relatorio final de estagio curricular supervisionado em historia ii by g5o6047Y

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									    UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA




                     JOÃO VINICIUS DOS S. BOBEK




ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO EM HISTÓRIA II




                 PONTA GROSSA
                     2009
      RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO
CURRICULAR SUPERVISIONADO EM HISTÓRIA II




                         Trabalho elaborado com requisito
                         de avaliação da disciplina de
                         Estágio Curricular Supervisionado
                         em História II Professora Rosana
                         Nadal do curso de História do
                         4°NA da Universidade Estadual de
                         Ponta Grossa.




             PONTA GROSSA
                  2009
RELATÓRIO DA DISCIPLINA DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO
                                EM HISTÓRIA II




  1. Introdução


      O estágio pode ser definido como um dos componentes do currículo do
curso de formação de professores. Currículo que é profissionalizante, isto é,
prepara para o exercício de uma nova profissão. Essa preparação é uma
atividade teórica,ou seja,atividade que prepara para o conhecimento e
teoleógica,que estabelece finalidades ou antecipa idealmente uma realidade que
ainda não existe e que se quer que exista.Para chegar à antecipação ideal de
uma realidade,requer que se parta do conhecimento teórico-prático,da realidade
já existente.Essa realidade,que já existe,(objetiva e prática),no entanto,não se
explica nela mesma,porque enquanto realidade histórico-social,situada,tem sua
explicação no movimento da história,da sociedade.Portanto é determinada por
fatores sociais que a antecedem e por fatores sociais que lhe são
extrínsecos.(PIMENTA, 1997)
      Assim sendo, a finalidade do estágio é propiciar a complementação do
ensino e da aprendizagem a serem planejados, executados, acompanhados e
avaliados segundo os currículos, programas e calendários escolares. Para que se
constituam em instrumentos de integração, em termos de treinamento prático,
aperfeiçoamento técnico-cultural, científico e relacionamento humano, destinado à
formação de professores para exercerem funções de educadores no Ensino
Fundamental, nos cursos de Ensino Médio, na Educação Profissional, na área de
serviços e apoio escolar e em outras áreas nas quais sejam previstos
conhecimentos pedagógicos.


2. Identificação dos Campos de Estágio
2.1 Direção em Sala de Aula


            Local :Colégio Estadual Instituto de Educação:Ensino Fundamental
            e Médio.
            Bairro: UEPG Campus Central (Centro)
            Professores Supervisores: Eliana e José Arnaldo
            Séries do Ensino Médio:1ª,2ª e 3ªanos
            Turno: Matutino
            Início das Observações: Abril de 2009
            Direção de Classe: 1ª ano (26/05/2009 e 28/05/2009);2ª ano
            (15/06/2009 e17/06/2009) e 3ª ano (7/05/2009 e 08/05/2009).




2.2 Oficina Pedagógica


            Local: UEPG Campus Central-Turma de Pedagogia.
            Bairro: Centro
            Nome da Oficina: “A educação patrimonial e o reconhecimento dos
            patrimônios históricos e ambientais de Ponta Grossa e região.”
            Alunos: Alunas do Curso de Pedagogia Matutino.
            Data: Setembro de 2009
            Período: Matutino Horário: das 09h30minh às 12h00minh
            Acadêmicos: João Vinicius Bobek, Vanessa e Renata Neves




3. Direção em Sala de aula:


3.1 Professores


       Dentro da proposta inserção na escola foram observadas turmas do
Ensino Médio, com foco nos 1ª;2ª e 3ª anos, onde ministraria minha regência e
observei, em campo, com os professores, foi, falta de interesse e educação por
parte dos alunos e muitas conversas paralelas. Também analisei que os alunos
não gostam e nem se identificam com a matéria. A professora não passa a
matéria no quadro e apenas lia conteúdos de folhas que ela mesmo trazia de sua
casa.
        Segundo a Professora as atividades desenvolvidas em sala de aula são
escolhidas de acordo com o objetivo de cada área do conhecimento e segundo
ela “é importante o aluno conhecer os objetivos das atividades, dos conteúdos
trabalhados em sala de aula, pois abrirá espaço para o aluno participar
ativamente do processo de aprendizagem”. Mas no dia-a-dia não foi isso que
observei e sim um descontentamento pela profissão e desânimo pela falta de
interesse em aprender por parte dos alunos. Quanto a motivação educacional,
Marchesi afirma que:


                              O aluno se sentiria motivado a participar se percebesse o
                       objetivo dos conteúdos da aprendizagem, que estes são medianamente
                       atrativos, úteis, conectados como a sua vida diária, atraentes e
                       suficientes para que o esforço falha a pena. (MARCHESI, 2006, p.66)




