Relatório da Administração - CVM

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					                           RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO


1.       APRESENTAÇÃO


1.1    Mensagem da Administração
Temos a satisfação de apresentar o balanço contábil da Copel relativo ao exercício de 2006, que
registra o maior lucro líquido nos 52 anos de existência da Companhia.

O resultado — de R$ 1.242,7 milhões — foi influenciado por dois episódios não recorrentes de
reversão de provisionamentos. O primeiro, de R$ 416,4 milhões, refere-se ao acordo firmado entre
Copel, Petrobras e Compagas que equacionou de forma amigável as divergências existentes sobre
o contrato de fornecimento de gás para a Usina de Araucária. E o segundo, de R$ 130,4 milhões,
refere-se à reversão da provisão sobre a Cofins incidente em operações com energia elétrica
realizadas entre 1998 e 2001, cuja legalidade a Copel questionou judicialmente, obtendo decisão
favorável do Superior Tribunal de Justiça.

É oportuno destacar que, mesmo desconsiderando os efeitos das duas reversões, o lucro líquido
da Copel continua sendo recorde e sem precedentes, atingindo a cifra de R$ 695,9 milhões. Isso
confirma o empenho da atual administração em gerir os negócios da Empresa com racionalidade,
eficiência, zelo e transparência, buscando atender convenientemente ao primado da gestão da
coisa pública — com ênfase no atendimento a compromissos de ordem social e ambiental — sem
descuidar dos resultados econômicos e financeiros.

Entre os principais fatos de 2006, destacamos a definitiva solução do impasse em torno da UEG
Araucária, da qual resultou a aquisição, pela Copel, da participação da norte-americana El Paso na
sociedade, e a negociação dos valores referentes ao suprimento de gás, assuntos que vinham
sendo discutidos com a Petrobras. Ainda em 2006, a Termelétrica foi alugada à própria Petrobras
por prazo de 12 meses, prorrogáveis.

A Copel também concluiu no ano que passou, por meio de sua controlada Centrais Elétricas do Rio
Jordão - Elejor, as obras de construção do complexo energético naquele rio, compreendendo as
Usinas de Santa Clara e Fundão (120 MW cada) e duas PCHs incorporadas às respectivas
barragens, agregando 6,0 MW ao conjunto.

Por fim, em parceria com a Eletrosul, empresa federal subsidiária da Eletrobrás, a Copel
arrematou, em leilão promovido pela Aneel, a concessão para construir e operar a Usina
Hidrelétrica Mauá, no rio Tibagi, com 362 MW, que tem previsão de iniciar sua produção em janeiro
de 2011. Para essa obra, Copel e Eletrosul constituíram o Consórcio Cruzeiro do Sul, no qual a
Copel é majoritária, com 51% da participação.
Curitiba, 27 de Março de 2007

                                 Rubens Ghilardi

                                Diretor Presidente
1.2      Planejamento Estratégico


1.2.1      Referencial Estratégico

     Missão: Gerar, transmitir, distribuir e comercializar energia, bem como prestar serviços
      correlatos, promovendo desenvolvimento sustentável e mantendo o equilíbrio dos interesses
      da sociedade paranaense e dos acionistas.

     Visão: Ser a melhor empresa nos setores em que atua e referência em governança corporativa
      e sustentabilidade empresarial.

     Valores: Durante 2006, os valores corporativos foram revisados, com ampla participação do
      público interno e algumas categorias de clientes da Companhia, sendo agrupados em cinco:

1)    Transparência: Prestação de contas das decisões e realizações da empresa para informar
      seus aspectos positivos e/ou negativos a todas as partes interessadas.

2)    Ética: Resultado de pacto coletivo que define comportamentos individuais alinhados a um
      objetivo comum.

3)    Respeito: Consideração com o próximo.

4)    Responsabilidade social e ambiental: Condução da vida da empresa de maneira sustentável,
      respeitando os direitos de todas as partes interessadas, inclusive das futuras gerações, e o
      compromisso com a sustentação de todas as formas de vida.

5)    Segurança: Ambiente organizacional seguro, que permite a continuidade da vida da empresa.

     Diretrizes estabelecidas pelo CAD

1)    Expandir o sistema elétrico de geração, transmissão e distribuição.

2)    Buscar a produtividade no curto prazo e o crescimento no longo prazo.

3)    Buscar manter os clientes satisfeitos e a força de trabalho motivada e preparada.

4)    Buscar excelência em custos, no relacionamento e em inovações.

5)    Buscar excelência na transmissão de dados, imagem e voz.

6)    Pesquisar novas tecnologias no setor energético para expansão da matriz energética com
      fontes renováveis e não poluentes.
1.2.2    Estratégia e Análise

O foco da Companhia vem se consolidando na implantação de forte sistema de gestão empresarial
para a sustentabilidade, que seja devidamente incorporado na cultura da Companhia e passe a
fazer parte de suas atividades cotidianas. Essa decisão estratégica se revela já na primeira
dimensão do planejamento plurianual, que prevê adequação a padrões internacionais de
governança, transparência e sustentabilidade até 2008. Além disso, a iniciativa de implantar
mecanismos e ajustar a cultura da corporação no sentido da ampla promoção da sustentabilidade
responde ao compromisso renovado junto ao Pacto Global, como forma de aprofundar a discussão
e implantação de todos os princípios a sua gestão. Para tanto, foi adotado o modelo de gestão
empresarial para a sustentabilidade, a ser consolidado nos próximos quatro anos.
O modelo de gestão empresarial para a sustentabilidade integra o planejamento empresarial e a
gestão da sustentabilidade, buscando o alinhamento dos esforços para atingir e garantir, com base
nos valores da Copel e na gestão otimizada dos processos, o atendimento dos valores para as
partes interessadas, bem como o desenvolvimento e o crescimento sustentável da Companhia. A
Copel utiliza o Balanced Scorecard - BSC como metodologia de gestão, que auxilia a organização
a traduzir a estratégia em objetivos operacionais, direcionando comportamentos e desempenho.
No início de 2007, a alta direção revisou o referencial estratégico, alterando a missão e visão e
ampliando a perspectiva dos clientes no mapa estratégico para partes interessadas. O mapa
estratégico possui 25 objetivos, os quais são distribuídos em cinco perspectivas: sustentabilidade,
financeira, partes interessadas, processos internos e aprendizado, e crescimento. O atual
posicionamento estratégico visa à excelência operacional dos processos críticos dos negócios, o
que deve melhorar substancialmente a produtividade nos próximos quatro anos, e tem como
desafio a redução dos custos, garantindo a excelência dos serviços. Concomitantemente, iniciam-
se os desafios para o crescimento da receita no médio e longo prazo, sem esquecer, em nenhum
momento, da responsabilidade corporativa.

Dentre as conquistas também merecem destaque o posicionamento dos negócios diante do
mercado, o estabelecimento dos projetos estratégicos corporativos, que visam o salto incremental
de resultados, e o avanço na integração com o orçamento e na gestão da execução e controle do
desempenho da estratégia.


2.      PERFIL DA COMPANHIA
A Companhia Paranaense de Energia - Copel é uma sociedade por ações, de capital aberto,
constituída sob a forma de sociedade de economia mista, controlada pelo Governo do Estado do
Paraná, e destinada, através de suas subsidiárias, a pesquisar, estudar, planejar, construir e
explorar produção, transformação, transporte, distribuição e comercialização de energia, em
qualquer de suas formas, principalmente a elétrica, participando ainda de consórcios, companhias
e empresas cujos objetivos sejam o desenvolvimento de atividades nas áreas de energia,
telecomunicações e gás natural, em conjunto com empresas privadas.
Organograma das participações e composição acionária
                                                        CUSTÓDIA EM BOLSA
 ESTADO DO PARANÁ                    BNDESPAR                                         ELETROBRÁS             OUTROS
                                                            (Free Float)
  58,63%     Votante            26,41%        Votante   13,52%        Votante   1,06%         Votante    0,38%    Votante
  31,08%     Total              23,97%        Total     44,04%        Total     0,56%         Total      0,35%    Total

                                                                BOVESPA
                                                        10,54%        Votante
                                                        30,69%        Total
                                                                  NYSE
                                                        2,98%         Votante
                                                        13,33%        Total
                                                              MADRID
                                                         0,00%   Votante
                                                         0,02%   Total




                                                          COPEL

                                        (1)                     (1)                     (1)                 (1)
 (1)                                  COPEL                    COPEL                      COPEL                COPEL
       COPEL GERAÇÃO
                                  TRANSMISSÃO             PARTICIPAÇÕES               DISTRIBUIÇÃO      TELECOMUNICAÇÕES
          100,0%                     100,0%                   100,0%                     100,0%               100,0%



                                                                                  (2)
                                         ELEJOR                COMPAGAS                 BRASPOWER

                                 70,0%        Votante    51,0%        Votante
                                 35,0%        Total      51,0%        Total     49,0%         Total


                                                          (2)
                                  CARBOCAMPEL                   COPEL AMEC            SERCOMTEL

                                 49,0%        Votante                           45,0%         Votante
                                 49,0%        Total      48,0%        Total     45,0%         Total


                                                         (2)                    (2)
                              SERCOMTEL CELULAR                ESCOELECTRIC           FOZ DO CHOPIM

                                 45,0%        Votante
                                 45,0%        Total      40,0%        Total     35,8%         Total

                                  (2)
                                        EÓLICAS DO       DONA FRANCISCA         (2)
                                                                                      UEG ARAUCÁRIA
                                         PARANÁ
                                                         23,0%        Votante
                                 30,0%        Total      23,0%        Total     80,0%         Total


                                                        DOMINÓ HOLDINGS

                                                         15,0%        Votante
                                                         15,0%        Total

                       (1)
                             Subsidiária Integral
                       (2)
                             Sociedade Limitada
2.1     Geração
Copel Geração S.A. - Explora o serviço de geração de energia. Seu parque gerador é composto
por 18 usinas em operação, sendo 17 hidrelétricas e uma termelétrica, totalizando 4.549,6 MW de
capacidade instalada efetiva. Também possui em sua estrutura 11 subestações, das quais 10 são
automatizadas e teleoperadas, com potência instalada de transformador elevador de 5.004,1 MVA.
Detém, perante a Aneel, as concessões relacionadas no quadro demonstrativo incluído na Nota
Explicativa nº 1.


2.2     Transmissão
Copel Transmissão S.A. - Tem como principal atribuição prover os serviços de transporte e
transformação da energia elétrica produzida pela Companhia. É responsável pela construção,
operação e manutenção de subestações, bem como das linhas destinadas à transmissão de
energia. A Concessionária também opera, para o Operador Nacional do Sistema Elétrico - ONS,
parte do Sistema Interligado Nacional - SIN localizada na região sul do País. Seu sistema conta
com 129 subestações com tensões iguais ou superiores a 69 kV e 7.210,4 km de linhas de
transmissão, conforme detalhamento no quadro a seguir:

                                                                           Subestações
            Tensão (kV)             Linhas de Transmissão (km)
                                                                 Automatizadas            Potência (MVA)
                69                                 1.166,1                 30                   2.016,2
                88                                    58,2                  -                       5,0
               138                                 4.246,3                 71                   4.829,7
               230                                 1.578,5                 24                   6.993,0
               525                                   161,3                  4                   2.200,0
              TOTAL                                7.210,4                129                 16.043,9



2.3     Distribuição
Copel Distribuição S.A. - Distribui energia elétrica a 1.111 localidades, pertencentes a 392 dos
399 municípios do Paraná, e também ao município de Porto União, em Santa Catarina. A Copel
tem seu sistema de distribuição composto conforme demonstrado na tabela a seguir:




                      Redes de distribuição (km)                                165.757
                   Postes                                             2.264.214

                   Transformadores                                     315.289

                   Potência instalada em transformadores (MVA)           6.651

                   Subestações não-automatizadas                            22

                   Subestações automatizadas                               215

                   Subestações totais (34,5 kV)                            237

                   Estações de chaves                                       30

                   Potência instalada em subestações (MVA)               1.624

                   Consumidores da distribuição                       3.345.315




2.4    Telecomunicações
Copel Telecomunicações S.A. - Tem como principais atividades a prestação de serviços de
telecomunicações e de comunicações em geral, e a elaboração de estudos, projetos e
planejamentos na área de telecomunicações, bem como em atividades correlatas sob todas as
formas legalmente permitidas, sendo sua exploração por prazo indeterminado, sem caráter de
exclusividade, em níveis nacional e internacional, e tendo como área de prestação de serviço o
Estado do Paraná e a Região II do Plano Geral de Outorgas, conforme o Ato nº 31.337, da Agência
Nacional de Telecomunicações - Anatel, vinculada ao Ministério das Comunicações.

Desde 2002, opera serviço de comunicação multimídia. O dimensionamento da estrutura de
telecomunicações da Copel está demonstrado na tabela a seguir:

                   Cabos ópticos instalados no anel principal (km)       4.704

                   Cabos ópticos auto-sustentados (km)                   4.542

                   Cidades atendidas                                       170

                   Clientes                                                389




2.5    Participações
Copel Participações S.A. - Por meio dessa subsidiária integral, é possível à Copel participar
acionariamente de outras sociedades ou consórcios em diversas áreas de atuação. Com vistas a
concentrar investimentos em empreendimentos alinhados a seu core business e a seu referencial
estratégico, a Companhia vem reavaliando sua carteira de ativos em participações.
A Copel tem participação, na modalidade de produtor independente de energia elétrica, em cinco
empresas de geração organizadas na forma de Sociedade de Propósito Específico - SPE, com
potência instalada total de 887,4 MW, estando todas em operação atualmente. Participa também
nos setores de saneamento, gás, telecomunicações e serviços, conforme tabela a seguir:

                                                                     Capacidade Instalada               Energia Assegurada
                                          Empreendimento
                                                                            (MW)                           (MW Médio)
  Setor de Energia




                                 Dona Francisca                                         125,0                                80,0
                     Elétrica




                                 Elejor (UHE Santa Clara e Fundão)                      246,3                            140,3
                                 Eólicas do Paraná                                           2,5                              0,6
                                 Foz do Chopim                                              29,1                             21,5
                                 UEG Araucária                                          484,5                            422,0

                                          Empreendimento                                      Setor

                                 Braspower                                                   Serviços
                                 Carbocampel                                        Exploração de Carvão
  Outros Setores




                                 Compagas                                                      Gás
                                 Copel Amec                                                  Serviços
                                 Dominó Holdings                                        Saneamento
                                 Escoelectric                                                Serviços
                                 Copel Empreendimentos                              Participação Acionária
                                 Sercomtel Celular                                    Telecomunicação
                                 Sercomtel Telecom                                    Telecomunicação




2.5.1                           Copel Empreendimentos Ltda.

É uma sociedade limitada, adquirida pela Copel Participações em 30.05.2006, como forma de
consolidar a transferência, para a Copel, dos 60% do capital social da UEG Araucária Ltda. Tal
aquisição foi resultante da conclusão das negociações com a El Paso sobre a Termelétrica de
Araucária (Nota Explicativa nº 17).


2.5.2                           Compagas

A Companhia Paranaense de Gás - Compagas é uma sociedade de economia mista que tem como
atividade principal a exploração do serviço público de fornecimento de gás natural canalizado,
através de sua rede de distribuição de 459 km, implantada nos municípios paranaenses de
Araucária, Curitiba, Campo Largo, Balsa Nova, Palmeira, Ponta Grossa e São José dos Pinhais.
Até o fim de 2006, a Compagas atendia 1.904 unidades consumidoras, sendo 94 industriais, 24
postos de Gás Natural Veicular - GNV, 116 estabelecimentos comerciais, 1.666 residências, 2
empresas com co-geração, 1 empresa que utiliza o gás natural como matéria-prima e a Usina
Termelétrica a Gás Natural de Araucária.
2.5.3       Elejor

É uma Sociedade de Propósito Específico - SPE em que a Copel Participações detém 70% do
capital social votante. Foi constituída para implantar e explorar o Complexo Energético
Fundão/Santa Clara, no rio Jordão, na sub-bacia do rio Iguaçu, no Paraná, o qual inclui a Usina
Santa Clara e a Usina Fundão. Tais usinas têm capacidade instalada de 240,3 MW (além de PCH
incorporada à estrutura da barragem de Santa Clara, com capacidade instalada de 3,6 MW, e de
Fundão, com capacidade instalada de 2,4 MW). A concessão foi outorgada em 23.10.2001, por
trinta e cinco anos, prazo prorrogável a pedido da interessada e a critério da Aneel.


2.5.4       UEG Araucária Ltda.

Sociedade limitada que tem por objeto social a utilização do gás natural para transformação desse
insumo em energia elétrica e a conseqüente comercialização. A termelétrica tem capacidade
instalada de 484,5 MW. A autorização para se estabelecer como produtor independente de energia
elétrica foi emitida pela Aneel em 22.12.1999, por trinta anos, prazo prorrogável a pedido da
interessada e a critério da Aneel.

A Usina tem duas turbinas a gás, acopladas a duas caldeiras de recuperação de calor, que
permitem o funcionamento de uma terceira turbina a vapor, totalizando 484,5 MW de potência
instalada. O gás natural é o combustível utilizado nas turbinas a gás, resultando em emissões
atmosféricas sem odor e dentro dos parâmetros nacionais e internacionais de qualidade.

A Usina Termelétrica de Araucária entrou em operação na terceira semana de setembro/2006 para
atender ao sistema elétrico brasileiro, em face da severa estiagem ocorrida no início do segundo
semestre do ano. A Usina permaneceu em estado de ―hibernação‖ durante três anos e meio, e,
após dois meses de trabalhos de recomissionamento, operou satisfatoriamente, gerando
484,5 MW.


