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12/4/2011
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MAPA



DE



RISCO*









LUIZ HUMBERTO SIVIERI **









* Extraído do texto SIVIERI, Luiz Humberto. Saúde no Trabalho e Mapeamento dos Riscos. In Saúde,

Meio Ambiente e Condições de Trabalho: conteúdos básicos para uma ação sindical . São Paulo:

Fundacentro/CUT, 1996. pags. 75-111. No texto original colaborou nos aspectos clínicos a Dra. Magda

Andreotti, médica sanitarista e do trabalho do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador da Freguesia

do Ó, da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.

** Psicólogo; com especializações em Psicologia do Trabalho (ISS/SP), Psicologia Social (PUC/SP) e Higiene

do Trabalho (FCMSC-SP/FSP-USP); mestrando de Psicologia Social (PUC/SP); Professor e Supervisor de

Psicologia do Trabalho PUC/SP e UMC/MC; Assessor do INSTCUT..









- - 1

I - BREVE HISTÓRICO

As condições de trabalho, historicamente, são fontes de risco geradoras de acidentes,

doenças, incapacidade e morte para os trabalhadores. Já em 1908 a COB (Central Operária

Brasileira) em seu primeiro jornal, denunciava um ac idente vitimando trabalhadores que construíam

muros de arrimo na cidade de São Paulo, também alertava os trabalhadores para os ri scos que

enfrentavam e exigia dos empregadores a adoção de medidas que gara ntissem melhores condições

de trabalho. Hoje, mais do que nunca, o conhecimento científico e técn ico pode ser um instrumento

valioso na prevenção dos riscos e na avaliação das co ndições de trabalho, causas determinantes de

danos à saúde dos trabalhadores.

No final dos anos 60 e início da década de 70 o movi mento sindical italiano definiu como uma

de suas prioridades a luta pela democratização dos locais de trabalho e a defesa da saúde no

trabalho, isto porque os anos 60 na Itália apresentavam um gravíssimo quadro da falta de condições

de trabalho, 7 mortes por dia. A ação sindical foi dirigida ao controle do processo de trabalho e à

conquista de um poder real dos trabalhadores, de suas representações nos locais de trabalho e dos

sindicatos, na busca de soluções para os graves problemas da n ocividade, objetivando transformar o

local de trabalho em um ambiente seguro e um espaço d emocrático.

Trabalhadores, Conselhos de Fábrica, Sindicatos e técnicos se aliaram desenvolve ndo uma

metodologia de intervenção nas condições de trabalho que veio a ser chamada de M odelo Operário

Italiano, o qual se baseia em três princípios: grupo homogêneo, não delegação e validação

consensual. Concretamente criaram uma técnica de amostragem ou esquema de análise ch amada

Mapa de Risco.

1No Brasil a metodologia começou a ser utilizada no início dos anos 80 com a troca de

experiência entre sindicalistas e técnicos brasileiros e italianos e, de forma mais sistem ática, a partir

de 1990 através do INSTCUT, que desenvolveu, com base em estudos práticos, a metodologia do

mapa de risco tendo com o referência a experiência sindical italiana.

O mapa de risco é uma representação gráfica (esboço, croqui, layout ou outro), de uma das

partes ou de todo o processo produtivo da empresa, onde se registram os riscos e fatores de risco a

que os trabalhadores estão sujeitos e que são vinculados, direta ou indiretamente, ao processo e

organização do trabalho e às condições de trabalho.

O registro dos fatores de risco no desenho deve ser feito da forma mais simples possível,

para que seja facilmente entendido por todos aqueles que o consultarem. Os riscos e fat ores de

risco podem ser registrados através de figuras, cores, ou outros símbolos que os trabalhadores

considerarem a forma mais fácil de ser entendida. A representação adotada deve ser compreendida

e usada por todos, de forma a tornar homogêneo os registros e as anál ises.





II – PRINCÍPIOS DO MAPA DE RISCO

A elaboração do mapa de risco como uma alternativa sindical que se sustente na máxima

participação e decisão dos trabalhadores, deve levar em conta alguns princípios que fundamentam

uma linha operativa de transformação da organização do processo de trabalho ou, ao menos,

eliminação ou redução dos riscos.

1 - Grupo Homogêneo

O grupo homogêneo é uma estrutura organizativa de base através da qual se realiza a d ireta

participação dos trabalhadores em tudo aquilo que esteja relacionado às suas condições de trabalho,

podendo ser destacado como a menor parte organizativa que mantém todas as características

específicas da classe trabalhadora.

Por Grupo Homogêneo se entende a menor unidade

social de trabalho existente em um setor ou área,

onde os trabalhadores estão submetidos às mesmas

condições, resultantes da organização do trabalho,

tendo em comum as suas atividades, os riscos e os

fatores de risco a eles relacionados.



O grupo homogêneo não deve ser criado por decisões burocráticas e sua constituição não

deve ser entendida como momento de desmembramento organizativo. A condição indi spensável é

que o grupo de trabalhadores se reconheça como c oletivo e aja como tal.



