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Equipamentos para prote��o das tubula��es

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Equipamentos para prote��o das tubula��es
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Equipamentos para proteção

das tubulações

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Peças Especiais e Aparelhos



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Carlos Fernandes

Campina Grande - Paraíba





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Professor Carlos Fernandes

Universidade Federal de Campina Grande - UFCG







Conteúdo

Equipamentos para proteção das tubulações............................................................................... 4

Comportas e Adufas ...................................................................................................................... 5

Comportas ................................................................................................................................. 5

Dimensionamento ................................................................................................................. 6

Instalação .............................................................................................................................. 6

Acionamento ......................................................................................................................... 6

Acabamento .......................................................................................................................... 6

Adufas de Parede ...................................................................................................................... 6

Dimensionamento ................................................................................................................. 7

Aquisição e Instalação ........................................................................................................... 7

Acabamento .......................................................................................................................... 8

Acionamento ......................................................................................................................... 8

Dimensionamento ................................................................................................................. 9

Aquisição e Instalação ........................................................................................................... 9

Acionamento ......................................................................................................................... 9

Hidrantes ..................................................................................................................................... 11

Hidrante de coluna .................................................................................................................. 11

O hidrante de coluna convencional ........................................................................................ 12

Esquema de instalação ........................................................................................................ 12

Hidrante subterrâneo .............................................................................................................. 13

Dimensionamento ............................................................................................................... 13

Válvulas ....................................................................................................................................... 15

Registro de Gaveta ...................................................................................................................... 17

Registros de gaveta ................................................................................................................. 17

Tipos de registros de gaveta ................................................................................................... 17

Especificações indispensáveis para aquisição de registros de gaveta .................................... 20

Detalhes técnicos .................................................................................................................... 20

Hastes ...................................................................................................................................... 20

Acessórios para juntas ............................................................................................................ 20

Acionamentos ......................................................................................................................... 20

Acionamentos especiais .......................................................................................................... 20

Instalação ................................................................................................................................ 21

Posição ................................................................................................................................ 21





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Montagem ........................................................................................................................... 21

Materiais empregados nas válvulas de gaveta ....................................................................... 22

Válvulas de Retenção .................................................................................................................. 23

O equipamento ....................................................................................................................... 23

Funcionamento ....................................................................................................................... 23

Tipos ........................................................................................................................................ 24

Válvulas de retenção do tipo portinhola basculante .............................................................. 25

Descrição ............................................................................................................................. 25

Instalação ............................................................................................................................ 25

Especificações técnicas ....................................................................................................... 26

O emprego do "by-pass" ......................................................................................................... 26

Ventosas ...................................................................................................................................... 27

Os Aparelhos ........................................................................................................................... 27

O "ar" no interior das tubulações ........................................................................................... 28

O fluxo de ar nas tubulações ................................................................................................... 30

Problemas causados pelo movimento de bolsas de ar nas tubulações: ................................. 30

Instalação das ventosas........................................................................................................... 30

Ventosas simples (Figura V8) .................................................................................................. 31

Utilização ............................................................................................................................. 31

Funcionamento ................................................................................................................... 31

Ventosa CMC compacta .......................................................................................................... 32

Ventosas de tríplice função (Figura V9) .................................................................................. 32

Fabricação ........................................................................................................................... 32

Utilização ............................................................................................................................. 32

Descrição do projeto dessas ventosas (Figura V10) ............................................................ 32

Funcionamento ................................................................................................................... 33

Seleção do tamanho da ventosa de tríplice função ............................................................ 34

Recomendações adicionais para instalação ........................................................................ 34









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Equipamentos para proteção das tu-

bulações

Peças especiais e aparelhos



Além das conexões, utilizam-se nas tubulações peças especiais e aparelhos, tais como: adu-

fas, comportas, crivos, juntas de expansão, registros, hidrantes, registros automáticos de en-

trada, válvulas antigolpe de aríete, válvulas de borboleta, válvulas de pé e crivo, válvulas de

retenção e ventosas.









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Comportas e Adufas

ão geralmente utilizadas nas canalizações de descarga de pequenas barra-



S gens, de reservatórios e de certas unidades das estações de tratamento de

água, tais como câmaras de mistura, decantadores e filtros. Situam-se na

extremidade de montante dessas tubulações, rente à face molhada da

parede dos referidos depósitos.



As comportas são portas que prendem águas de um dique, de um açude ou de

uma represa. São quadradas ou circulares (Figura CA1) e só podem ser aciona-

das com pedestais de suspensão, nos quais a haste se desloca verticalmente com

a tampa durante a manobra.



As adufas de parede, com ponta ou com flange (Figura CA2), são aparelhos Figura 1 - Comportas

com chapa móvel em torno de um eixo ou com movimento de correr, que se ins- e adufas de parede

talam nos condutos que regulam a vazão de fundo e cuja abertura ou fechamento

podem ser graduados. Durante sua manobra, que pode ser feita por meio de chave T, volante ou pedestal

de manobra (simples ou com engrenagem), apenas a tampa sofre deslocamento vertical.









Figura CA1 - Modelo de comportas com tampas circular e quadrada









Figura CA2 - Modelo de adufas com tampas circular e ponta



Comportas





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O emprego das comportas de sentido único de fluxo para descarga horizontal de instalações hidráulicas

sob pressão atmosférica, por exemplo, reservatórios, pequenas barragens e decantadores, representam

segurança e eficiência, por possuírem excelente estanqueidade. Comumente são encontradas nos modelos

com tampa quadrada (Figura CA3).









Figura CA3 - Modelo de comporta com tampa quadrada



Dimensionamento



Os projetos obedecem peculiaridades características de cada marca comercial e são elaborados de acordo

com as normas da ABNT, especialmente no diz respeito à juntas e gabaritos, e para trabalharem com uma

altura máxima da coluna de 10 m.c.a = 1 kgf/cm2 = 0,1 Mpa.



Instalação



É necessário que se observem todas as instruções recomendadas pelo fabricante e as condições técnicas

indispensáveis na instalação, para que se garantam condições de estanqueidade durante seu funciona-

mento. Algumas recomendações são básicas:



 Instalar os chumbadores conforme gabaritos apresentados nas páginas seguintes. É indispensável

a preparação carreta da parede do reservatório, garantindo-se a prumada;

 A comporta deve ser instalada com a tampa fechada, para evitar o empenamento do telar;

 Observar o sentido correto de fluxo, de maneira a que a tampa da comporta seja forçada contra a

sede.



