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Inicia��o � Vida Crist�

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Inicia��o � Vida Crist�
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12/8/2011
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1

A CNBB E A INICIAÇÃO CRISTÃ

Desde 1974 CNBB - Pastoral

1. dos Sacramentos da

Iniciação Cristã:

Set. 1974 – nº 2a





2.









CNBB - Pastoral da

Eucaristia: Dez.

1974 – nº 2 2

Pe. Lima, sdb 2009

A preocupação de hoje:

os processos de

iniciação.

A catequese, como

preparação a esses

Sacramentos, faz parte de

um processo maior: a

Iniciação à Vida Cristã.

3

O tema Iniciação à Vida

Cristã é desdobramento de

• Diretório Nacional de Catequese

(2005)

• Aparecida (2007)

•Brasil na Missão Continental ... e

outros (2005)

4

Diz Aparecida:

Há insuficiência do

modelo atual de

transmissão da fé.

Iniciação Cristã

pobre e

fragmentada

(DAp 287)

Temos uma multidão

de iniciados

ontologicamente na

fé, mas não

existencialmente!

.









6

Aparecida convida a:

“abandonar as

ultrapassadas

estruturas que já não

favoreçam a

transmissão da fé”;

buscar uma

“conversão pastoral

e renovação

missionária...” (no.375) 7

MUDANÇA DE

ÉPOCA

QUESTIONA-SE

TODO O PROCESSO

DE TRANSMISSÃO E

EDUCAÇÃO DA FÉ



Necessidade do retorno ao

Catecumenato e à dimensão

catecumenal da catequese

8

EM BAIXA EM ALTA

• Instituição (família, estado, • Indivíduo

escola, igreja) • Novidade, a diferença e a

• Tradição. • Mudança de rumos.

• Sonho e Utopia • Palpabilidade.

• Renúncia e Sacrifício • Fruição, o gozo, o prazer

• Eterno, perene, definitivo imediato.

• Ética • Momentâneo, transitório.

• Racionalidade • Estética

• Emotividade



MUDANÇA DE

ÉPOCA

CRISTANDADE:

IDENTIFICAÇÃO ENTRE A RELIGIÃO E A CULTURA.







• Desaparece, deste modo, o chamado

catecumenato sociocultural, onde dois

movimentos (cultura e fé) se entrelaçam.

• Pastoral de conservação, ou de manutenção,

como fazer as mesmas coisas de sempre, com

as mesmas pessoas e do mesmo jeito.





10

Ingressar na cultura atual, globalizada,

individualizada,



• consumista em praticamente todas as

dimensões (DA 46, 47, 315) não significa,

portanto, ter apresentado à pessoa e à

mensagem de Jesus Cristo.

• É por isso que Aparecida, afirmando que

“não podemos dar nada por pressuposto”

(DA 549), convoca a Igreja do continente a

“recomeçar a partir de Jesus Cristo (DA

12, 41).

11

Aparecida, 294, faz clara

distinção entre:

INICIAÇÃO CRISTÃ

(como catequese

básica) e

CATEQUESE PERMANENTE

(formação continuada)

12

“Assumir a Iniciação à Vida

Cristã exige não somente

uma renovação da

catequese,

mas, também, uma

reestruturação de toda a vida

pastoral da paróquia”. 13

“Propomos que o processo

catequético de formação adotado

pela Igreja para a iniciação cristã

seja assumido em todo o

Continente como a maneira

ordinária e indispensável de

introdução na vida cristã e como a

catequese básica e fundamental.

Depois, virá a catequese

permanente que continua o

processo de amadurecimento da

fé…”. (DAp 294)

14

Processo de iniciação

à vida cristã: é muito

mais exigente e

comprometedor

do que a tradicional

“preparação para os

sacramentos”



15

Catecumenato (O Ritual de

Iniciação Cristã de Adultos -

RICA)

* não é só para adultos não

batizados,

* mas também para batizados,

não plenamente iniciados ou que

querem aprofundar a própria

iniciação. 16

Não só renovar algumas metodologias,

novos subsídios e melhorar a formação

de catequistas...



Trata-se de alterar a própria

estrutura da tradicional “preparação

para os sacramentos” e propor um

novo paradigma evangelizador -

catequético. 17

NOVOS PARADIGMAS PARA A CATEQUESE



Catequese propositiva.

