Participantes - DOC

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					                           PROTER – Programa da Terra
              Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.




RELATÓRIO DAS ATIVIDADES DO DIAGNÓSTICO
INICIAL E SEMINÁRIO REGIONAL DO PROJETO
NA REGIÃO DO VALE DO RIBEIRA – ESTADO DE

                          SÃO PAULO.



  Municípios: Barra do Turvo, Cajati, Cananéia e Sete Barras/SP.




            De 27 de Agosto a 02 de Setembro de 2006




                             Vale do Ribeira/SP
                                    2006




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                                              PROTER – Programa da Terra
                                 Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.

1. RELATO DOS TRABALHOS DA SEMANA DO DIAGNÓSTICO INICIAL
Dia 27/08/2006
Atividade: Planejamento dos Trabalhos
Local: Sede do PROTER – Bairro Ribeirão Vermelho – Registro/SP

Participantes/Apresentação:
          Ana Cristina: PROTER - Consórcio Terra Medicinal – CTM;
          Laura De Biase: Estagiária do Projeto;
          Edgar Alves: Facilitador do Projeto – Vale do Ribeira – Marco Zero no projeto;
          Ana Rebeschini: Diretora do PROTER – Preocupação quanto as Expectativas criadas e o comprometimento
           quanto à realização dos trabalhos;
          Juvenal P. Moraes: Monitor do Projeto, agricultor familiar;
          Hamilton Nascimento: Facilitador do Projeto – Pontal do Paranapanema – Conhecer os tipos de sistemas que
           são desenvolvidos na região;
          Clodoaldo Bernardo: Novo monitor a partir de final de julho/06 – agricultor familiar – irmão foi o último
           monitor;
          Armin Deitenbach: Coordenador do Projeto – Continuidade do trabalho da entidade que vem acontecendo
           desde 1995;
          Agnaldo J. Oliveira: Monitor do Projeto – o trabalho de monitoria na comunidade vem acontecendo no bairro
           a partir da troca de experiências entre os agricultores – possível mudança de monitor (o atual será contratado
           pelo INCRA no novo PDS implantado no Bairro).

Apresentação da Programação da Semana

      SEMANA DOS DIAGNÓSTICOS RURAIS PARTICIPATIVOS (DRP´S) E SEMINÁRIO REGIONAL DO PROJETO
Objetivos:
    Os Diagnósticos Rurais Participativos estarão sendo construídos de forma participativa, onde dentro do
projeto, cada comunidade, estará ajudando a formar a Linha de Base, traçando um retrato local onde o
projeto será desenvolvido. Esta linha a ser construída com os atores envolvidos, nos dará a base a partir da
qual deverá acontecer o processo de monitoramento o que possibilita posteriormente avaliar as mudanças
que acontecerão ao longo do projeto a partir desse retrato inicial.
    O Seminário Regional tem por objetivo nivelar informações sobre bases ecológicas, econômicas e
culturais dos sistemas e práticas agroflorestais, bem como, definir a partir do processo participativo, modelos
de SAF´s a serem trabalhados ao longo do projeto, buscando ainda, consolidar indicadores de
sustentabilidade a serem reconhecidos pelos agricultores e técnicas e métodos do monitoramento
participativo apropriáveis pelos mesmos.

Público alvo:
   Agricultores dos 4 grupos participantes do Projeto

                                                     PROGRAMAÇÃO DA SEMANA:
27/08/2006 (domingo):
Planejamento dos Diagnósticos Rurais Participativos (DRP’s);
Planejamento do Seminário Temático com a Equipe Técnica (técnicos e monitores do projeto + colaboradores)
Intercâmbio entre os Monitores Agroflorestais
Local: Sede do PROTER – Sítio Santa Gertrudes – Ribeirão Vermelho – Registro/SP

28/08/2006 (segunda-feira):
DRP’s em Sete Barras/SP
Local: Sede da Associação AGUA - Bairro do Guapiruvú – 09:00hs

DRP’s em Cananéia/SP
Local: Sub-prefeitura – Bairro do Itapitanguí – 08:30hs

29/08/2006 (terça-feira):



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                                             PROTER – Programa da Terra
                                Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.

Sistematização das informações Levantadas nos DRP´s de Sete Barras e Cananéia – 08:30hs – 12:30hs
          Preparação do Seminário – 13:30hs – 16:30hs
Local: Sede do PROTER – Sítio Santa Gertrudes – Ribeirão Vermelho – Registro/SP

30/08/2006 (quarta-feira):
DRP’s em Cajatí/SP
Local: Bairro Jacupiranguinha – 09:00hs

DRP’s em Barra do Turvo/SP
Local: Comunidade Primeiro Ribeirão - 09:00hs

31/08/2006 (quinta-feira):
Sistematização das Informações levantadas nos DRP´s de Barra do Turvo e Cajatí; – 08:30hs – 12:30hs
Preparo do Seminário – 13:30 – 16:30hs
Local: Sede do PROTER – Sítio Santa Gertrudes – Ribeirão Vermelho – Registro/SP

01 - 02/09/2006 (sexta-feira e sábado):
SEMINÁRIO Temático: Estabelecimento dos modelos de Sistemas Agroflorestais – SAFs
Local: Associação dos Funcionários do Antigo DNER – Vila Ponce – Registro/SP



2. INTERCÂMBIO ENTRE OS MONITORES AGROFLORESTAIS DO PROJETO.
Os monitores tiveram a oportunidade de contarem um pouco como vem sendo desenvolvido o trabalho de
monitoria dentro das áreas pilotos do projeto.

Juvenal Pereira de Moraes – Cajatí: No momento vem visitando as áreas em companhia do facilitador do
projeto; existe bom interesse por parte dos agricultores; o viveiro de mudas já está terminado e que agora é
só se preparar para dar continuidade aos trabalhos a partir da realização desses eventos;

Agnaldo José de Oliveira – Sete Barras: Já realizaram algumas visitas aos agricultores, principalmente os
que se encontram no Assentamento Alves, Teixeira e Pereira; ele como monitor, está bastante atribulado por
outras tarefas da comunidade; vem conversando sobre a possibilidade da mudança como monitor, já que o
INCRA estará contratando ele para ajudar em outras atividades administrativas do Assentamento; o Viveiro
de mudas está quase pronto, não terminaram ainda, porque faltou uma parte do sombrite, etc., que já foi
devidamente providenciado;

Clodoaldo Estevam Bernardo - Cananéia: A monitoria está começando, até porque ele é o mais novo
monitor desde 31/07/06; seu irmão Marçal era o antigo monitor que, devido à contratação por parte da
prefeitura, não mais pode acompanhar este processo. Clodoaldo já visitou algumas áreas em companhia do
facilitador; como monitor ajudou a organizar todos os mutirões do viveiro, que está em fase de acabamento;

José Maria de Souza – Barra do Turvo: Não pode comparecer devido à colheita dos produtos de horta que
são comercializados toda segunda-feira na feira da cidade.

3. PLANEJAMENTO DOS TRABALHOS NAS COMUNIDADES
(Técnicas do DRP a serem trabalhadas)

Nesta etapa, foram discutidos entre o grupo, qual seria a metodologia e dinâmica a ser trabalhada na
construção dos DRP´s nos locais de atuação do Projeto. Sendo assim, ficou discutido que seria trabalhado da
seguinte maneira em cada município:

Cananéia:                                                        Sete Barras:
Mapa do Município;                                               Mapa Participativo;
Calendário Sazonal;                                              Diagrama de Venn;
Rotina diária;                                                   Calendário Sazonal.
Lista das Espécies de interesse para os SAFs.
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                                             PROTER – Programa da Terra
                                Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.

Mapa Participativo do Município;                                 Divisão das Equipes:
Calendário Sazonal;                                              28/08/06
Rotina das Atividades;                                           Sete Barras: Laura e Ana Cristina
Diagrama de Varal;                                               Cananéia: Hamilton e Edgar
Lista das Espécies de interesse para os SAFs.                    Coordenador: Armin = Acompanha 02 municípios

Barra do Turvo:                                                  30/08/06
Dinâmica Inicial do Mapa do Bairro;                              Barra do Turvo: Ana Cristina e Laura
Discussão sobre Áreas de Proteção Permanente, Reserva            Cajati: Hamilton e Edgar
Legal e Licenciamento Ambiental do Uso destas Áreas.             Coordenador: Armin = Acompanha 02 municípios




META 4: MONITORAMENTO, SISTEMATIZAÇÃO                                                  E    AVALIAÇÃO DO
PROJETO

ATIVIDADE 4.1: DIAGNÓSTICOS RURAIS PARTICIPATIVOS – DRP´S
Resultados:
                   RELATO DO DIAGNÓSTICO RURAL PARTICIPATIVO EM CANANÉIA/SP

Local: Bairro do Itapitangui - Município de Cananéia/SP
Data: 28/08/06

     1. O Grupo Agroflorestal:

    Em Cananéia, o PROTER trabalha com o acompanhamento dos Sistemas Agroflorestais, desde 1995 no
Bairro Rio Branco ente outros e com a Monitoria Agroflorestal desde o início do Projeto de Formação
Agroflorestal em Rede no Bioma Mata Atlântica (CONSAFs) em 2003. Inicialmente, o monitor agroflorestal foi
o Marçal Estevam Bernardo, que iniciou os seus sistemas agroflorestais (SAFs) no Bairro Rio Branco há 11
anos atrás e que produz, de forma agroecológica, bananas para a transformação em passas e licor, produtos
diversos para feiras e turismo agroflorestal (vide a sistematização das áreas no site
www.rebraf.org.br/consafs). Com a contratação do agricultor Marçal pela Prefeitura de Cananéia, o seu irmão,
Clodoaldo Bernardo, que assumiu em julho de 2006 a tarefa da monitoria agroflorestal. Este agricultor por sua
vez, possui experiência com os sistemas agroflorestais e no projeto anterior, foi um dos monitorados pelo seu
Irmão.

O grupo trabalha em vários bairros do Município de Cananéia, às vezes bastantes distantes um do outro.
Alguns dos integrantes do grupo participam do Projeto Agroflorestal da Gaia e a Prefeitura que, tem seu
término previsto para setembro deste ano (previsão de continuidade) e que, apresenta uma proposta parecida
com o projeto PDA, visando o trabalho com agentes agroflorestais.

Bairros:
Porto Cubatão                                   Iririaia-Mirim                        Porto do Meio
Colônia Velha                                   Taquari
Iririaia                                        Rio Branco

     2. Membros do Grupo:
1. Clodoaldo Estevam Bernardo (novo monitor)                     2. Basílio N. da Silva
e Suzete da S. Bernardo                                          3. Lorinaldo (Ceará)




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                          Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.

4. Inês e Gilson Leite                                    7. Natalicio Bernardo e Geni M. Bernardes
5. Ibison de Oliveira                                     8. Andrelina Domingues
6. Marçal Estevam (ex-monitor)                            9. Odete Novaes
                                                          10. Maria Anita Davies

Total de agricultores:
Monitorados diretamente: 10 (02 moram dentro dos limites do Parque Estadual de Jacupiranga)

     3. Apresentação dos Participantes:
Clodoaldo Bernardo: Agricultor Agroflorestal e Monitor do Projeto;
Basílio N. da Silva: do Bairro Taquari a 34 km de distancia do Itapitangui, acesso de estrada de terra e que,
já vem participando dos mutirões para construção do viveiro;
Juliana Grecco: representante da GAIA/Rede Cananéia;
Odete Novaes: Agente da agrofloresta do Bairro Aroeira; trabalha com horta orgânica;
Maria Anita: mora no Bairro Ex-Colônia Velha, é Agente Agroflorestal;
Edgar Alves: Técnico do Proter e facilitador do Projeto no Vale do Ribeira;
Hamilton Ap. Nascimento: Técnico do Proter/Apoena e Facilitador do projeto no Pontal do Paranapanema;
Armin Deitenbach: Coordenador do Projeto.

   O local em que estávamos era uma sala de aula e foi transformado em sala de reuniões, local de fácil
acesso e próximo a Sub-sede do SINTRAVALE no Bairro Itapitangui.

    4. Proposta de Trabalho
   A proposta de trabalho foi realizada de maneira dinâmica e participativa entre os agricultores, surgindo
assim, a seguinte metodologia:
                        1.     - Construção Participativa do Mapa Parcial do Município;
                        2.     - Calendário Sazonal;
                        3.     - Diário de Rotina;
                        4.     - Relação das espécies de interesse dos agricultores para utilização nos
                       SAFs.

    5. Construção Participativa do Mapa do Município;
Obs.: Os agricultores na construção do Mapa utilizam o feijão de porco (sementes), para identificar as áreas
de agrofloresta no município; mudas de árvores para demonstrar a presença da mata nativa, etc.

Síntese das Informações e Resultados do Mapa:

    Histórico:
     Seu Basílio nos diz que no tempo de seus pais no bairro do Taquari não existiam estradas, mas
        apenas trilhas onde passavam tropas e pessoas que saiam de suas comunidades para levar o que
        produziam até a cidade pelos rios mais próximos. Essa trilha com o tempo foi batizada de “caminho
        das tropas”, nome este dado pela constante passagem de tropeiros pelo local;
     Basílio nos relata também que ele, seu pai e seu avô nasceram no Bairro Taquari, existindo assim,
      uma ocupação antiga de aproximadamente 100 anos. Todo esse tempo a sua família sobrevivia da
      roça que plantavam em suas áreas. Hoje, no entanto, para fazer sua roça ele tem problema com as
      leis Ambientais, porque seu sitio está inserido dentro do Parque Estadual de Jacupiranga - PEJ;
     Ele e sua família criavam porcos, frangos e bois e tudo isso era transportado de canoa até Cananéia
      para ser vendido;




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     Da casa do Basílio para chega até o Mar, leva-se mais ou menos 40 minutos e ele faz este trajeto
      ainda, de Canoa;
     Basílio conta que perto de sua casa existia um monjolo;
     Clodoaldo mora há 33 anos na comunidade de Rio Branco, seus avós são fundadores do Sitio em
      que mora. Os antepassados desmataram e plantaram roça de lavoura branca. Há mais de 20 anos a
      cultura da banana foi implantada para comércio;
     Clodoaldo conta que os antigos, levavam aves e porcos vivos, amarrados uns aos outros, pelos
      caminhos com a intenção de vendê-los na cidade.
     Anita nasceu na comunidade Ex-colônia, seu pai tem 87 anos e ainda trabalha nos mutirões
      promovidos pela comunidade; A Ex-colônia tem esse nome porque foi fundada pelos Ingleses;
     As áreas próximas ao litoral, tiveram e ainda tem muita exploração imobiliária. O Sr. Basílio chegou
      até a tomar tiro na época, por ter que defender a invasão em suas áreas do sítio (mostra que tomou
      um tiro na cabeça).


Informações sobre o Sistema Produtivo:
SAF´s:
     O Ceará tem uma área abandonada onde quer trabalhar com Safs para poder recuperá-la;
     A Dona Inês quer trabalhar em sua área com um sistema que tenha uma diversidade de espécies de
      árvores frutíferas, para fazer doces e compotas e vender aos turistas que tem freqüentado sua
      propriedade ultimamente;
     O SAF da Dona Andrelina é quase dentro do Mar (brincam os demais agricultores (as)) por estar a
      uma distância de 2 km do Mar. Neste lugar: “o solo é muito arenoso”, observa um dos agricultores
      (as).

Manejo:
    Ibison recupera as áreas sem estragar o palmito Jussara nativo na área em que está remanejando.
        Ou seja, em locais que já foram utilizados para um determinado manejo (madeira, lenha, ou o próprio
        palmito), o agricultor mantém os palmitos Jussara existentes e quando corta, deixa as matrizes e os
        mais jovens.
     O Palmito Jussara necessita de umidade e sombra no inicio do plantio;
     O corte do Palmito é controlado para que não se acabe com a espécie no local e é vendida na feira
      por encomenda, sendo comercializado por 5,00 Reais a unidade (tamanho médio) preço na feira;

Outros:
     A área da Anita é de capoeirão grosso e também tem uma área que já foi derrubada, onde
        atualmente é plantada a mandioca;
     Clodoaldo trabalha com criação de abelhas para produção de mel através da Floresta Nativa e de
      seus sistemas agroflorestais implantados no sítio. Ele nos relata ainda que, a amora serve para
      recuperar a matéria orgânica do solo e serve também como ração para o gado por ser uma planta
      que agüenta varias podas;
     Hoje a Odete recupera uma área de bananal;
     A Odete quer trabalhar com manejo da mata e fazer um planejamento de produção a partir dos
      SAFs;



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                          Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.

