Caminhada Quaresma P�scoa 2011 by 3l3g29S

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									                                    DIOCESE DE AVEIRO, pelos Secretariados da Educação Cristã

                                                                            CAMINHADA QUARESMA-PÁSCOA 2011

                                                                    FIRMA OS TEUS PASSOS. AFIRMA A TUA FÉ!



MENSAGEM INICIAL

A Quaresma: Pensar, olhar e caminhar…
A Quaresma é um caminho com sentido obrigatório para a frente. É um caminho sempre novo, que não está feito: será feito por cada um e à
medida de cada um. Não há nada igual para ninguém, a não ser chegar ao fim deste projecto, que desembocará noutros sucessivamente novos.
É preciso, pois, antes de mais, fazer o projecto tendo em conta o destino e os objectivos que nos propomos alcançar. Depois, é necessário pôr
mãos à obra e ir construindo esse caminho, dia-a-dia, desbravando florestas envelhecidas, densas e escuras, ultrapassando os empecilhos
pedregosos e nivelando os terrenos, endurecendo os espaços pantanosos, desenvolvendo novas “tecnologias” de caminho, para finalmente
chegarmos à visão de paisagens fantásticas nunca antes alcançadas.
Este desafio não é utopia; é um objectivo possível para gente forte e determinada. Para o conseguires “Firma os teus passos. Afirma a tua Fé!”.
O segredo passa por aí porque Deus e eu, em comunhão, somos invencíveis.
Olhar para trás, não!
Só pode haver uma excepção: se for para fazer contas à viagem realizada tendo em vista avaliar a segurança do caminho feito, reconhecer os
prejuízos causados pelos solavancos da estrada, assumir a responsabilidade dos acidentes, tomar consciência do desleixo em relação à falta de
combustível, a à reduzida pressão dos pneus …, e tudo o que impediu teres chegado mais longe e mais depressa.
Cuidado com a paisagem: conduzir fixando demoradamente a atenção na paisagem pode ser perigoso e tornar a viagem mais demorada. Ficar
todo o tempo parado a olhar para o lado impedirá alcançar a meta.
As inversões de marcha são sempre proibidas porque nos levarão em sentido contrário. Se o fizermos, então voltaremos ao pântano, do qual já
tínhamos saído e onde poderemos correr o risco de ficarmos tranquilamente acelerando o motor o motor, mas sem gerar movimento.

A Páscoa: O tempo que não passa, o caminho que não termina.
Quem se põe a caminho e faz caminho alcança. Não terão sido alcançados todos os objectivos e a Páscoa “morreria” aí. Há mais, muito mais
para alcançar. A Páscoa será o ponto alto, para onde orientamos toda a nossa caminhada, que nos vai proporcionar abrir novas perspectivas,
novos horizontes de vida, de fé, de esperança e de encorajamento. Ressuscitados com Cristo vivemos a Vida Nova iluminados e conduzidos pelas
novas energias do Espírito: A novidade em cada dia, que não é apenas mais um, em cada trabalho, que não é apenas mais uma cruz pesada
que nos lança por terra, em cada passo, que não é um simples passo, mas o despertar para a nova ressurreição. Tudo isto porque a Páscoa
(Passagem), não é algo que passa e termina, mas toda uma vida e muitas vidas, com a Luz do ressuscitado e a força de quem passa da morte
para a vida diariamente.
                                                                                     Padre Costa Leite, Vigário Episcopal para a Educação Cristã


INTRODUÇÃO GERAL

Os Secretariados da Catequese da Infância e Adolescência (SDCIA), da Pastoral Juvenil e Vocacional (SDPJV) e do Ensino Religioso nas Escolas
(SDERE), que integram a Vigararia da Educação Cristã da Diocese de Aveiro, propõem a todos (crianças, adolescentes, jovens, adultos e
comunidades paroquiais) uma caminhada para os tempos litúrgicos de Quaresma e Páscoa. Um projecto uno para que toda a diocese participe
em comunhão e com alegria.
À semelhança da caminhada do Advento e Natal, vamos dar continuidade ao projecto de união através da oração, pelo que aconselhamos a
utilização do livro de oração: “Rezar na Quaresma – Ano A”, das Edições Salesianas, que pode ser adquirido nas Paróquias da Diocese. Este
livro tem uma citação de uma das leituras diárias, apresenta uma reflexão a propósito e sugere uma oração. Assim, pode ser utilizado
diariamente na oração pessoal, partilhada em família, nos grupos em que estamos inseridos ou para começar uma reunião ou uma refeição.
Sugerimos que cada um reze relacionando com a atitude proposta, nesta caminhada, para a respectiva semana, como acção de preparação para
afirmar a fé e renovar a fidelidade cristã.
Para que caminhemos com sentido e com objectivo durante a nossa preparação para a salvação que Jesus nos dá sugerimos:
         Um lema: Firma os teus passos. Afirma a tua Fé!,
         Um símbolo: a Cruz,
         Um livro: “Rezar na Quaresma – Ano A”,
comuns a todas as idades e apresentaremos propostas específicas para diferentes faixas etárias.


TRAÇAMOS OBJECTIVOS GERAIS…

O nosso Bispo, D. António Francisco, diz-nos, na III Etapa do Plano Pastoral da Diocese, que:

         “Privilegiaremos os tempos fortes da liturgia, como sejam o Natal e a Páscoa, assim como os momentos marcantes da vida das
         comunidades ou dos movimentos apostólicos. Apresenta-se como caminho por outros já iniciado, que é sempre oportuno e necessário
         estimular, o surgimento de novos grupos e iniciativas comunitárias de oração e de retiros espirituais, onde se aprenda e se ensine a
         rezar.”

Daqui emanam os objectivos gerais desta caminhada:
     Dinamizar as comunidades cristãs para que vivam em profundidade os tempos litúrgicos de Quaresma e Páscoa
     Promover a (re)descoberta da dimensão orante na vida de cada cristão
     Aprofundar a vivência do Sacramento da Reconciliação e do Tríduo Pascal

DEFINIMOS UM LEMA…

Apresentamos um lema forte e desafiante que nos guiará nesta caminhada: “Firma os teus passos. Afirma a tua Fé!”. No tempo Quaresmal
deverá ser dado maior destaque à 1ª parte deste lema: “Firma os teus passos” para que caminhemos em Cristo para a vivência do mistério
pascal onde a 2ª parte do lema: “Afirma a tua Fé!”, nos impele ao testemunho cristão.

PROPOMOS ATITUDES SEMANAIS…

Para cada semana foi escolhida uma atitude, tendo em conta as leituras dominicais. Estas atitudes deverão servir de mote para a reflexão do
evangelho na eucaristia, desafiando cada um à vivência e ao aprofundamento durante a semana.

                          Tempo Quaresmal                 Atitude               Tempo Pascal               Atitude
                               1ª Sem                      Confia                   2ª Sem                 Acredita
                               2ª Sem                    Descobre                   3ª Sem                Reconhece
                               3ª Sem                       Dá                      4ª Sem                Apascenta
                               4ª Sem                       Crê                     5ª Sem                    Vai
                               5ª Sem                   Transforma                  6ª Sem                   Ama
                               6ª Sem                     Entrega                   7ª Sem               Testemunha
                            Dom de Páscoa                 Anuncia                 Pentecostes         Afirma a tua Fé!
ORIENTAMO-NOS COM MAIS FACILIDADE…

                               Tempo Quaresmal – “Firma os teus passos!”
               4ª Feira de     1ª Semana         2ª Semana            3ª Semana           4ª Semana           5ª Semana           6ª Semana
 Semana/Data      Cinzas                                                                                                        Semana Santa
                   9/3         13 a 19/3         20 a 26/3            27/3 a 2/4           3 a 9/4            10 a 16/4           17 a 21/4

   Atitude                       Confia           Descobre                Dá                  Crê             Transforma           Entrega

                                                                                                                                  Via-Sacra
                               Bênção dos                                                 Celebração
   Celebrar                                                                                                                     Missa Crismal,
                                Crucifixos                                                Penitencial
                                                                                                                               10h, Sé Catedral
                                                                                        Catequese sobre    Catequese sobre
  Em grupo
                                                                                        a Reconciliação    o Tríduo Pascal
                                                                      Retiro para           Conselho
  Pelo SDCIA                                                        Catequistas, 26      Diocesano CIA,
                                                                        e 27/3                4/4
                                                2º Enc “Mestre         2ª Sessão                          DMJ, Arc Olivª
                              Oração Taizé,
  Pelo SDPJV                                    onde Moras?”,        QAHAL, 26 e       IEJ, 7 a 10/4       Bairro, 16 e
                                  18/3
                                                     20/3                27/3                                  17/4
   Oração                         Proposta de oração diária do livro “Rezar a Quaresma – Ano A”, das Edições Salesianas
                 Cruz com
   Gesto
                fundo roxo                       Colocação da Atitude Semanal na Cruz, durante a Eucaristia (cf. esquema)
 Comunitário
                  (lado A)
                                                                            Domingo de Páscoa
  24 Abril
                                                       Tempo Pascal – “Afirma a tua Fé!”
                1ª Semana      2ª Semana         3ª Semana            4ª Semana           5ª Semana          6ª Semana            Ascensão           Pentecostes
 Semana/Data
                24 a 30/4       1 a 7/5          8 a 14/5             15 a 21/5           22 a 28/5          29/5 a 4/6           5 a 11/6               12/6
   Atitude       Anuncia        Acredita         Reconhece            Apascenta               Vai               Ama              Testemunha       Afirma a tua Fé
                                                                                                                                                      Vigília de
                                                                                                                                                        Oração
                                                                   Caminho da Luz
   Celebrar                                                                                                                                       Diocesana, 11/6,
                                                                      (Via Lucis)
                                                                                                                                                     21h, na Sé
                                                                                                                                                       Catedral
                                                Dia Diocesano
                                                do Catequista,
  Pelo SDCIA
                                                8/5, Arc Olivª
                                                    Bairro
                                                                    3º Enc “Mestre
                                                                    onde Moras?”,                                              1ª Reunião prep
                               Fátima Jovem    Semana Oração
  Pelo SDPJV                                                          14 e 15/5                               CDPJV, 4/6       participantes na
                              2011, 7 e 8/5    pelas Vocações
                                                                     Oração Taizé,                                                    JMJ
                                                                         20/5
                 Cruz com
   Gesto
               fundo branco                                  Colocação da Atitude Semanal na Cruz, durante a Eucaristia (cf esquema)
 Comunitário
                 (Lado B)
UNIMO-NOS NUM SÍMBOLO…

Para que seja visível por toda a comunidade que há um caminho a percorrer e que este se vai construindo ao longo do tempo, com o
envolvimento de todos, propomos um símbolo comunitário, presente nas igrejas onde habitualmente a assembleia celebra aos domingos.
A CRUZ é o centro desta caminhada, é o símbolo da salvação.
Sugerimos que seja feita uma cruz ou que se utilize uma pré-existente e se coloque na igreja num local visível para toda a assembleia, durante
a celebração eucarística de 4ª feira de Cinzas. A Cruz deverá ser de um dos lados roxa e do outro branca.
Durante a Quaresma a cruz ficará com a face de cor roxa (face A) voltada para a assembleia e durante o tempo Pascal apresentará a face de
cor branca (face B).
Na Eucaristia dominical deverá ser colocada na Cruz a atitude proposta para essa semana. Seria bom que a colocação da palavra na eucaristia
coincidisse com a proclamação de uma oração preparada com base no livro “Rezar na Quaresma – Ano A” e na atitude a ser colocada.
Nos domingos de Quaresma a colocação das atitudes será feita da base da cruz até ao topo, sugerindo a nossa aproximação a Cristo e no
tempo Pascal será do topo para a base, desafiando-nos a anunciar a boa nova de Jesus Cristo Ressuscitado. No dia de Páscoa a atitude Anuncia
deverá ser de cor branca, colocada no centro da face A da Cruz. No Domingo de Pentecostes a atitude “Afirma a tua fé!” deverá ser a
vermelho, no centro da face B da Cruz.


    Quaresma (face A, cor roxa)                                                                                 Páscoa (face B, cor branca)


               Entrega
                 6º                                                                                                     Acredita
                                                                                                                           2º

  Crê                        Transforma
  4º          Anuncia            5º                                                                     Reconhece      Afirma a        Apascenta
                                                                                                            3º          tua Fé!           4º

                 Dá
                 3º                                                                                                       Vai
                                                                                                                          5º

               Descobre
                  2º                                                                                                      Ama
                                                                                                                           6º

                Confia
                  1º                                                                                                   Testemunha
                                                                                                                            7º




SUGERIMOS ACÇÔES COMUNS…

Para que as comunidades cristãs possam viver mais profundamente este tempo fazemos um conjunto de propostas que podem valorizar esta
vivência:
      Livro de Oração: Como já referimos, cada pessoa é convidada a adquirir na sua Paróquia o livro “Rezar na Quaresma – Ano A”, das
          edições salesianas, num formato muito semelhante ao do Advento. Com ele pretendemos valorizar a oração pessoal diária, a oração
          familiar, os espaços de reuniões de grupo e as celebrações dominicais.
      Bênção dos Crucifixos: A presença de crucifixos nos lares cristãos já não é tão comum, principalmente nas casas mais recentes. De
          modo a incentivar a colocação de crucifixos nos lares onde ainda não haja, propomos que se realize uma celebração da bênção dos
          crucifixos, onde cada família é convidada a levar o seu para ser benzido. Sugerimos que seja feita na celebração de 4ª Feira de Cinzas
          ou no 1º Domingo da Quaresma, incentivando assim as próprias famílias a valorizarem a Cruz nas suas casas, nos tempos de oração
          que fizerem em família durante esta caminhada.
      Vigília de Oração: Neste ano que a nossa diocese dedica à oração propomos que durante o Tempo da Quaresma e o Tempo Pascal se
          promovam vigílias de oração a nível paroquial e/ou arciprestal.
      Via-Sacra: Sugerimos que cada paróquia ou grupos valorize a via-sacra, durante o Tempo Quaresmal, e se una a Jesus Cristo neste
          momento especial da sua vida em que cumpriu o preceito de Deus.
     Sacramento da Reconciliação: Que se valorize a celebração deste sacramento como oportunidade favorável para o encontro íntimo e
      profundo com Deus. Propomos a realização de um espaço de catequese sobre este sacramento, nos diferentes grupos, e a realização de
      uma celebração penitencial.
     Bênção dos Ramos: Que, nas paróquias onde ainda não acontece, alguns grupos paroquiais se responsabilizem por fazer pequenos
      ramos para oferecer aos participantes da eucaristia do Domingo de Ramos, para que não falte a ninguém e que todos possam levar
      para suas casas um pequeno ramo benzido.
     Tríduo Pascal: Para que toda a comunidade valorize e viva intensamente estes dias, pode fazer-se nos grupos uma catequese
      direccionada para esta vivência.
     Caminho da Luz (Via Lucis): Cada paróquia pode valorizar a celebração do Caminho da Luz ao longo do Tempo Pascal, privilegiando a
      experiência de Cristo ressuscitado que nos chama ao testemunho.


