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TP2 - Estacas

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TP2 - Estacas
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Trabalhos Praticos de Fundacoes e Taludes - FCT, UNL

2º Trab. Prático



Estacas









Trabalho realizado, no âmbito da disciplina de Fundações e Taludes – 2006/07, por:



Telma Pacheco [ 15939 ]

08.Jan.2007

2º Trab. Prático Estacas







ÍNDICE





Pág.



Objectivo 02





Introdução Teórica 02





Dados do exercício 03





Resolução

a) Verificação da Capacidade Resistente (EC7) 03

b) Cálculo do Assentamento 08





Comentários 13





Bibliografia 14





Anexos 15









Fundações e Taludes – 2006/07 pág. 01

2º Trab. Prático Estacas







OBJECTIVO

Construir um depósito metálico cilíndrico num terreno com as características de sondagem indicadas no

perfil SPT, fornecido em anexo.









INTRODUÇÃO TEÓRICA

Uma estaca é um elemento de fundação instalado no terreno para onde

irão ser transferidas as cargas das estruturas, a profundidades elevadas.

Estas cargas incluem habitualmente cargas axiais (compressão e tracção),

cargas horizontais e momentos flectores.



Dos diferentes tipos de estacas existentes, as utilizadas no caso em

análise serão: de cabeça constrangida; a funcionar em grupo; de ponta; de

rigidez intermédia e instaladas por meio de cravação em Areia.









A cravação de estacas isoladas em areias e solos sem coesão provoca,

em regra, um rearranjo permanente das partículas do solo e algum efeito

de esmagamento. Assim, em terrenos soltos, a capacidade resistente das

estacas aumenta, em consequência do aumento da compacidade relativa

devido à cravação, o que torna este processo executivo vantajoso face a estaca de cabeça constragida

outros, neste tipo de solos.



No entanto, o processo de deslocação e compactação da areia abaixo da ponta da estaca é

acompanhado por movimentos da areia ao longo da superfície lateral da estaca, provocando a diminuição

da compacidade da areia na imediata vizinhança do fuste e assim anulando parte dos benefícios ganhos

na primeira fase de deslocação e compactação.



Trabalhos realizados por Vesic e outros autores mostraram que a resistência lateral (fs) e de ponta (fb)

unitárias não aumentam linearmente em profundidade, atingido um valor aproximadamente constante a

partir de determinada profundidade.









Há muito menos informação sobre o comportamento de grupos

de estacas em areia do que em argila, mas é reconhecido,

genericamente, que a eficiência de grupos em areias é superior

a 1.



No caso de existir encabeçamento ao nível ou abaixo da

superfície do terreno, Vesic sugere que a contribuição deste

pode ser contabilizada considerando uma sapata corrida, com

largura igual a metade da distância entre o perímetro exterior

das estacas e a aresta exterior do encabeçamento do grupo.



Vesic demonstra também que, ao contrário do que acontece

com as argilas, a distribuição de cargas pelo grupo de estacas

penaliza as estacas centrais. Beredugo e Kishida verificaram,

também, que quando a carga aplicada se aproxima da carga

última, as estacas mais próximas do centro são as mais

estaca isolada grupo de estacas

carregadas e as dos cantos as menos carregadas.







Fundações e Taludes – 2006/07 pág. 02

2º Trab. Prático Estacas







DADOS do trabalho

- O depósito terá capacidade para armazenar 120 m3 de água.



- A estrutura do depósito tem um Peso próprio (PP) de 10 KN.



- O diâmetro exterior do depósito é de 4.6 m e o diâmetro interior é de 4.5 m.



- Cada estaca terá um diâmetro de 0.35 m, com um espaçamento r: 1m < r < 4m



- O encabeçamento é constituído por maciço em betão armado com 1.2 m de altura.



- Para efeitos do pré-dimensionamento estrutural das estacas, adoptar um valor para a tensão de

segurança à compressão no betão de 50 kgf/cm2.



- Para o posicionamento das estacas sob o maciço, considere que a distância mínima entre a face

exterior do depósito e a aresta do maciço é de 0.2 m.





NOTA: Em anexo apresenta-se o enunciado com todos os dados acima definidos e o desenho

esquemático do depósito a construir, assim como os resultados do ensaio SPT que fornecem as

características do terreno.









