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					        SENADO FEDERAL
        COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO - BINGOS




74ª REUNIÃO DA COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO,
CRIADA PELO REQUERIMENTO Nº 245, de 2004, PARA
“INVESTIGAR E APURAR A UTILIZAÇÃO DAS CASAS DE BINGO
PARA A PRÁTICA DE CRIMES DE LAVAGEM OU OCULTAÇÃO DE
BENS, DIREITOS E VALORES, BEM COMO A RELAÇÃO DESSAS
CASAS E DAS EMPRESAS CONCESSIONÁRIAS DE APOSTAS
COM O CRIME ORGANIZADO”.
REALIZADA NO DIA 09 DE MAIO DE 2006 ÀS 11 HORAS E 54
MINUTOS.

      SR. PRESIDENTE SENADOR EFRAIM MORAIS (PFL-PB):
Havendo número regimental, declaro aberta a 74ª Reunião da
Comissão parlamentar de inquérito. Criado pelo Requerimento
nº245/2004, para investigar e apurar a utilização das casas de Bingo
para a prática de crime de lavagem, ocultação de bens, direitos e
valores, bem como a relação dessas casas e as empresas
concessionárias de apostos, com o crime organizado.
      Informo que a presente Reunião destina-se, a oitiva do Sr.
Carlos Eduardo Canto, Presidente da Federação Brasileira de Bingos.
       Informo aos Srs. Senadores, que a Ata da Reunião anterior
encontra-se sobre a Mesa, coloco-a em votação propondo a dispensa
de leitura, os que aprovam permaneçam como estão. Aprovado.
       Quero comunicar aos Srs. Senadores, de que o expediente, que
foi encaminhado a esta CPI, primeiro do Dr. Paulo Fernando da Costa
Lacerda, Diretor Geral, que através do ofício nº 279/2006, Brasília, 8
de maio de 2006, comunica o Sr. Presidente a V.Exª, que foi
regularmente intimado nesta data, o Sr. Silvio Pereira, consoante os
termos do ofício nº 309/06 da CPI dos Bingos, tendo sido colhida a
respectiva assinatura na cópia inclusa. Aqui o Anexo, o “ciente” do
Sr. Silvio Pereira, na cidade de São Paulo, dia 8/5 às 16 horas. Então,
com essa comunicação, fica marcado para amanhã, às 11 horas da
manhã, a oitiva do Sr. Silvio Pereira nesta CPI, e também do Ministro
Cézar Peluso, que comunica esta CPI, também no dia de ontem, que
o Sr. João Arcanjo Ribeiro, tendo como impetrante o Advogado Zaid
Arbid, que concede liminar em medida cautelar em habeas corpus e
está vazada nos seguintes termos:
      “Sr. Presidente, comunico a V.Exª. que nos termos da decisão
cuja cópia segue em anexo, concedi liminar para garantir ao paciente
convocado a depor perante esta Comissão, CPI dos Bingos, o uso da
prerrogativa de permanecer em silêncio, se da resposta à pergunta


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que lhe for formulada puder a seu critério ou a critério de seus
Advogados, derivar em risco de auto-incriminação. Com relação aos
fatos que não impliquem auto-incriminação, persiste o dever de o
depoente prestar informação. Ademais, solicito informações sobre o
alegado   na   petição    cuja  cópia    acompanha    esse   ofício.
Atenciosamente, Ministro Cézar Peluso, Relator”.
      Só comunicando que a CPI recebeu esse comunicado no dia de
ontem, e hoje, pela manhã, já está sendo realizada a oitiva, lá na
cidade de Cuiabá, por uma Subcomissão desta Comissão, presidida
pelo Senador Romeu Tuma, ao Sr. João Arcanjo Ribeiro, que tem aqui
um comunicado que é concedida liminar em medida cautelar em
habeas corpus, para que ele possa ficar calado, se assim o bem
entender.
     Srs. Senadores, em votação a Ata já aprovada. Os Srs.
Senadores que aprovam permaneçam como se encontram.
Aprovada.
      Solicito da Assessoria de que faça entrar a esta sala ao tempo
que convido para tomar assento à Mesa, o Sr. Carlos Eduardo Canto,
para os seus esclarecimentos.        O Sr. Carlos Eduardo Canto,
Presidente da Federação Brasileira de Bingos. Agradecendo já a
presença do Sr. Carlos Eduardo Canto, que é Presidente da Federação
Brasileira de Bingos, o Dr. Carlos Eduardo L. Canto, ele assina termo
de compromisso nos termos do art. 203 do Código do Processo Penal.
      Nós agradecemos e pedimos desculpas a V.Sª., em função da
última quarta-feira, quando V.Sª. estava também marcado para o
seu depoimento, em função de um fato urgente, que foi a convocação
do garçom Ângelo, da cidade de Campinas, V.Sª. colaborou com esta
CPI, no sentido de que nós pudéssemos fazer então esse adiamento.
Agradeço mais uma vez a V.Sª., pedindo desculpas pelo incômodo
em relação à semana passada. Mas eu vou conceder a palavra a
V.Sª., Dr. Carlos Eduardo, para que V.Sª. possa fazer a sua
exposição inicial. Terá o tempo que se fizer necessário, em seguida o
colocaremos à disposição dos Srs. Senadores, a partir do Relator,
para fazer as perguntas que desejarem. V.Sª. tem a palavra.
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Obrigado. Sr.
Presidente, Senador Efraim Morais, Sr. Relator, Senador Garibaldi
Alves, Sr. Vice-Presidente Senador Mozarildo. Como Presidente da
Federação Brasileira de Bingos e do Movimento PRÓ-BINGO, venho
prestar esclarecimentos, atendendo a convocação feita por esta CPI.
Acredito, ter a grande oportunidade de expor o trabalho que estamos
fazendo à frente dessas entidades.
     Meu nome é Carlos Eduardo Loures Canto, brasileiro, casado,
empresário, residente, domiciliado em Curitiba, Paraná. A minha luta
começou com o fechamento das Casas de Bingos, a qual eu era um
dos sócios. Não aceitando essa situação, porque depois de atendida


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todas as exigências do Ministério dos Esportes na época, resolvemos
investir no Setor de Bingos. Para abrir, tínhamos uma autorização
fornecida pelo Governo Federal, em virtude do cancelamento dessas
autorizações da Caixa Econômica Federal, passamos a ser
autorizados por Legislação Estadual. Findando essas autorizações,
fomos procurando na justiça respaldo para manter em funcionamento
os Bingos. Tínhamos que tomar uma decisão, ou sair definitivamente
do Setor ou lutarmos por uma regulamentação definitiva. Optando
por lutar, um grupo de empresários de vários Estados, resolveu unir-
se nessa caminhada por essa regulamentação. Foi dessa forma que
sugeriu a FEBRABINGO, em agosto de 2003, e em seguida o
Movimento PRÓ-BINGO, que serviria como um guarda-chuva para
todos os anseios do nosso Setor. Portanto, estamos há quase três
anos nessa luta por uma regulamentação definitiva. Ninguém faz um
movimento nacional com sede nessa Capital Federal e em seguida,
buscando regulamentar uma atividade ilícita. O Movimento PRÓ-
BINGO busca justamente uma regulamentação e fiscalização
transparente para o Setor, desejamos acabar com a imagem
deturpada que compromete toda a categoria de empresários e
trabalhadores do nosso segmento.
      Estudos tributários demonstram que o Governo deixa de
arrecadar próximo de dois bilhões e quinhentos milhões de reais/ano.
Fico pensando, sempre quando venho a Brasília nesses últimos três
anos: “Qual setor que vem a Brasília pedindo para ser tributado?”
Acredito que hoje, só o nosso.
       É importante salientar a esse Congresso, que dos 108 países
que pertencem à Organização Mundial do Turismo, apenas Brasil e
Cuba não permitem jogos. Cuba já está em estudos para autorizar
estrangeiros a jogar em seu território, o que confirma que a proibição
da atividade no Brasil, está na contramão do progresso mundial de
desenvolver o turismo na área de lazer e entretenimento.
Poderíamos com o aumento do turismo desenvolver várias outras
áreas que estão procurando espaço, como empresas teatrais,
cantores, cantoras, atores, atrizes e o parque hoteleiro. Queríamos
com a sugestão acima mostrar ao mundo a grande potência de
criatividade que tem o brasileiro. Como exemplo, podemos citar: o
frevo, o samba, a lambada e danças folclóricas em vários Estados.
      Quero aqui abrir um parêntese, deixando como sugestão, que
existe hoje a Casa de Artistas no Rio de Janeiro, e esses artistas
estão na maioria lá abandonados e o nosso público é o público hoje
da melhor idade, hoje, como se diz. Então, sugerindo que essas
pessoas poderiam ser hoje relações públicas, os artistas de ontem,
poderiam ser os nossos relações públicas de hoje.
     A história dos Bingos, no Brasil, iniciaram a suas atividades em
93 através da Lei Zico, posteriormente modificada pela Lei Pelé e
depois vindo a Lei Maguito. Mas a nossa preocupação, em função de


