica de experiências humanas manifestas nas
formas de sentir, pensar e agir na vida social.
-Entender os impactos das tecnologias da comunicação, em especial da língua escrita,
na vida, nos processos de produção, no desenvolvimento do conhecimento e na vida
social.




LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA


Representação e comunicação


-Escolher o registro adequado à situação na qual se processa a comunicação e o
vocábulo que melhor reflita a idéia que pretende comunicar.
-Utilizar os mecanismos de coerência e coesão na produção oral e/ou escrita.
-Utilizar as estratégias verbais e não-verbais para compensar as falhas, favorecer a
efetiva comunicação e alcançar o efeito pretendido em situações de produção e leitura.
-Conhecer e usar as línguas estrangeiras modernas como instrumento de acesso a
informações a outras culturas e grupos sociais.


Investigação e compreensão


-Compreender de que forma determinada expressão pode ser interpretada em razão de
aspectos sociais e/ou culturais.


                                                                                    66
-Analisar os recursos expressivos da linguagem verbal, relacionando textos/contextos
mediante a natureza, função, organização, estrutura, de acordo com as condições de
produção/recepção (intenção, época, local, interlocutores participantes da criação e
propagação de idéias e escolhas, tecnologias disponíveis).


Contextualização sócio-cultural


-Saber distinguir as variantes lingüísticas.
-Compreender em que medida os enunciados refletem a forma de ser, pensar, agir e
sentir de quem os produz.




EDUCAÇÃO FÍSICA


Representação e comunicação


-Demonstrar autonomia na elaboração de atividades corporais, assim como capacidade
para discutir e modificar regras, reunindo elementos de varias manifestações de
movimento e estabelecendo uma melhor utilização dos conhecimentos adquiridos sobre
a cultura corporal.
-Assumir uma postura ativa na pratica das atividades físicas, e consciente da
importância delas na vida do cidadão.
-Participar de atividades em grandes e pequenos grupos, compreendendo as diferenças
individuais e procurando colaborar para que o grupo possa atingir os objetivos a que se
propôs.
-Reconhecer na convivência e nas praticas pacificas, maneiras eficazes de crescimento
coletivo, dialogando, refletindo e adotando uma postura democrática sobre diferentes
pontos de vista postos em debate.
-Interessar-se pelo surgimento das múltiplas variações da atividade física, enquanto
objeto de pesquisa e área de interesse social e de mercado de trabalho promissor.


Investigação e compreensão


                                                                                    67
-Compreender o funcionamento do organismo humano de forma a reconhecer e
modificar as atividades corporais, valorizando-as como melhoria de suas aptidões
físicas,
-Desenvolver as noções conceituadas de esforço, intensidade e freqüência, aplicando-
as em suas praticas corporais.
-Refletir sobre as informações especificas da cultura corporal, sendo capaz de discerni-
las e reinterpreta-las em bases científicas, adotando uma postura autônoma, na seleção
de atividades procedimentos para a manutenção ou aquisição de saúde.


Contextualização Sócio-Cultural


-Compreender as diferentes manifestações da cultura corporal, reconhecendo e
valorizando as diferenças de desempenho, linguagem e expressão.




ARTE


Representação e comunicação


-Realizar produções artísticas, individuais e/ou coletivas, nas linguagens da arte
(musica, artes visuais, dança, teatro, artes audiovisuais).
-Apreciar produtos de arte, em suas varias linguagens, desenvolvendo tanto a fruição
quanto a análise estética.


Investigação e compreensão


-Analisar, refletir e compreender os diferentes processos da Arte, com seus diferentes
instrumentos de ordem material e ideal, como manifestações sócio-culturais e
históricas.




                                                                                     68
-Conhecer, analisar, refletir e compreender critérios culturalmente construídos e
embasados em conhecimentos afins, de caráter filosófico, histórico, sociológico,
antropológico, semiótico, cientifico e tecnológico, entre outros.


Contextualização Sócio-Cultural


-Analisar, refletir, respeitar e preservar as diversas manifestações de Arte – em suas
múltiplas funções – utilizadas por diferentes grupos sociais e étnicos, interagindo com o
patrimônio nacional e internacional, que se deve conhecer e compreender em sua
dimensão sócio-histórica.




INFORMÁTICA


Representação e comunicação


-Construir, mediante experiências praticas, protótipos de sistemas automatizados em
diferentes áreas, ligadas a realidade, utilizando-se para isso de conhecimentos
interdisciplinares.
-Reconhecer a Informática como ferramenta para novas estratégias de aprendizagem,
capaz de contribuir de forma significativa para o processo de construção do
conhecimento, nas diversas áreas.


Investigação e compreensão


-Identificar os principais equipamentos de Informática, reconhecendo-os de acordo com
suas características, funções e modelos.
-Compreender as funções básicas dos principais produtos de automação da micro-
informática, tais como sistemas operacionais, interfaces gráficas, editores de textos,
planilhas de cálculos e aplicativos de apresentação.




                                                                                      69
Contextualização Sócio-Cultural


-Conhecer o conceito de rede, diferenciando as globais, como a Internet, que teriam a
finalidade de incentivar a pesquisa e a Investigação graças as formas digitais e
possibilitar o conhecimento de outras realidades, experiências e culturas das locais ou
corporativas, como as Intranets, que teriam a finalidade de agilizar ações ligadas a
atividades profissionais, dando ênfase a trabalhos em equipe.
-Compreender conceitos computacionais, que facilitem a incorporação de ferramentas
especificas nas atividades profissionais.
-Reconhecer o papel da Informática na organização da vida sociocultural e na
compreensão da realidade, relacionando o manuseio do computador a casos reais, seja
no mundo do trabalho ou na vida privada.


b) Ciências Humanas e suas Tecnologias


Representação e comunicação


-Entender a importância das tecnologias contemporâneas de comunicação                  e
informação para planejamento, gestão, organização e fortalecimento do trabalho de
equipe. Investigação e compreensão
-Compreender os elementos cognitivos, afetivos, sociais e culturais que constituem a
identidade própria e a dos outros.
-Compreender a sociedade, sua gênese e transformação, e os múltiplos fatores que
nela intervém, como produtos da ação humana; a si mesmo como agente social; e os
processos sociais como orientadores da dinâmica dos diferentes grupos de indivíduos.
-Entender os princípios das tecnologias associadas ao conhecimento do indivíduo, da
sociedade e da cultura, entre as quais as de planejamento, organização, gestão,
trabalho de equipe, e associá-las aos problemas que se propõem resolver.