1 - ODDONE, Ivar et als. Ambiente de trabalho: a luta dos trabalhadores pela saúde . São Paulo:Hucitec,1986. pag. 53

Através da discussão sobre as próprias condições de trabalho e com a socialização das

experiências, é que cada trabalhador, em particular, descobre a dimensão social dos próprios

problemas. É por este processo - discussão e socialização - que a dimensão puramente individual da

condição de trabalho transforma-se em uma questão coletiva, que compromete todo o grupo na

busca de soluções. Um momento posterior, também unificador, é aquele quando se reúnem os

representantes dos grupos homogêneos.

No interior destes organismos é que se faz a análise completa do processo de trabalho e a

forma como está organizado, segundo a experiência dos trabalhadores. O objetivo é, num primeiro

momento, analisar como o trabalho compromete a integridade física e psíquica dos trabal hadores.

O critério usado pelo grupo homogêneo para prever riscos, ou identificar e avaliar fatores de

risco, é um critério epidemiológico, baseado na análise do potencial de ocorrência de um evento ou

a presença de um fenômeno desencadeador de danos no gr upo e não no individual. Portanto uma

abordagem de saúde coletiva, que torna este critério o de maior validade para o estudo da

nocividade no trabalho.

O grupo homogêneo não possui somente este instrumento científico, mas deve proc urar,

sempre através deste critério, individuar o risco ou fator de risco: ruído, benzeno, rítmo excessivo,

agressão ao meio ambiente etc. Por vezes não se tem êxito, mas isto não reduz, minimamente, o

valor desta pesquisa baseada na experiência do grupo, mas esta capacidade poten cial está sempre

presente em cada grupo homogêneo. Organizar, individuar, informar, e principalmente estimular o

grupo homogêneo é de fundamental importância para evidenciar as condições que os tr abalhadores

enfrentam no local de trabalho.



2 - Não Delegação

Não delegação significa, antes de tudo, um profundo convencimento dos trabalhadores e

suas representações, de não poder mais entregar a ninguém o controle sobre as suas cond ições de

trabalho.



Não delegação é a recusa, pelos trabalhadores e

suas representações, de repassar a outros as

responsabilidades que lhes são próprias.





A possibilidade de delegar a técnicos e instituições a busca de soluções para os pr oblemas

dos riscos no trabalho é sugerida pela objetividade da resposta dada por um instrumento de

mensuração. No entanto, por esta mesma possibilidade, não haverá “soluções técnicas” ao se

examinar outros fatores de nocividade que concorrem para determinar as condições de trabalho, os

quais apresentam características não mensuráveis por instrumentos. De fato, por esta ótica não

haverá alternativas ou “soluções técnicas” enquanto o desgaste físico e o desgaste psicológico,

provocados pela carga e pelo ritmo de trabalho, não forem quantific ados objetivamente. Portanto, o

único elemento que serve como parâmetro é o ser humano, aqueles homens e mulheres que

compõem o grupo de trabalhadores em um local de trab alho.

O julgamento feito pelos trabalhadores, através do grupo homogêneo, sobre a tolerab ilidade

do ritmo e da carga de trabalho e sobre a nocividade do a mbiente, é o elemento subjetivo que deve

ser introduzido na avaliação, negociação e transformação das condições de trabalho, pois, na

realidade, ele é o elemento científico que mais pode dar consistência à análise da nocividade no

trabalho. Neste sentido podemos dizer que a individuação e o julgamento do grupo homogêneo são

dados objetivos de uma objetividade muitas vezes negada ou ignorada pelo formalismo cientificista.

Isto não significa que se deve recusar a contribuição que a ciência pode e deve dar, ma s somente o

dado objetivo da ciência formal não é suficiente. Firma -se assim a necessidade de correlacionar a

objetividade científica com a objetividade do grupo, o qual deve assumir uma posição de referência

para os trabalhadores.

Não delegação também significa opor-se ao “direito patronal”, até há pouco tempo

incontestado, de organizar o processo de trabalho sem responsabilizar -se por resguardar a saúde

dos trabalhadores. Isto representa, por um lado, uma tomada de consciência de classe pelos

trabalhadores, mas, por outro lado, cria a exigência, para estes e suas representações, de serem

capazes de exercitarem autonomamente este controle e de proporem, com base na própria

experiência e naquela dos técnicos com eles comprometidos, novas formas e modos de o rganizar o

processo de trabalho tornando-o incapaz de gerar nocividade.

3 - Validação Consensual

A classe trabalhadora na defesa da sua saúde, afirma, com a não delegação, a própria

vontade de não demandar a outros a tarefa básica para a sua emancipação e identifica na validação

consensual uma modalidade para o exercício desta tarefa. A validação consensual est abelecida pelo

grupo homogêneo representa um ponto de referência para a ação preventiva, isso para todas as

suas fases de intervenção na organização e nas condições de trabalho: conhec imento, negociação e

controle.

