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PROTE�NAS

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PROTE�NAS
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12/15/2011
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PROTEÍNAS





CONCEITO GERAL







As proteínas são as moléculas orgânicas mais abundantes e

importantes nas células e perfazem 50% ou mais de seu peso seco. São

encontradas em todas as partes de todas as células, uma vez que são

fundamentais sob todos os aspectos da estrutura e função celulares.

Existem muitas espécies diferentes de proteínas, cada uma especializada

para uma função biológica diversa. Além disso, a maior parte da

informação genética é expressa pelas proteínas.



Pertencem à classe dos peptídeos, pois são formadas por

aminoácidos ligados entre si por ligações peptídicas. Uma ligação

peptídica é a união do grupo amino (-NH 2 ) de um aminoácido com o

grupo carboxila (-COOH) de outro aminoácido, através da formação de

uma amida.









São os constituintes básicos da vida: tanto que seu nome deriva

da palavra grega "proteios", que significa "em primeiro lugar". Nos

animais, as proteínas correspondem a cerca de 80% do peso dos

músculos desidratados, cerca de 70% da pele e 90% do sangue seco.

Mesmo nos vegetais as proteínas estão presentes.



A importância das proteínas, entretanto, está relacionada com

suas funções no organismo, e não com sua quantidade. Todas as

enzimas conhecidas, por exemplo, são proteínas; muitas vezes, as

enzimas existem em porções muito pequenas. Mesmo assim, estas

substâncias catalisam todas as reações metabólicas e capacitam aos

organismos a construção de outras moléculas - proteínas, ácidos

nucléicos, carboidratos e lipídios - que são necessárias para a vida.

COMPOSIÇÃO







Todas contêm carbono, hidrogênio, nitrogênio e oxigênio, e quase

todas contêm enxofre. Algumas proteínas contêm elementos adicionais,

particularmente fósforo, ferro, zinco e cobre. Seu peso molecular é

extremamente elevado.



Todas as proteínas, independentemente de sua função ou espécie

de origem, são construídas a partir de um conjunto básico de vinte

aminoácidos, arranjados em várias seqüências específicas.









FUNÇÃO







Elas exercem funções diversas, como:



- Catalisadores;



- Elementos estruturais (colágeno) e sistemas contráteis;



- Armazenamento(ferritina);



- Veículos de transporte (hemoglobina);



- Hormônios;



- Anti-infecciosas (imunoglobulina);



- Enzimáticas (lipases);



- Nutricional (caseína);



- Agentes protetores.

Devido as proteínas exercerem uma grande variedade de funções

na célula, estas podem ser divididas em dois grandes grupos:



- Dinâmicas - Transporte, defesa, catálise de reações, controle do

metabolismo e contração, por exemplo;



- Estruturais - Proteínas como o colágeno e elastina, por exemplo,

que promovem a sustentação estrutural da célula e dos tecidos.









CLASSIFICAÇÃO DAS PROTEÍNAS







Quanto a Composição:



- Proteínas Simples - Por hidrólise liberam apenas aminoácidos.



- Proteínas Conjugadas - Por hidrólise liberam aminoácidos mais

um radical não peptídico, denominado grupo prostético. Ex:

metaloproteínas, hemeproteínas, lipoproteínas, glicoproteínas, etc.







Quanto ao Número de Cadeias Polipeptídicas:



- Proteínas Monoméricas - Formadas por apenas uma cadeia

polipeptídica.



- Proteínas Oligoméricas - Formadas por mais de uma cadeia

polipeptídica; São as proteínas de estrutura e função mais complexas.







Quanto à Forma:



- Proteínas Fibrosas - Na sua maioria, as proteínas fibrosas são

insolúveis nos solventes aquosos e possuem pesos moleculares muito

elevados. São formadas geralmente por longas moléculas mais ou menos

retilíneas e paralelas ao eixo da fibra. A esta categoria pertencem as

proteínas de estrutura, como colágeno do tecido conjuntivo, as

queratinas dos cabelos, as esclerotinas do tegumento dos artrópodes, a

conchiolina das conchas dos moluscos, ou ainda a fribrina do soro

sanguíneo ou a miosina dos músculos. Algumas proteínas fibrosas,

porém, possuem uma estrutura diferente, como as tubulinas, que são

formadas por múltiplas subunidades globulares dispostas

helicoidalmente.



- Proteínas Globulares - De estrutura espacial mais complexa, são

mais ou menos esféricas. São geralmente solúveis nos solventes

aquosos e os seus pesos moleculares situam-se entre 10.000 e vários

milhões. Nesta categoria situam-se as proteínas ativas como os enzimas,

transportadores como a hemoglobina, etc.