Acionamento



Por pedestais de suspensão (citar altura Hl, para dimensionamento da haste de prolongamento) ou por

acionamento hidráulico ou pneumático. Nestes dois últimos casos, é fundamental que na consulta seja

citado:



Acabamento



As comportas são fornecidas normalmente pintadas com tinta betuminosa podendo receber outros reves-

timentos, conforme consulta.



Adufas de Parede



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As adufas de parede são assim chamadas, pois são utilizadas para descarga horizontal em tubulações

hidráulicas sob pressão atmosférica (reservatórios, pequenas barragens, decantadores), previstas para

atuarem com o fluxo forçando a tampa contra a sede. Na maioria das vezes são fornecidas com pontas

para colocação direta na parede do reservatório para conectar com a bolsa do tubo de descarga, ou com

flange para ligação com tubo de descarga flangeado (Figura CA4).









Figura CA4 - Adufas de parede em detalhes



Dimensionamento



Os projetos são elaborados de acordo com as normas da ABNT, especialmente no diz respeito à juntas e

gabaritos, e para trabalharem com uma altura máxima da coluna de 10 m.c.a = 1 kgf/cm 2 = 0,1 Mpa.



Aquisição e Instalação



É fundamental que se indique nas consultas e pedidos o tipo de acionamento e a altura de manobra e as

dimensões pretendidas. A instalação é feita por chumbamento do corpo ou da ponta quando for o caso, na

parede do reservatório, com a tampa bem fechada para evitar empenamentos (Figura CA5 ). O sentido do

fluxo deve forçar a tampa contra a sede de modo a garantir estanqueidade.









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Figura CA5 - Possíveis esquemas de instalação para adufas de parede



Acabamento



As adufas de parede são fornecidas normalmente pintadas com tinta betuminosa, podendo receber outros

tipos de revestimento conforme consulta.



Acionamento



Devido possuírem hastes rosqueada e mancais, sua manobra torna-se possível através de uma chave T, ou

de volante, ou pedestal de manobra. Observar sempre para que corpos estranhos não impeçam o fecha-

mento da adufa.



Adufas de Fundo



As adufas de fundo são utilizadas para descarga dos reservatórios, principalmente em unidades de esta-

ções tratamento de água como floculadores e decantadores, para serem manobradas durante operações de

esgotamento e limpeza, ou para permitir a passagem de água de um compartimento para outro (Figura

CA6 ).









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Figura CA6 - Adufas de fundo em perspectiva e em corte



Dimensionamento



Os projetos são elaborados de acordo com as normas da ABNT, especialmente no diz respeito à juntas e

gabaritos, e para trabalharem com uma altura máxima da coluna de 10 m.c.a = 1 kgf/cm2 = 0,1 Mpa. No

caso de flange conforme NBR 7675, nos gabaritos PN-10 e PN-16.



Aquisição e Instalação



As adufas de fundo podem ser acompanhadas de peças suplementares visando atender situações específi-

cas, o que gera as seguintes modalidades:



 simples;

 com curva flangeada: para ligação com tubulação de descarga ou de intercomunicação;

 com crivo: que envolve o aparelho evitando a presença de corpos estranhos;

 com curva e crivo.



Normalmente são concretadas no plano inferior dos reservatórios, com flange conectado à tubulação de

descarga ou de intercomunicação.



Acionamento



Pode ser realizado com chave T ou pedestal de suspensão, complementados por haste de prolongamento.

Nas consultas e compras, citar as cota de fundo e de apoio do pedestal como visto na figura CA7.









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.









Figura CA7 - Adufas de fundo



1 - asssentada no fundo de um decantador

2 - esquema de instalação

3 - vista completa c/ volante e pedestal









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Hidrantes









Hidrante de coluna

Os hidrantes são utilizados na luta contra o fogo. São instalados em pontos estratégicos das redes de dis-

tribuição, onde devem ser capazes de fornecer água em quantidade e com pressão satisfatórias. São fabri-

cados o hidrante de coluna e o hidrante subterrâneo.



O hidrante de coluna é de mais fácil uso e localização, o que é importante cm casos de emergência, como

são os incêndios (Fig. H2).



O hidrante subterrâneo fica por baixo dos passeios. É provido de cabeçote para ser manobrado por uma

chave. Tem a vantagem de não oferecer problema para o pedestre nem de ser danificado por veículos

(Fig. H1).









Figura H1 - Vista em corte de um hidrante de coluna modelo Bárbara.









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Abaixo (Figura H2) vista em corte de um típico hidrante de passeio ou subterrâneo









O hidrante de coluna convencional



Os Hidrantes de Coluna, padrão ABNT EB 669, são utilizados para fins urbanos e industriais, no abaste-

cimento de água para combate a incêndio.



Os hidrantes de coluna convencionais completos são fabricados em ferro fundido e montados conforme

mostrado na Figura H2. A conexão à rede de distribuição é feita com curva dissimétrica ou curva 90° com

pé, interligada a coluna por um toco de tubo com flanges cujo comprimento dependerá da profundidade

em que se encontrar a tubulação da rede, um registro com flanges, e uma extremidades bolsa/flange, de-

pendendo do tipo de tubulação distribuidora.



O registro de gaveta fica instalado abaixo do nível do passeio público, abrigado em uma caixa de concreto

subterrânea com tampão de passeio em ferro fundido. Essa caixa deverá ser inspecionada periodicamente

para não acumular detritos os mais diversos, que possam retardar ou mesmo impedir a utilização rápida

dos hidrantes. E a rapidez é fundamental para a eficiente utilização deste equipamento.



Esquema de instalação



Fabricados em geral para uma pressão máxima de serviço 10 kgf/cm2, o diâmetro interno da entrada de

água, dotado de um flange, é de 75 ou 100 mm. A esse flange, liga-se, para aumentar a profundidade, uma

curva dissimétrica, ou seja, não simétrica, com flanges, que pode ser usada tanto para redes de 75 mm

como de 100 mm. As tomadas de água podem ser em rosca de 60 mm (diâmetro externo 82 mm e 5 fios)

e rosca de 100 mm (diâmetro externo 127 mm e 4 fios), padronizadas no Brasil, para permitirem a conti-

nuidade do uso do mesmo equipamento nos caminhões dos corpos de bombeiros.



