A l�gica by 572yhG

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									   Principais características da

         Lógica
   Para Aristóteles, a lógica não era uma ciência
teorética, nem prática ou produtiva, mas um
instrumento para as ciências (Órganon).
A lógica caracteriza-se como:
       instrumental;
       formal;
       propedêutica;
       normativa;
       doutrina da prova;
       geral e temporal.
   O objeto da lógica é a proposição, que
exprime, através da linguagem, os juízos
formulados pelo pensamento.
  A proposição é a atribuição de um predicado a
um sujeito: S é P.
    O encadeamento dos juízos constitui o
RACIOCÍNIO e este se exprime logicamente
através da conexão de proposições; essa
conexão chama-se SILOGISMO.
              A proposição
   Uma proposição é constituída por elementos
que são seus TERMOS.
   Aristóteles   define    os    TERMOS ou
CATEGORIAS como “aquilo que serve para
designar uma coisa”. Há dez categorias:
    1. substância (homem, Sócrates, animal);
  2. quantidade (dois metros de comprimento);
    3. qualidade (branco, grego, agradável);
  4. relação (o dobro, a metade, maior do que);
       5. lugar (em casa, na rua, no alto);
         6. tempo (ontem, hoje, agora);
      7. posição (sentado, deitado, de pé);
     8. posse (armado, isto é, tendo armas);
          9. ação (corta, fere, derrama);
   10. passividade ( está cortado, está ferido).
   As CATEGORIAS são aquilo que nossa
percepção e nosso pensamento captam imediata
e diretamente numa coisa, não precisando de
qualquer demonstração.
   Possuem duas propriedades        lógicas:   a
extensão e a compreensão.
 Extensão é o conjunto de objetos designados
 por um termo ou uma categoria.
 Compreensão      é    o
 conjunto             de
 propriedades que esse
 mesmo termo ou essa
 categoria designa. Por
 exemplo: uso a palavra
 homem para designar
 Pedro, Paulo, Sócrates.
  A extensão do termo homem será o conjunto de
todos os seres que podem ser designados por ele
e que podem ser chamados de homens... Se,
porém, tomarmos o termo homem e dissermos
que é um animal, vertebrado, mamífero, bípede,
mortal e racional, essas qualidades formam sua
compreensão.
  Quanto maior a extensão de um termo
[UNIVERSITÁRIO], menor sua compreensão,
e quanto maior a compreensão [ALUNO
UNILUS, ADM, ...], menor a extensão.
   Essa    distinção    permite    classificar   as
categorias em três tipos:
 1.gênero      extensão maior, compreensão
               menor: animal; UNIVERSITÁRIO
 2.espécie     extensão média e compreensão
               média: homem; NA UNILUS
 3.indivíduo   extensão menor, compreensão
               maior:Sócrates. JÚLIA
    Do ponto de vista do sujeito, existem dois
tipos de proposições:
                                  1.     proposição
                                  existencial
                                  declara          a
                                  existência,
                                  posição,     ação:
                                  “Um homem é
                                  (existe)”,    “Um
                                  homem       anda”,
                                  “Um homem está
                                  ferido”. E suas
                                  negativas: “Um
                                  homem não é;

2. proposição predicativa declara a atribuição de
algo a um sujeito: “Um homem é justo”, “Um
homem não é justo”.
As proposições se classificam        segundo       a
qualidade e quantidade.
   Do ponto de vista da        QUALIDADE,      as
proposições de dividem em:
● afirmativas:
atribuem alguma
coisa a um sujeito:
S é P.
● negativas: separam
o sujeito de alguma
coisa:
S não é P.

