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COMPORTAMENTO GERENCIAL

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COMPORTAMENTO GERENCIAL
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12/10/2011
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COMPORTAMENTO

GERENCIAL



Prof. Evaristo M. Neves





E-mail: emneves@esalq.usp.br

As bases do poder



Autoridade Tradicional

- Os costumes P

Autoridade Carismática

- A pessoa O

Autoridade Formal

- A organização

D

Autoridade Técnica

- A perícia

E

Política

- Relações interpessoais

R

Formas de usar a autoridade formal

S

U

G B



E O

Estilo

Estilo Estilo R

R Democrático

Autocrático Liberal D

Gerente e

E O gerente Subordinados

subordinados I

decide decidem

N decidem N

sozinho sozinhos

juntos A

T

D

E

O

S

Atributos para liderança: qualidade

e aceitação



A

C

E Liberal Democrático

I

T

A

Ç - Autocrático

Ã

O



QUALIDADE

Gradação dos comportamentos

democráticos





Consulta

Participação Comportamento O que vocês pensam

Quais as soluções Democrático sobre as soluções

que vocês sugerem?

alternativas?

Democrático

É recomendável sempre que o

problema precisar de uma solução

que, simultaneamente, atenda aos

interesses da organização e seja

atraente para as pessoas que nela

trabalham.

Fatores que favorecem a escolha dos

estilos democráticos

Problemas que exigem soluções D

de elevada aceitação e qualidade E E

simultaneamente M

S

O

Elevada maturidade profissional

T C

dos subordinados

R

I

Situação estruturada e bem Á

organizada: atividades L T

sistematizadas I

O

C

Grande dimensão da S O

área administrativa S

Gradação dos comportamentos

autocráticos





Orientação

Autoritarismo Comportamento Veja, a melhor

Vão fazer assim Autocrático maneira de fazer

porque eu quero! essa tarefa é a

seguinte...?

Autocrático

Autoritarismo

• Ordens não são precedidas de discussão;

• Estilo “feitor de escravos”;

• Formas patológicas de uso da

autoridade;

• Solução autocrática, criada

exclusivamente pelo gerente sem

participação dos interessados.

Autocrático

Orientador

• O gerente, de forma educada, diz ao

subordinado o que ele deve fazer e de

que maneira;

• Benéfico para um indivíduo recém-

chegado.

Fatores que favorecem a escolha dos

estilos autocráticos

Elevados requisitos de qualidade A

e pequena resistência à solução de U

E

um problema T

S

O

Subordinados profissionalmente

T C

imaturos

R

I

Á

Situações problemáticas que L T

desafiam a autoridade do gerente I

O

C

Situação desorganizada e S O

desestruturada S

Gradação dos comportamentos

liberais



Omissão

Delegação

Não quero assumir

Decidam vocês, que

Comportamento essa

eu assino embaixo!

Liberal responsabilidade!

(decide não usar a

(não consegue

autoridade)

usar a autoridade)

Liberal

• O gerente deixa para os subordinados a

responsabilidade de tomar determinadas decisões

sem delas participar, e as confirma, sejam elas

quais forem;

• Delegação: existência de problema cujo impacto

emocional sobre as pessoas é elevado, mas que

apresenta baixo requisitos de qualidade

(Ex.:equipamento a ser distribuído entre pessoas

com as mesma qualificações);

• Implica abdicar da prerrogativa de tomar

decisões.

Usos corretos e incorretos da autoridade

Uso correto

Orientação Consulta Delegação

Participação S

G U

B

E O

R

R D

Comp. Comp. Comp.

I

E Autocrático Democrático Liberal N

N A

D

T O

S

E

Autoritarismo Omissão

Uso incorreto

Os verdadeiros líderes



• Líderes são pessoas que atuam com

coerência e congruência entre as palavras,

ações e tarefas. Estão constantemente em

execução, como também sabem a

importância de delegar, de viver aquilo que

pregam e jamais podem ser flagrados num

ato em que faltem com a verdade. Caso isto

ocorra, perdem a confiabilidade (“Que as

ações confirmem as palavras”)

Os verdadeiros líderes



• O líder sabe da importância de

compartilhar novos aprendizados, criando

um espaço de realizações que reflete o que

cada um oferece de melhor, mostrando

sempre que “nenhum de nós é melhor que

todos nós juntos”

• É sempre bom lembrar que nenhum líder

conseguirá liderança sem antes aprender a

se auto-liderar.

