MAPA
DE
RISCO*
LUIZ HUMBERTO SIVIERI **
* Extraído do texto SIVIERI, Luiz Humberto. Saúde no Trabalho e Mapeamento dos Riscos. In Saúde,
Meio Ambiente e Condições de Trabalho: conteúdos básicos para uma ação sindical . São Paulo:
Fundacentro/CUT, 1996. pags. 75-111. No texto original colaborou nos aspectos clínicos a Dra. Magda
Andreotti, médica sanitarista e do trabalho do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador da Freguesia
do Ó, da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.
** Psicólogo; com especializações em Psicologia do Trabalho (ISS/SP), Psicologia Social (PUC/SP) e Higiene
do Trabalho (FCMSC-SP/FSP-USP); mestrando de Psicologia Social (PUC/SP); Professor e Supervisor de
Psicologia do Trabalho PUC/SP e UMC/MC; Assessor do INSTCUT..
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I - BREVE HISTÓRICO
As condições de trabalho, historicamente, são fontes de risco geradoras de acidentes,
doenças, incapacidade e morte para os trabalhadores. Já em 1908 a COB (Central Operária
Brasileira) em seu primeiro jornal, denunciava um ac idente vitimando trabalhadores que construíam
muros de arrimo na cidade de São Paulo, também alertava os trabalhadores para os ri scos que
enfrentavam e exigia dos empregadores a adoção de medidas que gara ntissem melhores condições
de trabalho. Hoje, mais do que nunca, o conhecimento científico e técn ico pode ser um instrumento
valioso na prevenção dos riscos e na avaliação das co ndições de trabalho, causas determinantes de
danos à saúde dos trabalhadores.
No final dos anos 60 e início da década de 70 o movi mento sindical italiano definiu como uma
de suas prioridades a luta pela democratização dos locais de trabalho e a defesa da saúde no
trabalho, isto porque os anos 60 na Itália apresentavam um gravíssimo quadro da falta de condições
de trabalho, 7 mortes por dia. A ação sindical foi dirigida ao controle do processo de trabalho e à
conquista de um poder real dos trabalhadores, de suas representações nos locais de trabalho e dos
sindicatos, na busca de soluções para os graves problemas da n ocividade, objetivando transformar o
local de trabalho em um ambiente seguro e um espaço d emocrático.
Trabalhadores, Conselhos de Fábrica, Sindicatos e técnicos se aliaram desenvolve ndo uma
metodologia de intervenção nas condições de trabalho que veio a ser chamada de M odelo Operário
Italiano, o qual se baseia em três princípios: grupo homogêneo, não delegação e validação
consensual. Concretamente criaram uma técnica de amostragem ou esquema de análise ch amada
Mapa de Risco.
1No Brasil a metodologia começou a ser utilizada no início dos anos 80 com a troca de
experiência entre sindicalistas e técnicos brasileiros e italianos e, de forma mais sistem ática, a partir
de 1990 através do INSTCUT, que desenvolveu, com base em estudos práticos, a metodologia do
mapa de risco tendo com o referência a experiência sindical italiana.
O mapa de risco é uma representação gráfica (esboço, croqui, layout ou outro), de uma das
partes ou de todo o processo produtivo da empresa, onde se registram os riscos e fatores de risco a
que os trabalhadores estão sujeitos e que são vinculados, direta ou indiretamente, ao processo e
organização do trabalho e às condições de trabalho.
O registro dos fatores de risco no desenho deve ser feito da forma mais simples possível,
para que seja facilmente entendido por todos aqueles que o consultarem. Os riscos e fat ores de
risco podem ser registrados através de figuras, cores, ou outros símbolos que os trabalhadores
considerarem a forma mais fácil de ser entendida. A representação adotada deve ser compreendida
e usada por todos, de forma a tornar homogêneo os registros e as anál ises.
II – PRINCÍPIOS DO MAPA DE RISCO
A elaboração do mapa de risco como uma alternativa sindical que se sustente na máxima
participação e decisão dos trabalhadores, deve levar em conta alguns princípios que fundamentam
uma linha operativa de transformação da organização do processo de trabalho ou, ao menos,
eliminação ou redução dos riscos.
1 - Grupo Homogêneo
O grupo homogêneo é uma estrutura organizativa de base através da qual se realiza a d ireta
participação dos trabalhadores em tudo aquilo que esteja relacionado às suas condições de trabalho,
podendo ser destacado como a menor parte organizativa que mantém todas as características
específicas da classe trabalhadora.
Por Grupo Homogêneo se entende a menor unidade
social de trabalho existente em um setor ou área,
onde os trabalhadores estão submetidos às mesmas
condições, resultantes da organização do trabalho,
tendo em comum as suas atividades, os riscos e os
fatores de risco a eles relacionados.
O grupo homogêneo não deve ser criado por decisões burocráticas e sua constituição não
deve ser entendida como momento de desmembramento organizativo. A condição indi spensável é
que o grupo de trabalhadores se reconheça como c oletivo e aja como tal.