     Já a Dona Inês, quer fazer um SAF com bastantes frutas e um trabalho direcionado para o turismo.
      Aliás, sua propriedade, faz parte do Circuito de Turismo;

     Os agricultores Basílio, Lorinaldo (Ceará), o Monitor Clodoaldo etc. em suas unidades familiares, têm
      algumas cabeças de gado onde utilizam o leite e seus derivados para a alimentação da família;

     Dona Inês Leite, cria algumas cabras em seu sítio, de onde usa o leite e seus derivados para uso da
      família e como alternativa para oferecer aos turistas que visitam a sua propriedade.

Informações Ambientais:
     O Parque Estadual do Jacupiranga nasce próximo ao agricultor Ibison, passa pelo seu Basílio e vai
        até a BR116;
     O Bairro Santa Maria apresenta em sua composição metade do bairro dentro do Parque e outra
      metade fora;
     Hoje existe uma discussão entre os moradores que encontram-se no entorno estão próximos e
      dentro do parque, voltada para mudança dos limites divisa do parque; esta discussão refere-se a
      proposta de 02 deputados estaduais que através de um projeto de lei, estão discutindo a
      necessidade de mudança de categoria do Parque Estadual de Jacupiranga (explicar projeto de Lei e
      Comissão)
     O Sitio do Basílio está dentro da área do Parque e o que vai mudar para ele? Não sabe muito bem!
      Mas acredita que, não poderá mais desmatar nenhuma área;
     Basílio nos relata que ele teve conhecimento da existência do Parque a mais ou menos uns 20 anos
      atrás;
     Antes de ser parque, os pais do Sr. Basílio, assim como ele, utilizavam as áreas de Capoeirão
      (Capão) para o plantio de lavoura branca (arroz, feijão, milho, mandioca, etc.), sendo que hoje, conta
      o agricultor, _ “não é mais permitido fazer mais essa prática porque a policia ambiental vem e multa”.
     O mesmo agricultor conta, que o que deixa ele mais indignado, é que o grileiro pode desmatar e
      vender a madeira e ainda por cima, muitas vezes recebe indenização pelas áreas que foram
      tomadas de outros agricultores. Já aqueles (“como nós”) que cuidam da Floresta não tem direito a
      indenização nenhuma e nem direito de fazer um manejo dessas áreas;
     Os agricultores sabem que na área do Rio Cachoeira do Pitu, no Bairro Rio Branco (aberta a
      visitação) possui próximo a esta cachoeira uma área de Reserva Legal (RL) que é administrada por
      uma empresa denominada de LOGICRED. Essa empresa é que cuida dessa área. No entanto, os
      agricultores não sabem mais a respeito do assunto.


    Educação:
     As monitoradas Odete e Maria Anita nos relatam que a escola que existia era de controle do
      Governo Estadual e que agora a escola que seus filhos estudam é de controle do Governo
      Municipal;
     “Antes tinha escola rural em todos os Bairros e agora os alunos são transportados de Micro Ônibus
      para o Bairro do Itapitangui e Porto Cubatão”;
     “Foram desativadas as escolas Rurais por causa da Municipalização das Escolas”;
        “Em Itapitangui a escola vai da 1.ª a 4.ª série e que depois, as crianças passam a freqüentar a
        escola do Porto Cubatão que vai da 5.ª série ao Colegial (8.ª)”;


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                                           PROTER – Programa da Terra
                              Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.

     Maria Anita nos relata que na Ex-colônia já faz 15 anos que a Escola foi desativada e os alunos são
      transportados de ônibus para os Bairros Itapitanguí ou Porto Cubatão e que, de sua casa até a
      Escola, “a distância fica em torno de 10 km, mas tem alunos que fica a mais de 22 km”;


Acessos:
    O Bairro Iririaia-mirim, onde moram a Dona Inês e a Odete, estão localizados a 13 km do Bairro
       Itapitangui;

      O Bairro Taquari, propriedade do Sr. Basílio, fica distante 33 km do bairro Itapitangui e ele conta que
       de bicicleta leva em torno de 3 a 4 horas de viagem. Outra alternativa para o agricultor, é o acesso
       por meio de canoa, onde gasta aproximadamente 40 minutos para percorrer uma distância parecida,
       cortando caminho pelos rios e braços de mar até chegar no Bairro Itapitangui.

      O sítio do agricultor Ibison de Oliveira, Bairro Porto do Meio, encontra-se na mesma estrada que vai
       que dá acesso ao Sítio do Sr. Basílio, porém, fica a aproximadamente 15 km do Bairro Itapitangui.

      A propriedade do Sr. Lorinaldo (Ceará), fica na divisa pelo asfalto entre Pariquera-açú e Cananéia,
       distante aproximadamente a 27 km, considerado de acesso bem fácil por estar próximo à rodovia e
       pelo transporte diário de ônibus intermunicipais pelo local.

      O monitor Clodoaldo Bernardo, do Bairro do Rio Branco está distante a aproximadamente 11 km do
       Bairro Itapitangui;
Obs.: Os agricultores usam o Bairro do Itapitangui como referência de encontros, reuniões que são realizadas na Sub-sede do
SINTRAVALE e da prefeitura que fica no bairro.
As informações das distâncias entre os bairros, foram demonstradas pelos agricultores no Mapa que os mesmos construíram em
conjunto.

Recursos Hídricos:
    Na divisa do sitio do Basílio passa um córrego por nome de Lava pés, ele recebeu esse nome por
       que as pessoas que passavam pela várzea ao chegar ali costumavam lavar os pés para seguir
       viagem, pois dali em diante não tinha várzea para passar;
      No sítio da Inês passa o Córrego Ribeirinho que por sua vez passa também na frente do sítio da
       Odete a mais ou menos 30 metros. Ambas as agricultoras, são vizinhas bem próximas;
      O Rio Taquari que passa cortando o sítio do Sr. Basílio, deságua no mar. Este é o rio que os
       antepassados e ele próprio ainda utiliza para chegar ao Bairro Itapitangui.
      O Rio Branco que passa margeando o sítio do Monitor Clodoaldo deságua no Rio do Salto. Este rio
       por sua vez, vai desaguar no Rio Itapitangui;
      Aproximadamente a cada 07 anos, vários dos agricultores têm problemas com enchentes. O Basílio
       p.ex. tem problema com enchente no seu sítio, por isso não é todo tempo e lugar que ele pode
       plantar, pois tem essa preocupação na hora do plantio;
      O agricultor monitor Clodoaldo e Marçal, geralmente enfrenta problemas com as enchentes. Um
       exemplo atual dessa imprevisão foi à enchente do ano passado que em uma noite alcançou mais de
       1 metro cobrindo as áreas de SAFs do Sítio.

Informações Adicionais:
     No Bairro Rio Branquinho próximo da propriedade do monitor, existe uma comunidade de índios
        Guarani, reocupando terras antigas há mais de 10 anos. Os Índios sempre foram convidados para
        participar das reuniões, mas, não participam, porque alegam falta de tempo;


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                          Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.


Problemas apontados:
     A Odete está com problema com água em seu sítio porque roubaram 400 metros de mangueira que
       levava água para sua propriedade;

Demandas:
    Todos querem um Plano de Trabalho de Políticas Publicas mais voltado a Agricultura Familiar, onde
      os Agricultores possam vender seus produtos nas prefeituras para complementar a merenda escolar,
      como bananas, frutas, palmito, etc;

    6. Calendário Sazonal

Estações do Ano/Mês de início considerado:
PRIMAVERA – Setembro           VERÃO – Novembro         OUTONO – Abril          INVERNO – Junho
Começa a plantação da cultura Produção de Mel,          Inicia o cultivo     de Colheita da mandioca,
Branca (Arroz, Milho, Feijão, colheita e plantio de     hortaliças (horta)      batata doce e hortaliças
etc);                          banana,     Milho   e
Estação das Flores             Feijão.
Inicia a produção de Mel       Colhe semente de         Descanso dos Safs          Festas caipiras (mês de
                               Ingá, Quiabo e Maxixe;                              fogueiras)
Plantio de plantas adubadeiras Tem ocorrência de        Colheita de Laranja,       Final da safra de mel e
                               enchentes         nas    limão e outros.            inicio do manejo das
                               várzeas;                                            colméias;
Inicia a poda dos Safs,                                 Inicia a produção de       Início do plantio de
plantação de sementes e                                 leite (há um aumento no    lavoura branca (arroz,
estacas;                                                leite por ser uma          feijão, milho, mandioca,
                                                        estação        chuvosa,    etc.).
                                                        renovação            da
                                                        pastagem).
Colhe semente de ingá de
metro,     nabo     forrageiro,
quaresmeira e pupunha;
Época de Pesca; (Pesca da
Tainha, etc).
Todas as estações:
O corte de madeira deve ser feito somente na lua minguante (madeira com menos água, menos ataques de
bichos, duração mais prolongada), é realizado durante todas as estações do ano.


    7. ROTINA DIÁRIA
    Odete:
     “Levanta as 04h00min da manhã toma banho e faz café, manda as crianças para escola as 6:00hs”.
     “Molha as plantas, rega as mudas e olha se estão perfeitas”.
     “Vou cuidar da minha Agrofloresta e da Horta”.
     “Vou ás reunião que sou convidada”.
     “Nunca podendo esquecer das obrigações de cada dia”.

    Inês:
     “A Inês levanta as 06h00min. Tira leite das cabras e faz café”.
     “Cuida das criações, molha a horta, coloca feijão no fogo para cozinhar”.



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     “Arruma casa e espera os clientes do turismo que vem em seu sitio”.
     “Participo das reuniões que sou convidada”.

    Clodoaldo:
     “colho sementes, faz mudas, cuida das abelhas”;
     “Faz banana passa, cuida do Safs”.

    8. VIVEIRO DE MUDAS – PRODUÇÃO EM SAFS

                                                Tipos de mudas
           Nativas:                 Frutíferas                        Horta                    Outros;
  Palmito Jussara (fácil)        Carambola (fácil)          Cada qual faz a sua       Guandu, Feijão de porco
   Guabiroba (época)               Cereja (dificil)         produção de mudas;                 (época);
      Araçá (época)          Variedades de Laranja          Planejar no futuro a
     Guacá (época)                    (dificil)          possibilidade da produção
    Cambucá (dificil)             Maracujá (fácil)         desse tipo de mudas;
       Cedro (fácil)                Café (fácil)
    Pau-Brasil (dificil)         Pupunha (dificil)
    Guapuruvú (fácil)        Variedades de Bananas
        Ingá (fácil)        (Maçã, Ouro, Etc.) (dificil)
    Vapurunga (fácil)         Cajamanga (estacas)
      Jatobá (fácil)                   (fácil)
      Cataia (dificil)             Acerola (fácil)           Mudas de Plantas
     Guanandi (fácil)           Amora preta (fácil)              Medicinais.             Conseguir sementes
                                  Abacaxi (dificil)                                  crioulas de lavoura branca
                              Jabuticaba (alporquia)                                    (Milho, Feijão, Arroz e
                                       (fácil)                                             Mandioca) para
                                   Mamão (fácil)                                            multiplicação.
                                  Abacate (difícil)
                                      Fácil: Dá para o grupo conseguir;
                                       Difícil: Necessidade de compra;
                 Época (+ ou -): Atento ao período certo de colheita; Necessidade de compra.



              RELATO DO DIAGNÓSTICO RURAL PARTICIPATIVO EM SETE BARRAS/SP

Bairro do Guapiruvú – Município de Sete Barras
Data: 28/08/06

     1. O Grupo Agroflorestal:
    O PROTER trabalha com a Associação ÁGUA (Associação dos Amigos e Moradores do Bairro do
Guapiruvu) desde 2003, quando iniciou os trabalhos de Formação Agroflorestal em Rede na Mata Atlântica.
Na época, o monitor agroflorestal era o Geraldo Xavier de Oliveira (vide a sistematização das áreas dele no
site www.reraf.org.br/soncafs). Em março de 2006, retomamos os trabalhos com a perspectiva do apoio do
Projeto PDA, e a comunidade escolheu o Agnaldo Xavier de Oliveira (filho do Geraldo) como monitor. Após
muita luta, está se concretizando o Assentamento Agroflorestal Alves, Pereira e Teixeira, vizinho ao bairro, e
o Agnaldo vai trabalhar para a implantação do assentamento, contratado pelo INCRA. Com isto, o grupo
escolheu como novo monitor agroflorestal o Breolindo Teixeira.




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    No bairro já tem várias áreas de sistemas agroflorestais, alguns já com vários anos de implantação. O
carro chefe é a banana, sem dúvida, mas outra planta que pode vir a ser mais importante ainda é a Jussara
que está sendo trabalhada nos sistemas agroflorestais e nas capoeiras.

    2. Membros do Grupo:

Bairros:                                                   7. Cláudio Tarciso Marques ;
Guapiruvú                                                  8. Isabel Pupo Lourenço e César Pupo
                                                           Lourenço
1. Breolindo Teixeira “(Brico)” (monitor);                 9. Mathilde Hespanha C.
2. Ademir de Jesus “(Dito Carne Seca)”;                    10. Wesllen Rodrigo Marques
3. Roseli de Sousa Muniz e Gilberto Ohta;                  11. Benedito “carne seca”
4. Benjamim Muniz ;                                        12. Virgilio Gomes
5. Geraldo Xavier de Oliveira e Agnaldo José               13. Sebastiana P. da Silva, Ivan Pereira da
de Oliveira (ex-monitores);                                Silva e Durvalino P. Silva
6. José Miguel Pereira “(Zé Miguel)”;

Total de agricultores:
Monitorados diretamente: 14 Famílias (08 desses agricultores, são assentados).
Envolvidos indiretamente: 07
Agricultores mobilizados: 21


    3. Relato do Diagnóstico Rural Participativo em Sete Barras:
   Participantes: Agnaldo José (monitor), Benjamim Muniz, Cláudio Tarciso, Carlos Ribeiro, Ivan Pereira,
Breolindo Teixeira, Matilde Hespanha, José Miguel, Geraldo Xavier, Gilberto Ohta, Roseli de Souza, Breolindo
Teixeira, Izabel Pupo, Sebastiana Pereira, José Sebastião, Ana Cristina (técnica do Proter no Consórcio Terra
Medicinal), Laura (estagiária do Proter), Armin Deitenbach (Coordenador do Projeto).

    O local onde foi realizado a reunião é um salão na sede da associação AGUA. O local é de fácil acesso, já
no início do Bairro. Além disso, é um local de está próximo á escola municipal do bairro.

    4. Proposta da metodologia a ser trabalhada:

   A proposta de trabalho foi assim sugerida:
                                           1. apresentação dos participantes;
                                           2. resgate das atividades do projeto PDA no bairro;
                                           3. mapa do bairro;
                                           4. diagrama de vai-e-vem.

    5. Apresentação e resgate com o grupo das atividades realizadas no projeto até o momento:

    Memória e comentários das etapas realizadas pelo projeto:
    O agricultor Geraldo, antigo monitor do projeto CONSAFs, disse que no início do trabalho com esse
tipo de sistema, a dificuldade de aceitação por parte dos agricultores, culturalmente acostumados com o
processo convencional, era maior. Hoje ele percebe que há um amadurecimento dessa discussão na
comunidade, tendo uma grande diminuição da resistência dos agricultores sobre o tema, refletindo no número
de agricultores que vem se envolvendo e praticando o manejo agroflorestal.
    Outro ponto importante, levantado pelo Agnaldo (monitor local), é a relação do projeto com o
assentamento, uma vez que o plano de utilização deste é baseado no princípio de que não é preciso destruir
a natureza para se desenvolver.