Alguns itens para se tornar um

líder

• Saber onde está e onde pretende chegar;

• Colocar-se no lugar dos outros;

• Ter noção real do que pensam os outros;

• Jamais esquecer que somos seres subjetivos;

• Expor e não impor suas idéias;

• Acompanhar novas idéias e achar o melhor

momento para poder intervir e conduzir;

• Levar a sério as propostas de mudança;

• Acreditar nas causas e lutar por elas;

Alguns itens para se tornar um

líder

• Realizar bem as coisas a que se propôs;

• Correr riscos calculados, encontrar uma luz

onde ninguém já não vê mais nada;

• Acreditar que a liderança pode ser

desenvolvida e que a principal característica

de um líder é saber antecipar as mudanças e

mais rapidamente possível convencer outros

às adequações para o novo que está

surgindo.

Fonte: Walter Vallerini, diretor-geral da Sociedade do Ser

Gerência em Sete Passos

Jan Wiegerinck

Caminho da Liderança:

1. Determinação de objetivo: Saber o que se deseja

realizar. Para isso é necessário, antes, adquirir

conhecimentos. Conhecer a empresa, seu ambiente,

potencial e o que pode ser bom para ela.



2. Planejamento: O gerente deve planejar para transformar

os recursos de que dispõe nos resultados que deseja

alcançar. Planejando, ele se dará conta de que

normalmente falta tempo, pessoal e dinheiro para fazer

tudo, e o planejamento ajuda a restabelecer prioridades.

Gerência em Sete Passos

Jan Wiegerinck



3. Organização: Para conseguir se organizar, existem

basicamente duas ferramentas: descrições de cargos e

organograma da empresa. Na primeira, não se pode faltar a

informação sobre o que a pessoa deve fazer. Na segunda, o

objetivo maior é executar as funções de forma coordenada.





4. Estruturação do trabalho: Para atingir seus objetivos pessoais

e profissionais o gerente tem de estruturar seu próprio cargo e

trabalho e duas coisas vão ajudá-lo nisso: a descrição de seu

cargo e a administração do tempo.

Gerência em Sete Passos

Jan Wiegerinck



5. Transformação de pessoas em equipes: Aqui, o gerente

compõe o grupo com que deverá trabalhar para concretizar

os objetivos. Envolve seleção dos integrantes, respostas a

suas expectativas e a adesão de todos ao objetivo que se

pretende. E por fim ajudar a todos na capacitação para

execução das tarefas.



Segundo Wiegerinck, “A equipe é sempre a cara do

gerente” e “É principalmente o chefe que faz com que as

pessoas tenham vontade de trabalhar numa empresa ou

dela sair na primeira oportunidade”

Gerência em Sete Passos

Jan Wiegerinck

6. Avaliação de desempenho: Uma das funções do gerente é

medir o desempenho: da empresa, de si mesmo e de cada

um de seus colaboradores na equipe. A finalidade dessa

avaliação é verificar se os objetivos foram alcançados, se o

planejamento foi cumprido, conhecer e compreender as

causas dos êxitos e dos fracassos.



7. Mudança: A natureza humana não muda e é uma das

principais realidades com as quais o gerente lida. Mas

outras coisas se modificam: necessidades dos clientes,

recursos, meios de produção, matérias-primas etc. Mudam

os conhecimentos e as habilidades humanas, que

qualificam as pessoas. Assim, a mudança é decorrência

natural do sexto passo, a avaliação.

Gerência em Sete Passos

Jan Wiegerinck

Competências:

• Aconselhar: saber receber e dar conselhos. Colaboradores

sentem necessidade de falar sobre seus problemas

profissionais e pessoais



• Administrar conflitos: ouvir e fazer críticas; corrigir

colaboradores, administrar desacordos, intermediar disputas.



• Corrigir e criticar: nunca o faça na frente dos outros, mas

sempre a sós com o colaborador.



• Dar ordens: A ordem deve ser justa, clara, objetiva,

personalizada e deve passar certeza, sem ameaça de contra-

ordem.

Gerência em Sete Passos

Jan Wiegerinck

• Enfrentar emergências: treine seu pessoal e tome

constantemente medidas programadas para enfrentar

imprevistos.



• Negociar: é uma atividade que deve ser conduzida pela

razão. E ser metódico e paciente ajuda muito mais do que

ser agressivo.



