__�A quest�o da Limpeza Urbana � parte integrante do Sistema by k9zFa8A

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									      LIXO HOSPITALAR: VIABILIDADE ECONÔMICA DE UMA FONTE
       ALTERNATIVA DE RECURSOS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO


                                                                 Renata Aparecida Belei1
                                                             Marcelo de Souza Tavares2
                                                                   Neuza da Silva Paiva1




                                         RESUMO
O Brasil produz um estádio de futebol, do tamanho do Maracanã, de lixo por
semana. A maior parte desse lixo é depositado em aterros ou em lixões
clandestinos e representa um enorme impacto ambiental, um grande
desperdício de matérias-primas e energia, que poderiam ser reaproveitadas e
recicladas. Os objetivos deste trabalho são analisar a viabilidade econômica do
lixo hospitalar como fonte alternativa de recursos em um hospital universitário,
listar os materiais resultantes das atividades diárias do Hospital Universitário
Regional do Norte do Paraná com potencial de reciclagem e estimar o retorno
financeiro anual decorrente da venda dos resíduos sólidos do HURNP.
Metodologia: realizou-se a pesagem destes resíduos durante 10 dias do mês
de janeiro de 1998. Resultados: constatou-se uma grande produção anual de
resíduos recicláveis, com retorno financeiro significativo à instituição apesar da
inexistência de um programa de reciclagem eficiente.
PALAVRAS CHAVE: lixo, reciclagem, viabilidade econômica.


                                        SUMMARY
Brazil produces an amount of waste as large as Maracanã, the world’s largest
soccer stadion, each week. The largest part of it is disposed onto illegal funds
or dumps and represents an enormous environmental impact, a great waste of
energy and basic sources that could be recycled. The purpose of the present
artcle is to analyse the economical viability of hospitalar waste as an alternative
source of financial resources in an university hospital, as well as to list materials

1
  Enfermeira, Especialista em Saúde Coletiva, Coordenadora da Comissão de Controle de Infecção
Hospitalar – HURNP – Londrina – Pr.
2
  Médico, Doutor em Nefrologia, Docente Depto. Materno Infantil e Saúde Comunitária – UEL –
Londrina Pr.
collected from the daily activities of the Regional University Hospital of Northern
Paraná, Brazil, which are potentially recyclable and to estimate the annual
financial return resulting from the commercialization of wastes .
Methods: listing and weighting of solid wastes collected during a 10-day period
in January 1998.
Results: a large annual production of recyclable materials was estimated, which
could result in a significant financial return to the institution, in spite of lack of an
efficient program of recycling.
KEY WORDS: waste, recicable, economical viability.



                                         INTRODUÇÃO



          Por ser um hospital escola e possuir uma população acadêmica

flutuante, de difícil conscientização e controle, o HURNP apresenta dificuldades

no seguimento de seu programa de reciclagem de resíduos, implantado há

mais de 9 anos. Apesar de possuir uma equipe de coleta de RSS bem treinada,

de colocar à disposição dos profissionais e alunos recipientes identificados

para cada tipo de lixo e ministrar palestras educativas, a instituição perde

grande parte de seus resíduos recicláveis que são descartados incorretamente

nas unidades. A Divisão de Serviços Gerais e a Comissão de Controle de

Infecção Hospitalar mantém locais específicos para o descarte do lixo

hospitalar e rotina rigorosa de coleta interna e externa destes resíduos. Estes

são encaminhados e armazenados em um depósito central, que possui salas

próprias para cada tipo de lixo. A cada 30 dias estes materiais são vendidos a

empresas particulares da cidade.




3
    Técnico Adminstrativo do HURNP – Londrina – Pr.
            O objetivo deste trabalho é analisar a viabilidade econômica do

lixo hospitalar como fonte alternativa de recursos para uma instituição de

saúde.




                                2- OBJETIVOS

2.1- OBJETIVO GERAL:

 Analisar a viabilidade econômica do lixo hospitalar como uma fonte

  alternativa de recursos em um hospital universitário.

2.2- OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

 Listar os materiais resultantes das atividades diárias do Hospital

  Universitário Regional do Norte do Paraná com potencial de reciclagem.

 Estimar o retorno financeiro anual decorrente da venda dos resíduos sólidos

  do HURNP.