Seguramente os hidrantes de coluna serão fornecidos pintados de vermelho, conforme recomendação do

Corpo de Bombeiros.



Opcionalmente o hidrante pode ser rosqueado no tubo de suporte, de modo a impedir a possibilidade de

roubo por desaparafusamento do hidrante. Mediante consulta prévia ao fabricante, poderão ser fornecidos







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outros tipos de roscas, como também a possibilidade de fornecimento de vários tipos de engates rápidos

no lugar da conexão rosqueada.



Existem modelos concebidos para não necessitarem de registros de manobra. Estes modelos proporcio-

nam evidentes vantagens sobre hidrantes de coluna normais em ferro fundido. Notoriamente sua instala-

ção é mais econômica, pois assim não requerem o uso do registro de gaveta, e consequentemente, do uso

de tampão de passeio de ferro fundido e da caixa de concreto necessária para a instalação do registro de

gaveta.



Funcionalmente também não haverá o inconveniente da caixa de concreto para abrigo da instalação do

registro e, consequentemente, acumulação de lixo em seu interior, que poderiam atrapalhar a utilização

rápida dos hidrantes.









Figura H2 - Esquema em corte para instalação de um hidrante de coluna



Hidrante subterrâneo



Os hidrantes subterrâneos são utilizados no abastecimento contra incêndio, nos espaços urbanos e nas

indústrias.



Dimensionamento



De um modo geral os hidrantes subterrâneos têm as seguintes características e dimensões principais con-

forme mostrado na Figura H3.



Entrada ou tomada de água através de uma bolsa conforme NBR 7674 de 75 mm, e a saída de água com

um niple rosqueado de bronze fundido. Em geral a rosca nominal do niple pode ser de 50 mm, com diâ-

metro externo 67 mm e 5 fios, ou de 60 mm, com diâmetro externo 82 mm - 5 fios. Mediante consulta

prévia, os fabricantes poderão fornecer outros tipos de engates rápidos e de roscas, especialmente na







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saída. A ligação à tubulação da rede é feita por intermédio de uma curva com flange e bolsa, dotada de pé.

Conforme a profundidade da tubulação, a curva poderá ser curta ou longa.



O acionamento ou manobras são executadas por meio de chave T adaptável ao cabeçote do hidrante e o

acabamento é a base de pintura com tinta betuminosa.









Figura H2 - Esquema em corte para instalação de um hidrante subterrâneo









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Válvulas

Válvulas são dispositivos destinados

a estabelecer, controlar e interrom-

per a descarga de fluidos nos enca-

namentos. Seu uso é tão antigo

quanto o emprego de tubulações,

pois sem aquelas estas estruturas

praticamente se tornariam dispensá-

veis. Por exemplo, nas ruínas de

Pompéia e Herculano foram encon-

tradas válvulas confeccionadas em

bronze de características técnicas

surpreendetemente avaçadas.



Acessórios de fundamental impor-

tância e indispensáveis nas tubulações, merecem, pois, indicação,

especificação e localização criteriosas por parte do projetista. Algu-

mas garantem a segurança da instalação, outras propiciam manobras

de direcionamento e controle do fluxo e outras permitem desmonta-

gens para reparos ou substituição de elementos da instalação.



Em qualquer projeto deve constar o menor número possível de vál-

vulas, pois encarecem o sistema tanto na montagem como na manu-

tenção, alcançando, em média, cerca de 8% do custo total da instala-

ção. Hidraulicamente promovem aumento nas perdas de carga e con-

seqüente acréscimo no consumo de energia consumida, além de fre-

qüentes perdas materiais com vazamentos.



Existe uma grande variedade de tipos de válvulas, e, em cada tipo,

existem diversos subtipos, cuja escolha depende não apenas da natu-

reza da operação a realizar, mas também das propriedades físicas e

químicas do fluido considerado, da pressão e da temperatura a que se

achará submetido, e da forma de acionamento pretendida. Particular-

mente, quando destinadas à trabalhar com água e de comando ma-

nual, são designadas por alguns fabricantes com o nome de registros.



As válvulas são classificadas nos seguintes tipos:



 de bloqueio;

 de regulagem;

 de fluxo único;

 de controle de pressão.



As válvulas de bloqueio, em inglês block-valves, destinam-se apenas

a permitir ou interromper o fluxo, trabalhando totalmente abertas ou

completamente fechadas, não servindo, pois, para controlar vazões.

Normalmente tem o mesmo diâmetro nominal do trecho de conduto

em que encontra-se instalada e a mesma seção útil transversal e perfil

linear. São exemplos deste tipo de válvulas:



 de gaveta ou gate valves;

 de macho ou plug valves ou cock valves;

 de esfera ou ball valves;









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 de comporta ou slide valves ou blast valves.



As válvulas de regulagem, em inglês throttling valves, ao contrário das de bloqueio destinam-se ao con-

trole de fluxo, trabalhando pois, em qualquer posição de abertura interna e eventualmente em posição de

bloqueio total. Por serem peças de custo significativo, podem eventualmente ser projetadas com diâme-

tros nominais menores que os dos trechos da tubulação que deverão ser assentadas. São exemplos deste

tipo de válvulas:



 de globo ou globe valves;

 de agulha ou needle valves;

 de controle ou control valves;

 de borboleta ou butterfly valves;

 de diafragma ou diaphragm valves.



As válvulas de fluxo único destinam-se a impedirem automaticamente o escoamento danoso ao sistema

quanto a sua estabilidade estrutural ou a perda de fluido, especialmente em sua inversão no sentido do

escoamento quando da interrupção sob comando ou acidental do fluxo. São exemplos deste tipo de vál-

vulas:



 de retenção ou check valves;

 de retenção e fechamento ou stop-check valves;

 de pé ou foot valves.



Vale salientar que as stop-check tem a característica de funcionarem como válvulas de retenção quando

trabalhando na posição aberta e como de bloqueio quando o fluxo encontra-se interrompido. São equipa-

mentos de emprego restrito, usualmente nas tubulações de saída das caldeiras.



As válvulas de controle de pressão, podem ser divididas em de pressão a montante e de pressão a ju-

sante. Os tipos a montante tem maior aplicação para o alívio do golpe de aríete e podem ser agrupadas da

seguinte maneira:



 de segurança ou de alívio ou safety valves ou reliefy valves;

 de excesso de vazão ou excess flow valves;

 de contrapressão ou back pressure.



