SEPSES CASO CLINICO

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2/11/2012
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Portuguese
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							                    Caso Clínico
   Internato de Pediatria - Hospital Regional da Asa Sul
                        Brasília-DF
   Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS)/SE/DF


Internos:
Alexandra Barreto
Cejana Hamú            Coordenação:
Ruiter Arantes       Elisa de Carvalho
              História clínica
• Admissão:
  – 19/01/07
  – Informante: Genitora


• Identificação
  – Filho de M.A.S.S., masculino, 2 meses e 18
    dias, natural de Brasília-DF, procedente de
    Luziânia-GO. RG 011106-1
               História Clínica
• Queixa Principal:
  – Fezes com sangue e barriga inchada há dois dias.


• HDA:
  – Desde alta do berçário em 13/12, mãe acha que o
    abdome da criança está distendido. Aceitava bem
    a dieta e com eliminações normais. Há dois dias,
    vem apresentando por volta de dez episódios de
    evacuações pastosas em pequena quantidade,
    porém associada a muco e rajas de sangue.
• RS:
   – Nega febre ou vômitos.
   – Diurese fisiológica.
   – Apetite preservado.

• Antecedentes:
   – Mãe não realizou pré-natal. Sem exames. Na gestação, leucorréia não
     tratada.
        • G2 P2(C1)A0
        • Parto cesárea(CIUR),líquido meconial, RNPT (31s 1d). Apgar 6 e 9
        • Peso:990g E:37cm PC:26,5cm
             – Período Neonatal:
                  » Feito surfactante e duas doses de dexametasona
                  » CPAP E HOOD
                  » Cefepime e gentamicina
                  » Vancomicina
                  » Meropenen
                  » Fluconazol
                  » 3 hemotransfusões
                  » Fototerapia
        • Desde alta, sem intercorrências. Em uso de protovit 2 gotas 2x dia e sulfato
          ferroso 2 gotas 2x dia
• Antecedentes familiares:
  – Mãe com leucemia em tratamento com
    quimioterapia. Realizou um ciclo de ciclofosfamida
    no 3° trim de gestação.
  – Pai: sem informações.
• Condições de moradia:
  – Casa, 4 cômodos, sem rede de esgoto, com fossa
    asséptica. Não há animais em domicílio.
• Alimentação:
  – Em uso de NAN I e Cremogena
• Imunização
  – Não fez BCG
• Exame físico:
  – REG,acianótico,anictérico,hipocorado(2+/4+),      taquipnéia     leve,
    hidratado, ativo. Peso:2400g
  – RCR, 2T, BNF, sopro cardíaco (+/6+) em BEEB.       FC :154 bpm

  – MVF sem RA. Roncos de transmissão discretos. TSC leve. Obstrução
    nasal com secreção hialina. FR 60 irpm Sat 95%
  – Abdome globoso, flácido, doloroso(?), fígado à 3cm do RCD, baço
    não palpável, RHA presentes. Hérnia umbilical.
  – Genitália típica masculina, testículos palpáveis, pênis medindo 2 cm.
  – Extremidades bem perfundidas e aquecidas.
  – Pele com pápulas eritematosas na face.
  – Mucosa oral úmida.
  – Membranas timpânicas íntegras.
  – Fontanela anterior normotensa e plana. Pupilas isocóricas e
    fotorreagentes. Bom tônus muscular.
EXAMES COMPLEMENTARES
       19/01   21/01   23/01   26/01   26/01   27/01   28/01   31/01   01/02   02/02   03/02   07/02



Leu    12,6    12,7    17,2    32,6    36,3    36,6    18,4    35,1    51,9    44,6    28,0    14,5


seg    51      45      47      58      44      74      69      77      67      66      64      42


Bas    05      03      02      05      06      01      02      03      04      00      02      00


Linf   34      36      45      20      18      14      22      17      23      22      25      52


mono   05      2       01      01      04      04      04      02      05      02      05      02


eos    03      14      05      15      26      07      03      01      01      10      04      04