Por validação consensual se entende o julgamento

sobre o nível de bem-estar ou de incômodo, de

tolerabilidade ou de intolerabilidade que uma

determinada situação de trabalho é expressa pelos

trabalhadores



A validação consensual do grupo de trabalhadores, que assume caráter excl usivo sobre os

riscos e fatores de risco para os quais não existem instrumentos de medição ou mesmo para os que

os têm, é o único instrumento científico capaz de julga r e medir, contemporaneamente, todos os

riscos e fatores nocivos presentes no ambiente de trabalho, colhendo, por si mesmo, a influência de

qualquer risco ou fator de risco a que o grupo está sujeito no trabalho. Some nte o trabalhador, ou

melhor, o grupo de trabalhadores, que vive em um determinado ambiente de trabalho e sob

determinadas condições oito horas ou mais por dia pode, portanto, validar a nocividade que este

ambiente provoca durante aquelas oito horas, ou mais, de exposição.

Não se trata aqui de fazer uma exaltação ou apologia do "espontaneísmo". Trata -se da

criação de um sistema eficiente, do ponto de vista científico, no qual a org anização no local de

trabalho e o sindicato devem assumir a responsabilidade de coordenar a ação dos diversos grupos

de trabalhadores, de tal modo que o conceito de grupo seja equivalente ao conceito de classe

trabalhadora. Do sindicato é que se espera o cumprimento da difícil tarefa de fazer com que a

validação consensual, inicialmente um instrumento de julgamento, ven ha a se constituir em um

instrumento de suporte para uma nova prática na ação sindical e para a implementação de uma

estratégia sindical alternativa à estratégia patronal.

O que caracteriza a validação consensual é ser interdependente e interagente com o c onceito

de não delegação. É importante deixar claro esta relação tanto para o grupo homogêneo, quanto

para os dirigentes sindicais e os técnicos. Não delegar e validação consensual constituem -se nos

elementos fundamentais para qualificar os técnicos que se ocupam dos problemas da saúde no

trabalho, ou seja, são os elementos que lhes restitui o papel apropriado e a função profissional

correta, distanciada dos condicionamentos patronais e científicos, bas eada em um amplo

conhecimento da realidade a qual se pr opõem a analisar; conhecimento este a dquirido através

daqueles que são os mais aptos na matéria, isto é, através dos trabalhadores que vivem

cotidianamente esta realidade, dia após dia, ano após ano.





III - CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS

O processo de análise, pelos trabalhadores, tanto do ambiente como das condições de

trabalho, fundamentado em uma concepção classista de atuação sindical, define e adota oito grupos

de risco, onde estão aglutinados, por categoria, diversos determinantes de nocivid ade no trabalho

que expressam as condições de trabalho no Brasil, às quais os trabalhadores estão sujeitos

cotidianamente. É importante salientar que o rol de fatores, citados em cada um dos grupos, são os

mais comuns e outros podem ser acrescentados.

Nos oito grupos de fatores estão representados os já tradicionais: físicos; químicos;

biológicos, que junto com os fatores de higiene compuseram um grupo de fatores biossan itários;

fadiga ou esforço que foram introduzidos em um grupo de fatores chamado de erg onômicos. A estes

grupos de fatores foi acrescentado um outro grupo vinculado ao desgaste mental prov ocado pela

organização do processo de trabalho, que foi chamado de fatores psicológicos. Dois outros grupos

refletem as especificidades brasileiras relativas aos acidentes n o trabalho e às condições de vida do

trabalhador, nominados respectivamente de fatores de segurança e soc iais. Por último foi criado um

grupo, fatores ambientais, que aglutinou os riscos ao meio ambiente externo decorrentes do

funcionamento de determinados processos produtivos e de determinadas formas de organização da

produção e do trabalho.

Grupo 1 - Fatores Físicos

Neste grupo estão aqueles fatores de risco específicos e característicos dos elementos e das

leis da física, encontráveis também fora do lo cal de trabalho. Fazem parte deste gr upo: temperatura,

iluminação, pressões anormais, radiação ionizante, radiação não ionizante, ruído, umidade,

ventilação, vibração e outros.

Uma característica destes fatores é poder medir sua intensidade através de inst rumentos.

Para alguns destes fatores existe uma faixa de valores físicos mensuráveis, índices de tolerância,

dentro da qual a exposição do ser humano é considerada biologicamente suportável, não estando

sujeito a danos físicos. São os casos de lux para ilu minação, graus Celsius ou centígrados para

temperatura, decibéis para pressão sonora etc.

Estes fatores podem se tornar nocivos através das exposições prolongadas provoc adas pela

organização do trabalho. A redução destes riscos ou dos danos a saúde é reali zada através de uma

nova forma de organização do trabalho que elimina ou limita, ao mínimo i ndispensável, a exposição

a estes fatores físicos, isto quando os mesmos assumem valores considerados n ocivos pelo grupo

homogêneo.

