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									UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
 FACULDADE DE COMUNICAÇÃO




           SALVADOR
              1999
   UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
    FACULDADE DE COMUNICAÇÃO




       http://www.facom.ufba.br/zootour

Web Site sobre o Zoológico da cidade de Salvador

        Realização: Layzer Melo e Silva

      Orientação: Profº Me. José Mamede

     Projeto Experimental em Comunicação




                   SALVADOR
                      1999
                                Resumo

         O Web Site Zootour vem se aproveitar do “apoderamento” do

cotidiano por parte das novas tecnologias da comunicação, principalmente pelo

computador e pela World Wide Web. Se utilizando das possibilidades oferecidas

pelo meio multimidiático, Zootour procura divulgar e atrair a atenção para o

Jardim Zoológico de Salvador. O site faz um uso substancial e freqüente da

fotografia e da linguagem gráfica e textual para conseguir seus objetivos. São

páginas que permitem desde um passeio com fotos e informações sobre espécies

animais que habitam o local, até a participação em uma pesquisa que é remetida

à direção do Zôo.
                                                      Agradecimentos



            A Deus, pois é nele que encontro a força, vontade e inspiração

necessárias para produzir. A meus pais por se mostrarem sempre dispostos

a me incentivar e ajudar em todos os aspectos. Ao Profº José Mamede pela

paciência e disponibilidade mostradas durante todo o semestre, procurando

  me direcionar sempre para o rumo correto. Ao pessoal do Laboratório de

Multimídia: Alice, Bia e Claudio pela qualidade do trabalho desenvolvido.

E aos profissionais do Zoológico, principalmente a Drª Fátima, a Carla e a

                         Pedro, pela atenção e disposição em me atender.
         “O século XXI não será a continuidade do século do

homem espectador de tecnologia, mas o século do homem que

                                         interage com ela.”



                                           Sérgio Bairon
                                                      Índice


Apresentação......................................................................................................6

Introdução..........................................................................................................7

Capítulo 1 - O Meio..........................................................................................11

Capítulo 2 - Os Procedimentos.........................................................................17

          2.1 - Projetando o Web Site....................................................................17

          2.2 - Produzindo as Fotografias..............................................................23

                    2.2.1 - Fotografia Animal............................................................24

                    2.2.2 - Realização das Pautas.......................................................26

Capítulo 3 - O Produto......................................................................................33

          3.1 - Zootour...........................................................................................33

          3.2 - Análise de Sites de Zoológicos......................................................36

Conclusão.........................................................................................................40

Bibliografia.......................................................................................................41

Anexos

          Anexo I - Projeto Editorial.......................................................................I

          Anexo II - Entrevistas............................................................................IX

          Anexo III - Pautas Fotográficas.........................................................XVII

          Anexo IV - Glossário........................................................................XXIII

          Anexo V - Créditos...........................................................................XXIX
                                Apresentação


         Uma das principais questões da atualidade com relação tanto à fotografia

quanto ao web site, é a de suas presenças e importância na maioria dos processos

comunicativos modernos. Entre estes, os mais ligados à área da fotografia e da

multimídia como meios de comunicação são o jornalismo e a propaganda ou marketing.

Ora, a possibilidade acadêmica do estabelecimento de um estreito vínculo entre o

aluno/produtor e estas tecnologias, como aqui aconteceu, é o reconhecimento de que

existe nestas práticas uma forma diferenciada de organização e produção de idéias. A

consecução deste projeto, portanto, concorreu para a sensibilização frente à prática

fotográfica e a produção multimidiática não só como meros recursos técnicos à

disposição, com fim em si mesmo, como mero resultado da aquisição de tecnologias,

mas como um meio para a manutenção de um diálogo permanente com diversas áreas do

conhecimento. Diálogo, este, que contribuirá para uma nova e mais apurada leitura dos

atuais processos comunicativos, o que é não só interessante mas deveras importante na

formação de um profissional da comunicação.
                                          Introdução


           O que fazer e como fazer? Estas, nos parece, são duas perguntas que permeiam

a escolha e produção de um projeto experimental. Respondê-las, mais do que pensar nas

possibilidades técnicas, é pensar acima de tudo na pertinência e no interesse pelo tema e

meios tecnológicos escolhidos, pois a pertinência vai dar substância ao produto e o

interesse vai funcionar como ponto preponderante na busca pela qualidade técnico-

produtiva. Pois bem, tendo em vista estes dois aspectos importantes na escolha do que e

como fazer, o projeto Zootour se qualifica tanto pelo interesse quanto à fotografia, à Web

e ao tema e local escolhidos, quanto se justifica pela pertinência de procurar evidenciar

um espaço um tanto quanto esquecido por uma parcela importante do público

adolescente1 da capital, que é o zoológico de Salvador. Construído na década de 50 e

reformado e ampliado há cerca de 2 anos, o Parque Zoobotânico Getúlio Vargas,

conhecido como Jardim Zoológico de Salvador, ainda é, pelas características físicas do

lugar e pela beleza e quantidade de espécies que possui, um lugar pouco visitado e

conhecido pela maioria do público adolescente, principalmente os de classes média e alta

da cidade. A ausência deste público foi detectada a partir de dois fatores. Primeiro pela

observação cotidiana dos profissionais do Zôo2 e segundo pelo total predomínio de

crianças nos programas de atendimento ao público que o zoológico mantém3.


1
  Classificamos aqui como adolescentes aqueles que se situam na faixa etária entre 14 e 20 anos de idade.
2
  A este respeito ver entrevista com a coordenadora técnica do Zoológico, Dr. Fátima Albinati, no Anexo II
deste projeto. Além desta entrevista, que demonstra a visão da direção do Zôo, muitos profissionais da
instituição que atuam em áreas diversas foram ouvidos e detectou-se uma opinião comum quanto a uma
perceptível ausência deste público nas dependências do Zôo.
3
  No ano de 1998 apenas 8% dos estudantes atendidos tinham acima de 14 anos e em 1999 até o mês de
maio nenhum adolescente havia participado do programa.
          Por falta de conhecimento e informação, e de uma política comunicacional

dirigida a eles, estes adolescentes deixam de apreciar o Zôo como espaço público

interessante e educativo, um lugar onde se pode entrar em contato com diversas espécies

animais, num lazer, aprendizado e interação pouco comuns e pouco possíveis no contexto

urbanizado das grandes cidades. Neste universo urbano, o Jardim Zoológico se coloca,

hoje, como uma opção de lazer e educação ambiental da cidade, reunindo nos seus

250.000 metros quadrados uma grande variedade de plantas e animais que podem ser

vistos ao se circular por 3.000 metros de pista. Entre belos cenários são encontrados mais

de 702 animais, distribuídos em 54 espécies de aves (179 animais), 40 espécies de

mamíferos (150 animais) e 26 espécies de répteis (373 animais). O Zôo também é

especializado como centro de estudos e exposição de animais da fauna brasileira, uma

vez que das 120 espécies atualmente alojadas lá, 76% pertencem à fauna do Brasil.

          Além de desenvolver pesquisas de manejo e reprodução das diferentes

espécies e realizar trabalhos de paisagismo e enriquecimento da área botânica, o Parque

Zoobotânico atua na preservação e conservação de animais, haja visto que 36% das

espécies encontradas em suas instalações estão ameaçadas de extinção no seu ambiente

natural. Outro aspecto é a promoção de ações de educação ambiental, o intuito é

estimular a sociedade para a proteção das plantas e dos animais a partir de palestras,

jogos educativos, visitas acompanhadas de orientação e informações sobre a

problemática ambiental e programas de atendimento ao público como o “Zôo vai a

Escola”, o “Aprendendo no Zôo” e o “Zôo Especial”, este último dedicado a portadores

de deficiência. Desta forma, o Jardim Zoológico cumpre determinadas funções, que são:
manter e conservar a fauna e a flora, e abrir espaço para atividades recreativas,

educativas e de interação homem/natureza.

           O desconhecimento ou desinteresse do adolescente soteropolitano de classe

economicamente mais alta para com este espaço é o que motiva a realização deste projeto

no contexto acadêmico da comunicação social. Apesar de o Zoológico possuir um site

oficial4, situado na página da Secretaria de Agricultura do Estado, se trata de um material

destinado a um público generalizado, um site informativo e não publicitário, com uma

grande carga de informações escritas, uma arquitetura muito ampla e poucas informações

visuais sobre os animais, enfim um site que por suas características, inclusive gráficas,

não visa atrair e/ou atingir o público adolescente5. O web site Zootour foi criado e

totalmente direcionado para este público e busca através de um formato comunicacional

multimidiático e interativo, de uma visão publicitária, de um substancial uso da

fotografia como elemento atrator e de uma linguagem gráfica e textual também atrativas,

chamar a atenção deste público para o Zoológico da cidade de Salvador. Um público que,

segundo dados da terceira pesquisa Cadê?/Ibope, está fortemente presente na Internet,

qualificando-a de forma clara como veículo de comunicação e divulgação capaz de

atender aos nossos objetivos. Segundo esta pesquisa, realizada no final de 1998, a grande

concentração de usuários da rede é de pessoas que vão dos 15 aos 24 anos de idade6. Esse

dado nos demonstra claramente que o nosso público alvo é potencialmente muito amplo,



4
  O site oficial do Zoológico de Salvador se encontra no endereço
<http://www.seagri.ba.gov.br/zoo>
5
  Quanto a concordância da instituição no que se refere a estes aspectos e o interesse da mesma na
produção de um site destinado ao público alvo deste trabalho, ver entrevista com a coordenadora técnica do
Zoológico no Anexo II deste projeto.
6
  Sobre mais dados relevantes obtidos na pesquisa e mais informações quanto as características do público
que pretendemos atingir, ver o tópico Público Alvo no Projeto Editorial, Anexo I deste trabalho.
pois se situa numa faixa etária que é parte integrante dessa maioria. Além disso, mais de

metade (51%) dos internautas tem renda familiar superior a 20 salários mínimos, ou seja,

na sua grande maioria, são pertencentes à classes sociais melhores situadas

economicamente, e é exatamente aí que se encontram os adolescentes que procuramos

atingir.

           Tendo em vista todos estes aspectos, este projeto se propõe mostrar e

informar este público sobre o Zoológico e sua atuação, evidenciar as particularidades e

beleza de espécies animais encontradas lá, e desta forma criar mais interesse por um

espaço público com qualidades educativo/ambientais que pode e deve ser mais

conhecido, visitado e aproveitado por essa parcela da nossa comunidade.
                                 Capítulo 1 - O Meio


           Por utilizar a linguagem multimidiática um web site se qualifica pela

possibilidade de imbricação e utilização de vários meios de comunicação. Por isso, ao

tratarmos aqui “do meio” não iremos adentrar apenas nas especificidades e características

da Web, mas também procuraremos tratar de uma mídia presente e muito importante na

constituição e produção do nosso projeto: a fotografia. Dessa forma, num primeiro

momento destacaremos os aspectos da mídia fotografia e em seguida trataremos de

questões relativas à Internet.

           De imediato, notamos que pensar em fotografia hoje é percebê-la presente em

todos os modernos processos de comunicação (revistas, livros, cinema, web sites, etc). A

simples constatação dessa abrangência e conseqüente intimidade com o público, dá pistas

das suas qualidades como linguagem e servem como ponto de partida na justificativa de

sua escolha como gênero técnico importante para a constituição e construção desse

projeto.

