HOMIL�TICA by Sn69ct4Y

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									EVANGELHOS QUE PAULO JAMAIS PREGARIA
Ciro Sanches Zibordi

Leitura bíblica: Rm 1.16; 1 Co 15.1,2; 2 Co 11.3,4

Introdução

Este estudo relaciona-se com as doutrinas falsificadas e modismos que
surgem “entre nós” (At 20.27-30; 2 Pe 2.1,2; Gl 5.20; 1 Co 11.19),
decorrentes da formação de facções — “alguns” (At 15.1,24; 2 Ts 3.11; 1
Tm 1.3,6,19; 4.1; 5.15; 6.10,21; 2 Tm 2.18; Jd vv.22,23).

I - Avisos quanto às falsificações do evangelho de Cristo

1 - Há muitos espíritos enganadores no mundo:
a) Falsos deuses (2 Co 4.4; Jo 17.3; Sl 95.3).
b) Outro Jesus e outro espírito (2 Co 11.4; At 5.32; Jo 14.17).
c) Anjos caídos e demônios (Gl 1.8; 1 Tm 4.1; Ef 6.12; Ap 12.3,4,9).

2 - Existem muitos falsificadores a Palavra de Deus:
a) Falsos cristos e anticristos (Mt 24.24a; Mc 13.22a.; 1 Jo 2.18,19; 2 Jo
v.7).
b) Falsos cientistas (1 Tm 6.20,21; 2 Co 4.4; Sl 10.4).
c) Pregadores e mestres falsos (2 Tm 4.1-5; 2 Pe 2.1,2; 3.16).
d) Pastores e apóstolos enganadores (2 Co 11.5,13; Ez 34.1-10).
e) Falsos adoradores (Mt 15.7-9; Jo 4.23,24).
f) Falsos irmãos (2 Co 11.15,24-28; Gl 2.3,4; Tg 1.26; Rm 16.17,18).
g) Falsos profetas — gr. pseudoprophetes (Mt 7.15; 24.11,24; Mc 13.22;
At 13.6; 2 Pe 2.1; 1 Jo 4.1).
h) Falsos milagreiros (Mt 24.24b; Mc 13.22b; 2 Co 11.13-15).

3 - Diante de tantos falsos evangelhos, propagados por homens hereges
(cf. Tt 3.10) que acrescentam, tiram ou “torcem” as verdades sagradas
(2 Co 4.2-4; Ap 22.18,19), lembremo-nos de que há três origens para as
doutrinas:
a) Divina (At 20.27; Gl 1.11,12; 1 Pe 1.24,25; 1 Tm 1.10; Tt 2.1).
b) Humana (Is 29.13; Mt 16.6; Cl 2.20-22; Mt 23.24).
c) Demoníaca (1 Tm 4.1-3).

II - Características dos propagadores de falsos evangelhos

1 - O mundo jaz no Maligno, e a Igreja deve se firmar na verdade, tendo
a Palavra de Deus como a sua única fonte de autoridade confiável,
superior a todas as outras fontes extrabíblicas (1 Jo 5.19,20; Jo
8.32,44; 15.3; 17.17; 1 Co 4.6; At 26.22).

2 - De acordo com as palavras de Jesus, em Mateus 7.15-23, as
características dos enganadores são as seguintes:
a) Parecem-se com ovelhas; mas são lobos devoradores (v. 15; At 20.29;
Mt 23.28; Gl 2.6).
b) Seus frutos são maus (vv. 16-20; Mt 3.10; Jd v.12).
c) Dizem-se servos de Deus (vv. 21,22; 1 Co 5.11; 2 Ts 3.6; Ap 2.20,21).
d) Não fazem a vontade do Senhor (v. 21; Jo 7.16,17). Seguem a própria
vontade (Ez 13.2; 2 Tm 4.10; Lc 9.23), a do povo (Êx 32.1-4,19,20; Gl
1.10) ou a do Diabo (Jo 8.44); rejeitam a vontade de Deus (Rm 12.2; 1
Jo 2.17).
e) São muitos (v. 22; 2 Co 2.17; 2 Tm 4.3; Mt 24.1-12; Fp 3.18).
f) Usam o nome do Senhor (v. 22; 2 Tm 2.19).
g) Profetizam (v. 22). Os falsos profetas também são “profetas” (Jr 14.14;
28.5; 1 Rs 13; 22.1-28; Ez 13.1-4); por isso, profetizam!
h) Expulsam demônios e fazem muitas maravilhas (v. 22).
i) Deus não os conhece (v. 23) — ginõskõ, gr. (cf. Rm 7.15). Ele nunca
aprovou, reconheceu ou deu crédito ao trabalho deles. O Senhor só tem
relacionamento aprovador com quem o ama e o serve (Gn 18.19; Sl 1.6;
Jo 10.14,27; 1 Co 8.3; Na 1.7; Gl 4.9).
j) Praticam iniqüidade (v. 23; 2 Pe 2.20-22). Isso implica rejeição
consciente da Palavra de Deus (Mt 13.41; 23.25,28; 24.12).
l) Não entrarão no Reino de Deus (vv. 19,21,22; 2 Pe 2.1; Jo 15.6).