Os fatores físicos provocam vários agravos à saúde:

 Calor: perda de sais, cãibras de calor, desidratação, prostração térmica, desmaio, choque térmico,

insolação, fadiga crônica, catarata, erupção de pele, queimad uras etc.

 Frio: hiperemia da pele, bolhas, ulcerações rasas e descamação da pele, frostbite, fenômeno de

Raynaud, pé de imersão, urticária pelo frio etc.

 Iluminação: fadiga visual, visão dupla, ofuscamento, perda de visão etc.

 Pressões Anormais: embolia gasosa

 Radiação Ionizante: diminuição de glóbulos brancos, radiodermite, leuce mia, câncer etc.

 Radiação não Ionizante: alterações visuais, endócrinas , circulatórias e de pele, queimaduras,

lesão de retina, catarata, câncer de pele

 Ruído: cansaço, tensão muscular, irritação, fadiga mental, problemas gástricos, ansiedade,

impotência sexual, hipertensão arterial, perda auditiva, surdez etc.

 Umidade: dermatoses, doenças alérgicas; distúrbios pulmonares, reumatismo etc.

 Ventilação: aumento da transpiração, etc.

 Vibração: artroses, lesão óssea, formigamentos dos dedos, problemas circulató rios, alteração da

sensibilidade, alterações neurológicas etc.



Grupo 2 - Fatores Químicos

Neste grupo estão aqueles fatores gerados especificamente pelo uso ou manuseio de

substâncias ou produtos químicos existentes exclusivamente no processo de trabalho. São os gases,

fumos, vapores, névoas, poeiras etc.

O número de substâncias nocivas que hoje se encontram no ambiente de trabalho é

notavelmente grande se comparado ao passado recente. Às já conhecidas e tradicionais substâncias

nocivas como o chumbo, a sílica, o amianto, o benzeno, o mercúrio, se juntam uma enorme

quantidade de outros produtos químicos geradores de novos riscos para os trabalhad ores.

A identificação dos fatores deste grupo é ligada à exigência de que o grupo homogêneo

conheça quais substâncias e produtos são utilizados e quais são aquelas sintetizadas ou aqueles

produzidos durante o processo de trab alho.

Vários agravos a saúde podem ser provocados por fatores deste grupo:

 Silicose: contaminação por sílica, com quadro de fibrose pulmonar irre versível e insuficiência

respiratória progressiva.

 Asbestose: contaminação por amianto, com quadro de fibrose pulmonar irreversível e i nsuficiência

respiratória progressiva, sua expressão mais grave é o câncer de ple ura.

 Saturnismo: intoxicação por chumbo, com quadros de distúrbios gastrointestinais, nefropatias e

encefalopatias

 Hidrargirismo: intoxicação por mercúrio, que provoca nefropatia, distúrbios gastrointestinais,

lesões nos sistemas nervoso central e periférico, além de sua ação teratogên ica.

 Manganismo: intoxicação por manganês, com um quadro de lesão neurológica progressiva e

irreversível semelhante à doença de Parkinson.

 Benzenismo: intoxicação por benzeno, com alterações hematológicas como anemia e leuc openia,

aplasia medular e leucemia.



Dentre o grande número de produtos químicos nocivos, largamente utilizados na indústria,

deve ser destacado os Solventes: substâncias líquidas, voláteis, que pertencem a diversos grupos

químicos, utilizadas para extrair, deslocar, aplicar, tratar, dissolver outra s substâncias sem reagir

com elas.

Os solventes pertencem às seguintes classes químicas: álcoois, glicóis, cetonas, éteres,

ésteres, hidrocarbonetos aromáticos e alifáticos, aldeídos, amino -nitro-compostos e derivados

halogenados. Estas substâncias são bastante utilizadas em operações de desengr axe, fabricação e

uso de tintas e vernizes, fabricação e uso de colas, composição de combu stíveis, matérias-primas

para a fabricação de plásticos e explos ivos etc.

A ação destas substâncias se verifica principalmente por lesões no tecido hepático, causando

até tumores primários, e no sistema nervoso central onde provocam alterações psico -neurológicas.



Grupo 3 - Fatores Biossanitários

Este grupo abrange aqueles fatores de risco decorrentes da ação dos agentes biológico s:

vírus, bactérias, bacilos, fungos, animais etc., presentes em materiais biológicos, veic ulados por

seres animados (vetores) e por objetos contaminados. O risco de contaminação é agravado pela

precariedade das condições de asseio e higiene em espaços lab orais - vestiários, banheiros,

refeitórios, bebedouros etc. - as quais também podem existir no acondicionamento, transporte,

destino do lixo e na captação e tratamento de e sgoto.

Nos processos produtivos das indústrias alimentícias, farmacêuticas e de cosm éticos, os

trabalhadores manipulam materiais orgânicos como vísceras, ossos, soros que podem estar

contaminados e até algumas matérias orgânicas em estado de putrefação que são ut ilizadas como

matérias-primas. No setor de serviços, como os hospitais e labo ratórios, o contato com organismos

biológicos e materiais orgânicos é maior que em outros setores, aliás é inerente ao próprio trabalho.

