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O Tempo e a Hist�ria

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O Tempo e a Hist�ria
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12/10/2011
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O Tempo e a História





 O devir histórico



 O passado, o presente e o futuro

O tempo e a História

 O homem mesopotâmico tinha um

interesse irreprimível pelo devir histórico.

 Devoção pelo passado leva à redacção e

compilação de textos dos mais diversos

géneros e formas literárias, tendo em

comum o conteúdo histórico e o carácter

historiográfico.

A Semântica

 pānānu ou mahru:

Sentido temporal: o passado.

Sentido espacial: o que está diante de nós.

 warkātu:

Sentido temporal: o futuro.

Sentido espacial: o que está atrás de nós.

 Percepção do tempo diferente da

representação espacial do tempo que

conhecemos no Ocidente.

Representação gráfica do tempo

 Modelo linear ou cíclico?

 Tempo linear e tempo cíclico coexistem.

 O tempo linear encontra expressão nos textos

de carácter historiográfico que registam e

compilam os eventos obedecendo a uma

sequência cronológica.

 Tempo cíclico. O homem mesopotâmico vê a

história estruturada em ciclos. É o tempo mítico.

Inspiração na própria natureza.

Lista Real Suméria



After the kingship descended from

heaven, the kingship was in Eridug. In

Eridug, Alulim became king; he ruled for

28800 years. Alaljar ruled for 36000

years. 2 kings; they ruled for 64800

years. Then Eridug fell and the kingship

was taken to Bad-tibira. In Bad-tibira,

En-men-lu-ana ruled for 43200 years.

En-men-gal-ana ruled for 28800 years.

Dumuzid, the shepherd, ruled for 36000

years.

O devir histórico:

uma visão pragmática

 O homem mesopotâmico desconfia do que

é novo.



 Procura no passado analogias que ajudem

a compreender o presente e a confiar no

futuro.

Visão de progresso?

O conceito de superação

 A inscrição de fundação de Iahdun-Lim



«Desde os longínquos dias em que deus

construiu Mari, nenhum rei a residir em Mari

chegou ao mar, conquistou as montanhas de

cedros, as altas montanhas, nem cortou as suas

árvores».

Um mundo sem sobressaltos

 O mundo deve andar sem sobressaltos ou

rupturas.

 O homem mesopotâmico sabe que a

tranquilidade do devir histórico depende da

vontade dos deuses.

 O homem procura antecipar os desígnios divinos

e interagir com os deuses, procurando assegurar

a sua benevolência.

 A sua preocupação essencial e a sua inquietação

fundamental assentam no futuro imediato.

Um mundo sem sobressaltos



 Não se regista uma ideia absoluta do

tempo ou de eternidade.



 O conceito de duração é traduzido pela

sucessão do tempo.

O devir histórico no Antigo

Testamento



 O Deuteronomista concebe pela primeira

vez um Israel total numa perspectiva

global sobre a história da nação.



 O Javeísta toma os mitos cosmogónicos e

fundacionais e articula-os com a tradição

acerca da história do povo.

O devir histórico no Antigo

Testamento

 Isaías e Jeremias e algumas passagens de

Naum (1,4) e de Habacuc (3,8) reflectem uma

ideia de caos que é usada para estruturar a

percepção da história.



Olhei para a terra e ei-la vaga e vazia;

para os céus mas não tinham luz. Olhei

para as montanhas e ei-las que tremiam

e todas as colinas eram abaladas. Olhei

e eis que não havia seres humanos e

todas as aves dos céus tinham fugido.

(Jr.4,23-25)

O mito e a História

 A historicização do mito consiste na sua

racionalização através da utilização de

categorias históricas.

 A mitologização da História significa a

aplicação de categorias míticas à visão

historiográfica.

Percepção da História na literatura

profética vetero-testamentária



 Os livros proféticos não reflectem sobre o

fim dos tempos.



 Não discorrem sobre o fim da história ou

da ordem cósmica.



 O horizonte é muito mais limitado.

A Apocalíptica

 Partilha características com a profecia: a

linguagem, a imagética, o meio. No

entanto, ganha contornos específicos.

 O horizonte da apocalíptica é universal e

definitivo na sua visão da história.

 O fim do ciclo do passado-presente,

muitas vezes o fim do mundo, implicam a

re-criação e uma nova ordem.


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