DIRETRIZES CURRICULARES

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					       PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA MARIA

       SECRETARIA DE MUNICÍPIO DA EDUCAÇÃO

               DIRETORIA DE ENSINO

                EIXO DA INCLUSÃO




DIRETRIZES CURRICULARES PARA A EDUCAÇÃO MUNICIPAL

              - EDUCAÇÃO ESPECIAL -
       PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA MARIA

       SECRETARIA DE MUNICÍPIO DA EDUCAÇÃO

               DIRETORIA DE ENSINO

                EIXO DA INCLUSÃO




DIRETRIZES CURRICULARES PARA A EDUCAÇÃO MUNICIPAL

              - EDUCAÇÃO ESPECIAL -




                      2008
PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA MARIA

Antônio Valdeci Oliveira de Oliveira

SECRETARIA DE MUNICÍPIO DA EDUCAÇÃO

Leoneide Maria de Gregori

DIRETORIA DE ENSINO

Cléia Margarete Macedo da Costa Tonin

EIXO DA INCLUSÃO

Marizete Almeida Müller
Valquirea Monteblanco Villagran
                              SUMÁRIO


     1. Apresentação

     2. Conceito de Educação Especial

     3. Operacionalização do Sistema de Ensino Municipal no Âmbito
        da Educação Especial

     3.1. Atendimento Educacional Especializado
     3.2. Formação de Profissionais
     3.3. Alunos Atendidos na Educação Especial
     3.4. Espaço para o Atendimento Educacional Especializado
     3.5. Número de Alunos no Atendimento Educacional
          Especializado e na Sala Comum do Ensino Regular
     3.6. Organização dos Serviços
     3.7. Avaliação do Aluno em Processo de Inclusão com
          Atendimento Educacional Especializado
     3.8. Avaliação dos Alunos para o Acesso ao Atendimento
          Educacional Especializado

     4. Anexos

     4.1.   Entrevista Familiar
     4.2.   Portfólio
     4.3.   Modelo de Plano de AEE para Deficiência Física
     4.4.   Modelo de Plano de AEE para Deficiência Visual
     4.5.   Modelo de Plano de AEE para Deficiência Mental
     4.6.   Modelo de Plano de AEE para Pessoa com Surdez


5.     Referências Bibliográficas
1. APRESENTAÇÃO


       Educação Inclusiva diz respeito à capacidade das escolas de atender a
todas as crianças, sem qualquer tipo de exclusão. Ou seja, inclusão significa
criar escolas que acolham a todos os alunos, independentemente de suas
condições pessoais, sociais ou culturais. É um desafio, no sentido de tornar a
escola mais compreensiva e acolhedora, que qualifique todas as crianças e, ao
mesmo tempo, reconheça as diferenças individuais como um valor a ser levado
em conta no desenvolvimento e na materialização dos processos de ensino e
aprendizagem.

      Uma escola inclusiva precisa adaptar-se à diversidade de
características, capacidades e motivações de seus alunos, a fim de responder
às necessidades educacionais de cada criança, para que todas progridam em
sua aprendizagem e participem desse processo em igualdade de condições.

       A gestão da Educação Inclusiva, coordenada pela Secretaria de
Município da Educação, é organizada pela Diretoria de Ensino/ Eixo
Pedagógico INCLUSÃO, que tem como objetivo principal articular as ações de
forma integrada com todas as modalidades de ensino.

       Além de contribuir e interligar as metas e procedimentos no grupo
pedagógico da Secretaria de Educação, o objetivo nas escolas deve ser o
mesmo: esclarecer, subsidiar e acompanhar o processo de aprendizagem e
desenvolvimento dos alunos em todos os níveis, de acordo com suas
peculiaridades, tendo como principio básico o respeito à diversidade.
        A Rede Municipal de Ensino de Santa Maria desenvolve a Educação
Inclusiva de forma progressiva, para que as escolas criem uma série de
condições que potencializem a resposta à diversidade, caracterizando-se como
escolas que tenham atitudes de aceitação e valorização da diversidade,
desenvolvam um projeto institucional que contemple a atenção à diversidade,
com um currículo mais amplo, equilibrado e diversificado, realizem um trabalho
consistente, em conjunto e coordenado pelo grupo docente, participando de
formação continuada na área de Educação Inclusiva. Além disso, que tenham
critérios e procedimentos flexíveis de avaliação, disponibilizem serviços de
apoio e assessoramento constantes, e que desenvolvam, na sala de aula,
práticas inclusivas que atendam à pluralidade de necessidades, interesses e
estilos de aprendizagem dos alunos, com participação, respeito e colaboração.

