PROJETO PEDAG�GICO DO CURSO by q3bq1U

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									PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO
               DE
       SERVIÇO SOCIAL




      RONDONÓPOLIS – MT, 2010
SUMÁRIO




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                                                APRESENTAÇÃO

        O Curso de Serviço Social recebeu forte impulso no cenário nacional na década de 1970, quando se
falava que o Brasil passava pelo importante momento do “milagre econômico”. O curso constituía-se em
uma resposta a abertura política, a decadência dos movimentos sociais, a implantação da proposta do
Desenvolvimento de Comunidade patrocinado pela ONU etc.
        Atualmente, o curso encontra-se diante da necessidade de nova mudança de enfoque. Deve ser
questionado sobre o seu papel diante da conjuntura atual – crise cíclica do capitalismo mundial,
globalização da economia, privatização e cortes nos gastos públicos, desemprego e arrocho salarial,
abertura comercial ao capital externo e reforma no sistema de proteção social. A orientação sócio-política-
econômica desorganiza, dilui as organizações de trabalhadores e aumenta as desigualdades sociais pelo
processo de concentração de renda.
        Torna-se fundamental conhecer e enfrentar as novas demandas e para acompanhar esse
movimento da sociedade, a visão do assistente não pode ser uma ilha. Por isso, o estudo e pesquisas
devem produzir conhecimentos necessários e atuais. As atividades de extensão devem produzir resultados
concretos, cada vez mais na perspectiva interdisciplinar. E por conseqüência, a graduação deve evidenciar
a qualidade na medida em que se insere com competência na realidade.
        O Curso de Serviço Social em seu Projeto Pedagógico, pauta em oferecer uma formação curricular
articulada à realidade e aos movimentos sociais em cada momento histórico e para tanto, permite a
articulação entre vários setores da sociedade que trabalham com as diferentes formas de expressões da
questão social, inclusive aquelas em que há rupturas sociais, rompimento dos vínculos familiares sociais e
comunitários. Volta-se assim, para diferentes áreas da sociedade na busca de sua melhor estruturação para
atendimento e solução de demandas que envolvem o cotidiano dos indivíduos dentro de suas comunidades.
        Dentro desta visão, o curso prepara-se o assistente social para o gerenciamento das políticas
públicas com a tônica da participação; tem-se a consciência da necessidade de formar indivíduos cada vez
mais preparados para enfrentar uma sociedade mais complexa que exige um conhecimento mais
abrangente. O profissional é preparado na perspectiva ética e política, para que no âmbito da profissão
produzam resultados concretos e eficientes, acentuando sempre a interdisciplinaridade e universalidade do
conhecimento e da ação.



1. Justificativa



        O Estado de Mato Grosso, que faz parte da região Centro Oeste, caracteriza-se pelos seus espaços
de expansão de fronteira, passando a ser referência para o projeto de Integração Regional, considerando a
necessidade da ocupação das grandes áreas demográficas vazias em conseqüência da grande extensão
territorial (com a maior parte de suas terras dentro dos limites da Amazônia legal), e com uma população
atual de 2.803.247 habitantes (IBGE, 2005), distribuída em 147 municípios e inserido em um contexto mais




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amplo da sociedade brasileira, até início da década de 1970 teve seu crescimento de forma lenta, mas a
partir da segunda metade dessa década, em decorrência da sua posição geopolítica apesar de distante dos
grandes centros que nesse período já se constituíam em pólos industriais em desenvolvimento, o Estado
avança muito rumo ao desenvolvimento.

        O Estado de Mato Grosso possui grande potencial agrícola, tendo em vista os solos que,
associados às condições climáticas da região, são favoráveis a atividades agroindustriais, além de oferecer
riqueza mineral imensurável e potencialidades eco turísticas.

        Se de um lado Mato Grosso apresenta um sistema produtivo que o coloca entre os primeiros
produtores mundiais em grãos e importante centro agro exportador, na área social apresenta um cenário
contraditório em relação à suas riquezas em que se ampliam os conflitos sociais e ambientais,
concentrando cada vez mais, as piores condições de existência quanto ao trabalho, moradia, saúde,
educação, lazer, entre outros, o que representa grande desafio para os poderes constituídos e setores
organizados da sociedade civil.

        O processo de desenvolvimento do Estado de Mato Grosso tem suas raízes históricas no
contingente migratório que buscavam no “El Dourado” melhores condições de vida, induzidas pela ideologia
desenvolvimentista de ocupação dos espaços vazios existentes no Centro-Oeste brasileiro. A distribuição
desigual da renda, a concentração fundiária, as tensões sociais, o favelamento nas zonas urbanas das
grandes e médias cidades e o desemprego favoreceram o crescimento de grupos populacionais cada vez
mais despojados de condições de subsistência. Ocorre a partir daquela nova forma de organização
societária, o processo de expulsão da classe trabalhadora das modernas relações de produção e
reprodução da força de trabalho, o que agrava e intensifica o processo migratório.

        O fenômeno social da migração apresenta mesmo que empiricamente, uma relação com a pobreza
e/ou busca de melhores formas de vida que impedem de atingir tal condição.

        Neste contexto, as famílias que se inseriram nas relações de trabalho ocupando atividades próprias
de uma região em fase de ocupação e sem qualificação profissional para as demandas do mercado atual,
passam a serem excluídas frente às novas formas de produção que são gestadas no bojo dos avanços
tecnológicos tanto na zona urbana como rural.

        Esse processo de expulsão dos trabalhadores das áreas rurais associados à mobilidade social, que
possibilitou a criação de várias cidades e municípios, provocou um refluxo no processo migratório interno,
levando ao afluxo destas famílias para as cidades de maior desenvolvimento em termos de políticas
públicas e possibilidades de trabalho.

        Este processo produz o adensamento das médias e grandes cidades, sendo Rondonópolis o
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terceiro maior município do Estado com uma área de 4.258 Km criado em 10/12/1953 pela Lei nº. 666 com
uma população de    250.598 habitantes sendo que 164.969 residem na zona urbana e somente 7.814 na
zona rural.

        A cidade de Rondonópolis na década de 70 ficou conhecida como a “princesinha do Arroz”,
tamanha era sua produção de arroz. O município beneficiou-se da sua localização privilegiada no




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entroncamento das rodovias para Campo Grande e Alto Araguaia, sendo atualmente, importante pólo
comercial, industrial e de produção agrícola como: algodão, arroz, soja, milho, cana-de-açúcar, mandioca,
abacaxi etc., além da pecuária; suinocultura; mel; indústrias metalúrgicas; madeireiras; mobiliário; química;
vestuário, calçados e artefatos; produtos alimentícios; editoras e gráficas, dentre outras.

        Em contrapartida, tem como todas as demais cidades de igual estrutura, as problemáticas atinentes
à questão social, que tem suas bases na relação capital-trabalho. Este cenário demonstra que o processo
migratório das últimas décadas fez crescer as áreas periféricas, cuja população não consegue inserir-se nas
relações de produção do mercado formal, impulsionando grande parcela da população para o mercado
informal e/ou terceirizado, convivendo esta com a precariedade das condições de trabalho, além de
aumentar cada vez mais o “exército de reserva”, e ao mesmo tempo essa população fica excluída da
política previdenciária.

        Há também, o contingente expressivo de pessoas sem qualificação profissional e acadêmica, com
empregos temporários, fazendo parte do processo ocupacional em períodos de colheita e corte de cana nos
municípios vizinhos, sendo a maioria destes trazidos dos Estados mais pobres do país, e, quando do
término da safra estes trabalhadores terminam por deslocar-se para Rondonópolis, acreditando na
possibilidade de inserção no mercado de trabalho.

        O cenário do qual Rondonópolis faz parte não difere da realidade brasileira, sendo visível às
expressões da questão social como desemprego estrutural, pobreza absoluta e relativa, violência nas
diferentes manifestações, principalmente no que se refere contra a criança e o adolescente e de
adolescentes contra o patrimônio público e privado, prostituição infanto-juvenil, violência sexual, entre
outras que a mídia retrata com nitidez o grau de miserabilidade em contraposição ao desenvolvimento
agroindustrial crescente do município, em que a riqueza socialmente produzida não é socialmente
compartilhada.

        Frente às considerações acima mencionadas, apresenta-se um campo amplo para a atuação do
Serviço Social levando em consideração que várias são as instituições de cunho filantrópico, públicas,
privadas e ONG’s que vêm se consolidando para atender à população na esfera da Assistência Social e
outras áreas no sentido de contribuir para com a efetivação dos direitos sociais e de cidadania.

        Como Mato Grosso possuía em 2005 um único Curso de Bacharel em Serviço Social e este ainda
hoje, é ofertado na UFMT – Universidade Federal de Mato Grosso, no campus e cidade de Cuiabá, distante
de Rondonópolis 232 Km, a CNEC entre tantas outras Faculdades instaladas nos diferentes pólos do
Estado, pela sua experiência no processo de formação de diferentes cursos e os resultados obtidos com os
egressos, viu-se com a competência administrativa e de gestão para implantar o Curso Superior de Serviço
Social em Rondonópolis.




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  AUTORIDADES ACADÊMICAS




            DIREÇÃO

    Cláudia Bouvie de Oliveira




     Coordenação de curso

Edna Rodrigues de Oliveira Soares




      Secretaria Acadêmica

     Andréa Ribeiro da Silva




       Gestora Financeira

    Maria Mítico Fujii Marques




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1. CARACTERÍSTICAS DA CNEC/FACER


1.1 Breve Histórico da CNEC – Campanha Nacional de Escolas da Comunidade

1.1.1 Mantenedora


        A Campanha Nacional de Escolas da Comunidade - CNEC é o mais expressivo movimento de
educação comunitária existente na América Latina. Surgiu do ideal de um grupo de estudantes
universitários, liderados por Felipe Tiago Gomes, em Recife – PE, em julho de 1943.

        A CNEC marca presença no cenário da educação nacional pelos efetivos serviços prestados à
Nação. Ela faz parte e tem desempenhado um papel fundamental na História da Educação Brasileira. As
atividades e experiências da CNEC têm enriquecido o patrimônio comunitário do País. Pode-se afirmar que
sua mística e filosofia de bem servir estão preservadas, sobretudo, nas mentes e corações dos milhões de
alunos, professores, diretores, colaboradores e benfeitores, que adentraram as portas da instituição, que
sempre estão abertas aos que buscam o ideal da plena cidadania, exercida pela educação, que forma para
a liberdade, para o cultivo do respeito ao outro e preservação da individualidade.

        Diante do sucesso da proposta pedagógica da educação básica, desenvolvida pela Escola
Cenecista 13 de Junho, tornando-se uma das principais instituições da localidade de Rondonópolis,
associada à expansão da demanda escolar, resultou na intenção de implantar na Instituição um novo
segmento, voltado ao Ensino Superior, prospectando em nível da região sul do Estado do Mato grosso.
Assim, em janeiro de 2005, a Faculdade Cenecista de Rondonópolis – FACER entrava em funcionamento,
oferecendo o curso de Serviço Social.


1.1.2 Perfil Cenecista em Rondonópolis



        A instituição CNEC em Rondonópolis, a partir da Escola Cenecista 13 de Junho atende a educação
básica há cinquenta anos com um trabalho educacional reconhecido pela comunidade, tanto pela qualidade
do ensino, quanto pelo desenvolvimento de projetos sociais, com inserção comunitária.

        A iniciativa de implantar uma Instituição de Ensino Superior na cidade de Rondonópolis, Mato
Grosso, adveio da necessidade de atendimento às expressões da questão social que envolvem o
desenvolvimento da Região Sul de Mato Grosso, expressões essas decorrentes do processo de formação
da sociedade.

        A importância do curso já se verifica pela necessidade de profissionais de Serviço Social na região
de abrangência da instituição, que conta apenas com um (01) curso de Serviço Social na Universidade
Federal de Mato Grosso, como já mencionado acima, localizada no campus da cidade de Cuiabá, há 232
(duzentos e trinta e dois) quilômetros de distância do município de Rondonópolis.




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1.2 Missão e Visão da FACER


1.2.1 Missão


          A Faculdade Cenecista de Rondonópolis – FACER, tem por missão produzir e disseminar o
conhecimento nos diversos campos do saber, contribuindo para o exercício pleno da cidadania, mediante
formação humanista, crítica e reflexiva, preparando profissionais competentes e atualizados para o mundo
do trabalho e para a melhoria das condições de vida da sociedade.


    1.2.2 Visão

          Ser uma Instituição de Ensino Superior Comunitária reconhecida local e regionalmente como centro
de excelência no ensino e na pesquisa nos diversos campos de estudo orientando para a atuação na
comunidade onde estão inseridos com vistas à transformação da sociedade.



2. CURSO DE SERVIÇO SOCIAL


          O Curso de Serviço Social tem a pretensão de formar Assistente Social capaz de apreender o
significado social e histórico da profissão e intervir de forma crítica e qualificada, nos espaços de atuação
profissional, com fundamentação teórico-metodológica e posicionamento ético-político de acordo com a
Regulamentação da Profissão (Lei Nº 8.662/93) e com o Código de Ética do Assistente Social (Resolução
CFESS – 273/93).


2.1 Perfil dos formandos


          Profissional que atua nas diferentes expressões da questão social, formulando e implementando
propostas de intervenção para seu enfrentamento, com capacidade de promover o exercício pleno da
cidadania e a inserção criativa e propositiva dos usuários do Serviço Social e das políticas públicas no
conjunto das relações sociais e no mercado de trabalho.


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2.2 Competências e Habilidades


          As diretrizes curriculares traduzem a necessidade de uma formação profissional que capacite nas
dimensões teórico-metodológica e ético-política, como requisito fundamental para o exercício de atividades
técnico-operativas, como requisito para o exercício das atividades, tendo em vista a apreensão crítica dos
processos sociais numa perspectiva de totalidade; propicie a análise do movimento histórico da sociedade
brasileira, apreendendo as particularidades do desenvolvimento do capitalismo no país; permita a




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compreensão do significado social da profissão e de seu desenvolvimento sócio-histórico, nos cenários
internacional e nacional, desvelando as possibilidades de ação contidas na realidade; qualifique para a
identificação das demandas presentes na sociedade, visando formular respostas profissionais para o
enfrentamento das expressões da questão social, considerando as novas articulações entre o público e o
privado.
           As competências e habilidades que são requeridas ao profissional de Serviço Social em face das
transformações sociais no mundo contemporâneo, presentes nas diretrizes curriculares, acima referidas,
têm como base a Lei n. 8.662 de 07 de junho de 1993 que regulamenta a profissão, a qual discorre sobre o
profissional como sendo capaz de executar políticas sociais em órgãos de administração pública, empresas
e organizações da sociedade civil; elaborar, executar e avaliar planos, programas e projetos na área social;
contribuir para a participação dos usuários nas decisões institucionais; planejar, organizar, administrar
benefícios e serviços sociais, realizar pesquisas que subsidiem formulação de políticas sociais. Resumindo
são:


A) Objetivos Gerais


          Compreender o significado social da profissão e de seu desenvolvimento sócio-histórico, nos
           cenários internacional e nacional, desvelando as possibilidades de ação contidas na realidade;
          Identificar as demandas presentes na sociedade, visando a formular respostas profissionais para o
           enfrentamento da questão social;
          Utilizar os recursos da informática.


B) Objetivos Específicas


          Elaborar, executar e avaliar planos, programas e projetos na área social;
          Contribuir para viabilizar a participação dos usuários nas decisões institucionais;
          Planejar, organizar e administrar benefícios e serviços sociais;
          Realizar pesquisas que subsidiem formulação de políticas e ações profissionais;
          Prestar assessoria e consultoria a órgãos da administração pública, empresas privadas e
           movimentos sociais em matéria relacionada às políticas sociais e à garantia dos direitos civis,
           políticos e sociais da coletividade;
          Orientar a população na identificação de recursos para atendimento e defesa de seus direitos;
          realizar visitas, perícias técnicas, laudos, informações e pareceres sobre matéria de Serviço Social.


2.3 Organização do Curso


           Com base nas diretrizes curriculares, foram destacados os seguintes princípios da formação
profissional:




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   flexibilidade dos currículos plenos, integrando o ensino das disciplinas com outros componentes
    curriculares, tais como: oficinas, seminários temáticos, estágio, atividades complementares. Essa
    flexibilidade irá responder a dinamicidade das transformações sociais, e a estrutura curricular foi
    organizada para permitir ao aluno “uma certa” liberdade no trato das atividades acadêmicas. As
    atividades nas disciplinas não estão restritas às atividades de sala de aula. A relação
    ensino/aprendizagem será vivenciada noutros espaços a depender da peculiaridade do componente
    curricular (oficinas de pesquisa, seminários temáticos, atividades complementares, participação em
    eventos da categoria profissional e temática afins, bem como encontros científicos etc.);
   rigoroso trato teórico, histórico e metodológico da realidade social e do Serviço Social, que
    possibilite a compreensão dos problemas e desafios com os quais o profissional se defronta. Ou
    seja, análise histórica rigorosa da sociedade capitalista contemporânea, considerando as
    transformações no processo de produção e reprodução da vida social determinadas pela
    reestruturação produtiva e pelo projeto neoliberal, manifestas nas seqüelas da questão social e
    suas implicações sobre as demandas profissionais, entendendo a inserção fundamental de
    profissionais capazes de decifrar o processo social em curso, através do recurso científico aos
    conhecimentos teórico-metodológicos, bem como do instrumental técnico-operativo que a profissão
    tem incorporado;
   estabelecimento das dimensões investigativa e interpretativa como princípios formativos e condição
    central da formação profissional, e da relação teoria e realidade. Quer dizer, adoção de uma teoria
    crítica que possibilite a apreensão da totalidade social em suas dimensões de particularidade e
    singularidade: apreensão das grandes matrizes do pensamento social e suas expressões no campo
    das Ciências Humanas, reconhecendo-se a teoria social de Marx como necessária para análise da
    realidade segundo uma perspectiva de totalidade e historicidade. Priorizar a investigação das
    determinações sociais e do compromisso com a garantia de direitos e a qualidade dos serviços
    sociais; ainda das dimensões investigativa e interpretativa como princípios formativos, e da relação
    entre teoria e realidade, ressaltá-las como elementos orientadores da pesquisa e da intervenção
    profissional, tendo em vista capturar as particularidades das expressões da questão social, na
    contemporaneidade, e a explicação do Serviço Social inserido nas relações sociais capitalistas
    através da incorporação de conhecimentos teóricos e instrumentos técnico-operativos. Proporcionar
    o exercício da investigação nas oficinas de pesquisa, na prática de estágio e extensão (núcleos
    temáticos) desde o início da formação acadêmica;
   presença da interdisciplinaridade no projeto de formação profissional;
   exercício do pluralismo teórico-metodológico como elemento próprio da vida acadêmica e
    profissional. Isto é, viabilizar o exercício da prática pluralista na vida acadêmica através do
    conhecimento das diferentes interpretações da realidade pela assimilação das matrizes do
    pensamento social, bem como o respeito aos diversos projetos políticos e profissionais que
    decorrem dessas vertentes. A consolidação desta perspectiva plural será construída na prática
    universitária e profissional através do incentivo ao debate acadêmico, político em sala de aula, nos
    seminários, congressos. Entretanto, não se deve confundir o debate plural com o pluralismo




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       metodológico que submete o conhecimento da realidade à e sistematização das diversas
       tendências teóricas enquanto instrumentos auxiliares de análise da dinâmica da realidade;
      respeito à ética profissional. Compreensão da ética como princípio que perpassa toda a formação
       profissional: apreensão da ética como concepção que prioriza a liberdade humana como valor
       central e/ou princípio que fundamenta a vida em sociedade;
      indissociabilidade entre a supervisão acadêmica e profissional na atividade de estágio.