2.6      Produtos

                        Principais Produtos                         Participação no Mercado

                                                           Brasil        Região Sul           Paraná

  Geração de Energia Elétrica                               4,1%           24,7%               58,5%

  Transmissão de Energia Elétrica(1)                         2,2             9,4               19,6%

  Distribuição de Energia Elétrica(3)                       6,7%           33,9%              (2)
                                                                                                    96,8%

  Transmissão de Dados(2)                                   0,9%            5,2%               14,3%

  Distribuição de Gás                                       2,7%           19,9%                100%
(1)
    Refere-se exclusivamente ao comprimento de linhas da Rede Básica em dezembro de 2006
(2)
    Dado estimado
(3)
    Participação no atendimento ao mercado cativo
2.7         Copel em Números

                                                                                                                                         %            %
CONSOLIDADO                                                                             2006              2005           2004         2006-2005     2005-2004

Financeiros - R$ milhões
 Receita operacional ou Vendas brutas                                                      7.421,3           6.801,3       5.532,6           9,1         22,9
 Receita operacional líquida ou Vendas líquidas                                            5.384,6           4.838,7       3.914,1         11,3          23,6
 EBITDA ou LAJIDA                                                                          1.975,8           1.218,1         985,2         62,2          23,6
 Lucro líquido                                                                             1.242,7             502,4         374,1        147,4          34,3
 Patrimônio líquido                                                                        6.376,3           5.487,2       5.136,3         16,2            6,8


Indicadores Econômico-financeiros
 Liquidez corrente ( índice )                                                                  1,2                 1,1         0,7           9,1         57,1
 Margem operacional do serviço ( % )                                                          29,8                18,4        17,3         62,0            6,4
 Rentabilidade do patrimônio líquido ( % )                                                    24,2                10,1         7,9        139,6          27,8
 Lucro por lote de mil ações - R$                                                              4,5                 1,8         1,4        150,0          28,6
 Valor patrimonial por lote de mil ações - R$                                                 23,3                20,1        18,8         15,9            6,9
 Dívida sobre o patrimônio líquido ( % )                                                      40,7                37,3        35,7           9,1           4,5


Atendimento
 Geração de energia - Participação mercado Nacional ( % ) (1)                                   4,1              4,6            4,7        (10,9)         (2,1)
                                                               (1)
 Geração de energia - Participação mercado da Região Sul ( % )                                24,7             28,0           29,0         (11,8)         (3,4)
                                                                        (1)
 Fornecimento de energia (mercado cativo) - Participação Nacional ( % )                         6,7              6,6            6,3          1,5           4,8
                                                                             (1)
 Fornecimento de energia (mercado cativo) - Participação na Região Sul ( % )                  33,9             33,6           31,9           0,9           5,3
 Unidades consumidoras                                                                   3.345.331        3.256.584      3.180.077           2,7           2,4
             (2)
 Empregados                                                                                  8.119            7.704          6.749           5,4         14,2
 Consumidores por empregado                                                                    412              423            471          (2,6)        (10,2)
 Consumidores por empregado na Distribuição                                                    574              586            659          (2,0)        (11,1)
 Municípios atendidos                                                                          393              393            393          -             -
 Localidades atendidas                                                                       1.111            1.109          1.112           0,2          (0,3)
                                                      (3)
 População total atendida (em milhares de habitantes)                                        9.822               9.668       9.394           1,6           2,9
    -Urbana                                                                                  8.411               8.181       7.956           2,8           2,8
    - Rural                                                                                  1.411               1.487       1.438          (5,1)          3,4


Mercado
                            2
 Área de concessão (km )                                                                   194.854           194.854       194.854              -             -
 Geração própria (GWh)                                                                      10.358            18.436        19.121         (43,8)         (3,6)
 Mercado Faturado de Energia (GWh)                                                          18.691            18.696        18.041              -          3,6
                                             (4)
 Tarifa média anual de fornecimento (R$/MWh)                                                211,34            205,38        180,26           2,9         13,9
     - Residencial                                                                          256,10            268,43        251,97          (4,6)          6,5
     - Industrial                                                                           185,97            162,23        128,84         14,6          25,9
     - Comercial                                                                            233,60            233,04        212,77           0,2           9,5
     - Rural                                                                                158,61            162,40        151,23          (2,3)          7,4
                                   (5)
 DEC (horas, centesimal de hora)                                                             14,79             13,48         14,04           9,7          (4,0)
                               (5)
 FEC (número de interrupções)                                                                13,65             13,50         14,19           1,1          (4,9)


Operacionais
                      (6)
 Usinas em operação                                                                             18               18             18              -             -
 Subestações                                                                                   377              369            364           2,2           1,4
 Linhas de transmissão (km)                                                                  7.210            6.996          6.996           3,1              -
 Redes de distribuição (km)                                                                165.757          165.576        165.576           0,1              -
 Nº de postes                                                                            2.264.214        2.221.572      2.221.572           1,9              -
                            (6)
 Capacidade instalada (MW)                                                                   4.550            4.550          4.550            -               -
      (1)
         Fonte ONS, Eletrobras e EPE
      (2)
         Não inclui empregados da Compagas, Elejor e UEG Araucária
      (3)
         Estimativa publicada pelo IBGE
      (4)
         Esta é a tarifa média do ano. Vide a tarifa média de Dezembro no item 5.2.3 - Realinhamento Tarifário
      (5)
         Vide maiores detalhes no item 5.4 - Qualidade da Energia
      (6)
        Não inclui usinas da Elejor e da UEG Araucária
3.       DESTAQUES


3.1    Cenário Regulatório do Setor
Em função da redução do lastro de garantia física da CIEN promovida pelo Ministério de Minas e
Energia, a Copel adquiriu, no Leilão A-1, energia acima do limite de 1% da carga, para substituir a
energia proveniente do contrato firmado com a CIEN. Em decorrência dos instrumentos
normativos, a Copel participou, em dezembro/2006, do Leilão A-1, adquirindo 159,36 MW médios,
com prazo de suprimento de oito anos e preço médio de R$ 104,74/MWh.

Em relação às normas que tratam da revisão tarifária, a Resolução Normativa nº 234/2006, de
31.10.2006, estabeleceu conceitos gerais, metodologias aplicáveis e procedimentos iniciais para
realização do segundo ciclo de revisão tarifária periódica das concessionárias de serviço público de
distribuição de energia elétrica. Dentre os destaques estão a reprodutibilidade e a transparência no
processo do segundo ciclo de revisão tarifária periódica.

As principais alterações metodológicas sobre os custos operacionais eficientes (Empresa de
Referência) dizem respeito a identificação de processos, estabelecimento de custo eficiente e
projeção da estrutura de pessoal e material.

A base de remuneração permanecerá blindada no próximo ciclo, apenas incluindo as
movimentações ocorridas.


3.2    Captação de Recursos
Em 04.10.2006, a Comissão de Valores Mobiliários - CVM concedeu o registro da 4ª Emissão de
Debêntures da Copel, no montante de R$ 600 milhões, saldo do programa de R$ 1 bilhão
arquivado na CVM em abril de 2005.

Tal emissão tem prazo de cinco anos para amortização, com pagamento de juros semestral e taxa
de remuneração de 104% a.a. do Certificado de Depósito Interbancário - CDI. O rating dessa
operação foi A+ pela avaliação da Fitch Ratings. Os recursos da operação serão utilizados em
2007 para quitar o saldo da emissão de debêntures ocorrida em 2002 e amortizar um terço das
debêntures emitidas em 2005.

Em    2006,   além   dos   recursos   captados   via   debêntures,   ingressaram   na   Companhia
R$ 86,5 milhões provenientes da Eletrobrás, sendo R$ 56,9 milhões como subvenção econômica
para reembolso de despesas decorrentes da ampliação do subsídio à subclasse baixa renda e
R$ 29,6 milhões referentes ao Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia
Elétrica - Programa Luz para Todos, com a finalidade de promover a eletrificação em residências e
estabelecimentos localizados no meio rural.
3.3      Energia Sustentável
Foi finalizada a atualização do mapa eólico do Paraná. No processo, foram realizados
levantamentos do aproveitamento do potencial eólico no Estado, através do Projeto Ventar, que
envolve a operação de 11 estações de medição de vento.

Concluíram-se também os estudos de viabilidade técnica e ambiental da PCH Cavernoso II, bem
como seu projeto básico, em condições de aprovação pela Agência Nacional de Energia Elétrica -
Aneel, de forma a possibilitar a instalação de mais uma unidade geradora de energia elétrica pela
Copel, aumentando sua capacidade instalada em 18,37 MW.

Estão em andamento os seguintes estudos para possíveis projetos de geração de energia
alternativa:

     levantamento da disponibilidade de biomassa no Estado;

     avaliação do processo de gaseificação de biomassa e de obtenção de biocombustível ou de
      metanol para utilização como insumo na indústria de resinas para placas de madeira ou
      potencial portador de hidrogênio;

     assessoria na análise técnica e econômica de propostas para destinação final dos resíduos
      sólidos domiciliares (lixo urbano) da região metropolitana de Curitiba, mediante participação
      em grupo de trabalho coordenado pela Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba -
      Comec;

     convênio para desenvolver metodologia para geração distribuída de energia a base de biogás,
      com saneamento ambiental, entre Copel, Itaipu, Eletrobrás, Eletrosul, Sanepar, Organização
      das Cooperativas do Paraná - Ocepar, Cooperativa Lar de Medianeira, Instituto Ambiental do
      Paraná - IAP e os institutos Cepel, Lactec e Fundação PTI, sendo a região de Toledo, no
      interior do Paraná, a área selecionada para implantação do projeto-piloto.


3.4      Promovendo o Protocolo de Kyoto
A Copel está realizando plantio florestal para recomposição de florestas ciliares em seus
reservatórios. Segundo estimativas, serão retiradas aproximadamente 262.130 toneladas de CO 2
da atmosfera após a recomposição de 580 hectares de florestas ciliares.
Em 2006, foi formalmente criado grupo de trabalho com o objetivo de avaliar as oportunidades de
qualificação de projetos no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo - MDL, para
empreendimentos de geração e transmissão de energia da Copel.
3.5     Principais Certificações e Prêmios
Dentre as principais certificações e prêmios conquistados, destacam-se:

                     Prêmio/ Conquista/Certificação                                         Certificador

Inclusão no Índice de Sustentabilidade Empresarial - ISE Bovespa pelo
                                                                              Bolsa de Valores de São Paulo
segundo ano consecutivo
Grande Marca do Paraná - 1º lugar Top of Mind pela sexta vez consecutiva,     Revista Amanhã e Instituto Bonilha de
como a mais lembrada na categoria Grandes Empresas                            Pesquisa
Prêmio Expressão de Ecologia - Categoria ―Produto Verde‖, pelo processo
                                                                              Revista Expressão
de ―Óleo Isolante Biodegradável‖
Prêmio Expressão de Ecologia - Categoria ―Conservação de Recursos
Naturais - Setor Público‖ pelas ações desenvolvidas para manter e preservar   Revista Expressão
os imóveis da Copel situados na Mata Atlântica - Serra do Mar - Paraná

Prêmio Fundação COGE - Categoria ―Ações Ambientais‖, considerada uma
                                                                              Fundação COGE - Comitê de Gestão
das três melhores do país, pela iniciativa do processo de ―Óleo Isolante
                                                                              Empresarial
Biodegradável‖
Prêmio CIER de Qualidade e Satisfação dos Clientes - 2° lugar - Categoria
                                                                              Comisión de Integración Energética
Prata, ou seja, a segunda melhor empresa prestadora de serviços de
                                                                              Regional - América Latina - CIER
energia elétrica na América do Sul, pela segunda vez consecutiva
Menção Especial de Informação e Comunicação - melhor avaliação no             Comisión de Integración Energética
quesito informação e comunicação com o cliente                                Regional - América Latina - CIER

Grandes e Líderes - 2º lugar entre as 100 maiores empresas do Paraná          Revista Amanhã

Prêmio Abradee - Melhor Distribuidora de Energia Elétrica da Região Sul,      Associação Brasileira das Distribuidoras
entre as empresas com mais de 400 mil consumidores                            de Energia Elétrica - Abradee
Prêmio Abradee de Responsabilidade Social, que reconhece as iniciativas
da Copel relacionadas com a sustentabilidade empresarial, transparência e     Associação Brasileira das Distribuidoras
governança corporativa, entre as empresas com mais de 400 mil                 de Energia Elétrica - Abradee
consumidores
Prêmio Mario Henrique Simonsen - Excelência em Balanço Social, como           Brasil Rotário, Associação Comercial do
empresa que valoriza a responsabilidade social e o desenvolvimento de sua     Rio de Janeiro e Fundação Nacional de
comunidade                                                                    Apoio Gerencial - Funager

Prêmio IASC - 1º lugar - Melhor índice de satisfação dos clientes na Região   Pesquisa da Agência Nacional de Energia
Sul entre as distribuidoras com mais de 400 mil consumidores                  Elétrica - Aneel

                                                                              Pesquisa da Agência Nacional de Energia
Prêmio IASC - 2º lugar - Melhor índice de satisfação dos clientes no Brasil
                                                                              Elétrica - Aneel
                                                                              Pesquisa da Agência Nacional de Energia
Prêmio IASC - 3º lugar - Melhor crescimento anual
                                                                              Elétrica - Aneel
Primeira empresa do Brasil certificada pela ISO 9000 em todos os seus
                                                                              ISO
processos de operação e manutenção de suas usinas geradoras




4.        GOVERNANÇA
Para a Copel, Governança Corporativa é o sistema de gestão pelo qual uma empresa é dirigida e
monitorada. As boas práticas de governança são baseadas em princípios de transparência,
eqüidade, prestação de contas e responsabilidade para com todas as partes interessadas, com o
objetivo de aumentar o valor da Empresa e contribuir para sua perenidade.

Diante disso, através da Governança Corporativa, a Companhia busca:

    contribuir para a perenidade da Empresa, com visão de longo prazo na busca de
     sustentabilidade econômica, social e ambiental;

    aprimorar o relacionamento e a comunicação com todas as partes interessadas;

    minimizar os riscos estratégicos, operacionais e financeiros; e

    aumentar o valor da Companhia, viabilizando a estratégia de captação de recursos.
4.1     Estrutura e Boas Práticas de Governança
O organograma a seguir apresenta a estrutura organizacional e de comitês e conselhos oficiais
responsáveis pela supervisão, implementação e auditoria de políticas econômicas, ambientais,
sociais e correlatas da Copel:

                                           ASSEMBLÉIA GERAL
                                             DE ACIONISTAS


                 CONSELHO DE
                                                                  CONSELHO FISCAL
                ADMINISTRAÇÃO


                Comitê de Auditoria        DIRETORIA REUNIDA



                                               PRESIDÊNCIA

                  Auditoria Interna                                  Conselho de
                                                                    Orientação Ética

              HOLDING                                               SUBSIDIÁRIAS INTEGRAIS
   Diretoria de Geração e Transmissão                                  COPEL Geração S.A.
   de Energia e de Telecomunicações



         Diretoria de Distribuição                                  COPEL Transmissão S.A.



      Diretoria de Gestão Corporativa                               COPEL Distribuição S.A.



        Diretoria de Finanças e de
                                                                  COPEL Telecomunicações S.A.
        Relações com Investidores
                                        Comitê de Divulgação de
                                        Atos e Fatos Relevantes

             Diretoria Jurídica                                     COPEL Participações S.A.




4.1.1      Conselho de Administração - CAD

Os membros do Conselho de Administração têm mandato de dois anos, podendo ser reeleitos.
Dentre seus integrantes há um empregado da Companhia, indicado pelos demais empregados.
Entre a Diretoria, apenas o Diretor Presidente é membro do CAD, atuando como secretário
executivo desse órgão colegiado. Dentre os nove membros do atual Conselho de Administração,
cinco são considerados independentes. A única exigência técnica existente para a formação do
Conselho de Administração é de que um dos seus membros seja especialista financeiro, nos
termos da Lei Sarbanes-Oxley, para que possa exercer as funções de Presidente do Comitê de
Auditoria, órgão consultivo e permanente, diretamente ligado ao CAD.
4.1.2      Comitê de Auditoria

O Comitê de Auditoria é constituído por três membros, independentes e integrantes do Conselho
de Administração, nos termos da Lei Sarbanes-Oxley, com mandato de dois anos. Dentre suas
competências, estabelecidas em seu Regimento Interno, o Comitê é responsável pela revisão e
supervisão dos processos de controles internos e administração de riscos, devendo zelar pela
qualidade e eficiência desses processos.


4.2      Programa de Investimentos
Foi aprovado na 115ª Reunião Ordinária do Conselho de Administração da Copel, realizada em
dezembro/2006, o Programa de Investimentos previsto para 2007, o qual abrange o ativo
imobilizado e o ativo intangível, conforme demonstrado a seguir:

                             Subsidiárias                    Realizado 2006           Previsto 2007
                                                                           (R$ milhões)
              Geração                                                   41,9                     72,4
              Transmissão                                              142,8                    179,5
              Distribuição                                             282,2                    406,9
              Telecomunicações                                          30,1                     34,3
              TOTAL                                                    497,0                    693,1
              A tabela não contempla os investimentos no imobilizado e no intangível das controladas,
              bem como as aplicações em participações societárias


4.3      Programa de Pesquisa e Desenvolvimento
Em cumprimento à Lei n° 9.991/2000, que dispõe sobre a realização de investimentos em pesquisa
e desenvolvimento por parte das empresas concessionárias, permissionárias e autorizadas do
setor de energia elétrica, a Copel investiu, em 2006, R$ 8,26 milhões nos segmentos de geração,
transmissão e distribuição, o que totaliza 57 projetos relativos aos ciclos 2002/2003, 2003/2004 e
2004/2005.