           Valorizada e cada vez mais executada a fotografia tem avançado como um dos

meios de comunicação mais eficazes do conhecimento humano, desempenhando um

papel de importância na nossa vida cotidiana. De uma forma ou de outra, a maioria das

atividades humanas a empregam: desde a ciência, passando pela medicina e indo até a

indústria. Ela é, ainda, peça essencial na constituição dos mass media, seja como parte

intrínseca (revistas, jornais, outdoors, web sites, etc), seja porque fez parte de sua origem

(cinema). O homem de hoje, alfabetizado ou não, é bombardeado diariamente por uma

grande quantidade de informação advinda das imagens. É cada vez mais atraído por estas
imagens, e cada vez mais íntimo e fluente nesse tipo de comunicação visual. A fotografia

faz parte de nossa vida cotidiana. Ela e toda sorte de produtos midiáticos dela decorrentes

ou que dela se utilizam são, hoje, uma das principais fonte de informação da nossa

sociedade, atingindo amplamente vários extratos sociais, “mesmo as pessoas com

instrução, confessam ler menos porque são cada vez mais solicitados pela imagem”

(Freund, 1974: 200).

          Entretanto, é interessante notar que a fotografia tem certas particularidades em

relação às imagens de mídias como cinema, tv e vídeo. “As fotografias podem ser mais

facilmente memorizadas do que as imagens em movimento, pois não são um fluxo, mas

frações precisas de tempo” (Sontag, 1986: 26). O cinema e, principalmente, a tv e o vídeo

são uma corrente de imagens indiscriminadas, em que cada uma anula a precedente. “A

fotografia, pelo contrário, é um momento privilegiado”(Sontag, 1986: 26) que – seja no

caso de fotografias particulares ou mesmo estando em determinados meios como

revistas, jornais ou Web Sites – pode ser conservado, guardado, transportado, copiado

e/ou olhado repetidamente.

          Já notamos, até este ponto, portanto, algumas qualidades da linguagem

fotográfica, como a sua abrangência, fluência e intimidade com o público e a

singularidade do momento captado. Estes adjetivos fazem parte do todo que qualifica e

justifica a fotografia como mídia importante na constituição desse projeto, mas o que

queremos agora relevar são outros dois aspectos decisivos. O primeiro é a importância de

se perceber a linguagem fotográfica como eminentemente sensorial e sensitiva, e por isso

mesmo atrativa, e o segundo é a carga de credibilidade e conseqüente poder de persuasão

que ela possui.
           Com relação ao primeiro aspecto, nota-se que, embora exista uma certa

racionalização no seu processo de construção, leitura e absorção a imagem é fácil de

compreender e acessível à todas as pessoas. Isso acontece principalmente pelo papel que

a visão desempenha no nosso processo de aquisição de conhecimento. Como disse

Aristóteles, “a visão é, de todos os nossos sentidos, aquele que nos faz descobrir mais

diferenças... É ela que imprime mais fortemente na imaginação e na memória as coisas

percebidas, permitindo evocá-las com maior fidelidade e facilidade” (Apud Chaui, 1988:

38). As fotografias podem instigar o desejo do modo mais direto e utilitário, pois sua

especificidade consiste no fato de que ela se dirige à emotividade, ou seja, não deixa

tempo para reflexões ou raciocínio como ocorre com a conversação e a leitura. “Mais do

que o discurso escrito, a fotografia é rápida ao induzir o leitor a uma associação de idéias

ou de sentimentos” (Guran, 1992: 10). É por isso, por dirigir-se à sensibilidade e por

comunicar de forma instantânea que a fotografia é dotada de uma grande força de

atração.

           Outro aspecto também importante, o qual já foi citado acima, é a sua carga de

credibilidade. “Para centenas de bilhões de amadores uma imagem fotográfica é uma

prova irrefutável” (Freund, 1974: 201). Estas pessoas não se dão conta dos meios pelos

quais se pode fazer alterações, mudanças e recortes nos processos de produção e

manipulação de uma fotografia. É nisso que se baseia a carga de credibilidade e

conseqüente poder de persuasão que ela possui. Segundo Giséle Freund “é sobre esta

credibilidade da imagem, experimentada por quase toda a gente, uma vez que quase toda

a gente é amadora, que se assenta o seu enorme poder e a sua utilização em massa na

publicidade” (Freund, 1974: 201). Esta força de persuasão, e a instantaneidade e atração
já mencionadas, são qualidades que este projeto procura explorar ao utilizar a linguagem

fotográfica como mídia importante na constituição do nosso web site e na busca pelos

resultados desejados.

          Tendo em vista, portanto, até aqui, os aspectos que caracterizam a mídia

fotografia, podemos nos deter a partir de agora naqueles referentes à Internet e suas

particularidades como meio multimidiático e interativo.

          O desenvolvimento tecnológico, nos últimos anos, vem se dando de forma

muito veloz, sendo os sistemas de comunicação aqueles que mais têm vivido esta

alucinação. “Novas maneiras de pensar e conviver estão sendo elaboradas no mundo das

telecomunicações e da informática” (Lévy, 1993: 7). Vivemos um processo de

informatização da sociedade, fortemente articulado com todos os sistemas midiáticos de

comunicação, os computadores, a Internet e, de forma geral, a multimídia passou a fazer

parte do cotidiano das pessoas e instituições. A World Wide Web com sua forte

característica multimidiática tornou-se um importante elemento de comunicação. “A

multimídia, ou comunicação interativa, é o novo meio que podemos utilizar graças ao

vertiginoso desenvolvimento dos sistemas de computação pessoal. Uma linguagem

diferente para divertir, educar, motivar, emocionar, informar, orientar, enfim,

comunicar.” (Bairon, 1995: 11). Segundo Jill H. Ellsworth “a ascensão da multimídia

refletiu-se no aumento do interesse e das atividades comerciais na Internet. Isso levou a

Web a se tornar a mais popular ferramenta da Internet para marketing” (Ellsworth, 1997:

275).

          Diferentemente da televisão e do rádio, os produtos multimídia, mais

especificamente a Web, convidam o usuário a participar. “A televisão, o rádio, as mídias
impressas, etc, são massivas, porém não interativas. A comunicação telemática é massiva

e interativa.” (Palacios, 1998). Esta característica interativa dos produtos multimídia

possibilita que o manuseio de informações se dê de forma natural, não linear. Como o

usuário “navega”, ou seja, interage em busca de informações, o conteúdo é descoberto

em vez de dado e esse é um importante fator para a manutenção do interesse e

identificação para com a mensagem transmitida. Essa interatividade oferecida pelos

meios multimidiáticos capacita-os como ferramentas capazes de proporcionar ações de

marketing ou divulgação muito bem sucedidas. “A Internet é um ambiente perfeito para

os negócios, tanto para os usuários em geral como paras as empresas ou instituições”

(Ellsworth, 1997: 01).

          Outra característica importante dos novos meios digitais, que diz respeito a sua

capacidade de comunicação, é a evolução que se conseguiu em termos de interface. Até

pouco tempo atrás, tinha-se que aprender os diversos sistemas da Internet para se usufruir

plenamente de seus recursos. Atualmente, contudo, em virtude do crescimento da World

Wide Web na Internet, os programas são criados para funcionar como uma interface

entre você e a rede. “As interfaces gráficas dos computadores são intermediadoras entre o

usuário e a máquina, criando um contexto para a ação”. Na verdade, “é a interface que

possibilita a interatividade, sendo esta o espaço onde essa pode realizar-se” (Lemos,

1997). Graças a evolução das interfaces gráficas, a partir das inúmeras possibilidades

oferecidas pela técnica, a Web, e os multimídia em geral, tem hoje um grande poder de

apresentação de conteúdo de forma intuitiva e prazerosa. “As Páginas Web representam a

maneira mais versátil de oferecer informações” (Ellsworth, 1997: 59). Uma boa interface,

que se utilize de metáforas, tenha um bom design, e permita uma fácil navegação tem o
poder de seduzir o usuário, transformando o produto multimidiático que dela faz uso em

um potente artefato de comunicação e divulgação. Segundo Ellsworth “a melhor jogada

publicitária na Internet é tornar sua página atraente aos usuários” (Ellsworth, 1997: 259).

          Essa característica de atratividade, gerada pela interface gráfica, conjuntamente

com o caráter multimidiático e interativo, que já foram vistos, deixam claro que “a

Internet tem um grande poder mercadológico, que pode ser utilizado para distribuir

informações positivas sobre uma empresa ou instituição” (Ellsworth, 1997: 259). Com

isso, fica também evidenciada a importância e pertinência de sua escolha como meio de

comunicação capaz de atender aos objetivos propostos por este projeto.
                      Capítulo 2 – Os Procedimentos


           A utilização da tecnologia multimidiática como forma de expressão e

comunicação e da produção fotográfica como ferramenta constitutiva deste processo é a

característica fundamental deste projeto. É por isso que, dentro de um contexto

acadêmico comunicacional, se faz importante e interessante a descrição, tanto do

processo de produção do Site como um todo, quanto do material fotográfico mais

especificamente. Esta descrição vai mostrar toda a gama de decisões e atitudes tomadas,

que envolvem a produção e constituem o resultado expressivo/ comunicacional

alcançado.

           No presente capítulo trataremos primeiramente dos processos que envolvem o

web site e em seguida abordaremos os aspectos referentes à produção fotográfica.



2.1 - Projetando o Web Site

           Inicialmente, devemos salientar, dois aspectos: o primeiro diz respeito à

metodologia utilizada para a produção do site e o segundo à coletividade que envolve

este processo produtivo. Com relação ao aspecto metodológico, todos os procedimentos

foram pautados e baseados no método DADI (Definition, Architecture, Design,

Implementation) descrita e comentada no texto “Projetando um site em etapas” de

Michel Lent Schwartzman7. Foi também este texto e as etapas nele descritas que

balizaram a construção do Projeto Editorial, que se constitui como ponto de partida da


7
 O texto pode ser acessado no endereço
<http://www.uol.com.br/publish/publish/37/webdesign/dadi_37.htm>
realização do projeto e envolve dados informativos e definições que antecedem qualquer

procedimento técnico. Além disso, o método DADI deixou claro o caráter coletivo de

todo o processo. As atividades que estão descritas desde a definição até a implementação

são muitas e variadas, por isto, Schwartzman, deixa claro a característica coletiva que

envolve o trabalho. Foi, portanto, tendo este aspecto em mente, que se percebeu, desde o

início, a necessidade de terceirização das atividades de design e implementação, e a

possibilidade de ter também uma terceira pessoa participando da produção dos textos do

site8.

           Pois bem, esclarecidos estes pontos, devemos dizer que a maior parte dos

assuntos que serão aqui abordados, principalmente os que dizem respeito aos tópicos

definição de público e objetivos e definição de arquitetura, estão presentes no Projeto

Editorial, no entanto, lá são apresentados discursivamente e aqui receberão um

tratamento de descrição do seu processo de construção, de como se chegou a estas

definições.



           Definição de Público e Objetivos

           Para se definir estes dois aspectos foi necessária a coleta da maior quantidade

possível de informações sobre o Zoológico, sua estrutura e atuação. Segundo

Schwartzman, “nessa etapa se recolhe e se analisa as informações sobre o projeto, se

identifica os objetivos e se encontra soluções que se enquadrem dentro do budget e do

prazo” (Schwartzman, 1998). Portanto, a análise de informações recolhidas a partir de


8
 Os créditos referentes às atividades que envolveram a produção do site se encontram no Anexo V deste
projeto.
textos sobre a instituição, da observação das instalações, da área e dos animais que

habitam o local e do contato com profissionais da direção do Zoológico9, permitiu

delimitar o público de forma clara e definir os objetivos do trabalho de forma pertinente e

em acordo com o tempo e orçamento disponíveis.

            As informações adquiridas mostraram um lugar com características físicas e

estruturais que o qualificam como local de lazer e educação, evidenciaram um

subaproveitamento deste espaço por um determinado público, os adolescentes de classe

média e alta da cidade, e apontaram o interesse da instituição em atrair essas pessoas.

Deste modo, delimitou-se esse público como alvo do trabalho, procurou-se definir o seu

perfil, sua percentagem de presença e características como usuário da Internet e tomou-se

como objetivo geral atraí-lo para a visitação, despertando-o para a valorização e

aproveitamento do espaço do Zoológico de Salvador10.