2.4 Conteúdos Curriculares


       A organização curricular deve ser inovadora e também deve superar as fragmentações do processo
de ensino e aprendizagem, abrindo novos caminhos para a construção de conhecimentos como experiência
concreta no decorrer da formação profissional. Sustenta-se no tripé dos conhecimentos constituídos pelos
núcleos de fundamentação da formação profissional.
       Esses três núcleos são considerados eixos articuladores da formação profissional, porque
congregam uma totalidade de conteúdos necessários à apreensão da particularidade da atividade
profissional na realidade. Estes conteúdos se desdobram por sua vez em áreas de conhecimento, que
constituem uma unidade de conteúdos na formação profissional. São eles:
      núcleo de fundamentos teórico-metodológicos da vida social, que compreende um conjunto de
       fundamentos teórico-metodológicos e ético-políticos para conhecer o ser social. Conhecê-lo
       enquanto totalidade histórica, fornecendo os componentes para a compreensão da sociedade
       burguesa em seu movimento contraditório. Reafirma-se o trabalho como núcleo central na
       constituição do ser social;
      núcleo de fundamentos da formação sócio-histórica da sociedade brasileira, que remete à
       compreensão das características históricas particulares que presidem a sua formação e
       desenvolvimento urbano e rural, em suas diversidades regionais e locais. Remete à compreensão
       da sociedade brasileira na configuração dependente urbano/industrial, nas diversidades regionais e
       locais, compreende ainda o significado do Serviço Social no conjunto das relações entre as classes
       e o Estado, abrangendo a dinâmica institucional na esfera estatal e privada.
      núcleo de fundamentos do trabalho profissional, que compreende os elementos constitutivos do
       Serviço Social como uma especialização do trabalho: sua trajetória histórica, teórica, metodológica
       e técnica, os componentes éticos que envolvem o exercício profissional, a pesquisa, o planejamento
       e a administração em Serviço Social e o estágio supervisionado.
       Compreende todos os elementos constitutivos do Serviço Social como ação profissional que exige
considerar as condições e relações sociais historicamente estabelecidas, que condicionam a atividade do
assistente social: os organismos empregadores (públicos e privados) e usuários dos serviços prestados; os
recursos humanos e financeiros acionados para a efetivação desse trabalho e a articulação do assistente
social com outros trabalhadores. Considera-se ainda a trajetória histórica, teórico e metodológica da
profissão, os componentes éticos que envolvem o exercício profissional, a pesquisa, o planejamento, a
administração e o estágio em Serviço Social. É a articulação entre rigor teórico-metodológico e




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acompanhamento da dinâmica societária que permitirá atribuir um novo estatuto à dimensão interventiva da
profissão. Este núcleo está fundamentado na concepção de que a profissão de Serviço Social atua sobre as
expressões da questão social, na fase do capitalismo monopolista, e que com competências e habilidades
no exercício de atividades técnico-operativas, o profissional busca responder as necessidades sociais de
grupos e classes através da intermediação dos serviços sociais. A atividade ou prática profissional
circunscreve-se aos espaços públicos, privados, aos movimentos e organizações sociais em que as
políticas sociais se concretizam, além do que é parametrada pela diversidade das mudanças sócio-
institucionais que caracterizam a reforma neoliberal de Estado. Entende-se, desse modo, que o Serviço
Social atua na esfera da reprodução social da sociedade capitalista, participando concretamente das
relações sociais que a reproduzem. As dimensões teóricas, técnicas e políticas constituem os momentos da
formação e exercício profissional.
        Essas dimensões estão expressas na proposta do ordenamento curricular, no ementário dos
programas, na Regulamentação do Estágio em Serviço Social e na Regulamentação do Trabalho de
Conclusão de Curso – TCC, em anexo.
        Na proposta do Projeto Pedagógico do curso, os Núcleos estão estruturados por componentes
curriculares, distribuídos semestralmente e sujeitos a reformulação, em função da avaliação do processo de
implantação e da adaptação prevista.


2.4.1 Quadro demonstrativo dos Núcleos de Fundamentação da Formação Profissional

NÚCLEO DE FUNDAMENTOS TEÓRICOS METODOLÓGICOS DA VIDA SOCIAL

CONTEÚDOS                                                                    DISCIPLINAS

   Tratamento e explicação do processo de conhecimento do ser social           Sociologia

    enquanto totalidade histórica no contexto da sociedade burguesa a           Teoria Política

    partir das teorias modernas e contemporâneas.                               Filosofia
                                                                                Psicologia
   A categoria Trabalho aparece como eixo central do processo de
                                                                                Antropologia
    reprodução da vida social – práxis.
                                                                                Produção de Leitura e de
   Sociedade burguesa configurada a partir da divisão social do trabalho,
                                                                                 Texto
    propriedade privada, à divisão de classes e dominação, em suas formas
                                                                                Serviço          Social    e
    de alienação e resistência.
                                                                                 Processos de Trabalho
   Reconhecimento das dimensões culturais, ético-políticas e ideológicas
                                                                                Metodologia Científica
    dos processos sociais em seu movimento contraditório e elementos de
    superação.

NÚCLEO DE FUNDAMENTOS DA FORMAÇÃO SÓCIO-HISTÓRICA DA SOCIEDADE BRASILEIRA

CONTEÚDOS                                                                    DISCIPLINAS

   Conhecimento da constituição econômica, social, política, cultural da       Direito      e     Legislação

    sociedade brasileira a partir da sua forma dependente e urbano-              Social




                                                                                                           12
    industrial em suas particularidades regionais e locais.                           Movimentos          Sociais    e

   Processo histórico do desenvolvimento da sociedade brasileira –                    Serviço Social

    expansão, repercussão e implicação dos padrões de desenvolvimento                 Desenvolvimento

    capitalista.                                                                       Capitalista     e      Questão
                                                                                       Social
                                                                                      Política Social I e II
   Sub-temas:
                                                                                      Introdução      ao       Serviço
            Os padrões de produção capitalista.                                       Social
            A Constituição do estado Brasileiro.                                     Formação Social,

            O significado do Serviço Social no seu caráter contraditório.             Econômica e Política do
                                                                                       Brasil e Regional
            Os diferentes projetos políticos constitutivos da sociedade
                                                                                      Economia Política
             brasileira.
                                                                                      Tópicos       Especiais       em
                                                                                       Política Social

NÚCLEOS DE FUNDAMENTAÇÃO DO TRABALHO PROFISSIONAL

CONTEÚDOS                                                                          DISCIPLINAS

   A profissionalização do Serviço Social como uma especialidade do                  Fundamentos            Histórico,

    trabalho.                                                                          Teórico-Metodológico          do
                                                                                       Serviço Social I, II, III
   A pratica profissional que se concretiza nos processos de trabalho que
                                                                                      Ética e Serviço Social
    tem como objeto as múltiplas expressões da questão social, situadas e
                                                                                      Oficina       de        Projetos
    datadas historicamente.
                                                                                       Sociais
   Rigor teórico – metodológico associado ao acompanhamento da
                                                                                      Gestão e Planejamento
    dinâmica societária como condição à dimensão interventiva da profissão
                                                                                       Social
    a partir de um novo estatuto, adotando para isso, uma postura
                                                                                      Oficina   de       Instrumental
    investigativa.
                                                                                       Técnico-Operativo
   Reconhecimento do caráter interventivo da profissão a partir de base
                                                                                      Gestão e Avaliação de
    teórico–metodológica, técnico-operativa e ético-política, que possibilitem
                                                                                       Programas          e    Projetos
    novas competências à elaboração de estratégias de intervenção
                                                                                       Sociais
    comprometidas      com    as   proposições   éticas-políticas   do   projeto
                                                                                      Realidade       Regional       e
    profissional.
                                                                                       Serviço Social
   Andréa e Claudia, onde entra a disciplina de Libras? Penso que nesse              Estágio       Supervisionado
    núcleo de trabalho profissional. O que vocês acham?                                em Serviço Social I, II e
                                                                                       III.
                                                                                      Pesquisa Social
                                                                                      Estudos e Pesquisas em
                                                                                       Seguridade Social
                                                                                      Tópicos       Especiais       em




                                                                                                                     13
                                                                                    Serviço Social
                                                                                   Seminários Temáticos
                                                                                   Supervisão Acadêmica




 2.5 Matriz Curricular


         Com base nas Diretrizes Curriculares, o Projeto Pedagógico do Curso de Serviço Social orienta
 pedagogicamente os conteúdos curriculares e a proposta destes, estrutura-se da seguinte maneira:
 componentes curriculares obrigatórios, componentes curriculares eletivos, oficinas, seminários temáticos.
 Os conteúdos curriculares obrigatórias congregam os conteúdos básicos e imprescindíveis à formação
 profissional. Os eletivos aprofundam conteúdos específicos que são necessários à formação e serão
 acrescidos e/ou retirados quando se constatar necessário. As oficinas possibilitam desenvolver a atitude
 investigativa e o aprendizado de habilidades técnico instrumentais.
          Os seminários temáticos objetivam aprofundar conhecimentos teóricos práticos em diversas áreas
 do saber profissional, dentre estas: as políticas sociais e o Serviço Social contemporâneo.


 2.5.1 Quadro demonstrativo: Código das disciplinas, disciplinas e carga horária por semestre.

 CÓDIGO        1º SEMESTRE                                                               Carga
                                                                                        Horária

 SS00101       Produção de Leitura e de Texto                                              72

 SS00201       Antropologia                                                                60

 SS00301       Introdução ao Serviço Social                                                72

 SS00401       Sociologia                                                                  60

 SS00501       Metodologia Cientifica                                                      36

Total                                                                                    300 H

 CÓDIGO        2º SEMESTRE                                                               Carga
                                                                                        Horária

 SS00602       Economia Política                                                           60

 SS00702       Filosofia                                                                   60

 SS00802       Psicologia                                                                  72

 SS00902       Fundamentos Históricos e Teórico-Metodológicos do S.S. I                    72

Total                                                                                    264 H

 CÓDIGO        3º SEMESTRE                                                               Carga
                                                                                        Horária




                                                                                                           14
 SS01003     Desenvolvimento Capitalista e Questão Social                   72

 SS01103     Fundamentos Históricos e Teórico-Metodológicos do S.S. II      72

 SS01203     Teoria Política                                                72

 SS01303     Direito e Legislação Social                                    72

 SS01403     Formação Social, Econômica e Política do Brasil e Regional     72

Total                                                                     360 H

 CÓDIGO      4º SEMESTRE                                                  Carga
                                                                          Horária

 SS01504     Gestão e Planejamento Social                                   72

 SS01604     Política Social I                                              72

 SS01704     Fundamentos Históricos e Teórico-Metodológicos do S.S. III     72

 SS01804     Ética e Serviço Social                                         72

 SS01904     Realidade Regional e Serviço Social                            72

Total                                                                     360 H

 CÓDIGO      5º SEMESTRE                                                  Carga
                                                                          Horária

 SS02004     Pesquisa Social                                                72

 SS02104     Política Social II                                             72

 SS02204     Serviço Social e Processos de Trabalho                         72

 SS02204     Oficina de Instrumental Técnico-Operativo                      72

 SS02304     Seminário Temático I                                           36

 SS02404     Supervisão Acadêmica                                           36

Total                                                                     360 H

Estágio Supervisionado I                                                  150 h

 CÓDIGO      6º SEMESTRE                                                  Carga
                                                                          Horária

 SS02505     Estudos e Pesquisas em Seguridade Social                       72

 SS02605     Movimentos Sociais e Serviço Social                            72

 SS02705     Tópicos Especiais em Política Social                           72

 SS02805     Seminário Temático II                                          36

 SS02905     Supervisão acadêmica                                           36

Total                                                                     288 H




                                                                                    15
Estágio Supervisionado II                                                               150 h

  CÓDIGO       7º SEMESTRE                                                              Carga
                                                                                       Horária

 SS03006       Seminário de Trabalho de Conclusão deCurso I                               72

 SS03106       Supervisão Acadêmica III                                                   36

 SS03206       Seminário Temático III                                                     36

 SS03306       Oficina de Projetos Sociais                                                72

 SS03406       Tópicos Especiais em serviço Social                                        72

Total                                                                                   288 H

Estágio Supervisionado Em Serviço Social III                                            150 h

  CÓDIGO       8º SEMESTRE                                                              Carga
                                                                                       Horária

 SS03508       Gestão e Avaliação de Programas e Projetos                                 72

 SS03608       Seminário de Trabalho de Conclusão deCurso II                              72
 SS03708       Libras                                                                     36

Total                                                                                   180 H




 2.6 Ordenamento Curricular

         O Curso de Serviço Social da Faculdade Cenecista de Rondonópolis – FACER conta com um
 ordenamento curricular em conformidade com a Resolução Nº 2, de 18 de junho de 2007 (DOU de 19 de
 junho de 2007), que dispõe sobre a carga horária mínima e procedimentos relativos à integralização e
 duração dos cursos de graduação, bacharelado, na modalidade presencial. Assim, o Curso de Serviço
 Social da FACER terá carga horária total de 3.000 (três mil) horas, distribuída conforme quadro abaixo.


 2.6.1 Quadro de distribuição de horas
                        CARGA HORÁRIA
Disciplinas                         2.400 h/a
Estágio Supervisionado              450 h/a
Atividades Complementares           150 h/a
Carga horário total                 3.000 h/a


         A integralização do curso é de no mínimo 04 (quatro) anos e máximo de 07 (sete) anos.


 2.6.2 Estágio Supervisionado




                                                                                                           16
        O Estágio Supervisionado tem a duração de 15% (quinze por cento) sobre a carga horária mínima
do curso, ou seja, 450 horas, que será realizada nos 5º 6º e 7º semestres. Esta atividade curricular só pode
ser realizada sob a orientação de um/a profissional Assistente Social da Instituição que fará a Supervisão de
Campo. Da mesma forma o/a estudante terá um/a Supervisor/a Acadêmico/a, professor/a da Faculdade,
que o acompanhará academicamente essa atividade de estágio.
        A atividade curricular obrigatória Estágio Supervisionado em Serviço Social possibilita o exercício da
relação teoria x prática a partir da inserção do/a estudante em espaços sócio-ocupacionais na realidade
social. Convém destacar que, atrelado a essa atividade, está um conjunto de conteúdos que de forma
antecipada e concomitantemente, fundamentam e instrumentalizam teórica e metodologicamente a inserção
do aluno na experiência do estágio, ao mesmo tempo em que compõem o núcleo da atividade profissional.




2.6.3 Atividades Complementares


        As atividades Complementares devem corresponder a até 5%(cinco por cento) sobre a carga
horária mínima do curso, ou seja, 150 horas que serão somadas, conforme as atividades realizadas nos 04
anos de curso. A participação em eventos da categoria profissional e temática afins, bem como encontros
científicos e projetos de pesquisa e extensão, desde que fornecido Certificado e/ou Diploma somarão carga
horária para as atividades complementares do curso.
        Dessa forma para fazer jus ao grau e diploma de Bacharel em Serviço Social, o/a estudante deverá
cumprir a carga horária mínima incluída as horas de Estágio Supervisionado e as Atividades
Complementares, além de elaborar e apresentar o Trabalho de Conclusão de Curso.




2.6.4 Trabalho de Conclusão de Curso – TCC


        A atividade curricular obrigatório Trabalha de Conclusão de Curso refere-se ao processo de
investigação e sistematização de conhecimentos referentes às experiências de estágio ou ao exercício de
pesquisa desenvolvida ao longo do processo de formação profissional e está normatizada. Os núcleos de
fundamentação da formação profissional congregam um conjunto de conhecimentos e habilidades que se
nos especificam diversos componentes curriculares, considerados no projeto pedagógico como áreas de
conhecimento necessário à formação profissional.
        Portanto, além da carga horária total do curso, incluídas as horas de Estágio Supervisionado e as
Atividades Complementares, o/a estudante deve defender, em Banca Examinadora, o Trabalho de
Conclusão Curso – TCC, conforme Regulamento de TCC, anexo.




            .14. EMENTÁRIO, BIBLIOGRAFIA BÁSICA E BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR




                                                                                                           17
                                              1º SEMESTRE

INTRODUÇÃO AO SERVIÇO SOCIAL

EMENTA

Concepção de Serviço Social. Projeto Pedagógico do curso. Dimensões ético-políticas, culturais e
organizacionais da categoria profissional. Áreas de atuação do Serviço Social e o mercado de trabalho na
atualidade.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

IAMAMOTO, Marilda V e Carvalho, Raul de. Relações Sociais e Serviço Social no Brasil: esboço de uma
interpretação histórico-metodológica. 10 ed. São Paulo: Cortez, 1995.

_____________________. Renovação e Conservadorismo no Serviço Social. 2 ed. São Paulo: Cortez,
1994.

LOWY, Michael. Ideologia e Ciência Social: elementos para uma análise marxista. São Paulo: Cortez, 1987.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

ABEPSS/CEPEPSS. Proposta básica para o Projeto de Formação Profissional. In: Cadernos ABESS. São
Paulo: Cortez, n.7, 1997.
CFESS. O Serviço Social a caminho do século XXI: o protagonismo ético-político do conjunto CFESS-
CRESS. In: Revista Serviço Social e Sociedade. São Paulo: Cortez, n.50, abril 1996.


CFESS. Regulamentação faz 40 anos. In: Revista Inscrita. Rio de Janeiro: CFESS, n 1, ano I, Nov. 1997.

BORGES, Vany Pacheco. O que é História. 12 ed. São Paulo: Brasiliense, 1987.

IAMAMOTO, Marilda V. Serviço Social em tempos de globalização. In: Revista Inscrita. Rio de Janeiro:
CFESS, n. 3, ano II, Nov.1998.

______________. Transformações societárias e Serviço Social: notas para uma análise prospectiva da
profissão no Brasil. In: Revista Serviço Social e Sociedade nº 50. São Paulo: Cortez, 1996.

PAULO NETO, José. A construção do Projeto Ético-Político Profissional do Serviço Social frente à crise
contemporânea. In: Capacitação em Serviço Social e Política Social. Módulo I: Crise Contemporânea e
Serviço Social. Brasília: UNB/CEAD, 1999.

_________________. Capitalismo monopolista e serviço social. 2 ed. São Paulo: Cortez, 1996.



SPOSATI, A ldaiza de Oliveira. ( Coord.) A Assistência Social no Brasil: 1983-1990. São Paulo: Cortez,
1991.

VIEIRA, Balbina Ottoni, História do Serviço Social: Contribuição para a construção de sua teoria. 2 ed. Rio
de Janeiro: AGIR, 1978.



SOCIOLOGIA




                                                                                                         18
EMENTA

A sociologia como campo científico e suas bases históricas. O pensamento de Karl Marx, Émile Durkheim e
Max Weber como matrizes clássicas da sociologia.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

DURKHÉIM, Émile. As regras do método sociológico. São Paulo: Martins Fontes, 1995.

GUARESCHI, Pedrinho. Sociologia crítica. 60 ed. Porto Alegre: Mundo Jovem, 2007.