                                                                                    70
Contextualização sociocultural


-Compreender o desenvolvimento da sociedade como processo de ocupação de
espaços físicos e as relações da vida humana com a paisagem, em seus
desdobramentos políticos, culturais, econômicos e humanos.
-Compreender a produção e o papel histórico das instituições sociais, políticas e
econômicas, associando-as as práticas dos diferentes grupos e atores sociais, aos
princípios que regulam a convivência em sociedade, aos direitos e deveres da
cidadania, a justiça e a distribuição dos benefícios econômicos.
-Traduzir os conhecimentos sobre a pessoa, a sociedade, a economia, as praticas
sociais e culturais em condutas de indagação, analise, problematização e protagonismo
diante de situações novas, problemas ou questões da vida pessoal, social, política,
econômica e cultural.
-Entender o impacto das tecnologias associadas às Ciências Humanas sobre sua vida
pessoal, os processos de produção, o desenvolvimento do conhecimento e a vida
social.
- Aplicar as tecnologias das Ciências Humanas e Sociais na escola, no trabalho e em
outros contextos relevantes para sua vida.


HISTÓRIA


Representação e comunicação


-Criticar, analisar e interpretar fontes documentais de natureza diversa, reconhecendo o
papel das diferentes linguagens, dos diferentes agentes sociais e dos diferentes
contextos envolvidos em sua produção.
-Produzir textos analíticos e interpretativos sobre os processos históricos, a partir das
categorias e procedimentos próprios do discurso historiográfico.




                                                                                      71
Investigação e compreensão


-Relativizar as diversas concepções de tempo e as diversas formas de periodização do
tempo cronológico, reconhecendo-as como construções culturais e históricas.
-Estabelecer relações entre continuidade/permanência e ruptura/transformação nos
processos históricos.
-Construir a identidade pessoal e social na dimensão histórica, a partir do
reconhecimento do papel do indivíduo nos processos históricos simultaneamente como
sujeito e como produto dos mesmos.
-Atuar sobre os processos de construção da memória social, partindo da critica dos
diversos “lugares de memória” socialmente instituídos.


Contextualização sócio-cultural


-Situar as diversas produções da cultura – as linguagens, as artes, a filosofia, a religião.
as ciências, as tecnologias e outras manifestações sociais – nos contextos históricos
de sua constituição e significação.
-Situar os momentos históricos nos diversos ritmos da duração e nas relações de
sucessão e/ou de simultaneidade. Comparar problemáticas atuais e de outros
momentos históricos. Posicionar-se diante de fatos presentes a partir da interpretação
de suas relações com o passado.


GEOGRAFIA


Representação e comunicação


-Ler, analisar e interpretar os códigos específicos da Geografia (mapas, gráficos,
tabelas etc.), considerando-os como elementos de Representação                 de fatos e
fenômenos espaciais e/ou especializados.
-Reconhecer e aplicar o uso das escalas cartográfica e geográfica, como formas de
organizar e conhecer a localização, distribuição e freqüência dos fenômenos naturais
e humanos,


                                                                                         72
Investigação e compreensão
  -Reconhecer os fenômenos espaciais a partir da seleção, comparação                     e
interpretação,   identificando as singularidades ou generalidades de cada lugar,
paisagem ou território.
-Selecionar e elaborar esquemas de Investigação que desenvolvam a observação dos
processos de formação e transformação dos territórios, tendo em vista as relações de
trabalho, a incorporação    de técnicas e tecnologias e o estabelecimento de redes
sociais.
-Analisar e comparar, interdisciplinalmente, as relações entre preservação e
degradação da vida no planeta, tendo em vista o conhecimento da sua dinâmica e a
mundialização dos fenômenos culturais, econômicos, tecnológicos e políticos que
incidem sobre a natureza, nas diferentes escalas – local, regional, nacional e global.


Contextualização sócio-cultural


-Reconhecer na aparência das formas visíveis e concretas do espaço geográfico atual a
sua essência, ou seja, os processos históricos, construídos em diferentes tempos, e os
processos contemporâneos, conjunto de praticas dos diferentes agentes, que resultam
em profundas mudanças na organização e no conteúdo do espaço .
-Compreender e aplicar no cotidiano os conceitos básicos da Geografia.
-Identificar, analisar e avaliar o impacto das transformações naturais, sociais,
econômicas, culturais e políticas no seu     lugar-mundo , comparando, analisando e
sintetizando a densidade das relações e transformações que tornam concreta e vivida
a realidade.


SOCIOLOGIA, ANTROPOLOGIA E POLÍTICA
 Representação e comunicação


-Identificar, analisar e comparar os diferentes discursos sobre a realidade: as
explicações das Ciências Sociais, amparadas nos vários paradigmas teóricos, e as do
senso comum.


                                                                                         73
-Produzir novos discursos sobre as diferentes realidades sociais, a partir das
observações e reflexões realizadas.