Esquemas de proteínas globulares e fibrosas









PROTEÍNAS HOMÓLOGAS







São proteínas que desempenham a mesma função em tecidos ou

em espécies diferentes. Estas proteínas possuem pequenas diferenças

estruturais, reconhecíveis imunologicamente.



Os segmentos com seqüências diferentes de aminoácidos em

proteínas homólogas são chamados "segmentos variáveis", e geralmente

não participam diretamente da atividade da proteína. Os segmentos

idênticos das proteínas homólogas são chamados "segmentos fixos", e

são fundamentais para o funcionamento bioquímico da proteína.









ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL DAS PROTEÍNAS







As proteínas possuem complexas estruturas espaciais, que podem

ser organizadas em quatro níveis, crescentes em complexidade:

1 - Estrutura Primária



- Dada pela seqüência de aminoácidos e ligações peptídicas da

molécula.



- É o nível estrutural mais simples e mais importante, pois dele

deriva todo o arranjo espacial da molécula.



- A estrutura primária da proteína resulta em uma longa cadeia de

aminoácidos semelhante a um "colar de contas", com uma extremidade

"amino terminal" e uma extremidade "carboxi terminal".



- A estrutura primária de uma proteína é destruída por hidrólise

química ou enzimática das ligações peptídicas, com liberação de

peptídeos menores e aminoácidos livres.



- Sua estrutura é somente a seqüência dos aminoácidos, sem se

preocupar com a orientação espacial da molécula.









Fórmulas estruturais de amino ácidos









alanina glutamina









ácido amino butírico





serina

asparagina arginina









ácido aspártico

fenilalanina









cisteína

ácido glutâmico









glicina







leucina









histidina







lisina









homocisteína







serina









valina









tirosina







metionina









triptofano







norvalina

2 - Estrutura Secundária



- É dada pelo arranjo espacial de aminoácidos próximos entre si na

seqüência primária da proteína.



- É o último nível de organização das proteínas fibrosas, mais

simples estruturalmente.



- Ocorre graças à possibilidade de rotação das ligações entre os

carbonos a dos aminoácidos e seus grupamentos amina e carboxila.



- O arranjo secundário de um polipeptídeo pode ocorrer de forma

regular; isso acontece quando os ângulos das ligações entre carbonos a

e seus ligantes são iguais e se repetem ao longo de um segmento da

molécula.









3 - Estrutura Terciária



- Dada pelo arranjo espacial de aminoácidos distantes entre si na

seqüência polipeptídica.



- É a forma tridimensional como a proteína se "enrola".



- Ocorre nas proteínas globulares, mais complexas estrutural e

funcionalmente.

- Cadeias polipeptídicas muito longas podem se organizar em

domínios, regiões com estruturas terciárias semi-independentes ligadas

entre si por segmentos lineares da cadeia polipeptídica.



- Os domínios são considerados as unidades funcionais e de

estrutura tridimensional de uma proteína.









4 - Estrutura Quaternária



- Surge apenas nas proteínas oligoméricas.



- Dada pela distribuição espacial de mais de uma cadeia

polipeptídica no espaço, as subunidades da molécula.



- Estas subunidades se mantém unidas por forças covalentes,

como pontes dissulfeto, e ligações não covalentes, como pontes de

hidrogênio, interações hidrofóbicas, etc.



- As subunidades podem atuar de forma independente ou

cooperativamente no desempenho da função bioquímica da proteína.









AMINOÁCIDOS

CARACTERÍSTICAS GERAIS



- São as unidades fundamentais das proteínas.



- Todas as proteínas são formadas a partir da ligação em

seqüência de apenas 20 aminoácidos.



- Existem, além destes 20 aminoácidos principais, alguns

aminoácidos especiais, que só aparecem em alguns tipos de proteínas.



Os aminoácidos que intervêm na composição das proteínas

(existem outros) são número de 20 e obedecem à estrutura geral

representada na figura abaixo:









ESTRUTURA QUÍMICA GERAL



- Os 20 aminoácidos possuem características estruturais em

comum, tais como:



A presença de um carbono central, quase sempre assimétrico.



Ligados a este carbono central, um grupamento carboxila, um

grupamento amina e um átomo de hidrogênio.



O quarto ligante é um radical chamado genericamente de "R",

responsável pela diferenciação entre os 20 aminoácidos. É a cadeia

lateral dos aminoácidos. É o radical "R" quem define uma série de

características dos aminoácidos, tais como polaridade e grau de

ionização em solução aquosa.

