PROCESSADORES

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					TECNOLOGIA EM DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE – 2º NA




                     PROCESSADORES
              ARQUITETURA DE COMPUTADORES




                                        Disciplina: Arquitetura de Computadores
                                        Professor: Idelbrando
                                        Aluno: Leandro Aparecido Batista
                                        RA: 27.294.510
TECNOLOGIA EM DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE – 2º NA



Índice
ÍNDICE ............................................................................................................................................................. 2
EVOLUÇÃO DO PROCESSADOR NA HISTÓRIA ................................................................................... 3
O QUE É UM PROCESSADOR? ................................................................................................................... 6
   CARACTERISTÍCAS .......................................................................................................................................... 7
   COMPONENTES DE UM PROCESSADOR ............................................................................................................. 7
     Unidade Aritimetica e Lógica – ALU ......................................................................................................... 7
           Registradores ........................................................................................................................................................... 7
           Registradores de Ponteiro ........................................................................................................................................ 8
       Unidade de Controle – UC ......................................................................................................................... 9
           Relógio (Clock)........................................................................................................................................................ 9




Leandro Aparecido Batista – RA 27.294.510                                                                                                             Página 2 de 9
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Evolução do processador na história
      Em 1968, uma das maiores fabricantes de microprocessadores da atualidade é fundada: a
       Intel, por Robert Noyce. Um ano depois, uma de suas maiores concorrentes nos dias
       atuais, a Advanced Micro Devices, também é fundada, por Jarry Sanders. Para muitos, o
       processador 4004 da Intel, lançado em 1969, já pode ser considerado um marco na
       história da informática. Já havia tecnologia de processo de manufatura suficiente para
       colocar dentro dele 2300 transistores. Era um processador de 4 bits. Possuía 46
       instruções, cada uma com 8 bits de “comprimento”. Trabalhava com um clock de 108 KHz
       e era capaz de executar cerca de 60000 interações por segundo (0,06 MIPS). Endereçava 1
       Kb de memória de dados e 4 Kb de memória de instruções. Foi utilizado em calculadoras,
       como as da empresa Busicom Business Machines.
      Em 1970 é dada a partida inicial no projeto do IBM 801, que será um dos marcos iniciais