                          3- MATERIAL E MÉTODO

            O estudo foi realizado no Hospital Universitário Regional do Norte

do Paraná, da Universidade Estadual de Londrina, situado na cidade de

Londrina, norte do Paraná, que possui 284 leitos e uma taxa de ocupação

diária média em torno de 316 leitos. Este hospital é campo de estágio a alunos

dos cursos de graduação de enfermagem, farmácia e bioquímica, fisioterapia,

medicina e cursos de auxiliar de enfermagem da própria instituição e de outras

escolas de Londrina.

            O hospital possui a Divisão de Serviços Gerais que é responsável

pela coleta interna e externa dos Resíduos Sólidos de Saúde, contando com

uma equipe de cinco funcionários. Os resíduos, após serem coletados, são
armazenados no depósito de lixo hospitalar, que possui salas separadas para

cada tipo de material (lixo comum, lixo contaminado, lixo de varreção de pátio,

plástico, papelão, latas e alumínio).( Anexo 3).

              A Divisão de Serviços Gerais, em conjunto com a Comissão de

Controle de Infecção Hospitalar, adotou os sacos de lixo seguindo as normas

da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) - NBR 9190, 9191, 9195,

7500, 13055 e 13056. Foi adotado o saco branco leitoso com a identificação

para lixo infectante (lixo contaminado) e saco transparente para lixo comum,

afim de visualizar o conteúdo do saco. De acordo com o acondicionamento,

cada tipo de resíduo é armazenado para o recolhimento e encaminhamento às

valas sépticas ou aterros sanitários, ou é separado para venda como material

reciclável.

              No hospital onde o estudo foi realizado, empresas da cidade

fazem doação de latas de óleo de 20 litros, que são limpas, encapadas com

saco de lixo para material contaminado e utilizadas para o descarte de

materiais pérfuro-cortantes.

              Para análise do lixo hospitalar, realizou-se a pesagem destes

resíduos durante 10 dias do mês de janeiro de 1998 como unidade amostral. O

hospital possui em suas dependências uma balança doméstica com

capacidade de peso de até 200 quilos, a qual foi utilizada para pesagem. Foi

realizada a pesagem de todo o lixo produzido no Hospital Universitário no

período de 09 de janeiro a 18 de janeiro de 1998. (Gráfico 1).

              Em Londrina existem algumas empresas que comercializam

papel, cobre, alumínio, papelão e plástico para a reciclagem. O preço médio

entre três empresas comercializadoras de material reciclável referente a cada

quilo ou unidade de lixo reciclável está representado na tabela 1:
TABELA 1: Preços médios referentes a cada quilo ou unidade de material

reciclável.

MATERIAL                                 PREÇO POR QUILO/UNIDADE

Cartucho de impressora                                           R$ 1,00 U.

Fita de impressora                                               R$ 1,00 U.

Alumínio                                                         R$ 0,50 KG

Papelão                                                          R$ 0,05 KG

Papel branco                                                     R$ 0,12 KG

Cobre                                                            R$ 1,00 KG

Plástico                                                         R$ 0,06 KG




                              4- RESULTADOS

               O material coletado entre 09 de janeiro e 18 de janeiro foi

separado e pesado de acordo com o tipo de lixo. O   gráfico 1 e a tabela 4

mostram os volumes de resíduos produzidos durante os 10 dias de avaliação.

Constatou-se que a maior parte do lixo avaliado é o considerado não

contaminado.

               O lixo contaminado é formado pelos materiais que entraram em

contato com matéria orgânica, como drenos, sondas, restos de curativos,

bolsas de sangue, equipos de soro, etc., o que deveria resultar em uma

pequena quantidade de lixo por dia, quando comparada aos outros resíduos

produzidos nas instituições de saúde. Na prática, e como mostram o gráfico 1 e

a tabela 4, isto não acontece. Devido à incorreta segregação na fonte geradora

do lixo, grande parte dos papéis, plásticos, restos de alimentos, copos
descartáveis dentre outros materiais são colocados nas lixeiras destinadas a

materiais contaminados, quando deveriam ser colocados nos recipientes para

lixo comum, ou não contaminado, resultando em um grande volume de lixo a

ser enterrado sem necessidade e diminuindo assim o volume total de lixo que

poderia ser reciclado.

              O gráfico 1 e a tabela 4 mostram a produção diária de lixo

hospitalar geral e por tipo de material, revelando que a produção diária de

material reciclável é em torno de 109 quilos, um volume significativo mas que

poderia ser maior, com uma melhor segregação deste lixo dentro do hospital.

