Uma Mulher e seu Ensinamento Esot�rico

Document Sample
Uma Mulher e seu Ensinamento Esot�rico Powered By Docstoc
					Uma Mulher e seu Ensinamento
         Esotérico

     Tema do mês de setembro:
             mulher
          Alice Ann Bailey
Nasceu na Inglaterra vitoriana do final do Séc. XIX,
em 1880, em Manchester, no seio de uma família
abastada, e faleceu em Nova Iorque em 1949.

Alice Bailey foi uma grande servidora da
Humanidade, que deixou assentadas as bases de um
movimento para uma nova cultura de valores
espirituais, além de estabelecer de forma ordenada e
aceitável o fato da existência e do trabalho dos
Mestres de Sabedoria e de fundar a “Escola Arcana”,
que visa a formação e a preparação de discípulos
habilitando-os para o Serviço voltado para as
necessidades mundiais.
A vida de Alice Ann Bailey é uma existência plena de
trabalho, esforço e abnegação.
Muito cedo ficou órfã de pai e mãe, passando a ficar (juntamente com o
seu irmão) aos cuidados de uma tia.

Embora nunca lhe tenha faltado nada, não soube adaptar-se ao
convencionalismo social da sua época. Aos 20 anos tornou-se
independente, e logo começaram a se manifestar rasgos do caráter
empreendedor e idealista que possuía.

Trabalhou em diferentes obras cristãs para jovens e percebia Deus
unicamente através do prisma dogmático dessa particular religião, que
vivenciava de modo quase fanático.
O ingresso de Alice Bailey, como trabalhadora voluntária, nos Lares para
Soldados que haviam sido criados pela filantropia da Sra. Elise Sandes,
constituiu um marco na sua vida. Aí, além de desempenhar os rotineiros
trabalhos domésticos, dirigia sessões e sermões evangélicos, visto achar-
se muito segura das crenças religiosas que na época professava.

O trabalho que desenvolvia levou-a a viajar até a Índia, a fim de
desempenhar algumas das suas atribuições. Este fato foi importante em
sua transformação para entender o Divino.

Depois de um desafortunado primeiro matrimônio, do qual teve três
filhas, e que suscitou a sua ida para os Estados Unidos, conheceu Foster
Bailey (em 1919), que viria a ser seu marido, companheiro inseparável e
principal ajudante na imensa obra que, a partir de então, assumiriam
conjuntamente.
Durante 30 anos, Alice Bailey escreveu (24) livros - os quais somam
milhares de páginas - proferiu centenas de conferências, atendeu a
um número enorme de pessoas e, até ter cumprido a totalidade da
sua obra, sobrepôs-se a um estado de saúde constantemente
precário.

Morreu a 15 de Dezembro de 1949, rodeada do carinho das pessoas
que se beneficiaram do seu trabalho.
Na tarde desse mesmo dia, afirmara: “Tenho muito que agradecer.
Vivi uma existência rica e plena. Inúmeras pessoas em todo o mundo
foram muito bondosas para mim”.
                                  Os Livros
Alice Bailey sempre disse que, desde o momento em que (ainda na sua
adolescência) se encontrou um “senhor de porte oriental”, mais tarde
identificado como o grande Instrutor Koot-Hoomi, tinha plena consciência de
pertencer a um grupo de discípulos. Na sua “Autobiografia Inacabada”, escreveu:
“Quero que os Mestres de Sabedoria sejam reais para o mundo, tal como o são
para mim e para milhares de pessoas em todo o planeta”.

No entanto, o trabalho literário de Alice Bailey foi realizado, em grande parte, em
colaboração (e sobre a direção) de um outro grande Instrutor Espiritual,
chamado Djwhal Khul ou, como é conhecido mais comumente (dada a sua
procedência geográfica), “O Tibetano”.

Esta obra grandiosa, pelo seu volume e pela informação proporcionada, começou
com o livro “Iniciação, humana e Solar”, no qual se transmite a realidade da
existência da Hierarquia de Mestres de Sabedoria, a que atribuem (sob diferentes
nomes) as diversas grandes religiões e a que, modernamente, já se haviam
referido Helena Petrovna Blavatsky e outros autores da Sociedade Teosófica.
Da colaboração acima referida, que se prolongou durante três décadas,
surgiram outros títulos como “A Luz da Alma”- um comentário sobre Os
Aforismos da Yoga de Patanjali, texto de grande antiguidade e sabedoria
tradicional - “Um Tratado sobre os Sete Raios” - obra em 5 volumes, na qual
versam temas tão variados como a psicologia, a cura e a astrologia e, ainda, o
caminho da iniciação e suas regras - “Problemas da Humanidade”, “A
Exteriorização da Hierarquia”, “Discipulado na Nova Era” (2 volumes), etc.
Justifica-se, uma menção à parte, o livro “Um Tratado sobre Fogo Cósmico”, que
se apresenta como uma continuação, basicamente numa perspectiva psicológica,
de “A Doutrina Secreta”, de H.P.Blavatsky (portentosa obra que realizou para a
Humanidade).
“Um Tratado sobre Fogo Cósmico” é um trabalho de porte extraordinário (em
torno de 1.300 páginas no original em Inglês), onde se explana o vasto esquema
da manifestação e da evolução universal.