1 - ODDONE, Ivar et als. Ambiente de trabalho: a luta dos trabalhadores pela saúde . São Paulo:Hucitec,1986. pag. 53
Através da discussão sobre as próprias condições de trabalho e com a socialização das
experiências, é que cada trabalhador, em particular, descobre a dimensão social dos próprios
problemas. É por este processo - discussão e socialização - que a dimensão puramente individual da
condição de trabalho transforma-se em uma questão coletiva, que compromete todo o grupo na
busca de soluções. Um momento posterior, também unificador, é aquele quando se reúnem os
representantes dos grupos homogêneos.
No interior destes organismos é que se faz a análise completa do processo de trabalho e a
forma como está organizado, segundo a experiência dos trabalhadores. O objetivo é, num primeiro
momento, analisar como o trabalho compromete a integridade física e psíquica dos trabal hadores.
O critério usado pelo grupo homogêneo para prever riscos, ou identificar e avaliar fatores de
risco, é um critério epidemiológico, baseado na análise do potencial de ocorrência de um evento ou
a presença de um fenômeno desencadeador de danos no gr upo e não no individual. Portanto uma
abordagem de saúde coletiva, que torna este critério o de maior validade para o estudo da
nocividade no trabalho.
O grupo homogêneo não possui somente este instrumento científico, mas deve proc urar,
sempre através deste critério, individuar o risco ou fator de risco: ruído, benzeno, rítmo excessivo,
agressão ao meio ambiente etc. Por vezes não se tem êxito, mas isto não reduz, minimamente, o
valor desta pesquisa baseada na experiência do grupo, mas esta capacidade poten cial está sempre
presente em cada grupo homogêneo. Organizar, individuar, informar, e principalmente estimular o
grupo homogêneo é de fundamental importância para evidenciar as condições que os tr abalhadores
enfrentam no local de trabalho.
2 - Não Delegação
Não delegação significa, antes de tudo, um profundo convencimento dos trabalhadores e
suas representações, de não poder mais entregar a ninguém o controle sobre as suas cond ições de
trabalho.
Não delegação é a recusa, pelos trabalhadores e
suas representações, de repassar a outros as
responsabilidades que lhes são próprias.
A possibilidade de delegar a técnicos e instituições a busca de soluções para os pr oblemas
dos riscos no trabalho é sugerida pela objetividade da resposta dada por um instrumento de
mensuração. No entanto, por esta mesma possibilidade, não haverá “soluções técnicas” ao se
examinar outros fatores de nocividade que concorrem para determinar as condições de trabalho, os
quais apresentam características não mensuráveis por instrumentos. De fato, por esta ótica não
haverá alternativas ou “soluções técnicas” enquanto o desgaste físico e o desgaste psicológico,
provocados pela carga e pelo ritmo de trabalho, não forem quantific ados objetivamente. Portanto, o
único elemento que serve como parâmetro é o ser humano, aqueles homens e mulheres que
compõem o grupo de trabalhadores em um local de trab alho.
O julgamento feito pelos trabalhadores, através do grupo homogêneo, sobre a tolerab ilidade
do ritmo e da carga de trabalho e sobre a nocividade do a mbiente, é o elemento subjetivo que deve
ser introduzido na avaliação, negociação e transformação das condições de trabalho, pois, na
realidade, ele é o elemento científico que mais pode dar consistência à análise da nocividade no
trabalho. Neste sentido podemos dizer que a individuação e o julgamento do grupo homogêneo são
dados objetivos de uma objetividade muitas vezes negada ou ignorada pelo formalismo cientificista.
Isto não significa que se deve recusar a contribuição que a ciência pode e deve dar, ma s somente o
dado objetivo da ciência formal não é suficiente. Firma -se assim a necessidade de correlacionar a
objetividade científica com a objetividade do grupo, o qual deve assumir uma posição de referência
para os trabalhadores.
Não delegação também significa opor-se ao “direito patronal”, até há pouco tempo
incontestado, de organizar o processo de trabalho sem responsabilizar -se por resguardar a saúde
dos trabalhadores. Isto representa, por um lado, uma tomada de consciência de classe pelos
trabalhadores, mas, por outro lado, cria a exigência, para estes e suas representações, de serem
capazes de exercitarem autonomamente este controle e de proporem, com base na própria
experiência e naquela dos técnicos com eles comprometidos, novas formas e modos de o rganizar o
processo de trabalho tornando-o incapaz de gerar nocividade.
3 - Validação Consensual
A classe trabalhadora na defesa da sua saúde, afirma, com a não delegação, a própria
vontade de não demandar a outros a tarefa básica para a sua emancipação e identifica na validação
consensual uma modalidade para o exercício desta tarefa. A validação consensual est abelecida pelo
grupo homogêneo representa um ponto de referência para a ação preventiva, isso para todas as
suas fases de intervenção na organização e nas condições de trabalho: conhec imento, negociação e
controle.