III - Como julgar o que ouvimos, vemos e sentimos

1 - Não devemos desprezar as pregações, os ensinamentos, as profecias,
bem como os sinais e prodígios (At 17.11a; 1 Ts 2.13; 5.19,20).
Entretanto, cabe a nós julgá-los (At 17.11b; 1 Ts 5.21; 1 Co 2.15; 14.29;
1 Jo 4.1; Hb 13.9).

2 - Os critérios bíblicos para esse julgamento:
a) Julgamento segundo a reta justiça (Jo 7.24; Mt 7.1,2).
b) Julgamento segundo a Palavra de Deus (At 17.11; Hb 5.12-14).
c) Julgamento do Corpo em sintonia com a Cabeça (Ef 4.14,15; 1 Co
2.16; 1 Jo 2.20,27; Nm 9.15-22).
d) Julgamento conforme o dom de discernir os espíritos (1 Co 12.10,11;
At 13.6-11; 16.1-18).
e) Julgamento com bom senso (1 Co 14.33; At 9.10,11).
f) Julgamento mediante o cumprimento da predição, no caso da profecia
(Ez 33.33; Dt 18.21,22; Jr 28.9), se bem que apenas isso não é
suficiente para autenticá-la (Dt 13.1,2; Jo 14.23a).
g) Julgamento com base na vida do pregador, profeta ou milagreiro (2 Tm
2.20,21; Gl 5.22):
● Ele tem uma vida de oração e devoção a Deus?
● Ele honra a Cristo em tudo, não recebendo glória dos homens?
● Ele demonstra amar e seguir a Palavra do Senhor?
● Ele ama os pecadores e deseja vê-los salvos?
● Ele detesta o mal e ama justiça?
● Ele prega contra o pecado, defende o evangelho de Cristo e conduz a
igreja à santificação?
● Ele repudia a avareza, ou ama sordidamente o dinheiro?
IV - O evangelho centrado em sinais e revelações

1 - As doutrinas desse evangelho surgem depois de “arrebatamentos ao
céu ou ao inferno”, “cair no Espírito” e outras experiências exóticas.
Seus propagadores dizem ter “novas unções” (1 Co 1.25; Ap 4; 1 Jo
2.20; Lc 4.18; At 10.38; 2 Co 1.21).

2 - Empregam textos isolados para propagarem modismos como “cair
no Espírito” e “unção do riso” (Dn 10.7-9; At 9.4-8; Ap 1.17; Gn 2.21;
18.15), mas negligenciam a Palavra de Deus (1 Co 14.20,32,33; Rm
14.17; At 2.1-4,14; 8.15-17; 10.44-48; 19.1-7; Os 14.1; 1 Co 10.12; Ap
2.4,5; Mc 9.17-27; Lc 4.35).

3 - Falam muito sobre os “sonhos de Deus”, afirmando que os nossos
anseios, aspirações, ambições e pensamentos provêm do Senhor (Pv
16.1,2; Jr 17.9; 2 Sm 7.3-17). Mas Ele nos dirige mediante sonhos de
verdade, e não “sonhos” (Gn 37.5,9; Jl 2.28-29; Mt 1.20;
2.12,13,19,22).

4 - Afirmam que as frases “buscai as coisas que são de cima” (Cl 3.1) e
“Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça” (Hb 4.16) denotam
que o crente deve subir ao céu, literalmente, a fim de trazer de lá novas
revelações!

5 - Alguns defensores desse evangelho empirista, dizendo ter acesso à
Sala das Escrituras, à Sala dos Projetos e à Sala dos Tempos, têm
mandado o povo guardar a Bíblia e “mergulhar de cabeça” nas novas
revelações “divinas” (1 Co 15.3,4; Sl 119.89,105; Dt 17.19).

6 - Outros enfatizam o antibíblico culto aos anjos, ainda que de forma
indireta (Cl 2.18; Hb 1.14; Êx 33.2; Dn 6.22; Lc 1.19; At 12.11; 27.23).
As mensagens angelicais são consideradas equivalentes ou superiores à
Palavra de Deus (Jo 12.28-30; Gl 1.8; 1 Rs 13.18).

