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Bullying

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12/14/2011
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Bullying







Equipe:

Natália Dias

Ana Paula Alves

Lara Mariana Conrado

Você já foi alvo de gozação

ou viu alguém sendo

ofendido constantemente?

Não era brincadeira.

Era o bullying em ação.

O que é

bullying?

É toda agressão feita com a intenção de

machucar outra pessoa ou até uma turma

inteira. Mas, pra ser considerado bullying

de verdade, também é preciso que essa

atitude agressiva se repita uma porção de

vezes. Sabe aquele garoto que fica gozando

do colega todo santo dia, fazendo piadinhas

infelizes a respeito da orelha de abano do

garoto? Pois essa atitude grosseira,

repetitiva, disfarçada de brincadeira, é o

tal de bullying. Mas esse comportamento vai

além dos apelidos maldosos. Ele também é

uma característica de quem gosta de

ofender, humilhar, discriminar, intimidar,

enfim, de quem se diverte fazendo tudo o

que faça uma menina (ou o menino) sofrer.

Menino é

diferente

A prática do bullying nem sempre é igual para meninos e

meninas. Segundo Aramis Lopes, pediatra e coordenador do

Programa de Redução do Comportamento Agressivo entre

Estudantes, os garotos são mais explícitos. É comum ver

meninos tirando sarro de alguém na frente de todo mundo.

"Já a menina é educada para ser mais recatada, discreta.

Sendo assim, a estratégia delas é outra", explica o

médico. É isso mesmo! A menina é mais sutil e vai, como se

diz, "comendo pelas bordas". Uma fofoquinha aqui, uma

esnobada ali e lá está ela colocando em prática sua

maldade. "A princípio, elas são amigas. Mas, quando vai

ver, uma garota já está sendo vítima de difamação e

exclusão dentro de seu grupo", acrescenta Aramis. Para

esses casos, o especialista dá a melhor solução: trocar de

turma. Afinal de contas, você é livre para ser amiga de

quem bem entender e não tem nada a ver ficar atrás de

meninas que só querem vê-la numa pior, não é mesmo? Mas,

quando o assunto é gozação na frente de todo mundo, como

nos casos em que o cidadão grita um apelido infeliz pelos

quatro cantos da escola, a pedagoga Karen Kaufmann

Sacchetto, da Escola São Gabriel Pompéia, em São Paulo,

tem a saída: "Evite reforçar essa atitude. Tente ignorar o

máximo que puder". E Aramis complementa: "Saia de perto,

para a brincadeira não continuar e você não sofrer".

Contar ou não, eis

a questão

E os pais, como ficam nessa história toda? "Se tiver coragem,

conte a eles, pois podem ajudá-la", diz Karen. Porém o

pediatra Aramis alerta: "Procure alguém de sua confiança, um

colega, um professor, um funcionário da escola, ou seus pais

e conte o que se passa com você. De preferência, os pais só

devem interferir com o consentimento dos filhos". Se você

estiver certa de que quer a ajuda de seus pais nessa luta,

peça uma mãozinha. Do contrário, se tiver medo de que a

situação piore, busque apenas o apoio deles, mas não desista

de tentar se livrar desse sofrimento. Ficar quieta e aceitar

todos os tipos de maldade é o comportamento mais incorreto.

Muitas vezes, quando ficamos chateadas não há nada melhor do

que o colo e os conselhos do pai e da mãe para nos dar um

calorzinho no coração.

A diretoria da escola também pode ser avisada, principalmente

em casos mais graves, como os de ameaça. Entretanto, se você

não quer falar abertamente sobre o que está acontecendo, vale

sugerir à diretoria que faça um programa de conscientização

com os alunos. Você pode, por exemplo, dizer que tem visto

alguns colegas sofrendo por causa do bullying e que seria

muito bom se houvesse alguém para conversar com todos os

alunos, alertando sobre esse mal.

Por que essas

criaturas existem?

