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CINEMA E SOCIOLOGIA

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CINEMA E SOCIOLOGIA
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12/15/2011
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CINEMA E

SOCIOLOGIA

PRATICA DE

FORMAÇÃO



ARNALDO LEMOS FILHO

Cinema e Sociologia

EMENTA - Busca utilizar o filme

como meio de reflexão crítica

sobre os problemas da sociedade

capitalista, a partir da sociologia,

ciência que surgiu com a

sociedade burguesa e que é capaz

de apreender, com suas múltiplas

determinações, a verdade de

nosso tempo.

DESCRIÇÃO DA PRÁTICA –

Esta prática estuda o filme como uma

totalidade social completa, antes de ser

uma totalidade histórica, psicológica .

Através da exibição e análise de filmes,

estudaremos alguns temas da sociedade

capitalista, tais como trabalho, alienação,

mercadoria, ideologia e classes sociais,

família burguesa, violência,corrupção.Os

filmes serão instrumentos para uma

reflexão sociológica crítica dos temas

citados.

. OBJETIVOS ESPECÍFICOS



- Oferecer um momento de reflexão

da sociedade burguesa para o

desenvolvimento de uma consciência

crítica

- Desmitificar/desfetichizar o que

está fetichizado na estrutura

narrativa dos filmes

- Desconstruir a narrativa fílmica com

seus múltiplos personagens e

situações-chaves

CONTRIBUIÇÃO PARA A

FORMAÇÃO



A visão crítica da sociedade

burguesa capitalista é fundamental

para o profissional de nível superior

que vai atuar na sociedade. A exibição

e a análise de filmes temáticos é uma

oportunidade para o aluno

desenvolver esta consciência crítica.

METODOLOGIA



Exibição e análise de filmes que

discutam temas específicos da

sociedade burguesa. Exposição

dialogada da formação da

sociedade capitalista, tendo

como instrumento os resultados

do projeto de extensão “Tela

Crítica”, de Giovanni Alves, da

UNESP

Unidade 1 Introdução





Violência e Dominação e Trabalho e

Unidade 2 Sociedade Sociedade Sociedade





Desigualdades Corrupção e Poder e

Unidade 3 sociais no Sociedade Sociedade

Brasil Brasileira Brasileira



Unidade 4 Conclusão

Laranja Mecânica



Unidade 2 Queimada





O Corte









Onibus 174







Unidade 3 Quanto vale ou é

por quilo





Batismo de

Sangue

CALENDARIO







ABRIL MAIO





08 INTRODUÇÃO

08 DEBATE



15 PRIMEIRO FILME (1)

13 DOCUMENTARIO



17 PRIMEIRO FILME (2)



15 Aula Final

22 DEBATE



24 SEGUNDO FILME(1)



29 SEGUNDO FILME (2)

Textos para leitura





www.puc-

campinas.edu.br/centros/cch

sa



FTP do Professor - lemos

BIBLIOGRAFIA

ALVES, Giovanni.Cinema como experiência

crítica- uma hermenêutica do

Filme. www.telacritica.org

ALVES, Giovanni.-Laranja Mecânica

CD-ROM

ALVES, Giovanni – A Beleza Americana –

CD- Rom

GIDDENS, Anthony. Sociologia. 4ªedição,

Porto-Alegre: Ed. Artmed, 2005.

TOMAZI, Nelson. Iniciação à Sociologia.

São Paulo: Ed. Atual, 2001

CONCEITOS BÁSICOS

Sociedade Capitalista

Estado

Classes Sociais

Alienação

Ideologia

Mercadoria

Instituições Sociais

Fetichismo da Mercadoria

VISÃO CRÍTICA DA SOCIEDADE CAPITALISTA







Macro-sociologia: examina a sociedade como um todo, ou

seja, como um complexo sistema social.





Micro-sociologia: examina a interação entre os indivíduos

e entre os pequenos grupos.









As principais teorias de sociologia moderna são do tipo

macro-sociológico: as teorias funcionalistas e as teorias

do conflito social.

TEORIAS FUNCIONALISTAS



São teorias de integração social. Partem de uma visão

única: a sociedade funciona como uma máquina.



Características



A sociedade distribui papeis e recursos (dinheiro, poder,

prestigio, educação) aos seus membros que são peças da

máquina.

A sua finalidade é a sua reprodução através do

funcionamento perfeito de seus vários componentes.



Os seus membros estão integrados num sistema de

valores, compartilham os mesmos objetivos, aceitam as

regras vigentes e se comportam de forma adequada às

mesmas.