7 - Chamam os crentes equilibrados — que crêem no sobrenatural, mas
consideram a Bíblia a sua regra de fé e de prática — de
fundamentalistas e bibliólatras. Mas as Escrituras devem, sim,
controlar todo o nosso viver (Sl 119.9,11; Jo 17.17; 2 Tm 3.16,17).

8 - Alguns ungem com azeite carteiras de trabalho, carros, casas,
montes e até cidades! Outros enterram latas de azeite em montes para
depois usá-lo em suas campanhas de milagres. A unção é aplicada de
modo indiscriminado, e não segundo a Bíblia (Tg 5.14,15; Mc 6.13).

9 - Os seguidores desse evangelho ignoram o fato de que o Diabo e seus
agentes também realizam sinais e prodígios para enganar (Êx 7.11,12;
8.18,19, ARA; 2 Ts 2.9; Ap 13.11-15). Conquanto Deus realize milagres,
estes não confirmam a sua presença em nosso meio (Jo 14.12; Mc
16.17,18; Mt 11.11; Jo 10.41,42; 1 Rs 19.8-12; Dt 13.1-4).

V - O evangelho antropocêntrico

1 - Os pregadores desse falso evangelho fazem do homem o centro da
mensagem, em vez de enfatizarem o nome do Senhor Jesus e a sua obra
(1 Co 1.22,23; 2.1,2; Mc 16.17; 2 Co 2.17; At 2.22-36).

2 - Afirmam que a vitória da cruz foi uma derrota (1 Co 1.18; Hb
2.14,15; Cl 2.14,15, ARA; Fp 3.18); e que o Cordeiro imaculado e
incontaminado (2 Co 5.21; 1 Pe 1.18,19) teria assumido a natureza de
Satanás na cruz — que blasfêmia! —, consumando a obra da redenção
no inferno (Jo 19.30; 2 Co 5.14-19; Ap 1.18; Ef 4.8-11; 1 Pe 3.18,19).

3 - Apresentam Jesus como um mero homem que venceu por meio da fé
(Jo 1.1,14; 10.30,33; Hb 1.8; Cl 2.9). A deificação do homem e o
rebaixamento de Cristo são ensinados por eles — se bem que de modo
subjetivo (Sl 82.6; 2 Pe 1.4-9; Nm 23.19; Sl 138.6; Jo 4.23,24).

4 - Ensinam que as palavras humanas têm um poder sobrenatural para
abençoar e amaldiçoar — o homem é produto de suas palavras (Tg 3.1-
10; 1 Sm 27.1,2; 1 Rs 19.1-8; Gn 21.14-21; 42.36; Jn 4.8-11; Mc 9.17-
27; 1 Tm 1.15; 2 Sm 16.5,7,12).

5 - Pregam que toda declaração de fé é uma profecia (1 Co 12.11,29;
14.3; 1 Rs 17.1; Tg 5.17; Ez 37.4,7). Qualquer bênção decorre, segundo
eles, dessas “confissões positivas” (Gn 12.1-3; Nm 6.23-27; Ef 1.3; Tg
1.17).

6 - Fazem da fé o centro da vida cristã, ignorando outras virtudes (1 Co
13.13; Tg 2.17,24,26; Ef 2.8-10; Gl 5.22; 2 Pe 1.5-9). O crente deve —
dizem — decretar, determinar, profetizar, exigir, pois é filho, e não servo
de Deus (Jo 15.14,15; 13.13-17; Hb 5.8,9; Fp 2.5-11; Rm 1.1; 2 Pe 1.1;
Tg 1.1; Jd v.1; Ap 1.1; 22.3).

7 - Asseveram que é errado orar assim: “Senhor, se for da tua vontade”;
associam tal declaração à falta de fé (1 Jo 5.14; Mt 6.9,10; 26.42; Tg
4.15; At 18.21; 1 Co 4.19; Hb 6.3; 1 Co 16.7).

8 - Torcem a Palavra de Deus ao enfatizar que “pedir” (aiteõ, gr.), na
verdade, significa “exigir” ou “determinar”, pois o termo sugere atitude
de um suplicante (Jo 14.13; 15.16; Mt 7.7,8; Dt 10.12; Mq 6.8).

9 - Afirmam que orar suplicando e chorando é um comportamento de
derrotado (Jr 29.13; 31.9; 33.3; 2 Cr 7.13,14; Ef 6.18; Sl 6.6; 30.5; Jl
2.12,17). Ignoram os textos que abordam provações e tribulações do
crente (Jo 16.33; At 14.22; Rm 5-1-5; 8.18; 2 Co 4.16,17; 8.1,2; 1 Pe
2.19-21; 5.8-10).
10 - Dizem que o crente nunca fica doente; se ficar, está em pecado ou
endemoninhado (2 Co 4.16; Sl 90.10; 1 Pe 1.24,25; 2 Rs 13.14; Jó 1.1;
2.12,13; Jo 11.1-4). Afirmam que a saúde perfeita é um direito do
crente (Mt 8.14-17; Fp 2.25-28; 1 Tm 5.23; 2 Tm 4.20).