Catequese Liturgica.

Catequese a serviço da INICIAÇÃO

CRISTÃ.

Catequese querigmática.

Catequese narrativa.

Catequese mistagógica.

A CNBB baseia-se no insistente pedido

de Aparecida:



“Impõe-se a tarefa

irrenunciável de oferecer uma

modalidade [operativa!] de

iniciação cristã, que além de

marcar o que, dê também

elementos para o quem, o

como e o onde se realiza. (nº 287). 19

Dessa forma, assumiremos

o desafio de uma nova

evangelização, à qual temos

sido reiteradamente

convocados” (nº 287).

A esses 4 elementos (o quê, quem, como e

onde) acrescentou-se: por quê? e para

quem?



20

Escolhido como tema

prioritário, a CNBB,

solicitou ao GRECAT

preparar o texto

Trabalhado pela Assembléia, o texto foi aprovado

e publicado em outubro de 2009. Era para ser

estudado na Terceira Semana Brasileira de

Catequese (Itaici, de 6 a 11/10/2009), mas o livro

não chegou em tempo. Fica como tarefa para

todos, pois é agora texto de referência para a

renovação da Catequese. 21

2009

Sobre mudanças e novas atitudes

Uma mulher fazia aos domingos um prato de peixe para o

jantar da família. Sempre cortava o peixe em pedaços bem

pequenos. O marido, que trazia peixes grandes do mercado,

perguntava por que fazia isso e ela respondia: Aprendi com

minha mãe, que era uma excelente cozinheira. Ela sempre

cortava o peixe assim.

Um dia, a mãe veio visitá-la. Entrou na cozinha e viu como ela

preparava o peixe. E perguntou: _ Um peixe tão grande e tão

bonito!... Por que você não faz pedaços maiores? Ela, espantada,

explicou que sempre vira a mãe fazer daquele jeito. Então a mãe

esclareceu: _ Filha, eu só fazia isso porque a minha frigideira era

pequena e a gente naquele tempo não tinha como conseguir outra

maior...

ESCLARECENDO ALGUNS CONCEITOS:





• REFLEXÃO:

• O que entendemos por evangelização?

• O que entendemos por catequese?

• O que entendemos por iniciação cristã?

• Como o Documento de Aparecida entende

a iniciação cristã HOJE? (ler os nn 286-

294)



24

SER CRISTÃO.

Os membros da Comunidade de Jesus,

são denominados seguidores, discípulos

de Jesus ou, simplesmente, cristãos.



 1) SER CRISTÃO:

É O RESULTADO DE UM SIM AO

CHAMADO PESSOAL DE JESUS PARA SEGUI-LO E

ASSUMIR O QUE ELE PROPÕE.



•2) MAS CRISTÃO EM COMUNIDADE: COM OS

OUTROS CRISTÃOS/ ÃS, DISCÍPULOS/AS E

SEGUIDORES/AS DE JESUS.

3) E CRISTÃO EM COMUNIDADE PARA O REINO: JESUS

CONVOCA, CONGREGA E ENVIA PARA UMA MISSÃO.

A ESTRUTURA DA IGREJA EM MARCOS (Mc 3,

13-15)

1. Vocação-chamado de Jesus



a) Jesus chama a quem Ele quer E eles vão até Ele (liberdade e

(liberdade)

êxodo)





Vocação batismal. O SIM é

pessoal.









2. Comunidade eclesial 3. Missão









Jesus escolhe 12 para morar com E Ele os enviou: a) para pregar; b) para expulsar

Ele. demônios.

 DA UNIÃO DESTES TRÊS ELEMETOS RESULTA A

COMUNIDADE DE JESUS,

A IGREJA:







1. Vocação









IGREJA



Fraternidade

2.

Comunidade 3. Missão



* POVO

* COMUNIDADE

O CRISTÃO NA IGREJA,

continua o seu processo de formação para firmar sua

adesão pessoal a Jesus como membro da Comunidade

Eclesial, segundo a vocação e missão que receber.



O mais importante é a adesão pessoal a Jesus.

