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KANBAN

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KANBAN
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INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS DO PARANÁ

FESP- FUNDAÇÃO DE ESTUDOS SOCIAIS DO PARANÁ

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS COM

HABILITAÇÃO EM COMÉRCIO EXTERIOR - 4º ANO

DISCIPLINA: LOGÍSTICA, TRANSPORTES E SEGUROS

PROFESSOR: ALBERTO POSSETTI DATA: / /

ALUNO: Nº:









KANBAN

A Simplicidade do Controle da Produção









Possetti,Alberto/comex

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DISCIPLINA: LOGÍSTICA, TRANSPORTES E SEGUROS

PROFESSOR: ALBERTO POSSETTI DATA: / /

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Algumas verdades sobre o Sistema Kanban





 Kanban não é Inventário Zero.



 Kanban e “Just-in-Time” não são sinônimos.



 “Você precisa introduzir o Kanban a qualquer momento e com qualquer nível de

estoque. Porém, se você não aproveitar o potencial do Kanban para identificar os

problemas e aumentar a produtividade, você não está utilizando totalmente o “Sistema

Kanban”. (Taiichi Ohno – Criador do “Sistema Kanban”)



 O tamanho do seu inventário é o tamanho da sua capacidade de resolver os problemas.



 É uma miopia introduzir o Kanban com o propósito de “não ter problemas”. Os

problemas de programação e controle da produção desaparecerão, mas surgirão outros

tipos de problemas. Procure eliminar as causa e não culpar o Kanban pelos problemas.



 Kanban proporciona maior flexibilidade.



 Kanban é simplicidade, visibilidade e controle visual.



 O ponto principal do Kanban é por ordem na casa.



 O objetivo inicial do Sistema Kanban é mostrar onde você tem problemas (“set-up”,

gargalos, qualidade, manutenção, layout, etc.)



 O objetivo final do Sistema Kanban é acabar com os Kanbans !









Kanban:(kahn + bahn) uma palavra japonesa que significa cartão, placa ou

registro visível, se espalhou pelo mundo na década de 80, proporcionando

uma revolução na administração da produção no piso de fábrica. Nunca um







Possetti,Alberto/comex

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sistema tão simples causou tanto impacto nas modernas técnicas da

Administração da Produção.





Terminologia



1 Andon

Sistema de controle visual, usado no piso de fábrica para ajudar a gerência e os

operários a visualizarem a produção. Existem dois tipos de andon: um é o quadro da meta

da produção; o outro é um sinal de trânsito, com lâmpadas verde, amarela e vermelha, as

quais simbolizam o estado da qualidade, ou os problemas, em cada posto de processamento.

1. Quadro da meta de produção diária – São geralmente quadros suspensos que são

constantemente atualizados durante o turno;

2. Identificação de problemas – Lâmpadas vermelha, amarela e verde que mostram

visualmente a posição de um posto de processamento ou uma máquina. Pode até ser

uma simples lâmpada ligada a um dispositivo de inspeção, mostrando uma condição

“passa-não-passa”.





2 APG’s – Atividades de Pequenos Grupos

São equipes de 4 a 10 pessoas de operários do “piso de fábrica” (célula, setor ou

secção) que se reúnem periodicamente com o propósito de diagnosticar os problemas de

manufatura. Estes grupos passam, então, a dedicar-se à resolução dos problemas,

geralmente criando soluções e implantando-as.





3 Automação (em japonês, Jidoka)

Significa controle autônomo e/ou automático com “toque humano” de todas e

quaisquer anormalidades que ocorrem no “piso de fábrica”. Geralmente, o meio mais

comum para se detectar uma anormalidade é o Andon.









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4 Célula, Célula de Trabalho, Célula de Produção ou Célula de

Manufatura

Um layout orientado para o produto que coloca as várias máquinas na seqüência

necessária para processar uma família de peças; as máquinas e a família de peças são

baseadas na análise da Tecnologia de Grupo. As células estão freqüentemente em formato

de U, para minimizar a movimentação entre os processos.

A célula pode ser de uma só máquina, quando realiza todas as operações de uma

peça ou de “n” máquinas.

As células podem ser somente para uma peça, ou para uma família de peças que

possuem processos similares.





5 Controle Total da Qualidade – “Total Quality Control”

Um estado de qualidade, identificado em termos de completa satisfação do

consumidor. Uma indicação de boa satisfação é quando ele retorna para comprar outro

produto e recomenda a outros fazerem o mesmo.





6 Estação de Trabalho – Centro de Trabalho - Centro de Produção -

Posto de Produção

É o agrupamento de máquinas de uma só especialidade, arranjadas em um setor ou

departamento. A peça pode receber uma só operação ou diversas operações.





7 Estoque de Material em Processo

É a parte de matéria-prima, itens de terceiros ou itens internos que está aguardando

um trabalho acabado. O termo inventário diferencia o material em processo do inventário

de material em processo. O último identifica o fato de que os materiais permanecem

ociosos, como inventário, não sendo acrescido nenhum valor.





8 FIFO – “First-in, First-out”

Termo que indica a prioridade de atendimento de um serviço, consumo de um

material, etc. – Primeiro a chegar, Primeiro a sair.