11 - Pregam a necessidade de o crente quebrar maldições hereditárias
para ter vitória e obter cura interior (Êx 20.1,2,5; Ez 18.4,17,20; At
17.30). Possuir um nome com significado negativo é o suficiente para
ter uma vida sob maldição (2 Co 5.17; Rm 8.1; 2 Co 11.3; Jo 8.32,36;
Rm 1.16; Lc 4.18).

12 - Superestimam a força de Satanás e dos demônios (Mt 12.29,43-45;
Jo 8.49; 1 Co 6.19,20; 1 Sm 16.14; 1 Jo 4.4; Ef 2.1-5; Rm 8.38).
Acreditam que tudo o que ocorre é determinado pelo mundo espiritual
(Cl 3.9; Gl 5.19-21; Tg 1.14; Ef 2.2,3; Mt 15.19).

13 - Ao mesmo tempo, acreditam que podem “amarrar” facilmente os
demônios e ordenar que voltem para o inferno. Boa parte de suas
“orações” consiste em ofensas ao Inimigo (1 Ts 2.18; Mt 6.5-13; Jr 33.3;
Jd v.9; 1 Sm 17.23ss; Ef 4.27; Mt 16.18; Tg 4.7,8; 1 Pe 5.8,9).

14 - Apresentam detalhes extrabíblicos minuciosos dos chamados
“espíritos territoriais”. Alguns propagadores desse evangelho dialogam
com pessoas endemoninhadas para obter “novas revelações” (Ef
6.10,11; 2.2; 2 Co 10.4,5; 1 Ts 3.5; Ap 12.9; 2 Co 11.3).

VI - O evangelho da prosperidade

1 - Os propagadores desse perigoso evangelho pregam que ser rico
materialmente é uma prerrogativa do crente, associando a pobreza à
vida de pecado, dominada pelo Diabo, ou à falta de fé (Tg 2.1-6; At
2.44,45; Rm 15.25,26; Gl 2.10; Hb 11.37,38; Pv 22.2; Is 58.6,7; Dt
15.11).

2 - Afirmam que Jesus era rico; segundo eles, nasceu numa estrebaria
porque os hotéis em Jerusalém estavam lotados; ao nascer, foi visitado
por três reis; tinha um tesoureiro; possuía um grande negócio no ramo
da carpintaria (2 Co 8.1,2,9; Lc 2.7; Mt 8.20; Zc 9.9; Is 53.3,9; Mt
27.57-60).

3 - Priorizam a contribuição financeira, adotando práticas pelas quais
mercadejam a Palavra, enganam o povo e enriquecem (Ml 3.8-10; 1 Co
16.1,2; 2 Co 2.17, ARA; 11.7-9; 2 Pe 2.3,14-17).

4 - Só pregam sobre conquista de bênçãos aqui na terra, desviando os
crentes de doutrinas fundamentais da Palavra de Deus, como a
santificação, a Vinda de Jesus, etc. (Mt 6.19-21; Ef 5.5; 1 Co 15.19; Jo
4.31-35; Jo 6.27; Rm 14.17; Tg 5.1-3; Fp 4.10-13; 1 Tm 6.8-10; Hb
12.14; 2 Pe 3.1-4).

VII - O evangelho ecumênico

1 - Os pregadores desse falso evangelho priorizam a imparcialidade em
detrimento da verdade (Jo 8.32; 17.17; Ef 6.14; 1 Tm 2.4). Ensinam que
as religiões devem se unir, pois todas têm algo bom, e é isso que
importa para Deus (Jo 10.9; 14.6; 1 Tm 2.5; At 4.12; Mt 7.13,14; 2 Co
6.14-18).

2 - Argumentam que a doutrina divide, devendo ser minimizada para o
bem maior de alcançar o mundo. Pensam que a união e a unidade são
mais importantes que a prevalência da verdade (Jo 17.6-17; Ef 4.1-
5,11-15; At 2.42-47).

3 - Preferem tolerar as heresias a parecerem desamorosos para o
mundo; apóiam-se em um falso amor, mal-direcionado, e não no amor a
Deus e à sua Palavra (Jo 14.23; Sl 110.97; 1 Jo 2.15-17; Rm 12.1,2; Tg
4.4; 2 Tm 4.10).

4 - Afirmam que o mais importante é o amor, mas ignoram o fato de que
o amor a Deus está atrelado à aceitação da verdade das Santas
Escrituras (Jo 14.23; 1 Co 16.22; Tt 1.10,11; 1 Tm 6.3-5).

