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VIROLOGIA B�SICA E CL�NICA

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VIROLOGIA B�SICA E CL�NICA
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12/10/2011
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47
VIROLOGIA BÁSICA E

CLÍNICA

Profa. Coordenadora: Célia Regina Monte Barardi

cbarardi@ccb.ufsc.br

MIP, CCB, 3° andar sala 311

www.lvapli.ufsc.br



Professores colaboradores: Cláudia Maria Oliveira

Simões CIF/CCS

Aguinaldo Roberto Pinto MIP/CCB

Carlos Roberto Zanetti MIP/CCB



1

OBJETIVO GERAL:



O programa da disciplina MIP 5213,

Virologia Básica e Clínica, tem por objetivo

fornecer as bases fundamentais necessárias

para conhecer os principais vírus causadores

de doenças, suas estruturas, formas de

replicação, e os mecanismos responsáveis

pela sua patogenicidade.



2

LANÇAMENTO: 2002

CAPA: Brochura

ISBN: 9788527707152

268 páginas

AUTORES : Santos,

Norma Suely de Oliveira,

Romanos, Maria Teresa

Villela, Wigg, Marcia









3

ESTRUTURA DO CURSO

• Introdução à Virologia

– Estrutura e classificação viral





• Virologia básica



• Virologia clínica





4

VIROLOGIA BÁSICA



• Estruturas virais distintas

• Diferentes modos de replicação dos

vírus

• Implicações no:



– diagnóstico

– tratamento

– prevenção



5

VIROLOGIA CLÍNICA



• ENVOLVERÁ ABORDAGENS DE:

– RESERVATÓRIOS VIRAIS

– MODOS DE TRANSMISSÃO VIRAL

– ETIOLOGIA DAS DOENÇAS VIRAIS

– MÉTODOS DE INATIVAÇÃO DOS VÍRUS

– VACINAS

– MEDICAMENTOS ANTIVIRAIS

– DESENVOLVIMENTO DE RESISTÊNCIA AOS

ANTIVIRAIS

– INTERAÇÃO DOS VÍRUS COM OS

HOSPEDEIROS

6

UM POUCO DE HISTÓRIA E

EVOLUÇÃO BASEADO NA PRESENÇA

DOS VÍRUS NA FACE DA TERRA









7

Final do século XIX: Os pesquisadores perceberam

que certas doenças, como a raiva e a febre aftosa, eram

causadas por partículas que pareciam se comportar como

bactérias, mas eram muito menores. Classificaram estas

estruturas como as formas mais simples de vida.





Em 1935, Wendell M. Stanley (Prêmio Nobel de Química

em 1946) da Universidade de Rockfeller cristalizou pela

primeira vez o vírus do mosaico do tabaco. Concluíu que os

vírus consistiam de “um pacote de agentes bioquímicos

complexos” mas lhe “faltavam sistemas essenciais das

funções metabólicas”. Ou seja: os vírus foram rebaixados

a meros agentes inertes já que se assemelham mais a um

conjunto químico do que a um organismo vivo.





8

•Alguns cientistas acreditam que os vírus

podem ter sido resultado de genes de

hospedeiros, que durante a evolução,

escaparam e adquiriram um revestimento

proteico. Verdade ou mito???



Os vírus trocam informações genéticas

diretamente com os organismos vivos. A

maior parte dos vírus conhecidos e não

conhecidos é persistente, inócua, não

patogênica e pode permanecer dormente

por longos períodos ou então se replicar em

taxas lentas e estáveis, escapando da

resposta imunológica. 9

•O genoma de um vírus pode colonizar

permanentemente seu hospedeiro,

adicionando genes virais ao organismo

invadido e até tornando-se parte fundamental

de seu material genético.





•A enorme população dos vírus, combinada

com suas taxas aceleradas de replicação e

mutação, faz deles a maior fonte potencial de

inovação genética. E genes de origem viral

podem viajar, invadir outros organismos e

contribuir para a mudança evolutiva!!! 10

Outras descobertas que colocam os vírus como participantes da

evolução:

• O gene da DNA Polimerase do bacteriófago T4 tem parentesco

estreito com outros genes de DNA Polimerases nos eucariontes e

nos vírus que os infectam. Mais estudos demonstaram que as

enzimas responsáveis pela replicação do DNA em eucariontes tem

provavelmente origem viral.





• “Será que não podemos sentir que, nos vírus com sua incorporação

ao genoma celular e sua recriação a partir dele, observamos

unidades e processos que, no curso da evolução, criaram os padrões

genéticos de sucesso que estão na base de todas as células vivas??

Reflexão de Salvador Luria, prêmio Nobel de Fisiologia em 1989.