Vocação







A Comunidade eclesial tem de oferecer ajuda para a resposta pessoal de cada

um/a à vocação cristã, ser discípulo/a de Jesus. E a vida cristã é, em si,

uma experência com Jesus.





IGREJA

Fraternidade

Comunidade - Missão

1. O mais importante é a adesão a Jesus.



Mas esta adesão, que é pessoal, precisa ser alimentada (Oração, Bíblia,

Eucaristia...), crescer e dar frutos pela força do amor, da fraternidade

segundo o Evangelho.

Não há cristão/ã sem uma rica experiência de fraternidade a partir do

mandamento novo de Jesus: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei!”



vocação









Fraternidade IGREJA Missão

Comunidade -



Amor presença, responsabilidade, serviço-justiça

1. Ser cristão é SEGUIR JESUS (adesão pessoal). 2. O

cristão é fraterno e vive em comunidade



Aos que aceitam ser discípulos, Jesus envia para um

trabalho concreto: construir relações humanas de

fraternidade, organizar a sociedade na solidariedade e na

justiça, isto é, construir Vocação

o Reino de Deus!

* Pregar é ANUNCIAR e construir

o mundo novo de Jesus

* Expulsar DEMÔNIOS é lutar contra tudo o que impede a

felicidade humana



Fraternidade IGREJA

Comunidade Missão



3. Cristão para a missão de Jesus, missão da Igreja

1. Ser cristão é SEGUIR JESUS.

2. O cristão é fraterno e vive em comunidade

3. Cristão para a missão de Jesus, missão da Igreja

* Jesus e a Igreja existem em função do REINO DE

DEUS.





Vocação

A nossa missão é que Deus seja acolhido como PAI, que

todos vivamos como seus FILHOS/AS, e como IRMÃOS/ÃS

entre nós, SOLIDÁRIOS E UNIDOS em tornar este mundo

gostosamente habitável para todos/as.



IGREJA

Comunidade MISSÃO

1. Ser cristão é SEGUIR JESUS.

2. O cristão é fraterno e vive em comunidade



Cristão para a missão de Jesus, missão da Igreja

Não há cristão sem missão, sem compromisso

com a Igreja e a construção do Reino.





Vocação





IGREJA

Fraternidade

Missão

Como Jesus, nossa missão é o Reino De Deus

MISSÃO E INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ:



• Tudo começa com uma BUSCA (cf. Jo 1,38): “Que procurais?”

pergunta Jesus;

• Isso gera um ENCONTRO (cf. Jo 1,38-39): “Onde moras?”dizem

eles. No fundo estão perguntando: “Como te conheceremos

melhor?”Jesus responde: “Vinde e Vede!”;

• E produz CONVERSÃO : eles vão, vêem... e decidem seguí-lo.

• Assim o processo vai produzindo COMUNHÃO: permaneceram

com ele (Jo 1,39), acompanham seu caminho, compartilham até seu

poder de expulsar o mal e curar (cf.Mt 10,1)

• Que leva a MISSÃO: cada discípulo atrai outros , para anunciar

juntos a boa nova (Mc 3,14)

• A missão leva à TRANSFORMAÇÃO DA SOCIEDADE, nas

primeiras comunidades percebemos que a proposta do evangelho

provoca um novo jeito de viver, na solidariedade, na comunhão, na

fraternidade.





SEIS PASSOS DA INICIAÇÃO À VIDA

CRISTÃO





• ENCONTRO: evangelização/pré-

catecumenato. Encontro envolvente e

fascinante com a PESSOA DE JESUS.

• CONVERSÃO: tornar-se discípulo fiel,

convertido, transformado em nova criatura.

• DISCIPULADO: estar aos pés do Mestre,

assumir o seu jeito de ser e viver.



34

• ENGAJAMENTO NA COMUNIDADE:

não pode existir vida cristã fora da

comunidade.

• CELEBRAÇÃO: resgate da dimensão

liturgica e celebrativa da fé.

• MISSÃO: consequência do discipulado.

Cada discípulo atraí outros.

• TRANSFORMAÇÃO DA SOCIEDADE:

novas relações, novo jeito de viver.