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sempre estarmos legalizados, que nós sempre tivemos a fiscalização
tanto da União, dos Estados e Municípios, como qualquer outra
atividade.   A Federação está procurando fazer um trabalho de
conscientização a todos os empresários no Setor de Bingos no Brasil,
optando, inclusive, por um Conselho de Ética, onde pensamos em
coibir empresários e empresas, que porventura, venha prejudicar o
nosso Setor, como qualquer outro setor, como qualquer outro órgão,
como OAB, CRM, CRC, que tem no Brasil. Agora, como sugestão,
logicamente, o Governo poderia através de ter hoje, uma agência
nacional que regulasse os jogos, como existe a ANEEL, a ANATEL,
enfim, outras agências reguladoras.
      Queria salientar que sempre na época da Caixa Econômica,
sempre nós estivemos com laudos, sempre as Casas de Bingos
trabalharam com laudos em todas as áreas de seus produtos, dentro
da Casas. Então, sempre foi exigido isso perante a... Na época a
Caixa Econômica Federal, nós fazíamos parte dessa empresa, essa
autarquia.
      Tem outro assunto, que é muito importante a gente colocar,
que sempre vem à mídia, que é a parte da compulsão, que fala do
jogo em si de Bingos, mas a compulsão... O jogador que não tiver
jogando nos Bingos, ele vai estar jogando na Internet, ele vai estar
jogando hoje, pelo telefone, inclusive, vários aqui estão notando que
existem no momento vários jogos sendo lançados pela televisão e
essas pessoas seriam, na verdade, a compulsão é mesmo até hoje,
um menor de 18 anos de idade, que sempre foi o nosso intuito de
não entrar menor nas nossas Casas de Bingos, e hoje qualquer
criança poderia discar um telefone e fazer uma aposta pelo telefone.
      Então, nós sugerimos que existisse realmente, o nosso projeto
prevê um fundo para o tratamento dessa compulsão, mas não querer
colocar no colo dos Bingos que a compulsão é de jogos.
       Quero também salientar o trabalho feito pelas loterias
estaduais, pela ABLE, Associação Brasileira de Loterias Estaduais.
Porque, como exemplo, podemos citar a primeira loteria do Brasil que
foi instalada no Rio Grande do Sul em 1843, repito, 1843, e essa
loteria tem até hoje a sua carta.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Por
favor, Sr. Carlos Eduardo, é ABRA...? O nome da entidade que o
Senhor falou.
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: ABLE, Associação
Brasileira de Loterias Estaduais.
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: E gostaria de citar
também, como exemplo transparência e fiscalização, entre vários
Estados, várias autarquias estaduais, a CODESC de Santa Catarina,
que serviu de modelo para muitos Estados, e hoje tem uma
transparência em relação a sua atuação, como também a ARP de


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Pernambuco, pelo seu rígido controle do Setor. Somos, sim,
favoráveis às loterias estaduais, onde, os recursos oriundos seriam
aplicados imediatamente aos Estados e teríamos uma fiscalização
bem mais eficaz, como sugeriu dias atrás aqui o Dr. Osíris Lopes
Filho, em função de você ter uma maior distribuição para os Estados,
esses recursos ficarem rapidamente nos seus Estados, não terem que
fazer um passeio.
      Quero salientar a preocupação do Setor, já há três anos, antes,
inclusive, de ser instalada essa CPI, de um abaixo-assinado que nós
estamos hoje, através de empresários, funcionários, clientes e
amigos, inclusive, essa sugestão de abaixo-assinado foi feita por um
cliente, onde estamos coletando, e o nosso objetivo é ter um milhão
de assinaturas, hoje nós temos aí próximo de 500 mil assinaturas.
      Quero também salientar, feita a sugestão por esta CPI, onde eu
tive a oportunidade de ler pelos jornais sobre o plebiscito. Eu
acredito, o nosso Setor não teme nenhum tipo de ação, nós estamos
acostumados e somos transparentes, e hoje o plebiscito seria
realmente muito oportuno, só que o Setor não está agüentando
muito tempo, então nós precisaríamos que esse plebiscito fosse o
mais rápido possível.
      Quero salientar que as liminares hoje, que sustentam os
negócios, as Casas de Bingos, hoje no Brasil, são pareceres de
Juristas famosos e nós temos hoje Juízes que mantêm nossas Casas
abertas. E finalizando, gostaria de dizer que os proprietários, nós e
funcionários de Bingos, desejamos apenas trabalhar numa atividade
regulamentada e prevista em lei, desejamos desempenhar nossas
funções decentemente, obter lucros, cumprir nossos compromissos e
progredir como todos, desejamos a definitiva regulamentação do
Setor, através de sugestão que poderá vir dessa CPI dos Bingos.
Bingos, regulamentar é preciso. Obrigado.
      Quero passar aqui ao Relator, para ajudar. É uma relação dos
Bingos, nós temos através do mailing, e também da instituição da
FEBRABINGO, no Ministério do Trabalho, bem como Sindicatos de
vários Estados, onde nós estamos com as cartas sindicais.
     SR. PRESIDENTE SENADOR EFRAIM MORAIS (PFL-PB):
Agradeço a V.Sª. e seriam dados nossos.
      Nós agradecemos essa relação, ao tempo que            também
precisamos do auxílio tanto da FEBRABINGO como da...
    SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Movimento PRÓ-
BINGO. É FEBRABINGO e...
      SR. PRESIDENTE SENADOR EFRAIM MORAIS (PFL-PB):
Esta CPI encaminhou, sugestão do Relator, um formulário para todas
as casas de Bingo, para algumas informações que serão importantes
na conclusão dos trabalhos do Relatório do Sr. Senador Garibaldi


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Alves. Então, pediria também a V.Sª., aproveitando a presença, para
que dentro de uma ação da FEBRABINGO, no sentido de agilizar a
devolução desses formulários, já que o nosso prazo previsto no final
dos nossos trabalhos é até 24 de junho. Se possível, a interferência
de V.Sª., no sentido de agilizar esses dados que é importante para a
conclusão do relatório do Senador Garibaldi Alves. E agradeço aqui
essa relação de empresas, com os seus possíveis endereços, ou
melhor, com seus endereços e Estado da Federação.
     ORADOR        NÃO     IDENTIFICADO:       da    Federação,   da
Constituição, Ministério do Trabalho e dos Sindicatos. Como estão os
processos hoje?
     SR. PRESIDENTE SENADOR EFRAIM MORAIS (PFL-PB):
Processo de pedido de registro sindical--
      ORADOR NÃO IDENTIFICADO:               Já   temos   duas   cartas
sindicais e outras em andamento.
      SR. PRESIDENTE SENADOR EFRAIM MORAIS (PFL-PB): --
sindicais também, e processo em andamento que será importante
para o Sr. Relator. Eu concedo a palavra ao Relator Garibaldi Alves,
V.Sª. tem a palavra, Senador Garibaldi Alves.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Sr.
Carlos Eduardo Canto, a primeira pergunta que eu faço a V.Sª., qual
é a relação entre a FEBRABINGO e a ABRABIN? Se é que existe.
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: A FEBRABINGO é
uma Federação Nacional, onde ela, para ser montada, ela teria que
ter no mínimo, pelas leis nacionais, cinco Sindicatos. Então, com a
formação desses cinco Sindicatos, originou-se a criação da
FEBRABINGO. E a Associação Brasileira de Bingos, como o próprio
nome diz, é uma Associação que não teria um vínculo com os órgãos
federais, seria o Ministério do Trabalho.
        SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Não tem?
     SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: A Associação não, a
Associação não tem uma ligação obrigatória, os Sindicatos e a
Federação, elas são obrigadas a ter uma legislação específica.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO                   (PMDB-RN):      E
quantos são os ligados, filiados a FEBRABINGO?
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Hoje nós estamos
em seis sindicatos, sendo dois já com carta sindical e os outros estão,
pelo processo que eu passei ao Senhor, eles estão tramitando no
Ministério do Trabalho e existem vários Sindicatos sendo criados no
Brasil pelo Setor de Bingos.
       SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Esses
seis localizam-se mais no sudeste?