              Baseado na produção de lixo hospitalar diária, foi feito uma

projeção da produção anual e dos recursos obtidos com a venda destes

resíduos (tabela 2). Além dos materiais recicláveis mostrados no gráfico 1 e na

tabela 4, foram avaliados outros materiais que passaram a ser vendidos após o

uso, como cartuchos e fitas de impressoras, que representam também, uma

outra forma alternativa de aquisição de recursos.

              A tabela 2 mostra a projeção dos recursos financeiros retornados

à instituição para um ano com a venda de alguns materiais descartados como

lixo hospitalar e que podem ser reciclados:




TABELA 2: Projeção anual de recursos adquiridos com a venda de lixo

hospitalar.

MATERIAL             MEDIANA DIÁRIA       ESTIMATIVA          TOTAL (R$)

                                          ANUAL
Cartucho            de    1,9 UNIDADES         693,5 UNIDADES          693,50

impressora

Fita de impressora        2,8 UNIDADES        1.022 UNIDADES          1.022,00

Plástico                 29,0         KG     10.5850        KG          635,10

Papel                    11,0         KG      4.015         KG          481,80

Papelão                  64,0         KG     23.360         KG        1.168,00

TOTAL KG                                                              4.000.40



                A projeção anual revela uma arrecadação de aproximadamente

R$ 4.000,40 verba que pode ser utilizada em auxílio à própria instituição.



                                   5- DISCUSSÃO



                Nas instituições públicas é permitido a venda do lixo hospitalar

desde que sejam seguidas as regulamentações encontradas na Lei Federal n°

8.666, de 21 de junho de 1993:

                “Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal,

institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras

providências.

                Cap. I - das disposições gerais - seção I dos princípios.

                Art. 2°. As obras, serviços, incluso de publicidade, compras,

alienação, concessões, permissões e locações da Administração Pública,

quando contratadas com terceiros serão necessariamente precedidas de

licitação ressalvadas as hipóteses previstas nesta Lei”.

                O lixo hospitalar pode ser enquadrado em “Alienação”, sendo

assim possível a sua comercialização. O lixo hospitalar representa uma parcela
do enorme problema de despejo geral do lixo no Brasil. A ciência envolvendo o

lixo hospitalar claramente suporta a posição de que não há perigo de pessoas

se tornarem infectadas como resultado do seu manuseio, a não ser por pérfuro-

cortantes contaminados. Definições claras e critérios impostos a nível nacional

diminuirão os conflitos entre os hospitais, prefeituras, cidades e estados.

              Mesmo em hospitais é possível produzir menos lixo. Segundo

STIER (1995), em Curitiba apenas de 5 a 7% do volume total dos resíduos

sólidos hospitalares produzidos são constituídos de lixo infeccioso, e a

classificação prévia na fonte produtora reduziria, em aproximadamente 90% o

volume atual coletado. No Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná a

segregação incorreta resulta na perda de grande quantidade de lixo reciclável.

Mesmo com os treinamentos que são realizados freqüentemente sobre o

correto descarte do lixo, ainda não há uma conscientização adequada. Apesar

da perda, entretanto, o volume de lixo hospitalar reciclável significa uma verba

que pode ser utilizada de várias maneiras, como no pagamento do salário de

01 auxiliar de serviços gerais durante 16 meses, ou na compra de 100 lixeiras

de 30 litros, ou       360 refis de sabonete líquido, ou de 16.000       litros de

desinfetante à base de associação de aldeídos, ou de 57.000 litros de

desinfetante à base de cloro ou mesmo 6.600 litros de álcool a 70%, todos

estes já diluídos. .

              Uma outra fonte de recursos nas instituições de saúde é

representada pelas lâminas utilizadas na radiologia e a prata que pode ser

extraída dos filmes e reveladores de Rx, além das lâmpadas fluorescentes, e

que merecem maiores estudos.

              Se as instituições de saúde adotassem uma política de separação

correta do lixo hospitalar, haveria uma grande redução na quantidade gerada
de lixo considerado contaminado, o que resultaria em uma menor agressão ao

meio ambiente. Com o desenvolvimento de programas de gerenciamento do

lixo hospitalar, a reciclagem de materiais pode ser uma fonte alternativa para a

aquisição de recursos à instituição.