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    Geraldo ainda comentou sobre a otimização dos recursos que seriam destinados a construção do viveiro,
feita através da sugestão dos agricultores em substituir a compra de madeira de eucalipto tratado pelo uso do
bambu, recurso disponível na própria comunidade.

   Agnaldo falou sobre a demanda de contratação pelo Incra para apoio no desenvolvimento do PDS, o
qual ele foi indicado e considerado pelo Gilberto (representante da comunidade no Incra) como um perfil
adequado para desenvolver as atividades pretendidas. Exposto isso, levantou-se a necessidade de
substituição para monitoria do projeto. Geraldo levantou se havia alguém no grupo interessado em cumprir
essa função, ressaltando a importância da participação de jovens no desenvolvimento dessa atividade. Ele
também cogitou alguns agricultores que, na opinião dele, teriam facilidades para trabalhar como monitor
agroflorestal, como o Cláudio Marques, Benjamin Muniz e o Breolindo Teixeira, por já estarem trabalhando
com SAF`s e possuírem significativo conhecimento neste assunto.

     6. Construção Participativa do Mapa do Município – Linha do Tempo;
Foi proposto fazer primeiramente um mapa do bairro no chão. Os agricultores se reuniram e acabaram por
fazer um mapa cronológico (linha do tempo).

Histórico:
O grupo se reuniu para refletir e relembrar a história do bairro, o início do seu povoamento, as primeiras
famílias que ali viviam, como viviam etc. Feito isso, fizeram uma linha do tempo, organizando todas as fases
conforme segue:
Mata, Agricultura de subsistência, Banana, Gengibre, Banana convencional, Agenda 21 e Bananais em
SAF´s.

Em seguida, o grupo saiu em busca dos símbolos que representassem as fases acima descritas.

     Mata (Anterior á década de 80):
Simbologias: vários tipos de folhagens para representar a diversidade da mata; folha de juçara para mostrar
a abundancia dessa planta; a flor significando a beleza cênica.

Formação do Bairro: Falou-se que na região, antes do povoamento pelas famílias que formaram o Bairro
Guapiruvu, devia haver índios, que já exploravam a floresta, porém, essa possibilidade foi descartada já que
não há indícios nos registros da comunidade, de relação dos índios com as primeiras famílias que povoaram
o local.

     Agricultura de subsistência (Idem):
Simbologias: Facão simbolizando a abertura das primeiras roças; feijão, couve e outros simbolizando a roça
branca.

Manejo do solo: Nessa época as roças eram abertas para o cultivo dos alimentos. Após a colheita esta área
era deixada em “descanso” por um período e a agricultura se fazia em novas áreas, estabelecendo um ciclo
de uso da terra não intensivo.

         Organização territorial da população: Ainda nessa fase ressaltou-se a inexistência de propriedade
privada sendo os espaços de uso coletivo.

      Banana (Início década de 80):
Simbologias: desenho de uma arma e um cabo de vassoura representando a violência dos latifundiários e
expulsão da população local; Bastão como planta símbolo da divisão de terras; banana representando a
transformação do modo de vida com a chegada da agricultura comercial; lata representando a chegada dos
agroquimicos em função do monocultivo.


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 Organização territorial da população: Comentou-se que nesta fase as famílias perderam seus espaços
 devido à chegada dos primeiros fazendeiros que se apossaram das terras, iniciando-se então a organização
 territorial de propriedade privada. Também foi citado que após a perda da terra, uma parte das famílias
 migraram para o norte do bairro, conseguindo se estabelecer em outras terras, mas, grande parte, sem a terra
 para cultivar se viram obrigadas a trabalhar para os fazendeiros

 Formas de produção: rodução comercial da banana. Além disso, com a falta da terra, se inicia de forma
 tímida a extração comercial do palmito Juçara; Ressaltou-se também que em conseqüência desse novo
 modelo de agricultura (monocultivo extensivo) surge a necessidade do uso de agroquimicos.

     Gengibre: (Década de 80 e início década de 90)
 Simbologias: Napoleão representando o gengibre; copo com água suja simbolizando a degradação
 ambiental.

 Formas de produção: O gengibre foi um gênero comercial que despontou no início dos anos 70, tornando o
 Guapiruvu o maior produtor dessa cultura no Brasil, trazendo a ilusão do progresso. Nesse momento, o grupo
 ressaltou que esse foi um período de pujança, onde muitos agricultores acumularam bens materiais.

 Informações ambientais: devido às práticas de mecanização e o uso desordenado de agroquimicos, houve
 uma intensa degradação ambiental que culminou no declínio do gengibre, deixando muitos agricultores em
 situação de pobreza.

      Banana convencional: (década de 90)
Simbologias: muda de banana simbolizando a consolidação da bananicultura como principal atividade
econômica do bairro; caule de palmito cortado representando a extração, agora ilegal, de forma intensiva.

Informações ambientais: No inicio dos anos 90 a comunidade sentiu os negativos impactos ambiental
causado pelo cultivo do gengibre, pois a manifestação de pragas e doenças que começaram atacar os
bananais fizeram encarecer o custo de manutenção desse cultivo, inviabilizando a produção familiar. Com o
abandono da agricultura familiar, muitas famílias começaram a investir na extração ilegal do palmito,
intensificando a fiscalização por parte dos órgãos ambientais, causando muitos conflitos com os extrativistas.
Nesse processo, surgiu a Agenda 21 local.

      Agenda 21 (1997):
Simbologias: Papel escrito Agenda 21; foto representando a organização comunitária.

 Foi falado que já existia um grupo de lideranças na comunidade, em meados dos anos 80, que atuavam de
 forma informal e que em 97, diante da problemática acima comentada, formalizaram a AGUA. A partir disso,
 iniciou-se a discussão e adoção de práticas sustentáveis.

       Bananais em saf´s (1999/2000)
 Simbologias: Muda de banana envolvida por folhagem de outras plantas representando a bananicultura em
 saf´s; casca de maracujá simbolizando a conquista do assentamento (cultivo do fazendeiro que perdeu as
 terras para o povo).
 Comentários: Feito então a linha do tempo, os agricultores comentaram ainda que, muitos moradores do
 bairro estacionaram no cultivo da banana convencional após muitos desses agricultores, produzirem o
 Gengibre seguindo o mesmo modelo;
 Com isso, observou-se a partir de então, a busca por parte da comunidade, pelo retorno do equilíbrio
 ambiental (devidos danos causados ao meio ambiente pela produção de gengibre e banana) e da autonomia
 da agricultura familiar (organização social, comercialização solidária, etc).


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                                        PROTER – Programa da Terra
                           Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.




    7. Mapa do Bairro:

O mapa do bairro foi construído após a reflexão proporcionada pela dinâmica da “linha do tempo”. Colocou-se
a necessidade da representação dos limites territoriais e localização de caracteres importantes existentes no
Guapiruvú.
Os agricultores organizaram-se na lousa para desenhar um rascunho do mapa a ser construído. Iniciaram o
desenho a partir dos rios e estradas. Feito isso, cada agricultor contribuiu na localização de seu sitio e/ou o
sitio dos vizinhos. Após desenharem todos os sítios e lotes do assentamento concordaram em destacar a
propriedade dos agricultores que possuem ou pretendem possuir SAF´s (os participantes do projeto); essa
marcação foi feita colorindo tais propriedades de verde.
Simbologia: Os sítios foram representados com desenhos de “casinhas” (com exceção das áreas pintadas
em verde) sendo que os lotes no assentamento foram todos representados por retângulos. As áreas de SAF´s
(presentes ou futuras) foram desenhadas em formato retangular, também nos sítios.
A partir da construção do mapa, durante os diálogos estabelecidos, surgiram demandas e conflitos, sendo
eles:
Demandas:
Plantio de frutas nos sistemas agroflorestais;
Produção de mudas de plantas medicinais nos viveiros do projeto ou do INCRA.
Conflitos:
Vizinhos cultivam aplicando agroquímicos, além de pulverizações com agrotóxico, via aérea.


    8. Diagrama do Vai e Vem das Entidades

         Essa é uma dinâmica participativa onde se busca deixar claro quem são as entidades que trabalham
         com a comunidade e qual é a importância dessas entidades para os membros do grupo, atribuindo a
         elas, tamanho e proximidade em relação á comunidade.
         No caso, as entidades poderiam ser de tamanho grande, quando eram consideradas muito
         importantes, tamanho médio, quando eram importante e tamanho pequeno, quando em pouco
         importantes. Também essas poderiam estar perto, quando tinham relacionamento estreito com a
         comunidade e fácil acesso ou longe, quando havia pouco ou nenhum relacionamento com o grupo.


    INCRA (grande e perto): atualmente considerado de grande importância e muito próximo á comunidade,
    já que está implantando o Assentamento de Desenvolvimento Sustentável, para absorver famílias que
    perderam suas terras para fazendeiros, conforme falado no mapa cronológico (possibilidade de
    distribuição de terras);
    PROTER (grande e perto): é considerado de grande importância e relacionamento estreito porque realiza
    atividades junto á comunidade: “está em pé de igualdade com o INCRA, porque não adianta ter terra e
    não conseguir trabalhar...” – Geraldo;
    Fundação Florestal (grande e perto): é assim considerado por não ter colocado entraves para a
    consolidação do assentamento, já que esse estará no entorno do Parque Carlos Botelho; além disso,
    solicitou a contratação de 10 membros da comunidade (ex-palmiteros) como guardas parque. Também
    realizam no Guapiruvu o Projeto Juceará (venda de polpa, semente de palmito Juçara);
    IMAFLORA (grande e perto): é a certificadora de “transição agroecológica” do grupo.
    DEPRN (grande e longe): é importante para possibilitar o Plano de Manejo Sustentável e o Plano de Uso
    do assentamento, no entanto, precisam procurá-los quando é preciso, ou seja, não são facilmente
    acessíveis



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                                       PROTER – Programa da Terra
                          Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.

    Banco do Brasil (médio e perto): é considerado importante porque financia eventos (apóia a Cooperativa
    AGUA e o Clubinho Ambiental, grupo de crianças que participam de ações em educação ambiental).
    Porém, segundo os agricultores o BB apenas financia insumos para banana convencional.
    Vitae Cívilis e Funbio (médio e perto): a Vitae Cívilis ajudou na formação da AGUA, atualmente, ainda
    pode ser uma grande parceira. A Vitae Cívilis trabalhava na comunidade, apoiada pelo Funbio.
    Faces do Brasil (médio e perto): parceria no Comércio Ético Solidário. A AGUA faz parte da gestão
    atual. Segundo os agricultores essa entidade possui formas de pensar e agir ideologicamente muito
    próximos do pensar/agir da AGUA. Participaram recentemente de um evento em São Paulo.

    CATI / Programa de microbacias (médio e perto): construiu estrada, pretende fornecer calcário,
    roçadeira e foca biodigestora ao assentamento.
    FETAESP (médio e médio): está disponibilizando um técnico para o assentamento.
    Craisa (médio e médio): auxilia na comercialização da banana.
    MDA (médio e longe): está viabilizando o assentamento, porém possui contato indireto. Hoje sua sede
    encontra-se em Brasília e São Paulo, mas na inauguração da central o INCRA solicitou um espaço em
    Registro.
    IBAMA (médio e longe): a maioria dos documentos depende da ação do DEPRN, porém ATPFs e outros
    envolvendo questões mais gerais dependem do IBAMA. Também é um órgão de acesso difícil.
    IDESC (médio e longe): está organizando a agenda 21 regional.
    CTM (médio e longe): há consorciados na comunidade, mas o trabalho ainda não está efetivo.
    MMA (médio e longe): financiador do projeto PDA.
    S.O.S. Mata Atlântica (médio e longe): participou da organização/mobilização para o protesto contra a
    construção das barragens (grito do excluídos); conversaram sobre a disponibilização da construção de
    uma agroindústria, surgiu uma insegurança quanto o compromisso de produção (mercado convencional);
    foi conversado sobre a possibilidade de construção de um barracão de pós-colheita, mas ainda não é
    certo.
    ISA (Instituto Sócio-ambiental) (médio e longe): compraram mil quilos de semente de palmito Juçara para
    plantar na área dos quilombolas. Estão querendo ajuda da AGUA na formação agroecológica dos
    quilombos. Os agricultores, avaliam essa entidade como de média importância, considerando o interesse
    do ISA pela polpa e compra de sementes do palmito Jussara, para o repovoamento em comunidades
    quilombolas da região.
    ITESP (pequeno e longe):Esse órgão tem maior proximidade com os quilombos. O INCRA cumpre a
    função que poderia ter o ITESP para os agricultores do bairro.
    Oisca Brasil (pequena e longe): ONG japonesa que atua na formação de jovens lideranças, mas que
    não tem ação no bairro neste momento.
    Prefeitura (muito pequeno e longe): dificuldade de conseguir apoio para a comunidade.
    GGF, Igreja católica, Associação dos Quilombos, GAIA, APA, Sindicato dos trabalhadores,
    APOENA, COPEROSTRA: Instituições que possuem ação de pequena importância ou estão distantes
    nesse momento para a comunidade.

                    RELATO DO DIAGNÓSTICO RURAL PARTICIPATIVO EM CAJATÍ/SP

Bairro Jacupiranguinha – Município de Cajati
Data: 30/09/2006

               1.    O Grupo Agroflorestal:

O PROTER trabalha com os agricultores familiares de Cajatí a partir de uma proposta da banana
agroecológica, lançada em 2002. Na época eram 3 grupos, entre eles o de Cajatí. Tentaram duas vezes a
certificação, uma vez com a certificação sócio-ambiental do Selo Eco-Ok e outra vez com a certificação
orgânica via AOVALE.


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                          Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.


O Grupo, ao exemplo do de Cananéia, é disperso pelo Município em vários bairros, desde o Guaraú até o
Conchas, com distâncias de até 100 km entre os sítios participantes.

               2.   Membros do Grupo de Monitoria:
Bairros:
Timbúva                               Queimados                              Jacupiranguinha
Guaraú II                             Capelinha                              Barra do Turvo:
Vila Tatu                             Lavras                                 Conchas

1. Juvenal Pereira de Morais (monitor)
2. Vicente P. de Moura
3. Adilson Vieira Alves
4. Marcos Rodrigues
5. José B. Eusébio
6. Magno Januário
7. Joaquim Clementino
8. Lindamir S. Pereira
9. Luiz Conchas
10. José Carlos Ramos
11. Isaías S. de Moura

Total de agricultores:
Diretamente: 11 famílias Monitoradas (06 famílias encontram-se dentro dos limites do Parque Estadual de
Jacupiranga).

Data: 30/08/06
Participantes do Diagnóstico:
     Luis Almeida: Bairro Conchas – “muito importante para nós este trabalho”; (D)
     José Eusébio (feio): “A Vila Tatu é a vila que mais cresce no Brasil”, segundo José feio; (F)
     Vicente P. de Moura: morador na Vila Tatu (Cabeceira Braço da Lagoa), Presidente do STR; “não
         gosta das coisas muito enroladas”; (D)
     José Carlos Ramos: Morador do Bairro Timbúva de Baixo; “vamos ver o que vai dar”. (F)
     Adilson Vieira Alves: mora no Bairro Capelinha, é Vereador e diretor do STR. “Não era muito de
         preservar o Meio Ambiente, mas agora não larga essa causa por nada”; (D)
     Marcos R. Meireles: Morador do Bairro Vila Tatu; tem área junto com a propriedade do Vicente
         (Genro); (D)
     Izaias Satil de Moura: tem sitio no bairro Timbúva de Cima; pretende ajudar o projeto na
         implantação dos SAF´s; (F)
     Magno Genuário: Morador da Vila Tatu e quer trabalhar com uma área de SAFs; (F)
     Joaquim Clementino: apóia o projeto, cedeu um espaço de sua chácara para instalar o viveiro de
         mudas e quer ajudar na formação das mudas; (D)
     Juvenal Pereira de Moraes: é o monitor dessa comunidade; (D)
     Marli V. Clementino: Esposa do agricultor Joaquim; apoio o marido; (D)
     Elizabete de O. Alves: nascida e criada no Bairro Capelinha; Esposa do Agricultor Adílson; (D)
     Ângela M. Galdino de Moraes: esposa do agricultor Juvenal; (D)
     Hamilton Nascimento (Facilitador do projeto no Pontal); se apresentou e falou para o grupo um
         pouco sobre a região do Pontal do Paranapanema;
     Edgar (Facilitador do Proter);
     Lindamir dos S. Pereira: Morador do Bairro Guaraú, Ribeirão do Salto; (F)


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                                 Obs.: D = dentro do Parque / F = Fora do Parque


                3.   - Dinâmicas a serem realizadas:
                                       Construção do Mapa de Monitoria no município e suas relações
                                          com o grupo;
                                       Calendário Sazonal;
                                       Rotina diária;
                                       Interesse na Produção de Mudas para os SAFs a serem
                                          trabalhados ao longo do projeto.