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      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Esses seis são:
Bahia, tem o Sindicato que fica em Pernambuco, Minas, Santa
Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): V.Sª.
possui uma casa de Bingos, conforme...
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Eu possuía. Hoje...
a minha luta começou aí, porque fui fechado, pelas diversas
tentativas, apesar, como expliquei, na época nós analisamos um
grupo de empresários, que as autorizações eram feitas pelo Governo
Federal, Ministério dos Esportes, e logo depois, quando as
autorizações cessaram através da Caixa Econômica, foi feito um
Decreto Estadual. E esse Decreto Estadual acabou sendo revogado
pelo Governador atual.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Esse
Bingo do Senhor é no Rio?
        SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Em Curitiba.
        SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Curitiba.
     SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Eu não tenho Casa
nenhuma no Rio de Janeiro.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Quer
dizer que hoje o Senhor não é proprietário de Casa de Bingo?
     SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Hoje eu tenho a
empresa ainda, mas não está fisicamente aberto.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Mas o
Senhor é proprietário de máquinas?
        SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Não.
        SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Também
não.
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO:                   Nunca   fui
proprietário de máquinas. Eu sou operador de Bingos.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): V.Sª.
poderia nos informar quais são os principais distribuidores de
máquinas eletrônicas programadas ou máquinas caça-níqueis no
Brasil?
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Senador, a minha
luta é pela, como diz, a Federação Brasileira de Bingos. Nós fizemos
um movimento PRÓ-BINGO, nós estamos defendendo o Setor de
Bingos. Quer dizer, a parte de máquinas e proprietários de máquinas
já não é dentro do nosso... Logicamente é um produto dos Bingos,
mas eu defendo aqui os Bingos. A abertura dos Bingos.




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      SENADOR ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL-BA): Sr.
Relator, poderia perguntar: se ele não tem casas de Bingos, porque
ele continua Presidente da Associação?
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): V.Sª.
ouviu o Senador Antônio Carlos?
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Na época, Senador,
nós fizemos uma análise, um investimento, resolvemos entrar no
ramo de Bingos, eu e mais cinco sócios, oriundos de diversas áreas
da sociedade, no Paraná e fizemos um investimento. Esses sócios
hoje, a maioria deles, voltaram para suas áreas de atuação,
empresas de carro, mercado noturno, e eu, não aceitando esse
fechamento, não aceitando que o Brasil fornecesse uma autorização,
que eu tive que praticamente oferecer ao Governo todo o meu
currículo, enfim, fizemos todo o tipo de documentação necessária e
de uma hora para outra esse mercado não pode mais... proibido. E
sinceramente, Senador, eu não aceitei... Eu tinha duas alternativas:
ou seguia exemplo de alguns sócios...
     SENADOR ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL-BA): Mas
o Senhor não tem mais Casa de Bingos?
        SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Não.
      SENADOR ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL-BA): Mas é
o Presidente?
        SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Sou o Presidente.
     SENADOR ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL-BA): E
negociou com o Governo o problema do Bingo.
        SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Oi?
      SENADOR ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL-BA): V.Sª.
disse agora que negociou com o Governo, o problema do Bingo.
     SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Desculpe, não
entendi. Negociei...?
     SENADOR ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL-BA): Com
pessoas do Governo para que houvesse o Bingo oficial.
     SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Não, não. Não
negociei.
        SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Na época, em 99--
     SENADOR ANTONIO CARLOS              MAGALHÃES       (PFL-BA):
V.Exª. então, se expressou mal.
     SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Em 99 apresentei a
documentação, na época que era o Ministério dos Esportes, que era
Governo Federal. Então, nessa época eu apresentei toda a
documentação necessária para abrir as Casas de Bingos, era uma



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época que era permitido pelo Governo Federal, e logo depois, essas
autorizações, logicamente, todas as autorizações foram revogadas
pela Caixa Econômica, enfim, o Governo Federal não tinha mais
interesse nas autorizações de Bingos no país.
      SENADOR ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL-BA): Daí,
seus sócios saíram?
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Perfeitamente.
Nós...
      SENADOR ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL-BA): E
V.Sª. continuou?
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Eu continuei na luta
pela regulamentação.
     SENADOR ANTONIO CARLOS MAGALHÃES                     (PFL-BA):
Perdoe dizer, e os Bingos ainda rendem para V.Sª?
        SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Hoje?
        SENADOR ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL-BA): Sim.
     SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Não. Hoje não
rendem.
     SENADOR ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL-BA): E por
que o Senhor é Presidente?
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Em função até hoje
pelo meu tempo hoje, que eu posso me dedicar e voltando, Senador,
a explicar, não aceitei essa situação, e estou correndo... teria duas
alternativas, ou seguir um outro caminho ou procurar a
regulamentação.
      SENADOR ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL-BA): Quer
dizer, o Senhor não é remunerado em nada?
        SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Em nada.
     SENADOR ANTONIO CARLOS MAGALHÃES (PFL-BA): Está
perdendo dinheiro?
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Eu tenho outras
coisas. Eu sou corretor de imóveis, então, eu tenho outras
alternativas de ganho. Minha mulher tem uma loja em Curitiba,
então eu tenho outras alternativas que eu posso me sustentar.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Mas se o
Bingo for legalizado, o Senhor voltará a atuar no mercado dos Bingos.
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Acredito que sim,
com certeza, pretendo, se for o caso na época, dependendo dos
valores, eu acredito que sim.
      SENADOR ANTONIO CARLOS MAGALHÃES                    (PFL-BA):
Portanto, V.Exª. é um otimista com a volta do Bingo.


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      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Eu sou, com
certeza, Senador.
     SENADOR      ANTONIO      CARLOS      MAGALHÃES       (PFL-BA):
Obrigado.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): E quem
tem pagado esses pareceres de renomados Juristas, para que os
Bingos possam funcionar através de liminares?
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Essa pergunta,
Senador, para os empresários locais das suas Cidades, dos seus
Estados, eles procuram, através de Juristas, os pareceres que
possam manter suas Casas abertas. A Federação não tem nenhum
tipo de ingerência nessa decisão.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): E não
são Juristas de renome nacional, são Juristas dos Estados, que atuam
no setor jurídico dos Estados, na área jurídica, não é isso?
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Perfeito, estaduais
e federais, porque você acaba procurando a melhor--
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): E a
Federação não recebe nenhuma contribuição dos associados?
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: A Federação recebe
algumas contribuições para poder manter o seu escritório, porque nós
não temos condições hoje, de fazer nenhum tipo de gasto a não ser a
manutenção do escritório.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Os
Bingos tem 80% de suas receitas provenientes de máquinas
eletrônicas programadas ou máquinas caça-níqueis. Eu pergunto a
V.Sª., os Bingos, segundo a imprensa, a maioria dos grandes Bingos
tem mais de 80% de suas receitas provenientes de suas máquinas
eletrônicas programadas ou máquinas caça-níqueis? É verdade que o
Bingo tradicional de cartela foi quase totalmente substituído por suas
máquinas eletrônicas? Eu pergunto.
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Existe hoje, no
Brasil várias situação. Tem locais onde o Bingo de cartela é 80%, 70,
80%. E tem locais onde as máquinas dominam... O Brasil é muito
grande, então os costumes variam de acordo com as Cidades e
Estados.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Mas a
maioria dá para sentir, na maioria dos Bingos hoje no Brasil são de
máquinas eletrônicas... O Bingo de cartela está quase eliminado,
não?
     SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Olha, Senador, pelo
que eu converso com os empresários do Setor de Bingos, o que eles