ENZIMAS





CONCEITOS GERAIS E FUNÇÕES







As enzimas são proteínas especializadas na catálise de reações

biológicas. Elas estão entre as biomoléculas mais notáveis devido a sua

extraordinária especificidade e poder catalítico, que são muito superiores

aos dos catalisadores produzidos pelo homem. Praticamente todas as

reações que caracterizam o metabolismo celular são catalisadas por

enzimas.



Como catalisadores celulares extremamente poderosos, as

enzimas aceleram a velocidade de uma reação, sem no entanto participar

dela como reagente ou produto.



As enzimas atuam ainda como reguladoras deste conjunto

complexo de reações.



As enzimas são, portanto, consideradas as unidades funcionais do

metabolismo celular.









NOMENCLATURA DAS ENZIMAS







Existem 3 métodos para nomenclatura enzimática:



- Nome Recomendado: Mais curto e utilizado no dia a dia de quem

trabalha com enzimas; Utiliza o sufixo "ase" para caracterizar a enzima.

Exs: Urease, Hexoquinase, Peptidase, etc.



- Nome Sistemático: Mais complexo, nos dá informações precisas

sobre a função metabólica da enzima. Ex: ATP-Glicose-Fosfo-Transferase



- Nome Usual : Consagrados pelo uso; Exs: Tripsina, Pepsina,

Ptialina.

CLASSIFICAÇÃO DAS ENZIMAS







As enzimas podem ser classificadas de acordo com vários

critérios. O mais importante foi estabelecido pela União Internacional de

Bioquímica (IUB), e estabelece 6 classes:



- Oxidorredutases: São enzimas que catalisam reações de

transferência de elétrons, ou seja: reações de oxi-redução. São as

Desidrogenases e as Oxidases.









Se uma molécula se reduz, tem que haver outra que se oxide.



- Transferases : Enzimas que catalisam reações de transferência

de grupamentos funcionais como grupos amina, fosfato, acil, carboxil,

etc. Como exemplo temos as Quinases e as Transaminases.









- Hidrolases : Catalisam reações de hidrólise de ligação covalente.

Ex: As peptidades.









- Liases: Catalisam a quebra de ligações covalentes e a remoção

de moléculas de água, amônia e gás carbônico. As Dehidratases e as

Descarboxilases são bons exemplos.









- Isomerases: Catalisam reações de interconversão entre isômeros

ópticos ou geométricos. As Epimerases são exemplos.

- Ligases: Catalisam reações de formação e novas moléculas a

partir da ligação entre duas já existentes, sempre às custas de energia

(ATP). São as Sintetases.









PROPRIEDADES DAS ENZIMAS







São catalisadores biológicos extremamente eficientes e aceleram

em média 109 a 1012 vezes a velocidade da reação, transformando de 100 a

1000 moléculas de substrato em produto por minuto de reação.



Atuam em concentrações muito baixas e em condições suaves de

temperatura e pH.



Possuem todas as características das proteínas. Podem ter sua

atividade regulada. Estão quase sempre dentro da célula, e

compartimentalizadas.









COFATORES ENZIMÁTICOS E COENZIMAS







Cofatores são pequenas moléculas orgânicas ou inorgânicas que

podem ser necessárias para a função de uma enzima. Estes cofatores

não estão ligados permanentemente à molécula da enzima mas, na

ausência deles, a enzima é inativa.

A fração protéica de uma enzima, na ausência do seu cofator, é

chamada de apoenzima.



Enzima + Cofator, chamamos de holoenzima.









Coenzimas são compostos orgânicos, quase sempre derivados de

vitaminas, que atuam em conjunto com as enzimas. Podem atuar segundo

3 modelos:



- Ligando-se à enzima com afinidade semelhante à do substrato.



- Ligando-se covalentemente em local próximo ou no próprio sítio

catalítico da apoenzima.



- Atuando de maneira intermediária aos dois extremos acima

citados.









ESPECIFICIDADE SUBSTRATO \ ENZIMA: O SÍTIO ATIVO







As enzimas são muito específicas para os seus substratos. Esta

especificidade pode ser relativa a apenas um substrato ou a vários

substratos ao mesmo tempo.