• Escutar: não faça anotações enquanto a pessoa fala;

respeite o silêncio entre as frases; tente olhar nos olhos da

pessoa.



• Participar das reuniões: faça com que o tempo e o

esforço dedicado sejam produtivos; coloque as pessoas à

vontade; seja imparcial, trate todos com igualdade; não

conteste.

Gerência em Sete Passos

Jan Wiegerinck

• Tomar decisões: essa é uma parte integrante da função

dos gerentes; para tanto, use sua capacidade de julgar;

saiba ver as coisas com objetividade e imagine como

devem ficar; use sua capacidade criativa.



Responsabilidade gerencial: fazer o que for necessário

para atingir os objetivos traçados ou de evitar que aconteça

o que não foi programado. “...é a obrigação de arcar com

as conseqüências oriundas de seus próprios atos ou

omissões ou, em determinados casos, de outros.” (J.

Wiegerinck)



Fonte: Estado de São Paulo, 21 de dezembro de 2008, Ce 2, Empregos –

Extraído do livro: Gerência em Sete Passos de Jan Wiegerinck.

Motivação e Satisfação

SATISFAÇÃO:

•Fatores extrínsecos do trabalho

•Ambiente (contexto) do trabalho

•Fatores ambientais



MOTIVAÇÃO:

•Fatores intrínsecos

•Conteúdo do trabalho

•Fatores motivacionais

Motivação e Satisfação



Fatores Ausência Presença

Extrínsecos Deixa o indivíduo Deixa o indivíduo

insatisfeito, mas não satisfeito, mas não o

necessariamente motiva

desmotivado necessariamente



(INSATISFAÇÃO) (SATISFAÇÃO)



Intrínsecos Deixa o indivíduo Deixa o indivíduo

desmotivado motivado



(DESMOTIVAÇÃO) (MOTIVAÇÃO)

Fatores de satisfação e motivação



Alguns Fatores de Alguns Fatores de

Satisfação Motivação

 Pagamento  O trabalho em si

 Colegas  Possibilidade de crescimento

 Práticas e políticas da empresa  Iniciativa

 Condições de trabalho  Progresso

 Segurança no trabalho  Responsabilidade

 Qualidade técnica e administra-  Desafio

tiva da chefia  Reconhecimento

 Poder de decisão

Fatores importantes no terreno da

motivação

• Características dos subordinados

• Natureza do trabalho

• Sistematização das tarefas

• Contexto do trabalho

Eficácia dos fatores extrínsecos e

intrínsecos



• Na medida que corresponde aos padrões

de realização (anseios) do indivíduo;

• Um fator intrínseco só vai motivar o

indivíduo caso este o perceba como tal;

• Desejo de progredir, motivo de orgulho.

Conceito de complementaridade entre

fatores extrínsecos e intrínsecos

• Enriquecimento do trabalho;

• Permitir que o subordinado exerça a

discernimento, a iniciativa e a responsabilidade

(motivação);

• É preciso ampará-lo com os fatores extrínsecos

para que o subordinado tenha a base psicológica

da satisfação.

Os estímulos ao comportamento

C

O

I M

NECESSIDADES N P

D O

I R

V T

Í A

FATORES D M

INTRÍNSECOS E U E

EXTRÍNSECOS O N

T

O

Dinâmica do processo de motivação

está ligada ao mecanismo de

necessidades humanas

ESTÍMULOS





ORGANISMO









COMPORTAMENTO

(AÇÃO)

A dinâmica da motivação

• Cultura (normas e valores da comunidade)

• Grupo de trabalho (normas de trabalho de equipe)

• Experiências passadas do indivíduo

• Situação pessoal - necessidades (in) satisfeitas do indivíduo



...criam um padrão

específico de necessidades...



NECESSIDADES

...condicionando a eficácia

destes estímulos...



INDIVÍDUO Fatores intrínsecos

e extrínsecos







COMPORTAMENTO ...resultando num padrão

HUMANO específico de comportamento.

Tipos principais de motivação



•Ganho material;





•Reconhecimento social; e,





•Interior (realização pessoal).

Motivação (felicidade)  recompensa



•As pessoas são influenciadas por motivos e

perseguem objetivos.





•O valor ou importância da recompensa é

relativo e depende de cada pessoa.

Hipóteses sobre a motivação

humana (Ser Humano)

Econômico-racional: A motivação encontra-se na

perspectiva do ganho; o motivo importante é ter bens

materiais.