Hm     2,1     2,98    3,18    3,27    2,9     3,19    2,5     3,78    2,71    2,77    2,39    3,84


Hg     5,6     8,0     8,4     8,6     7,7     8,5     6,9     10,1    7,4     8,0     6,8     11,3


Ht     16,9    23,5    25,5    26,6    23,6    26,2    19,7    31,1    22,9    23,7    20,7    33,9


Plaq   404     412     473     534     561     650     465     811     682     519     591     774
        19/01   20/01   23/01   26/01   26/01   26/01   27/01   28/01   31/01   03/02   13/02


GLI     298     189                     42              81                      48

U                       6               16              19                      26

C                       0,4             0,3             0,5                     0,4

CA      7,9     10,1                            8,78    9,9                     7,2     9,0

NA      120     129     128     106     110     111     121     96      120     133     140

K       3,6     5,9     5,4     6,0     5,3     6,3     7,0     9,9     5,3     3,5     5,9

CL      107     112     110     84      93      96      101     84      103     121     111

MG      1,7     FR

AC                                              3,0
URICO
PCR                     0,43                                    0,38    0,32    0,31

VHS                     05                              MI      08      03

Na ur                                                                           114
•   Coprocultura 19/01/01: Normal
•   Rx abdome 19/01: Normal
•   Rx tórax 19/01: Normal
•   Hemocultura 26/01: Negativa
•   Sorologias:
    – Toxoplasmose: Negativas
    – Chagas: Não reagente
    – CMV: Negativa
    – Rubéola: FR
• 17 ALFA HIDROXIPROGESTERONA: 176 nanoG/Dl
  (35 a 157)
        GASOMETRIAS
         27/01/07   02/02/07

pH         7,35       7,305

pCo2        22        27,6

pO2         85        68,3

HCO3-       12        15,2
                      Evoluções
• 26/01/07
  – Alta hospitalar
     • Temp: 36 a 37 °C
     • ACP: Sem alterações
  – Resgatado exames
     •   Hb 7,7 ht 23,6
     •   Plaq 560000
     •   Hvs 8
     •   Glic 42
     •   U 16 C 0,3 TGO 41 TGP 11 Na 110 K 5,3 Cl 93
     •   Leu 36300 (44/06/18/04/26/01/0/01)
     •   3 granulações tóxicas
                    Evoluções
• Criança apresentou dois episódios de crise
  convulsiva( tônico-clônica generalizada) na
  enfermaria;
• HAC?
• Iniciado hidrocortisona e fludrocortisona;
• Admitida na UTI EM 01/02/2006 devido ao
  distúrbio hidroeletrolítico de difícil controle;
• Alta da UTI após 3 dias;
• Alta    hospitalar      em     14/02/07        com
  acompanhamento         em     ambulatório        de
  endocrinologia.
DIARRÉIA
 AGUDA
           ?


    ?
               HIPONATREMIA


 SEPSE

           ?
Diarréia Aguda
                Diarréia Aguda
• Doença infecciosa do trato digestivo;
• Aumento do conteúdo líquido das fezes: >10
  mL/Kg/dia;
• Grande problema mundial;
• Causa infecciosa: mais comum;
• Principais agentes:
  – Rotavírus, Calicivírus, Astrovírus, Adenovírus;
  – Salmonella,    Campylobacter,     E.  Coli,
    Shigella,   Cloristidium difficile,  Vibrio
    cholerae;
  – Giárdia, Cryposporidium.
Hiponatremia
                     Diagnóstico
• História clínica
   – Diarréia

   – Uso de diurético

   – Poliúria, enurese e desejo de sal

   – Lesão cerebral

   – Revisão do aporte de líquidos
                      Na urinário:114 mEq/L

                      Na urinário Osmol.       Densidade
                                  urinária     urinária
Hipovolemia           <20mEq/l    >450mOsm/L   >1025
Insuficiência
cardíaca
Cirrose hepática

