Embed
Email

ANTES UTILIZAR O LIVRO

Document Sample
ANTES UTILIZAR O LIVRO
Shared by: HC111208154157
Categories
Tags
Stats
views:
2
posted:
12/8/2011
language:
pages:
5
Profº Luciano Rodrigues – TGA II 1



ADMINISTRAÇÃO JAPONESA

A administração japonesa nasceu no chão de fabrica, nos setores operacionais da manufatura, com a

filosofia básica de evitar qualquer tipo de desperdício (Muda) e de promover o melhoramento continuo

(Kaisen). Com esta filosofia, agregada a permanente busca de conhecimentos e tecnologias avançadas de

produção (controle estatístico de processos, planejamento de produção, engenharia de produtos) e aliados

ao favorecimento da política econômica governamental, os produtos japoneses alcançaram um diferencial

competitivo no mercado internacional. Foi esta diferenciação que resgatou o foco da comunidade

empresarial à área de produção, que até então era vista pelos outros setores na organização como um

mistério insondável e desinteressante, barulhento, muitas vezes sujo, onde trabalhavam pessoas

inexpressivas. A partir disso, a gestão da produção passou a ser novamente incluída na discussão das

estratégias do negócio. Buscou-se, então, adaptar o sistema de produção japonês a outros ambientes,

desprendendo-o de sua origem na manufatura, buscando implementa-lo amplamente em qualquer tipo de

indústria e em outros setores.

O sistema de produção japonês tal como é estruturado atualmente surgiu nos vinte e cinco anos

seguintes à Segunda Guerra Mundial, na Toyota Motor Co. Seu maior idealizador foi o engenheiro Taiichi

Ohno. Daí decorrem as duas outras denominações do método: Sistema Toyota de Produção ou Ohnoismo.



São características básicas do Ohnoismo:



JUST IN TIME – sincronização do fluxo de produção, dos fornecedores aos clientes

KANBAN – sistema de informação visual, que aciona e controla a produção

MUDA – busca da eliminação total de qualquer tipo de desperdício

KAIZEN – busca do melhoramento continuo em todos os aspectos, portanto se refletindo na

produtividade e na qualidade, sendo os círculos de controle da qualidade apenas um dos seus aspectos.



As outras características do Sistema Toyota de produção são de certa forma, decorrentes dessas

citadas e outras são parcialmente independentes, mais relacionadas ao ambiente cultural que privilegia a

coletividade.



CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ADMINISTRAÇÃO JAPONESA



ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA - A administração japonesa se baseia na forma

participativa de gestão, envolvendo participação dos funcionários no processo decisório, negociação de

metas, trabalho em grupo, controle exercido através de liderança, comunicação bilateral, participação nos

resultados.



PREVALÊNCIA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO – A falta de planejamento desperdiça

mão-de-obra, recursos materiais e tempo, elevando os custos de produção, gerando perdas de mercado e

desemprego. Através do estabelecimento de um planejamento estratégico a empresa ganha flexibilidade,

utilizando seus pontos fortes para atender às necessidades de seus clientes e conquistar os clientes da

concorrência.



VISÃO SISTÊMICA – A empresa é um sistema, pressupondo o conhecimento das inter-relações de

seus diversos componentes. O desempenho de cada componente do sistema deve ser considerado por sua

contribuição ao objetivo do sistema. Os objetivos propostos só podem ser atingidos eficientemente quando

os membros da organização agem de forma eficiente. O trabalhador tem consciência de que se a empresa

alcançar lucros maiores, ele terá benefícios diretos (melhorando seu nível de vida) e indiretos (

participando dos resultados).

Profº Luciano Rodrigues – TGA II 2



SUPREMACIA DO COLETIVO – O coletivo prevalece sobre o individual. O ser humano, visto

como o bem mais valioso das organizações, deve ser estimulado a direcionar seu trabalho para as netas

compartilhadas da empresa, preenchendo suas necessidades humanas e se auto-realizando através do

trabalho. Satisfação e responsabilidade também passam a ser valores coletivos.



BUSCA DA QUALIDADE TOTAL – A Qualidade Total é assegurada pelo Controle de Qualidade

Total – (TQC ou TQM), baseado em um sistema de métodos estatísticos, centralizado no melhoramento do

desempenho administrativo. Seus resultados são garantia da qualidade, redução de custos, cumprimento

dos programas de entrega, desenvolvimento de novos produtos e administração do fornecedor. A

abrangência do TQC ultrapassa os limites físicos da empresa, começando com os esforços totais de

treinamento de gerentes e operários. Verticalmente tem início na alta gerencia, prolongando-se até

supervisores e operários. Horizontalmente, inclui de fornecedores a consumidores externos. A forma mais

usual de se por em prática o TQC é através dos círculos de controle de qualidade, grupos pequenos, que

executam voluntariamente as atividades de controle de qualidade.