VIII - Os evangelhos teologicocêntrico e filosófico

1 - Os propagadores do teologicocentrismo valorizam mais o
pensamento teológico que as verdades da Bíblia, não levando em
consideração o fato de que os teólogos podem errar, enquanto a Palavra
de Deus é infalível (1 Pe 1.24,25; Jr 1.12).

2 - Não consideram a Palavra de Deus a única fonte de autoridade
confiável e infalível, valorizando ao extremo a teologia e os teólogos (1
Co 1.19-25; 2.4-10; Mt 4.4).

3 - Abrem mão das Escrituras para defender doutrinas tendenciosas,
como calvinismo, arminianismo, etc. (Sl 138.2; Mt 24.35). Questionam
até a inspiração total da Bíblia Sagrada, afirmando que somente parte
dela é divinamente inspirada (2 Tm 3.16,17; 2 Pe 1.20,21).

4 - Para os seguidores do perigoso evangelho filosófico, o que não passa
pelo crivo da razão não pode ser aceito como verdade absoluta (1 Co
2.4-15; Mt 11.25; Sl 25.14; 1 Jo 2.20).

5 - Agnósticos, céticos, materialistas e humanistas, subestimam ou
minimizam a força do Inimigo e de seus agentes (Mt 16.6; At 23.8; Mt
22.23; 2 Co 2.11; Lc 10.19; Ef 6.10-12).
6 - Ignoram os milagres apresentados na Palavra e tentam explicar
alguns acontecimentos sobrenaturais mediante argumentações
racionais e “científicas” (1 Tm 6.20; Hb 11.1,6).

7 - Cessacionistas, negam a sobrenaturalidade do Evangelho para os
dias atuais (At 2.39; 1 Co 12.1-11; 1 Co 13.1,2,8; 14.2,13,18 [gr.]; 1 Ts
5.19,20).

IX - O evangelho farisaico

1 - Nesse evangelho, os usos e costumes são determinantes para a
salvação das pessoas, bem como para a formação de novas doutrinas; a
Bíblia é usada a bel-prazer para respaldar ensinamentos extremistas (Cl
2.8; Mt 15.1-9).

2 - Os seus propagadores ignoram o fato de que ser conservador, à luz
da Bíblia, não significa ser extremista, exagerado, fanático ou
desequilibrado (Ec 7.16,17; Pv 4.26,27; 2 Tm 1.13,14; 1 Tm 6.20; Ap
2.25; 3.11).

3 - Muitos deles, como os fariseus do passado, são formalistas,
regionalistas, ritualistas, nominalistas e endeusam as obras (Mt 16.6;
Mc 8.15; At 11.26; At 15.5,10; Mt 23).

4 - Confundem costume com doutrina, exigindo dos crentes a prática de
uma santificação inatingível, extremada, acima do que a Bíblia
apresenta (Tt 2.1; Cl 2.20-23; Mt 23.23,24; Sl 103.14; 1 Jo 5.3).

5 - Consideram os usos e costumes uma causa, e não um efeito. Não
levam em conta que a verdadeira santificação ocorre a partir do espírito
— de dentro para fora (1 Ts 5.23; Mt 23.25,26; Hb 4.12).

X - O evangelho do entretenimento

1 - Os pregadores desse evangelho não valorizam a Palavra do Senhor,
chamando de culto a Deus os shows, ajuntamentos para cantar, gritar,
pular, dançar e assobiar. São contextualizadores, liberalistas,
modernistas, secularistas e irreverentes (Mc 8.15; Is 29.13; Mt 21.1-13;
2 Sm 24.24; 1 Co 14.26,40)

2 - Não têm nenhuma preocupação com a manutenção dos bons
costumes; isto é, da boa tradição conservadora; é proibido proibir (2 Ts
2.15; 3.6; 1 Co 15.33; Sl 11.3; Ml 1.8; Tg 2.12; Jz 17.6; 21.25).

3 - Líderes de louvor, cantores e músicos que seguem a esse falso
evangelho imitam os padrões mundanos, secularizando cada vez mais a
liturgia dos cultos (Ec 5.1; Sl 2.11; 5.7; 57.7; Am 5.23).
4 - Não existe nenhuma orientação pastoral aos crentes quanto à
linguagem, ao traje e ao comportamento (1 Co 6.12; 10.23; 1 Ts 5.22; Tt
2.8; Is 6.1-8; 1 Tm 2.9,10). Vêem a secularização como uma
conseqüência inevitável (Lc 17.26-30; Tg 4.4; 1 Jo 5.19; Is 5.20).

