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Tratamento Documental

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TRATAMENTO DOCUMENTAL



(CIRCUITO DO DOCUMENTO)







Texto: Júlio Nogueira

Revisão: Aldina Ribeiro









“Um dos meios de particular alcance para o desenvolvimento

dos serviços prestados por parte das bibliotecas é, como se

sabe, a cooperação. Na realidade, a troca de experiências, a

divulgação de informações à distância, a complementaridade

na selecção dos fundos, a circulação das espécies, etc.,

tornaram-se hoje em dia uma necessidade crescente, face ao

elevado número de livros e documentos produzidos e à

sempre maior variedade e especificidade dos interesses

manifestados pelo público utilizador.”



Cabral, Luís; Real, Manuel - A Biblioteca Pública: Aspectos

Tipológicos e Linhas Gerais da sua Evolução. Lisboa: Associação

Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas, 1982,

p. 11.









Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 1/79

SUMÁRIO



Introdução

Selecção e Aquisição

Representação de Assuntos

Indexação

Definição

Ferramentas de Apoio Disponíveis

Manual SIPORbase

Lista de Cabeçalhos de Assunto para Bibliotecas

Tesauros

Método Provisório

Classificação

Definição

Cronologia das Classificações Bibliográficas

Classificação de Harris

Classificação Decimal de Dewey

Classificação Expansiva de Cutter

Classificação da Biblioteca do Congresso

Classificação Decimal Universal

Classificação de Assuntos

Classificação dos Dois Pontos

Classificação Bibliográfica de Bliss

Classificação Internacional de Rider

Classificação para Bibliotecas Chinesas

Informação Complementar sobre Classificações

Método Provisório

Cotação

Definição

Antecedentes – Síntese

Emprego da CDU em Cotas

Sistemas de Cotação

Quadro Comparativo

Método Provisório

Catalogação

Definição

O Formato UNIMARC

Notas sobre o UNIMARC

Proposta de Siglas

UNIMARC-Autoridades

Método Provisório

Arrumação

Conclusão

Bibliografia Técnica Básica









Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 2/79

INTRODUÇÃO



O acervo de uma biblioteca é constituído, entre outro material, por documentos. Os documentos

podem apresentar-se em vários tipos de suporte de informação: papel (impresso, policopiado ou

manuscrito), vídeo, cd, cd-rom, dvd, electrónico, etc.



Assim sendo, o termo «biblioteca», bem ou mal empregue, já não se restringirá ao seu sentido

etimológico («-teca-» ou compartimento, depósito, sala, móvel = alojamento de/para «-biblio-» ou

livro), passando a abranger «bedeteca», «hemeroteca», «ludoteca», «mediateca», etc., e, por

extensão, no presente texto, «centro de recursos educativos» ou quaisquer outras designações

adoptadas pelos estabelecimentos de ensino.



Para além da acepção mais corrente, faz-se uso do termo «colecção», em ciências documentais,

para designar o conjunto de documentos que se apresentam num tipo específico de suporte de

informação: colecção de vídeos, colecção de cds, colecção de documentos electrónicos...



As colecções são objecto de tratamento documental. O tratamento documental consiste na

selecção, aquisição, [marcação de posse], indexação, classificação, atribuição de cotas ou

cotação, catalogação e arrumação.



Por respeito às normas nacionais, Regras Portuguesas de Catalogação ou RPC, e internacionais,

International Standard Bibliographic Description ou ISBD (Descrição Bibliográfica Internacional

Normalizada), a catalogação, ou descrição documental, deve ser invariável em qualquer

biblioteca. O mesmo não acontece com os demais procedimentos do tratamento documental, que

ficam a critério de cada biblioteca.



A título ilustrativo, veja-se o tratamento dado a Os Lusíadas em seis bibliotecas seleccionadas

para o efeito:



Catalogação: Camões, Luís de, 1524?-1580

Os lusíadas / Luís de Camões. - [edições não coincidentes nas seis bibliotecas]

Indexação

Biblioteca do Congresso –

Biblioteca Municipal de Odivelas Literatura portuguesa-epopeia

Biblioteca Nacional da Alemanha Belletristik

Biblioteca Nacional de Lisboa –

Biblioteca Nacional de Pequim [Autores estrangeiros]

[Poesia portuguesa]

Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro –

Classificação

Biblioteca do Congresso PQ9198

Biblioteca Municipal de Odivelas 821.134.3-13

Biblioteca Nacional da Alemanha 59

Biblioteca Nacional de Lisboa 821.134.3-13"15"

Biblioteca Nacional de Pequim I552.131/C149/TF

Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro 19

869.1

Cotação

Biblioteca do Congresso PQ9198 .A2 1979

Biblioteca Municipal de Odivelas 82.POR-1 CAM

Biblioteca Nacional da Alemanha A 49355

Biblioteca Nacional de Lisboa CAM. 1093 V.

Biblioteca Nacional de Pequim I552.131/C149/TF

Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro I-150,7,42



Alguns elementos da catalogação e o facto de três bibliotecas não efectuarem a indexação

aquando da entrada de documentos são as únicas correspondências exactas encontradas entre









Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 3/79

as seis bibliotecas. Qualquer bibliotecário, ao assumir funções, deve conhecer o motivo deste

tratamento diferenciado.



O presente texto visa fornecer, a professores e auxiliares de acção educativa com funções nas

bibliotecas escolares de Odivelas, noções sobre as fases do tratamento documental, as quais

deverão ser complementadas através de encontros personalizados, sempre que os professores

assim o entenderem.