MARTINS,       Carlos.     O     que   é   Sociologia.   38     ed.   São     Paulo:   Brasiliense,   1994.
(Coleção Primeiros Passos)

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

BERGER, Peter L. Luckmann, Thomas. A Construção social da realidade. 21 ed. Petrópolis, RJ: Vozes,
2002.

COHN, Gabriel. Sociologia. Max Weber. São Paulo: Ática, 2003.

LOWY, Michel. Ideologias e Ciência Social: elementos para uma análise marxista. 15 ed. São Paulo: Cortez,
2002.

LUCKESI, Cipriano C. et. al. Fazer Universidade: Uma proposta Metodológica. 13 ed. São Paulo: Cortez,
2003.

MARX, Karl. e Engels, F. Ideologia Alemã. VI. São Paulo: Editora Moraes, 2002.

MARX, Karl. Manuscritos Econômicos e Filosóficos. São Paulo: Martin Claret, 2002

MARX, Karl. O Capital. 20 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.

OLIVEIRA, Pérsio Santos. Introdução à Sociologia. São Paulo: Ática, 2003.

FILOSOFIA

EMENTA

A reflexão filosófica como possibilidade de apreensão da totalidade social. A relação entre ciência, verdade
e método. Racionalismo, Irracionalismo e suas correntes filosóficas: Materialismo e Idealismo. Relações
entre filosofia ética e moral.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

BUZZI, Arcângelo. Introdução ao pensar: o ser, o conhecer, a linguagemr. 21 ed. Petrópolis, RJ: Vozes,
1992.
CHAUI, Marilena. Convite a Filosofia. São Paulo: Ática, 2003.

PRADO JUNIOR, Caio. O que é filosofia. São Paulo: Brasiliense, 2001.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Presença, 2003.

ARANHA, M. L. A. Et. Martins, M.H.P. Filosofando, introdução à Filosofia. 3 ed. São Paulo: Ed. Moderna,
2003.




                                                                                                         19
CHAUI, Marilena. O que é ideologia. São Paulo: Brasiliense, 2002.

CHAUI, Marilena. Primeira Filosofia: Aspectos da História da Filosofia. São Paulo: Brasiliense, 1996.

CHAUI, Marilena. Primeira Filosofia: Tópicos de Filosofia geral. São Paulo: Brasiliense, 1996.



COTRIM, Gilberto. Fundamentos da Filosofia: história e grandes temas. 15 ed. São Paulo: Saraiva, 2003.

DESCARTES, René. Discurso do método. São Paulo: Nova Cultural, [19--]. ( Os Pensadores)



GAARDER, Jostein. O mundo de Sofía São Paulo: Cia das Letras, 1995.

GILES, Thomas. R. O que é filosofar. São Paulo: EPU, 1984.

GILES, Thomas. R.. Introdução à Filosofia. 3 ed. São Paulo: EPU, 2002.

HESSE, Hermann. Sidarta. 45 ed. Rio de Janeiro: Record, 2003.

KONDER, Leandro. O que é dialética. São Paulo: Brasiliense, 2001.

KOSIK, karel. Dialética do Concreto. São Paulo: Paz e Terra, 2002. ´

LALANDE, André. Vocabulário técnico e crítico da Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 1999.



MARCUSE, R. Eros e Civilização: uma interpretação filosófica do pensamento de Freud. 8 ed. Rio de
Janeiro: Zahar, 1999.

MONDIN, Battista. Curso de filosofia: os filósofos do ocidente. 7 ed. São Paulo: Ed. Paulinas, v.3, 2000.

MONDIN, Battista. Curso de filosofia: os filósofos do ocidente. 8 ed. São Paulo: Ed. Paulinas, v.2, 2002.

MONDIN, Battista. Curso de filosofia: os filósofos do ocidente. 9 ed. São Paulo: Ed. Paulinas, v.1, 1999.

POLITZER, G. Princípios fundamentais da filosofia. São Paulo: Fulgor, 1967.

ROUSSEAU, Jean Jacques. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens.
São Paulo: Nova Cultural, [19--] ( Os pensadores)
SEVERINO, Antonio Joaquim. Filosofia. São Paulo: Cortez, 1992

SUCUPIRA FILHO, Eduardo. Introdução ao pensamento Dialético. São Paulo: Ed. Alfa – Omega, 1991.

VANNUCHI, Aldo. Filosofia e Ciências Humanas. São Paulo: Ed. Loyola, 1983.




ANTROPOLOGIA

EMENTA




                                                                                                            20
A relação dialética entre o material o simbólico na construção das identidades sociais e da
subjetividade. Imaginário, representações sociais e expressões culturais dos diferentes segmentos
sociais com ênfase na realidade brasileira e suas particularidades regionais.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

DA MATTA, Roberto. O que faz o Brasil, Brasil? 6 ed. Rio de Janeiro: Rocco, 2001.

________________. Relativizando: uma introdução à Antropologia Social. 3 ed. Rio de Janeiro:
Rocco, 1991.

GEERTZ, Cliford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1989.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

ARIÉS, Philippe. História Social da Criança e da Família. Rio de Janeiro: LTC, 2001.

DA MATTA, Roberto. A casa e a rua. Espaço, cidadania, mulher e morte no Brasil. 12 ed. São
Paulo: Brasiliense, 2000.

GOULD, Stephen Jay. A falsa medida do homem. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

HARVEY, David. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. São
Paulo: Loyola, 2002.

LARAIA, Roque. Cultura – um conceito antropológico. 16 ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2003. 3 ex

LÉVIS-STRAUSS, Claude. Tristes Trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.

_____________________. Antropologia Estrutural Dois. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1989.



MARCONI, Marina de Andrade, PRESOTTO, Zélia Maria Neves. Antropologia: Uma Introdução. 5
ed. São Paulo: Atlas, 2001.

VALENTE, Ana Lúcia E.F. Ser Negro no Brasil Hoje. São Paulo: Moderna, 1994.

VELHO, Gilberto.       Individualismo e cultura: notas para uma antropologia da sociedade
contemporânea. 3 ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1994.

PRODUÇÃO DE LEITURA E DE TEXTO

EMENTA

Desenvolvimento da capacidade de redação em Língua Portuguesa mediante o exercício das
técnicas de síntese textual, observando-se as normas gramaticais vigentes, com destaque para a
pontuação. Estudo da textualização mediante a leitura e produção de textos em varias modalidades
discursivas, a fim de dominar, na teoria e na prática, os fatores e processos da textualidade. Teoria
da comunicação, análise e interpretação de textos, narração, descrição, dissertação, leitura,
produção e conhecimentos lingüísticos.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

ABREU, Antonio Suàrez. Curso de Redação. 11 ed. São Paulo: Ática, 2002.




                                                                                                        21
ANDRADE, Maria Margarida. HENRIQUES, Antonio. Língua Portuguesa: noções básicas para
cursos superiores. 6 ed. São Paulo, SP: Atlas, 1999.

KOCH, Ingedore G. Villaça. A inter-ação pela linguagem. 10 ed. São Paulo: Contexto, 2007.



BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

BAGNO, Marcos. Preconceito lingüístico. 36 ed. São Paulo: Loyola, 2005.

COSTE, Daniel, et al(Org.). O texto: leitura e escrita. 3 ed. Campinas, SP: Pontes, 2002.

FARACO, Carlos E. Moura, Francisco M. Gramática. 17 ed. São Paulo: Ática, 1997.

FERREIRA, A B. Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 2 ed. Rio de Janeiro: Nova
Fronteira, 2002.

KOCK, Ingedore Villaça, TAVAGLIA, Luís Carlos. A Coerência Textual. 6 ed. São Paulo, SP:
Contexto, 1995

LUFT, Celso Pedro. Novo Manual de Português. 3 ed. São Paulo: Globo, 1996.

MARTINS, D. D.; e ZILBERKNOP, L.S. Português Instrumental. 23 ed. Porto Alegre: Ed. Sagra
Luzzatto, 2002.

VANOYE, Francis. Usos da linguagem: problemas e técnicas na produção oral e escrita. São
Paulo: Martins Fontes, 2003.

METODOLOGIA CIENTIFICA

EMENTA

Conceitos, utilização e fundamentos da metodologia cientifica. Conhecimento teórico, vantagens
das normas técnicas, ABNT, apresentação dos elementos de trabalhos técnicos, projetos de
pesquisa.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2002.

MATTAR NETTO, João Augusto. Metodologia Científica na Era da Informática. São Paulo: Saraiva,
2003.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 22 ed. São Paulo: Cortez, 2003.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

DEMO, Pedro. Metodologia Científica em Ciências Sociais. São Paulo: Atlas. 1986.

DURKHEIM, Émile. As regras do método sociológico. 2 ed. São Paulo: Martin Fontes, 1999.



MARCONI, Marina Andrade. LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos da Metodologia Científica. 5 ed.
São Paulo: Atlas, 2003.

MARTINS, Gilberto de Andrade. Manual para elaboração de monografias e dissertações. 3 ed. São




                                                                                                 22
Paulo: Atlas, 2002.

RICHARDSON, Roberto Jarry (Org.). Pesquisa social: métodos e técnicas. 3 ed. São Paulo: Atlas,
1999.

SALOMON, Délcio Vieira. Como fazer uma monografia. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

TAFNER, Malcon Anderson. Metodologia do trabalho acadêmico. Curitiba: Juruá, 2003.




2º SEMESTRE

ECONOMIA POLÍTICA

EMENTA

A constituição da Economia política como campo científico. O modo de produção capitalista segundo as
principais vertentes da economia: O Liberalismo, o Keynesianismo, o Neoliberalismo e a Crítica Marxista à
Economia Política. As mudanças contemporâneas nos padrões de acumulação e regulação social do pós 2ª
guerra aos dias atuais.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

IANNI. O. A sociedade Global. 10 ed. Rio de Janeiro: Ed. Civilização brasileira, 2002.

MARX, Karl. O Capital. 18 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. v.1.

ROSSETI, José Paschoal, Introdução à economia, 19 ed. São Paulo: Atlas, 2002.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

BRUM, Argemiro J. O desenvolvimento econômico brasileiro. 14 ed. Petrópolis: Vozes, 1995.

CARDOSO, Eliane A. Economia brasileira ao alcance de todos. São Paulo: Brasiliense, 2000.

FIORI, José L. e TAVARES, M. da Conceição (orgs). Poder e dinheiro: uma economia política               da
globalização. 4 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.

GALBRAITH, John K. A economia ao alcance de quase todos. 5 ed. São Paulo: Pioneira, 2000. ( Novos
umbrais)

HUBERMEN, L. História da Riqueza do Homem. 21 ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1986.

MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. 2 ed. São Paulo: EDIPRO, 1999.

MARX, Karl. Manuscritos Econômicos Filosóficos. São Paulo: Martin Claret, 2002.

MARX, Karl. O capital (crítica da economia política): o processo de produção do capital. Rio de Janeiro:
Civilização brasileira, 2002.

MARX, Karl. Teoria da Mais – Valia: história Crítica do pensamento econômico. São Paulo: Difel, 1985.

PAULO NETTO, José. Capitalismo Monopolista e Serviço Social. 3 ed. São Paulo: Cortez, 2001.

SANDRONI, Paulo. Novíssimo Dicionário de Economia. 11 ed. São Paulo: Ed. Best Seller, 2003.

SINGER, Paul. Curso de introdução à economia política. 17 ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2000.




                                                                                                        23
TEORIA DO CONHECIMENTO

EMENTA

Discutir criticamente os fundamentos e a possibilidade do conhecimento a partir da historia da filosofia, na
sua relação com a ciência; as diferentes alternativas de encaminhamento metodológico na produção de
conhecimento: empirismo, formalismo e práxis: a questão da construção de categorias, dos conceitos, e a
relação teoria/realidade/método.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

CHAUI, Marilena. Convite a Filosofia. São Paulo: Ática, 2002.

HESSEN, Johannes (2001). Teoria do Conhecimento. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

MATURANA, Humberto R.; VARELA, Francisco J. A Árvore do Conhecimento. 3 ed. São Paulo: Palas
Athena, 2003.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

ABBAGNANO, Nicola (1982). Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2003.



ANDERY, Maria Amália Pie Abib et al (Org.) Para compreender a ciência: uma perspectiva histórica. 12
ed. Rio de Janeiro: Garamond. São Paulo: EDUC, 2003.

BACON, Francis. Novum Organum ou verdadeiras indicações acerca da interpretação da natureza: Nova
Atlântida. São Paulo: Nova Cultural, 1983.

COTRIM, Gilberto. Fundamentos da Filosofia: história e grandes temas. 15 ed. São Paulo: Saraiva, 2003.

D´AMBROSIO, Ubiratan. Educação para uma Sociedade em Transição. São Paulo: Papirus, 2001.

DEMO, Pedro. Conhecimento Moderno: sobre ética e intervenção do conhecimento. Rio de Janeiro:
Vozes, 1997.

DESCARTES, R. (1979) O Discurso do Método: regras para a direção do espírito. São Paulo: Martin
Claret, 2007.

KANT, Emmanuel (1980). Crítica da Razão Pura (Introdução). São Paulo: Abril Cultural, 1983. ( Coleção
Os Pensadores)

LALANDE, André (1996) Vocabulário Técnico e Crítico da Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 1996.

PLATÃO (2001). A República. (Livro VII). São Paulo: Martin Claret, 1997.

SUCUPIRA FILHO, Eduardo. Introdução ao Pensamento dialético. 2 ed. São Paulo: Alfa - Omega, 1991.

FORMAÇÃO SOCIAL, ECONÔMICA E POLÍTICA DO BRASIL

EMENTA

A herança Colonial e a constituição do Estado Nacional. Emergência e crise da República Velha.
Instauração e colapso do Estado Novo. Industrialização, urbanização e surgimento de novos sujeitos
políticos. Nacionalismo e desenvolvimento e a inserção dependente no sistema capitalista mundial. A




                                                                                                          24
modernização conservadora no pós 1964 e seu acaso na década 1970 e as perspectivas da formação
sócio-econômica atual.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

ANTUNES, Ricardo. Adeus ao Trabalho: ensaio sobre a Metamorfose e a Centralidade do Mundo do
Trabalho. 8 ed. São Paulo: Cortez, 2002.

FALEIROS, Vicente de Paula. A Política Social do Estado Capitalista. 3 ed. São Paulo: Cortez, 1980.

HUBERMAN, Leo. História da Riqueza do Homem. 21 ed. Rio de Janeiro: LTC, 1986.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

ALENCAR, Francisco et al. História da Sociedade Brasileira. 18 ed. Rio de Janeiro: Livro Técnico, 1996.

FREITAS, Marcos Cezar. (org.) A Reinvenção do futuro: trabalho, educação, política na Globalização do
capitalismo. 2 ed. São Paulo: Cortez, 1999.

FURTADO, Celso. Formação Econômica do Brasil. 31 ed. São Paulo: Nacional, 2003.

PONTES, Reinaldo Nobre. Mediação e Serviço Social. 3 ed. São Paulo: Cortez, 2002.

PRADO, Caio Jr. Formação do Brasil Contemporâneo. São Paulo: Brasiliense, 1992.

ROCHA, Sônia. Pobreza no Brasil: afinal, de que se trata? Rio de Janeiro: FGV, 2003.

RUESCH, Hans. No país das sombras longas. São Paulo: Record, 1994.

SINGER, Paul. O capitalismo: sua evolução, sua lógica e sua dinâmica. 3 ed. São Paulo: Moderna, 1989.

VILAÇA, Marcos Vinícius. Coronel, Coronéis:      apogeu e declínio do coronelismo no nordeste. Rio de
Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.

PSICOLOGIA

EMENTA

A constituição da psicologia como campo cientifico. As principais matrizes teóricas do debate
contemporâneo das relações entre indivíduo e sociedade. A fundamentação das questões relativas ao
desenvolvimento da personalidade e dos grupos sociais. A constituição da subjetividade no processo de
produção e reprodução da vida social.



BIBLIOGRAFIA BÁSICA

BERGAMINI, Cecília Witaker. Psicologia aplicada à administração de empresas: psicologia do
comportamento organizacional. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2008.

BOCK, Ana Mercês Bahia et al. Psicologias: uma introdução ao estudo da Psicologia. 13 ed. São Paulo:
Saraiva, 2002.

FIORELLI, José Osmi. Psicologia para administradores: integrando teoria e prática. São Paulo: Atlas, 2008.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

BARROS, Guimarães e SILVA, Célia. Pontos de Psicologia Geral. São Paulo: Ática, 1990.




                                                                                                          25
BRAGHIROLLI, Elaine Maria Pisani et al. Psicologia Geral. 22 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.

FADIMAN, James & FRAGER, Robert. Teorias da Personalidade. São Paulo: ed. Harbra do Brasil ltda,
2002.

LANE, S.CODO, W. (orgs). Psicologia Social: o homem em movimento. São Paulo: Brasiliense, 1984.

SPECTOR, Paul E. Psicologia nas organizações. São Paulo: Saraiva, 2006.

FUNDAMENTOS HISTÓRICOS E TEÓRICO-METODOLÓGICOS DO SERVIÇO SOCIAL I

EMENTA

As protoformas do Serviço Social. A questão social no Brasil entre os anos de 1920 ao final da década de
1950 e seu enfrentamento pelas classes sociais em suas relações com o Estado. A emergência da
profissão de Serviço Social: mercado de trabalho, dimensões teórico-metodológicas e técnico-operativas no
referido período histórico.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

CASTRO, Manuel M. História do Serviço Social na América Latina. São Paulo: Cortez, 1984.



IAMAMOTO, Marilda Villela; CARVALHO, Raul de. Renovação e conservadorismo no Serviço Social. São
Paulo: Cortez, 1992.

IAMAMOTO, Marilda Villela; CARVALHO, Raul de. Relações sociais e Serviço Social no Brasil. São Paulo:
Cortez, 2002.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

ABRAMIDES, M. B. C., CABRAL, M. S. R. O novo sindicalismo e o Serviço Social. São Paulo, Cortez, 1995.

AMMANN, S.B. Ideologia e Desenvolvimento de comunidade. São Paulo: Cortez, 1985.

FALEIROS, V. P. A política social do estado capitalista. São Paulo: Cortez, 1980.

_____________. Metodologia e ideologia do trabalho social. São Paulo: Cortez, 1993.



GUERRA, Y. A Instrumentalidade do Serviço Social. 3 ed. São Paulo: Cortez, 2002.

HARVEY, D. Condição pós-moderna: uma pesquisa: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural.
São Paulo: Loyola, 1993.

MARTINELLI, M. L. Serviço Social: identidade e alienação. São Paulo: Cortez, 1993.

NETTO, José Paulo. Capitalismo Monopolista e Serviço Social. 3 ed. São Paulo: Cortez, 2001.

NETTO, José Paulo. Transformações societárias e Serviço Social – notas para uma análise prospectiva da
profissão no Brasil. In: Revista Serviço Social e Sociedade. São Paulo: Cortez, nº 50, ano XVII, abril1996.

SILVA, M. Ozanira da Silva. O Serviço Social e o Popular: resgate teórico Metodológico do projeto
profissional de ruptura. 2 ed. São Paulo: Cortez, 2002.

SPOSATI, A. O. et al. Assistência na trajetória das políticas sociais brasileiras. São Paulo: Cortez, 1985.




                                                                                                              26
VIEIRA, Balbina Ottoni. História do Serviço Social: contribuição para a construção de sua teoria. 5 ed. Rio
de Janeiro: agir, 1989.