Social: A motivação é o grupo; o motivo importante é o

reconhecimento dos colegas (traduçao da idéia de

felicidade).

Auto-realizador:A motivação é a realização interior; o

motivo importante é a satisfação (felicidade) íntima.

Complexo: A motivação não tem causa única; diversos

motivos ou causas são importantes para mover o

comportamento.

Teoria da expectativa



• Procura explicar a cadeia de causas e

efeitos que vai desde o esforço inicial até

a recompensa





• Estabelece que o esforço depende do

valor percebido de recompensa

Teoria da expectativa

• A importância percebida da recompensa

depende da satisfação associada a sua

obtenção e representa o atrativo que vai

desencadear o esforço inicial

• Recompensas muito desejadas tem a

probabilidade de produzir altos níveis de

desempenho, que por sua vez requerem

grande esforço para serem alcançadas

Teoria da expectativa

• Procura explicar como as crenças e

expectativa que as pessoas têm a

respeito de seu trabalho combinam-

se com a força de seus desejos, para

produzir algum tipo de força

motivacional

Teoria da expectativa

Em essência, a teoria estabelece que:

• O desempenho que se alcança é

proporcional ao esforço que se faz.

• O esforço que se faz é proporcional ao

valor que se dá à recompensa.

• Se a recompensa for atraente, a

motivação para fazer o esforço será

grande.

Teorias das necessidades

A mais importante das explicações

modernas sobre o conteúdo da motivação

estabelece que as pessoas são motivadas

essencialmente pelas necessidades

humanas. Quanto mais forte a necessidade,

mais intensiva é a motivação. Uma vez

satisfeita a necessidade, extingue-se o

motivo que movimenta o comportamento e

a motivação cessa.

Teorias das necessidades

Dois grupos de necessidades humanas:

• Necessidades básicas ou de sobrevivência: inerentes

a condição humana (alimentação, reprodução, abrigo e

segurança)

• Necessidades adquiridas ou secundárias: adquirem

ou desenvolvem por meio de treinamento, experiência,

convivência com outras pessoas, pela incorporação de

valores a sociedade em que vive, ou por causa da

própria personalidade (posse é valorizada pelo meio

social).

Teorias das necessidades

Influenciadas

pela sociedade,

personalidade e

•Interesses profissionais

•Necessidades sociais diferenças

•Materiais individuais

•Psicológicas

NECESSIDADES

SECUNDÁRIAS





•Alimentação Comuns a todas

•Reprodução NECESSIDADES as pessoas

•Segurança PRIMÁRIAS

•Abrigo

Teorias das necessidades

Segundo Maslow as necessidades humanas

dispõem-se numa hierarquia mais complexa que a

simples divisão em dois grandes grupos:

• Necessidades fisiológicas ou básicas: alimento,

abrigo, repouso, exercício, etc

• Necessidades de segurança: proteção contra

ameaças, inclusive perda de emprego

• Necessidades sociais: amizade, afeto, interação e

aceitação dentro do grupo e da sociedade

• Necessidades de estima: auto-estima e estima por

parte dos outros

Teorias das necessidades

Maslow

Necessidades de auto-realização





Necessidades de estima





Necessidades sociais





Necessidade de segurança





Necessidades básicas

Premíssas da Teoria de

Maslow

1. As necessidades básicas manifestam-se em

primeiro lugar (são as primeiras a serem

satisfeitas).

2. Uma necessidade de uma categoria qualquer

precisa ser atendida antes que a necessidade de

uma categoria seguinte se manifestem.

3. Uma vez atendida, a necessidade perde sua força

motivadora e a pessoa passa a perseguir a

necessidade seguinte.

Premíssas da Teoria de

Maslow

4. Quanto mais elevado o nível das necessidades,

mais saudável a pessoa é.

5. O comportamento irresponsável é sintoma de

privação das necessidades sociais e de estima.

Comportamento negativo é consequencia da má

administração.

6. Há técnicas de administração que satisfazem as

necessidades básicas, de segurança e sociais. Os

gerentes podem trabalhar no sentido de

possibilitar que as outras sejam satisfatoriamente

atendidas.

Premíssas da Teoria de

Maslow

Em síntese: de acordo com Maslow, as pessoas

estão em processo de desenvolvimento

contínuo; tendem a progredir ao longo das

necessidades, buscando atender uma após

outra, e orientando-se para a auto-realização.