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gostariam que tivesse o Bingo de cartelas, que seria o ideal para
todos hoje no brasil. Bingo de cartelas.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Porque
se fala, inclusive, que esses Bingos eletrônicos seriam quase
Cassinos. Ou não?
     SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Não, eu não
concordo com essa tese não, de maneira alguma.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): V.Sª.
conhece o Sr. Carlos Cachoeira?
        SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Não.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): O Sr.
Alejandro Ortiz.
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Conheço a família,
os irmãos Ortiz, que em 99, quando eu comecei a relação com os
Bingos, em feira, em São Paulo, eu os conheci, como outros também
do Setor.
     SENADOR GARIBALDI            ALVES    FILHO    (PMDB-RN):     E
Waldomiro Diniz?
        SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Não.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): V.Sª.
trabalha em outras atividades, já respondeu, inclusive, além do
Bingo.
        SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Sim, Senhor.
       SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Vários
depoentes nessa CPI disseram que o Sr. Carlos Cachoeira pretendia
implantar e comandar um sistema on-line, para exploração das
loterias, que abrangeria os Bingos e as máquinas eletrônicas
programadas.    V.Sª. acredita, que um sistema on-line poderia
garantir maior controle do Estado sobre as atividades dos Bingos,
reduzindo a sonegação e a lavagem de dinheiro?
     SR.    CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Eu acredito em
qualquer    sistema de informatização, qualquer sistema on-line,
realmente   eu acredito, mas eu não conhecia a idéia desse Sr. Carlos
Cachoeira   para o Setor. Eu não tinha noção, até a instalação dessa
CPI.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): V.Sª.
reconhece que há lavagem de dinheiro nos Bingos?
        SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Não.
        SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Não?
     SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Não. Eu não posso
entender, desculpe, Senador, que o nosso Setor de Bingos,


JJ/mn
basicamente ele é visitado pelo pessoal hoje, volto a repetir, dito da
melhor idade. Essas pessoas vão lá com vinte, trinta, cinqüenta reais
e muitas vezes eu me lembro que quando eu tinha Casa de Bingo, os
filhos, os netos deixavam os seus avós, seus pais na porta do Bingo e
iam buscar lá cinco, seis horas e essas pessoas tinham
congraçamentos, aniversários, um levava um bolo, então, não vejo
como poderia ser feita essa lavagem que falam do Setor.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): E
sonegação? V.Sª. não tem notícia de ocorrências, que a FEBRABINGO
poderia, inclusive, evitar esse tipo de...
        SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Com certeza.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Que
colabora para destruir o conceito da atividade.
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Senador, a
preocupação, quando surgiu a CPI, a preocupação e a sugestão fosse
que a gente tivesse até um Conselho, tipo de um Conselho de Ética,
dentro da Federação, onde pudesse coibir essas pessoas, empresários
que tivessem denegrindo ou utilizando-se do Setor para qualquer tipo
de ação. Eu concordo plenamente que hoje, isso seria o ideal e possa
ter a certeza de que a Federação, esse é um papel da Federação de
defender seus empresários, os seus Sindicatos.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Agora,
não foi criado não, o Conselho?
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Nós estamos, hoje,
esse Conselho existe, mas como a atividade hoje não está
regulamentada, então você fica... Nós precisaríamos também atuar
com esse Conselho, juntamente com uma agência reguladora, uma
agência controladora de jogos e ficaria muito mais forte, essa
sugestão. Mas temos interesse, sim, porque isso hoje não é invenção,
hoje, qualquer setor da economia tem seus Conselhos de
Propaganda, Advogados, Médicos, enfim, a gente tem que também e
procurar coibir essas pessoas. Existe selos hoje, selo do café, enfim,
em vários setores da economia, quer dizer a gente não estaria
inventando nada, estaria copiando o que existe de bom na sociedade.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): O Senhor
sabe que houve uma tentativa do Governo de regulamentar os Bingos
e um projeto chegou a ser elaborado. A FEBRABINGO teve alguma
participação nessas reuniões, que eram realizadas no próprio Palácio
do Planalto?
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Não, Senador, a
FEBRABINGO nunca... Ela só teve um convite, à época, para
participar de uma reunião pública, acho que foi até... Não sei seria o
nome, uma Audiência Pública que foi feito no subsolo do Palácio do
Planalto, com vários interessados do Setor e mesmo porque, na


JJ/mn
época foi bem definido, eu não me lembro o nome da pessoa, que
aquilo não seria uma definição de regulamentação do Setor,
simplesmente eles queriam ouvir as sugestões do Setor. Então, ali
tinham Advogados, tinham empresários, tinham associações, enfim,
todos que tinham interesse.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): E a
FEBRABINGO, naquela oportunidade não fez nenhum tipo de tratativa
com o Senhor Waldomiro Diniz?
     SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Não conheço o Sr.
Waldomiro Diniz. Então, da Diretoria da FEBRABINGO, que eu
conheça, não tem nenhum que tenha conhecimento com o Sr.
Waldomiro Diniz.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): E de que
forma V.Sª, a própria FEBRABINGO, tentam influenciar para que
ocorra a regulamentação das Casas de Bingo, dos jogos de Bingo no
Brasil?
        SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: É um trabalho
difícil, Senador. Mas nós temos que procurar ali até, como uma
tartaruga, quer dizer, é um trabalho que você tem que demonstrar,
no meu convencimento, aos poucos, mostrar o quanto o Governo
está perdendo com essa não regulamentação.           A meu ver,
logicamente, como empresário do Setor.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Essa cifra
de dois bilhões e quinhentos milhões, foi um levantamento realizado
por um escritório?
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Foi estudo feito por
um escritório, onde a gente via o quanto o Governo estava deixando
de arrecadar com o parque físico, o que ele poderia acrescentar nos
moldes hoje de uma comparação a cigarros, a bebidas, quer dizer,
aumentando imposto, fazendo o mesmo nivelamento.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Foi o Sr.
Osíris?
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Foi o Dr. Osíris que
fez esse levantamento.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Ele,
inclusive, compareceu a essa CPI, e ele nos ofereceu um projeto de
regulamentação para estudo nessa CPI. Quer dizer, que foi ele
mesmo que...
        SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Sim, Senhor.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Eu ainda
pergunto ao Senhor, V.Sª. tem conhecimento de alguma contribuição
para campanha de partidos políticos, por parte de pessoas ligadas às
Casas de Bingos, à FEBRABINGO?


JJ/mn
     SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Pela FEBRABINGO e
Movimento PRÓ-BINGO, não.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): E nem
por comentários, contribuições de bingueiros, contribuições
individuais, V.Sª. nunca ouviu falar, não?
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Os empresários do
Setor de Bingos, mesmo porque, quando a gente criou já o
Movimento da Federação, logo em seguida já estava essa CPI
instalada. Então, eu não tenho conhecimento nenhum de
fornecimento nesta área.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): O Sr.
Rogério Buratti, por exemplo, revelou a essa CPI que houve
contribuição de pessoas ligadas aos Bingos para campanha do PT no
valor aproximadamente de um milhão em São Paulo, e um milhão no
Rio de Janeiro. V.Sª. tem conhecimento disso?
        SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Não.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Nem
conhece os empresários portugueses, angolanos, José Paulo Teixeira
Cruz Figueiredo, conhecido como Vadinho, Arthur José Valente de
Oliveira Caio, o Caio, e Rui Manoel Mendes Francisco. V.Sª. conhece
esses empresários?
     SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Eu os conheci como
eu conheci os Ortiz, em feiras em São Paulo. Existia uma feira
chamada “Salex”, onde faziam exposições e eles conheciam. Mas
pessoalmente, de negócios, não.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Eram
exposições de...?
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Existia uma feira
em São Paulo, inclusive, esse ano o idealizador dessa feira veio a
falecer, Sr. Roberto Sales, ele fazia uma feira todo ano em São Paulo,
onde demonstrava todos os equipamentos, enfim, produtos para
Bingos.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Eles
vendíamos essas máquinas e expunham nessas feiras?
     SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Exatamente, foi ali
que eu os conheci.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): O Senhor
conheceu o Sr. Roberto Carlos Kurzweil?
        SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Não.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Não?
V.Sª. e os proprietários de demais Casas de Bingos, proprietários...
V.Sª. está sendo tratado aqui como proprietário, tendo em vista a


JJ/mn
presidência da FEBRABINGO, foram procurados para fazer pagamento
para representantes do Estado, pagamento por fora, não é imposto
assim para os representantes do Estado. Não tem conhecimento?
     SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Não, em hipótese
alguma, não.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): No Rio de
Janeiro, a Polícia Federal descobriu que algumas Associações
Esportivas davam recibos aos Bingos com valores superiores
efetivamente pagos. Outro exemplo foi dado pelo Sr. Nilton Campos,
Presidente da Federação Paulista de Boxe, que por contrato de
gaveta, recebia dez mil fixo ao invés dos 7% previsto em lei. Eu
pergunto ao Senhor: A quem se devia essas irregularidades: a
impossibilidade de controle do Estado sobre os Bingos ou a corrupção
de agentes públicos?
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Senador, eu não
poderia responder, porque isso é uma contabilidade de cada
empresa, mas existia na época cerca de 7%, que essas empresas
teriam que repassar às Federações, então acredito que na
contabilidade das empresas, como na minha, existia esse valor
realmente repassado. Agora, pela administração desses Presidentes,
eu não poderia lhe responder.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): E o
Senhor chegou a contribuir com essas entidades?
        SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Com certeza.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Mas
nunca chegou a receber?
       SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Sempre o que era o
de lei. Mesmo porque, Senador, na época, nós éramos
constantemente, como eu disse aqui, fiscalizados. Nós tínhamos que
passar um relatório para a Caixa Econômica mensal, então a
fiscalização tinha que ter dentro das Casas de Bingos, uma Mesa à
disposição da Caixa Econômica e depois ao Estado.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Mas o
Senhor tem conhecimento dessas irregularidades?
        SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Não.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Mas
ouviu falar que haviam...
        SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Ouvi pela imprensa.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Só pela
imprensa?
        SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Só pela imprensa.