      Nesta perspectiva, a Secretaria de Município da Educação de Santa
Maria – RS, apresenta as DIRETRIZES CURRICULARES MUNICIPAIS DE
EDUCAÇÃO ESPECIAL, como políticas públicas e orientações para o sistema
de ensino constituir uma educação de qualidade para todos os alunos.
2. CONCEITO DE EDUCAÇÃO ESPECIAL
      A Educação Especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos
os níveis, etapas e modalidades. Realiza o atendimento educacional
especializado, disponibiliza os serviços e recursos próprios desse atendimento
e orienta os alunos e seus professores quanto a sua utilização nas turmas
comuns do ensino regular.



3. OPERACIONALIZAÇÃO DO SISTEMA DE ENSINO MUNICIPAL
NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL

3.1 ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO

        O Atendimento Educacional Especializado tem como objetivo assegurar
meios para o acesso ao currículo, que proporcione a independência para a
realização das tarefas e a construção da autonomia. Constitui oferta obrigatória
pelos sistemas de ensino e deve ser realizado preferencialmente no turno
inverso ao da classe comum, em horários estabelecidos de acordo com
critérios de planejamento do professor especializado, na sala de recursos
multifuncional da própria escola onde o aluno está matriculado.

      O Atendimento Educacional Especializado identifica, elabora e organiza
recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a
plena participação dos alunos, considerando as suas necessidades
específicas. As atividades desenvolvidas no atendimento educacional
especializado diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula comum, não
sendo substitutivas à escolarização. Esse atendimento complementa e/ou
suplementa a formação dos alunos com vistas à autonomia e independência na
escola e fora dela.

       O Atendimento Educacional Especializado disponibiliza programas de
enriquecimento curricular, o ensino de linguagens e códigos específicos de
comunicação e sinalização, ajudas técnicas e tecnologia assistiva, dentre
outros. Ao longo de todo processo de escolarização, esse atendimento deve
estar articulado com a proposta pedagógica do ensino comum.

       As atividades do Atendimento Educacional Especializado devem ser
realizadas mediante a atuação do professor com formação para o Atendimento
Educacional Especializado que o habilite para o ensino da Língua Brasileira de
Sinais, da Língua Portuguesa na modalidade escrita como segunda língua, do
sistema Braille, do Soroban, da orientação e mobilidade, das atividades de vida
autonôma, da comunicação aumentativa e alternativa, do desenvolvimento dos
processos mentais superiores, das atividades de estimulação visual, dos
programas de enriquecimento curricular, da adequação e produção de
materiais didáticos e pedagógicos, da utilização de recursos ópticos e não
ópticos, tecnologia assistiva e outros recursos e ajudas técnicas.
3.2. FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS

       Os profissionais para atuar na modalidade de ensino – Educação
Especial – devem ter curso de graduação em Ensino Superior em Educação
Especial e concurso específico. Enquanto profissional da Rede Municipal de
Ensino, o professor de Educação Especial deverá fazer parte da formação
continuada nas áreas específicas, promovida pela Secretaria de Município da
Educação e pelas escolas.


3.3. ALUNOS ATENDIDOS NA EDUCAÇÃO ESPECIAL

       Alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas
habilidades / superdotação que freqüentem as classes comuns do ensino
regular e com atendimento educacional especializado.
       Alunos com outras necessidades educacionais especiais também devem
ser atendidos no espaço do Atendimento Educacional Especializado, mediante
avaliação do Professor do AEE.


3.4.   ESPAÇO PARA O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO

    O Atendimento Educacional Especializado deve estar inserido no contexto
da escola, em espaço próprio com recursos e materiais adequados e
específicos de acordo com as necessidades dos alunos atendidos.