Investigação e compreensão


-Construir instrumentos para uma melhor compreensão da vida cotidiana, ampliando a
“visão de mundo” e o “horizonte de expectativas”, nas relações interpessoais com os
vários grupos sociais.
-Construir uma visão mais crítica da indústria cultural e dos meios de comunicação de
massa, avaliando o papel ideológico do “marketing” enquanto estratégia de persuasão
do consumidor e do próprio eleitor.
-Compreender e valorizar as diferentes manifestações culturais de etnias e segmentos
sociais, agindo de modo a preservar o direito a diversidade, enquanto principio estético,
político e ético que supera conflitos e tensões do mundo atual.


Contextualização sócio-cultural
  -Compreender as transformações           no mundo do trabalho e o novo perfil de
qualificação exigida, gerados por mudanças na ordem econômica.
-Construir a identidade social e política, de modo a viabilizar o exercício da cidadania
plena, no contexto do Estado de Direito, atuando para que haja, efetivamente. Uma
reciprocidade de direitos e deveres entre o poder público e o cidadão e também entre
os diferentes grupos.


FILOSOFIA


Representação e comunicação


-Ler textos filosóficos de modo significativo.
-Ler, de modo filosófico, textos de diferentes estruturas e registros.
-Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo.
-Debater, tomando uma posição, defendendo-a argumentativamente e mudando de
posição em face de argumentos mais consistentes.


                                                                                      74
Investigação e compreensão


-Articular conhecimentos filosóficos e diferentes conteúdos e modos discursivos nas
Ciências Naturais e Humanas, nas Artes e em outras produções culturais.


Contextualização sóciocultural


-Contextualizar conhecimentos filosóficos, tanto no plano de sua origem específica,
quanto em outros planos: o pessoal – biográfico, o entorna sócio – político, histórico
cultural; o horizonte da sociedade científica – tecnológica.


Área das Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias


Representação e comunicação


- Ler e interpretar textos de interesse científico e tecnológico.
-Interpretar e utilizar diferentes formas de representação (tabelas, gráficos, expressões,
ícones...).
-Exprimir-se oralmente correção e clareza, usando a terminologia correta.
-Produzir textos adequados para relatar experiências, formular dúvidas ou apresentar
conclusões.
-Utilizar as tecnologias básicas de redação e informação, como computadores.
-Identificar variáveis relevantes e selecionar os procedimentos necessários para a
produção, análise e interpretação de resultados de processos e experimentos
científicos e tecnológicos,
-Identificar, representar e utilizar o conhecimento geométrico para aperfeiçoamento da
leitura, da compreensão e da ação sobre a realidade.
-Identificar, analisar e aplicar conhecimentos sobre valores de variáveis, representados
em gráficos, diagramas ou expressões algébricas, realizando previsão de tendências,
extrapolações e interpolações e interpretações.



                                                                                       75
-Analisar qualitativamente dados quantitativos representados gráfica ou algebricamente
relacionados a contextos sócio-econômicos, científicos ou cotidianos.


Investigação e compreensão


-Desenvolver a capacidade de questionar processos naturais e tecnológicos,
identificando regularidades, apresentando interpretações e prevendo evoluções.
-Desenvolver o raciocínio e a capacidade de aprender.
-Formular questões a partir de situações reais e compreender aquelas já enunciadas.
-Desenvolver modelos explicativos para sistemas tecnológicos e naturais.
-Utilizar instrumentos de medição e de cálculo.
-Procurar e sistematizar informações relevantes para a compreensão da situação
problema.
-Formular hipóteses e prever resultados.
-Elaborar estratégias de enfrentamento das questões.
-Interpretar e criticar resultados a partir de experimentos e demonstrações.
-Articular o conhecimento científico e tecnológico numa perspectiva interdisciplinar.
-Entender e aplicar métodos e procedimentos próprios das Ciências Naturais.
-Compreender o caráter aleatório e não determinístico dos fenômenos naturais e sociais
e utilizar instrumentos adequados para medidas, determinação de amostras e cálculo
de probabilidades.
-Fazer uso dos conhecimentos da Física, da Química e da Biologia para explicar o
mundo natural e para planejar, executar e avaliar intervenções práticas.
-Aplicar as tecnologias associadas às Ciências Naturais na escola, no trabalho e em
outros contextos relevantes para sua vida.


-Contextualização sociocultural


-Compreender e utilizar a ciência, como elemento de interpretação e intervenção, e a
tecnologia como conhecimento sistemático de sentido prático.
-Utilizar elementos e conhecimentos científicos e tecnológicos para diagnosticar e
equacionar questões sociais e ambientais.


                                                                                        76
-Associar conhecimentos e métodos científicos com a tecnologia do sistema produtivo e
dos
-Reconhecer o sentido histórico da “ciência e da tecnologia” percebendo seu papel na
vida humana em diferentes épocas e na capacidade humana de transformar o meio
-Compreender as ciências como construções humanas, entendendo como elas se
desenvolveram por acumulação, continuidade ou ruptura de paradigmas, relacionando
o desenvolvimento cientifico com a transformação da sociedade.
-Entender a relação entre o desenvolvimento de Ciências Naturais e o desenvolvimento
tecnológico e associar as diferentes tecnologias aos problemas que se propuser e se
propõe a solucionar.
-Entender o impacto das tecnologias associadas às Ciências Naturais, na sua vida
pessoal, nos processos de produção, no desenvolvimento do conhecimento e na vida
social


BIOLOGIA


Representação e comunicação


-Descrever processos e características do ambiente ou de seres vivos, observados em
microscópio ou a olho nu
-Perceber e utilizar os códigos intrínsecos da Biologia.
-Apresentar suposições e hipóteses acerca dos fenômenos biológicos em estudo
-Apresentar, de forma organizada, o conhecimento biológico apreendido, através de
textos. Desenhos, esquemas, gráficos, tabelas, maquetes, etc
-Conhecer diferentes formas de obter informações (observação, experimento, leitura de
texto e imagem, entrevista), selecionando aquelas pertinentes ao tema biológico em
estudo.
- Expressar dúvidas, idéias e conclusões acerca dos fenômenos biológicos
 Investigação e compreensão