Por validação consensual se entende o julgamento
sobre o nível de bem-estar ou de incômodo, de
tolerabilidade ou de intolerabilidade que uma
determinada situação de trabalho é expressa pelos
trabalhadores
A validação consensual do grupo de trabalhadores, que assume caráter excl usivo sobre os
riscos e fatores de risco para os quais não existem instrumentos de medição ou mesmo para os que
os têm, é o único instrumento científico capaz de julga r e medir, contemporaneamente, todos os
riscos e fatores nocivos presentes no ambiente de trabalho, colhendo, por si mesmo, a influência de
qualquer risco ou fator de risco a que o grupo está sujeito no trabalho. Some nte o trabalhador, ou
melhor, o grupo de trabalhadores, que vive em um determinado ambiente de trabalho e sob
determinadas condições oito horas ou mais por dia pode, portanto, validar a nocividade que este
ambiente provoca durante aquelas oito horas, ou mais, de exposição.
Não se trata aqui de fazer uma exaltação ou apologia do "espontaneísmo". Trata -se da
criação de um sistema eficiente, do ponto de vista científico, no qual a org anização no local de
trabalho e o sindicato devem assumir a responsabilidade de coordenar a ação dos diversos grupos
de trabalhadores, de tal modo que o conceito de grupo seja equivalente ao conceito de classe
trabalhadora. Do sindicato é que se espera o cumprimento da difícil tarefa de fazer com que a
validação consensual, inicialmente um instrumento de julgamento, ven ha a se constituir em um
instrumento de suporte para uma nova prática na ação sindical e para a implementação de uma
estratégia sindical alternativa à estratégia patronal.
O que caracteriza a validação consensual é ser interdependente e interagente com o c onceito
de não delegação. É importante deixar claro esta relação tanto para o grupo homogêneo, quanto
para os dirigentes sindicais e os técnicos. Não delegar e validação consensual constituem -se nos
elementos fundamentais para qualificar os técnicos que se ocupam dos problemas da saúde no
trabalho, ou seja, são os elementos que lhes restitui o papel apropriado e a função profissional
correta, distanciada dos condicionamentos patronais e científicos, bas eada em um amplo
conhecimento da realidade a qual se pr opõem a analisar; conhecimento este a dquirido através
daqueles que são os mais aptos na matéria, isto é, através dos trabalhadores que vivem
cotidianamente esta realidade, dia após dia, ano após ano.
III - CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS
O processo de análise, pelos trabalhadores, tanto do ambiente como das condições de
trabalho, fundamentado em uma concepção classista de atuação sindical, define e adota oito grupos
de risco, onde estão aglutinados, por categoria, diversos determinantes de nocivid ade no trabalho
que expressam as condições de trabalho no Brasil, às quais os trabalhadores estão sujeitos
cotidianamente. É importante salientar que o rol de fatores, citados em cada um dos grupos, são os
mais comuns e outros podem ser acrescentados.
Nos oito grupos de fatores estão representados os já tradicionais: físicos; químicos;
biológicos, que junto com os fatores de higiene compuseram um grupo de fatores biossan itários;
fadiga ou esforço que foram introduzidos em um grupo de fatores chamado de erg onômicos. A estes
grupos de fatores foi acrescentado um outro grupo vinculado ao desgaste mental prov ocado pela
organização do processo de trabalho, que foi chamado de fatores psicológicos. Dois outros grupos
refletem as especificidades brasileiras relativas aos acidentes n o trabalho e às condições de vida do
trabalhador, nominados respectivamente de fatores de segurança e soc iais. Por último foi criado um
grupo, fatores ambientais, que aglutinou os riscos ao meio ambiente externo decorrentes do
funcionamento de determinados processos produtivos e de determinadas formas de organização da
produção e do trabalho.
Grupo 1 - Fatores Físicos
Neste grupo estão aqueles fatores de risco específicos e característicos dos elementos e das
leis da física, encontráveis também fora do lo cal de trabalho. Fazem parte deste gr upo: temperatura,
iluminação, pressões anormais, radiação ionizante, radiação não ionizante, ruído, umidade,
ventilação, vibração e outros.
Uma característica destes fatores é poder medir sua intensidade através de inst rumentos.
Para alguns destes fatores existe uma faixa de valores físicos mensuráveis, índices de tolerância,
dentro da qual a exposição do ser humano é considerada biologicamente suportável, não estando
sujeito a danos físicos. São os casos de lux para ilu minação, graus Celsius ou centígrados para
temperatura, decibéis para pressão sonora etc.
Estes fatores podem se tornar nocivos através das exposições prolongadas provoc adas pela
organização do trabalho. A redução destes riscos ou dos danos a saúde é reali zada através de uma
nova forma de organização do trabalho que elimina ou limita, ao mínimo i ndispensável, a exposição
a estes fatores físicos, isto quando os mesmos assumem valores considerados n ocivos pelo grupo
homogêneo.