3.5.  NÚMERO DE ALUNOS NO ATENDIMENTO EDUCACIONAL
ESPECIALIZADO E NA SALA COMUM DO ENSINO REGULAR

       O número de alunos no Atendimento Educacional Especializado deve
ficar a critério do profissional que irá atendê-los, configurando o espaço para o
atendimento em grupos ou individual, de acordo com a realidade do(s) aluno(s)
e a idade do(s) mesmo(s).

 Na sala de aula comum do ensino regular, poderá haver redução no número
de alunos considerando:

- O número de alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento
e/ou altas habilidades/superdotação incluídos na classe;
- A complexidade do diagnóstico / avaliação;
- A idade do aluno;
3.6. ORGANIZAÇÃO DOS SERVIÇOS

      A Educação Especial, na Rede Municipal de Ensino, será organizada
prevendo a educação de alunos com deficiência, transtornos globais de
desenvolvimento e/ou altas habilidades/superdotação com orientação do
Sistema de Ensino para assegurar:


- O acesso, participação e aprendizagem nas classes comuns do ensino
regular;


- A ampliação do atendimento educacional especializado em todas as escolas,
com encaminhamentos de alunos com deficiência, transtornos globais de
desenvolvimento e/ou altas habilidades/superdotação para o processo de
inclusão nas classes comuns do ensino regular;


- A continuidade de estudos e acesso aos níveis mais elevados de ensino;


- A promoção de acessibilidade física e nas comunicações;


- A formação continuada dos professores de educação especial para o
Atendimento Educacional Especializado;


- A transversalidade da modalidade de Educação Especial desde a Educação
Infantil até a Educação de Jovens e Adultos;


- A garantia de continuidade dos estudos por meio de encaminhamentos à
modalidade de Educação de Jovens e Adultos, considerando a idade, as
características e os interesses dos alunos.


-O atendimento complementar e/ou suplementar em instituições especializadas
para alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e/ou
altas habilidades / superdotação incluídos nas classes comuns do ensino
regular nas escolas da rede municipal de ensino, através de convênios e
parcerias estabelecidas entre a Secretaria de Município da Educação e as
Instituições;
3.7. AVALIAÇÃO DO ALUNO EM PROCESSO DE INCLUSÃO COM
ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO


       A avaliação educacional, enquanto um processo dinâmico que considera
tanto o nível atual de desenvolvimento do aluno quanto as possibilidades de
aprendizagem futura, configura-se em uma ação pedagógica processual e
formativa que analisa o desempenho do aluno em relação ao seu progresso
individual, prevalecendo nessa avaliação os aspectos qualitativos que indiquem
as intervenções pedagógicas do professor.


      A avaliação dos alunos com deficiência, transtornos globais de
desenvolvimento e/ou altas habilidades/superdotação deve ser elaborada
através de Parecer Descritivo pelo professor da classe comum e do professor
do Atendimento Educacional Especializado, considerando todos os aspectos
do desenvolvimento da aprendizagem desses alunos. A avaliação final deve
conter a indicação de permanência ou avanço nos diversos níveis de ensino,
estabelecendo consenso entre os professores, a equipe diretiva e a família dos
alunos envolvidos.




3.8. AVALIAÇÃO DOS ALUNOS PARA O ACESSO AO ATENDIMENTO
EDUCACIONAL ESPECIALIZADO

      A avaliação dos alunos para o acesso ao Atendimento Educacional
Especializado deve ser realizado por meio de um Estudo de Caso que
possibilite reconhecer as características pessoais e desenvolvimento do aluno
construindo diferentes estratégias pedagógicas para sustentação da inclusão
escolar.

      O Estudo de Caso se configura através de uma entrevista familiar,
pareceres clínicos de outros profissionais, e avaliação inicial do aluno em que
se considere as suas capacidades e habilidades, bem como as necessidades
específicas que justifiquem o acesso ao Atendimento Educacional
Especializado.

      Deve ser considerado como prioritária a avaliação educacional, realizada
pelo professor do Atendimento Educacional Especializado. Como avaliação
complementar, os diagnósticos clínicos feitos por profissionais habilitados que
também serão considerados como parceiros durante todo o processo de
escolarização e do Atendimento Educacional Especializado.