Esta especificidade se deve à existência, na superfície da enzima

de um local denominado sítio de ligação do substrato. O sítio de ligação

do substrato de uma enzima é dado por um arranjo tridimensional

especial dos aminoácidos de uma determinada região da molécula,

geralmente complementar à molécula do substrato, e ideal espacial e

eletricamente para a ligação do mesmo. O sítio de ligação do substrato é

capaz de reconhecer inclusive isômeros óticos "D" e "L" de um mesmo

composto. Este sítio pode conter um segundo sítio, chamado sítio

catalítico ou sítio ativo, ou estar próximo dele; é neste sítio ativo que

ocorre a reação enzimática.









Composto que é transformado por uma enzima que se une a uma

zona ativa, onde se produz ima catálise, que no exemplo conduz a uma

formação de produtos.









A zona sombreada são os aminoácidos desta enzima (proteína)

que configuram, neste caso, o centro ativo da enzima.







Alguns modelos procuram explicar a especificidade

substrato/enzima:



- Modelo Chave/Fechadura que prevê um encaixe perfeito do

substrato no sítio de ligação, que seria rígido como uma fechadura. No

exemplo da figura abaixo, uma determinada região da proteína - o módulo

SH2 - liga-se à tirosina fosfatada, que se adapta ao sítio ativo da enzima

tal como uma chave faz a sua fechadura.

- Modelo do Ajuste Induzido que prevê um sítio de ligação não

totalmente pré-formado, mas sim moldável à molécula do substrato; a

enzima se ajustaria à molécula do substrato na sua presença.



- Evidências experimentais sugerem um terceiro modelo que

combina o ajuste induzido a uma "torção" da molécula do substrato, que

o "ativaria" e o prepararia para a sua transformação em produto.









MECANISMO GERAL DE CATÁLISE







As enzimas aceleram a velocidade de uma reação por diminuir a

energia livre de ativação da mesma, sem alterar a termodinâmica da

reação, ou seja: A energia dos reagentes e produtos da reação enzimática

e de sua equivalente não enzimática são idênticas.



Para se superar a energia de ativação de uma reação, passa-se

pela formação de um estado intermediário chamado "Estado de

Transição", sempre um composto instável e de alta energia, representado

por "Ts", ligado com altíssima afinidade ao sítio catalítico. Nas reações

enzimáticas, este composto de transição "Ts" não pode ser isolado ou

mesmo considerado um intermediário, uma vez que não é liberado para o

meio de reação; sua formação ocorre no sítio catalítico da enzima!! Como

a afinidade do "Ts" ao sítio catalítico é muito maior que a afinidade do

substrato com o mesmo, a pequena quantidade de moléculas em "Ts"

será rapidamente convertida em produto. Assim, todo o fator que leva a

um aumento do número de moléculas em "Ts" aumenta a velocidade da

reação.

São 4 os mecanismos principais através dos quais as enzimas

aceleram uma reação, aumentando a formação de moléculas de substrato

em "Ts":



- Catálise Ácido-Base que ocorre com a participação de

aminoácidos com cadeias laterais ionizáveis, capazes de doar ou liberar

prótons durante a catálise.



- Torção de Substrato, que depende da torção do substrato

induzida pela ligação do mesmo com o sítio de ligação da enzima,

alcançando o estado de transição e estimulando sua conversão em

produto.



- Catálise Covalente que resulta do ataque nucleofílico ou

eletrofílico de um radical do sítio catalítico sobre o substrato, ligando-o

covalentemente à enzima e induzindo a sua transformação em produto.

Envolve com freqüência a participação de coenzimas.



- Efeito de Diminuição da Entropia. As enzimas ajudam no

posicionamento e na definição da estequiometria correta da reação,

facilitando os mecanismos anteriores.









CINÉTICA ENZIMÁTICA







É a parte da enzimologia que estuda a velocidade das reações

enzimáticas, e os atores que influenciam nesta velocidade. A cinética de

uma enzima é estudada avaliando-se a quantidade de produto formado ou

a quantidade de substrato consumido por unidade de tempo de reação.



Uma reação enzimática pode ser expressa pela seguinte equação:



E + S [ES] ==> E + P



O complexo enzima/substrato (ES) tem uma energia de ativação

ligeiramente menor que a do substrato isolado, e a sua formação leva ao

aparecimento do estado de transição "Ts".



A formação de "P" a partir de ES é a etapa limitante da velocidade

da reação.



A velocidade de uma reação enzimática depende das

concentrações de enzima e de substrato.

Equação de Michaelis-Menten:



Michaelis e Menten foram 2 pesquisadoras que propuseram o

modelo acima citado como modelo de reação enzimática para apenas um

substrato. A partir deste modelo, estas pesquisadoras criaram uma

equação, que nos permite demonstrar como a velocidade de uma reação

varia com a variação da concentração do substrato. Esta equação pode

ser expressa graficamente, e representa o efeito da concentração de

substrato sobre a velocidade de reação enzimática.