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9 Inventário Adormecido

São as peças que aguardam o processamento ou a montagem. O inventário de

material em processo é a forma mais comum de inventário adormecido.





10 Inventário Morto

Peças que se tornam obsoletas por modificações de projeto, as quais nunca mais

serão necessárias novamente.





11 Inventário Vivo

São as peças nas quais estamos trabalhando. Inclui também o material em processo.





12 “Just-in-Time” (JIT)

O objetivo do JIT é fornecer exatamente as peças necessárias, nas quantidades

necessárias, no tempo necessário. As entregas JIT precisam acontecer para todos os

processos de manufatura, em todos os estágios de manufatura. Isto inclui o recebimento de

matéria-prima, a entrega de sub-conjuntos à manufatura e a entrega do produto acabado oa

consumidor final. Todos os processos devem receber o que precisam, quando precisam e

exatamente no volume necessário.

A filosofia do “Just-in-Time” é a eliminação de tudo o que não adiciona valor ao

produto.





13 Kanban

Sistema de controle do piso da fábrica, que transmite informações da produção aos

postos de trabalho interligados. A tradução literal é “registro visível” de controle de

produção e inventário no piso da fábrica. O Kanban geralmente é visto na forma de um

cartão; contudo, ele pode ser qualquer sinal.









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14 Kaizen

Significa contínuo melhoramento, envolvendo todos em qualquer ambiente.

Melhoramento é um conjunto de idéias, ligadas inextricavelmente, para manter e melhorar

os padrões. Em um sentido mais amplo, melhoramento pode ser definido como Kaizen e

inovação, onde a estratégia Kaizen mantém e melhora o padrão de trabalho através de

melhoramentos pequenos e graduais e onde a inovação realiza melhoramentos radicais,

como resultado de grandes investimentos em tecnologia e/ou equipamento.





15 “Lead-Time”

Expressão consagrada, que significa tempo de reabastecimento, desde a geração de

uma necessidade até a sua efetiva entrega e disposição ao uso.





16 Lote Econômico (LE)

É o número de peças que devera ser produzido em um lote, para minimizar:

1. O custo de “set-up” para produzir uma peça.

2. Os custos de estocagem para controlar as peças, após estas serem fabricadas.





17 Matéria-Prima e Componentes Adquiridos

Reunião de toda matéria-prima recebida e dos componentes acabados, obtidos de

terceiros ou fornecedores.





18 Material em Processo

É aquela parte da matéria-prima, itens de terceiros ou itens internos que está sendo

trabalhada, mas que ainda não é um produto acabado. Estas peças estão nas máquinas e,

atualmente, está sendo executado algum trabalho ou está sendo acrescido algum valor a

elas.





19 MPT (Manutenção Produtiva Total)





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A manutenção produtiva total visa a maximização da efetividade do equipamento

durante a vida inteira dele. A MPT envolve todos em todos os departamentos e em todos os

níveis; ela motiva as pessoas para a manutenção da fábrica através de atividades voluntárias

e em pequenos grupos e envolve elementos básicos, como o desenvolvimento de um

sistema de manutenção, o ensino sobre organização básica, a habilidade para resolver

problemas e as atividades para chegar a zero quebras de máquinas.









20 OTED – “One Touch Exchange of Die”

Troca de Ferramenta em Um Toque, significa fazer uma mudança de ferramental

com dispositivos automáticos ou projetados, dentro de um minuto.





21 Planejamento das Necessidades de Materiais (MRP)

É um sistema de programação da produção e controle do inventário, que gerencia o

tradicional sistema de produção em lote. O MRP é o sistema de controle do piso da fábrica

para o MRP II, mais amplo, o sistema de planejamento dos recursos de manufatura.





22 Planejamento dos Recursos de Manufatura (MRP II)

É um sistema interligado em toda empresa, que inclui o planejamento comercial e o

planejamento financeiro.





23 Poka-Yokes

Dispositivos que previne descuidos e erros inadvertentes. São dispositivos

colocados no ferramental, em cada máquina de processamento ou posto, para evitar que

uma peça com defeito vá para o processo seguinte.





24 Produção em Fluxo de uma Peça









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É uma técnica de produção onde a peça flui pela linha de máquinas de produção

sem parar, do início ao fim. Também conhecida como sistema de lote unitário ou células de

produção/manufatura.





25 Produção em Pequenos Lotes

Uma variação do conceito do fluxo de um peça. Algumas peças podem ser

produzidas em grandes proporções e pode ser impraticável produzí-las uma de cada vez.

Neste caso, produzir apenas o volume necessário para abastecer a próxima operação por

uma ou duas horas e colocar este pequeno lote de peças no contenedor. Este inventário de

uma ou duas horas é uma segurança contra a possibilidade de uma máquina quebrar. Se

uma máquina não for tão confiável, você poderá exigir mais segurança contra seu próprio

tempo de reparo. As peças são freqüentemente fabricadas em pequenos lotes de 10 peças,

100 ou múltiplo de 10.