APROFUNDAMOS A LITURGIA…

Pensamos ser útil, quer para reflexão individual, quer para apoiar os catequistas, animadores ou responsáveis de grupos, ajudar a aprofundar as
ideias fundamentais da liturgia de cada domingo, quer do tempo quaresmal, quer do tempo pascal. Apoiados nas reflexões disponíveis no site
dos Dehonianos: http://www.dehonianos.org, disponibilizamos este material de aprofundamento.

Tempo Quaresmal – Ano A

Conscientes da importância que a Páscoa tinha para a sua vida, os cristãos desde os tempos apostólicos começaram a celebrá-la e bem cedo
começaram também a reservar um tempo de preparação para a celebração do Mistério Pascal. (…)
A Quaresma é, portanto, um período de quarenta dias de preparação para a Páscoa, «a maior das solenidades» (SC. 12), pois actualiza o
acontecimento culminante da História da Salvação.» (Cf Missal Popular Dominical, Gráfica de Coimbra 1993, p. 163).
A natureza deste tempo é comandada pelo seu termo: a Páscoa, a celebração da paixão e ressurreição do Senhor. A Quaresma, se tem sentido,
é precisamente o de preparar-nos para uma inteligência da Páscoa integral a fim de nos dispor também a revivê-la integralmente. Como
descobrir este sentido da Quaresma?
A instituição da Quaresma está concebida como uma marcha para esse mistério de libertação e de renovação. É tempo para nos desligarmos do
homem velho, um tempo de renovação sobretudo mediante os sacramentos. Por isso, as características particulares deste tempo litúrgico, para
além das assembleias eucarísticas, relacionam-se principalmente com dois elementos: a preparação dos catecúmenos para o baptismo e a
preparação dos penitentes para a reconciliação. Aos catecúmenos a Igreja propõe-lhes a entrada, mediante o baptismo, numa criação nova; aos
já baptizados, uma revisão de vida, um passo em frente na divinização que lhes foi outorgada em princípio mas que deverá ser restaurada e
actuada de uma forma sempre mais consciente e profunda.
Período de esforço ascético para seguir a Cristo na sua morte ao pecado, tempo apto para escutar a palavra de Deus recebida na Liturgia, para
reunir o povo a fim de o dispor e conduzir às celebrações pascais, tudo isto é a Quaresma, tudo isto é preparação para a Páscoa. (Cf. A
Celebração do Mistério Pascal – Quaresma, in “Boletim de Pastoral Litúrgica”, Janeiro / Dezembro de 1985, Ano X).
Assim, a Quaresma é um tempo favorável para, através de diversas formas, renovarmos a nossa fidelidade cristã. O gesto de imposição das mãos
na quarta-feira de cinzas leva-nos a tomar consciência da nossa condição de pecadores. A Quaresma é tempo propício para o aprofundamento
do desígnio de Deus sobre cada um. É tempo de renunciar, de converter e de crer.
Ao longo destes 40 dias, as leituras sugerirão: sentido de jejum e da partilha, amor ao próximo, importância da oração, conversão, justiça de
Deus, a sua misericórdia, o perdão e a reconciliação.
A Quaresma exige que façamos a revisão das nossas competências. Se lutamos por ser competentes ou somos "do despacha", porque custa.
Também exige que façamos a revisão da nossa moralidade: os nossos costumes, os nossos valores, as nossas acções. Assim como diz o Catecismo
da Igreja Católica, entremos numa linha de ascese (esforço, sacrifício) e deixemos de lado a acédia (preguiça espiritual).
                                                                                                     Cf. http://www.dehonianos.org/700_03/001_02c.htm

Esquema Temático das Leituras dos Domingos da Quaresma
            Domingo                     Antigo Testamento                                 Apóstolo                            Evangelho

                             Tema: Jesus jejua durante quarenta dias.
           I Quaresma
                             Gn 2, 7-9; 3, 1-7                           Rm 5, 12-19                           Mt. 4, 1-11
            13 Março
                             Criação e Pecado                            Pecado e graça                        Tentação de Cristo
           II Quaresma       Tema: O seu rosto ficou resplandecente como o sol.
             20 Março            Gn. 12, 1-4ª                                2 Tm 1, 8b-10                        Mt 17, 1-9
                                 Vocação de Abraão                           Nossa Vocação                        Transfiguração
                                 Tema: Fonte da água que jorra a vida eterna.
           III Quaresma
                                 Ex. 17, 3-7                                 Rm 5, 1-2.5-8                        Jo. 4, 5-42
             27 Março
                                 A água do deserto                           O amor de Deus em nosso coração      A Samaritana e a Água viva
                                 Tema: Eu fui, lavei-me e comecei a ver.
           IV Quaresma
                                 1 Sm 16, 1b.6-7. 10-13ª                     Ef. 5, 8-14                          Jo. 9, 1-41
              3 Abril
                                 Unção do Rei: (luz de Deus)                 Viver como filhos da luz             Cego de nascença e a Luz de Deus
                                 Tema: Eu sou a ressurreição e a vida.
            V Quaresma                                                                                            Jo. 11, 1-45
                                 Ez. 37, 12-14                                Rm 8, 8-11
              10 Abril                                                                                            Ressurreição de Lázaro: Vida do
                                 Visão da ressurreição                        A nossa ressurreição
                                                                                                                  ressuscitado
                                 Tema: Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.
           Dom. Ramos
                                 Is 50, 4-7                                 Fl. 2, 6-11                           Mt. 26, 14-27, 66
              17 Abril
                                 Profecia da Paixão: o servo sofredor       Cristo humilhou-se e Deus exaltou-o   Paixão de Cristo
      Quinta-Feira Santa (Ceia   Tema: Amou-os até ao fim.
            do Senhor)
                                 Ex. 12, 1-8.11-14                            1 Cor. 11, 23-26                    Jo. 13, 1-15
              21 Abril
     Sexta-Feira Santa (Paixão   Tema: Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.
            do Senhor)
                                 Is. 52, 13-53,12                             Hb. 4, 14-16; 5, 7-9                Jo. 18, 1-19,42
              22 Abril

I Domingo - Mt 4,1-11

Mensagem
“As três tentações aqui apresentadas não são mais do que três faces de uma única tentação: a tentação de prescindir de Deus, de escolher um
caminho de egoísmo, de orgulho e de auto-suficiência, à margem das propostas de Deus. Mas, para Jesus, ser “Filho de Deus” significa viver em
comunhão com o Pai, escutar a sua voz, realizar os seus projectos, cumprir obedientemente os seus planos. Ao longo da sua vida, diante das
diversas “provocações” que os adversários Lhe lançam, Jesus vai confirmar esta sua “opção fundamental” e vai procurar concretizar, com total
fidelidade, o projecto do Pai. Israel, ao longo da sua caminhada pelo deserto, sucumbiu frequentemente à tentação de ignorar os caminhos e as
propostas de Deus. Jesus, ao contrário, venceu a tentação de prescindir de Deus e de escolher caminhos à margem dos projectos do Pai. De
Jesus vai nascer um novo Povo de Deus, cuja vocação essencial é viver em comunhão com o Pai e concretizar o seu projecto para o mundo e
para os homens”.

II Domingo - Mt 17,1-9

Mensagem
“A mensagem fundamental, amassada com todos estes elementos, pretende dizer quem é Jesus. Recorrendo a simbologias do Antigo Testamento,
o autor deixa claro que Jesus é o Filho amado de Deus, em quem se manifesta a glória do Pai. Ele é, também, esse Messias libertador e
salvador esperado por Israel, anunciado pela Lei (Moisés) e pelos Profetas (Elias). Mais ainda: ele é um novo Moisés – isto é, aquele através de
quem o próprio Deus dá ao seu Povo a nova lei e através de quem Deus propõe aos homens uma nova aliança […].
Ele sabe que o projecto de Deus – esse projecto de construir um novo Povo de Deus e levá-lo da escravidão para a liberdade – tem de passar
pelo caminho do dom da vida, da entrega total, do amor até às últimas consequências”.

III Domingo - Jo 4,5-42

Mensagem
“Estamos, pois, diante de um quadro que representa a busca da vida plena. Onde encontrar essa vida? Na Lei? Noutros deuses? A
mulher/Samaria dá conta da falência dessas “ofertas” de vida: elas podem “matar a sede” por curtos instantes; mas quem procura a resposta
para a sua realização plena nessas propostas voltará a ter sede. É aqui que entra a novidade de Jesus. Ele senta-se “junto do poço”, como se
pretendesse ocupar o seu lugar; e propõe à mulher/Samaria uma “água viva”, que matará definitivamente a sua sede de vida eterna (vers. 10-
14) […]. O nosso texto define, portanto, a missão de Jesus: comunicar ao homem o Espírito que dá vida. O Espírito que Jesus tem para
oferecer desenvolve e fecunda o coração do homem, dando-lhe a capacidade de amar sem medida. Eleva, assim, esses homens que buscam a
vida plena e definitiva à categoria de Homens Novos, filhos de Deus que fazem as obras de Deus. Do dom de Jesus nasce a nova comunidade”.

IV Domingo - Jo 9,1-41
Mensagem
“O ‘cego’ da nossa história é um símbolo de todos os homens e mulheres que vivem na escuridão, privados da ‘luz’, prisioneiros dessas cadeias
que os impedem de chegar à plenitude da vida. […] A missão de Jesus é aqui apresentada como criação de um Homem Novo. Deus criou o
homem para ser livre e feliz; mas o egoísmo, o orgulho, a auto-suficiência, dominaram o coração do homem, prenderam-no num esquema de
‘cegueira’ e frustraram o projecto de Deus. A missão de Jesus consistirá em destruir essa ‘cegueira’, libertar o homem e fazê-lo viver na ‘luz’.
Trata-se de uma nova criação…
Assim, da acção de Jesus irá nascer um Homem Novo, liberto do egoísmo e do pecado, vivendo na liberdade, a caminho da vida em plenitude”.

V Domingo - Jo 11,1-45

Mensagem
“A acção de dar vida a Lázaro representa a concretização da missão que o Pai confiou a Jesus: dar vida plena e definitiva ao homem. É por
isso que Jesus, antes de mandar Lázaro sair do sepulcro, ergue os olhos ao céu e dá graças ao Pai (vers. 41b-42): a sua oração demonstra a
sua comunhão com o Pai e a sua obediência na concretização do plano do Pai. Depois, Jesus mostra Lázaro vivo na morte, provando à
comunidade dos crentes que a morte física não interrompe a vida plena do discípulo que ama Jesus e O segue. A família de Betânia representa
a comunidade cristã, formada por irmãos e irmãs. Todos eles conhecem Jesus, são amigos de Jesus, acolhem Jesus na sua casa e na sua vida”.

Domingo de Ramos - Mt 26,14 - 27,66

Mensagem
“A morte de Jesus é a consequência lógica do anúncio do “Reino”: resultou das tensões e resistências que a proposta do “Reino” provocou entre
os que dominavam o mundo […]. Na cruz, vemos aparecer o Homem Novo, o protótipo do homem que ama radicalmente e que faz da sua
vida um dom para todos. Porque ama, este Homem Novo vai assumir como missão a luta contra o pecado – isto é, contra todas as causas
objectivas que geram medo, injustiça, sofrimento, exploração e morte. Assim, a cruz mantém o dinamismo de um mundo novo – o dinamismo
do “Reino”.