ESTATÍSTICA

EMENTA

Estudo de técnicas de resumo e apresentação de dados, como as tabelas e os gráficos. Calculo das
medidas de tendência central e de dispersão, possibilitando um instrumental eficaz para a análise critica de
dados sociais, bem como o levantamento desses dados utilizando-se algumas técnicas de amostragem
estatísticas.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

BEKMAN, Otto Ruprecht. Análise estatística de discussão. São Paulo: Edgard Blucher, 1980.



FONSECA, Jairo Simon da. Estatística aplicada. São Paulo: Atlas, 2008.

STEVENSON, Willian J. Estatística aplicada à Administração. São Paulo: Harper e Row do Brasil, 1981.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

CRESPO, Antônio Arnoud. Estatística fácil. 17. ed. São Paulo: Saraiva, 2002.

FARIAS, Alfredo Alves de; CÉSAR, Cibele Comini; SOARES, José. Introdução à Estatística. 2. ed. Rio de
Janeiro: LTC, 2003.

GOMES, Pimentel Frederico. Curso de Estatística Experimental. 14 ed. São Paulo: USP, 2000.



MARTINS, Gilberto de Andrade; DONAIRE, Denis. Princípios de estatística: 900 exercícios resolvidos e
propostos. 4 ed. São Paulo: Atlas, 1979.

MORETTIN, Pedro A.; BUSSAB, Wilton de O. Estatística Básica. 5 ed. São Paulo: Saraiva, 2003.



INFORMÁTICA

EMENTA

Estudo de ferramentas para auxiliar ao processo de tabulação, lançamento de dados correlação e análise
de dados, e para tornar o aluno apto para executar tarefas utilizando o computador, no curso serviço Social.

CARMONA, Tadeu. Treinamento Prático em Linux. São Paulo: Digerati Books, 2005.

MANZANO, André Luiz N. G. Estudos dirigidos de informática básica. 7. Ed. São Paulo: Érika, 2007.

SCHECHTER, Renato. BrOFFICE.org: Calc e Writer. São Paulo: Campus, 2006.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

Introdução à informática e DOS.
Apostila

Brasil. Ministério da Educação e Cultura. Informática e formação de professores: PROLNFO.



                                                                                                          27
DINWIDDIE, Robert. Como fazer planilhas. 2 ed. São Paulo: Publifolha, 2005.
BURROWS, Terry. Informática: como criar apresentação. São Paulo: Publifolha, 2001.
CHARLAB, Sérgio. Você e a internet no Brasil. Rio de Janeiro: Objetiva, 1996.
PINTO, Marcos José. Blogs! Seja um editor na era digital. São Paulo: Érika, 2002.



                                             3º SEMESTRE

TEORIA POLÍTICA

EMENTA

Os clássicos da política (Maquiavel, Hobbes, Locke e Rouseau). Análise do Estado Moderno e sua relação
com a sociedade civil. Análise em torno do poder, regimes políticos, sociedade civil e Estado, soberania,
autocracia, democracia, socialismo e cidadania.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

GONZALEZ, Horácio. O que é subdesenvolvimento. 15 ed. São Paulo: Brasiliense, 1998.

MAAR, Wolfang Leo. O que é Política. 16 ed. São Paulo: Brasiliense, 2001.

MARX, Karl. O capital - (critica da economia política) Livro I. O processo de produção do capital. Rio de
Janeiro: Ed. Civilização Brasileiro, 1980.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

ALBUQUERQUE, J. A. Instituição e Poder. 2 ed. Rio de Janeiro: Graal, 1986.

BEIGUELMAN, P. Formação Política do Brasil. São Paulo: Editora Pioneira, 1976.

BOBBIO, Norberto. Estado, Governo, Sociedade: para uma teoria geral da política. 10 ed. São Paulo: Paz e
Terra, 2003.

BRENER, Jayme. Regimes Políticos: uma viagem. São Paulo: Scipione, 1994.

CATANI. O que é Imperialismo. 9 ed. São Paulo: Brasiliense, 1994.

FALEIROS, Vicente de Paulo. Saber profissional e o poder institucional. São Paulo: Cortez, 1985.

MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. São Paulo: Exposição de Livro, [19--?].

MARX, Karl, ENGELS, Friedrich. O manifesto comunista. 10 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.



ROSSEAU, Jean Jacques. O Contrato Social. 5 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

WILSON, Edmund. Rumo à Estação Finlândia. 13 reimp. ed. São Paulo: Cia das Letras, 2003.



DIREITO E LEGISLAÇÃO SOCIAL

EMENTA

Estudo das instituições de Direito no Brasil: a organização dos poderes e o aparato jurídico do Estado




                                                                                                      28
Brasileiro. A Constituição de 1988 e a Legislação Social no Brasil: LOAS, ECA, SUS, Previdência Social.
Direito do Trabalho. Direito de Família. Direito Internacional e os Blocos Econômicos Mundiais.

ALBERGARIA, Bruno. Instituições de Direito. São Paulo: Atlas, 2008.

MARTINS, Sérgio Pinto. Instituições de Direito Público e Privado. 8 ed. São Paulo: Atlas, 2008.



SPOSATI, Aldaíza. A menina LOAS: um processo de construção da assistência social. 4 ed. São Paulo:
Cortez, 2008.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

DINIZ, Maria Helena. Compêndio de Introdução à Ciência do Direito. 18 ed. São Paulo: Saraiva, 2006.

LIMA, Hermes. Introdução a ciência do direito. 33 ed. Rio de janeiro: Freitas Bastos, 2002.

MACHADO, Hugo de Brito. Uma Introdução ao Estudo do Direito. São Paulo: Dialética, 2000.



MESTRINER, Maria Luiza. O Estado entre a Filantropia e a Assistência Social. São Paulo: Cortez, 2001.

MONTORO, André Franco. Introdução à Ciência do Direito. 26 ed. São Paulo: Revistas dos Tribunais, 2005.

SIMÕES, Carlos. Curso de direito do serviço social. São Paulo: Cortez, 2007. (Biblioteca básica de serviço
social, v.30.

VENOSA, Silvio de Salvo. Introdução ao Estudo do Direito. 2 ed. São Paulo: Atlas, 2007.

TRABALHO E SOCIABILIDADE

EMENTA

O significado ontológico-social do trabalho na constituição do ser social. O trabalho enquanto atividade
humano-genérica. Práxis, objetivações humanas e a construção da subjetividade. Trabalho alienado e
sociabilidade no capitalismo.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

ANTUNES, R. Adeus ao trabalho: ensaio sobre as metamorfoses e a central. do mundo do trabalho. 12 ed.
São Paulo: Cortez, 2002.

MARX, Karl. O Capital. Vol. I. 18 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.

MARX, Karl. O Capital: resultados do processo de produção imediata. Capítulo VI (inédito). São Paulo:
Editora Moraes, 1969.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

FREDERICO, Celso. O jovem Marx: as origens da ontologia do ser social. São Paulo: Cortez, 1995.

IAMAMOTO, Marilda V. Trabalho e indivíduo social: um estudo sobre a condição operária na agroindústria
canavieira paulista. São Paulo: Cortez, 2001.

KARSCH, U. O serviço social na era dos serviços. 3 ed. São Paulo: Cortez, 1998.

MARX, Karl. Manuscritos econômicos e filosóficos de 1844. Lisboa: Edições Avante, 1993.




                                                                                                        29
NETTO, José P. Razão, ontologia e práxis. In: Revista Serviço Social e Sociedade. São Paulo: Cortez, n.44,
1994.

FUNDAMENTOS HISTÓRICOS E TEÓRICO-METODOLÓGICOS DO SERVIÇO SOCIAL II

EMENTA

A questão social no Brasil nas décadas de 1960 e 1970 e seu enfrentamento pelas classes sociais em suas
relações com o Estado. Demandas ao exercício profissional, mercado de trabalho, dimensões teórico-
metodológicas e técnico-operativas no referido período histórico.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

CASTRO, Manuel M. História do Serviço Social na América Latina. São Paulo: Cortez, 1984.



IAMAMOTO, Marilda V e Carvalho, Raul de. Relações Sociais e Serviço Social no Brasil: esboço de uma
interpretação histórico-metodológica. 10 ed. São Paulo: Cortez, 1995.

PAULO NETTO, José. Ditadura e Serviço Social: uma análise do Serviço Social no Brasil pós-64. 2 ed. São
Paulo: Cortez: Cortez, 1996.



BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

AMMANN, S.B. Ideologia e Desenvolvimento de comunidade. São Paulo: Cortez, 1985.

FALEIROS, V.P. Metodologia e ideologia do trabalho social. São Paulo: Cortez, 1993.

HARVEY, D. Condição pós-moderna: uma pesquisa: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural.
São Paulo: Loyola, 1993.

IAMAMOTO, Marilda Vilela. Renovação e conservadorismo no Serviço Social-ensaios críticos. São Paulo:
Cortez, 1992.

WANDERLEY, M.B. Metamorfoses do Desenvolvimento de comunidade no Brasil. São Paulo: Cortez, 1993.

FORMAÇÃO SOCIAL, ECONÔMICA E POLÍTICA REGIONAL

EMENTA

Nova República e Brasil Novo. A articulação da sociedade civil, movimentos populares, sociais e abertura
política. As questões atuais: cultura e sociedade nacional, regional, estratégias de sobrevivência,
destacando-se as especificidades que esse processo assumiu na realidade mato-grossense.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

ALENCAR, Francisco; CARPI, Lucia; RIBEIRO, Marcus Venício. História da sociedade brasileira. 18 ed.
Rio de Janeiro: Livro Técnico, 1996.

SIQUEIRA, Elizabeth Madureira. História de Mato Grosso: da ancestralidade aos dias atuais. Entrelinhas.
Cuiabá: Entrelinhas, 2002.

TESORO, Luci Léa Lopes Martins. Rondonópolis-MT: um entroncamento de mão única – lembranças e




                                                                                                          30
experiências dos pioneiros. São Paulo, 1993.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

AZEVEDO, Aluízio de. O cortiço. São Paulo: Ática, 1995.

CALMON, Pedro. História do Brasil: século VII – formação brasileira, século VIII – riquezas e vicissitudes.
Rio de Janeiro: Ed. Juruá, 1971.

FERREIRA, João Carlos Vicente. Mato Grosso e seus municípios. Cuiabá: SEDUC, 1997.

FERREIRA, João Carlos Vicente. Mato Grosso: política contemporânea. Cuiabá: Editora Memória Brasileira,
1995.

SILVA, Francisco de Assis. História do Brasil. São Paulo: Moderna, 1992.

SIQUEIRA, Elizabeth Madureira et al. O Processo Histórico de Mato Grosso. 3 ed. Cuiabá, MT: Guaicurus,
1990.

DESENVOLVIMENTO CAPITALISTA E QUESTÃO SOCIAL

EMENTA

Desenvolvimento capitalista e questão social. O processo de globalização e o desenvolvimento na
agricultura, indústria e serviços, na perspectiva do Estado brasileiro em suas particularidades regionais. A
reprodução da pobreza e da exclusão social no contexto rural e urbano. As perspectivas contemporâneas
de desenvolvimento e suas implicações sociais, econômicas, políticas e ambientais.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

CATANI, Afrânio Mendes. O que é capitalismo. 32 ed. São Paulo: Brasiliense, 1993.

HUBERMAN, Leo. História da Riqueza do Homem. Guanabara, RJ: Roogan, 1986.



WALLERSTEIN, Immanuel. Capitalismo histórico e civilização capitalista. Rio de Janeiro: Contraponto
Editora, 2001.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

BRUM, Argemiro. O desenvolvimento econômico brasileiro. Petrópolis: Ed. Vozes, 1982.

COSTA, Maria C. C. Sociologia: introdução à ciência da sociedade. São Paulo: Ed. Moderna, 1987.
3 ex

HARVEY, D. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. São Paulo:
Loyola, 1993.

IANNI, Octávio. A sociedade global. 10 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.

POCHMAN, M. Atlas da exclusão Social no Brasil. São Paulo: Cortez, v.3, 2003.

VELASCO, Erivã. (org.). O Social Multifacetado. Cuiabá, MT: EdUFMT, 1995.




                                                                                                         31
                                               4º SEMESTRE

POLÍTICA SOCIAL I

EMENTA

A questão social e o padrão keynesiano/fordista de regulação social. O estado de bem estar social. As
políticas sociais como estratégia para o enfrentamento da questão social. O papel dos sujeitos políticos na
formulação e gestão políticas sociais públicas e privadas. O padrão de proteção social brasileiro e suas
particularidades.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

BEHRING, Elaine Rossetti. BOSCHETTI, Ivanete. Política social: fundamentos e história. 4 ed. São Paulo:
Cortez, 2008.

CARNOY, M. Estado e Teoria Política. Campinas: Papirus, 1988.

FALEIROS, Vicente de P. A Política Social do Estado Capitalista. 8 ed. São Paulo: Cortez, 2000.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

BATISTA, Alfredo. Reforma do Estado: Uma Prática de Controle Social. IN: Revista Serviço Social e
Sociedade. São Paulo: Cortez, n.56,1998.

LAURELL, Ana C. Estado e Políticas Sociais no Neoliberalismo. São Paulo: Cortez, 1995.

NETTO, José P. Capitalismo Monopolista e Serviço Social. São Paulo: Cortez, 1992.

SPOSATI, Aldaíza de O. Assistência na Trajetória das Políticas Sociais Brasileiras. São Paulo: Cortez,
1995.

SOARES, Laura T. Os Custos do Ajuste Neoliberal na América Latina. São Paulo: Cortez, 2000.

PESQUISA SOCIAL

EMENTA

Natureza, método e processo de construção da pesquisa: o debate teórico – metodológico. Estilos e
componentes de pesquisa. A pesquisa social: planejamento, execução e expressão dos resultados.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

LUCKESI, C. Barreto. E Cosma. J. & BAPTISTA. Fazer Universidade. Uma Proposta Metodológica. 39 ed.
São Paulo: Cortez,1986.

MINAYO, M. C. et alli (org.). Pesquisa Social: Teoria, Método e Criatividade. 4 ed. Petrópolis: Vozes, 1994.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 22 ed. São Paulo: Cortez, 2003.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

DEMO, Pedro. Metodologia Científica em Ciências Sociais. São Paulo: Atlas,1986.

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 3 ed. São Paulo: Atlas, 2002.

MARCONI, Marina Andrade. LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos da Metodologia Científica. 5 ed. São
Paulo: Atlas, 2003.




                                                                                                          32
MARTINS, Gilberto de Andrade. Manual para elaboração de monografias e dissertações. 3 ed. São Paulo:
Atlas, 2002.

MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 3 ed. São
Paulo: Hucitec; Rio de Janeiro: ABRASCO, 1994. (cap. 1 – metodologia de pesquisa social; cap. 2,3, e 4 –
fases do processo de pesquisa).

REVISTA SER SOCIAL: pesquisa em Serviço Social e Política Social. Brasília, DF: UNB, n.9, Jul./ Dez.
2001.

GESTÃO E PLANEJAMENTO SOCIAL

EMENTA

O processo de gestão nas esferas pública e privada: principais formulações teóricas e suas críticas. As
novas modalidades de gestão: gestão democrática, co- gestão        e auto- gestão. O planejamento como
instrumento de trabalho dos assistentes sociais e sua operacionalidade: planos, programas e projetos.
Avaliação de programas e projetos sociais.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

GIL, Carlos Antônio. Gestão de Pessoas: enfoque nos papeis profissionais. São Paulo: Atlas, 2008.

KEELING, Ralph. Gestão de Projetos: uma abordagem global. São Paulo: Saraiva, 2006.



WOILER, Samsão. Projetos: planejamento, elaboração, análise. São Paulo: Atlas, 2008.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

CONTADOR, Claudio R. Projetos Sociais: avaliação e prática. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2000.



GANDIN, Danilo. A Prática do Planejamento Participativo. Petrópolis: Vozes, 1994.

GIL, Carlos Antônio. Gestão de Pessoas: enfoque nos papeis profissionais. São Paulo: Atlas, 2008.

LÜCK, Heloísa. Metodologia de Projetos: uma ferramenta de planejamento e gestão. 5 ed. Rio de Janeiro:
Vozes, 2004.

MENEGOLLA, Maximiliano; SANT’ANNA, Ilza Martins. Por que planejar? Como planejar? 15 ed. Petrópolis,
RJ: Vozes, 1991.

VERGARA, Sylvia Constant. Gestão de pessoas. 6 ed. São Paulo: Atlas, 2007.

ÉTICA E SERVIÇO SOCIAL

EMENTA

Os fundamentos ontológicos- sociais da dimensão éticos – política da vida social. A distinção entre ética e
moral. Cotidiano, alienação, liberdade e reflexão ética. A construção dos ethos profissional, o significado
dos seus valores e da dimensão normativa através dos códigos de ética profissional até a década de 1980.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA




                                                                                                        33
AMOEDO, Sebastião. Ética no trabalho: na era da pós qualidade. Rio de Janeiro: Qualitimark, 2007.

BONETTI, D. A. et al ( orgs.). Serviço Social e Ética: um Convite a uma Nova Práxis. 2 ed. São Paulo:
Cortez, 1998.

VÁZQUEZ, A.S. Ética. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

BARROCO, Maria Lucia. Ética e Serviço Social: Fundamentos Ontológicos. São Paulo: Cortez, 2000.

___________________. Ética e sociedade. 4 ed. Brasília, DF: CFESS, 2007. (Curso de capacitação ética
para Agentes Multiplicadores, v.1)

Coletânea de Leis e Resoluções: Assistente Social: ética e Direito. 2 ed. Rio de Janeiro: CRESS 7º região,
2000.

BRITES, Cristina Maria; SALES, Mione Apolinario. Ética e práxis profissional. 4 ed. Brasília, DF: CFESS,
2007. (Curso de capacitação ética para Agentes Multiplicadores, v.2)

KISNERMAN, Natalio. Ética para o serviço social. 6 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1991.

SÁ, Antônio Lopes de. Ética Profissional. 6 ed. São Paulo: Atlas, 2005.

SIMÕES, Carlos. Curso de direito do serviço social. São Paulo: Cortez, 2007. (Biblioteca básica do serviço
social, v.3)

_________________. Legislação do serviço social. São Paulo: Ed. Oliveira Mendes, 1998.

TERRA, Sylvia. Ética e instrumentos processuais. 4 ed. Brasília, DF: CFESS, 2007. (Curso de capacitação
ética para Agentes Multiplicadores, v.3

VINAGRE, Marlise; PEREIRA, Tania Maria. Ética e direitos humanos. 4 ed. Brasília, DF: CFESS, 2007.
(Curso de capacitação ética para Agentes Multiplicadores, v.4)

FUNDAMENTOS HISTÓRICOS E TEÓRICO-METODOLÓGICOS DO SERVIÇO SOCIAL III

EMENTA

A questão social no Brasil a partir da década de 1980 e seu enfrentamento pelas classes sociais em suas
relações com o Estado. Demandas ao exercício profissional, mercado de trabalho, dimensões teórico –
metodológicas e técnico- operativas no referido período histórico. O debate contemporâneo na profissão.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

ABRAMIDES e CABRAL. O Novo Sindicalismo e o Serviço Social: Trajetória e Processo de Luta de uma
Categoria 1978-1988. São Paulo: Cortez, 1995IAMAMOTO, M. V. O Serviço Social na Contemporaneidade:
Trabalho e Formação Profissional. São Paulo: Cortez, 1998.

