O absente�smo pode ser devido aos seguintes motivos: by h8s9KKT

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									Razão Social da Empresa:
Nome fantasia:
CNPJ:
Código CNAE/Grau de risco:
Atividade principal:
Horários de trabalho:
Endereço:
Telefone:
E-mail:
Cidade/Estado:
Nome dos responsáveis/telefone/e-mail

PROGRAMA DE COMBATE AO ABSENTEÍSMO

                              Baseado no documento elaborado pelo Médico do Trabalho Dr
                              Thomas Eduard Stockmeier, PhD em Medicina Ocupacional pela
                              ANAMT, publicado em março de 2005.

INTRODUÇÃO
O absenteísmo é um problema para a empresa, seja ele causado por motivos de saúde
ocupacional (acidentes típico de trabalho, de trajeto, doenças do trabalho ou doenças
ocupacionais) ou assistencial (doenças comuns, tratamentos médicos ou odontológicos,
cirurgias) ou ainda por motivos que não por saúde (doação de sangue, gala, luto ou por
motivos de ordem legal).
O médico do trabalho, o gestor de pessoas (RH), a diretoria da empresa, as chefias e
encarregados devem tomar todas as medidas a seu alcance para inibir a falta ao trabalho,
seja justificada ou não.
Cabe a chefia ou encarregado na suspeita de doença ou queixa em relação à limitação
funcional ao trabalho desenvolvido pelo funcionário encaminhar este funcionário para
avaliação médica ou odontológica com a finalidade de dirimir dúvidas. De preferência,
orientar para marcar consulta.

TIPOS DE ABSENTEÍSMO
São três os tipos de absenteísmo, a saber:
1) Absenteísmo por motivo de saúde:
        a) Ocupacional: acidentes de trabalho, doenças ocupacionais e do trabalho, por
exemplo.
        b) Assistencial: doenças comuns, sazonais, doenças cirúrgicas não ocupacionais,
parto, acidentes domésticos e de trânsito, por exemplo.
2) Absenteísmo por motivos que não de saúde.

CAUSAS DO ABSENTEÍSMO
Abaixo estão listadas as situações potenciais para faltas ou perda de tempo de trabalho,
principalmente por motivos de não saúde:
        a) por cúmplices pessoais internos: chefes e encarregados que não monitoram a
presença ou ausência de seus subordinados no local onde deveriam estar, “pulso fraco”
ou “laisse a faire”, agenda do ambulatório da empresa não dá prioridade a quem está em
serviço e aguardando consulta;.
        b) por cúmplices pessoais externos: chefias que justificam a ausência ou falta do
funcionário ao setor por tempo maior que o necessário; médicos ou odontólogos que
emitem atestados para outros fins que não sejam saúde; doação de sangue durante
expediente de trabalho.
        d) por cúmplices ambientais internos: presença de cantina, cafezinhos, serviços
médicos assistenciais cúmplices, refeições demoradas.
        e) por cúmplices ambientais externos: festas típicas, cultos regiliosos,
catástrofes, por exemplo.
        f) por problemas sócio-econômicos: baixos salários, ausência de plano de
carreira.
        g) por problemas pessoais no trabalho: desavenças com chefes e encarregados,
desentendimentos com colegas, ambiente psicopatológico de trabalho.

Nos casos de falta por motivos de saúde ocupacional ou assistencial tanto o médico
coordenador do PCMSO como o setor responsável pela gestão de pessoas (RH) tem a
função de tomar medidas de ordem legal de acordo com os limites previstos na CLT,
código de ética profissional, dissídio coletivo ou acordo entre empresa e sindicato, por
exemplo, para inibir as ausências ao trabalho, justificadas ou não.
Assim, a orientação aos funcionários através de comunicações escritas acerca de regras
de conduta frente às ausências ao serviço deve ser feita regulamente, seja para
esclarecimento ou para lembrança.