35

O texto da CNBB ficou estruturado

em cinco capítulos

 I – Iniciação à vida cristã: por quê? -

Motivações

 II – Iniciação à vida cristã: o que é? –

Natureza

 III – Iniciação à vida cristã: como? -

Metodologia

 IV – Iniciação à vida cristã: para quem? –

Destinatários - Interlocutores

 V – Iniciação à vida cristã: com quem? onde?

36

– Agentes e Lugares.

Cap. I – MOTIVAÇÕES E

RAZÕES: POR QUÊ A

INICIAÇÃO CRISTÃ?

 Parte da indagação sobre

Deus.

 A resposta da fé.

 Insuficiência de respostas

apenas doutrinais.

 Adesão vital a Jesus Cristo.

37

O PROCESSO INICIÁTICO

é uma necessidade religiosa e

antropológica



Importância dos ritos,

símbolos, celebrações na

realidade humana



JESUS assim procedeu: formou aos poucos,

houve etapas: a) na opção pessoal por ele; b)

na preparação dos discípulos; c) no

treinamento, envio, na missão; d) no

aprofundamento dos “segredos do Reino”

38

Entre os séculos II e VI dC., a preparação

dos pessoas ao cristianismo foi aos poucos

se organizando. Criou-se, assim, o

Itinerário Catecumenal, que chegou a ter

três anos de duração. Historicamente foi a

fase áurea da Catequese.

E os convertidos, por causa do

processo catecumenal,

exerceram influência na Igreja

e na sociedade

39

•seu início (séc. II),

•seu ponto alto (séc. III – V)

•e sua decadência (séc. VI).

•Cristandade: o catecumenato

social (a partir do séc. VII). A família

e sociedade se encarregam de cuidar

dos fiéis 40

Apesar dos maravilhosos frutos da

Evangelização... a Igreja não conseguiu

acompanhar as mudanças do mundo,

continuando como antes



...E, então, em muitos lugares e

situações: houve e há mais

sacramentalização que verdadeira

iniciação à vida cristã.



É resultado do “Fenômeno histórico da

secularização e descristianização...

medíocre pragmatismo” (Ratzinger) 41

Aparecida, em 2007, questiona a

maneira como estamos educando

na fé e como pouco provocamos e

alimentamos a experiência cristã:

“É um desafio que devemos

encarar com decisão, com

coragem e criatividade, visto

que em muitas partes a

iniciação cristã tem sido pobre

e fragmentada” (DAp 287).

42

Conclusão:

Um PROCESSO CONSISTENTE DE INICIAÇÃO À

VIDA CRISTÃ

É indispensável ao tipo de missão que os sinais

dos tempos estão pedindo à Igreja!



A INICIAÇÃO CRISTÃ EXIGE A

METODOLOGIA DO “VINDE E

VEDE” ! (Encontro, experiência...)

43

Aparecida:

“Uma comunidade que assume a

iniciação cristã renova sua vida

comunitária e desperta seu caráter

missionário.

Isso requer novas atitudes pastorais

por parte dos bispos, presbíteros,

pessoas consagradas e agentes de

pastoral” (DAp 291) 44

Iniciação está sempre

relacionada ao mistério.

Muitas vezes não se entende

o que é Iniciação pois não se

entende o que é Mistério,

isto é, segredo...

INICIAR (Latim: In ire = conduzir para

dentro) é um processo que ajuda aos

poucos a pessoa a entrar no segredo...

45

INICIAÇÃO





(latim) “ENTRAR DENTRO”

“Um corpo de ritos e

ensinamentos cujo objetivo é Mudança

produzir uma modificação radical

do estatuto religioso e social da no ser:

pessoa que vai ser iniciada. Em

termos filosóficos, a iniciação é

equivalente a uma mutação social existir

ontológica da condição

existencial. O noviço emerge da religioso

sua provação como um ser

totalmente diferente: tornou-se

outro” ( M. Eliade) TORNA-SE OUTRO

• A iniciação acontece em

todos os povos e culturas,

inclusive nas

secularizadas do mundo

moderno e pós-moderno.

No processo de iniciação acontece uma

seqüência de morte e ressurreição em que se

pode distinguir três momentos: ruptura, provas

e reinserção

RUPTURA

• Iniciar-se significa deixar o passado e começar uma

vida nova. Por isso, a iniciação começa com ritos que

marcam uma ruptura. Desestrutura-se o homem velho

e entra-se numa atitude de quem quer passar por uma

metamorfose e nascer de novo (Jo 3,3).