SIADH                 >40 mEq/l   200-800m/L   1005-1030
Insuficiência
renal
Insuficiência
supra-renal
Uso de tiazídicos
Polidipsia primária   >40 mEq/l   <100mOsm/L   <1005
Etlilismo
Possibilidades Diagnósticas

           SIADH


      Insuficiência Renal


   Insuficiência Supra Renal
                     SIADH
• Incomum em crianças;
• Administração excessiva de vasopressina,
  encefalites, tumores cerebrais, trauma craniano,
  AIDS, doença psiquiátrica, pós-ictal e meningite
  tuberculosa;
• “Ciclofosfamida”
• Caracterizada:
  –   Hiponatremia
  –   Urina inapropriadamente concentrada (> 100mOsm/Kg)
  –   Volume plasmático normal ou pouco elevado
  –   Sódio urinário normal ou elevado
  –   Concentração sérica de ácido úrico baixa
  –   Diagnóstico de exclusão
           Insuficiência Renal
• IRA
  – Súbita     deterioração     da    função
    renal=inabilidade de manter homeostase
  – 2-3% em centros pediátricos
  – 8% UTI
• Anemia, trombocitopenia, hiponatremia,
  acidose    metabólica,  concentrações
  séricas elevadas de uréia, creatinina,
  ácido úrico, potássio, e fosfato e
  hipocalcemia.
         Insuficiência Supra Renal
• Primária x Secundária x Terciária
  – Congênitas
     • Hipoplasia/aplasia da glândula supra-renal
     • Adrenoleucodistrofia
     • Insensibilidade ao ACTH
     • Deficiência de aldosterona
  – Adquiridas
     • D. Addison
     • Síndrome poliglandular auto-imune
     • Infecciosas
           – Menigococcemia
           – Sepse com vasculite
           – AIDS
           – Tuberculose
     • Drogas
           – Cetoconazol
           – Aminoglutetimida
     • Iatrogênicas
           – Suspensão abrupta de glicocorticóide
           – Remoção de tumor do córtex supra-renal
       Insuficiência Supra Renal
• Primária x Secundária x Terciária
  – Congênitas
     • Deficiência de aldosterona
     • Hiperplasia congênita supra-renal
  – Adquiridas
     • Drogas
        – Cetoconazol
        – Aminoglutetimida
     • Iatrogênicas
        – Suspensão abrupta de glicocorticóide
     • Infecciosas
        – Sepse com vasculite
       Insuficiência Supra Renal
• Primária x Secundária x Terciária
  – Congênitas
     • Deficiência de aldosterona
     • Hiperplasia congênita supra-renal

  – Adquiridas
     • Infecciosas
        – Sepse com vasculite
       Insuficiência Supra Renal

• Congênitas
  – Deficiência de aldosterona
    • Deficiência da enzima 18-hidroxilase;
    • Perda de sal com desidratação grave,
      hiponatremia,      hiperpotassemia,     acidose
      metabólica, níveis de aldosterona muito baixos
      e atividade da renina plasmática muito alta;
    • Evolução benigna.
       Insuficiência Supra Renal
• Primária x Secundária x Terciária
  – Congênitas
     • Deficiência de aldosterona
     • Hiperplasia adrenal congênita

  – Adquiridas
     • Infecciosas
        – Sepse com vasculite
      Insuficiência Supra Renal
• Congênitas
  – Hiperplasia adrenal congênita

    • Desordem genética de transmissão
      autossômica recessiva

    • Defeito enzimático na síntese do cortisol

    • A incidência é estimada em 1:14.200 nascidos
      vivos
         Insuficiência Supra Renal
• Congênitas
  – Hiperplasia adrenal congênita
     • Forma virilizante simples:
         – Excesso de androgênios
         – Sexo feminino – pseudohermafroditismo
         – Sexo masculino: pode ter desenvolvimento sexual normal
     • Forma perdedora de sal:
         – Mais de 2/3 das crianças
         – Secreção diminuída de aldosterona: hipotensão,
           hiponatremia, hipercalemia
         – Primeiras duas semanas de vida
     • Forma não-clássica:
         – Assintomáticos
         – Meninas: aumento do clitoridiano, crescimento de pêlos
           púbicos precoce e acne
         – Meninos: Aumento do pênis e dos músculos
       Insuficiência Supra Renal

