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					 HIGIENE E SEGURANÇA INDUSTRIAL

                               H&Si

“Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo.”
[Marcos 13:33-35]

"Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia…”
[Mateus 24.42]
Líderes em Segurança no
       Trabalho
         2007
14º lugar   Soldador
13º lugar
   Pedreiro
12º lugar   Mestre de obras
11º lugar   Lixador
10º lugar   O carregador
           Despachante de bagagem
9º lugar   no aeroporto
8º lugar   Instalador de ar condicionado
7º lugar   Mecânico de Automóveis
6º lugar   Operador de empilhadeira
5º lugar


 Montador de cabos
4º lugar   Pintor
3º lugar   Engenheiro Aeronáutico
2º lugar

Electricista
E o primeiro
prêmio vai
para …


 Trocador de lâmpadas
 Prêmio de
participação


Serviço Militar da
Coreia do norte
Até Revolução Francesa: aprendizagem profissional compreendia a
aprendizagem da segurança (“regras de cada arte”).

Revolução Francesa: visão civilista faz incidir no salário a principal
obrigação do empregador. Retrocesso ao nível das condições de
trabalho potenciadas pelas novas condições do trabalho industrial
(Revolução Industrial).

Séc. XIX: tomada de consciência sobre os efeitos nefastos das más
condições de trabalho. Medidas de protecção sobre as situações
mais penosas ou mais sujeitas a riscos graves (trabalho infantil)
Reflexão histórica

Séc. XIX/XX: primeiras noções de Higiene e Segurança do
trabalho.
– Criação de corpos de Inspecção do Trabalho (Inglaterra, 1833,
França, 1850);

– Controlo da condições de trabalho, sobretudo das situações
mais penosas (minas) e em áreas de maior repercussão na vida
dos trabalhadores (duração do trabalho, trabalho feminino).
1919: criação da Organização Internacional do Trabalho

– Carta constitutiva prevê a obrigação de existência de serviços
de inspecção nos países subscritores.
Reflexão histórica

1925: Convenções 17 e 18 da OIT
– Direito à reparação de acidentes de trabalho e à reparação de
doenças profissionais.

1947: Convenção 81 da OIT
– Inspecção do Trabalho na Indústria e Comércio com destaque
para as condições de Higiene e Segurança.

1981: Convenção 155 da OIT:
– Formula o conjunto de princípios que passa a constituir a
arquitectura fundamental da Prevenção de Riscos Profissionais.
Reflexão histórica (Portugal)

Séc. XIX (início): legislação sobre a segurança do trabalho em geradores e
recipientes a vapor.

Legislação relativa ao trabalho das mulheres e dos menores nas fábricas e
oficinas.


1900-1950:
– Regime de duração do trabalho (1919, 1934);
– Aparecimento do sistema de reparação: definição da responsabilidade
patronal pelos acidentes de trabalho(1913);
– Instituição do Seguro Social Obrigatório (1919);
– Regulamento de higiene, salubridade e segurança nos estabelecimentos
industriais (1922);
Reflexão histórica (Portugal)

1958: legislação relativa à segurança na construção civil
acompanhada de uma campanha a nível nacional de
prevenção de acidentes de trabalho nesta área.

1962: legislação relativa à prevenção médica da silicose.

1971: Regulamento Geral de Higiene e Segurança do
Trabalho para a Indústria.
Reflexão histórica (Portugal)


Revisão Constitucional de 1982, artigo 59º:
“Todos os trabalhadores, sem distinção de idade, sexo, raça,
cidadania, território de origem, religião, convicções políticas ou
ideológicas, têm direito:
...
c) à prestação do trabalho em condições de higiene, segurança e
saúde.”
Reflexão histórica (Portugal)

1984: ratificação da Convenção 155 da OIT

1986: Regulamento Geral de Higiene e Segurança do Trabalho nos
Estabelecimentos Comerciais de Escritório e Serviços

Transposição da primeira geração de Directivas Comunitárias
relativas a Saúde e Segurança no Trabalho (riscos associados a
agentes físicos e químicos)

1990: Grande salto na perspectivação de uma política global para a
Segurança, Higiene e Segurança no Trabalho

1991: Regime jurídico do enquadramento da SHST (Dec. Lei 441/91)
Transposição de diversas Directivas Comunitárias:

– Locais de trabalho, equipamentos de trabalho, écrans de
visualização, EPI´s, movimentação manual de cargas, agentes
biológicos, ruído, ...
Importância Crescente da Higiene e Segurança


Reconhecimento da influência das condições de trabalho na vida dos
trabalhadores e na capacidade produtiva das empresas.