      Os laudos / pareceres clínicos não devem ser considerados como
determinantes para o processo de desenvolvimento da aprendizagem dos
alunos na escola.
4. ANEXOS

   4.1.   ENTREVISTA FAMILIAR
   4.2.   PORTFÓLIO
   4.3.   MODELO DE PLANO DE AEE PARA DEFICIÊNCIA FÍSICA
   4.4    MODELO DE PLANO DE AEE PARA DEFICIÊNCIA VISUAL
   4.5.   MODELO DE PLANO DE AEE PARA DEFICIÊNCIA MENTAL
   4.6.   MODELO DE PLANO DE AEE PARA PESSOA COM SURDEZ


5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL, Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional, LDB 9.394, de 20 de dezembro de 1996.

BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política
Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília:
MEC/SEESP, 2008.

BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Decreto Nº
6.571, de 17 de Setembro de 2008.

BATISTA, Maria Cristina Abranches; MANTOAN, Maria Teresa Egler.
Atendimento Educacional Especializado para a Deficiência Mental. Brasília.
MEC, SEESP, 2005.

DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo; SILVA, Alessandra da; LIMA, Cristiane
Vieira de Paiva. Pessoa com Surdez. São Paulo: MEC/ SEESP, 2007.

FÁVERO, Eugênia Augusta Gonzaga; PANTOJA, Luisa de Marillac;
MANTOAN, Maria Teresa Egler. Atendimento Educacional Especializado –
Aspectos Legais e Orientações Pedagógicas. São Paulo: MEC / SEESP, 2007.

MANTOAN, Maria Teresa Egler; GOMES, Adriana Limaverde; FERNANDES,
Anna Costa; BATISTA,Cristina Abranches Mota; FIGUEIREDO, Rita Vieira;
SALUSTIANO, Dorivaldo Alves. Deficiência Mental. São Paulo: MEC /
SEESP, 2007.

SÁ, Elizabet Dias de, CAMPOS, Izilda Maria, SILVA, Myrian Beatriz Campolina,
Deficiência Visual. São Paulo: MEC / SEESP, 2007.

SCHIRMER, Carolina R; BROWNING, Nádia; BERSCH, Rita; MACHADO,
Rosângela. Deficiência Física. São Paulo: MEC/ SEESP, 2007.

SHORES, Elizabeth F. [ et. Al]...Manual de Portifólio: um guia passo a passo
para professores/ trad. Ronaldo Cataldo Costa. – Porto Alegre: ARTMED
Editora, 2001.
4.1-   MODELO DE ENTREVISTA FAMILIAR


   1- DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

   Nome do aluno:
   Data de Nascimento:
   Escola :
   Nome do pai:
   Nome da mãe:
   Profissão do Pai:                         Profissão da Mãe:
   Endereço (rua/ nº/ cidade/bairro/ telefone) :
   Irmãos:
   Com quem reside no momento:

   2- DADOS DA GRAVIDEZ DA MÃE

   Idade da mãe:
   Idade do pai:
   A gravidez foi planejada:
   Qual a expectativa da familia:
   Condições físicas durante a gravidez:
   Condições emocionais durante a gravidez:
   Houve ameaça de aborto:                   Qual a causa:
   Houve acompanhamento pré-natal:
   Ocorreram doenças infecciosas:
   A mãe tomou medicação durante a gravidez: ( especificar)
   A mãe é fumante:           Alcoólatra:        Toxicômano:
   OBS:


   3- PARTO

       Normal:                   Cesariana:
       Em tempo:                          Prematuro:
       Quanto tempo de gestação:
       Local do parto:
       Alguma situação especial:

   4- CONDIÇÕES DO RECÉM NASCIDO

       Peso:
       Comprimento:
       Cor ao nascer: natural ( ) anoxia ( )     pálido ( )
       Apresentou alguma mal formação:
       Qual tratamento imediato:
       Qual a primeira reação da familia quanto ao bebê:
5- ALIMENTAÇÃO

  Quanto tempo após o parto recebeu a primeira alimentação:
  Alimentação natural até quando:
  (seio)                    (mamadeira)
  Quando parou:
  Foi observado alguma dificuldade de deglutinação:
  Quando iniciou a alimentação sólida:
  Preferência alimentar:

6- SONO

  Quando bebê:
  Atualmente: ( ) agitado ( ) tranqüilo ( ) insônia
  Quanto tempo dorme:
  Dorme sozinho:

7- ROTINA DA CRIANÇA

  Descreva como é seu dia desde quando acorda até quando deita:

8- DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR

  Engatinhou:
  Idade que iniciou a caminhar:
  Com auxílio ( ) Qual:
  Sem auxílio ( )
  Tem alguma dificuldade motora:
  Controle dos esfíncteres: Diurno:
                            Noturno:

  Como e quando foi o controle dos esfíncteres:

9- EVOLUÇÃO DA LINGUAGEM

  Quando iniciou o balbucio:
  Quando falou as primeiras palavras:
  Usa frases para se comunicar:
  Troca letras:                  Quais:
  Necessita de gestos para se comunicar:
  Cumpre ordens simples:
  Sabe transmitir recados:
  Repete histórias:
  Canta:
  10- SEXUALIDADE

     Tem curiosidade sexual:             Atitude tomada:
     Masturba-se:                        Atitude tomada:
     Quem lhe orienta em casa:           Desde quando:

  11- RELACIONAMENTO E CARACTERÍSTICAS PESSOAIS

     Faz amigos:
     Relaciona-se bem com estes:
     Prefere brincar sozinho ou com companheiros:
     Relaciona-se melhor com pai ou com a mãe:
     Como reage quando contrariado:
     Qual a atitude dos pais diante da reação:
     Como reage diante de situações novas:
     O que faz nos momentos livres:
     Tem outra atividade além da escola:
     Lugar que dispõe para brincar:
     Tem automia nas questões de higiene pessoal e vestuário:

  12- ANTECEDENTES FISOPATOLÓGICOS

     Teve alguma doença durante a infância:
     Já teve convulsão:      Características e freqüência:
      Fez cirurgia:          Quando:               Tipo de Cirurgia:
     Tomou anestesia:

  13- ANTECEDENTES PATOLÓGICOS FAMILIARES

     Outra pessoas da família apresentam:

      (   ) Distúrbios da fala
      (   ) Epilepsia
      (   ) Algum tipo de deficiência:      Qual?
      (   ) Alcoolismo
      (   ) Tóxico
      (   ) Doença mental


     OUTRAS INFORMAÇÕES:

     OBS:

     DATA:
     RESPONSÁVEL PELO PREENCHIMENTO DA ENTREVISTA:

      A entrevista familiar vai subsidiar o estudo de caso e Planos de
Atendimento Educacional Especializado.
   4.4.   SUGESTÃO DE CONSTRUÇÃO DO PORTFÓLIO DO ALUNO

       O portifólio pode ser definido como uma coleção de itens que revela,
conforme o tempo passa, os diferentes aspectos do crescimento e do
desenvolvimento de cada criança.
       Podem conter anotações dos alunos e professores, amostra de
trabalhos, fotografias, entrevistas com os alunos e com os pais e registros de
desempenho.

Por que usar Portifólio:

    Para melhorar a dinâmica na sala de aula;
    Para evitar os testes padronizados;
    Para envolver efetivamente a família no processo de avaliação dos
     alunos;
    Para oferecer à criança aquilo que ela realmente necessita para seu
     progresso e para não utilizar a avaliação como um instrumento de
     classificação;
    Para ultrapassar os limites da técnica e incorporar em sua dinâmica a
     dimensão ética, imersa na pedagogia da inclusão;
    Para substituir o padrão de homogeneidade pelo da heterogeneidade;
    Para possibilitar que o erro possa ser visto como um processo de
     construção do conhecimento que dá pistas sobre o modo como cada um
     está organizando seu pensamento;
    Para possibilitar que todos possam aprender e ter valorizados seus
     conhecimentos, no seu tempo, por seus caminhos, com seus recursos e
     com a ajuda do coletivo.