TEORIAS FUNCIONALISTAS



Há mecanismos de reajustes, e redistribuição de recursos

e funções, pequenas mudanças dentro de limites

estabelecidos pela própria sociedade, sem afetar o

equilíbrio social.



Em situação de crise e de conflito existe uma disfunção:

ou os elementos de contestação são controlados e

neutralizados (repressão) ou a maquina social será

destruída.



As disfunções se opõem ao funcionamento do sistema

social. São falhas do sistema, não possibilitando a

integração das finalidades e valores sociais.

SUAS FALHAS





Consideram a sociedade como um sistema harmônico:

qualquer conflito é manifestação de patologia social







Adotam um modelo de equilíbrio social com pouco

espaço aos processos de ruptura, conflito e mudança

radical.





São teorias estáticas, limitando-se a descrições

superficiais da sociedade.

TEORIAS DO CONFLITO SOCIAL

São teorias que consideram a sociedade como constituída

de grupos com interesses estruturalmente opostos que se

encontram em luta pelo poder.

Características

Afirmam que a coação e o condicionamento ideológico

são pontos fundamentais que os grupos de poder

exercem sobre os demais.



As crises e as mudanças são consideradas fenômenos

normais na sociedade: luta de interesses e poder.



A estabilidade é considerada como uma situação de

exceção

TEORIAS DO CONFLITO SOCIAL

Fundamentam-se na tese marxista : “ A história de todas

as sociedades até hoje é a história da luta de classes”



Explicam o funcionamento da sociedade pela

estratificação social: a sociedade é constituída de vários

estratus, resultado de uma desigualdade social no acesso

ao poder e aos meios econômicos.



Os marxistas afirmam a existência só de duas classes; os

liberais analisam a atuação de vários estratos e elites

sociais.



Para todos, o conflito e a ruptura constituem a lei

principal da historia da sociedade.

Karl Marx -1818-1883

CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE





Textos Básicos:





1848 O Manifesto Comunista





1859 Prefácio à Contribuição à Crítica da

Economia Política





1863 O Capital

PRESSUPOSTOS PARA O CONHECIMENTO

DA SOCIEDADE









Conceito de Homem





Conceito de Trabalho







Conceito de História

CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE







HOMEM ser de

necessidades



satisfação produção de

das bens

necessidades materiais



produção de

bens TRABALHO

materiais

CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE



Relações



A ) com a Natureza Forças de Produção

(instrumentos de produção)

+

B ) dos Homens entre Relações de

Produção

si

(divisão do trabalho)





modo de produção



História



Antigo Feudal Capitalista

“A história humana é a história das relações dos

homens com a natureza e dos homens entre si.”







Nesses dois tipos de relação

aparece como intermediário um

elemento essencial: O TRABALHO HUMANO









Assim como Darwin havia descoberto a lei

da evolução das espécies, Marx descobriu

as leis da HISTÓRIA

CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE



SUPER ESTRUTURA



IDEOLÓGICA

IDEOLÓGICA









POLÍTICA JURÍDICA









ESTADO DIREITO



FORÇA DE PRODUÇÃO + RELAÇÕES DE PRODUÇÃO

(MODO DE PRODUÇÃO)







INFRA ESTRUTURA ECONÔMICA

CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE



INFRA ESTRUTURA

O conjunto das forças produtivas e das relações sociais de produção de

uma sociedade forma sua base ou infra-estrutura que por sua vez é o

fundamento sobre o qual se constituem as instituições políticas e sociais.

Esta base material é o modo de produção que serve para caracterizar

distintas etapas da história humana.



SUPER ESTRUTURA

Na produção da vida os homens geram outra espécie de produtos que

não têm forma material: as ideologias políticas, concepções religiosas,

códigos morais e estéticos, sistemas legais, de ensino, de comunicação,

o conhecimento filosófico e científico, representações coletivas de

sentimentos, ilusões, modos de pensar e concepções de vida.



A explicação das formas jurídicas, políticas, espirituais e de

consciência, encontra-se na base econômica e material da

sociedade, no modo como os homens estão organizados no

processo produtivo

Prefácio à Contribuição à Crítica da Economia Política



“O modo de produção da vida material condiciona o processo da vida

social, política e espiritual em geral”



“Não é a consciência do homem que determina a sua existência,

mas ao contrário, é a sua existência que determina a sua

consciência”



“Ao mudar a base econômica revoluciona-se, mais ou menos, toda a

imensa superestrutura erigida sobre ela”

“Do mesmo modo que não podemos julgar um indivíduo pelo que

ele pensa de si mesmo, não podemos julgar estas épocas de

revolução pela sua consciência, mas pelo contrário, é necessário

explicar esta consciência pelas contradições da vida material, pelo

conflito existente entre as forças produtivas e as relações de

produção”