Tempo Pascal – Ano A

A celebração da Páscoa engloba a morte e a ressurreição do Senhor, melhor ainda, a morte que é passagem para a ressurreição. Não admira,
por isso, que, no inicio sobretudo, a palavra Páscoa se pudesse ter dito tanto da morte como da ressurreição.
Assim, tempo houve em que o que hoje chamamos Semana Santa foi chamado semana de Páscoa, a semana em que “Cristo, nossa Páscoa, foi
imolado”. Hoje damos o nome de Tempo da Páscoa ou Tempo Pascal aos cinquenta dias que vão do Domingo da Ressurreição até ao Domingo
do Pentecostes.
O Tempo pascal nasce da Vigília; aí se faz a passagem do luto à alegria, do jejum ao banquete, da tristeza à festa, da morte à vida. Tempo de
alegria, de acção de graças, de aprofundamento do sentido do mistério cristão e da vida em Cristo, do mistério da Igreja e consequentemente
do mistério da comunidade dos cristãos, o Tempo Pascal é o tempo espiritual, por excelência, do ano litúrgico. É o tempo em que o
Ressuscitado dá o Espírito: “Recebei o Espírito Santo”, e que se conclui precisamente com a efusão do Espírito Santo sobre os discípulos, que,
uma vez “cheios do Espírito Santo”, Cristo Ressuscitado, “primogénito de entre os mortos”, é, por isso mesmo, “Cabeça do Corpo da Igreja”. De
facto, na Páscoa “unem-se o céu e a terra, o divino e o humano”.
A reforma litúrgica do Vaticano II veio restaurar a cinquentena na sua unidade. A Páscoa, a Ascensão e o Pentecostes não constituem festas
isoladas ou autónomas; são antes momentos significativos de um período que, na sua totalidade, constitui uma única festa. Esta consciência da
unidade é ainda sublinhada pelo facto de os domingos que ocorrem durante o tempo pascal já não serem chamados ‘domingos depois da
Páscoa’, mas ‘domingos de Páscoa’”.
Estes cinquenta dias são tempo de alegria e de festa. É difícil entender uma festa sem o «feriado» e as manifestações festivas externas. Temos
dificuldade em sentir a festa quando se faz o trabalho de todos os dias. Para os primeiros cristãos as duas coisas não andavam necessariamente
ligadas, tanto para o domingo como para a cinquentena pascal. A redescoberta do Tempo pascal como uma única grande festa suporia que o
conteúdo espiritual da festa causasse uma impressão muito mais forte no espírito dos cristãos. Mas vale a pena tentá-lo, já que se trata da
própria expressão da existência cristã. Exteriormente estamos submetidos ao trabalho e ao sofrimento; interiormente, já vivemos com Cristo em
Deus: “em nós, vai morrendo o homem exterior, enquanto o homem interior se vai renovando de dia para dia” (2 Cor 4, 16).
                                                                            Cf. O Tempo Pascal, Secretariado Nacional de Liturgia, Fátima, 1996

Esquema Temático das Leituras dos Domingos Pascais
                     Domingo               Antigo Testamento                         Apóstolo                              Evangelho

                                           Tema: Ressurreição
                                           Gn. 1,1-2,2; Gn 22, 1-18; Ex. 14, 15-
           Sábado Santo (Vigília Pascal)
                                           15,1; Ex 15,1-6.17-18; Is 54, 5-14; Is.
                     23 Abril                                                           Rm 6,3-11                            Mt 28,1-10
                                           55, 1-11; Is. 12, 2-6; Br 3,9-15.32-
                                           4,4; Ez 36,16-28
                                           Tema: Ele tinha de ressuscitar dos mortos.
                   Dom. Páscoa
                                           Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado: celebremos a festa do Senhor
                     24 Abril
                                           Act. 10, 34ª.37-43                           Cl. 3, 1-4 ou 1 Cor. 5, 6b-8         Jo. 20,1-9
                                           Tema: Oito dias depois, veio Jesus… Disse o Senhor a Tomé:
                    II Páscoa
                                           «Porque Me viste, acreditaste; felizes os que acreditam sem terem visto».
                      1 Maio
                                           Act. 2, 42-47                                1 Pd. 1, 3-9                         Jo. 20, 19-31
                    III Páscoa             Tema: Conheceram-n’O ao partir do pão. Senhor Jesus, abri-nos as Escrituras, falai-nos e inflamai o nosso coração.
                      8 Maio               Act. 2, 14.22-33                             1 Pd 1,17-21                         Lc. 24, 13-35.
                                           Tema: Eu sou a porta das ovelhas.
                    IV Páscoa
                                           Eu sou o bom pastor, diz o Senhor: conheço as minhas ovelhas e elas conhecem-Me
                     15 Maio
                                           Act. 2, 14ª.36-41                            1 Pd. 2,20b-25                       Jo. 10, 1-10
                                           Tema: Eu sou o caminho, a verdade e a vida.
                     V Páscoa
                                           Eu sou o caminho, a verdade e a vida, diz o Senhor; ninguém vai ao Pai senão por mim.
                     22 Maio
                                           Act. 6,1-7                                   1 Pd. 2,4-9                          Jo. 14,1-12
                                           Tema: Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Defensor.
                    VI Páscoa
                                           Se alguém Me ama, guardará a minha palavra. Meu Pai o amará e faremos nele a nossa morada.
                     29 Maio
                                           Act. 8,5-8.14-17                             1Pd. 3,15-18                         Jo. 14, 15-21
                                           Tema: Todo o poder Me foi dado no Céu e na Terra.
               Ascensão do Senhor
                                           Ide e ensinai todos os povos, diz o senhor: Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos.
                     5 Junho
                                           Act. 1,1-11                                  Ef. 1,17-23                          Mt. 28,16-20
                                           Tema: Descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos.
                   Pentecostes
                                           Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.
                    12 Junho
                                           Act. 2,1-11                                  1Cor. 12, 3b-7.12-13                 Jo. 20, 19-23

Domingo de Páscoa - Jo 20,1-9

Mensagem
“O Evangelho coloca-nos diante de duas atitudes face à ressurreição: a do discípulo obstinado, que se recusa a aceitá-la porque, na sua lógica, o
amor total e a doação da vida nunca podem ser geradores de vida nova; e a do discípulo ideal, que ama Jesus e que, por isso, entende o seu
caminho e a sua proposta (a esse não o escandaliza nem o espanta que da cruz tenha nascido a vida plena, a vida verdadeira)[…]”. “A
primeira personagem em cena é Maria Madalena: ela é a primeira a dirigir-se ao túmulo de Jesus, ainda o sol não tinha nascido, na manhã do
“primeiro dia da semana”. Ela representa a nova comunidade que nasceu da acção criadora e vivificadora do Messias”; essa nova comunidade,
“apercebe-se de que a morte não venceu e que Jesus continua vivo”. […] “A ressurreição de Jesus prova, precisamente, que a vida plena, a
vida total, a transfiguração total da nossa realidade finita e das nossas capacidades limitadas passa pelo amor que se dá, com radicalidade, até
às últimas consequências”.

2º Domingo - Jo 20,19-31

Mensagem
No texto “sobressai a ideia de que Jesus vivo e ressuscitado é o centro da comunidade cristã; é à volta d’Ele que a comunidade se estrutura e
é d’Ele que ela recebe a vida que a anima e que lhe permite enfrentar as dificuldades e as perseguições. Por outro lado, é na vida da
comunidade (na sua liturgia, no seu amor, no seu testemunho) que os homens encontram as provas de que Jesus está vivo”. “[…] A
comunidade cristã gira em torno de Jesus, constrói-se à volta de Jesus e é d’Ele que recebe vida, amor e paz”.

3º Domingo - Lc 24,13-35

Mensagem
“O texto que nos é proposto põe Cristo, vivo e ressuscitado, a caminhar ao lado dos discípulos, a explicar-lhes as Escrituras, a encher-lhes o
coração de esperança e a sentar-Se com eles à mesa para “partir o pão”. É aí que os discípulos O reconhecem”.
[…] A catequese que Lucas nos propõe hoje garante-nos que Jesus, vivo e ressuscitado, caminha ao nosso lado. Ele é esse companheiro de
viagem que encontra formas de vir ao nosso encontro – mesmo se nem sempre somos capazes de O reconhecer – e de encher o nosso coração
de esperança”. […] “Emaús… é a nossa história de cada dia: os nossos olhos fechados que não reconhecem o Ressuscitado… Há urgência
em abrir os nossos olhos para reconhecer a sua Presença e a sua acção no coração do mundo e para levar a Boa Notícia: Jesus ressuscitou!”.

4º Domingo - Jo 10,1-10

Mensagem
“O Evangelho apresenta Cristo como “o Pastor”, cuja missão é libertar o rebanho de Deus do domínio da escravidão e levá-lo ao encontro das
pastagens verdejantes onde há vida em plenitude”. “[…] Para os cristãos, “o Pastor” por excelência é Cristo: Ele recebeu do Pai a missão de
conduzir o “rebanho” de Deus das trevas para a luz, da escravidão para a liberdade, da morte para a vida”.

5º Domingo - Jo 14,1-12

Mensagem
“O Evangelho define a Igreja: é a comunidade dos discípulos que seguem o “caminho” de Jesus – “caminho” de obediência ao Pai e de dom da
vida aos irmãos”. “[…] A Igreja é essa comunidade de Homens Novos, que se identifica com Jesus que, animada pelo Espírito, segue ‘o
caminho’ de Jesus, que procura dar testemunho de Jesus no meio dos homens”.

6º Domingo - João 14,15-21

Mensagem
O texto “apresenta-nos parte do ‘testamento’ de Jesus, na ceia de despedida, em Quinta-feira Santa. Aos discípulos, inquietos e assustados, Jesus
promete o ‘Paráclito’: Ele conduzirá a comunidade cristã em direcção à verdade; e levá-la-á a uma comunhão cada vez mais íntima com Jesus e
com o Pai”. “[…]Jesus garantiu aos seus discípulos o envio de um ‘defensor’, de um ‘consolador’, que havia de animar a comunidade cristã e
conduzi-la ao longo da sua marcha pela história. Nós acreditámos, portanto, que o Espírito está presente, animando-nos, conduzindo-nos, criando
vida nova, dando esperança aos crentes em caminhada”. “[…] A comunidade cristã, identificada com Jesus e com o Pai, animada pelo Espírito,
é o “templo de Deus”, o lugar onde Deus habita no meio dos homens”.

7º Domingo, Domingo da Ascensão - Mt 28,16-20

Mensagem
“O Evangelho apresenta o encontro final de Jesus ressuscitado com os seus discípulos, num monte da Galileia. A comunidade dos discípulos,
reunida à volta de Jesus ressuscitado, reconhece-O como o seu Senhor, adora-O e recebe d’Ele a missão de continuar no mundo o testemunho
do ‘Reino’”. […]“Celebrar a ascensão de Jesus significa, antes de mais, tomar consciência da missão que foi confiada aos discípulos e sentir-se
responsável pela presença do “Reino” na vida dos homens”.

Solenidade do Pentecostes - Jo 20,19-23

Mensagem
“O Evangelho apresenta-nos a comunidade cristã, reunida à volta de Jesus ressuscitado. Para João, esta comunidade passa a ser uma comunidade
viva, recriada, nova, a partir do dom do Espírito. É o Espírito que permite aos crentes superar o medo e as limitações e dar testemunho no
mundo desse amor que Jesus viveu até às últimas consequências”. “[…] Identificar-se como cristão significa dar testemunho diante do mundo
dos ‘sinais’ que definem Jesus: a vida dada, o amor partilhado”. “[…] As comunidades construídas à volta de Jesus são animadas pelo
Espírito. O Espírito é esse sopro de vida que transforma o barro inerte numa imagem de Deus, que transforma o egoísmo em amor partilhado,
que transforma o orgulho em serviço simples e humilde…”
O Pentecostes é a irrupção do Espírito Santo na vida dos discípulos que vão deixar-se transformar em todas as dimensões do seu ser. O
Pentecostes continua!”


QUEREMOS VALORIZAR…
O Sacramento da Reconciliação, no Tempo Quaresmal

Uma das características peculiares deste tempo é a valorização dos sacramentos, em comunhão com a III Etapa do Plano Pastoral Diocesano,
pelo que sugerimos que por altura da 4ª Semana da Quaresma seja realizada uma catequese sobre a Reconciliação e/ou uma celebração
penitencial. Deste modo pretende-se realçar, esclarecer e sensibilizar para a importância e relevância da Reconciliação na vida cristã, que nos
permite renovar a nossa fé e vivê-la de uma forma mais consciente e profunda. Nos capítulos específicos para cada idade, existem propostas
concretas para a valorização deste Sacramento.