• Congênitas
  – Hiperplasia adrenal congênita
  Diagnóstico clínico
  – Forma clássica:
     • Meninas: genitália ambígua;
     • Meninos: Depende do grau de deficiência de
       mineralocorticóide.
  – Forma perdedora de sal:
     • vômitos, perda de peso, letargia,  Na,  K;
  – Forma não-clássica:
     • Sinais de hiperandrogenismo nas meninas;
       Insuficiência Supra Renal

• Congênitas
  – Hiperplasia adrenal congênita
 Diagnóstico laboratorial:
  – Concentração sérica elevada de 17-
    hidroprogesterona após estímulo com
    ACTH
  – Não distingue as formas virilizantes das
    perdedoras de sal:
    • Eletrólitos, renina e aldosterona.
      Insuficiência Supra Renal

• Primária x Secundária x Terciária
  – Congênitas
     • Deficiência de aldosterona
     • Hiperplasia congênita supra-renal
  – Adquiridas
     • Infecciosas
       – Sepse com vasculite
Sepse
               Sepse

• “Síndrome da resposta inflamatória
  sistêmica associada à infecção”
• Epidemiologia em crianças;
• 1998 e 2005: 202.192 internações por
  sepse em crianças;
            FATORES PREDISPONENTES
•Pneumonia                •Grande queimado

•Diarréia                 •Trauma

•Desnutrição              •Imunssupressão

•Idade menor que um ano   •Doença pulmonar crônica

•Epiglotite               •Presença de cateteres

•Bronquiolite             •Procedimento invasivos

•Meningite                •Antibioticoterapia prévia

•Artrite                  •Antecedente esplenectomia

•Celulite                 •Úlcera de estresse

•Doença crônica           •Ruptura membrana amniótica
           FOCO                           AGENTES
                                          0 a 2 meses
Gastrointestinal         Bact. Gram – entéricas
Vias urinárias           Bact. Gram – entéricas
Pele e subcutâneo        Staphylococcus aureus, Streptococcus
                         pyogenes
Articulações e ossos     S.Aureus
Vias aéreas inferiores   Streptococcus β hemolítico grupo B,
                         Bact.Gram-entericas, S.aureus
Meninges                 Bact.Gram –entéricas, Neisseria
                         meningitidis
                                        3 meses a 1 ano
Pele e subcutâneo        S.aureus, S. pyogenes
Articulações e ossos     Haemophilus influenzae tipo B, S.aureus
Vias aéreas inferiores   S. pneumoniae, H.influezae tipo B,
                         S.aureus
Meninges                 Neisseria menigitidis, S. pneumoniae,
                         H.influenzae tipo B
FISIOPATOLOGIA DA
       SEPSE
  cápsula
                                       CD14
                                                     Monócito
                          LBP


                    LPS
                          CD14                TNF
lipopolissacáride         LIVRES              IL-1
                                              IL-6

                     Cel. endotelial


Superantígenos              Linf T
               Linfócitos T
  TH-1                          TH-2

Interferon-g                  linfócitos B
TNF-a IL-2
IL-3 IL-12                      IL-3 IL-4
                                IL-5 IL-6
                                IL10 TNF
          Cel. endotelial      leucócitos

     LESÃO ENDOTELIAL
     FISIOPATOLOGIA DA SEPSE
• Lesão endotelial
• Perda da capacidade homeostática
• Passagem de líquido, células e
  proteínas para o espaço intersticial 
  edema metabólitos do ácido aracdônico,
  radicais livres de oxigênio, óxido nítrico
  e fator de ativação plaquetária.
       Fosfolipídios de Membrana
                                             LPS
                       Fosfolipase A2
                                             TNF
                                             IL-1
              Ácido Aracdônico