SELECÇÃO E AQUISIÇÃO



Sob a rubrica «Fundo Documental», na página http://www.rbe.min-edu.pt/index.htm, o Gabinete

da Rede de Bibliotecas Escolares (GRBE) ocupa-se, em pormenor, das duas fases iniciais do

tratamento documental, selecção e aquisição, pelo que resta apenas complementar a informação

ali veiculada com algumas fontes de notícias bibliográficas infantis e juvenis, que se julga

poderão vir a ser úteis no processo de selecção e aquisição de documentos.



Na página http://www.rbe.min-edu.pt/pnl/livros_recomendados.htm do GRBE, o texto «LER +:

Plano Nacional de Leitura» divulga uma lista documentos seleccionados e particularmente

adequados a cada ano de escolaridade.



No topo da página http://www.leitura.gulbenkian.pt/ da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG),

encontram-se os apontadores «Catálogo», «Rol de Livros», «Livros da Minha Vida» e «Boletim

Cultural», cujas listas respectivas contêm uma grande variedade bibliográfica, acompanhada, em

algumas, por recensões e notas críticas.



O Serviço de Apoio à Leitura (SAL) do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas (IPLB),

página http://sal.iplb.pt/index1.php, publica o «Guia de Orientação à Leitura», actualmente com

uma selecção de 150 títulos, divididos por cinco áreas temáticas e três faixas etárias, entre os

seis e os doze anos de idade. O SAL anuncia a ampliação do Guia para breve.



A página http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/infantil/links.htm, do «Projecto Vercial», é dedicada à

literatura infantil, e a página http://guida.querido.net/naveg.htm, «Escritores de Sonho(s)», traz

notas biográficas e bibliografia sumária de escritores portugueses de literatura infantil e juvenil.



A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) fornece o acesso à sua base de dados

e à lista de páginas electrónicas dos seus associados, bem como o acesso à pesquisa

bibliográfica de todas as publicações por estes editadas, na página http://www.apel.pt/. Toda esta

informação é também publicada em cd-rom, em edições actualizadas anualmente, com a

vantagem de se poderem efectuar pesquisas por vários pontos de acesso ou expressões de

pesquisa: assunto, ano de publicação, editoras, autores, títulos, etc.



Sob a cota «PE. LIT», na sala de leitura infantil da Biblioteca Municipal D. Dinis (BMDD), podem

ser encontradas as publicações:

- Histórias para Gente de Palmo e Meio: Literatura Portuguesa para Crianças e Jovens,

ISBN 972-8695-01-2;

- A Literatura Infanto-Juvenil na Viragem do Século: Obras Publicadas pela Primeira Vez

em Portugal entre 1999 e Abril de 2001, ISBN 972-8436-25-4;

- Literatura para a Infância e a Juventude: Sugestões de Leitura, ISBN 972-8436-02-5;

- Malasartes: Cadernos de Literatura para a Infância e a Juventude, ISSN 0874-7296

(inclui recensões e notas críticas);

- O Mar nos Livros para Crianças: Recolha Bibliográfica, Lisboa, Câmara Municipal, [2000];

- Vamos Ler! Vamos à Biblioteca!, ISBN 972-98605-2-1; e

- Viajar nos Livros: Guia Orientador de Leitura, ISBN 972-8436-36-X.



Na sala de leitura de adultos da BMDD, tem-se acesso ao boletim anual Ler: Livros & Leitores, da

Fundação Círculo de Leitores, e, sob a rubrica «Literatura Infantil e Juvenil», na página

http://www.cm-odivelas.pt/Extras/BMDD/abc_bibliotecas.asp#6 da BMDD, existe uma lista de

ligações a páginas nacionais e estrangeiras, com alguma bibliografia.









Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 4/79

Ainda relativamente à BMDD, o SABE coloca ao dispor dos professores bibliotecários

interessados a listagem completa das colecções existentes na sala de leitura infantil, bem como

na sala de leitura juvenil.



É importante registar que a aquisição faz-se, não só através de compra, como também por meio

de permuta e de recepção de ofertas. E, numa época que se caracteriza pela chamada

«explosão da informação» ou «explosão documental», é primordial estabelecer formas de gestão

integrada das colecções, como, por exemplo, pela implementação do empréstimo

interbibliotecas, que se torna viável com a criação de um catálogo colectivo.



A BMDD, através do SABE, propõe-se assumir a tarefa de construção desse catálogo colectivo,

visando criar condições para que o empréstimo interbibliotecas possa vir a ser uma realidade, se

os estabelecimentos de ensino de Odivelas assim o desejarem.





REPRESENTAÇÃO DE ASSUNTOS



As duas fases de que se falará a seguir, indexação e classificação, têm a ver com a análise de

documentos, no sentido de determinar o(s) assunto(s) básico(s) de que tratam, e merecem

uma nota introdutória especial conjunta, na forma de adaptação de um trecho do texto O

Conhecimento e a sua Representação, da autoria de Alice Ferry de Moraes e Etelvina Nunes

Arcello, em conformidade com o que se segue:



“Na descrição do conteúdo de um documento, são utilizadas palavras que condensam o

assunto e o identificam com o objectivo de facilitar a recuperação e a transferência do

conhecimento. Estas palavras são representações de representações (textos, conceitos)

e consequentemente guias parciais e imperfeitas. São hierarquizadas de acordo com

correntes teórico-metodológicas. São, ainda, condensadas em classificações

bibliográficas que, além de serem utilizadas na arrumação de documentos em

estantes, pretendem organizar o conhecimento nelas reproduzido.