Dentre os projetos executados, chamam a atenção os seguintes:

a)    Distribuição:

Desenvolvimento de metodologia para otimização da logística de atendimento aos usuários de
rede de distribuição de energia elétrica, em condições emergenciais, visando à melhoria da
qualidade de seu fornecimento.

Ferramenta de análise dos efeitos de distúrbios em sistemas de distribuição de energia elétrica
sobre os consumidores.
b)    Geração:

Desenvolvimento e validação de nova metodologia para avaliação técnico-econômica de
empreendimentos eólicos.

c)    Transmissão:

Sistema de cálculo de ampacidade em tempo real de linhas de transmissão.


4.4      Relacionamento com Acionistas
A Copel conta com 27.185 acionistas, que detêm o capital social da Companhia, correspondente a
R$ 3,9 bilhões, representados por 273.655 milhões de ações, sem valor nominal, cuja distribuição
está demonstrada no item 2 deste relatório e no item ―a‖ da Nota Explicativa n° 28.

A Diretoria de Finanças e de Relações com Investidores, ao longo do ano, recebeu visita de
expressivo número de investidores e analistas dos mercados de capitais nacional e internacional. A
Companhia também participou de conferências, seminários e reuniões e realizou road shows nos
principais centros financeiros do Brasil, da Europa e da América do Norte.

Com o compromisso de crescente transparência na divulgação de informações, a Copel mantém
vários canais de comunicação com analistas e investidores do mercado de capitais, para facilitar e
ampliar o acesso à comunicação e ao atendimento às questões desse público, como o ―Informe RI
Copel‖ e o ―Informativo Trimestral‖, que são encaminhados aos profissionais do mercado de
capitais e disponibilizados no site da Companhia.

Com a instituição da Lei nº 9.249/95, a Copel tem adotado como política a distribuição de juros
sobre o capital próprio em substituição aos dividendos, de forma total ou parcial. O montante de
dividendos distribuídos é de, no mínimo, 25% do lucro líquido ajustado, de acordo com o artigo 202
e seus parágrafos, da Lei nº 6.404/76, na seguinte ordem:

     As ações PNA terão prioridade na distribuição de, no mínimo, 10% ao ano, a serem entre elas
      rateados igualmente, calculados com base no capital próprio a esta espécie e classe de ações,
      existentes ao fim do exercício fiscal;

     Após a dedução dos montantes alocados às ações PNA, e havendo valores disponíveis, as
      ações PNB terão prioridade na distribuição, a serem entre elas rateados igualmente,
      calculados proporcionalmente ao capital próprio desta espécie e classe de ações existente ao
      fim do exercício fiscal; e

     Havendo montantes disponíveis após a dedução aos alocados às ações PNA e às ações PNB,
      as ações ON têm direito de receber importância calculada proporcionalmente ao capital
      próprio a esta espécie de ações existente ao fim do exercício fiscal.
O valor calculado a ser distribuído a cada ação preferencial, independente de classe, será, no
mínimo, 10% superior aos que foram atribuídos a cada ação ON, conforme o disposto no inciso II
do parágrafo 1º do artigo 17 da Lei nº 6.404/76, com a redação determinada pela Lei nº 10.303, de
31.10.2001.

As ações preferenciais adquirirão o direito de voto se, por três exercícios consecutivos, não lhes
forem pagos os dividendos mínimos ou juros sobre o capital próprio a que fazem jus.

Para o exercício de 2006, está sendo proposto, para homologação na Assembléia Geral Ordinária -
AGO, a se realizar em abril/2007, o montante de R$ 123,0 milhões a título de juros sobre o capital
próprio (JCP) e R$ 157,9 milhões a título de dividendos. Detalhes adicionais constam do item ―c‖
da Nota Explicativa n° 28. A distribuição de JCP de anos anteriores está demonstrada na tabela a
seguir:

                                  Distribuição dos Juros sobre o Capital Próprio

                             (Em R$ mil)                       2005                2004
              Aprovação na AGO de                             27.04.2006           25.04.2005
              Data de Pagamento                               19.06.2006           24.06.2005
              Lucro                                              502.377             374.148
              % Lucro                                                 25%                 26%
              Valor para as Ações ON                              62.089              48.435
              Valor para as Ações PNA                                 512                 514
              Valor para as Ações PNB                             60.394              47.112
              Total Distribuído                                  122.995              96.061



4.5       Auditoria Externa
Nos termos estabelecidos pela Instrução CVM nº 381, de 14.01.2003, a Companhia e suas
subsidiárias integrais contrataram a Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes para
prestação de serviços de auditoria das demonstrações financeiras. Desde sua contratação, aquela
Empresa prestou serviços somente relacionados à auditoria independente. No relacionamento com
os auditores independentes, a Companhia tem como ponto fundamental a não-contratação de
outros serviços de consultoria que venham interferir na independência dos trabalhos de auditoria
externa.

Para atendimento aos requisitos da Lei Sarbanes-Oxley, a partir de 2005 os principais controles
dos ciclos que podem causar falhas ou erros nas demonstrações financeiras, acima do nível de
materialidade, são testados pelas auditorias interna e externa. Como medida de governança, os
procedimentos da auditoria interna para realização desses testes são avaliados pela auditoria
externa.
4.6      Gestão de Riscos


4.6.1        Riscos Patrimoniais - Seguros de Bens e Direitos

A Copel mantém Comitê de Gerenciamento de Riscos e Seguros Patrimoniais, que tem por
objetivos:

     desenvolver e aperfeiçoar estudos para o estabelecimento de uma política de gerenciamento
      de riscos e seguros dos ramos elementares da Copel e de suas subsidiárias integrais;

     definir junto às áreas pertinentes da Companhia o que deve ser segurado, através de
      levantamentos, identificação e análise de risco, experiências e histórico de sinistralidade, por
      tipo e características de bens e equipamentos, de dispêndio de prêmios de seguro no período
      — utilizando parâmetros auxiliares relacionados a cada tipo de risco para desenvolvimento
      paralelamente com as áreas envolvidas — e de técnicas e inspeções preventivas de detecção
      de possíveis danos ao patrimônio da Companhia; e

     promover e manter, no âmbito da Companhia, a política adotada.

Com base nas recomendações desse Comitê, e visando atender à legislação vigente sobre
seguros e à Lei nº 8.987/95, que dispõe sobre o regime de concessão e permissão de prestação
de serviços públicos previsto no artigo 175 da Constituição Federal, a Copel contrata apólices de
seguros para salvaguardar seus bens e instalações, e mantém seguro para reparação por danos
involuntários causados a terceiros.

As principais modalidades de seguros adotadas na Copel são: riscos nomeados, incêndio imóveis
próprios e locados, responsabilidade civil geral, riscos de engenharia, transporte nacional e
internacional e riscos diversos.

Outras informações sobre os seguros adotados na Copel poderão ser obtidas na Nota Explicativa
nº 53.


4.6.2        Segurança e Saúde do Trabalho

O Plano de Segurança do Trabalho contempla uma série de ações preventivas, dentre as quais,
em 2006, destacam-se: a continuidade da campanha interna de segurança do trabalho ―Dê
Preferência à Vida‖, a maior campanha de segurança já desenvolvida na Copel; e as Comissões
Internas de Prevenção de Acidentes - Cipas, cujo objetivo é a prevenção de acidentes e de
doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar permanentemente compatível o trabalho com a
preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.
A Copel, em atendimento à Norma Regulamentadora NR-5 e a suas Diretrizes e Políticas de
Segurança do Trabalho e Saúde do Trabalhador, manteve, em 2006, em toda sua área de
concessão, a atuação de 40 Cipas, com contingente de, entre membros e secretários, 600
empregados, o que corresponde a, aproximadamente, 7,5% do quadro total de efetivo da
Companhia. As Cipas são compostas por 50% de representantes do empregador e 50% de
representantes dos empregados, atendendo a totalidade do quadro próprio.

Os sindicatos são instados a contribuir nas questões relativas à segurança do trabalho por meio de
reuniões formais específicas sobre o tema, nas quais a Empresa enfatiza sua estratégia e seus
planos de ação, oportunidade em que os representantes sindicais apresentam críticas, sugestões e
recomendações nos diversos aspectos relacionados a saúde e segurança do trabalhador.

Com relação aos acidentes e doenças ocupacionais em 2006, a Taxa de Freqüência - TF foi de
13,63 e a Taxa de Gravidade - TG, de 1.278, enquanto a Proporção de Tempo Perdido - PTP foi de
0,24. No mesmo ano, foram registrados 158 acidentes típicos e 19.603 dias perdidos/debitados.

A Copel assegura a seus empregados um amplo leque de atendimento no que tange à saúde
ocupacional. Nesse sentido, mantém estrutura própria e descentralizada de médicos e enfermeiros
do trabalho, além de outros profissionais especializados, atuando preventivamente nos aspectos
relacionados à qualidade de vida no trabalho. São realizados exames médicos periódicos anuais
aos empregados que ocupam cargos de risco ou com idade superior a 45 anos e, a cada dois
anos, aos demais empregados, padrões estes superiores ao mínimo legal exigido.

Não há, na Companhia, trabalhadores envolvidos em atividades ocupacionais em que haja alta
incidência ou grau de risco de doenças específicas. Algumas práticas de controle de risco de
doenças ocupacionais são adotadas, envolvendo aspectos como ergonomia no trabalho e
mitigação do estresse nas atividades de atendimento ao público, entre outras.

Está em implementação o Programa de Gestão de Segurança e Saúde do Trabalho - GSST,
sistema de controle para eliminação de riscos existentes no ambiente, atendimento à legislação,
treinamento, padronização de atividades de risco, inspeções, estabelecimento de metas e
campanha permanente, o qual está em plena consonância com as diretrizes da Organização
Internacional do Trabalho - OIT. Existe política definida para sua utilização, segundo a qual, em
cada área de implantação, é realizado diagnóstico, seguido de planejamento, controle periódico da
operação, verificação, análise crítica anual e auditagem.
Com relação ao tratamento a empregados portadores de HIV/Aids, o controle de casos é feito
independentemente de idade ou função, através do Programa de Controle Médico e Saúde
Ocupacional - PCMSO. Esse programa está em consonância com a NR-7, do Ministério do
Trabalho e Emprego, e com as diretrizes da OIT. Os empregados portadores de HIV/Aids são
acompanhados e recebem reembolso de 90% dos gastos com medicamentos e 100% dos gastos
com internamentos.


4.6.3    Segurança e Saúde de Contratados e Comunidade

Com o objetivo de reduzir o número de ocorrências, a Copel deu continuidade às ações para
prevenção de acidentes com a comunidade e com os contratados, dentre as quais se destacam:

   Programa de integração para empreiteiros no início de obras;

   Encontro de segurança com proprietários de empreiteiras;

   Encontro de segurança com eletricistas de empreiteiras;

   Encontro de segurança com eletricistas autônomos que prestam serviços de construção de
    instalações elétricas;

   Parceria com o Senai para treinamento de eletricistas de empreiteiras;

   Inspeções periódicas de segurança;

   Fiscalização sistemática por parte da Copel tanto dos procedimentos como das condições
    para realização dos trabalhos; e

   Controle estatístico de acidentes, com indicadores conforme apresentados a seguir:




Número de Acidentados (em acidentes de trabalho e de trajeto)
                                                 2006                                 2005
                Ocorrências          Fatais   Não fatais     Total    Fatais        Não fatais       Total
                                                                          (1)            (2)
           Empregados                     2          208       210              1              154     155
           Contratados e terceiros        2             99     101              2              63        65
           Total Acidentados na
                                          4          307       311              3              217     220
           Força de Trabalho
                                                                        (3)
           Comunidade                   21              78       99           25               77      102
           Total Geral                  25           385       410            28               294     322
           (1)
               Acidente ocorrido em 2005 em que o empregado veio a falecer em 2006
           (2)
               Um acidente não fatal só foi comunicado a empresa em 2006
           (3)
               Três acidentes fatais ocorridos em 2005 foram informados a empresa somente em 2006


4.6.4     Segurança e Saúde de Clientes e Consumidores

Devido à característica dos serviços prestados pela Copel, a comunidade é diretamente envolvida
nas questões de segurança. Para minimizar impactos negativos de seus produtos e serviços, a
Companhia promove ações sistemáticas de educação sobre o uso correto da energia e
conscientização para evitar acidentes, sendo as principais:

   Comunicação de massa, com mensagens sobres cuidados no uso da energia elétrica, através
    de rádios em todo o Estado. Cerca de 300 emissoras divulgam oito mensagens por dia,
    durante todo o ano.

   Kit-Escola - Campanha de Segurança na Comunidade para a Prevenção de Acidentes com
    Eletricidade. Seu objetivo é informar, de forma didática, sobre segurança no uso de energia
    elétrica. O Kit Escola é usado por 650 voluntários em todo o Paraná, todos empregados da
    Copel. É composto por caderno, régua, jogo de memória e cartilha. Foram distribuídos, ao
    longo de 2006, 200 mil kits em 1.400 estabelecimentos de 330 municípios. Ao todo, 145 mil
    alunos tiveram acesso ao material, superando a meta estabelecida para o ano que era de
    142.906 alunos.

   Palestras ministradas por técnicos de segurança em escolas. As informações verbais são
    complementadas com a distribuição de materiais explicativos, como cartilhas, cadernos,
    réguas, jogos da memória e afixação de cartazes. Mediante convênio firmado com a
    Secretaria de Estado da Educação, foram treinados técnicos pedagógicos, representantes das
    Associações de Pais, Mestres e Funcionários - APMFs e pais de alunos para serem
    multiplicadores em seus núcleos estaduais.

   Palestras em empresas, canteiros de obras da construção civil, cooperativas rurais e
    associações de classe.

Temas sobre segurança são veiculados também através dos seguintes canais:

   3,3 milhões de faturas de energia enviadas mensalmente às unidades consumidoras;

   3,3 milhões de informativos, de periodicidade bimestral, anexados às faturas;

   340 mil calendários rurais para autoleitura do medidor para os clientes da zona rural;

   internet;

   campanhas de verão no litoral paranaense;

   feiras e exposições municipais; e
   programas e feiras de serviço itinerantes do Governo (Paraná em Ação, Projeto FERA).

Em 2006 não foi registrada nenhuma ocorrência de não-conformidade com a legislação sobre
saúde e segurança do consumidor, incluindo penalidades e multas impostas por essas violações.
Com o propósito de se antecipar às demandas legais e regulamentares, a Copel mantém em sua
estrutura área formal para prevenir possíveis ocorrências. Eventuais pendências e sanções
referentes aos requisitos legais e regulamentares, aos aspectos relativos ao comportamento ético e
aos requisitos contratuais são analisadas pelas áreas afins, tão logo notificadas.
5.      DESEMPENHO OPERACIONAL


5.1    Mercado
O consumo total de energia elétrica faturada pela Copel, em 2006, totalizou 18.691 GWh contra
18.696 GWh no ano de 2005. Neste ano o desempenho do mercado de energia foi influenciado
principalmente pelas classes residencial, industrial e comercial, que representaram 25,8%, 38,5% e
18,2%, respectivamente, do consumo total faturado. Este comportamento foi influenciado
principalmente pelos seguintes fatores: o clima seco e quente ocorrido nos três primeiros meses do
ano fez com que o consumo crescesse mais em relação a 2005; em abril e maio o consumo
cresceu pouco em relação ao ano anterior devido à ocorrência de temperaturas inferiores a 2005 e
a redução da atividade industrial, em função do menor número de dias úteis no mês de abril com
os feriados da Semana Santa e Tiradentes; em junho também houve redução na produção
industrial em função das interrupções das atividades durante os dias dos jogos do Brasil na Copa
do Mundo; no segundo semestre, o crescimento observado reflete o efeito das condições
climáticas com temperaturas médias normalmente mais elevadas do que as ocorridas no ano
anterior, assim como a recuperação da produção industrial nos três últimos meses do ano.

Em 2006 foram incorporadas ao sistema Copel 88.747 ligações, sendo 76.436 residenciais, 3.426
industriais, 5.839 comerciais e 3.046 de outras classes. No mês de dezembro foram faturados
3.345.331 consumidores, representando um crescimento de 2,7% em relação a 2005.

O setor residencial, que participou com 25,8% do mercado da Copel, consumiu durante o ano de
2006 4.826 GWh, representando um crescimento de 3,7% quando comparado ao total verificado
em 2005. O consumo médio por consumidor residencial foi de 152,5 kWh/mês em 2006,
registrando um aumento de 0,7% em relação ao verificado no ano anterior. As condições climáticas
também influenciaram o desempenho da classe residencial: em abril e maio foram registradas
temperaturas médias 8,0% e 3,5%, respectivamente, abaixo do verificado em 2005. Em dezembro
de 2006 o número de consumidores residenciais totalizou 2.637.502, o que representa um
acréscimo de 3,0% em relação ao ano anterior. Foram agregadas ao sistema 76.436 unidades
consumidoras residenciais.