5 - Afirmam, com orgulho, que estão certos e que as igrejas tradicionais
estão ultrapassadas, precisando se contextualizar (Pv 24.21; Jr 6.16;
Lm 5.21; Fp 2.14,15; Mt 5.13-16; 1 Jo 5.4). Medem o sucesso apenas
pela quantidade de membros (At 6.7; Jz 7; Sl 12.1; Mt 7.13,14; Jo 6.60-
69).

Guardemos, pois, a sã doutrina, não falsificada, em nosso coração;
ouçamos apenas a voz do Bom Pastor e anunciemos o Evangelho de
Cristo (1 Pe 2.2; 2 Co 4.1,2; Sl 119.11; Ap 1.3; Jo 10.27,28,5; Gl
2.5,14).

Ciro Sanches Zibordi
ERROS QUE OS PREGADORES DEVEM EVITAR
Ciro Sanches Zibordi

Leitura bíblica: Is 50.4; 1 Co 2.1-5; 2 Tm 4.1-5

I - O que é a pregação

1 - O pregador e o ensinador chamados por Deus não devem ignorar o
fato de que há dois lados na exposição das Escrituras: o divino e o
humano (Is 50.4; 1 Co 11.23; 2 Tm 2.15). Uma parte não substitui a
outra — ambas são necessárias —, mas a divina é a mais importante (1
Co 2.1-5).

2 - Como ciência e arte de preparar e expor sermões, a Homilética nos
fornece as regras essenciais quanto à exposição das Escrituras,
principalmente no lado humano. Ela orienta o expoente quanto à sua
postura ética diante do público, ajudando-o a saber como lidar com os
mais diversos tipos de ouvinte. Entretanto, isso não deve impedir o
portador da mensagem divina de transmiti-la integralmente (At 7; Ez 2).

3 - O expoente das Escrituras não deve se descuidar do vernáculo,
levando também em conta o ambiente cultural, os recursos tecnológicos
à sua disposição, etc. Isso, todavia, não significa que, em razão dessa
contextualização, o conteúdo da mensagem deva ser alterado (1 Pe
1.24,25; Ml 3.6).

4 - De acordo com a retórica clássica, a exposição eficaz e persuasiva
deve possuir três elementos, representados por três palavras gregas:
a) Logos: o conteúdo verbal da mensagem, incluindo-se arte e lógica na
sua exposição.
b) Pathos: o fervor, a paixão, o sentimento e a eloqüência do expoente.
c) Ethos: o caráter percebido do orador. Vemos esses três elementos em
1 Tessalonicenses 1.5: “porque o nosso evangelho não chegou até vós
tão-somente em palavra [logos], mas, sobretudo, em poder, no Espírito
Santo e em plena convicção [pathos], assim como sabeis ter sido o
nosso procedimento [ethos] entre vós e por amor de vós” (1 Ts 1.5, ARA).

5 - A exposição das Escrituras deve ocorrer na seguinte ordem:
a) Apresentação do tema: pensamento central da mensagem, baseado
no texto lido no início da pregação.
b) Introdução: exposição rápida e objetiva do tema da mensagem.
c) Desenvolvimento: explanação detalhada do tema, em tópicos e
subtópicos.
d) Conclusão: aplicação prática do tema aos corações dos ouvintes.

II - 20 Erros que os pregadores devem evitar

1 - Apresentar palestras motivacionais ou de psicologia em vez de expor
as Escrituras.
2 - Promover entretenimento em vez de expor as Escrituras.

3 - Fazer uma exposição de sabedoria humana, e não das Escrituras (1
Co 2.1-5; 1 Ts 2.13).

4 - Fazer apenas exposições impecáveis à luz da Homilética em vez de
expor as Escrituras com poder (At 4.33; Jo 1.14).

5 - Não expor as Escrituras com simplicidade (Mt 10.16; 1 Co 2.4,5; Tt
2.8).

6 - Contar testemunhos ou experiências em vez de expor as Escrituras.

7 - Citar episódios, expressões ou pessoas da Bíblia desconhecidos dos
ouvintes sem nenhuma explicação adicional.

8 - Contar piadas ou dizer gracejos ao auditório.

9 - Manter as mãos no bolso ou ajustar e suspender a calça enquanto
expõe as Escrituras.

10 - Expor as Escrituras com o colarinho e a gravata desajeitados.

11 - Expor as Escrituras “atropelando” as palavras.

12 - Apenas repetir o que os outros expoentes dizem — síndrome do
papagaio.

13 - Gritar o tempo todo — síndrome da maritaca.

14 - Falar sem expressividade, fixando o olhar no teto ou no piso
enquanto expõe as Escrituras.

15 - Coçar-se enquanto expõe as Escrituras.

16 - Conversar com os companheiros do púlpito.