Os tipos a jusante são empregadas em pontos baixos da rede onde as pressões estáticas podem superar os

50 metros e coluna de água e as de quebra de vácuo para facilitarem o preenchimento ou esvaziamento

das linhas de adução. Podem ser agrupadas da seguinte maneira:



 redutoras ou reguladoras;

 de quebra vácuo ou ventosas.









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Registro de Gaveta

Registros de gaveta



Válvulas são dispositivos destinados a estabelecer, controlar e interromper a

descarga de fluidos nos encanamentos. Quando destinadas à água e de comando

manual, são tradicionalmente designadas com o nome de registros. Assim os

registros são equipamentos instalados nas tubulações destinados a limitar,

impedir ou permitir o escoamento da água nas canalizações do sistema de

abastecimento.



Em sistemas públicos de distribuição de água são geralmente utilizados

registros de gaveta, que podem ser do tipo oval ou chato, este menos robusto e

mais barato, mas que só deve ser utilizado para pequenas pressões de serviço, tanto

menores quanto maiores forem os diâmetros.



A perda de carga nessas válvulas, quando completamente abertas, é desprezível. Este motivo e o custo

relativamente reduzido explicam seu largo emprego em instalações hidráulicas prediais, nos barriletes,

ramais de água, elevatórias de água, ar comprimido e vapor.



Normalmente devem funcionar completamente abertos ou permanecerem totalmente fechados.

Parcialmente abertas, produzem perda de carga elevada e sob certas condições, estão sujeitas à cavitação.

Em algumas oportunidades, quando se pretende reduzir a descarga, alternando o ponto de funcionamento

da bomba, são utilizadas com abertura parcial, de modo a criarem a perda de carga necessária para

conseguir uma determinada vazão.



Além de não serem aconselháveis de um modo geral para regulagem de vazão, há o inconveniente para

certas aplicações. É que, em alguns tipos menos aperfeiçoados, sua estanqueidade não é perfeita, quando

a pressão é elevada e a temperatura do líquido, considerável. Assim tornam-se totalmente inconvenientes

para instalações em trechos com escoamento forçado com pressão externa superior a interna.



Tipos de registros de gaveta



Os registros são produzidos com duas bolsas, duas pontas ou dois flanges, de modo que possam ser

adquiridos conforme o tipo de junta da tubulação em que o mesmo será instalado (Fig. RG2).









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Fig. RG2 - Vistas em corte de registros de gaveta com bolsas, pontas e flanges, respectivamente



Em função do acionamento de manobras, são fornecidos com cabeçote ou com volante (Fig. RG3). O

registro com cabeçote, somente manobrado com uma chave T que fica de posse do operador, é utilizado

nos pontos de menor fiscalização, dificultando às pessoas estranhas movimentá-lo e o seu emprego é mais

comum nas áreas das redes de distribuição.



O registro com volante dispensa a chave T e, na realidade, é um registro com cabeçote acrescido neste de

um volante para manobras de fechamento ou abertura. É utilizado em instalações de superfície, nas tubu-

lações aparentes que geralmente existem nas estações elevatórias e de tratamento.









Fig. RG3 - Desenhos esquemáticos de registros de gaveta com cabeçote e com volante



Quando é difícil o acesso ao registro, especialmente nas subterrâneas, com ou sem caixas, o acionamento

direto poderá ser executado da seguinte maneira:



 Por chave T: por intermédio de uma haste de prolongamento, em instalações subterrâneas, na

posição "de pé". Neste caso o acionamento por chave T sem haste de prolongamento, ou seja,

atuando diretamente no cabeçote da válvula, embora muito utilizado, é desaconselhável;

 Por pedestal de manobra nas instalações sob passarelas de manobra, na posição "de pé" (Fig.

RG4). O emprego do pedestal de manobra é muito comum nas estações de tratamento.









Fig. RG4 - Acionamento com chave T e com volante









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Para registros de grande diâmetro (válvulas de gaveta de ferro fundido nos diâmetros acima de 300 mm)

os pedestais de manobra são provados de engrenagem para diminuir o esforço do operador (Fig. RG5),

por redutor de engrenagens helicoidais, ou direto com by-pass.



O by-pass é uma derivação fixada de um lado e de outro da gaveta da válvula. Este dispositivo permite a

manobra das válvulas de diâmetros superiores a 300 mm quando a diferença entre as pressões a montante

e a jusante da gaveta atinge um valor que impede o acionamento direto.



NOTA: As válvulas de gaveta de diâmetros até 300 mm não necessitam a instalação de by-pass, mesmo

para suas pressões máximas de serviço.









Fig. RG4(a) - Exemplos de registros com recursos auxiliares de manobra









Fig. RG4(b) - Foto de registro (800mm) com recursos auxiliares de manobra, acoplado a um sis-

tema de proteção contra o golpe de aríete.





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Especificações indispensáveis para aquisição de registros de gaveta



 Classe de pressão (ou pressão de trabalho desejada);

 Tipo de acionamento;

 Tipo de extremidade;

 Abreviatura;

 Acessórios especiais de manobra ou para juntas.



Detalhes técnicos



Os registros de gaveta no Brasil têm seus projetos a partir da normalização brasileira vigente, dentro de

adequações dimensionais tecnicamente elaboradas, com pressões mínimas para estanqueidade do sede da

ordem de 0,1 MPa.



Hastes



As hastes dos registros normalmente são fixas não ascendentes. O fabricante pode fornecer também re-

gistros de gaveta com haste ascendente, principalmente para sistemas de esgotos ou para aplicações in-

dustriais. Em geral trata-se no entanto de fornecimento específico sob consulta.



Acessórios para juntas



Os registros de junta elástica para tubos de ferro fundido, e os registros para tubos de PVC, são fornecidos

com anéis de borracha para vedação das juntas. Já os registros com flange, nos quais são empregados

arruelas de borracha e parafusos com porcas, necessitam de listagem a porte destes materiais, pois nor-

malmente o fornecimento é em separado.



