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Qualidade do envolvimento: Um instrumento útil em investigação e em intervenção

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					05-09-2009

QUALIDADE DO ENVOLVIMENTO Um instrumento útil em investigação e em intervenção?

Porquê estudar, medir e promover o envolvimento?

Classificação Internacional Funcionalidade, Incapacidade Saúde (OMS, 2001):

da e

Cecília Aguiar ISPA
SFRH/BPD/26383/2006

Participação como dimensão da “funcionalidade, incapacidade e saúde”. Participação = envolvimento numa situação de vida ou contexto diário.

Seminário Permanente de Intervenção Precoce Évora, 2007

Porquê estudar, medir e promover o envolvimento?
Condição necessária para mudança no desenvolvimento. que ocorra

Porquê estudar, medir e promover o envolvimento?
Os ambientes devem ser organizados de forma a promover o envolvimento activo de crianças com incapacidades (Wolery, 2000). Objectivo válido de ensino, decorrente de uma concepção funcional da qualidade de vida das crianças (McWilliam, 2005).

(McWilliam, Trivette, & Dunst, 1985)

Factor mediador, potencialmente crítico, da aprendizagem das crianças.
(McWilliam & Bailey, 1992)

Envolvimento da criança
Quantidade de tempo que as crianças despendem a interagir com o ambiente (adultos, pares e objectos), activa ou atentamente, de uma forma desenvolvimental e contextualmente adequada, em diferentes níveis de competência.
(de Kruif, McWilliam, & Ridley, 2001)

Envolvimento da criança

Persistente Simbólico Codificado Construtivo Diferenciado Atenção Focalizada Indiferenciado Atenção ocasional Não envolvido

Sofisticado

McWilliam & de Kruif, 1998

Hierarquia desenvolvimental

1

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Envolvimento da criança
considerações do desempenho da criança em situações de avaliação ou teste; demonstração de fragmentadas ou parciais; competências

Envolvimento da criança

≠

= Constructo de natureza multidimensional:
Operacionalização inclui uma variedade de comportamentos; Constructo comportamental molar (classe abrangente de comportamentos).
Desafios metodológicos…

≠

≠

demonstração de competências em contextos estranhos (convergência com a perspectiva ecológica do desenvolvimento humano).
(McWilliam, 2005; Aguiar, 2006)

Envolvimento da criança
=indicador da perspectiva de qualidade orientada de baixo para cima:
efeitos de um contexto pré-escolar dependem da forma como são vividos pelas crianças, dependem da qualidade de vida experienciada por cada criança numa base diária (Katz, 1993; 1998).

Envolvimento: Investigação na UP

www.fpce.up.pt/qualinterac/apresentacao.htm POCTI/PSI/35207/2000

=característica da criança (resultado do desenvolvimento), =resposta da criança às características ambientais (índice da qualidade dos contextos) – variável mediadora.
(McWilliam & Colaboradores, 1985-2001; Aguiar, 2006)

► 120 crianças com desenvolvimento típico aleatoriamente seleccionadas em 30 salas de creche da AMP.

Envolvimento: Investigação na UP

Envolvimento: Investigação na UP

► Envolvimento como comportamentos:

classe

abrangente

de

► Envolvimento como característica da criança:
envolvimento global ou típico, determinável com base no amplo conhecimento da criança e mensurável através de julgamentos sobre o seu envolvimento típico; impressão global de um adulto que tem múltiplas oportunidades para observar o comportamento da criança.

Observação e codificação dos microcomportamentos da criança:
instabilidade de métodos moleculares implica a realização de múltiplas sessões de observação (mínimo: 8 observações)

g
Sistema de Observação da Qualidade do Envolvimento Engagement Quality Observation System III E-Qual III McWilliam & de Kruif, 1998

g
Questionário de envolvimento da criança Children’s Engagement Questionnaire McWilliam, 1991

2

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Envolvimento: Investigação na UP

Procedimento
► Envolvimento individual: observadores treinados registaram o comportamento individual das crianças no final de intervalos de 15 segundos, durante 8 sessões de 15 minutos:
2 sessões durante refeições; 2 sessões durante actividades estruturadas; 4 sessões durante jogo livre.