3.2 Cotidiano na Sala de Aula e Alunos


         Observei o Ensino Médio como um todo, num período de 4 horas por dia,
em dias alternados. Nesta observação verifiquei a rotina diária da turma, que
consiste desde a hora da entrada dos alunos a sua saída. Pelo motivo da reforma
na qual o Instituto de Educação esta passando em sua sede,os alunos estão
desprovidos de intervalos o que faz com que fiquem agitados com a atenção
dispersa. Muitas conversas paralelas e dez minutos,em média, são perdidos até
que os professores consigam colocar ordem na turma e inicie a sua aula.
        Quanto à organização da sala de aula, é a qual a Universidade dispõe,ou
seja,não pode ser considerado um local apropriado para o ensino de
adolescentes,salas apertadas,quentes e com pouca visibilidade.Trata-se de uma
Instituição de Ensino Superior que está cedendo local a uma Escola Estadual.
      Quanto à distribuição das carteiras é uma atrás da outra, modificando este
sistema quando ocorre trabalho em grupo ou por indisciplina. O livro didático não
é utilizado por todos os estudantes, sendo grande parte das atividades realizadas
através dele.
        Em relação aos exercícios e leitura de textos realizados pelo professor
não vão além da cópia. Apenas na observação do terceiro ano , notei que as
aulas eram explicativas e mais dinâmicas. Atividades realizadas com mapas,
onde o aluno tentava se localizar no tempo e espaço além de exibição de filmes
históricos. Nas demais turmas as atividades eram tiradas do livro e realizadas no
caderno, sem qualquer explicação, onde os alunos conversavam muito e as
professora apenas cuidavam da indisciplina e com o horário que é sempre curto e
apertado, de saída dos alunos.
        Percebendo essa falta de dinâmica nas aulas,quando fui ministrar minhas
aulas,procurei inovar e diferenciar o conteúdo. Nas minhas direções de classe
que realizei, no período matutino, tratei do conteúdo, que fugissem um pouco do
livro didático e tivessem alguma relação com o cotidiano do aluno onde com a
ajuda de mapas ,imagens e multimídia.Todas as atividades realizadas por mim
valeriam nota Bimestral e teriam que ser entregues ao fim das aulas para
correção.
        Assim sendo, levei todos os exercícios das seis aulas para correção em
casa e percebi muitos erros de português, cópias do livro didático e falta de
interesse por uma pequena parte da turma, onde o que mais interessava era a
nota e não a agregação de conhecimento. Mas também compreendi que foi
positiva a experiência em sala de aula e que muito do que tentei passar de forma
diferenciada e menos tradicional foi bem aceita por boa parte da turma que tem
sede de tecnologia e inovação. Todas as atividades realizadas, textos e planos de
aula seguem em anexo ao fim deste trabalho.
        Quanto à localização e espaço da escola, percebi que foi de grande
proveito essa nova experiência na matéria de estágio. O espaço físico da
Universidade Estadual de Ponta Grossa não era dos melhores,pois se trata de
uma instituição de ensino superior e o Colégio Estadual Instituto de Educação
está locado temporariamente,devido as suas reformas no seu lugar original.
Devido a este fato, grande parte dos alunos agitados e atrapalhava o bom
andamento das aulas, motivados pelo barulho e a circulação de pessoas
estranhas que não fazem parte do cotidiano da escola.