Esta não está, necessariamente, no topo da

hierarquia, pois pode ocorrer em qualquer

ponto da escala da motivação e com o

atendimento de qualquer tipo de necessidade

dependendo do indivíduo.

Outros estímulos ao

comportamento

• Recompensas e punições

• Competição (mural)

• Elogios (reconhecimento)

• Boas relações humanas no trabalho

• Manter clima psicológico saudável de

trabalho (clima organizacional)

Alcance da maturidade

profissional



• Nível de comprometimento do

indivíduo com a organização;

• Senso de responsabilidade;

• Grau de conhecimento da tarefa.

Reflexões sobre motivação





“A única riqueza é a motivação.

Se você perde a motivação, aos

poucos você perde tudo” (Carlos

Ghosn, Presidente da Nissan)

Reflexões sobre motivação

“Motivação é fundamental em

tudo o que fazemos na vida.

Pessoas automotivadas têm

uma missão definida. Elas não

se cansam nem se estressam

com os possíveis obstáculos.

Elas têm aquele brilho nos

olhos” (Jair Moggi, consultor de RH)

Reflexões sobre motivação



“Quando as pessoas estão

inteiramente dispostas a fazer o

que estão fazendo, elas

abraçam aquela atividade com

senso de interesse e

comprometimento” (anônimo)

Reflexões sobre motivação

“A boa motivação parte da percepção de

que estamos fazendo aquilo que gostamos

e temos condições de fazer bem” (S.

Franco).

É preciso gerar uma motivação

constante e sustentável. Motivar significa

dar um motivo para que alguma coisa

boa seja feita. Se houver forte

comprometimento e confiança dentro da

equipe, qualquer motivação é

praticamente indestrutível.

Reflexões sobre motivação

É fácil perceber a força por trás de uma

motivação em rede, pois estabelece na

equipe um movimento sinérgico.

(Sinergia, do ponto de vista fisiológico, é

o ato ou esforço coordenado de vários

órgãos na realização de uma função, ou

ainda, no sentido administrativo,

associação simultânea de vários fatores

que contribuem para uma ação

coordenada. Fonte: Novo Dicionário

Aurélio).

Reflexões sobre motivação



“Ninguém é tão bom que não

possa melhorar, nem tão ruim

que não possa ficar bom” (Leila

Navarro)



“Transforme ou torne a motivação um

habito diário”

ATITUDE



Atitudes são declarações de caráter

avaliativo – favoráveis ou desfavoráveis –

em relação a objetos, pessoas ou

acontecimentos (Robbins, 2001).



Atitude, sob a ótica de comportamento, é

o modo de proceder ou agir.

Atitudes mais conhecidas no

trabalho

A.Satisfação no cargo  atitude de um

indivíduo para com o cargo que ocupa.

Mostra atitudes positivas e elevada

cooperação com a equipe de trabalho;



B. Envolvimento com o trabalho  mede o

grau em que uma pessoa se identifica

psicologicamente com seu trabalho e

considera seu nível de desempenho como

importante na valorização de si mesma;

Atitudes mais conhecidas no

trabalho

C.Comprometimento com a organização 

estado no qual a pessoa se identifica com sua

organização e suas metas e deseja continuar a

ser de sua equipe.



 Juntando as peças (B e C): alto envolvimento

com o trabalho significa identificação da

pessoa com seu trabalho específico, ao passo

que comprometimento com a organização

significa a identificação da pessoa com a sua

organização.

Motivação e atitude

(John R. Stanek)



“ Uma empresa só conseguirá chegar ao

máximo desempenho se tiver uma força

de trabalho altamente engajada. Estudos

comprovaram que esse comprometimento

ajuda a lucratividade”



“A questão é saber como motivar pessoas

que hoje estão mais preocupadas com a

própria carreira a abraçarem o projeto

da organização” (Stanek)

Motivação e atitude

(John R. Stanek)



“ Uma das conclusões é que uma organização com

intenção de prosperar no mundo globalizado

precisa esclarecer para os funcionários aonde

quer chegar e qual o papel deles nesse processo.

Mais que isso, deve ouvi-los sempre”.