As representações são baseadas em acções sociais, reflectem momentos históricos,

teorias, ideologias e culturas, e, embora se aproximem da realidade, podem ter

«leituras» diversas. O mercado de informações exige que haja equivalência formal nas

representações para que haja um «construtor» sociocultural. A representação não deve

alterar o objecto representado, mas isto torna-se impossível na medida em que a

representação é uma «leitura» do objecto.”



O objectivo desta introdução é ressaltar o valor de que se revestem as duas fases mencionadas e

a consequente atenção redobrada que lhes deve ser dada.





INDEXAÇÃO



Definição



Pôr em ordem alfabética, ou em outra ordem, qualquer série de palavras ou frases destinada a

auxiliar a localização de informações específicas, é a acepção corrente do termo «indexação».

Esta definição não se distancia muito do significado em ciências documentais: operação

destinada a representar, através de uma linguagem documental ou natural, o resultado da

análise de um documento, visando a sua recuperação. A operação pode fazer-se de três

modos distintos: automático, analítico e sintético.



Na indexação automática, a representação do conteúdo do documento é feita através da

selecção automatizada de termos extraídos do próprio documento, operação que, por exemplo,

torna possível a pesquisa à Internet.









Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 5/79

Na indexação analítica, a representação é feita através da selecção de termos significativos,

provenientes da linguagem natural numa determinada área do saber, selecção esta obtida com

recurso à análise de conteúdo do próprio documento.



Na indexação sintética, ao contrário, a selecção de termos significativos é feita a partir de

fontes lexicais pré-estabelecidas como, por exemplo, listas de cabeçalhos de assunto e

tesauros (assume-se preferência pelas formas aportuguesadas de thesaurus e thesauri).



O tesauro caracteriza-se pela utilização de uma linguagem documental controlada, baseada nas

estruturas hierárquicas de uma ou diversas áreas do conhecimento, em que os elementos são

representados por termos da linguagem natural e as relações entre estes termos são, por sua

vez, representadas por sinais convencionais.



Uma lista alfabética de cabeçalhos de assuntos diferencia-se de um tesauro pela estrutura de

lista aberta, não hierarquizada.



A indexação pode ainda ser pré ou pós-coordenada. A indexação pré-coordenada representa o

conteúdo de um documento com recurso a uma ordem pré-estabelecida, facto que não se

verifica na indexação pós-coordenada.



Estes e outros conceitos chave encontram-se sob a rubrica «Gestão de Sistemas Documentais

III – Glossário», na página da Escola Superior de Educação de Lisboa,

http://www.eselx.ipl.pt/curso_bibliotecas/documentaisIII/glossario.htm, visto que a obra que lhes

serviu de base, Dicionário do Livro, de Maria Isabel Faria e Maria da Graça Pericão, está

esgotada.



Ferramentas de Apoio Disponíveis



Salvo informação em contrário, por consulta efectuada ao GRBE, bem como a bibliotecas

municipais que contam com o SABE já há algum tempo estabelecido, verificou-se a

inexistência de uma ferramenta de trabalho, em português de registo europeu, especificamente

adequada à indexação de documentos em bibliotecas escolares.



Existe informação de iniciativas individuais de professores bibliotecários que se encontram a

elaborar listas de assuntos; não foi possível, no entanto, confirmar essa informação até ao

presente momento.



Um ou outro software de gestão de bibliotecas, existentes no mercado, utilizam tesauro ou lista

de cabeçalhos instalados. Desconhece-se, porém, se estas linguagens documentais atendem

às necessidades específicas das bibliotecas escolares, designadamente quando se trata de

utilizadores de bibliotecas dos estabelecimentos de ensino básico.



Seria bastante louvável se os professores com funções em bibliotecas escolares de

estabelecimentos de ensino de Odivelas, com o apoio dos demais docentes e do SABE,

pudessem levar a cabo esta empresa.



A tarefa certamente seria de execução simples, pela existência do Manual SIPORbase,

publicação da Biblioteca Nacional de Lisboa (BNL), que pormenoriza linhas de orientação no

sentido da normalização da linguagem documental em sistema de indexação português, bem

como pela Lista de Cabeçalhos de Assunto para Bibliotecas, adaptação à língua e ao contexto

cultural portugueses da obra Choix de Vedettes Matières à l’Intention des Bibliothèques, de

Martine Blanc-Montmayeur e Françoise Danset, que de igual modo poderia servir de base para

a concretização deste projecto.



Manual SIPORbase



O Manual SIPORbase é o resultado de uma iniciativa do Grupo de Trabalho de Indexação da

BNL, que teve início em 1986, com o objectivo de criar um sistema de indexação para a

constituição do catálogo alfabético de assuntos na BNL.









Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 6/79

A partir de 1989, o Manual ganhou maior consistência com o estabelecimento do Projecto CLIP –

Compatibilização de Linguagens de Indexação em Português, que se traduz na cooperação entre

o Grupo da BNL e grupos de profissionais de bibliotecas especializadas, no sentido do

aprimoramento e uniformização das linguagens documentais usadas para cada área temática

nas várias bibliotecas.