RESOLUÇÃO

a) Verificação da capacidade resistente, do grupo de estacas (definindo previamente o número de

estacas necessárias e o respectivo comprimento) de acordo com o EC7 e esquematização em

planta do posicionamento das estacas sob o maciço de encabeçamento.









Definição do número de estacas e seu comprimento



Uma vez que as estacas trabalham essencialmente por ponta no estrato de elevada resistência,

é necessário confirmar se as tensões de compressão induzidas pelas cargas de serviço (V) no

fuste das estacas não excedem as tensões de segurança relativas ao material que constitui o

fuste das estacas.

Desta forma é possível definir o número de estacas necessárias, através da expressão:



V

σ seg ≥ , sendo V – carga de serviço

n× Ab

n – número de estacas



Ab – Área da base de cada estaca









Fundações e Taludes – 2006/07 pág. 03

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A carga de serviço será: V= ∑ (PP depósito

+PPágua +PPmaciço ) = 10 + 1177,2 + 750



V = 1937,2 kN

PPdepósito = 10 kN





PPagua = 120 (m 3 ) × 9,81(KN / m 3 ) = 1177,2 kN





PPmacico = ( 5 × 5 × 1 ) m 3 × 25 (KN / m 3 ) = 750 kN

,2







π ⋅d 2

A área de cada estaca será: A= = 0,0962 m 2

4









V

Desta forma:

σseg ≥ ⇔

n ×A

1937,2

⇔ 4903,325 ≥

0,0962 × n

⇔ n ≥ 4,11 ⇒ n = 5estacas









Na bibliografia consultada verificámos que, para os resultados dos ensaios SPT, não é

aconselhável admitir-se um valor de NSPT superior a 60 pancadas, no âmbito da definição do

comprimento das estacas.

Assim sendo, escolhemos o valor de NSPT = 58 que corresponde a um comprimento de 12,5 m,

para cada uma das 5 estacas.









Fundações e Taludes – 2006/07 pág. 04

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Verificação da Capacidade Resistente:



De acordo com o formulário de estacas em compressão (vide bibliografia), vamos verificar a

capacidade resistente (ou a segurança) do grupo de estacas, sendo que para esta se verificar é

necessário que:

Rcd ≥ Vcd



Seguindo a proposta de Meyerhof, que utiliza resultados de ensaios de campo SPT (pág. 13 do

para estacas cravadas em Areias saturadas, temos:

mesmo Formulário),





N As

Rcd = 4N b Ab + (kgf ) , onde Nb, é o valor do NSPT ao nível da ponta da estaca;

50

Ab, é a área da ponta da estaca (em cm2);



As, é a área lateral da estaca (em cm2) considerada para

11,1 m [zona correspondente à área envolvente da ponta:

12,5 - 4x0,35 ].



N é o valor médio do NSPT ao longo do fuste da estaca



é igual à média dos valores de NSPT até uma

distância igual ao comprimento da estaca,

subtraindo-lhe 4 vezes o diâmetro desta –- ou seja:



N =

∑SPT → 12,5 − ( 4 × 0,35)

8





No presente caso, o nível freático não está exactamente ao nível da superfície do terreno, mas

ao considerarmos que está calculamos pelo lado da segurança, visto ser essa a situação mais

desfavorável.









Comecemos por efectuar este cálculo para uma só estaca isolada, para depois o aplicar ao

grupo de estacas. Pois estudo efectuados por Vesic confirmam que, desde que a estaca isolada

manifeste um factor de segurança adequado não existe risco de ocorrer o colapso do grupo.





Parcela de resistência de ponta de Rp:

N b = 58





Ab = π ⋅ r 2 ⇔

⇔ Ab = π × 17,52 = 962,113 cm 2





Parcela de resistência lateral Rs:



4 + 2 + 11 + 12 + 5 + 9 + 15 + 20 78

N = = = 9,75

8 8



As = 2π ⋅ r ⋅ L ⇔

⇔ As = 2π × 17,5 × (1250 − 4 × 35) ⇔

⇔ As = 122050,875 cm 2



Fundações e Taludes – 2006/07 pág. 05

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Cálculo do Rc para uma estaca isolada:



NAs

Rc = 4Nb Ab + ⇔

50

⎛ 9,75 ×122050,875 ⎞

⇔ Rc = ( 4 × 58 × 962,113) + ⎜ ⎟ ⇔

⎝ 50 ⎠

⇔ Rc = 247010,079 kgf





0,00980665 kN 1 kgf

= ⇔ x = 2422,341kN

x 247010,08 kgf









Cálculo do Rcd para o grupo de estacas:



Como o grupo é constituído por 5 estacas, o valor da capacidade resistente do

grupo será:

Rc = 5 × 2422,341 = 12111,707 kN





E o valor de cálculo para a capacidade resistente é: Rcd = Rbd + Rsd , onde:



Rbk Rs

Rbd = , Rsd = k

γb γs



Rc ,707 kN

1211

como γ b = γs = 1

,3 → Rcd = = = 9316,698 kN

,3

1 1,3







Verificação da segurança para o grupo de estacas:



Sabemos que a carga de serviço (acima calculada) é: V = 1937,2 kN .

No entanto para a verificação da segurança necessitamos do respectivo valor de

cálculo.



Como γQ = 1 e γG = 1

,3 ,0 , a carga de cálculo será:



Fcd = Pw ⋅ γ Q + (PPdepósito + PPmaciço ) γ G

⇔ Fcd = (120 × 9,81) × 1 + (10 + 25 × 1 × 25 ) × 1

,3 ,2

⇔ Fcd = 2290,36 kN







Assim, Rcd ≥ Vcd ⇔ 9316,7 kN ≥ 2290,4 kN



SEGURANÇA VERIFICADA



Fundações e Taludes – 2006/07 pág. 06

2º Trab. Prático Estacas







Para a verificação da segurança estar completa dever-se-ia ainda calcular o valor respectivo ao

bloco de fundação e só depois escolher o menor dos valores (de entre as estacas e o bloco de

fundação). No entanto, esse cálculo cairia no absurdo, uma vez que nas dimensões do maciço

de encabeçamento conseguiríamos colocar 25 estacas (5x5) em vez de 5 logo, não faz sentido

verificar o valor da capacidade resistente para o bloco de fundação.









Posicionamento das Estacas (em Planta):

Apresentamos, de seguida, o posicionamento das estacas no maciço de encabeçamento, tendo

o maciço as dimensões de 5x5 m, a distância entre a face exterior do depósito e a aresta do

maciço de 0.2m, a distância máxima entre estacas 3.25m e a mínima 2.3m.

Distâncias, estas, que respeitam os valores limite do espaçamento entre as estacas,

previamente definidos.









Estaca do tipo A



Estaca do tipo B









Fundações e Taludes – 2006/07 pág. 07

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b) Considerando o maciço de encabeçamento rígido, avaliar o assentamento do grupo de estacas



Para avaliar o assentamento do grupo de estacas, optámos por utilizar o método que envolve a

utilização de coeficientes de interacção entre estacas, sugerido por Poulos e Davis.



Por considerações de cálculo consideraremos o maciço de encabeçamento rígido, e as estacas

de ponta (visto a resistência lateral ser mínima em relação à resistência de ponta).



Inicialmente avalia-se o assentamento de uma estaca isolada sujeita a uma carga unitária,

V

através de: s = Ι, sendo: V a carga unitária;

Es × d

Es o módulo de deformabilidade do terreno ao longo

2

do fuste [ EsB.A.= 60 MN/m ] – valor retirado do

quadro 2.9 na pág. 53 das Folhas_Estacas (vide bibliografia);



d o diâmetro da estaca;



I um factor de influência calculado a partir de

Ι = Ι0R k R r Rν .







Para encontrar o factor I é necessário conhecer os valores de L/d e de K, afim de utilizar os

ábacos, abaixo apresentados.