                4. Mapa Participativo:
    Histórico:
O Município de Cajati está emancipado á apenas 13 anos. A emancipação aconteceu em 1992, sendo que,
antes, pertencia ao Município de Jacupiranga.
O prefeito atual está no terceiro mandato, não existindo assim para os agricultores, uma gestão participativa.
A empresa QUIMBRASIL SERRANA, hoje, atual BUNGE, chegou à região por volta da década de 50 e
“mexeu” com a história do lugar. A maioria dos agricultores familiares vendeu suas propriedades para
empresa e em troca, a empresa dava a garantia de emprego na cidade para toda a sua família.
O grupo debate que a empresa ajudou no desenvolvimento do município, alegando, porém que, “Alguns
ganharam, outros perderam”.


A BR 116 quando chegou na década de 60 também deu emprego e contribuiu para que muitos agricultores
vendessem ou abandonasse suas propriedades (sem contar na indenização que nunca pagaram pela
desapropriação das áreas ao longo da rodovia; Contudo, acham que a BR trouxe desenvolvimento,
principalmente quanto ao o escoamento dos produtos.


Na história da Guerrilha contra o Governo Militar no Brasil: Lamarca chegou à região por volta do final da
década de 60 e 70. Montou uma base de treinamento no Bairro Capelinha (caverna), conforme conta os
agricultores.
Muitos moradores que gostavam do Lamarca, faziam parte do seu grupo onde recebiam treinamento;
Os agricultores acreditam existir bombas, etc. escondidos pela mata até hoje;
O exército vivia pela região tentando pegar o Lamarca e seus seguidores (viviam escondidos nas grandes
matas) até que chagaram a espantar os guerrilheiros da região. “Por causa disso, os agricultores e moradores
viviam com medo”.
Muitos contam que o Lamarca era uma pessoa muito boa que ajudava as pessoas que ali viviam. Também
contam que o mesmo, comprou algumas áreas dos agricultores, para construir sua base de treinamento;
Mesmo depois que o exército conseguiu expulsar o Lamarca da região: [expulsão feita através de aviões por
ataques aéreos, bombardeando vários pontos da mata e mais tardar, soldados por terra], ele e sua gente
voltavam a cada 03 anos para continuar o treinamento.
Os agricultores acreditam que o Lamarca era um guerrilheiro, que veio dos lados da Bahia, que defendia o
país pela democracia contra o regime militar e que, desconhecem qual foi o verdadeiro fim deste personagem
presente na história de seus seguidores.



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                          Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.

Os agricultores falam que há sobreviventes do grupo de Lamarca vivos até hoje na região;
Tinha moradores que não saia de casa a noite com medo do grupo de Lamarca;


       O padre vinha á cavalo da cidade de Santos na Vila Tatu uma vez por ano fazer casamento,
        batizado e 1°comunhão;
       Vila Tatu tem Sete Igrejas e a segunda Igreja da região foi fundada na Vila Tatu;
       As pessoas quando faleciam, seus parentes tinham que ir de barco ou canoa até a Cidade de
        Cananéia para que assim, pudesse então ser sepultado;
Há tempos atrás, os agricultores familiares eram considerados como “do cerne”, ou seja, plantavam de tudo.
Os agricultores contam que chegavam a ficar em torno de 3 a 4 anos sem dinheiro. Tudo era na base de troca
(sal, tecidos etc.) quando iam até a cidade;
O grupo brinca dizendo que, o tecido só trocava a cada dez anos e naquele tempo, “os homens só usavam
calça comprida depois dos treze anos”.
Muitos recordam que nesse tempo, usavam banha de animais para fazer as refeições e que açúcar, etc. eram
produzidos pelos próprios agricultores;
       O Palmito começou a ser extraído em 1970;
       O desmatamento começou em 70 e 80 e junto com as derrubadas veio o plantio da cultura da
        Banana;
       A extração da madeira para serraria (ponto de venda na época era em jacupiranga) ocorreu na
        década de 80, grande parte da madeira era destinada para estes locais;
       As olarias apareceram por volta da década de 30 e 40 e usavam muitas lenhas para fazer os tijolos;
       A Igreja Batista é datada por volta de 1938, sendo a primeira igreja batista da região do Vale do
        Ribeira;

    Recursos Hídricos:
     “Os rios existentes têm grandes influencias para nós moradores. Infelizmente, a gente já encontra
       poluição nesses rios”;
       Alguns rios são considerados poluídos pelos agricultores (as) (mulheres). Normalmente são
        degradadas em suas margens (baixada), sendo preservados as cabeceiras. Ex. Rio Braço do Azeite,
        Rio Jacupiranguinha, Rio Queimado.
       Os Rios mais importantes para o grupo são os rios Jacupiranga e Jacupiranguinha;
       O Rio Timbúva onde passa pelos sítios a serem trabalhados é um rio que está morrendo porque já
        fizeram muitas derrubadas em sua cabeceira.
       “Daqui a uns dez anos tem muitos agricultores que vão ficar sem água por que o rio Timbúva está
        secando”;

    Parque Estadual de Jacupiranga - PEJ:
     No PEJ tudo para ser feito depende de autorização expressa, ou seja, para desmatar capoeira para
        roça, tirar madeira morta, como também para a instalação de Torres de Telefonia;
       06 agricultores do grupo têm seus sítios dentro da área do PEJ;



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                          Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.

       As reuniões mensais do conselho do Parque PEJ são realizadas no Núcleo Cedro em Barra do
        Turvo.

    Produção:
     No passado a produção agrícola vinha da Agricultura Familiar e tudo que produzia era para
       sobrevivência e o que eles não tinham os agricultores trocava com quem tinha;
       A feira de Cajati está sendo organizada através do STR de Cajati e em pouco espaço de tempo
        estará aberto ao publico;
       “Cajati tem como cultura os quintais agroflorestais”; agricultor se referindo que, sempre os
        agricultores mais antigos, assim como alguns ainda hoje, sempre tiveram em sus quintais variedades
        de plantas de uso doméstico como exemplo.
       Adilson cria gado em sua propriedade e os demais proprietários (vizinhos) também querem criar,
        mas não tem mais espaço suficiente;
       Na serra as duas pistas da BR 116 se separam e algumas vilas urbanas localizam dentro das duas
        pistas como a Vila Lucas, Vila Tatú, Capelinha, Vila do Carmo, Jacupiranguinha;


Educação:
    Cada vila tem uma escola Municipal, sendo que, na Vila Tatu tem ensino até o colegial;

Saúde:
    Os Postos de Saúde do Município estão em condições precárias;

Acessos/Comunicação:
    A BR facilita bastante a vida dos agricultores que antes escoavam seus produtos pelo rio e hoje tem
       os “bolsões” de comercialização na beira da rodovia o que ajuda na venda do que é produzido na
       comunidade;
       Vila Capelinha e Jacupiranguinha tem posto telefônico comunitário;

Informações de Produção:
     Os agricultores familiares plantam banana nanica e prata até hoje em áreas separadas, sendo
       algumas áreas para o plantio da banana nanica e outra para plantio de banana prata; o objetivo
       dessa divisão de áreas para os agricultores, busca visar à diminuição de determinados ataques
       causados por doenças (Sigatoka, Mal do panamá, etc.), por insetos (Moleque da Bananeira, etc.) ou
       mesmo pela incidência de Nematóides, etc. fazendo com que, certas variedades de banana,
       resistam mais ou menos a um tipo de ataque, quando pensado no sistema convencional;
       A exploração do palmito foi feito de forma desordenada e hoje não tem muito palmito
       Tem que ser feita a exploração de forma controlada para não ter problema depois;
       Hoje ainda tem ocorrência de roubo de palmito porque os palmiteiros venderam seus sítios e foram
        para as vilas e agora não tem trabalho nas vilas e ai eles vão para a mata retirar palmito ilegalmente;
       José Carlos e Adílson criam Abelhas para produção de mel silvestre;

Informações Adicionais:
     No Bairro Lavras, existe uma fabrica de barcos de luxo que são exportados para vários países;


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                      Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.

    No Bairro Capelinha tem alguns pontos turísticos como a Caverna, Cachoeira Lamarca, como
     também a proposta de instalação do novo Núcleo do PEJ;

           5.   Diagrama do Vai e Vem das Entidades, (feito como Varal).

Distantes (↑):       ITESP; DNIT; SINTRAVALE (aliado); Parque (polícia ambiental, Guarda-mato);
Prefeitura Municipal de Cajati; Empresa BUNGE; Câmara Municipal; DEPRN; IBAMA; SMA-IF.

Médios (↕): Simplesmente Banana (empresa que vende doce de banana); Projeto PDA/PROTER;
Sindicatos (dos Químicos e Extrativismo); IDESC; SAI/SEBRAE; Atravessadores e Saúde.

Próximos (↓):     CUT (apoio); Parque Estadual de Jacupiranga PEJ (Conselho); Bolsões de
Comercialização na BR (Comercialização Direta ou Não); Igreja Católica (Pastorais); STR Cajati;
Comunicação; Transporte (Acesso); Educação para o Bairro; Agricultores (quando participa).

Comentários:
Igreja: Apoio com o salão Paroquial e trabalhos que são realizados pelas Pastorais;
STR de Cajati: Fundado em 1997 (Atual presidente Vicente), tem sede própria, representa os
agricultores familiares e os assalariados. Desenvolve projetos próprios e através de parceiros, além da
participação de diversos conselhos (municipais, PEJ, etc.). Possui um quadro de aproximadamente 500
associados como agricultores familiares cadastrados (os que contribuem como associado (R$) é um
número bem menor) e entre 600 – 700 associados assalariados.
Prefeitura/CMDR: Tem mais não funciona: Não dá apoio; existe um problema partidário; O apoio à
agricultura familiar é zero (faz apenas manutenção das estradas, etc.); “a prefeitura olha apenas o povo
carente, mais, não ensinam, não capacitam, apenas dá”. No sentido do assistencialismo (cestas básicas,
etc.).
BUNGE: Não dá apoio e ainda polui os rios (como os poluentes nos rios da fábrica e cintado ainda pelos
agricultores c.ex. atual, o caminhão de ácido que caiu no rio Jacupiranguinha matando todos os peixes);
Sindicatos (Químicos e Mineração): Dão apoio e ajudam na organização do Sindicato;
BR-116: Facilitou a vida pelo acesso e escoamento dos produtos, na comercialização de produtos
(banana, jaca, cana, etc.) pelos bolsões como locais de venda; Os bolsões localizados na BR foi um
projeto do STR de Cajati;
Bolsões de Comercialização: Representa comercialização e escoamento dos produtos. Considerado
pelos agricultores como “meio de sobrevivência”. No entanto, é necessário organizar e oficializar para se
tornar reconhecido legalmente; Existe uma preocupação por parte dos mesmos com a privatização da
BR, onde muitos correm os riscos de perder tais pontos de venda;

Simplesmente Banana: empresa de Cajati que, transforma banana em doce e compram somente
produtos orgânicos e agroecológicos do grupo;




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                        Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.

Agricultores: Poucos participam com o grupo, Necessidade de conscientização. Para o STR, falta
recursos para atender mais agricultores;
Comunicação: Facilitou muito nos bairros (Torre da Embratel, de Celular, Televisão);

Saúde: “Bom não ta. Mais ta remediado”, Por falta de remédios e também pela pouca presença do
médico da família;
Comercialização: Duas formas: Atravessadores que acaba sendo uma alternativa mais cômoda e a
outra forma, que tem que se organizar, participar de reuniões, perderem dia de serviço no sítio;
Parque Estadual de Jacupiranga (PEJ-IF): Em 1969 foi decretado como Parque Estadual de
Jacupiranga e somente a partir de meados de 80, é que a sentir algumas das restrições ambientais;
O PEJ ainda não tem muita influência na vida dos moradores, isto, devido o abandono por muitos anos
desde que foi criado. Agora, eles não sabem ainda como ficará com a fiscalização que vem acontecendo;
Para os tradicionais (quem nasceu e se criou) não atrapalhou muito. Já para aqueles que vieram de fora,
esses sentiram mais a fiscalização;
No palmito, é necessário fazer o manejo, o próprio dono acaba não fazendo isso e vem o palmiteiro e
rouba tudo;
“O cara corta 200 palmitos num dia e não consegue plantar a metade disso”
 “O parque abandonou, deixou acabarem com tudo (ex. palmito) e agora vem de repente e quer mudar
tudo isso”.
“Tem bairro que boa parte dos moradores é só palmiteiro”. Muitos eram donos das áreas (agricultores
familiares) e venderam suas áreas para os fazendeiros, acreditando em outro meio de sobrevivência;
PEJ (Conselho): Ajuda na manutenção de estradas, diálogo quanto à proposta da nova delimitação e
mudança de categorias, em discussão no conselho, e a autorização para roças (ainda não conseguem
fazer todas as vistorias);
Muitas pessoas sobrevivem dos recursos naturais do parque, cortam madeira, palmito, etc. Com o
diálogo através do Conselho do Parque, representados pelos próprios moradores, o Parque, Entidades,
etc., melhorou bastante.
DEPRN: fazem apenas recursos de multa, considerado distante para o grupo, não valorizam o trabalho;
IBAMA: Pouca participação. Os agricultores acreditam que eles cuidam mais a respeito de animais
silvestres;
SMA-IF: Pouco apoio;
SINTRAVALE: Tem uma organização regional. A proposta é de uma parceria quanto um trabalho de
base em Cajati;
IDESC: Parceiro na Agenda 21 Regional; apoio no projeto das fossas sépticas/biodigestoras;
CUT: dão apoio, participam de discussões, etc.
SEBRAE-SAI: Projeto para o futuro. Ainda não desenvolveram nenhum trabalho na prática;
DNIT: Sonho em ter um espaço comercial na beira da BR 116 através de uma parceria com o DNIT;
ITESP: Começando a fazer parte no cadastramento dos moradores do parque.




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                                              PROTER – Programa da Terra
                                 Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.

               6. CALENDARIO SAZONAL:
       INVERNO                 PRIMAVERA                                  VERÃO                           OUTONO
Plantio:         Feijão, Arroz, Milho, Banana,                   Colheita:          Quiabo,       Plantio de hortaliças:
Mandioca, Batata-doce,                                           Feijão,      Batata-doce,        Alface, Chicória,
Fava, Quiabo, Mel, Taiá,                                         Arroz,      Plantio    de        Repolho, Cebolinha,
Cará, Ovos.                                                      hortaliças.                      Salsinha.
Floração de muitos       Produção: Ovo, Cana,                    Berinjela, Pimentão e
produtos:                Goiaba.                                 Palmeira.
Jabuticaba,        Jaca,
Mexerica,      Abacate,
Limão, Ameixa.


                   7.    ROTINA DIARIA
Obs.: os agricultores (as) foram relatando em grupo de forma aleatória, sua rotina da maneira que ela acontece no dia-a-dia.