Processo de montagem do Portifólio:

      Definir o por quê da avaliação por Portifólio;
      Coletar amostras de trabalho;
      Consultar o planejamento do professor e o registro dos alunos;
      Realizar entrevistas;
      Realizar registros e observações de trabalhos dos alunos;
      Preparar relatórios narrativos;
      Utilizar em reuniões com pais e com o aluno;
      Usar em situações de transição.
AMOSTRAS DE TRABALHOS


Fotografias: As fotografias são um método poderoso de preservar e de
apresentar informações sobre o que é e como as crianças estão aprendendo.
Elas mostram detalhes de cenas e eventos que muitas vezes somente a
observação ou descrição não conseguem captar.

Desenhos: Desenhos, redações, atividades variadas são evidências claras do
desenvolvimento cognitivo e das habilidades criativas dos alunos. Coletar
sempre as fontes primárias, que são os materiais que não foram revisados. A
professora deve escrever breves comentários sobre o trabalho

Ditados: Os ditados são atividades importantes, porque demonstram à criança
as conexões tanto entre a experiência e a narrativa como entre a linguagem
oral e escrita.


Entrevista: As entrevistas são ocasiões em que o professor e a criança
discutem um único conteúdo em profundidade. As anotações escritas de
entrevistas possibilitam atender as necessidades individuais dos alunos.

Como realizar:

    Decidir se a entrevista será com uma ou mais crianças e qual o assunto
     que será abordado;
    Dizer à criança sobre qual o assunto conversarão. Ex.: “eu quero saber
     o que você pensa sobre isto”?

    Utilizar os materiais do aluno, caderno, livros etc...

    Observar o material, questionar e registrar as respostas. Ler para o
     aluno o que você escreveu. Colocar a data.

    Concluir a entrevista ajudando a criança a fazer anotações no seu
     caderno.

Relato Narrativo: Os relatos narrativos demonstram o progresso global da
criança e ajudam o professor a preparar estratégias para suprir suas
necessidades.
ANÁLISE DO PORTIFÓLIO

Com os alunos:

     Capacitar as crianças a pensar sobre seu desenvolvimento como
      aprendizes e a definir objetivos para si própria é uma parte importante
      do portifólio.
     Iniciar a análise examinando todos os registros e trabalhos que estão na
      pasta. Fazer algumas perguntas:

Que tipo de trabalho temos em seu portifólio?
Quais são seus melhores trabalhos?
Qual você gostaria de ter feito de outro jeito?

     No final da reunião, ajudar a criança a escrever um resumo de seus
      progressos e projetos para o futuro. Se a criança não conseguir
      escrever, escreva para ela.


Com os pais:

       Agendar o encontro com antecedência;
       Atender individualmente;
       Delimitar o tempo de cada encontro;
       Informar às crianças que você mostrará o portifólio para os pais.

A reunião com os pais não tem apenas o objetivo de mostrar os trabalhos, mas
permite aos professores conhecer as idéias dos pais sobre o aprendizado de
seus filhos. Usar as reuniões também para envolvê-los em atividades de classe
e em projetos. Mostrar aos pais as escolhas das crianças.


Com as professoras do próximo ano:

     Agendar um encontro com o (a) professor (a) da série que o aluno irá
      freqüentar no próximo ano.
     Analisar com ele (a) toda a produção que conste no portifólio.
     Amostras representativas de trabalho que demonstre avanços
      importantes ou problemas persistentes, devem ser discutidos.
     A observação sistemática do aluno leva ao aperfeiçoamento e à
      experimentação dos diferentes estilos de ensino, e permite aos
      profissionais um maior conhecimento sobre a abordagem de uma certa
      criança ao aprendizado.
     Dessa maneira, os professores descobrem o que motiva as crianças a
      aprenderem, como elas aprendem e como podem ser avaliadas.
     Outra característica importante é o respeito à diversidade que deverá se
      refletir no projeto político-pedagógico da escola e especialmente nas
      práticas pedagógicas na sala de aula.