             Este trabalho mostra a quantidade de resíduos produzida em uma

instituição de ensino que na verdade não é lixo, mas que acaba tendo um final

de lixo. Todo esse volume, representado pelo lixo de varreção de pátios,

cascas de legumes, frutas, restos de alimentos do refeitório utilizado por alunos

e profissionais, papelão, papel e plásticos, podem ser reprocessados e

utilizados na reciclagem de novos produtos, ou ser utilizado para a produção de

adubos através do processo de compostagem.

             Os recursos financeiros adquiridos pela venda de parte do lixo

hospitalar podem não ser tão significantes como renda quando comparado com

os gastos gerais de um hospital de grande porte, mas o programa de

reciclagem é fundamental para o despertar da consciência ecológica entre os

profissionais, que passariam a praticar a segregação do lixo, classificando-o na

sua fonte geradora. Para auxiliar nessa segregação as instituições de saúde

devem colocar em locais estratégicos recipientes adequados para o descarte

dos diferentes tipos de resíduos: frascos de soro e demais plásticos, papéis,

lixo comum (restos de alimentos, copos descartáveis, etc...), lixo contaminado,

lixo pérfuro-cortante (agulhas, lâminas, ampolas quebradas, etc.) e latas de

alumínio.

             Conclui-se do presente trabalho que há viabilidade em utilizar-se

o lixo hospitalar como fonte alternativa de recursos em um Hospital

Universitário. Mesmo em instituições de saúde que apresentam dificuldades em

conscientizar seus profissionais e/ou alunos que assistem seus pacientes da
forma correta do descarte do lixo hospitalar, pequenas parcelas do lixo

separado poderiam ser utilizadas na venda dos resíduos recicláveis sendo o

retorno financeiro significativo, além da instituição estar colaborando com a

preservação do meio ambiente.



                    6- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



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                                   ANEXO 1

       LIXO HOSPITALAR RECICLÁVEL EM QUILOS (MÉDIA DIÁRIA)

GRÁFICO 1 - Média diária em quilos do material reciclável coletado como lixo

hospitalar no HURNP, entre 09/01 a 18/01098.
                                                        Total diário


 1.400
                                              1.250
 1.200
                                     1.067
                                                                       1.037
          961                                                                   993                           954
 1.000
                                                        914

  800              748
                                                                                         712
                             581                                                                  627                Total diário
  600


  400


  200


    0
         09/Jan   10/Jan    11/Jan   12/Jan   13/Jan   14/Jan      15/Jan      16/Jan   17/Jan   18/Jan   Média
                                                                                                          diária




                                                       ANEXO 2

                           COLETA DE LIXO HOSPITALAR EM QUILOS



Tabela 4: Total em quilos de lixo hospitalar produzido no HURNP de 09/01 a

18/01/1998.



Tipo de lixo                                              09/01 10/01 11/01 12/01 13/01 14/01 15/01 16/01



Lixo Contaminado                                                325            248       228            313         331         270   355   300

Lixo Não Contaminado                                            450            406       294            643         767         527   556   571
Lixo de Varreção de Pátios                 104     20            00            87    104           67    77    81

Cascas, Legumes, Frutas e Pó de            200    142           153        302       291          317   291   247

Café

Restos Alimentares - Refeitório            230    245           156        191       120          192   280   202

Restos Alimentares - Copa                   81     59            58            60        90        51    86    62

Papel                                       44     12            00            10        20        28    18    08

Papelão                                    111     53            37            75    103           52    80    74

Plásticos                                   31     29            22            26        29        37    28    40

Total Diário                           1.576 1.214              948 1.707 1.855 1.541 1.771 1.585




Tabela 3: Mediana da quantidade total e por categoria de lixo hospitalar,

produzida no HURNP entre 09 e 18 de janeiro de 1998*.



                Lixo            Lixo não          Papel Papelã Plástico Total

                contaminado     contaminado                 o              s             diário

       09/Jan             325               450      44           111               31            961

       10/Jan             248               406      12               53            29            748

       11/Jan             228               294         0             37            22            581

       12/Jan             313               643      10               75            26        1.067

       13/Jan             331               767      20           103               29        1.250

       14/Jan             270               527      28               52            37            914

       15/Jan             355               556      18               80            28        1.037
16/Jan   300   571   8   74   40   993

17/Jan   220   413   0   49   30   712

18/Jan   210   373   0   16   28   627

								
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