Acionamentos



Todos os acionamentos (acessórios ou equipamentos) devem ser descritos em separado, inclusive a chave

T. Os volantes nos registros assim descritos são componentes normais do fornecimento.



Acionamentos especiais



Quando as válvulas de gaveta são objeto de manobras frequentes, comando à distância ou manobras de

abertura e de fechamento de durações determinadas, poderão ser utilizados acionamento hidráulico, acio-

namento pneumático ou acionamento elétrico. No caso de pneumático e hidráulico, para fornecimento dos

cilindros, além das especificações normais do registro, é necessário informar:



 Pressão de trabalho do cilindro acionador;

 Comprimento e diâmetro da haste de prolongamento;

 Pressão de trabalho da tubulação;

 Periodicidade do acionamento;

 Condições de instalação;

 Dados sobre o fluído (presença de partículas sólidas, viscosidades, temperatura).



Também podem ser adquiridos válvulas com acionamento por redutores, ou acionamentos elétricos.









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Instalação



Posição



Em relação ao solo as válvulas de gaveta podem ser objeto de instalação na superfície, subterrânea, sob

tampões ou em caixas ou câmaras de alvenaria. Já em relação à canalização os registros podem figurar em

quatro posições: em pé, invertido ou deitado quando em canalizações horizontais, e de lado em canaliza-

ções verticais. A posição de pé é a mais aconselhável, devendo-se evitar as outras posições, principal-

mente nos diâmetros acima de 300 m.



Montagem



É fundamental que na instalação seja previsto a possibilidade de desmontagem e retirada do registro para

reparos, manutenção ou substituição. Para que haja flexibilidade nestas operações são mostradas algumas

possíveis configurações de montagem de válvulas de gaveta em canalizações flangeadas e de ponta e

bolsa.









Fig. RG5 - Exemplos de montagem em função do tioo de junta da tubulação



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Materiais empregados nas válvulas de gaveta



Para pequenas instalações prevalece a fabricação em bronze. São usadas para vapor até 150 psi e água,

óleo ou gás até 300 psi em dimensões de 1/2" a 6".



Nos diâmetros de 50 a 600 mm, em tipo flangeado, ponta e bolsa, ou com pontas, são fabricadas ferro

fundido cinzento ou dúctil e aço, com componentes inox, galvanizado, latão etc.



Conforme a pressão de serviço, os registros são fabricados em duas séries:



 Registros ovais - Mais robustos, gaveta em forma de cunha, usados normalmente nas redes

municipais de abastecimento de água tratada ou bruta. Até 300 mm de diâmetro, a pressão de

serviço é de 16 kgf/cm2;

 Registros chatos - Possuem a gaveta com faces paralelas ou em cunha, porém resistem a pres-

sões menores. Nos tamanhos até 300 mm, a pressão de serviço é de 10 kgf/cm2.



Os registros de ferro dúctil suportam uma pressão igual à máxima da série oval em ferro fundido cin-

zento, de modo que são fabricados sem a distinção que há nos tubos de ferro fundido cinzento, entre série

oval e série plana.



Existem também válvulas de aço-carbono fundido e de aço forjado para instalações industriais, onde a

pressão e a temperatura do fluido são elevadas.









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Válvulas de Retenção









Corte esquemático

O equipamento



As válvulas de retenção são equipamentos de proteção instaladas visando proteger as instalações hidráuli-

cas do refluxo de água quando do paralisação das bombas. Como função secundária, são importantes para

a manutenção da coluna da água durante a paralisação.



Existem diversos tipos de válvula de retenção e a sua escolha deverá ser feita de acordo com a sua finali-

dade especifica. Por exemplo, em uma instalação com reservatório hidropneumático, o seu fechamento

deverá ser o mais rápido possível para evitar perda de água do reservatório, bem como evitar o choque

mais violento da portinhola contra o seu anteparo. Esses tipos de válvulas são providas de molas para o

seu fechamento e o conjunto móvel possui baixa inércia. Os outros tipos são os de portinhola articulada,

dupla portinhola etc.



Funcionamento



Geralmente são instaladas no início das tubulações de recalque, entre a saída das bombas e antes dos

registros (válvulas de gaveta), para proteção das bombas contra os golpes de aríete, resultantes da cessa-

ção brusca do escoamento, especialmente por falta de energia elétrica. Esse posicionamento é o mais

adequado, pois facilita inspeções e consertos eventuais.



Em função do tipo de válvula que possuem permitem o deslocamento da água num só sentido (Figura

VR1). E necessário observar que a instalação deve ser feita de modo a que a portinhola abra no sentido do

fluxo. Convencionalmente este sentido é indicado por uma seta gravada em relevo no corpo da válvula.









Figura VR1 - Corte esquemático de uma válvulas de retenção



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As válvulas de retenção podem ser providas de by pass (Figura VR2) desde que se deseje o retrocesso da

água retida após a parada das bombas. Esse retrocesso da água pode ser útil, quer para o esvaziamento

dos tubos e peças a serem retirados para substituição ou reparo, quer para o escorvamento das bombas

providas de válvula de pé com crivo, pois este não sendo perfeitamente estanque, poderá haver entrada de

ar no trecho aéreo da sucção após longos períodos de parada, inclusive após inspeções e consertos. Ou

seja, válvulas de retenção podem ser equipadas com by-pass, permitindo escoamento da água para a parte

da tubulação isolada pela válvula, quando há necessidade de desmontá-la para verificação, conserto ou

modificação na instalação encher a linha de sucção, a fim de escorvar as bombas.









Figura VR2 - Desenhos esquemáticos de uma válvulas de retenção com by-pass



Tipos



Existem no mercado vários modelos de válvulas de retenção, nos mais diversos diâmetros e classes de

trabalho (máxima de serviço), com dispositivos internos em bronze ou inox, que devem ser adquiridas em

função das instalações e da proteção físico-hidráulica que se pretende. Normalmente são mais comuns as

seguintes modalidades (Figura VR3):



 Válvula retenção tipo portinhola dupla e portinhola basculante única, corpo em ferro fundido,

tampa aparafusada, extremidades flangeadas padrão conforme NBR, face plana padrão;

 Válvula retenção tipo fundo de poço, corpo em ferro fundido, extremidades flangeadas padrão,

face plana, internos em bronze;

 Válvula retenção tipo aero: corpo em fundido, tampa aparafusada, haste com rosca trapezoidal

externa e volante ascendente, extremidades flangeadas padrão face plana, face a face padrão;

 Válvula retenção tipo pistão: corpo em ferro fundido, tampa aparafusada; extremidades flangea-

das padrão, face plana, face a face.