► Envolvimento de grupo (sistema de observação)
Avaliação do grau de interesse, significado e adequação das actividades.
# crianças visíveis – # crianças não envolvidas X 100 # crianças visíveis

g
Registo do Envolvimento de Grupo Engagement Check II McWilliam, 1998

► Envolvimento de grupo: registo no final de intervalos de 15 segundos, durante 3 sessões de 15 minutos (situação livre). ► Verificações do acordo interobservadores em 25% das sessões.

Resultados disponíveis
37,59

Que factores influenciam o envolvimento?
Factores da criança:
Idade cronológica e idade desenvolvimental
Pinto, Barros, Aguiar, Pessanha & Bairrão, no prelo

40 35 30 25 20 15 10 5 0
1,89 5,02 5,33 14,12 10,73 8,49 16,26 10,75 30,94

Temperamento
Poppe & Pinto, 2004; Aguiar, 2006

Perfil de incapacidades
Não envolvido Sofisticado

Grande, 2007

Situação diádica mãe-criança (n = 120; IC = 26,19) Creche (n = 103; IC = 26,43) Jardim-de-infância (n = 103); IC = 68,59) Ed. Ensino Especial + Educadora Titular (n = 37 NEE; IC = 45, 46) Educadora Titular (n = 37 NEE; IC = 45,46)

Que factores influenciam o envolvimento?
Factores da família:
Educação da mãe:
Cruz, Aguiar e Barros, 2004

Que factores influenciam o envolvimento?

Factores da sala de creche:
Qualidade global da sala Efeito negativo no não envolvimento.
Aguiar (2006) Pinto (2006)

Qualidade do ambiente familiar:
Cruz, Aguiar, Barros, Pinto & Bairrão, 2004

Comportamentos interactivos das mães:
Cruz, Aguiar & Barros, 2004; Aguiar, 2006

Presença da educadora do ensino especial
Grande, 2007

3

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Que factores influenciam o envolvimento? Factores da sala de creche:
Estilos de interacção dos adultos
• Educadores que revelam estilos de interacção calorosos e afectuosos e que usam muitos comportamentos de elaboração durante as interacções têm, na sua sala, menos crianças envolvidas em níveis inferiores de envolvimento.
Raspa, McWilliam & Ridley, 2001

Que factores influenciam o envolvimento? Factores da sala de creche:
Estilos de interacção dos adultos
• Uso frequente de redireccionamentos diminui o envolvimento sofisticado e aumenta o tempo passado em envolvimento não sofisticado.
de Kruif, McWilliam & Ridley (no prelo)

Discussão
► Envolvimento como um indicador do desenvolvimento sóciocognitivo e da competência de crianças em idade préescolar. ► Envolvimento como um constructo desenvolvimental directamente observável em contextos naturais e significativos. ► Envolvimento como um indicador da experiência diária da criança (Ridley, McWilliam, et al., 2000) e da sua resposta comportamental às características do ambiente (Raspa et al., 2001). ► A baixa qualidade das creches e dos jardins-de-infância explica parcialmente a quantidade de não-envolvimento das crianças. ► A qualidade das creches e dos jardins-de-infância parece não ser suficiente para influenciar positivamente o envolvimento sofisticado das crianças.

Contributos para a intervenção
? Envolvimento como objectivo válido de intervenção/ensino (fundamento da aprendizagem e do desenvolvimento); Envolvimento como variável que permite avaliar a qualidade das intervenções.

Participação social: um novo projecto
Participação social das crianças com incapacidades em contextos pré-escolares inclusivos (ênfase no “envolvimento social”). Domínios a serem avaliados:
Qualidade geral do ambiente; Qualidade das experiências inclusivas; Quantidade de objectivos sociais incluídos nos PE/PEI/PIAF; Qualidade dos objectivos de intervenção; Participação social (amizade, competência social, aceitação social, etc.) …

Objectivos em IP
1. As crianças têm relações sociais positivas. 2. As crianças adquirem e utilizam conhecimento e competências. 3. As crianças agem de uma forma adequada no sentido de satisfazerem as suas necessidades.
Early Childhood Outcomes Center, 2005

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Obrigada! caguiar@ispa.pt

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