O Manual reflecte a opção pelo método analítico, ou seja, os termos de indexação são

seleccionados a partir da análise de conteúdo dos documentos, bem como pela linguagem de

indexação pré-coordenada.



Para uma melhor compreensão do que é a indexação pré-coordenada, torna-se necessário

introduzir as definições que se seguem (Manual SIPORbase, p. 5-9, entre outras):



O termo indexação é um nome ou locução nominal, próprio ou comum, convencionado para a

representação uniforme de um conceito ou denominação de uma entidade.



O cabeçalho, elemento da linguagem documental que representa um assunto, pode ser

constituído por apenas um termo de indexação, caso de um assunto simples expresso por um só

conceito, ou por dois ou mais termos de indexação pré-coordenados, caso de um assunto

complexo expresso por mais de um conceito. Assim, o cabeçalho pode apresentar-se de duas

maneiras: subdividido ou não subdividido.



O cabeçalho não subdividido pode ser formado por um substantivo, por expressão adjectiva,

prepositiva ou conjuntiva, ou com qualificador parentético:



- Substantivo – Medicina,

- Expressão adjectiva – Medicina preventiva,

- Expressão prepositiva – Medicina do trabalho,

- Expressão conjuntiva – Médicos como escritores, e

- Qualificador parentético – Português (língua).



O cabeçalho subdividido é formado pelo cabeçalho principal, que representa o assunto básico, e

subdivisão(ões), que representa(m) aspecto(s) ou faceta(s) do assunto básico.



O Manual admite quatro tipos de subdivisão que, quando ocorrem em simultâneo, devem

apresentar a ordem que se segue: Cabeçalho principal, subdivisão de assunto, subdivisão

geográfica, subdivisão cronológica, subdivisão de forma:



Reumatologia–congressos–Europa–Séc. 20–[programas]



Este cabeçalho é o exemplo da indexação pré-coordenada, ou seja, a coordenação é elaborada

pelo bibliotecário no processo de indexação. A diferença entre esta e a indexação pós-

coordenada deve-se apenas ao facto de os elementos constitutivos do exemplo anterior serem

todos considerados cabeçalhos principais, não se admitindo subdivisões, ou seja:



- Reumatologia,

- Congressos,

- Europa,

- Séc. 20, e

- Programas.



A coordenação neste último caso, francamente mais complexa, terá de ser feita pelo utilizador, no

acto de pesquisa ao catálogo de assuntos, com recurso a operadores booleanos.



O Manual orienta ainda no sentido da construção de uma estrutura de referências da linguagem

documental, em número de quatro, para controlo da sinonímia e estruturação semântica do

vocabulário: referências de substituição, referências hierárquicas, referências associativas e

referências gerais «VT» (ver também); assim como de notas explicativas.









Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 7/79

1. As referências de substituição servem de ligação entre termos sinónimos, que conduz do termo

rejeitado para o termo de indexação autorizado, através da colocação de «UP» (usado por) sob o

cabeçalho autorizado e de «USE» sob o termo rejeitado:



CASAMENTO

UP Matrimónio



MATRIMÓNIO

USE Casamento



2. As referências hierárquicas servem de ligação entre dois cabeçalhos imediatamente próximos

na hierarquia de assunto a que ambos pertencem, estabelecendo uma relação recíproca de

níveis semânticos de generalidade/especificidade, através da colocação das abreviaturas «TG»

(termo genérico) sob o cabeçalho específico e «TE» (termo específico) sob o cabeçalho genérico:



EDUCAÇÃO DE ADULTOS

TG Educação



EDUCAÇÃO

TE Educação de adultos



3. As referências associativas servem de ligação entre dois cabeçalhos que têm entre si

afinidades semânticas que não são de natureza hierárquica ou de equivalência, estabelecendo

uma relação recíproca de associação, através da colocação da abreviatura «TA» (termo

associado) sob cada um dos cabeçalhos da associação:



VENENOS

TA Toxicidade



TOXICIDADE

TA Venenos



4. As referências gerais «VT» (ver também) servem para remeter de um cabeçalho para um

grupo de outros cabeçalhos relacionados:



GESTÃO

VT Administração

VT Marketing



5. Por fim, o Manual orienta no sentido da elaboração de notas explicativas (NE) sob cabeçalhos

obscuros, ambíguos ou demasiado latos, destinadas a esclarecer e/ou limitar o âmbito do seu

uso, bem como para manter coerência na sua aplicação:



INDEXAÇÃO (Economia)

NE Aplica-se a documentos sobre os ajustamentos periódicos do valor nominal de certas

grandezas económicas (por exemplo, os salários) a acompanhar a taxa de inflação,

para que se mantenha constante o seu valor real.



Lista de Cabeçalhos de Assunto para Bibliotecas



Ao usar a Lista de Cabeçalhos, o bibliotecário estará, em parte, a fazer opção pelo método

sintético, uma vez que, após a análise de documentos em processo de indexação, poderá

representar o(s) assunto(s) por meio da selecção de termos significativos retirados de uma fonte

lexical pré-estabelecida: a própria Lista de Cabeçalhos. No entanto, dado que a Lista não é

exaustiva, ficando ao critério do bibliotecário acrescentar cabeçalhos e subcabeçalhos, quando

estes não se encontrem na Lista, o método passa então a analítico.



De resto, a Lista integra praticamente todas as linhas de orientação do Manual SIPORbase. De

registar apenas o facto da Lista estabelecer simultaneamente dois níveis de vocabulário para um

mesmo assunto, tendo em vista a sua utilização em bibliotecas com públicos diferenciados.