PRODUTIVIDADE – O aumento da produtividade é um dos objetivos de qualquer organização. A

administração japonesa propõe que, para atingi-lo seja adotada uma visão cooperativa dos funcionários,

incentivando o envolvimento de todos na consecução das metas da empresa. Além da participação nas

decisões e da auto-realização profissional, resultante do sucesso da empresa, as gratificações por níveis de

produtividade são freqüentes nas organizações orientais. Apesar de calcar sua filosofia nos valores de

realização pessoal dos funcionários, a empresa japonesa reconhece que o incentivo monetário é uma

poderosa ferramenta na busca do comprometimento de seus membros com os objetivos empresariais.



FLEXIBILIDADE – Para responder rapidamente às flutuações de mercado, a flexibilidade é

refletida em vários aspectos: racionalização do espaço, equipamentos de utilidade geral e versáteis, lay-out

celular, nivelamento e sequenciamento da produção em pequenos lotes, redução de estoques, quadro de

trabalhadores qualificados e flexíveis.



RECURSOS HUMANOS – A ênfase é no trabalho em grupo, na cooperação no aproveitamento da

potencialidade humana. Nas grandes empresas existe estabilidade no emprego, distribuição de bônus e

outros benefícios. A ascensão na carreira é lenta. O treinamento é intenso e a estrutura de cargos é

extremamente vaga (distanciada).



TECNOLOGIA E PADRONIZAÇÃO – busca-se a harmonia entre o homem, máquina e processo.

O trabalho padronizado é tido como fundamental para garantir um fluxo contínuo de produção. Primeiro

ocorre a racionalização do processo, depois se conveniente , a automação.



MANUTENÇÃO – Os operadores são responsáveis pela manutenção básica, dispondo de enorme

autonomia para interromper um processo errado. A manutenção preventiva também é privilegiada.



LIMPEZA E ARRUMAÇÃO - São responsabilidades de todos, visando a manutenção do ambiente

e a facilitação da administração dos recursos.



RELAÇÃO COM FORNECEDORES E DISTRIBUIDORES – A subcontratação externa, prática

antiga no Japão, mantém-se e é reforçada pela formação dos Keiretsu. Com o desenvolvimento no pós-

guerra, ela evoluiu para uma relação de apoio técnico e financeiro, cooperação e confiança.

Profº Luciano Rodrigues – TGA II 3



CULTURA ORGANIZACIONAL – Procura-se estabelecer um clima de confiança e

responsabilidade, baseado no respeito à hierarquia, na participação das pessoas no desenvolvimento da

tarefa, nas decisões consensuais e na harmonia das relações.



Uma vez listadas as características do sistema de produção japonês, não fica difícil abstrair

características genéricas do estilo de administração japonesa que podem ser aplicadas em outros ambientes

culturais. Paralelamente, é possível articular melhor os temas afins, tais como terceirização, gestão da

qualidade total e organização de células de produção, no sentido de facilitar a comunicação e não romper

com a hierarquia.



VULNERABILIDADES E PONTOS FORTES



Conforme ressaltado, o sistema de produção japonês não é um sistema perfeito, como alguns de

seus defensores querem fazer crer. Dois pontos frágeis são bastante visíveis, o sistema depende da

cooperação irrestrita das pessoas, e é um sistema praticamente sem folgas. Sendo assim, qualquer erro gera

graves repercussões em todo o processo. Ele depende basicamente das pessoas, da sua competência,

exigindo portanto qualificação, treinamento e reciclagem constantes. Outros pontos vulneráveis poderiam

ser inferidos. A busca de consenso e o emprego vitalício, por exemplo, podem favorecer a burocracia e a

morosidade no processo decisório. A estabilidade no emprego implica no rigoroso planejamento das

necessidades de pessoal, seu plano de carreira e critérios de avaliação, mas depende principalmente da

relativa estabilidade do faturamento da empresa, que é cada vez mais influenciado pelas tendências e

preferencias de um mercado globalizado.

Outro aspectos vulnerável não tão explicito é a eficiência das atividades administrativas, outros é o

crescimento excessivo do número de produtos, a diminuição do seu ciclo de vida, o desenvolvimento de

um consumismo ambientalmente irresponsável e a concorrência predatória também podem ser ressaltados

como pontos vulneráveis do modelo.