Os fatores físicos provocam vários agravos à saúde:
Calor: perda de sais, cãibras de calor, desidratação, prostração térmica, desmaio, choque térmico,
insolação, fadiga crônica, catarata, erupção de pele, queimad uras etc.
Frio: hiperemia da pele, bolhas, ulcerações rasas e descamação da pele, frostbite, fenômeno de
Raynaud, pé de imersão, urticária pelo frio etc.
Iluminação: fadiga visual, visão dupla, ofuscamento, perda de visão etc.
Pressões Anormais: embolia gasosa
Radiação Ionizante: diminuição de glóbulos brancos, radiodermite, leuce mia, câncer etc.
Radiação não Ionizante: alterações visuais, endócrinas , circulatórias e de pele, queimaduras,
lesão de retina, catarata, câncer de pele
Ruído: cansaço, tensão muscular, irritação, fadiga mental, problemas gástricos, ansiedade,
impotência sexual, hipertensão arterial, perda auditiva, surdez etc.
Umidade: dermatoses, doenças alérgicas; distúrbios pulmonares, reumatismo etc.
Ventilação: aumento da transpiração, etc.
Vibração: artroses, lesão óssea, formigamentos dos dedos, problemas circulató rios, alteração da
sensibilidade, alterações neurológicas etc.
Grupo 2 - Fatores Químicos
Neste grupo estão aqueles fatores gerados especificamente pelo uso ou manuseio de
substâncias ou produtos químicos existentes exclusivamente no processo de trabalho. São os gases,
fumos, vapores, névoas, poeiras etc.
O número de substâncias nocivas que hoje se encontram no ambiente de trabalho é
notavelmente grande se comparado ao passado recente. Às já conhecidas e tradicionais substâncias
nocivas como o chumbo, a sílica, o amianto, o benzeno, o mercúrio, se juntam uma enorme
quantidade de outros produtos químicos geradores de novos riscos para os trabalhad ores.
A identificação dos fatores deste grupo é ligada à exigência de que o grupo homogêneo
conheça quais substâncias e produtos são utilizados e quais são aquelas sintetizadas ou aqueles
produzidos durante o processo de trab alho.
Vários agravos a saúde podem ser provocados por fatores deste grupo:
Silicose: contaminação por sílica, com quadro de fibrose pulmonar irre versível e insuficiência
respiratória progressiva.
Asbestose: contaminação por amianto, com quadro de fibrose pulmonar irreversível e i nsuficiência
respiratória progressiva, sua expressão mais grave é o câncer de ple ura.
Saturnismo: intoxicação por chumbo, com quadros de distúrbios gastrointestinais, nefropatias e
encefalopatias
Hidrargirismo: intoxicação por mercúrio, que provoca nefropatia, distúrbios gastrointestinais,
lesões nos sistemas nervoso central e periférico, além de sua ação teratogên ica.
Manganismo: intoxicação por manganês, com um quadro de lesão neurológica progressiva e
irreversível semelhante à doença de Parkinson.
Benzenismo: intoxicação por benzeno, com alterações hematológicas como anemia e leuc openia,
aplasia medular e leucemia.
Dentre o grande número de produtos químicos nocivos, largamente utilizados na indústria,
deve ser destacado os Solventes: substâncias líquidas, voláteis, que pertencem a diversos grupos
químicos, utilizadas para extrair, deslocar, aplicar, tratar, dissolver outra s substâncias sem reagir
com elas.
Os solventes pertencem às seguintes classes químicas: álcoois, glicóis, cetonas, éteres,
ésteres, hidrocarbonetos aromáticos e alifáticos, aldeídos, amino -nitro-compostos e derivados
halogenados. Estas substâncias são bastante utilizadas em operações de desengr axe, fabricação e
uso de tintas e vernizes, fabricação e uso de colas, composição de combu stíveis, matérias-primas
para a fabricação de plásticos e explos ivos etc.
A ação destas substâncias se verifica principalmente por lesões no tecido hepático, causando
até tumores primários, e no sistema nervoso central onde provocam alterações psico -neurológicas.
Grupo 3 - Fatores Biossanitários
Este grupo abrange aqueles fatores de risco decorrentes da ação dos agentes biológico s:
vírus, bactérias, bacilos, fungos, animais etc., presentes em materiais biológicos, veic ulados por
seres animados (vetores) e por objetos contaminados. O risco de contaminação é agravado pela
precariedade das condições de asseio e higiene em espaços lab orais - vestiários, banheiros,
refeitórios, bebedouros etc. - as quais também podem existir no acondicionamento, transporte,
destino do lixo e na captação e tratamento de e sgoto.
Nos processos produtivos das indústrias alimentícias, farmacêuticas e de cosm éticos, os
trabalhadores manipulam materiais orgânicos como vísceras, ossos, soros que podem estar
contaminados e até algumas matérias orgânicas em estado de putrefação que são ut ilizadas como
matérias-primas. No setor de serviços, como os hospitais e labo ratórios, o contato com organismos
biológicos e materiais orgânicos é maior que em outros setores, aliás é inerente ao próprio trabalho.