-Relacionar fenômenos, fatos, processos e idéias em Biologia, elaborando conceitos,
identificando regularidades e diferenças. construindo generalizações


                                                                                  77
-Utilizar critérios científicos para realizar classificações de animais, vegetais etc
-Relacionar os diversos conteúdos conceituais de Biologia (lógica interna) na
compreensão de fenômenos
-Estabelecer relações entre parte e todo de um fenômeno ou processo biológico
-Selecionar e utilizar metodologias científicas adequadas para a resolução de
problemas. fazendo uso, quando for o caso, de tratamento estatístico na análise de
dados coletados
-Formular questões, diagnósticos e propor soluções          para problemas apresentados,
utilizando elementos da Biologia.
-Utilizar noções e conceitos da Biologia em novas situações                 de aprendizado
(existencial ou escolar)
-Relacionar o conhecimento das diversas disciplinas para o entendimento de fatos ou
processos biológicos (lógica externa).


Contextualização sócio-cultural


-Reconhecer a Biologia como um fazer humano e, portanto, histórico, fruto da
conjunção de fatores sociais, políticos, econômicos, culturais religiosos e tecnológicos.
-Identificar a interferência   de aspectos místicos e culturais nos conhecimentos do
senso comum relacionados a aspectos biológicos.
-Reconhecer o ser humano como agente e paciente de transformações intencionais
por ele produzidas no seu ambiente.
-Julgar ações de intervenção, identificando aquelas que visam à preservação e a
implementação da saúde individual, coletiva e do ambiente.
-Identificar as relações entre o conhecimento científico e o desenvolvimento
tecnológico, considerando a preservação          da vida, as condições        de vida e as
concepções de desenvolvimento sustentável.


FISICA


Representação e comunicação



                                                                                        78
-Compreender enunciados que envolvam códigos e símbolos físicos. –
-Compreender manuais de instalação e utilização de aparelhos.
-Utilizar e compreender tabelas, gráficos e relações        matemáticas gráficas para a
expressão do saber físico. Ser capaz de discriminar e traduzir as linguagens
matemática e discursiva entre si.
-Expressar-se corretamente utilizando a linguagem física adequada e elementos de
sua representação      simbólica Apresentar de forma clara e objetiva o conhecimento
apreendido, através de tal linguagem
-Conhecer fontes de informações e formas de obter informações relevantes, sabendo
interpretar noticias cientificas.
-Elaborar sínteses ou esquemas estruturados dos temas físicos trabalhados.


Investigação e compreensão


-Desenvolver a capacidade de investigação física.
-Classificar, organizar, sistematizar.
-Identificar regularidades.
-Observar, estimar ordens de grandeza, compreender o conceito de medir, fazer
hipóteses, testar.
-Conhecer e utilizar conceitos físicos
-Relacionar grandezas, quantificar, identificar parâmetros relevantes.
-Compreender e utilizar leis e teorias físicas.
-Compreender a Física presente no mundo vivencial e nos equipamentos e
procedimentos tecnológicos. Descobrir o “como funciona” de aparelhos.
-Construir e investigar situações-problema, identificar a situação física, utilizar modeles
físicos, generalizar de uma a outra situação , prever, avaliar, analisar previsões
-Articular o conhecimento físico com conhecimentos de outras áreas do saber cientifico.


Contextualização sócio-cultural


-Reconhecer a Física enquanto construção          humana, aspectos de sua historia e
relações com o contexto cultural, social, político e econômico.


                                                                                        79
-Reconhecer o papel da Física no sistema produtivo, compreendendo a evolução dos
meios tecnológicos e sua relação dinâmica com a evolução do conhecimento cientifico.
-Dimensionar a capacidade crescente do homem propiciada pela tecnologia.
-Estabelecer relações entre o conhecimento físico e outras formas de expressão da
cultura humana.
-Ser capaz de emitir juízos de valor em relação a situações sociais que envolvam
aspectos físicos e/ou tecnológicos relevantes.


QUÍMICA


Representação e comunicação


-Descrever as transformações químicas em linguagens discursivas.
-Compreender os códigos e símbolos próprios da Química atual.
-Traduzir a linguagem discursiva em linguagem simbólica da Química e vice-versa
-Utilizar a representação simbólica das transformações químicas e reconhecer suas
modificações ao longo do tempo.
-Traduzir a linguagem discursiva em outras linguagens usadas em Química: gráficos,
tabelas e relações matemáticas.
-Identificar fontes de informação e formas de obter informações relevantes para o
conhecimento da Química (livro, computador, jornais, manuais etc.).


Investigação e compreensão


-Compreender e utilizar conceitos químicos dentro de uma visão macroscópica (lógico-
empírica).
-Compreender os fatos químicos dentro de uma visão macroscópica (lógico-formal).
- Compreender dados conotativos,       estimativos e medidas, compreender relações
proporcionais presentes na química (raciocínio proporcional), Reconhecer tendências e
relações     a partir de dados experimentais ou outros classificação.      serração e
correspondência em Química).



                                                                                   80
-Selecionar e utilizar idéias e procedimentos científicos (leis, teorias, modelos) para a
resolução e problemas qualitativos e quantitativos em Química, identificando
acompanhando as variáveis relevantes
- Reconhecer ou propor a Investigação        de um problema relacionado à Química
selecionando procedimentos experimentais pertinentes
-Desenvolver conexões hipotético-lógicas que possibilitem previsões acerca das
transformações químicas.


