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Teste de Sensibilidade em Bact�rias Gram-Negativas

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Teste de Sensibilidade em Bact�rias Gram-Negativas
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1/4/2012
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Dra. Eliete Aguiar de Miranda Frigatto

Laboratório Central - Hospital São Paulo

UNIFESP - EPM









Teste de Sensibilidade em Bactérias

Gram-Negativas

Anel -lactâmico GRUPOS:

 Penicilina



 Cefalosporinas



O  Monobactâmicos:

aztreonam



 Carbapenêmicos:

imipenem, meropenem,

Sítio de ação da -lactamase ertapenem

1a. Geração 3a. Geração



Cefazolina (ancef, kefzol) Cefoperazon(cefobid)

Cefalotina Cefotaxima (claforan)

Ceftazidima (fortaz, tazicef)

2a. Geração Ceftizoxima (cefizox)

Ceftriaxona (rocephin)

Cefamandol (mandol) 4a. Geração

Cefonicid (monocid)

Cefotetan (cefotan) Cefepima (maxipim)

Cefoxitina (mefoxin)

Cefuroxima (zinacef)

 MONOBACTÂMICOS:

• AZTREONAM (+ Cilastatina sódica) : Azactam

Sinergismo: Aminoglicosídeos, clindamicina, metronidazol.







 CARBAPENÊMICOS:

• IMIPENEM (+ Cilastatina sódica) Primaxin (i.v)

Tienam

• MEROPENEM: Meronem

- Atividade comparável com clindamicina e metronidazol

• ERTAPENEM:

AMINOGLICOSÍDEOS:

•Gentamicina, Amicacina, Tobramicina, Netilmicina, Kanamicina

e Estreptomicina.

TETRACICLINAS:

•Tetraciclina, Doxaciclina e Minociclina.

FLUOQUINOLONAS:

•Ciprofloxacina, Levofloxacina, Gatifloxacina,

Lomefloxacina, Norfloxacina, Ofloxacina,

Ácido Nalidíxico.

 NITROFURANTOÍNAS:

• Nitrofurantoína.

CLORANFENICOL:

• Cloranfenicol.

SULFAS:

• Sulfonamidas, Sulfametoxazol/Trimetoprim

Penicilinas/Inibidores de

Beta-lactamases



Unasyn Zosyn Timentin









Ampicilina/Sulbactam Ticarcilina/Ác. clavulânico







Piperacilina/Tazobactam

RESISTÊNCIA BACTERIANA AOS ANTIMICROBIANOS



Aeróbios Metronidazol

Natural ou intrínseca

Anaeróbios aminoglicosídeos





Adquirida Cromossômica Mutação de genes

Resistência é

transmitida da

Produção: ß-lactamases, célula-mãe para

fosfotransferases, célula-filha

Plasmidial

hidrolases, redutases.

Quinolonas

Transmissível Resistência múltipla

RESISTÊNCIA NATURAL



• ORGANISMOS RESISTÊNCIAS



• Enterobacteriaceae  Penicilina G, glicopeptídeos,

macrolídeos,

clindamicina, linezolida, estreptograminas

e mupirocin.

• Enterobacter spp.,  Ampicilina, amoxacilina, amoxacilina +

ác

C. freundii clavulânico, 1ª geração de cefalosporinas,

cefoxitina, cefotetan e cefuroxima.

• Klebsiella spp .,  Ampicilina, amoxacilina, carbenicilina e

Citrobacter diversus ticarcilina

Livermore J Antimicrob Chemother 48(Suppl S1) 87-102, 2001.

RESISTÊNCIA NATURAL



• ORGANISMOS RESISTÊNCIAS



• M. morganii  Ampicilina, amoxacilina, amoxacilina + ác

clavulânico, 1ª geração de cefalosporinas,

cefuroxima, polimixina, colistina e

nitrofurantoína.

• Providencia spp  Ampicilina, amoxacilina, amoxacilina +

ác

clavulânico, 1ª geração de cefalosporinas,

netilmicina, tobramicina, nitrofurantoína,

cefuroxima, gentamicina, polimixina e

colistina. Livermore J Antimicrob Chemother 48(Suppl S1) 87-102, 2001.

RESISTÊNCIA NATURAL



• ORGANISMOS RESISTÊNCIAS



• Proteus mirabilis  Colistina, polimixina,

nitrofurantoína

e tetraciclina.



