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As teorias da educa��o by 55nsNY3

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									AS TEORIAS DA EDUCAÇÃO
O problema da marginalidade
MARGINALIDADE ESCOLAR = COMPREENDER A
    RELAÇÃO EDUCAÇÃO E SOCIEDADE
      O PROBLEMA DA EDUCAÇÃO
    Existem duas teorias que tentam explicar os
   fenômenos da escolarização ou a marginalidade:
 Teorias não críticas

   A pedagogia tradicional
   A pedagogia nova
   A pedagogia tecnicista
 Teorias crítico - reprodutivas

   Do sistema de ensino como violência simbólica
   Da escola como Aparelho ideológico do
     Estado(AIE)
   Da escola dualista
TEORIAS NÃO CRÍTICAS
 1.   Pedagogia ou escola tradicional
 2.   Pedagogia ou escola nova
 3.   Pedagogia tecnicista
TEORIAS NÃO CRÍTICAS
   Na pedagogia tradicional, a educação é vista como
    direito de todos e dever do Estado, sendo a
    marginalidade associada à ignorância. A escola surge
    como um "antídoto", difundindo a instrução.
   Na Escola Nova, passa a ocorrer um movimento de
    reforma na pedagogia tradicional, na qual a
    marginalidade não é mais do ignorante e sim do
    rejeitado, do anormal e inapto, desajustado biológica e
    psiquicamente. A escola passa a ser então a forma de
    adaptação e ajuste dos indivíduos à sociedade.
   Por fim, o Tecnicismo define a marginalidade como
    ineficiência, improdutividade. A função da escola
    então passa a ser de formação de indivíduos
    eficientes, para o aumento da produtividade social,
    associado diretamente ao rendimento e capacidades
    de produção capitalistas.
          AS TEORIAS NÃO CRÍTICAS
 Consideram apenas a ação da educação sobre a
  sociedade
 Encaram a educação como autônoma e buscam
  compreendê-la a partir dela mesma
 Acreditam que a escolarização é um instrumento
  de equalização social ou superação da
  marginalidade
 Olham para a sociedade como harmoniosa,
  tendendo a integrar os seus membros
 Marginalidade vista como problema social que
  constitui um desvio que afeta alguns e a educação
  serve para corrigir estas disfunções
    1. TEORIAS NÃO CRÍTICAS
          PEDAGOGIA OU ESCOLA TRADICIONAL

 Sistema nacional de ensino – meados do sec. XIX
   Educação direito de todos e dever do Estado
   Direito de todos ??? Ou da burguesia???
   Converter os súditos em cidadãos
   Redimir o homem de seu duplo pecado:
       A ignorância ( miséria moral)

       A opressão(miséria política)

 Causa da marginalidade nesta visão = ignorância

   Objetivo: preparar o cidadão para a sociedade
     vigente
   Escola centrada no professor (Deus)
TEORIA NÃO CRÍTICA - ESCOLA NOVA
   O movimento chamado Escola nova esboçou-se, na década
    de 1920 - Brasil
   Mundo:
     Momento de crescimento industrial e de expansão urbana
     Grupo de intelectuais brasileiros sentiu necessidade de
      preparar o país para acompanhar esse desenvolvimento
     Educação era por eles percebida como o elemento-chave para
      promover a remodelagem
     Idéias político-filosóficas de igualdade entre os homens e do
      direito de todos à educação
     Viam num sistema estatal de ensino público, livre e aberto, o
      único meio efetivo de combate às desigualdades sociais da
      nação.
   Ganhou impulso na década de 1930 após a divulgação do
    Manifesto da Escola Nova
   Esse documento, defendia a universalização da escola
    pública, laica e gratuita.
           TEORIAS NÃO CRÍTICAS –
                    PEDAGOGIA NOVA

   Surgiu a partir das críticas feitas a pedagogia
    tradicional no final do sec. XIX

     Foco no aluno e crença no poder da escola
     Corrigir a marginalização e a equalização social
     Relação interpessoal entre professor e aluno


   Movimento de reforma da escola -“escolanovismo”

       O marginalizado não é mais o ignorante
       O marginalizado é o rejeitado
             TEORIAS NÃO CRÍTICAS
                    PEDAGOGIA NOVA