JJ/mn
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Nunca foi
denunciar nada a FEBRABINGO?
     SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: FEBRABINGO não.
Hoje as denúncias que tem na FEBRABINGO, como lhe falei, devido a
algumas denúncias e o que sai na mídia, nós estamos tendo a
preocupação de fazer, ter uma transparêncinosso Setor.
       SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Sr.
Carlos Eduardo, essa CPI está muito preocupada em ter segurança no
que toca à regulamentação das Casas de Bingo. A questão tornou-se
assim, emblemática, com relação ao que essas Casas de Bingo
poderiam proporcionar à sociedade. De um lado nós temos aqueles
aficcionados, interessados em jogar, em comparecer às Casas de
Bingo, do outro lado, nós temos denúncias como essas, e outras
denúncias, como aquelas que eu já perguntei ao Senhor. V.Sª.
considera que está na hora mesmo de regulamentar o jogo de Bingo?
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Desculpe, Senador,
eu acho que já passou da hora. Porque, hoje, da maneira que está,
não vai agüentar mais. Quer dizer, nós estamos dando aí a
oportunidade, para que justamente continue cada vez mais não tenha
a seriedade do Setor. Logicamente, que vai se deixando a não
regulamentação e vai entrando aí...
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Mas o
Senhor veja bem, Sr. Carlos Eduardo, o Senador Romeu Tuma está
ausente aqui dos trabalhos, mas está participando de uma
Subcomissão da CPI, no Mato Grosso.           Ele tem denunciado
sistematicamente aqui, que no Estado de São Paulo estão sendo
instaladas Casas de Bingo luxuosíssimas, demandando assim altos
investimentos. O que nos leva a perguntar, que isso contraria o que o
Senhor está dizendo, que as Casas de Bingos estão... Ou elas estão
tendo lucros fabulosos com a atividade normal, atinentes à Casa de
Bingos, ou está havendo alguma prática que levaria essas Casas de
Bingos a terem esses lucros. V.Sª. mesmo falou que as pessoas mais
idosas comparecem às Casas de Bingo, com aquele dinheirinho, para
jogar, aquele dinheirinho contado, muitas vezes... E aí se deparam
com Casas de grande luxo. O que V.Sª. nos diz sobre isso?
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Senador, eu vejo
que em São Paulo, precisamente no Estado de São Paulo, como diz o
Senador Romeu Tuma, sempre fala em São Paulo. São Paulo, hoje, é
uma das maiores cidades do mundo, quer dizer, para você atingir
uma população, principalmente no nosso Setor, você tem que falar
que você é o maior, o melhor, enfim. Agora, os investimentos que
são alardeados, posso lhe garantir que não são esses e logicamente
esses empresários que abrem novas Casas, eles abrem, às vezes,
numa região onde já se fecharam 10, 20, 30 Casas. Então, existe
espaço, hoje tem mais empresários saindo do Setor em função da



JJ/mn
regulamentação, que não agüenta mais, do que os empresários que
estão no Setor. E tem alguns empresários, eu digo, inteligentes, na
sua criatividade, que na crise que se ganha dinheiro, esses acabam
aproveitando e abrindo Casas, já que eles têm uma empresa, onde,
através de uma liminar, eles podem estar abrindo. Agora, eles estão
regularmente dentro das condições de legislação atual.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): E essas
liminares, qual é a principal alegação, que os Juristas colocam nessas
liminares?
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: É a não
repristinação, quer dizer, não foi revogado alguns artigos da lei, quer
dizer, o que não é proibido não pode ser fechado. Então, basicamente
essa seria... Se a gente for entrar nessa parte jurídica iria levar muito
tempo, mas basicamente essa é a definição das liminares.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Em
termos de emprego, quantos seriam criados com a legalização?
     SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Hoje? Em torno...
Pelo parque que está aí, se fosse regulamentado os mil e poucos
Bingos, em torno de 120 mil empregos diretos.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): São mil e
poucos Bingos que criariam 120 mil empregos diretos.
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Isso assim em 90
dias, no máximo em seis meses.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): E o
Senhor continua com essa convicção de que os Bingos não são
Cassinos eletrônicos. Ou pelo menos não predomina essa versão com
relação aos Bingos?
        SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Sim, Sr. Senador.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Acha que
ainda temos o Bingo convencional nessas Casas, aquele “bingozinho”
de cartela.
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Com certeza, Bingo
de igreja.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Bingo de
igreja.
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Com certeza,
Senador, hoje o Bingo sempre foi e sempre será bem-vindo na
população. Eu discordo quando falam que é o começo dos Cassinos
no Brasil. Eu particularmente, sou... Vou dar até a minha opinião, eu
sou contra até Cassinos no Brasil. Eu acho que o Cassino você tem
que colocar em locais, como foi feito, em Las Vegas, em lugares
ermos, onde não tenha condição nenhuma de agroindústria, de
indústria, aptidão nenhuma. Então, é uma opinião pessoal, mesmo


JJ/mn
porque os Cassinos vindo para o Brasil, vão se fazer quatro, cinco, e
todos esses empresários nacionais, que estão aí lutando pela
regulamentação, vão ser... Isso é a mesma coisa que você abrir um
hipermercado num bairro e você acaba acabando com todas as
mercearias, açougues, farmácias desse mesmo bairro. Então, é uma
opinião pessoal, que eu vejo que não tem nada, quem conhece hoje
Cassino, vê que o Bingo não tem nada a ver com o Cassino, nada,
nada. Não existe. Existe hoje legislação no mundo inteiro sendo
feita, através de Municípios, através de Estados, através de
Governos, mesmo aqui na Argentina, que tinham o mesmo problema.
Hoje, eles estão com um modelo de gestão fantástico, quer dizer, é
aqui do lado. Então, o Governo está arrecadando muito e esse
dinheiro é imprescindível para o seu orçamento.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Mas não
é Cassino? É Bingo
    SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Não. Cassino,
mesmo, porque em...
      SENADOR      GARIBALDI      ALVES     FILHO    (PMDB-RN):      É
Cassino.
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Não é Cassino.
Inclusive, é proibido na Cidade de...
       SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Há uma
crítica da igreja também, com relação à liberação dos jogos. O
Senhor sabe que a igreja acha que a liberação dos jogos, aí não é só
de Bingo, em geral, pode levar à prostituição e a outros vícios. V.Sª.,
o que acha disso?
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Eu vejo que hoje a
igreja faz o seu papel, quer dizer, mas ultimamente eu não tenho
visto muito a sua crítica ao contrário. Eu acredito que essas pessoas
não interferem.
       SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): A crítica
é mais feita aos Cassinos, realmente, mas os Bingos também estão
incluídos nessa... Por essa relação que querem fazer, por essa
similitude que querem criar, entre o Bingo Eletrônico e o Cassino. E
V.Sª. faz questão de dizer que não tem nada a ver uma coisa com a
outra. Um é coisa do anjo, outra é coisa do diabo, talvez.
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Aí depende de cada
um, Senador. Eu luto, volto a falar, eu luto pela regulamentação,
como o Senador... Sou eterno otimista. Não sei se até lá vou ter os
recursos necessários para poder fazer o Bingo. Pelo menos eu vou
ajudar, porque eu acredito que após a regulamentação, nós vamos
ter muito trabalho pela frente, para poder fazer tudo isso que nós
sugerimos. Quer dizer, fazer com que a nossa classe seja unida e que
possa mostrar ao Brasil, como empresários hoje, estão no exterior,