Abordagem “clássica”
– Intervenções sobre o homem: vigilância médica;
– Intervenções correctivas sobre os componentes materiais do trabalho;
– Intervenções ao nível de equipamentos de protecção individual.


Filosofia de protecção do trabalhador. Prevenção correctiva que fizesse
diminuir os efeitos dos riscos dos acidentes de trabalho ou doença
profissional.
Importância Crescente da Higiene e Segurança


Dificuldades:
– Evolução técnica, económica e organizacional das empresas;
– Uso crescentes de substâncias perigosas;
– Aplicação de novas tecnologias;
– Desenvolvimento de sistemas complexos de produção

>>>>>> Novos riscos ocupacionais
Importância Crescente da Higiene e Segurança

100,000 substâncias químicas;
50 factores físicos;
200 factores biológicos;
20 condições ergonómicas
300 a 350 agentes cancerígenos e 300 alergéneos
(fonte: Organização Mundial de Saúde)
Importância Crescente da Higiene e Segurança


Consequências:
– Necessidade de se apostar na gestão de uma nova abordagem preventiva
sobre os riscos profissionais, reais e potenciais, capaz de responder
eficazmente a este ambiente de variabilidade ao nível dos factores
produtivos.

Evolução do conceito de “saúde no trabalho”:
– Já não apenas ausência de doença;
– Necessidade de promover um ambiente de bem estar gerador
dos factores motivacionais dos trabalhadores.
Importância Crescente da Higiene e Segurança


Necessidade da prevenção se moldar em novas metodologias:
– Percepção global de interacção entre todos os riscos profissionais;
– Atitude de constante avaliação de todos os riscos;
– Intervenção preventivas sempre enquadradas pela informação, pela
formação e por formas de participação.

Objectivos destes desenvolvimentos:
– Económicos (aumento da produtividade, diminuição das disfunções na
organização);
– Sociais (nova consciência em torno do valor da saúde).

Valorização do recursos humanos:
– Gestão da imprevisibilidade – flexibilização das práticas de
gestão no sentido da satisfação das expectativas do
consumidor;
Enquadramento da Saúde e Segurança noTrabalho


Estudo, avaliação e controlo dos riscos de operação


>>>>>>> Prevenção de Acidentes

Estudo, avaliação e controlo dos riscos ambientais e ocupacionais


Prevenção de Doenças Profissionais

>>>>>> Promoção do Bem-estar
Abordagem multidisciplinar e interactiva:


                     Gestão



Tecnologia                             Indivíduos



A questão essencial na gestão da Segurança e Saúde
consiste na interacção complexa entre a tecnologia e os
indivíduos
Inquérito aos Acidentes de Trabalho, Departamento de Estatística do Trabalho,
Emprego e Formação Profissional do Ministério do Trabalho e da Solidariedade.
1998

ÓPTICA DA EMPRESA:
Base de Amostragem:
determinada a partir do ficheiro de estabelecimentos de Quadros de Pessoal de 1997.

Método de Amostragem:
1.Definiu-se à priori a dimensão da amostra como sendo aproximadamente de 14,000
estabelecimentos, para a constituição da amostra, recorreu-se à estratificação pelo que
se procedeu à decomposição do universo em estratos e à extracção de uma amostra
aleatória separadamente em cada estrato.
2.O universo de estabelecimentos foi estratificado segundo as NUT II (Norte, Centro,
Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve), actividade económica, CAE – Rev.2 a dois
dígitos e escalão de dimensão definido em termos de volume de emprego da Empresa.
3.Todos os estabelecimentos com 250 ou mais pessoas ao serviço são inquiridos.
4.A repartição da amostra foi feita respeitando a Repartição Óptima de Neyman e, em
cada estrato, a extracção das unidades foi realizada recorrendo ao método de selecção
sistemático.
Número de estabelecimentos com acidentes de trabalho e/ou de trajecto, segundo o
escalão de dimensão do número médio anual de pessoas ao serviço
Estrutura dos acidentes de trabalho, por actividade económica
Número total de acidentes: 154,825
Estrutura dos acidentes de trabalho, nas indústrias transformadoras
Número de acidentes de trabalho, segundo o nível de qualificação do trabalhador sinistrado
Distribuição percentual dos acidentes de trabalho, segundo oambiente de trabalho em
que ocorreram
Distribuição percentual dos acidentes de trabalho com
baixa e dos dias de trabalho perdidos



Acidentes de trabalho com baixa: 100,490 (65% total)

Média: 23.8 dias de trabalho perdidos por acidente

Total de dias de trabalho perdidos: 2,388,523
Distribuição percentual dos acidentes de trabalho com baixa e dos dias de trabalho
perdidos, segundo a actividade económica
Distribuição percentual dos acidentes de trabalho com baixa e dos dias de trabalho
perdidos, nas indústrias transformadoras
Óptica do trabalhador sinistrado:

Objectivo: obter junto dos trabalhadores sinistrados informação que procure explicar
os factores determinantes do acidente e as suas consequências assim como a
percepção, por parte do trabalhador, do acidente e da sua envolvente.
Contempla não só a sua ligação ao local de trabalho, mas também à família e à sua
envolvente sócio-económica.

