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Doença Hemolítica

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12/23/2011
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DOENÇA HEMOLÍTICA

POR INCOMPATIBILIDADE

Rh

Internato em Pediatria ESCS/SES/D

Hospital Regional da Asa Sul

Estudantes:Carlos Alberto Mauricio Júnior

João Paulo Campos Antunes.

Orientador: Dr. Paulo R. Margotto.

DOENÇA HEMOLÍTICA POR

INCOMPATIBILIDADE Rh

 RN de 32 semanas (VFS-Reg. 260173-2)

 Mãe A negativa, Coombs indireto +

 RN O + e Coombs Direto +

 Apresentou intensa anemia e hidropsia no pós-parto

 Feita exsanguíneotransfusão (ET) com concentrado de

hemácias (40 ml/Kg) e feita imunoglobulina

 Com 24horas, foi feita uma ET pois a bilirrubina aumentou 6

vezes em relação ao controle pós-ET.

 Criança teve alta hospitalar com 25 dias de vida.Não se

conseguiu realizar Potencial Evocado do Tronco Cerebral

DOENÇA HEMOLÍTICA POR

INCOMPATIBILIDADE Rh

Idade (dias Bilirrubina Bilirrubina Bilirrubina

de vida) Total Direta Indireta

2 dias 18 3,79 14,21



3 dias 19,2 2,5 14,6



5 dias 20,6 13,2 7,6



5 dias 23,8 11,8 12

DOENÇA HEMOLÍTICA

POR INCOMPATIBILIDADE Rh

 DEFINIÇÃO:



Doença hemolítica neonatal causada pela destruição

precoce dos eritrócitos do neonato, conseqüente à

passagem transplacentária de anticorpos maternos ativos

contra antígenos dos eritrócitos do neonato.

DOENÇA HEMOLÍTICA

POR INCOMPATIBILIDADE Rh



 Epidemiologia:



 A doença hemolítica por incompatibilidade Rh é

particular por sua maior gravidade.

 A doença hemolítica por incompatibilidade ABO é

particular por sua maior freqüência.

DOENÇA HEMOLÍTICA

POR INCOMPATIBILIDADE Rh



 Epidemiologia:



 As incompatibilidades ABO e Rh são responsáveis por,

aproximadamente, 98% dos casos de doença hemolítica

neonatal.

 A associação das incompatibilidades ABO e Rh em um

mesmo binômio mãe-filho reduz o risco de

incompatibilidade Rh de 16 para 2%.

DOENÇA HEMOLÍTICA

POR INCOMPATIBILIDADE Rh



 Epidemiologia:



 A doença hemolítica é um distúrbio que muito se

beneficiou com os avanços ocorridos nas últimas décadas

na medicina fetal, em especial o aprimoramento das

técnicas de ultra-sonografia, que permitiram uma

visualização mais segura do feto, propiciando o

aperfeiçoamento de procedimentos dirigidos a este.

DOENÇA HEMOLÍTICA

POR INCOMPATIBILIDADE Rh



 Epidemiologia:



 Taxa de mortalidade perinatal: Manitoba, Canadá.

 50% → 25%: introdução da exsangüineotransfusão.



 25% → 13%: parto prematuro terapêutico e

amniocentese.

 13% → 2%: transfusões intraperitoneais e vasculares.

DOENÇA HEMOLÍTICA

POR INCOMPATIBILIDADE Rh



 Epidemiologia:



 Taxa de mortalidade perinatal: Hospital das Clínicas.

 42,8% → transfusão intraperitoneal (TIP)- 1985-1988.



 2% → transfusão intravascular (TIV)- 1995.

DOENÇA HEMOLÍTICA

POR INCOMPATIBILIDADE Rh



 Definição:



 Presença de anemia hemolítica conseqüente à ação de

anticorpos maternos anti-D (principalmente), do tipo IgG,

dirigidos aos antígenos presentes nos eritrócitos do feto e

ausentes nos eritrócitos maternos.

DOENÇA HEMOLÍTICA

POR INCOMPATIBILIDADE Rh



 Etiopatogenia:



 Os determinantes antigênicos Rh são transmitidos

geneticamente de cada um dos pais e determinam o tipo

Rh e dirigem a produção de vários fatores dos grupos

sanguíneos (C, c, D, d, E e e).

 Cada fator pode suscitar uma resposta de anticorpos

específicos: 90% dos casos decorrem do antígeno D.

DOENÇA HEMOLÍTICA

POR INCOMPATIBILIDADE Rh

 Epidemiologia:

Antígeno D:

Existem diversas variações, incluindo um grupo

heterogêneo chamado variante Du

Esta variante pode ser falsamente tipada como Rh-

negativa.

Importância clínica: eritrócitos Du-positivos podem

estimular a produção de AC anti-RH (D) em

indivíduos Rh-negativos

Resultado: pode levar a falhas na prevenção com a

imunoglobulina Rh (D)

DOENÇA HEMOLÍTICA

POR INCOMPATIBILIDADE Rh



 Etiopatogenia:



 Quando o sangue fetal Rh-positivo (em geral mais de

1ml) entra na circulação materna durante a gravidez,

abortamento ou parto, a formação de anticorpos anti-D

pode ser induzida nas gestantes Rh-negativas não-

sensibilizadas.

