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Flip-Flops

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Flip-Flops
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12/10/2011
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FLIP-FLOPS

Apresentação:



BIESTÁVEIS OU FLIP-FLOPS

Os flip-flops são os circuitos seqüenciais mais elementares e possuem a

capacidade de armazenar a informação neles contida. Representam a unidade elementar

de memória de 1 bit (binary digit), ou seja, funcionam como um elemento de memória

por armazenar níveis lógicos temporariamente. São chamados de biestáveis porque

possuem dois estados lógicos estáveis, geralmente representados por “0” e “1”. Este

conceito simples é a base da RAM (memória de acesso randômico) dos computadores, e

também possibilita a criação de uma ampla variedade de circuitos úteis.









Fig. 01 – Esquema de um Flip-Flop.









Os filp-flops dividem-se em:

1. RS;

2. D;

3. T;

4. JK;

5. JK Master-Slave.









1

FLIP-FLOPS



1. Flip-Flop RS

Apresenta 3 entradas: R (Reset), S (Set) e CK (Clock). Esta última determina

através de um sinal externo o instante da atualização das saídas. Para um

seqüenciamento no tempo, os flip-flops necessitam de um sinal externo de entrada

chamado pulso de clok (relógio).









Fig. 02 – Flip-Flop RS.









Fig. 03 – Caixa preta do RS.





Tabela verdade do RS:

CK R(t) S(t) R’(t) S’(t) Q(t+1)

1 0 0 1 1 Q(t)

1 0 1 1 0 0

1 1 0 0 1 1

1 1 1 0 0 *

0 X X 1 1 Q(t)









2

FLIP-FLOPS

Quando a entrada CK é 0, as saídas Q e Q’ permanecem inalteradas,

independentemente das variações das entradas R ou S. Caso contrário, as entradas R e S

podem definir as saídas Q e Q‘.







2. Flip-Flop D

O nome deve-se a ‘data’ (dado, em inglês). Este flip-flop transfere a

sua entrada para a saída.









Fig. 04 – Esquema do D.









Fig. 05 – Caixa preta do D.





Tabela de transição do Flip-Flop D:

0

1

D(t) 0

1

Q(t) 0

1

Q(t+1)









Este flip-flop é o melhor exemplo de uma memória, uma vez que o dado na

entrada D(t) é armazenado na saída Q(t+1).







3

FLIP-FLOPS

3. Flip-Flop tipo T









Fig. 06 – esquema simples do flip-flop T.





A denominação “T” deve-se a “Toggle”, que no flip-flop T está associado a

mudança (Q(t)), sempre que a entrada T(t) estiver em 1.





Símbolo:









Fig. 07 – símbolo do flip-flop T.

Tabela de transição:



1

0

Q(t) 1

0

Q(t+1) 1

X

0

S(t) X

1

0

R(t)









Tabela de função:

É obtida a partir da tabela de transição para uma mesma entrada T(t).





T(t) Q(t+1)

0 Q(t)

1 Q(t)’







4

FLIP-FLOPS

Tabela de excitação:





T(t) Q(t) Q(t+1)

0 0 0

0 1 1

1 0 1

1 1 0





Observa-se na tabela de função que se T(t)=0, o próximo estado será igual ao

estado anterior, ou seja, nada acontece na saída. Porém, se T(t)=1, a saída será

complementada. Esta característica confere ao flip-flop a capacidade de divisão por 2.







4. Flip-Flop tipo JK









Fig. 08 – esquema de circuito interno do flip-flop JK.







A tabela de transição do flip-flop JK é praticamente igual a tabela do flip-flop

RS síncrono, com exceção da situação em que J=K=”1” em que, logo que o pulso CK

muda de “0” para “1” as saídas Q e Q’ se complementam, ou seja, passam de “0” e “1”

para “1” e “0” respectivamente ou vice-versa. Esta complementação das saídas e a

realimentação às portas lógicas de entrada provocam sucessivas complementações

(oscilação) enquanto o nível de clock CK encontra-se em “1”. Tal característica também

existe no flip-flop T.









5

FLIP-FLOPS

Tabela de transição:





J(t) K(t) Q(t) Q(t+1)

0 0 0 0

0 0 1 1

0 1 0 0

0 1 1 0

1 0 0 1

1 0 1 1

1 1 0 1

1 1 1 0





Tabela de função:

É obtida a partir da tabela de transição para um mesmo par J(t) K(t).





J(t) K(t) Q(t+1)

0 0 Q(t)

0 1 0

1 0 1

1 1 Q’(t)









Tabela de excitação:

Q(t) → Q(t+1) J(t) K(t) A oscilação encontrada quando J=K=”1” não

0 0 0 x

é desejável, pois o flip-flop torna-se instável (não

biestável).

0 1 1 x

1 0 x 1

1 1 x 0









6

FLIP-FLOPS









Fig. 09 – Diagrama de tempos do flip-flop JK.







5. Flip-Flop JK Master Slave

Quando da transição de 0 para 1 do sinal de clock, o master flip-flop (flip-flop

mestre) é habilitado e sofre transição de acordo com as entradas RS e o slave flip-flop

(flip-flop escravo) é desabilitado, ou seja, Q(t + 1) = Q(t).





Na transição de 1 para 0 do clock, o flip-flop master é desabilitado e o slave,

habilitado, sofrendo transição de acordo com a saída do master.









Fig. 10 – esquema ilustrativo de flip-flop JK master-slave.







Pode-se notar que a transição final ocorre após a transição de 1 para 0, isto é, no

final do pulso do clock. No flip-flop master-slave uma transição ocorre durante toda a

duração do clock.









7

FLIP-FLOPS









Fig. 11 - Circuito Ilustrativo.



Suas características marcantes são:

 Um clock (relógio) comum utilizado para todos os flip-flops do sistema;

 Os dados de entrada dos flip-flops podem ser derivados inteiramente ou em

parte das saídas de outros flip-flops.





Tabela de Entradas e Saídas do Flip-Flop MS



ENTRADAS SAÍDAS

CLR CLK J K Q(t+1) Q(t+1)

L X X X L H

H L L Q Q

H H L H L

H L H L H

H H H comuta Comuta









Fig. 12 – diagrama de tempo para ilustra o tempo de atraso.



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FLIP-FLOPS

O intervalo de tempo entre a aplicação dos sinais nas entradas S e R até a

atualização das saídas Q e Q’ é chamado de tap – tempo de atraso de propagação.

Convém observar que antes dos valores nas saídas se estabilizarem pode ocorrer uma

mudança momentânea dos valores, como no exemplo acima: num instante entre “t” e

“t+1” as duas saídas Q e Q’ possuem o mesmo valor “1”. Apesar dos circuitos

eletrônicos atuais de flip-flops alcançarem uma velocidade muito alta de atualização das

saídas (tap muito pequeno) é necessário um sincronismo entre o flip-flop e os circuitos

ligados às suas saídas para que estes não detectem este estado momentâneo de

instabilidade.









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