No que se refere à empresa está em causa se a mesma dispõe de meios de
prevenção e actua de acordo com uma política de higiene e segurança no local de
trabalho.

Base de Amostragem: participações feitas pelas Companhias de Seguros durante o
ano de 1998, relativamente aos trabalhadores que tiveram algum acidente de
trabalho

Método de Amostragem:
Foi uma amostra não probabilística uma vez que não se conhece a probabilidade
final de selecção de cada um dos seus elementos.
• Foi definido à priori que a dimensão da amostra seria de 5000 trabalhadores sinistrados.
• Considerando as características da base de amostragem, na selecção das participações só
foi possível extrair aquelas em que era legível e estavam completos os requisitos de
identificação da entidade empregadora e
dos trabalhadores sinistrados.
Tipologia dos acidentes de trabalho
Condições dos acidentes (objectivas e subjectivas)
Empresa:
Condições dos acidentes (objectivas e subjectivas)
  Empresa:
Condições dos acidentes (objectivas e subjectivas) Empresa:
Condições dos acidentes (objectivas e subjectivas)
Trabalhador:
Condições dos acidentes (objectivas e subjectivas)
  Posto de trabalho:
Consequências do acidente
Físicas
Consequências do acidente
  Psicológicas
Consequências do acidente
  Relações laborais/produção:
Acidentes de Trabalho
Dados de 2001


Fonte: Direcção-Geral de Estudos, Estatística e Planeamento,
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social,
Acidentes de Trabalho de 2001,
2005.
Dados de 2001

Número total de acidentes: 244 936, dos quais:
• 365 mortais.

197 089 dos acidentes ocorreram com homens

Dos 244 571 acidentes não mortais, 187 051 (76,5%)
resultaram em um ou mais dias de ausência


Dos acidentes de trabalho, resultaram 7 738 981 dias de ausência
O que é um acidente de trabalho

Como são classificados os acidentes de trabalho?

Quais são os principais índices de medição?
CONCEITOS DE ACIDENTE/INCIDENTE



Acidente
O causador ocorre na imperícia (ex: não sabe dirigir um
carro), imprudência (sabe dirigir mas não tomou cuidado) ou
negligência (nem sabe dirigir nem toma cuidado).


Incidente
Quando não acontece imperícia, imprudência ou
negligência, e mesmo assim o facto ocorre, então é
incidente, pois se originou de outros factores (ex: uma pedra
se soltou e rompeu a mangueira do óleo dos travões, etc).
Ӄ acidente de trabalho aquele que se verifique no local e no tempo
de trabalho e produza directa ou indirectamente lesão corporal,
perturbação funcional ou doença de que resulte redução na
capacidade de trabalho ou de ganho ou morte”.
[Decreto Lei 100/97 - Artigo 6]


Considera-se também acidente de trabalho:
a) no trajecto de ida e de regresso para e do local de trabalho, nos termos em que
vier a ser definido em regulamentação posterior;
b) na execução de serviços espontaneamente prestados e de que possa resultar
proveito económico para a entidade empregadora;
c) no local de trabalho, quando no exercício do direito de reunião ou de actividades
de representante dos trabalhadores, nos termos da lei;
d) no local de trabalho, quando em frequência de curso de formação profissional
ou, fora do local de trabalho, quando exista autorização expressa da entidade
empregadora para tal frequência;
e) em actividade de procura de emprego durante o crédito de horas para tal
concedido por lei aos trabalhadores com processo de cessação de contrato de
trabalho em curso;
f) fora do local ou do tempo de trabalho, quando verificado na execução de
serviços determinados pela entidade empregadora ou por esta consentidos.“
Decreto Lei 100/97 - Artigo 7