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 8/79

Deste modo, a par de «cardiologia» (terminologia científica), encontra-se «coração» (linguagem

natural corrente). As diferentes formas de cabeçalho para um mesmo assunto são ligadas por

remissivas do tipo «ver também».



A título ilustrativo, transcrevem-se a seguir dois exemplos retirados da Lista:



1. Educação



EDUCAÇÃO

VT Ensino

VT Pedagogia

VT no domínio de aplicação

Educação–categorias sociais

VER Categorias sociais–educação. Ex.: Crianças–educação

Educação–economia

Educação–história

Educação–nome de lugar–datas

Educação–política

Educação–psicopedagogia

Educação–sociologia

Educação–teoria

EDUCAÇÃO CÍVICA

EDUCAÇÃO DE ADULTOS

EDUCAÇÃO ESPECIAL

Educação especial–categorias sociais

Educação especial–profissões

EDUCAÇÃO FÍSICA

VT Desportos–ensino

EDUCAÇÃO MORAL

EDUCAÇÃO PERMANENTE

VT Formação permanente

EDUCAÇÃO POPULAR

EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR

VER Ensino pré-escolar

EDUCAÇÃO RELIGIOSA

VER Religiões–ensino

EDUCAÇÃO SEXUAL

VER Sexualidade–educação



2. Ensino



ENSINO

VT Educação

VT Escola

VT Pedagogia

VT no domínio de aplicação

Ensino–apoio

Ensino–categorias sociais

Ensino–custos

Ensino–democratização

Ensino–história

Ensino–informática

Ensino–inovação

Ensino–investigação

Ensino–legislação

Ensino–liberdade

Ensino–manuais

Ensino–materiais

Ensino–métodos







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 9/79

Ensino–nome de lugar–datas

Ensino–organização

Ensino–política

Ensino–profissões

Ensino–programas

Ensino–reformas

Ensino–sociologia

ENSINO À DISTÂNCIA

VT Auto-aprendizagem

VT Cursos por correspondência

ENSINO AGRÍCOLA

VER Ensino profissional

ENSINO ASSISTIDO POR COMPUTADOR

ENSINO AUDIOVISUAL

VT Audiovisuais–ensino

ENSINO BÁSICO

ENSINO ESPECIAL

Ensino especial–crianças deficientes

Ensino especial–profissão

ENSINO PARTICULAR

ENSINO PRÉ-ESCOLAR

ENSINO PRIMÁRIO

ENSINO PRIVADO

ENSINO PROFISSIONAL

VT Escolas profissionais

ENSINO PROGRAMADO

ENSINO PÚBLICO

ENSINO SECUNDÁRIO

ENSINO SUPERIOR

VT Escolas superiores

VT Universidades

ENSINO TÉCNICO

VER Ensino profissional



Tesauros



Existe uma série de tesauros em língua portuguesa, sendo praticamente todos eles

especificidades de determinadas áreas da ciência ou áreas profissionais, destinados a bibliotecas

e centros de documentação e informação especializados, como, por exemplo, o TEE (Tesauro

Europeu da Educação), sucessor do EUDISED (Sistema Europeu de Documentação e

Informação para a Educação), e sucedido pelo TESE (Tesauro Europeu dos Sistemas

Educativos).



O EUROVOC (ISSN 1725-4345) será talvez o único tesauro abrangente com edição em língua

portuguesa no padrão europeu.



A elaboração de um tesauro destinado à indexação de documentos em bibliotecas escolares é

simples. Uma vez que a época dos enciclopedistas ficou bem para trás no tempo, o

empenhamento de docentes das várias disciplinas é fundamental e o único condicionalismo para

o êxito da empreitada.



A título ilustrativo, efectuar-se-á uma demonstração parcial do processo de elaboração de um

tesauro:



1. Objectivo – estabelecer linguagem documental controlada com base em estruturas

hierárquicas e de relações referentes a uma determinada área do conhecimento, cujos elementos

serão representados pela terminologia da especialidade e em que as relações serão

representadas pelas abreviaturas que se seguem:









Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 10/79

CHAVE

NE Nota explicativa

TA Termo associado

TE Termo específico

TG Termo genérico

UP Usado por [termo rejeitado]

USE Use [termo autorizado]



Os termos polissémicos e/ou relativos a outras áreas do conhecimento serão seguidos de

qualificadores parentéticos, com o objectivo de delimitar-lhes a aplicação.



2. Âmbito – «Literatura».



3. Princípios gerais – tentar-se-á conciliar a divisão genológica tradicional com contributos

teóricos modernos e optar-se-á inicialmente por reunir tudo o que se refira a correntes, escolas,

estilos, movimentos, períodos, tendências... sob «história literária», visto verificar-se, entre

especialistas, alguma falta de uniformidade no emprego desta terminologia específica.



4. Fontes – recorrer-se-á basicamente à bibliografia que se segue:



Moisés, Massaud – A Criação Literária: Poesia. 13.ª ed. rev. São Paulo: Cultrix, 2003.

Moisés, Massaud – A Criação Literária: Prosa. 16.ª ed. rev. e aumentada. São Paulo: Cultrix,

1982.

Paz, Olegário; Moniz, António – Dicionário Breve de Termos Literários. Lisboa: Presença, 1997.