Ciclo oxigenase               5 – Lipo oxigenase

 Prostaglandinas                  Leucotrienos


           potentes vasodilatadores
 Hipotensão         resistência vascular sistêmica
        Fator Ativador de Plaquetas
•Macrófagos                      LT
                                 PGS
•Leucócitos                      RADICAIS
•PMN              FAP            LIVRES
•Plaquetas
•Células
endoteliais
                          Cel. endotelial
        FISIOPATOLOGIA DA SEPSE

• metabolismo de O2 comprometido:
  reperfusão ou a reoxigenação   radicais
  livres  dano tecidual.

• Endotoxinas + TNF   NO 
  vasodilatação + resistência à
  vasoconstrictores
      FISIOPATOLOGIA DA SEPSE

• Intestino: alvo importante no choque
• Fases mais precoces a hipoxemia +
  lesões de reperfusão  necrose dos
  enterócitos + danos endoteliais 
  translocação bacteriana e de seus
  subprodutos
                           QUADRO CLÍNICO
              “Choque quente” (hiperdinâmico)
    Clínica                           Fisiologia            Bioquímica
-Boa perfusão periférica        -Débito urinário normal   -Hipóxia
                                ou 
-Pele quente e seca                                       -Alcalose respiratória
                                -DC
-FC                                                      -Lactato elevado
                                -RVS
-FR                                                      -Hiperglicemia
                                -Trombocitopenia
-Instabilidade térmica                                    -PO2
                                -SatO2 > 70%
- Pulsos cheios
-Sinais clínicos não refletem gravidade
- Alteração do nível de consciência
                       QUADRO CLÍNICO
                “Choque frio” (hipodinâmico)
    Clínica                  Fisiologia         Bioquímica
-Acrocianose e/ou cianose   -Oligúria          -Hipóxia
-Pele úmida e fria          -DC c/ RVS       -Acidose metabólica
-Pulsos finos               -DC c/ RVS       -Coagulopatia
-Respiração superficial     -Trombocitopenia   -Hipoglicemia
-FC                        - Sat O2 <70%
-Redução do nível de
consciência
DIAGNÓSTICO
DEFINIÇÕES
    SIRS

    Sepse

 Sepse Grave

Choque Séptico

   DMOS
                        SIRS
•    Resposta inflamatória localizada ou generalizada à
     infecção, trauma, queimadura ou processos
     inflamatórios estéreis.
     É manifesta por 2 ou mais critérios abaixo:
1)   Temperatura: >38°C ou <36°C
2)   Freqüência Cardíaca: >90 bpm
3)   Freqüência Respiratória: >20 irpm ou hiperventilação
     verificada pela paCO2 <32 torr
4)   Leucócitos: >12000cel/mm³, <4000cel/mm³, ou >10% de
     formas jovens (bastões).
                Sepse

• SRIS associado à infecção;

- Sinais de infecção:
  Resposta inflamatória e/ou invasão de
  um tecido estéril por microorganismos.
            Sepse Grave
• Sepse associada a disfunção orgânica,
  hipoperfusão ou hipotensão.
  Podem incluir:
 - Lactato elevado;
 - Oligúria: <30ml/h ou <0,5ml/kg/h;
 - Acidose metabólica;
 - Hipoxemia (PaO2) <72mmHg ou Relação
 PaO2/FiO2 <350;
 - Alteração do nível de consciência;
 ATENÇÃO: “Responde à fluidoterapia!”
          Choque Séptico
• Sepse associado à hipotensão;
  (Subcenário da sepse grave)
• “Persiste apesar da reanimação fluídica.”
• Estão presentes a oligúria, acidose
  lática, hipoxemia e alteração aguda do
  nível de consciência.