Figura VR3a - Válvulas retenção tipo portinhola basculante única e portinhola dupla









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Figura VR3b - Válvulas retenção tipo fundo de poço (a), aero (b) e pistão (c)









Figura VR3c - Válvula de retenção tipo pistão flangeada



Válvulas de retenção do tipo portinhola basculante



Descrição



As válvulas de retenção do tipo portinhola, de passagem reta e extremidades flangeadas, destinam-se à

proteção das instalações hidráulicas de recalque contra o refluxo da água, e à manutenção da coluna de

água quando da paralisação das bombas.



São geralmente instaladas em sistemas hidráulicos de recalque, com a finalidade de evitar a inversão do

sentido de fluxo, também chamado de refluxo. Quando ocorrer uma interrupção no funcionamento das

bombas e, consequentemente, do escoamento, as válvulas de retenção fecham-se, retendo a coluna de

água na canalização.



Instalação



As válvulas de retenção são instaladas geralmente à saída das bombas, entre estas e os registros de regu-

lagem e de seccionamento. Esta posição facilita os eventuais consertos e inspeções.



Devem ser instaladas de modo que se abram no sentido do fluxo. No corpo da válvula, encontra-se uma

seta que indica o sentido de instalação.



Em determinados tipos de instalação pode ser necessário de um sistema de amortecimento hidráulico para

evitar esforços excessivos no fechamento da válvula.









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Especificações técnicas



De um modo geral as válvulas de retenção tipo portinhola, são fabricadas obedecendo as seguintes especi-

ficações técnicas: Válvula de retenção basculante, face a face conforme norma ISO 5752, série 14, flan-

ges de acordo com a norma ISO 2531, PN 10, PN 16 ou PN 25, corpo e obturador em ferro fundido dúctil

NBR 6916 classe 42012, sede de vedação do corpo em ASTM A240, tipo 304 (AISI 304), junta de veda-

ção 360° contínua de borracha sintética Buna-N fixada ao obturador por anel de aperto em ferro fundido

dúctil 3 Ni e parafusos em aço inoxidável 18.8 (AISI 304), permitindo substituição e ajustagem sem que

sejam removidos os eixos do obturador, eixos do obturador em aço inoxidável 18.8 (AISI 304), mancais

de escorregamento em bronze para rotação dos eixos e apoio do obturador, fechamento por alavanca e

contrapeso em aço carbono, conforme nossa referência VRB.



Todas as válvulas de retenção são submetidas na fábrica a um duplo teste de pressão: de resistência me-

cânica, com o aparelho na posição aberta, sob uma pressão hidráulica igual à pressão máxima de serviço

acrescida no mínimo de 50%, de estanqueidade, com o aparelho em posição fechada, sob uma pressão

hidráulica igual à pressão máxima de serviço.



O emprego do "by-pass"



O chamado by-pass é uma passagem de tubos externa contornando a gaveta que permite a passagem pa-

ralela do fluído em relação à válvula (Figura VR4). Esse dispositivo pode equipar as válvulas de porti-

nhola única, trazendo como vantagens permitir o fluxo do fluído para a parte da tubulação isolada pela

válvula, o que facilita os trabalhos de manutenção ou modificação da válvula ou da própria tubulação, e

também, facilitar o escorvamento das bombas, ou possibilitar a passagem de água para a tubulação de

sucção. No caso da válvula de retenção não dispor de by-pass, se necessário deve ser feito na própria

tubulação, ligando o montante ao jusante da tubulação.









Figura VR4 - Válvulas de retenção com by-pass









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Ventosas

Os Aparelhos



São aparelhos instalados nos pontos altos dos condutos forçados que permitem a entrada de ar quando

ocorre redução de pressão em pontos altos da tubulação, bem como, durante o esvaziamento da tubulação

por ocasião da manutenção, ou permitem a saída do ar que tenha ficado ou entrado em adutoras por gra-

vidade ou nas tubulações de recalque, principalmente se a tubulação formar algum traçado tipo sifão,

quando do enchimento da mesma. No caso de produzir vácuo na tubulação por efeito de sifonamento ou

inércia no escoamento, permi- tem que o ar adentre à tubula-

ção, evitando o seu colapso estrutural pela ação da

pressão atmosférica externa.



São colocadas, em geral, na parte alta dos sifões ou após

um trecho horizontal longo ou com pequena declivi-

dade. Para melhor eficiência do equipamento, os aclives

das tubulações, até atingirem a ventosa, devem ser sua-

ves, e os declives após a válvula, acentuados, a fim

de acumular melhor o ar nos pontos altos e possibilitar

sua expulsão mais facil- mente pela ventosa.



A tendência do ar acumulado nos pontos altos é compro-

meter o escoamento, redu- Figura 2 - Corte esquemático de zindo a seção útil do con-

duto com o aumento, conse- uma ventosa de simples efeito. quente, da perda de carga. Há

casos de golpes de aríete provo- cados por bolsas de ar presentes

nas tubulações. Existem diversos tipos de ventosas, dos mais simples aos mais complexos. São providas

de rosca ou flange, a depender do modo como são instaladas na tubulação. As de flange impõem o em-

prego de um tê no ponto alto do conduto.



A priori as ventosas podem ser classificadas como de simples efeito e de duplo efeito, também chamada

de tríplice função. As primeiras são próprias para adutoras de pequenos diâmetros e para deixar sair o ar

que estiver acumulado nos pontos altos das tubulações de adutoras, linhas de recalque e mesmo de aspira-

ção das bombas, mas não são apropriadas para permitirem a entrada de ar. As de duplo efeito (Figura

V12) controlam automaticamente a saída do ar durante o enchimento de uma linha e a entrada de ar du-

rante o esvaziamento ou o que se venha a formar com a linha já em operação. As ventosas de duplo efeito

possuem duas esferas de tamanhos diferentes. A maior encontra-se dentro de uma câmara provida de uma

abertura grande, e a menor, dentro de outra câmara menor provida de um orifício. A esfera maior será

fortemente comprimida contra a respectiva abertura, e a menor levemente encostada no orifício. Baixando

o nível da água, a esfera pequena afasta-se da sua posição, deixando escapar o ar que porventura se tenha

formado na tubulação. Durante o esvaziamento da tubulação, as duas esferas descem às suas posições

mais baixas, permitindo, assim, a entrada do ar através das passagens, evitando-se, desse modo, a forma-

ção do vácuo que poderia eventualmente provocar o esmagamento externo da tubulação. Frequentemente

são em ferro fundido com esferas de alumínio ou ebonite.