Reis, Carlos – O Conhecimento da Literatura: Introdução aos Estudos Literários. Coimbra:

Almedina, 1995.

Reis, Carlos; Lopes, Ana Cristina M. – Dicionário de Narratologia. 6.ª ed. Coimbra: Almedina,

1998.



5. Definição – «literatura» é a arte que consiste no uso estético da linguagem, na produção de

obras literárias.



6. Procedimento – gradual, partindo do geral para o particular:



Literatura

TG Arte

TA Língua



Língua*

TA Literatura



Literatura

TG Arte

TE Crítica literária

TE História literária

TE Literatura comparada

TE Obras de referência

TE Teoria literária

TA Língua



Literatura

TG Arte

TE Crítica literária

TE História literária

TE Literatura comparada

TE Obras de referência

TE Teoria literária

TA Língua

Crítica literária

TG Literatura







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 11/79

TE Análises literárias

TE Recensões críticas

NE Estudo analítico-interpretativo do texto literário, dotado de instrumentação teórica e

metodológica, de acordo com o contexto histórico-cultural em que se insere bem como

com a intenção do seu autor

História literária

TG Literatura

TE Correntes literárias

TE Épocas literárias

TE Escolas literárias

TE Estilos de época

TE Movimentos literários

TE Períodos literários

TE Tendências literárias

TA Historiografia

Obras de referência

TG Literatura

TE Bibliografias literárias

TE Dicionários literários

TE Enciclopédias literárias

Teoria literária

TG Literatura

TE Criação literária

TE Estilística (literatura)

TE Estruturalismo

TE Formalismo russo

TE Géneros literários

TE Modos literários

TE New criticism

TE Semiótica (literatura)



E assim sucessivamente...



7. Resultado Preliminar:



A Águia

TG História literária

Adágios

USE Aforismos

Adivinhas

TG Géneros híbridos

UP Enigmas

Aforismos

TG Géneros híbridos

UP Adágios

UP Anexins

UP Apotegmas

UP Ditados

UP Máximas

UP Provérbios

UP Rifões

UP Sentenças

Albas

TG Cantigas de amigo

UP Alvas

Alvas

USE Albas

Anais literários

TG Literatura periódica

UP Anuários literários







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 12/79

Análises literárias

TG Crítica literária

TA Recensões críticas

NE Análise descritiva dos elementos constitutivos da obra literária com finalidade didáctico-

pedagógica

Anexins

USE Aforismos

Anuários literários

USE Anais literários

Apartes

TG Monólogos

Apotegmas

USE Aforismos

Arcádia Lusitana

TG História literária

UP Arcádia Ulissiponense

Arcádia Ulissiponense

USE Arcádia Lusitana

Arcadismo

USE Neoclassicismo

Arremedilhos

TG Dramas medievais

Autobiografias

TG Historiografia

TA Romances autobiográficos

Autos

TG Dramas medievais

TE Autos de moralidade

Autos de moralidade

TG Autos

Bailadas

TG Cantigas de amigo

UP Bailias

Bailias

USE Bailadas

Banda desenhada

TG Géneros híbridos

Barcarolas

TG Cantigas de amigo

UP Marinhas

Barroco

TG História literária

Bibliografias literárias

TG Obras de referência

Bildungsroman

USE Romances formativos

Biografias

TG Historiografia

TE Biografias analíticas

TE Biografias narrativas

TE Biografias romanceadas

Biografias analíticas

TG Biografias

Biografias narrativas

TG Biografias

Biografias romanceadas

TG Biografias

TA Romances biográficos

NE Biografias baseadas em factos reais e documentados

Boletins literários







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 13/79

TG Literatura periódica

Canções

TG Poesia lírica

TE Cançonetas

TE Rondéis

TE Seguidilhas

Canções de gesta

USE Poesia épica

Cançonetas

TG Canções

Cantares de gesta

USE Poesia épica

Cantigas

TG Poesia lírica

TE Cantigas de amigo

TE Cantigas de amor

TE Cantigas de escárnio e maldizer

TE Cantigas de tear

TE Poesia lírica galego-portuguesa

Cantigas de amigo

TG Cantigas

TE Albas

TE Bailadas

TE Barcarolas

TE Cantigas de romaria

TE Pastorelas

Cantigas de amor

TG Cantigas

UP Cantigas de mestria

UP Desacordos

Cantigas de escárnio e maldizer

TG Cantigas

Cantigas de mestria

USE Cantigas de amor

Cantigas de romaria

TG Cantigas de amigo

Cantigas de Santa Maria

TG Poesia lírica galego-portuguesa

Cantigas de tear

TG Cantigas

Cantigas trovadorescas

USE Poesia lírica galego-portuguesa

Cartas

TG Epistolografia

TA Correspondência

Ciclo romanesco

USE Série romanesca

Classicismo

TG História literária

Comédias

TG Drama (literatura)