JJ/mn
hoje nós temos dois órgãos de comunicação do Setor, que é o BNL,
esse BNL começou no Setor de Bingos, hoje está na área de jogos,
completamente, é um site diário feito por um Jornalista do Rio de
Janeiro, Vaguinho, onde ele engloba notícias do Brasil e do mundo.
Nós temos hoje uma revista, games, até eu trouxe aqui algumas
pastas para mostrar. Essa revista, pela sua qualidade editorial, ela já
foi lançada em quatro países. Quer dizer, então que hoje o brasileiro,
tenha a certeza, ele não vai deixar entrar os Cassinos aqui no Brasil.
Isso... pela Federação Brasileira de Bingos, já diz o nome. Nós aqui
estamos defendendo os Bingos, nós queremos a abertura dos Bingos.
Os produtos que vão ser colocados dentro dos Bingos é questão de
normatização e fiscalização.
      E volto a falar, o mais importante, a Caixa Econômica já
abdicou desse nosso controle dos Bingos. Não se sabe lá o motivo,
que logicamente nos poderíamos ter lutado, e hoje quem está afeito
é a loteria estadual, a loteria do seu Estado, a loteria de Pernambuco,
porque seus recursos não teriam...
     Eu me lembro que lá no Paraná, quando a gente fazia uma
denúncia de uma Casa de Bingo, ela levava 30 dias para fechar um
Bingo que estava ilegal. Ao passo que em Santa Catarina, a CODESC
fecha um Bingo em menos de 24 horas. Esses recursos estão nos
seus Estados. Os Estados precisam desses recursos e não há a
necessidade de hoje ir novamente centralizar isso no Governo
Federal. Então, teria que ter aí uma autorização que fosse uma
norma federal, mas dando esse poder aos Estados.
      Como diz aqui o Dr. Luiz, quanto mais espalhado, quanto mais
capilarizado hoje, no Brasil, esta preocupação de fiscalização seria
melhor para a sociedade. Então, é o que eu penso em relação a hoje.
      Volto a falar, sou Presidente da Federação Brasileira de Bingos,
criamos o Movimento PRÓ-BINGO, o nome já diz tudo, nós vamos
lutar e eu vou lutar até onde eu possa para regulamentar. E acredito
que essa CPI possa vir a dar essa sugestão em regulamentar os
Bingos no Brasil.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Nós
temos o maior respeito pelo Dr. Osíris, e ele, inclusive, compareceu
aqui a nossa CPI, mas contratar o Dr. Osíris não é fácil, porque ele é
um renomado Tributarista e foi a FEBRABINGO que pagou ao Dr.
Osíris?
      SR. CARLOS EDUARDO LOURES CANTO: Foi, nós fizemos um
contrato na época, ele era Advogado de um outro Bingo que tinha
uma ação, nós fomos procurá-lo, ainda com receio, bom... “Bingo?”...
Conversamos com ele, ele nunca tinha entrado num Bingo, mas a
nossa preocupação era justamente é pela rejeição que a própria
sociedade dá ao nosso Setor. Mas ele ficou estudando... E ele vê na
parte tributária, ele vê o quanto o Governo deixa de arrecadar,


JJ/mn
porque a transparência, isso quem vai dar é o próprio Governo, é a
própria sociedade.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Muito
obrigado.
     SR. PRESIDENTE SENADOR EFRAIM MORAIS (PFL-PB):
Agradeço a V.Sª.
        Concedo a palavra ao Senador Álvaro Dias.
       SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB-PR): Sr. Presidente Efraim
Morais, antes de indagar de V.Exª., apenas como informação, se já
há resposta do Sr. Silvio Pereira à intimação feita ontem por fax, pela
Polícia Federal. Se ele virá depor amanhã.
      SR. PRESIDENTE SENADOR EFRAIM MORAIS (PFL-PB):
Senador Álvaro Dias, no início, nós anunciamos o comunicado que
recebemos o Dr. Paulo Lacerda, que encaminhou ofício a esta CPI,
dizendo que o Sr. Silvio Pereira, ele foi regularmente intimado e ao
mesmo tempo que enviava cópia do nosso ofício, com o “ciente” do
Sr. Silvio Pereira, às 16 horas, do dia de ontem, na cidade de São
Paulo. Então, está confirmado para amanhã a vinda do Sr. Silvio
Pereira, a não ser que o Supremo determine que ele não tenha que
falar na CPI, e é evidente, que na condição de Presidente, eu terei
que cumprir. Caso contrário, ele virá a depor, não vejo outra razão,
outro motivo, nada que impeça, a não ser essa condição.
      SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB-PR): Obrigado, Sr.
Presidente. O Relator já esgotou as principais indagações que
deveriam ser formuladas, mas eu indago o Sr. Carlos Eduardo Canto,
sobre que tipo de compromisso, se é que houve, do Presidente Lula,
antes da posse, depois da posse com o Setor? O Presidente assumiu
algum compromisso de regulamentar ou não assumiu nenhum
compromisso? Acenou com a possibilidade? Manteve algum
entendimento com o Setor? Nós gostaríamos, inicialmente, que o
Senhor esclarecesse essas dúvidas.
       SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Senador, ele, pela
imprensa, inclusive, pela própria relação que ele mandou, citando os
Bingos pela regulamentação, depois ele chamando ao Palácio do
Planalto logicamente a pedido do Governo Federal. Então eu via que
existia o interesse na possível regulamentação. Agora, tratativas
diretamente do Setor, como órgãos associativos da ABRABIN,
FEBRABINGO, nunca tivemos contato com nenhum emissário,
nenhum governante.
     SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB-PR): Houve reunião? O
Senhor fez uma referência a uma reunião.
      SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: No Palácio do
Planalto, onde tinham lá umas cinqüenta pessoas e que foram
convidadas para...


JJ/mn
      SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB-PR): Essa reunião foi com o
Presidente?
     SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Não, não. Foi com
um Assessor, eu não me lembro o nome dele.
      SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB-PR): Não era o Waldomiro
Diniz?
     SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Não. Eu nunca
conheci o Senhor Waldomiro Diniz desde que eu estou no Setor de
Bingos, em 99.
     SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB-PR): O Senhor não lembra
o nome do Assessor?
      SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Era um nome
estrangeiro, eu posso até na época ver, mas era um nome assim,
bem...
      SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB-PR): Alguns projetos
tramitavam no Congresso, inclusive de Parlamentares ligados ao
Governo.
      SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Vários projetos, de
todos os setores, de todos os partidos tinham projetos no Governo.
      SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB-PR): A impressão que o
Setor tinha era a de que o Presidente era favorável à legalização?
      SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Agora eu tenho até
dúvidas, Senador, porque em função do que ele fez, uma pessoa que
não tinha nada a ver com o Setor, que hoje alardeiam que essa
pessoa é empresário do Setor de Bingos ou inclusive bicheiro, ele
nunca teve nada a ver com o Setor. Isso é muito mais afeito lá, um
projeto da Caixa Econômica da GTECH e ele venha cair no colo dos
Bingos como sendo empresário de Bingos.
      SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB-PR): Eu indago porque
realmente há depoimentos de representantes do seu Setor que
davam conta do interesse do Presidente Lula em regulamentar. E
repentinamente, em função da impopularidade ocasional do Setor,
ele chegou a afirmar, por exemplo, que os Bingos... Ele comparou os
Bingos com a prostituição infantil, em determinado momento quando
do fechamento das Casas de Bingo. O que o Senhor diria a esse
respeito? Tem razões o Presidente de fazer esse tipo de comparação?
     SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Nenhuma, Senador.
Eu acredito que ele foi bastante infeliz nessa sua colocação. Se ele
pudesse voltar atrás, ele não falaria de novamente isso.
      SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB-PR): Atualmente o Setor
tem se empenhado junto ao Governo na busca dessa regulamentação
ou se afastou totalmente?