Também os trabalhadores rurais estão sujeitos a serem picados por cobras, escorpiões ou atacados

por outros animais, além do contato com animais portadores de diversos tipos de afe cções.

Trabalhadores destes diversos setores estão sujeitos a vários agravos a sa úde:

 Vírus: hepatite tipo B e AIDS em trabalhadores da saúde.

 Bactérias: carbúnculo, em trabalhadores de couro, lã , crina e outros produtos animais.

 Protozoários: malária, em trabalhadores na extração de madeira e em garimpos.

 Fungos: blastomicose sul-americana, em trabalhadores rurais.

 Parasitas: hidatidose, em trabalhadores de matadouro, magarefes, pastores.

 Animais: mordeduras por cães em carteiros, coletores de lixo.

 Refeitório: intoxicações alimentares como salmonelose, botulismo e por enterotox inas.

 Lixo: infecções de pele, em geral, em trabalhadores que manuseiam lixo.

 Esgoto: leptospirose, em trabalhadores de r edes de esgoto e escavação de túneis.

 Banheiros, Vestiários e Bebedouros: estes locais, com más condições de asseio e higiene,

permitem a proliferação de microrganismos aumentando a probabilidade de contaminação dos

trabalhadores.

Grupo 4 - Fatores Psicológicos

Compreende as condições de trabalho, diferentes conforme as diversas formas de

organização, capazes de promover formas de desgaste e sofrimento mental que colocam o equilíbrio

psíquico sob ameaça, como as situações de risco de vida ou pressão intens a. Essas condições

criam um trabalho psiquicamente nocivo que leva a graves manifestações de e stresse, distúrbios,

doenças mentais e que devem e podem ser prevenidas, pois os danos às vezes são irreversíveis. É

o caso da atenção, monotonia, concentração, r epetitividade, responsabilidade, perigo iminente,

jornada, horas-extras, pressão da chefia, autoritarismo, ameaça de demissão, acúmulo de tarefas,

trabalho noturno, trabalho em turnos.

Estes fatores são também produtos do modo de produção capitalista, mais precisamente da

organização "científica" do processo de trabalho, na qual o trabalhador é reduzido a um simples

elemento ou recurso humano a ser controlado, com muito pouca ou nenhuma possibilidade de

criatividade, iniciativa ou autonomia.

O desgaste psicológico e o sofrimento mental, provocados por fatores deste grupo, não é

vinculado a uma causa direta imediata mas a um processo que se manifesta ao nível coletivo ou

individual.

Uma das características destes fatores é não poder ser mensurado, como os são , por

exemplo, os fatores físicos, através de uma unidade de medida como o lux, o decibel etc., a

projeção, a interpretação e a subjetividade, dentre outros, são os recursos de avaliação e anál ise.

A nocividade psicológica pode gerar, entres outros:

 Alexitimia: estado psicológico que caracteriza -se pela incapacidade de discriminar e m anifestar

emoções; dificuldade de expressar sentimentos tomando por físicas as manifestações

emocionais.

 Estresse: estado de saturação por desgaste constante no trabalho; princ ipais sintomas: lentidão

para resolver questões, cansaço, insônia, ansiedade aumentada.

 Rebaixamento da auto-estima: estado psicológico que se caracteriza pelo sentimento de

inadequação, incapacidade, culpa, auto-depreciação.

O trabalho, um componente da construção e do desenvolvimento da espécie humana, não

deve superar o limite representado pela possibilidade, para o ser humano, de viver uma vida social

completa dentro e fora do local de trabalho, no contexto das vinte e quatro h oras, da semana, do

mês, do ano, da vida inteira.



Grupo 5 - Fatores Ergonômicos

São os fatores de risco ligados às atividades motrizes responsáveis pela ocorrência da fadiga

no ser humano, gerada pelo esforço das estruturas musculares e esqueléticas próprio da ação, uso

e gasto, no trabalho, respectivamente dos movimentos, da força e da energia do co rpo ou de seus

segmentos. É o caso do esforços físicos, das posturas corporais, dos movime ntos repetitivos, dos

ritmos de trabalho, das configurações do ambiente l aboral etc.



A fadiga anátomo-fisiológica pode ser reduzida graças ao desenvolvimento tecnológ ico e à

automação de máquinas e equipamentos, que cada vez mais rapidamente são incorporados nos

processos produtivos. A introdução de nova tecnologia ou automação, tanto de métodos co mo de

maquinários, equipamentos e suas utilizações, é um momento importante para os tr abalhadores e

seus sindicatos negociarem a transformação ou mudança cons eqüente do processo de trabalho e

assim evitar que se reduzam, também, os postos de trabalho, o em prego ou que piorem as

condições gerais de trabalho.

A fadiga anátomo-fisiológica normalmente apresenta uma recuperação após o repo uso diário.

Quando a fadiga é crônica, já não é suficiente o repouso diário, por isso se acum ulam o cansaço e a

fadiga residual.