No combate aos motivos que se agregam como “não saúde” é importante a ação do
encarregado ao fiscalizar as atividades de seus subordinados quanto à produtividade no
trabalho. Além disso, deve-se esperar que o encarregado encaminhe ao ambulatório da
empresa aquele funcionário com baixa produtividade cuja suspeita seja por doença
comum, ocupacional ou do trabalho.
O serviço de segurança e saúde do trabalho (SST) deve informar periodicamente a
diretoria da empresa, através da Gestão de Pessoas, os níveis e causas do absenteísmo
para que medidas administrativas possam ser tomadas.

PROGRAMAS AUXILIARES
São programas que visam diminuir a incidência de acidentes ou doenças do trabalho:
   a) PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional e
   b) Programa de Trabalho Restrito

O PCMSO é de caráter obrigatório. Ele tem o objetivo de promoner e preservar a saúde
dos trabalhadores. Tem caráter preventivo, de rastreamento e diagnóstico dos agravos à
saúde relacionados ao trabalho, além de constatar e atuar nos casos ocorrência de
doenças profissionais.
O Programa de Trabalho Restrito corresponde a um conjunto de normas e instruções
para que o funcionário exerça atividade laborativa, de modo parcial ou suave, quando
sua dispensa teria como destino sua residência.
A proposta é que permaneça no local de trabalho, ou outro, executando atividade de seu
conhecimento e experiência sem estar submetido a risco de agravamento do problema
específico de saúde que apresenta e sem estar submetido à situação de constrangimento
perante os colegas de trabalho devido à limitação de saúde apresentado.
O agravo ou problema de saúde também não deve ensejar risco adicional de acidente ou
agravamento do estado de saúde presente ou que sua atividade restrita não coloque em
risco a segurança dos demais colegas de trabalho.
Em todos os casos haverá necessidade de avaliação médica prévia com indicação das
restrições e limites de atuação deste funcionário na atividade laborativa, com
pronunciamento da chefia sobre a existência dessa atividade em conformidade com as
limitações apontadas pelo médico.

CÁLCULO DA TAXA DE ABSENTEISMO
As taxas são calculadas conforme a fórmula abaixo, dividindo-se os índices pelos
seguintes critérios:
   a) Por saúde, englobando afastamento por saúde ocupacional ou assistencial.
   b) Por não saúde, onde os dados para cálculo devem ser fornecidos também pelo
       setor de gestão de RH.

                                  NúmeroTota lFaltas
   ÍndiceAbsenteísmo 
                         NúmeroFuncionários * NúmeroDias Úteis   
                                                                * 100


   O absenteísmo total pode ser calculado pela fórmula:

    AbsenteísmoSaúde  AbsenteísmoNãoSaúde
                                               2
   INDICES DE ABSENTEÍSMO

   Menor ou igual a 1,5%           20 pontos
   De 1,51% a 1,80%                15 pontos
   De 1,81% a 2,10%                10 pontos
   Igual ou maior de 2,11%         00 pontos

PADRONIZAÇÃO DOS ÍNDICES POR DOENÇA

                     NúmeroLice nçasPeríodo
ÍndiceFrequência 
                      EfetivoMéd ioPeríodo

                     NúmeroDias PerdidosPeríodo
ÍndiceGravidade 
                        EfetivoMédioPeríodo

                                NúmeroFuncionáriosComAfastamen tosPeríodo
TaxaFrequênciaPorIndivíduos 
                                          EfetivoMéd ioPeríodo

                               NúmeroDias TrabalhoPerdidosPeríodo
PorcentagemTempoPerd ido 
                              Número Pr ogramadoDi asTrabalhoPeríodo

CRITÉRIOS PARA ACEITABILIDADE DE ATESTADOS

   1. O atestado que contém o tempo de dispensa, diagnóstico codificado da doença
      (CID-10), assinatura do médico ou odontólogo sobre o carimbo, do qual conste
      o nome completo, número de registro profissional, a priori, deve ser aceito pela
      empresa.
   2. Atestados médicos ou odontológicos fornecidos pelo SUS para abonar faltas são
      aceitos por decisão jurisprudencial trabalhista
   3. Atestados são aceitos quando houver decisão favorável da gerencia ou diretoria.
As declarações de comparecimento aos serviços médicos ou de saúde oficiais ou
privados não podem ser confundidos com atestados médicos por quem quer que seja.
Eles apenas dizem que o paciente ou seu responsável, em geral no caso de crianças,
compareceu à consulta naquela data.
O mesmo se aplica as receitas médicas ou odontológicas, que não são justificativas de
falta ao trabalho.