• Ritos: mudança física de Lugar, despojamento

• de Vestes, envolvimento em

sudário, fechar as porta ao

entrar num recinto

REINSERÇÃO

• O candidato que passou pelas provas é recebido

como herói ou como membro adulto na

comunidade.

• Passou pela prova da morte. É agora um

“ressuscitado”, ou “renascido”.

• Normalmente recebe um novo nome e uma nova

veste, ou outro sinal que marca sua pertença ao

grupo e o distingue dos outros.

• Várias pessoas participam, depois de madura

reflexão, da decisão de acolher o novo membro.

• No processo de iniciação entre os índios saterés-

maués, na Amazônia, adolescentes de 10 a 15

anos, durante um mês, dividido em duas etapas de

dez dias consecutivos, ficam por cerca de três

horas dançando, com a mão den-tro de uma luva

de palha recheada de grandes formigas pretas,

chamadas tucandeiras. “Quando a gente mete a

mão na luva da tucan-deira parece que está

pegando fogo, como se estivesse num braseiro”

(Manelito que passou pelo ritual aos 13 anos –

Folha de S. Paulo, 06/05/97).

• DISTINGUEM-SE TRÊS TIPOS DE INICIAÇÃO.



• Social que marca a passagem da infância ou adolescência

para a idade adulta.



• Religiosa que introduz a pessoa num grupo religioso e a

faz entrar em comunhão com a divindade.



• Vocacional que confere à pessoa poderes especiais e lhe

permite ingressar em uma condição de vida inacessível

para os demais membros do grupo.



• A iniciação cristã está na segunda categoria. É uma

iniciação religiosa. Pela iniciação cristã somos forjados

em nossa identidade cristã e adquirimos convicções

fundamentais que respondem à nossa busca de sentido

para a vida (cf. DAp 291).

• Os primeiros cristãos,

tinham que se decidir

diante da proposta de

Jesus.

• Comunidades nascidas

em cultura não cristã.

• Mártires que se

tornavam sementes de

novos cristãos.

Desde o tempo dos

apóstolos, tornar-se

cristão realiza-se por

um processo ou

itinerário iniciático

(CIC 1229), às vezes

mais, à vezes menos

estruturado.

O Documento de Aparecida propõe que as

paróquias assumam a iniciação cristã como

maneira ordinária e indispensável de

introdução na vida cristã e como catequese

básica fundamental (293 e 294).

Nossas Diretrizes afirmam que “é necessário

assumir plenamente a proposta da iniciação

cristã, sabendo que ela exige renovação da

estrutura pastoral da Igreja (94)

A Mensagem do Sínodo dos Bispos de 1997 fala

da possibilidade de diversos métodos de

iniciação cristã. O método clássico, porém,

continua sendo o catecumenato previsto no

Rito de Iniciação Cristã de Adultos (RICA)

Mistério aparece pouco no AT.

É sobretudo do NT.

 é muito usado no Corpus Paulinum;

 significa o desígnio divino de salvação,

(o segredo do Projeto de Deus para nós e

o mundo, revelado plenamente em Jesus),

 que para Paulo se concentra na pessoa

de Jesus, sua vida, morte e ressurreição.

- “A vós é confiado o mistério do

Reino de Deus” (Mc 4, 11)

56

 Mistério é algo de fascinante, sublime,

fantástico, inacessível... É um segredo que se

manifesta somente aos iniciados.



57

 O acesso ao mistério não é através de ensino teórico,

ou aquisição de certas habilidades.

 É preciso ser iniciado a essas realidades maravilhosas

através de experiências que marcam profundamente a

pessoa.

 Os ritos iniciáticos existem para isso.





58

Quais são

estes mistérios?

Jesus Cristo

Igreja

Sacramentos!



mistérios

Jesus Cristo é

o Sacramento do Pai

A I g r e j a é o Sacramento

de Jesus Cristo

Os 7 sacramentos são os

grandes sinais pelos quais

a Igreja manifesta e realiza

a ação de Deus

que salva

A catequese hoje adquire uma



A dimensão catecumenal

significa que a catequese é:

 Experiência de Deus

 Aprendizado de leitura bíblica

 Celebrativa (símbolos e sinais)

 E orante = Escola de oração

Os cristãos lançaram mão da dinâmica das

religiões iniciáticas para a transmissão do

mistério cristão.