            Definição da Arquitetura

            Nesta etapa já se sabia qual o público e objetivos do trabalho e a partir deles é

que se estabeleceu quais informações deveriam ser oferecidas e quais mídias seriam

utilizadas, fazendo-se uma opção pelo uso substancial da fotografia, por perceber-se a

informação visual como forte elemento de atração. Também criou-se e estruturou-se as

páginas que comporiam o Site a partir da definição de “como as informações deveriam



9
   Foram ouvidos e questionados profissionais que atuam em várias áreas do Zoológico. Foram eles: Drª
Fátima Albinati; coordenadora técnica; Carla Circenes, bióloga responsável pelos programas de
atendimento ao público; Anderson Abbehusen, biólogo coordenador de estágio e de educação ambiental e
responsável pelo setor de aves; Moacir Tinoco, biólogo chefe da seção de nutrição animal e do setor de
répteis; e Francisco Pedro biólogo responsável pelo setor de taxidermia e pelas aves livres do Zôo.
10
   Sobre as características e perfil deste público e sobre os objetivos do trabalho ver o Projeto Editorial no
Anexo I desta memória.
estar agrupadas e quais seriam os grupos principais” (Schwartzman, 1998). Após estas

definições, então, construiu-se a estrutura do fluxo desta informação (o flowchart),

levando-se em conta para isso, além do público e dos objetivos, a necessidade de oferecer

uma navegação fácil e ágil ao internauta. A observação de outros sites de Zoológicos 11

também foi importante para se ter um panorama sobre a forma como eles faziam esta

arquitetura e distribuição da informação.



          Preparação e Produção de Material

          No DADI, Michel L. Schwartzman fala, na etapa definição, do “recolhimento e

análise do material - textos, fotos, áudio, etc.” e de um futuro “trabalho complementar de

preparação deste material” (Schwartzman, 1998). O que vamos tratar, neste tópico,

portanto, é disto que ele chama de uma futura “preparação do conteúdo”. Com relação ao

trabalho específico de preparação/criação dos textos, ele indica, mais adiante, sua

realização na etapa design, mas com relação a um trabalho de produção fotográfica, por

exemplo, o autor acaba por não fazer nenhuma menção, não designando quando ou após

que etapa deveria acontecer. A prática produtiva, entretanto, nos evidenciou claramente

dois aspectos. Primeiro, que estes dois trabalhos fazem parte de um mesmo processo, que

é a preparação e produção de material, e este processo como um todo só poderia ser feito,

realmente, numa etapa posterior à definição da arquitetura, pois esta arquitetura é que

indicaria o que seria preciso em termos de texto, fotos, etc. O segundo aspecto é que este

trabalho não esta vinculado de forma específica à etapa design, na verdade, pode ser feito



11
  Dentre os sites visitados três são analisados no quarto capítulo desta memória. São os sites dos
Zoológicos de São Paulo, Cachoeira do Sul e Cincinaty (EUA).
paralelamente e até iniciado anteriormente ao design do site, pois o que realmente lhe é

imprescindível, como já foi dito acima, são as diretrizes dadas pela arquitetura da

informação e as definições de público e objetivos realizadas antes dela.

            Dessa forma, os textos, tomando-os como primeiro caso, foram produzidos12

conhecendo-se toda a estrutura de páginas do site, que informações eram necessárias em

cada uma delas, o tamanho que os textos deveriam ter, a que público eram dirigidos e que

objetivos procuravam realizar, tudo isto já definido e proposto pelo Projeto Editorial.

Como já evidenciamos foi importante o acesso a uma grande quantidade de textos

informativos e dados generalizados conseguidos e recolhidos anteriormente junto ao Zôo.

            No caso da produção fotográfica não foi diferente. Apesar de já produzidas

uma certa quantidade de fotografias sobre os animais13, se mostrou necessário, a partir da

arquitetura do site, a produção de uma maior quantidade de fotos dos animais e também

de fotografias sobre outros assuntos14.

            Além destes materiais, que foram produzidos, foi necessária a captação de

áudio, no formato de arquivos WAV, e também o recolhimento e preparação das marcas

dos sites que comporiam a página de links. Sendo todo este material conseguido na

Internet.



            Design

            Segundo Schwartzman nessa etapa “é onde se desenvolve a criatividade que dá


12
   A produção dos textos contou com a colaboração de uma profissional do jornalismo, que produziu parte
deles. Sobre os créditos ver Anexo V deste projeto.
13
   Uma parte das pautas fotográficas referentes aos animais foram produzidas no semestre anterior
(1998.2).
14
   As pautas referentes a estas fotografias, que foram adicionadas às já produzidas anteriormente, se
encontram no Anexo III deste projeto.
vida e destaque para o projeto e onde as metáforas visuais apoiam e melhoram a

arquitetura da informação” (Schwartzman, 1998). Aqui, é necessária uma “adequação da

linguagem visual com o conceito do site numa tentativa de se obter uma síntese

qualitativa, uma identidade visual coerente” (Prado, 1998). Por isso, nessa parte do

trabalho foi importante conversas e troca de idéias com o designer sobre as características

gráficas que o site iria possuir. Além de ter acesso ao Projeto Editorial e ao flowchart

que lhe dão as diretrizes para o trabalho, o designer precisava tirar possíveis dúvidas

sobre este material que lhe foi passado e debater idéias sobre a parte visual do site15.

Nestas conversas foram discutidos aspectos como: que paleta de cores poderia se utilizar,

de que forma seria a divisão do mapa que comporia o tour, qual deveria ser o tamanho

final das fotografias, se deveria-se usar frames, se a rolagem das páginas poderia ser

horizontal, enfim, uma troca e debate de idéias e informações importante para que o site

ganhasse forma. Esse processo acompanhou toda parte de construção gráfica do site. A

partir do que era construído o material era visto e discutido, quando sentia-se

necessidade, então, novas idéias complementares eram adicionadas ou modificações

eram feitas, até que se chegasse ao melhor resultado.

           Os programas utilizados pelo designer no trabalho de construção do site foram

o AdobePhotoshop 5.0 e o ACDSee 32.



           Implementação

           Nesta etapa “o projeto se torna real, à medida que se sintetiza e se converte a



15
  Dentro do Projeto Editorial o tópico Projeto Gráfico trata especificamente das características visuais
gerais que o site deve possuir.
informação desenvolvida nas fases anteriores” (Schwartzman, 1998), ou seja, aqui se

criou a estrutura de navegação em HTML e se transformou o material gráfico e textual

produzido também em linguagem HTML. Para este trabalho foi utilizado o Microsoft

Front Page 98, que na verdade não é apenas um programa, mas um conjunto de

programas que ajuda a criar e administrar sites Web. Após esta conversão foi necessário

se fazer um “teste preliminar para avaliar a eficiência da interface”. Foram feitos alguns

ajustes e em seguida configurado o endereço URL do site.



          Divulgação e Atualização

          Estas duas atividades são etapas que envolvem um futuro desdobramento do

trabalho desenvolvido para este projeto. Este desdobramento pode acontecer a partir do

interesse da instituição, Zoológico de Salvador, em manter e arcar com os custos de

manutenção do web site. Por isso, neste tópico é feita apenas uma indicação dos rumos e

procedimentos a serem tomados para uma boa consecução destas atividades.

          Para a divulgação do site e seu endereço junto ao público que procura-se

atingir devem ser feitos três procedimentos. O primeiro é fazer um registro do endereço

de Zootour junto a sites de procura. Em segundo lugar, contatar webmasters de sites de

escolas de 2º grau, faculdades e universidades de Salvador para a possível colocação de

um banner, com link para Zootour, nas HPs destas instituições. E por último, enviar

releases com informações sobre o site para revistas on-line, que podem divulgá-lo a partir

de notas ou comentários em seus sites, permitindo um link direto com Zootour.

          Com relação a periodicidade de atualização das informações disponibilizadas

no site, pode ser feito um trabalho mensal. Este espaço de tempo vai permitir a
verificação das informações e a possível substituição por dados atualizados, além de um

trabalho de verificação e manutenção também de aspectos referentes à interface e

funcionamento do site.




2.2 - Produzindo as Fotografias

           Antes de entrarmos nos procedimentos que envolveram o processo de

realização das pautas fotográficas, que vêm logo a seguir, é interessante serem

observados alguns aspectos que evidenciam particularidades sobre o trabalho específico

com a fotografia de animais. Por estarmos tratando, aqui, de um site sobre um Zoológico,

o tema animais constituiu a maior parte do material fotográfico produzido e mereceu uma

abordagem diferenciada daquela dispensada ao resto das pautas que compuseram o

trabalho16.



           2.2.1 - Fotografia Animal

           Um dos problemas enfrentados nesse tipo de fotografia é a alta

imprevisibilidade dos animais. Segundo Michael Bussele “a maioria deles é altamente

imprevisível e não pode ser dominada de imediato” (Bussele, 1979: 146). Por isso, via de

regra é preciso estar muito atento, pois algumas expressões ou posições são mantidas

apenas por breves instantes. “Evidentemente existem meios de aumentar as chances de

bater uma boa fotografia, e um deles consiste em ter um bom conhecimento do aspecto

físico, porte, movimentos e hábitos do animal” (Bussele, 1979: 146). Uma espécie que


16
   Nas fotos dos animais se procurou uma abordagem mais estética, enquanto os outros assuntos foram
tratados de forma mais jornalística. Essa divisão das pautas em dois grupos é descrita mais adiante no
subtópico Realização das Pautas.
possui focinho ou bico comprido, por exemplo, vai apresentar seu ângulo mais favorável

quando fotografado de perfil ou de “três quartos”17. A pelagem é outro aspecto que

também é interessante observar, pêlos escuros absorvem uma grande quantidade de luz e

nesses casos será preciso abrir um ou dois pontos de diafragma mais que o normal. Além

disso, é preciso atenção em relação ao fundo, pois o contraste, ou em outros casos a

camuflagem, são elementos importantes.

           Existem, entretanto, certas especificidades no que diz respeito à fotografia de

animais cativos em relação àqueles que estão em seu habitat natural. “Muitos dos

problemas enfrentados quando se fotografam animais em cativeiro, mais especificamente

num zoológico, assemelham-se mais aos apresentados pelos animais domésticos do que

aos característicos das suas próprias espécies em liberdade”(Bussele, 1979: 144). Ao

contrário dos animais livres, eles são fáceis de serem localizados, não apresentam

nenhum perigo ao fotógrafo, e em geral são exemplares saudáveis de sua espécie. Outro

fator é que os limites do território de um animal cativo equivalem aos muros de proteção

de seu cercado. Como só o tratador entra nesse espaço e seu ocupante não tem

necessidade de defendê-lo, os animais dos zoológicos também mostram-se mais

descontraídos se comparados aos que vivem em liberdade, quando o fotógrafo se

encontra à uma mesma distância. No entanto, apesar destes aspectos positivos, na maioria

das vezes estes animais estão envoltos num ambiente pouco natural que impõe certas

dificuldades. Por isso, segundo Bussele, “de certo modo, é mais fácil fotografar animais a

solta do que em cativeiro, pois nesse caso não existem grades ou edifícios capazes de



17
  O termo “três quartos” se refere a uma angulação que fique entre o perfil e a posição frontal. É o que se
poderia chamar de meio-perfil.
desviar a atenção” (Bussele, 1979: 147).

           Como os bichos não diferem apenas em tamanho - seu comportamento e

ambiente variam do mesmo modo - o fotógrafo obterá fotos mais interessantes se

observar a rotina do animal e o recinto em que ele vive, pois assim terá condições de

saber quais devem ser suas expectativas em diversos momentos do dia, qual o melhor

horário para obter uma iluminação adequada no local e qual o ponto de vista capaz de

oferecer a melhor composição ou de acentuar seu traço mais característico. Contudo,

apesar da possibilidade de captação destas informações e de observação de todos estes

aspectos específicos que viabilizam um preparo anterior, “o segredo de todas as

fotografias de animais encontra-se na paciência para esperar por um momento ou uma

composição interessante e na disposição para expor uma boa quantidade de filme, pois,

afinal, não se conta com qualquer controle sobre esses modelos ou sobre as

possibilidades estéticas do recinto em que vivem” (Bussele, 1979: 144).