Contextualização sócio-cultural
 -Reconhecer aspectos químicos relevantes na interação individual e coletiva do ser
humano com o ambiente.
-Reconhecer o papel da Química no sistema produtivo, industrial e rural. –
-Reconhecer as relações entre o desenvolvimento científico e tecnológico da Química e
aspectos sócio-político-culturais.
-Reconhecer os limites éticos e morais que podem estar envolvidos no desenvolvimento
da Química e da tecnologia.


MATEMATICA


Representação e comunicação
 -Ler e interpretar textos de Matemática.
-Ler, interpretar e utilizar representações matemáticas (tabelas, gráficos, expressões
etc)
-Transcrever mensagens matemáticas da linguagem corrente para linguagem simbólica
equações, gráficos, diagramas, formulas, tabelas etc.) e vice-versa.
-Exprimir-se com correção e clareza, tanto na língua materna, como na linguagem
matemática, usando a terminologia correta.
-Produzir textos matemáticos adequados. Utilizar adequadamente os recursos
tecnológicos como instrumentos de produção e de comunicação.
-Utilizar corretamente instrumentos de medição e de desenho.


Investigação e compreensão


                                                                                      81
-Identificar o problema (compreender enunciados, formular questões etc.)
-Procurar, selecionar e interpretar informações relativas ao problema.
-Formular hipóteses e prever resultados.
-Selecionar estratégias de resolução de problemas.
-Interpretar e criticar resultados numa situação concreta.
-Distinguir e utilizar raciocínios dedutivos e indutivos.
-Fazer e validar conjecturas, experimentando, recorrendo a modelos, esboços, atos
conhecidos, relações e propriedades.
-Discutir idéias e produzir argumentos convincentes.


Contextualização sociocultural


-Desenvolver a capacidade de utilizar a Matemática na interpretação e intervenção no
real
-Aplicar conhecimentos e métodos matemáticos em situações reais, em especial em
outras áreas do conhecimento
-Relacionar etapas da historia da Matemática. com a evolução da humanidade.
-Utilizar adequadamente calculadoras e computador, reconhecendo suas limitações e
potencial idades.


  DISCIPLINAS DO ENSINO MÉDIO INTEGRADO À EDUCAÇÃO PROFISSIONAL


A área de Turismo e Hospitalidade no currículo do Ensino Médio Integrado à Educação
Profissional tem por objetivo além de formar profissionais para atuar no mercado de
trabalho assim que concluírem o curso, contribuir para uma formação de cidadãos
capazes de compreender e questionar o processo da realidade política, econômica,
social e cultural em que estamos inseridos.
A escolha das disciplinas que compõem a matriz curricular na sua parte específica, bem
como o conteúdo dessas disciplinas teve como eixo norteador o intuito de situar os
alunos frente a questões gerais que interferem e influenciam no Turismo, sempre com a



                                                                                   82
preocupação de trazer para as necessidades locais as questões teóricas e práticas que
embasam essa área.
Outra preocupação importante em termos curriculares e, acredita-se de melhoria da
formação dos alunos, foi à inclusão do laboratório de turismo e do estágio profissional
obrigatório, assumindo estes componentes curriculares como atividades educativas e
eixos de articulação da teoria / prática.


INTRODUÇÃO AO TURISMO:


Origem e história do Turismo mundial, nacional e local. Diferentes concepções e
definições sobre o turismo, paradigmas teóricos e senso comum. Tipos de Turismo.
Sistema de Turismo. Importância e evolução do Turismo como atividade econômica e
perspectivas no futuro.




Administração, Planejamento e Organização do Turismo - I
Conceitos e definições sobre a administração.Administração financeira. Administração
de produtos turísticos. Recursos humanos na empresa turística.


ECONOMIA APLICADA AO TURISMO:


Concepções e definições sobre Economia. Globalização econômica e sua influência na
atividade turística. Reflexos da política econômica brasileira no turismo do país e região.
Órgãos federais, estaduais e municipais de turismo.


ÉTICA, LEGISLAÇÃO E SEGURANÇA APLICADA AO TURISMO:


Código de Ética da Organização Mundial do Turismo. Código de Ética da Hotelaria.
Noções de Direito. Regime Jurídico do Turismo. Contratos. Código do Consumidor.
Responsabilidade civil e comercial. Noções da Legislação Trabalhista. Segurança e
higiene no trabalho.



                                                                                        83
TURISMO E MEIO AMBIENTE


Transformações no ambiente, modificações no ecossistema e alterações na
biodiversidade causadas pelo Turismo. Desenvolvimento Sustentável.Turismo na
natureza (ecoturismo).Atrativos naturais do município e sua utilização. Experiências
alternativas de Turismo;




ADMINISTRAÇÃO, PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO DO TURISMO - II


Planejamento: conceitos e definições. Levantamento e mapeamento dos atrativos
naturais, empreendimentos, atividades de lazer e entretenimento. Organização de
banco de dados para o turismo local e regional.Análise e avaliação de destinações
turísticas (diagnóstico). Estratégias e ações para uma destinação turística.




MARKETING E GESTÃO TURÍSTICA


Conceituação e definições      de marketing. Composto de marketing. Sistemas de
Informação de Marketing. Segmentação de Mercado. Necessidade e comportamento do
comprador. Planejamento e gestão de vendas – estratégias de preço.Análise
macroambiental, diretrizes e estratégias.




SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PARA O TURISMO:


Uso de softwares ( Windows, Internet Explorer, Outlook, Word, Excel e Power Point,
entre outros). Softwares específicos para turismo e hospitalidade. Uso da Internet como
ferramenta de suporte às atividades desenvolvidas em meios de hospedagem e demais
equipamentos turísticos.