• Proteus vulgaris  Ampicilina, amoxacilina,

cefuroxima,

colistina, polimixina e nitrofurantoína,

1ª geração de cefalosporinas e

tetraciclinas.

Livermore J Antimicrob Chemother 48(Suppl S1) 87-102, 2001.

RESISTÊNCIA NATURAL



• ORGANISMOS RESISTÊNCIAS



• Serratia marcescens  Ampicilina, amoxacilina, amoxacilina +

clavulânico, 1ª geração de

cefalosporinas, cefuroxima, colistina

polimixina, cefoxitina e nitrofurantoína.





• Serratia spp  Ampicilina, amoxacilina, amoxacilina +

ác.clavulânico, cefuroxima, colistina,

1ª geração de cefalosporinas e

polimixinas.

Livermore J Antimicrob Chemother 48(Suppl S1) 87-102, 2001.

RESISTÊNCIA NATURAL



• ORGANISMOS RESISTÊNCIAS



• A. baumannii  Ampicilina, amoxacilina, 1ª geração de

cefalosporinas.



• P. aeruginosa  Ampicilina, amoxacilina, amoxacilina + ác

clavulânico, 1ª e 2ª gerações de cefalosporinas

cefotaxima, ácido nalidíxico,

ácido pipemídico, tetraciclina, kanamicina,

cloranfenicol e sulfametoxazol/trimetoprim.



Livermore J Antimicrob Chemother 48(Suppl S1) 87-102, 2001.

RESISTÊNCIA NATURAL



• ORGANISMOS RESISTÊNCIAS



• S. malthophilia  Todos os -lactâmicos (exceto ticarcilina com

ác. Clavulânico), aminoglicosídeos e

carbapenens.



• B. cepacia  Ampicilina, amoxacilina, 1ª e 2ª geração

cefalosporinas, colistina, polimixina,

aminoglicosídeos, quinolonas.





Livermore J Antimicrob Chemother 48(Suppl S1) 87-102, 2001.

RESISTÊNCIA NATURAL



“RESISTÊNCIA INTRÍNSECA”

CEFOXITINA

Enterobacteriaceae

“RESISTÊNCIA INTRÍNSECA” • Serratia marcescens

CEFALOTINA Citrobacter freundii

Enterobacteriaceae Enterobacter cloacae

Enterobacter aerogenes

Citrobacter freundii

Enterobacter spp. “RESISTÊNCIA INTRÍNSECA”

Providência spp. Amoxacilina / Á.clavulânico

M. morganii Enterobacteriaceae

P. penneri

Citrobacter freundii

Serratia spp.

Enterobacter spp.

Yersinia enterocolítica

Providência spp.

Serratia spp.

M. morganii

RESISTÊNCIA BACTERIANA AOS ANTIMICROBIANOS



Aeróbios Metronidazol



Natural ou intrínseca

Anaeróbios aminoglicosídeos





Cromossômica Mutação de genes

Adquirida

Resistência é

transmitida da

célula-mãe para

Produção: ß-lactamases,

célula-filha

Plasmidial fosfotransferases,

hidrolases, redutases.

Quinolonas

Transmissível Resistência múltipla

Genética da Resistência Bacteriana









Opal et al. In Mandell, 2000

Resistência Bacteriana a

Antimicrobianos

Mecanismo normal: Porina



B-lactâmico



memb. externa





peptideoglicano

PBP

espaço periplásmico







membrana citoplasmática





Scand J Infect Dis Suppl 101:33-43, 1996

Mecanismos de Resistência

a Antimicrobianos





 Alteração do sítio de ação

– Beta-lactâmicos

– Glicopeptídeos

– Quinolonas

– Macrolídeos, aminoglicosídeos (alto grau)