JJ/mn
       SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Não, Senador,
porque nós estamos no meio de uma CPI. Para nós, o Setor é muito
importante, como sempre foi muito importante que essa CPI
existisse. Então, através dessa CPI que nós vamos ter a
transparência do Setor, mostrando que os empresários de Bingos não
têm ligação nenhuma com nada, não tem envolvimento com
ninguém. Essas pessoas todas que alardeiam hoje já estavam nos
seus mercados aí antigos. Então, hoje, nós temos a plena consciência
que nós vamos sair com uma carta dessa CPI.
      SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB-PR): A propósito das
irregularidades que são denunciadas, não me refiro à questão da
prostituição, referência do Presidente Lula. Mas à lavagem de
dinheiro. Quando presidia a CPI do Futebol ouvimos do COAF que 25
processos estavam em curso investigando as Casas de Jogos de
Bingo em razão de denúncias de lavagem de dinheiro. Eu não tenho
notícia da conclusão desses processos. Por isso eu indago de V.Sª.
se há conclusão relativamente à existência de lavagem de dinheiro ou
não. Se houve algum caso em que se contatou a existência de
lavagem de dinheiro. Se houve alguma punição, se houve alguma
prisão, se houve algum fechamento da Casa de Bingo em razão da
constatação da lavagem de dinheiro. Enfim, gostaria que o Senhor
fizesse um relato disso.
      SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Senador, hoje a
preocupação, justamente do Conselho é procurar pegar todas as
certidões de pessoas que estejam envolvidas, tipo, João da Silva, a
gente vai procurar ver se essa pessoa tem. Agora, hoje no mercado,
lavagem de dinheiro, evasão, eu não conheço nenhum empresário do
Setor que foi hoje, muito menos... O processo... ele foi indiciado.
Muito menos julgado.
     SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB-PR): Isso que eu quero que
o Senhor deixe bem claro. Existe alguma punição? Alguém foi preso,
alguém foi punido?
        SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Nada.
      SENADOR         ÁLVARO   DIAS  (PSDB-PR):  Alguém    foi
responsabilizado, alguém foi convocado a depor pelo Ministério
Público, pela Polícia Federal?
        SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Nada, Senador.
      SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB-PR): Então é uma fantasia
essa história.
      SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: É uma fantasia.
Hoje, dos empresários do Setor, eu gostaria até, eu peço, eu tenho
uma relação, eu mantenho um mailing, mantenho agora, eu peço que
as pessoas denunciem, eu peço que essas pessoas mandem
funcionários, empresários, para tentar justamente, para não virem


JJ/mn
aqui e falar uma besteira. Agora, vale salientar que inclusive num
pronunciamento seu, desculpe, eu tomo a liberdade, em 9/3/2004 no
Senado Federal, o Senhor referiu-se a esclarecedoras palavras da
Adriane G.M. Senna (F) que na época era do COAF. Na CPI do futebol
a presidente do COAF afirmou que, ao investigar cerca de 25
denúncias de lavagem de dinheiro, por meio dos Bingos, não
contatou a veracidade do fato.
      SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB-PR): É exatamente esse
testemunho que eu daria a seguir. Realmente, eu fiz a indagação
exatamente em função desta afirmação do COAF. Por isso que eu
quis completar a informação, uma vez que a Sra. Diane não é mais
do COAF e poderia ter, depois que ela deixou o Conselho, poderia ter
havido alguma constatação de lavagem de dinheiro.
      SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: E só para elucidar,
Senador, no próprio COAF existe lá uma relação de possíveis
lavagens, aqui tem instituições financeiras para ex-fiscais de centros
de off-shore, bolsas de valores, companhias seguradoras, mercado
imobiliário e depois lá embaixo vem jogos e sorteios. Então isso,
estudo do próprio COAF que está hoje no... A CPI pedir isso ao COAF,
esses estudos todos vão inclusive ter até a sua indagação sobre isso.
      SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB-PR): Na eventualidade da
regulamentação dos jogos de bingo, a entidade tem já uma proposta
de modelo a oferecer, por exemplo, ao Relator da CPI, o Senador
Garibaldi Alves Filho, que proposta tem a entidade para a
regulamentação do Setor?
      SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: A proposta é a que
nós pedimos ao Dr. Osíris, e essa parte tributária que para nós seria
a melhor proposta, que ali você está elegendo diversos entes da
federação, ele é muito bem embasado. Realmente o Dr. Osíris criou
inclusive a transparência, que seria um imposto de substituição
tributária, que seria aquele 1, 5%, que todos estariam pagando.
Então, isso é muito fácil...
      SENADOR      ÁLVARO      DIAS    (PSDB-PR):      Qual   seria   a
arrecadação?
     SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Hoje, dois bilhões e
quinhentos milhões de reais, feito pelo estudo dele.
      SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB-PR): Por ano, a arrecadação
anual de impostos?
       SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Anual. Quer dizer,
eu vejo, Senador, desculpe, mas toda a semana eu venho para
Brasília, nos últimos três anos, e vejo qual o setor que vem aqui
oferecer dois bilhões e quinhentos milhões de reais que estão aí?
Quer dizer, hoje nós podemos utilizar esse parque físico que está... É
só tributar. Quer dizer, hoje o mundo inteiro tem jogos, é só tributar,


JJ/mn
Senador. É só ter, desculpe, a coragem de regulamentar e fiscalizar.
Quer dizer, nós somos o único país do mundo que não vamos ter
essa regulamentação? Olha o que nós estamos perdendo aí! Existem
grupos teatrais, cantores, que ficam em Las Vegas 20 anos, não
saem de lá. No Brasil poderia ser o mesmo aqui nas casas de jogos.
Quantas pessoas estão desempregadas? O Setor será que merece
ficar dessa maneira? Merece cada vez mais ser mandado mais para a
ilegalidade?
      SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB-PR): Nós estamos numa
situação de indefinição. Em que Estados o jogo está livre, as Casas de
Bingo estão operando livremente?
     SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Fora o Paraná? Em
Minas, as casas hoje no Brasil estão ou com as suas legislaçoes
estaduais, porque existem ADINs sendo julgadas, tem os seus
tempos, mas a gente acredita que a CPI vai chegar antes dessas
ADINs, quer dizer, então os recursos vão ficar para os seus Estados.
      SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB-PR): Em todos os Estados
as casas estão funcionando em razão de liminares ou em função...?
      SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Em função da
própria legislação estadual. Só que os Estados também, a Associação
Brasileira de Loterias Estaduais que luta por essa regulamentação,
porque ela não luta pelos Bingos, a ABLE luta pelos concursos de
prognósticos, geral. Se vale a pena por bingo no Rio Grande do Sul
ou não, se vale a pena colocar qualquer tipo de jogo. Então, ela está
lutando aí para que os recursos e os jogos tenham hoje a
autorização, fiscalização estadual.
      SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB-PR): Há poucos dias recebi
aqui a visita de empregados, no Plenário do Senado Federal, de
empregados no Plenário do Senado Federal, de empregados de Casas
de Bingo no Rio Grande do Sul. Houve um fechamento lá de algumas
casas. Qual foi a razão?
      SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Justamente em
função dessas liminares, que elas são momentâneas. Fecha, você
recorre; fecha, recorre... Então, como foi o caso do próprio Paraná,
você não tinha mais argumentos, porque acabaram fechando a
questão no Tribunal Regional Federal até que se julgassem as
decisões. Então, hoje os empresários estão aí nos ajudando e não
estão querendo ficar desempregados, como vários setores da
economia, onde um Presidente veio para dar emprego e está tirando
os empregos.
     SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB-PR): Já há um bom tempo
nós estamos vivendo essa insegurança aí no Setor, essa
desorganização, não há uma legislação nacional, enfim, há uma
anarquia, na verdade, porque um estado permite, outro não permite
há liminares, há prejuízos, há investimentos feitos e, em