Para participar do mistério de Cristo Jesus era

preciso passar por processos e ritos:

 uma experiência impactante de transformação

pessoal no encontro com ele

 deixar-se envolver pela ação do Espírito.

 inserir-se alegremente em uma comunidade de

Jesus

 Sentir-se impulsionado a se dedicar a Jesus e

aos outros, por amor 62

O processo de transmissão da fé

tornou-se, sim, iniciático em sua

metodologia:

* descobrir o mistério da pessoa de Jesus e

os mistérios do Reino,

* assumir os compromissos de seu

caminho,

* viver a ascese requerida pela moral

cristã...

* são realidades muito exigentes:



Sem um verdadeiro processo de

iniciação não se alcança seu

verdadeiro sentido.

63

Catecumenato:

Caminho antigo e eficiente

desenvolvido pelas comunidades cristãs,

aprofundado pelos Santos Padres

 acolhido e institucionalizado pela autoridade

eclesiástica

núcleo do próprio desenvolvimento do ano litúrgico,

gerado nesse processo

A mistagogia. Valor e pedagogia do Rito e dos

processos...



64

+ Os processos iniciáticos,

bem vividos, possuem a

capacidade de fazer

assimilar vitalmente as

grandes experiências

cristãs.

+ necessidade de revalorizar

hoje esse itinerário

iniciático-catecumenal. 65

O que os ritos de iniciação

representam para a vida

sociocultural de um grupo, a

catequese deveria representar

para a vida cristã.

É um processo profundo que

integra a pessoa num estilo

evangélico de vida. 66

 Necessidade de formas de

catequese

 que estejam verdadeiramente

a serviço da iniciação cristã,

 na complexidade de suas

exigências,

como bem o afirmam o Diretório

Geral para a Catequese e o nosso

Diretório Nacional de Catequese.

67

Iniciação não é missão

só da catequese:



é trabalho de toda a

comunidade,

 principalmente da

dimensão litúrgica

 e dos ministros ordenados

 importância da união

entre Liturgia e Catequese!

68

Ênfase do Documento de Aparecida ao

falar da necessidade urgente de assumir o

processo iniciático na evangelização:

“Ou educamos na fé,

* colocando as pessoas realmente

em contato com Jesus Cristo

* e convidando-as para seu

seguimento,

ou não cumpriremos nossa missão

evangelizadora” (nº 287) 69

Teologicamente, a Iniciação Cristã:

1) É obra do amor de Deus.

2) Esta obra divina se realiza na

Igreja e pela mediação da Igreja.

3) Requer a decisão livre da

pessoa.

4) É a participação humana no

diálogo da salvação. 70

III – COMO REALIZAR

A INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ?

O texto da CNBB descreve:

• a dinâmica catecumenal,

• seus processos e itinerários

• que sempre devem incluir:

+ “o anúncio da Palavra,

+ o acolhimento do evangelho,

+ que implica a conversão, a profissão de

fé, o Batismo, a efusão do Espírito Santo, o

acesso à comunhão eucarística”!.

(cf. Catecismo 1229)

71

O protótipo do processo

que conduz à vida cristã

é o catecumenato batismal.



Hoje a situação pastoral

exige também o

catecumenato pós-

batismal, para a iniciação

integral de jovens e

adultos batizados, mas

não suficientemente

envolvidos no compromisso

cristão 72

O modelo do itinerário catecumenal,

em sua dimensão litúrgica é o RICA:







Ele possibilita a elaboração

de itinerários diversos, de

acordo com as

necessidades de cada

realidade.



É um itinerário cristocêntrico e gradual,

impregnado do Mistério Pascal

73

Itinerário catecumenal:

* lugar privilegiado de inculturação

* garante uma formação intensa

e integral,

* está vinculado a ritos, símbolos

e sinais,

* e está em função da comunidade

cristã.

74

É organizado em quatro

tempos (períodos) e em três

celebrações ou etapas, como

passagem para o tempo

seguinte.