Ninguém nasce com um "gene do bullying". Isso não é um

defeito de fabricação. Normalmente, o chamado

"agressor" começa com atitudes ruins desde criança. "Um

exemplo é o caso da criança que fala palavrão, todo

mundo acha bonitinho e ninguém impõe limites", aponta a

pedagoga Karen Kaufmann. Quando ela se torna

adolescente, leva suas "brincadeirinhas" de mau gosto

na bagagem e atinge seus colegas da mesma idade. "O

agressor impõe o seu comportamento dentro do grupo e,

com isso, atrai seguidores, que passam a fazer maldades

também. Dessa forma, se estourar algum problema, o

líder joga a responsabilidade dos seus atos para cima

dos outros e, ao mesmo tempo, diminui seu peso na

consciência", explica Aramis. "Muitos garotos e

garotas, por iniciativa própria, não fariam tantas

maldades. Mas, para pertencer a um determinado grupo,

acabam seguindo os passos do líder", acrescenta o

especialista.

Portanto, se você encontrar uma turminha do mal como essas

por perto, deixe-a para lá. O ditado "Não faça com os

outros o que você não gostaria que lhe fizessem" é

muito importante. Lembre-se sempre dele.

As

conseqüências

Quem já sofreu com o bullying sabe que não é

fácil esquecer a humilhação. Por isso, é

comum a vítima levar esse trauma para a

vida adulta. Os efeitos mais comuns dessa

agressão são depressão, insegurança,

problemas na escola e síndrome do pânico.

Em casos mais extremos, a vítima pode

tornar-se violenta com os colegas ou, até

mesmo, querer se matar.

Por isso, se você já foi - ou está sendo -

alvo de maldades, não tenha vergonha nem

receio de procurar ajuda profissional. Um

psicólogo poderá auxilia-lá a superar esses

traumas e a reagir com mais facilidade

diante das agressões. Uma outra forma de

livrar-se desse peso é desabafar com uma

amiga bacana ou com alguém em quem você

confia pra valer.

Casos

Famosos

1. No dia 19 de novembro de 2004, em Atlanta, Estados

Unidos, duas meninas de 13 anos foram presas por

terem feito um bolo com remédio vencido, água

sanitária, barro e molho de pimenta, que depois,

serviram aos colegas da escola. Doze adolescentes

foram parar no hospital por causa da maldade das

garotas.

2. Eric Harris, de 17 anos, e Dylan Klebold, de 18, sem

antecedentes criminais, no dia 30 de abril de 1999,

armados, invadiram o colégio Columbine High School

(Colorado, Estados Unidos), onde estudavam, e mataram

13 pessoas. Depois do massacre, os jovens se

suicidaram. A explicação para a tragédia é que ambos

eram alvos de chacota de colegas e professores. Essa

rejeição causou revolta nos meninos, que acabaram

tomando atitudes extremas.

3. Em fevereiro do ano passado, na cidade de Remanso,

na Bahia, o jovem D., de 17 anos, matou duas pessoas

e feriu três. O menino sempre sofria humilhações na

escola. O garoto revelou que matou F., de 13 anos,

porque ele vivia humilhando-o. No dia do crime, F.

teria estragado sua mochila e jogado um balde de lama

nele.

Bullying no

Cinema

Alguns filmes sobre o tema:

- Meninas Malvadas: uma garota criada na selva

africana só conhece uma escola aos 16 anos.

Ela começa a andar com um grupo de

patricinhas que adoram esnobar os outros.

Para vingar-se, a adolescente passa a agir da

mesma forma.

- Tiros em Columbine: o polêmico diretor e

escritor Michael Moore levou ao cinema a

história dos jovens Eric Harris e Dylan

Klebold, que estudavam na escola Columbine

High School e mataram seus colegas.

- Nunca fui beijada: a jornalista Josie Geller

recebe a difícil missão de fazer uma

reportagem sobre o comportamento dos

adolescentes na escola. Só que a moça nunca

foi beijada e não era das mais populares na

época de colégio. O filme mostra como a

protagonista vira motivo de chacota para seus

colegas.


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