________________. Renovação e Conservadorismo no Serviço Social. São Paulo: Cortez, 1992.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

FALEIROS, V. de Paula. Metodologia e Ideologia do Trabalho Social. São Paulo: Cortez, 1981.

GUERRA, Y. A Instrumentalidade do Serviço Social. São Paulo: Cortez, 1992.




                                                                                                          34
MOTA, A. E. da. A Nova Fábrica de Consensos: Ensaios Sobre a Reestruturação Empresarial, o Trabalho e
as Demandas ao Serviço Social. São Paulo: Cortez, 1995.

NETTO, José P. A Construção do Projeto Ético – Político do Serviço Social Frente à Crise Contemporânea.
IN: Capacitação em Serviço Social e Política Social: Módulo 1- Crise Contemporânea, Questão Social e
Serviço Social. Brasília: CEAD, 1999.

_____________. Transformações Societárias e Serviço Social- Notas para uma Análise Prospectiva da
Profissão. IN: Revista Serviço Social e Sociedade. São Paulo: Cortez, n.50,1996.

PONTES, R.P. Mediação e Serviço Social. São Paulo: Cortez, 1995.




                                                5º SEMESTRE

POLÍTICA SOCIAL II

EMENTA

Formulação e gestão das políticas sociais do Brasil na atual conjuntura. Os princípios das descentralização
político administrativa e a constituição do fundo público. Os processos de municipalização e questão da
focalização. O Terceiro Setor. As políticas setoriais e suas respectivas legislações.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

BEHRING, Elaine Rossetti. BOSCHETTI, Ivanete. Política social: fundamentos e história. 4 ed. São Paulo:
Cortez, 2008.

MONTAÑO, Carlos. Terceiro Setor e questão social: crítica ao padrão emergente de intervenção social. São
Paulo: Cortez, 2002.

MOTA, Ana E. da. Cultura da Crise e Seguridade Social: Um estuda Sobre as Tendências da Previdência e
da Assistência Social Brasileiras nos anos 80 e 90. São Paulo: Cortez, 1995.



BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

BATISTA, Alfredo. Reforma do Estado: uma Prática de Controle Social. IN: Revista Serviço Social e
Sociedade. São Paulo: Cortez, n.56,1998.

CRESS 7º Região. Assistente Social: ética e direitos - Coletâneas de Leis e Resoluções. Rio de Janeiro:
CRESS.

FALEIROS, Vicente de P. A Política Social do Estado Capitalista. 8 ed. São Paulo: Cortez, 2000.

JOVCHELOVITCH, M. O Processo de Descentralização e Municipalização no Brasil. IN: Revista Serviço
Social e Sociedade. São Paulo: Cortez, n.56,1998.

SOARES, Laura T. Os Custos sociais do Ajuste Neoliberal na América Latina. São Paulo: Cortez, 2000.

PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL




                                                                                                          35
EMENTA

Particularidades e tipologia da pesquisa social. Objetividade e subjetividade na pesquisa social. Principais
orientações teóricos - filosóficas presentes na pesquisa social: positivismo, fenomenologia e materialismo
histórico-dialético . O debate pós- moderno na pesquisa social. Ecletismo e pluralismo. A investigação como
dimensão constitutiva do trabalho dos assistentes sociais.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

MATTAR NETO, João Augusto. Metodologia Científica na Era da Informática. São Paulo: Saraiva, 2002.



MINAYO, M. C.S. O Desafio do Conhecimento: Pesquisa Qualitativa em Saúde. São Paulo/ Rio de Janeiro:
HUCITEC/ABRASCO, 1993.

SETÚBAL, Aglair Alencar. Pesquisa em Serviço Social: Utopia e Realidade. São Paulo: Cortez, 1995.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

LUCKESI, C. Barreto. E Cosma. J. & BAPTISTA. Fazer Universidade. Uma Proposta Metodológica. 39 ed.
São Paulo: Cortez. 1986.

MARCONI, Marina Andrade. LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos da Metodologia Científica. 5 ed. São
Paulo: Atlas, 2003.

NETTO, J. P. Crise do Socialismo e Ofensiva Neoliberal. 2 ed. São Paulo: Cortez, 1995.

REVISTA SER SOCIAL: pesquisa em Serviço Social e Política Social. Brasília: UNB, n. 09, Jul. a Dez.
2001.

SANTOS, B. de S. Pela Mão de Alice: o social e o político na pós- modernidade. 2 ed. São Paulo: Cortez,
1996.

ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL I

EMENTA

Desenvolvimento de atividade teórico- prática de aproximação dos alunos à realidade do profissional em
estabelecimento público ou privado prestadores de serviços sociais. Processo de supervisão e atores nele
desenvolvidos: supervisores, usuários e alunos. Elaboração de plano de estágio. Desenvolvimento de
competências profissionais nas dimensões teórico – metodológica, ético- política e técnico – operativa com
relação à: análise institucional, compreensão das formas de organização da política setorial ante às
expressões da questão social, caracterização da população usuária, formas de organização e gerência dos
processos de trabalho onde se inserem os assistentes sociais. Elaboração de registros técnicos.
Identificação de demandas e elaboração de projetos de intervenção.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA E COMPLEMENTAR

A ser indicada pelo supervisor pedagógico e pelo supervisor técnico a depender da inserção institucional
dos alunos.

REALIDADE REGIONAL E SERVIÇO SOCIAL




                                                                                                         36
EMENTA

Aproximação com a realidade social, caracterizando as questões sociais do contexto mato-grossense e
identificando as formas de organização das classes populares, o papel do estado e das instituições.
Investigação quanto aos espaços ocupacionais do Serviço Social. Preparação do aluno (a) para introdução
no estágio supervisionado. Conhecimento dos campos de estágio.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

CARMO, Ailon do. Reminiscências de Rondonópolis. Rondonópolis, MT: Gráfica Modelo, 2002.



FALEIROS, Vicente de Paula. Saber profissional e poder institucional. 6 ed. São Paulo: Cortez, 2001.

IAMAMOTO, Marilda V. O Serviço Social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional. 11 ed.
São Paulo: Cortez, 2007.



BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

CRESS. Assistente social: ética e direitos. 4 ver. ed. Rio de Janeiro: CRESS, 2003.

FALEIROS, Vicente de Paula. Estratégias em Serviço social. 3 ed. São Paulo: Cortez, 2001.



NETTO, Panosso Alexandre & SQUINELO, Ana Paula (org.). Imagens, Memória e História: Um passeio
pelas praças, ruas e avenidas de Rondonópolis – MT. Ed. APS, 2001.

SOUZA, Herbert José. Como se Faz Análise de Conjuntura. 21 ed. Petrópolis: Vozes, 2000.



TESORO, Luci Léa Lopes Martins. Rondonópolis-MT: um entroncamento de mão única – lembranças e
experiências dos pioneiros. Rondonópolis, MT: UFMT/CUR, 1993.



VASCONCELOS, Ana Maria de. A prática do Serviço Social: cotidiano, formação e alternativas na área da
saúde. 4 ed. São Paulo: Cortez, 2007.

SERVIÇO SOCIAL E PROCESSOS DE TRABALHO

EMENTA

Trabalho produtivo, improdutivo e de cooperação. A polemica em torno da “crise da sociedade do trabalho”.
A prática social do Serviço Social como especialização do trabalho coletivo. A inserção do assistente social
nos processos de trabalho: questão social, políticas sociais, movimentos sociais, organizações, espaço
institucional. Discussão e avaliação dos projetos de intervenção na área social.

BIBLIOGRAFIA BASICA

ANTUNES, Ricardo. Adeus ao Trabalho? Ensaios sobre a Metamorfose e a centralidade do Trabalho. São
Paulo: Cortez, 2002.




                                                                                                         37
IAMAMOTO, M. V. O Serviço Social na Contemporaneidade: Trabalho e Formação Profissional. São Paulo:
Cortez, 1998.

MONTAÑO, Carlos E. Terceiro Setor e questão social: crítica ao padrão emergente de intervenção social.
São Paulo: Cortez, 2002.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

FALEIROS, Vicente de Paula. Metodologia e Ideologia do Trabalho Social. 8 ed. São Paulo: Cortez, 1993.

FALEIROS, Vicente de Paula. Saber profissional e poder institucional 2 ed. São Paulo: Cortez, 1987.

_______________________. A Política Social do Estado Capitalista. 8 ed. São Paulo: Cortez, 2000.

GUERRA, Yolanda. A Instrumentalidade do Serviço Social. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.

MARTINELLI, M. et al (org.). O Uno e o Múltiplo nas Relações entre as Áreas do Saber. São Paulo: Cortez,
1995.

POCHMAM, Márcio. Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade: novos Caminhos para a Inclusão Social.
São Paulo: Cortez, 2002.

PONTES, R. N. Mediação e Serviço Social. São Paulo, São Paulo: Cortez, 1995.

REVISTA SER SOCIAL: Questão Social e Serviço Social. Brasília, DF: UNB, n.6, Jan./jun de 2000.


                                  6º SEMESTRE
OFICINA DE INSTRUMENTAL TÉCNICO OPERATIVO

EMENTA

Estudo teórico- prático do instrumental de ação interventivo do Serviço Social, entendido como conjunto
articulado de instrumentos e técnicas que permitam a operacionalização da ação profissional.
Conhecimento de diversas modalidades operativas e instrumentais próprias abordagens individual e grupal,
analisando as diferentes formas de linguagem. Desenvolvimento de temáticas que envolvam posturas e
atitudes no processo de intervenção.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

IAMAMOTO, M. V. Renovação e conservadorismo no Serviço Social. 6 ed. São Paulo: Cortez, 2002.

______________. O Serviço Social na Contemporaneidade: Trabalho e Formação Profissional. São Paulo:
Cortez, 1998.

VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Ética. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.



BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

CHIZZOTTI, Antônio. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. São Paulo: Cortez, 1991.

GUERRA, Y. A Instrumentalidade do Serviço Social. 3 ed. São Paulo, Cortez, 2002.

KOSIK, K. Dialética do Concreto. 4 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976.




                                                                                                      38
REVISTA TEMPORALIS. Brasília: ABEPSS. ISSN: 85-85610-20-4 (Diversos números)

REVISTA SERVIÇO SOCIAL E SOCIEDADE. São Paulo: Cortez. Diversos números.




MOVIMENTOS SOCIAIS E SERVIÇO SOCIAL

EMENTA

Teorias clássicas sobre os movimentos sociais. O debate contemporâneo e sua incorporação na produção
acadêmica brasileira. Movimentos Sociais, o estado e a Sociedade civil. Dinâmica interna e formas de
sociabilidade dos movimentos sociais. Relações com os partidos políticos, sindicatos, igrejas, ONGs e
outras organizações. Movimentos sociais, suas lutas nos espaços rurais e urbanos e papel na formulação
de políticas sociais. O debate sobre os movimentos sociais e Serviço Social.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

GONH, M. G. Teoria dos Movimentos Sociais: Paradigmas Clássicos e Contemporâneos. 3 ed. São Paulo:
Loyola, 2007.

LEHER, Roberto; SETÚBAL, Mariana (Org). Pensamento crítico e movimentos sociais: diálogos para uma
nova praxis. São Paulo, SP: Cortez, 2005.

MONTANO, Carlos. Terceiro Setor e Questão Social: critica ao padrão emergente de intervenção social. 3
ed. São Paulo: Loyola, 2005.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

BOSI, E. Cultura de Massa e Cultura Popular: Leituras de Operários. Petrópolis: Vozes, 1981.

CHAUI, Marilena. O que é Ideologia. São Paulo: Brasiliense, 2002.

GOHN, Maria da Glória. História dos movimentos e lutas sociais: a construção da cidadania dos brasileiros.
3 ed. São Paulo: Loyola, 2003.

___________________. Movimentos sociais e educação. 6 ed. São Paulo: Cortez, 2005

MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto comunista. 5 reimp. São Paulo: Boitempo, 2007.



SADER, Emir (Org.) Movimentos sociais na transição democrática. São Paulo: Cortez, 1987.



SOUZA, Claudia Morais de; MACHADO, Ana Claudia. Movimentos Sociais no Brasil contemporâneo. 3 ed.
São Paulo: Loyola, 2001.



TÓPICOS ESPECIAIS EM POLÍTICA SOCIAL




                                                                                                       39
EMENTA

Estudo de políticas sociais específicas: abordagens teóricas, caracterização, objetos, legislação específicas,
cobertura populacional, direitos e benefícios, estruturas e gestão, financiamento, relação com o exercício
profissional. As políticas a serem estudadas poderão variar a cada semestre, sendo definida pelo colegiado
de curso a depender da realidade local.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA E COMPLEMENTAR

A ser indicada a depender da temática definida.

ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL II

EMENTA

Desenvolvimento de competências profissionais nas dimensões teórico- metodológica, ético - política e
técnico – operativa com relação à : análise do objeto de intervenção inserido nas relações institucionais,
condução de atividades investigativas, formulação de estratégicas de ação, definição de instrumento de
trabalho, avaliação de serviços e projetos, avaliação do impacto das ações, elaboração de registro técnico e
sistematização das atividades desenvolvidas.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA E COMPLEMENTAR

A ser indicada pelo supervisor pedagógico e pelo supervisor técnico a depender da inserção institucional
dos alunos.

ESTUDO E PESQUISA EM SEGURIDADE SOCIAL

EMENTA

Processos históricos da construção da proteção social na América Latina e no Brasil, modelo de proteção
social e a sua relação com o modelo econômico e político vigente. Processo de descentralização política-
administrativa da política de Assistência Social e de Saúde. Legislações pertinentes à Seguridade Social.
Políticas norteadoras da Assistência Social e da Saúde e os procedimentos operacionais. Instancias de
negociação e pactuação da política de Assistência Social e Saúde.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

BOSCHETTI, Ivanete; BEHRING, Elaine Rossetti. Política Social: fundamentos e história. 3 ed. São Paulo:
Cortez, 2007.

MOTA, Ana E. da. Cultura da Crise e Seguridade Social: Um estuda Sobre as Tendências da Previdência e
da Assistência Social Brasileiras nos anos 80 e 90. São Paulo: Cortez, 1995.



SILVA, Ademir Alves da. A gestão da seguridade social brasileira: entre a política e o mercado. 2 ed. São
Paulo: Cortez, 2007.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

BALERA, Wagner. Sistema de seguridade social. 4 ed. São Paulo: LTR, 2006.




                                                                                                           40
BEHRING, Elaine Rossetti; ALMEIDA, Maria Helena Tenório de. (Orgs.). Trabalho e Seguridade Social:
percursos e dilemas. São Paulo: Cortez, 2005.

BOSCHETTI, Ivanete. Seguridade Social e trabalho – paradoxos na construção das políticas da previdência
e assistência. São Paulo: Letras Livres, 2006.

MARTINS, Sérgio Pinto. Direito da Seguridade Social: custeio da seguridade social – benefícios, acidente
do trabalho, assistência social, saúde. 26 ed. São Paulo: Atlas, 2008.

MOREAU, Pierre. O financiamento da seguridade social na União Européia e no Brasil. São Paulo, SP:
Quartier Latin, 2005.

NEVES, Gustavo Bregalda. Seguridade Social I. São Paulo: Saraiva, 2009.

NEVES, Gustavo Bregalda. Seguridade Social II. São Paulo: Saraiva, 2009.

PIERDONÁ, Zélia Luiza. Contribuições para a seguridade social. São Paulo: LTr, 2003.

SIMÕES, Carlos. Curso de direito do serviço social. São Paulo: Cortez, 2007. (Biblioteca básica do serviço
social; v.3).

                                                 7º SEMESTRE

SEMINÁRIO DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO(T.C. C) I

EMENTA

Elaboração do projeto de pesquisa empírica ou teórica com delimitação do tema de estudo que esteja
vinculado, preferencialmente, às experiências de estágio.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA E COMPLEMENTAR

A ser indicada, dependendo da temática

OFICINA DE PROJETOS SOCIAIS

EMENTA

Contextualização do planejamento e sua dimensão no contexto atual. O planejamento e a articulação de
seus atores sociais. A formulação de estratégias, planos, programas e projetos. Elaboração de indicadores
sociais. Avaliação de programas e projetos sociais. Marketing social. Planejamento estratégico e
participativo, enquanto procedimento e instrumento de uma prática inovadora.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

GIL, Carlos Antônio. Gestão de Pessoas: enfoque nos papeis profissionais. São Paulo: Atlas, 2008.

KEELING, Ralph.         Gestão de Projetos: uma abordagem global. São Paulo: Saraiva, 2006.WOILER,
Samsão. Projetos: planejamento, elaboração, análise. São Paulo: Atlas, 2008.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

CONTADOR, Claudio R. Projetos Sociais: avaliação e prática. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2000.



GANDIN, Danilo. A Prática do Planejamento Participativo. Petrópolis: Vozes, 1994.




                                                                                                       41
LÜCK, Heloísa. Metodologia de Projetos: uma ferramenta de planejamento e gestão. 5 ed. Rio de Janeiro:
Vozes, 2004.

MENEGOLLA, Maximiliano; SANT’ANNA, Ilza Martins. Porque planejar? Como planejar? 15 ed. Petrópolis,
RJ: Vozes, 1991.

VERGARA, Sylvia Constant. Gestão de pessoas. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2007.

SUPERVISÃO ACADÊMICA

EMENTA

Reflexão, acompanhamento e sistematização do exercício profissional, com base em planos de estágio
elaborado em conjunto pela unidade de ensino e organização que oferece estágio.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA E COMPLEMENTAR

A ser definida de acordo com as especificidades do estágio.

ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL III

EMENTA

Desenvolvimento das atividades profissionais a partir das ações iniciadas em Estágio Supervisionado II.
Avaliação de serviços e projetos. Avaliação do desenvolvimento e dos resultados das ações; elaboração e
registros técnicos e sistematização das ações efetivadas no campo profissional.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA E COMPLEMENTAR

A ser indicada pelo supervisor pedagógico e pelo supervisor técnico a depender da inserção institucional
dos alunos.

SEMINÁRIO TEMÁTICO

EMENTA

Sem conteúdo fixo. Objetiva complementar uma temática da questão social.

TÓPICOS ESPECIAIS EM SERVIÇO SOCIAL

EMENTA

Estudo de temas específicos do Serviço Social;. Sem conteúdo fixo, esta disciplina contemplará demandas
que se manifestam no campo profissional por ocasião de oferta.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA E COMPLEMENTAR

A ser indicada a depender da temática definida.

                                               8º SEMESTRE

GESTÃO E AVALIAÇÃO DE PROGRAMAS E PROJETOS

EMENTA

Gestão das políticas públicas. Indicadores de avaliação de programas e projetos sociais. Metodologia e
processos avaliativos de programas e projetos, oficinas e relatório de gestão.




                                                                                                     42
BIBLIOGRAFIA BÁSICA

KEELING, Ralph. Gestão de Projetos: uma abordagem global. São Paulo: Saraiva, 2006.

WOILER, Samsão. Projetos: planejamento, elaboração, análise. São Paulo: Atlas, 2008.

VERGARA, Sylvia Constant. Gestão de pessoas. 6 ed. São Paulo: Atlas, 2007.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

CONTADOR, Claudio R. Projetos Sociais: avaliação e prática. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2000.



GANDIN, Danilo. A Prática do Planejamento Participativo. Petrópolis: Vozes, 1994.

GIL, Carlos Antônio. Gestão de Pessoas: enfoque nos papeis profissionais. São Paulo: Atlas, 2008.