• VIVOS OU NÃO, É TEMPO DE RECONHECER OS VÍRUS E

ENXERGÁ-LOS EM SEU CONTEXTO NATURAL NÃO SÓ COMO

CAUSADORES DE DOENÇAS MAS TAMBÉM FAZENDO PARTE

DA TEIA DA VIDA!!

11

VÍRUS COMO VETORES DE

DOENÇAS EM HUMANOS,

ANIMAIS E PLANTAS







12

Doenças decorrentes das

infecções virais

• Doença, seguida por recuperação

• Doenças persistentes

• Doenças fatais

• Doenças congênitas

• Fator de contribuição ao câncer

• Fator desencadeante de outras

doenças

13

Algumas consequências das

infecções virais

• 50% de todas as ausências no trabalho e

escola



• Crianças:

– 7 ou mais infecções virais por ano que requerem

pelo menos uma visita ao hospital ou ao médico









14

MAS….OS VÍRUS TAMBÉM PODEM

SER VETORES IMPORTANTES DE

CURA OU PREVENÇÃO DE DOENÇAS!



• DESENVOLVIMENTO DE VACINAS

• TERAPIA GÊNICA

• FERRAMENTAS PARA INVESTIGAR

OS HOSPEDEIROS CELULARES

• VETORES DE CLONAGEM DE

GENES



15

VIROLOGIA

DEFINIÇÃO DE TERMOS

• partícula viral = virion

• Proteínas que revestem o genoma viral

= capsídeo

• capsídeo + genoma = nucleocapsídeo

• Alguns vírus podem conter ainda um

envelope com proteínas associadas

• Envelope: Natureza glicolipídica e

derivado da célula hospedeira

16

COMO SE ORGANIZAM OS

VÍRUS?

• GENOMA DE ÁCIDO NUCLEICO :

– DNA OU RNA

• CAPA PROTEICA

– PROTEÇÃO E ENTRADA NO HOSPEDEIRO

• ENVELOPE GLICOLIPÍDICO EM ALGUNS

VÍRUS

• PEQUENOS (20-400nm)

• PARASITAS INTRACELULARES

OBRIGATÓRIOS

17

ESPECTRO DE

HOSPEDEIROS

• PODE SER AMPLO OU RESTRITO

• PODEM SER CÉLULAS DE INSETOS,

ANIMAIS, HUMANAS, DE PLANTAS

OU AINDA FUNGOS E BACTÉRIAS

• NÃO CRUZAM A BARREIRA

EUCARIOTO/PROCARIOTO





18

FATORES QUE AFETAM O

NÚMERO DE

HOSPEDEIROS

• RECEPTORES DE SUPERFÍCIE CELULAR

• DISPONIBILIDADE DE UTILIZAR A

MAQUINARIA DE REPLICAÇÃO DA

CÉLULA

• HABILIDADE DE SAIR DA CÉLULA E

ESPALHAR-SE PARA OUTRAS CÉLULAS

• RESPOSTA ANTI-VIRAL DO HOSPEDEIRO

19

RECEPTORES DE SUPERFÍCIE CELULAR

PERMITEM A ENTRADA DO VÍRUS NA CÉLULA









20

REPLICAÇÃO VIRAL



• VÍRUS, NA SUA FORMA ATIVA,

MULTIPLICAM-SE RAPIDAMENTE

• UMA ÚNICA PARTÍCULA VIRAL PRODUZ

UMA VASTA PROGÊNIE VIRAL

• VÍRUS DE GENOMA DNA PODEM

CORRIGIR ERROS DE REPLICAÇÃO

(“PROOF-READING”), VÍRUS RNA NÃO

PODEM.

21

ALTERAÇÕES GENÉTICAS

VIRAIS



• MUTAÇÃO



• RECOMBINAÇÃO GENÉTICA COM



OUTROS VÍRUS





22

ORIGEM DAS ALTERAÇÕES

GENÉTICAS

• ESPONTÂNEAS

(Puntuais,Inserção,Deleção, Recombinação)



Luz Ultra-violeta, Raios-X, quimicamente induzidas.





– Erros da polimerase- muito freqüentes em vírus

de genoma RNA





23

RECOMBINAÇÃO CLÁSSICA









24

Alguns exemplos de mutantes

• “HOT MUTANTS”

– Crescem melhor em altas temperaturas do que

os tipos selvagens (não mutantes)

– São menos susceptíveis à febre do hospedeiro

• MUTANTES ATENUADOS

– Sintomas mais leves ou assintomáticos

– Desenvolvimento de vacinas





MUTANTES FREQUENTES

– Fogem da resposta imune do hospedeiro

25

FORMATOS DOS

VÍRUS





26

SIMETRIA DO CAPSÍDEO







• ICOSAHÉDRICO

• HELÍPTICO

• COMPLEXO







27

SIMETRIA ICOSAHEDRICA







• 20 faces

• 12 vértices









http://www.tulane.edu/~dmsander/WWW/Video/Video.html 28

SIMETRIA ICOSAHEDRICA









29

30

31

SIMETRIA ICOSAHEDRICA









32

Ex: Adenovirus









33

Simetria Helíptica





• Comprimento controlado pelo ácido

nucleico



• A hélice pode ser rígida ou flexível







34

35

36

Ex: VIRUS DO MOSAICO DO

TABACO









adapted from:

Klug and Caspar Adv. Virus Res. 7:225



37

SIMETRIA COMPLEXA









Ex: FAMÍLIA POXVÍRUS

38

ENVELOPE



• OBTIDOS PELO BROTAMENTO ATRAVÉS

DA MEMBRANA CELULAR (exceto os

poxvírus)

• NATUREZA GLICOLIPÍDICA

• POSSIBILIDADE DE DEIXAR A CÉLULA

SEM MATÁ-LA

• CONTÉM PELO MENOS UMA PROTEÍNA

CODIFICADA PELO VÍRUS

• A PERDA DO ENVELOPE RESULTA EM

PERDA DA INFECTIVIDADE

39

5 TIPOS BÁSICOS DE ESTRUTURAS VIRAIS

icosahedral nucleocapsid nucleocapsid





lipid bilayer









ICOSAHEDRICO ICOSAHEDRICO ENVELOPADO



helical nucleocapsid







COMPLEXO



nucleocapsid





lipid bilayer



glycoprotein spikes

= peplomers



HELÍPTICO HELÍPTICO ENVELOPADO

40

Adapted from Schaechter et al., Mechanisms of Microbial Disease

CLASSIFICAÇÃO DO CAPSÍDEO





• simetria

– icosahédrica, helíptica ou complexa?





• envelopado ou não-envelopado?



• número de capsômeros?





41

CLASSIFICAÇÃO DOS ÁCIDOS

NUCLEICOS VIRAIS



• RNA ou DNA?

• segmentado ou não-segmentado?

• linear ou circular?

• simples-fita ou dupla-fita?

• se simples-fita:

– o genoma mRNA é senso (+)? ou

complementar ao mRNA (-) senso



42

VIRUS DNA







DUPLA FITA SIMPLES FITA

NÃO-ENVELOPADOS ENVELOPADOS COMPLEXOS









ENVELOPADOS NÃO-ENVELOPADOS PARVOVIRIDAE POXVIRIDAE



HERPESVIRIDAE

HEPADNAVIRIDAE

CIRCULARES LINEARES







PAPILLOMAVIRIDAE ADENOVIRIDAE Todas as famílias

POLYOMAVIRIDAE mostradas são

icosahedricas com

exceção dos poxviruses





43

Modified from Volk et al., Essentials of Medical Microbiology, 4th Ed. 1991

VIRUS RNA





SIMPLES FITA SIMPLES FITA DUPLA-FITA

SENSO POSITIVO SENSO NEGATIVO









ENVELOPADOS NÃO-ENVELOPADOS ENVELOPADOS NÃO-ENVELOPADOS





ICOSAHEDRICOS HELIPTICOS ICOSAHEDRICOS HELIPTICOS ICOSAHEDRICOS







FLAVIVIRIDAE CORONAVIRIDAE PICORNAVIRIDAE ORTHOMYXOVIRIDAE REOVIRIDAE

TOGAVIRIDAE CALICIVIRIDAE PARAMYXOVIRIDAE

RETROVIRIDAE RHABDOVIRIDAE

FILOVIRIDAE

BUNYAVIRIDAE

ARENAVIRIDAE









44

Modified from Volk et al., Essentials of Medical Microbiology, 4th Ed. 1991

RESUMO

•Os vírus são parasitas que estão no limiar entre a vida e a

matéria inerte. Eles possuem os mesmos tipos de

proteínas e ácidos nucleicos que formam as células vivas,

mas precisam da ajuda delas para se replicar e se espalhar.





•Os pesquisadores discutiram durante décadas se os vírus

são ou não vivos. Este conflito acabou desviando os

cientistas de uma questão mais importante: os vírus são

peças fundamentalmente importantes na evolução.





•Um enorme número de vírus se replica e sofre mutações

constantemente. Esse processo produz muitos genes

novos. Um gene inovador, com uma função útil, pode ser

eventualmente incorporado ao genoma de uma célula

hospedeira e se tornar parte permanente do genoma45

daquela célula.

AGENTES NÃO

CONVENCIONAIS



• PRIONS (proteinacious infectious particles)





– só proteínas?



– não contém nenhum ácido nucleico?



– são vivos ou mortos?



46

PrPc – Normal e é quebrada, não se acumula e não causa problemas;

PrPsc- Estruturalmente diferente e pode ser transmitida. Não é clivada e

pode promover a conversão de proteína normal em PrPsc, levando a

neurodegeneração.

. 47


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