Diz-nos o Catecismo da Igreja Católica (CIC) que todos aqueles que se abeiram do sacramento da Penitência recebem da misericórdia de Deus o
perdão da ofensa a Ele feita e, ao mesmo tempo, são reconciliados com a Igreja.
O Sacramento da Penitência e da Reconciliação pode ser chamado de várias formas.
É chamado sacramento da conversão, porque realiza sacramentalmente o apelo de Jesus à conversão e o esforço de regressar à casa do Pai, da
qual o pecador se afastou pelo pecado.
É chamado sacramento da Penitência, porque consagra uma caminhada pessoal e eclesial de conversão, de arrependimento e de satisfação por
parte do cristão pecador. (CIC n.º 1423)
É chamado sacramento da confissão, porque o reconhecimento, a confissão dos pecados perante o sacerdote é um elemento essencial deste
sacramento. Num sentido profundo, este sacramento é também uma «confissão», reconhecimento e louvor da santidade de Deus e da sua
misericórdia para com o homem pecador.
É chamado sacramento do perdão, porque, pela absolvição sacramental do sacerdote, Deus concede ao penitente «o perdão e a paz».
É chamado sacramento da Reconciliação, porque dá ao pecador o amor de Deus que reconcilia: «Deixai-vos reconciliar com Deus» (2 Cor. 5,20).
Aquele que vive do amor misericordioso de Deus está pronto para responder ao apelo do Senhor: «Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão»
(Mt. 5, 24). (CIC n.º 1424)
«Reconciliar é voltar a conciliar, fazer a união do que estava separado. A mensagem fundamental de Cristo foi a reconciliação com Deus, a
conversão e o perdão. E também foi este o conteúdo básico, desde o princípio, da evangelização por parte da Igreja.
A vida nova recebida nos Sacramentos de Iniciação (Baptismo, Confirmação e Eucaristia), não suprimiu a fragilidade e a fraqueza da natureza
humana, nem a inclinação para o pecado. (CIC nº. 1426)
A comunidade cristã, reconciliada, é encarregada de realizar o mistério da reconciliação: «Tudo isto vem de Deus, que nos reconciliou consigo
por meio de Cristo e nos confiou a palavra de reconciliação. […] Nós somos, portanto, embaixadores de Cristo; é Deus quem vos exorta por
nosso intermédio. Nós vos pedimos em nome de Cristo: reconciliai-vos com Deus» (2 Cor 5, 18-20).
O sacramento da reconciliação foi dado por Cristo à sua Igreja para que reconcilie o cristão pecador com Deus e com a própria comunidade:
duas dimensões que não se podem separar» (Cf. ALDAZÁBAL, José, Reconciliação (voc.), em Dicionário Elementar de Liturgia, Paulinas, Prior Velho
2007, p. 252).
Assim, a celebração da reconciliação, o sacramento da penitência, pode ser um momento importante na vida de cada cristão. E propô-lo
constitui um interesse objectivo. A penitência interior é uma reorientação radical de toda a vida, uma  conversão a Deus de todo o coração,
uma ruptura com o pecado. (CIC nº. 1431)
A conversão é, antes de mais, obra da graça de Deus, a qual faz com que os nossos corações voltem para Ele. Deus é Quem nos dá a coragem
de começar de novo. É ao descobrir a grandeza do Amor de Deus que começa o receio de ofender a Deus pelo pecado e de estar separado
d´Ele. (CIC nº. 1432)
Nela estão em jogo dois eixos básicos da vida do cristão: o primeiro deles, o reconhecimento de que arrastamos muita infidelidade ao projecto
de amor que o Senhor nos confiou; o segundo, a confiança firme de que a misericórdia, o perdão e a graça que Deus nos quer dar é mais
forte que a nossa infidelidade.
Neste sacramento está sempre a grande notícia de Jesus Cristo: o chamamento a converter-nos, a mudar de atitude, e o chamamento a
reconhecer tudo o que temos e somos, todas as nossas forças para caminhar, todas as nossas possibilidades de recomeçar, temo-las graças ao
amor de um Pai que nunca Se cansa de acolher os seus filhos.
O Sacramento da Reconciliação é de instituição divina, em pleno Domingo de Páscoa (Jo. 20,22-23) “Recebei o Espírito Santo àqueles a quem
perdoardes os pecados ficarão perdoados…”
Quando celebramos a reconciliação, celebramos este amor do Pai que perdoa e ama e celebramos um amor que está aqui, quando os cristãos se
reúnem como Igreja, quando celebram estes sinais de conversão e perdão» (Cf. LLIGADAS, Josep, O Sacramento do Perdão, Paulinas, Prior Velho
2006, p.5).
Com a simples atitude de nos aproximarmos deste Sacramento, proclamamos a Misericórdia de Deus que é mais forte que o pecado, e
professamos a fé na Igreja, depositária do poder de perdoar, bem como na eficácia do sacramento recebido.
Diante de Deus somos convidados a fazer cuidadosamente o exame de consciência (Sl 139(138)), nas diversas dimensões da nossa vida:
      EU e DEUS – qual a minha relação com Deus? (Deut 6,4-9)
      EU e o PRÓXIMO – como vivo a dimensão da caridade e da relação com os outros? (Mt 25, 31-46)
      EU COMIGO MESMO – Vivo como templo do Espírito Santo e faço bom uso de todas as capacidades que Deus me deu? (Gal 5,13-21)
A atitude de acção de graças ao receber a absolvição, compromete-nos a sermos fiéis àquilo que nos é proposto como “penitência”.
Ao celebrarmos este sacramento vemos nele, um claro sentido trinitário: o Pai que acolhe e perdoa, Jesus Cristo que nos comunica a sua vitória
pascal sobre o pecado, e o Espírito que nos move à conversão e nos comunica a graça de Cristo.

A Vivência do Tríduo Pascal

Em 2010, na catequese sobre o Tríduo Pascal, intitulada “Tríduo Pascal: núcleo essencial da Fé”, o Papa Bento XVI dirigiu a seguinte mensagem
aos cristãos de todo o mundo:
          “Estamos vivendo os dias santos que nos convidam a meditar sobre os acontecimentos centrais da nossa Redenção, o núcleo essencial
          da nossa fé. Amanhã começa o tríduo pascal, cume do ano litúrgico inteiro, no qual somos convidados ao silêncio e à oração para
          contemplar o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. […] Eu vos exorto, portanto, a viver intensamente estes dias, para
          que orientem decididamente a vida de cada um à adesão generosa e convencida de Cristo, morto e ressuscitado por nós.”
Na continuação do apelo feito pelo Santo Padre, propomos que se ajude toda a comunidade viver mais intensamente o Tríduo Pascal. Para isso,
em cada paróquia, devem promover-se catequeses para todas as faixas etárias (crianças, adolescentes, jovens e adultos) sobre o Tríduo Pascal,
para as quais surgem mais à frente propostas específicas. Neste ano em que a nossa diocese está a valorizar de um modo especial a oração e a
liturgia pretende-se que as pessoas aprofundem os seus conhecimentos sobre as celebrações do Tríduo Pascal, para que o possam viver mais
intensamente.

Desde os primeiros séculos cristãos, a Igreja celebra o mistério da salvação, nas suas três fases (Paixão, Morte e Ressurreição), no decorrer dos
três dias, que constituem o ponto culminante de todo o ano litúrgico.
O Tríduo Pascal tem o seu início com a Missa Vespertina de Quinta-Feira Santa, tendo o seu momento mais alto na Vigília Pascal e terminando
com as Vésperas da Ressurreição.
Assim, «não podemos identificar a Páscoa apenas com o Domingo da Ressurreição. Isso seria mutilar uma realidade extremamente rica e reduzir-
lhe as dimensões. “O plano divino da Salvação em Cristo não pode fragmentar-se, mas deve ser considerado como um todo único”.
Compreende-se, portanto, a importância deste Tríduo Pascal, quer na Liturgia, quer na vida da Igreja. Dele derivam todas as outras solenidades,
que não são senão reflexos, ecos deste Acontecimento salvífico, de modo que o culto cristão é um culto pascal. Nele tem o seu centro de
convergência e de irradiação a vida da Igreja, pois “ao Mistério cristão culmina e compendia-se no Mistério Pascal, que dá cumprimento à
História da Salvação e à missão de Israel, enquanto inaugura, com os tempos messiânicos, a existência histórica da Igreja”» (Cf Missal Popular
Dominical, Gráfica de Coimbra 1993, p. 322)
O Tríduo Pascal engloba as celebrações da Missa da Ceia do Senhor (5ª Feira Santa), Celebração da Paixão do Senhor (6ª Feira Santa). A grande
proclamação da Ressurreição de Jesus, na noite de Sábado Santo para Domingo, e no próprio dia de Domingo de Páscoa.
O Tríduo Pascal, para nós cristãos, é o tempo que deve ser vivido com maior intensidade. Nos três dias que compõem este tempo, somos
convidados, em união com Cristo, a percorrer o itinerário tornando-nos solidários com Ele na Paixão e na Morte, para o sermos na Ressurreição.

Quinta-Feira Santa – Missa Vespertina da Ceia do Senhor

                                 “Disse-lhes Jesus: «Tenho desejado muito comer esta Páscoa convosco”(Lc 22,15)
                                            “Se Eu vos lavei os pés, fazei-o vós também”. (Jo 13,14-15)
                                                  “Tomai, comei: Isto é o meu corpo.” (Mt 26,26)
                                                   “Fazei isto em memória de mim” (1Cor 11,24)

A Quinta-feira Santa é o último dia a Quaresma, e a partir da Missa Vespertina da Ceia do Senhor, inicia-se o Tríduo Pascal da Paixão, e
Ressurreição do Senhor. «É um dia de carácter intimo para o povo cristão, (…). É o dia em que Cristo, na sua ceia de despedida, antes da
morte, institui a Eucaristia, deu a grande lição de humildade e de serviço, lavando os pés aos seus apóstolos, e constituindo-os sacerdotes
mediadores da Palavra, dos seus sacramentos e da sua salvação» (Cf. ALDAZÁBAL, José, Quinta-Feira Santa (voc.), em Dicionário Elementar de
Liturgia, Paulinas, Prior Velho 2007, p. 250)
O Lava-pés é um dos ritos mais antigos e mais universais da Igreja. Após a explicação da palavra de Deus, o presidente da celebração refaz o
gesto que Cristo havia feito com os seus Apóstolos. «A liturgia convida-nos a contemplar Jesus a lavar os pés dos seus Apóstolos e a
compreender através dele que o seu amor é um amor de serviço. Neste enquadramento e a esta hora, o ajoelhar de um bispo ou de um padre
diante do seu irmão, diz mais que um longo discurso. Valorizando este gesto a Igreja sublinha que a fraternidade concreta dos discípulos do
Mestre é um mandamento, razão pela qual o rito foi outrora chamado “o mandamentum”, o mandamento novo, sinal distintivo do cristão:
“Todos vos reconhecerão por meus discípulos se vos amardes uns aos outros como Eu vos amei”. O mandamento novo é simplesmente uma
imitação do amor de Cristo. Nessa perspectiva o lava-pés tem um alto poder de expressão pelo seu valor litúrgico e catequético. Mas é preciso
não esquecer que foi aos seus colaboradores que Cristo lavou os pés» (Cf. CORDEIRO, José Leão, Os dois primeiros dias do Tríduo Pascal, em A
Celebração do Mistério Pascal – Tríduo Pascal, Secretariado Nacional de Liturgia, 1990, p. 57)

Sexta-Feira da Semana Santa – Paixão do Senhor

                              “O meu sangue vai ser derramado por muitos, para perdão dos pecados” (Mt 26,28)
                                      “Jesus disse: «Tenho sede!» «Tudo está consumado.»” (Jo19.28.30)

É na sexta-feira santa que celebramos, em Igreja, de forma especial a Paixão e Morte de Jesus Cristo. Neste dia a Igreja não celebra Missa. A
celebração deste dia divide-se em três partes: Liturgia da Palavra, a Adoração da Cruz e a Comunhão Eucarística.
«É o dia da Paixão de Jesus. Paixão do Homem abandonado e maltratado. Paixão de Deus que se cala.
Para nós, trata-se de comungar no sacrifício deste Homem que é o Filho de Deus cuja morte é a vida do mundo» (Cf. Op. cit. p. 59)
A celebração da Paixão e Morte de Jesus tem, para nós cristãos, como finalidade fazer-nos entrar com maior profundidade no Mistério Pascal e
prepararmo-nos para a Vigília de Sábado Santo.
Neste dia não se celebra eucaristia, mas centramo-nos especialmente na Cruz de Cristo. «A Cruz, “sinal do amor universal de Deus”( NA 4),
símbolo do nosso resgate, domina a segunda parte da Celebração.
Levada, processionalmente até ao altar, a cruz é apresentada à veneração de toda a humanidade pecadora, representada pela assembleia cristã.
Nela, nós adoramos Jesus Cristo, Aquele que foi suspenso na Cruz, Aquele que foi, que é a “salvação do mundo”.
É a Ele também que exprimimos, neste momento, a força para levarmos a nossa Cruz: “Suportando a morte por todos nós, ensina-nos, com o
seu exemplo, que também devemos levar a cruz que a carne e o mundo fazem pesar sobre os ombros daqueles que buscam a paz e a justiça”
(GS 38)» (Cf Missal Popular Dominical, Gráfica de Coimbra 1993, pp. 348-349)
Após a contemplação do mistério da Cruz, na Liturgia da Palavra, da adoração de Cristo Crucificado, no momento da Adoração da Cruz, a
liturgia desta celebração introduz-nos no momento mais íntimo do Mistério Pascal, o contacto com o próprio “Cordeiro Pascal”
Neste dia não se celebra Eucaristia. «No entanto, pela Comunhão do “Pão da Vida”, consagrado em Quinta-Feira Santa, somos “baptizados” no
Sangue de Jesus, somos mergulhados na Sua morte.
Assim unidos à fonte da vida sobrenatural, ficámos cheios de força para passarmos da morte do pecado à alegria da ressurreição.
Através do Corpo sacramental do Senhor crucificado e ressuscitado ficámos também mais unidos ao Seu Corpo Místico, isto é a Cristo que sofre e
morre nos Seus membros.
Como o Senhor Jesus, também nos devemos dar a vida pelos nossos irmãos (1 Jo 3,16)»

Sábado Santo

                 “José de Arimateia tomou o corpo de Jesus, envolveu-o num lençol e depositou-o num túmulo”. (Mt 27,59.60)

Jesus encontra-se no sepulcro.
«Todo este dia tem um tom de silêncio contemplativo do mistério de Cristo que baixou “ao lugar dos mortos”, ao “descanso” do sepulcro, ao
aniquilamento absoluto e ao seu misterioso encontro com os antepassados, onde pregou “aos espíritos que estavam na prisão da morte” (cf. 1
Pe 3,19)» (Cf. ALDAZÁBAL, José, Sábado Santo (voc.), em Dicionário Elementar de Liturgia, Paulinas, Prior Velho 2007, p. 262)
Toda a Igreja encontra-se vigilante junto do Sepulcro de Jesus. Participando do mistério da morte de Jesus e do Seu sofrimento, reina a
esperança. Neste dia não há Missa durante o dia.
«A Sua Morte será o penhor da nova Criação, que se aproxima.
Sabe também que o “repouso” de Jesus é a imagem do “repouso” de todos aqueles que foram baptizados ma Sua Morte e Ressurreição. Depois
que Ele morreu e foi sepultado, santificando a morte, especialmente vivo, para o início duma vida superior» (Cf Missal Popular Dominical, Gráfica
de Coimbra 1993, p. 377)