           2.2.2 - Realização das Pautas

           Como já foi citado no tópico Preparação e Produção de Material, que consta

do capítulo Processo Produtivo, uma boa quantidade de fotografias sobre os animais foi

produzida anteriormente, no semestre 1998.2. A construção do site, no entanto, mostrou a

necessidade de se produzir mais fotografias. Estas novas fotos deveriam compor melhor

o número de animais a serem mostrados e também deveriam abordar aspectos da

estrutura e atuação do Zôo, como entrada, lanchonete, programas de atendimento, etc18.




18
   A pauta referente a estas fotografias, que foram acrescentadas as já produzidas anteriormente, se
encontra no Anexo III deste projeto.
Assim, as fotografias a serem produzidas, foram divididas em dois grupos de assunto e

duas formas de abordagem. O primeiro grupo, composto pelas fotos dos animais, assim

como as produzidas anteriormente, deveriam possuir um caráter mais estético. O segundo

grupo, composto pelas fotos da estrutura e atuação da instituição, deveria ser produzido

optando-se por uma abordagem mais jornalística.

           Para as pautas produzidas no semestre anterior (98.2) foram feitas oito visitas

ao zoológico e para as complementares mais sete visitas. No total, juntando-se as duas

etapas, foram realizadas, portanto, quinze visitas, sete no período da manhã e oito à tarde.

Procurou-se variar entre estes dois períodos do dia a fim de se conseguir incidência e

direção de luz diferenciadas, de acordo com a localização do que iria se fotografar. Os

horários das visitas variaram entre 8h30min e 10h no caso do período matutino19, e entre

16h e 17h30min no vespertino20, evitando-se assim uma luz muito dura que é própria dos

horários do meio do dia. Quatorze filmes de 36 e um de 12 exposições foram usados,

perfazendo um total de cerca de 516 fotografias.

           Deixados claros todos estes aspectos, podemos adentrar nos tópicos                      que

informam e evidenciam sobre as técnicas e procedimentos utilizados na produção das

fotos.



           Filme

           A possibilidade de exploração da grande quantidade de contrastes de cores e

tonalidades encontradas no zoológico nos fez decidir pela utilização de filmes coloridos.


19
   Como se tratava de um trabalho do interesse da instituição a administração permitia o acesso antes da
abertura para a visitação pública, que só acontece às 9h30min.
20
   No caso específico das fotografias dos programas de atendimento nem sempre foi possível manter estes
horários ideais, pois tinha-se que se submeter ao horário habitual dessas atividades.
Por se tratar de um ambiente aberto, onde iria-se utilizar luz natural, optamos, para uma

primeira visita, por um filme de ISO 100, menos sensível a luz, permitindo trabalhar em

dias de céu aberto e com ampla luminosidade, além de possibilitar um alto contraste.

Segundo Luiz Claudio Marigo “quanto menor a sensibilidade (ISO), mais definição, mais

saturação de cores e menor granulação” (Marigo, AnexoII). Apesar desta indicação, vinda

de um profissional, e da obtenção de bons resultados na primeira visita, achou-se

interessante observar, especificamente    para   as   fotografias dos animais, como se

comportaria um filme mais sensível, que possui maior tamanho de grão. Decidiu-se

utilizar, então, numa segunda visita, um filme de ISO 400. Os resultados não foram os

esperados: primeiro a diferença no tamanho do grão, que era o efeito esperado, foi quase

imperceptível, um filme que permitisse um bom efeito seria sensível demais para se

trabalhar naquelas condições de luz; além disso, mesmo se utilizando velocidades altas

de obturador foi necessário fechar mais o diafragma, aumentando a profundidade de

campo (o que não era muito desejado como se irá explicar mais adiante). Portanto, após

esta tentativa, voltou-se aos filmes de ISO 100, que foram empregados até o fim do

processo para todos os assuntos, exceto nas fotos feitas sobre o programa de atendimento

“Aprendendo no Zôo”, na área de mata, onde precisou-se usar, devido a pouca luz

oferecida pelo ambiente, um filme mais sensível, de ISO 400.



         Lentes

         “A distância focal constitui, para o fotógrafo, o guia mais importante em

relação às características de uma objetiva”, pois “através de mudanças nessa distância

pode-se controlar a perspectiva” (Hedgecoe, 1980: 22). Por isso, foram escolhidas, para o
trabalho fotográfico, lentes de diferentes distâncias focais de acordo com o assunto a ser

abordado.

            Para as fotografias das instalações, área verde e programas de atendimento

foram utilizadas duas lentes, que tinham um uso alternado a depender da necessidade e

especificidade do caso, uma de 28mm e uma de 35~70mm. A escolha da grande angular

(28mm) e da objetiva normal (35~70mm) para estes assuntos deve-se ao fato das mesmas

possuírem uma distância focal menor o que possibilita perspectivas mais amplas e

permitiu, nesse caso, a inclusão nas fotografias da totalidade das cenas pretendidas.

            Já a opção por uma teleobjetiva “zoom” (80~200mm), para a fotografia dos

animais, foi tomada tendo em vista a busca por enquadramentos cada vez mais próximos

e particulares dos espécimes. Por possuir uma distância focal maior e permitir um

encurtamento de distância, a “zoom” atenuou os obstáculos de espaço oferecidos pelos

gradis de proteção do zoológico, possibilitando uma maior aproximação do animal, ou,

em outros casos, a execução da fotografia sem se chamar a atenção para a câmera. Além

disso, quanto maior a distância focal da objetiva menor a profundidade de campo em

relação a um número equivalente de abertura de diafragma numa objetiva de distância

focal menor. Como a profundidade de campo, da qual iremos falar no próximo tópico, foi

parte integrante no processo produtivo das fotografias dos animais, esta característica

citada também foi observada quando do credenciamento e escolha de uma lente

teleobjetiva para estas fotografias.



            Profundidade de Campo

            Ao se fotografar uma imagem, coloca-se o foco no que mais nos chama a
atenção, mas as vezes o que está ao fundo ou a frente pode atrapalhar a leitura da foto.

“Nesses casos você tem condições de isolar o modelo dos elementos que o cercam

diminuindo a profundidade de campo” (Hedgecoe, 1980: 24). Essa diminuição da

profundidade de campo é conseguida a partir de uma maior abertura do diafragma, pois

quanto maior a quantidade de luz que entra, mais desfocado fica o que está longe do

motivo principal. Pois bem, no zoológico a maioria dos animais está rodeada de vários

outros elementos que, no nosso caso, não concorriam para um melhor resultado; como

grades, telas, sombras de pessoas ou mesmo outros animais. Decidiu-se, então, em

muitos momentos, se utilizar a menor profundidade de campo possível, a fim de se evitar

ou atenuar a interferência de algum destes elementos, que poderiam ser prejudiciais a

obtenção dos resultados esperados. Como já foi evidenciado nos dois primeiros tópicos,

tanto o filme quanto a lente escolhida, concorreram para uma melhor utilização deste

recurso.



           Subexposição

           Os filmes coloridos registram qualquer desvio da exposição teoricamente

indicada para uma determinada fotografia. “Entretanto, não há motivo que nos impeça de

aproveitarmos essa desobediência às normas, com vistas à consecução de objetivos

pessoais” (Hedgecoe, 1980: 34). A subexposição moderada de um filme proporciona

maior densidade e saturação na fotografia, o resultado são cores mais vivas e

contrastadas. Como no zôo encontrou-se uma variedade de cores e tons abundantes, foi

com a intenção de se conseguir estes efeitos que, diante de algumas imagens

fotografadas, procurou-se subexpor o filme diminuindo em um ou dois pontos a
exposição daquela indicada pelo fotômetro da máquina. Deve-se salientar que esta

diminuição, dentro das possibilidades e das particularidades do caso, era feita a partir do

aumento da velocidade do obturador e não com a diminuição da abertura do diafragma, o

que afetaria a profundidade de campo desejada.



           Revelação e Cópia

           A revelação dos negativos foi feita de forma manual utilizando-se o processo

C-41. Este processo, criado pela Kodak, mesmo recebendo outros nomes nas outras

empresas (CN-16 na Fuji/AP70 na Agfa) não sofre mudanças, é utilizado para negativos

de qualquer marca, inclusive sendo indicado pelas mesmas no invólucro de seu

produto21. Apesar de a revelação automática, feita em máquina, se utilizar do mesmo

processo, ela só permite alguns ajustes ou correções para o filme como um todo. Desta

forma, optou-se pela revelação manual para que assim o laboratorista pudesse fazer

possíveis ajustes ou correções de cor ou brilho de acordo com cada fotografia específica.

           Numa primeira etapa foram feitas cópias por contato22 dos negativos. O contato

oferece melhores condições para a edição e armazenamento das fotografias. Após esta

edição, portanto, as fotos escolhidas foram novamente reveladas num tamanho ampliado,

para assim poderem ser digitalizadas. A ampliação foi feita para o formato de 12x18cm,

que possibilita uma boa definição e resolução do material digitalizado.



21
   Tanto nos filmes da Fuji quanto da Agfa, junto com o seu processo de revelação, no caso CN-16 e AP70
respectivamente, eles indicam o processo da Kodak, C-41. Na verdade estas empresas mudam o nome do
processo apenas para não configurarem ou admitirem uma cópia do processo da concorrente.
22
   Uma cópia por contato é aquela feita a partir do contato direto do negativo com o papel. Normalmente,
colocam-se as tiras de negativos sobre a folha de papel, dá-se um jato de luz do ampliador e revela-se a
seguir.
         Digitalização

         O processo de digitalização também é uma etapa importante, pois após todos

os cuidados tomados nas outras etapas, é preciso manter a qualidade do material

fotografado, nessa, que é a última parte do processo. Inicialmente, “é muito importante

garantir um certo padrão mínimo de qualidade dos originais... tendo um cuidado extremo

em não sujar, danificar ou riscar as fotos”. Outro cuidado diz respeito ao posicionamento

dos originais. Deve-se “colocar as fotos perfeitamente alinhadas no scanner, para evitar

que tenham de ser rotacionadas posteriormente. A rotação de imagens (exceto em

ângulos retos: 90º/180º/270º) causa, sempre, uma significativa perda de qualidade”

(Lopes, 1999). Pois bem, tomados estes cuidados, as fotos foram digitalizadas num

scanner de mesa a uma resolução de 150dpi. A relação desta resolução de scanner com o

tamanho da ampliação (12x18cm) a ser scaneada nos garantia uma boa resolução final

para o arquivo resultante da digitalização. Nesse processo os arquivos foram gravados no

formato JPEG, que, “por ter sido criado por fotógrafos, foi projetado para compactação

de imagens coloridas ou em escala de cinza de cenas naturais, do mundo real” (Rose,

1998: 323). Por isso é o formato que melhor funciona na compactação de fotografias.
                                Capítulo 3 – O Produto


              Neste capítulo será feita uma abordagem e análise da constituição estrutural e

visual do site Zootour, produto deste projeto, e também um trabalho analítico sobre

outros sites de zoológicos. A inclusão destes dois tópicos, e portanto deste capítulo, nesta

memória se faz necessária por dois motivos. Primeiro para se descrever e detalhar as

características do produto deste trabalho. Segundo para que essas características possam

ser comparadas e contrastadas com as de outros produtos que abordam o mesmo tema.



3.1 - Zootour

              O web site Zootour foi produzido, como já foi dito anteriormente, tendo-se em

mente o público que se pretende atingir e quais objetivos se procura alcançar. Isso se

reflete em toda a sua estrutura de navegação e design gráfico. O que se pretende, neste

tópico, é detalhar estes aspectos que evidenciam suas características de composição

estética e funcional, numa análise baseada no texto “Sites na Web: considerações sobre o

design gráfico e a estrutura de navegação”, de Gilbertto Prado23.