 Atenção aos pacientes em uso de drogas vasoativas.
                  DMOS
• Reação pró-inflamatória excessiva.
  (A homeostase não mais pode ser
  mantida sem intervenção)

• Pode variar desde disfunção leve até falência
  total do órgão
• São utilizados parâmetros de 6 órgãos-chave:
  pulmonar, cardiovascular, renal, adrenal,
  hepático, neurológico e coagulação
                    DIAGNÓSTICO
Investigação inicial:
•   Gasometria arterial, glicemia, Na, K, Ca, lactato;
•   Hemograma completo e provas de coagulação;
•   Urina;
•   Cultura de sítios prováveis de infecção;
•   Exames de imagem (Auxílio no foco de infecção)
      Raio-X de tórax (PA e perfil)

      Raio-X de abdome (supino, em pé e decúbito lateral)

      US abdominal

      TC
                   DIAGNÓSTICO
Investigação na UTI, “screening” para DMOS
- Criteriosa: “Pensar nos órgãos e sistemas acometidos.”
• Cardiovascular: CK, CKMB, DHL, ECG e ecocardiograma;
• Hematológico e Coagulação: Provas de coagulação, fibrinogênio,
  D-dímero; Eletrólitos (incluindo Mg e fósforo)
• Renal: Uréia, creatinina e clearance de creatinina (ajuste de
  drogas);
• Respiratório: Gasometria arterial e R-X de tórax;
• Hepático: Bilirrubinas, TGO, TGP, albumina, FAL, G-GT;
• SNC: Líquor;
• Endócrino, TGI e Imune se necessário.
                  DIAGNÓSTICO
Marcadores Bioquímicos específicos:
- IL-6: Relaciona-se à gravidade da doença;
- PCR: fase aguda (inespecífica);
- Procalcitonina: Melhor VP+ que a IL-6 e o PCR;
- Elastase Neutrofílica: Maior mortalidade;
- Fator de Von Willebrand: Ativação endotelial;
- Albumina sérica e pré-albumina: Baixas, repriorização da
  síntese protéica pelo fígado endotelite generalizada;
- Níveis séricos de lactato arterial: Prognóstico ruim.
TRATAMENTO
           ATENÇÃO
“Diagnóstico precoce, atuação efetiva e
organizada são fatores decisivos no
prognóstico!”
                  TRATAMENTO
• 3 Bases Principais:
- Local da infecção (Antibiótico e drenagem cirúrgica);
- Perturbações da fisiologia (Cardiovascular,
  Respiratória e outras);
- Inibição e Modulação de Mediadores tóxicos;
SIRS    Inflamação


    Sepse
                     -ATB
                     -Drenagem Cirúrgica
                     -Vigilância/ Medidas de Suporte
 Sepse Grave
                     -Reposição agressiva de fluidos
                     -Drogas vasoativas
Choque Séptico       -Medidas de Suporte (UTI)
                     -Moduladores
   DMOS
SIRS    Inflamação


    Sepse
                     -ATB
                     -Drenagem Cirúrgica
                     -Vigilância/ Medidas de Suporte
 Sepse Grave
                     -Reposição agressiva de fluidos
                     -Drogas vasoativas
Choque Séptico       -Medidas de Suporte (UTI)
                     -Moduladores
   DMOS
           Terapêuticas Associadas
• Antibioticoterapia
• Considerar sempre na escolha:
-   Comunitária ou hospitalar;
-   Idade;
-   Foco inicial;
-   Estado imune;
-   Doenças predisponentes;
-   Comorbidades;
-   Tipo de infecção;
-   Padrão local de suscetibilidade
SIRS    Inflamação


    Sepse
                     -ATB
                     -Drenagem Cirúrgica
                     -Vigilância/ Medidas de Suporte
 Sepse Grave
                     -Reposição agressiva de fluidos
                     -Drogas vasoativas
Choque Séptico       -Medidas de Suporte (UTI)
                     -Moduladores
   DMOS
 Tratamento Sepse Grave e Choque Séptico