O consumo industrial faturado pela Copel, que participou com 38,5% do total, apresentou em 2006
uma variação de –5,7%, atingindo 7.200 GWh. Os ramos de atividade que mais se destacaram no
ano de 2006 foram a indústria de fabricação de produtos têxteis, com crescimento de 20,4%, a
indústria do papel, papelão e celulose, 5,8% e a indústria de produtos de metal, com 13,7%. Foram
faturados 56.702 consumidores industriais, 6,4% acima do verificado em dezembro de 2005.
Com um aumento de 5,4% em relação ao consumo verificado em 2005, a classe comercial
apresentou, no ano de 2006, a maior taxa de crescimento dentre as principais classes de consumo,
totalizando 3.407 GWh. Ressalta-se que esta classe representou cerca de 18,2% do consumo total
de energia e nela estão classificados, além dos estabelecimentos do comércio varejistas e
atacadistas, todos os prestadores de serviços, desde os serviços de hospedagem e alimentação
aos serviços bancários, o que significa que está compreendido nesta categoria de consumo um
amplo e variado elenco de atividades econômicas. Os ramos que mais se destacaram, em 2006,
foram do comércio por atacado e intermediários, comércio varejista e alojamento / alimentação que
apresentaram crescimento de 10,6%, 5,7% e 4,3%, respectivamente. Foram agregadas 5.839
consumidores comerciais totalizando 278.963 consumidores faturados em 31 de dezembro de
2006.

A classe rural, que participou com 7,7% do mercado da Copel, apresentou um aumento de 3,0% no
consumo faturado, totalizando 1.431 GWh no ano de 2006. O consumo médio rural apresentou
acréscimo de 2,7% em relação ao ano anterior, atingindo 363,1 kWh/mês. Em dezembro deste ano
foram faturados 328.469 consumidores rurais, 0,3% superior ao verificado no ano anterior.

As demais classes de consumo: Poderes Públicos, Iluminação Pública, Serviços Públicos e
Próprio, complementam o mercado de energia elétrica da Copel. Com 9,8% de participação, estas
classes apresentaram um crescimento de 2,3%, consumindo 1.827 GWh em 2006.




                Classes                   Consumo (GWh)                            Unidades Consumidoras
                                 2006     2005     %      Participação     2006       2005      %     Participação
                                                             % 2006                                       % 2006
Residencial                       4.826    4.653    3,7            25,8 2.637.502 2.561.066       3,0           78,8
Industrial(1)                     7.200    7.639    -5,7           38,5      56.702     53.276    6,4              1,7
Comercial                         3.407    3.231    5,4            18,2     278.963    273.124    2,1              8,3
Rural                             1.431    1.389    3,0               7,7   328.469    327.363    0,3              9,8
Outras                            1.827    1.784    2,3               9,8    43.695     41.755    4,6              1,4
        Total Mercado Faturado   18.691 18.696      0,0           100,0 3.345.331 3.256.584       2,7          100,0
Concessionárias                              458      450    1,7           -         -       -      -   -
(1)
      Inclui consumidores livres

O mercado fio da Distribuidora, que inclui todos os consumidores que acessaram o sistema da
distribuição, cresceu 3,5% no ano de 2006.

                                                      Carga Fio (GWh)
                                            2006            2005               %
                                             20.554          19.860                 3,5




Consumo por Classe




                                             Outros
                                   Rural      9,8%
                                                                                           Cativo
                                   7,7%
                                                                                           32,2%



                     Comercial
                      18,2%

                                                              Industrial
                                                                38,5%




                                                                                          Livre
                              Residencial
                                                                                          6,3%
                                25,8%




5.2          Tarifas e Política de Descontos


5.2.1            Reajuste Tarifário Anual

A Resolução Homologatória Aneel nº 345, de 20.06.2006, estabelece as novas tarifas de
fornecimento de energia elétrica da Copel a serem aplicadas a partir de 24.06.2006, considerando
o reajuste total médio de 5,12%. Esse índice incorpora os percentuais do Índice de Reajuste
Tarifário - IRT de 4,91% e os componentes financeiros externos ao reajuste anual, de 0,21%.
5.2.2     Política de Descontos

Desde 2003, a Copel vinha praticando política de oferecer descontos em suas tarifas, de modo a
incentivar o uso de energia elétrica e contribuir para o crescimento econômico do Estado pela
atração de novas indústrias e pela redução da inadimplência. Entretanto, a partir de 24.06.2006, a
Copel suspendeu os descontos sobre a tabela tarifária em vigor, motivada pela redução ocorrida
nas classes tarifárias da baixa tensão, causada pelo processo de realinhamento tarifário, o qual
absorveu os descontos concedidos pela Companhia até 23.06.2006 aos consumidores
adimplentes.


5.2.3     Realinhamento Tarifário

As tarifas de energia elétrica estão passando por processo de abertura e realinhamento tarifário (4ª
etapa), conforme dispõe o Decreto nº 4.667, de 04.04.2003. No reajuste de junho/2006, a Aneel
cumpriu a penúltima etapa do realinhamento tarifário determinado, visando reduzir os subsídios
cruzados entre os diversos grupos de consumo. Assim, os reajustes médios aplicados foram
maiores nos grupos tarifários de alta tensão (14,09%) e menores nos grupos de baixa tensão
(-0,99%). No entanto, comparando as tarifas aplicadas anteriormente com as vigentes, os efeitos
médios a serem percebidos nas faturas dos consumidores será, em média, de 1,44% no grupo de
alta tensão e de -12,71% no grupo de baixa tensão.

A tarifa média de fornecimento de energia elétrica em dezembro/2006 atingiu R$ 206,70/MWh,
representado queda de 1,35% em relação a dezembro do ano anterior. A classe industrial teve
aumento de 9,27%, refletindo a continuidade do processo de realinhamento tarifário e de retirada
gradual dos subsídios cruzados entre os grupos de consumo de alta e baixa tensão, nos termos do
Decreto n° 4.667/2003.



Tarifas Médias de Fornecimento por Classe de Consumo (em R$/MWh)
                               Tarifas               Dez 2006     Dez 2005     Variação%
          Residencial                                    242,48       268,90        -9,83
          Industrial                                     187,60       171,68        9,27
          Comercial                                      227,52       234,87        -3,13
          Rural                                          151,73       164,20        -7,59
          Outros                                         174,23       177,39        -1,78
          Fornecimento/Total                             206,70       209,52        -1,35



5.3     Inadimplência
A partir do período contábil de 2003, a Copel passou a calcular o índice de inadimplência do
produto fornecimento de energia elétrica, utilizando a seguinte metodologia de cálculo:
Inadimplência (Percentual) =    ∑ Débitos vencidos > 15 dias ≤ 360 dias
                                  ∑ Faturamento no período 12 meses

Considera-se inadimplente o consumidor com débito vencido há mais de 15 dias, em conformidade
com o prazo de aviso de vencimento (Resolução Aneel nº 456/2000).

Foi excluído dos débitos vencidos, o reconhecimento de perdas pela Companhia.

A queda do Índice de Inadimplência do Fornecimento de Energia Elétrica, de 1,8% em
dezembro/2005 para 1,6% em 2006 é conseqüência, principalmente, do recebimento de faturas
vencidas e da transferência, para a reserva, de valores incobráveis.

Composição da Inadimplência do Fornecimento de Energia Elétrica (R$ milhões/%)




                                99,8

                                1,9%         98,1           97,9

                                              1,8%          1,8%


                 93,0

                 1,8%


                                                                           88,2

                                                                          1,6%


                Dez/05         Mar/06       Jun/06         Set/06         Dez/06




5.4    Qualidade da Energia
Os dois principais indicadores da qualidade do fornecimento são Duração Equivalente de
Interrupções por Consumidor - DEC e Freqüência Equivalente de Interrupções por Consumidor -
FEC.

O DEC expressa o intervalo de tempo que, em média, cada consumidor do conjunto considerado
ficou privado do fornecimento de energia elétrica, no período de observação, considerando-se as
interrupções maiores que ou iguais a três minutos.

O FEC exprime o número de interrupções que, em média, cada consumidor do conjunto
considerado sofreu no período de observação, considerando-se as interrupções maiores que ou
iguais a três minutos.
Segue gráfico mostrando o histórico dos índices DEC e FEC da Copel desde 1996.

DEC (em horas, centesimal de hora)




                                                                     18,90
             16,53                                           16,32
                     15,58
                                                                                               14,79
                             13,42           13,76                           14,04    13,48
                                     12,40           13,05




             1996    1997    1998    1999    2000    2001     2002    2003    2004    2005     2006



FEC (nº de interrupções)




             18,70
                     17,27
                                                                     16,55
                                                             15,70
                             14,55                                           14,19
                                     13,37   13,44                                   13,50    13,65
                                                     12,46




             1996    1997    1998    1999    2000    2001    2002    2003    2004    2005     2006



O índice DEC da Copel atingiu seu menor valor histórico em 1999, enquanto o índice FEC registrou
seu menor valor em 2001.

Com o crescimento do sistema elétrico, influenciado fortemente pelo programa Luz para Todos, é
necessário que sejam constantemente realizadas ampliações e reforços nas redes, além de
implantação de novas tecnologias visando atender ao mercado de forma satisfatória e otimizada.

A Copel, ao passar por processo de privatização a partir de 2000, sofreu impactos, com redução de
pessoal e de investimentos, fato que, aliado às condições climáticas adversas, representou
condição desfavorável dos indicadores em 2002 e 2003.

No início de 2003, a Companhia aprovou a criação de grupo de trabalho responsável pela
proposição de ações para melhoria do sistema, visando à redução dos índices relativos aos
conjuntos de consumidores.
Como resultado do primeiro trabalho do grupo, a Diretoria autorizou a liberação de recursos
suplementares para execução de obras e ações de manutenção no sistema.

Em 2004 os indicadores DEC e FEC apresentaram melhoria significativa, seguida de novo ganho
em 2005. Em 2006, porém, a ocorrência de elevado número de intempéries em diversas regiões do
Estado reverteu a tendência positiva dos indicadores. Buscando tornar o sistema elétrico de
distribuição mais robusto e, portanto, menos suscetível a interrupções, em 2007 será iniciado
programa plurianual de obras de melhoria e de reforço nas atividades de manutenção preventiva.


5.5    Tempo Médio de Atendimento
Relativamente ao Tempo Médio de Atendimento - TMA, percebe-se também melhora significativa a
partir de 2004. Essa melhora no indicador é resultado do forte investimento da Copel na
contratação de novos técnicos e eletricistas, bem como da abertura, a partir de 2003, de novos
postos de atendimento.

TMA - Tempo Médio de Atendimento (em horas:minutos)




                                                                     01:37
             01:33                   01:33   01:32           01:32

                                                     01:26
                     01:21                                                           01:20   01:21
                             01:19                                           01:18




             1996    1997    1998    1999    2000    2001    2002    2003    2004    2005    2006




5.6    Perdas
O índice de perdas de energia total da Copel foi de 7,2%, referente à energia total disponível. No
cálculo foram consideradas as perdas técnicas e comerciais, incluindo a rede básica e contratos.

Embora as perdas comerciais na Copel sejam baixas, devido à tendência de crescimento, a
Companhia vem mantendo ações de caráter preventivo, como inspeções de combate a
procedimentos irregulares em toda a área de concessão.
Como medida adicional de prevenção, a Copel ampliou as instalações de medição centralizada
para 2.633 pontos, melhorando com isso a forma de atendimento às regiões carentes e prevenindo
a ocorrência de procedimentos irregulares.
5.7    Fluxo de Energia (em MWh)
O fluxo a seguir resume a disponibilidade e o suprimento de energia elétrica comercializada pela
Copel em 2006. Em disponibilidade, apresentam-se a geração das usinas da Companhia e as
demais aquisições através de contratos de comercialização de energia no ambiente regulado e
mecanismo de realocação de energia, entre outros. Em suprimento, são os seguintes os requisitos
estaduais, contratos bilaterais e a discriminação das perdas da Companhia:

       GERAÇÃO PRÓPRIA                                                        CONTRATOS

           10.357.987                                          CONSUMIDORES LIVRES            1.178.921
               26,4%                                           CONTRATOS BILATERAIS           4.287.145
                                                               CCEE                           1.814.028
                                                                            7.280.094
      CCEAR - DISTRIBUIÇÃO                                                        18,6%

COPEL GERAÇÃO            1.038.201
OUTRAS GERADORAS        10.293.467                                     REQUISITO ESTADUAL

           11.331.668                                                         17.969.349
               28,9%                                                                 45,8%



       ENERGIA RECEBIDA                                                 CCEAR - GERAÇÃO

ANDE                       288.289     DISPONIBILIDADE         COPEL DISTRIBUIÇÃO             1.038.201
D.FRANCISCA                645.787                             OUTRAS DISTRIBUIDORAS         10.135.553
MRE - COMPRA             6.524.584        39.231.900
CCEE GER                     2.518
ITAIPU                   4.664.553
PROINFA                     82.866                                            11.173.754
                                                                                     28,4%



           12.208.597                                                  PERDAS E DIFERENÇAS
               31,1%
                                                               REDE BÁSICA                      761.785
                                                               DISTRIBUIÇÃO                   1.841.248
      OUTROS CONTRATOS                                         CONTRATOS                       205.670

AUTOPRODUTOR                 4.312                                             2.808.703
CIEN                     3.504.000                                                    7,2%
ITIQUIRA                   939.773
SANTA CLARA                885.563

            5.333.648
               13,6%
6.        DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO


6.1      Receita Operacional Líquida
Em 2006 a Receita Operacional Líquida teve acréscimo de R$ 545,9 milhões, representando
11,3% de aumento em relação ao exercício de 2005. Tal variação é proveniente do crescimento
da:

1)    Receita de Fornecimento de energia elétrica em 4,3%, decorrente do aumento na tarifa de
      energia, de 5,12%, e suspensão dos descontos concedidos a partir de junho de 2006.

2)    Receita de Suprimento de energia elétrica, em 35,9%, em função, principalmente, de:

     aumento do faturamento de contratos em leilão, essencialmente resultante de novos contratos
      firmados para o período 2006/2013;

     faturamento da UEG Araucária na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE; e;

     aumento de suprimento para a Celesc.

3)    Receita de Distribuição do Gás Canalizado, em 25,2%, decorrente do aumento do faturamento
      em operações com terceiros.

Com relação às Outras Receitas Operacionais, houve decréscimo de 11,2%, como conseqüência
da menor receita auferida de prestação de serviços e de arrendamentos e aluguéis.


6.2      Despesas Operacionais
As despesas operacionais atingiram, em 2006, R$ 3.781,2 milhões contra R$ 3.949,6 milhões em
2005. Essa redução foi influenciada, principalmente, pelas:

1)    Despesas de Matéria-prima e Insumos para produção de Energia, com decréscimo em razão,
      fundamentalmente, da contabilização da repactuação da dívida entre Compagas e Petrobras,
      sobre a qual incidiu tributação de Pasep/Cofins. Em função do término do contrato, houve
      também diminuição de compra de gás para geração de energia. Detalhes adicionais
      encontram-se na Nota Explicativa n° 37.

Apesar do decréscimo da despesa mencionada acima, outras despesas registraram crescimento
em 2006, as quais estão relacionadas a seguir:

1)    Despesas de Pessoal, com acréscimo justificado pelo aumento do quadro funcional em 415
      empregados e pelo acordo coletivo, que estabeleceu reajuste salarial de 3,5%.
2)    Despesas de Taxas Regulamentares, com acréscimo decorrente principalmente da maior
      apropriação da quota de Consumo de Combustível - CCC; e da maior apropriação da Conta
      de Desenvolvimento Energético - CDE. Detalhes adicionais encontram-se na Nota Explicativa
      n° 24.

3)    Despesas de Depreciação e Amortização, com acréscimo proveniente da consolidação da
      UEG Araucária no balanço da Copel, a partir de junho/2006; da regularização dos ativos da
      Elejor, referente à capitalização das obras da Usina Fundão, transferidas do Imobilizado em
      Curso para o Imobilizado em Serviço; bem como do ingresso de outros ativos do imobilizado
      da própria Copel.

4)    Despesas de Serviços de Terceiros, com acréscimo em função, principalmente, de aumentos
      de consultoria técnica, de manutenção do sistema elétrico e de processamento e transmissão
      de dados.

5)    Despesas de Gás Natural e Insumos para Operação de Gás, com acréscimo decorrente,
      principalmente, de aumento na compra de gás para revenda.

6)    Outras Despesas Operacionais, com acréscimo, tendo como principais eventos os aumentos:
      da Provisão de Encargos da Concessão da Elejor; de anúncios em campanhas especiais; e de
      Doações, Contribuições e Subvenções.


6.3       LAJIDA ou EBITDA
O Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização - LAJIDA, ou EBITDA, totalizou
quase R$ 2 bilhões, ultrapassando em 62,2% o verificado em 2005, que foi de R$ 1,2 bilhão. Sua
margem foi de 36,7%, índice superior ao apresentado no ano anterior, de 25,2%. Veja quadro a
seguir:




                                                             Em 2006           Em 2005
                                  Rubrica
                                                              R$ mil           R$ mil
          Depreciação e amortização                              372.395          328.906
        Resultado das Atividades                              1.603.393         889.150

        EBITDA                                                1.975.788       1.218.056

        Receita Operacional Líquida - ROL                     5.384.608       4.838.704

        Margem do EBITDA %(1)                                      36,7            25,2
        (1)   Ebitda/Receita Operacional Líquida

Evolução do EBITDA

                                                                      36,7%

                                                                   1.975,8




                                                    25,2%

                                                   1.218,1
                             25,2%

                             985,2



                              2004                   2005           2006




6.4      Resultado Financeiro
O Resultado Financeiro tem como destaques:

1)    Receitas Financeiras, com acréscimo representando, principalmente, a contabilização dos
      descontos obtidos da negociação Copel e Petrobras na compra de gás, referentes a multas e
      penalizações apropriadas em exercícios anteriores a 2005. Também contribuíram para esse
      acréscimo o aumento das rendas de aplicações financeiras, sobre maior disponibilidade de
      caixa, e os ganhos em operações com derivativos para garantia de pagamento da UEG
      Araucária.