L 12,5 E eR A

= = 35,71 e K = , onde Ee é o módulo de elasticidade da estaca

d 0,35 Es

[ EeB.A.= 30 GPa = 30x103 MN/m

2

]



Ae

Ra = ≈1

πr 2

30 × 103 × 1

pelo que: K = = 500

60









Encontrando Io:



Através do ábaco:

( in “Folhas_Estacas”, p.46 - fig. 2.30

ou “Formulário”, p.21 )









Para L/d = 35,71 e db/d=1

Obtivemos um valor de Io = 0,057









Fundações e Taludes – 2006/07 pág. 08

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Encontrando Rk:



Através do ábaco:

( in “Folhas_Estacas”,

p.46 - fig. 2.31 ou

in “Formulário”, p.21 )









Para L/d = 35,71 e K=500

Obtivemos um valor de Rk = 1,583



[ para a utilização do valor de L/d

desenhámos uma linha intermédia entre

os valores 25 e 50 ]









Encontrando Rr:



Através do ábaco:

( in “Folhas_Estacas”, p.48 - fig. 2.34

ou “Formulário”, p.23 )







Para Eb/Es = 5 (*) e K=500

Obtivemos um valor de Rk = 0,940



[ aqui houve que escolher um dos ábacos definidos

por L/d. Optámos pelo (b) L/d = 50, visto ser o que

está mais próximo de 35,7. Além disto, ao comparar

com o de L/d=25, verificámos que o anterior majora

o factor de influência, pelo que estamos do lado da

segurança ]



(*) obtido através do quadro 2.9 in “Folhas_Estacas”, p.53









Encontrando Rv:



Através do ábaco:

( in “Folhas_Estacas”,

p.47 - fig. 2.33 ou

ou “Formulário”, p.22 )







Para νs = 0,3 (**) e K=500

Obtivemos um valor de

Rk = 0,936



(**) in “Folhas_Estacas”, p.53

(último parágrafo)



Fundações e Taludes – 2006/07 pág. 09

2º Trab. Prático Estacas







Desta forma Ι = 0,057 × 1,583 × 0,94 × 0,936 = 0,079





E podemos, assim, calcular o assentamento de uma estaca isolada sujeita a carga unitária de

1kN:

1 kN

s1 = × 0,079

60 × 10 3

kPa × 0,35m .

⇔ s1 = 3,780 × 10−6 m / kN = 0,00378 mm / kN









Teremos, agora, que calcular o assentamento total do grupo das estacas.



n n

Para isso usa-se sk = s1 × ∑ (Vk × αkj ) + s1 ×Vk e VG = ∑V j ,

j =1 j =1

j ≠k

sendo: sk o assentamento da estaca k,

s1 o assentamento da estaca

isolada sob carga unitária,

αkj o factor de interacção entre

as estacas k e j,

Vk a carga na estaca k

VG a carga total aplicada ao grupo









Obtenção de αkj:







Através do ábaco:

( in “Folhas_Estacas”,

p.67 - fig. 2.54 )









Para r = 2,30 e d/ r = 0,15 αA2 = αA3= αA4= αA5= 0,17

r = 3,25 e d/ r = 0,11 α23 = α24= α35= α45= 0,12 (ver esquema estacas)



r = 4,60 e d/ r = 0,076 α25 = α34= 0,10









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Desenvolvendo a expressão do assentamento:



S1 = s1 × ⎡V2 × α1 + V3 × α1 + V4 × α1 + V5 × α1 + V1 ⎤

⎣ 2 3 ⎦4 5





S2 = s1 × ⎡V1 × α 2 + V3 × α 2 + V4 × α 2 + V5 × α 2 + V2 ⎤

⎣ 1 3 ⎦4 5





S 3 = s1 × ⎡V1 × α 3 + V2 × α 3 + V4 × α 3 + V5 × α 3 + V3 ⎤

⎣ 1 2 ⎦

4 5





S 4 = s1 × ⎡V1 × α 4 + V2 × α 4 + V3 × α 4 + V5 × α 4 + V4 ⎤

⎣ 1 2 ⎦

3 5





S 5 = s1 × ⎡V1 × α 5 + V2 × α 5 + V3 × α 5 + V4 × α 5 + V5 ⎤

⎣ 1 2 ⎦

3 4









Como:

V1 = V A α1 = α A S1 = S A

V2 = V3 = V4 = V5 = VB α 2 = α 3 = α 4 = α 5 = αB S2 = S3 = S 4 = S5 = SB





Podemos reduzir o sistema às seguintes expressões:





⎪ A 1 ⎣ B A2 (

⎧S = s × ⎡V × α + α + α + α

A3 A4 A5

+ VA ⎤

⎦ )



⎪SB = s1 × ⎡V A × αB + VB αB + αB + αB + VB ⎤

⎩ ⎣ 1 3 4 5

( ⎦ )