                                                                                    84
EVENTOS E LAZER


  Planejamento de atividades de recreação e entretenimento em estabelecimentos de
hospedagem.Organização dos espaços físicos para a realização de atividades
recreativas e de entretenimento. Tipologia de eventos. Planejamento, orçamento,
montagem e realização de eventos. Característica das empresas organizadoras de
eventos. Promoção e captação de eventos.Parceiros e patrocinadores para a realização
de eventos .


MEIOS DE HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO


Origem e evolução da hotelaria .Terminologias específicas .Estrutura organizacional.
Estrutura e operacionalização dos setores de: Recepção, Reservas, Governança,
Alimentos e Bebidas, Gerência, Administrativo Financeiro.


LABORATÓRIO DE TURISMO:


Atendimento ao cliente. Postura profissional. Estruturas físicas.


PROJETO DE PESQUISA PARA A DISCIPLINA DIVERSIFICADA – (ESTUDOS
REGIONAIS).
Professor Responsável – André Henrique Pavan de Mattos
Ano letivo de 2010


1. TEMA GERAL
O Ensino Médio Integrado à Educação Profissional e sua importância na consolidação
de outro modelo de ensino, tanto em nível médio como no Ensino Superior.


2. JUSTIFICATIVA
      O turismo, novidade na década de 70, hoje ocupa a capa de revistas e é
discutido em diversos locais, pois surge como uma força social, cultural e econômica
capaz de movimentar milhões de pessoas e bilhões de dólares pelo planeta. No


                                                                                 85
entanto, por ser uma atividade relativamente nova, o turismo exige ainda estudos
específicos para articular seu corpus de conhecimento.
      Tendo crescido consideravelmente nas últimas décadas do século XX, o turismo
originou novas áreas de conhecimento e conectou-se com outras áreas por meio das
quais recebe e transmite influências cada vez mais significativas. Mais do que
transdisciplinar, o turismo torna-se um campo de intersecção de saberes e de
procedimentos entre várias ciências.
      A educação em turismo deve proporcionar, portanto, um conjunto de ferramentas
direcionadas para a interpretação e a evolução de novos conhecimentos, possibilitando
ao aluno desenvolver sua capacidade crítica. Deve ainda desenvolver no indivíduo um
espírito voltado para o aprendizado, para que ele seja capaz de enfrentar as novas
situações que se apresentam continuamente neste setor, tão mutante e dinâmico.
      Nos últimos anos, temos visto acontecer também uma profunda modificação nas
formas de acesso às Universidades no Brasil. Até bem pouco tempo atrás, ser
aprovado pelo vestibular (exame feito em um ou mais dias, após o término do ensino
médio) era a única forma de cursar o ensino superior.
      Com o fortalecimento do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), o
surgimento de cotas e de programas governamentais de financiamento, além de
critérios que levam em consideração o rendimento escolar do aluno durante todo o
ensino médio, o vestibular acabou tendo sua importância radicalmente diminuída. Os
métodos de ensino, portanto, também precisaram ser revistos.
      Nesse contexto, o EMIEP (Ensino Médio Integrado à Educação Profissional)
levou uma ligeira vantagem sobre o ensino convencional. Por ter sido baseado na teoria
da atividade, o projeto já buscava formas alternativas de se promover o debate dos
assuntos, os temas trabalhados em sala. Será que se pode verificar essa vantagem no
número de alunos que acessaram a Universidade?


3. PROBLEMATIZAÇÃO E QUESTÕES DE PESQUISA


Problema Central:
A modalidade de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional da forma como é
desenvolvida em Bombinhas, baseada na teoria da atividade, tem contribuído para


                                                                                   86
aumentar o acesso dos alunos da escola à Universidade? A modificação dos critérios e
das formas de acesso às instituições contribuiu para essa mudança? Como?




Questões de Pesquisa:
Como e em que o EMIEP se diferencia do Ensino Médio regular?
O estágio supervisionado modifica a visão que você tinha da escola? Como e por que?
O estudo das questões ligadas ao turismo contribui para uma visão diferenciada de
mundo?
Como o jovem egresso do ensino médio público pode acessar a universidade?
Quais foram as principais mudanças que aconteceram no ENEM recentemente?
Que resistências temos a essa forma diferenciada de trabalho? Quais os principais
desafios?


4. OBJETIVOS


4.1 Geral
Comprovar que o EMIEP contribui de maneira mais adequada para a formação do perfil
de um jovem capaz e bem sucedido para os desafios atuais.


4.2. Objetivos específicos:
      Estimular e despertar o interesse pela pesquisa e pela investigação;
      Estimular o desenvolvimento da capacidade crítica, avaliativa e criativa;
      Proporcionar um maior embasamento cultural e humanístico;
      Preparar profissionais capacitados para o mercado de trabalho;
      Refletir sobre a realidade e analisar seus aspectos positivos e negativos;
      Conhecer pontos fortes de sua própria formação acadêmica;
      Avaliar o processo vivido.


5. FONTES E BIBLIOGRAFIA
         A Bibliografia será a utilizada em cada disciplina curricular, tendo em vista que
  a DDV se utilizará dos conceitos, saberes e conhecimentos de cada uma delas,

                                                                                       87
  refletindo sobre os mesmos e desenvolvendo o esforço para relacioná-los, e assim
  permitir que os alunos experimentem o processo cognitivo em sua forma mais plena
  possível.

         Todo este processo está embasado nos Parâmetros Curriculares Nacionais e
  na Proposta Curricular de Santa Catarina.

  Os professores de cada disciplina complementarão o papel de “fontes de consulta”
  e/ou de orientadores para as fontes de consulta que forem se fazendo necessárias
  no decorrer do ano letivo, com o andamento do trabalho.