17 - Assentar-se deselegantemente.

18 - Tamborilar na cadeira em que está assentado.

19 - Falar ao celular.

20 - Não participar do culto.

III - 10 compromissos inegociáveis do pregador
1 - Ser um crente espiritual, exemplar em tudo (1 Co 2.14-16; Rm 1.9;
1 Tm 4.12).

2 - Ter amor pelas almas perdidas (Rm 10.1,2; Mt 9.36).

3 - Não amar o dinheiro (1 Tm 6.19,20; Ef 5.5; 2 Pe 2.1-3; 2 Co 2.17).

4 - Ter convicção de sua chamada (Hb 5.4; Mc 3.13,14; 1 Rs 19.16-19;
Jr 1.5; Am 7.14,15; Mt 4.19-21; 9.9; Lc 1.15; Gl 1.15; At 9.15; 13.1,2;
16.1-3).
a) A chamada é um ato soberano do Senhor (Sl 105.26; Is 43.13; Sl
78.70-72; Jo 15.16).
b) O pregador precisa ter a convicção da chamada (1 Co 9.16; 2 Tm
4.7,8; Jn 1.12; Jr 1.1-9; 1 Pe 5.10; Sl 37.23).

5 - Ser fiel à Palavra de Deus, fazendo sempre uma exposição
biblicocêntrica com objetivos definidos — salvação, edificação,
renovação, etc. —, sem rodeios ou qualquer artifício para agradar ou
manipular o público (Sl 119.130; Rm 10.17; 1 Tm 4.16; 2 Tm 3.16,17; 1
Pe 4.11; Mt 4.4; Jo 17.17).

6 - Fazer sempre uma explanação cristocêntrica, isto é, com ênfase ao
nome do Senhor Jesus e à sua mensagem (1 Co 1.18,21-23; 2.1-5; 2 Co
2.17; At 2.22,36; Mc 16.15-18).

7 - Falar com clareza sempre. A voz do expoente deve ser ouvida
claramente por todo o auditório. Para isso, deve pronunciar com clareza
as palavras, articulando bem as sílabas.

8 - Ter boa entonação, que se refere à elevação e à diminuição da voz,
com ênfase nas expressões e palavras-chave. Como idéias e sentimentos
são comunicados pela voz, o expoente deve saber que o tom baixo
expressa coisas graves, tristes, enquanto o alto, expressa prazer,
alegria, entusiasmo.

9 - Ter boa gesticulação, natural, simples. A gesticulação tem
importante papel da exposição das Escrituras, compreendendo a
posição, o movimento, a expressão fisionômica e o uso dos olhos. Mas
sem exageros!

10 - Estar sempre preparado (2 Tm 2.20,21; At 6.8—7.1,2), o que
envolve:
a) Vida de oração (At 6.4; Cl 4.3; Ef 6.18,19; Sl 73.17; Mt 6.11; Jo
14.26).
b) Dedicação ao estudo da Palavra de Deus (2 Tm 2.15), que implica a
consulta de dicionários bíblicos, exegéticos, teológicos e da língua
portuguesa, concordância bíblica, Bíblias de estudo, chave bíblica, etc.
c) Habilidade para confeccionar esboços. Assim como o construtor
precisa de uma planta ou croqui, o pregador necessita de um esboço.
Preguemos, pois, a Palavra de Deus!

Ciro Sanches Zibordi
AS CHAMADAS DE DEUS
Ciro Sanches Zibordi

Leitura bíblica: Lc 5.32; 1 Pe 2.9,10; Ef 4.8-11

I - Todos os salvos receberam pelo menos 3 chamadas de Deus

1 - A primeira é a chamada para a salvação, a qual é para todos os
homens, visto que todos são pecadores (Lc 5.32; Mt 11.28).

2 - O segundo é o chamamento para pregar o evangelho, o qual é para
todos os crentes em Jesus (1 Pe 2.9; Mc 16.15).

3 - A terceira é a chamada específica, para realizarmos uma obra
específica para o Senhor, como diz o hino 93 da Harpa Cristã: “Para
cada crente o Mestre preparou um trabalho certo quando o resgatou”
(Ef 4.8-12; Rm 1.1; Êx 31.1-6).

II - O que é a chamada específica de Deus

1 - A chamada específica é um ato soberano do Senhor (Sl 105.26; Is
43.13; Sl 78.70-72).
a) Ele escolhe, nomeia, capacita e põe obreiros na Igreja (Jo 15.16; Ef
4.8-12; 1 Co 3.3-9; 12.8; Jr 3.15).
b) Ele envia trabalhadores para a sua seara (Mt 9.37,38; Lc 10.2; Mt
20.1-14).
c) Ele chama quem quer (Mc 3.13,14; 1 Sm 16.11-13).