Também os trabalhadores rurais estão sujeitos a serem picados por cobras, escorpiões ou atacados
por outros animais, além do contato com animais portadores de diversos tipos de afe cções.
Trabalhadores destes diversos setores estão sujeitos a vários agravos a sa úde:
Vírus: hepatite tipo B e AIDS em trabalhadores da saúde.
Bactérias: carbúnculo, em trabalhadores de couro, lã , crina e outros produtos animais.
Protozoários: malária, em trabalhadores na extração de madeira e em garimpos.
Fungos: blastomicose sul-americana, em trabalhadores rurais.
Parasitas: hidatidose, em trabalhadores de matadouro, magarefes, pastores.
Animais: mordeduras por cães em carteiros, coletores de lixo.
Refeitório: intoxicações alimentares como salmonelose, botulismo e por enterotox inas.
Lixo: infecções de pele, em geral, em trabalhadores que manuseiam lixo.
Esgoto: leptospirose, em trabalhadores de r edes de esgoto e escavação de túneis.
Banheiros, Vestiários e Bebedouros: estes locais, com más condições de asseio e higiene,
permitem a proliferação de microrganismos aumentando a probabilidade de contaminação dos
trabalhadores.
Grupo 4 - Fatores Psicológicos
Compreende as condições de trabalho, diferentes conforme as diversas formas de
organização, capazes de promover formas de desgaste e sofrimento mental que colocam o equilíbrio
psíquico sob ameaça, como as situações de risco de vida ou pressão intens a. Essas condições
criam um trabalho psiquicamente nocivo que leva a graves manifestações de e stresse, distúrbios,
doenças mentais e que devem e podem ser prevenidas, pois os danos às vezes são irreversíveis. É
o caso da atenção, monotonia, concentração, r epetitividade, responsabilidade, perigo iminente,
jornada, horas-extras, pressão da chefia, autoritarismo, ameaça de demissão, acúmulo de tarefas,
trabalho noturno, trabalho em turnos.
Estes fatores são também produtos do modo de produção capitalista, mais precisamente da
organização "científica" do processo de trabalho, na qual o trabalhador é reduzido a um simples
elemento ou recurso humano a ser controlado, com muito pouca ou nenhuma possibilidade de
criatividade, iniciativa ou autonomia.
O desgaste psicológico e o sofrimento mental, provocados por fatores deste grupo, não é
vinculado a uma causa direta imediata mas a um processo que se manifesta ao nível coletivo ou
individual.
Uma das características destes fatores é não poder ser mensurado, como os são , por
exemplo, os fatores físicos, através de uma unidade de medida como o lux, o decibel etc., a
projeção, a interpretação e a subjetividade, dentre outros, são os recursos de avaliação e anál ise.
A nocividade psicológica pode gerar, entres outros:
Alexitimia: estado psicológico que caracteriza -se pela incapacidade de discriminar e m anifestar
emoções; dificuldade de expressar sentimentos tomando por físicas as manifestações
emocionais.
Estresse: estado de saturação por desgaste constante no trabalho; princ ipais sintomas: lentidão
para resolver questões, cansaço, insônia, ansiedade aumentada.
Rebaixamento da auto-estima: estado psicológico que se caracteriza pelo sentimento de
inadequação, incapacidade, culpa, auto-depreciação.
O trabalho, um componente da construção e do desenvolvimento da espécie humana, não
deve superar o limite representado pela possibilidade, para o ser humano, de viver uma vida social
completa dentro e fora do local de trabalho, no contexto das vinte e quatro h oras, da semana, do
mês, do ano, da vida inteira.
Grupo 5 - Fatores Ergonômicos
São os fatores de risco ligados às atividades motrizes responsáveis pela ocorrência da fadiga
no ser humano, gerada pelo esforço das estruturas musculares e esqueléticas próprio da ação, uso
e gasto, no trabalho, respectivamente dos movimentos, da força e da energia do co rpo ou de seus
segmentos. É o caso do esforços físicos, das posturas corporais, dos movime ntos repetitivos, dos
ritmos de trabalho, das configurações do ambiente l aboral etc.
A fadiga anátomo-fisiológica pode ser reduzida graças ao desenvolvimento tecnológ ico e à
automação de máquinas e equipamentos, que cada vez mais rapidamente são incorporados nos
processos produtivos. A introdução de nova tecnologia ou automação, tanto de métodos co mo de
maquinários, equipamentos e suas utilizações, é um momento importante para os tr abalhadores e
seus sindicatos negociarem a transformação ou mudança cons eqüente do processo de trabalho e
assim evitar que se reduzam, também, os postos de trabalho, o em prego ou que piorem as
condições gerais de trabalho.
A fadiga anátomo-fisiológica normalmente apresenta uma recuperação após o repo uso diário.
Quando a fadiga é crônica, já não é suficiente o repouso diário, por isso se acum ulam o cansaço e a
fadiga residual.