ANSARAH, Marília Gomes dos Reis (organizadora). Turismo. Como aprender, como
ensinar. 3.ed. São Paulo: SENAC, 2004.
Brasil, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares nacionais:
Educação Física / Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997.

FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. 30ªed. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 2007.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa.
21.ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 22ª.ed. São Paulo: Paz e Terra, 1993.

MARQUES, J. Albano. Introdução à Hotelaria. 1.ed. São Paulo: EDUSC, 2003.
MORIN, Edgard. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 8.ed. São
Paulo: Cortez, 2003.


6. METODOLOGIA
- Dinâmicas de grupo
- Leitura de textos,
- Pesquisa bibliográfica,
- Pesquisa pela Internet,
- Computação de dados,
- Elaboração de relatórios,
- Interpretação de dados,
- Elaboração de projetos,

                                                                                 88
- Execução de projetos elaborados,
- Avaliação dos trabalhos realizados.


ANEXAR PROJETO GRIÔ


           DA AVALIAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL (Séries Iniciais)


A avaliação é parte constitutiva do processo de ensino-aprendizagem. Ensino,
aprendizagem e avaliação não acontecem em separado. Constituem-se em um
processo de três faces indissociáveis em que se ensina, se aprende e se avalia
concomitantemente para obter resultados exitosos na aprendizagem escolar. Todos os
sujeitos, na instância da sala de aula, ensinam, aprendem e se avaliam mutuamente.


Avaliar é tomar decisão respaldada em dados concretos, criteriosos, para o êxito da
aprendizagem; por isso, recomendamos:


   1- a avaliação da criança nas três primeiras séries (06, 07 e 08 anos) dos Anos
      Iniciais do EF9 deve considerar o todo do processo de alfabetização com
      letramento. Isto significa dizer, considerar os avanços e as lacunas na
      aprendizagem da leitura e da escrita.
   2- As decisões sempre devem ser tomadas em Conselho de Classe, com ata
      escrita e embasada em critérios objetivos e rigorosos.


3- Retenção:
      A retenção não significa “reprovação”, conforme veiculada na cultura escolar,
mas novas oportunidades de aprendizagem e por meios de dinâmicas pedagógicas
significativas diferentes daquelas às quais a criança foi submetida. RETER não é
encaminhar a criança para o início da mesma série e começar tudo novamente. Reter é
propor um novo caminho, com ações pedagógicas ressignificadas.
   1- Toda a decisão de retenção na 3a. do EF9 deve levar em conta os registros da
      criança a partir da 1a. série (aqui se trata especificamente da criança entre 08 e
      09 anos que iniciou o EF no sistema de 09 anos);


                                                                                     89
   2- A criança multirrepetente, isto é, com distorção idade/série, na 3 a. série do EF9,
      não deve ser retida,
   3- Também é aconselhável muita ponderação ao tratar de “repetição” da criança de
      4a. série do EF8:
           a- para não gerar distorção idade/série;
           b- para evitar a mudança de sistema e estender a escolaridade em mais dois
              anos (01 ano dada a reprovação e mais 01 ano por migrar para o sistema
              de 09 anos)


A retenção da criança na 3a. série do EF9 está diretamente associada a um projeto
pedagógico da escola, coordenado pela GERED, a fim de que possa se apropriar dos
conhecimentos julgados lacunares pelo Conselho de Classe de cada unidade escolar.
Neste projeto, devem estar previstas metas, ações e dinâmicas didático-pedagógicas
que possibilitem à criança retida, avanços na aprendizagem para que, em um curto
espaço de tempo, siga o transcurso normal de seu processo de alfabetização com
letramento.


Atenção:


As avaliações realizadas durante o processo educativo, relativas a cada aluno, devem
permanecer arquivadas junto aos documentos escolares. Fazem parte da vida escolar
da criança.




    DA AVALIAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO E REGISTROS DE
                                      AVALIAÇÃO


      A resolução nº 17/99/CEE determina em seu artigo 6º, XII que o Projeto Político
Pedagógico defina o processo de avaliação na unidade escolar. Articulando este
dispositivo com as diretrizes estabelecidas na resolução nº 23/2000/CEE e tendo como
base as orientações da SED, (portaria nº /E/067/2000) as escolas de Ensino
Fundamental e do Ensino Médio que adotam o regime anual, para efeitos de registro da


                                                                                      90
avaliação do aluno no processo ensino/aprendizagem, considerarão os valores
numéricos, inteiros, de um a l0. Estes registros serão organizados EM QUATRO
BIMESTRES , preponderando sempre a MÉDIA ARITMÉTICA DAS NOTAS OBTIDAS .
Ressaltamos que não será utilizado o registro de notas em decimais e que se adotará
o critério de “médias”, de provas finais de 5ª a 8ª série. Porém, para os alunos que não
lograrem aprovação, a escola deverá oferecer “novas oportunidades de avaliação”. A
nota obtida pelo aluno no BIMESTRE         poderá ser substituída de forma crescente,
tantas vezes quantas forem às oportunidades de recuperação do conhecimento
oferecidas a ele.
      Para obter aprovação nos estudos, o aluno deverá, até no último semestre, ter
nota igual ou superior a sete, ou seja, dominar 70% dos conceitos propostos para a
série que está cursando. Como o registro da nota é síntese do processo de ensino-
aprendizagem, entendemos que o aluno e professor precisam estar envolvidos neste
processo. No entanto a aprovação está condicionada ao alcance de pelo menos 70%
dos conhecimentos registrados em quatro bimestres.
      Para obter aprovação nos estudos, o aluno deverá dominar 70% dos conceitos
propostos para O BIMESTRE , ou seja ter nota sete ao final do BIMESTRE . Deve-se
observar que a Lei nº 9394/96 em seu art. 24, VI; e a Lei Complementar nº 170/98 em
seu art. 26, VIII, exigem a freqüência mínima de 75% do total de horas letivas para
aprovação.
      Em decorrência do exposto, vimos à necessidade e a importância da avaliação,
não somente do aluno e do professor, mas também da instituição escolar no seu
conjunto, pois o processo de avaliação desenvolvido pela escola, bem como o seu
resultado,   são reflexos da elaboração e da implementação de um Projeto Político
Pedagógico, concebido de forma coletiva.
      A avaliação não será apenas uma quantificação apresentada em notas, precisa
ser a expressão do movimento de quem ensina, de quem aprende e como aprende;
constituindo assim o processo de ensino-aprendizagem.
      Avaliar faz parte do Projeto de construção da sociedade que desejamos, da
formação de um cidadão capaz de refletir, resolver problemas, decidir e atuar na sua
comunidade.