Grupo 6 - Fatores de Segurança

São aqueles fatores de risco que comprometem a segurança dos trabalhadores nos locais de

trabalho e que são desencadeadores de acidentes. Estes fatores estão vinculados às cond ições das

máquinas, dos equipamentos, das ferramentas, das instalações elétricas, do piso, dos elevadores,

também de manuseio das substâncias e materiais inflamáveis e expl osivos etc.

Os meio de trabalho em sentido estrito, coisas ou conjunto de coisas que são interpostas

2

diretamente entre o trabalhador e o objeto sobre o qual trabalha, compreendem as máquinas,



2 - HARNECKER, Marta. Os conceitos elementares do materialismo histórico. 1ª ed. São Paulo: Global, 1973.pag. 30

ferramentas, equipamentos os quais geram diversos tipos de acidentes: aprisionamento, impacto,

projeção de partículas ou elementos, golpeamento etc. Desde a introdução da man ufatura estes

meios de trabalho foram projetados dentro da lógica capitalista, a da produtividade, não havendo,

portanto, nenhuma preocupação em apresentar projetos o nde a segurança do trabalhador fosse o

elemento constitutivo básico para a sua fabricação. Ainda hoje esta lógica prevalece, acrescida da

resistência do patronato em introduzir disp ositivo de segurança quando é detectada uma ameaça à

integridade física do trabalhador.

Os meios de trabalho em sentido amplo, condições materiais que, sem intervir dir etamente no

3

processo de transformação, são indispensáveis à realização destes , compreendem as oficinas, as

instalações, as edificações, as vias de circulação etc. A maneira como são projetados os ambientes

e as dependências de trabalho não levam em consideração as n ecessidades do fator humano no

trabalho, privilegiam “tecnicamente” os recursos tecnol ógicos e financeiros em detrimento do bem -

estar ou das condições humanas do trabalho hum ano.



Grupo 7 - Fatores Sociais

Este grupo engloba aqueles fatores de risco decorrent es das condições de vida enfrentadas

pelos trabalhadores, pois é na natureza social do processo de saúde/doença que se verifica o modo

característico de adoecer e morrer dos trabalhadores. Fazem parte deste grupos os fatores sociais

da saúde como: transporte, alimentação, lazer, moradia etc.

Os elementos estruturais importantes para a determinação social de quais são as

necessidades em uma comunidade de trabalhadores, derivam -se principalmente do processo de

trabalho. Isso mostra por que na análise da saúde é indissociável a esfera do social da esfera da

produção e porque é reducionismo economicista tratar o trabalho como um si mples processo gerador

de bens.

Núcleos habitacionais ou condomínios de funcionários, bairros operários e mesmo c idades,

construídos em função das unidades produtivas demonstram como o espaço social e stá organizado

segundo as necessidades do centro de trabalho: a escola tem o nome do patrão ou de sua

benemérita esposa; as crianças são educadas para reproduzirem a separação ideológica; o clube,

4

como espaço de lazer, promove a boa diversão; as sirenes e ap itos vem ferir os seus ouvidos

marcando o início e o fim dos turnos e impondo o ritmo da unidade aos arred ores.

O trabalho rural também é atingido por este poder coercitivo de organizaç ão do espaço

social, basta analisar a via dos bóias-frias: tem que se deslocar de um lugar a outro conforme as

necessidades sazonais do plantio e da colheita; suas moradias são os alojamentos de cada lugar

que trabalham; os preços se movimentam com eles, q uando chegam aumentam e quando saem

descem; isto sem levar em conta o trabalho escravo.

É certo que hoje, quando o trabalho perde sua especificidade e se torna facilmente

intercambiável, seu poder organizativo sobre a vida fora do centro de trabalho é meno s visível ainda

5

que não menos real.



Grupo 8 - Fatores Ambientais

Os fatores de risco ambientais são aqueles oriundos dos empreendimentos ou unidades

produtivas e que agridem o meio ambiente comprometendo o equilíbrio entre os fatores abiót icos e

os fatores bióticos, cujos efeitos atingem várias coletividades humanas, inclusive cons umidores.

Fazem parte deste grupo os rejeitos sólidos, os resíduos líquidos, dutos, transporte de produtos e

materiais etc.

O meio ambiente se converteu em uma das questões mai s predominantes na atualidade, pois

se trata de uma questão que também tem importância para as organizações sindicais. Os

sindicalistas estabeleceram uma forte conexão entre o local de trabalho e o meio externo,

considerando o meio ambiente como algo não d esligado do lugar de trabalho mas parte de um

mesmo todo. O nexo entre ambos afeta a quase todos os aspectos da atividade que se dese nvolve

no local de trabalho.

Nas páginas seguintes é apresentado, de forma esquemática, a proposta de metod ologia do

mapa de risco feita pelo INSTCUT e que foi definida com base nos estudos de campo realizados

junto com os trabalhadores da Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda (RJ) e na

Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa), em Cubatão (SP); além de grupos de trab alho e





3 - Ibidem.