Em geral, pode se dizer que a obra escrita por Alice Bailey representa um marco
notável na espiritualidade do século XX, quer pela grande quantidade de
conhecimento ali apresentado quer pela raríssima clareza de expressão,
constituindo um inesgotável manancial de esclarecimento das grandes e eternas
verdades que subjaz ao ensinamento religioso de todas as épocas e de todas as
culturas.

Aborda, simultaneamente, temas de invulgar profundidade filosófica e questões
de imediato interesse prático, fazendo um apelo repetido ao serviço sério,
inteligente e persistente para a causa do verdadeiro progresso da Humanidade e
alertando contra os perigos da ilusão astral e do psiquismo inferior.
                                  A Escola Arcana
Em 1923, juntamente com o marido (Foster Bailey) e alguns estudantes, AAB criou a
Escola Arcana, onde prevaleceu o conceito de ser um centro onde os respectivos
membros tivessem plena liberdade e não se vissem obrigados a fazer juramentos
nem a contrair compromissos; essa Escola proporciona a meditação, estudos e
ensinamento esotéricos, concedendo liberdade para que os estudantes façam seus
próprios ajustes e interpretem a verdade de acordo com a natureza e a capacidade
própria de cada um.

Na Escola Arcana (que ainda hoje continua a transmitir ensinamentos a quem o
solicite), não se exige obediência a ninguém e, tão pouco, a Mestre algum. Em
contrapartida, enfatiza-se a existência do Mestre no Coração (”Cristo em nós”, como
dizia São Paulo), da Alma, do verdadeiro homem espiritual dentro de cada ser
humano. Do mesmo modo, não se criam impedimentos aos estudantes para
trabalharem em qualquer outro grupo espiritualista ou religioso; apenas se pede que
considerem essa atividade como um campo de serviço a favor da Humanidade.
                            Boa Vontade Mundial
Uma das mais conhecidas atividades de Alice A. Bailey e Foster Bailey foi a de
lançar o movimento de Boa Vontade Mundial (World Goodwill).
Surgiu no período entre as duas grandes guerras mundiais, quando na Europa e
nos Estados Unidos da América se gerou um forte ideal pacifista.

A Boa Vontade Mundial (BVM), movimento que ainda existe e exerce a sua
influência benéfica, fundou-se com o objetivo de congregar vontades,
sentimentos e pensamentos de todas aquelas pessoas que tinham e têm a
convicção de que os problemas com que se defronta a Humanidade podem ser
solucionados através do diálogo, da cooperação e da aplicação da boa vontade
- não uma boa vontade passiva, ingênua ou débil mas, sim, forte e enérgica,
com toda a força inerente ao ideal da união e não da destruição, fusão e não
sectarismo, amor e não ódio.
Curiosamente, produziu-se um desentendimento entre o trabalho da Boa Vontade
Mundial e do movimento pacifista, uma vez que este último não compreendeu
que a BVM tomasse partido a favor dos Aliados em plena 2ª Guerra Mundial,
quando todas as tentativas de negociação já haviam fracassado.
O movimento pacifista propugnava a neutralidade total no conflito (mesmo
enquanto a Alemanha e o Japão massacravam países e minorias étnicas); a BVM
entendia que os Aliados representavam, pelo menos parcialmente, os valores da
democracia, liberdade, igualdade e dignidade humana, pelo que sustentou e
defendeu a sua causa.

Nos nossos dias, a Boa Vontade Mundial goza do reconhecimento das Nações
Unidas, com as quais colabora, e congrega milhares de pessoas (em todo o
mundo) que consideram que a Humanidade pode resolver os seus problemas em
conformidade com os princípios de Amor e Fraternidade, denunciando que o
ódio, o separatismo e o egoísmo representam as maiores ameaças para o
desenvolvimento mundial.
                                       Conclusão
Alice Bailey foi, como vários outros grandes seres, um instrumento de decodificação
das leis universais. A expensas da sua reputação, dos benefícios e do prestígio da
sua classe social e, inclusive, da saúde física, levou adiante um enorme trabalho de
divulgação dos princípios espirituais que regem o mundo, a saber:

- Que existe um Deus Transcendente mas que também é Imanente em todo o
Universo, podendo os seres humanos expressar em si mesmos os três aspectos da
Divindade (Conhecimento, Amor e Vontade);

- Que o Universo se rege pela Lei de Causa e Efeito (conhecida no Oriente por Lei do
Karma), que tem por fim equilibrar as forças em toda a manifestação;

- Que o Universo se aperfeiçoa constantemente, através das miríades de elementos
(como nós) que o compõem, e que essa é uma Lei da Evolução da qual nenhum
Plano de Manifestação (ou Mundo) pode ser excluído;

- Que o processo de levar a cabo essa evolução é regido pela Lei do Renascimento,
sob a qual as consciências, cada vez mais desenvolvidas, de todos os elementos
que compõem o Universo vão sendo aperfeiçoados através do acúmulo de
experiências nas sucessivas manifestações ou existências.

				
DOCUMENT INFO
Shared By:
Categories:
Tags:
Stats:
views:7
posted:12/8/2011
language:
pages:12