JJ/mn
conseqüência, prejuízos e etc. Eu concluo que o Governo tem sido
omisso, foi omisso, está sendo omisso, e a esperança é de que essa
CPI então apresente uma solução para o problema.         É essa a
esperança do Setor?
     SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Com certeza,
Senador. É isso que eu, pessoalmente, espero e o Setor espera.
Então, não pode o Setor ficar à margem e esses recursos serem aí
jogados. Eu queria só--
     SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB-PR): Mas aí é bom dizer
que essa CPI pode sugerir providências.
        SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Com certeza.
      SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB-PR): Ela não pode
solucionar essa questão. Para não ficar a idéia de que a CPI vai
resolver essa situação.
      SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Mas a CPI, já na
época da 168, a CPI, o Congresso já nos deu um fôlego para a
reabertura dos bingos no país. E hoje em dia novamente eu tenho
certeza que o congresso vai fazer a mesma coisa. Dar essa sugestão
para que algum projeto em tramitação seja julgado. Eu gostaria
inclusive de fazer uma referência ao Deputado Federal que está ao
lado, que é da área tributária, inclusive ele não sabe, mas eu sou de
Londrina também, a minha família toda é do Norte do Paraná, mora
em Curitiba, pelo seu brilhante trabalho na área tributária. E temos
ai um grande Deputado que sabe a dificuldade que tem de recursos
hoje no país, que esses recursos estão hoje totalmente à disposição e
poderiam resolver muitos problemas da sociedade.
      SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB-PR): Muito obrigado. Sr.
Presidente, era o que tinha aí. Vamos aguardar o Relator Senador
Garibaldi Alves Filho apresentar a sugestão sobre essa questão.
     SR. PRESIDENTE SENADOR EFRAIM MORAIS (PFL-PB): Eu
concedo a palavra exatamente ao Senador Garibaldi Alves, já que não
há nenhum outro Senador escrito.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN):                    Sr.
Presidente, eu gostaria de saber do Sr. Roberto Canto.
        SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Carlos Canto.
     SENADOR       GARIBALDI       ALVES     FILHO     (PMDB-RN):
Desculpe, Carlos Canto.
     SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: O Senhor tem tanto
nome, Senador, que a gente nem... Contanto que o Senhor dê a
sugestão para regulamentação, eu aceito tudo.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Lá no
nordeste tem um ditado: “Mate o homem, mas não erre o nome”.



JJ/mn
     Eu quero perguntar a V.Sª., depois aí do Senador Álvaro Dias,
primeiro que eu não entendi quando o Senhor falou que o Governo
“jogou no colo dos empresários de Bingos”.
      SR.    CARLOS     EDUARDO       LOUERS     CANTO:      Minha
interpretação.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Jogou no
colo uma pessoa.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Quem
era essa pessoa?
     SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Esse Sr. Carlos
Cachoeira, ele nunca foi empresário de bingo, nunca foi empresário
de máquina, nunca foi empresário de setor nenhum.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): E ele
nunca foi empresário de bingo?
      SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Nunca. Nunca teve
bingo, se você analisar e ver toda a relação, ele nunca teve nada a
ver com Bingos.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): E tendo
em vista que o Governo enviou um projeto de regulamentação e
depois retirou o projeto, V.Sª. acha que houve o quê?
      SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Na verdade, acho
que ele não enviou um projeto de regulamentação, ele pretendia,
pelo que a gente sabia, pelos estudos feitos, fazer essa
regulamentação; agora, o projeto de regulamentação acho que
acabou não saindo do papel esse projeto.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Teve
uma mensagem, V.Sª. tem razão. Uma mensagem do Governo.
Mensagem anual.
      SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Exatamente, até
nós ficamos surpreendidos pela sua mensagem.
      SENADOR    GARIBALDI      ALVES   FILHO    (PMDB-RN):     Da
referência?
        SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Exatamente.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Não
houve nenhuma comunicação?
      SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Não. Nenhuma.
Nós ficamos felizes e surpresos na época, já que o presidente...
     SR. PRESIDENTE SENADOR EFRAIM MORAIS (PFL-PB): O
que o Senhor acha, o porquê do recuo disso aí?
        SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Senador, é difícil. É
difícil entender.


JJ/mn
     SR. PRESIDENTE SENADOR EFRAIM MORAIS (PFL-PB): O
recuo aconteceu depois do denúncia do Senhor Waldomiro Diniz.
      SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: É tão difícil hoje
para mim, Senador, entender os motivos que levaram. Hoje essa CPI
está tendo todas as informações, investigações e vendo que essas
pessoas não têm nada a ver com o Setor de Bingos, empresários e
Bingos, Casas de Bingo. Então, é o que...
    SR. PRESIDENTE SENADOR EFRAIM MORAIS (PFL-PB):
Quem está dizendo isso?
        SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Oi?
    SR. PRESIDENTE SENADOR EFRAIM MORAIS (PFL-PB):
Quem está dizendo isso?
      SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Não, não. Eu estou
falando que hoje em dia, nós do Setor, estamos vendo que não
existe, como disse o próprio Senador, empresários que foram
investigados.
       SR. PRESIDENTE SENADOR EFRAIM MORAIS (PFL-PB):
Porque na realidade não é bem assim, eles não falam, mas há
denúncias aqui, por exemplo, de que o Setor de Bingos contribuiu
com mais de um milhão de reais para campanhas políticas de 2002
do PT. Foi dito aqui pelo Sr. Rogério Buratti. Evidentemente que não
há....
       Há uma denúncia, por exemplo, de um garçom que cita que
dentro de um Bingo na cidade de Campinas foi planejada a morte do
prefeito do PT, porque não havia cumprido com os compromissos de
campanha. Então, não é bem essa informação que não tem nada a
ver com os Bingos. Eu acho que o que falta é que ninguém quer
falar.
        SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Desculpe, Senador.
      SR. PRESIDENTE SENADOR EFRAIM MORAIS (PFL-PB): Só
esclarecendo que há essas ligações que a CPI tem declarações nas
últimas reuniões.
     SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Desculpe, eu
entendi do Sr. Carlos Cachoeira, que eu estava falando.
     SR. PRESIDENTE SENADOR EFRAIM MORAIS (PFL-PB): Aí
realmente não tem nenhuma ligação nesse sentido.
      SR. PRESIDENTE SENADOR EFRAIM MORAIS (PFL-PB): Eu
agradeço ao Dr. Carlos Eduardo Canto pelas suas informações e pelos
documentos que deixa aqui à disposição da CPI, na certeza que muito
irá contribuir com o Senador Garibaldi Alves nas suas conclusões
finais e nas suas decisões de propor ou não regulamentação.
Evidente, esperando e aguardando uma própria consulta que está
sendo feito, uma pesquisa que está sendo feita à sociedade.


JJ/mn
       Eu agradeço a V.Sª. e reitero os meus agradecimentos pela
presença dupla de V.Sª. por duas vezes, uma lamentavelmente não
pudemos ouvi-lo, e a outra fazendo um apelo para que V.Sª. interfira
junto às Casas de Bingo aqui relacionadas por V.Sª. no sentido de
nos responder o mais rápido possível aquele questionário que foi
distribuído, que V.Sª. tem conhecimento, para que nós possamos
também ter subsídios para a conclusão do nosso relatório. Agradeço
a V.Sª. e coloco os microfones para as suas considerações finais.
      SR. CARLOS EDUARDO LOUERS CANTO: Eu quero agradecer
a esta Comissão pela oportunidade e colocando já a Federação
Brasileira de Bingos, o movimento PRÓ-BINGO para auxiliar e vir aqui
tantas vezes quanto forem necessárias para elucidar qualquer tipo de
indagação ou qualquer dúvida que venha do Setor. Mais uma vez
muito obrigado pela oportunidade.
      SR. PRESIDENTE SENADOR EFRAIM MORAIS (PFL-PB):
Agradeço a V.Sª., agradeço aos Srs. Senadores e convoco Sessão
para amanhã às 11 horas para a oitiva do Sr. Silvio Pereira--
      SENADOR      GARIBALDI        ALVES   FILHO   (PMDB-RN):   Sr.
Presidente.
      SR. PRESIDENTE SENADOR EFRAIM MORAIS (PFL-PB):
--E também para uma Sessão.
     SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Pela
ordem.
     SR. PRESIDENTE SENADOR EFRAIM MORAIS (PFL-PB):
V.Exª. tem a palavra pela ordem.
      SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Sr.
Presidente, é só para indagar qual vai ser a sala que a CPI vai
funcionar porque como tem Reunião da Comissão de Justiça e que as
vezes a reunião demora muito.
      SR. PRESIDENTE SENADOR EFRAIM MORAIS (PFL-PB): É
oportuno, Senador Garibaldi, a interferência de V.Exª., nós vamos
contactar com o pessoal de Comissões para que possamos, quem
sabe, utilizar uma outra sala, para que a Comissão de Constituição e
justiça possa trabalhar com tranqüilidade. E eu comunicarei através
de ofício a todos os Srs. Senadores e Senadoras e a própria imprensa
para que ela tome conhecimento. Esta encerrada a Sessão.


        Sessão encerrada às 13h14




JJ/mn

				
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