DOENÇA HEMOLÍTICA

POR INCOMPATIBILIDADE Rh



 Etiopatogenia:



 Uma vez ocorrida imunização, doses menores de

antígeno estimulam um aumento do título de anticorpos.

 Fração 19S → Fração 7S (IgG).

DOENÇA HEMOLÍTICA

POR INCOMPATIBILIDADE Rh

Etiopatogenia:

DOENÇA HEMOLÍTICA

POR INCOMPATIBILIDADE Rh



 Fisiopatologia:



 Os anticorpos (AC) maternos se fixam aos antígenos

(Ag) presentes na membrana celular dos eritrócitos fetais.

 No baço estes complexos Ag-AC aumentam a

quimiotaxia de macrófagos e estes promovem a ruptura da

membrana e modificação na forma dos eritrócitos

(esferócitos) causando hemólise.

DOENÇA HEMOLÍTICA

POR INCOMPATIBILIDADE Rh



 Fisiopatologia:



 A anemia fetal causa hipóxia tecidual, que por sua vez

estimula a eritropoiese medular e extramedular (fígado e

baço).

 A eritropoiese acelerada compromete a maturação

eritróide levando à formação de eritrócitos nucleados.

DOENÇA HEMOLÍTICA

POR INCOMPATIBILIDADE Rh



 Fisiopatologia:



 A eritropoiese hepática causa alterações em sua

arquitetura, com hipertensão portal, comprometimento da

função celular e  produção de albumina.

Isso leva a  pressão coloidosmótica e desenvolve-se

edema generalizado.

DOENÇA HEMOLÍTICA

POR INCOMPATIBILIDADE Rh



 Fisiopatologia:



Fixação de AC aos antígenos ↑ quimiotaxia de

Das células fetais macrófagos



Ruptura da Adesão ao complexo

esferócito membrana Ag-AC





Maior fragilidade osmótica Hemólise Anemia

DOENÇA HEMOLÍTICA

POR INCOMPATIBILIDADE Rh



 Quadro Clínico:



 Dependem da intensidade da hemólise. Segundo

Bowman:

 Leve: anemia ausente ou muito leve. Níveis de

hemoglobina maiores que 12-13g/dL e bilirrubina 18,0mg/dL em RN com peso > 1800g



-Imediatamente após ET, deve-se iniciar a fototerapia e monitorização de

bilirrubinas, hemoglobinas, plaquetas, glicemia e eletrólitos

-Repetir ET quando forem atingidas as indicações acima



-Administrar 1U de plaquetas imediatamente após a ET



-Suporte nutricional, manutenção do equilíbrio térmico e hidreletrolítico.

Estratificação do Risco de Encefalopatia Bilirrubínica









Buthani VK et al. Pediatrics 1999;103:6-14

Diretrizes para Fototerapia

USAR A BILIRRUBINA TOTAL









Academia Americana de Pediatria

Diretrizes para Exsanguineotransfusão

USAR A BILIRRUBINA TOTAL









Academia Americana de Pediatria

Em resumo

Nível de Bil. Total Nível de Bil. Total

Plasmática até 48 h Plasmática ≥ 96 h

 DNIB*

Risco parade Bil Total Sérica que definem intervenção em

Os níveis (mg%) (mg%)

 (segundo AAP**)

RNPT (≥ 35 sem)

Fototerapia Exsanguineo Fototerapia Exsanguineo



Alto Risco para

DNIB em RN de 11 18 15 19

35 – 37 sem IG)

Moderado Risco

(35 – 37 sem IG 13 20 18 22,5

sem risco de DNIB)

Baixo Risco

(RN de termo sem 15 22 21 25

risco para DNIB)

DNIB* : Disfunção Neurológica induzida pela Bilirrubina. Fatores de Risco:

Anemia hemolítica iso-imune, deficiência de G6PD, letargia significativa,

sepse, acidose, asfixia, instabilidade da temperatura e nível sérico de

albumina de 3-4mg% - competição com BI na

albumina com aumento de BL (bilirrubina livre)

Assim, não descontar da BT a BD

(exceção: BD maior que 50% da total)



Relação BT/Albumina: correlação com a medida da

BL

A BL está em função da BT e Albumina e aumenta

assim que a relação BT/A aumenta

Bilirrubina Total(BT),Bilirrubina Direta (BD)?



 considerar a bilirrubina total



 Descontar a Bil. Direta somente nos casos em

que esta for ≥ 50% da bilirrubina total.



 Se há necessidade de fototerapia, a presença

de hiperbilirrubinemia direta não deve constituir

uma contra-indicação.

Bilirrubina Total(BT),Bilirrubina Direta (BD)?





RN com Síndrome do Bebê Bronzeado cuja bil.

total está no nível de fototerapia intensiva e a

fototerapia não está diminuindo o nível

rapidamente, considerar exsanguineotransfusão.