              Iniciemos, portanto, tratando das características estruturais do site. Segundo

Prado “a topologia do site deve ser elaborada de forma coerente com a intenção da

mensagem a ser produzida e com a necessidade de atender aos diferentes usuários”

(Prado, 1998). Partindo deste pressuposto a estrutura de navegação de Zootour foi

montada de forma vertical, ou seja, os links oferecidos em cada página sempre dão


23
     O texto pode ser acessado no endereço <http://wawrwt.iar.unicamp.br/texto01.htm>
acesso a informações contidas numa outra página. Isso acontece por dois motivos:

primeiro, para que não se tenha um excesso de informação numa mesma página, o que a

tornaria cansativa; segundo, para que se possa ter uma maior segmentação da informação

e assim o usuário possa selecionar as páginas de seu interesse. Além disso, optou-se por

não se fazer uma estrutura verticalizada demais, muito profunda, que poderia fazer com

que o internauta se perdesse ou se cansasse. Pelo contrário a estrutura do site como pode-

se observar no flowchart24 é bastante rasa e fácil de ser navegada.

              Outros dois aspectos importantes referentes à navegação são o tempo de acesso

e a distribuição dos links e menus. Apesar de um uso substancial da fotografia na maioria

das páginas do site, estas são carregadas com uma relativa rapidez. Isso se deve ao uso

das imagens num tamanho não muito ampliado de 330x250 pixels. Com relação a

distribuição dos links e menus foi colocado o menu ilustrado, com as seções principais,

em todas as páginas permitindo assim um fácil acesso a qualquer outra página a que se

queira dirigir. Outro aspecto importante foi o uso de um mapa ilustrado para a realização

do tour (a navegação nas páginas sobre os animais), esta interface facilita e torna a

navegação mais prazerosa e atrativa.

              Apresentados estes aspectos referentes à estrutura de navegação e

navegabilidade do Site, podemos tratar agora da sua composição visual. Para Gilbertto

Prado “o design gráfico de páginas web deve ser um trabalho sensível e consciente de

articulação e arranjo entre os elementos plásticos” (Prado, 1999). Tendo isto em mente,

primeiro deve-se salientar que a paleta de cores empregada e o tratamento gráfico geral

dados às páginas foram feitos garantindo a preservação da identidade visual do site,


24
     O “flowchart” consta do Projeto Editorial, Anexo I desta memória.
fazendo-o ser visto graficamente como um todo. O design foi produzido para uma melhor

visualização em telas configuradas para uma resolução de 800x600 pixels, é com essa

resolução de tela que se pode visualizar melhor os frames utilizados na estrutura das

páginas. A possibilidade de utilização desta resolução foi prevista desde as definições do

Projeto Editorial, pois o perfil de público habituado às novas tecnologias representado

pelos adolescentes que se pretende atingir prevê a sua total capacidade para mudar a

configuração de tela quando isso se mostra necessário. Outro aspecto referente à

composição estética do site é que a construção das páginas foi feita horizontalmente, ou

seja, as barras de rolagem utilizadas para se percorrer cada página são de sentido lateral,

da esquerda para a direita. Isso foi feito procurando-se dar a essa navegação uma maior

aproximação à idéia de passeio, inclusive com o uso de patinhas de animais nos frames

das páginas. Procurou-se também fazer uma utilização de cores quentes, mais vibrantes e

“vivas”, que são as mais atrativas e adequadas quando se pretende atingir um público

adolescente. O uso de fotografias, frames e mapa ilustrados, e de uma tipologia25 leve e

descontraída nos títulos das páginas também concorrem para que o site tenha uma

linguagem gráfica direcionada a este público. Além disso, foram produzidos textos não

muito longos, com informações pertinentes e uma linguagem direcionada a este público

alvo, de forma a manter o interesse do internauta. Também foi observada a manutenção

de um bom contraste entre o fundo e a fonte que compõe estes textos, o que permite uma

fácil leitura e apreensão das informações aí disponibilizadas.

               Todas estas características aqui apresentadas, demonstram que Zootour

observou “um fator primordial” que é “estabelecer um perfil conceitual que seja capaz de


25
     A família de letras utilizada nos títulos e subtítulos do site tem o nome de Funky.
representar com clareza a mensagem global a ser associada ao conteúdo do site” (Prado,

1998). As soluções obtidas, tanto na construção da topologia e estruturação dos percursos

de exploração, quanto na composição estética e tratamento gráfico do site, evidenciam o

desenvolvimento de um projeto coerente e eficaz, capaz de permitir um acesso adequado

às informações nele contidas e de oferecer uma configuração estética comunicativa,

atraente e direcionada.



3.2 - Análise de Sites de Zoológicos

          A busca por sites relacionados ao tema Zôo, mais especificamente por sites de

zoológicos, foi etapa importante no processo produtivo. Além destes sites oferecerem um

panorama geral de como o assunto vem sendo abordado, alguns deles, a partir de uma

análise de sua composição estética e funcional, serviram como fonte de referência para a

execução do projeto. O trabalho analítico sobre estes sites, assim como o feito sobre

Zootour no tópico anterior, também foi baseado no texto “Sites na Web: considerações

sobre o design gráfico e a estrutura de navegação”, de Gilbertto Prado. Foram visitados

cerca de 20 sites de zoológicos nacionais e estrangeiros, sendo escolhidos 3 deles como

fonte de referência e análise. A escolha foi pautada nas qualidades de funcionalidade e

esteticidade apresentadas por estas páginas da web. Os sites escolhidos, portanto, se

destacaram dentro destes conceitos, e serão a partir deles aqui abordados.

          Os sites de busca utilizados foram Infoseek, Cadê e Voile. Os Sites que serão

analisados são:



- Site do Zoológico de São Paulo: http://www.zoológico.com.br/zoo.htm
- Site do Zoológico de Cachoeira do Sul: http:/www.ch.conex.com.br/zoo

- Site do Zoológico de Cincinaty (EUA): http://www.cincyzoo.org



         Zoológico de São Paulo

         Este é o Site oficial do Zoológico de São Paulo. Ele foi disponibilizado em

15/11/97 e a última atualização ocorreu em 31/03/99. De maneira geral apresenta boa

navegabilidade, boa solução gráfica e boa configuração estrutural. Sua estrutura

verticalizada é razoavelmente ampla, mas ele não chega a ser cansativo. Quanto à

navegação, apesar do uso de fotos no design gráfico de todas as páginas ele tem um

carregamento rápido em todas as seções o que é importante para que o internauta não

perca o interesse pelo site. A apresentação de um menu ilustrado que é permanente na

lateral esquerda de todas as páginas (exceto na página de animais que possui um outro

menu também ilustrado), juntamente com o menu simples encontrado no final de cada

página facilita a navegação do usuário. O site faz ainda um bom uso da linguagem

hipertextual, utilizando nos textos algumas palavras-link, que proporcionam ao internauta

interessado acessar uma página específica sobre o assunto a que a palavra se refere. Com

relação à parte gráfica, o site consegue ter qualidades estéticas com um design bem

produzido, uma boa utilização de fotografias nos títulos e no menu, e também mantendo

uma identidade visual em todas as páginas. Os textos em geral não são muito longos,

sendo complementados, como já citamos, por outros acessados a partir de palavras-link.

Além disso todos os textos oferecem um bom nível de contraste com o fundo, o que
proporciona uma fácil leitura.



          Zoológico Municipal de Cachoeira do Sul

          A página oficial do Zoológico Municipal de Cachoeira do Sul foi criada em

20/12/97 e está disponível em duas versões que podem ser acessadas a partir da sua home

page. As versões se diferenciam apenas pelo uso de línguas diferentes, uma em inglês e

outra em português, sendo todo o resto (estrutura e design) idênticos nas duas versões.

Como um todo é um site bem produzido mas apresenta pequenos problemas de estrutura,

navegabilidade e design. Com relação a sua configuração estrutural, por exemplo, o Site

se utiliza de uma estrutura mista, que é razoavelmente bem aproveitada, mas deixa a

desejar por não verticalizar um pouco mais a abordagem de determinados assuntos. No

aspecto navegabilidade ele apresenta seu principal problema, pois apesar de ter um

carregamento relativamente rápido de todas as páginas não oferece na maioria delas um

menu que permita o acesso direto à outras páginas do site. Desta forma o internauta

precisa sempre voltar à página principal quando quiser se dirigir à outra seção. No que

diz respeito à parte gráfica o site possui um design que lhe dá identidade fazendo sempre

uso dos mesmos elementos visuais e da mesma tipologia. Nessa área, no entanto, o

problema se apresenta quanto ao nível de legibilidade dos textos. Apesar de usar um

fundo branco com tipos em verde escuro, o que garantiria um bom nível de contraste, ele

não faz um boa diagramação dos textos deixando-os vazar para uma barra vertical lateral

(que funciona como elemento gráfico) que possui uma textura com cor muito parecida à

das letras do texto. Desta forma as letras ou palavras que estão sobre a barra lateral ficam
com legibilidade quase zero impedindo que o usuário possa se informar adequadamente.



          Zoológico de Cincinaty (EUA)

          O Site do Zoológico de Cincinaty tem a sua maior qualidade na direção de arte

do seu design gráfico, mas apresenta alguns pequenos problemas no que diz respeito a

sua parte estrutural e a sua navegabilidade. Com uma estrutura mista, o site tem falhas ao

exagerar na horizontalização ou em outros casos na demasiada verticalização da

abordagem de seus assuntos, podendo devido a esses excessos se tornar desinteressante

para o usuário. Com relação à navegabilidade ele oferece a facilidade de possuir o menu

principal ilustrado permanentemente na lateral esquerda de todas as páginas, mas em

contraposição apresenta uma relativa demora no carregamento das mesmas. Uma demora

que acontece basicamente pela utilização de gifs animados, ou seja, de movimentos nas

figuras que compõem a parte gráfica da cabeça das páginas. Esse problema aliado ao de

estrutura, já mencionado acima, podem tornar o site relativamente cansativo. Na parte

gráfica, no entanto, o site não apresenta problemas, pelo contrário, tem um design gráfico

com grandes qualidades estéticas e que lhe garante uma perfeita identidade visual, além

de textos bem diagramados e com total legibilidade.
                                   Conclusão


         A produção de Zootour, como etapa final do curso de comunicação, se mostrou

efetivamente como uma experiência de importante aprendizado, pois foi um trabalho de

forte imbricação entre teoria e prática. Além de se colocar em exercício conhecimentos

apreendidos durante os semestres antecedentes, se realizou também um intenso trabalho

de apreensão e execução de novos conhecimentos.

         A estruturação, construção e edição do web site, juntamente com os processos

de pesquisa, produção de material e busca de apoio mercadológico, que também

estiveram envolvidas neste trabalho, não significaram apenas o cumprimento de uma

obrigação acadêmica mas contribuíram, de forma efetiva, para um aprimoramento e

crescimento como profissional da área de comunicação.
                                  Bibliografia


BAIRON, Sérgio. Multimídia. São Paulo: Global Editora, 1995. (Coleção Contato
    Imediato)


BUSSELE, Michael. Tudo sobre fotografia. São Paulo: Pioneira Editora, 1979.


CHAUÍ, Marilena. “Janela da Alma, Espelho do Mundo” in O Olhar. Org. Adauto
    Novaes. São Paulo: Cia das Letras, 1988.


CRUMLISH, Christian. O Dicionário da Internet. Rio de Janeiro: Campus, 1997.


ELLSWORTH, Jill H. et ali. Marketing na Internet. São Paulo: Berkeley Brasil, 1997.


FREUND, Giséle. Fotografia e Sociedade. Lisboa: Comunicação e Linguagem, 1974.


“GLOSSÁRIO”. Sala de Aula. 1998. <http://www.facom.ufba.br/saladeaula/gloss.html>.
(13/07/99)


GURAN, Milton. Linguagem Fotográfica e Informação. Rio de Janeiro: Rio Fundo
    Editora, 1992.