.
   4.5.     MODELO DE PLANO DE AEE PARA DEFICIÊNCIA FÍSICA


ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
DEFICIÊNCIA FÍSICA

Plano de AEE

Nome do Professor:
Escola:
Nome do Aluno:
Ano escolar:
Data de Nascimento:
Endereço:
                                                         Data: __/__/__
                       A. Informações sobre o aluno:
   1. Resumo do Caso:




   2. Tipo de problema:
           Tipo             Identificar o tipo         Observações
                               (assinalar)
Cognitivo
Linguagem
Escolar/aprendizagem
Familiar
Saúde
Afetivo
Acessibilidade
(comunicação,
locomoção,...)
Outros
   3. O Problema do ponto de vista do AEE:




   4. Potencialidades e dificuldades observadas:

           Potencialidades                          Dificuldades




B. Solução do problema

   1. Solução do problema e relação dos principais tópicos para a sua
      resolução:




   2. Outros dados que são importantes para a elaboração do plano:

       Ações existentes                      Relação do que existe
Acessibilidade arquitetônica
realizada no ambiente escolar.

Materiais e equipamentos
utilizados pelo aluno.

Recursos disponíveis no
ambiente escolar

Outros
C. Plano de AEE: são as ações desenvolvidas para atender as necessidades
do aluno. São específicas do AEE para que o aluno possa ter acesso ao
ambiente e conhecimentos escolares de forma a garantir a permanência,
participação e desenvolvimento do aluno na escola.


   1. Necessidades do aluno:




   2. Objetivos do plano:




   3. Organização do atendimento:


      Freqüência (número de vezes por semana para atendimento ao aluno):
       _______
      Tempo de atendimento:________ (em horas ou minutos)
      Composição do atendimento: ( ) individual ( ) coletivo
      Outros: ___________


   4. Atividades a serem desenvolvidas no atendimento ao aluno
      (Comunicação alternativa, informática acessível, adequação de
      mobiliário...). Atividades que serão ensinadas:




   5. Seleção de materiais a serem produzidos para o aluno. Necessidades
      de adequações:
6. Recursos humanos previstos (acompanhante, ...):




7. Seleção de materiais e equipamentos que necessitam ser adquiridos:




8. Profissionais que deverão ser envolvidos para maior conhecimento do
   aluno:




9. Tipos de parcerias necessárias para aprimoramento do atendimento e
   da produção de materiais:
   10. Resultados esperados: lista dos principais resultados esperados:




   11. Orientação sobre os serviços e recursos oferecidos ao aluno na
   comunidade escolar. A quem e quais?


    Professor de sala de aula ( )

    Professor da Educação Física ( )

    Colegas de turma ( )

    Diretor escolar ( )

    Equipe pedagógica ( )

    Outros ( ) Quais: ________________



D. Avaliação dos resultados: visa antecipar ou indicar maneiras de como
avaliar os resultados esperados. Indicação das formas de registro.

    O plano deverá ser avaliado durante toda a sua execução.
    O registro da avaliação do plano deverá ser feito em um caderno ou
     ficha de acompanhamento, onde serão descritos pelo professor do AEE
     o uso do serviço e do recurso em sala de aula, durante o AEE e no
     ambiente familiar.
    No registro deverão constar as mudanças observadas em relação ao
     aluno no contexto escolar. O que foi que contribuiu para as mudanças
     observadas. De que forma as ações do plano de AEE repercutiram no
     desempenho escolar do aluno.

E. Reestruturação do Plano: relaciona pontos de reestruturação do Plano de
AEE, caso os resultados esperados não sejam atingidos.
    Pesquisar e implementar outros recursos.
    Estabelecer novas parcerias.
    Outros.
                                    _______________________________
                                       Assinatura do Professor do AEE

                                                    Data ____/___/___
ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
DEFICIÊNCIA MENTAL


Roteiro para o Plano de AEE

Nome do Professor:
Escola:
Nome do Aluno:
Ano escolar:
Data de Nascimento:
Endereço:
                                                        Data: __/__/__


                                Tipo do problema




                             Características do aluno
Desenvolvimento Psicomotor:


Linguagem:


Desenvolvimento cognitivo:


Sociabilidade/afetividade:


Aprendizagem:


Meio social/família:
                      Potencialidades e dificuldades do aluno
        Dimensões                   Dificuldades          Potencialidades
Desenvolvimento
Psicomotor
Linguagem
Desenvolvimento cognitivo
Sociabilidade/afetividade
Aprendizagem
Meio social/família