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Figura V2 - Corte esquemático de uma ventosa de duplo efeito (BOPP & REUTER)



O "ar" no interior das tubulações



A presença de ar retido em seu interior das instalações pode prejudicar em muito o funcionamento normal

de uma canalização para fins hidráulicos trabalhando sob pressão. Essa presença tem origem pela ocupa-

ção da tubulação vazia antes do funcionamento ou durante este, quando as tubulações de sucção e as

gaxetas das bombas não são suficientemente estanques, permitindo que o ar se introduza sob pressão, e

desloque-se dissolvido na água. Durante este deslocamento nos pontos onde há diminuição de pressão,

desprende-se da água e dá origem às bolsas de ar, as quais devem ser extraídas.



Quando se enche de água uma tubulação que se encontra submetida internamente às condições atmosféri-

cas locais, deve-se extrair, continuamente, um volume de ar exatamente igual ao volume de água que

entra, a fim de evitar a formação de grandes bolsas de ar.



No caso da adução por gravidade, o ar depositado nos pontos de queda de pressão, normalmente os pon-

tos altos, provoca um aumento de perda de carga e, consequentemente, uma diminuição da vazão (Figura

V3).









Figura V3 - Formação de bolsas de ar em adução por gravidade com nível hidrostático normal









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No caso de adução por recalque, o acúmulo de ar nos pontos de queda de pressão provoca um aumento da

altura manométrica, acarretando a elevação do consumo por sobrecarga da bomba ou redução da vazão

(Figura V4).









Figura V4 - Formação de bolsas de ar em adução por recalque nível hidrostático de trabalho



Além dos inconvenientes citados, o movimento das bolsas de ar no interior das tubulações acarreta suc-

ções bruscas que podem provocar golpes de aríete.



Portanto, deve-se prever a colocação de ventosas nos pontos altos das tubulações, as quais devem ser

projetadas. com aclives suaves e declives acentuados, a fim de facilitar o acúmulo do ar nos pontos altos.

As figuras V5 e V6 mostram os perfis esquemáticos para estes dois tipos de traçado: o aconselhável e o

inadequado.









Figura V5 - Traçado recomendado









Figura V6 - Traçado não recomendável



Para estabilidade e bom funcionamento das tubulações é necessário, também, prever a entrada de ar, pois,

quando se esvazia uma tubulação, o ar deve penetrar com o mesmo gradiente com o qual a água sai, de

forma que a diferença de pressão entre o interior e o exterior do conduto permaneça dentro de limites pré-

fixados, impossibilitando o colapso dos tubos por contração da seção decorrente das subpressões internas

que seriam geradas simultaneamente.



Recomenda-se, também, reduzir ao máximo possível os trechos sensivelmente horizontais, pois pequenas

variações de nível podem provocar pontos de difícil proteção. É essencial, porém, que sejam previstas

ventosas nas extremidades dos trechos horizontais seguidos de descidas, onde se podem acumular bolsas

de ar (Figura V7).



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Figura V7 - Solução para trechos sem declives satisfatórios



O fluxo de ar nas tubulações



Para o perfeito funcionamento das tubulações é necessário que o fluxo de ar dentro das mesmas apre-

sente-se da seguinte forma:



 Quando entra água na tubulação, o ar que contido precisa sair totalmente, para que não haja

bolsas de ar durante o funcionamento da tubulação, e, rapidamente, para não prejudicar o início

do funcionamento das bombas;

 Durante o funcionamento da tubulação, é possível a formação de bolhas de ar através das tubula-

ções de sucção e das preme-gaxetas das bombas. Devido à pressão, o ar desloca-se pela tubula-

ção dissolvido na água, porém nos pontos de diminuição de pressão (pontos altos da tubulação),

haverá o desprendimento gerando bolsas de ar nas tubulações;

 Quando sai a água da tubulação é necessário que entre ar com a mesma vazão, para que o

diferencial entre as pressões internas e externas do tubo permaneça limitado de modo a impedir o

colapso dos tubos.



Problemas causados pelo movimento de bolsas de ar nas tubulações:



 Nas adutoras por gravidade, o ar depositado nos pontos altos, onde há perda de pressão, provoca

o aumento da perda de carga, que implica numa diminuição de vazão;

 Nas adutoras por recalque, a presença de bolsas de ar nos pontos de queda de pressão provocam

um aumento de altura manométrica, implicando em redução de vazão ou sobrecarga da bomba,

com os consequentes prejuízos de consumo de energia ou danificação do equipamento;

 A movimentação das bolsas de ar pode provocar golpes de aríete em decorrência de sucções

bruscas.



Instalação das ventosas



Instalação de ventosas nos pontos altos da tubulação e ao término dos trechos horizontais, visa eliminar

todos os inconvenientes que um fluxo ar inadequado dentro das tubulações pode acarretar. É necessário

também tomar as seguintes precauções quanto ao traçado das tubulações:



 Projetar as tubulações com aclives suaves e declives acentuados, visando facilitar o fluxo de ar a

os pontos altos onde estarão instaladas as ventosas;

 Reduzir ao máximo os trechos horizontais, pois variações muito pequenas de nível podem impli-

car pontos difíceis de se proteger.









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Ventosas simples (Figura V8)









Figura V8 - Ventosa simples, foto e conte esquemático



Utilização



Destinam-se especialmente a canalizações de pequena vazão e tubulações de pequeno diâmetro, com

função de permitir a adequada orientação do fluxo de ar:



 Descarregar o ar quando a tubulação se enche de água, ou seja, quando da entrada de água da

tubulação, na vazão de 2 litros por segundo para um diferencial de pressão de 5mca;

 Descarregar continuamente o ar durante o funcionamento das bombas;

 Dar entrada de ar quando for descarregada a água da tubulação, ou seja, admitem o ar na vazão

de cerca de 2 litros por segundo para um diferencial de pressão de 5mca.



Funcionamento



Quando o nível da água desce, o flutuador movimenta-se para baixo, abrindo a passagem do niple de

descarga e permitindo, assim, a saída do ar; quando o nível de água sobe, aciona o flutuador para cima,

fechando a saída do ar. Sua capacidade máxima de extração ou admissão de ar é de 2 l/seg., para diferen-

cial de pressão de 5 m.c.a.