       para a formação do que hoje chamamos de RISC (reduced intruction set computing)
      Em 1971, a Intel lança uma extensão do 4004, o 4040. Ele possuía mais 14 instruções, e
       um PC (program counter) de 14 bits, contra 12 do seu antecessor. Além disso, possui
       mecanismos para lidar com interrupções.
      Em Janeiro de 1972, a Intel lança o 8008, um processador de 8 bits. Parecido com o
       4040, possuía 3500 transistores. Era capaz de endereçar 16 Kb de memória. Neste mesmo
       ano, é desenvolvida a linguagem de programação C. Por causa de sua popularização,
       tornou-se um fator de aumento da disponibilidade de softwares para as plataformas
       existentes.
      A mesma Intel lança, em 1974, o 8080. Era um processador de 8 bits, mas que utilizava
       16 para endereçamento. E possuía um stack pointer, um registrador que mantinha uma
       referência à região da memória onde estava a pilha do processador. Era a substituição da
       pilha interna que havia nos modelos anteriores pela pilha em memória.
      No mesmo ano, a Motorola lança seu primeiro processador, de 8 bits, o MC6800. Nele já
       havia 4000 transistores. Além disso, a empresa Zilog é fundada por ex-engenheiros da
       Intel.
      Em 1976 a Zilog lança o seu processador Z80. A intenção era fazer dele um 8080
       melhorado, mas com mais funcionalidades. Por isso, ele executava as instruções do 8080,
       mas possuía mais 80. Trabalhava a 2.5 MHz, e era de 8 bits. O Z80 tinha um banco de
       registradores maior do que o 8080, e possuía, além disso, registradores de índice (IX e
       IY), além do registrador IV, que permitia a realocação do vetor de interrupção. Tudo isso
       facilitava as trocas de contexto entre as aplicações, feitas pelo sistema operacional. Este
       chip equipava o micro brasileiro CP 500, da Prológica.
      Também em 1976, a Intel lança o 8085, um melhoramento do 8080, assim como era o
       Z80. A MOS Technologies, uma empresa fundada por ex-engenheiros da Motorola, lança
       seu primeiro processador, o 6502. Este é escolhido para equipar os micros Apple II, da
       Apple Computing. Possuía clock de 1 MHz, barramento de dados de 8 bits e de endereços
       de 16 bits. Tinha 56 instruções e 13 modos de endereçamento.
      Em 1978, a Intel lança o 8086, um processador de 16 bits. Foi seu primeiro processador
       de sucesso comercial. Trabalhava a 8 MHz, e possuía 300 instruções. Também já possuía
       registradores de segmento, utilizados para gerenciar a memória. Havia em sua construção
       29000 transistores e atingia marcas de 0.8 MIPS. Mais além, podia executar um pre-
       fetching da instrução seguinte enquanto executava a anterior, no que poderíamos chamar
       de um primeiro estágio de implementação de pipelining. Como muitos dispositivos ainda
       trabalhavam com 8 bits, tornava-se mais caro e difícil implementar sistemas com o 8086,
       pois este tinha 16 bits de dados.
      Deste modo, a Intel, em 1979, lança o 8088, um chip igual ao 8086, mas com barramento
       de dados de 8 bits. Assim ele poderia interfacear com outros dispositivos de 8 bits, bem
       como os de 16 bits.
      Também, em 1979, a Motorola lança o 68000. Possuía registradores de 32 bits, e
       barramento de dados e ALU de 16 bits. Mas internamente era um processador de 32 bits.