Grupo 6 - Fatores de Segurança
São aqueles fatores de risco que comprometem a segurança dos trabalhadores nos locais de
trabalho e que são desencadeadores de acidentes. Estes fatores estão vinculados às cond ições das
máquinas, dos equipamentos, das ferramentas, das instalações elétricas, do piso, dos elevadores,
também de manuseio das substâncias e materiais inflamáveis e expl osivos etc.
Os meio de trabalho em sentido estrito, coisas ou conjunto de coisas que são interpostas
2
diretamente entre o trabalhador e o objeto sobre o qual trabalha, compreendem as máquinas,
2 - HARNECKER, Marta. Os conceitos elementares do materialismo histórico. 1ª ed. São Paulo: Global, 1973.pag. 30
ferramentas, equipamentos os quais geram diversos tipos de acidentes: aprisionamento, impacto,
projeção de partículas ou elementos, golpeamento etc. Desde a introdução da man ufatura estes
meios de trabalho foram projetados dentro da lógica capitalista, a da produtividade, não havendo,
portanto, nenhuma preocupação em apresentar projetos o nde a segurança do trabalhador fosse o
elemento constitutivo básico para a sua fabricação. Ainda hoje esta lógica prevalece, acrescida da
resistência do patronato em introduzir disp ositivo de segurança quando é detectada uma ameaça à
integridade física do trabalhador.
Os meios de trabalho em sentido amplo, condições materiais que, sem intervir dir etamente no
3
processo de transformação, são indispensáveis à realização destes , compreendem as oficinas, as
instalações, as edificações, as vias de circulação etc. A maneira como são projetados os ambientes
e as dependências de trabalho não levam em consideração as n ecessidades do fator humano no
trabalho, privilegiam “tecnicamente” os recursos tecnol ógicos e financeiros em detrimento do bem -
estar ou das condições humanas do trabalho hum ano.
Grupo 7 - Fatores Sociais
Este grupo engloba aqueles fatores de risco decorrent es das condições de vida enfrentadas
pelos trabalhadores, pois é na natureza social do processo de saúde/doença que se verifica o modo
característico de adoecer e morrer dos trabalhadores. Fazem parte deste grupos os fatores sociais
da saúde como: transporte, alimentação, lazer, moradia etc.
Os elementos estruturais importantes para a determinação social de quais são as
necessidades em uma comunidade de trabalhadores, derivam -se principalmente do processo de
trabalho. Isso mostra por que na análise da saúde é indissociável a esfera do social da esfera da
produção e porque é reducionismo economicista tratar o trabalho como um si mples processo gerador
de bens.
Núcleos habitacionais ou condomínios de funcionários, bairros operários e mesmo c idades,
construídos em função das unidades produtivas demonstram como o espaço social e stá organizado
segundo as necessidades do centro de trabalho: a escola tem o nome do patrão ou de sua
benemérita esposa; as crianças são educadas para reproduzirem a separação ideológica; o clube,
4
como espaço de lazer, promove a boa diversão; as sirenes e ap itos vem ferir os seus ouvidos
marcando o início e o fim dos turnos e impondo o ritmo da unidade aos arred ores.
O trabalho rural também é atingido por este poder coercitivo de organizaç ão do espaço
social, basta analisar a via dos bóias-frias: tem que se deslocar de um lugar a outro conforme as
necessidades sazonais do plantio e da colheita; suas moradias são os alojamentos de cada lugar
que trabalham; os preços se movimentam com eles, q uando chegam aumentam e quando saem
descem; isto sem levar em conta o trabalho escravo.
É certo que hoje, quando o trabalho perde sua especificidade e se torna facilmente
intercambiável, seu poder organizativo sobre a vida fora do centro de trabalho é meno s visível ainda
5
que não menos real.
Grupo 8 - Fatores Ambientais
Os fatores de risco ambientais são aqueles oriundos dos empreendimentos ou unidades
produtivas e que agridem o meio ambiente comprometendo o equilíbrio entre os fatores abiót icos e
os fatores bióticos, cujos efeitos atingem várias coletividades humanas, inclusive cons umidores.
Fazem parte deste grupo os rejeitos sólidos, os resíduos líquidos, dutos, transporte de produtos e
materiais etc.
O meio ambiente se converteu em uma das questões mai s predominantes na atualidade, pois
se trata de uma questão que também tem importância para as organizações sindicais. Os
sindicalistas estabeleceram uma forte conexão entre o local de trabalho e o meio externo,
considerando o meio ambiente como algo não d esligado do lugar de trabalho mas parte de um
mesmo todo. O nexo entre ambos afeta a quase todos os aspectos da atividade que se dese nvolve
no local de trabalho.
Nas páginas seguintes é apresentado, de forma esquemática, a proposta de metod ologia do
mapa de risco feita pelo INSTCUT e que foi definida com base nos estudos de campo realizados
junto com os trabalhadores da Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda (RJ) e na
Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa), em Cubatão (SP); além de grupos de trab alho e
3 - Ibidem.