4 - ROSA, Noel. Três Apitos.

5 LAURELL, Asa Cristina. Proceso de Trabajo y Salud. Cuadernos Políticos, n.º 17, 1978. pag. 60.

seminários com sindicalistas do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sindicato dos Metalúrgicos de

Vitória, Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas, Sindicato dos Metalú rgicos de Santos, Sindicato

dos Químicos do ABC, Sindicato dos Químicos de São Paul o, Sindicato dos Bancários de São Paulo

e técnicos (médico, engenheiro e psicólogo) da assessoria técnica da CUT ou vinculados ao serviço

público de saúde do trabalhador.

MAPA DE RISCO

O QUE É?

Um instrumento que representa o grupo

e os fatores de risco existentes em um

setor de trabalho ou em toda a empresa.





PARA QUE SERVE?

Serve como base para a discussão, de

modo concreto, com todos os

trabalhadores, sobre os riscos no

trabalho.



QUEM O FAZ?

O mapa é construído com a participação

dos trabalhadores através dos grupos

homogêneos, organizados e

acompanhados por uma Comissão

Coordenadora composta pela

Organização no Local de Trabalho

(OLT) e Sindicato.





COMO SE FAZ?

Assinalando, de forma clara, na planta

ou croqui de cada setor ou de toda a

empresa, os riscos ou fatores de risco,

conforme os oito grupos de fatores .





QUAIS RISCOS?

Aqueles validados consensualmente

pelos grupos homogêneos e

sistematizados pela Comissão

Coordenadora, dando prioridade aos

mais graves e com maior freqüência.

COM QUAL MÉTODO?

1) Registrando, diferentemente por grupos, os fatores de

risco e utilizando para isso círculos e cores.







Grupo 1 = Físicos







Grupo 2 = Químicos







Grupo 3 = Biossanitários







Grupo 4 = Psicológicos







Grupo 5 = Ergonômicos







Grupo 6 = Segurança







Grupo 7 = Sociais







Grupo 8 = Ambientais





2) Ao final, o mapa registrará os fatores de risco existentes no setor de

trabalho e deverá indicar, por prioridades, aqueles a serem

eliminados.



3) Com os fatores de risco já definidos e priorizados, deverá ser

imediatamente consubstanciado o mapa do setor através de: análise dos

dados registrados pela OLT, pela empresa e por outras fontes;

correlação entre os riscos e os danos; levantamento dos danos já

ocorridos; consulta a estudos e pesquisas sobre os riscos existentes,

principalmente os priorizados.



4) Neste trabalho de mapeamento de risco devem participar todos os

trabalhadores, seja através do grupo homogêneo, seja através de

questionários, entrevistas ou outras formas de informação e consu lta.

COMO?



1) Descrevendo e representando a

organização do trabalho de cada setor;







2) Analisando o porque está assim organizado o

trabalho;







3) Levantando a nocividade existente através dos

grupos de fatores de risco;







4) Registrando a situação epidemiológica de cada setor e

de toda a empresa;







5) Propondo correções ou transformações com caráter

preventivo.







6) Compilando o levantamento e as informações dos grupos

homogêneos:





 Para correlacionar os riscos, os fatores de risco e os danos;





 Para qualificar com precisão os danos relatados pelos

trabalhadores, de modo a poder determinar quais controles

servirão a uma prevenção;





 Como deve ser desenvolvido o estudo, a investigação ou a

pesquisa sobre os riscos ou fatores de risco presentes em

cada setor, na empresa e no meio ambiente;





 Como devem ser desenvolvidos estudos, investigações ou

pesquisas sobre os danos aos trabalhadores, à população, à

comunidade.

GRUPOS DE FATORES DE RISCO







GRUPO 1 ▬ FÍSICOS ▬

iluminação, ruído, vibrações, umidade, calor, frio, ventilação, pressões anormais, radiações.





GRUPO 2 ▬- QUÍMICOS ▬-

poeiras, fumos, gases, névoas, neblinas, vapores, substâncias, compostos ou produtos

químicos.





GRUPO 3 ▬ BIOSSANITÁRIOS ▬

vírus, bactérias, protozoários, fungos, bacilos, parasitas, animais, refeitório, bebedouros,

banheiros, vestiários, caixa d água, estocagem, lixo, esgoto.





GRUPO 4 ▬ PSICOLÓGICOS ▬

pausas, atenção, monotonia, concentração, repetitividade, responsabilidade, jornada, horas -

extras, pressão da chefia, acúmulo de tarefas, trabalho noturno, trabalho em turnos.





GRUPO 5 ▬ ERGONÔMICOS ▬

esforço físico ou muscular, posturas corporais, movimentos repetitivos, arranjo do ambiente,

ritmo de trabalho.





GRUPO 6 ▬ SEGURANÇA ▬

equipamentos, máquinas, ferramentas, instalações elétricas, piso, elevadores, inflamáveis,

explosivos, sinalização, locomoção de materiais e produtos, empilhamento, edificações.