 Degradação da droga

– Beta-lactâmicos

– Aminoglicosídeos, cloranfenicol

 Diminuição da concentração intra-celular do antimicrobiano

– Resistência a beta-lactâmicos de amplo espectro em Gram-

negativos

Lewis et al. Bacterial Resistance to Antimicrobials, 2002

Mecanismos de Resistência a

Antimicrobianos





Alteração do sítio de ação

– Alto grau de resistência - altos MICs



– Resistência cruzada a outras drogas da mesma classe



 Degradação da droga

 Diminuição da concentração intra-celular do

antimicrobiano



Lewis et al. Bacterial Resistance to Antimicrobials, 2002

Alteração do Alvo: Porina



B-lactâmico



memb. externa





peptideoglicano

PBP

espaço periplásmico







membrana citoplasmática





Scand J Infect Dis Suppl 101:33-43, 1996

Mecanismos de Resistência

a Antimicrobianos





 Alteração do sítio de ação

 Degradação da droga

– A bactéria produz enzimas que degradam o antimicrobiano

– Níveis variados de resistência: depende da quantidade e

potência da enzima produzida

– Maior variação do perfil de sensibilidade a drogas de uma

mesma classe: Sensibilidade a um -lactâmico e resistência a

outro .

 Diminuição da concentração intra-celular do antimicrobiano





Lewis et al. Bacterial Resistance to Antimicrobials, 2002

Produção de enzimas inativadoras:

Porina



B-lactâmico



memb. externa





peptideoglicano

PBP

espaço periplásmico







membrana citoplasmática B-lactamase





Scand J Infect Dis Suppl 101:33-43, 1996

Mecanismos de Resistência

a Antimicrobianos





 Degradação da droga

 Alteração do sítio de ação

 Diminuição da concentração intra-celular do antimicrobiano

– Diminuição da permeabilidade - perda de porinas

– Efluxo ativo - Eliminação da droga por bombas dependentes de

energia

• Baixo grau de resistência

• Não respeita classe de antimicrobianos

• Normalmente associado a outros mecanismos

• Responsável pela menor sensibilidade intrínseca de

algumas espécies (BGN-NF)





Lewis et al. Bacterial Resistance to Antimicrobials, 2002

Impermeabilidade da membrana:

Porina



B-lactâmico



memb. externa





peptideoglicano

PBP

espaço periplásmico







membrana citoplasmática





Scand J Infect Dis Suppl 101:33-43, 1996

Efluxo ativo









Scand J Infect Dis Suppl 101:33-43, 1996

Resistência mediada por efluxo ativo









• Eliminação da droga por bombas dependentes de energia

• Baixo grau de resistência

• Normalmente associado a outros mecanismos

• Não respeita classe de antimicrobiano: resistência cruzada

“aleatória”

• Resistência intrínseca

CLINICAL LABORATORY STANDARDS INSTITUTE



(CLSI – ANTIGO NCCLS)



Organização internacional,

interdisciplinar e educacional

que promove o desenvolvimento

e a ampla utilização de normas e

procedimentos laboratoriais

padronizados.

A subcomissão do CLSI é

composta de representantes de

profissões, do governo e

indústria, incluindo laboratórios

de microbiologia, educadores,

farmacêuticos, etc.

CLINICAL LABORATORY STANDARDS

INSTITUTE (CLSI)







Recomendações na escolha dos antimicrobianos



 Padronização das técnicas



 Critérios para a interpretação dos resultados



 Parâmetros para o controle qualidade do teste.

Avaliação da Sensibilidade

Enterobactérias



 Ágar Müeller-Hinton



 Inóculo  método de crescimento e suspensão direta



 Incubação  35  2oC em atm. ambiente



 Leitura  16 a 18h



 Controle de qualidade  E.coli ATTC* 25922

 E.coli ATTC* 35218

CLSI , M100-S15 tabela 2A, 2005

Enterobactérias



AMICACINA Amoxacilina

AMPICILINA

AMPICILINA/Sulbactam Amoxacilina/ác.clavulânico

AZTREONAM

CEFALOTINA

CEFEPIMA

Cefotaxima

CEFTAZIDIME

CEFOXITINA

CEFTRIAXONA

CIPROFLOXACINA Levofloxacina

GENTAMICINA

IMIPENEM

PIPERACILINA/Tazobactam

Meropenem

SULFA/TRIMET

TICARCILINA/Ác.clavulânico CLSI, M100-S15 Tabela 2A, 2005

Enterobactérias

Sugestão para o antibiograma



1- AMPICILINA 5 6

12

2- AMOXACILINA/ÁC. Clav.