2)    Despesas Financeiras, com decréscimo decorrente, principalmente, do estorno das multas
      moratórias do contrato com a Compagas. Também vale ressaltar o valor da variação cambial
      sobre empréstimos em moeda estrangeira, em virtude de menor desvalorização do real
      perante o dólar, 11,8% em 2005, e 8,7% em 2006; e do Yen, 23,5% em 2005, e 9,5% em
      2006, bem como a quitação, em abril de 2006, de US$ 150 milhões do Eurobônus.
6.5     Endividamento
As dívidas de curto e longo prazos sofreram variações em 2006 devido a ingressos de recursos no
montante de R$ 616,9 milhões, sendo R$ 600,0 milhões referentes à 4ª emissão de debêntures.
Os pagamentos ocorridos no ano totalizaram R$ 334,1 milhões, dos quais R$ 87,2 milhões em
amortização de principal e R$ 246,9 milhões em encargos, sendo R$ 201,2 milhões de debêntures.
Em 2005, as variações ocorreram devido a ingressos de recursos no montante de
R$ 809,2 milhões, sendo R$ 773,7 milhões na emissão de debêntures. Já os pagamentos
totalizaram R$ 771,4 milhões, dos quais R$ 395,6 milhões para liquidação do Eurobônus, e
R$ 229,9 em encargos de debêntures. Detalhes adicionais constam das Notas Explicativas n°s 20
e 21.


6.6     Lucro Líquido
Em 2006, a Companhia obteve lucro líquido de R$ 1.242,7 milhões, sendo 147,4% maior que o
obtido no exercício anterior, de R$ 502,4 milhões. Tal resultado proporcionou taxa de rentabilidade
do patrimônio líquido de 24,2% (lucro líquido ÷ (patrimônio líquido - lucro líquido)), representando
aumento de 140,2% em relação a 2005. Esse acréscimo no lucro da Companhia reflete o bom
desempenho em suas atividades operacionais, representado pelo crescimento das receitas e pela
redução nas despesas. É importante considerar que, no resultado desse período, há o reflexo dos
efeitos do acordo firmado entre Copel, Petrobras e Compagas, no valor líquido de tributos de
R$ 416,4 milhões, e também da reversão da provisão da Cofins no valor líquido de tributos de
R$ 130,4 milhões. Somente para efeito de comparação, a não-consideração de tais valores, não
recorrentes, ocasionaria lucro de R$ 695,9 milhões.


6.7     Fluxo de Caixa
Em 2006, o fluxo de caixa operacional gerou R$ 1.014,2 milhões, apresentando variação negativa
de R$ 67,9 milhões, em relação aos R$ 1.082,1 milhões de 2005. Tal redução decorre,
basicamente, de quitações de dívidas junto a fornecedores, a exemplo dos R$ 31 milhões
desembolsados devido ao acordo firmado com Foz do Chopim.

Os recursos aplicados no ativo permanente totalizaram R$ 1.108,4 milhões em 2006, superando
em R$ 442 milhões os investimentos de 2005, que alcançaram R$ 666,4 milhões. Considerando o
efeito da participação financeira dos consumidores e dos dividendos recebidos de coligadas, foram
aplicados, nas atividades de investimento, R$ 1.049,3 milhões, representando acréscimo de
R$ 426,6 milhões em relação às aplicações do ano anterior. Essa variação decorre, principalmente,
da aquisição do controle da UEG Araucária, em que foram desembolsados R$ 436,6 milhões.
Em 2006, as atividades de financiamento refletiram positivamente no saldo de caixa, gerando efeito
de R$ 407,4 milhões, principalmente devido a:

     ingresso de debêntures, de R$ 600 milhões;

     amortizações de empréstimos, de R$ 132,9 milhões; e

     pagamento de dividendos propostos em exercícios anteriores, de R$ 112,7 milhões.

Já em 2005, dentre os eventos que contribuíram para a elevação de R$ 139,3 milhões no caixa, os
mais relevantes foram:

     ingresso de debêntures, de R$ 755,6 milhões;

     amortizações de empréstimos, de R$ 541,5 milhões; e

     pagamento de dividendos propostos em exercícios anteriores, de R$ 96 milhões.

A Copel iniciou suas atividades neste exercício com saldo de caixa de R$ 1.131,8 milhões,
obtendo, no conjunto das atividades, incremento de R$ 372,2 milhões, encerrando o ano com saldo
de R$ 1.504 milhões. Em 2005, o acréscimo foi de R$ 598,7 milhões. Tais elevações nos níveis de
disponibilidade, verificadas consecutivamente, viabilizaram as aplicações de recursos necessárias
à continuidade das operações desenvolvidas pela Companhia.

O quadro a seguir demonstra os efeitos gerados no caixa, segregados por atividades:



                                      Em 2006               Em 2005              Variação
                                       R$ mil                R$ mil               R$ mil
    Saldo inicial                         1.131.766               533.092              598.674
    Operacionais                          1.014.185             1.082.127              (67.942)
    Investimentos                        (1.049.351)            (622.771)             (426.580)
    Financiamentos                          407.404               139.318              268.086
    Saldo final                           1.504.004             1.131.766              372.238



6.8      Valor Adicionado
No exercício de 2006, a Copel apurou R$ 5,6 bilhões de Valor Adicionado Total - VAT, 30,6%
acima do ano anterior, o que corresponde a R$ 1,3 bilhão. Estes números demonstram o bom
desempenho na geração interna de recursos, pois o VAT representa 75,1% da Receita Bruta
auferida pela Companhia.

Outro destaque é o valor que a Companhia distribuiu para o Governo, fomentando a economia do
Paraná em R$ 3,2 bilhões, decorrentes de recolhimento de impostos, remuneração de
empregados, lucro retido na Empresa e participação acionária do Estado. Tal valor ultrapassa em
R$ 876,6 milhões o verificado no exercício de 2005, e representa 57,3% do VAT distribuído.
Valor aproximado de ingresso na economia do Estado
                                                                              Em 2006       Em 2005
                                         Rubrica
                                                                               R$ mil        R$ mil

            ICMS                                                               1.428.729       1.373.494

            Outros impostos (estaduais e municipais)                                6.476         37.653

            Pessoal (não inclui INSS)                                            601.554         489.358

            Lucros retidos                                                     1.119.680         379.382
                                                       (1)
            31,1% da remuneração do capital próprio                               38.253          38.251

                                           Total                               3.194.692       2.318.138

            (1)
                  Percentual equivalente a participação do Governo do Estado do Paraná




Distribuição do Valor Adicionado 2006


                                                                                                      Federal
                                                                                                      56,0%

       ACIONISTA
         22,5%




                                                               GOVERNO
                                                                 58,5%




  FINANCIADOR
      8,2%




                                                                                                  Estadual e Municipal
                  PESSOAL                                                                               44,0%
                   10,8%




A DVA na íntegra encontra-se neste relatório, juntamente com as Notas Explicativas (anexo 2).


6.9     Desempenho do Preço das Ações
Os papéis da Companhia são listados nos mercados brasileiro, americano e europeu, e, em 2006,
alcançaram desempenho melhor do que os índices registrados nos três mercados.
Na Bovespa, as ações ON fecharam o período cotadas a R$ 21,50, com valorização de 43,8%; as
ações PNA, a R$ 22,58, com valorização de 32,7%; e as PNB, a R$ 25,00, com valorização de
39,0%, enquanto o índice Ibovespa valorizou 32,9%. Na NYSE as ações ON (ELPVY) fecharam a
US$ 9,92, com valorização de 57,5%; e as PNB (ELP), a US$ 11,65, com valorização de 54,7%,
enquanto o índice Dow Jones valorizou 16,7%. Na Bolsa de Madri, as ações PNB (XCOP)
fecharam a € 8,86, com valorização de 38,9%, enquanto o índice Latibex valorizou 24,6% no
período.


6.10 Valor Econômico Agregado - VEA ou EVA
O Valor Econômico Agregado - VEA ou EVA representa o lucro econômico, ou seja, o quanto a
empresa agregou de riqueza com o capital empregado em suas operações, após remunerar esse
mesmo capital.

A Copel vem mantendo, nos últimos anos, bom Retorno Operacional dos Investimentos - ROI,
atingindo, em 2006, taxa de 19,4%. Esse foi o principal fator a colaborar com a agregação de valor
para o acionista, de R$ 725,1 milhões. Essa variação de VEA, correspondente a R$ 534,1 milhões
em relação a 2005, sinaliza que a Companhia está efetivamente voltada para a criação de valor
através da recuperação de investimentos efetuados em outros exercícios, os quais agora estão em
operação.

A taxa de 12% para remunerar o capital próprio foi mantida por se adequar aos padrões do setor
elétrico brasileiro, para um índice beta de 1,21.
                             DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ECONÔMICO ADICIONADO - VEA ou EVA
                                        Em 31 de dezembro de 2006 e de 2005
                                                 (Valores expressos em milhões de reais)

                                                                                                       Consolidado
                                                                                              2006            2005


 1. Vendas                                                                                  7.421,3         6.801,3
 2. Custos e Despesas operacionais                                                         (5.817,9)       (5.912,1)
 3. Resultado de Equivalência                                                                  (6,2)            9,1
 4. Receitas Financeiras                                                                      729,2           396,3
 5. IR e CS sobre os lucros gerados pelos ativos                                             (715,1)         (357,8)
 6. Lucro operacional gerado por ativos líquido de tributos                                 1.611,3           936,8

 7. Margem Operacional ( 6 ÷1 )                                                              0,2171          0,1377

 8. Capital de Terceiros                                                                    2.596,9         2.044,1
 9. Capital Próprio                                                                         5.717,9         4.681,0
10. Investimento a Remunerar - ( 8 + 9 )                                                    8.314,8         6.725,1

11. Giro do Investimento ( 1 ÷ 10 )                                                          0,8925          1,0113

12. Retorno Operacional dos Investimentos - ROI ( 7 x 11)                                    19,38%         13,93%
    ou ROI em R$ milhões                                                                    1.611,4          936,8


13. Despesas Financeiras Brutas ref. capital de terceiros                                    289,1           254,8
14. Economia Tributária                                                                      (88,9)          (70,4)
15. Despesas Financeiras Líquidas ref. Capital de Terceiros ( 13 - 14 )                      200,2           184,4

16. Tx. Média de Remuneração do capital de 3ºs                                                7,71%           9,02%
    líquida efeito tributário (15 ÷ 8)
17. Participação do Capital de Terceiros ( 8 ÷ 10 )                                         31,23%          30,40%

18. Tx. remuneração capital do capital próprio                                              12,00%          12,00%
    considerando Beta 1,21
19. Participação do Capital Próprio ( 9 ÷ 10 )                                              68,77%          69,60%
20. Custo Médio Ponderado de Capital - CMPC ( 16 x 17 + 18 x 19 )                           10,66%          11,09%
    ou CMPC em R$ milhões                                                                    886,4           745,8


21. Ativo Operacional Líquido                                                              11.276,2        10.117,2
22. Passivo de Funcionamento                                                               (2.961,4)       (3.392,0)
23. Investimento a Remunerar                                                                8.314,8         6.725,2

   VEA ou EVA ( 12 - 20 x 23 )                                                               725,1           191,0

   Melhora no VEA em 2006                                                                    534,1
7.       DESEMPENHO AMBIENTAL
A Coordenação Institucional de Meio Ambiente - CMA desenvolveu, durante 2006, as seguintes
atividades: estruturação da gestão corporativa de resíduos; elaboração do Relatório Anual de Meio
Ambiente; mapeamento e modelagem de todos os processos da função empresarial ―meio
ambiente‖, incluindo os que têm impacto direto no cumprimento da Lei Sarbanes-Oxley;
alinhamento da função meio ambiente ao mapa estratégico corporativo; e coordenação do
Seminário Internacional de Tecnologias Energéticas do Futuro - STEF como estratégia para iniciar
debate envolvendo a Copel e a posicionando como parte interessada no desenvolvimento de
estudos e na execução de projetos de geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis,
como os resíduos urbanos e a biomassa. A gestão ambiental corporativa da Copel, portanto,
liderada pela CMA, tem a atribuição de contribuir para o planejamento estratégico da Companhia.


7.1    Materiais
O Sistema de Classificação de Materiais - SCM, utilizado na Companhia, permite cadastro e
agrupamento de materiais através de registro de códigos e respectivas características técnicas
apontadas.

Entre os itens de natureza controlável estão o uso de papel e o consumo de papel das impressoras
descentralizadas instaladas diretamente nas áreas, dos serviços reprográficos e dos serviços de
engenharia. Pode ser observada a otimização do consumo de papel em relação ao número de
empregados na Companhia neste biênio, excluindo o consumo de papel utilizado para emissão de
faturas de consumidores. O volume de papel encaminhado para reciclagem cresceu 41% nos
últimos três anos.


7.2    Energia
O parque energético da Companhia conta com duas usinas movidas a combustível não renovável,
das quais uma é termelétrica a gás natural e a outra termelétrica a carvão. Em 2006, a Copel
consumiu, para suas próprias operações, 23.694 MWh, com variação de aproximadamente 0,1%,
consumo equivalente a 8,52984x1013 joules.
7.3      Programa de Eficiência Energética
A Companhia desenvolve anualmente seu Programa de Eficiência Energética - PEE, por meio do
qual são aplicados recursos financeiros equivalentes a 0,25% de sua receita operacional líquida. O
Programa é desenvolvido em atendimento ao contrato de concessão para distribuição de energia
elétrica e à Lei n° 9.991/2000. Os critérios de investimento e tipos de projetos permitidos são
estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica - Aneel.

São desenvolvidos também projetos com clientes do segmento residencial, industrial, comercial e
do poder público, com ações que contemplam a melhoria da eficiência energética dos principais
usos finais de energia elétrica, como iluminação, força motriz, refrigeração, condicionamento de ar
e gestão energética. Igualmente, foram realizados projetos de natureza educacional e de
gerenciamento da energia elétrica, como:

     Gestão Energética Municipal: realizado em 38 municípios do Estado, através da implantação
      de Plano de Gestão Municipal, com o objetivo de difundir conceitos de combate ao desperdício
      de energia elétrica e de preservação do meio ambiente.

     Procel nas Escolas: Programa de Educação Ambiental ―A Natureza da Paisagem - Energia‖,
      destinado a professores dos ensinos fundamental e médio. Em 2006, foram capacitados 413
      professores, abrangendo 28.700 alunos.

     Treinamento em eficiência energética comercial e industrial: capacitação de gestores e
      técnicos especializados.


7.4      Água
                                                                   3                          3
O consumo total estimado de água da Companhia foi de 114.810 m em 2006, e de 143.010 m em
2005, o que demonstra redução de aproximadamente 20%.

As atividades inerentes aos negócios da Copel não interferem nas zonas úmidas listadas pela
Convenção Ramsar, assim como o consumo de água não afeta significativamente os
ecossistemas/habitats. A Companhia não recicla suas águas servidas em nenhum caso de
utilização administrativa ou doméstica (cantinas, restaurantes, cozinhas, banheiros). Do ponto de
vista industrial de geração de energia elétrica, ocorre simplesmente o turbinamento da água
represada nos reservatórios, que não é considerada água consumida.


7.5      Biodiversidade
A tabela seguinte relaciona o número e a área dos imóveis da Companhia, utilizados nas
atividades produtivas específicas:
Terras Próprias e/ou Arrendadas para Atividades Produtivas
                         Produto                            Imóveis                             Área
                                                          (quantidade)                     (em hectares)
     Geração de energia                                                5.905                       70.827,40
     Transmissão de energia (500 e 230kv)                              3.286                          3.005,15
     Distribuição de energia (69 e 138kv)                             10.355                          6.226,51
     Telecomunicações                                                     76                             8,12
     Total                                                            19.622                       80.067,18

Considerando o compromisso com o meio ambiente como de fundamental importância e a
necessidade de se respeitar a diversidade de ambientes e ecossistemas do Paraná, a Companhia
mantém e monitora áreas protegidas e preservadas, principalmente na Serra do Mar. Em
cumprimento, também, a determinação do órgão ambiental estadual, a Copel compensa os
impactos causados por ocasião da construção de grandes empreendimentos de geração, através
da criação de unidades de conservação, cuja administração é repassada posteriormente ao
Instituto Ambiental do Paraná - IAP.

Unidades de Conservação Criadas pela Companhia por Decorrência dos Empreendimentos
       Empreendimento              Área (ha)          Município                     Unidades de Conservação
                                      560,40 Campo Mourão
   UHE Mourão                                                                  Parque Estadual do Lago Azul
                                    1.266,96 Campo Mourão, Luiziana
   UHE Gov. Ney Braga               1.231,06 Pinhão                            Estação Ecológica do Rio dos Touros
   UHE Derivação do Jordão            423,12 Candói e Reserva do Iguaçu        Estação Ecológica Tia Chica
   UHE Gov. José Richa                107,27 Capitão Leônidas Marques          Parque Estadual Rio Guarani



Alguns empreendimentos de geração de energia da Companhia estão situados ou localizam-se
próximo a áreas estabelecidas como de sensibilidade, cujos decretos de criação foram emitidos
após a implantação dos empreendimentos.