“Nenhuma formação social desaparece antes que se desenvolvam todas

as forças produtivas que ela contem e jamais aparecem relações de

produção novas antes de amadurecerem no seio da própria sociedade

antiga as condições materiais para a sua existência”

CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE



SUPER ESTRUTURA



IDEOLÓGICA

IDEOLÓGICA









CONSCIÊNCIA

POLÍTICA JURÍDICA









ESTADO DIREITO



FORÇA DE PRODUÇÃO + RELAÇÕES DE PRODUÇÃO

(MODO DE PRODUÇÃO) EXISTÊNCIA





INFRA ESTRUTURA ECONÔMICA

CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE



MPC RELAÇÕES DE PROPRIEDADE







PROPRIETÁRIOS NÃO PROPRIETÁRIOS









BURGUESIA PROLETARIADO









CLASSE DOMINANTE CLASSE DOMINADA







RELAÇÕES DE DOMINAÇÃO

ANÁLISE DA MERCADORIA





1. O duplo valor dos bens materiais

• Valor de uso

• Valor de troca



2. A determinação do valor de troca



3. Os processos históricos de troca



4. A força de trabalho como mercadoria



5. O processo da mais valia



6. O fetichismo da mercadoria

ANÁLISE DA MERCADORIA 1

1. O duplo valor dos bens materiais



homem



necessidades



satisfação



produção de

bens materiais

Valor de uso

Utilidade do bem material para o seu produtor

valor dos bens



Valor de troca

Quando o bem produzido não tem valor de uso para o seu



produtor e este o coloca no mercado para troca: MERCADORIA



Toda mercadoria é essencialmente valor de troca, mas tem

embutido nela um valor de uso

ANÁLISE DA MERCADORIA 1



2. A determinação do valor de troca



O que determina o valor de troca de uma MERCADORIA ?



QUANTIDADE ?





NECESSIDADE ?



FINALIDADE ?





EQUIVALÊNCIA (valores iguais)

ANÁLISE DA MERCADORIA 2

2. A determinação do valor de troca



equivalência







trabalho









equivalência

02 horas 02 horas 04 horas









tempo de trabalho necessário

para a sua produção

ANÁLISE DA MERCADORIA 2

2. A determinação do valor de troca



Tempo de trabalho SOCIALMENTE necessário para a sua

produção





Tempo médio

Socialmente

Tempo social





Exemplo : compra no supermercado

Pacote de arroz = 10 reais

O preço é o que aparece. O que significa?



Trabalho da sociedade: ao trocar as mercadorias, há

uma comparação de trabalho humano. Logo toda

mercadoria expressa relações sociais

O que é comum a todas as mercadorias não é trabalho

concreto de um ramo de produção determinado,não é o

trabalho de um gênero particular, mas o trabalho

humano abstrato, o trabalho humano geral.



“Ao equiparar os seus diversos produtos

na troca como valores, os homens equiparam

os seus diversos trabalhos como trabalho

humano. Não se dão conta, mas fazem-no”.

ANÁLISE DA MERCADORIA 3

3. Os processos históricos de troca



I) Processo Pré-Capitalista



a) Processo de circulação simples (troca direta)

A troca direta não dinamiza a troca

M M

Há necessidade de um equivalente geral



b) Processo de circulação complexa (troca indireta)



M D (equivalente geral) M

O processo Pré-Capitalista não tem como objetivo o LUCRO



II) Processo Capitalista

D M D Qual a vantagem ?

D M D+ Dinheiro tem valor de uso ?

D M D+ M D++ M D+++ ...

ANÁLISE DA MERCADORIA





O processo pré-capitalista a mercadoria é produto do

começa com M trabalho

O processo capitalista o dinheiro é necessariamente

começa com D produto do trabalho ?



Questão Básica

De onde veio o dinheiro para o início do capitalismo?

Comércio = troca de mercadoria, conquista, pirataria,

saque, exploração, suborno, fraude ...