HEDGECOE, John. Curso de Fotografia. São Paulo: Círculo do Livro, 1980.


IBOPE. 3ª Pesquisa Cadê?/Ibope.
    <http://www.ibope.com.br/digital/produtos/adpprc10.htm>


LEMOS, André. “Anjos Interativos e Retribalização do Mundo. Sobre Interatividade e
    Interações Digitais”. 1997.
    <http://www.facom.ufba.br/pesq/cyber/lemos/interac.html>. (10/05/99).
LÉVY, Pierre. As Tecnologias da Inteligência. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993.


LOPES, André Borges. “Obtenha o máximo de qualidade do seu scanner”. Publish
    72dpi, Junho 1999.
    <http://www.uol.com.br/publish/publish/42/processo/digit.htm>. (01/06/99).


PALACIOS, Marcos. “Modens, Muds, Bauds e FTPS: aspectos da comunicação no
    final do milênio”. 1998.
    <http://www.facom.ufba.br/pesq/cyber/palacios/modens.html>. (10/05/99).


PRADO, Gilbertto et ali. “Sites na Web: considerações sobre o design gráfico e a
    estrutura de navegação”.
    <http://wawrwt.iar.unicamp.br/texto01.htm>. (31/03/99).


REVISTA ÂNIMA. Memória Descritiva e Analítica de Projeto Experimental em
    Comunicação. Salvador: Facom-UFBA, 1º Semestre de 1998.


REVISTA INFORMAR. Memória Descritiva e Analítica de Projeto Experimental em
    Comunicação. Salvador: Facom-UFBA, 2º Semestre de 1998.


ROSE, Carla. Fotografia Digital. Tradução de Edson Fumankiewicz. Rio de Janeiro:
    Campos, 1998.


SCHWARTZMAN, Michel Lent. “Projetando um site em etapas”. Publish 72dpi.
    Julho/Agosto 1998.
    <http://www.uol.com.br/publish/publish/37/webdesign/dali_37.htm>. (16/03/99).


SONTAG, Susan. Ensaios sobre fotografia. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1986.
Anexo I - Projeto Editorial
                                            II




- Apresentação

         Construído na década de 50 e reformado a cerca de 2 anos o zoológico de

Salvador se apresenta como uma grande opção de lazer, interação com a natureza e

educação ambiental da cidade. Seu principal atrativo é a beleza, as peculiaridades e a

quantidade de espécies animais que possui, expostas em uma área ampla e fisicamente

exuberante. Num ambiente tranqüilo e seguro, e com comodidades como serviço de

lanchonete (que possui um local amplo e com vista para o parque), as pessoas podem

passear e entrar em contato com diversas espécies animais, num lazer, aprendizado e

interação pouco comuns no ambiente urbano de uma grande cidade.

         Cercado de verde, o Zôo reúne nos seus 250.000 metros quadrados uma grande

quantidade de plantas e cerca de 702 animais que podem ser vistos ao se circular por

3.000 metros de pista. São 54 espécies de aves (179 animais), 40 espécies de mamíferos

(150 animais) e 26 espécies de répteis (373 animais) que formam um plantel rico em

variedade de cores e formas. Além de centro de exposição de animais o Zôo também

desenvolve pesquisas de manejo e reprodução das diferentes espécies e realiza trabalhos

de paisagismo, enriquecimento da área botânica e preservação de animais. Outro aspecto

é a promoção de ações de educação ambiental a partir de palestras, jogos educativos,

visitas acompanhadas de orientação e informações, e a manutenção de programas de

atendimento ao público como o “Zôo vai a Escola”, o “Aprendendo no Zôo” e o “Zôo

Especial”, este último dedicado a deficientes.
                                                   III




- Objetivos



        O trabalho tem como objetivo geral atrair um determinado público a visitar,

valorizar e aproveitar o Zoológico de Salvador. Um zoológico reformado e com uma

grande e maior variedade de espécies animais do que há alguns anos atrás. Dentro desse

objetivo geral podemos separar dois objetivos específicos que juntos nos levarão a atingir

essa meta: o primeiro é disponibilizar informações sobre o zôo, seu plantel e sua política

ambiental; e o segundo é mostrar e evidenciar a beleza e particularidades dos animais que

lá se encontram.




- Público Alvo



        O público que se pretende atingir é o adolescente, que vai dos 14 aos 20 anos.

Mais especificamente aqueles situados nas classes média e alta, pois é o público que tem

se apresentado mais ausente em termos de visitação ao Zôo1. Segundo pesquisas2, a

grande concentração entre os usuários da Internet é de pessoas que vão dos 15 aos 24

anos, o que nos faz perceber que o nosso público alvo é potencialmente amplo pois

pertence a uma faixa etária que é parte integrante dessa maioria. São 26,5% de usuários




1
  Esta ausência foi detectada a partir de conversas com profissionais da direção do Zôo, do insignificante
número de adolescentes presentes nos programa de atendimento (apenas 8% em 1998 e nenhum até maio
de 1999) e de entrevista com a coordenadora técnica do Zoológico, Drª Fátima Albinati ( esta entrevista
consta do Anexo II deste projeto).
2
  Dados obtidos na terceira pesquisa Cadê?/Ibope. Realizada no final de 1998 com usuários de Internet em
todo o Brasil.
                                          IV




na faixa etária até 19 anos e 38% na faixa que vai dos 20 aos 29 anos. Além disso, mais

da metade (51%) dos internautas possuem uma renda familiar superior a 20 salários

mínimos, ou seja, pertencem às classes econômicas que pretendemos atingir. A grande

maioria (64%) acessa a Rede pelo menos uma vez ao dia e 70% navegam pelo menos

uma hora por acesso. Outro dado importante é que o principal uso da Internet é para a

navegação,40% do total, contra 34% que a utilizam para e-mails, 11% para downloads,

8% para chats e 5% para outras atividades. Esse predomínio de internautas navegando

demonstra que as pessoas a utilizam predominantemente em busca de informação e lazer

deixando de lado, por exemplo, atividades como assistir TV (28% vêem menos TV) e

dormir (12% estão dormindo menos por causa da Internet).

       Ainda com relação ao perfil do nosso público podemos dizer que ele engloba dois

tipos um tanto quanto diferenciados. O primeiro, que podemos tratar como público “sem

memória”, é formado por aqueles adolescentes nascidos na capital que provavelmente

foram levados ao Zôo quando crianças, mas que não possuem uma recordação desse

lugar e/ou desconhecem que ele passou por reformas e possui um plantel maior e mais

diversificado. O outro público, que podemos chamar de “estrangeiro”, é composto por

aqueles adolescentes que vêm de outras cidades para morar em Salvador, um público que

desconhece o Zôo.




- Projeto Gráfico



         O projeto gráfico deverá ser elaborado se utilizando de um design que além de
                                           V




funcional tenha qualidades estéticas e respeite critérios de navegabilidade. Para isso

deverá se pautar nos seguintes tópicos:




   Por estarmos tratando de um público bem adaptado às novas tecnologias, as páginas

    não precisam estar configuradas para telas de 640x460 pixels. Se necessário, podem

    ser formatadas para serem melhor visualizadas em telas configuradas para uma

    resolução igual ou superior a 800x600 pixels. Esse público, ao qual estamos nos

    dirigindo, sabe fazer as alterações de configuração no seu computador caso isto se

    mostre necessário.


   Os comandos utilizados na linguagem de programação das páginas devem permitir

    uma exibição da informação sem distorções visuais tanto no navegador Netscape

    Navigator 3.x quanto no Microsoft Internet Explorer 3.x ou superior.


   As cores de texto e de fundo devem oferecer um contraste que possibilite um

    satisfatório nível de leitura.


   Os textos devem ser leves e não muito longos, se utilizando inclusive de uma

    linguagem mais publicitária e mais solta, de forma a não cansar o leitor com

    informações ou assuntos desnecessários.


   A editoração de ilustrações, como fotos ou possíveis gráficos, deve se pautar por um

    uso eficiente e qualitativo de cores sem deixar de lado a preocupação com o tempo de

    carregamento das páginas. Estas ilustrações deverão ter um tamanho não muito

    ampliado, mas ao mesmo tempo capaz de oferecer uma informação com qualidade.
                                             VI




   Os menus de navegação deverão estar posicionados no início ou no final de cada

    página facilitando o acesso do usuário às seções as quais os links se referem.


   A paleta de cores empregada e o tratamento gráfico geral dados às páginas devem ser

    feitos de forma a garantir a preservação da identidade visual do Site, que deve ser

    visto graficamente como um todo.




- Arquitetura da Informação



          Página de Entrada (Home Page)

          Deverá conter um texto de apresentação do site, menu com links para todas as

outras seções, e banners do Laboratório de Multimídia, da Facom, do Zoo e de algum

provável anunciante. Também deverá se utilizar de uma ou mais fotos dos animais.



          Conheça o Zôo

          Esta página deverá conter informações sobre o zôo, tais como: quando foi

construído, sua área, como chegar, telefone, período de funcionamento, número total de

animais, política ambiental, fotografias da entrada, área verde, pista, lanchonete, etc.



          Animais

          Página com um pequeno parágrafo que explique como poderá ser feito o tour e

apresente de forma geral o que ira se encontrar nas suas páginas de link específicas
                                          VII




sobre cada grupo animal, que são: aves, répteis e mamíferos.



          Aves

          Página com informações sobre número de espécies, número de animais e

número de animais nascidos naquele ano. Para que o internauta possa fazer o seu tour a

página irá conter um mapa do zoológico divido em áreas (área A, área B, etc.). Em cada

área do mapa em que existir aves o usuário poderá clicar. Isso lhe dará acesso a uma

página com fotos de algumas espécies de aves encontradas naquele setor acompanhadas

de legenda com nome popular, habitat do animal, distribuição geográfica e também

algumas possíveis curiosidades como: nome próprio que o animal possua, algum hábito

pitoresco daquela espécie ou daquele espécime, etc.

          Répteis

          No mesmo molde da página sobre Aves.

          Mamíferos

          No mesmo molde da página sobre Aves.



          Dicas

          Página com dicas para uma melhor visitação ao Zôo. Deverá se utilizar de

fotografias que a tornem mais atrativa.



          Links

          Links com outros Sites de zoológicos que se mostrem interessantes seja por
                                          VIII




motivos gráficos, estruturais ou informacionais.



          Programas de Atendimento ao Público

          Uma página informativa sobre as atividades que o Zôo mantém para
atendimento ao público: o “Zôo vai a escola”, o “Aprendendo no Zôo” e o “Zôo
Especial”. Deverá conter algumas fotografias ilustrativas e um formulário que permita a
inscrição nestes programas.


          Pesquisa

          Uma página contendo um pequeno questionário com perguntas que procurem

evidenciar a opinião e relação do internauta com Zôo.



          Sua Opinião

          Página para o recebimento de e-mails com sugestões ou críticas ao Site. Deverá

conter um pequeno texto.



          Créditos

          Página com os créditos sobre as atividades que envolveram a produção do Site.
Anexo II - Entrevistas
                                            X




1 - Drª Fátima Albinati

Fátima Luscher Albinati é médica veterinária formada pela Escola de Medicina

Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais e mestre em Ciências e Tecnologia

de Alimentos pela Universidade Federal de Viçosa. Atua hoje como coordenadora

técnica do Jardim Zoológico de Salvador, cargo que ocupa desde a sua admissão na

instituição em 1995. Nesta entrevista concedida para este projeto, ela fala oficialmente

pela instituição e aborda aspectos sobre o público e sobre a divulgação do Jardim

Zoológico de Salvador.



P - Após a reforma ocorrida em 96 houve alguma mudança significativa no número

de visitação ao zoológico?