A Copel não efetiva ligações de energia elétrica em áreas protegidas sem que o consumidor
apresente a devida anuência do órgão ambiental. Com esse procedimento, contribui para evitar
ocupações irregulares em áreas destinadas prioritariamente à conservação do meio ambiente.

O Pólo Atuba, localizado em Curitiba, em propriedade particular pertencente à Copel, conta com
                                                                                                  2
aproximadamente 450 mil m². Lá existe área não utilizada, de cerca de 30 mil m , que se estende
desde a margem do rio Atuba até cerca de 100 m a oeste e é considerada Área de Proteção
Permanente - APP.

Em 2006, através dos diagnósticos efetuados em campo, constatou-se que a LT Uberaba —
Atuba, de 69 kV é, em grande parte, lindeira ao rio Atuba. Atualmente, o rio Atuba apresenta
problemas ambientais graves, necessitando de recuperação ciliar e de estabelecimento de
programa de uso e ocupação do solo adequados. Esses levantamentos continuarão sendo
efetuados em 2007.
Conforme dados atualizados em 2006, algumas áreas de propriedade da Companhia estão
localizadas em unidades de conservação, com base no Sistema Nacional de Unidades de
Conservação - SNUC.

Em 2006, estipulou-se como meta para 2007 a localização e a identificação das unidades da
Companhia com base no Zoneamento Econômico Ecológico - ZEE, da Secretaria Estadual do Meio
Ambiente - SEMA. Os estudos da SEMA ainda estão em andamento e não há previsão oficial para
sua conclusão.

O impacto ambiental da atividade de distribuição de energia elétrica não apresenta grau
significativo em escala regional. Ao longo dos 52 anos de história da Companhia, tem sido
necessário o corte de vegetação para ampliação da rede de distribuição. Para tanto, porém,
sempre são priorizadas áreas marginais às vias de acesso e locais já antropizados. Pelos
benefícios sociais, econômicos e ambientais gerados para o Paraná, um possível impacto pode ser
considerado muito pouco significativo. Tanto assim que os órgãos ambientais não exigem licença
prévia de instalação e operação para a atividade de distribuição de energia elétrica, por se dar em
condições inferiores a 230 kV. Não obstante, diversas ações são executadas com o intuito de
minimizar os danos ao meio ambiente e melhorar a qualidade dos serviços prestados.

As atividades desenvolvidas em 2006, nos processos de construção, reforma, operação e
manutenção de empreendimentos de geração e transmissão de energia foram todas
acompanhadas por planos ambientais que objetivavam impedir, reduzir, mitigar e compensar
possíveis impactos. Portanto, não foram detectados impactos de relevância neste ano.

A Copel iniciou, na UHE Ney Braga (Segredo), o programa Florestas Ciliares, cuja meta é realizar
plantio de 500 mil mudas até 2007. O objetivo é a recuperação ambiental do entorno dos
reservatórios das usinas. Além do plantio, o programa prevê manutenção e combate de pragas,
com vistas ao efetivo desenvolvimento das plantas. Em União da Vitória, por outro lado, realizou-se
programa de conscientização, para escolas e comunidade, sobre a importância dos ambientes
ciliares para o equilíbrio da vida. Aproximadamente 500 alunos participaram das atividades, que
também incluíram capacitação de professores. Todo o trabalho de plantio é antecedido por estudos
de especialistas com vistas a planejar a melhor forma de se proceder à recomposição da
vegetação, de acordo com as características específicas de cada região. Em 2006, foram
realizados plantios de espécies nativas em aproximadamente 30 hectares, localizados no entorno
do reservatório da UHE Governador Ney Braga. Durante o mesmo período, foram reflorestados 5
hectares no entorno do reservatório da UHE Santa Clara. Em junho, mais uma área de 13 hectares
foi inaugurada, em convênio com a Prefeitura Municipal de União da Vitória, para atender a
reivindicações da comunidade Rio D’Areia.
Desde 2004, está em execução projeto de avaliação e recuperação ambiental da região do Pólo
Atuba, com o objetivo de adequar as áreas operacionais e promover a recuperação do solo
contaminado por hidrocarbonetos, mediante tratamento de biorremediação, com conclusão prevista
para julho de 2009.

No âmbito da distribuição de energia, em 2006 foi criada equipe de responsabilidade ambiental,
composta por um técnico florestal em cada regional da Companhia, atuando diretamente nas áreas
de manutenção e projetos, possibilitando execução de atividades inerentes ao negócio, de forma a
respeitar as normas internas e a legislação ambiental vigente, minimizando ainda mais os impactos
causados.

A Copel inaugurou mais um espaço destinado à educação ambiental. Com construção harmoniosa,
o escritório do Horto Faxinal do Céu dispõe de miniauditório e espaços para realização de
exposições, dando enfoque principalmente à flora nativa da região do médio Iguaçu. As estratégias
adotadas pela Empresa compreendem, ainda, educação ambiental de seus colaboradores (em
2006 foram treinadas 808 pessoas) e revisões periódicas das normas internas quanto aos
procedimentos que possam ter alguma influência no meio ambiente. Vinculadas às obras de
geração e transmissão, foram desenvolvidas, em 2006, atividades de conscientização ambiental
com empregados e empreiteiras envolvidas. Foram mais de 40 horas de atividades, em cinco
empreendimentos, envolvendo aproximadamente 350 trabalhadores. Os temas abordados foram
gestão de resíduos e preservação da biodiversidade local.

Em 2006, a Copel deu seqüência ao trabalho de monitoramento trimestral da qualidade da água,
bem como aos trabalhos de pesquisa e produção de alevinos na Estação Experimental de Estudos
Ictiológicos de Segredo. Visando à gestão eficaz dos reservatórios e suas áreas de influência, está
em fase de desenvolvimento um Sistema de Qualidade da Água e Ictiologia, contemplando todos
os pontos de coleta monitorados pela Companhia.

Considerando a existência de quatro usinas hidrelétricas na Serra do Mar, além de linhas de
transmissão relacionadas, em um ambiente conhecido por sua biodiversidade, tem-se ampliado o
número de espécies das listas vermelhas com habitats em áreas afetadas pelas operações da
Companhia. Dessa forma, estima-se que 48 espécies de vertebrados possuem como habitat a área
dessas usinas. Tal pesquisa foi realizada em 2005 e não houve atualização posterior. Por outro
lado vale ressaltar que na construção da linha de transmissão Bateias – Jaguariaiva a Copel
detectou a volta do macaco Monocarvoeiro ao seu habitat paranaense.


7.6    Emissões, Efluentes e Resíduos
Semestralmente, a Copel envia, ao órgão ambiental estadual, relatórios de monitoramento das
emissões das termelétricas de Figueira e Araucária.
A frota de veículos destinada às atividades operacionais da Companhia, bem como ao transporte
de pessoas em serviço, é adquirida com priorização para modelos com motor a álcool combustível.
No caso de aquisição de modelos com motor a diesel, devem ser atendidas as exigências legais
quanto à emissão de poluentes. Podemos observar que o menor índice de produção de CO 2 é para
o combustível álcool, ou seja, 1,38 toneladas de CO2 por 1000 litros do combustível.

A tabela a seguir demonstra as emissões de CO2 pela frota própria:

                        Massa CO2/ Volume                       2006                                 2005
   Combustível            de combustível
                                                   Quantidade      Emissão CO2 (t)      Quantidade      Emissão CO2 (t)
                           (t / L x 1000)
Gasolina (l)                                2,17      3.284.562              7.127         3.334.920               7.237
Álcool (l)                                  1,38        427.854                 590          322.127                445
                3
Gás Natural (m )                            1,95          3.950                 7,74          42.046                 82
Diesel (l)                                  2,62      3.520.388              9.223         3.217.656               8.430
Total                                                                       16.948                                16.194

A Copel está realizando o plantio florestal para recomposição de florestas ciliares em seus
reservatórios. Segundo estimativas, serão retiradas aproximadamente 262.130 toneladas de CO 2
da atmosfera após a recomposição de 580 hectares de florestas ciliares. Em 2006, foi formalmente
criado grupo de trabalho com o objetivo de avaliar as oportunidades de qualificação de projetos no
âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo - MDL, para empreendimentos de geração e
transmissão de energia da Copel.

Em cumprimento à meta estabelecida, realizou-se levantamento do número de equipamentos de ar
condicionado e refrigeradores instalados nas áreas administrativas, contemplando, numa primeira
etapa, as unidades administrativas de Curitiba.

Com relação aos equipamentos de ar condicionado instalados nos veículos da frota, foram
identificados 291 veículos, dos quais 250, fabricados a partir de 2000, utilizam gás sem composto
CFC. Relativamente aos 41 veículos restantes, de fabricação anterior e que utilizam gás com
composto CFC, um veículo encontra-se em nome da Copel, porém cedido em convênio; 15
veículos estão no plano de substituição (lote 2007), devendo ser substituídos até julho/2007; e 25
veículos permanecerão em operação até sua substituição.

As emissões de Óxido de Nitrogênio - NOx e Dióxido de Enxofre - SO2 ocorrem na UTE Figueira e
na UEG Araucária. Considerando o processo de comissionamento, ao qual as Usinas foram
submetidas em 2006, os níveis de emissão foram bastante variáveis, o que impede a elaboração
de estimativa com precisão aceitável. Para a UTE Figueira, foi feito o cálculo das emissões e os
resultados são apresentados na tabela abaixo, havendo queda sensível das emissões em 2006:

                    Emissões atmosféricas da UTE Figueira                2006                 2005
             NOx (t)                                                             713                        716
             SOx (t)                                                            8.742                  14.151
Para a Copel, é necessário tratar adequada e corporativamente as questões relativas aos resíduos
gerados em todas as suas atividades, bem como trocar experiências e estabelecer sinergia entre
as práticas atualmente existentes, promovendo intercâmbio com outras instituições públicas e
privadas. Procurando integrar e alinhar essas práticas ao planejamento estratégico empresarial, e
dando continuidade ao programa de Gestão Corporativa de Resíduos, em agosto de 2006 foi
formalmente criado grupo de trabalho, constituído por representantes de todas as áreas da
Empresa que trabalham e se relacionam diretamente com o tema. Em 2006, foram traçados e
estruturados planos de ação que nortearão os procedimentos a serem desdobrados em toda a
Companhia em 2007. A troca de experiências entre as áreas possibilitou o estabelecimento de
ações conjuntas, como, por exemplo, a condução de licitação única para o co-processamento de
41 toneladas de resíduos sólidos e líquidos contaminados, oriundos de usinas e de processos de
distribuição de energia. Novos projetos foram estruturados, como o recolhimento de lâmpadas
fluorescentes compactas.

O tratamento dado aos resíduos industriais classe I (perigosos) é diferenciado por tipo de resíduo.
A Copel tem como meta a elaboração de manual de instrução técnica contemplando os principais
resíduos perigosos gerados pelo sistema de distribuição: óleo mineral isolante, resíduos sólidos
contaminados, lâmpadas com mercúrio em sua composição e baterias. Tal projeto tem conclusão
prevista para agosto/2007.

O ascarel vem sendo sistematicamente eliminado através da substituição de todos os
equipamentos atualmente cadastrados. Em 2006, foram destinadas aproximadamente 45
toneladas de ascarel pelo método de descontaminação e reciclagem das carcaças metálicas
impermeáveis dos equipamentos e incineração do óleo e de sólidos permeáveis contaminados.
Atualmente, estima-se que a Copel esteja livre de ascarel em suas redes e subestações de
distribuição. Restam    ainda, contudo,       aproximadamente 80        toneladas      de equipamentos
contaminados existentes nas instalações de geração, a ser destinadas oportunamente.

        Resíduo              2006      2005                        Método de Disposição
                                                 Descontaminação e reciclagem       das carcaças metálicas
Ascarel (tonelada)             16,14      32,00 impermeáveis dos equipamentos e incineração do óleo e de
                                                 sólidos permeáveis contaminados.

O óleo mineral isolante é regenerado nos almoxarifados das regionais e no almoxarifado do Atuba,
tendo o volume regenerado em 2006 sido de aproximadamente 230 mil litros. Os resíduos sólidos
contaminados com óleo mineral, tintas e solventes são armazenados no almoxarifado do Atuba até
que se atinja montante suficiente para iniciar processo licitatório para destinação final. Em 2006, a
Copel promoveu destinação de 55 toneladas de resíduos sólidos contaminados com óleo mineral,
tintas e solventes por co-processamento em fornos de indústrias de cimento.
Quanto às lâmpadas contendo mercúrio, são realizadas licitações anuais para contratação de
empresa especializada na descontaminação do mercúrio e reciclagem dos demais materiais. Em
2006, foram encaminhadas 68 mil lâmpadas para destinação final.

Baterias e transformadores contendo óleo mineral são vendidos através de processo licitatório. Nas
licitações são incluídas cláusulas especiais para garantir a disposição correta e a rastreabilidade
dos resíduos.

Na Copel os derramamentos não são significativos. Ocorrem de forma pontual, em função de
defeitos em equipamentos ou em casos de furto de transformadores. As ocorrências de defeitos
em equipamentos são atendidas pelas equipes de emergência e manutenção de redes, que
utilizam metodologias aprovadas para evitar o derramamento durante retirada e transporte. A partir
deste ano, a Copel passou a coordenar projetos que visam à recuperação de solo contaminado
com óleo mineral isolante em subestações e em casos de furto de transformadores, com
conseqüente derramamento de óleo em solo. Tais projetos contam com a anuência do órgão
ambiental estadual e têm previsão de conclusão até junho/2008.

Em virtude de adequações a serem realizadas na Companhia, após auditoria para conformidade à
Lei Sarbanes-Oxley, está prevista realização do mapeamento de riscos e gerenciamento dos
passivos ambientais. Esse trabalho, além de atender à meta anterior, permitirá o mapeamento de
todos os outros possíveis passivos para os quais serão propostos planos de gerenciamento e/ou
remediação.


7.7    Produtos e Serviços
Apesar de considerar como não significativos os impactos ocasionados pelo sistema de
distribuição de energia, a Companhia desenvolve diversas ações com o intuito de reduzir ao
máximo os impactos causados, como programa de educação ambiental, que treinou 808
colaboradores em 2006; programa socioambiental de arborização urbana, que visa auxiliar os
municípios na adequação da arborização, possibilitando convivência pacífica entre as árvores e as
redes de distribuição; elaboração de manuais internos de orientações para desenvolver atividades
de forma a respeitar a legislação ambiental e reduzir os impactos ao meio ambiente, e demais
projetos de pesquisa para biorremediação de solos que possam eventualmente vir a ser
contaminados com óleo mineral. Muitas dessas ações implicam resultados de longo prazo, como a
educação ambiental.
Para reduzir o risco de acidentes onde possa haver vazamento de óleo e contaminação do solo ou
cursos d’água, a Copel vem desenvolvendo, há cerca de dois anos, experiências com óleo isolante
vegetal em substituição ao óleo mineral. Em junho/2006, inaugurou-se rede de distribuição
subterrânea construída no centro de Foz do Iguaçu, na qual operam 18 transformadores de grande
porte, que utilizam óleo vegetal como fluido isolante.

No processo de licenciamento ambiental de usinas, subestações e linhas de transmissão, a Copel
realiza, de acordo com o Plano Básico Ambiental - PBA de cada empreendimento, ações
mitigadoras e compensatórias para os impactos ambientais direta ou indiretamente provocados por
ele. Nesse contexto, dentre as ações executadas em 2006, estão o plantio de mudas, a
conscientização ambiental dos empregados e terceirizados envolvidos, a contratação de serviços
para construção do canal de peixes, bem como atividades de comunicação social junto à
comunidade lindeira durante o processo de comissionamento das usinas.


7.8    Concordância com os Aspectos Legais
De acordo com o cadastro de processos jurídicos, em 2006 a Copel sofreu duas multas, que
totalizaram R$ 43 mil. Não existe registro quanto a sanções não monetárias resultantes de não-
conformidade quanto a leis e regulamentos ambientais.

Ainda que as sanções impostas tenham sido eventuais e pouco expressivas, a Copel está
desenvolvendo ações de diálogo com os órgãos ambientais, e elaborando normas internas com
base em manual de instruções técnicas de vegetação, e orientações ambientais a serem
divulgadas para os técnicos responsáveis pela execução das atividades.


7.9    Transporte
O transporte de energia elétrica ocorre via Linhas de Transmissão - LTs e Linhas de Distribuição -
LDs, e seu impacto ambiental é considerado insignificante. A rede atual de distribuição é composta
por 165.757 km, dos quais 87% localizam-se em área rural. Essas linhas utilizam-se
prioritariamente de áreas já antropizadas e áreas marginais às vias de acesso, resultando em
impacto ambiental extremamente reduzido. A faixa de servidão utilizada é de, no máximo, 10
metros, sendo que, quando possível, a orientação é para que esta seja reduzida a 6 ou 2 metros,
dependendo da situação local. Em 2006 foram executados 37,9 milhões de metros quadrados de
roçadas (3.790 hectares), o que equivale a 0,02% da área do Estado do Paraná. É importante
ressaltar a crescente instalação de redes compactas minimizando os impactos com a arborização
urbana totalizando 1.279 km.
7.10 Direitos Indígenas
Em outubro/2006, acordo inédito no setor elétrico brasileiro foi selado entre a Copel e a
comunidade indígena caingangue, da Reserva de Apucaraninha, em Tamarana, região norte do
Estado. Com tal medida, liquidou-se todo o passivo ambiental, social, cultural e moral decorrente
da construção e operação da Usina Hidrelétrica de Apucaraninha. O valor da indenização para
aquela comunidade totaliza R$ 14 milhões, a serem pagos em cinco parcelas anuais, das quais a
primeira em dezembro/2006. As demais parcelas comporão fundo destinado a dar suporte ao
desenvolvimento de projetos que garantam sustentabilidade à comunidade indígena.