30 mm

3- PIPERACILINA/TAZ. 25-30 mm

7 2 8

4- CEFALOTINA

5- CEFOXITINA

9

6- CEFOTAXIMA/CEFTRIAXONA 11

10

7- CEFTAZIDIMA

8- CEFEPIMA

1 4

9- IMIPENEM

3

10- CIPROFLOXACINA

11- SMX/TMP

12- AMICACINA

AMPC / ESBL



• CESP • E. coli, K pneumoniae, K.

• Cromossômica oxytoca e P. mirabilis

• Induzível • Plasmidial

• Cefoxitina R • Cefoxitina S

• Hidrolizam: aztreonam, • Hidrolizam: aztreonam,

cefalosporinas ( 1ª,2ª, 3ª), cefalosporinas ( 1ª, 3ª e 4ª)

e penicilinas;

e penicilinas;

• Não são inibidas por

inibidores -lactamases ; • Inibidas por inibidores de -

lactamases;

• Carbapenens e cefepima.

• Carbapenens.

Teste de indução de-lactamases

do Grupo 1 (AmpC)

DETECÇÃO DE AMOSTRAS

PRODUTORAS DE ESBL

Disco -aproximação









Helio Sader - LEMC

Avaliação da Sensibilidade

P. aeruginosa, Acinetobacter spp.,

S. maltophilia B. cepacia





 Ágar Müeller-Hinton



 Inóculo  método do crescimento ou suspensão direta



 Incubação  35  2oC em atm. ambiente



 Leitura  16 a 18h / 20 a 24h



 Controle de qualidade  Ps. aeruginosa ATTC* 27853

 E.coli ATTC* 35218

 E.coli ATTC*25922





CLSI , M100 - S15 tabela 2B, 2005

Pseudomonas aeruginosa /

Acinetobacter spp.

Sugestão para o antibiograma

1- AMPICILINA/SULBACTAM Pode ser reportado quando a

2- PIPERACILINA/TAZOBACTAM cepa for resistente.



3- AZTREONAM Utilizado somente para

Acinetobacter spp

4- CEFTAZIDIMA

5- CEFEPIMA

6- IMIPENEM

7- MEROPENEM

8- POLIMIXINA

9- AMICACINA

10- CIPROFLOXACINA

11- MINOCICLINA

12- SULFAMETOXAZOL/TRIMETOPRIM

Avaliação da Sensibilidade

Stenotrophomonas maltophilia



Disco-Difusão



Sulfametoxazol –Trimetoprim

Levofloxacina

Minociclina



CLSI - M100-S15 Tabela 2B, 2005

Avaliação da Sensibilidade

Burkholderia cepacia



Disco-Difusão



Ceftazidima

Meropenem

Minociclina

Sulfametoxazol –Trimetoprim





NCCLS 2005 - M100-S15 Tabela 2B

Surgimento de Resistência

Combinações Antibióticos / Organismos



• ORGANISMOS ANTIBIÓTICOS



• P. aeruginosa



 Terapia antimicrobiana prolongada

com qualquer antimicrobiano.



• B. cepacia





Livermore J Antimicrob Chemother 48(Suppl S1) 87-102, 2001.

NCCLS 2005 - M100-S15 Tabela 2B

Surgimento de Resistência

Combinações Antibióticos / Organismos

• ORGANISMOS ANTIBIÓTICOS



• Enterobacter, Citrobacter,  Todas as cefalosporinas de

Serratia,Morganella 3ª geração.





• Serratia marcescens  Netilmicina, tobramicina,

amicacina e kanamicina.





• E. coli, K. pneumoniae ESBL +  Cefamicinas



Livermore J Antimicrob Chemother 48(Suppl S1) 87-102, 2001.

SUGESTÕES PARA VERIFICAÇÃO DO

TESTE DE SENSIBILIDADE E

IDENTIFICAÇÃO DO MICRORGANISMO

• ORGANISMOS FENÓTIPO INCOMUM



• Enterobacteriaceae  Carbapenem R ou I

• C. freundii  Ampicilina, Cefalotina S

• Enterobacter spp  Ampicilina, Cefalotina S

• Serratia marcescens  Ampicilina, Cefalotina S

• Klebsiella spp  Ampicilina S

• Proteus vulgaris  Ampicilina S

• Providencia spp  Ampicilina S

• S. maltophilia  Carbapenem S e SMX/TMP R

• P. aeruginosa e  Polimixinas R

Acinetobacter spp.

MUITO OBRIGADA









efrigatto@ig.com.brl.com


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