4. Oficina Pedagógica e Pesquisa Histórica


   No mês de setembro eu, juntamente com as colegas acadêmicas Vanessa e
Renata Neves realizamos nossa Oficina Pedagógica na UEPG,campus central.
Fomos muito bem recepcionados pela turma de pedagogia matutino que mostrou
interesse em nossos temas de trabalho que então seriam abordados.Cada
acadêmico ministraria de forma isolada seu trabalho à turma escolhida da
pedagogia.
   O tema da minha oficina foi “À educação patrimonial e o reconhecimento dos
patrimônios históricos e ambientais de Ponta Grossa e região.”, onde meus
objetivos eram de mostrar às futuras pedagogas a necessidade situar o aluno no
tempo e espaço e também a grande importância da História local e a Educação
Patrimonial como um todo.,realizando assim uma compreensão de mundo mais
real,   facilitando   a   aprendizagem.   Comecei   com   conceitos   básicos   de
Patrimônio,educação patrimonial,História Local e por último a cartilha que foi
realizada na matéria de Oficina IV do curso de Licenciatura em História.
        Sendo assim, juntamente com as ferramentas pedagógicas, (textos e
imagens),mostrei para as acadêmicas que o aluno que ele é agente da sua
própria história e assim achamos que contribuímos para ajudar a criar outras
formas de ver o mundo que o cerca, auxiliando assim, a sua compreensão.
        Quando a história é trazida para a realidade do aluno a vontade de
aprender se torna mais interessante por se tratar da sua própria realidade e do
seu viver. Trabalhando com os antepassados faz o aluno compreender como se
constrói o processo histórico e como eles estão inseridos nele. Desenvolver a
noção de patrimônio e História Local,faz proporcionem ao alunos uma melhor
compreensão e localização.
        Na pesquisa histórica meus objetivos eram de propiciar ao aluno o
conhecimento de algumas tipologias de fontes históricas, incluindo o modo como
às fontes são produzidas e as especificidades de discurso que elas
trazem;introduzir o aluno no conhecimento e na prática dos métodos e técnicas de
pesquisa histórica, incluindo a discussão desses métodos e técnicas dentro das
formas de conhecimento histórico da atualidade;apresentar ao aluno os principais
campos da pesquisa histórica, bem como algumas das abordagens trazidas por
eles; problematizar os campos de conhecimento histórico a partir da noção de
trocas disciplinares que marcam o conhecimento científico atual;e por último
estimular o aluno à pesquisa nos principais acervos documentais da Universidade
Estadual de Ponta Grossa levando assim à reflexão sobre como esses acervos
têm sido explorados pelas pesquisa locais.
      Penso que as aulas expositivas são de extrema importância na escola. A
dinâmica dessa pesquisa histórica dependerá, em parte, da leitura dos textos e do
interesse demonstrado pelos alunos em sala de aula. Os alunos entregaram
fichamentos de documentos analisados no acervo. Nos dois primeiros
encontros,eles foram divididos em grupos para desenvolver atividades de exame
dos acervos locais. Nessa atividade, eu tive o papel de observar a participação
individual, o trabalho coletivo e a apresentação oral dos trabalhos. Os critérios de
avaliação   foram   previamente    discutidos   com   os   próprios   alunos,sendo
caracterizados como o fichamento dos documentos e o trabalho final em grupo.
      Assim, nós como acadêmicos de História, ao fim da realização dessas
atividades, acreditamos que o profissional do ensino de história não pode ser
apenas um transmissor de conhecimentos prontos e acabados, deve ser capaz de
elaborar problemáticas de pesquisa, saber trabalhar com os documentos
históricos, sendo, portanto um “construtor” do conhecimento, e trabalhando no
intuito de fazer com que seus alunos participem da construção desse
conhecimento histórico e se vejam como sujeitos da sua história. Um saber
transmitido como se já estivesse resolvido não leva o aluno à investigação. A
verdadeira aprendizagem se dá através de pesquisas, discussões e descobertas.
Na prática da sala de aula, o conhecimento a ser ensinado deve ser algo
significativo na vida dos alunos, pois desse modo eles desenvolverão uma atitude
ativa na construção do saber.


5. Considerações Finais
      Destarte, partindo do princípio que o estágio curricular nos obriga a pensar
em todo o processo, antecipando fases, delimitando espaços, prevendo recursos
necessários, enfim, convertendo os propósitos em algo racional; permite torná-lo
público, pois uma vez escrito, as idéias pessoais tornam-se públicas; e pressupõe
assumir compromissos, pois o que está formalizado e, por tanto, público, implica
um compromisso de realização; e, permite a avaliação do mesmo, assim como
introduzir ajustes e melhoras que resultem aconselháveis.
       Portanto o projeto delimita o espaço de atuação, o público alvo, o
cronograma das aulas (dias, duração e atividades prováveis) e uma unidade
didática especificando os objetivos, os conteúdos, a metodologia, o repertório e os
recursos materiais e didáticos que serão necessários para sua implementação.
      Enquanto que o projeto antecipa o planejamento de algumas aulas que
serão dadas durante um período de tempo, os planos de aula pressupõem uma
preparação diária. Esse planejamento é elaborado durante o período de inserção
no contexto escolar. Percebi que não é fácil a construção, pois os temas são
extremamente teóricos e tenta-se fazer da melhor maneira e utilizaram-se vários
materiais didáticos como computador, retroprojetor, material concreto etc. É
importante a realização de e dinâmicas onde pressupõem que haja grande
participação da turma. Assim procurei no planejamento considerar a realidade do
contexto sociocultural dos alunos as técnicas necessárias para atingir os objetivos
propostos para tentar propor uma ação educativa onde a produção de
conhecimentos    aumente     a   consciência   e   a   capacidade    de      iniciativa
transformadora dos grupos.
      Entretanto achei de suma importância planejar as aulas a partir da
realidade observada, trocando idéias com os professores da escola e a
professora orientadora da universidade e valorizando, ainda, experiências
pessoais e profissionais aprendidas e apreendidas até o momento. Assim sendo
quando se fala em objetivos, metas que se quer atingir, a escola deve ter
consciência que para elas realmente terem significado, devem ser pensadas de
acordo com o trabalho na sala de aula, ou seja, a partir de sua realidade.
          “As metas só tem sentido se houver correspondência entre ela e o trabalho feito na sala
  de aula. Do contrario é um delírio! Ficam registradas apenas no papel, o professor entra na sala
                            de aula, fecha a porta e as esquece”. (PROJETO DE ESCOLA, p.17).


