Manos by L1apRHG6

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									 LERNER, DELIA


         Ler e Escrever na Escola:

O real , O possível é o necessário.
Investigadora em: didática de leitura e escrita
                  didática da matemática
Professora e pesquisadora na universidade de
                                 Buenos Aires
                                 La Plata

        Consultora de vários paises da
          América Latina, e Espanha

 Consultora do MEC na área de alfabetização

  Mantém uma escola em Buenos Aires que
  serve como laboratório de suas pesquisas
 No inicio da civilização o homem não
 sabia se comunicar através da escrita

Não havia maneiras de registros escritos

  Até que um dia, através de figuras
desenhadas nas paredes das cavernas,
  o homem começou a se comunicar
         através da escrita.
   Uma escrita se chama Cuneiforme,
desenvolvida pelo povo Sumeriano à 4.000
    A.C. na região do Iraque de hoje.
Então o homem passou a desenvolver a escrita,
   porém cada um escrevia como queria,
       não havia um padrão de escrita

Por meio de uma convenção criou – se símbolos
  ( desenhos ) convencionais que passamos a
                chamar de letras
     A construção da base alfabética surge de
      maneira espontânea nas crianças com
       aproximadamente três anos de idade
Ao manipular objetos, explorar rótulos,
revistas,   jornais, descobrir    suas
funções e utilidades a criança depara-
se inevitavelmente com a linguagem
verbal e não verbal.
Quando imita alguém, manifesta seus
sentimentos, explora o meio, quando
ouve, conta, reconta, lê (o que está ao
seu redor), dramatiza, faz mímicas, tem
a oportunidade de estar em contato
com as várias formas de linguagem.
 Essas oportunidades contribuem
efetivamente para a construção das
 operações mentais necessárias e
     preliminares ao ato de ler.
O desafio é incorporar todos os alunos
          à cultura do escrito.
É preciso que a escola funcione como
    uma comunidade de leitores e
                escritores.
  Um ensino voltado para as práticas
 sociais, preservando o sentido que a
   leitura e a escrita têm com estas
    práticas, através de propostas
         realistas vivas e vitais.
 O real que encontramos em nossas
escolas é um rol de dificuldades, que é
          preciso enfrentar.

 A tensão existente na escola, entre a
  função explícita de democratizar o
 acesso ao conhecimento e a função
implícita de reproduzir a ordem social
            estabelecida.
Problemas na escolarização das praticas de
leitura e escrita;

Ler e escrever sem a real função social;

Classificação no tempo para a aprendizagem;

Obrigação institucional de priorizar a avaliação;

Direitos e obrigações entre professores e alunos,
que produz quais os conhecimentos que as
crianças tem ou não a oportunidade de exercer.
     Tensões entre os
  propósitos escolares e
extra-escolares da leitura e
        da escrita
   Se nos centramos nos
    propósitos didáticos,
   abandonando a prática
 social, não possibilitamos
  ao aluno aprender a ler e
 escrever para participar da
sociedade enquanto leitores
        e escritores;
  Relação saber- duração
  versus preservação do
         sentido.
A aprendizagem não é linear,
 acumulativa e irreversível,
   As práticas de leitura e
 escrita são indissociáveis
Para transformar o ensino
  da leitura e da escrita.

    Qual é o desafio?
   A formação do leitor e do
 escritor passa pela formação
 de ser humano crítico, capaz
 de ler entrelinhas e assumir
   uma posição própria em
relação ao que é apresentado
pelo autor do texto, e não pela
   decifração do sistema de
            escrita.
Pessoas que possam informa-se por escrito,
atinjam a língua escrita consciente da
importância do sentido da mensagem,
conhecimento dos diversos escritos da
sociedade, descoberta que a escrita é um
instrumento de raciocínio sobre o pensamento.
Essas mudanças só serão possíveis através da
capacitação qualitativas de professores e da
instituição escolar.
“ Professores e alunos precisam se
adaptar às praticas sociais de leitura
             e escrita.”
 É preciso abandonar as
atividades desprovidas de
 sentido, mecânicas, que
 distanciam a criança da
          escrita.
É necessário formar os aprendizes
para serem produtores de língua
escrita.
Temos que encarar o desafio de
alfabetizar todos os alunos,
combatendo a discriminação
dentro da escola.
É possível a mudança na escola?


Se houver distinção entre solução
de problemas e domínio de
modernidade.
Capacitação
condição necessária, mas não
suficiente para a mudança na
proposta didática.
  Transposição didática
A leitura e a escrita como
     objeto de ensino.
Contrato didático:

Compartilhar com toda a comunidade a
responsabilidade e o papel de formar
leitores de mundo, de vida.
Diminuir a fragmentação do
conhecimento.
Ultrapassar o isolamento entre a
apropriação do sistema de escrita e
desenvolvimento da leitura e escrita.
Em relação à organização
institucional, é necessário
acabar com o isolamento dos
professores, e permitir a
participação dos pais.
    Apontamentos a partir
    da perspectiva curricular
Aliar o objetivo do ensino com o sentido pessoal;

O que vai ser ensinado com vista no objeto social;

Formar cidadãos da cultura escrita;

Explicitar conteúdos significativos.
      É
   possível
ler na escola?
Desde que se valorize os propósitos sociais
construídos, onde o aluno possa usar o que
aprendeu em situação não didática.

Um propósito comunicativo, onde o aluno
possa aliar a aprendizagem escolar a uma
função real da vida.
   Propósito da leitura
  significativa, ler para:

Definir um problema;
Confirmar um tema de interesse;
Anotar ou gerar um texto;
Procurar elementos específicos;
Indicar entre contos, poemas, romances.
A escola pode transformar-se num
espaço que possibilite a leitura.
E isto muito antes de que possam
faze-lo de maneira convencional.
O professor, ao assumir o papel de
intérprete, possibilita que os alunos
possam ler através dele.
      Gestão do tempo:
     Uma visão de transformação
      qualitativa na utilização do
            tempo didático.
    Apresentação de conteúdos e
      organização de atividades.
      Criar condições e ações de
 modalidades organizativas: planos,
atividades habituais, e seqüência de
condições e atividade independentes
    Para se usar bem o tempo, é
    pertinente a utilização das
    modalidades organizativas
Os projetos (onde a leitura ganha sentido nos   .


.                               múltiplos aspectos)
As atividades habituais (repetem-se de forma
.    metodológica semanalmente ou quinzenalmente)
As seqüências de atividades (ler com as    .


                    crianças com o objetivo de ler)
As situações independentes ( divididos em dois
.              subgrupos: Ocasionais e Sistêmicas)
      O professor:
um ator no papel de leitor
O professor como modelo.

É necessário que o professor informe a
seus alunos tudo que é pertinente à
leitura como:
          Estratégias de
               Leitura dividida;
               Leitura individual;
               Leitura coletiva.
         O maior desafio
Dar sentido a leitura numa extensão
institucional, onde se pode produzir
  mudanças qualitativas no tempo
              didático .

Que a escola possa funcionar como
   microssociedade de leitores e
escritores , onde possam participar
   crianças, pais e professores
   O papel do conhecimento didático na
         formação do professor.

O saber didático é fundamental para
resolver problemas próprios de
comunicação do conhecimento, é obra de
análise das relações entre o ensino e a
aprendizagem , é elaborado através da
verificação rigorosa do funcionamento das
situações didáticas.
Quando o registro se torna objeto de
reflexão, faz da pratica do professor uma
pratica consciente e passível de mudança.

É preciso que o professor estabeleça com
os alunos uma relação de leitor para leitor



            andreltorres@hotmail.com

								
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