Drª F. A. - De uma situação pouco expressiva em relação ao número de visitantes e

controle efetivo deste número, atingimos hoje o patamar de 65.000 visitantes (média

mensal). Este resultado reflete o esforço do Governo do Estado que fez investimentos da

ordem de hum milhão de reais nas obras de reforma do Zoológico.



P - Apesar de não haver uma pesquisa, sabemos que com a observação cotidiana

dos visitantes pode-se ter idéia de que tipo de público é mais presente ao Zôo. Com

base nisso a Srª poderia fazer uma pequena análise sobre qual classe social e quais

faixas etárias predominam na visitação ao Zoológico de Salvador?

Drª F.A. - Em relação ao tipo de público mais presente, podemos salientar que

recebemos visitantes de todas as classes sociais, credos, faixas etárias, origens, em fim,
                                           XI




um público bastante diversificado. Em nossas observações cotidianas pudemos verificar

uma estratificação, embora não quantificada, que se apresenta da seguinte forma:

Aos Sábados pela manhã ocorre uma predominância de grupos religiosos, em geral

compostos de jovens ou de grupos familiares, que chegam no início do horário de

visitação (9:30h) e saem do zôo por volta das 16:00h; vêem em ônibus alugado e, em

geral, têm um poder aquisitivo menor, que se traduz pelo vestuário e pelo fato de

trazerem marmitas e vasilhames com o lanche. No decorrer do dia observamos crianças

de até 12 anos acompanhadas dos pais; jovens casais de namorados, que intensificam sua

presença do meio para o fim da tarde.

Nos Domingos e feriados entre 10:00 e 13:00h observa-se a presença de crianças de até

12 anos de idade, sempre acompanhadas dos pais ou pessoas responsáveis, os quais

poderíamos classificar, visualmente, como classe média, apresentando um poder

aquisitivo aparentemente mais elevado. Ocorre também um super lotamento do

estacionamento. No período da tarde notamos um aumento no número de adolescentes

entre 13 e 16 anos, desacompanhados ou em pequenos grupos de amigos, aparentemente

de nível econômico mais baixo. No final da tarde, após as 16h, predominam os grupos de

adultos, acompanhados por algumas crianças, geralmente voltando dos passeios na praia.

Esses grupos já chegam, aparentemente, com um nível alcoólico mais elevado.

Durante a semana o público é representado em sua maioria por escolas que vêem

desenvolver atividades pedagógicas com crianças ou simplesmente para o lazer dos

alunos; escolas que solicitam o atendimento pelo Programa de Educação Ambiental; e

estudantes avulsos que de maneira geral estão fazendo pesquisas escolares.
                                           XII




P - Qual seria o perfil do público que a direção do Zoo classifica como o mais

ausente em termos de visitação, e por conseguinte, o público mais indicado a se

atingir num trabalho de comunicação e divulgação?

Drª F.A. - Diante das nossas observações, embora empiricamente, podemos dizer que os

adolescentes, principalmente aqueles de classe social mais alta, representam a faixa etária

menos presente ao Zoo. Este público potencial, afastasse desse tipo de entretenimento,

num movimento de rebeldia natural da idade, para retornar, alguns anos depois, trazendo

seus filhos aos gostosos e agradáveis passeios domonicais no Zoológico.



P - A Srª acha importante um trabalho nos moldes do Zootour, que vise atrair esse

público ao Zoológico?

Drª F.A. – Nós possuímos uma homepage ligada ao site do Governo Estadual, Secretaria

de Agricultura Irrigação e Reforma Agrária, com informações generalizadas sobre o

Zoológico, com a finalidade de atender a um público bastante diversificado. O projeto

Zootour vem de encontro a uma necessidade do Zoológico de Salvador em atrair este

público potencial mais específico(adolescente classe média e alta) para dentro de nossos

espaços. Acreditamos que as informações, quando passadas de forma correta, atrativa e

de modo que valorizem o produto, podem, sem dúvida, criar expectativas favoráveis,

retirando este público de dentro de seus quartos para o conhecimento in loco do que lhes

foi mostrado pela tela do computador.
                                         XIII




2 - Luiz Claudio Marigo



         Luiz Claudio Marigo é graduado em Filosofia e Cultura Oriental na Pontifícia

Universidade Católica-RJ e estudou Fotografia de Cinema na Escola de Artes Visuais do

Parque Laje. Há 22 anos tem se dedicado particularmente à fotografia de natureza,

ilustrando e escrevendo artigos em revistas nacionais e internacionais, como: Ciência

Hoje, Revista Geográfica Universal, Iris Foto, Foto (Suécia), BBC Wildlife (Inglaterra),

Grands Reportages (França) e Wildlife Conservation (USA). Entre seus livros destacam-

se Amazon Wildlife (Cingapura) e, no Brasil, Mata Atlântica e Pantanal, com Carlos

Drummond de Andrade, Chapada Diamantina, com Jorge Amado, Jardins e Riachinhos,

com Guimarães Rosa (Prêmio Jabuti 1984). Em 1987 recebeu o 1º prêmio em categoria e

em outros anos menções honrosas no concurso Wildlife Photographer of the Year,

organizado pela BBC, Natural History Museum e Fauna and Flora Preservation Society

(Londres). Em entrevista concedida para o nosso trabalho ele fala sobre as

particularidades da fotografia de animais cativos e dos materiais específicos para a

abordagem deste tipo de assunto.



P - Quais as diferenças entre a fotografia de animais na vida selvagem e aqueles

encontrados em cativeiro?

L.C.M. - As diferenças são muitas. Vou abordar dois aspectos principais.

Primeiro - A fotografia de animais em cativeiro não traz informação autêntica sobre o

ambiente do animal ou seus hábitos de alimentação, reprodução, comportamento social,

etc. Mesmo que você "arme" uma cena em cativeiro, criando um cenário para a
                                            XIV




fotografia (isso é possível), é ainda muito difícil - mas possível, é claro- reproduzir bem o

ambiente ou os hábitos do animal. Neste caso, isto sempre será feito num espaço restrito

e nunca teremos a certeza de que a informação é boa. Além disso, animais de cativeiro

geralmente parecem bonachões, gordos demais, cansados e sem aquela atitude alerta e

viva dos bichos na natureza.

Segundo - Por outro lado, na natureza todo o processo de busca e fotografia dos animais

envolve uma dificuldade e um desafio muito maiores. É o trabalho do caçador (implica

em conhecer o ambiente do bicho, seus hábitos, saber se aproximar sem espantá-lo,

montar um esconderijo e ficar de tocaia no ninho ou em algum lugar de comida, etc.),

enquanto em cativeiro o animal certamente será encontrado ali entre as grades. É questão

de tempo e paciência para conseguir uma pose elegante, um ângulo mais descritivo, um

fundo mais agradável que as grades ou o cimento da jaula.



P - Existe algum tipo de técnica especial para abordagem de animais em cativeiro,

mais especificamente num Zôo?

L.C.M. - Em qualquer situação, deve-se evitar maltratar os animais ou levá-los a uma

situação de estresse que lhe possa fazer mal. Este estresse também vai fazer mal à

fotografia (passarinhos ofegantes, com o peito encostado no galho de tanto cansaço,

mamíferos machucados por bater nas grades, etc.). A melhor maneira de abordar um

animal no Zoo é fotografar através das grades para não modificar as condições habituais

do animal, deixando-o mais à vontade e "natural". Se isso for impossível, manter a

distância exigida pelo animal. Não excitar o animal, não irritá-lo, deixando-o inquieto - o

que vai dificultar a fotografia. Um bom método é armar um cenário o mais natural
                                          XV




possível, de acordo com o habitat do animal e atraí-lo para o ponto a ser fotografado com

comida. Não adianta forçar a barra. O animal tem sua vontade e não é uma coisa que se

pode colocar em qualquer lugar como bem se quiser.



- Nós sabemos que as condições do tempo e horário do dia em que são feitas as fotos

interferem no resultado fotográfico. Existe um tipo de iluminação oferecida pelo

clima ou horário do dia mais apropriado para a produção das fotografias de

animais num zoológico, ou isso vai depender de cada caso de maneira específica?

L.C.M. - A melhor hora é de manhã cedo, antes dos tratadores darem comida ao animal.

Então, pode-se usar a comida para atraí-lo para o ponto que se vai fotografar. Se a

comida é diferente da que o animal come na natureza, deve-se escondê-la. Não dar toda a

comida de uma vez só, mas administrar para atrair o animal várias vezes. De manhã cedo

a luz também é mais bonita, fazendo um jogo de luz e sombra mais bonito e o animal está

mais bem disposto. Mais as condições de luz vão depender da relação da jaula com o sol.



P - Quais os filmes mais apropriados para a produção desse tipo fotografia?

Existem marcas mais indicadas?

L.C.M. - Depende da utilização que se vai dar às fotografias. Transparências coloridas

para a publicação ou projeção de “slides”. Negativo e depois ampliação em papel para

exposições, álbum, etc. Preto e branco, se o objetivo é ampliar ou publicar depois em

preto e branco. Eu gosto de Fujichrome Velvia (50 ISO), Astia ou Provia (100 ISO),

Kodak Ektachrome E100S, E100SW ou E100VS (todos de 100 ISO) para "slides" e

Fujicolor Reala ou Superia (ISO 100) para filme negativo. Quanto menor a sensibilidade
                                          XVI




(ISO), mais definição, mais saturação de cores e menor granulação. Se a luz é pouca, uso

flash eletrônico. Não gosto dos filmes muito sensíveis.



P - Quanto à(s) lente(s) utilizada(s)para a abordagem desse tema, qual o tipo de

objetiva permite os melhores resultados?

L.C.M. - Lentes ZOOM ou pequenas teleobjetivas (105mm, 200mm, 300mm),

dependendo da situação da jaula, da gaiola, etc. Eu gosto de trabalhar com Zoom porque

permitem uma mudança rápida da distância focal da lente, permitindo enquadrar o animal

e o cenário, de diversas formas, com muita rapidez. Eu gosto também de trabalhar com

teleobjetivas porque permitem selecionar o fundo, já que o ângulo de visão destas lentes

é mais fechado do que o das lentes normais ou grande-angulares.
Anexo III - Pautas Fotográficas
                                                     XVIII




- Pautas Fotográficas


              As pautas fotográficas foram redigidas tendo por referência informações sobre

os animais, instalações e atividades do Zoológico. Estas informações foram conseguidas

a partir da visitação e observação do local e dos animais que iriam ser abordados, e do

contato e conversação com profissionais da instituição. Os dados apreendidos foram

imprescindíveis para que se pudesse fazer as definições conhecendo-se                quais

enquadramentos seriam mais favoráveis, quais os melhores horários para se ter uma boa

iluminação, qual a agenda dos programas de atendimento ao público, qual horário

facilitaria a abordagem de determinado animal em virtude de seus hábitos, enfim, tudo

que se mostrou necessário para a produção de uma pauta eficiente.

              Os assuntos a serem abordados foram definidos tendo-se em vista as

necessidades apontadas pelo Projeto Editorial. No que se refere aos animais seria preciso

complementar as fotografias que já haviam sido feitas anteriormente26 e em relação as

fotos da estrutura física, visitação e programas de atendimento seria necessária a

produção de todo o material.



20/04/99

Assunto: entrada, lanchonete e “Aprendendo no Zôo”.

Entrada- As fotos devem ser amplas, feitas a partir de um estacionamento que existe à

frente da mesma. Elas devem oferecer um plano geral e cobrir todo o pórtico que contém

o nome do zoológico. A ausência de pessoas é interessante para proporcionar


26
     As fotografias aí referidas foram produzidas no semestre anterior (1998.2).
                                            XIX




uma foto mais limpa, deixando a ênfase na estrutura física e nome do Zôo.

Lanchonete- As fotos devem ser feitas de fora mostrando todo o prédio da lanchonete.

Aprendendo no Zôo- Fotografias da aula de educação ambiental ao ar livre. Devem

abranger toda a turma.

Horário: O horário do “Aprendendo no Zôo” é às 14h. Para as outras fotografias a

incidência do sol é mais favorável à tarde a partir das 16h.

