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VANGUARDAS ART�STICAS EUROP�IAS - �ISMOS� -

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VANGUARDAS ART�STICAS EUROP�IAS - �ISMOS� -
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12/9/2011
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VANGUARDAS ARTÍSTICAS

EUROPÉIAS

- “ISMOS” -



Vanguardas: em termos artísticos, designa aqueles que

prevêem e anunciam o futuro, os novos tempos.

Expressionismo







O grito (1893), de Edvard

Munch; óleo sobre

cartão.

Expressionismo



A boba (1917), tela de

Anita Malfatti em que

sobressaem os

elementos dramático,

emocional e, enquanto

temática, marginal.

Expressionismo



Maternidade, Almada-

Negreiros. A tendência

expressionista calcada

no exagero atinge em

cheio os modernistas

portugueses.

Expressionismo



Crianças abandonadas,

Lasar Segall. O aspecto

quase caricatural da

realidade é o que a

pintura expressionista

traduz.

Expressionismo

Expressionismo na literatura:

• Linguagem fragmentada, elíptica, constituída por

frases nominais (basicamente aglomeração de

substantivos e adjetivos), às vezes até sem sujeito;

• Despreocupação com a organização do texto em

estrofes, com o emprego de rimas ou de

musicalidade;

• Combate à fome, a inércia e aos valores do mundo

burguês.

Futurismo



Parada amorosa, 1917.

Nesta tela, o cubista

Picabia faz nítida

homenagem à máquina,

realçando a tendência

futurista de “valorizar os

mecanismos que movem

o mundo”, em suas

próprias palavras.

Futurismo





Automóvel

correndo,

de Giacomo

Bahia.

Futurismo

Futurismo na literatura:

• A destruição da sintaxe e a disposição das “palavras em liberdade”;

• O emprego de verbos no infinitivo, com vistas à substantivação da

linguagem;

• A abolição dos adjetivos e dos advérbios;

• O emprego do substantivo duplo (burguês-burguês, burguês-níquel,

mulher-golfo) em lugar do substantivo acompanhado de adjetivo;

• A abolição da pontuação, que seria substituída por sinais da

matemática (+) , (-) , (=) , () e pelos sinais musicais;

• A destruição do eu , isto é, toda a psicologia;

• Onomatopéias e imagens que incorporam o som das engrenagens

da máquina;

• Percepção por analogia.

Futurismo

Ode triunfal



À dolorosa luz das grandes lâmpadas elétricas da fábrica

Tenho febre e escrevo.

Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,

Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos.



Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r eterno!

Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!

Em fúria fora e dentro de mim

(...)



(Álvaro de Campos – heterônimo de Fernando Pessoa)

Cubismo





Les Demoiselles

d’Avignon (1907), de

Pablo Picasso.

Cubismo



Carnaval em Madureira,

Tarsila do Amaral. De

Albert Gleizes, Tarsila

recebeu a chave do

Cubismo, que cultivou

com amor e sob uma

ótica construtivista.

Cubismo



Mulher com flor (1932), de

Pablo Picasso, que assim se

manifestou em certa ocasião:

“Toda a gente quer

compreender a arte. Por que

não tentam compreender as

canções de um pássaro? [...]

Pessoas que querem explicar

telas normalmente ladram para

a árvore errada”.

Cubismo

Cubismo na literatura:

• Humor;

• Antiintelectualismo;

• Valorização dos cinco sentidos;

• Superposição de planos – frases breves e

rápidas – cinematográficas;

• Ilogismo – mais analógico que lógico.

Cubismo

Poeminha cinético



Era um homem bem vestido

Foi beber no botequim

Bebeu muito, bebeu tanto

Que

s a iu

de



a s m.

s i

(Millôr Fernandes)

Cubismo



O Capoeira



- Qué apanhá sordado?

- O quê?

- Qué apanha?

Pernas e cabeças na calçada



(Oswald de Andrade)

Dadaísmo







Colagem-espelho,

obra de

Kurt Schwitters,

de 1920.

Dadaísmo









Marcel Duchamp

Dadaísmo

Dadaísmo na Literatura:

• Agressividade, improvisação, desordem;

• Rejeição a qualquer tipo de racionalização e

equilíbrio;

• Livre associação de palavras – o acaso substitui a

inspiração, a brincadeira substitui a seriedade;

• Invenção de palavras com base na exploração da

sonoridade.

Dadaísmo

Receita para fazer um poema dadaísta

Pegue um jornal.

Pegue a tesoura.

Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema.

Recorte o artigo.

Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e

meta-as num saco.

Agite suavemente.

Tire em seguida cada pedaço um após o outro.

Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco.

O poema se parecerá com você.

E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda

que incompreendido do público.

(Tristan Tzara)

Dadaísmo

A Batalha

Berr... bum, bumbum, bum...

Ssi... bum, papapa bum, bumm

Zazzau... Dum, bum, bumbumbum

Prä, prä, prä... râ, äh-äh, aa...

Haho! ...

(Ludwig Kassak)

Surrealismo

Neste Rosto de Mae West

podendo ser utilizado como

apartamento surrealista,

Salvador Dalí apropria-se da

técnica de colagem dos

dadaístas, apresentando

objetos deslocados de suas

funções: os cabelos de atriz

transformados em continas; os

olhos, em quadros; o nariz, em

aparador; os lábios, em

poltrona.

Surrealismo



Sonho provocado pelo

vôo de uma abelha em

torno de uma romã, um

segundo antes do

despertar, data de 1944.

Salvador Dalí.

Surrealismo









A persistência da memória, de Salvador Dalí.

Surrealismo



Surrealismo na literatura:

•Imagens oníricas - extraídas do sonho, do imaginário;

•Metáforas surreais – realidade e sonho se conjugam;

Surrealismo

Estudo nº 6





Tua cabeça é uma dália gigante que se desfolha nos meus braços.

Nas tuas unhas se escondem algas vermelhas,

E da árvore de tuas pestanas

Nascem luzes atraídas pelas abelhas.

(...)





(Murilo Mendes)

Surrealismo

Poema da amiga



“Gosto de estar a teu lado,

Sem brilho.

Tua presença é uma carne de peixe,

De resistência mansa e um branco

Escoando azuis profundos.



Eu tenho liberdade em ti.

Anoiteço feito um bairro,

Sem brilho algum.



Estamos no interior duma asa

Que fechou.”

(Mário de Andrade)


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