“É impossível competir hoje numa escala mundial

com trabalhadores desmotivados”. Um

problema é que uma pessoa tem trabalho, mas

não consegue estar no emprego que gostaria

(John R. Stanek, CEO da Consultoria ISR durante 30 anos,

pesquisa clima organizacional e transformações nas relações de

trabalho. A ISR já ouviu 35 milhões de empregados de 3 mil

companhias em mais de 100 países).

Efeito pigmalião como motivação

• Limite de desempenho de uma pessoa não é estático

e se altera com:

– Aquisição de novos conhecimentos

– Aprimoramento de habilidades

– Mudanças de atitudes e interesses

• Fatores promocionais:

– Treinamento

– Educação

– Experiência

– Interação social

– Ação dos gerentes/dirigentes

Efeito pigmalião como motivação

• Ação dos gerentes/dirigentes:

– Um dos mecanismos de ação gerencial é o efeito

Pigmalião – profecia auto-realizável

– A história na mitologia grega

– Base: é a capacidade de mudança que uma

pessoa interessada no relacionamento com outra

provoca, transformando-a em algo que ela não

seria. Acontece quando uma pessoa de maior

status tem e cria expectativas sobre alguém de

um nível hierárquico inferior

Efeito pigmalião como motivação



• O efeito pigmalião como processo social:

– Segundo Merton é a perspectiva de que um

acontecimento provável se torne realidade,

porque se espera ou acredita que ele aconteça.

Não é a simples crença que faz os acontecimentos

ocorrerem, mas o comportamento das pessoas,

baseado nessa crença. São as próprias pessoas

que provocam o acontecimento pelo qual

anseiam.

Efeito pigmalião como motivação



• A profecia auto-realizadora como processo

psicológico:

– As pessoas acabam agindo como os outros

esperam que elas ajam, ou seja, como elas

percebem que os outros parecem esperar;

– Consiste numa transformação de

comportamento que se passa com uma pessoa,

porque uma outra pessoa tem a expectativa de

que essa transformação ocorrerá.

Efeito pigmalião como motivação

• Efeito Pigmalião nas organizações:

– O desenvolvimento, a motivação e o desempenho

de uma pessoa dependem em parte da forma

como ela é tratada por outros, principalmente os

que têm ascendência (chefes/gerentes);

– Por sua vez, esse procedimento/tratamento é

produto da expectativa que a segunda pessoa

tem em relação à primeira.

Efeito pigmalião como motivação

• Quatro fatores principais:

– Clima organizacional: atmosfera psicológica

criada pelo gerente. Quanto mais favorável o

clima  confiança e maior abertura dos canais

de comunicação. O subordinado responde

positivamente a essa confiança;

– Informações: corretas, seguras e imediatas 

orientação e auxiliar no cumprimento da tarefa;

– Feedback: retroalimentando as ações e

iniciativas para onde deve ir;

Efeito pigmalião como motivação





Resultado final: evidencia as recompensas

(pode ser material, uma promoção ou

intangível, elevação da auto-estima,

aquisição de nova habilidade, etc.)

PERCEPÇÃO

• É a maneira de interpretar fatos, objetos e

informações que o ambiente fornece.

• A interpretação é uma decodificação que

empresta significado e valor para fato, objeto

ou informação.

• Diferentes pessoas que recebem a mesma

informação reagem de forma diferente e,

por esse motivo, a realidade objetiva provoca

sentimentos diferentes conforme o

observador.

PERCEPÇÃO

A diversidade de reações é produto de diferentes

fatores:

a) Experiência: fatos e pessoas associados a

experiências e sensações agradáveis são

lembrados de formas positivas;

b) Importância percebida da informação: as

reações variam de acordo com a importância

que a fonte da informação apresenta para

quem a recebe;

c) Preferências e características: idade,

preferências ideológicas, emprego e outras

características das pessoas afetam o

significado da informação recebida.

PERCEPÇÃO

• A percepção funciona como “par de

óculos psicológicos”, por meio dos quais

os estímulos do ambiente são

interpretados.

• A percepção é um dos principais

processos que afetam a motivação,

porque empresta significado e valor aos

estímulos e motivos, resultando em

padrões específicos de comportamento

para indivíduos e grupos sociais.

PERCEPÇÃO

• Assim, as diferenças individuais

(conhecimentos; habilidades e aptidões;

atitudes e interesses; necessidades e

percepção) influenciadas pelos valores

sociais e individuais, personalidade e

experiência pessoal, afetam de modo

decisivo a importância e o valor dos

estímulos externos. Para tornar mais

eficaz seu papel, o chefe/gerente deve ter

uma compreensão desses fatores (Teoria

Geral de Administração – A. Maximiano)

COMUNICAÇÃO



• Habilidade fundamental para você ir

em algum lugar melhor em sua

carreira.