A Copel finalizou, em fevereiro, as obras de extensão da rede a aldeia guarani karuguá, no
município de Piraquara, região metropolitana de Curitiba. Em meados de 2004, ofício redigido de
próprio punho pelo cacique da aldeia solicitava às autoridades o atendimento de dez necessidades
fundamentais, dentre elas a instalação da rede elétrica. No fim daquele mesmo ano, o pedido
chegou ao conhecimento do projeto Tributo ao Iguaçu, referendado pela Fundação Nacional do
Índio - Funai, pelo Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida, e pela Assessoria de
Assuntos Indígenas da Secretaria de Estado de Assuntos Estratégicos do Governo do Paraná. A
energia elétrica disponibilizada traz conforto e melhoria da qualidade de vida às aproximadamente
100 pessoas que integram a comunidade.

Outra ação semelhante diz respeito à linha de transmissão Apucarana — Figueira, que percorre as
terras indígenas denominadas Barão de Antonina. A Copel aceitou a composição proposta pelo
Ministério Público e arcou com os custos das demandas indenizatórias antes da instauração de
ação judicial, medida que importou no valor anual de R$ 25.653,65.

Finalmente, um aspecto relevante foi o engajamento da empresa em ampliar e revisar o acesso
gratuito das comunidades indígenas a energia elétrica no contexto do Programa Luz Fraterna. Já
no Programa Luz para Todos, a Copel investiu aproximadamente R$ 20 milhões nos municípios
das regionais Leste e Centro-Sul, onde foram identificadas áreas remanescentes de quilombos,
antigos redutos de escravos fugidos, os quilombolas.
8.         DESEMPENHO SOCIAL


8.1       Incorporação dos Princípios do Pacto Global
A Companhia declara-se fortemente comprometida com o Pacto Global das Nações Unidas desde
seu lançamento, em 2000, tendo sido pioneira na adesão a ele. Desde então, o alinhamento das
iniciativas e políticas corporativas com os princípios do Pacto é uma busca sistemática da Copel,
com o objetivo de incorporar plenamente esse referencial ético global ao dia-a-dia da Companhia.
Para materializar essa incorporação, a Copel dividiu seus esforços em três grandes linhas de
atuação.

A primeira refere-se às dimensões internas da organização e envolvem constante aperfeiçoamento
de sistemas de gestão e políticas corporativas. A segunda linha de atuação, considerada
estruturante, está voltada à ação externa da Companhia e diz respeito ao apoio a formulação,
implementação e melhoria de políticas públicas inclusivas, que promovam maior sustentabilidade
da sociedade como um todo. A terceira linha de trabalho é a atuação direta, normalmente em
parceiras com outras empresas, instituições ou organizações, em projetos e iniciativas sociais e
ambientais. Separadas apenas para maior clareza, as três linhas são tratadas como
estrategicamente sinérgicas e complementares. No quadro a seguir, essas três dimensões estão
brevemente resumidas e correlacionadas aos Princípios do Pacto Global aos quais respondem. O
detalhamento de todas as práticas abaixo, bem como das práticas trabalhistas, de relacionamento
com sindicatos, clientes e fornecedores, relatadas de acordo com as Diretrizes GRI/G3 - Global
Reporting Initiative Terceira Geração, estarão disponíveis no site da companhia (www.copel.com).

Incorporação dos Princípios do Pacto Global
Legenda:

                  Respeitar e proteger os direitos
             1                                           6   Eliminar a discriminação no ambiente de trabalho
                  humanos
                  Impedir violações de direitos              Apoiar uma abordagem preventiva aos desafios
             2                                           7
                  humanos                                    ambientais
                  Apoiar a liberdade de associação
             3                                           8   Promover a responsabilidade ambiental
                  no trabalho
                                                             Encorajar tecnologias que não agridem o meio
             4    Abolir o trabalho forçado              9
                                                             ambiente
                                                             Combater a corrupção em todas as suas formas,
             5    Abolir o trabalho infantil            10
                                                             inclusive extorsão e propina

            PI - Prazo Indeterminado




                                                                                 Princípios do
     Projetos/Programas/Sistemas de Gestão/Participações e Políticas             Pacto Global a      Início     Término
                                                                                que Respondem
                                               Políticas e Sistemas de Gestão
Revisão do Código de Conduta, com ampla consulta pública.                            Todos               2006      2007
Consolidação do Canal de Comunicação Confidencial.                                   Todos               2006      2007
Adesão ao Código de Boas Práticas do Instituto Brasileiro de Governança
                                                                                     Todos               2005      2007
Corporativa - IBGC.
Implantação do sistema de gestão para a sustentabilidade (GRI+ AA1000).              Todos               2005      2008
Criação e implantação de política corporativa de controles e gestão de
                                                                                     Todos               2006      2008
riscos.
Criação e implantação de política corporativa de ações sociais que
melhorem a qualidade em alimentação, saúde, segurança, educação,                1, 2, 5, 7, 8, 9         2006       PI
desenvolvimento sustentável, etc.
Criação e implantação do novo modelo de gestão para a sustentabilidade.              Todos               2006      2010
                                  Apoio a Políticas Públicas e Melhoria de Gestão
Participação no Comitê Brasileiro do Pacto Global.                                   Todos               2000       PI
Participação em organizações do setor elétrico que discutem e promovem
eficientização energética e melhorias ambientais: Associação Brasileira de
Concessionárias de Energia Elétrica; Empresa de Planejamento
                                                                                     7, 8, 9            Diverso     PI
Energético; Associação dos Produtores Independentes de Energia; Comitê
de Meio Ambiente do Cigré; Grupos de Trabalho da Associação Brasileira
de Geradores de Energia; Comitê Brasileiro de Grandes Barragens.
Participação em associações que discutem e promovem melhorias
ambientais: Agenda 21; Conselho Temático Permanente de Infraestrutura
e Meio Ambiente da FIEP; Comissão Interinstitucional de Educação
                                                                                    7, 8, 10            Diverso     PI
Ambiental do Pronea; Comitês de Bacias do Rio Iguaçu e Tibagi;
Consórcio para Proteção Ambiental da Bacia do Rio Tibagi; Câmara
Técnica de Cartografia e Geoprocessamento do Estado do Paraná.
Participação no Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida -
                                                                              1, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9   1995/2003    PI
Coep e Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional - Consea.
Participação no Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial, para
                                                                                     Todos               2005       PI
promoção conjunta de responsabilidade social.
Participação voluntária em bancas examinadoras do Prêmio Nacional da
Qualidade, Prêmio Nacional da Gestão Pública, Prêmio Sucesso
                                                                                     Todos               2000       PI
Empresarial (pequenas e micro empresas) e Prêmio Paranaense da
Qualidade em Gestão
Parceria com o Movimento Paraná Competitivo no planejamento e
execução de ações para mobilização da sociedade na busca da qualidade                Todos               2003       PI
de gestão
Coordenação do Gespública PR: promoção de gestão pública ética, de
excelência, transparente, participativa, descentralizada, com controle        1, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9     2006       PI
social.
Apoio financeiro e participação técnica, representando a América do Sul,
                                                                                     Todos               2005      2007
no grupo de trabalho GRI para elaboração do suplemento setorial .
Apoio financeiro e participação como empresa-teste das novas diretrizes
que correlacionam os indicadores do GRI/G3 aos princípios do Pacto                   Todos               2006      2007
Global (Making the Connection).
                                 Programas, Projetos e Ações Sociais e Ambientais
Campanhas de Arrecadação: Fome Zero, Natal sem Fome, Pastoral da
                                                                                      1, 2              Diverso     PI
Criança. Total arrecadado em 2006: R$ 1,48 milhões.
Programa anual de doação através de incentivos fiscais ao Fundo dos
                                                                                     1, 2, 5             2006       PI
Direitos da Infância e Adolescência - FIA. Total repassado: R$ 2,3 milhões.
Programa Tributo ao Iguaçu: apoio ao desenvolvimento sustentável de
                                                                              1, 2, 5, 7, 8, 9, 10       2004      2014
comunidades de entorno.
Programa Voluntariado Corporativo - EletriCidadania: empregado dispõe
de até quatro horas/mês para prestar serviço voluntário. Total de 730 horas           1, 2               2001       PI
em 2006.
Melhoria no atendimento a carentes e portadores de necessidades
especiais: posto de atendimento móvel e Projeto Libras (linguagem                  1, 2, 6, 10           2005       PI
brasileira de sinais).
Projeto Fatura em Braile: oportunidade de acesso a informações de
                                                                                   1, 2, 6, 10           2006       PI
segurança e ao consumo de energia.
Projeto Fera: cultura nas escolas da rede pública estadual.                      1, 2, 4, 5, 10          2005       PI
Luz Fraterna, em convênio com o Governo Estadual: isenção de
pagamento para consumidores de baixa renda que consomem até 100
                                                                                 1, 2, 4, 5, 10          2003       PI
KWh/mês. Em 2006, foram aproximadamente 251 mil beneficiados (43 mil
rurais e 208 mil urbanos).
Universalização de Energia (Programa Luz para Todos): ligação de toda a
população do Estado à rede da Companhia. Realizadas 14.209 novas               1, 2, 4, 5, 10      2003   2007
ligações em 2006.
Programa Irrigação Noturna: tarifa e equipamentos subsidiados a
                                                                             1, 2, 4, 5, 7, 8, 9   2003    PI
consumidores rurais
Descontos Tarifários: iniciativa que já transferiu para a sociedade
                                                                                    1, 2           2003    PI
paranaense mais de R$ 1 bilhão na forma de descontos
Tarifa social para entidades assistenciais e consumidores de baixa renda:-
desconto que pode chegar a 65% e beneficia 582 entidades e 784 mil
                                                                                    1, 2           2003    PI
consumidores, sendo que 35 mil novos consumidores foram beneficiados
em 2006.
Luz Legal: regularização do fornecimento de energia elétrica em áreas de
                                                                                    1, 2           2003   2006
invasão. Em 2006, foram atendidos 3.352 consumidores.
Paraná em Ação: atuação comunitária conjunta para divulgação de ações
                                                                                    1, 2           2003    PI
efetivas, serviços e informações, promovendo a cidadania.
Paraná Digital: inclusão digital no ensino público conectando escolas
estaduais à Internet. Em 2006 foram acrescentados 854 km de cabos de         1, 2, 4, 5, 6, 10     2003   2008
acesso urbano, e 228,4 km de cabos no anel principal.
Menor Aprendiz: programa de inclusão profissional de menores em conflito
com a lei entre 14 e 18 anos, em convênio com o IASP. Em 2006, foram           1, 2, 4, 5, 10      2005    PI
beneficiados 160 jovens.
Programa de Gestão Corporativa de Resíduos: visa reduzir, reutilizar e
                                                                                7, 8, 9, 10        2005    PI
reciclar todos os resíduos gerados. Inclui Programa ZERE nas usinas.
Museu Regional do Iguaçu: leva educação ambiental à comunidade,
                                                                                7, 8, 9, 10        2000    PI
possuindo um dos acervos regionais mais expressivos do Paraná.
Programa de Eficiência Energética: busca promover a eficientização em
                                                                                  7, 8, 9          1999    PI
instalações municipais, escolas e entidades assistenciais.
Programas da Estação Experimental de Estudos Ictiológicos:
                                                                                  7, 8, 9          1992    PI
monitoramento, repovoamento dos rios e reservatórios do Paraná.
Controle de espécies invasoras: monitoramento da entrada do mexilhão
                                                                                  7, 8, 9          2003   2007
dourado (Limnoperna fortunei) e outras espécies.
Recuperação de áreas degradadas: produção e reposição de vegetações
                                                                                  7, 8, 9          1992    PI
nativas em áreas degradadas e de preservação.
Plano diretor do uso dos reservatórios e seus entornos: define ações para
                                                                                  7, 8, 9          2002    PI
gerenciamento do uso e ocupação numa faixa de 1.000 metros.
Projeto de Educação Ambiental - As Três Ecologias – foram treinados 808
                                                                                  7, 8, 9          2004    PI
colaboradores em 2006
Programa Socioambiental de Arborização Urbana – auxilia municípios na
adequação da arborização visando uma convivência pacífica entre árvores           7, 8, 9          2005    PI
e redes de distribuição



8.2     Incentivos Fiscais
As contribuições levadas a efeito sob os auspícios da Lei Rouanet no exercício de 2006 foram
efetuadas em projetos devidamente aprovados pelo Ministério da Cultura, no âmbito do Governo
Federal, tendo como proponente, em boa parte, a Sociedade dos Amigos do Museu Oscar
Niemeyer - MON, para a qual foram destinados R$ 7,1 milhões.

Ainda dentro do espírito de voluntariado, a Companhia participou e incentivou diversas ações,
dentre elas a doação ao Fundo dos Direitos da Infância e da Adolescência - FIA. Em 2006, a Copel
destinou a diversos projetos inscritos no FIA, um total de R$ 2,1 milhões (não inclui valor da
Compagas), utilizando os incentivos fiscais, dentre os projetos beneficiados podemos citar o de
ampliação do Hospital Pequeno Príncipe. Os recursos destinados ao Hospital se transformaram em
um andar inteiro, contendo aproximadamente 100 novos leitos e uma nova UTI neonatal. Em
reconhecimento ao valor recebido, o maior vindo de uma empresa em toda a sua história, o
Hospital criou a cota ―Coração Copel‖.
8.3         Gestão de Pessoas
Em 2006 a Copel contava com a seguinte composição de sua força de trabalho:

                     Força de Trabalho(1)                  Jornada de Trabalho              2006        2005
    Empregados                                                        6 ou 8 horas            8.119       7.704
    Estagiários                                                            4 horas              756        848
    Menores Aprendizes (entre 14 e 16 anos)                                4 horas                 75          64
    (1)
          Na tabela não consta a força de trabalho das controladas Compagas, Elejor e UEG Araucária.

Os 8.119 empregados do quadro próprio estão distribuídos em quatro carreiras em função da
natureza das atividades e dos requisitos de cargo, a saber: operacional (2.705 empregados),
administrativa (2.438 empregados), profissional técnico de nível médio (1.676 empregados) e
profissional de nível superior (1.300 empregados). A Companhia vem redimensionando seu quadro
funcional, tendo admitido em 2006, mediante concurso público, 930 novos empregados (não
considerando admissões das controladas Compagas e Elejor). Dentre estes, foram contratados
790 para atender ao redimensionamento interno de pessoal, e 140 para substituição de pessoal
terceirizado, com ênfase nas atividades técnico-operacionais. Durante o mesmo período,
517 empregados desligaram-se da Companhia, em grande parte por aposentadoria, tendo a taxa
de rotatividade sido de 9,08 em 2006.

Todo o quadro próprio da Companhia é contratado por meio de concurso público, com ampla
possibilidade de participação de brasileiros natos ou naturalizados, independente de gênero, raça
ou crença. A Copel destina vagas em seus concursos públicos para candidatos portadores de
necessidades especiais e afro-descendentes. Em 2006, a Companhia destinou 5% das vagas para
cargos de natureza administrativa passíveis de preenchimento por portadores de necessidades
especiais. Dentre candidatos afro-descendentes, foram admitidos 13 novos empregados.

O gráfico a seguir demonstra a evolução do número de empregados próprios dos últimos 12 anos.
O desempenho aponta tendência de decréscimo, entre 1995 e 2002, devido a política de
terceirizações e incentivo a aposentadorias e demissões voluntárias, em preparação para possível
processo de privatização, que acabou por não ser concretizado. A retomada do crescimento do
número de empregados próprios, a partir de 2003, reflete a decisão de não mais se privatizar a
Companhia, de recompor seu quadro próprio para atender à efetiva demanda reprimida de trabalho
crescente e de primarizar serviços essenciais e diretamente ligados aos negócios, os quais haviam
sido anteriormente terceirizados.
Quadro de Empregados
Não inclui empregados da Compagas, Elejor e UEG Araucária



                                                       Quadro de Empregados
                                                          31 de Dezembro




              8.835
                      8.602

                                                                                                           8.119
                              7.991
                                                                                                   7.704
                                      7.442


                                                                                         6.748
                                               6.536
                                                                                 6.293
                                                         6.148
                                                                 5.854   5.857




               1995   1996    1997    1998     1999      2000    2001    2002    2003     2004     2005    2006




8.3.1      Treinamento e Desenvolvimento

A Companhia conta com diversas formas de capacitação e aprimoramento continuados de seus
empregados. Em grande parte, são cursos realizados internamente para suprir demandas geradas
pela implementação de novas tecnologias e processos. Em 2006, foram realizados 2.364 eventos
(cursos, seminários e palestras), sendo 1.955 cursos internos e 409 externos, com 26.783
participações de empregados. A carga horária média/ano foi de 60,4 horas/empregado.

A Companhia também aplica consistente política em relação à formação de seus empregados, com
investimentos      significativos        nos     cursos          de      pós-graduação,            além       de   incentivar   o
autodesenvolvimento destes por meio do programa de auxílio-educação. Atualmente, a Companhia
tem 2.927 empregados com formação superior, dos quais 874 com curso de pós-graduação em
nível de especialização, 103 mestres e 11 doutores.