O Km de um substrato para uma enzima específica é

característico, e nos fornece um parâmetro de especificidade deste

substrato em relação à enzima. Quanto menor o Km, maior a

especificidade, e vice-versa.









FATORES EXTERNOS QUE INFLUENCIAM NA VELOCIDADE DE UMA

REAÇÃO ENZIMÁTICA







São eles:



- Temperatura: Quanto maior a temperatura, maior a velocidade da

reação, até se atingir a temperatura ótima; a partir dela, a atividade volta a

diminuir, por desnaturação da molécula.





- pH: Idem à temperatura; existe um pH ótimo, onde a distribuição

de cargas elétricas da molécula da enzima e, em especial do sítio

catalítico, é ideal para a catálise.









INIBIÇÃO ENZIMÁTICA







Os inibidores enzimáticos são compostos que podem diminuir a

atividade de uma enzima. A inibição enzimática pode ser reversível ou

irreversível;



Existem 2 tipos de inibição enzimática reversível:



- Inibição Enzimática Reversível Competitiva:

Quando o inibidor se liga reversivelmente ao mesmo sítio de ligação do

substrato;

O efeito é revertido aumentando-se a concentração de substrato

Este tipo de inibição depende das concentrações de substrato e de

inibidor.



- Inibição Enzimática Reversível Não-Competitiva:





Quando o inibidor liga-se reversivelmente à enzima em um sítio próprio

de ligação, podendo estar ligado à mesma ao mesmo tempo que o

substrato;

Este tipo de inibição depende apenas da concentração do inibidor.



Na inibição enzimática irreversível, há modificação covalente e

definitiva no sítio de ligação ou no sítio catalítico da enzima.









REGULAÇÃO ENZIMÁTICA







Algumas enzimas podem ter suas atividades reguladas, atuando

assim como moduladoras do metabolismo celular. Esta modulação é

essencial na coordenação dos inúmeros processos metabólicos pela

célula.



Além dos mecanismos já citados de modulação de atividade

enzimática - por variação da concentração do substrato, ou por inibição

enzimática, por exemplo - existem 2 modelos de regulação enzimática

mais conhecidos:



- Modulação Alostérica





Ocorre nas enzimas que possuem um sítio de modulação, ou alostérico,

onde se liga de forma não-covalente um modulador alostérico que pode

ser positivo (ativa a enzima) ou negativo (inibe a enzima).

A ligação do modulador induz a modificações conformacionais na

estrutura espacial da enzima, modificando a afinidade desta para com

os seus substratos;

Um modelo muito comum de regulação alostérica é a inibição por "feed-

back", onde o próprio produto da reação atua como modulador da

enzima que a catalisa.



- Modulação Covalente:

Ocorre quando há modificação covalente da molécula da enzima, com

conversão entre formas ativa/inativa.

O processo ocorre principalmente por adição/remoção de grupamentos

fosfato de resíduos específicos de serina.









Bioquímica

Carboidratos

Introdução Propriedades Químicas Testes de Identificação





- Introdução



Os carboidratos são distribuídos nas plantas e nos animais, onde desempenham funções

estruturais e metabólicas. Possuem importância na produção de energia, como

constituintes dos ácidos nucleicos (informação genética), como constituintes dos co-

fatores (reações enzimáticas), são componentes da parede celular de plantas e

microrganismos e nas reservas nutricionais.



São definidos como sendo polihidroxialdeídos ou polihidroxicetonas [(CH20)n; n > 3)

ou substâncias que produzem um destes compostos por hidrólise, São classificados em

monossacarídeos, oligossacarídeos e polissacarídeos.



- Monossacarídeos -> são os carboidratos que não podems er hidrolisados em formas

mais simples. São hidrossolúveis, sólidos, de sabor doce e ocorrem em abundância nos

alimentos. São subdivididos em aldoses e cetoses, quanto ao grupamento funcional

aldeído ou cetona, e em trioses, tetroses, pentoses, hexoses, heptoses e etc, quanto ao

número de átomos de carbono.



Configuração / conformação -> Na maioria dos casos, a fórmula estrutural pode ser

representada como um anel simples em perspectiva para as aldohexoses:









Na verdade, o anel se apresenta na forma de "cadeira".