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      Os endereços eram calculados usando-se 32 bits, mas externamente usava 24 bits de
      endereço, para que coubesse em um encapsulamento de 64 pinos. Também possuía uma
      primeira implementação de pipelining, com o fetch da próxima instrução ocorrendo
      paralelamente à execução da anterior.
    Nesse ano, Joseph Fisher introduz o conceito de trace sheduling. É a teoria que dará base
      à arquitetura VLIW (very long instruction word).
    Em 1979, já haviam sido lançados os micros da Apple e Comodore.
    Em 1981, um dos maiores sucessos comerciais do mundo da computação surge: o IBM PC.
      Um microcomputador doméstico, baseado no processador Intel 8088, que possuía 64 Kb
      de memória RAM (outra invenção da Intel). Era equipado com o sistema operacional PC-
      DOS, da Microsoft. Na época, a gigante de Bill Gates ainda dava seus primeiros passos. A
      IBM não esperava que o sucesso fosse tamanho, recebendo 100.000 encomendas para a
      época do natal. Nesse mesmo ano, a revista americana Time elege como “man of the
      year”, algo como “a personalidade do ano”, o IBM PC. Enquanto isso corria paralelamente
      projeto nas Universidades de Berkeley e de Stanford. Ambas pesquisavam arquiteturas
      RISC, sendo o projeto do MIPS (microprocessor without interlocked pipelining)
      desenvolvido na última. As premissas técnicas dessas arquiteturas eram: obter CPI (cycles
      per instruction) igual a 1, utilizar-se de pipelining, e colocar um grande número de
      registradores no processador, para tentar diminuir a quantidade de acessos à memória, e
      trabalhar tranqüilamente com a idéia de load-store.
    Em 1982 o 80286 é lançado pela Intel. É um processador de 16 bits, capaz de endereçar
      16 Mb de memória, bem mais que os seus antecessores. Possuía também esquemas de
      memória virtual, de modo que ele podia endereçar 1 Gb dela. Para isso, o 80286 já
      incorpora uma MMU (memory management unit), uma unidade dedicada a fazer o
      mapeamento da memória virtual em física, e vice-versa. Também apresenta o que se
      chama de segmentação, uma técnica de dividir a memória em segmentos menores,
      indexados por registradores especiais. Além disso, utilizava o conceito de modo
      protegido, o que é um conceito que permite um certo nível de multitasking, ou a
      execução de mais de uma tarefa ao mesmo tempo. No seu lançamento, o modelo mais
      rápido trabalhava a 12.7 MHz, era capaz de chegar a 2,7 MIPS e possuía 134.000
      transistores, com tecnologia de construção de 1,5 micrômetros. Tornou-se o processador
      da maioria dos micros considerados PCs na sua época. No mesmo ano, a Sun
      Microsystems, a criadora do Java e da SPARC, é fundada.
    Também em 1982, a AMD lança o 286A, esse processador não representou um grande
      avanço tecnológico, porem tinha alguns recursos que o Processador da Intel não possuía,
      como por exemplo o emulador SEM, que é a habilidade de sair do modo de proteção. A
      IBM continua a investir no mercado de microcomputadores, lançando, em 1983, o PC XT.
      O XT do nome quer dizer extended technology.
    No ano seguinte 1983, Joseph Fisher, o desenvolvedor dos conceitos de trace scheduling
      funda a Multiflow, empresa cujo objetivo era construir supercomputadores baseados na
      arquitetura VLIW (very long instruction word).
    A Intel, em 1985, lança o que podemos considerar como o precursor dos seus
      microprocessadores modernos: o 80386DX. Um processador de 32 bits, que trabalhava a
      16 MHz no seu lançamento. Possuía 275000 transistores. Era capaz de endereçar 4 Gb (!)
      de memória física, e até 64 Tb de memória virtual, um grande salto em relação a seus
      irmãos mais velhos. A Intel até coloca em seu site a seguinte frase, com respeito à
      capacidade de endereçamento do 80386: “Can address enough memory to manage an
      eight-page history of every person on earth”. Em janeiro desse mesmo ano, a AMD lança
      o seu 386, que nada mais era que o 286A com algumas melhorias.
    Ainda em 1985, a primeira versão do Windows, da Microsoft, é lançada.
    Em 1987, é lançada segunda versão da Connection Machine, uma máquina que se utiliza
      de processamento paralelo, como 65536 processadores “simples”. Essa idéia nasceu de
      um estudante do MIT Artificial Intelligence Lab, chamado Danny Hillis. Ele pensou em
      uma máquina que fosse inspirada no cérebro, e que utilizasse, ao invés de apenas um