                                                                                     91
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


DEL RIO, Pabio.        in COLL, C. et alli Desenvolvimento psicológico e de Educação.
Vol. 2. Porto Alegre; Artes Médicas,1996.
DANTAS, H. infância da razão. São Paulo: Editora Manaci Dois, 1990.
WALLON, H. Psicologia e Educação na infância Lisboa: Horizonte, 1975.
––––––––––-. A evolução psicológica da criança. São Paulo: Editorial Andes SID.
LEONTIEV, A. O desenvolvimento do psiquismo, Lisboa: Horizontes, 1978.
VYGOTSKY, L. A formação social da mente. São Paulo: Livraria Martins Fontes Editora,
1989.
VYGOTSKY, L, LURIA, e LEONTIEV, A linguagem, desenvolvimento e aprendizagem.
São Paulo: ícone, EDUSP, 1988.
PROPOSTA CURRICULAR DE SANTA CATARINA. SECISC, Florianópolis, 1991.
PROPOSTA CURRICULAR: Síntese Teórica e Práticas Pedagógicas.                     SED/SC,
Florianopolis, 1998.
AMORIN, Francisco Cabral de e outros. Planejamento educacional em suas estratégias
básicas. Gestão em Rede, Brasília, Maio, 1998, pp. 11 - 15.
BRASIL. Secretaria da Educação Fundamental – Parâmetros Curriculares Nacionais:
terceiro e quarto ciclos – Apresentação dos temas transversais/ Secretaria da Educação
Fundamental – Brasília MEC/SEF, 1998.
–––––––. Ministério da Educação, Secretaria da Educação Média e Tecnológica –
Parâmetros curriculares nacionais – Ensino Médio 1999.
–––––––. Decreto n.o 1044/69. Dispõe sobre o tratamento excepcional para os alunos
portadores de afecções.
Decreto   nº   3429/98.       Regulamenta    o   Conselho     Deliberativo   Escolar   nos
Estabelecimentos de Ensino de Educação Básica da Rede Pública Estadual.
Lei nº 6202/75. Atribuição à estudante em estado de gestação o regime de exercícios
domiciliares instituídos pelo Decreto - Lei nº 1044, de 1969, e dá outras providências.
Lei nº 7088/83. Estabelece normas para expedição de documentos escolares
Lei – nº 8069/90, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do
Adolescente e dá outras providências.


                                                                                          92
Lei nº 9394/96, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da
educação nacional.
DALBEN, Ângela I.L. de Freitas. “Trabalho Escolar e Conselho de Classe”, Coleção
Magistério. Formação e Trabalho Pedagógico. Campinas, SP: Papirus, 1992.
MINAS GERAIS. Parecer nº 1132/97 do Conselho Estadual de Educação. Dispõe sobre
a Educação Básica, nos Termos da Lei ri' 9394. Série Integração com os Municípios 8.
Belo Horizonte, nov., 1997.
PIAUÍ. Conselho Escolar- todos pela valorização da escola pública. Informativo com
Conselho Escolar. Teresina, 1995.
RIO GRANDE DO SUL. Gestão Democrática do Ensino Público, Regimento Escolar.
Porto Alegre.


SÃO PAULO. Normas Regimentais para as Escolas Estaduais Aprovadas pelo Parecer
do C.E.E 67/98. São Paulo, Fev., 1998.
   SANTA CATARINA.        Resolução nº 017/99, 13/04/99 do Conselho Estadual de
Educação Estabelece as diretrizes para a elaboração do Projeto Político-Pedagógico
das Escolas de Educação Básica e Profissional, integrantes do. Sistema E:3-tadual de
Educação de Santa Catarina. Florianópolis, abr., 1999.
Diretrizes para o Calendário Escolar da Secretaria de Estado da Educação e do
Desporto. Florianópolis, 1999.
Lei Complementar nº 170, de 07 de agosto de 1998. Dispõe sobre o Sistema Estadual
de Educação
Documento Norteador para elaboração de subsídios, nas unidades escolares. programa
da Autonomia e da Gestão da Escola Pública Estadual da Secretaria de Estado da
Educação e do Desporto. Florianópolis. 1999.
Decreto nº 3429, de OS de dezembro de 1998. Regulamenta o Conselho deliberativo
Escolar.
Portaria nº 008, de 27 de maio de 1999, Fixa procedimentos referentes @.,j Conselho
Deliberativo Escolar nas unidades escolares de Educação Básica da Rede Pública
Estadual,
Decreto ri.' 31113/86.Dispõe sobre a existência das APPS.
Decreto 3429/98. Dispõe sobre a existência das APPS.


                                                                                 93
GANDIN, Danilo. A prática do planejamento participativo: na educação e em outras
instituições, grupos e movimentos dos campos culturais, social, político, religioso,
governamental. Petrópolis, Vozes, 1994.




                                                                                 94

				
DOCUMENT INFO
Shared By:
Categories:
Tags:
Stats:
views:58
posted:2/11/2012
language:
pages:97