- Oligossacarídeos -> são os carboidratos que produzem de 2 a 10 monossacarídeos por

hidrólise. São hidrossolúveis, sólidos e de sabor doce. Podem ocorrer livremente na

natureza sacarose, lactose, trealose, rafinose) ou serem obtidas pela hidrólise de

polissacarídeos (celobiose, maltose). São classificados de acordo com o número de

unidades glicídicas em dissacarídeos, trissacarídeos, tetrassacarídeos, etc. São formados

pela união de duas unidades glicídicas e conseqüentemente perda de uma molécula de

água, na chamada ligação glicosídica (as glicosidades são as enzimas que hidrolisam as

ligações glicosídicas).



- Polissacarídeos -> são os carboidratos que produzem grande número de

monossacarídeos por hidrólise. São insolúveis em água, sem gosto e de elevado peso

molecular. São encontrados na natureza e têm função estrutural e/ou de reserva de

energia. Podem ser classificados em homopolissacarídeos (contém uma única espécie de

molécula) e heteropolissacarídeos (contém mais de uma espécie de molécula).



O amido é a fonte alimentar mais importante de carboidratos. Os dois constituintes

principais são a amilose, de estrutura helicoidal não ramificada, e a amilopectina,

constituída de cadeias ramificadas formadas de 20 a 25 resíduos de glicose unidos por

ligações 1->4 nas cadeias e por ligações 1->6 nos pontos de ramificação.



O glicogênio é o polissacarídeo de armazenamento do organismo animal. Tem uma

estrutura mais ramificada do que a amilopectina, sendo o intervalo entre as ramificações

de 8 a 12 resíduos.



A celulose é o principal constituinte do aracabouço das plantas. É um polímero linear de

glicose ( 1->4), não possui tamanho definido e apresenta estrutura fibrilar, compacta e

rígida. Forma ligações por ponte de hidrogênio cruzadas com outros componentes da

parede celular.



Outros polissacarídeos importantes são a quitina, a inulina, o agar e a pectina.



Topo



- Propriedades Químicas



- Ácidos inorgânicos



a) diluídos, à temperatura ambiente -> anomerização.

b) concentrados, à quente -> mudanças mais complexas, como desidratação.



- Bases inirgâncias (diluídas)



Isomerização, clivagem (C6 -> C3) e mudanças estruturais com oxi-redução e producão

de ácidos.



Topo



- Testes de Identificação

- Reação de Antrona (glicídeos em geral)

Reação com antranol na presença de H2SO4. Hidrolisa e desidrata os glicídeos

produzindo hidroxi-furfural e furfural que se condensam com o antranol formando

produtos coloridos.



- Reação de Bial (pentoses e ácidos urônicos)

+3

Reação com orcinol na presença de HCl concentrado e Fe . Produtos de condensação

coloridos são formados pela produção de hidroxi-furfural e furfural.



- Poder Redutor

Redução de sais de metais pesados em solução alcalina em presença de ácidos orgânicos



a) Reação de Benedict

+2

Cu na presença de citrato e Na2CO3. O cobre é reduzido a Cu2O, precipitado de cor

vermelha.

b) Reação de Barfoed modificado.

Acetato de cobre em ácido láctico seguido de revelação com fosfomolibdato. O

precipitado de Cu2O na presença de fosfomolibdato adquire coloração azul.



- Reação de Seliwanoff (cetoses x aldoses)

Reação com resorcinol na presença de HCl a quente. Coloração vermelha mais rápida

para cetoses e lenta para aldoses.



- Reação do DNS (redutores)

Reação com ácido 3,5-dinitrosalicílico. Coloração laranja-avermelhada para glicídeos

redutores.



- Teste do Iodo (amido)

A cor produzida com I2 é indicadora do grau de ramificação.



Estrutura e funções dos carboidratos

16/04/2005





INTRODUÇÃO



Os carboidratos (também chamados sacarídeos, glicídios, oses, hidratos de carbono ou

açúcares), são definidos, quimicamente, como poli-hidróxi-cetonas (cetoses) ou poli-

hidróxi-aldeídos (aldoses), ou seja, compostos orgânicos com, pelo menos três carbonos

onde todos os carbonos possuem uma hidroxila, com exceção de um, que possui a

carbonila primária (grupamento aldeídico) ou a carbonila secundária (grupamento

cetônico).



Possuem fórmula empírica Cn(H2O)m desde os mais simples (os monossacarídeos,

onde n = m) até os maiores (com peso molecular de até milhões de daltons). Alguns

carboidratos, entretanto, possuem em sua estrutura nitrogênio, fósforo ou enxofre não se

adequando, portanto, à fórmula geral.