Vigília Pascal

                                                      “Eu sou a luz do mundo.” (Jo 8,12)
A Vigília Pascal, que se celebra na Noite do Sábado Santo. « Vigília significa exactamente tempo da noite em que se não dorme, mas se vigia,
em que se está de vela, e, no caso da liturgia, uma celebração nocturna. A noite foi sempre tempo preferido para a oração. Jesus deu exemplos
frequentes de oração durante a noite, e a tradição cristã continuou a mesma prática» (Cf. FERREIRA, José, A Vigília Pascal, em A Celebração do
Mistério Pascal – Tríduo Pascal, Secretariado Nacional de Liturgia, 1990, pp. 66-67)
Neste tempo em que somos convidados a estarmos vigilantes, à espera da Ressurreição do Senhor, somos também chamados a celebrar, com
esperança e alegria, o grande acontecimento da salvação.
«O Mistério Pascal não é, porém, estático, mas dinâmico. Não é um estado de Cristo, mas a “passagem”, um movimento, em que é envolvido
todo o Povo de Deus. Desta celebração consta a recordação de toda a História da criação, da libertação de Israel e da redenção da
Humanidade.
Por conseguinte, a espera dos cristãos, nesta noite santa, não se reduz à expectativa da comemoração dum Facto, histórico, objectivo e real. E a
espera de Alguém. É a espera do Senhor, que volta, para nos levar a fazer a Sua “passagem”, a Sua Páscoa com Ele.
Misteriosamente no meio da assembleia cristã, o Senhor Jesus renova, nesta grande acção sacramental, que é a Vigília, o Seu Mistério Pascal,
inserindo-nos nele fazendo-nos assim passar com Ele das “trevas à Sua luz admirável” (1 Pe 2,9). A Celebração da Vigília Pascal começa com o
grande anúncio da Ressurreição, em que se estreia o Círio Pascal, aquela vela grande, bonita, que simboliza a luz que Cristo é na vida da Igreja
e de cada um de nós, que somos baptizados e/ou nos preparamos para sermos baptizados.
Esta “passagem”da morte do pecado à vida da graça realiza-se, em primeiro lugar, pelo Baptismo. Ser baptizado é, na verdade, morrer com
Cristo, para ressuscitar com Ele. “A água do Baptismo é o Mar Vermelho, que traga as forças do mal e liberta o povo de Deus; é o sepulcro do
Calvário, onde é deposto o homem corruptível e sai, vivo, o homem novo”. Por isso, a Igreja, desde a mais alta antiguidade, pensou que o
melhor meio de celebrar o Mistério Pascal era baptizar, nesta noite, os seus catecúmenos e levar os baptizados a reviver a própria ressurreição e
a tomar consciência do seu nascimento como Povo de Deus. Também, nesta celebração é benzida a água baptismal que vai servir para os
baptismos da paróquia.
Esta nova criação, surgida das águas do Baptismo, só no último dia, na Vinda do Senhor, “passará” da sua forma actual e perecível à forma
definitiva e gloriosa. Por isso, nesta Vigília, os cristãos, conservando nas suas mãos as lâmpadas acesas (Lc 12,35-ss), orientam também a sua
esposa para o momento do encontro com o Esposo, que vem (Mt. 25,13)» (Cf Missal Popular Dominical, Gráfica de Coimbra 1993, p. 378)

Domingo de Páscoa

                        “No Domingo muito cedo, Maria de Magdala e a outra Maria foram visitar o sepulcro” (Mt 28,1)
      “O anjo disse-lhes: «Não tenhais medo. Sei que buscais Jesus, o crucificado; não está aqui, ressuscitou, como tinha dito.” (Mt 8,5-6)
                            “Ele ressuscitou dos mortos e vai à vossa frente para a Galileia. Lá o vereis.” (Mt 28,7)

PROPOMOS UM GESTO FINAL…

Para terminar esta caminhada Quaresma-Páscoa sugerimos que no último domingo, Domingo de Pentecostes, a cruz, usada como símbolo
comunitário ao longo nesta caminhada, seja transportada pelos paroquianos no cortejo final da eucaristia para fora da igreja (no caso dos
jovens, também à semelhança da cruz das Jornadas Mundiais da Juventude). Indicamos com este gesto que todos nós devemos testemunhar,
anunciar e espalhar a palavra de Deus e a Alegria da Ressurreição, também a cruz ao sair do interior da igreja simboliza que devemos levar a
boa nova para a vida.



CAMINHAMOS COM AS CRIANÇAS…

Para ajudar as crianças a vivenciar melhor este tempo de Quaresma / Páscoa 2011, propõe-se que seja entregue a cada uma, no início da
Quaresma, uma folha de cartão (tamanho A4), contendo, pré-impressa em cada um dos lados, a cruz bem como as atitudes de cada semana.
Um conjunto de 14 autocolantes (7 para o Tempo da Quaresma e 7 para o Tempo Pascal) serão, depois, entregues às crianças, nas Eucaristias,
como símbolo da vivência das atitudes propostas nesta Caminhada.

Os catequistas deverão apresentar às crianças propostas simples e concretas de vivência das atitudes, tais como:
               Semana                          Atitude                                        Desafio semanal
             Quaresma I
                                               Confia                 A Jesus os teus segredos
            Quaresma II
                                             Descobre                 Jesus no bem que fazes aos outros
                                                                      Do que é teu, a quem mais precisa (dinheiro, jogos,
            Quaresma III                        Dá
                                                                      brinquedos)
            Quaresma IV
                                                Crê                   Que Jesus te perdoa
            Quaresma V
                                            Transforma                A tua preguiça em ajuda
            Quaresma VI
                                              Entrega                 O teu dia a Deus
               Páscoa
                                              Anuncia                 Aos teus colegas Jesus Ressuscitado


              Páscoa I
                                              Acredita                Que Jesus deu a vida para nos salvar
              Páscoa II
                                             Reconhece                Que Deus é nosso Pai
             Páscoa III
                                             Apascenta                Ajuda os que precisam de ti
              Páscoa IV
                                                Vai                   Jesus é o teu melhor amigo
              Páscoa V
                                                Ama                   Como Jesus te ama
              Páscoa VI
                                            Testemunha                O teu amor a Jesus e a Nossa Senhora
             Pentecostes
                                         Afirma a tua Fé!             Ser cristão sem vergonha




CAMINHAMOS COM OS ADOLESCENTES…

Objectivo Específico
O objectivo específico desta caminhada, para os adolescentes, consiste em ajudá-los a firmar os seus passos e a afirmar a sua fé em Jesus Cristo,
em todas as situações e momentos da sua vida.

Propostas de concretização
Na nossa vida do dia-a-dia somos constantemente obrigados a tomar decisões relacionadas com variadíssimos aspectos ao nível pessoal,
profissional, social, etc. Na Palavra de Deus encontramos, na parábola do bom samaritano, uma situação perante a qual o sacerdote, o levita e
o samaritano tiveram de tomar uma decisão. Enquanto os dois primeiros viram o homem ferido e passaram ser nada fazer, o samaritano teve
compaixão dele e ajudou-o.
O desafio que propomos para os adolescentes ao longo desta caminhada, durante o Tempo da Quaresma e o Tempo Pascal, é que vão
confrontando situações concretas da sua vida com a pergunta: Em meus passos o que faria Jesus? Pretende-se, portanto, que os adolescentes não
façam nada em suas vidas sem antes perguntar o que faria Jesus na mesma situação. Este desafio que inicialmente parece muito simples, na
prática é muito profundo e exigente. Para responder à pergunta, qualquer que seja a situação, deve-se orar ao Espírito Santo, para que ajude a
encontrar a resposta.
Este desafio poderá ter dois níveis de dificuldade:
       Nível I: Se os adolescentes e os catequistas estiverem dispostos a um desafio superior poderão tentar responder à questão
           constantemente, em todas as situações com que se vão deparando no dia-a-dia. Esta opção implica um grande esforço por parte do
           adolescente e do catequista, mas o resultado final também poderá ser mais interessante.
      Nível II: Para facilitar o desafio, em cada semana, de acordo com a atitude correspondente, propõe-se que o adolescente responda à
       pergunta relativamente a um determinado aspecto da sua vida. Na tabela abaixo, apresentam-se algumas propostas.


                   Semana                  Atitude                      Desafio: Em meus passos o que faria Jesus…
                                                           … na maneira como confio a minha vida a Deus na oração e
                 Quaresma I                Confia
                                                           celebração dos sacramentos?
                                                           … na (re)descoberta do meu papel de filho, na relação com os meus
                 Quaresma II              Descobre
                                                           pais?
                                                           … na maneira como dou uso aos bens materiais e os partilho com os
                 Quaresma III                Dá
                                                           que necessitam?
                                                           … para crer que Deus está sempre comigo, mesmo nos momentos
                 Quaresma IV                Crê
                                                           mais difíceis?
                                                           … para ter a capacidade de, com a graça de Deus, transformar o
                 Quaresma V              Transforma
                                                           pecado que existe em mim em virtude?
                 Quaresma VI              Entrega          … na maneira como me entrego à minha vida de estudante?
                                                           … para ter a coragem de anunciar a Palavra de Deus a todas as
                    Páscoa                Anuncia
                                                           pessoas com quem me encontro diariamente?

                                                           … para acreditar que mudar o mundo a partir das pequenas coisas
                   Páscoa II              Acredita
                                                           está ao meu alcance?
                                                           … para reconhecer o que devo fazer em cada situação, no meu papel
                  Páscoa III             Reconhece
                                                           de cidadão cristão?
                                                           … para apascentar a relação que tenho com os meus amigos e
                  Páscoa IV              Apascenta
                                                           colegas da escola e da catequese, e com a Natureza?
                                                           … em relação à disponibilidade para ir ao encontro daqueles que
                   Páscoa V                  Vai
                                                           estão à minha volta e precisam de mim?
                                                           … para superar o desafio que é amar todas as pessoas, mesmo
                  Páscoa VI                 Ama
                                                           aquelas que não gostam de mim?
                  Páscoa VII            Testemunha         … na maneira como testemunho a minha fé?
                                                           … para que a afirmação da fé que faço no Credo se concretize em
                  Pentecostes         Afirma a tua Fé!
                                                           sinais evidentes na minha vida diária?

Qualquer que seja o nível escolhido, propõe-se que haja na sessão de catequese semanal um pequeno espaço reservado para os adolescentes e os
catequistas partilharem a sua experiência: as dificuldades encontradas, as alegrias, o que descobriram de novo, etc. Este é um aspecto muito
importante para que este desafio resulte. No fim da caminhada, propõe-se que haja um encontro mais demorado no qual se possa partilhar a
experiência vivida e definir compromissos para o futuro.

Também irão ser criados um blog e uma página no Facebook, intitulados “Caminhando com Jesus”, onde os adolescentes e os catequistas
poderão partilhar as suas experiências acerca do desafio proposto com outros adolescentes e catequistas da Diocese de Aveiro. Na página do
Facebook poderão ainda ser colocadas fotografias e vídeos de actividades relacionadas com o desafio proposto. Os endereços do blog e da página
do Facebook serão disponibilizados no sítio da internet do SDCIA: www.diocese-aveiro.pt/sdcia.

Além do desafio proposto, outra maneira de firmar os passos e afirmar a fé é passar a rezar. Para tal, sugere-se que os adolescentes façam a
sua oração diária, individual ou em família, utilizando o livrinho de oração proposto para a comunidade. Outra alternativa será através das
orações disponibilizadas no sítio da internet “www.passo-a-rezar.net”, muito adequado aos adolescentes. Neste sítio da internet, além da oração
diária o adolescente tem disponível uma oração para fazer o seu exame de consciência, no fim do dia, intitulada “rezar o meu dia”.

Para Valorizar o Tríduo Pascal
A nossa participação no Tríduo Pascal é a melhor catequese que podemos ter sobre o Tríduo Pascal. Não estamos só a ouvir falar de coisas
muito importantes para nós, cristãos, mas ouvimos, e celebramos esses acontecimentos que Jesus viveu para nos salvar.
Para melhor celebrarmos a Páscoa, é muito bom que possamos celebrar, se possível como grupo de catequese, o Tríduo Pascal.
Nós, católicos - famílias, catequistas e catequizandos - vamos progredindo no conhecimento deste Mistério e sendo interpelados a dar mais valor
à sua celebração. Neste Mistério, celebramos o centro da nossa fé. Mais do que sabermos o que é o Tríduo Pascal, é muito bom que o
compreendamos e o celebremos.


CAMINHAMOS COM OS JOVENS…

Dimensão Comunitária

Qualquer grupo juvenil só adquire sentido quando verdadeiramente integrado na comunidade cristã. Assim, tudo o que foi proposto como
vivência comunitária deve ser vivido, em cada comunidade, pelos grupos juvenis. Gostaríamos no entanto de motivar ainda mais os jovens para a
oração pessoal, partindo do livro “Rezar a Quaresma – Ano A”. Por isso propomos um símbolo que pretende ser acima de tudo convergente
com a Cruz comunitária.

Um símbolo convergente – Pegadas

     De acordo com o lema: “Firma os teus passos”, sugerimos que alguns desenhos de pegadas sejam espalhados pelo chão da Igreja,
      antes do início de cada eucaristia dominical.
     Nas pegadas deverão ser escritas as atitudes de cada semana.
     Nos domingos da Quaresma a direcção das pegadas deverá convergir para a cruz – símbolo comunitário, significando o caminho de
      cada um de nós até à nossa salvação pela morte de Jesus Cristo.
     No tempo Pascal a direcção das pegadas será da cruz para as portas de saída da igreja, simbolizando que devemos dar testemunho da
      salvação.

