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Simbolismo

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Simbolismo
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12/8/2011
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Simbolismo

simbolismo

Coexistência







Realismo

Naturalismo

Parnasianismo

≠ Simbolismo









Dissidência

simbolismo





O Simbolismo é, antes de tudo, antipositivista,

antinaturalista e anticientificista. Isto significa

que, contrariando o caráter objetivista e

realista dessas tendências, a poesia simbolista

prega e busca efetuar o retorno à atitude do

espírito assumida pelos românticos, e que se

traduzia no seu egocentrismo: volta o “eu” a ser

objeto de exclusiva atenção, opondo-se ao culto

do “não-eu”, que fizera o apanágio das

tendências anteriores.

simbolismo

Área Temática: Transcendência pelo onirismo

e espiritualismo

Cárcere das Almas

Ah! Toda a alma num cárcere anda presa.

soluçando nas trevas, entre as grades

Do calabouço olhando imensidades,

Mares, estrelas, tardes, natureza. 1 – Condição humana

sofrida e oprimida.

Tudo se veste de uma igual grandeza

Quando a alma entre grilhões as liberdades 2 – O sonho como

Sonha e sonhando, as imortalidades condicionante para a

Rasga no etéreo Espaço da Pureza. libertação do homem.

Ó almas presas, mudas e fechadas 3 – Os valores espirituais

Nas prisões colossais e abandonadas,

como solução do caos.

da dor no calabouço, atroz, funéreo!

Nesses silêncios solitários, graves

Que chaveiro do Céu possui as chaves

Para abrir-vos as portas do Mistério?!

simbolismo

Tema: Esoterismo, Satanismo, Goticismo.



“Como fantásticos signos,

erram demônios malignos.

Na brancura da ossadas

gemem as almas penadas.

Lobisomens, feiticeiras

gargalham no luar das eiras.

Os uivos dos enforcados

uivam nos ventos irados”.

simbolismo

Crepusculismo: Sugestões vagas, Indefiníveis,

confusas.



É bastante recorrente nos textos simbolistas a

sugestão do crepúsculo. Por isso, o movimento

também recebeu o nome de crepusculismo.

Explica-se esta ocorrência pela predileção dos

simbolistas por momentos em que o contorno das

coisas se tornava indefinido, vago, confuso,

indeterminado.

simbolismo

Crepusculismo: Sugestões vagas, Indefiníveis,

confusas.

Leia este fragmento de um poema de Cruz e Souza:

Indefiníveis músicas supremas

Harmonias da Cor e do Perfume...

Horas do Ocaso, trêmulas, extremas,

Réquiem do Sol que a Dor da luz resume...

simbolismo

O Plano Poético

Derrama luz e límpidas castas,

Busca palavras cânticos e poemas

No verso, torna-o musical e doce

Novas e raras, de clarões ruidosos,

Como se o coração nessas supremas

Dentre as ondas mais pródigas, mais vastas

Estrofes, puro e diluído fosse.

Dos sentimentos mais maravilhosos.

Encheestrofes assim!vibrações na chama

Faze de estranhas E após, sonoras Preserva o formalismo e

Do amor, de fecundá-las e acendê-las,

A tua estrofe, majestosamente... intelectualismo dos

Derrama em o incêndio das auroras

Põe nela todocima lágrimas, derrama,

Para torná-la emocional das Estrelas.

Como as eflorescências e ardente. parnasianos:

Derrama luz e cânticos e poemas • Recusa a materialidade

• Rima

No verso, torna-o musical e doce do signo: palavras

Como se o coração nessas supremas • Métrica

abstratas, vagas, etéreas.

Estrofes, puro e diluído fosse.

Faze estrofes assim! E após, na chama

Vocabulário Rico,

• A• linguagem busca a

Do amor, de fecundá-las e acendê-las, Nobre, do “EU”.

interioridade Invulgar.

Derrama em cima lágrimas, derrama,

Como as eflorescências das Estrelas.

simbolismo

O Plano Poético

Busca palavras límpidas e castas,

Novas e raras, de clarões ruidosos,

Dentre as ondas mais pródigas, mais vastas

Dos sentimentos mais maravilhosos.

Enche de estranhas vibrações sonoras A realidade é percebida

A tua estrofe, majestosamente... de forma intuitiva e

Põe nela todo o incêndio das auroras

Para torná-la emocional e ardente.

sensorial.

Derrama luz e cânticos e poemas

Derrama luz e cânticos e poemas Sensorialismo

No verso, torna-o musical e doce

No verso, torna-o musical e doce - Visual

Como se o coração nessas supremas

- Auditivo

Estrofes, puro e diluído fosse.

- Tátil

Faze estrofes assim! E após, na chama

Do amor, de fecundá-las e acendê-las, - Gustativo

Derrama em cima lágrimas, derrama, - Olfativo

Como as eflorescências das Estrelas.

simbolismo

O Plano Poético

Como se o coração nessas supremas

Estrofes, puro e diluído fosse.

Faze estrofes assim! E após, na chama

Do amor, de fecundá-las e acendê-las,

Derrama em cima lágrimas, derrama, • Recupera-se a

Como as eflorescências das Estrelas. subjetividade

romântica.

simbolismo

Recursos Típicos do Simbolismo



Vozes veladas, veludosas vozes

Volúpia dos violões, vozes veladas

ALITERAÇÃO

Vagam nos velhos vórtices velozes

Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas

simbolismo

Recursos Típicos do Simbolismo



“Palpitando os mastros

Ao som vermelho da canção de guerra”

“Como a doçura quente de um carinho”

“Mas uma voz de súbito gemendo SINESTESI

Sob o silêncio côncavo dos astros” A

simbolismo

Recursos Típicos do Simbolismo



“Sou como um Réu de celestial Sentença,

Condenado do Amor, que se recorda

Do Amor e sempre no Silêncio borda”

INICIAS

MAIÚSCULA

S

simbolismo

Cruz e Sousa

João da Cruz e Sousa nasceu em Nossa

Senhora do Desterro – atual Florianópolis

(SC) -, e morreu em Sítio (MG). Era filho

de escravos alforriados, mas recebeu

educação esmerada, tendo sido discípulo do

alemão Fritz Müller, estudioso de fama

universal na época. Exerceu o cargo de

professor e jornalista no Rio de Janeiro,

onde ingressou no grupo simbolista,

1861 - 1898 tornando-se logo respeitado como mentor

do grupo.

OBRA

Poesia: Bróqueis (1893); Faróis (1900); Últimos sonetos (1905).

Prosa: Tropos e fantasias (1885) – em colaboração com Virgílio

Várzea; Missal (1893) – poemas em prosa; Evocações (1898) –

poemas em prosa.

simbolismo

Alphonsus Guimaraens

Afonso Henriques da Costa Guimarães nasceu em

Ouro Preto (MG) e morreu em Mariana (MG).

Estudou Direito em São Paulo, onde se dedicou ao

jornalismo e lançou se primeiro livro de poemas.

Terminou o curso em Ouro Preto e exerceu o

cargo de juiz de direito em Mariana, cidade onde

permaneceu até sua morte.

A obra de Alphonsus de Guimaraens marca-se

sobretudo pelo caráter místico-religioso. Muitos

de seus poemas relacionam-se à noiva,

1870 - 1921

Constança, morta prematuramente.

OBRA

Poesia: Setenário das dores de Nossa Senhora e Câmara ardente

(1889); Dona Mística (1899).

Prosa: Mendigos (1920).


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