A grande informação embutida por detrás desta fórmula geral é a origem fotossintéticos

dos carboidratos nos vegetais, podendo-se dizer que os carboidratos contém na

intimidade de sua molécula a água, o CO2 e a energia luminosa que foram utilizados em

sua síntese. A conversão da energia luminosa em energia química faz com que esses

compostos fotossintetizados funcionem como um verdadeiro combustível celular,

liberando uma grande quantidade de energia térmica quando quebrada as ligações dos

carbonos de suas moléculas, liberando, também, a água e o CO2 que lá se encontravam

ligados.



A relação entre a fotossíntese e a função energética dos carboidratos é indiscutível. De

fato, a clorofila presente nas células vegetais é a única molécula da natureza que não

emite energia em forma de calor após ter tido seus elétrons excitados pela luz: ela utiliza

esta energia para unir átomos de carbono do CO2 absorvido, "armazenando-a" nas

moléculas de glicose sintetizadas neste processo fotossintético.







Os vegetais são auto-suficientes na produção de carboidratos. Os animais precisam

alimentar-se de células vegetais (ou de animais herbívoros) para obter glicose e O2 para

produzir energia para suas reações metabólicas.



Os animais não são capazes de sintetizar carboidratos a partir de substratos simples não

energéticos, precisando obtê-los através da alimentação, produzindo CO2 (excretado

para a atmosfera), água e energia (utilizados nas reações intracelulares).



Nos animais, há um processo chamado neoglicogênese que corresponde a uma síntese

de glicose a partir de percursores não glicídicos. Um outro processo de síntese endógena

de glicose se dá através da glicogenólise do glicogênio sintetizado no fígado e músculos

(glicogênese). Esses processos, entretanto, só são possíveis a partir de substratos

provenientes de um prévio metabolismo glicídico, o que obriga a obtenção de

carboidratos pela alimentação, fato que torna os animais dependentes dos vegetais em

termos de obtenção de energia.



A energia térmica contida na molécula de glicose é liberada nas mitocôndrias e, por fim,

convertida em ligações altamente energéticas de fosfato na molécula de ATP (adenosina

tri-fosfato) durante o processo de respiração celular (fosforilação oxidativa). As duas

primeiras ligações liberam alta energia (± 10 Kcal) quando quebradas, ao contrário da

primeira que possui baixa energia de ligação em relação às primeiras (± 6 Kcal). Note

que o ATP corresponte, então, a um verdadeiro armazém da energia solar que foi

conservada durante todo esse fantástico processo biológico.







FUNÇÕES



ENERGÉTICA: são os principais produtores de energia sob a forma de ATP, cujas

ligações ricas em energia (±10 Kcal) são quebradas sempre que as células precisamde

energia para as reações bioquímicas. É a principal função dos carboidratos, com todos

os seres vivos (com exceção dos vírus) possuindo metabolismo adaptado ao consumo de

glicose como substrato energético. Algumas bactérias consumem dissacarídeos (p.ex.: a

lactose) na ausência de glicose, porém a maioria dos seres vivos a utiliza como principal

fonte energética.

ESTRUTURAL: a parede celular dos vegetais é constituída por um carboidrato

polimerizado - a celulose; a carapaça dos insetos contém quitina, um polímero que dá

resistência extrema ao exo-esqueleto; as células animais possuem uma série de

carboidratos circundando a membrana plasmática que dão especificidade celular,

estimulando a permanência agregada das células de um tecido - o glicocálix.

RESERVA ENERGÉTICA: nos vegetais, há o amido, polímero de glicose; nos

animais, há o glicogênio, também polímero de glicose porém com uma estrutura mais

compacta e ramificada.





CLASSIFICAÇÃO



Os carboidratos mais simples são denominados monossacarídeos, possuindo pelo menos

um átomo de carbono assimétrico que caracteriza a região denominada centro quiral,

pois fornece isômeros ópticos. Possuem de 3 a 8 carbonos, sendo denominado,

respectivamente, trioses, tetroses, pentoses, hexoses, heptoses e octoses.



Os monossacarídeos de ocorrência natural mais comum, como a ribose (5C), glicose

(6C), frutose (6C) e manose (6C), existem como hemiacetais de cadeia cíclica (e não na

forma linear), quer na formas de furanose (um anel de 5 elementos, menos estável) ou

de piranose (um anel de 6 elementos, mais estável).



Esta forma cíclica (hemiacetal), resulta da reação intramolecular entre o grupamento

funcional (C1 nas aldoses e C2 nas cetoses) e um dos carbonos hidroxilados do restante

da molécula (C4 na furanose e C5 na piranose), ocorrendo nas formas isoméricas a e b

(cis ou trans), conforme a posição da hidroxila do C2 em relação à hidroxila do C1. Tais

formas são interconvertidas através do fenômeno da mutarrotação.