”Não dá direito a reparação o acidente:
a) que for dolosamente provocado pelo sinistrado ou provier de seu acto ou
omissão, que importe violação, sem causa justificativa, das condições de
segurança estabelecidas pela entidade empregadora ou previstas na lei;
b) que provier exclusivamente de negligência grosseira do sinistrado;
c) que resultar da privação permanente ou acidental do uso da razão do sinistrado,
nos termos da lei civil, salvo se tal privação derivar da própria prestação do
trabalho, for independente da vontade do sinistrado ou se a entidade
empregadora ou o seu representante, conhecendo o estado do sinistrado,
consentir na prestação;
d) que provier de força maior.“
Classificação dos acidentes de trabalho
(10.a Conferência Internacional dos Estaticistas do Trabalho,
Bureau International do Travail, 1962)

- Consequências                 (morte, incapacidade permanente, incapacidade temporária e outros casos
(acidentes sem incapacidade)
- Forma do acidente (quedas de pessoas, quedas de objectos, marcha sobre, choque contra
ou pancada por objectos, entaladela num objecto ou entre objectos, esforços excessivos ou movimentos em
falso, exposição a/ou contacto com temperaturas extremas, exposição a/ou contacto com correntes
eléctricas, exposição a/ou contacto com substâncias nocivas ou radiações e outras formas de acidentes não
classificados noutra parte
- Agente material (máquinas, meios de transporte e de manuntenção, outros materiais,
substâncias e radiações, ambiente de trabalho, outros agentes não classificados noutra parte e agente não
classificado por falta de dados suficientes
- Natureza da lesão (fracturas, luxações, entorses e distensões,
comoções e outros traumatismos internos, amputações e nucleações, outras feridas,
traumatismos superficiais, contusões e esmagamentos, queimaduras, envenenamento e intoxicações
agudas, efeitos de intempéries e outros factores exteriores, asfixias, efeitos nocivos da electricidade, lesões
múltiplas de diferentes naturezas, outros traumatismos ou traumatismos mal definidos
- Localização da lesão (cabeça (excepto olhos, olhos, pescoço (incluindo vértebras
cervicais e garganta), membros superiores (excepto mãos), mãos, tronco, membros inferiores (excepto pés),
pés, localizações múltiplas lesões gerais)
PERIGOS FÍSICOS e QUÍMICOs
Colisões
Espaços confinados                       Riscos ambientais
Tropeções e escorregadelas               Asfixia
Quedas                                   Desidratação
Deficiências de equipamento              Cold stress (hipotermia)
Electricidade                            Heat stress (hipertermia)
Metais pesados                           Inalação de material particulado
                                         Fire hazards:
Physical agents include:                 Explosões
Ruído                                    Fumos (gases nocivos e vapores)
Vibração                                 Produtos químicos reactivos
Iluminação deficiente
Barotrauma (hypobaric/hyperbaric         Mechanical hazards include:
pressure)                                Gases e ar comprimido
Riscos biológicos (bactérias, fungos e   Esamagamento
virus)                                   Corte

Chemical agents include:                 Estrangulamentos
Ácidos                                   Fricção and abrasão
Radiação ionizante                       Impacto
Chumbo                                   Moving parts
Solventes                                Shearing
                                         Stabbing and puncture
PERIGOS PSICOSOCIAIS

Stress de trabalho

Violência from outside the organização

Bullying,

Assédio emocional, verbal, e sexual
•ILO International Occupational Safety and Health Information Centre
http://www.osha.gov/Publications/combustibledustposter.pdf
Índices estatísticos:

-permitem comparar de forma objectiva o desempenho, em termos de
segurança e saúde no trabalho, diferentes sectores, empresas ou
departamentos

- são independentes da dimensão da organização
Índices estatísticos:

INDICE DE FREQUÊNCIA ( F )  I
Número de acidentes com baixa por milhão de horas-homem Trabalhadas

IF = n.º de acidentes com baixa × 10 / n.º de horas homem trabalhadas
                                        6



ÍNDICE DE INCIDÊNCIA (II )

Número de acidentes com baixa por cada mil trabalhadores (em média)

II = n.º de acidentes com baixa × 10 / n.º médio de trabalhadores
                                   3




  ÍNDICE DE GRAVIDADE (     IG)
Número de dias úteis perdidos por mil horas-homem trabalhadas

IG = n.º de dias úteis perdidos × 10 / n.º de horas homem trabalhadas
                                    3



um acidente mortal equivale à perda de 7500 dias de trabalho
ÍNDICE DE AVALIAÇÃO DE GRAVIDADE

  representa o número de dias perdidos, em média, por acidente


  IAG= (IG/IF)*103
  permite estabelecer prioridades quanto às acções de controlo,
  através dos seus valores decrescentes
EXEMPLO

				
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