Os critérios para invalidar atestados são:
   1. Atestados emitidos sem assinatura ou sem carimbo ou por profissionais não
        médicos ou não dentistas (falta prova legal e resolução CFM 1548/99);
   2. Atestados pré-datados e pós-datados;
   3. Atestado com tempo de dispensa incompatível com a evolução normal da
        doença em questão, seja para mais ou para menos;
   4. Atestado médico emitido por odontólogo ou vice-versa (resolução CFM
        1548/99);
   5. Atestados falsos ou falsificados ou duvidosos. Os atestados duvidosos devem ser
        avaliados pelo médico e pelo RH antes do seu abono para efeitos de justificativa
        de ausência ao trabalho.

Os requisitos para abono de atestado pelo médico do trabalho (médico coordenador do
PCMSO ou médico executor) ou pela empresa (gestão de pessoas) para faltas
consideradas de não saúde, são:
   1. Aviso de intenção de falta ao setor competente ou chefia imediata, antes do
       início do turno de trabalho para situações de saúde consideradas de urgência ou
       emergência;
   2. Comunicação com antecedência de um dia, pelo menos, da falta para consultas
       médicas agendadas ou cirurgias ou para tratamento de saúde em ambiente
       hospitalar ou ambulatorial programado.
   3. Comunicação com antecedência ao setor competente para dispensa para doação
       de sangue, cuja data de afastamento deve ser mutuamente acertada, exceto em
       casos de necessidade de doação por falta de estoques suficientes no banco de
       sangue.
   4. Aviso ao setor de gestão de pessoas quando uma ausência se fizer necessária por
       motivos de gala, luto, judicial, militar ou outra motivação.

OBRIGAÇÕES
       a) Médicos, Dentistas e serviços conveniados, quando existentes.
       Evitar dar atestados de afastamento do trabalho, procurando emitir CTR –
       Comunicação de Trabalho Restrito;

           b) Encarregados
           Colaborar ao extremo com as solicitações médicas de trabalho restrito para
           evitar o afastamento total ou parcial do trabalho, tudo de acordo com o PTR
           – Programa de Trabalho Restrito.

           c) Gerência da Empresa de RH
           Afixar em local da empresa um placar de indicação do absenteísmo dos
           funcionários para que os absentas costumazes tornem-se públicos para a
           empresa e as medidas previstas na CLT possam ser aplicadas.
           No caso do absenteísmo por doenças, devem ser tomadas todas as
           providências para corrigir o problema de saúde do funcionário para que volte
           a produzir normalmente. Se o absenteísmo for por doença ocupacional,
           doença do trabalho ou acidente do trabalho deve-se recomendar reunião
           extraordinária à CIPA para estudos e providências para eliminação dos
           fatores causais.
           d) Aaa

AVALIAÇÃO DO ABSENTEÍSMO INDIVIDUAL

Os limites para considerar o funcionário normal, pré-absenta e absenta costumaz, são:
NORMAL:
   a) entre 18 e 45 anos de idade: até 4,0 visitas médicas ou odontológicas anuais para
       homens e 5,0 visitas para mulheres;
   b) abaixo de 18 anos e acima de 45 anos de idade: até 6,0 visitas médicas ou
       odontológicas anuais para ambos os sexos.
PRÉ-ABSENTA:
   a) entre 18 e 45 anos de idade: acima de 4,0 visitas médicas ou odontológicas
       anuais para homens e acima de 5,0 visitas para mulheres até o limite de 7,0
       visitas médicas ou odontológicas;
   b) abaixo de 18 anos e acima de 45 anos de idade: acima de 6,0 e abaixo de 8,0
       visitas médicas ou odontológicas anuais para ambos os sexos
ABSENTA COSTUMAZ:
   a) entre 18 e 45 anos de idade: acima de 7,0 visitas médicas ou odontológicas
       anuais para ambos os sexos;
   b) abaixo de 18 e acima de 45 anos de idade: acima de 8,0 visitas médicas ou
       odontológicas anuais para ambos os sexos.