   A partir dos estudos com os anormais (Decroly e
    Montessori)
     Aprendemos a generalizar procedimentos pedagógicos
     Biopsicologização da sociedade, da educação e da
      escola (anormalidade biológica e psíquica) = testes
     Marginalidade não pode ser explicada pelas
      diferenças (quaisquer que sejam elas) = somos únicos
   Marginalizados são os anormais
     Desajustados e inadaptados do todas as matizes
     Anormalidade vista como fenômeno normal
              VISÃO DA ESCOLA NOVA
              APRENDER A APRENDER
   Da questão pedagógica         Alunos em contato com
    para o sentimento              os textos
   Dos conteúdos                 Professor seria um
    cognitivos para o método       estimulador
   Do professor para o           Trabalho em pequenos
    aluno                          grupos
   Do lógico para o
    psicológico                   Falhas: As escolas não
   Do esforço para o              tinham a capacidade de
    interesse                      produzir todas as idéias
   Da disciplina para a           de igualdade das escolas
    espontaneidade                 da elite que tinham
                                   escolas mais criativas e
   Da quantidade para a           bem equipadas
    qualidade
                      ESCOLA NOVA
   Falha
       Agravou a marginalidade pois não conseguiu ao
        mesmo tempo ampliar a escola ao enfatizar a
        qualidade do ensino e desenvolver ensino adequado a
        todos
               PEDAGOGIA TECNICISTA
 Final da metade do sec. XX
 Total exaustão da escola nova “escolanovismo”

 Operacionalizar os objetivos

 Mecanizar o processo
     Microensino
     Telensino
     Instrução programada
     Máquinas de ensinar

   Elemento principal passa a ser a organização
    racional dos meios de fazer educação
       O processo define o fazer entre professor e aluno
               PEDAGOGIA TECNICISTA
 Nesta visão o marginalizado será o incompetente,
  ineficiente e improdutivo
 Objetivo: Formar indivíduos competentes e
  eficientes como na produção fabril
 Aprender a fazer
 Base teórica:
       Psicologia behaviorista
       Ergonomia
       Informática
       Cibernética
       Falha: Ao focar a produção fabril perdeu de vista a
        especificidade da educação (conteúdo mais rarefeito,
        com altos índices de evasão e repetência)
TEORIAS CRÍTICO -
REPRODUTIVISTAS


1.   Sistema de Ensino como
     violência simbólica
2.   Escola como Aparelho
     Ideológico do Estado (AIE)
3.   Escola Dualista
TEORIAS CRÍTICO-REPRODUTIVISTAS
   Todas as reformas anteriores fracassaram
     Tinham na origem uma função equalizadora
     Tornou-se evidente o papel que a escola desempenha
      (reproduzir a sociedade de classes e reforçar o modo
      de produção capitalista)


   Impossível compreender a educação senão a
    partir de seus condicionantes sociais

   A função própria da educação consiste na
    reprodução da sociedade em que ela se insere
SOCIEDADE EM QUE ELA SE INSERE????
AS TEORIAS CRÍTICO-REPRODUTIVISTAS
   Compreendem a educação a partir de sua estrutura
    sócio econômica e da manifestação do fenômeno
    educativo
   Não parece ser um fenômeno de superação da
    marginalidade e sim gerador pois sua forma reproduz
    a marginalidade social através da marginalidade
    cultural e escolar
   Acreditam ser a educação um instrumento de
    discriminação social logo um fator de marginalização
   Sociedade marcada pela divisão entre grupos ou
    classes antagônicas que se relacionam a base da força
   Marginalidade é fator inerente a própria estrutura da
    sociedade
    DO SISTEMA DE ENSINO COMO VIOLÊNCIA
                     SIMBÓLICA

   Porque violência simbólica?

 A violência material (dominação econômica)
  exercida pelos grupos ou classes dominantes
  sobre os grupos ou classes dominados
  corresponde a violência cultural (dominação
  cultural)
 A classe dominante exerce um poder de tal modo
  absoluto que se torna inviável qualquer reação
  por parte da classe dominada
 Luta de classes impossível
VIOLÊNCIA SIMBÓLICA
   Conceito elaborado pelo sociólogo Pierre Bourdieu.
   Forma de coação que se apóia no reconhecimento de
    uma imposição econômica, social ou simbólica.
   Fabricação contínua de crenças no processo de
    socialização
   Induzem o individuo a se posicionar no espaço social
   Induzem a seguir critérios e padrões do discurso
    dominante.
   Manifestação através do conhecimento do discurso
    dominante e do reconhecimento da legitimidade deste
    discurso.
   Para P. Bourdieu, a violência simbólica é o meio de
    exercício do poder simbólico.
COMO SE MANIFESTA A VIOLÊNCIA
SIMBÓLICA?