“Se o dinheiro .... Vem ao mundo com uma mancha

congênita de sangue numa das faces, o capital vem

pingando da cabeça aos pés, de todos os poros,

sangue e lama” (Marx, O Capital, vol 1)

ANÁLISE DA MERCADORIA



máquina

matéria prima

(Capital constante)



D M D+



força de trabalho

(Capital variável)





No capitalismo a força de trabalho tornou-se uma

mercadoria. Antes, o trabalhador era dono de sua

força de trabalho: camponeses e artesãos

Camponeses = expulsos do campo

Artesãos = destituídos de suas ferramentas

ANÁLISE DA MERCADORIA 4



4. A força de trabalho como mercadoria



Qual o valor desta mercadoria ?

a) o valor de uma mercadoria é determinado pelo tempo de

trabalho necessário para que ela exista

b) ora, a força de trabalho é uma mercadoria

c) logo, o valor da força de trabalho é determinado pelos

meios necessários para que ela exista

d) ora, a força de trabalho não existe desvinculada de seu

dono, o trabalhador

e) Logo, o valor da força de trabalho é determinado pelos

meios necessários para que o trabalhador exista

f) ora, um dia o trabalhador vai morrer

g) logo o valor da força de trabalho é determinado pelos

meios necessários à subsistência do trabalhador e sua

reprodução

ANÁLISE DA MERCADORIA

Enquanto cresce, estuda e trabalha, o homem consome uma certa

quantidade de mercadorias, que pode ser medida em tempo de

trabalho.

MEDINDO ESTE VALOR, ESTAREMOS MEDINDO, INDIRETAMENTE, O

VALOR DA FORÇA DE TRABALHO



PORTANTO, O VALOR DA FORÇA DE TRABALHO É IGUAL AO VALOR

DOS MEIOS DE SUBSISTÊNCIA, PRINCIPALMENTE GÊNEROS DE

PRIMEIRA NECESSIDADE, INDISPENSÁVEIS À REPRODUÇÃO DA

CLASSE OPERÁRIA



Esse valor é pago no salário, que deve dar apenas para o

estritamente necessário ao futuro trabalhador.

É esse o circulo vicioso do capitalismo, em que o assalariado

vende a sua força de trabalho para sobreviver e o capitalista lhe

compra a força de trabalho para enriquecer.



A razão do circulo vicioso esta no processo de MAIS VALIA

ANÁLISE DA MERCADORIA

5. O processo da mais valia





1. Economistas Clássicos

A força de trabalho como criação de valor



2. Marx

O trabalho provoca nos objetos uma espécie de “ressurreição”



3. Economistas Clássicos

O valor das mercadorias depende do tempo de trabalho gasto na

produção



4. Marx

Tempo de trabalho socialmente necessário à sua produção







tempo médio tempo social

ANÁLISE DA MERCADORIA

5. O processo da mais valia

Primeiro Modo Hipótese: 08 horas







Tempo Necessário:

o tempo de trabalho necessário para produzir mercadorias cujo

valor é igual ao valor da força de trabalho

Tempo Excedente:

o tempo de trabalho que excede, que vale mais que a força de

trabalho: mais valia. O trabalhador, embora tenha feito juridicamente

um contrato de trabalho de 08 horas, trabalha 04 horas de graça

Mais Valia Absoluta: Se o capitalista exigir aumento das horas,

ainda que pague mais, estará aumentando a mais valia:

Mais Valia Relativa: Se o capitalista investir em novas tecnologias

diminuirá o tempo necessário estará aumentando a mais valia

ANÁLISE DA MERCADORIA

5. O processo da mais valia

Segundo Modo



5. Exemplo Produção de um par de sapatos





Matéria 100 unit de Como o capitalista

Prima = moeda obtém o lucro?

Desgaste 20 unit de

Instrumentos = moeda Não é no âmbito da compra

30 unit de e venda

Salário Diário =

moeda É no âmbito da produção





O valor de um par de sapatos é a soma de todos os

valores representados pelas diversas mercadorias que

entraram na produção

ANÁLISE DA MERCADORIA





09 horas de

trabalho







01 par a cada

03 horas





Nessas 03h o trabalhador

cria uma quantidade de

valor correspondente ao

seu salário

Nas outras 06h produz

mais mercadorias que

geram um valor maior do

que lhe foi pago na forma

de salário

ANÁLISE DA MERCADORIA





Meios de Produção 120

+ +

salário 30

=

150







Meios de Produção 120 x 03

+ +

salário 30

=

390 03

=

130

MAIS VALIA





Ao final da jornada, o trabalhador recebe 30

unidades de moeda e o seu trabalho rendeu o

dobro ao capitalista: 20 unidades de moeda

em cada um dos pares de sapato. Este valor a

mais não retorna ao operário: incorpora-se ao

produto e é apropriado pelo capitalista





Assim como um boi produz mais do que consome

e enriquece o seu dono, a classe trabalhadora

produz mais valia do que consome e enriquece os

proprietários dos meios de produção. Os

trabalhadores são os bois do sistema capitalista

O FETICHISMO DA MERCADORIA



FETICHISMO

Adoração ou culto de fetiches

FETICHE

Objeto animado ou inanimado, feito pelo homem ou produzido pela

natureza, ao qual o homem da o caráter de sagrado e presta culto



FREUD MARX





(1856 – 1939) (1818 – 1883)







A aplicação do processo de A aplicação do processo do

fetichismo ao fetichismo ao comportamento

comportamento individual: social: a mercadoria e o

fetiches sexuais dinheiro são fetiches

O que é MERCADORIA ?

