Neoclassicismo / Arcadismo by SXJ22l

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									                      Neoclassicismo / Arcadismo
1690 – fundou-se em Roma a Arcádia (sociedade literária)
O século XVIII é chamado O Século das Luzes. A ciência e a razão constituem as
luzes.
A Europa passa por grandes transformações como: descrédito da monarquia (reis),
a decadência da aristocracia feudal, o crescimento e poder da burguesia, surge o
racionalismo, a investigação científica, a energia a vapor na indústria têxtil. É o
tempo do espírito enciclopédico (saber e experiência).
O homem acredita em seu saber e preocupa-se com mudanças radicais, em busca
de uma nova estrutura social; a negação das desigualdades, a afirmação de que a
sociedade é produto do arbítrio e deve ser reformada.
Na Itália, as reações contra o Barroco começaram nas últimas décadas do Século
XVII e o Neoclassicismo surge como uma tendência geral das artes na Europa,
com forte influência francesa, e rígido código de normas e valores críticos.
A preocupação na literatura/ artes era a satisfação intelectual e lógica, antes da
emoção.

          Principais características do Neoclassicismo/ Arcadismo:

    Imitação – culto da teoria aristotélica da arte, como imitação da natureza,
     persistência das normas ditadas pela antiguidade clássica.
    Retorno ao equilíbrio e a simplicidade, imposição de uma literatura
     nacional, simples, mas com nobreza na linguagem, separação dos gêneros
     literários e condenação da rima.
    Bucolismo – o crescimento das cidades conduz à valorização do campo e
     do preceito horaciano fugere urbem (fugir da cidade). Daí a preferência por
     temas pastoris e pelas cenas da vida campestre.
    Defesa de uma função social para a literatura, que deve ter caráter
     didático e doutrinário, uma preocupação com a finalidade moral da literatura.
    Racionalismo – preocupação com o homem natural (primitivo), com a
     verdade e o real. Só é belo o que é racional, equilíbrio entre razão e o
     sentimento.

Arcadismo / Portugal – 1756/ 1825

Em Portugal instalou-se em 1756 a Arcádia Lusitana, uma academia com
propósitos reformadores fundada por três bacharéis em Direito: Cruz e Silva,
Esteves Negrão e Gomes de Carvalho. A reforma da poesia era feita pela imitação
dos clássicos, a intenção era sobretudo anti-barroca.
O Arcadismo luso teve como importância uma atividade crítica e doutrinária ao lado
de uma fraquíssima obra de criação literária.
Principais acontecimentos históricos:
    1ª metade do século: período marcado pelo longo reinado de D.João VI, que
      a grande riqueza de ouro de Minas Gerais garantiu;
         o Marcado pelo desperdício, obras monumentais como conventos e
            manutenção dos poderes da inquisição;
         o Pela influência dos Jesuítas;
         o Permanência dos valores tradicionais (aristocráticos e clericais – em
            torno da monarquia).
    2ª metade do século: Marquês de Pombal, ministro de D.José I, procura, com
      reformas, alinhar Portugal com a Europa Iluminista.
         o Expulsa os jesuítas dos domínios portugueses.

Principal autor português do período:

Manuel Maria Barbosa de Bocage (1765/1805)
Foi um grande poeta popular da literatura portuguesa. Sua obra reúne vários
gêneros poéticos, destacando-se os sonetos. Características erótico-satírica,
linguagem agressiva, também escreveu poemas líricos, temas fundamentais: amor,
morte, destino, natureza, o conflito entre o sentimento e a razão e o egocentrismo

Arcadismo no Brasil – 1768

Fundação da Arcádia Ultramarina, em Vila Rica, e a publicação do livro de
Poemas Obras, de Cláudio Manuel da Costa.

Contexto histórico
     Portugal passa a depender cada vez mais das riquezas do Brasil.
     A descoberta de ouro e diamante em Minas desloca para o sudeste o eixo
       econômico, político e cultural do país.
     O Rio de Janeiro, nova capital da colônia desde 1763, passa a ser o centro
       do comércio.
     Os brasileiros passam a discriminar os portugueses, insatisfeitos com os
       impostos altos cobrados sobre as mercadorias; a partir daí manifestam
       desejos de emancipação, culminando com a Inconfidência Mineira.
Tudo isso contribuiu para que o Século XVIII, no Brasil, fosse marcado por um forte
sentimento nativista.
O índio, a paisagem brasileira e a preocupação com a situação política do país,
iniciam uma identidade para a literatura nacional.
Minas Gerais foi o centro da literatura brasileira.
Principais autores da poesia lírica brasileira:
    Cláudio Manuel da Costa (1729/1789)
      Seu pseudônimo é Glauceste Saturnio e Nice, sua musa-pastora. Escreveu
      Obras Poéticas; O Parnaso Obsequioso (drama musicado de 1831) e Vila
      Rica, poemeto épico, com influência de Camões.
      Conteúdo – lírico-amoroso, temperado de indianismo e sentimento nativista.

     Tomás Antonio Gonzaga (1744/1810)
      Seu pseudônimo é Dirceu e sua musa é Marília, Maria Dorotéia Joaquina de
      Seixas, principais obras: Marília de Dirceu – de linguagem simples, revela o
      gosto pelas cenas pastoris e Cartas Chilenas, crítica ao governo de Minas, e
      ao povo, o Chile é Minas e Santiago corresponde a Vila Rica, hoje Ouro
      Preto.

A poesia épica do Arcadismo:
    José Basílio da Gama (1741/1795)
     Seu pseudônimo Termindo Spilio, escreveu o poema épico, O Uraguai, narra
     a luta dos índios dos Sete Povos das Missões do Uruguai, instigados pelos
     Jesuítas, contra o exército luso-espanhol, que queria transferir as missões
     para os domínios portugueses na América e a colônia de sacramento para a
     Espanha.
     Características presentes: fuga, abandono das personagens mitológicas
     substituídos por índios, espírito guerreiro, descrição da natureza.

     Frei José de Santa Rita Durão (1722/ 1784)
      Sua principal obra, o poema épico Caramuru, 1781, narra a história de Diogo
      Álvares Correia que morreu num naufrágio no litoral da Bahia, no Século XVI,
      segundo a lenda, um tiro de arcabuz fez com que os índios lhe atribuíssem
      características sobrenaturais e lhe desse o nome de Caramuru (filho do
      trovão).
      Características: moldes camonianos, descreve paisagem brasileira (fauna e
      flora), os costumes e tradições indígenas.

								
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