   Do ponto de vista da QUANTIDADE, as
Proposições se dividem em:
                      ● universais: (Todos os S
                      são P) ou (Nenhum S é P);
                      ● particulares: (Alguns S
                      são P) ou (Alguns S não
                      são P);
                      ● singulares: (Este S é P)
                      ou (Este S não é P).
    Além da distinção pela qualidade e pela
quantidade, as proposições se distinguem pela
MODALIDADE, sendo classificadas como:
●necessárias: quando o predicado está incluído
necessariamente na essência do sujeito: “Todo
triângulo é uma figura de três lados”, “Todo homem
é mortal”;
●não-necessárias ou impossíveis: quando o
predicado não pode ser atribuído ao sujeito
“Nenhum triângulo é figura de quatro lados”:
●possíveis: “Alguns homens são justos”.
                              Como todo
                              pensamento e todo
                              juízo, a proposição
                              está submetida
                              aos três princípios
                              lógicos
                              fundamentais,
                              condições de toda
                              verdade:
1. princípio da identidade: um ser é sempre
idêntico a si mesmo: A é A;
2. princípio da não-contradição: é impossível que
um ser seja e não seja idêntico a si mesmo.
Impossível que A seja A e não-A;
3. princípio do terceiro excluído: uma delas é
necessariamente      verdadeira     e  a    outra
necessariamente falsa. A é x ou não-x, não
havendo terceira possibilidade.
              O silogismo
   Aristóteles elaborou uma teoria do raciocínio
como INFERÊNCIA. Inferir é tirar uma proposição
como conclusão de uma outra.
   Aristóteles considera o silogismo que parte de
proposições apodíticas. O exemplo mais famoso
do silogismo ostensivo é:
     Todos os homens são mortais.
     Sócrates é homem.
     Logo, Sócrates é mortal.
    Um silogismo é constituído por três
proposições. A primeira é chamada de premissa
maior; a segunda, de premissa menor; e a
terceira, de conclusão.
   O silogismo, para chegar a uma conclusão
verdadeira, deve obedecer a um conjunto
complexo de regras:
● a premissa maior deve conter o termo extremo
maior (no caso, “mortais”) e o termo médio (no
caso, “homens”);
● a premissa menor deve conter o termo extremo
menor (no caso, “Sócrates”) e o termo médio (no
caso, “homem”);
● a conclusão deve conter o maior e o menor e
jamais deve conter o termo médio (no caso, deve
conter “Sócrates” e “mortal” e jamais deve conter
“homem”). Sendo função do médio ligar os
extremos, deve estar nas premissas, mas nunca
na conclusão.
A idéia geral da dedução ou
inferência silogística é:
     A é verdade de B.
     B é verdade de C.
     Logo, A é verdade de C.
A inferência silogística também é feita com
negativas:
     Nenhum anjo é mortal. (A é verdade de B.)
     Miguel é anjo. (B é verdade de C.)
     Logo, Miguel não é mortal. (A é verdade de C.).
Tomemos exemplos:
Na primeira figura, o termo médio é sujeito na maior e
predicado na menor:
1ºmodo – todas as proposições são universais
afirmativas:
Todos os homens são mortais.
Todos os atenienses são homens.
Todos os atenienses são mortais.
2º – a maior é universal negativa, a menor é universal
afirmativa e a conclusão é universal negativa:
Nenhum astro é perecível.
Todas as estrelas são astros.
Nenhuma estrela é perecível.
3º – a maior é universal afirmativa, a menor é particular
afirmativa e a conclusão é particular afirmativa:
      Todos os homens são mortais.
      Sócrates é homem.
      Sócrates é mortal.
4º – a maior é universal negativa, a menor é particular
afirmativa e a conclusão é particular negativa:
      Nenhum tirano é amado.
      Dionísio é tirano.
      Dionísio não é amado.
       O silogismo científico
    Aristóteles distingue dois grandes tipos de
silogismos: os dialéticos e os científicos.
   O silogismo científico é aquele que se refere
ao universal e necessário, ao que é de uma
maneira e não pode deixar de ser tal como é, ao
que acontece sempre e sempre da mesma
maneira. Suas premissas são apodíticas e sua
conclusão também é apodítica.
                    O silogismo dialético é o que
                 comporta        argumentações
                 contrárias,    porque       suas
                 premissas são meras opiniões
                 sobre coisas ou fatos possíveis
                 ou prováveis.
    O silogismo dialético é próprio da retórica, ou
arte da persuasão, na qual aquele que fala
procura tocar as emoções e paixões dos ouvintes
e não no raciocínio ou na inteligência deles.
   O silogismo científico não admite premissas
contraditórias. Suas premissas são universais
necessárias e sua conclusão não admite
discussão ou refutação, mas exige demonstração
   O conceito nos oferece a essência da coisa
investigada (suas propriedades necessárias ou
essenciais) e o termo médio é o atributo essencial
para chegar à definição.
   Definir é encontrar a diferença específica entre
seres do mesmo gênero.

								
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