Faixa etária       Motivos de Faltas Anuais ao Trabalho
                   Saúde                    Não Saúde                   Classificação
                   M Até 5,0                Até 4,0                     Normal
Funcionários entre F   Até 6,0              Até 5,0                     Normal
18 e 45 anos       M Acima de 5,0 até 7,0 Acima de 4,0 até 7,0          Pré-absenta
                   F   Acima de 6,0 até 7,0 Acima de 5,0 até 7,0        Pré-absenta
                   A   Acima de 7,0         Acima de 7,0                Absenta

Funcionários         A    Até 6,0              Até 6,0              Normal
abaixo de 18 anos e A     Acima de 6,0 até 8,0 Acima de 6,0 até 8,0 Pré-absenta
acima de 45 anos     A    Acima de 8,0         Acima de 8,0         Absenta
   M = masculino; F = feminino; A = ambos os sexos


   ESTRATÉGIA DEABORDAGEM DO ABSENTEISMO
   A estratégia de abordagem do absenteísmo pode ser dividida em três fases:
   PRIMEIRA FASE:
           a) fazer medições padrão por grupos (áreas ou setores ou ocupações) como,
              por exemplo, índices de freqüência, de gravidade, percentagem de tempo
              pedido e taxa de freqüência.
           b) montar o perfil do absenta a partir de dados obtidos no item anterior
              como escolaridade, grau de hierarquia, turno de trabalho e outros.
           c) Levantar os custos/prejuízos causados pelo absenteísmo, especialmente
              com avaliação de hora/homem/trabalhada x queda de produção/lucro.

   SEGUNDA FASE:
   a) dividir o absenteísmo em níveis:
      1. pequeno absenteísmo: falta de 1 dia
      2. médio absenteísmo: falta de 2 a 4 dias
      3. grande absenteísmo: falta de 5 a 15 dias
      4. severo absenteísmo: falta superior a 15 dias
   b) não incluir as faltas de ordem legal, como férias, feriados oficiais, dispensas por
      ato administrativo da empresa, licença maternidade, auxílio doença do INSS.

   TERCEIRA FASE:
   Fazer palestras ou distribuir comunicado ou folders explicativos mostrando as regras
   dentro da empresa de modo muito claro como:
   1. critérios para entrar no placar
   2. critérios para sair do placar
   3. critérios para avaliar atestados
   4. fluxograma para avaliação de atestados
   5. critérios para negociação de faltas programadas diretamente com a chefia
      imediata, de preferência.

MODELO DE PLACAR DE FALTAS AO TRABALHO


PLACAR DE FALTAS AO TRABALHO
                        Normal        Pré-absenta Absenta
Nome do Funcionário     Número de faltas ao trabalho
Atrasano                Saúde
                        Não Saúde
 Faltano                Saúde
                        Não Saúde
 Fulano                 Saúde
                        Não Saúde
Fazer o placar por faixa etária

AÇÕES CONTRA ENVOLVIDOS

As ações devem ser contra:
   a) os funcionários absentas, cúmplices pessoais, ambientais;
   b) médicos e dentistas anti-éticos e atestados falsos;
   c) tentativas de resolver problemas diversos, como:
          1. problemas sócio-econômicos
          2. problemas pessoais no trabalho
          3. problemas de desadaptação ao trabalho
          4. problemas pessoais no lar
       5. problemas de abuso de drogas