               “Manda a esposa fritar banana para tomar com café”;
               “Faço café para os meus filhos e mando-os para a escola”; (marido);
               “Levanta e toma café”;
               “Vou para Cajati e fico de plantão na câmara Municipal até o meio dia e a tarde fico no STR e a
                noite assiste todos os jornais”;
               “Fim de semana passeio no sitio”;
               “Trato das galinhas e vou para a roça”;
               “Levanto tomo café, depois cuida do nenê e cuido da casa e antes do nenê nascer ia para a
                barraca na beira da BR vender banana”;
               “Levanto cedo tomo café, cuido das crianças e vou para a roça”;
               “Faço serviço de casa, e duas vezes por semana do curso de pintura em tecido, faço crochê, tiro
                mel e cuido da horta”;
               “Trato dos animais, trabalho vou a roça cuidar do Saf, cuido da horta, ultimamente fico em
                reunião de campanha e quando estou na sitio tomo meu chimarrão”;
               “Cedo trato das criações, toma café, vou para roça e depois vou para o mercado porque sou um
                comerciante também”;
               “Quando estou no sitio cuido das criações de modo geral”;
               “Sou agricultora nas horas de folga”.

                   8.    PRODUÇÃO DE MUDAS/VIVEIROS EM SAFs

   FRUTIFERAS (EXÓTICAS)                               NATIVAS                                      OUTRAS
Caqui variedade Chocolate (D)              Jussara (F)                                 Fumo (D/E)
Pupunha (D)                                Pimenta de Reino (D)                        Guandu (F)
Palmeira Real (F)                          Ingá (F)                                    Feijão de Porco (E)
Variedades de Laranja (D)                  Guapiruvu (F)                               Crotalária (F)
Pêssego (D)                                Canelas Variedades (D)                      Olho de Boi (E)
Lixia (D)                                  Tajuba (F)                                  Nabo Forrageiro (D)
Limão Taiti e Galego (D)                   Cabreúva (D)                                Mucuna preta (F)
Jaca (F)                                   Guanandi (D)                                Manjericão (F)
Acerola (F)                                Aroeira (F)                                 Nim (D)
Graviola (E)                               Sabugueiro (F)
Ata (F)                                    Araribá (F)
Figo (D)                                   Jatobá (F)


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                                       PROTER – Programa da Terra
                          Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.

Ameixa (E)                        Caquera (F)
Jambolão (F)                      Jacatirão (D)
Açaí (D)                          Ipê (E)
Jaboticaba (F)                    Caapeba (pariparoba) (F)
Coco Anão (D)                     Guaricica (E)
Pitanga (F)
Conde (F)
Azeitona (D)
Mamão (F)
Abacaxi (E)
Mixirica (F)
Amora Preta (D)
Framboesa(D)
Maracujá Doce(F)
Goiaba (F)

Fácil =dá para fazer mudas no viveiro com material da região
Dificil = necessidade de comprar
Época = tem que comprar ou não




            RELATO DO DIAGNÓSTICO RURAL PARTICIPATIVO EM BARRA DO TURVO/SP

Bairro do Primeiro Ribeirão – Município de Barra do Turvo
Data: 30/09/2006

    1. O Grupo Agroflorestal:

O PROTER trabalha com os agricultores familiares do Primeiro Ribeirão desde 1985, inicialmente ajudando
eles a resistir contra as tentativas de expulsão pelos fazendeiros e na obtenção de títulos de posseiros
(acordo com os fazendeiros).

Já foi realizado um Diagnóstico Rural Participativo no bairro, em 1.999, em parceria entre o PROTER e o
Sindicato Local. No ano 2.000 o bairro começou a receber apoio do Projeto Iguape-Juréia para a monitoria
agroflorestal, ao mesmo tempo que se iniciou o trabalho com plantas medicinais que resultou na fundação,
em 2003, do Consórcio Terra Medicinal, dentro da organização regional do SINTRAVALE.

Desde então, tem sido uma característica do bairro de desenvolver sistemas agroflorestais com forte
presença de plantas medicinais. Além disso, tem cultivos de plantas medicinais.

O grupo de agricultores, que participa do projeto PDA, iniciou os procedimentos para a certificação orgânica
pelo IBD, com apoio da empresa Natura, uma das compradores das plantas do Consórcio.

Considerando que já existem os resultados do DRP de 1999 (e os agricultores guardam com orgulho a
cartilha com os resultados do diagnóstico) e considerando a necessidade de responder questionamentos da
certificadora sobre áreas de preservação permanente e reserva legal, o DRP neste bairro foi direcionado para
a discussão da situação ambiental e da adequação ambiental dos sítios participantes.



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                                       PROTER – Programa da Terra
                          Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.

Para isso, foram confeccionados mapas planialtimétricos, com definição de áreas de APP e benfeitorias, das
propriedades participantes do CTM.

    2. Membros do Grupo de Monitoria:
Bairro:
Primeiro Ribeirão

1. José Maria de Sousa (monitor)                          4. José e Leandro Morato
2. Antônio Cirilo de Abreu                                5. Hélio de Souza
3. João Fortes                                            6. Ivani Pedroso

Total de agricultores:
Diretamente: 06

Relato dos Trabalhos:

Participantes: José Maria (monitor), Hélio dos Santos, João Fortes, Leandro Morato, Laura ( estagiária do
Proter), Ana Cristina (técnica do Proter), Rodrigo Prospero(Empresa Natura), André Stella (Empresa
Natura), Rui (técnico agrimensor, contratado pelo CTM), Armin Deitenbach (Coordenador do Projeto).

O local da reunião foi o salão externo da Igreja Católica, na entrada do bairro. Também está próximo á Escola
Municipal Água Fria. Esse local, além de ser de fácil acesso é referência para os agricultores.

    3. Proposta de Trabalho:
Propôs-se aos agricultores a seguinte seqüência de atividades:
                 1.       Projeção dos mapas feitos no computador
                 2.       Discussões sobre legislação e adequação ambiental
                 3.       Análise dos mapas dos sítios
                 4.       Construção do Mapa do Bairro

    4. PROJEÇÃO DOS MAPAS (feitos no computador)
   Os mapas foram confeccionados coletando-se em campo coordenadas geométricas, dos limites das
propriedades, benfeitorias, usos do solo e cursos de água, através do GPS (Global Position Sistem). Esses
dados foram trabalhados em escritório, cruzando as informações geradas pelo equipamento com carta
geográfica do IGC e mapas das propriedades feitos anteriormente, utilizando-se para isso o programa
AutoCad.
   A atividade iniciou com a projeção dos desenhos dos sítios dos agricultores, propondo que cada agricultor
identificasse o seu sítio.

Mapas:
   Hélio critica o posicionamento dos rios no mapa da área dos Fortes. Comenta ainda que seu sítio não foi
bem representado.

     5. DISCUSSÕES SOBRE LEGISLAÇÃO E ADEQUAÇÃO AMBIENTAL
    A explicação do Armin sobre a legislação baseou-se basicamente em: importância das áreas; formas de
exploração/cultivo do solo, possíveis; necessidade de adequação ambiental para a certificação;
especificidades legais aos agricultores familiares; histórico da preocupação em relação ao “estoque de
floresta” (área capaz de abastecer as necessidades da propriedade em recurso florestal); realidades do
grupo.




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                                        PROTER – Programa da Terra
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                     Áreas de Preservação Permanente (APP): para os agricultores familiares (com
                      propriedade menor que 30 ha, no estado de SP) a APP pode ser composta por floresta
                      natural ou sistemas agroflorestais, que devem ser manejados para garantir a proteção
                      dessas áreas (diversidade de espécies, cobertura do solo, e outros aspectos que o
                      grupo já pratica), sendo necessário para isso uma autorização especial.

         - Recursos Hídricos: 30 metros de área de preservação ao longo dos cursos d´água com menos
de 10 metros de largura (realidade do bairro); 50 metros ao redor das nascentes;
         - declive: declividade superior a 45 graus (maior que 100%)
         - topo de morro (terço superior)
   Foi comentado que a partir de uma medida provisória, publicada em 2001, é que se tornou possível o
aproveitamento dessas áreas, em caso de uso para interesse público e/ou interesse social.

                     Reserva Legal(RL) ou Reserva Florestal Obrigatória (RFO): A área destinada a RL
                      na Mata Atlântica corresponde a 20% da área da propriedade. Na área de RL é
                      permitido qualquer tipo de manejo silvicultural, florestal ou agroflorestal, que não inclua
                      o “corte raso”. Para propriedades menores que 30 ha, quando a soma das áreas de
                      APP e RL for superior a 25% da área da propriedade é possível alocar a RL em APP.

    Explicou-se que no caso dos agricultores posseiros que não possuem título de domínio de suas terras,
podem averbar suas reservas legais, de forma provisória, junto ao cartório de notas. No cartório, o proprietário
irá assinar um termo de compromisso de proteção e averbação da Reserva Florestal. Com esse termo o
agricultor se compromete a averbar de fato essa área assim que obtiver o título de domínio.
    Essa averbação “provisória” será o caminho para liberação da certificação orgânica.

Demandas:
    Questionou-se se a área de RL deveria ser concentrada em um único lugar, e Armin explicou que o
proprietário é que escolhe o local e que esse pode ser dividido em áreas distintas.
    Hélio disse que achava mais adequado alocar a RL em alguma área onde já existe floresta.
    Também se levantou a dúvida sobre o corte do palmito juçara. Rui esclareceu que se for comprovado que
eles próprios plantaram, o corte é legal. Armin completou, afirmando que para isso é necessário a aprovação
de um plano de manejo.
    Foi ressaltado que a área de RL não é improdutiva, e que nessa podem ocorrer explorações tanto
madeireiras quanto não madeireiras, sempre com a licença ambiental do DEPRN.
    Surgiu a dúvida se a pariparoba entraria em áreas de APP e Hélio respondeu que sim, desde que em
sistema agroflorestal.

    6. ANÁLISE DOS MAPAS DOS SÍTIOS
   Sítio do José Maria
   Área da propriedade: 19,2 ha
   Situação Ambiental:
   Colocou-se que nessa propriedade a área onde está o pasto pode ser APP devido á declividade, dúvida
que será sanada pelos trabalhos do agrimensor, através do uso do inclinômetro, aparelho emprestado pela
Natura.
   Será necessário discutir o plano de recuperação dessas áreas de APP onde não há floresta.
   Ainda para a certificação, comentou-se sobre a necessidade de averiguar a questão da possível
contaminação da água que seu Zé Maria utiliza na horta (água passa em propriedade acima onde é feito
manejo convencional de horta).
   Há 30 anos seu Zé Maria não coloca fogo em sua propriedade.



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                                        PROTER – Programa da Terra
                           Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.

   Colocou-se no encontro, que o plantio puro de maracujá não poderia estar em área de APP. O Plantio de
maracujá doce foi uma solicitação da empresa Natura para os consorciados. O Plantio está sendo implantado
com suporte técnico da empresa Centroflora.
   As áreas de florestas nas propriedades do grupo já estão sendo manejadas através de uma autorização
comunitária de plantas medicinais.

   Disposição:
   José Maria diz que para ele não haveria dificuldades em cumprir tais exigências, pois trabalha em SAF´s a
nove anos e pretende aumentar suas áreas nesse sistema.
   “Se o proprietário não cuidar da água, quem vai fazer?” Zé Maria.
   Referindo-se aos 30 metros de APP: área que “pertence à água” Zé Maria.
   Questionou qual a APP em casos de “corguinhos”, e foi explicado que, se mantêm os 30 metros.
   Com relação às nascentes, afirmou que é certo protegê-las pois é um local naturalmente úmido.
   Disse que sabe sobre a possibilidade de uso da floresta e proibição de corte raso.

   Sítio do Jadir/Hélio
       Área da propriedade: 10,0 Alqueires
   Situação Ambiental:
   Hélio disse que em 1997 houve um grande deslizamento de terra em sua propriedade devido à
   declividade e forte pancada de chuva.
   Precisa melhorar a representação dos limites e localizações de rios, benfeitorias e outros itens no mapa.

   Disposição:
   Para ele, não deve mais mexer nessa área, “tem que deixar a natureza arrumar isso”.

   Sítio do José Morato
   Área da propriedade: 5,0 alqueires
   Situação Ambiental:
   O sítio possui área de APP por declividade.
   Propôs-se alocar a RL em área de difícil acesso e em fase de regeneração, no canto superior da
propriedade.
   Leandro (filho de Zé Morato) colocou que há reserva na propriedade e que está em outro local.

   Disposição:
   Leandro ressaltou interesse em fazer agrofloresta com pariparoba.

   Sítio do João Fortes (não estava presente)
   Área da propriedade:
   Situação Ambiental:
   Seu João Fortes possui área de pariparoba em área de APP. Para o cultivo da pariparoba, que aumenta
seu princípio ativo a pleno sol, essa área foi roçado; foi esclarecido que o plantio nessas áreas somente deve
ocorrer em SAFs.




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                                        PROTER – Programa da Terra
                           Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.



   Sítio do Antonio Cirilo (não estava presente)
   Área da propriedade:
   Situação Ambiental:
   Na reunião colocou-se que esse agricultor é o que possui mais áreas de pasto em áreas provavelmente
em APP. Seus filhos querem continuar com a criação desse animal. Rui disse que devemos ajudá-lo a pensar
em sistema agrosilvipastoris.
   Seu sítio tem poucas áreas de floresta (máximo 1,5 ha). Ainda falou-se que ele comprou uma nova área
de terra com aproximadamente 12 ha e esta não está incluída no mapa. Será necessário confirmar junto ao
DEPRN a necessidade de inclusão dessa área no mapa.

    7. CONSTRUÇÃO DO MAPA DO BAIRRO

No período da tarde foi realizado o mapa do Bairro.

Referências:
    Os agricultores utilizaram como primeiras referências para a elaboração do mapa a cidade de Barra do
Turvo, o Rio Turvo e o Rio Pardo.
    Os agricultores discutiram que colocando apenas o centro do bairro já referenciava todos os sítios dos
moradores, porém depois acharam melhor sinalizar os locais.
    Na confecção do mapa, após desenhar os pontos referenciais da cidade, desenharam a igreja e a escola,
e a partir daí as estradas, trilhas e sítios.
    No bairro existem hoje cerca de 69 famílias.
    Eles marcaram também as propriedades que eles lembraram que os agricultores utilizavam agroquimicos.

   Aspectos Culturais:
   Foi questionado se haviam mitos na região. Seu Zé Maria e seu João Fortes contaram mitos relacionados
ao saci, como o do pássaro Tangará que junto com o saci faziam os caçadores se perderem na mata. Porém,
segundo eles, poucos jovens conhecem essas histórias, já que não acreditam mais nos “velhos”.
   Seu João Fortes ainda disse que antes, um agricultor poderia roçar “quatro quadras” de capoeira em um
só dia, e que hoje, nem cinco jovens conseguem fazer isso e, por isso, desmerecem os mais idosos.

   Também recordaram da Festa do Divino. Porém, o agricultor Zé Maria disse que essa já não ocorre mais.
Antes, vinham fiéis de Iporanga/SP, passando de casa em casa e recebendo oferendas. A festa já não deve
mais ocorrer em Iporanga e por tanto, na Barra do Turvo também não ocorre mais.

   Infra-Estrutura do Grupo
   No mapa ainda, colocaram a localização dos dois viveiros, do secador de plantas medicinais e a situação
das estradas, sendo essas divididas em transitáveis com carro durante todo o ano, transitáveis de carro
apenas em períodos secos e as que eram trilhas ou não era possível passar com carro.
   Também marcaram no mapa as propriedades que não possuem energia elétrica.

    Desmatamentos:
    Marcaram uma fazenda, acima do bairro, que segundo eles pertence ao prefeito Luis Padilha e seu
cunhado. Na fazenda é comum o uso do fogo e ações de desmatamento. O fogo, que é colocado anualmente,
invade faixa de floresta que divide o bairro da fazenda. Para eles essa situação é preocupante porque em
breve não haverá mais essa mata (“ainda estamos protegidos pela mata, mas o fogo vem desmatando”).

   Avanço do Deserto Verde:



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    Também foi sendo muito questionado sobre a especulação de terras por empresas do setor florestal.
Segundo eles, no bairro, uma dessas empresas, que irá plantar Pinus ofereceu R$3.500,00 o alqueire de
terra, mas ninguém quis vender, nem mesmo os fazendeiros. Em outros bairros estavam oferecendo até
R$5.00,00 o alqueire. Este fato, segundo os agricultores é justificado pela dificuldade e pelo custo de remoção
da capoeira que se encontra no Bairro Primeiro Ribeirão.