No texto: descrição dos quatro

tempos com suas três etapas.

Faz distinção entre

catecúmenos (não batizados) e

catequizandos (já batizados)

75

O pré-catecumenato (1º tempo)

Rito de admissão ao catecumenato (1ª etapa)

O catecumenato (2º. Tempo)

Celebração da eleição/inscrição do nome (2ªetapa)

Purificação e iluminação (3º. Tempo)

Celebração dos Sacramentos da Iniciação (3ª etapa)

Mistagogia (4ºTempo).





76

Nas etapas (grandes

celebrações da passagem de um

tempo para o outro)

são feitas as entregas:



 Palavra de Deus

 Símbolo da Fé (Credo)

 Oração do Senhor... E outras.

 Outros rituais: unções,

exorcismos, escrutínios. 77

O catecumenato é caracterizado pela:

a atenção à formação integral e vivencial,

a dimensão orante,

a prática da caridade e a renúncia de si

mesmos

acompanhamento dos introdutores,

a contribuição dos padrinhos e membros da

comunidade,

a participação gradativa nas celebrações da

comunidade

e estímulo ao testemunho de vida.

Íntima cooperação entre catequese e liturgia.

78

IV – INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ... PARA

QUEM?

DESTINATÁRIOS COMO

INTERLOCUTORES

Como Jesus no diálogo com a Samaritana

e outros: nossos destinatários =

interlocutores. Quem são?

 Multidão, com rostos variados...

 sedentos, que procuram água

viva.

 Cada um com uma realidade... 79

Diversas são motivações: nem

sempre buscam (ou não sabem que

existe) um processo de iniciação.

 Há os que foram evangelizados

insuficientemente;

 Uns aprofundaram a experiência

cristã, ou só guardam vaga lembrança;

 Outros se decepcionaram pelo

caminho,

 Muitos abandonaram a Igreja

80

 Necessidade de conhecer a situação de

cada candidato à iniciação.

 De fato: nossa proposta deve ser

resposta à sua “sede”.

 Daí a necessidade de uma iniciação

diversificada, com itinerários especiais





81

Citando o cap. VI do DNC são elencadas

as seguintes situações, com um

comentário sobre cada uma:

a) Adultos e jovens não batizados;

b) Adultos e jovens batizados que desejam

completar a iniciação cristã;

c) Adultos e jovens com prática religiosa,

mas insuficientemente evangelizados;

d) Pessoas de várias idades marcadas por

um contexto desumano ou problemático;

82

e) Grupos específicos, em situações

variadas;

f) Adolescentes e jovens;

g) Crianças não batizadas e inscritas na

catequese;

h) Crianças e adolescentes batizados que

seguem o processo tradicional de

iniciação cristã;

83

Se conseguirmos

renovar todo o modelo

tradicional de iniciação cristã,

Convertendo-o

em Iniciação à Vida Cristã

aos poucos será possível

dar um caráter mais

catecumenal à catequese,

para formar discípulos

missionários.

V - INICIAÇÃO À VIDA

CRISTÃ...

COM QUEM CONTAMOS? ONDE?



• Aqui consideram-se os sujeitos e

lugares da Iniciação Cristã.

• Os agentes: pessoas capazes de

considerar os destinatários da Iniciação

como interlocutores;

• Devem ser preparados e

acompanhados, também no estilo

catecumenal. 85

V - INICIAÇÃO À VIDA

CRISTÃ...

COM QUEM CONTAMOS? ONDE?

• A missão dos responsáveis diretos

pela Iniciação engloba todas as

forças da Igreja. É a comunidade

eclesial que evangeliza

• O iniciando como primeiro

sujeito de sua iniciação: interação

entre a ação da graça e a resposta

humana 86

Preocupação primeira:

.









não sacramentalizar, mas

percorrer um itinerário

adequado de vivência da fé

cristã;

Não se faz um processo

de Iniciação sem priorizar a

pessoa do iniciando.

87

Cuidar da qualidade da

.









atenção às pessoas e das

relações humanas: acolhida,

fraternidade, solidariedade.

.