• Recomendações: (American College of Critical Care Medicine – 2002)
    1ª fase: “Reanimação precoce” – ATLS/PALS
    Iniciada no local de diagnóstico (PS);
    Duração média de 1h.
       2ª fase: “estabilização e correção de
        distúrbios específicos.” - UTI
• Terapia Meta Dirigida: “Homeostase”
   (nível celular, metabólico e endócrino);
   - Primeiras 6hs de admissão hospitalar.
                   Tratamento
• Metas: ATLS
-   Vias aéreas permeáveis;
-   Oxigenação e ventilação adequadas;
-   Manter circulação;
-   Manter freqüência cardíaca;


- Monitorização Adequada!
                Tratamento
• Reanimação fluídica:
  SF 0,9% e/ou colóides
  (20 ml/kg em 20 minutos).
  Reavaliar e repetir quando necessário.
  Máx.: 200ml/kg/h.
  Atenção para EAP, hepatomegalia, galope e
  outros...
  “Importante para manter DC, perfusão e
  hemoglobina adequadas.”
• Se o choque responder à reanimação fluídica,
  deve-se observar o paciente na UTI.
                       Tratamento
• Não responsivo a fluidos!
• Suporte Hemodinâmico:
 Passagem de cateter central
 Droga de 1ª escolha:

    - Dopamina5μg/kg/min em incrementos de 2,5μg/kg/min

   Se refratário a Dopamina...
    - Adrenalina (0,05 μg/kg/min em incrementos de 0,1
    μg/kg/min) para choque hipodinâmico;
    - Noradrenalina (0,05 μg/kg/min em incrementos de 0,1
    μg/kg/min) para choque hiperdinâmico.
    Objetivo de restaurar perfusão e PA.
SIRS    Inflamação


    Sepse
                     -ATB
                     -Drenagem Cirúrgica
                     -Vigilância/ Medidas de Suporte
 Sepse Grave
                     -Reposição agressiva de fluidos
                     -Drogas vasoativas
Choque Séptico       -Medidas de Suporte (UTI)
                     -Moduladores
   DMOS
       Terapêuticas Associadas
• Ventilação Pulmonar Mecânica;
• Antipiréticos;
• Sedação e analgesia sem paralisia
  neuromuscular;
• Hidrocortisona;
• Reposição de hormônio tireoidiano;
• Plaquetas acima de 50mil;
       Terapêuticas Associadas
• Diálise;
• Profilaxia para úlcera de estresse;
• Controle glicêmico;
• Controle da hipocalcemia;
• Bicarbonato se pH < 7,25 sem resposta
  ao O2;
• Hemoglobina > 10g/dl.
       Terapêuticas Associadas

• Fatores estimuladores de colônia
  granulocítica (“Granuloquim”);
• Imunoglobulina venosa – “Prematuros
  com infecção grave”;
• Suporte nutricional: Alimentar o mais
  precoce possível!
SIRS    Inflamação


    Sepse
                     -ATB
                     -Drenagem Cirúrgica
                     -Vigilância/ Medidas de Suporte
 Sepse Grave
                     -Reposição agressiva de fluidos
                     -Drogas vasoativas
Choque Séptico       -Medidas de Suporte (UTI)
                     -Moduladores
   DMOS
Inibição e Modulação de Mediadores tóxicos

• PCA:  Modulador da cascata da coagulação e da
 inflamação;
• Corticosteróides (Hidrocortisona);
• Lipídios ligadores de endotoxina;
• Anticorpos monoclonais ao TNF,
  Bloqueadores dos receptores de TNF,
  Antagonista do receptor de IL-1 e da
  Bradicinina, Inibidor do fator de
  plaquetas e não seletivo do óxido nítrico.
             Complicações
• Hipotensão refrataria as catecolaminas;
• Necrose tubular aguda;
• Síndrome do desconforto respiratório
  agudo;
• Distúrbios de coagulação;
• Insuficiência Hepática;
• Encefalopatia;
• Polineuropatia;
                 Complicações