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      processador, muitos deles, trabalhando em paralelo. Máquinas desse tipo foram
      produzidas na Thinking Machines Company.
    No mesmo ano, a Multiflow produz o seu Trace/200, um computador que opera sobre a
      arquitetura VLIW. Ele possuía instruções que usavam de 256 a 1024 bits cada.
    Já em 1988, para ganhar compatibilidade com dispositivos de 16 bits, o 80386SX é
      lançado pela Intel. É um 80386DX com barramento de dados de 16 bits multiplexado.
      Primeiro trafegam os 16 bits, depois mais 16, completando os 32 necessários.
    A evolução continua e a Intel lança, em 1989 também, o 80486DX. Uma evolução natural
      do 80386, contava com 1,2 milhão de transistores, e inicialmente trabalhava a 25 MHz.
      Possuía uma FPU (floating point unit), para acelerar o processamento de números de
      ponto flutuante. E já trabalhava com um nível de cache. Versões posteriores trabalhavam
      com clocks mais altos, como 66 e 100 MHz. Pouco depois do lançamento da Intel a AMD
      lançava a sua versão desse processador, a exemplo da Intel, o novo processador vinha
      com coprocessador matemático integrado, foi disponibilizado nas velocidades de 22, 33 e
      50mhz. Esse processador pode ser considerado o inicio da popularidade da AMD, pois, em
      muitos testes comparativos realizados o 486 da Intel perdia para o 486 da AMD.
    No ano subseqüente 1990, a Intel lança o 80486SX, um 80486DX sem a FPU. No mesmo
      ano, a IBM e a Motorola começam a desenvolver o PowerPC, um processador RISC, que
      equiparia os AIX da IBM e os Machintosh da Apple. A cyryx
    A Intel, então, lança o Pentium, em 1993. Com 3,1 milhões de transistores, nas versões
      iniciais trabalhava a 60 e 66 MHz, e possuíam o que é chamado de arquitetura
      superescalar. Esta técnica consiste em replicar as unidades funcionais do pipeline,
      permitindo que mais de uma instrução seja executada a cada ciclo de clock. Para isso são
      buscadas mais de uma instrução da memória cache, e estas são escalonadas utilizando-se
      de uma heurística para decidir quais instruções são independentes e podem ser
      executadas ao mesmo tempo. O Pentium podia executar 2 instruções ao mesmo tempo.
      Além disso, o chip possuía 16 Kb de memória cache interna. Após ter assistido o
      lançamento e o sucesso do novo processador Pentium da Intel, a AMD sabia que tinha que
      lançar um produto a altura da rival, já que havia voltado para trás na corrida
      desenvolvimentista.
    Em 1995, lança o 5x86, ou apenas 586. Esse processador nada mais era que um 486
      melhorado com bus interna de 133Mhz. Esse processador não era páreo para os
      poderosos Pentium, como muitos testes demonstraram. Por essa razão, não foi bem
      aceito entre os consumidores e passou quase que despercebido. Vinha em velocidades de
      120, 133 e 150Mhz. Sabendo que precisa ter um produto competitivo com o Pentium, e
      meio a grandes críticas, a AMD lança o K5. O K significava Kriptonita, a única arma eficaz
      contra o Super-Homem (Intel). Esse processador era mais rápido que o Pentium de mesmo
      clock, mas a AMD não conseguia fazer versões com velocidades superiores a 116Mhz, o
      que tornou um problema para a empresa que via o Pentium chegar a 150mhz com
      facilidade.
    Em 1995, a Intel lança o Pentium Pro. O mais rápido operava a 200 MHz, e possuía 5.5
      milhões de transistores, com tecnologia de 0,35 micrômetros. Seu pipeline era grande:
      tinha 14 estágios. Executava 3 instruções por ciclo de clock, e possuía uma memória
      cache de 2 níveis: L1 e L2. Dependendo do modelo, a cache L2 podia ser de 256 Kb, 512
      Kb ou até 1 Mb. E também dispunha de um recurso que a Intel chama de Dynamic
      Execution, mas é também conhecida por speculative execution, relativa ao fato de se
      tentar manter os estágios do pipeline tão ocupados quanto possível, executando
      instruções antes mesmo de saber se elas serão necessárias. Também possuía branch
      prediction.
    Em 1997, a Intel cria uma tecnologia nova: A MMX, que consistia na verdade de um
      conjunto de instruções especiais para processamento multimídia acrescentado ao chip
      Intel comum. O primeiro microprocessador a carregar estas instruções foi o Pentium
      MMX. A AMD também lança o seu K6 MMX, copiando a tecnologia da Intel. Mas uma briga
      judicial obrigou a AMD a retirar o MMX do nome do processador, conferindo este direito
      apenas à Intel. O K6 por 1 mês foi o processador mais rápido do mercado. Vinha em