26 Qualidade Perfeita

É o estado atingido na manufatura quando não existe comprometimento com o

processo de qualidade. Se o processo de qualidade não for atingido, a peça não passará para

a próxima operação.





27 Seiban

Significa o contrário de Kanban, ou seja, programar e controlar a produção por

previsões (empurrar).





28 “Set-up”

Troca e Ajuste de Ferramentas (moldes, estampos, etc.) É o intervalo de tempo

decorrido entre duas corridas de produção.





29 Sistema de Empurrar









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Sistema tradicional de programação de produção. Conforme as peças são

processadas de acordo com o programa, elas são empurradas para o próximo processo,

independente de serem ou não necessárias naquele momento.

“Empurrar” pressupõe que a previsão de vendas vai dar certo e toda a empresa

“trabalha” achando que vai dar certo !





30 Sistema de Puxar

Conforme as peças são necessárias por um posto de trabalho, elas são requisitadas e

conduzidas (puxadas) até este posto de trabalho.

“Puxar” parte do princípio de só produzir quando houver vendas e toda a empresa

cria condições para reduzir o ciclo de manufatura.

“Supermercado” designa os locais abertos para a estocagem de matérias-primas,

peças em processo, componentes acabados, etc.

Os locais podem ficar no departamento, na seção, em uma célula ou até mesmo em

uma máquina.

A expressão “Supermercado” caracteriza em local não fechado, sem guichês, sem

registro, etc., onde aquele que precisa de um certo material vai buscá-lo com um Kanban.







31 SMED – “Single Minute Exchange of Die”

Troca de Ferramentas em Minuto Simples (1 dígito). É a preparação e ajuste rápido;

com tempo de até 9,9 minutos, ideal para a produção em lotes pequenos.





32 Tecnologia de Grupo

É uma análise de dois passos:

1. Organizar diferentes peças em grupos baseados nas semelhanças de seqüência de

produção, tipo de material, dimensão e forma.

2. Determinar uma célula de trabalho que seja capaz de produzir esta família de peças.





33 Tempo de Ciclo

É o tempo de execução completa de todas as operações de uma peça ou montagem

de um produto. É o tempo que comanda o ritmo de sistema de puxar.





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Histórico



O “Sistema de Produção Toyota”, mais conhecido como “Sistema Kanban”, é uma

técnica originalmente desenvolvida na Toyota Motor Company por seu ex-vice-presidente

Taiichi Ohno, nos últimos 25 anos. Este sistema que criou raízes na companhia foi

gradativamente adotado por suas subsidiárias. Posteriormente, serviu de base para

programas semelhantes em grande número de empresas industriais no Japão.



Existem duas características distintas no sistema. Uma é a produção Just–in-Time,

onde somente os produtos necessários, no momento certo, nas quantidades requeridas,

devem ser produzidos, mantendo o estoques em níveis mínimos. A outra visa a obter a

plena utilização dos recursos humanos, por meio da exploração de sua capacidade, estimula

a participação ativa na produção, melhoria da produtividade e das condições gerais de

trabalho. A conseqüência do envolvimento dos trabalhadores nas soluções de problemas

ampliou suas habilidades e aumentos a motivação.



Os pontos que enfatizaram a implantação do sistema Kanban forma:



 A inexistência de recursos naturais, gerando uma atitude voltada ao combate do

desperdício.

 O elevado grau de conscientização do operário japonês com relação à importância da

empresa onde trabalha e a retribuição por parte deste, repartindo lucros obtidos com

seus empregados.



Foi observado que na atividade de fabricação o desperdício se apresenta,

principalmente, em sete diferentes formas:



 Desperdício provocado pelo EXCESSO DE PRODUÇÃO

 Desperdício provocado pelo TEMPO OCIOSO

 Desperdício provocado pela FABRICAÇÃO INDEVIDA

 Desperdício provocado pelo TRANSPORTE

 Desperdício provocado pela PRODUÇÃO REJEITADA

 Desperdício provocado pelas ATIVIDADES IMPRODUTIVAS

 Desperdício provocado pelo ESTOQUE





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Referências Bibliográficas



1 CAVANHA FILHO, Armando Oscar. Logística: novos modelos. Rio de Janeiro:

Qualitymark, 2001.



2 CHING, Hong Yuh. Gestão de Estoques na Cadeia de Logística Integrada: Supply

Chain. São Paulo: Atlas, 2001.



3 DAVIS, Mark et alli. Fundamentos da Administração da Produção. Porto Alegre:

Bookman, 2001.



4 MARTINS, Petrônio Garcia; ALT, Paulo Renato Campos. Administração de

Materiais e Recursos Patrimoniais. São Paulo: Saraiva, 2000.



5 MARTINS, Petrônio Garcia; LAUGENI, Fernando P. Administração da Produção.

São Paulo: Saraiva, 1998.



6 MOURA, Reinaldo A. Kanban: a simplicidade do controle da produção. São Paulo:

Imam, 1996.



7 SLACK, Nigel et alli. Administração da Produção. São Paulo: Atlas, 2002.



8 POZO, Hamilton. Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais: uma

abordagem logística. São Paulo: Atlas, 2001.









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