•   Disfunção Gastrintestinal;
•   Disfunção imune;
•   Disfunção endócrina;
•   Distúrbios hidro-eletrolíticos e ácido-básico;
•   Diarréia associada a antibióticos;
•   Infecção nosocomial.
                 Prognóstico
• Fatores determinantes:
 Resposta hemodinâmica do paciente;

 Desenvolvimento e extensão da DMOS;

 Sítios de infecção e virulência;

 Comorbidades;

 Taxa de mortalidade varia entre 30 e 80%;
 Mortalidade de 70 a 80% (7 e 14 dias).
  (Mortalidade é maior em normotérmicos ou
  hipotérmicos do que em pacientes febris.)
INSUFICIÊNCIA ADRENAL E SEPSE
 INSUFICIÊNCIA ADRENAL E SEPSE
• Incidência varia entre 17% a 54%
• Transitória
• Causas:
  – Exaustão do eixo hipotálamo-hipófise-
    adrenal
  – Exaustão do córtex adrenal
  –  da capacidade para produzir cortisol
  – Criança: imaturidade do eixo
    INSUFICIÊNCIA ADRENAL E SEPSE
Estresse
               Hipotálamo      CRH
IL-1
IL-6
TNF-a                                 Hipófise
                                                 ACTH


                                            Adrenais
 PS.: Trombose da veia supra-renal.

                               Cortisol
                                                  Aldosterona
 INSUFICIÊNCIA ADRENAL E SEPSE
• Diagnóstico:
• Critérios variáveis
• Cortisol sérico após dose ACTH
  sintético
• Cortisol basal matinal
• Teste de tolerância à insulina
 INSUFICIÊNCIA ADRENAL E SEPSE

• Prática: Usar corticóides em pacientes
  refratários a volume;

• Estudos mais recentes têm demonstrado ser
  benéfico o uso de hidrocortisona “profilático”
  no desenvolvimento de insuficiência adrenal
  conseqüente a sepse.
  Hipóteses diagnósticas
• Insuficiência Adrenal pela Sepse
• Hiperplasia Adrenal Congênita
• Deficiência da enzima 18-hidroxicorticosterona
  (Aldosterona)
• SIADH
• Erro Inato do Metabolismo
• Insuficiência Adrenal Medicamentosa:
   - Ciclofosfamida
   - Fluconazol
   - Outras drogas
CONCLUSÃO
        Prematuridade
         Desnutrição

    Diarréia com sangue

          Infecção

Sepse      OU        Hiperplasia Adrenal Congênita

     Insuficiência Adrenal

   Distúrbio hidroeletrolítico
                         Bibliografia
• M. J. C. Salles et al. Síndrome da resposta inflamatória
  sistêmica/sepse- revisão e estudo da terminologia e
  fisiopatologia- Revista da Associação Médica
  Brasileira, v.45, n.1, São Paulo, mar. 1999.
• Matos, G. F. J et al. Consenso Brasileiro de Sepse- Critérios para
  o diagnóstico de sepse, sepse grave e choque séptico.
  Disponível em: < http://www.einstein.br/sepse/pdf/3_3.pdf >
  Acesso em: 18 fev. 2007.
• Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas- Hiperplasia Adrenal
  Congênita. Portaria SAS/MS nº 849, de 31 de outubro de 2002.
• Disponível em: <
  http://www.hmmg.sp.gov.br/intranet/farmacia/protocolos/do_h
  25_01.pdf hiperplasia > Acesso em: 18 fev. 2007.
• Casartelli1, C. H. et al. Insuficiência adrenal na criança com
  choque séptico- Jornal de Pediatria,Rio de Janeiro, vol.79,
  Supl.2, p.169-176, 2003.
• NELSON. Tratado de Pediatria. Vol.1. 17ª edição, 2005.
• Setian,N. Endocrinologia Pediátrica. 2° edição,2002.
Obrigado!!!

						
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