RESUMO



ADMINISTRAÇÃO JAPONESA



É um modelo de gestão empresarial fortemente embasado na participação direta dos funcionários,

ou seja na busca do aprimoramento continuo com o envolvimento de todos os funcionários e executivos.

Busca qualidade total e dá ênfase ao trabalho em equipe com base no aproveitamento da

potencialidade humana.



CONCEITOS DE IDEIAS CENTRAIS

a família clã (pessoas de descendência comum)

o coletivo prevalece sobre o individual

base cultural compatível – cultura organizacional

decisão compartilhada (participativa)

responsabilidade compartilhada

produtividade e qualidade com valores- busca da qualidade total

informalidade, conhecimento mutuo

grupo se auto avalia

emprego vitalício

controle implícito, que esta envolvido, mas não de modo claro

prevalência do planejamento estratégico

visão sistêmica e flexibilidade.

Profº Luciano Rodrigues – TGA II 4



INSTRUMENTOS DA ADM JAPONESA



O processo de tomada de decisão por consenso

A proposta de decisão nasce nos níveis mais baixos

Cerimonial e respeito por gerações

Controle implícito

Prioridade para atividades fins

Cooperação, harmonia e lealdade

TECNICAS

A produção Just in Time

Sistema Kanban

Círculos de Controle de Qualidade

Rotatividade de funções

A fabrica bonita

Escritório coletivo (sem gavetas)



CONSIDERAÇÕES FINAIS



Como o objetivo coletivo prevalece sobre o individual, este modelo apresenta grandes dificuldades

de implantação em países onde prevalece a carreira individual. Culturas onde se cultiva o individualismo

aceitam apenas algumas técnicas japonesas e não o modelo por completo.



KAIZEN



O kaizen representa o conceito de melhoria continua com vista á satisfação de tríade de empresa

eficaz, ou seja, a satisfação do cliente ( interno ou externo) do funcionário e do capital.

Com essa visão de aperfeiçoamento continuo, passa-se metodicamente a perseguir desperdícios,

atividades que não agregam valor, movimentos desnecessários, perdas que ocorrem exatamente onde as

coisas são feitas no chão de fabrica.



Uma típica visão do uso da metodologia pode ser assim colocadas:

aperfeiçoamento das pessoas como primeiro passo

concentração do esforço dessas pessoas

as pessoas trabalhando nos processos continuamente os aperfeiçoam

processos aperfeiçoados fornecem melhores resultados

melhores resultados geram satisfação dos clientes



JIT (JUST IN TIME)



Quando falamos em JIT o material certo disponível na hora certa, no local certo, no exato momento

de sua utilização, não estamos falando de um conceito exatamente novo.

Esse conceito baseia-se na percepção de que se chegar tarde há paralisação do processo produtivo e

chegando muito cedo haverá um simples acumulo de material sem utilidade naquele momento, requerendo

espaço e capital entre outros.

Esse tipo de pensamento pode ser considerado natural nas industrias de fluxo continuo. Henry Ford

o propulsor da produção em massa, aplicou esse conceito já no inicio do século XX nas suas fabricas de

automóveis (o famoso Modelo T) onde as linhas de montagem eram concebidas de tal maneira que de uma

estação de trabalho passava-se à seguinte no exato momento da sua utilização (principio seqüencial).

Profº Luciano Rodrigues – TGA II 5



A atual concepção dada ao conceito Just in Time é o combate aos desperdícios de maneira contínua

(conceito Kaizen)

- desperdício da superprodução

- desperdício de espera

- desperdício de transporte

- desperdício de processamento

- desperdício de movimentação

- desperdício de produzir peças defeituosas

- desperdício de estoques


Related docs
Other docs by HC111208154157
Revista Ilustrada :
Views: 7  |  Downloads: 0
AULA 1 � HIST�RICO DA CONTABILIDADE
Views: 6  |  Downloads: 0
2003 Scenic Awards: A Call for Nominations
Views: 6  |  Downloads: 0
SECRETARIA DE SEGURAN�A P�BLICA
Views: 3  |  Downloads: 0
Reuni�o SUCESU-NA em Gramado-RS
Views: 1  |  Downloads: 0
T177234945710 2 .doc - ANPEd
Views: 0  |  Downloads: 0
ORGANIZA��O SOCIAL VIVA COMUNIDADE
Views: 2  |  Downloads: 0
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA
Views: 3  |  Downloads: 0
By registering with docstoc.com you agree to our
privacy policy

You are almost ready to download!

You are almost ready to download!