2 - Não há uma forma padrão para o Senhor chamar obreiros para um
trabalho específico, como se vê nos seguintes exemplos:
a) Moisés (Êx 3).
b) Arão (Sl 106.16; Êx 28.1).
c) Davi (1 Sm 16.12).
d) Eliseu (1 Rs 19.16-19).
e) Jeremias (Jr 1.5).
f) Amós (Am 7.14,15).
g) Pedro, André, Tiago e Mateus (Mt 4.19-21; 9.9).
h) João Batista (Lc 1.15).
i) Paulo (Gl 1.15; At 9.15; 26.19).
j) Barnabé (At 13.1,2).
l) Timóteo (At 16.1-3).

III - A convicção da chamada específica de Deus

1 - O servo de Deus precisa ter a convicção de sua chamada:
a) O servo do Senhor verdadeiramente chamado sente o peso da
responsabilidade e, se pudesse, escaparia dela (1 Co 9.16; Jn 1.12; Jr
1.1-9).
b) Ele tem o seu ministério confirmado pelo Senhor (1 Pe 5.10; Sl
37.23).
c) O importante é o que o Senhor diz acerca do obreiro, e não o que as
pessoas pensam ou falam dele (At 14.6-20; Jó 1.8; Mt 11.19; 17.5).
d) Deus demonstra para todos que está com quem chamou (Nm 17). Ele
dá testemunho dos obreiros chamados (Is 41.8; Nm 12.3; Jr 6.12; At
13.22; Dn 10.11; Lc 7.28; At 9.15).

2 - Características do obreiro não chamado por Deus:
a) Só tem aparência (1 Sm 16.6-13; 2 Rs 4.31; Mt 7.15,21-23).
b) Quer ser reconhecido como obreiro a todo custo; é “oferecido”; mas
não possui mensagem conveniente (2 Sm 18.19-22; Jr 17.16).
c) Entra no ministério, mas o ministério não entra em seu coração, pois
foi feito obreiro pelos homens, e não pelo Senhor (2 Tm 4.3-5; 1 Rs
12.31; 13.33; 2 Rs 17.32,33).
d) Confia apenas em sua capacidade, como o comandante Joabe, que
tinha muita capacidade, mas era insensível; desumano; cruel; não
inspirava respeito; não reconhecia os seus erros; não respeitava os
laços familiares e não foi fiel até o fim (2 Sm 10.9; 1 Cr 19.10; 1 Rs 1.5-
8; 2.5,28).
e) Ama o dinheiro e por ele está disposto a tudo (1 Tm 3.3; 6.10; Ef 5.5;
Nm 22.10-22; 2 Pe 2.15,16; Is 56.11; Ap 3.17,18).
f) Envolve-se com a obra de Deus para ter comodidade (Ez 34.2-4; Jz
17.7-13).
g) Gosta de receber glória dos homens (2 Co 10.12-18; At 12.21-23; Is
42.8; Pv 27.2; 25.27; 1 Co 1.26-29; Tg 4.6).

IV - 10 características do obreiro chamado por Deus

1 - É humilde (1 Pe 5.5,6; Sl 138.6; Mt 20.25-28; At 4.1-10; 14.8-18; 1
Co 1.26-28; Mt 21.26).

2 - Tem autoridade — e não autoritarismo (1 Tm 3.5-7; 4.12; Tt 2.15; Sl
78.72; 1 Rs 17.1; 2 Rs 2.10; Nm 16.6-11,24-35; At 13.6-11; 8.19-24; 1
Sm 3.19; 9.6).

3 - Age com coragem e firmeza (1 Sm 17.35; 1 Rs 22.7-28; At 4.29-33;
7.51-54; Mt 14.1-12).

4 - Tem vitalidade física e energia (Js 14.10,11).

5 - Disposto a aceitar responsabilidades e novos                 desafios;
adaptabilidade (At 8.4-8,26-40; Êx 2.10,15; 3.10; Hb 13.14).

6 - Possui competência para o cargo — o obreiro chamado deve buscar
capacitação a cada dia e nunca pensar que já sabe tudo (Pv 22.29; Js
1.9; 2 Tm 2.21).
7 - Tem disposição para motivar o grupo e sempre acreditar que é
possível alcançar os objetivos (Nm 13.30).

8 - Possui habilidade para conquistar e manter a confiança (Jo 6.67-
69).

9 - Sabe administrar, decidir, estabelecer prioridades (At 15.13-33).

10 - Tem sabedoria para lidar com as pessoas (Lc 10.25-37; Tg 1.5,6).

Que Deus abençoe grandemente o nosso ministério!

Ciro Sanches Zibordi

								
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