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      velocidades de 166, 200 e 233Mhz. Todos os testes mostravam o K6 sendo mais rápido que
      o Pentium, e chegando perto do Pentium Pro (só que por um preço bem mais baixo). A
      Intel, sabendo do sucesso da AMD adiantou o lançamento de seu novo produto e lança o
      Pentium II. Com um encapsulamento bem diferente daqueles que haviam sido utilizados
      até o momento, trabalhava inicialmente a 300 MHz. Tinha uma cache L2 de 512 Kb e 7,5
      milhões de transistores. Era capaz de endereçar 64 Gb de memória física. Os modelos
      Celeron (um chip mais barato e com menos cache), Xeon (pensado para servidores de
      trabalho mais intenso) e as versões para laptops também são lançadas.
    Em 1998, a AMD tentava achar um jeito de concorrer com a tecnologia MMX da Intel, que
      havia se tornado um fator muito importante para os consumidores que iriam comprar um
      processador novo. Então, a AMD decidiu que deveria fazer algumas melhorias em sua
      tecnologia de FPU e sua versão da MMX. Ao invés de voltar e desenvolver uma de cada
      vez, ela decidiu trabalhar nas duas ao mesmo tempo. O que resultou disso foi o 3DNow!
      Lançado com o novo processador K6 2, que vinha com velocidades de 266 à 550Mhz.
    Ainda em 1999, a intel lança o Pentium III, com 9,5 milhões de transistores, e
      freqüências de clock iniciais de 450 e 500 MHz. Já era construído com tecnologia de 0,25
      micrômetros. Tinha cache L2 de 512 Kb. O barramento externo já opera a 100 ou 133
      MHz. Versões mais novas foram construídas já com tecnologia de 0,18 micrômetros, e
      contavam com o que a Intel chama de Advanced Transfer Cache integrada. A AMD
      também entra no mercado da concorrente com o K6 III 3DNow. Essa tecnologia era
      parecida com a MMX, destinada a multimídia e gráficos 3D.
    Em 2000 a Transmeta lança o Crusoe. Embora empregue a tecnologia VLIW, foi
      projetado para ser compatível com a família x86. Consome de 60 a 70 % menos energia
      que seus concorrentes, transferindo a parte de determinar quais instruções serão
      executados e quando para um software que emprega um processo chamado code
      morphing, que traduz dinamicamente instruções x86 em instruções VLIW. Tal processador
      é indicado para dispositivos móveis alimentados por baterias.
    Ainda no ano de 2000, a barreira de 1 GHz de clock é ultrapassada: A Intel lança o seu
      Pentium III com esse clock. A AMD também coloca o seu Athlon 1 GHz no mercado. A Intel
      lança então, em 2001, o Pentium 4, seu último modelo para desktops de uso geral. Ainda
      neste ano, a Intel coloca no mercado o seu processador Itanium. Este é baseado na
      arquitura VLIW.
    Em 2002, o chip mais atual do Pentium 4 é construído com uma tecnologia de 0,13
      micrômetros e possui 55 milhões de transistores. O barramento externo opera a até 533
      MHz, e seu clock do processador é de 2,53 GHz. Possui 512 Kb de Advanced Transfer
      Cache. Neste mesmo ano, a AMD lança o seu Athlon XP 2200+, o mais avançado
      processador da linha XP, que opera a 1,8 GHz. Possui o que a fabricante chama de
      QuantiSpeed technology, uma reunião de técnicas relativas à arquitetura superescalar e
      superpipelining, que visa aumento de desempenho.
    A partir deste ano o aumento da força e o aquecimento resultante da aceleração dos
      processadores revelaram-se limitadores de performance dos equipamentos, levando-se
      em conta apenas o aumento de freqüências. Surge assim uma nova maneira de pensar em
      processamento, com o processador de núcleo duplo, que chegou ao mercado em meados
      de 2006. Estes chips, como a linha Core Duo da Intel e X2 das AMD, contam com dois nu-
      cleos ativos de processamento, o que proporciona uma performance maior quando mos
      utilizam vários aplicativos simultaneamente.



