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E foi assim que o Cear� contribuiu para mostrar

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E foi assim que o Cear� contribuiu para mostrar
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2/9/2012
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Aulas Multimídias – Santa Cecília







Prof. Ferreira Junior

CEARÁ

E foi assim que o Ceará contribuiu

para mostrar ao mundo, a partir de

1946, em gravação da música

também denominado BAIÃO, pelos

cearenses do Grupo Quatro Ases &

Um Coringa, ritmo que ocuparia

lugar na história da Música Popular

Brasileira.

Pelas próprias palavras de Humberto Teixeira,

assim é o Baião: “... A Primeira chuva fina e

peneirada, anunciando a fartura que vem, que

canta e diverte... O cheiro gostoso de terra

molhada, lembrando o cheiro da cabocla do

sertão...O Aracati ciciando entre palmeiras e

carnaubais...O grande festival verde se

espalhando, qual mar clorofila, por toda a

plantação...A doce Iracema, a triste jandaia... O

balanceio de Lauro Maia... A sanfona mágica de

Luiz Gonzaga...A contribuição rítmica, melódica e

lírica das terras ensolaradas ao grande concerto

orquestral da pátria comum...Tudo isso é BAIÃO.

O “PESSOAL DO CEARÁ”

Movimento liderado por estudantes

universitários, no qual se reuniam em

simples canteiros germinando e revelando

talento. O pensamento e a emoção que

animaram o movimento artístico-cultural de

Fortaleza, este movimento que não era

exclusivamente musical.

PROIBIÇÃO DOS SHOWS – 1965

Ali começava a se definir uma turma que,

anos depois, em São Paulo, seria

chamada de Pessoal do Ceará.

Fausto Nilo, Ricardo Bezerra, Pepe Capello,

Augusto Pontes, Chica (Francisca Lúcia),

Ângela 302, Antônio José Soares Brandão,

Téti, Alba Paiva, Olga Paiva, Flávio Torres,

Augusto Pontes, Braguinha, Ednardo,

Campelo Costa, Petrúcio Maia, Rodger

Rogério etc.

FESTIVAIS:

ASSOCIAÇÃO HENRIQUE JORGE-

Raimundo Fagner

GRUTA (Grupo Universitário de Teatro

e Artes) – 1967

RÁDIO ASSUNÇÃO – 1º Festival de

Música Popular “Aqui no Canto”

FESTIVAL NORDESTINO DA CANÇÃO

Este Festival da Assunção teve um final

inusitado: a polícia proibiu a grande final,

programada para o Teatro José de Alencar.

Aderbal Freire Filho ficou na bronca. Bateu

forte no peito e determinou: “Já que não

pode ter final, vai ter um disco para

registrar as doze finalistas!“ E assim foi

feito. Hoje temos um documento

importante da nossa história musical,

política e cultural.

No auge dos Festivais, Antônio Carlos

Gomes Belchior Fonteneles Fernandes,

com sua criação Na hora do almoço,

feita para Luiz Gonzaga cantar, torna-se o

vencedor do Festival Universitário da

Canção. Belchior grava seu primeiro

álbum, que leva seu nome e passa

desapercebido do grande público brasileiro.

O “estouro” do sobralense aconteceu

com o disco Alucinação, de 76, com

as músicas Velha roupa colorida e

Como nossos pais, ambas já gravadas

por Elis Regina, no mesmo ano, no seu

LP Falso Brilhante e Apenas um

Rapaz Latino-Americano.

Ainda em 1972, Rodger, Teti e Ednardo

gravam um álbum Pessoal do Ceará,

Meu Corpo, Minha Embalagem, Todo

Gasto Na Viagem. Desse disco, algumas

músicas são conhecidas nacionalmente.

Terral, Cavalo de Ferro e Beira-Mar,

esta última registrada originalmente por

Eliana Pitmam no ano seguinte.

Ednardo lança o seu Romance do Pavão

Misterioso. Em 1975 passa a ser o primeiro

cearense dessa geração a tocar na rádio e

na TV em nível nacional e,

conseqüentemente, torna-se conhecido em

todo o Brasil.

Nesse mesmo ano, a dupla Teti/Rodger

Rogério coloca no mercado o antológico

álbum Chão Sagrado, que colocava

Luiz Assunção para o país com sua Siá

Mariquinha e questionava as

modernidades com Bye Bye Baião e

Fox-Lore.

Além de incluir o tango Retrato

Marrom, gravado também por Fagner

em seu segundo disco, Ave Noturna,

de 76 e, por Ney Matogrosso, este

último em duas oportunidades, no início

de sua carreira pós-Secos e Molhados e,

mais recentemente, no LP Destino de

Aventureiro, lançado no final dos anos

80.

No que se refere a festivais, ainda em 75,

Ednardo é um dos finalistas da Abertura

promovida pela Rede Globo de Televisão.

Sua música Vaila, uma salsa composta em

parceria com o arquiteto-letrista Brandão,

não foi muito bem entendida pelos jurados

e público; mesmo assim foi um dos belos

momentos do certame.

“Vaila” foi incluída no segundo LP de

Ednardo, o disco Berro, de 76. Neste

ano, em Fortaleza, acontecia o Primeiro

Festival da Crédimus e o Costa Sol,

na Tabuba, onde os novatos cearenses

tinham espaços para mostrar seus

trabalhos.

Essa nova geração também participou de

outros eventos que foram promovidos

pela Crédimus nos anos seguintes, até

79, e os de 81 e 82, acontecendo na

Volta da Jurema sob o patrocínio de O

Povo.

Em março de 1979, no Theatro José de

Alencar, acontecia a Massafeira Livre,

evento que reunia artistas dos mais

diferentes matizes em torno do som,

imagem, movimento e gente.

Além das estrelas ou não, cearenses que

se tornaram mais conhecidos em nível

nacional, fazendo um tipo de música mais

trabalhada como todos que citamos ao

longo desta nota de aula, não se pode

deixar de falar dos artistas que realizam

um trabalho mais popular. Figuras

conhecidas inclusive em outros estados,

como Eliane, Borba de Paula, José

Orlando, o bregastar Falcão, Mastruz com

Leite, banda Aquarius, bandas de

pagodes, axé etc.

No circuito universitário também se fazia

música e, no final dos anos 70 e início

dos 80, era grande a produção de

músicos dessa área. Entre eles, citamos:

Eugênio Leandro, Dílson Pinheiro, Diassis

Martins, Parahyba, Alcio Barroso, Pingo

de Fortaleza e os teatrólogos e também

letristas Guaracy Rodrigues, Oswald

Barroso e o escritor Rosemberg Cariri.

“SER CEARENSE É VALORIZAR O

QUE TEMOS, E O QUE SOMOS É TER

RESPONSABILIDADE NO RESGATE

DA NOSSA IDENTIDADE.”

Ferreira Junior - 2006


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