Conceptismo

TG História literária

Concretismo

TG História literária

Conferências do Casino

TG História literária

Confissões

TG Historiografia

Construtivismo







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 14/79

TG História literária

Conto

TG Narrativa

TE Contos de fadas

TE Contos etiológicos

TE Contos exemplares

TE Contos fantásticos

TE Contos populares

UP Narrativas

Contos de fadas

TG Conto

Contos de ficção científica

USE Ficção científica

Contos etiológicos

TG Conto

Contos exemplares

TG Conto

TA Novelas exemplares

Contos fantásticos

TG Conto

TA Romances fantásticos

Contos policiais

USE Policial

Contos populares

TG Conto

UP Contos tradicionais

Contos tradicionais

USE Contos populares

Correntes literárias

TG História literária

TA Épocas literárias

TA Escolas literárias

TA Estilos de época

TA Movimentos literários

TA Períodos literários

TA Tendências literárias

Correspondência

TG Epistolografia

TA Cartas

Criação literária

TG Teoria literária

TA Escrita criativa

Criacionismo

TG História literária

Crítica literária

TG Literatura

TE Análises literárias

TE Recensões críticas

NE Estudo analítico-interpretativo do texto literário, dotado de instrumentação teórica e

metodológica, de acordo com o contexto histórico-cultural em que se insere bem como

com a intenção do seu autor

Crónicas de cinema

TG Crónicas de imprensa

Crónicas de imprensa

TG Literatura periódica

TE Crónicas de cinema

TE Crónicas de moda

TE Crónicas desportivas

TE Crónicas literárias

TA Crónicas históricas







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 15/79

Crónicas de moda

TG Crónicas de imprensa

Crónicas desportivas

TG Crónicas de imprensa

Crónicas históricas

TG Historiografia

UP Cronicões

Crónicas literárias

TG Crónicas de imprensa

Cronicões

USE Crónicas históricas

Cubismo

TG História literária

Dantismo

TG História literária

Decadentismo

TG História literária

Desacordos

USE Cantigas de amor

Diálogos

TG Géneros híbridos

Diários

TG Historiografia

TA Romances diarísticos

Dicionários literários

TG Obras de referência

Discursos

TG Géneros híbridos

Ditados

USE Aforismos

Ditirambos

TG Poesia lírica

Drama (literatura)

TG Géneros literários

TE Comédias

TE Dramas de actualidade

TE Dramas de terror

TE Dramas didácticos

TE Dramas históricos

TE Dramas íntimos

TE Dramas medievais

TE Dramas musicais

TE Dramas populares

TE Dramas românticos

TE Melodramas

TE Monólogos

TE Récitas (drama)

TE Revistas (drama)

TE Sátiras (drama)

TE Tragédias

TE Tragicomédias

TA Poesia dramática

TA Teatro

UP Modo dramático

UP Peças teatrais

NE Texto literário que se destina a servir de base à representação teatral

Dramas de actualidade

TG Drama (literatura)

Dramas de terror

TG Drama (literatura)







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 16/79

Dramas didácticos

TG Drama (literatura)

Dramas históricos

TG Drama (literatura)

Dramas íntimos

TG Drama (literatura)

Dramas medievais

TG Drama (literatura)

TE Arremedilhos

TE Autos

TE Entremezes

TE Farsas

TE Milagres

TE Mimos

TE Mistérios

TE Momos

TE Paródias

Dramas musicais

TG Drama (literatura)

TA Melodramas

UP Musicais

Dramas populares

TG Drama (literatura)

Dramas românticos

TG Drama (literatura)

Écoglas

TG Poesia bucólica

TE Écoglas bucólicas

TE Écoglas piscatórias

UP Égoglas

Écoglas bucólicas

TG Écoglas

Écoglas marítimas

USE Écoglas piscatórias

Écoglas piscatórias

TG Écoglas

UP Écoglas marítimas

Égoglas

USE Écoglas

Elegias

TG Poesia lírica

TE Prantos

UP Poesia elegíaca

Elmanismo

TG História literária

Enciclopédias literárias

TG Obras de referência

Encómios

USE Panegíricos

Enigmas

USE Adivinhas

Ensaios

TG Géneros híbridos

TA Romances ensaísticos

Entremezes

TG Dramas medievais

Entrevistas

TG Historiografia

Epigramas

TG Poesia satírica







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 17/79

Epistolografia

TG Historiografia

TE Cartas

TE Correspondência

TA Romances epistolares

Epitáfios

TG Poesia satírica

Epitalâmios

TG Odes

Época clássica

TG Épocas literárias

Época contemporânea

TG Épocas literárias

Época medieval

TG Épocas literárias

Época moderna

TG Épocas literárias

Épocas literárias

TG História literária

TE Época clássica

TE Época contemporânea

TE Época medieval

TE Época moderna

TA Correntes literárias

TA Escolas literárias

TA Estilos de época

TA Movimentos literários

TA Períodos literários

TA Tendências literárias

Epopeias (narrativa)

TG Narrativa

Epopeias (poesia épica)

TG Poesia épica

Escolas literárias

TG História literária

TA Correntes literárias

TA Épocas literárias

TA Estilos de época

TA Movimentos literários

TA Períodos literários

TA Tendências literárias

Esparsas

TG Poesia lírica

Estilística (literatura)

TG Teoria literária

TA Estilística (gramática)