O que é um Processador?
Também conhecido como CPU ( Central Processing Unit – Unidade Central de Processamento ), o
Processador é uma das partes mais importantes para o funcionamento de um computador, por
este motivo é chamado de “cerebro da maquina”. Montado em um minúsculo pedaço de silício,
contendo milhões de transistores e outros componentes eletro- nicos interligados entre si, todos



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esses componentes trabalham juntos para manipular infor-mações, podendo assim realizar uma
grande variedade de tarefas e funções como: copia de dados, acesso a memórias, operações
lógicas, matemáticas, etc.

Caracteristícas
Geralmente possuem uma pequena memória interna, portas de entrada e de saída, e são
geralmente ligados a outros circuitos digitais como memórias, multiplexadores e circuitos lógicos.
Muitas vezes também um processador possui uma porta de entrada de instruções, que
determinam a tarefa a ser realizada por ele. Estas seqüências de instruções geralmente estão
armazenadas em memórias, e formam o programa a ser executado pelo processador.
Os processadores comuns trabalham apenas com lógica digital binária. Existem processadores
simples, que realizam um número pequeno de tarefas, que podem ser utili-zados em aplicações
mais específicas, e também existem processadores mais sofisticados, que podem ser utilizados
para os mais diferentes objetivos, desde que programados apro-priadamente.
Em geral, fala-se que um processador é melhor do que outro na medida em que ele pode realizar
uma mesma tarefa em menos tempo, ou com mais eficiência. Processadores podem ser
projetados para tarefas extremamente específicas, realizando-as com eficiência insuperável. Este
é o caso nos processadores que controlam eletrodomésticos e dispositivos simples como portões
eletrônicos e algumas partes de automóveis. Outros visam uma maior genericidade, como os
processadores de computadores pessoais.


Componentes de um processador

Unidade Aritimetica e Lógica – ALU
Responsável por realizar operações matemáticas e lógicas com os dados, é na verdade uma
“grande calculadora eletrônica” do tipo desenvolvido durante a II Guerra mundial, e sua
tecnologia já estava disponível quando os primeiros computadores modernos foram construídos. A
tecnologia utilizada foi inicialmente reles herança da telefonia, e posteriormente valvulas,
herança da radiofonia. Com o apareci-mento dos transistores, e depois dos circuitos integrados,
os circuitos da uni-dade aritmética e lógica passaram a ser implementados com a tecnologia de
semi-condutores. Ela soma, subtrai, divide, determina se um número é posi-tivo ou negativo ou
se é zero. Além de executar funções aritméticas, uma ULA deve ser capaz de determinar se uma
quantidade é menor ou maior que outra e quando quantidades são iguais. A ULA pode executar
funções lógicas com letras e com números.
A ULA divide-se em 3 unidades distintas:
Unidade Aritmetica:
Executa as operações aritmeticas (somas, subtrações, incrementos, etc);
Unidade Logica:
Executa operações logicas bit a bit ( AND, OR, NOT, XOR, etc);
Unidade de Deslocamento:
Executa operações de deslocamento (“shift”):
deslocamento para a esquerda – equivale multiplicar por dois.
deslocamento para a direita – equivale a dividir por dois.

Registradores
É uma pequena porção de memória localizada no processa-dor central. Os registradores permitem
acessos muito rápidos a dados e são usados para aumentar a velocidade de execução de
programas. A maioria das modernas arquiteturas de computadores opera transferindo dados da
memória principal para os registradores, onde estes são processados e o resultado é devolvido à
memória principal é a chamada arquitetura de carregamento e armazenamento.


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Utilizado para o armazenamento temporário dos dados. Os registradores estão no topo da
hierarquia da memória e propiciam ao sistema o modo mais rápido de acessar dados. O termo
geralmente é usado para designar apenas o grupo de registradores que podem ser utilizados
diretamente para entradas ou saídas através de instruções definidas no conjunto de instruções do
processador. O conjunto de instruções da arquitetura x86, por exemplo, define um conjunto de 8
registradores de 32 bits, mas uma CPU deste tipo possui mais registradores do que apenas estes.

Categorias de Registradores
Os registradores são medidos pelo número de bits que podem conter. Atualmente as máquinas
possuem registradores de 32 ou 64 bits. De acordo com o conteúdo, os registradores podem ser
classificados em registradores de uso geral, de segmento, de ponteiro e de estado .