• Com relação à comunidade:

seu modo de viver e de se

relacionar, deve ter um jeito de

casa acolhedora, tornando-se

cativante e atraente. 88

Quem trabalha na iniciação

lida com a:

 história de vida dos iniciandos,

 as Escrituras Sagradas,

 com a liturgia,

 a vida da comunidade

 e se confronta com as necessidades

e desafios da realidade.

89

Necessitam:

do testemunho de discípulos

missionários,

 do acompanhamento dos

introdutores, amigos e companheiros,

catequistas, ministros ordenados,

 da fraternidade vivida na

comunidade

 e da postura da Igreja em geral

diante da sociedade.

90

Conforme as propostas do RICA (41-

48) o texto descreve:

 Ministérios e as funções dos

implicados no processo iniciatório;

 Isso precisa ser conhecido e

adaptado a cada situação.

Nessa relação, além dos vários agentes, estão também os

sujeitos da iniciação e suas famílias:

91

a) Introdutores/as: função nova, tarefa

específica e indispensável – Primeiro

Anúncio.

b) Padrinhos e madrinhas: superar critérios

de amizade e compadrio; precisam

conhecer o candidato e testemunhar sobre

ele.

a) As famílias no processo da Iniciação:

primeiros e principais educadores na fé;

integram o processo de catequese com

adultos; considerações sobre as

dificuldades com relação à vida de fé das

famílias; insiste na colaboração da Pastoral

92

Familiar.

d) Os catequistas: sua ação se dá sobretudo no 2o.

tempo (Tempo do Catecumenato propriamente dito):

- sejam apresentados os à comunidade. O texto

repete orientações e critérios do DNC.

- insiste em sua formação no estilo catecumenal:

- formar não só o pedagogo, mas sobretudo o

mistagogo (aquele que inicia, introduz no mistério de

Deus).





93

e) Organize-se uma

Comissão de Coordenação

da Iniciação à Vida Cristã,

com os encarregados

da tradicional preparação ao Batismo,

à Confirmação e à Eucaristia,

a ser substituída pelo Processo da

Iniciação Cristã.

Essa equipe é fundamental para

o bom desenvolvimento do

processo da Iniciação

f) A comunidade e seu estilo de vida:

importância do testemunho

comunitário. Diante do frágil

compromisso de parte de católicos

com o testemunho e a missão, urge

um processo iniciático de conversão

que dinamize catequizandos e

catecúmenos na vivência da fé.

O processo de iniciação é benéfico e

educativo para a comunidade inteira,

não apenas para os iniciantes. 95

g) Os Ministros

ordenados: competências

da Conferência

Episcopal, inculturação.



O Bispo:

Catequista por

excelência; deve ter a

catequese como a

prioridade das

prioridades (são citados:

Catechesi Tradendae 63;

Código e Diretório dos

96

O Bispo:

Cabe-lhe um zelo

especial para com o

processo da Iniciação à

Vida Cristã

e da Formação

Continuada na diocese.

Releva a importância do

Bispo no catecumenato

primitivo,

principalmente por

ocasião da mistagogia.

97

Os Ministros ordenados



Presbíteros e diáconos

Deles depende muito o

êxito do processo iniciático;

Preparação constante para

poderem orientar,

acompanhar e animar o

processo iniciático;

98

Zelar pela formação dos responsáveis

pelos quatro tempos da Iniciação;

E garantir a celebração e ritos das

três etapas.









99

• Igreja particular: espaço de testemunho e

evangelização por excelência; não se reduz

a espaço geográfico ou estrutura pastoral.

A Igreja deve estar presente e atuante nas

diversas situações, lugares e ambientes...

Os Movimentos de nível regional, nacional

ou internacional: sigam orientações locais e

participem a Pastoral Orgânica da Diocese.

• A unidade da Igreja: mais importante que a

afinidade com grupos ou movimentos...

100

Palavra final de alegria, otimismo e ação

de graças, citando Aparecida:

“A alegria do discípulo é antídoto frente a

um mundo atemorizado pelo futuro e

oprimido pela violência e pelo ódio. [...]

Conhecer a Jesus é o melhor presente que

qualquer pessoa pode receber; tê-lo

encontrado foi o melhor que ocorreu em

nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa

palavra e obras é nossa alegria” (DAp 29)

101

Pe. Lima sdb

Ir. Nery fsc


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