Funcionários pré-absentas

Aquele que se torna pré-absenta por motivo puramente de saúde deve ser
encaminhado ao serviço médico para análise de seus motivos de dispensa, podendo
o analisador solicitar pareceres de outros especialistas, antes de dar um parecer de
falta justificada ou não.
O funcionário que se torna pré-absenta por motivos mistos deverá ser avaliado em
conjunto pelo setor responsável pela gestão de pessoas (RH) e pelo serviço médico.
O beneficiado por atestado falso, falsificado ou inidôneo também comete crime
doloso, ou seja, tem intenção deliberada de prejudicar a empresa.
Os que se tornam pré-absentas por motivos puramente não de saúde são
encaminhados ao setor responsável pela gestão de pessoas (RH) para análise de suas
faltas antes de sua justificativa ou não
Em todos os casos, deve-se afixar um “placar” de absenteísmo para que os
próprios possam ser vistos, como para que os outros possam também policiar
suas faltas.

Contra os cúmplices pessoais internos

É de senso geral que quando chefes e encarregados perdem o controle da presença e
da produtividade de seus subordinados começa a “doença” do local de trabalho. Ali
também se encontram os bons funcionários que certamente estarão sobrecarregados
de trabalho, e causando até doenças por estresse ocupacional ou por problemas
físicos. Outros do mesmo setor, na verdade, se tornam “parasitas da empresa”,
absentas costumazes e freqüentadores assíduos do serviço médico da empresa,
grudando-se em cantinas, entretendo-se em longos bate-papos para enrolar no
trabalho, além de infindáveis idas ao banheiro, trocas de serviço, tudo sob o olhar
cúmplice de seus chefes.
É importante que a gerência de pessoas (RH) implante ou controle um sistema
de medição de produtividade.

Contra os cúmplices pessoais externos

Os cúmplices pessoais externos em geral atuam na forma de atestar por prazo maior
que o necessário para tratamento do problema de saúde ou na emissão de atestado de
forma fraudulenta. O combate a este tipo de cumplicidade é difícil por estarmos
lidando com um inimigo externo da empresa, que os “parasitas” tanto “amam”.
A gerência de RH, em contato com o Serviço Médico, deverá verificar a freqüência
das dispensas, enviando ofícios da empresa para o órgão onde está atuando o
cúmplice externo ou diretamente ao médico ou odontólogo envolvidos.

Contra os cúmplices ambientais internos

Os chefes e encarregados devem observar rigorosamente se medidas políticas da
empresa para agradar o efetivo da mesma não se tornem um verdadeiro câncer e
comecem a provocar um absenteísmo e queda de produtividade grande, pois os
“parasitas da empresa” adoram cantinas, almoços e cafezinhos demorados, ir a toda
a hora ao consultório médico ou odontológico, não gostam de bater ponto ou
apresentarem no horário previsto ao trabalho, ir ao banheiro, fumar durante o
expediente, além de adorarem sentar ao computador para ouvir música nos drives de
CDROM, jogar no computador, fazer trabalhos estranhos à empresa, abrir e
responder e-mails particulares além de manter ativos programas de comunicação on
line.
A empresa deve desinstalar drives de CD, instalar programas do tipo Nogame ou
Antigame, por exemplo, e verificar periodicamente os programas e ações dos
“parasitas da empresa”. É permitido à empresa verificar os dados e programas nos
discos do computador de sua propriedade. Só assim, os colocamos em xeque-mate.

Contra os cúmplices ambientais externos

A maioria destes cúmplices tanto podem ser festas típicas regionais, feriados como o
de Natal e Ano Novo, rituais religiosos, viagens, maus hábitos de saúde como
alcoolismo, abuso de drogas, prescritas por médicos quanto as de abuso ou ilícitas,
até mesmo catástrofes ambientais como enchentes, enxurradas. Os resultados contra
este tipo de absenteísmo é pobre, mas alguns podem ser controlados como os dos
feriados, quando os “parasitas da empresa” buscam atestados na forma de
complementação de dias de afastamento.