                      Fatores que podem explicar a situação




                             PLANO DE AEE
a) Objetivos




b) Atividades
Quais as intervenções propostas e quais os recursos necessários:
c) Período
Incluir o período para o desenvolvimento da atividade. Observar a coerência
entre o período pretendido e a realização da atividade, e analisar o
desempenho do aluno ao longo das atividades:




d) Resultados esperados
Quais os resultados pretendidos para alcançar com este plano:
ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
DEFICIÊNCIA VISUAL

Plano de AEE

Nome do Professor:
Escola:
Nome do Aluno:
Ano escolar:
Data de Nascimento:
Endereço:
                                                                  Data: __/__/_


                            Natureza do Problema


Identificação e explicitação das potencialidades, dificuldades e necessidades
do aluno, a partir da idéia central do problema, tendo em vista a intervenção do
AEE:




Quais são os fatores que interferem em seu desempenho escolar do ponto de
vista da independência e autonomia?
                             Atividades do AEE


   1. Objetivos:




   2. Ações e Estratégias pedagógicas a serem desenvolvidas:


O que deve ser feito em relação ao aluno, à escola e à família?


Quais são os parceiros envolvidos?


Qual é o papel do AEE junto aos parceiros?


Quais são os recursos de acessibilidade necessários e disponíveis?


Como desenvolver as intervenções pedagógicas propostas para o AEE do
aluno?




  3. Período:
Determinar o período para o desenvolvimento das ações. Observar a coerência
entre o período pretendido, a realização das atividades e analisar o
desempenho do aluno ao longo do processo.
  4. Recursos Materiais e Equipamentos:


Quais são os recursos materiais e humanos necessários?
Que tipo de equipamento será utilizado?
Onde encontrá-los?
Estes recursos estão disponíveis na comunidade?




   5. Resultados Esperados
Principais resultados a serem alcançados do ponto de vista dos objetivos
estabelecidos e da solução do problema:




   6. Avaliação:
Quais são os instrumentos e procedimentos que podem ser utilizados para
avaliar os resultados esperados no Plano de AEE?
ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
PESSOA COM SURDEZ


Plano de AEE

Nomes dos Professores-Alunos:
Município–pólo:
Nome do Tutor:
Turma:
                                                             Data: __/__/__



               Atendimento Educacional Especializado - AEE
                PLANO DE AEE - ÁREA Pessoa com Surdez
                         1 - Identificação do Aluno




O aluno(a)-

_______________________________________________________________

nascido em ______/_____/_____ filhos de

___________________________________ e _________________________,

residente à rua __________________________________ ______, no bairro

___________________ na cidade de _____________________________

atualmente com _______      idade, está regularmente matriculado na Escola

____________________________________Ensino Fundamental no ano de

________.
               2 - Relato do Caso




 Aspectos         3- Características do Aluno
Afetividade
Socialização
 Cognição
Linguagem
Motricidade
  Família

               4- Tipo de Problema
       5 - Plano de Unidade de Ensino Trimestral – AEE de Libras
 Objetivos            Desenvolvimento        Recursos     Parceiros e
            Conteúdos
Específicos            Metodológico          Didáticos   colaboradores




5.1 - Processos Avaliativos




5.2 - Livro adotado para o aluno estudar




5.3 - Bibliografia do professor
5.4 - Resultados esperados




                  _______________________________
                  Assinatura do Professor do AEE PS
                        Data ______/_____/_____
      6 - Plano de Unidade de Ensino Trimestral - AEE em Libras -
 Objetivos            Desenvolvimento        Recursos     Parceiros e
            Conteúdos
Específicos            Metodológico          Didáticos   colaboradores




6.1 - Processos Avaliativos




6.2 - Livro adotado para o aluno estudar
6.3 - Bibliografia do professor




6.4 - Resultados esperados




                   _______________________________
                   Assinatura do Professor do AEE PS
                         Data ______/_____/_____

   7 - Plano de Unidade de Ensino Trimestral – AEE para o Ensino de
                          Língua Portuguesa
 Objetivos            Desenvolvimento        Recursos     Parceiros e
            Conteúdos
Específicos            Metodológico          Didáticos   colaboradores
7.1 - Processos Avaliativos




7.2 - Livro adotado para o aluno estudar




7.3 - Bibliografia do professor




7.41 - Resultados esperados




                   _______________________________
                   Assinatura do Professor do AEE PS
                         Data ______/_____/_____

				
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