     8. Encaminhamentos:
    Em nova visita a área, deve-se coletar dados de declividade, através de inclinômetro, para definição de
áreas de APP. Com esses resultados, e uma melhor descrição da vegetação, até fim de setembro poderá se
definir a possível sobreposição da APP com a RL.
    Com auxílio dos mapas, agricultores deverão discutir quais as melhores áreas para averbação da Reserva
Florestal e plano de recuperação para as áreas de preservação, degradadas, previstas na legislação.
    Devem-se verificar áreas de ocorrência de plantas medicinais aptas para serem licenciadas (diversidade
de espécies); com base na portaria 52/98.



META 1: PREPARAÇÃO DO TRABALHO DE CAMPO E ESTABELECIMENTO
DOS MODELOS DE SAFS

ATIVIDADE 1.2.1: OFICINA REGIONAL PARA O ESTABELECIMENTOS DOS MODELOS DE SAFS A
SEREM TRABALHADOS.

Programação do Seminário Regional:
        quinta-feira – 31/08/06
Planejamento do Seminário Regional;
Construção da grade temática para o Seminário do Projeto (equipe do projeto).

        Sexta-Feira – 01/09/2006
Abertura Oficial: 09h30min

1.        Apresentação dos 04 grupos protagonistas do Projeto: (Trabalho em Grupo e Apresentação em
Plenária).
Mapas participativos – áreas pilotos;
Bairros envolvidos;
Inserção ou vizinhança com o Parque;
SAFs existentes (onde, como, tamanho);
Produtos, Comercialização e Auto-consumo;

2.       Estabelecimento dos Modelos de Sistemas Agroflorestais a serem trabalhados:
Tipo de SAFs demandados;
Espécies de interesse dos agricultores (como produzir, sementes crioulas, etc.);
Planejamento das áreas (início da implantação dos SAFs pelo projeto);
SAFs em áreas protegidas – Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal (explicação da legislação, exposição
dos quatro grupos, quanto á situação de suas áreas, possibilidades de utilização).

         Sábado – 02/09/2006
3.        Políticas Públicas relacionadas á Agroecossistemas;
Licenciamento ambiental de viveiros;
Normatização de SAF´s;
Sistema de crédito para SAF´s;
Viabilidade de SAF´s em Unidades de Conservação;


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                              Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.

Desenvolvimento Territorial ( Central de Comercialização da Agricultura Familiar).

4.         Estratégias e próximos passos do projeto
Monitoramento de SAF´s;
Curso sobre viveiros de mudas;
Visita intercâmbio;
Demandas para projeto.




Síntese das Atividades Realizadas:

   1. INICIAL
   Grupos divididos por municípios definiram a situação das matas ciliares dos rios representados nos mapas
dos bairros e elaboraram a apresentação destes. Listaram as espécies que já possuem em seus sistemas
agroflorestais, e dividiram conforme os usos.

   2.    APRESENTAÇÃO DOS MAPAS DOS BAIRROS (GRUPO DE AGRICULTORES)

SETE BARRAS:
    Na apresentação afirmou que, a situação das matas ciliares reflete a conscientização dos moradores com
relação á utilização dos recursos naturais, mostrando que a maioria dos fazendeiros não protege (cuidam)
dessas áreas, já que a ausência de mata ciliar ou a degradação dessas geralmente coincidem com as
propriedades dos fazendeiros, como o caso da fazenda do seu Nenê, que pulveriza com avião seus bananais,
que estão na cabeceira do Rio Etá.
    O Rio Felipe que passa em parte da propriedade do Agricultor Geraldo, é o mais poluído; as fazendas
jogam esgoto direto neste rio.
    Seu Benjamim explicou sobre a formação do assentamento (PDS).
    Ivan apresentou o “clubinho ambiental”, falando como surgiu e suas atividades, que tem envolvidas 35
crianças de 10 a 25 anos.
    A formação de SAF´s no bairro começa porque os agricultores, desmotivados com a agricultura,
abandonam seus bananais. Em baixo do bananal começa a sucessão ecológica de espécies nativas. Quando
o agricultor volta a manejar suas áreas, o faz com perspectiva agroecológica(“agricultor percebe que melhora
o bananal”) desenvolvendo seus sistemas utilizando essa regeneração, portanto, fala-se “SAF de sucessão”.
    Benjamim afirmou que agora projeto com plantas medicinais está um pouco parado, mas que gostaria de
reanimá-lo.
    Também sugeriu que viveiro construído (do INCRA ou do projeto PDA) pudesse também produzir plantas
medicinais.

CAJATI:
   Na apresentação destacaram que a pouca organização deve-se á distância entre os sítios.
   Existem 6 agricultores que estão participando do projeto dentro do parque e os outros 5 vizinhos á essa
UC, sendo que quase todos fazem limites com fazendeiros.
   Com relação á BR 116 apontaram problemas, como o tombamento de caminhões com cargas poluentes,
e benefícios como o fácil acesso e os bolsões de comercialização. O STR possui um grupo de discussão
sobre a comercialização na beira da estrada (bolsões).
   Segundo Joaquim, o SAF é uma forma de diminuir a dependência de produtos de fora, e depois, é só
benefício.
   Seu Luiz, segundo Joaquim, possui área de pastagens para recuperar, assim como Zé Feio.
   Lindamir disse que cresceu vendo seu pai fazer agrofloresta.




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                          Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.

CANANÉIA:
    Foi falado que em Cananéia, os SAFs surgiram de trabalhos realizados em mutirões;
    Fazem SAF a partir da regeneração de espécies na natureza;
    Em Cananéia alguns áreas de SAFs não estão produzindo, apenas implantando mais espécies;
    Moradores do bairro não têm muita motivação para adotar esses sistemas. Maioria ainda que plantar no
sistema coivara (tradicional – Derruba, Queimada, Plantio, Colheita e Abandono da área);
    Nesse município há alguns proprietários que possuem metade da área em Unidades de Conservação
(UC´s) e metade fora (agricultores Ibson e Basílio). Seu Basílio afirmou que o Parque “chegou” (tomou
conhecimento) há 18 anos, na verdade o Parque foi criado em 1969.
    No sítio do Clodoaldo estão trabalhando com ecoturismo e servem almoço agroecológico.

BARRA DO TURVO:
    Apresentaram os mapas mostrando as “vias” de acesso e condição das estradas, além de mostrar
situação das matas ciliares, locais onde não há energia e as estruturas existentes como os viveiros e o
secador.
    Apresentaram lista e uso das espécies, inclusive algumas que classificaram como de uso do SAF.

   3. MODELOS DE SISTEMAS AGROFLORESTAIS A SEREM TRABALHADOS:
   Nessa atividade buscou-se mostrar os modelos de SAFs e práticas agroflorestais que foram encontrados
no diagnóstico e as novas demandas para a implantação das áreas.

    Discussão:
    Foi colocado se os SAFs devem ser divididos dessa forma ou se podem/devem ser a mesma prática de
sistema diversificado.
    SAF planejado para um ou mais produtos principais (carro forte), de forma que “forças” da natureza
ajudem na produção do que o agricultor quer.
    Em relação ao SAF roça branca, seu Zé Maria disse que os antigos queimavam a capoeira e iam
plantando arroz, feijão, milho e outros.
    Também foi falado que a mandioca é uma boa cultura para se implantar em áreas degradadas, para
depois implantar outras espécies, porém o problema dessa cultura em SAF é que no momento de arrancar as
raízes (parte de interesse) acaba tirando ou afetando também outras plantas. Além disso, colocou-se que a
mandioca é degradante do solo.
    Foi discutido que SAF é sucessão, devendo, portanto, direcionar o sistema, através de podas, escolha de
espécies e outras práticas.
    Questionou-se sobre a viabilidade de produzir em escala comercial, usando práticas agroflorestais.
Geraldo disse que os agricultores não devem pensar em escala comercial, individualmente, e sim, em
cooperativas, o que agricultores de Cajati, devido á distância entre sítios, acham ser o mais difícil.
    Foi colocado que, necessariamente, não é preciso transformar toda a propriedade em SAFs, ficando isto a
critério dos agricultores (as).

Foi discutido também, o que queremos e como tentamos definir o que é um Sistema Agroflorestal – SAF:
              “Para isso, queremos trabalhar dentro da perspectiva agroecológica, Sistemas
          Agroflorestais (SAFs), como formas de agricultura que utilizam, em sucessão
          (arranjos seqüências), consórcios de espécies vegetais de ciclo curto, médio e
          longo, tanto herbáceas como lenhosas, buscando reproduzir a estrutura e a
          dinâmica sucessional da vegetação da região onde são instalados, proporcionando
          com isso, demandas humanas de modo sustentável ao longo do tempo”.




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                             Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.

                                                                    principais
Após riquíssimas discussões entre os agricultores, foi sendo montada uma listagem dos
modelos de Sistemas Agroflorestais para serem trabalhados pelo projeto:

                 SAF Roça Branca: modelo de agroecossistema onde os produtos principais
                 são arrozes, milho, feijão, mandioca e outros (esse modelo foi bastante discutido);
                 SAF de Produção Planejada: Palmito/Banana/medicinais/turismo, surgiu
                 da necessidade de melhor planejamento produtivo das áreas de SAFs que
                 serão implantadas;
                 Quintais Agroflorestais (resgate de tradição regional);
                 SAFs Biodiversificados (com mais de 40 espécies);
                 Práticas Agroflorestais: barreiras contra fogo, contaminação por
                 pulverização, outros;
                 SAF com Animais (agrosilvipastoris - galinhas, porcos, cabras), e;
                 SAF para Recuperação de Áreas Degradadas (Implantação voltada para
                 o melhoramento de uma determinada área).

    4. VIVEIROS
    Nessa atividade o grupo discutiu a necessidade de licença de funcionamento (origem da semente,
higienização do viveiro e das mudas, no caso de comercialização e transporte, ATPF (DOF), licença para
comercialização).
    Licenciamento de todos os viveiros das comunidades/bairros, não apenas os do projeto PDA.
    Foi colocada pelo agricultor Geraldo a necessidade de resgatar as sementes crioulas.
    Foi então falado que, a idéia/proposta de estabelecer, após o conhecimento das espécies e sementes
existentes e as demandadas. A troca de sementes e/ou mudas entre os agricultores participantes do projeto
ou não. A idéia que se tem é que, cada grupo de agricultores nos municípios de origem, possa que, ambos,
produzirem aquelas plantas que se tem com mais facilidades, trocando por outras de interesse e vice-versa
com outros agricultores.
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Sábado 02-09-06
(Continuação dia anterior)

    5. SAF EM ÁREAS PROTEGIDAS - RESERVA LEGAL (RL) E ÁREA DE PRESERVAÇÃO
PERMANENTE - APP
    Nessa atividade foi exposto, o que são áreas de preservação permanente:
    São áreas que precisam de tratamento especial, porque desempenham funções muito importantes no
meio ambiente. No fundo, estas áreas protegem não somente a natureza como também os próprios
agricultores e suas famílias.
    Segundo o Código Florestal, são áreas ao longo dos rios, ao redor das lagoas, lagos ou reservatórios
d´água naturais ou artificiais, nas nascentes e nos chamados "olhos d´água", no topo de morros montes,


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montanhas e serras,nas encostas ou partes destas com declividade superior a 45 graus, equivalente a 100 %
na linha de maior declive, nas restingas, como fixadores de dunas ou estabilizadores de mangues entre
outros.
    Hoje existe, através da Medida Provisória 2166-67 (2001) que alterou o Código Florestal, e com amparo
na Resolução do CONAMA 369, de março de 2006, existe a possibilidade de a agricultura familiar recuperar
áreas de preservação permanente (basicamente matas ciliares) com sistemas agroflorestais, podendo nestes
locais ser realizada a colheita de produtos agrícolas e florestais não madeireiros, desde que não prejudique a
função ecológica da área. É importante lembrar que para este tipo de manejo precisa de autorização do
DEPRN.

    A Reserva Legal - RL, também chamada de Reserva Florestal Obrigatória, pode ser compreendida
como uma área de floresta nativa obrigatória, que na Região Sudeste deve ter, no mínimo, 20% do total da
propriedade. Portanto um sítio com 20 ha precisa ter no mínimo 4 ha em floresta. Esta reserva pode ser
compreendida como uma poupança ou seja um recurso que pode ser utilizado futuramente, para garantir que
sempre haverá floresta na propriedade rural para que venha a servir às necessidades das famílias
agricultoras. Além dos produtos florestais, a Reserva Legal também desempenha um papel ecológico
importante, servindo de refúgio para bichos e plantas nativos e a biodiversidade.
    A vegetação da Reserva Legal não pode ser suprimida, podendo apenas ser utilizada sob regime de
manejo florestal sustentável de acordo com princípios e critérios técnicos estabelecidos.
     Em lugares onde existem muitas áreas de preservação permanente (APP) pode se computar estas áreas
como Reserva Legal. Na agricultura familiar isto é possível se a soma das APP e Reserva Legal for maior do
que 25%. Agricultores que tenham mais de 30 ha, podem usar esta regra quando a soma dos dois for maior
do que 50% do tamanho do imóvel. Nestes casos, nas áreas de preservação permanente não se pode
realizar a extração de produtos madeireiros.

    Falou-se sobre a legislação específica para a Mata Atlântica:
    A Mata Atlântica possui legislação específica, através do Decreto Federal 750 de 1993 (DF 750/93). Este
define que as possibilidades de uso dependem do estágio de regeneração da mata.
         Após o abandono de uma área de roça ou de um pasto, o estágio de regeneração chama-se
     estágio pioneiro, o que equivale a uma “quiçassa” ou um pasto sujo, onde a vegetação nativa não
     tem mais do que 2 m em média. São áreas que não fornecem lenha ainda. Não necessita autorização
     para supressão desta vegetação;
         Depois nasce o que chamamos de capoeira inicial, o que significa o estágio inicial de
     regeneração. É possível derrubar a capoeira inicial para novamente usar a área para roça ou
     pasto, porém, é necessário pedir autorização em primeiro lugar.
         Quando as áreas crescem mais, entram nos estágios médio (capoeira) e avançado de
     regeneração (capoeirão). Nestas áreas não é mais permitida a supressão da vegetação. Pode ser
     solicitada licença para o manejo sustentável destas áreas, para o uso dos produtos não madeireiros. No
     Vale do Ribeira, uma área com vegetação com aproximadamente sete anos passa do estágio inicial para
     o estágio médio.
         Após a explanação foram tiradas algumas dúvidas. Questiona-se então se no caso de cortar madeira
     morta é necessário autorização. No caso de carvão ressalta-se que é necessária a licença ambiental e a
     industrial (através da CETESB que tem escritório em Registro).




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   Outra dúvida que surgiu foi se em SAF´s, fora de áreas protegidas, pode haver corte raso, o que foi
explicado que depende da comprovação de que as árvores e o sistema que será suprimido foi realmente
implantado, não é somente regeneração nativa).

   O Agricultor Geraldo então, questionou se o PROTER pode ajudar a provar que seus sistemas
agroflorestais foram implantados. Essa documentação será oficializada ao DEPRN com todos os agricultores
envolvidos nos projetos CONSAFS e PDA no decorrer do projeto, previstos também como meta de políticas
públicas do projeto.

    6. NORMATIZAÇÃO DE SAFs:
    Iniciada a sua discussão no ano de 2001, proposta de normatização da agrosilvicultura no Estado de São
Paulo (NORMA SAFs) está sendo discutida por várias entidades entre elas o DEPRN, o IBAMA e o PROTER.
    Esta NORMA é importante porque define o que é SAF, como podemos explorá-lo, seus benefícios,
definem o manejo agroflorestal e permite o transporte e a venda de produtos nativos colhidos nos SAFs.
    Para isso é necessário registrar as áreas com Sistemas Agroflorestais junto ao DEPRN/IBAMA, através de
um cadastro que está sendo elaborado.