Contra médicos e dentistas antiéticos

As denúncias envolvendo atestados médicos e odontológicos, em geral evoluem
para processo ético-profissional por indícios de atestado inidôneo ou falso.
Os atestados médicos e odontológicos são documentos oficiosos, isto é, são
documentos que podem se contestados.
A contestação é fruto da subjetividade intrínseca do atestado médico, ou seja, o
médico atesta sua opinião sobre o estado da pessoa, a qual pode não ser a opinião de
outro médico.
Quando um médico atesta que a pessoa necessita tantos ou quantos dias para sua
recuperação, ele expressa um juízo de valor segundo a aplicação dos conhecimentos
científicos que possui ara o caso. No entanto, poderá haver outro médico que, sem
contestação o conteúdo do documento em questão, conclua diferentemente sobre o
prazo a conceder.
A contestação exige o reexame do estado mórbido atestado, sendo feita por uma
junta médica, não visando contestar o documento em si.
Constatando-se atestado médico ou odontológico falso ou exagerado, deve este
profissional ser acionado tanto nos órgãos de classe como também na justiça.
Os médicos e dentistas têm a obrigação de não desmoralizar o atestado de qualquer
tipo, pois ele é um instrumento da verdade e da justiça, que define a probidade de
quem o emite e da profissão do emitente. O profissional que por meio de atestado
causa prejuízos as Empresas, ao Estado e a terceiros está sujeito às penas da lei por
praticar ato antiético, ilícito civil e crime.

Tentativas de resolver problemas diversos

Os problemas abaixo relacionados devem ser objetos de observação de colegas de
trabalho, iniciativas dos próprios funcionários ou da direção da empresa ou por
obtenção de dados através de questionários (anônimos).
Problemas sócio-econômicos: incentivar a direção da empresa a implantar, desde
que viáveis, incentivos salariais, participação nos resultados e implantação de plano
de cargos e salários.

Problemas pessoais no trabalho: Propiciar conversa “frente a frente” de
funcionários que se desentendem no trabalho, às vezes com a presença de psicólogo,
para se contornar o problema do ambiente, que pode tornar-se fonte de doença.

Problemas de desadaptação ao trabalho: Realizar rodízios no trabalho em turnos,
trabalho insalubre, trabalho perigoso. Realizar análise de perfil profissional ou
incentivar a auto-estima e valorização da própria ocupação para evitar a
desadaptação ou aversão pessoal à tarefa realizada, levando ao desestimulo no
trabalho.

Problemas pessoais no lar: Assistência social ou serviço de psicologia podem
ajudar para contornar desavenças com esposas e familiares, ou com vizinhos, ou
com amigos ou falta de amizades.

Problemas de abuso de drogas: Identificar os usuários de drogas (álcool, fumo e as
ilícitas) e dar oportunidade de ingressarem em programas de redução de danos,
grupo de auto-ajuda e de combate ao fumo, além de aconselhamento por
profissional com experiência na área.