LÜCK, Heloísa. Metodologia de Projetos: uma ferramenta de planejamento e gestão. 5 ed. Rio de Janeiro:
Vozes, 2004.

MENEGOLLA, Maximiliano; SANT’ANNA, Ilza Martins. Porque planejar? Como planejar?: currículo, área,
aula. 15 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1991.

SEMINÁRIO DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (T.C. C) II

EMENTA

Estruturação do trabalho monográfico, em bases científicas, a partir dos resultados dos estudos realizados
na disciplina Seminário de T.C.C. I. Estudo e elaboração individual da monografia, sob orientação didática-
pedagógica.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA E COMPLEMENTAR

A ser indicada de acordo com as temáticas pesquisadas.

SEMINÁRIO TEMÁTICO

Sem conteúdo fixo. Objetiva complementar uma temática da questão social.

LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS - LIBRAS

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

FERNANDES, Eulália. Surdez e bilingüismo. São Paulo: mediação editora, 2005.

GESSER, Andrei. Libras? Que língua é essa?: crenças e preconceitos em torno da língua de sinais e da
realidade surda. São Paulo: Parábola, 2009.

LOPES, Maura Corcini. Surdez e Educação: Belo Horizonte: autentica, 2007.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR




                                                                                                        43
LANE, Harlan. A Máscara da Benevolência. Lisboa: instituto Piaget, 1992.

ALMEIDA, Elizabeth Crepaldi de; DUARTE, Patrícia Moreira. Atividades ilustradas em Sinais da Libras.
Revinter, 2004.

SILVA, Ivani Rodrigues; KAUCHAKJE, Samira; GESUELI, Zilda Maria. Cidadania, surdez e linguagem:
desafios e realidades. São Paulo: Plexus, 2003.

SANTANA, Ana Paula. Surdez e Linguagem: aspectos                 implicações Neurolingüísticas. São Paulo:
Summus, 2007.

MOURA, Maria Cecilia R. de. O surdo, caminhos para uma nova identidade. Rio de Janeiro: Revinter,
2000.




2.7 Integração Ensino/ Pesquisa / Extensão – desafio da indissociabilidade


          Parece ter sido superada, ao longo das sucessivas discussões e reformulações curriculares, na
história do Serviço Social, a tradicional perspectiva pedagógica que limitava o ensino universitário a um
processo de transmissão de conhecimentos, evidenciando-se o desempenho do/a docente. Este, tanto
melhor seria, quanto mais demonstrasse conhecimento e, preferencialmente, retórica. A superação deste
protótipo de docente no espaço de formulação do Serviço Social é decorrente de alguns fatores, dentre os
quais podem ser destacados os seguintes: as novas exigências democráticas que se colocaram na
sociedade brasileira, no período pós-revolução e que nos repercutiram mais diversos espaços da vida desta
sociedade, inclusive no campo específico das metodologias de ensino; as definições legais sobre o ensino
superior que se registram na Constituição de 1988 e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de
1996 e, principalmente o caráter teórico-interventivo que marca a profissão.
         A definição de um projeto de formação profissional exige que, além de se considerar o processo
de formação teórico-metodológico, sejam considerados outros componentes de ordem política, cultural e
ética, capazes de assegurar a superação dos limites colocados pelas grades curriculares, possibilitando que
se desenvolva, um processo de constante interação, um projeto pedagógico do qual resultem profissionais
capazes de decifrar e interagir na realidade social em que estará inserido.
        Nesta linha de raciocínio, considera-se, além da vida universitária, a dinâmica maior da sociedade
em que se situará o profissional. Deste modo é importante destacar, o processo ensino-aprendizagem que
objetiva a formação do bacharel em Serviço Social as seguintes dimensões: o ensino, a pesquisa e a
extensão. Deve-se entender, portanto, que a proposta para a formação profissional do/a Assistente Social
está em uma nova lógica que explica uma nova concepção de ensino e de aprendizagem alicerçada na
dinâmica da vida em sociedade. Reafirmando o trabalho como categoria fundamental do ser social,
recupera-se uma crítica da forma de produção, acumulação e regulação da sociedade moderna, o que
requer do/as profissionais um esforço permanente, no sentido de manter atualizado o debate teórico-
metodológico acerca da profissão e do seu papel no movimento da sociedade.




                                                                                                        44
        A formação profissional do/a Assistente Social requer um exercício permanente de reflexão acerca
dos elos de ligação entre Serviço Social e as expressões da questão social e como estas vêm se
manifestando no processo de produção e reprodução da sociedade capitalista. Para situar a profissão no
mundo atual é necessária que se conheça os acontecimentos que marcaram a histórica; é preciso que se
entenda o fato de os indivíduos estarem sempre reinventando formas de orientação da prática social nos
momentos em que se deparam com dificuldades para encontrarem as respostas necessárias às exigências
postas pela vida em sociedade.
        Pensar a respeito do papel do profissional em Serviço Social é uma tarefa que equivale à dos
estudiosos da realidade social. Ao Assistente Social põem-se exigências intelectuais, na mesma proporção
que se põe a qualquer um pensador responsáveis pelo conhecimento que elabora acerca do seu tempo
socio-histórico, preocupado em desvelar, no emaranhado dos acontecimentos, aquilo que é essencial para
a vida dos indivíduos em sociedade. “E, se como diz Lukács (1981, p.64), “todo conhecimento da realidade
parte de fatos”, o fundamental no processo de conhecimento é “ saber quais os dados da vida que merecem
ser considerados como fatos importantes para o conhecimento”. Essa é a substância da prática profissional,
ser realizada a partir da relação que se estabelece entre o conhecimento e a realidade social que se
consubstancia necessária, como um complexo do ser social.
         Na formação profissional preconiza-se uma soldagem/amalgama entre o trabalho profissional e as
atividades acadêmicas. A pesquisa é um elemento que possibilita esta abordagem, que faz com que esta
atividade seja constitutiva do processo de formação do/a profissional e não uma atividade complementar o
que relegaria a uma condição de apêndice, possível de ser dispensada, a depender da vontade ou da
habilidade que, casualmente, o/a profissional a tivesse para realizá-la. Na verdade, a pesquisa é uma forma
que a/o profissional dispõe para conhecer a realidade social na qual desenvolve suas atividades.
        O reconhecimento da pesquisa como um elemento constitutivo da formação e da atividade
profissional implica o desenvolvimento da capacidade da/o Assistente Social para apreender os problemas
específicos do seu tempo sócio-histórico, submetê-los a uma apreciação crítica e deles extrair a significação
que extrapola a âmbito da imediaticidade com que emergem. De fato, a pesquisa de situações concretas é
o caminho para a identificação das mediações históricas necessárias à superação de defasagem entre o
discurso genérico sobre a realidade e os fenômenos singulares com os quais se defronta o profissional no
mercado de trabalho. Aliás, a principal via para superar a reconhecida dicotomia entre teoria e prática,
requalificando a ação profissional e preservando a sua legitimidade (ABESS, 1996).
        A formação profissional deverá assegurar, ao Assistente Social, oportunidades para desenvolver
uma atitude investigativa que lhe possibilite elaborar e executar projetos de pesquisa. Para isso é
necessário que os cursos de formação formulem políticas de pesquisas, que incentivem o/as professor/as a
assumirem a função de pesquisadores, uma atividade universitária constitutiva da docência e que envolvam
o/as estudantes.
        Refletindo sobre tais prerrogativas, o curso de Serviço Social da FACER estará orientado para
buscar a superação da tendência fragmentadora para a qual a prática profissional tende a ser encaminhada,
se desvinculada da perspectiva de totalidade histórica redefinidora do Projeto Pedagógico instituído pelo
movimento do Serviço Social na última década do século passado.




                                                                                                          45
         Uma alternativa para a inserção do Projeto Pedagógico na realidade social é a vivência da extensão
 universitária. Através da extensão torna-se possível o movimento de professor/as, alunos e técnicos em
 direção a diferentes espaços da sociedade, o que também é verdadeiro no sentido inverso. A extensão
 universitária deve ser vista como uma forma privilegiada para as mediações possíveis e necessárias, no
 sentido de conectar a profissão a situação de rico significado no que diz respeito às transformações
 societárias e ao seu próprio desenvolvimento sócio-histórico.
         O caráter teórico-interventivo da profissão, bem como a necessidade de uma formação intelectual e
 cultural generalista e crítica, exige do Projeto Pedagógico do Curso de Serviço Social uma atenção especial
 às atividades extensionistas. A estas preocupações deve ser adicionada a possibilidade de vivência de
 trabalho interdisciplinares, capazes de construir uma visão integrada da realidade social, além da abertura
 de oportunidades de enriquecimento do universo cultural do/a estudante universitário/a, atualmente
 prejudicado, pelo difícil acesso popular aos produtos culturais de qualidade.
         A extensão é incorporada às definições da LDB sobre o ensino de terceiro grau e, no seu artigo 43,
 ao definir as necessidades da educação superior, preconiza o seguinte: estimular o conhecimento dos
 problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à
 comunidade estabelecer com esta uma relação de reciprocidade e promover a extensão, aberta à
 participação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e
 da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição (LDB, art. 43, VI e VII). A relação de
 reciprocidade sinalizada pela LDB permite interpretar, conclusivamente que, há benefícios na relação
 estabelecida entre universidade e sociedade eles são resultantes de uma interação; portanto, ambas se
 beneficiam, se enriquecem e criam oportunidades de se reconhecerem em seus interesses e em seus
 projetos.




 2.8 Corpo Docente

             O Corpo docente do Curso de Serviço Social da FACER é composto por professores, com carga
 horária, formação e titulação abaixo relacionada:
Professor/as horistas                  Carga horária      Formação                      Titulação
                                        semanal
Paula de Ávila Assunção Castelli       4                  Bacharel em Serviço Social    Especialista
Márcia Regina dos Anjos Caldeira       4                  Bacharel em Serviço Social    Especialista
Anselmo Siqueira Cardinal              4                  Bacharel em Direito           Graduado
Renata Tonin                           10                 Bacharel em Serviço Social    Especialista
Rudinara Tagliapietra                  8                  Bacharel em Serviço Social    Especialista
Carolina de Ribamar e Silva            4                  Licenciada em Letras          Mestre
Eliane Rojas                           -                  Bacharel em Psicologia        Mestre
Rosana de Cássia P. Zucatto Juliani    4                  Bacharel em Serviço Social    Especialista




                                                                                                         46
Francisco Xavier da Silva                  2               Licenciado em Matemática     Especialista
Rosana Maria C. Dourado                    4               Licenciada em História       Especialista
Professor/as de tempo parcial              Carga Horária   Formação                     Titulação
                                           Semanal
Edilene L. Reis Machado                    12              Graduação em Pedagogia       Mestre
Anita C. Gonçalves da Rocha                12              Bacharel em Serviço Social   Especialista
Rosemeire Teles de Oliveira                12              Licenciada em História       Mestre
Professor/as de tempo integral             Carga Horária   Formação                     Titulação
                                           Semanal
Edna Rodrigues de Oliveira Soares          40 h            Bacharel em Serviço Social   Mestre
Antutérpio Dias Pereira                    40 h            Licenciada em História       Mestre
Suzimeire Silva Martins                    40 h            Bacharel em Serviço Social   Especialista


         Portanto, conforme demostrado no quadro acima 30 % de docentes são mestre e 60% são
 especialistas e 10% é graduado.




 2.8.1 Seleção e contratação de docentes


         O corpo docente do curso de Serviço Social deve ser composto por professor/as devidamente
 qualificados em nível de pós graduação lato e stricto sensu.
         Vale destacar que para a contratação do/a professor/a são observados os requisitos mínimos de
 titulação acadêmica. Por outro lado, pode-se considerar a necessidade de especificar formas de
 equivalência do tempo de experiência profissional e a titulação como forma de contemplar o/as docentes
 que, mesmo não dispondo de formação específica na área, apresentam experiência profissional e produção
 científica e tecnológica compatível com matérias pertinentes ao Curso.
         Ressalta-se ainda, que a seleção para contratar o/a docente após a análise do currículo, é
 realizada, por uma banca composta pelo/as professor/as do curso, que espontaneamente aceitam o convite
 da Coordenação do Curso para compor a banca.



 2.9 Política de Qualificação do Corpo Docente



        A Faculdade Cenecista de Rondonópolis promove uma Política de Qualificação Profissional com a
 liberação de docentes do Curso de Serviço Social, para participar e apresentar trabalhos em eventos
 científicos nacionais e internacionais.




                                                                                                       47
2.10 Coordenação Pedagógica do Curso


       A coordenação do Curso de Serviço Social é realizada sob a forma de Colegiado. O Colegiado é
órgão deliberativo e seus integrantes são eleitos para assumir uma gestão de 02 (dois) anos, com direito a
recondução, conforme Regimento Interno da Faculdade.




2.10.1 Composição do Colegiado


       O Colegiado de Curso que juntamente com a Coordenação Pedagógica do mesmo é constituído de
cinco docentes que ministram disciplinas de matérias distintas do currículo do curso, pelo coordenador do
curso que o preside, e um representante do corpo discente.




2.10.2 Núcleo Estruturante Docente – NDE e apoio à coordenação do curso


       Órgão consultivo responsável pela elaboração, alteração e mudanças realizadas no Projeto
Pedagógico do Curso. Esse Núcleo é de apoio à coordenação do curso, contribui e faz sugestões para
melhorar o funcionamento do curso, bem como as situações cotidianas que se apresentam, seja elas
envolvendo discentes e/ou docentes.
       O Núcleo é constituído pela coordenação do curso, sendo também presidente desse órgão e pelo
menos 20% (vinte por cento) do corpo docente. A indicação dos representantes que compõem o NDE,
recomenda-se, que possuam titulação de Mestre e Doutor (conforme Regimento do NDE).
       Os docentes que compõem o NDE são contratados em regime de horário parcial e integral.




2.11 Reuniões Pedagógicas


       As Reuniões Pedagógicas acontecem duas vezes ao ano ordinariamente ou, a qualquer momento,
quando convocada pela Coordenação do curso Tais reuniões tem o objetivo de capacitar, atualizar os
docentes no aprimoramento dos conhecimentos científicos, gerais e/ou cotidianos.




2.12 Processo de ensino/aprendizagem e avaliação



       O processo de avaliação está presente no cotidiano da vida social. Os indivíduos, historicamente,
necessitam tomar decisões, analisando e estabelecendo juízos de valor provisórios, que em sua maioria,
resultam dos posicionamentos assumidos a partir do saber construído na relação ensino-aprendizagem.




                                                                                                       48
        A avaliação da aprendizagem constitui-se no processo de construção do conhecimento na relação
estabelecida entre os agentes envolvidos, a saber, os discentes e os docentes. Ela é processual, contínua e
articulada.
        O exercício da avaliação tem como referência uma concepção pedagógica consistente e dinâmica.
Realiza-se no cotidiano da sala de aula, sem que resulte, imediatamente, dos aspectos referentes à
mensuração do rendimento escolar. Essa avaliação explicita o Projeto Pedagógico do Curso, como também
a concepção que o/as docentes têm sobre a ação educativa. A avaliação deve ser estar centrada na
aprendizagem do/as discentes, comprometendo-se com seu desempenho e com a construção do saber.
Desse modo, não pode estar, estritamente, direcionada pela execução de exercícios segundo médias
numéricas.
        A avaliação da aprendizagem deve estar voltada para a construção do conhecimento, para a
apreensão dos fundamentos teórico-metodológicos expressos nas teorias sociais articulados à análise da
realidade sócio-histórica contemporânea e para o desenvolvimento das habilidades e competências pelos
discentes. Ao se realizar cotidianamente permite a aquisição e ou (re) construção do conhecimento no
processo ensino-aprendizagem. Ela possibilita, desse modo, a reorientação do aluno no processo de
aprendizado.
         A realização do processo de avaliação implica a concretização de ações que permitam
acompanhar o desempenho da/o estudante nos processos de aprendizagem como a participação em sala
de aula nas diversas disciplinas, o envolvimento na realização de exercícios, trabalhos grupais e
seminários. Essa forma de avaliação contribui para o redirecionamento do planejamento didático do
professor no decorrer do exercício do ensino.
        Com base na concepção da avaliação qualitativa da aprendizagem, conforme exposto, encaminha-
se o processo de mensuração das diferentes modalidades da avaliação, que vai desde a atribuição de
pontuação aos exercícios mais simples até as atividades mais complexas. A avaliação quantitativa
corresponde à etapa final da avaliação no processo ensino-aprendizagem, no qual os discentes deverão ter
pleno conhecimento de como serão avaliados, através de que instrumentos e a partir de que critérios.
        Os docentes e discentes, como participantes da relação ensino-aprendizagem, devem estar
envolvidos em todo processo de avaliação. Desse modo, a avaliação, não pode se restringir a análise ou
julgamento do grau de aprendizagem alcançado pelo discente, mas também aos aspectos relacionados ao
posicionamento pedagógico do docente (comportamento, conteúdo, metodologia, formas de avaliação),
bem como os procedimentos da instituição universidade diante da operacionalização do projeto político-
pedagógico de curso.
        O processo de avaliação implica reflexão da/o professor/a sobre o seu desempenho como
mediador/a na construção e reconstrução do conhecimento pelo/as discentes.
        A avaliação apresenta características de temporalidade, continuidade e organicidade, tendo em
vista alcançar os melhores resultados no processo de aprendizagem. Esses resultados devem ser
socializados entre o/as docentes e discentes e, também, repensados coletivamente para atender as
requisições tanto individuais de discentes quanto de todos os membro/as do grupo (classe).




                                                                                                        49
        A avaliação se realiza para responder aos objetivos da ação pedagógica, ela incide sobre as
habilidades e competências que o/as estudantes estão construindo ao longo da formação profissional
segundo determinada orientação metodológica.
        Os instrumentos de avaliação quantitativos a serem operacionalizados pela/os docentes no decorrer
do processo de ensino-aprendizagem são as provas, os exercícios em sala, os estudos dirigidos, os
trabalhos individuais ou em grupo, os seminários e avaliação do desempenho de habilidades técnico-
operativas e competências, conforme descrito no Plano de Ensino de cada professor/a..
        Ao serem produzidos os instrumentos de avaliação, o/as docentes devem atentar para:
       estabelecer uma relação adequada entre os instrumentos e os conteúdos mais gerais da formação
        profissional;
       elaborar com clareza e objetividade os instrumentos de avaliação, usando uma linguagem clara e
        compreensível que contribua para a construção do conhecimento;
       considerar na elaboração dos instrumentos os níveis de dificuldades dos discentes;
       explorar os conteúdos teórico-metodológicos mais significativos;
       estabelecer critérios claros e definidos do que pretende avaliar.
    A avaliação precisa ser um mecanismo que subsidie o processo ensino-aprendizagem e também um
recurso importante para o planejamento e execução das atividades pedagógicas. Deve ser considerada um
meio e não um fim em si mesmo.
    A avaliação de aprendizagem do/a discente se dá de forma dinâmica de acordo com as orientações
pedagógicas das Diretrizes Curriculares da ABEPSS. Esta avaliação se concretiza através da realização de
trabalhos, seminários, provas escritas ou orais e oficinas, conforme exposto anteriormente. A média é 7,0
(sete). Nas avaliações de aprendizagem os professores consideram os seguintes aspectos: assiduidade,
participação em sala de aula e o desempenho acadêmico (domínio dos fundamentos teórico-metodológicos
e dos instrumentos técnico-operativos) nas avaliações escritas e/ou apresentação de trabalhos.