    7. CRÉDITO DA AGRICULTURA FAMILIAR PARA SAFS.
    O agricultor familiar, comprovado (através da DAP: documento emitido pela CATI, Casa da Agricultura ou
Sindicato) que pertence a essa categoria tem possibilidade de conseguir o PRONAF Florestal para financiar
o seu sistema agroflorestal.
    REGRAS: PRONAF florestal é um financiamento que deve ser pago em 12 anos, com 8 anos de carência.
Discutiu-se a dificuldade no Banco do Brasil para conseguir essa linha de crédito.
    Armin explicou para aonde “vai” o Pronaf Florestal hoje: empresas de fomento florestal, agricultores
familiares que estão plantando pinus ou eucalipto. Falou também da dificuldade da liberação da verba estar
ligada á falta de segurança do banco que o sistema será rentável.
    Foi então discutido a necessidade de criar indicadores econômicos dos sistemas agroflorestais para
comprovar que haverá retorno financeiro dos diversos produtos que permite afirmar que o agricultor que
solicita este crédito estará em condições de iniciar o pagamento desta dívida a partir do nono ano. Também
foi comentado a necessidade de definir melhor custos de implantação desses sistemas e previsão de renda.
Se nos conseguirmos provar o que chamamos de viabilidade econômica dos nossos SAFs, estaremos em
condições de pedir o crédito no Banco do Brasil.

    8. INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE DOS SAFS:
    Conversamos, também, sobre a necessidade de termos, além dos indicadores econômicos, outros
indicadores, ambientais e sociais das práticas agroflorestais. Para isso, o Projeto aposta nos conhecimentos e
na capacidade dos agricultores, principalmente na criação de indicadores de sustentabilidade ambiental, ou
seja, os próprios agricultores irão indicar se sistemas agroflorestais melhoram as condições do solo, evitam
erosão, atraem fauna, etc. Os grupos dos agricultores, monitores e monitorados, vão trabalhar esta questão
com apoio do facilitador e utilizando sempre os seus cadernos de campo para fazer as anotações no dia-a-
dia.
    O projeto está propondo, não um modelo de indicadores, mas um roteiro lógico e participativo (e por isto
mesmo flexível e dinâmico) de como construir indicadores, descritores, sistemas de monitoramento e um
processo completo de formação-na-ação, investigação (observação) participativa, banco de dados e difusão
de resultados a partir das experiências trabalhadas.


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   9. OUTRAS QUESTÕES:
   Surgiu a dúvida de como o PRONAF irá liberar crédito para famílias que estão em áreas de Parque.
Precisamos encarar estas situações, ou através de acordos com a Administração dos Parques ou através dos
Planos de Manejo dos mesmos. A médio prazo, a separação das áreas de parque e de agricultura familiar é
que traz solução para estes casos.

   E outras situações “ilegais”, como o caso de agricultores que não possuem título de suas terras ou que
são herdeiros dos pais ou arrendatários? Tudo isto poderá ser superado com a organização dos agricultores e
o apoio dos técnicos facilitadores.

   10. LICENCIAMENTO DA PRODUÇÃO NOS VIVEIROS E DA COMERCIALIZAÇÃO DE MUDAS
   Foi ressaltado a necessidade de levantar as espécies que serão produzidas no viveiro, qual a fonte de
mudas e/ou sementes.
   As Comunidades/Grupos, devem pensar se é interessante desde já, legalizar os viveiros presentes em
seus bairros/municípios. Caso afirmativo, deverá ser feito da seguinte maneira:
         - Licenciamento dos viveiros devem ser feitos junto ao DEPRN, para tomarem conhecimento da
             origem das sementes e estacas, etc., devendo ser apresentado no momento do licenciamento, o
             plano de manejo de coletas desses materiais;
         - Regulamentados através da Defesa Agropecuária com intuito de determinar fitossanidade das
             mudas e dos viveiros para a venda dessas a interessados e;
         - Obtenção junto ao IBAMA do Documento de Origem Florestal (DOF antiga ATPF) para o
             transporte dessas mudas.

    11. PRODUÇÃO DE MUDAS
    Ainda na preparação do projeto, havia sido gerada uma listagem das principais espécies que são
trabalhadas nos Sistemas Agroflorestais existentes na região.
    Com o início do projeto e dos trabalhos sendo realizados nos mutirões para a construção dos viveiros,
notou-se que aconteceram bastantes troca de idéias entre os agricultores (as), principalmente sobre as
melhores espécies e/ou aquelas de mais interesse para os agricultores, boas para frutos, melhores para lenha
ou madeira, etc.
    Com a realização dos diagnósticos iniciais e seminário regional, foi atualizada a lista atual, com as
espécies levantadas pelos agricultores para serem trabalhados nos SAFs.
    No momento, foram iniciadas por parte dos agricultores, a coleta de sementes e materiais de propagação
de plantas que cada agricultor tem em sua propriedade. Assim, no dia do mutirão de produção de mudas, o
agricultor traz a sua colaboração ou vai entregando para que o monitor para ir organizando a semeadura.
    A proposta que vem sendo construída junto aos agricultores é que, tod@s possam colaborar para a coleta
de sementes, estacas, etc e produção de mudas, visando estabelecer uma troca das espécies entre os
agricultores envolvidos ou não com o projeto.
    Desta maneira, já foram semeadas nos viveiros como um todo, aproximadamente 5 mil mudas. As
principais espécies trazidas até agora pelos agricultores foram: Café, Urucum, Ingá, Tajuba, Sabiazeira,
Pupunha, Palmeira Real, Palmito Jussara, Pau Jacaré, Pitanga, Uva Japonesa, etc.
    Está previsto para a segunda quinzena de outubro, a realização de 03 cursos sobre produção vegetal a
serem realizados juntos aos agricultores nos viveiros construídos. Os cursos deverão ser dados por um
instrutor da ESALQ/USP – Piracicaba/SP com experiência no assunto.
    Em anexo, segue a lista que demonstra todas as espécies citadas e identificadas como de interesse dos
agricultores para trabalharem com Sistemas Agroflorestais no Vale do Ribeira. São mais 130 tipos de plantas.




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   12.     IMPLANTAÇÃO DE SAFS NOS BAIRROS PARTICIPANTES:
                Nesta primeira fase, o trabalho de interações em campo entre monitor, facilitador e agricultor
     monitorado, procura fazer um reconhecimento das áreas que serão trabalhados com sistemas
     agroflorestais. Esta parte do trabalho é de fundamental importância para o levantamento de informações
     para serem avaliadas durante o decorrer do projeto, bem como, da evolução dos SAFs implantados ao
     longo desse período (Indicadores de Sustentabilidade).
                Com as áreas identificadas como áreas monitoradas, os trabalhos realizados, serão
     diretamente ligados a prática em campo, ou seja, de implantação e manejo/condução dos sistema
     agroflorestais a serem trabalhados conforme a preferência do agricultor e das exigências legais
     ambientais.
           No início do projeto, os agricultores têm como referências para o seu trabalho, as áreas já
implantadas dos monitores agroflorestais. Serão nestas áreas que, num primeiro momento, serão diretamente
trabalhadas, que denominamos com sendo: Unidades de Experimentação Participativa (UEPs), aonde serão
desenvolvidas primeiramente, a aplicação de instrumentos/ferramentas metodológicos do projeto, como por
exemplo, as anotações e sistematização do diário agroflorestal do monitor, as primeiras aplicações dos
indicadores de sustentabilidade a serem discutidos pelos agricultores, dias de campo, etc.
           Como estratégia para o trabalho nas áreas e de maior envolvimento possível dos agricultores.
Serão realizados as atividades de implantação das áreas de sistemas agroflorestais, sob forma de mutirão,
buscando proporcionar assim, uma melhor troca de experiências, debates de idéias, resgate dos
conhecimentos tradicionais acumulados e multiplicação do conhecimento, além do que, otimizar o uso e
aproveitamento da mão-de-obra para implantação das áreas.
           Para isto, as primeiras áreas implantadas nos bairros, estarão sendo conhecidas como Unidades
Demonstrativas (UD’s), servindo de base, para novos agricultores que queiram começar este sistema.
           A troca de experiências entre os agricultores, estará também acontecendo de forma
descentralizada, ou seja, não apenas dentro do município, mas entre outros agricultores participantes do
projeto na região, para que cada um, possa assim, criar ou recriar o sistema ao seu bom ver. Contudo, estas
visitas de intercâmbios, são válidas principalmente para que os agricultores possam conhecer experiências
bem interessantes com sistemas agroflorestais sendo desenvolvidas.
           Por fim, do reconhecimento das áreas, trabalhos em mutirão para preparo das áreas e produção de
mudas, discussão sobre os modelos desejados, disponibilização das mudas (viveiros, compras de sementes
e mudas) será a vez da implantação dos sistemas agroflorestais nas áreas e posterior acompanhamento dos
resultados gerados até o findo do projeto.

   13.     MONITORAMENTO E SISTEMATIZAÇÃO
           O processo de monitoramento realizado por este monitor, tem como objetivo dentro do projeto,
estabelecer critérios e parâmetros de seu conhecimento e do conhecimento adquirido através da troca de
experiências entre outros agricultores que farão parte do projeto. Esta troca de experiências acontecerá tanto
na segunda meta do projeto, bem como, no próprio desenvolvimento do trabalho de campo.
           Nesta fase do projeto, o agricultor sempre estará acompanhado do técnico de cada região, onde
estarão interagindo na troca de informações.
           É no diálogo e abordagem no campo que as várias dimensões de um problema virão à tona
e se consolidarão (ou não) como indicadores passíveis de monitoramento.

           A sistematização será um produto tanto da experiência desenvolvida pelos agricultores, no que
podemos chamar de Área Piloto (Comunidade _ Monitor _ Monitorados = Difusão de Experiências), como da
avaliação dos resultados do projeto em si.
           Esta sistematização é, por sua vez, será o grande fator, que nos dará uma avaliação mais
compreensiva do impacto dos Sistemas Agroflorestais face às demandas sociais e ambientais, bem como
contribuirá para a proposta de políticas públicas.




                                                                                                           35
                                       PROTER – Programa da Terra
                          Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.

   14. PRÓXIMOS PASSOS DO PROJETO (AGENDA SAFS)
Outubro: Cursos de técnicas em viveiro
       Irá ocorrer um curso de técnicas de viveiro em cada comunidade. Idéia é que cada viveiro produza no
    mínimo 5 - 15 mil mudas por ano.

Outubro: Visita de Intercâmbio
      Comentou-se na visita de intercâmbio regional. Agricultores manifestaram vontade de conhecer o
   Bairro do Guapiruvu ou a Propriedade do agricultor Marçal.

   15.    INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

               a. Desenvolvimento Territorial - Central de Comercialização da Agricultura Familiar
    Foi discutido sobre o que é e como surgiu a Central. Esta ligada á “Família do Vale Cooperativa”.
    Em agosto de 2003 a Secretaria de Desenvolvimento Territorial – SDT iniciou a discussão de
desenvolvimento territorial aqui no Vale do Ribeira.
    Possui Quatro Grupos de Ação: produtos em natura, que é dividido em agroecológicos ou
convencionais, grupo de alimentos processados, grupo de artesanato e grupo de medicinais.
    Esses grupos se reúnem para discutir comercialização dos produtos. A Central é ligada ao Sintravale,
(Sindicato dos Agricultores Familiares do Vale do Ribeira e Litoral Sul)
    Os próprios agricultores são os gestores da cooperativa.

              b. Projeto de Comunicação Rural – APOENA/PROTER – MDA/INCRA
   Falou-se da capacitação que irá ocorrer com as comunidades: cada uma terá que indicar 4-5 membros
para participar de curso de capacitação para produção de filmes, programas de rádios, artigos e fotografia.
   Barra do Turvo e Cajati possuem rádio comunitária, Sete Barras não.

    AVALIAÇÃO FINAL
      “Seminário foi rico pela troca de experiências”;
      “Agroecologia vem crescendo e é claro o resultado em Políticas Públicas”;
       “Importante porque esclareceu muitas dúvidas”;
      “Feliz por ter três mulheres na reunião, isso com certeza reflete a situação delas”;
      “Fortalecer mais o protagonismo dos agricultores e das agricultoras”.




                                                                                                        36
                                               PROTER – Programa da Terra
                                  Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.

            Anexo: Apresentação das informações levantadas das áreas pilotos:
       Síntese das informações levantadas a partir da realização das reuniões preparatórias, oficinas e encontros
       realizados até o momento pelo projeto com os agricultores.

Municípios e             Participantes                                   Informações Gerais
Bairros
               Agnaldo José de Oliveira             Reunião preparatória de início de projeto: 20/03/06 – Sede
               (monitor)                                                AGUA – Sete Barras
               Ademir de Jesus (R/O)                Dificuldade de escoamento de produção (em geral banana in
               Roseli de Sousa Muniz(R/O)             natura);
               Gilberto Ohta(R/O)                   A agroecologia (SAF’s) encontra-se em dois momentos:
               Benjamim Muniz (R/O)                   transição agroecológica lenta (insegurança em relação ao
               Geraldo Xavier de Oliveira(R/O)        sistema) e transição agroecológica desenvolvida (10
               José Miguel Pereira (R/ O)             agricultores multiplicadores sendo 8 certificados) –Selo
               Cláudio Tarciso Marques (O)            IMAFLORA Eco-Ok;
   SETE        Isabel Pupo Lourenço e Cesar         SAF’s desenvolvidos a partir de crescimento espontâneo
  BARRAS       Pupo Lourenço(R/O)                     (sucessão natural);
               Mathilde Hespanha C. (O)             Destaque sobre a importância da transição agroecológica
 Guapiruvú     Wesllen Rodrigo Marques                para o desenvolvimento do bairro;
               Benedito “carne seca”                Experiência com a metodologia de monitoria agroflorestal
               Virgilio Gomes                         (projeto CONSAF’s);
               Briolindo Teixeira (sugestão         Agricultores com experiência agroflorestal no bairro;
               Monitor)                             Importância de parceria com o INCRA devido ao
               Sebastiana P. da Silva, Ivan           assentamento Alves, Teixeira e Pereira para o
               Pereira da Silva e Durvalino P.        desenvolvimento de SAF’s;
               Silva(O)
                                                    Interesse no desenvolvimento de SAF’s voltados também
                                                      para produção de “roça branca”(milho, feijão arroz e
               José Sebastião R. Jesus
                                                      mandioca), que serão áreas demonstrativas;
               Alceu J. Alves(R)
                                                    Mapeamento das áreas de SAF’s para licenciamento
               André Marafigo(R)
                                                      ambiental (normatização de SAF’s);
               Reginaldo Quinchim(R)
               Carlos Alberto Rua Capela (O)        Interesse em alternativas de crédito (PRONAF florestal);
               Edcarlos Cunha Barbosa (O)           Discussão sobre a importância da capacitação de mão-de-
               Rafael Martins Marques (O)             obra para trabalhar nos SAF’s já implantados;

               Total de agricultores:               Oficina de início de projeto: 22/04/06 – Sede da AGUA – Sete
               monitorados diretamente: 14                                      Barras
               Famílias (08 Assentados)             Noções de SAF´s e seus diferentes tipos;
                                                    Discussão inicial sobre APP e RL;
               Envolvidos indiretamente: 07         Discussões e justificativas para o trabalho com SAF´s;
                                                    Comentários sobre os intercâmbios feito nos SAF’s em
               Agricultores mobilizados: 21            Torres – RS, etc;
                                                    Importância dos quebra ventos como barreira de
                                                       pulverização aérea;
                                                    Importância dos SAF’s para o eco-turismo;
                                                    Importância dos SAF’s para diversificação da produção (ex.
                                                       comércio da polpa e semente do palmito juçara, palmito de
                                                       palmeira real e pupunha);
                                                    Interesse em alternativas de crédito (PRONAF florestal);
                                                    Parceria com o Assentamento Alves Teixeira e Pereira ;



                                                                                                                    37
                                            PROTER – Programa da Terra
                               Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.

                                                                         Comentários importantes:
                                                         Comunidade que se desenvolve através de organização
                                                          própria e várias outras parcerias– Associação dos Amigos e
                                                          Moradores do Bairro Guapiruvu (AGUA) e COOPERAGUA -
                                                          Desenvolvimento centrado nos princípios da “Agenda 21”.;
                                                         Oito propriedades certificadas pelo selo de “transição
                                                          agroecológica Sócio-ambiental” – IMAFLORA;
                                                         Levantamento pela Fundação Florestal dos SAF´s com
                                                          Palmito Jussara para licença no manejo;
                                                         08 Agricultores são Assentados;
                                                         Vizinhança com o Parque INTERVALES/FF.