BASES LEGAIS

Segundo entendimento do CFM – Conselho Federal de Medicina, parecer CFM
02/86, a emissão de atestado de doença é um ato exclusivo da profissão médica,
sendo vedada a outros profissionais da saúde.
O Código Penal pune o profissional médico com pena de detenção quando há
emissão de atestado falso ou fazer uso de papéis falsificados ou alterados, inclusive
com aplicação de multa se o crime for cometido com o fim de obtenção de lucro
(art. 302 e 304).
A Resolução CFM 1658/02 em seu art. 6º, § 1º diz que os médicos devem aceitar
atestados para avaliação de afastamento de atividades quando emitidos por médicos
habilitados e inscritos no CRM – Conselho Regional de Medicina, ou de
odontólogo, estes no estrito âmbito de sua profissão. O médico poderá, se
necessário, valer-se de opinião de outros profissionais afetos à questão para exarar o
seu atestado.
É vedado ao médico firmar atestados sem praticar os atos profissionais que os
justifiquem, segundo o Decreto-Lei 20.931/32 e art. 110 e 116 do Código de Ética
Médica.
O médico só poderá fornecer atestados ou relatórios de exames ou tratamentos
realizados revelando assim o diagnóstico ou tratamento desde que obtenha expressa
autorização do paciente ou seu responsável (Resolução 1219/85). A Portaria 3291
do Ministério da Previdência de 1984, que exige atestado médico para fins de
justificativa de falta ao trabalho, impõe o uso do diagnóstico codificado de acordo
com o Código Internacional de Doenças (CID). Tal exigência evita transtornos ao
funcionário que porventura seja encaminhado para perícia médica oficial para
obtenção de auxílio-doença previdenciário ou acidentário.
A Previdência Social orienta que o início do afastamento seja coincidente com o dia
do atendimento. Embora esta norma possa prejudicar o empregado que não
conseguiu assistência médica imediata, o médico não pode atestar doença em dia(s)
anterior(es) ao atendimento, pois, efetivamente, não há como comprovar doença.
O médico também não está impedido de atestar para pessoa de sua família se
efetivamente praticou o ato médico ou tratamento que o justifique, exceto nos casos
de perícia médica judicial, doença grave ou toxicomania e outras situações previstas
na legislação.
Por fim, está o médico obrigado a manter o sigilo médico, de acordo com o Código
de Ética Médica (art 105), inclusive revelar informações confidenciais quendo do
exame médico de trabalhadores inclusive por exigência dos dirigentes de empresas
ou instituições, salvo se o silêncio puser em risco a saúde dos trabalhadores ou da
comunidade.

CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DE ATESTADO DE DISPENSA
Tendo a empresa serviço médico próprio ou conveniado, o funcionário deverá
dirigir-se em eventual necessidade. Se assim não procedeu, e por qualquer razão
procurou outro serviço para ser atendido, deverá levar imediatamente o atestado ao
serviço médico, que o homologará ou não.
Não tendo a empresa tal serviço, o atestado com até quinze (15) dias seá aceito pela
empresa e aquele cujo período for maior a empresa encaminhará seu funcionário
para avaliação pericial junto ao INSS.

CONCLUSÃO
Toda a empresa deve ser saudável do ponto de vista de sua motivação e o rigoroso
monitoramento dos pontos de surgimento do absenteísmo, seja de saúde ou não,
deve ser enfrentado imediatamente de modo a não causar desmotivação e doença
aos que produzem e trabalham pela empresa.
Combater os infratores externos e internos para eliminar os “parasitas de empresas”
faz com que a empresa tenha maior produtividade e reduza a insatisfação de quem
“veste a camisa” assistindo os colegas obtendo atestados e vantagens inapropriadas.
Anexos

MODELOS DE DOCUMENTOS

RECOMENDAÇÃO DE TRABALHO RESTRITO OU SUAVE

Nome: ___________________________________________________________
Função ou Ocupação: _______________________________________________
Mudança de função: ( ) necessária         ( ) não necessária
Natureza: ( ) ocupacional         ( ) não ocupacional        ( ) a esclarecer
Data do início do trabalho restrito: ___/___/___
Data do provável término do trabalho restrito: ___/___/___

Parecer do médico e Tipos de restrições: ________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
________________________________________________________________.
Assinatura e carimbo do médico:


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Parecer do(a) Encarregado(a):
Possibilidade de fornecer trabalho restrito: ( ) sim              ( ) não
Anotar o motivo principal: __________________________________________
_______________________________________________________________.
Nome, Assinatura do(a) Encarregado(a) e data:


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Visto pelo(a) Gestor(a) de RH
Nome, Assinatura e data:

CONTROLE DE FALTAS AO TRABALHO

Nome:        Código:

Motivo da Falta: ( ) Saúde externo     ( ) Saúde interno   ( ) Não saúde
Atestado de ____dias: de ___/___ até ___/___ Atestado de horas: ____ de ___/___
Atestado médico ( )       Atestado odontológico ( )

								
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