        Quanto à avaliação, penso que esta deve ser feita de uma forma
diferenciada, deve-se optar não através de prova ou de trabalho mais sim através
de um debate sobre o assunto trabalhado na aula anterior. Uma reflexão sobre o
tema abordado é importante e após isso, o educador deve achar estratégias para
melhorar a atuação do profissional na educação como um todo. A respeito disso
Pacheco, (1995, p. 13) coloca que:

                        Quando se fala em avaliação escolar imediatamente ocorre falar da
                        avaliação do rendimento dos alunos como se fosse algo que recai
                        exclusivamente sobre eles, ignorando-se os restantes intervenientes no
                        processo de desenvolvimento de um currículo.



      A avaliação sendo assim é de essencial importância não só para avaliar o
desenvolvimento do aluno, mas do mesmo modo do professor. Os profissionais
da educação precisam ter consciência disso e usá-la como um diagnóstico de seu
trabalho podendo melhorar sua prática. Também compreendi que refletir e avaliar
situações e acontecimentos da vida na sala de aula e na escola não é uma tarefa
fácil. Esse é o momento de refletir sobre a prática pedagógica, além de descrever
detalhadamente como se desenvolveu cada uma das atividades, como se
preparar as aulas e atividades, a reação dos alunos e como se comportaram
frente à proposta adotada, às interferências da professora orientadora da
universidade é importante para também mostrar e me orientar quanto à postura,
atitude e no desempenho da atividade docente.
      O processo educacional, com qualidade aos alunos leva em conta não
somente o trabalho do professor em sala de aula quanto a um conteúdo
específico, mas sim, deve considerar a interdisciplinaridade inserida como um
conjunto integrante na sistematização, aplicação e produção do conhecimento de
maneira íntegra e eficaz comportando todos os âmbitos educacionais que
englobam o sistema educacional. Diante da experiência em sala de aula através
da docência foi possível observar que para cativar os alunos é necessário o
educador estar plenamente consciente sobre o assunto que irá tratar e acreditar
no mesmo para que seus alunos possam estabelecer um elo entre o
conhecimento teórico e suas próprias experiências e conhecimentos pessoais,
gerando assim a construção e consolidação do seu próprio saber cognitivo.
      Assim, chego à conclusão que o estágio curricular tem suas dificuldades,
mas o papel da profissão de educador requer um grande envolvimento, uma
dedicação árdua não valorizada, mas que traz resultados, nem que sejam em
longo prazo, gratificantes. Pois moldam o ser humano em aspectos ínfimos,
tornando-o um ser capaz, competente e com habilidades a serem exploradas em
diferentes áreas do saber. O papel do professor comprovadamente é fazer o
aluno se conhecer, buscando dentro de si seus talentos e tipos de inteligências,
desenvolvendo avaliações considerando as habilidades e esforço de cada aluno,
reconstruindo o conhecimento a cada fracasso e buscando construir não apenas
pessoas de sucesso, mas cidadãos de valor na sociedade.
      Todo docente deve-se armar de conteúdos transversais motivadores da
auto-estima e exemplificadores da moral e ética. A sociedade brasileira como um
todo se encontra muito atrasada moralmente e o professor deve ser um grande
agente de boas atitudes, motivação, persistência, caráter e amor ao que se faz
para que possamos provar a cada escola, cada turma, cada aluno que viver com
respeito e vontade vale à pena.


6.Bibliografia:


ESCOLA Projeto de. O espaço do projeto político pedagógico.

FONSECA, Selva Guimarães. Didática e Prática de Ensino de História.
Campinas, SP: Papirus, 2003.

FREIRE, P. A educação na cidade. 6 Ed - São Paulo: Cortez Editora, 2005.

KARNAL, Leandro (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e
propostas. São Paulo: Contexto, 2004.

MALERBA, Jurandir (org.). A velha história, teoria, método e historiografia.
Campinas, SP: Prós, 1996.

MARCHESI, Álvaro. A Qualidade do ensino em tempos de mudança. 2006
PIMENTA, Selma Garrido. O Estágio na Formação de Professores: Unidade
Teoria ou Prática?São Paulo, SP: Cortez, 1997.
SCHIMIDT, M.A. A formação do professor de história e o cotidiano em sala
de aula. In: BITTENCOURT, C. (org). O saber histórico na sala de aula. São
Paulo: Contexto, 1997.


7. Anexos

								
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