Trabalho humano concentrado e não pago. Ao trocar

mercadorias, o homem compara trabalho humano. A

mercadoria expressa, pois, relações sociais

Aparece como uma coisa dotada de valor de uso (utilidade) e

de valor de troca (preço)



Exemplo de relações:

a mercadoria 3,00 se relaciona com a mercadoria sabonete Gess

a mercadoria 200,00 se relaciona com a mercadoria

menino-que-faz-pacotes

As coisas-mercadorias começam a se relacionar umas com as

outras como se fossem sujeitos sociais, dotados de vida

própria:

01 apartamento estilo “mediterrâneo” = um modo de viver

01 cigarro marca X = um estilo de vida

01 calça jeans griffe X = um vida jovem

O FETICHISMO DA MERCADORIA



As coisas-mercadorias aparecem como sujeitos sociais,

dotados de vida própria e os homens-mercadorias aparecem

como coisas



A mercadoria é um fetiche no sentido religioso da palavra:

uma coisa que existe por si e em si





A mercadoria, como fetiche, tem poder sobre seus crentes



COMO ENTÃO APARECEM AS RELAÇÕES SOCIAIS DE TRABALHO ?



As relações sociais de trabalho aparecem como relações

materiais entre as pessoas e como relações sociais entre

coisas

Os homens são transformados em coisas e as coisas são

transformadas em “gente”

O FETICHISMO DA MERCADORIA

Os homens são transformados em coisas:



trabalhador Uma coisa chamada força de trabalho



uma coisa chamada mercadoria que possui

trabalho outra

coisa chamada preço

uma coisa chamada capital que possui outra

proprietário

coisa chamada capacidade de ter lucros.



E a coisas são transformadas em “gente”:

Produzir, distribuir, comerciar, acumular, consumir, investir,

poupar, trabalhar = funcionam e operam sozinhas, por si

mesmas, independente dos homens que as realizam





Desaparecem os seres humanos, ou melhor, eles existem

sob a forma de coisas: reificação (Lucaks)

Questões Finais



Por que os homens conservam essa realidade ?



Como se explica que não percebam a reificação ?



Como entender que o trabalhador não se revolte contra

uma situação na qual não só lhe foi roubada a condição

humana, mas ainda é explorado naquilo que faz ?



Como explicar que essa realidade nos apareça como

natural, normal, racional, aceitável ?



De onde vem o obscurecimento da existência das

contradições e dos antagonismos sociais ?



De onde vem a não percepção da existência das

contradições e dos antagonismos sociais ?



A resposta a essas questões nos conduz diretamente ao

fenômeno da ALIENAÇÃO e da IDEOLOGIA

ALIENAÇÃO alienum = alheio - outro



Alienar um imóvel

Vender = separar o proprietário da

propriedade

CAPITALISMO ALIENAÇÃO ECONÔMICA

Os trabalhadores são expropriados dos seus meios de

produção da vida material e do saber do qual dependia a

fabricação de um produto e a própria posição social do

artesão

O capitalismo reduziu o trabalhador à execução de tarefas

simplificadas, parciais e repetitivas na linha de produção

da fábrica

O trabalhador só aprende que deve trabalhar para receber

o salário e viver, pois esta é a percepção que tem da

realidade na vida cotidiana

O trabalho é percebido pelo trabalhador como algo fora de

si, que pertence a outros. Daí adquire uma consciência

falsa do mundo em que vive: IDEOLOGIA

IDEOLOGIA



É aquele sistema ordenado de idéias e concepções, de

normas e de regras (com base no qual as leis jurídicas são

feitas) que obriga os homens a comportarem-se segundo a

vontade do “sistema”, como se estivessem se

comportando segundo sua própria vontade



A ideologia dominante numa dada época histórica é a

ideologia da classe dominante nessa época.



Ao contrário de outras épocas históricas (escravidão e

servidão), no capitalismo o trabalhador acha que é justo

que ele seja separado do produto de seu trabalho,

mediante o pagamento de seu salário.

Para Marx, o salário não remunera todo o trabalho, pois

uma parte é apropriada pelo capitalista e se transforma em

lucro.

O trabalhador não percebe isso por causa da ideologia que

é uma concepção de mundo gerada pela classe dominante

e assumida pela classe dominada como se fosse sua.


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