4 - ROSA, Noel. Três Apitos.
5 LAURELL, Asa Cristina. Proceso de Trabajo y Salud. Cuadernos Políticos, n.º 17, 1978. pag. 60.
seminários com sindicalistas do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sindicato dos Metalúrgicos de
Vitória, Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas, Sindicato dos Metalú rgicos de Santos, Sindicato
dos Químicos do ABC, Sindicato dos Químicos de São Paul o, Sindicato dos Bancários de São Paulo
e técnicos (médico, engenheiro e psicólogo) da assessoria técnica da CUT ou vinculados ao serviço
público de saúde do trabalhador.
MAPA DE RISCO
O QUE É?
Um instrumento que representa o grupo
e os fatores de risco existentes em um
setor de trabalho ou em toda a empresa.
PARA QUE SERVE?
Serve como base para a discussão, de
modo concreto, com todos os
trabalhadores, sobre os riscos no
trabalho.
QUEM O FAZ?
O mapa é construído com a participação
dos trabalhadores através dos grupos
homogêneos, organizados e
acompanhados por uma Comissão
Coordenadora composta pela
Organização no Local de Trabalho
(OLT) e Sindicato.
COMO SE FAZ?
Assinalando, de forma clara, na planta
ou croqui de cada setor ou de toda a
empresa, os riscos ou fatores de risco,
conforme os oito grupos de fatores .
QUAIS RISCOS?
Aqueles validados consensualmente
pelos grupos homogêneos e
sistematizados pela Comissão
Coordenadora, dando prioridade aos
mais graves e com maior freqüência.
COM QUAL MÉTODO?
1) Registrando, diferentemente por grupos, os fatores de
risco e utilizando para isso círculos e cores.
Grupo 1 = Físicos
Grupo 2 = Químicos
Grupo 3 = Biossanitários
Grupo 4 = Psicológicos
Grupo 5 = Ergonômicos
Grupo 6 = Segurança
Grupo 7 = Sociais
Grupo 8 = Ambientais
2) Ao final, o mapa registrará os fatores de risco existentes no setor de
trabalho e deverá indicar, por prioridades, aqueles a serem
eliminados.
3) Com os fatores de risco já definidos e priorizados, deverá ser
imediatamente consubstanciado o mapa do setor através de: análise dos
dados registrados pela OLT, pela empresa e por outras fontes;
correlação entre os riscos e os danos; levantamento dos danos já
ocorridos; consulta a estudos e pesquisas sobre os riscos existentes,
principalmente os priorizados.
4) Neste trabalho de mapeamento de risco devem participar todos os
trabalhadores, seja através do grupo homogêneo, seja através de
questionários, entrevistas ou outras formas de informação e consu lta.
COMO?
1) Descrevendo e representando a
organização do trabalho de cada setor;
2) Analisando o porque está assim organizado o
trabalho;
3) Levantando a nocividade existente através dos
grupos de fatores de risco;
4) Registrando a situação epidemiológica de cada setor e
de toda a empresa;
5) Propondo correções ou transformações com caráter
preventivo.
6) Compilando o levantamento e as informações dos grupos
homogêneos:
Para correlacionar os riscos, os fatores de risco e os danos;
Para qualificar com precisão os danos relatados pelos
trabalhadores, de modo a poder determinar quais controles
servirão a uma prevenção;
Como deve ser desenvolvido o estudo, a investigação ou a
pesquisa sobre os riscos ou fatores de risco presentes em
cada setor, na empresa e no meio ambiente;
Como devem ser desenvolvidos estudos, investigações ou
pesquisas sobre os danos aos trabalhadores, à população, à
comunidade.
GRUPOS DE FATORES DE RISCO
GRUPO 1 ▬ FÍSICOS ▬
iluminação, ruído, vibrações, umidade, calor, frio, ventilação, pressões anormais, radiações.
GRUPO 2 ▬- QUÍMICOS ▬-
poeiras, fumos, gases, névoas, neblinas, vapores, substâncias, compostos ou produtos
químicos.
GRUPO 3 ▬ BIOSSANITÁRIOS ▬
vírus, bactérias, protozoários, fungos, bacilos, parasitas, animais, refeitório, bebedouros,
banheiros, vestiários, caixa d água, estocagem, lixo, esgoto.
GRUPO 4 ▬ PSICOLÓGICOS ▬
pausas, atenção, monotonia, concentração, repetitividade, responsabilidade, jornada, horas -
extras, pressão da chefia, acúmulo de tarefas, trabalho noturno, trabalho em turnos.
GRUPO 5 ▬ ERGONÔMICOS ▬
esforço físico ou muscular, posturas corporais, movimentos repetitivos, arranjo do ambiente,
ritmo de trabalho.
GRUPO 6 ▬ SEGURANÇA ▬
equipamentos, máquinas, ferramentas, instalações elétricas, piso, elevadores, inflamáveis,
explosivos, sinalização, locomoção de materiais e produtos, empilhamento, edificações.