2.13 Avaliação do Projeto Pedagógico


        O Processo de Avaliação deve ser permanente e diário, uma vez que é no cotidiano que o projeto
pedagógico ao ser implementado irá apontar os limites e as possibilidades de sua concretização. Sendo
assim, se faz necessário conhecer estes limites para então superá-los, bem como fortalecer as
potencialidades que transformam as diretrizes curriculares em um projeto profissional concreto e dinâmico.
        A Avaliação deve ser contínua e perpassa todo o processo de operacionalização do Projeto
Pedagógico. É por essa importância que se define uma Comissão de Avaliação do Projeto Pedagógico que
irá acompanhar a implementação desse projeto. Essa Comissão é formada por 6 (seis) integrantes,
professores que ministram aulas no curso, assim constituídos 3 (três) professores mestres e 3 (três)
professores especialistas, ou seja o órgão consultivo NDE.




                                                                                                         50
2.14 Avaliação do Curso



        A avaliação do Curso de Serviço Social priorizará a avaliação do desempenho acadêmico –
ensino/aprendizagem, segundo as normas institucionais da Faculdade FACER, durante a implementação do
Projeto pedagógico de Curso.
        Esta avaliação será orientada por um roteiro proposto pelo INEP/ MEC para a avaliação das
condições de ensino do Curso na unidade acadêmica, que se explicita nos seguintes aspectos:
               organização didático-pedagógica: administração acadêmica projeto de curso, atividades
                acadêmicas articuladas ao ensino de graduação;
               corpo docente: formação profissional, condições de trabalho, atuação e desempenho
                acadêmico;
               infra-estrutura: instalações gerais, biblioteca, instalações e laboratórios específicos.




3. Biblioteca


         O/as docentes e discentes do Curso de Serviço Social realizam suas pesquisas bibliográficas ou
documentais na biblioteca da Faculdade Cenecista de Rondonópolis, que dispõe de um Acervo Documental
que contém livros, textos, monografias dos cursos de graduação e documentos.
        Além do acervo, tem-se ainda como ambiente de pesquisa o Laboratório de Informática também
situado nas dependências da biblioteca, que disponibiliza 25 micro computadores, com acesso a Internet.


3.1 Acervo Documental da Faculdade de Serviço Social da FACER

A Biblioteca Felipe Tiago Gomes possui um acervo no total de 1.0823 documentos (ver tabela abaixo).
Sendo que: os livros somam 8828 títulos; A coleção multimídia de 854 títulos (DVDs, CD-ROMs, VHS, CD´s
de Áudio e etc.). Os periódicos somam 575 títulos; As monografias dos formandos estão arquivadas na
forma de CD´s ROMs somando no total de 66 Títulos. E vale lembrar que temos também 1 assinatura de
jornal em nível regional.


Áreas                          Livros        Periódicos     Obras/Ref.      Vídeo       CD-ROMs        DVD
                               Títulos       Títulos         Títulos
Ciências Agrárias                  26             1               2                 1          1
Ciências Biológicas                24             0               14              28           1
Ciências da Saúde                  112           14               13              11           5
Ciências Exatas da Terra           196            3               24              95          22           19

Ciências Humanas                  2436           105              52             107          21           1
Ciências Sociais                  1751           270              54                7         78           3




                                                                                                                51
Aplicadas
Engenharias                        15            0             22
Lingüística, letras e Artes       4106           0             200            223          110   111
Multidisciplinar                  162            182           189                         10    1
Total                             8828           575           570            472          248   135


        Além dos títulos, a Biblioteca Central da FACER dispõe de uma sala de pesquisa que conta com
04(quatro) computadores para os alunos da FACER. O Acervo Documental da Faculdade de Serviço Social
constitui-se num espaço privilegiado de pesquisa, tanto bibliográfica quanto documental.
        Apesar do ambiente apropriado e acolhedor para o estudo e pesquisa, o/a discente poderá levar
emprestado da biblioteca da FACER, até 03 volumes e devolver na biblioteca, após 07 dias. Passados
esses 7(sete) dias, haverá cobrança de multa, diária, pelo atraso da devolução; e um novo empréstimo de
outros livros fica condicionado ao pagamento da multa.
        Da mesma, o/a docente que desejar levar emprestado até 05 volumes, deverá devolver a biblioteca
após 10 dias. No mais, segue a mesma orientação que o empréstimo ao discente. Em ambos os casos e/ou
para qualquer outra forma de utilização da biblioteca, consultar o Regulamento da Biblioteca.




3.2 Laboratório de Informática do Curso de Serviço Social

        O Laboratório de Informática da Faculdade Cenecista de Rondonópolis atendem todos os cursos e
dispõe de 25 computadores e funciona todos os dias, no horário noturno de 18:00h às 22:35h de segundas
sextas-feiras.



4. Infra-estrutura Física e Recursos Materiais


        A Faculdade de Serviço Social dispõe de 01 (uma) sala da Coordenação, 01 (uma) sala da
secretaria, 01 (uma) sala dos professores, 01 (um) mini-auditório, 01(uma) sala de multimeios, 01 (uma)
sala do Acervo Documental, 01(um) Laboratório de Informática, 01 (uma) sala do Núcleo Docente
Estruturante, e 01(um) sala de Comissão Própria de Avaliação – CPA.
        Ressaltam-se todas as dependências administrativas, pedagógicas e as salas de aula têm ar-
condicionado e/ou ventiladores de teto para garantir a ventilação adequada ao nosso clima.
        Além desses espaços específicos do curso, também são utilizados os espaços comuns da FACER:
01 (uma) quadra esportiva 01 (uma) Cantina.




                                                                                                       52
ANEXO I



                   CNEC – CAMPANHA NACIONAL DE ESCOLAS DA COMUNIDADE

                        FACULDADE CENECISTA DE RONDONÓPOLIS - FACER

                                        CURSO DE SERVIÇO SOCIAL




                  REGULAMENTO DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO – TCC




CAPÍTULO I



NATUREZA E OBJETIVOS



ARTIGO 1º - O Trabalho de Conclusão de Curso – TCC integra a estrutura curricular obrigatória do Curso
de Serviço Social da Faculdade Cenecista de Rondonópolis – FACER, em atendimento às exigências do
MEC em suas “Diretrizes Curriculares para o Curso de Serviço Social”.



Parágrafo Único – O discente só poderá apresentar o TCC, após e/ou concomitantemente, concluir todos
os créditos das disciplinas do curso.



ARTIGO 2º - Entende-se o Trabalho de Conclusão de Curso como um momento de síntese e expressão da
totalidade da formação profissional. É o trabalho no qual o/a aluno/a sistematiza o conhecimento resultante
de indagações, preferencialmente, geradas a partir da experiência de estágio.



ARTIGO 3º - O TCC tem como objetivos:

       Possibilitar o desenvolvimento de trabalho científico acerca de temática pertinente ao Serviço
        Social;

       Contribuir para a reflexão e aprofundamento de temas da realidade social que respondam às
        demandas sociais, às preocupações emergentes dos/as alunos/as e da profissão.




CAPÍTULO II




                                                                                                        53
DA ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO


ARTIGO 4º - O TCC deverá ser apresentado na modalidade de monografia, em cinco vias de igual teor,
elaborado individualmente e observados os requisitos básicos de uma documentação científica, portanto,
seguindo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Este deverá ser entregue aos
componentes na Banca Examinadora num prazo mínimo de 10 (dez) dias antes da apresentação da
pesquisa para a Banca.



ARTIGO 5º - O TCC será projetado, desenvolvido e elaborado ao longo de 2 (dois) períodos letivos (7° e 8°
semestres) através das disciplinas Seminário de TCC I (7° semestre – 72 h/aulas) e Seminário de TCC II (8°
semestre – 72 h/aulas) sob a responsabilidade de um/a professor/a orientador/a. Ressalta-se o Art. 2º -
desse Regulamento, pois entende-se o TCC como um momento de síntese e sistematização da expressão
da totalidade da formação profissional.



Parágrafo Único - A relação número de orientandos/as para cada professor/a orientador/a será de no
máximo 06 (seis) discentes para cada orientador/a.



ARTIGO 6° - A apresentação do TCC II fica condicionada a um parecer de um professor de língua
estrangeira para tradução do resumo contido no referido trabalho.



ARTIGO 7º - O processo de elaboração do TCC pode contar com um/a co-orientador/a quando o assunto
exigir subsídios de outras disciplinas cabendo ao/ ao professor/a – orientador/a, as devidas providências.



ARTIGO 8º - A orientação do TCC entendida como processo de acompanhamento didático-pedagógico,
deve ser efetivada por docentes do Curso de Serviço Social da FACER, ou por profissionais assistentes
sociais devidamente habilitados para o exercício da orientação e residir no município de Rondonópolis-MT.



ARTIGO 9º - A entrega do TCC pelo/a orientando/a ao/a seu orientador/a ficará determinada em calendário
próprio, estabelecido, semestralmente, pelo Colegiado de Curso.



Parágrafo Único - O/a orientando/a que, na data estabelecida pelo Colegiado de Curso, ficar
impossibilitado/a de fazer a entrega do TCC, ficará reprovado/a e aguardará o calendário do semestre
seguinte.



CAPÍTULO III




                                                                                                             54
DA ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA E DIDÁTICA


ARTIGO 10 – A coordenação do TCC será exercida pelo/a mesmo/a docente que coordena o Estágio
Supervisionado em Serviço Social.



ARTIGO 11 - Compete a/o coordenador/a do TCC:

    I. Elaborar, a cada período letivo, o calendário de trabalho referente ao desenvolvimento do Seminário
       de TCC I e do Seminário de TCC II.

    II. Proceder à distribuição do TCC II, por orientador/a, assessorando os orientandos/as na escolha dos
       mesmos.

   III. Realizar, quando necessário o processo de substituição de orientadores, ouvido o Colegiado de
       Curso;

   IV. Reunir, quando necessário, os/as orientadores/as para tratar de questões relativos ao bom
       desempenho dos trabalhos;

   V. Organizar o processo de constituição das Bancas Examinadoras;

   VI. Definir o cronograma de apresentação dos trabalhos (TCCs) a cada período letivo, com aprovação
       do Colegiado de Curso;

  VII. Divulgar interna e/ou externamente as datas, horários e local das apresentações de TCCs;

 VIII. Encaminhar (uma) cópia dos trabalhos (TCCs) à Biblioteca da Faculdade;

   IX. Entregar a bibliotecária, uma lista com os nomes do/as discentes que alcançaram média no TCC,
       igual ou maior que 09 (nove), pois somente com essa média, os TCCs ficaram disponíveis para
       consulta.



ARTIGO 12 - Compete o/a orientador/a:

    I. Orientar, acompanhar e avaliar o processo de elaboração do TCC II;

    II. Definir o plano e o cronograma de trabalho em conjunto com o/a orientando/a;

   III. Entregar mensalmente, o relatório de orientação para controle de freqüência;

   IV. Esclarecer aos/as orientandos/as sobre as normas e critérios de avaliação do TCC;

   V. Comunicar à coordenação do TCC as situações que exijam encaminhamento;

   VI. Participar das reuniões convocadas pelo/a coordenador/a do TCC do Curso de Serviço Social;

  VII. Autorizar a apresentação oral do trabalho (TCC) através de um parecer final;

 VIII. Presidir a Banca Examinadora do trabalho por ele/a orientado;

   IX. Escolher e convidar em conjunto com o/a orientando/a, os integrantes da Banca Examinadora;




                                                                                                       55
   X. Redigir a Ata da apresentação do TCC, que imediatamente após o parecer da Banca, deverá ler em
       voz audível, para que o/a estudante conheça o resultado, bem como todas as pessoas presentes;

   XI. Preparar em papel timbrado CNEC/FACER, uma declaração de entrega física do TCC (em CD),
       para arquivo na biblioteca. Essa declaração deverá estar assinada pelo/a estudante concluinte e o/a
       professor/a que foi orientador/a do TCC;

  XII. Elaborar a declaração que entregará aos integrantes da Banca, pela sua participação em Banca
       Examinadora. Essa declaração deverá ser assinada pela Coordenação do Curso;

 XIII. Acompanhar e corrigir as alterações que o/a discente fará no TCC, seguindo as sugestões e
       correção da Banca Examinadora.



ARTIGO 13 - Compete ao orientando:

    I. Escolher a temática a ser trabalhada no TCC, em consonância com o Artigo 3º, deste Regulamento;

   II. Cumprir o plano e o cronograma de trabalho estabelecido em conjunto com o/a orientador/a.

   III. Comunicar à coordenação sobre toda e qualquer situação que esteja interferindo, de alguma forma,
       no processo de elaboração do trabalho;

   IV. Comparecer perante a Banca Examinadora na data, hora e local estabelecido para a realização da
       sessão de apresentação e avaliação do TCC.

   V. Efetuar as correções e sugestões que a Banca Examinadora, porventura fizer. Ressalta-se que a
       correção rigorosa das sugestões da Banca está atrelada a nota emitida no dia da apresentação do
       TCC, conforme registro manual, em formulário próprio, preenchido individualmente por cada
       integrante da Banca, com a nota emitida nos critérios elencados nesse formulário, bem como as
       sugestões, que ele/a porventura fizer. Caso as sugestões da Banca não sejam atendidas pelo/a
       discentes, o TCC ficará sem nota e o estudante automaticamente ficará reprovado/a na disciplina de
       Seminário de TCC II.




CAPÍTULO IV



DO SISTEMA DE AVALIAÇÃO DO TCC


ARTIGO 14 - A avaliação do TCC no Curso de Serviço Social será realizada em dois momentos:

    I. No Seminário de TCC I – quando o/a orientando/a elabora o projeto do TCC;

   II. No Seminário de TCC II - quando o/a orientando/a apresenta e defende O TCC perante a Banca
       Examinadora.




                                                                                                       56
ARTIGO 15 – A defesa do TCC será realizada em Banca Examinadora, num tempo previsto de 50
(cinqüenta) minutos, assim distribuído: o/a aluno/a terá um tempo de 10 (dez) minutos para a apresentação
e defesa de seu TCC. O/as professor/as convidado/as para compor a Banca terão 15 (quinze) minutos cada
um/a, para suas considerações, indagações, sugestões e esclarecimentos. O/a orientador/a não faz
argüições sobre o TCC, salvo em casos que o/a discente não consiga satisfatoriamente, responder as
indagações da/os componentes da Banca. O/a discente tem, após as argüições da Banca, mais 10 (dez)
minutos pra responder com clareza os questionamentos. Caso haja necessidade, o presidente da Banca –
orientador/a pode prorrogar o tempo de 50 (cinqüenta) minutos para mais, até 15 (quinze) minutos. Ao final
a banca se reúne e atribui a nota final.



ARTIGO 16 - No Seminário de TCC II, a avaliação será de competência de uma Banca Examinadora
composta por 03 (três) professores/as, sendo um/a professor/orientador/a, outro/a um/a professor/a da
própria IES e o último, poderá ser um/a convidado de outra IES ou profissional de áreas afins ao tema
pesquisado; a escolha dos convidados deverá garantir a presença de dois profissionais Assistentes Sociais
na Banca e um de área afim ao tema estudado, vedado qualquer grau de parentesco.



Parágrafo Único - O/A orientando/a terá o prazo de 10 (dez) dias para entrega do TCC II final, com as
considerações apontadas pela a Banca Examinadora, este prazo não pode ultrapassar o término do
semestre letivo.



ARTIGO 17 – A nota imputada por cada membro da Banca deverá ser em consonância aos critérios
estabelecidos pelo Colegiado de Curso de Serviço Social. A média final será o resultado da soma das 03
(três) notas e divididas por 03 (três).



ARTIGO 18 - Considera-se aprovado no Seminário de TCC II, o/a orientando/a que obtiver média igual ou
superior a 7,0 (sete) como resultado da avaliação da Banca Examinadora.



Parágrafo Único - O/a orientando/a que obtiver média inferior a 7,0 (sete) estará automaticamente
reprovado/a e deverá no semestre seguinte, efetuar nova matrícula como dependência (DP) na disciplina de
Seminário de TCC II, ou seja, reiniciar os procedimentos do TCC. Seguindo o cronograma elaborado pela
Coordenação de TCC, bem como o calendário do semestre letivo, inclusive para a matrícula da DP.



ARTIGO 19 - Os casos omissos no presente Regulamento serão decididos pelo Colegiado de Curso e, em
instância Superior, pela direção da FACER.




                                                                                                       57
ARTIGO 20 - O presente Regulamento entrará em vigor a partir da data de atualização do mesmo e
divulgação interna na FACER.




                                                                                           58
ANEXO II


REGULAMENTO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL



CAPÍTULO I



CARACTERÍSTICAS DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO



ARTIGO 1º - O estágio supervisionado no curso de Serviço Social da Faculdade Cenecista de
Rondonópolis (FACER), integra a estrutura curricular obrigatória do curso e se encontra respaldado no
Regimento Interno da FACER em seus artigos 78 e 79 como também obedece às exigências do MEC em
suas "Diretrizes Curriculares para o Curso de Serviço Social".



ARTIGO 2º - O estágio curricular terá a duração de 03 (três) semestres letivos com um total de 450
(quatrocentos e cinqüenta) horas de atividades distribuídas, na estrutura curricular entre as disciplinas:
Estágio Supervisionado em Serviço Social I (150 horas/observação), Estágio Supervisionado em Serviço
Social II (150 horas/atividades) e Estágio Supervisionado em Serviço Social III (150 horas/atividades).



PARÁGRAFO ÚNICO - As disciplinas Estágio Supervisionado em Serviço Social I, II e III serão cursadas
pelos/as alunos/as matriculados/as no 5º, 6º e 7º semestres, respectivamente.



ARTIGO 3º - São pré-requisitos para cursar os Estágios Supervisionados em Serviço Social, além do que
estabelece o parágrafo 1º, o/a aluno/a deve

     estar devidamente matriculado/a no semestre em curso e/ou da realização do estágio; e,

     para cursar o Estágio Supervisionado em Serviço Social I (referente ao 5º semestre), não estar o/a

        discente em dependência das disciplinas cursadas até o 4º semestre. Caso esteja reprovado em

        alguma disciplina até o 4º semestre, deverá cursá-la concomitantemente, com o estágio;

       para cursar o Estágio Supervisionado em Serviço Social II (referente ao 6º semestre), não estar o/a
        discente em dependência nas disciplinas cursadas até o 5º semestre. Caso esteja reprovado em
        alguma disciplina até o 5º semestre, deverá cursá-la, concomitantemente, com o estágio;

       para cursar o Estágio Supervisionado em Serviço Social III (referente ao 7º semestre), não estar o/a
        discente em dependência nas disciplinas cursadas até o 6º semestre. Caso esteja reprovado em
        alguma disciplina até o 6º semestre, deverá cursá-la, concomitantemente, com o estágio.




                                                                                                          59
ARTIGO 4º - O/a estagiário, que concluir, com aproveitamento, o Estágio Supervisionado em Serviço Social
III estará apto a elaborar e apresentar o Trabalho de Conclusão de Curso - TCC em Banca Examinadora,
desde que aprovado em todas as demais atividades curriculares.