GRUPO 7 ▬ SOCIAIS ▬

alimentação, lazer, moradia, transporte, educação, creche, assistência a saúde, saneamento.





GRUPO 8 ▬ AMBIENTAIS ▬



rejeitos sólidos, resíduos líquidos, reservatórios, dutos, transporte de produtos e de

materiais.

INDICAÇÃO DOS RISCOS



RUI - ruído ESF - esforço físico



BEN - benzeno FER - ferramenta



VIR - vírus CRE - creche



MON - monotonia RES - reservatório









INTENSIDADE DO RISCO









POUCA MÉDIA MUITA EXCESSIVA

+ ++ +++ ++++









NÚMERO DE TRABALHADORES EXPOSTOS







15

30

RUI RUI 45

RUI









60

lo: 60 trabalhadores

RUI expostos a ruído

com intensidade excessiva (++++)

REGISTRO DOS FATORES DE RISCO

Mapa nº__________ Setor___________________________________________________________Data ____/____/____



GRUPO FATOR DE RISCO FONTE Nº TEMPO INTENSIDAD AVALIAÇÃO DO OCORRÊNCI

GERADORA TRAB. DE EXP. E DO RISCO FATOR DE A DE DANOS

EXP. RISCO

REGISTRO DOS DANOS



Mapa nº__________ Setor______________________________________ Nº Trabalhadores __________Data ____/____/____



GRUPO FATOR DE FONTE OU SINTOMAS Nº DOENÇAS Nº ACIDENTES Nº DE

RISCO LOCAL DE DE TRAB

TRA TRA .

B. B.

GRUPOS DE TRABALHO POR SETOR

Nas reuniões dos Grupos Homogêneos os trabalhadores poderão apresenta r, em

ordem de prioridade, as propostas para modificação do ambiente de trabalho. Visando a

redução ou eliminação dos riscos, estas prioridades comprometerão, através de negociações

específicas, a direção da empresa em uma atuação concr eta para a solução dos problemas.

A empresa poderá fazer isto usando técnicos próprios ou contratando técnicos,

instituições, entidades ou empresas particulares. Em todo este trabalho deve haver um

acompanhamento e controle pelo Grupo Homogêneo, Organização no Local de

Trabalho (OLT) e Sindicato.

Às vezes, porém, entende-se que a proposta do Grupo Homogêneo é muito genérica

ou que não há garantias suficientes que façam esperar uma solução do problema. Neste

caso, pode ser acrescentado ao trabalho feito pelo Grupo Homogêneo uma análise ou

estudo, realizado por um grupo de trabalho composto por membros da Organização por

Local de Trabalho, do Sindicato e do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e

Medicina do Trabalho (SESMT).

A análise ou estudo feito pelo grupo de trabalho envolverá:

 Processos, organização do trabalho e riscos prioritários;

 Experiências ocorridas em empresas da região;

 Experiências ocorridas a nível nacional e internacional.



Antes de tudo, isto se realiza no momento em que se constituem os grupos de

trabalho por atividades e riscos prioritários, como: pintura, cromeação, ruído de prensa,

chumbo, benzeno, sílica etc.

Constituído o grupo de trabalho por risco prioritário, procede -se a averiguação da

organização do trabalho — matéria-prima e serviço, produtos e serviços intermediários,

equipamentos/máquinas e instrumentos/ferramentas, produtos e serviços finais, estrutura

organizacional, estrutura funcional — para poder, assim, analisar as propostas de

transformação ou correção e sua implementação.

Este é um exemplo de como utilizar a troca de experiência. Com ele é possível

constatar que existem diversas formas de organizar o trabalho de mapeamento, pois se trata

de uma metodologia, e que em formas semelhantes de organização do trabalho podem ser

encontrados, diferentemente, maiores ou menores riscos.

Portanto, é importante constituir os grupos de trabalho para encaminhar e dirigir os

estudos ou análises comparativas sobre as soluções propostas, recuperando e tornando

positivas as experiências dos trabalhadores nas correções ou transformações do trabalho,

tendo presente ser esta uma participação ativa e organiz ada.

Mapa

de Risco

MATÉRIA-PRIMA

SERVIÇO





PRODUTOS INTERMEDIÁRIOS

SERVIÇOS INTERMEDIÁRIOS

SUAS UTILIZAÇÕES





EQUIPAMENTOS/MÁQUINAS

INSTRUMENTOS/FERRAMENTAS



Mapa do Setor

por PRODUTO FINAL

Grupo Homogêneo PRODUTOS FINAIS

SERVIÇOS





ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

(ORGANOGRAMA)





ESTRUTURA FUNCIONAL

(CARGOS E FUNÇÕES)









* Experiência de

Proposta Grupo de Trabalho outras

empresas

de Correção para cada congêneres

ou Transformação risco

* Experiências

Nacionais



* Experiências

Internacionais









PARA A ORGANIZAÇÃO



* DO TRABALHO NO SETOR

* DO TRABALHO NA EMPRESA

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1









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