 A bil. direta não deve ser subtraída da bilirrubina

total na tomada de decisão para realizar

exsanguineotransfusão.

RELAÇÃO BILIRRUBINA TOTAL/ALBUMINA



correlaciona-se com a bilirrubina livre (bilirrubina indireta

não ligada à albumina) que é tóxica



 deve ser usada como fator adicional na decisão de uma

exsanguineotransfusão



 Relação B/A que deveria ser considerada para a

exsanguineotransfusão (AAP, 2004)

Relação B/A para a

Exsangüineotransfusão (AAP,

2004)

 Categoria de Risco Relação B/A

(BT em mg% / Albumina em mg%)



RN >=38 0/7 semanas 8,0

RN 35 0/7 – 36 6/7 semanas 7,2

 Sem risco ou >=38 0/7 se alto risco para

doença isoimune ou deficiência de G6PD.



RN 35 0/7 – 37 6/semanas 6,8

 Se alto risco ou doença hemolítica isoimune ou

deficiência de G6PD.

Outras Intervenções

Gamaglobulina endovenosa:

 RN COM SINAIS DE ENCEFALOPATIA BILIRRUBÍNICA

Bloqueio de receptores Fc do Sistema reticuloendotelial -

↓velocidade de hemólise

Associar com fototerapia eficaz

 Devera ser submetido exsanguineotransfusão,

1g EV (única): ET (RR = 0,23 – Rh / 0,38 – ABO)

independente do nível de bilirrubina total

Fototerapia

Usamos no RN com doença hemolítica com CD +

Fenobarbital:

 Considerar o uso de albumina 1g/Kg

Sem valor

(tratamento de choque na fase aguda)

Com a fototerapia: não mais eficaz que a fototerapia isolada

Metaloporfirina:

Inibição competitiva da hemo-oxigenase

6 μmol/Kg/dose: Elimina a necessidade de foto em RN de risco

RN COM SINAIS DE ENCEFALOPATIA BILIRRUBÍNICA





 Devera ser submetido exsanguineotransfusão,

independente do nível de bilirrubina total



 Considerar o uso de albumina 1g/Kg

(tratamento de choque na fase aguda)

DOENÇA HEMOLÍTICA

POR INCOMPATIBILIDADE Rh

Uso da imunoglobulina humana Rh (D)

-a proteção ocorre pelo bloqueio ou ligação no local

antigênico das hemácias fetais Rh-positivas

-dose: 250-300mcg IM até 72 hs após o parto (90% das

imunizações acontecem no mento do parto), podendo ser

feita até 28 dias após o parto). Em grandes hemorragias

transplacentárias (1/1000 partos), devem ser usadas doses

maiores (600 até 900mcg.)

DOENÇA HEMOLÍTICA

POR INCOMPATIBILIDADE Rh



Uso da imunoglobulina humana Rh (D)

Indicações:

-mãe Rh-negativa, Du-negativa, Prova de Coombs indireta negativa

-RN Rh-positivo ou Rh-negativo, Du-positivo

-Pesquisa de anticorpos anti-Rh no sangue do cordão umbilical (prova

de Coombs direta) negativa para o fator Rh

-Durante a gravidez (com 28 semanas): se o parceiro for Rh-positivo

ou Rh-negativo, Du-positivo

Teoria da avó: o feto Rh-negativo recebe hemácias da mães Rh-

positiva (imunização intra-útero): administrar imunoglobulina Rh (D) a

toda menina recém-nascida Rh-negativa filho de mães Rh-positiva ou

gêmeo, cujo irmão for Rh-positivo

Bibliografia consultada

-Corrêa DM, Jr. Correa DM. Isoimunização materna-Visão do

obstetra. In. Filho Alves N, Corrêa MD, Jr. Alves JMS, Jr. Corrêa

MD. Perinatologia Básica, 3a Edição, Guanabara Koogan, Rio de

,

Janeiro 2006, p.303-309



-Leone CR, Sadeck LSR. Doença Hemolítica pelos sistemas Rh

e ABO – Visão do pediatra. In. Filho Alves N, Corrêa MD, Jr. Alves

JMS, Jr. Corrêa MD. Perinatologia Básica, 3a Edição, Guanabara

,

Koogan, Rio de Janeiro 2006, p.310-314

Bibliografia consultada



-Alves Filho N, Jr. Melo BR. Abordagem da hiperbilirrubinemia

neonatal. In. Filho Alves N, Corrêa MD, Jr. Alves JMS, Jr. Corrêa

MD. Perinatologia Básica, 3a Edição, Guanabara Koogan, Rio de

,

Janeiro 2006, p.485-495

Manuseio da hiperbilirrubinemia no recém-nascido

pré-termo

Autor: Vinod K. Buthani (EUA).Realizado

por Paulo R. Margotto





Prevenção da injúria cerebral pelo kernicterus

Autor: Vinod K Buthani (EUA).

Reproduzido por Paulo R. Margotto

Isoimunização Rh

Autor: Raquel Barreto Alencar









Feliz Natal e um ano de 2007 com muita luz!









Obrigado!



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