Registradores de Uso Geral
EAX – Acumulador - Acessar portas de entrada/saída, realizar operações aritméticas, fazer
chamada de interrupções, etc.
EBX – Base - Ponteiro base para acessar a memória. Recebe alguns valores de retorno.
ECX – Contador - Contador para loops e deslocamentos (shift). Recebe alguns valores de
interrupção.
EDX – Dados - Acessar portas de entrada/saída, realizar operações aritméticas, fazer algumas
chamadas de interrupção.

Registradores de Segmento
   CS - Segmento de Código - Contém o segmento de código no qual o programa está rodando.
   Mudar seu valor pode pendurar o computador.
   DS - Segmento de Dados - Contém o segmento de dados que o programa acessa. Mudar seu
   valor pode resultar em dados errados.
   SS - Segmento da Pilha (Stack) - Contém o segmento de pilha usado pelo programa. Algumas
   vezes tem o mesmo valor que DS. Mudar seu valor pode levar os resultados imprevisíveis,
   geralmente relacionados aos dados.
   ES, FS, GS - Segmentos Extras - Estes registradores de segmento estão disponíveis para
   endereçamentos distantes (far pointer) como, por exemplo, memória de vídeo.

Registradores de Ponteiro
  ESI - Índice de Origem - É usado para copiar strings de arrays da memória.
  EDI - Índice de Destino - É usado para copiar strings, copiar e configurar arrays de memória e,
  juntamente com ES, para endereçamento distante (far pointer).
  EBP - Base da Pilha - Contém o endereço da base da pilha (stack).
  ESP - Ponteiro da Pilha - Contém o endereço do topo da pilha.


Registradores de Estado
Um registrador de estado é uma coleção de bits que indicam o estado de várias operações
matemáticas. Os bits são comumente chamados de flags (bandeiras) e são usados durante testes
de condição e ramificação de programas. O número de bits, sua ordem e a interpretação dada a
eles dependem de cada processador. Nos processadores Intel as flags mais importantes do
principal registrador de estado têm o seguinte significado:

        0      CF     Carry Flag    É a flag do "vai um" numa soma ou do "empresta
                                    um" numa subtração feita no bit mais significativo
                                    da ALU (unidade aritmética lógica).
        1                           Contém o valor 1.
        2      PF     Parity Flag   Flag de Paridade: indica se o número de bits de



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TECNOLOGIA EM DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE – 2º NA
                               um resultado é par ou ímpar.
       3                       Contém o valor 0.
       4     AF    Auxiliary   Flag Auxiliar.
                  Flag
       5                       Contém o valor 0.
       6     ZF    Zero Flag   Indica se o resultado foi zero.
       7     SF    Sign Flag   Indica se o resultado é positivo ou negativo.
       8     TF    Trap Flag
       9     IF   interruption Indica se houve uma solicitação de interrupção.
                  Flag
       10    DF    Direction   Usada em todas as instruções que usam o prefixo
       (0A)       Flag         REP (repetição), como MOVS, MOVSD, MOVSW,
                               etc.
       11    OF    Overflow    Indica quando o resultado de uma operação
       (0B)       Flag         precisa de mais bits do que os disponíveis no
                               registrador.


Unidade de Controle – UC
É o responsável por gerar todos os sinais que controlam as operações no exterior da CPU, e ainda
por dar todas as instruções para o correto funcionamento interno da CPU; É o dispositivo mais
complexo do Processador, responsável pela busca de instruções na memória principal e
determinação de seus tipos, controla a ação da ALU, realiza a movimentação de dados e
instruções de e para a CPU;

Relógio (Clock)
Dispositivo gerador de pulsos cuja duração é chamada de ciclo. A quantidade de vezes em que
este pulso se repete em um segundo define a unidade de medida do relógio, denominada de
freqüência. A unidade de medida usual para a freqüência dos relógios da CPU é o Hertz (hz), que
significa um ciclo por segundo.




                               Estrutura simplificada de uma CPU




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