⎧S A = s1 × ⎡VB

⎪ ⎣ × ( 0,17 + 0,17 + 0,17 + 0,17 ) + VA ⎦





⎪SB = s1 × ⎡V A × 0,17 + VB ( 0,12 + 0,12 + 0,10 ) + VB ⎤

⎩ ⎣ ⎦



⎧S A = s1 × ⎣VB × 0, 68 + VA ⎦

⎪ ⎡ ⎤

⎨ (1)

⎡ ⎤

⎪SB = s1 × ⎣0,17 ×V A + 1, 34 ×VB ⎦











Como se admitiu que o maciço era rígido, o assentamento será igual em todas as estacas,

portanto:

s A = sB

⇔ s1 ( 0,68 × VB + V A ) = s1 ( 0,17 × V A + 1,34 × VB )

⇔ 0,68 × VB + V A = 0,17 × V A + 1,34 × VB

⇔ VB × (0,68 − 1,34 ) = V A × (0,17 − 1)

0,66

VA = V (2)

0,83 B





n

Da expressão de carga total VG = ∑V j V A + 4VB = Fcd (3)

j =1









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⎧0,83 ×VA − 0,66 ×VB = 0

⎪ ⎧

⎪ A = 379,808 kN

V

Das expressões (1) e (2) : ⎨ ⇔ ⎨

⎪ A + 4VB = 2290,36

⎩V ⎪ B = 477,638 kN

⎩V







Substituindo VA e VB na expressão (1), temos:



⎧ −6



⎪S A = 3, 78 × 10 ⎣0, 68 × 477, 638 + 379, 808 ⎤



⎨ −6

⎪SB = 3, 78 × 10 ⎡0,17 × 379, 808 + 1, 34 × 477, 638 ⎤

⎩ ⎣ ⎦

⎧S A = 0, 002664 m



⇔⎨ ⇒ S = 2,664 mm

⎪SB = 0, 002664 m







Confirma-se que o assentamento das estacas do tipo A e do tipo B são iguais, sendo o seu

valor S =2,664x10-3 m. Tal facto, reitera a hipótese de estrato rígido que implica assentamento

igual em todas as estacas do grupo.









Fundações e Taludes – 2006/07 pág. 12

2º Trab. Prático Estacas









COMENTÁRIOS



Analisando os valores obtidos, para a verificação da capacidade resistente, observa-se que esta é

significativamente maior que a carga de serviço (cerca de 7000 kN). O que nos leva a constatar que

se poderia diminuir o comprimento das estacas diminuindo, assim, os custos e mantendo a

resistência à carga suportada pelo grupo de estacas.



O valor obtido para o assentamento do grupo de estacas (2,664 mm) parece-nos razoável. No

entanto, este baseia-se no método de Poulos e Davis que admite como envolvente um meio semi-

infinito, elástico e linear com módulo de deformabilidade (Es) constante em profundidade, a

generalização desta solução teórica só é possível graças ao princípio da sobreposição dos efeitos.

Ora, esta solução, afasta-se da realidade precisamente por não existirem solos de comportamento

linear e isotrópico, facto que irá influenciar a eficácia deste método. No entanto pareceu-nos que os

factores correctivos envolvidos são meticulosos o suficiente para suprir esta falha.



Outro método disponível – para este tipo de estacas neste solo – seria o do Bloco de Fundação

Equivalente, que preterimos devido aos parâmetros que teríamos de ponderar como: o factor de

fluência que envolve a estima do Tempo em anos; e o facto de termos de converter o ensaio SPT

(único de que dispomos) num CPT para podermos utilizar o respectivo método.









Fundações e Taludes – 2006/07 pág. 13

2º Trab. Prático Estacas









BIBLIOGRAFIA



Varatojo, P. (2006), “Folhas_Estacas”, Elementos de apoio às aulas teóricas de Fundações e

Taludes.



Varatojo, P. (2006), “Formulário – Estacas em Compressão”, Elementos de apoio às aulas práticas

de Fundações e Taludes.



Pré-Norma Europeia ENV 1997-1:1994



Apontamentos das aulas práticas da disciplina de Fundações e Taludes



Tabelas de conversão (in Wikipédia)









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ANEXOS





– Enunciado do Exercício



– Resultado do Ensaio SPT









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