                                 Treinamento de Empregados                               2006
                                                                                 (Em horas/média)
                          Operacional                                                            76,6
                          Administrativo                                                         38,8
                          Técnico                                                                67,0
                          Profissional                                                           52,0
8.3.2     Política Salarial

As práticas de remuneração, reconhecimento e incentivo estão baseadas no modelo de
remuneração estruturado pela Companhia, apoiando-se em dois pilares: remuneração fixa
(comparação de mercado e mérito) e variável (Participação dos Empregados nos Lucros e/ou
Resultados - PLR). A Copel e a CENPRL, comissão especialmente constituída para a participação
dos empregados nos lucros e/ou resultados, obtiveram avanços significativos no transcorrer das
negociações, com o estabelecimento de metas empresariais, renegociadas em 2006. O Plano de
Cargos e Salários da Copel foi reestruturado de maneira a refletir a realidade ocupacional na
Companhia. Ele serve de referência para a remuneração fixa, buscando a comparação dos salários
pagos pela Companhia com valores de mercado e aplicação da política salarial.


8.3.3     Benefícios

Dentre os benefícios concedidos diretamente pela Companhia a todos os empregados, além dos
previstos pela legislação, destacam-se: auxílio-educação, abono de férias, auxílio-alimentação e
refeição, auxílio-creche, auxílio a portadores de necessidades especiais, além de outros
possibilitados pelo convênio existente entre a Copel e o INSS.

Outro conjunto de benefícios, concedidos pela Companhia e administrados pela Fundação Copel
de Previdência e Assistência Social, do qual a Copel é mantenedora, são: plano de previdência
privada, complementando o valor da previdência oficial, e amplo plano de assistência médico-
hospitalar e odontológica, dentre os melhores oferecidos pelo mercado.


8.3.4     Liberdade de Associação e Negociação Coletiva

A totalidade dos empregados da Copel é representada nas relações de trabalho com a Companhia
por meio de sindicatos independentes. A legislação brasileira estabelece que essas entidades
podem organizar-se por categoria e base territorial (município).

A Copel mantém estreito relacionamento com todas as 18 entidades representativas dos
empregados: sindicatos de categorias de base (eletricitários) e categorias profissionais e/ou
diferenciadas. A direção sindical tem livre acesso às gerências locais e a todas as instalações da
Companhia, a fim de levar aos empregados as comunicações de seu interesse, além de dispor de
canal formal direto com a área de recursos humanos.

A participação dos empregados nas negociações tem papel de fundamental importância, e vai
desde a presença nas assembléias sindicais, para elaboração da pauta de reivindicações, até a
deliberação da categoria pela aceitação ou rejeição da proposta da Companhia. A Copel também
incentiva a participação dos empregados em conselhos, órgãos de classe e associações
profissionais, entre outras entidades.
8.4       Balanço Social
                                                BALANÇO SOCIAL ANUAL - Modelo IBASE
                                                  Em 31 de dezembro de 2006 e de 2005
                                                   (Valores expressos em milhares de reais)


                                                                                                                                Consolidado

                                                                                              2006                                        2005
        1 - BASE DE CÁLCULO
NE 29
e 30    Receita Líquida - RL                             5.384.608                                      4.838.704
        Resultado (ou Lucro) Operacional - RO            1.837.223                                        727.647
NE 34   Folha de Pagamento Bruta - FPB                     579.944                                        546.123
        Valor Adicionado Total - VAT                     5.575.219                                      4.269.239

        2 - INDICADORES SOCIAIS INTERNOS                                         % Sobre:                                    % Sobre:
                                                                        FPB        RL         VAT                   FPB        RL         VAT
        Alimentação (Auxílio alimentação e outros)          49.586         8,6          0,9     0,9       41.364       7,6          0,9     1,0
NE 34   Encargos sociais compulsórios                      146.955        25,4          2,7     2,6      138.701      25,4          2,9     3,2
NE 35   Previdência privada                                 35.077         6,0          0,7     0,6        8.453       1,5          0,2     0,2
        Saúde (Convênio assistencial)                       37.933         6,5          0,7     0,7       21.378       3,9          0,4     0,5
        Segurança e medicina no trabalho                     3.170         0,5          0,1     0,1        3.148       0,6          0,1     0,1
        Educação                                             2.130         0,4          -           -      1.687       0,3          -           -
        Cultura                                                654         0,1          -           -        636       0,1          -           -
        Capacitação e desenvolvimento profissional           8.824         1,5          0,2     0,2        8.209       1,5          0,2     0,2
        Auxílio creche                                         451         0,1          -           -        444       0,1          -           -
NE 34   Participação nos lucros e/ou resultados             52.028         9,0          1,0     0,9       32.294       5,9          0,6     0,8
        Outros benefícios                                    8.776         1,5          0,1     0,2        3.570       0,7          0,1     0,1
           Total                                           345.584        59,6          6,4     6,2      259.884      47,6          5,4     6,1
        (continuação)
                                                                                                                                                Consolidado

                                                                                                      2006                                                  2005
        3 - INDICADORES SOCIAIS EXTERNOS                                             % Sobre:                                                % Sobre:
                                                                        RO             RL             VAT                       RO             RL           VAT
        Educação                                             19.020          1,0            0,4            0,3     12.574            1,7            0,3        0,3
        Programa Paraná Digital                              18.331          1,0            0,4            0,3     11.934            1,6            0,3        0,3
        Escolas nas Usinas e outros                             689          -              -               -         640            0,1            -             -
        Cultura                                               9.207          0,6            0,1            0,2      3.101            0,5            0,1        0,1
        Saúde e saneamento                                  112.717          6,1            2,1            2,0     66.952            9,2            1,4        1,6
        Programa Luz para Todos                              79.254          4,2            1,5            1,4     33.708            4,6            0,7        0,8
 (1)    Programa Luz Fraterna                                32.522          1,8            0,6            0,6     29.757            4,1            0,6        0,7
 (2)    Outros programas                                        941          0,1            -               -       3.487            0,5            0,1        0,1
        Esporte                                                  55          -              -               -           44           -              -             -
        Combate à fome e segurança alimentar                      4          -              -               -         -              -              -             -
        Outros                                                5.245          0,3            0,1            0,1        288            -              -             -
        Indenização comunidade indígena Apucaraninha          2.800          0,2            0,1            0,1        -              -              -             -
        Fundo dos direitos da criança e do adolescente        2.192          0,1            -               -         -              -              -             -
NE 44   Doações, contribuições e subvenções                     122          -              -               -         195            -              -             -
 (3)    Programa Eletricidadania, implantação
        GRI/AA1000 e instituto Ethos                            131          -              -               -           93           -              -             -
        Total das contribuições para a sociedade            146.248          8,0            2,7            2,6      82.959        11,4              1,8        2,0
DVA     Tributos (excluídos encargos sociais)             3.145.892      171,2           58,4             56,4   2.586.641       355,5           53,5         60,6
            Total                                         3.292.140      179,2           61,1             59,0   2.669.600       366,9           55,3         62,6


        4 - INDICADORES AMBIENTAIS                                                   % Sobre:                                                % Sobre:
                                                                        RO             RL           VAT                         RO             RL           VAT

         Investimentos relacionados com as operações
        da empresa                                            87.970         4,8            1,6            1,6      69.820           9,6            1,4           1,6

         Programas de Pesquisa e Desenvolvimento e
NE 41   Eficiência Energética                                 52.265         2,8            1,0            1,0      46.771           6,5            1,0           1,1
 (4)    Rede Compacta e Linha Verde                           26.797         1,5            0,5            0,5      21.283           2,9            0,4           0,5
 (5)    Programas de proteção de Fauna e Flora                 7.174         0,4            0,1            0,1         859           0,1                -             -
        Gestão de resíduos                                     1.734         0,1                -           -          907           0,1                -             -

         Investimentos em programas e/ou projetos
        externos                                               1.485         0,1                -           -        1.164           0,2                -             -
        Educação Ambiental                                       763         0,1                -           -          958           0,2                -             -
 (6)    Programa Tributo ao Iguaçu                               722             -              -           -          206               -              -             -
            Total                                             89.455         4,9            1,6            1,6      70.984           9,8            1,4        1,6


         Quanto ao estabelecimento de “metas anuais” para ( ) não possui metas                                                ( ) não possui metas
                                                                 ( ) cumpre de 0 a 50%                                       ( ) cumpre de 51 a 75%
        minimizar resíduos, o consumo em geral na produção/ ( ) cumpre de 51 a 75%                                           ( ) cumpre de 0 a 50%
        operação e aumentar a eficácia na utilização de recursos ( X ) cumpre de 76 a 100%                                   ( X ) cumpre de 76 a 100%
        naturais, a empresa
(continuação)
                                                                                                                 Consolidado

                                                                               2006                                    2005

5 - INDICADORES DO CORPO FUNCIONAL (inclui controladas)
Empregados no final do período                8.204                                        7.775
Escolaridade dos empregados(as):            Total     Homens Mulheres                    Total   Homens Mulheres
Total Superior e extensão universitária       3.000     2.162    838                       2.735   1.981    754
Total 2º Grau                                 4.694     4.106    588                       4.493   3.910    583
Total 1º Grau                                   510       478     32                         547     511     36
Faixa etária dos empregados(as):
Abaixo de 30 anos                             1.843                                        1.546
De 30 até 45 anos (exclusive)                 3.923                                        3.666
Acima de 45 anos                              2.438                                        2.563
Admissões durante o período                     946                                        1.210
Mulheres que trabalham na empresa             1.458                                        1.372
% Mulheres em cargos gerenciais:
em relação ao nº total de mulheres                3,1                                         1,2
em relação ao nº total de gerentes              12,2                                          7,9
Negros(as) que trabalham na empresa             734                                          682
% Negros(as) em cargos gerenciais:
em relação ao nº total de negros(as)              1,9                                         0,9
em relação ao nº total de gerentes                3,9                                         3,0
Portadores(as) de necessidades especiais                   52                                 73
Dependentes                                            14.680                             14.694
Estagiários(as)                                           953                                869


                                                                                                                 Consolidado

                                                                               2006                              Metas 2007
6 - INFORMAÇÕES RELEVANTES QUANTO AO EXERCÍCIO DA CIDADANIA
EMPRESARIAL
Relação entre a maior e a menor remuneração
na empresa                                                                       27                                      27
Número total de Acidentes de Trabalho
(inclui acidentes com contratados)                                              311                                           -
 Os projetos sociais e ambientais desenvolvidos
pela empresa foram definidos por:               direção e gerências                   direção e gerências
 Os padrões de segurança e salubridade no
ambiente de trabalho foram definidos por: todos(as) + Cipa                            todos(as) + Cipa
  Quanto à liberdade sindical, ao direito de
negociação coletiva e à representação interna
dos(as) trabalhadores(as), a empresa:         segue as normas da OIT                  incentivará e seguirá a OIT
A previdência privada contempla:              todos(as) empregados(as)                todos(as) empregados(as)
  A participação   dos   lucros   ou   resultados
contempla:                                          todos(as) empregados(as)          todos(as) empregados(as)
  Na seleção dos fornecedores, os mesmos
padrões éticos e de responsabilidade social e
ambiental adotados pela empresa:              são sugeridos                           serão exigidos
 Quanto à participação dos empregados(as) em
programas de trabalho voluntário, a empresa: apóia                                    organizará e incentivará
                                                                                                                   Consolidado
(continuação)
                                                                               2006                                  Metas 2007
 Número total de reclamações e críticas de consumidores(as):
 na empresa                                                               124.602                                       123.232
 no Procon                                                                     496                                          496
 na Justiça                                                                    705                                          695
 % de reclamações e críticas atendidas ou solucionadas:
 na empresa                                                                 100,0%                                       100,0%
 no Procon                                                                  100,0%                                       100,0%
 na Justiça                                                                  23,8%                                        25,0%
 % da representatividade das reclamações e críticas de consumidores(as) em relação
ao total de unidades consumidoras:
 na empresa                                                                  3,73%                                        3,58%
 no Procon                                                                   0,02%                                        0,01%
 na Justiça                                                                  0,02%                                        0,02%


                                                                                                                   Consolidado

                                                                                    2006                                       2005
Distribuição do Valor Adicionado (DVA) :
Financiadores                                                                       8,2%                                  13,3%
Pessoal                                                                            10,8%                                  11,5%
Governo                                                                            58,5%                                  63,0%
Acionistas                                                                          2,2%                                   2,9%
Retido                                                                             20,3%                                   9,3%


 7 - OUTRAS INFORMAÇÕES
A Copel é uma companhia pertencente ao Setor Energético, atuante no Estado do Paraná com CNPJ nº 76.483.817/0001-20
Para maiores esclarecimentos sobre as informações declaradas:
Superintendência de Gestão Contábil - Enio Cesar Pieczarka - tel 41-3331-2160 e-mail: enio@copel.com
A Copel não utiliza mão-de-obra infantil ou trabalho escravo, não tem envolvimento com prostituição ou exploração sexual de
criança ou adolescente e não está envolvida com corrupção.
Nossa companhia valoriza e respeita a diversidade interna e externamente.
Este Balanço Social contempla dados das controladas Compagas, Elejor e UEG Araucária, em virtude da consolidação de seus
resultados com a Copel, motivo pelo qual reclassificamos os dados publicados de 2005

Notas:
NE - Nota Explicativa
(1) O Programa Luz Fraterna é realizado através de um convênio com o Governo do Estado do Paraná, lançado em 11.09.2003, e
tem como objetivo beneficiar a população carente, com a isenção do pagamento das contas de energia àquelas famílias que
atendam aos critérios previamente estabelecidos.
(2) Os principais motivos para o decréscimo verificado neste grupo em 2006 foram o menor valor aplicado em reassentamento de
famílias, além de não ter ocorrido investimentos no programa Reluz, que compõe o valor referente ao ano de 2005.
(3) O Programa de Voluntariado Corporativo - Eletricidadania computou, em 2006, 730 horas dedicadas a trabalhos voluntários.

(4) Até 2005 não estavam sendo computados os valores referentes à rede secundária isolada (BT), tendo sido estes valores
incluídos em 2006, motivo este da diferença observada. A rede secundária isolada começou a ser utilizada em 2004 e passou a ser
a rede padrão da Copel. São investimentos que reduzem os conflitos entre as redes de distribuição de energia e elétrica e a
arborização urbana. Dos valores apresentados não foram segregados os valores com mão-de-obra própria.
(5) Os principais motivos para o acréscimo verificado neste grupo em 2006 foram a produção de mudas nos hortos das usinas e
maior investimento da Elejor em progamas ambientais.
(6) O Tributo ao Iguaçu é um programa socioambiental visando a promoção do desenvolvimento sustentável a partir das iniciativas
surgidas das próprias comunidades envolvidas.
9.        AGRADECIMENTOS


9.1    Mensagem de Agradecimento
Encerrando esta apresentação, registramos nossos agradecimentos aos senhores acionistas, a
nossos clientes e fornecedores, aos membros do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal,
ao Governo do Estado do Paraná e demais poderes públicos e à comunidade, pela confiança
depositada no trabalho da Companhia e pelo apoio que, em nenhum momento, lhe faltou. À efetiva
participação e ao empenho desses agentes compete grande parte dos méritos pelo bom
desempenho da Copel em 2006.

Dirigimos agradecimento especial aos empregados da Copel que, com zelo, competência e
dedicação, colaboraram com o melhor de seu talento e de sua capacidade de trabalho para tornar
a Companhia uma empresa cada vez maior, melhor, mais sólida, mais eficiente e, sobretudo, mais
humana.

Curitiba, 27 de março de 2007
                                             CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente                                                              JOÃO BONIFÁCIO CABRAL JÚNIOR
Membros:                                                                ACIR PEPES MEZZADRI
                                                                        LAURITA COSTA ROSA
                                                                        LUIZ ANTONIO RODRIGUES ELIAS
                                                                        NELSON FONTES SIFFERT FILHO
                                                                        ROGÉRIO DE PAULA QUADROS
                                                                        RUBENS GHILARDI
                                                                        NATALINO DAS NEVES
                                                     COMITÊ DE AUDITORIA

Presidenta                                                              LAURITA COSTA ROSA
Membros:                                                                ACIR PEPES MEZZADRI
                                                                        ROGÉRIO DE PAULA QUADROS
                                                      CONSELHO FISCAL

Presidente                                                              ANTONIO RYCHETA ARTEN
Membros:                                                                HERON ARZUA
                                                                        JORGE MICHEL LEPELTIER
                                                                        MÁRCIO LUCIANO MANCINI
                                                                        NELSON PESSUTI
                                                         DIRETORIA

Diretor Presidente                                                      RUBENS GHILARDI
Diretor de Finanças e de Relações com Investidores                      PAULO ROBERTO TROMPCZYNSKI
Diretor de Gestão Corporativa                                           LUIZ ANTONIO ROSSAFA
Diretor de Distribuição                                                 RONALD THADEU RAVEDUTTI
Diretor de Geração e Transmissão de Energia e de Telecomunicações       RAUL MUNHOZ NETO
Diretor Jurídico                                                        ZUUDI SAKAKIHARA
                                                        CONTADOR

Contador - CRC-PR-024769/O-3                                            ENIO CESAR PIECZARKA




   Informações sobre este Relatório: rsustentabilidade@copel.com - Fone: +55 (41) 3331-2903
   Informações sobre Relações com Investidores: ri@copel.com - Fones: +55 (41) 3222-2027/ +55 (41) 3331-4359
                                                                Fax: +55 (41) 3331-2849

				
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