Os carboidratos formam compostos pela união de duas ou mais moléculas de

monossacarídeos, sendo classificados como DISSACARÍDEOS,

OLIGOSSACARÍDEOS e POLISSACARÍDEOS. Nesses compostos, quando o carbono

C1 apresenta a hidroxila livre (ou seja, não está formando ligação entre os

monossacarídeos) o carboidrato apresenta poder redutor quando aquecido. Esta

característica é utilizada, freqüentemente, em reações de identificação.







METABOLISMO









Após a absorção dos carboidratos nos intestinos, a veia porta hepática fornece ao fígado

uma quantidade enorme de glicose que vai ser liberada para o sangue e suprir as

necessidades energéticas de todas as células do organismo.



As concentrações normais de glicose plasmática (glicemia) situam-se em torno de 70 -

110 mg/dl, sendo que situações de hipergicemia tornam o sangue concentrado alterando

os mecanismos de troca da água do LIC com o LEC, além de ter efeitos degenerativos

no SNC. Sendo assim, um sistema hormonal apurado entra em ação para evitar que o

aporte sangüíneo de glicose exceda os limites de normalidade.



Os hormônios pancreáticos insulina e glucagon possuem ação regulatória sobre a

glicemia plasmática. Não são os únicos envolvidos no metabolismo dos carboidratos (os

hormônios sexuais, epinefrina, glicocorticóides, tireoidianos, GH e outros também têm

influenciam a glicemia), porém, sem dúvida, são os mais importantes.



A insulina é produzida nas células b das ilhotas de Langerhans e é armazenada em

vesículas do Aparelho e Golgi em uma forma inativa (pró-insulina). Nessas células

existem receptores celulares que detectam níveis de glicose plasmáticas (hiperglicemia)

após uma alimentação rica em carboidratos. Há a ativação da insulina com a retirada do

peptídeo C de ligação, com a liberação da insulina na circulação sangüínea. Como efeito

imediato, a insulina possui três efeitos principais:



Estimula a captação de glicose pelas células (com exceção dos neurônios e hepatócitos);

Estimula o armazenamento de glicogênio hepático e muscular (glicogênese); e

Estimula o armazenamento de aminoácidos (fígado e músculos) e ácidos graxos

(adipócitos).

Como resultado dessas ações, há a queda gradual da glicemia (hipoglicemia) que

estimula as células a-pancreáticas a liberar o glucagon. Este hormônio possui ação

antagônica à insulina, com três efeitos básicos:



Estimula a mobilização dos depósitos de aminoácidos e ácidos graxos;

Estimula a glicogenólise

Estimula a neoglicogênse.

Esses efeitos hiperglicemiantes possibilitam nova ação insulínica, o que deixa a

glicemia de um indivíduo normal em torno dos níveis normais de 70 - 110 mg/dl .



A captação de glicose pela célula se dá pelo encaixe da insulina com o receptor celular

para insulina. Esse complexo sofre endocitose, permitindo a entrada de glicose,

eletrólitos e água para a célula; a glicose é metabolizada (através da glicólise e Ciclo de

Krebs), a insulina degradada por enzimas intracelulares e o receptor é regenerado,

reiniciando o processo.



Quanto mais complexo insulina/receptor é endocitado, mais glicose entra na célula, até

que o plasma fique hipoglicêmico. Esta hipoglicemia, entretanto, não é imediata, pois a

regeneração do receptor é limitante da entrada de glicose na célula, de forma a

possibilitar somente a quantidade de glicose necessária evitando, assim, o excesso

glicose intracelular.



Nos músculos, a glicose em excesso é convertida em glicogênio, assim como a glicose

que retorna ao fígado.



A grande maioria das células do organismo são dependentes da insulina para captar

glicose (o neurônio e os hepatócitos são exceções, pois não tem receptores para insulina,

sendo a glicose absorvidos por difusão).



A deficiência na produção ou ausência total de insulina ou dos receptores caracteriza

uma das doenças metabólicas mais comuns: o diabetes mellitus.

Representação esquemática da captação de glicose. A) a insulina é liberada pelo

estímulo hiperglicêmico e forma um complexo insulina/receptor. B) a célula endocita o

complexo e possibilita a entrada de glicose para ser metabolizada. C) O receptor é

regenerado, a insulina degradada intracelularmente e o processo reinicia levando a

queda da glicemia plasmática.


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