Tipos de ventosas simples



As ventosas simples são apresentadas em duas versões:



 com rosca: diâmetros de 3/4", 1", 1 1/4", 1 1/2" e 2";

 com flange de 150 mm (6")



A existência de vários diâmetros visa apenas proporcionar maior flexibilidade na escolha da conexão à

linha.



Pressão máxima de serviço



A pressão máxima de serviço de 1,5 mpa (15 kgf/cm2) a 2,5 mpa.









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Ventosa CMC compacta



Possui as mesmas aplicações que a ventosa simples normal, com a vantagem de possuir menor massa, o

que é interessante para instalações prediais ou em redes. Além da economia de massa, e de ser uma exclu-

sividade CMC, o custo também é menor.



Ventosas de tríplice função (Figura V9)



Com essa denominação aceita no mercado para este tipo de projeto, são empregadas em tubulações de

grande vazão, tendo por finalidade adequar o fluxo de ar. Tendo condições de assegurar a saída do ar que

se forma dentro da tubulação durante a operação e evitar a formação de sifões, mantendo sempre a pres-

são interna durante o esvaziamento nos limites que impeçam o colapso dos tubos, ou seja, o esmagamento

resultante do aparecimento de subpressões internas aos condutos.



Fabricação



Fabricada com flange conforme NBR 7675 nas furacões PN-10 e PN-16. No caso de instalações industri-

ais é possível outras furacões, respeitada a pressão de trabalho, máxima de trabalho de cerca de 2,5 MPa.









Figura V9 - Desenho esquemático de uma ventosa dupla montada sobre um Tê com flange e bolsas



Utilização



As ventosas de tríplice função, constituídas por um corpo dividido em dois compartimentos - o principal e

o auxiliar - contendo cada um, em seu interior, um flutuador esférico, têm por finalidade específica:



 Expelir adequadamente o ar deslocado pela água durante o enchimento de uma linha;

 Admitir quantidade suficiente de ar, durante o esvaziamento de uma linha, a fim de evitar a

formação de sifões, bem como manter a pressão de esvaziamento dentro dos limites previstos em

projeto (colapso);

 Expelir automaticamente o ar que venha a formar-se com a adutora já em operação.



Descrição do projeto dessas ventosas (Figura V10)



A ventosa de tríplice função foi projetada de modo que os compartimentos fossem dimensionados para a

vazão de ar pretendida para cada diâmetro. Nas ventosas tríplice, ambos os compartimentos possuem

flutuadores de alumínio, que asseguram qualidade e durabilidade.



A função do compartimento maior é, em primeiro lugar, expelir o ar contido na tubulação quando da

entrada da água. No momento em que a água atinge o flutuador, contra a sede de borracha, de modo a

manter a estanqueidade da tubulação.





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Caso haja esvaziamento da tubulação, ou queda de pressão provocada por qualquer razão, a pressão at-

mosférica auxiliada pelo peso do flutuador, provocará admissão de ar na tubulação, evitando a criação de

vácuo.



A função do compartimento auxiliar é retirar o ar que se forma durante a operação e permanece nos pon-

tos altos da tubulação, pois o flutuador do compartimento principal permanece constantemente contra a

sede, quando a adutora trabalha com a pressão normal. O flutuador que se encontra no interior do com-

partimento auxiliar é dimensionado de modo a que seu peso o impeça de permanecer constantemente

contra o niple de descarga, e por esta razão, por menor que seja o volume de ar que se forme dentro da

ventosa este será eliminado.









Figura V10 - Corte esquemático de uma ventosas de tríplice função

(Fonte: catálogo CMC Válvulas e Conexões Ltda)



Funcionamento



O compartimento principal tem dimensões compatíveis com o diâmetro nominal da ventosa, encerra um

flutuador que se aloja em uma concavidade do fundo enquanto a ventosa estiver vazia. Desta forma, todo

o ar deslocado pelo enchimento da adutora será expelido pela abertura que se encontra na tampa do com-

partimento. No momento em que o ar tenha sido eliminado, a água alcança o flutuador, deslocando-o para

cima, de encontro à respectiva abertura. Assim, fecha-se automaticamente a ventosa, ficando neste trecho,

a adutora, sob pressão da água. A própria pressão interna manterá o flutuador contra sua sede.



Em caso de drenagem da adutora, falta de água em linhas de gravidade, ou quaisquer outras condições

que provoquem uma redução da pressão interna, a pressão atmosférica, auxiliada pelo peso próprio do

flutuador, provocará a admissão do ar, evitando a criação do vácuo.



O compartimento auxiliar, quando a adutora está em carga, a pressão interna é suficiente para manter o

flutuador do compartimento principal contra a sede, ficando, assim, vedada a saída do ar que porventura

se venha a acumular nos pontos altos da adutora. Para retirá-lo, encontra-se no interior do compartimento

auxiliar um flutuador cujo peso é suficientemente grande para que a pressão não o mantenha contra o

pequeno orifício do niple de descarga. Desta forma, a menor quantidade de ar que se venha a acumular no

interior da ventosa, será rapidamente eliminada.









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Seleção do tamanho da ventosa de tríplice função



No ábaco abaixo, tem-se o campo de vazão coberto pelas ventosas de tríplice função fabricadas pela

Companhia Metalúrgica Bárbara, hoje Saint Gobain. Conhecida a vazão da linha e adotado um valor para

o diferencial de pressão entre o interior da ventosa e a atmosfera no momento do enchimento ou

esvaziamento (geralmente adota-se 3,5 m.c.a.), encontra-se um ponto que indicará o tamanho da ventosa a

ser escolhido. Ou seja, sabendo-se o diferencial de pressão no momento da admissão saída do ar, e o

diâmetro da ventosa, obtém-se a vazão em litros por segundo referente à capacidade de descarga ou ad-

missão de ar da ventosa tríplice para este diâmetro (Figura V11).









Figura V11 - Gráfico de dimensionamento apresentado pela BARBARÁ (hoje Saint Gobain)



(pressão máxima de serviço de 1,5 mpa ( = 15 kgf/cm2) a 2,5 mpa).



Recomendações adicionais para instalação



 É aconselhável a instalação de um registro ou válvula de gaveta para secionamento e proteção da

ventosa;



Este conjunto, ventosa e registro devem ser protegidos por uma caixa de concreto ou ferro, para evitar

danificações provocadas por intempéries.









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