• Toda ação comunicativa requer que

se leve em conta o ponto de vista do

receptor e não do emissor (fonte).

• Cuidado com os ruídos entre a fonte e

o receptor.

Comunicação

O que é preciso aprender e saber

a) Quatro aspectos da comunicação:

1. Linguagem: adequada, clara, concisa, objetiva,

temática e atual;

2. Interesse: pertinência daquilo que vai ser dito.

Não ficar dizendo coisas que não tem nada a ver,

ou contar histórias ou fatos nas quais ninguém

está interessado. Não considerar apenas o

interesse próprio;

3. Referências: argumentos sólidos, informações

precisas (eu li`não sei aonde... Eu acho que você

encontrará... não sei não); e,

4. Timing: questão do “tempo certo”.

Comunicação

b) Necessidade de preparar antecipadamente a

ação da comunicação

“Que resultados eu quero obter com essa ação”

Check list de planejamento:

O QUE – sobre o que eu vou falar?

QUEM – para quem eu vou falar?

QUANDO – quando é o momento certo?

COMO – como falar direito, que linguagem usar?

ONDE – onde falar?

QUANTO – quanto eu quero ganhar com isso?

Comunicação

c) Obter feedback de seu interlocutor



Quando se obtém um retorno espontâneo do

entendimento do receptor, o grau de

segurança do emissor (fonte) é muito maior. É

mais ou menos a diferença que existe entre

fazer a pessoa decorar uma informação e

compreendê-la de fato.



“Quando se compreende, não se esquece

facilmente” (W. Galvão da W2 Comunicação Negocial).

Comunicação

Cuidado com a comunicação.

“ Sessenta por cento de todos os problemas

administrativos resultam de ineficiências na

comunicação” (Peter Drucker);



Em comunicação oral nunca se esqueça que

“entre os inúmeros recursos para uma pessoa

se tornar chata, dois se destacam como

insuportáveis: ficar falando de façanhas ou

qualidades pessoais e contar histórias muito

longas” (Anônimo)

Comunicação

Erros comuns na comunicação:



1. Falar, falar, falar e não dizer nada. Contar

tudo nos mínimos detalhes e ninguém

entender nada;

2. Falar uma coisa e o corpo dizer outra.

Nossos gestos e expressões estão a nos

denunciar o tempo todo; portanto, é preciso

aprender a dominar o corpo;

3. Impor o seu pensamento;

Comunicação

Erros comuns na comunicação:



4. Falta de empatia. Empatia é colocar-se

psicológicamente e emocionalmente no lugar

do outro (almas gemeas). Sempre procure

colocar-se no lugar de seus alunos, ou

clientes, ou colaboradores e analisar com

sensibilidade as demais opiniões.

5. Não olhar para quem está falando. Essa é de

matar e, pior, super desmotivante. Trata-se

de uma questão de respeito

Comunicação

Erros comuns na comunicação:

6. Não aguardar a resposta. Essa é outra

campeã. Não atropele os pensamentos

alheios;

7. Não saber ouvir. Saber ouvir e como ouvir é

uma grande técnica de motivação. Então,

ouça com paciência e amor;

8. Não pensar antes de responder. Normalmente,

essa é a causa de grandes “gafes” e a

responsável mais comum por

desentendimentos pessoais;

(fonte: “Motivando o talento humano”, Paulo H. de Araújo, Ed. Eco, p.49-51).

Comunicação: O uso da

PowerPoint



• É comum o uso do PowerPoint em reuniões,

seminários, palestras etc.



• Para estes eventos, você sabe como usar este

instrumento auxiliar em comunicação?

O que evitar nas apresentações:



• Excesso de telas. Enche o quadro e a paciência, mas não

explica nada.



• Letras miúdas, com texto e gráficos demais. Dá sono. Evite

sempre slides “muito poluído”.



• Muitos recursos audiovisuais. Prefira os mais simples.

Muita animação, dispersa.



• Limitar-se a ler os slides. Apresentação é guia, não

muleta. Só lendo, lembra o professor de “antigamente”,

que só olhava para o quadro-negro e, à sua “costas”,

dispersão geral.


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