Material Específico: Lente Grande Angular 28mm e Objetiva 35mm~70mm.



21/04/99

Assunto: Pista e Área Verde.

Pista- As fotos da pista podem ser produzidas a partir de um ponto à esquerda da entrada

principal, que da vistas para uma parte ampla do zoológico. É imprescindível a presença

de pessoas passeando para passar a idéia de público, o que é possibilitado por se tratar de

um feriado, quando o Zôo costuma estar cheio de visitantes.

Área Verde- Fotografias amplas da paisagem. Devem ser feitas a partir do mirante, de

certas partes mais altas da pista e também fotografias do caminho percorrido na entrada

de baixo do zôo.

Horário: À tarde existe uma iluminação melhor.

Material Específico: Lente Grande Angular 28mm e Objetiva 35mm~70mm.



22/04/99

Assunto: répteis (cobras, tartarugas, igüana e jacaré)

Cobra- As fotos podem ser da parte da frente do corpo do animal ou num close mais
                                            XX




fechado da cabeça.

Tartarugas- Existem várias espécies de tartaruga num mesmo recinto, por isso deve se

tomar cuidado para não se tirar fotografias em que apareçam duas espécies diferentes

juntas. As fotos podem ser do corpo todo ou mesmo de um ângulo mais próximo do

animal, podendo abranger um pouco do ambiente do recinto se este se mostrar

interessante para a composição.

Iguana- Como o animal também é bastante pequeno devem ser feitas fotos do corpo todo

ou de boa parte da frente do animal. Preferencialmente de um único espécie em separado.

Jacaré- As fotos devem priorizar ângulos em close da parte frontal do jacaré, que dêem

mais força a imagem feroz do animal.

Horário: O jacaré tem seu horário de saída para banho de sol entre às 9h e 10h, este é o

único momento em que há possibilidades de fotografá-lo. Quanto aos outros recintos

existe uma iluminação melhor durante o período da manhã, entre às 8h30min e às 10h.

Material Específico: Lente Zoom 80mm~200mm.



22/04/99

Assunto: aves (ema, tucano e urubu-rei)

Ema- Fotografias de todo o animal ou num enquadramento da parte de cima do corpo.

Como o recinto é bastante amplo e abriga animais de outras espécies é preciso se tomar

cuidado para não que não apareçam outros animais na fotografia.

Tucano- Preferencialmente devem ser feitas fotos do corpo todo e com o animal em

perfil ou em três quartos para salientar sua maior particularidade, que é o bico.
                                           XXI




Urubu-rei- Fotos que enquadrem todo o corpo do animal podendo se utilizar da

vegetação que existe no viveiro para a composição.

Horário: O período matutino entre às 8h30min e às 10h oferece as melhores condições

de iluminação em todos os três recintos.

Material Específico: Lente Zoom 80mm~200mm.



23/04/99

Assunto: mamíferos (hipopótamo, capivara, onça)

Hipopótamo- As fotografias devem ser feitas, se possível, de dentro do recinto para se

conseguir ângulos mais próximos e favoráveis. Os animais devem estar na água, quando

eles ficam com apenas suas cabeças e parte do dorso visíveis, e permitem que se consiga

uma boa plasticidade nas fotografias.

Capivara- Podem se fazer fotografias tanto de corpo inteiro quanto de parte do corpo. Os

animais também freqüentam o ambiente aquático que pode render boas cenas.

Onça- Também podem ser fotos em close ou do corpo todo do animal.

Horário: No período da manhã a posição de incidência do sol é mais favorável para a

fotos do hipopótamo e da onça. No caso das capivaras o recinto permite boas fotografias

tanto pela manhã quanto à tarde.

Material Específico: Lente Zoom 80~200mm.



27/04/99

Assunto: “Aprendendo no Zoo”(visita monitorada à mata).

Visita à mata- Devem ser feitas fotografias dos estudantes junto com profissionais do
                                           XXII




zôo. As fotos devem evidenciar o ambiente das trilhas na mata e a atividade de educação

ambiental desenvolvida durante a visita.

Horário: A visita está marcada para as 8h30min.

Material Específico: Lente Objetiva 35mm~70mm e Objetiva Grande Angular 28mm.
Anexo IV - Glossário
                                                XXIV




- Termos referentes a web1:



           E-mail: Correio eletrônico. Endereço de correio eletrônico. Mensagem ou

carta eletrônica. Um método de envio de mensagens via computadores.

           Banner: Em português, bandeira ou estandarte. Termo muito utilizado em

propaganda. No caso da Internet designa ilustrações gráficas, animadas ou não, utilizadas

nas páginas para se divulgar uma empresa, instituição, serviço ou uma das seções do

próprio site em que ele se encontra. Pode ou não formar um link para aquilo que está

divulgando.

           Budget: Em português, orçamento.

           Flowchart: Em português, fluxograma.

           Frame: Em português, moldura. Serve para designar barras colocadas nas

páginas para efeito de moldura, e que fazem parte de sua constituição gráfica.

           Gif: Graphics Interchange Format. Formato para arquivos de imagem muito

utilizado na Internet para apresentação de logos e ícones.

           Hipertexto: Documento ou texto que contém vínculos (links) para outros

documentos, permitindo ao leitor que se desloque de um para outro e leia os documentos

em ordem diversa. O hipertexto se tornou a pedra fundamental da WWW.

           Home Page: Página de apresentação ou página base de um site. O primeiro

local visitado ao acessar um site World Wide Web. A página base é uma espécie de

ponto de partida para a navegação e procura de informação dentro daquele site.


1
  Os termos referentes a web aqui apresentados foram obtidos no Dicionário da Internet e no glossário de
termos web encontrado no site Sala de Aula.
                                          XXV




            HP: Abreviatura para home page.

            HTML: Hypertext Markup Language. Linguagem padrão usada para escrever

um documento WWW.

            Interativo: Termo que designa programas ou ambientes capazes de receber

instruções de comandos de um usuário, respondendo e fornecendo feedback a esses

comandos.

            Interface: O “rosto” apresentado por um sistema operacional ou aplicativo a

um usuário e o conjunto de regras que regulam como as informações são apresentadas e

como os usuários podem dar entrada em comandos.

            Internauta: Um internauta é um viajante na Internet, aquele que navega na

Internet.

            Internet: 1. Com inicial maiúscula significa a rede das redes, originalmente

criada nos EUA, que se tornou uma associação mundial de redes interligadas, que

utilizam protocolos da família TCP/IP. A Internet prove transferência de arquivos, login

remoto, correio eletrônico, news e outros serviços. 2. Com inicial minúscula significa

genericamente uma coleção de redes locais e/ou de longa distância, interligadas por

pontes, roteadores e/ou gateways. Uma rede de redes, apenas, e não especificamente a

Internet.

            JPEG: Joint Photographics Experts Group. Um formato de arquivo

comprimido para imagens.

            Link: As ligações de hipertexto que estão embutidas em uma página Web. Os

links permitem que o usuário salte de um item para outro na mesma página, de uma

página para outra no mesmo site ou de um site para outro dentro da rede.
                                          XXVI




          Multimídia: Uma forma de comunicação que combina texto e imagens

gráficas, layout de página, filmes, animações, sons, etc.

          Navegar: Na Internet significa passear, procurar informação, sobretudo no

WWW. Também pode se dizer surfar. Ato de conectar-se a diferentes computadores da

rede distribuídos pelo mundo. O navegante da rede realiza uma viagem virtual

explorando o ciberespaço, da mesma forma que o astronauta explora o espaço sideral.

Cunhado por analogia ao termo usado em astronáutica.

          Página Web: Um documento em HTML publicado na World Wide Web,

normalmente contendo vínculos de hipertexto para outros documentos na Web.

          Pixel: Um único ponto em um monitor ou em uma imagem de bitmap. Vem da

expressão em inglês picture element, ou seja, elemento de imagem.

          Site: O conjunto de páginas de uma organização, instituição ou particular que

está publicado na Internet.

          URL: Uniform Resource Locator. Localizador que permite identificar e

acessar um serviço na Internet, seja ele obtido por FTP, News, Gopher, Mail, HTTP, etc.

Pretende uniformizar a maneira de designar a localização de um determinado tipo de

informação na rede. Por exemplo, a URL abaixo, pedida por HTTP, aponta para o

WWW de Facom: http://www.facom.ufba.br

          Web: Em português, teia. Abreviatura para designar o World Wide Web.

          Webmaster: Pessoa encarregada da administração de um site da WWW.

          Web Site: Ver definição de site.
                                            XXVII




          World Wide Web: Meta-rede, baseada em hipertextos, que interliga diversos

serviços Internet, através de uma interface que possibilita o acesso a informações

multimídia.




- Termos referentes a fotografia2:



          Ampliação: Uma cópia maior do que o negativo, obtida através da projeção da

imagem em negativo, no tamanho desejado, sobre um papel especial sensível à luz

          Diafragma: Sistema de controle da luz que penetra em uma objetiva. Em

geral, formado por um conjunto de lâminas finas - a íris - que se abre a partir do centro.

O tamanho da abertura é assinalado por números-f. Pode-se controlá-lo automaticamente,

para se abrir ou fechar, quando se aciona o botão do disparador.

          Distância Focal: Distância entre o centro óptico de uma objetiva focalizada no

infinito e o plano do filme. Quanto mais longa a distância focal, mais ampliada a

imagem.

          Fotômetro: Dispositivo de mensuração da luz que aplica o princípio de

ativação de uma célula fotossensível para produzir uma corrente, e esta impulsiona um

ponteiro para indicar uma leitura. Os fotômetros podem ser aparelhos avulsos, ou então

incorporados à câmara.

          Granulação: Agrupamento dos grãos de haleto de prata que formam a


2
 Os termos apresentados foram obtidos nos glossários dos livros Curso de Fotografia e Tudo Sobre
Fotografia, de John Hedgecoe e Michael Bussele respectivamente.
                                         XXVIII




imagem, resultando em uma aparência granulosa, especialmente perceptível nas áreas de

tom uniforme muito ampliadas. Os principais fatores responsáveis por aumentá-la são:

uso de filmes rápidos, revelação prolongada e superexposição.

          Grão: Minúsculas partículas de haleto de prata na emulsão, que formam a

imagem.

          ISO: Internacional Standards Organization. Sistema de mensuração da

sensibilidade dos filmes.

          Negativo: Imagem fotográfica revelada que apresenta os tons invertidos: as

altas luzes do tema aparecem escuras e as sombras, claras. Nos negativos coloridos, cada

cor do tema aparece sob forma de sua cor complementar. Normalmente, os negativos

possuem uma base transparente: em vista disso, a luz pode atravessá-lo para impressionar

outro material sensível e, assim formar uma imagem positiva.

          Objetiva: Dispositivo óptico feito de vidro que refrata a luz.

          Obturador: Sistema de controle do tempo durante o qual se permite que a luz

chegue ao filme. Calibrado em frações de 1 segundo, comumente em etapas iguais de

1/1000, 1/500, 1/250 e assim consequentemente até 1s.

          Sensibilidade: Capacidade de reação de uma emulsão fotográfica à luz.
Anexo V - Créditos
                                        XXX




- Créditos


       Zootour - Projeto Experimental em Comunicação

       Faculdade de Comunicação - UFBA

       Realização: Layzer Melo

       Orientação: Prof. Mestre José Mamede

       Semestre: 1999.1



       Web Site:

       Concepção, Arquitetura da Informação e Produção: Layzer Melo

       Design Visual: Alice Vargas

       Implementação: Beatriz Ribas e Claudio David

       Textos: Magnólia Cavalcante Lima e Layzer Melo



       Fotos:

       Registro e Edição: Layzer Melo

       Revelação e Ampliação: Fotografa

       Digitalização: Carlos Alves



       Colaboração: Direção e Profissionais do Zoológico de Salvador e Laboratório

       de Multimídia/Facom

								
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