                Clodoaldo Estevam Bernardo* e         Reunião realizada durante a construção do projeto: Fim de
                Suzete da Silva                                                    2005
                 (O/R)                                 Foi demonstrado o interesse dos agricultores em participar
                Basílio N. da Silva (O)                  do projeto desde o início (mesmo já participando de outros
                Lorinaldo R. da S.(Ceará) (O)            projetos);
                Inês Leite e Gilson Leite (O)
                Ibison de Oliveira (O/R)               Oficina de início de projeto: 23/03/06 Sub-sede Sintravale
                Marçal Estevam *(ex- monitor)          Nas produções de mudas para o projeto, comentou-se a
 CANANÉIA (O/R)                                           necessidade de cuidado quanto a possibilidade de
                Natalicio E. Bernardo e Geni M.           infestação do caramujo africano;
Porto Cubatão Bernardes                                Formas do desenvolvimento do trabalho de campo
Colônia Velha Andrelina Domingues                         (distância entre os Bairros);
      Iririaia  Odete Novaes de A.                     Concordou-se em trabalhar com um mínimo de um hectare
 Iririaia-Mirim Maria Anita Davies                        por agricultor (para experimentação);
     Taquari                                           Foi demonstrado interesse pelo crédito do PRONAF
  Rio Branco Valdinéia Maciel                             Florestal, como forma de subsidiar a implantação dos
Porto do Meio                                             SAF´s dos Agricultores
                Total de agricultores:                 Discussão sobre a necessidade de parceria com a GAIA
                monitorados diretamente: 10               Ambiental, instituição que visa a substituição do sistema
                                                          de coivara por um sistema de agricultura permanente e
               Envolvidos indiretamente: 01               ecológica;
               mobilizados: 11 Famílias                                  Comentários importantes:
                                                          Parte do grupo possui experiência de monitoramento com
                                                           SAFs - CONSAFs.
                                                          Em 31 de Julho de 2006 foi comunicada a troca do monitor
                                                           Marçal pelo seu irmão Clodoaldo (que também possui SAF
                                                           em sua propriedade e vêm acompanhando o trabalho do
                                                           irmão desde 1996);
                                                          Os monitorados se encontram em diferentes bairros do
                                                           município, distantes entre os Bairros;
                                                          06 dos 10 agricultores monitorados diretamente fazem
                                                           parte do projeto de Agentes Agroflorestais – GAIA.
                                                           Atividades concentradas nas Quartas e Quintas-feiras;
                                                          SAFs, como Alternativa para o Trabalho com Turismo
                                                           Rural;




                                                                                                                  38
                                               PROTER – Programa da Terra
                                  Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.

                Juvenal Pereira de Morais            Reunião preparatória de início de projeto: 15/03/06 Cedro –
                (monitor)                                                        BdT
                Vicente Pedro de Moura (O)            Dificuldade para trabalhar com os agricultores que se
                Adilson Vieira Alves (O/R)              encontram dentro da área do Parque Estadual de
                Marcos Rodrigues (O)                    Jacupiranga;
                José B. Eusébio (O)                   Preocupação dos agricultores quanto a garantia da
   CAJATI       Magno Januário (O)                      possibilidade da implantação, manejo e escoamento dos
                Joaquim Clementino (O/R)                produtos do SAF’s nas áreas do PE Jacupiranga;
   Timbúva      Lindamir dos S.Pereira (O)            Interesse quanto ao licenciamento das áreas de SAF’s
   Guaraú II    Luiz Conchas (O)                        (Normatização de SAF’s);
   Vila Tatu    José Carlos Ramos (O)                 Preocupação dos agricultores quanto a comercialização
  Queimados     Isaías Satil de Moura                   dos produtos dos SAF’s;
  Capelinha     José Cícero da Silva (O)
    Lavras      Almeida Paphas (O)                   Apresentação do Projeto no Conselho do Parque Estadual
Jacupiranguinh                                       de Jacupiranga – Núcleo Cedro – BdT
       a
   Barra do    Total de agricultores:                         Oficina de início de projeto: 05/04/06 no STR
    Turvo      diretamente: 11 famílias                 Sugestão do envolvimento de outros parceiros no projeto –
   Conchas                                               Casa da Agricultura de Cajati, DEPRN e BUNGË
               indiretamente: 02                         fertilizantes;
                                                        Necessidade de documentação para licenciamento dos
                mobilizados: 13                          SAF’s;
                                                        Interesse na certificação agroecológica ;
                                                        Envolver o PE Jacupiranga (participou da Oficina) em
                                                         todas as etapas do projeto;

                                                                        Comentários importantes:
                                                        O PE Jacupiranga encontra-se em análise de troca de
                                                         categorias (em APAs ou RDSs) permitindo assim que os
                                                         agricultores tradicionais possam utiliza-las;
                                                        Em 1999 os agricultores haviam tentado a certificação com
                                                         o IMAFLORA (projeto do PROTER),mas não houve
                                                         diálogo com a diretoria do PEJ;
                                                        Os agricultores estão organizados no Conselho do PEJ
                                                         (agora portanto há diálogo entre os agricultores e o PEJ);
                                                        Há anuência e parceria do PEJ com o projeto;
                                                        Os monitorados encontram-se em diferentes bairros do
                                                         município.
                                                        O PEJ dá carta de anuência para a Certificação

                José Maria de Sousa (monitor)
                Antônio Cirilo de Abreu (R)               Reunião preparatória de início de projeto: 15/04/06
                João Fortes(O)                          Trabalhar com SAF’s voltados para a produção de plantas
                José Morato(O)                           medicinais;
                Hélio de Souza(O)                       A recuperação das áreas de APP e RL com SAF’s irá
                Ivani Pedroso(O)                         colaborar para o processo de certificação;
                Admilson G. da Cruz (R)                 Os agricultores discutiram sobre a possibilidade do uso do
                Toninho Fortes (R)                       fogo para limpeza inicial da área (prática comumente adota
                                                         por eles);
                                                        Existe a preocupação do grupo quanto à degradação de


                                                                                                                39
                                             PROTER – Programa da Terra
                                Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.

              Total de agricultores:                      áreas de grandes fazendeiros;
              Monitorados diretamente: 06                Existem demandas de outras comunidades para trabalhar no
                                                          projeto (ex. Comunidade dos Quilombos do Ribeirão
BARRA DO      Envolvidos indiretamente: 02                Grande);
 TURVO
              Mobilizados: 08                                      Oficina de início de projeto: 22/03/06
 Primeiro                                                Questionamentos sobre a necessidade de trabalhar com
 Ribeirão                                                 SAF’s apenas em áreas degradadas (voçorocas e
                                                          deslizamento) ou se há possibilidades de incorporar outras
                                                          áreas da propriedade;
                                                         Preocupação das áreas de SAF’s implantadas devido os o
                                                          uso do fogo pelos vizinhos;
                                                         Necessidade da compra e estoque de sementes
                                                          (principalmente sementes de origem agroecológica/crioula)
                                                          devido a busca pela certificação;
                                                         Discutiu-se a necessidade de planejamento do tamanho das
                                                          áreas dos SAF'’ a serem implantados, para obter uma
                                                          produção e renda suficiente à permanência dos agricultores
                                                          na propriedade;
                                                         Demanda para registro no DEPRN do viveiro de mudas;
                                                         Os agricultores destacam o interesse em SAF’s
                                                          biodiversificados;
                                                         Interesse em conseguir linha de crédito para implantação do
                                                          SAF’s (PRONAF Florestal), já que alguns agricultores Vêm
                                                          conseguindo o crédito “PRONAFINHO” (PRONAF tipo B);

                                                                         Comentários importantes:
                                                         O José Maria foi um dos primeiros agricultores a
                                                          desenvolver a monitoria agroflorestal na região do Vale do
                                                          Ribeira;
                                                         Os agricultores se organizam no SINTRAVALE através do
                                                          “Consorcio Terra Medicinal”, onde manejam, cultivam e
                                                          comercializam plantas medicinais nativas e exóticas;
                                                         Todos os agricultores estão trabalhando para a certificação
                                                          das propriedades através do IBD.
                                                         Para conseguir a Certificação via o IBD precisa adequar e
                                                          licenciar o uso das áreas de APP e RL (Licenciamento
                                                          Formal)
     Legenda:                                                      Rosa: monitorados que começaram a participar
     Negrito: monitorados diretamente;                             do projeto já em andamento;
     O: agricultores que participaram da oficina de                *: Troca de monitor no decorrer do Projeto;
     início de projeto;
     R: agricultores que participaram da reunião                  Números Totais:
     preparatória de início de projeto;                           Total de Agricultores Monitorados Indiretamente:
     Vermelho: agricultores que por algum motivo                  41
     específico não são mais monitorados;                         Envolvidos Indiretamente: 12
                                                                  Mobilizados: 53




                                                                                                                  40
                                             PROTER – Programa da Terra
                                Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.

Anexo 2.1
Espécies de interesse dos agricultores

   Espécies de Interesse levantadas pelos Agricultores (as) a serem Produzidas pelos Viveiros Comunitários e
                                      Implantadas nas Áreas Monitoradas
  n.º       Nome Popular                  Nome Cientifico       n.º           Nome Popular           Nome Cientifico
                       Espécies Nativas e Exóticas (Frutas, Madeiras, Lenhas, Medicinais, etc.).
   1                 Aroeira                        Schinus      70                    Cedro                       Spp.
   2             Assa peixe                Caccalia Óptica       71                Pau Brasil                      Spp.
   3               Bálsamo                   Hyeronima sp        72               Vapurunga                        Spp.
   4                 Bocuva             Myristica Bicuhyba       73                    Cataia                      Spp.
   5               Caapeba         Cissampelos Glabarrima        74              Olho de Boi                       Spp.
   6              Cabreúva          Microcarpus Frondosus        75               Jabuticaba                       Spp.
   7            Cajamanga                  Spondias dulcis       76                  Abacate         Persia gratissima
   8               Cajarana                   Spondias sp.       77                  Abacaxi         Ananas comosus
   9               Cambará                 Lantana camara        78                   Ameixa        Prunus domestica
  10               Cambuci             Paivaea Langadorffi       79            Ameixa Preta                 Prunus sp.
  11         Cana do Brejo                       Costus sp.      80             Amora Preta                 Morus alba
  12        Canela branca                       Ocotea sp.       81        Amora Selvagem                    Morus sp.
  13          Canela Preta                      Ocotea sp.       82                      Café           Cofea arabica
  14            Capororoca                              Ssp.     83            Capim Limão         Cympogum citratus
  15               Caquera                 Senna multijuga       84                     Caqui                      Ssp.
  16             Carobinha                   Jacarandá sp.       85               Carambola        Averrha carambola
  17               Carqueja                  Baccharis spp       86             Espirradeira                       Spp.
  18          Casca d’anta                Drimmys Winteri        87         Fruta do Conde         Annona squamosa
  19                Cedrela                             Ssp.     88                   Goiaba         Psidium guayava
  20                   Cedro                Cedrella fissilis    89                   Hibisco        Hibiscus sinensis
  21         Chá de Bugre                       Cupania sp       90               Jabuticaba                       Spp.
  22                Copaíba            Copaifera langsdorffi     91                      Jaca          Artocarpus ssp
  23              Crandiúva                             Ssp.     92         Jambo Amarelo                Eugenis spp.
  24               Cuvitinga                            Spp.     93             Jambo Rosa            Eugenia jambos
  25              Embaúba                      Cecropia sp.      94               João Bolão             Eugenia spp.
  26            Embaurana                 Porouma Bicolor        95                    Juretê                      Spp.
  27                 Eritrina                    Eritrina sp.    96                  Jussara            Euterpe edulis
  28           Erva d´Anta                              Ssp.     97                   Laranja          Citous sinensis
  29         Erva de Sabiá                              Spp.     98              Lima Pérsia        Citrus aurantifolia
  30                Graviola               Anona muricata        99                    Limão             Citrus limonia
  31             Guabiroba              Campomanesia sp         100                      Lixia                     Spp.
  32                  Guako             Mikania Glomerata       101       Mamica de Cadela               Brusimum sp
  33              Guanandi          Caloplylum Brasiliensis     102        Mandioca 7 anos                Euforbiácea
  34             Guapiruvú                              Spp.    103                    Manga                        Sp.
  35              Guaricica                              ssp    104          Maracujá doce               Passiflora sp.
  36          Guassatonga               Casearia sylvestris     105         Maracujá Nativo            Passiflora alata
  37                   Indaiá                 Palmacea sp.      106                  Mixirica                 Citrus sp.
  38                     Ingá                   Ingá Edulis     107           Palmeira Real           Roystonea regia
  39      Ingá Feijão/Cipó                          Ingá sp.    108          Palmito Híbrido               Euterpe sp.
  40          Ingá Macaco                           Inga sp.    109                 Pêssego                        Spp.
  41           Ipê Amarelo                                      110                  Pitanga          Eugenia uniflora
  42       Ipérico Amarelo           Hypericum Perforatum       111                    Pleixo                      Spp.
  43    Jacarandá d’Bahia              Leguminosidae spp.       112                 Pupunha            Bactris gasipae
  44             Jacataúva                           Spp.       113           Uva Japonesa                         Spp.
  45               Jacatirão               Tibouchina spp.      114             Saboneteira                        Spp.
  46            Jaguanandi                       Piper sp.      115      Sombreiro Mexicano                        Spp.
  47                  Jatobá             Himenea courbaril      116                  Acerola                       Spp.


                                                                                                                           41
                                               PROTER – Programa da Terra
                                  Assessoria, Pesquisa e Educação Popular no Meio Rural.

   48                Jerivá                                         117                      Mamão                     Spp.
   49        Massaranduba                    Mass Emarginata        118                 Palmito Açaí                   Spp.
   50             Napoleão                      Hedychium sp        119                   Framboesa                    Spp.
   51         Pata de Vaca                   Bauhinia forficata     120                      Graviola                  Spp.
   52            Pau Ferro                    Caesalpinea sp.       121                          Figo                  Spp.
   53      Quina Vermelha                   Renijiia Ferruginea     122                   Côco Anão                    Spp.
   54          Samambaia                          Dicksonia sp.     123                     Azeitona                   Spp.
   55          Samambaia                      Pteris Caudada        124                        Fumo                    Spp.
   56            Sassafrás                   Ocotea Odorífera       125               Feijão Guandú                    Spp.
   57                 Sene                    Senna Multijuga       126              Feijão de Porco                   Spp.
   58                Tapiá                                 Spp.     127                    Crotalária                  Spp.
   59              Tarumã                         Vitex Tarumã      128             Nabo Forrageiro                    Spp.
   60              Urucum                          Bixa orellana    129                Mucuna Preta                    Spp.
   61            Urucurana                                 Spp.     130                   Manjericão                   Spp.
   62     Pimenta do Reino                                 Spp.     131                   Cajamanga                    Spp.
   63               Tajuba                                 Spp.     132                       Cereja                   Spp.
   64           sabugueiro                                 Spp.     133                         Milho                  Spp.
   65               Araribá                                Spp.     134                        Feijão                  Spp.
   66           pariparoba                                 Spp.     135                    Mandioca                    Spp.
   67          araçá mirim                                 Spp.     136                  Batata Doce                   Spp.
   68               Guacá                                  Spp.     137             Cará de Espinho                    Spp.
   69             Cambucá                                  Spp.     138                   Cará Moela                   Spp.
                                                                    139                     Gengibre                   Spp.
                                            139 espécies entre florestais e agrícolas

Obs.: parte dessas espécies estarão sendo trocados pelos agricultores (as) durante o projeto, formando assim, um banco para
troca de mudas e sementes.
As espécies aos poucos serão melhores identificadas.




                                                                                                        Edgar Alves da Costa Jr.
                                                                                                          Facilitador do Projeto




                                                                                                                              42

				
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