 Formação de opinião
  pública
 Meios de comunicação
  de massa
 Pregação religiosa

 Atividade artística e
  literária
 Jornais, propaganda,
  moda
 Educação familiar
COMO OCORRE ESSA VIOLÊNCIA?
 A função da educação é a reprodução
das desigualdades sociais.
 Pela reprodução cultural, ela contribui para a
  reprodução social
 Marginalizados são os grupos ou classes
  dominados:
     Marginalizados socialmente porque não possuem
      força material (capital econômico)
     Marginalizados culturalmente porque não possuem
      força simbólica (capital cultural)cultural
ESCOLA COMO APARELHO IDEOLÓGICO DO
                      ESTADO

 A ideologia               Escola é um aparelho
  materializa-se em          do estado dominante
  aparelhos: os AIE
 Religioso
 Escolar
 Familiar
 Jurídico
 Político
 Sindical
 Informação
 Cultural
FENÔMENO DA MARGINALIDADE NO AIE
   “Este fenômeno inscreve-se no próprio seio das
    relações de produção capitalista que se funda na
    expropriação dos trabalhadores pelos capitalistas.
    Marginalizada é, pois, a classe trabalhadora. O AIE
    escolar, em lugar de instrumento de equalização
    social, constitui um mecanismo construído pela
    burguesia para garantir e perpetuar seus interesses.
    Se as teorias não criticas desconhecem essas
    determinações objetivas e imaginam que a escola
    possa cumprir seu papel de correção da
    marginalidade, isso se deve simplesmente ao fato de
    que aquelas teorias são ideológicas, isto é,
    dissimulam, para reproduzi-las, as condições de
    marginalidade em que vivem as camadas
    trabalhadoras.” (SAVIANI, Dermival. p.23-24)
               PIRÂMIDE ESCOLAR
   AIE ESCOLAR – Mecanismo construído pela
    burguesia para garantir e perpetuar seus
    interesses
PIRÂMIDE ESCOLAR E O FUTURO
 Pequena parte atinge o vértice da
pirâmide escolar e estes serão:
     Agentes da exploração no sistema produtivo
     Agentes da repressão nos aparelhos repressivos
     Profissionais da ideologia nos aparelhos ideológicos



   Segundo Althusser estes serão levados a
    reproduzir as relações de exploração capitalista
    onde marginalizado é a classe trabalhadora
AS TEORIAS CRÍTICO-REPRODUTIVISTAS
                  Da escola dualista
                     
 Escola dividida em duas redes - divisão da
  sociedade capitalista em duas classes:
     Burguesia
     Proletariado
   Missão da escola:
       Impedir o desenvolvimento da ideologia do
        proletariado e a luta revolucionaria.
       Organizada pela burguesia como um aparelho
        separado da produção
       Segundo Althusser, nessa teoria ele define o aparelho
        escolar como unidade contraditória de duas redes de
        escolarização
PARA UMA TEORIA CRÍTICA DA EDUCAÇÃO
TEORIA CRÍTICA DA EDUCAÇÃO
   Teoria não crítica –            Reflexões
    resolver a                      É possível articular a
    marginalidade                    escola com os interesses
   Teoria crítica- explicar o       dos dominados?
    fracasso escolar
   Segundo a concepção
    crítico-reprodutivista, o
    aparente fracasso é na
    verdade o êxito da
    escola; aquilo que se
    julgar ser uma
    disfunção é, antes, a
    função própria da escola
TEORIA DA EDUCAÇÃO COMPENSATÓRIA
TEORIA DA EDUCAÇÃO COMPENSATÓRIA
 A escola sofre as determinações do conflito de
  interesses que caracteriza a sociedade
 Conjunto de programas que servem para
  compensar deficiências de todas as ordens:
       De saúde e nutrição
       Familiares
       Cognitivas
       Motoras
       Lingüísticas

								
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