Dimensão Individual

O grande desafio colocado a cada jovem é o da oração. Cada um deverá ter o seu livro “Rezar na Quaresma”. Para motivarmos mais à oração
individual sugerimos uma ligação desta à vivência do grupo, através do símbolo de grupo – a pegada. A pegada do grupo (ver dimensão de
grupo) deve circular por todos os elementos do grupo, durante a semana, pelo menos uma vez durante a quaresma. No(s) dia(s) em que o
jovem tem a pegada em casa é convidado a escrever nela uma pequena partilha da sua oração pessoal a partir do livro e da atitude semanal
proposta.

Dimensão de Grupo

O grupo adquire uma importância vital na faixa etária juvenil. É neste espaço que a vivência desta caminhada deve ser impulsionada. Sugerimos
que:
      Na sala de reunião do grupo seja valorizado um espaço de oração com a colocação de uma cruz com as mesmas características do
         Cruz da comunidade.
      Seja construída uma pegada de grupo, relacionando com o lema da caminhada “Firma os teus passos” e com o caminho que se
         pretende fazer até à Cruz de Jesus.
      Que esta pegada de grupo circule por todos os elementos do grupo, durante a semana, fomentando a vivência individual (ver dimensão
         individual)
      O Animador prepare, para a reunião semanal, um espaço de oração de grupo, com base nas partilhas colocadas na pegada do grupo
         por cada um, onde também se leia a oração sugerida no livro para aquele dia.
      O grupo leve a sua pegada de grupo para o Dia Mundial da Juventude, a celebrar a 16 e 17 de Abril, no Arciprestado de Oliveira do
         Bairro.
Na sequência das propostas feitas para valorizar este tempo, apresentamos de seguida sugestões para ajudar os grupos a aprofundarem este
tempo:
     Encontro sobre o Sacramento da Reconciliação
     Celebração Penitencial
     Encontro sobre o Tríduo Pascal
     Celebração do Caminho da Luz (Via Lucis)

Encontro de grupo sobre o Sacramento da Reconciliação

Material Necessário:
         2 Rádios – 1 com música calma e outro com música ruidosa
         Objectos/Imagens de pecado (por exemplo, relacionadas com violência, roubo, drogas...)
         Objectos/Imagens de reconciliação (por exemplo, pombas branca, água, luz, amor, amizade...)
         Bíblia
         Imagem de Cristo (Poster/Crucifixo/Foto)
         Panos pretos ou roxos
         Computador Portátil
         DataShow
         Foco de luz

Experiência Humana:
No início, a sala deve estar desarrumada com os objectos/imagens de pecado espalhados, de modo a criar confusão. A Bíblia e a imagem de
Cristo devem estar tapados com um pano preto ou roxo. O rádio com a música ruidosa deve estar ligado aquando da entrada dos elementos na
mesma. A sala deve estar pouco iluminada.
Depois dos elementos do grupo estarem devidamente sentados, intercala-se a música ruidosa com música calma e liga-se o foco de cada vez que
se coloca a música calma (deve tentar fazer-se um jogo de luzes e barulho intercalados, associando a calmaria à luz e o turbilhão à escuridão).
Pede-se que os jovens partilhem livremente sobre o que sentiram e interpretaram.

Posteriormente, e com a sala com luminosidade razoável para se poder ler, são distribuídas folhas com as questões (apenas as perguntas, as
respostas são suporte para o animador) sobre a reconciliação e é pedido aos elementos do grupo que vão respondendo às perguntas.

O que é o sacramento da Penitência?
O sacramento da Penitência, ou Reconciliação, ou Confissão, é o sacramento instituído por Jesus Cristo para apagar os pecados cometidos depois
do Baptismo. É, por conseguinte, o sacramento da nossa cura espiritual, chamado também sacramento da conversão, porque realiza
sacramentalmente o regresso aos braços do Pai depois de nos afastarmos com o pecado.

O que é a confissão?
A confissão é a manifestação humilde e sincera dos próprios pecados ao Sacerdote.

A confissão ajuda-nos no caminho da virtude?
A confissão é um meio extraordinariamente eficaz para progredir no caminho da perfeição. Com efeito, além de nos dar a graça “medicinal”
própria do sacramento, faz-nos exercitar as virtudes fundamentais da nossa vida cristã. A humildade, acima de tudo, é a base de todo o edifício
espiritual, é a fé em Jesus Salvador e nos seus méritos infinitos, a esperança do perdão e da vida eterna, o amor para Deus e para o próximo,
a abertura do nosso coração à reconciliação com quem nos ofendeu. Ou seja, a sinceridade, a separação do pecado e o desejo sincero em
progredir espiritualmente.

Como se pode superar a dificuldade que se sente em se confessar?
Quem tem dificuldade em confessar-se deve considerar que o sacramento da Penitência é um dom maravilhoso que o Senhor nos deu. No
“tribunal” da Penitência o culpado jamais é condenado, mas sempre absolvido. Pois quem confessa não se encontra com um simples homem,
mas com Jesus, presente na pessoa do Sacerdote, Aquele que curou os leprosos, fez ver os cegos, ouvir os surdos e falar os mudos.

O que é que obtemos com o sacramento da Penitência?
A reconciliação com Deus e com a Igreja, a recuperação da graça de Deus, o aumento das forças espirituais para caminhar rumo à perfeição, a
paz e a serenidade da consciência com uma viva consolação do espírito.

O que deve fazer o penitente depois da absolvição?
O penitente depois da absolvição deve cumprir a penitência que lhe foi imposta e reparar os danos que os seus pecados possam eventualmente
ter causado ao próximo.

O sacerdote deve dar sempre a absolvição?
O sacerdote deve dar sempre a absolvição se o penitente estiver sinceramente arrependido de todos os seus pecados mortais. Se pelo contrário,
o penitente não tiver dor ou propósito de emenda, então o sacerdote não pode e não deve dar a absolvição, motivando para o sincero
arrependimento.

O que é o exame de consciência?
O exame de consciência é a diligente busca dos pecados cometidos depois da última confissão feita.

O animador vai gerindo as respostas que forem surgindo e as dúvidas subsequentes.

Conclui-se com a apresentação PowerPoint “Reconciliação” (disponível em www.sdpj-aveiro.org), baseada no texto que aparece no início deste
subsídio, no capítulo “Queremos valorizar… o sacramento da Reconciliação, no tempo Quaresmal”.

Palavra de Deus:
Após todos terem colocado as suas dúvidas, mesmo após a visualização do powerpoint, cria-se um espaço de silêncio, lendo-se o texto que se
segue.

“Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus
disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da
árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais. Disse a serpente à mulher:
Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo
o bem e o mal. Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar
entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu. Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram
que estavam nus; pelo que coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais. E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à
tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim. Mas chamou o Senhor Deus ao
homem, e perguntou-lhe: Onde estás? Respondeu-lhe o homem: Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu; e escondi-me. Deus
perguntou-lhe mais: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? Ao que respondeu o homem: A
mulher que me deste por companheira deu-me a árvore, e eu comi. Perguntou o Senhor Deus à mulher: Que é isto que fizeste? Respondeu a
mulher: A serpente enganou-me, e eu comi.”
                                                                                                                                 Gen, 3 1-13

Expressão de Fé:
Destapa-se a Bíblia e a Cruz (até então tapados) ao som da música “Restolho” da Mafalda Veiga
Os elementos do grupo são convidados a fazer uma oração conjunta, fazendo preces a Deus, de preferência espontâneas e fazendo a partilha
semanal a partir da pegada do grupo.
Caso seja possível devem ser convidados a participar numa celebração penitencial preparada em grupo.


Celebração penitencial com jovens

Material necessário e indicações para a preparação:
- A frase “ Deus conserta um coração partido se lhe dermos todos os pedaços” deve estar colocada em local bem visível e destacado.
- Preparar a silhueta de uma pessoa com pouco mais de um metro de altura, em esferovite e coberta com papel cenário, para poder ser
rasgado. A esferovite devera ter um coração desenhado e já cortado, mas que será deixado no sítio. Por detrás da esferovite do coração estará
presa uma lista de contravalores, feita em papel contínuo e de acordo com a lista indicada, para ser destacada juntamente com o coração na
altura apropriada.
- Powerpoint (disponível em www.sdpj-aveiro.org) intitulado “Exame de Consciência”
- Ter papéis, cortados, (sugere-se um A4 fotocopiado, que dê para 8 papeis) cada um com um contravalor escrito. Estes papéis destinam-se a
serem entregues, um, a cada pessoa.
- Recipiente onde se possam queimar os papeis. Á frente do recipiente deve estar palavra renovação
- Tantas silhuetas humanas, em cartolina, com cerca de 10 cm de altura, quantas as que sejam necessárias para se oferecer uma como
recordação a cada pessoa que estiver presente na celebração. Em cada silhueta estará também desenhado um coração.
- Se for necessário deve fazer-se uma folha de cânticos para toda a assembleia

Introdução
“Deus conserta um coração partido se lhe dermos todos os pedaços”. Todos nós temos alguma consciência da nossa infidelidade a deus. Este
tempo de quaresma, vai-nos ajudando a sentir o desejo de sermos salvos dos nossos pecados. Hoje queremos mais uma vez, abrir o nosso
coração á misericórdia de deus, para podermos celebrar o perdão de ele nos oferece. Não fechemos o nosso coração á sua voz e abramos a
nossa vida á sua misericórdia.
Cântico inicial
Saudação do presidente
Oração inicial pelo sacerdote

Liturgia da palavra
          -   1ª Leitura – livro do profeta Ezequiel 36,24-28
          -   Salmo 50 ou um cântico de meditação
          -   Aclamação do evangelho segundo São João 15,9-17
          -   Homilia

Exame de consciência
À medida que se vão fazendo as quatro grandes propostas do exame de consciência, seguindo o power point “Exame de Consciência”, também
se vai rasgando o papel da silhueta, deixando a descoberto uma nova silhueta, em esferovite. No fim de cada proposta canta-se um cântico.
Enquanto se canta, as partes do corpo rasgadas são colocadas na bacia para se queimar. Na última proposta e durante o cântico, retira-se o
coração e a lista de contravalores e é dado a todas as pessoas um papel com um contra valor.

Oração dos fiéis
Presidente: Cada um recebeu um dos possíveis defeitos que pode ainda ter lugar na nossa vida. Conscientes dos nossos pecados, manifestemos a
Jesus Cristo nossa confiança e digamos: Senhor, renovai os nossos corações.
Sugere-se que cada um faça uma prece espontânea a partir do contra valor que lhe calhou.
Presidente: Senhor nosso Deus, sempre pronto a perdoar-nos, ajudai-nos a sentir que a reconciliação que nos dais nos aproxima uns dos outros
e nos torna sinal vivo da vossa presença no mundo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Ámen

Convite ao silêncio meditativo dos defeitos e pecados de cada um
Confissão Individual com o sacerdote

Gesto de conversão
Enquanto se canta, cada um vem colocar na bacia o seu papel para ser queimado com os outros e recebe uma silhueta, como recordação deste
tempo de renovação
Pai-nosso
Bênção final
Cântico final



 Encontro de Grupo sobre o Tríudo Pascal

Material Necessário:
Círio Pascal, Pia Baptismal, Água, Cruz, Óleo, Pão e Vinho – podem ser objectos e/ou imagens
Experiência Humana:

Os elementos do grupo são convidados a fazer uma recolha em casa de objectos, fotografias e vídeos que remetam para os dias do Tríduo
Pascal de preferência vividos na sua paróquia em anos anteriores.

Palavra de Deus:

É feita a Introdução do tema "Tríudo Pascal" com base na 1ª parte do texto apresentado nesta caminhada no capítulo „Queremos Valorizar... a
vivência do Tríduo Pascal“. O grupo é dividido em quatro subgrupos e é fornecido a cada um deles os textos referentes a cada dia do tríduo
pascal que constam da 2ª parte do mesmo texto:

Grupo   I – QUINTA-FEIRA SANTA - MISSA VESPERTINA DA CEIA DO SENHOR
Grupo   II – SEXTA-FEIRA DA SEMANA SANTA - PAIXÃO DO SENHOR
Grupo   III – SÁBADO SANTO
Grupo   IV – VIGÍLIA PASCAL

Cada grupo é convidado a ler o texto que lhe coube, em grupo, e fazer um pequeno resumo para apresentar aos restantes grupos (textos,
cartazes, desenhos…)
No fim do trabalho de grupo são colocados numa mesa os objectos e fotografias recolhidos pelos jovens em casa e os materiais supra propostos.
Cada grupo é convidado a ir buscar aqueles que estão mais relacionados com o dia que lhe coube aprofundar.
No final é feito um plenário com a apresentação de cada um dos grupos, dando ênfase à mensagem do dia e aos símbolos do mesmo.

Expressão de Fé:

No espaço da sala onde se encontra a cruz, símbolo desta caminhada, são colocadas os símbolos ou imagens utilizadas neste encontro. Neste
ambiente far-se-á a partilha da “pegada do grupo”, dando ênfase à atitude semanal, com a oração do livro “Rezar na Quaresma – Ano A”.
O grupo é convidado a participar activamente nas celebrações paroquiais da Semana Santa.


Caminho da Luz (Via Lucis), para o tempo Pascal

Durante o tempo Pascal, sugere-se que o grupo celebre o caminho da Luz e que convide a comunidade a celebrar com eles.
Nesta proposta é necessário escolher cânticos apropriados entre cada estação e prever uma apresentação powerpoint onde apareçam as respostas
que todos são convidados a dar durante a celebração. Ao longo do esquema aparecem identificados:
         P – Presidente (onde for possível o Sacerdote)
         T – Toda a Assembleia
         L – Leitor

Introdução
L- A vida cristã está profundamente marcada pelo mistério pascal. Cristo morreu pelos nossos pecados e para nossa salvação saiu vitorioso do
sepulcro. A sua ressurreição imprime à vida de cada cristão um exaltante ritmo de alegria. A via-sacra da ressurreição, ou caminho da luz, põe-
nos em contacto com esta alegria através dos encontros que o Ressuscitado teve com os discípulos. Uma alegria que aparece em toda a parte e
se espalha com extraordinária rapidez. O Espírito Santo enche o nosso coração de grande alegria.

P- Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo
T- Ámen
P- Senhor da vida
T- Ilumina o nosso caminho

P- Preparemos o nosso coração para sentir a alegria que cresce, á medida que cresce em nós a certeza que Jesus ressuscitou e vive na sua
Igreja.

Cântico
PRIMEIRA ESTAÇÃO – Jesus ressurge dos mortos

P- Senhor da vida,
T- Ilumina o nosso caminho.

Leitura do Evangelho segundo S. Mateus 28, 1-7

L- Os guardas tinham razão para Ter medo. Até os discípulos julgaram ver um fantasma. Mas nós não temos razão nenhuma para Ter medo.
Nós sabemos que Cristo ressuscitou e vive no meio de nós. Nós sabemos que a sua vida de ressuscitado é a fonte da nossa esperança. Por isso
vivemos na alegria.

P- Àquele que está vivo para sempre, dizemos com todo o entusiasmo da nossa fé: Vem viver connosco!
T- Vem viver connosco!
P- Tu que venceste o pecado e a morte:
T- Vem viver connosco!
P- Tu que não sofreste a corrupção do sepulcro:
T- Vem viver connosco!
P- Tu que apareceste aos discípulos dispersos:
T- Vem viver connosco!

P- Oremos. Senhor Jesus Cristo, vencedor da morte e do pecado, escuta a nossa oração, tal como tornaste forte a fé dos discípulos com a tua
presença de ressuscitado, concede-nos também a nós a força de vencer as seduções do pecado.
Tu que vives e reinas pelos séculos dos séculos
T- Ámen.

SEGUNDA ESTAÇÃO – Os discípulos encontram o sepulcro vazio

P- Senhor da vida,
T- Ilumina o nosso caminho.

Leitura do Evangelho segundo S. João 20, 1-10

L- Um sepulcro não reter um corpo como o de Jesus, destinado à ressurreição. O Filho de Deus, depois da tremenda prova, devia explodir numa
glória sem limites. As ligaduras já não servem: estão ali a testemunhar um tempo de tormento. Mas que dá lugar á hora do maior triunfo.


P- A Cristo, ressuscitado dos mortos, dirigimos o grito da nossa fé: ressuscitaste para sempre e vives connosco.
T- Ressuscitaste para sempre e vives connosco.
P- Senhor Jesus, enviado pelo Pai para libertar o mundo do pecado, nós te dizemos com confiança:
T- Ressuscitaste para sempre e vives connosco.
P- Senhor Jesus, portador de uma mensagem de eterna salvação, nós te dizemos com confiança:
T- Ressuscitaste para sempre e vives connosco.
P- Senhor Jesus que infundes a alegria em todos os que acreditam em ti, nós te dizemos com confiança:
T- Ressuscitaste para sempre e vives connosco.


P- Oremos, Pedimos-te, Senhor Jesus: concede aos teus fiéis o entusiasmo de te procurarem com fé todos os dias para encontrar sempre ao teu
lado a doçura do teu rosto.
T- Ámen.

TERCEIRA ESTAÇÃO – Jesus manifesta-se à Madalena
P- Senhor da vida,
T- Ilumina o nosso caminho.

Leitura do Evangelho segundo S João 20, 11-18

L- Durante os quarenta dias da ressurreição, Jesus costumava esconder a sua identidade para revelar no momento oportuno. Assim sucede na
nossa vida: em certos momentos é difícil perceber a presença do Senhor.

P- É nesses momentos em que se torna necessário recorrer à oração e invocá-lo com fé: Mostra, Senhor, a tua presença.
T- Mostra, Senhor, a tua presença.
P- Quando nos assalta a sombra da dúvida e não conseguimos ver a luz, nós te dizemos:
T- Mostra, Senhor, a tua presença.
P- Quando o pecado ofusca a nossa mente e se torna difícil erguer a cabeça, nós te dizemos:
T- Mostra, Senhor, a tua presença.
P- Quando nada nos corre bem e se torna difícil acreditar na tua bondade, nós te dizemos:
T- Mostra, Senhor a tua presença

P- Oremos, Pedimos-te, Senhor Jesus: concede aos teus fiéis o entusiasmo de te procurarem com fé todos os dias para encontrar sempre a seu
lado a doçura do teu rosto.
T- Ámem.

QUARTA ESTAÇÃO – Jesus a caminho com os discípulos de Emaús

P- Senhor da vida,
T- Ilumina o nosso caminho

Leitura do Evangelho segundo S. Lucas 24, 13-29

L- Em cada passo da estrada podemos encontrar o Senhor e caminhar com Ele pelos caminhos justos. Ou podemos ignorar a sua presença e
percorrer as estradas das nossas falsas seguranças. É importante escolher bem.

P- Só Jesus nos pode indicar o caminho da vida. Por isso invocamo-lo com confiança: Mostra-nos o caminho que leva à vida.
T- Mostra-nos o caminho que leva à vida.
P- Se o nevoeiro dos sentimentos ofusca o nosso caminho, nós te dizemos:
T- Mostra-nos o caminho que leva à vida.
P- Se a indiferença e a ignorância impedem muitos de ver a direcção certa, nós te dizemos Senhor:
T- Mostra-nos o caminho que leva à vida.
P- Se a superstição, a dúvida, o desânimo tendem a paralisar tudo e a bloquear o nosso caminho para ti, nós te dizemos:
T- Mostra-nos o caminho que leva à vida.

P- Oremos, Senhor Jesus Cristo que na Igreja és farol de luz e de salvação: Guia os nossos passos no caminho da justiça, para que possamos
chegar até ti no teu reino de luz infinita.
T- Ámen.

QUINTA ESTAÇÃO – Jesus manifesta-se no partir do pão

P- Senhor da vida,
T- Ilumina o nosso caminho.

Leitura do Evangelho segundo S. Lucas 24, 29-35

L- Ao Domingo, os irmãos encontram-se para “partir o pão”. Pão de vida, que Jesus prometeu dar aos que nele acreditam. Esperamo-lo com
ânsia todas as semanas pois sabemos que é um verdadeiro encontro de Jesus com os seus amigos.
P- Precisamos de uma fé forte para que todo o povo de Deus reconheça na Eucaristia o alimento que dá a vida. Dizemos juntos: Vem, pão da
vida!
T- Vem, pão da vida!
P- Tu és a fonte da vida e do amor. Nós te dizemos:
T- Vem, pão da vida!
P- Tu és a fonte de toda a graça que há na Igreja. Nós te dizemos:
T- Vem, pão da vida!
P- Tu és a esperança do reino sem fim. Nós te dizemos:
T- Vem, pão da vida!

P- Oremos, Senhor Jesus, só em ti está a fonte da vida. Concede-nos um grande amor ao teu Pão eucarístico e torna-nos dignos de nos
alimentarmos sempre do teu grande Dom.
T- Amen.

SEXTA ESTAÇÃO – Jesus no Cenáculo

P- Senhor da vida,
T- Ilumina o nosso caminho.

Leitura do Evangelho segundo S. Lucas 24, 36-48

L- Jesus disse: “Vejam as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo”. Os apóstolos não crêem na história das mulheres. De repente, eis Jesus
presente entre eles. Uma ilusão? Jesus estende as mãos e eles vêem as feridas feitas pelos pregos. Tocam-no com as suas mãos e com os seus
ouvidos escutam a Sua voz que diz: "A paz esteja convosco". Hoje, Senhor Jesus, é também real que as Tuas mãos são as nossas mãos, e os
Teus pés são os nossos pés. Por isso, cada um de nós pode tornar-se, pelo Espírito Santo, um Cristo no meio em que vivemos. Ensina-nos,
Senhor, a ser as Tuas mãos e os Teus pés para os outros e a estar no mundo sem ser do mundo.
Os nossos corações são os “Olhos” e as “Mãos” para termos fé na Ressurreição de Cristo.

P- Somente Vós sois o Caminho que conduz a eternidade.
T- Nós cremos em Ti, Senhor.
P- Somente vós sois a Verdade que dá sentido a tudo.
T- Nós cremos em Ti, Senhor.
P- Somente Vós sois a Vida plena e gloriosa.
T- Nós cremos em Ti, Senhor.

Pai Nosso ...

SÉTIMA ESTAÇÃO – Jesus dá poder de perdoar os pecados

P- Senhor da vida,
T- Ilumina o nosso caminho.

Leitura do Evangelho segundo S. João 20, 19-23

L- Só depois da ressurreição Jesus transmitiu aos apóstolos o poder de perdoar os pecados. É clara a referência à sua morte redentora. A cruz é
o preço do pecado; a cruz é a morte que nos trouxe a vida. Por pouco que pensemos mo amor de Deus e na realidade da nossa condição de
pecadores, o coração enche-se de profundo reconhecimento.

P- Por isso, cheios de confiança, elevemos este pedido: Jesus, pela tua cruz, salva-nos
T- Jesus, pela tua cruz, salva-nos.
P- Quando nos assaltam as ondas da tentação que tudo ameaçam submergir, pedimos com fé:
T- Jesus, pela tua cruz, salva-nos.
P- Quando nos amarra o medo por causa dos muitos pecados e somos tentados a duvidar do perdão, pedimos com fé:
T- Jesus, pela tua cruz, salva-nos.
P- Quando nos perturba o pensamento da vida eterna e nos assalta o temor de não estarmos preparados para enfrentar o juízo de Deus,
pedimos com fé.
T- Jesus, pela tua cruz, salva-nos.

P- Oremos, Senhor Jesus, nosso salvador, inspira-nos uma confiança ilimitada na tua misericórdia. Bem como um profundo desejo de combater o
pecado em todas as suas formas.
T- Ámen.

OITAVA ESTAÇÃO – Jesus confirma a fé de Tomé

P- Senhor da vida,
T- Ilumina o nosso caminho.

Leitura do Evangelho segundo S. João 20, 24-29

L- Como é grande a tua paciência, Senhor. Como é grande a tua bondade. Para Tomé e para todos os discípulos. Sempre estiveste disposto a
explicar, a dar noticias a respeito da tua vida de enviado do Pai. Para nós também.

P- Nós te rezamos, Senhor Jesus, com a mesma oração do apóstolo Tomé e com o mesmo entusiasmo de fé: Meu Senhor e meu Deus.
T- Meu Senhor e meu Deus.
P- Rezamos-te pelo tempo de dúvida. Quando a mente se ofusca e as falsas doutrinas parecem desafiar a nossa fé, com Tomé nós te dizemos:
T- Meu Senhor e meu Deus.
P- Rezamos-te pelo tempo de aridez. Quando Tu, Senhor, pareces longe e há tanta necessidade de te sentir perto, com Tomé nós te dizemos:
T- Meu Senhor e meu Deus.
P- Rezamos-te pelo tempo de erro. Quando a verdade custa e o diálogo ameaça conduzir a conclusões erradas, com Tomé nós te dizemos:
T- Meu Senhor e meu Deus.

P- Oremos, Senhor Jesus tu amas o que é justo, o que é belo, o que é verdadeiro. Dá-nos a luz da tua mensagem e procurar-te-emos em todas
as coisas e ver-te-emos em todos os irmãos
T- Ámen.

NONA ESTAÇÃO – Jesus mostra-se aos discípulos no lago

P- Senhor da vida,
T- Ilumina o nosso caminho

Leitura do Evangelho segundo S. João 21, 2-9.12

L- É assim mesmo: Aquele que pede de comer é o Senhor de tudo. Aquele que estende a mão para receber pão é o mesmo que envia a chuva
a seu tempo e faz nascer o sol par que os campos amadureçam e as espigas sejam recolhidas. João o evangelista diz claramente: “É o Senhor!”

P- “Tive fome e deste-me de comer.” Jesus revela a sua presença na fome dos pobres. Com fé e com verdade digamos-Lhe: Senhor, torna-nos
ministros do teu amor.
T- Senhor, torna-nos ministros do teu amor.
P- Pobres sem nada. Crianças com fome. Por eles, nós dizemos:
T- Senhor, torna-nos ministros do teu amor.
P- Famílias sem casa. Jovens sem trabalho. Por eles, nós dizemos:
T- Senhor, torna-nos ministros do teu amor.
P- Doentes pobres e sós. Idosos sem amparo. Por eles, nós dizemos:
T- Senhor, torna-nos ministros do teu amor.
P- Oremos, Senhor Jesus, que para nos salvar escolheste viver como nós: Nós te pedimos que sintamos a tua suave presença ao nosso lado em
cada dia da nossa vida.
T- Ámen.

DÉCIMA ESTAÇÃO – Jesus entrega o primado a Pedro

P- Senhor da vida,
T- Ilumina o nosso caminho

Leitura do evangelho segundo S. João 21, 15-19

L- Jesus colocou o amor no centro da sua mensagem. Amor com duas direcções: a Deus e ao próximo. Quem quer seguir Jesus tem de percorrer
esses dois caminhos.

P- O amor vence a morte. A Jesus nós dizemos: Enche de amor a nossa vida
T- Enche de amor a nossa vida.
P- O amor de Deus está nos nossos corações. Por isso nos te rezamos:
Enche a nossa vida de amor.
P- O amor é o supremo critério no Reino e na Igreja. Por isso nós rezamos:
T- Enche de amor a nossa vida.
P- O amor tudo vence e tudo suporta. Por isso nós rezamos:
T- Enche de amor a nossa vida.

P- Oremos, Senhor Jesus, que trouxeste à terra o fogo do amor do Pai: Faz que a Igreja arda sempre nesse fogo e que ele se espalhe a todo o
mundo.
T- Ámen.