GRUPO 7 ▬ SOCIAIS ▬
alimentação, lazer, moradia, transporte, educação, creche, assistência a saúde, saneamento.
GRUPO 8 ▬ AMBIENTAIS ▬
rejeitos sólidos, resíduos líquidos, reservatórios, dutos, transporte de produtos e de
materiais.
INDICAÇÃO DOS RISCOS
RUI - ruído ESF - esforço físico
BEN - benzeno FER - ferramenta
VIR - vírus CRE - creche
MON - monotonia RES - reservatório
INTENSIDADE DO RISCO
POUCA MÉDIA MUITA EXCESSIVA
+ ++ +++ ++++
NÚMERO DE TRABALHADORES EXPOSTOS
15
30
RUI RUI 45
RUI
60
lo: 60 trabalhadores
RUI expostos a ruído
com intensidade excessiva (++++)
REGISTRO DOS FATORES DE RISCO
Mapa nº__________ Setor___________________________________________________________Data ____/____/____
GRUPO FATOR DE RISCO FONTE Nº TEMPO INTENSIDAD AVALIAÇÃO DO OCORRÊNCI
GERADORA TRAB. DE EXP. E DO RISCO FATOR DE A DE DANOS
EXP. RISCO
REGISTRO DOS DANOS
Mapa nº__________ Setor______________________________________ Nº Trabalhadores __________Data ____/____/____
GRUPO FATOR DE FONTE OU SINTOMAS Nº DOENÇAS Nº ACIDENTES Nº DE
RISCO LOCAL DE DE TRAB
TRA TRA .
B. B.
GRUPOS DE TRABALHO POR SETOR
Nas reuniões dos Grupos Homogêneos os trabalhadores poderão apresenta r, em
ordem de prioridade, as propostas para modificação do ambiente de trabalho. Visando a
redução ou eliminação dos riscos, estas prioridades comprometerão, através de negociações
específicas, a direção da empresa em uma atuação concr eta para a solução dos problemas.
A empresa poderá fazer isto usando técnicos próprios ou contratando técnicos,
instituições, entidades ou empresas particulares. Em todo este trabalho deve haver um
acompanhamento e controle pelo Grupo Homogêneo, Organização no Local de
Trabalho (OLT) e Sindicato.
Às vezes, porém, entende-se que a proposta do Grupo Homogêneo é muito genérica
ou que não há garantias suficientes que façam esperar uma solução do problema. Neste
caso, pode ser acrescentado ao trabalho feito pelo Grupo Homogêneo uma análise ou
estudo, realizado por um grupo de trabalho composto por membros da Organização por
Local de Trabalho, do Sindicato e do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e
Medicina do Trabalho (SESMT).
A análise ou estudo feito pelo grupo de trabalho envolverá:
Processos, organização do trabalho e riscos prioritários;
Experiências ocorridas em empresas da região;
Experiências ocorridas a nível nacional e internacional.
Antes de tudo, isto se realiza no momento em que se constituem os grupos de
trabalho por atividades e riscos prioritários, como: pintura, cromeação, ruído de prensa,
chumbo, benzeno, sílica etc.
Constituído o grupo de trabalho por risco prioritário, procede -se a averiguação da
organização do trabalho — matéria-prima e serviço, produtos e serviços intermediários,
equipamentos/máquinas e instrumentos/ferramentas, produtos e serviços finais, estrutura
organizacional, estrutura funcional — para poder, assim, analisar as propostas de
transformação ou correção e sua implementação.
Este é um exemplo de como utilizar a troca de experiência. Com ele é possível
constatar que existem diversas formas de organizar o trabalho de mapeamento, pois se trata
de uma metodologia, e que em formas semelhantes de organização do trabalho podem ser
encontrados, diferentemente, maiores ou menores riscos.
Portanto, é importante constituir os grupos de trabalho para encaminhar e dirigir os
estudos ou análises comparativas sobre as soluções propostas, recuperando e tornando
positivas as experiências dos trabalhadores nas correções ou transformações do trabalho,
tendo presente ser esta uma participação ativa e organiz ada.
Mapa
de Risco
MATÉRIA-PRIMA
SERVIÇO
PRODUTOS INTERMEDIÁRIOS
SERVIÇOS INTERMEDIÁRIOS
SUAS UTILIZAÇÕES
EQUIPAMENTOS/MÁQUINAS
INSTRUMENTOS/FERRAMENTAS
Mapa do Setor
por PRODUTO FINAL
Grupo Homogêneo PRODUTOS FINAIS
SERVIÇOS
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
(ORGANOGRAMA)
ESTRUTURA FUNCIONAL
(CARGOS E FUNÇÕES)
* Experiência de
Proposta Grupo de Trabalho outras
empresas
de Correção para cada congêneres
ou Transformação risco
* Experiências
Nacionais
* Experiências
Internacionais
PARA A ORGANIZAÇÃO
* DO TRABALHO NO SETOR
* DO TRABALHO NA EMPRESA
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