CAPÍTULO II



DOS OBJETIVOS DO ESTÁGIO



ARTIGO 5º - Disciplina curricular do Curso de Serviço Social, o estágio visa:

       proporcionar experiência prática profissional, visando a complementação do ensino acadêmico
        através da situação real de trabalho e aprimoramento cultural e cientifico, de relacionamento
        humano e de cidadania;

       completar o aprendizado de competências próprias da atividade profissional e à contextualização
        curricular, objetivando o desenvolvimento do estudante para a vida cidadã e para o trabalho;

       desenvolver por meio da pratica uma consciência crítica da realidade;

       possibilitar aos aluno/as a vivência das relações que se estabelecem entre população, instituição e
        exercício profissional;

       promover oportunidade para uma reflexão coletiva e sistemática sobre o processo de construção do
        conhecimento nas organizações sociais;

       servir como fonte para revisão e eventuais alterações programáticas do Curso de Serviço Social.




CAPÍTULO III



DAS DISCIPLINAS DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO



ARTIGO 6º - O Estágio Supervisionado em Serviço Social I integrante da estrutura curricular do Curso de
Serviço Social, objetiva o desencadeamento da prática profissional orientada pelos fundamentos filosóficos,
históricos e teórico-metodológicos do Serviço Social. Assim, o estágio deve possibilitar ao estudante:

       o conhecimento da realidade sócio-histórica das instituições, empresas, Ongs, movimentos sociais
        como campos de estágio;

       a inserção dos/as discentes nos programas e projetos da organização - campo de estágio;

       a análise/observação da organização onde será realizado o estágio bem como da realidade
        vivenciada pelos usuários;

       a valorização da documentação como instrumento de registro e de reflexão;




                                                                                                          60
       elaboração e implementação da proposta teórico-metodológica elaborada pelo/a aluno/a para a
        realidade social do campo de estágio (Plano de Estágio);




ARTIGO 7º - O Estágio Supervisionado em Serviço Social II consiste na continuidade do exercício iniciado
na disciplina Estágio Supervisionado em Serviço Social I e garante um processo seqüenciado e gradativo
na construção do conhecimento através de:

       explicitação da relação do estágio com o objeto de estudo e com a prestação de serviço inerente à
        sua prática;

       reflexão e análise do conteúdo da prática profissional numa perspectiva de totalidade, a partir do
        referencial teórico-metodológico adotado;

       elaboração e implementação da proposta teórico-metodológica elaborada pelo/a aluno/a para a
        realidade social do campo de estágio (Projeto de Intervenção);




ARTIGO 8º - O Estágio Supervisionado em Serviço Social III, consiste:

       no aprofundamento do exercício teórico-prático, buscando alternativas que reforcem os interesses
        da população usuária;

       na viabilização, dentro da instituição, de espaços de real expressão e reivindicação da população
        aos seus direitos e por uma prática administrativa democrática;

       na sistematização e avaliação do processo de estágio em seu conjunto;

       operacionalizar o Projeto de Intervenção.




CAPÍTULO IV



DA COORDENAÇÃO DO ESTÁGIO



ARTIGO 9º - A Coordenação do Estágio de Serviço Social será exercida por um/a coordenador/a a quem
incumbe a administração e orientação pedagógica, promovendo todos os atos necessários à consecução
dos objetivos aqui estabelecidos.



ARTIGO 10º - A coordenação de estágio será exercida por um/a dos/as professores/as, com formação na
área de Serviço Social, integrantes do Colegiado de Curso, escolhido/a entre seus pares.




                                                                                                       61
§ 1º - O/a coordenador/a deverá, preferencialmente, ter experiência em supervisão de estágio e dispor para
este trabalho de uma carga horária de, no mínimo, 20 (vinte) horas/semanais.



§ 2º - O mandato da coordenação de estágio será simultâneo ao do Colegiado de Curso de Serviço Social.


ARTIGO 11 - São atribuições da coordenação de estágio:

    I. Coordenar os serviços administrativos e as atividades de orientação dos/as estagiários/as;

    II. Estabelecer as condições e critérios para abertura, funcionamento e fechamento de campos de
        estágio a partir de normas específicas para esse fim;

   III. Realizar Convênios e/ou Termos de Acordo com as organizações concedentes de estágio;

   IV. Fazer-se representar junto ao Conselho Regional de Serviço Social (CRESS), propondo eventos e a
        realização de programas de capacitação dirigidos a supervisores/as e profissionais de Serviço
        Social;

    V. Representar o Colegiado de Curso nas questões pertinentes ao estágio;

   VI. Formular ou reformular as normas e regulamentos referentes ao estágio supervisionado em Serviço
        Social, juntamente com o Colegiado de Curso.




CAPÍTULO V



DA SUPERVISÃO DE ESTÁGIO



ARTIGO 12 - Entende-se por supervisão o processo pedagógico estabelecido numa relação horizontal na
qual supervisor/a e aluno/a - estagiário/a, refletem, acompanha e sistematiza o exercício profissional.



ARTIGO 13 - A supervisão de estágio será realizada, por assistente social da organização que oferecer
estágio (supervisão profissional) e pelo/a docente Assistente Social lotado/a no Curso de Serviço Social
(supervisão acadêmica).



§ 1º - Para o exercício da supervisão acadêmica, o/a professor/a deverá contar com encargos a ele/a
atribuídos de acordo com os critérios estabelecidos pelo Colegiado de Curso.

§ 2º - Para a supervisão profissional, o/a aluno/a terá orientação e acompanhamento do/a assistente social
da instituição concedente de estágio.

§ 3º - A disciplina de Supervisão de Estágio I, II e III será ministrada em sala de aula por um docente, com
formação em Curso de Serviço Social.




                                                                                                          62
ARTIGO 14 - São atribuições da supervisão acadêmica:

    I. Esclarecer aos aluno/as-estagiário/as normas e regulamentos do estágio em Serviço Social;

    II. Orientar o/as aluno/as-estagiário/as na elaboração do Plano de Estágio;

   III. Realizar encontros periódicos e sistemáticos com alunos/as-estagiários/as para reflexão e
       sistematização de sua prática profissional;

   IV. Realizar reuniões, visitas ao campo de estágio e contatos com o supervisor técnico e com os
       profissionais envolvidos nas atividades de estágio;

   V. Participar do processo de avaliação em conjunto com a supervisão profissional.

   VI. Providenciar o formulário de freqüência do estagiário, ao campo de estágio; este formulário deve ser
       em papel com logomarca da CNEC/FACER;

  VII. Indicar bibliografia pertinente ao estágio.



ARTIGO 15 - São atribuições do/a supervisão profissional:

    I. Assumir a co-responsabilidade pelo ensino e avaliação do/a aluno/a-estagiário/a, no que diz
       respeito às atividades de estágio de Serviço Social;

    II. Elaborar o plano de trabalho em conjunto com o/a aluno/a atribuindo a este tarefas compatíveis com
       o seu grau de desenvolvimento;

   III. Participar de reuniões e/ou eventos programados pela coordenação de estágio;

   IV. Comunicar à coordenação de estágio sobre qualquer alteração ocorrida no estágio;

   V. Participar do processo de avaliação, em conjunto com a supervisão acadêmica;

    I. Acompanhar e ao final de cada mês, assinar e carimbar a lista de freqüência do estagiário;




CAPÍTULO VI



DO/A ESTAGIÁRIO/A



ARTIGO 16 - Será considerado estagiário/a o/a aluno/a do curso de Serviço Social que estiver devidamente
matriculado na instituição de ensino, apto a cursar o 5º (quinto) semestre e subseqüentes do mencionado
curso obedecidas as regras elencadas no Parágrafo Único do Art. 2º e Art. 3º deste Regulamento.



ARTIGO 17 - O/a estagiário/a submeter-se-à às normatizações internas do campo de estágio, às exigências
do Código de Ética Profissional e a este Regulamento.




                                                                                                        63
ARTIGO 18 - O/a aluno/a estagiário/a ao se matricular na disciplina será encaminhado pelo/a
coordenador/a de estágio, ao/a assistente social da instituição para assinatura de Termo de Compromisso e
para obter as orientações necessárias ao início do estágio.



§ 1º - A mudança de campo de estágio pode ser solicitada mediante requerimento a ser julgado pela
coordenação de estágio, durante o Estágio Supervisionado em Serviço Social I e após a primeira avaliação
bimestral desta disciplina.



§ 2º - Não será dada oportunidade de mudança de campo de estágio para os/as alunos/as matriculados/as
em Estágio Supervisionado em Serviço Social II e Estágio Supervisionado em Serviço Social III, salvo em
casos de rescisão de Convênio ou Termo de Acordo pela instituição, ou ainda quando por motivos
particulares o/a profissional que faz a Supervisão do estagiário, não mais desejar realizar essa tarefa, em
qualquer uma das três situações descritas, o Colegiado de Curso decidirá sobre a situação.



§ 3º - Não será assegurada vaga na instituição ao/a aluno/a estagiário/a que trancar a matrícula em estágio
ou abandoná-lo.




CAPÍTULO VII



DA COMPETÊNCIA DO/A ESTAGIÁRIO/A



ARTIGO 19 - São deveres do/a estagiário/a:

    II. Cumprir, em tanto quanto lhe forem impostas, as normas do Conselho Regional de Serviço Social
        (CRESS) e do Código de Ética Profissional bem como do Regimento Interno da FACER, o presente
        Regulamento de Estágio e as Normatizações internas da organização onde exercerá o estágio
        supervisionado;

   III. Atender à população usuária nos recintos destinados ao estágio, com seriedade, responsabilidade,
        compromisso, ética e respeito;

   IV. Relacionar-se      como   o/a     Coordenador/a,   Professores/as   Orientadores/as,   Supervisores,
        funcionários/as e colegas do estágio com cordialidade, ética e espírito de grupo, zelando pelo bom
        ambiente de trabalho;

    V. Cumprir as tarefas e serviços que lhe forem confiados mesmo aqueles que devam ser cumpridos
        fora do ambiente e do horário rotineiro do estágio, desde que pertinentes ao estágio e dentro da
        carga horária estabelecida;




                                                                                                        64
   VI. Assinar, com fidelidade, a lista de freqüência do estágio;

  VII. Cumprir suas atividades com pontualidade e assiduidade, no que diz respeito aos dias e horários
          fixados para o estágio;

  VIII. Preparar-se e comparecer às reuniões de supervisão nos dias pré-estabelecidos;

   IX. Manter, rigorosamente, atualizada a documentação do estágio referente às atividades que estejam
          sob sua responsabilidade;

    X. Comunicar à coordenação de estágio sobre as modificações e/ou fatos que estejam interferindo no
          andamento do estágio.




CAPÍTULO VIII



DAS ORGANIZAÇÕES - CAMPOS DE ESTÁGIO



ARTIGO 20 - O Estágio Supervisionado em Serviço Social I, II e III, respectivamente, serão desenvolvidos
em organizações públicas e privados, organizações não-governamentais (ONG'S), grupos comunitários,
prestadores de serviços, entidades assistenciais, entre outros, enquanto espaço de inserção do Serviço
Social.



ARTIGO 21 - Constituir-se-ão campos de estágio, as organizações que atendam os seguintes critérios:

     I. Ter plano ou programa de Serviço Social coordenado por assistente social;

    II. Ter assistente social responsável pela supervisão do/a estagiário/a assumindo, assim, a supervisão
          técnica ou profissional;

   III. Realizar a orientação, o acompanhamento e a avaliação periódica pela supervisão profissional em
          conjunto com a supervisão acadêmica;

   IV. Oferecer condições física e material para o trabalho do/a estagiário/a de Serviço Social.



PARÁGRAFO ÚNICO - Pode ser caracterizado como atividade remunerada ou não, conforme condições
estabelecidas nos Convênios e/ou Termos de Acordo.



CAPÍTULO IX



DA AVALIAÇÃO DO RENDIMENTO ESCOLAR




                                                                                                       65
ARTIGO 21 - A avaliação, enquanto processo educativo deve ser contínua e sistemática. Tem por base o
conteúdo do Plano de Estágio e os critérios estabelecidos pelo Colegiado de Curso de Serviço Social.



§ 1º - Pelo seu caráter processual, nas reuniões de supervisão, os aspectos positivos devem ser reforçados
e os negativos identificados para a sua superação.



§ 2º - A avaliação do estágio será formalizada em modelo próprio. O seu conteúdo deverá ser apresentado
e discutido pelo alunado e Coordenação de Estágio para que o Colegiado de Curso proceda à apreciação e
aprovação do mesmo.



ARTIGO 22 - O/a aluno/a-estagiário/a será avaliado pelo supervisor/a técnico/a e pelo/a supervisor/a
acadêmico/a. A nota final será o resultado da soma das duas avaliações dividido por 02 (dois).



ARTIGO 23 - Considera-se aprovado o/a aluno/estagiário/a que obtiver média igual ou superior a 7,0 (sete)
no final de cada semestre.



PARÁGRAFO ÚNICO - O/a aluno/a reprovado/a deverá matricular-se na mesma disciplina, ficando anulada
a carga horária já realizada e computada.



ARTIGO 24 - É obrigatória a freqüência a disciplina de Estágio Supervisionado em Serviço Social, devendo
o/a aluno/a-estagiário/a atingir, no mínimo 75% da carga horária de cada disciplina.



§ 1º - Três faltas consecutivas ou cinco alternadas, sem justificativa consubstanciada por escrito, será
considerada como abandono do estágio.



§ 2º - O/a aluno/a-estagiário/a que não possuir a freqüência prevista neste artigo, será considerado
reprovado no período letivo.




CAPÍTULO X



DAS DISPOSIÇÕES FINAIS




                                                                                                       66
ARTIGO 25 - As atividades de Estágio Supervisionado em Serviço Social terão funcionamento durante todo
o ano e, no que couber, atenderá ao calendário escolar do Curso de Serviço Social da FACER, dentro da
carga horária estabelecida.



ARTIGO 26 – Os casos omissos no presente Regulamento serão decididos pelo Colegiado de Curso e, em
instância superior, pela Direção da FACER.



ARTIGO 27 - O presente Regulamento entrará em vigor a partir da data de atualização do mesmo e
divulgação interna na FACER.




ANEXO III


REGULAMENTO DE ATIVIDADES COMPLEMENTARES – FACER-CNEC


Art. 1º - As atividades Complementares devem corresponder a até 5%(cinco por cento) sobre a carga
horária mínima do curso, ou seja, 150 horas que serão somadas, conforme as atividades realizadas nos 04
anos de curso, sendo o seu integral cumprimento indispensável para a obtenção do diploma de graduação.


Art. 2º - As Atividades Complementares são coordenadas por professores, designados pelo Colegiado de
Curso.


Parágrafo Único - Restringir-se-á a coordenação das atividades complementares aos docentes dos cursos
da FACER.


Art. 3º - Compõem as Atividades Complementares:
    I. Disciplinas extracurriculares, pertencentes a outros cursos da Instituição ou de outras instituições de
         ensino superior (IES), de graduação ou seqüenciais, em áreas afins;
    II. Outras atividades como:
            a) Projetos de pesquisa ou iniciação científica, orientados por docentes da IES;
            b) Programas de extensão, sob orientação de professores da IES;
            c) Cursos de extensão, simpósios, congressos, conferências, encontros estudantis, cursos de
                atualização, semanas acadêmicas etc., na área de interesse dos cursos ou de atualização
                cultural ou científica;
            d) Monitoria em disciplinas pertencentes ao currículo pleno do curso de graduação em que o
                acadêmico estiver matriculado;
            e) Eventos diversos, de interesse dos cursos;




                                                                                                           67
             f)   Assistência a defesas de Trabalho de Conclusão de Curso, de dissertações de mestrado ou
                  teses de doutorado;
             g) Participação em atividades extracurriculares de assistência ou assessoria, na área de
                  interesse dos cursos, diretamente ou por associações, sindicatos, ONGs, mediante
                  convênio com a FACER;
             h) Estágios extracurriculares desenvolvidos com base em convênios firmados pela FACER;
             i)   Participação em programas de voluntariado ligados às áreas pertinentes ao curso;
             j)   Publicação em revistas especializadas;
             k) Administração e representação em entidades estudantis.


§ 1º - As atividades de que trata o inciso II, quando promovidas pela FACER, são obrigatoriamente
consideradas atividades complementares válidas, respeitada a carga horária fixada para cada atividade,
pelo corpo docente de cada curso.


§ 2º - As atividades de que trata o inciso II, quando promovidas por outras instituições de ensino,
necessitam ser validadas pela Coordenação do Curso, mediante apresentação e cópia do Certificado de
participação do/a aluno/a.


§ 3º - Todas as atividades constantes deste artigo devem ser comprovadas à Coordenação do Curso,
mediante apresentação e cópia do Certificado, Diploma ou Declaração da Instituição que realizou a
atividade.


§ 4º - Compete à Coordenação do Curso encaminhar à Secretaria Acadêmica as comprovações das
atividades de que trata este artigo.


§ 5º - O/a aluno/a deve cumprir, entre o primeiro e o último ano letivo do Curso, a carga horária total de
Atividades Complementares.


§ 6º – O/a Coordenador/a de Curso deverá orientar o/a aluno/a quanto à freqüência e a certificação dessas
atividades, cabendo, por parte do último, encaminhamento de recurso à Diretoria da FACER e, desta, em
instância final, ao Conselho Superior.


Art. 4º - As Atividades Complementares devem atender às seguintes normas gerais:
     I. São consideradas disciplinas extracurriculares, para validação como Atividades Complementares,
        as disciplinas oferecidas pela FACER ou outras instituições de ensino superior, fora do horário
        regular das aulas e cujo conteúdo não esteja integralmente contemplado por nenhuma disciplina do
        currículo;
    II. As disciplinas de áreas afins, assim definidas pelo corpo docente do curso, pertencentes aos
        demais cursos da FACER ou de outras IES;




                                                                                                       68
   III. A validação de quaisquer das atividades, definidas no artigo anterior, depende de prévia aprovação
        do/a Coordenador/a do Curso;
   IV. As Atividades referidas nos incisos I e II do artigo anterior são automaticamente validadas, respeita
        a carga horária máxima, fixada, para cada uma.


Art. 5º - Cabe a/o aluno/a comprovar, junto à Coordenação de Curso, a sua participação nas atividades
previstas no art. 3º, após prévia aprovação dessa Coordenação, em formulário próprio.


Parágrafo Único - Compete à Coordenação de Curso encaminhar à Secretaria da FACER comprovações
das atividades de que trata este artigo.


Art. 6º - O presente regulamento só pode ser alterado pelo voto da maioria absoluta dos membros do corpo
docente de curso.


Art. 7º - Compete ao corpo docente do curso dirimir as dúvidas referentes à interpretação deste
Regulamento, assim como suprir as suas lacunas, expedindo os atos complementares que se fizerem
necessários.

           o
        § 1 – O/a aluno/a é obrigado/a cumprir o total de horas de atividades complementares exigido pelo
curso sob pena de não poder concluí-lo.

          o
       § 2 - Se o/a aluno/a não conseguir cumprir pelo menos 50% (cinqüenta por cento) do total dos
créditos exigidos pelas "Atividades Complementares" até o início do penúltimo período do Curso, quando se
torna necessária a informação ao Ministério da Educação dos prováveis formandos no respectivo ano civil,
para a prestação de prova do Exame Nacional de Cursos (ENC), a Faculdade ficará desobrigada de incluir
seu nome nessa informação.


Art. 8º - O presente Regulamento entrará em vigor a partir da data de aprovação e divulgação interna na
FACER.




                                                                                                         69

								
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