DÉCIMA PRIMEIRA ESTAÇÃO – Jesus confia aos discípulos a missão universal

P- Senhor da vida,
T- Ilumina o nosso caminho

Leitura do Evangelho segundo S. Mateus 28, 16-20

L- Jesus chama-nos a colaborar no seu projecto: levar a sua mensagem a toda a gente. De todos os tempos e continentes. Alguns são chamados
a traduzir á letra o mandato de Jesus: “Ide!” E partem por toda a terra a pregar, a ensinar, a baptizar. Outros, a maioria, têm a tarefa de
anunciar o evangelho no lugar onde estão. Como nós.

P- Obedecendo ao convite de Jesus, rezamos com insistência ao Pai: Manda operários para a tua messe.
T- Manda operários para a tua messe.
P- Para que os bispos e sacerdotes não se cansem nunca de anunciar e ensinar a fé, pedimos ao Pai:
T- Manda operários para a tua messe.
P- Para que os missionários não percam a coragem diante das inevitáveis dificuldades, pedimos ao Pai:
T- Manda operários para a tua messe.
P- Para que todos os cristãos se deixem envolver no programa geral de evangelização, pedimos ao Pai:
T- Manda operários para a tua messe.

S- Oremos, Deus todo-poderoso: a nossa fé baptismal nos torne atentos à difusão do evangelho com as palavras e as acções.
T- Ámen.

DÉCIMA SEGUNDA ESTAÇÃO – Jesus sobe ao céu

P- Senhor da vida,
T- Ilumina o nosso caminho.

Leitura dos Actos dos Apóstolos 1, 6-11

L- A fé cristã tem fundamentos claros e sólidos. Convicção absolutamente irrenunciável é a ressurreição de todo o homem. Se assim não fosse, a
mensagem de Jesus e o seu sacrifício na cruz não teriam qualquer valor.

P- Somos a Igreja, povo libertado por Cristo. Só n’ele está a nossa esperança e dizemos: A tua graça nos salve, Senhor
T- A tua graça nos salve, Senhor.
P- Jesus, que disseste aos teus fiéis: “ Vou preparar-vos um lugar”. Enquanto esperamos, rezamos-te confiantes:
T- A tua graça nos salve, Senhor.
P- Jesus, Tu pediste ao Pai que os teus se juntassem a Ti no Paraíso. Com a esperança desse encontro, rezamos-te confiantes:
T- A tua graça nos salve, Senhor.
P- Jesus, o Espírito disse-nos que um dia voltarás para concluir a história da salvação. Para que seja uma conclusão cheia de alegria também
para nós, rezamos-te confiantes:
T- A tua graça nos salve, Senhor.

P- Oremos, Senhor Jesus que ao subir à glória do Pai prometeste ficar no meio de nós: Ajuda-nos a recordar todos os dias a doce realidade da
tua presença e de trabalhar na expectativa do teu regresso.
T- Ámen.

DÉCIMA TERCEIRA ESTAÇÃO – Com Maria à espera do Espírito Santo

P- Senhor da vida,
T- Ilumina o nosso caminho.

Leitura dos Actos dos Apóstolos 1, 1-5.14

L- Nós, com toda a Igreja, aqui representada pela nossa comunidade, reunimo-nos em redor de Maria. Nos nossos dias, Maria seria entrevistada:
a respeito do sentido daquela expectativa, a respeito do misterioso personagem que se espera, o Espírito Santo... A palavra de Deus e a reflexão
da Igreja ajudam-nos a encontrar as respostas.

P- Espírito Santo, amor do Pai e do Filho, que enches de sentido a esperança dos tempos novos, com Maria, nós te invocamos: Vem Espírito
Santo.
T- Vem Espírito Santo.
P- Espírito de sabedoria, que nos sugeres as escolhas oportunas na vida, com Maria nós te invocamos:
T- Vem Espírito Santo.
P- Espírito de fortaleza, que dás nova força à nossa frágil vontade para resistir ao mal, com Maria nós te invocamos:
T- Vem Espírito Santo.
P- Espírito de piedade, que inspiras os justos sentimentos de devoção a Deus, e de obediência aos seus mandamentos, com Maria, nós te
invocamos:
T- Vem Espírito Santo.

P- Oremos, Ó espírito Santo, Dom de Cristo: a Igreja te invoca com incessante oração: vem reanimar os corações fatigados e sarar as feridas
dolorosas; vem recolocar no caminho da luz os desencorajados pela sombra do pecado. Nós te pedimos por intercessão de Maria em nome de
Cristo nosso Senhor.
T- Ámen.

DÉCIMA QUARTA ESTAÇÃO – Jesus envia o espírito Santo aos seus discípulos

P- Senhor da vida,
T- Ilumina o nosso caminho.
Leitura dos Actos dos Apóstolos 2, 1-13

L- Hoje a presença do Espírito Santo não é acompanhada de fenómenos extraordinários. Mas naqueles que seguem a voz do Espírito, o sopro de
Deus continua a fazer as coisas mais maravilhosas: a transformação do coração, o propósito firme de abandonar as situações de pecado, o apelo
a uma vocação particular.....

P- O Espírito Santo é a vida da Igreja. Fundada por Jesus, ela começou a viver e a difundir-se no dia de Pentecostes. O Espírito mantém viva
nela a chama do amor. Nós invocamo-lo com fé: Espírito Santo, inflama-nos com o fogo do teu amor.
T- Espírito Santo, inflama-nos com o fogo do teu amor.
P- Quando o entusiasmo se torna débil e arrefece o fervor, nós te dizemos:
T- Espírito Santo, inflama-nos com o fogo do teu amor.
P- Quando o passo se torna incerto e a sombra da dúvida não nos deixa ver o caminho, nós te dizemos:
T- Espírito Santo, inflama-nos com o fogo do teu amor.
P- Quando a rotina quer bloquear o caminho e a preguiça quer apagar os bons propósitos, nós te dizemos:
T- Espírito Santo, inflama-nos com o fogo do teu amor.

P- Oremos, pedimos-te, Deus todo-poderoso, que nunca falte à tua igreja e ao mundo a força renovadora de teu Espírito: revigorados na fé e
na esperança caminharemos seguros no caminho da luz.
T- Ámen.

CONCLUSÃO

P- O espírito do Senhor esteja convosco.
T- Ele esteja no meio de nós.
P- A sua alegria nos acompanhe em cada dia.
T- A sua luz ilumine os nossos passos.

P- Oremos, Senhor Jesus Cristo ressuscitado e vivo na tua igreja, com humildade te rezamos: Já que meditámos na tua vida de Ressuscitado,
concede-nos sermos iluminados com a luz da tua Páscoa.
T- Ámen.




CAMINHAMOS COM OS ADULTOS…

Propor aos adultos uma caminhada quaresmal não é senão também uma oportunidade de se darem novos passos. Pensamos muitas vezes que
estas propostas de caminhada serão muito boas para os mais novos. Julgámo-nos, frequentemente, sem necessidade de conversão porque já
somos bons cristãos, porque já não temos pecados mortais, porque já estamos velhos. Mas aceitemos que ainda não chegámos à meta, como diz
S. Paulo, pois, mesmo que, em nós, o que é material se vá degradando de dia para dia, o interior vai-se renovando continuamente. Estamos em
paz com Deus, com a nossa consciência e com os outros? Tanto melhor. Mas podemos dar mais uns pequenos passos para não ficarmos
paralisados interiormente. Ainda é possível vida nova num novo alento, porque a firmeza dos nossos passos concretiza-se na afirmação da nossa
fé.
Precisamos de descobrir que os grandes pecados de hoje e de sempre não são as diárias faltas de paciência, mas tantos outros, de tanta ordem
que não apenas a ordem moral, embora todos com ela relacionados. Não podemos ficar apenas pelo religioso, porque ter fé em Jesus Cristo é
um desafio de vida nova e mundo novo: não posso ser um bom cristão se me demito das minhas obrigações familiares, profissionais, cívicas,
culturais e políticas. O cristão vai à missa e traz a missa para as diferentes actividades do dia-a-dia; vai à comunhão e traz a comunhão para a
vida diária; vai ao sacramento da reconciliação e traz o propósito firme de emenda para o seu mundo pessoal e reconciliação para os outros.
Está aqui uma extraordinária forma de fazer penitência: fácil será rezar umas Ave-Marias, difícil será transformar a nossa vida em palavras,
gestos, actos e pensamentos, de acordo com o projecto de Deus.
Quem é que vai conseguir isso?
Todos nós, dando um passo de cada vez. Só um de cada vez…
Haverá alguém muito mau que não possa ser melhor?
Haverá alguém muito bom que não possa ser melhor?

Se queres analisar melhor a tua vida, medita este caminho quaresmal:
1.º - Confia – A confiança é o suporte nas nossas relações. Diz o ditado: Quem não confia não é fiel.Confia em ti próprio, confia nos outros,
confia em Deus

2.º - Descobre – Descobre as tuas qualidades e os teus defeitos; descobre o amor de Deus em cada momento; descobre corajosamente os teus
pecados; descobre a alegria do perdão de Deus; descobre a satisfação de ir ao encontro dos outros.

3.º - Dá – Diz-se muitas vezes: Não tenho nada para dar. Mas também se diz que não há ninguém tão pobre que não tenha nada para dar. Aí
está! Dar uma esmola não é dar uma moeda. É dar ajuda, apoio, compreensão, carinho, amizade, atenção. Começa pelos que estão perto de ti.

4.º - Crê – Este mundo pode ser melhor se tu quiseres. Vive a tua fé com convicção. Traz Deus para a tua vida, dá-lhe espaço. Vence as
dúvidas. Esclarece os teus gestos de fé. Tu não podes fazer maravilhas, mas para Deus não há nada impossível.

5.ª – Transforma – Dá formas novas à tua linguagem. Dá outros caminhos aos teus pensamentos. Toma o banho da reconciliação e torna-te um
ser humano limpo e digno na tua vida. Empenha-te na vida cultural, social e religiosa.

6.º - Entrega – A nossa vida gira muito sobre nós próprios e os sobre os “nossos”. Saber olhar para fora ajuda a criar novas dimensões da
nossa vida. Faz algo pelos outros. Entrega a melhor parte da vida à tua família. Entrega-te a projectos de voluntariado. Jesus deu a sua vida
por nós. Faz como Ele: dá a tua vida pelos outros.

Com estas atitudes e estes valores a tua cruz não vai ser demasiadamente pesada e vai-te permitir anunciar e gritar VITÓRIA!

Para Valorizar o Sacramento da Reconciliação

No final deste capítulo (para que possa mais facilmente ser destacado/ou fotocopiado) destinado aos adultos, apresentamos um folheto para te
ajudar a melhor fazer o teu exame de consciência e assim, celebrares melhor o Sacramento da Reconciliação.

Depois, em tempo Pascal…
1.º - Anuncia - O SENHOR RESSUSCITOU! ALELUIA! A morte foi vencida. O teu Deus não é o Deus da morte, mas da Vida. Ressuscita com Cristo
para viveres com Ele experiências de vida nova até chegares à alegria do Céu.

2.º - Acredita – A fé é sempre difícil, porque a fé não é certeza daquilo que se vê, mas a certeza daquilo que está para além do material.
Quando dizes “só acredito no que vejo” interroga-te acerca daquilo que não vês. Realidades como inteligência, vontade, alegria, amor, saudade,
sofrimento e dor, morte, etc. só porque não as vês não existem? Que lugar para os sentimentos, emoções… Porque razão acreditas nos que te
enganam e não acreditas em Deus que nunca engana?

3.º – Reconhece – Aprende a descobrir Deus nos teus caminhos, nos teus encontros e desencontros, nas horas da dúvida e da certeza. Ajuda os
outros a reconhecê-lo pelos seus sinais. A grande descoberta de Deus está para além do que se vê.

4.º - Apascenta – Une, aproxima, sê conciliador, sê acolhedor, não cries divisões. Vai à procura dos que andam perdidos. Não te percas com os
que andam perdidos.

5.º - Vai – Não fiques tranquilo contigo próprio. Não digas “eu cá tenho a minha fé”, “ eu não quero saber dos outros para nada”. Não deixes
a tua fé dentro do cofre das igrejas. Leva-a contigo para onde quer que vás. E fala e passa-a aos outros. Vai em missão. Afirma a tua fé, sem
medo nem cobardias.

6.º - Ama – Se amares a Deus verdadeiramente também amarás o teu próximo. Se o teu amor a Deus for superficial nunca serás capaz de
amar a sério. “Quem diz que ama a Deus e odeia o seu irmão é mentiroso”. Quando será que os outros vão reconhecer os católicos como
aqueles que se amam? Quando se tornará verdadeiro o gesto da paz dado na missa?
7.º - Testemunha – Dá crédito à tua fé. Não sejas testemunha falsa. Nas tuas palavras, nos tribunais, nas conversas de rua, … que lugar
ocupa a verdade? Como falas de Jesus aos outros, tu que és pai ou mãe, padrinho ou madrinha, catequista ou educador, escritor ou empresário?

8.º - FIRMA OS TEUS PÉS. AFIRMA A TUA FÉ! … e CAMINHA.

Continua o teu caminho, não desanimes, afirma as tuas convicções, defende os teus ideais e lembra-te sempre que Cristo venceu a Morte e as
mortes e vai dar Vida Nova aos “mortos”.
Anuncia de toda a maneira o Cristo Vivo e mostra com a tua vida que Cristo vive. A força do Espírito Santo nunca estará ausente. “Eu estarei
convosco até ao fim dos tempos.”

COLOCAR FOLHETO (ficheiro pdf Pe Costa Leite - Exame de consciência)

								
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