Estilos de época

TG Teoria literária

TA Correntes literárias

TA Épocas literárias

TA Escolas literárias

TA Movimentos literários

TA Períodos literários

TA Tendências literárias

Estruturalismo

TG Teoria literária

Estudos literários comparados

USE Literatura comparada

Eufuísmo

TG História literária







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 18/79

Expressionismo

TG História literária

Fábulas

TG Narrativa

Farsas

TG Dramas medievais

TE Farsas de bobos

TE Farsas satíricas

Farsas de bobos

TG Farsas

Farsas satíricas

TG Farsas

Ficção

USE Narrativa

Ficção científica

TG Conto

TG Novela

TG Romance

UP Contos de ficção científica

UP Novelas de ficção científica

UP Romances de ficção científica

Filintismo

TG História literária

Folhetins

TG Romance

TA Literatura periódica

UP Romances de folhetim

Formalismo russo

TG Teoria literária

Fotonovelas

TG Literatura periódica

Futurismo

TG História literária

Géneros híbridos

TG Géneros literários

TE Adivinhas

TE Aforismos

TE Banda desenhada

TE Diálogos

TE Discursos

TE Ensaios

TE Historiografia

TE Literatura erótica

TE Literatura panfletária

TE Literatura periódica

TE Literatura popular

TE Literatura religiosa

TE Narrativas de naufrágio

TE Narrativas de viagem

TE Sátira (géneros híbridos)

TE Sermões

Géneros literários

TG Teoria literária

TE Drama (literatura)

TE Géneros híbridos

TE Narrativa

TE Poesia

TA Modos literários

Geração da Presença

TG História literária







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 19/79

Geração de 70

TG História literária

Geração de 90

TG História literária

Geração de Orpheu

TG História literária

UP Segundo modernismo português

Gongorismo

TG História literária

Hinos

TG Poesia lírica

História literária

TG Literatura

TE A Águia

TE Arcádia Lusitana

TE Barroco

TE Classicismo

TE Conceptismo

TE Concretismo

TE Conferências do Casino

TE Construtivismo

TE Correntes literárias

TE Criacionismo

TE Cubismo

TE Dantismo

TE Decadentismo

TE Elmanismo

TE Épocas literárias

TE Escolas literárias

TE Estilos de época

TE Estruturalismo

TE Eufuísmo

TE Expressionismo

TE Filintismo

TE Futurismo

TE Geração da Presença

TE Geração de 70

TE Geração de 90

TE Geração de Orpheu

TE Gongorismo

TE Imagismo

TE Impressionismo

TE Interseccionismo

TE Maneirismo

TE Modernismo

TE Movimentos literários

TE Naturalismo

TE Neoclassicismo

TE Neogarretismo

TE Neopaganismo

TE Neo-realismo

TE Nouveau roman

TE Nova Arcádia

TE Parnasianismo

TE Paulismo

TE Períodos literários

TE Petrarquismo

TE Pós-modernismo

TE Pré-romantismo

TE Primitivismo







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 20/79

TE Quatrocentismo

TE Questão Coimbrã

TE Quinhentismo

TE Realismo

TE Renascença Portuguesa

TE Romantismo

TE Saudosismo

TE Seiscentismo

TE Sensacionismo

TE Setecentismo

TE Simbolismo

TE Surrealismo

TE Tendências literárias

TE Ultraísmo

TE Ultra-romantismo

TE Vorticismo

TA Historiografia

Historiografia

TG Géneros híbridos

TE Autobiografias

TE Biografias

TE Confissões

TE Crónicas históricas

TE Diários

TE Entrevistas

TE Epistolografia

TE Memórias

TA História literária

Humor

USE Sátira (géneros híbridos)

Idílios

TG Poesia bucólica

Imagismo

TG História literária

Impressionismo

TG História literária

Interseccionismo

TG História literária

Jornais literários

TG Literatura periódica

Lais

TG Poesia lírica

Lendas

TG Narrativa

Lírica

USE Poesia lírica

Literatura

TG Arte

TE Crítica literária

TE História literária

TE Literatura comparada

TE Obras de referência

TE Teoria literária

TA Língua

Literatura comparada

TG Literatura

UP Estudos literários comparados

Literatura de cordel

USE Literatura popular

Literatura erótica







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 21/79

TG Géneros híbridos

Literatura oral

USE Literatura popular

Literatura panfletária

TG Géneros híbridos

UP Panfletos

Literatura periódica

TG Géneros híbridos

TE Anais literários

TE Boletins literários

TE Crónicas de imprensa

TE Fotonovelas

TE Jornais literários

TE Revistas literárias

TA Folhetins

TA Recensões críticas

Literatura popular

TG Géneros híbridos

UP Literatura de cordel

UP Literatura oral

UP Literatura tradicional

Literatura religiosa

TG Géneros híbridos

Literatura tradicional

USE Literatura popular

Madrigais

TG Poesia bucólica

Maneirismo

TG História literária

Marinhas

USE Barcarolas

Máximas

USE Aforismos

Melodramas

TG Drama (literatura)

TA Dramas musicais

Memórias

TG Historiografia

Milagres

TG Dramas medievais

Mimos

TG Dramas medievais

Mistérios

TG Dramas medievais

Modernismo

TG História literária

Modo autobiográfico

TG Modos derivados

Modo biográfico

TG Modos derivados

Modo bucólico

TG Modos derivados

Modo cómico

TG Modos derivados

Modo dramático

USE Drama (literatura)

Modo elegíaco

TG Modos derivados

Modo épico

TG Modos derivados







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 22/79

Modo histórico

TG Modos derivados

Modo lírico

USE Poesia

Modo narrativo

USE Narrativa

Modo novelístico

TG Modos derivados

Modo trágico

TG Modos derivados

Modos derivados

TG Modos literários

TE Modo autobiográfico

TE Modo biográfico

TE Modo bucólico

TE Modo cómico

TE Modo elegíaco

TE Modo épico

TE Modo histórico

TE Modo novelístico

TE Modo trágico

Modos literários

TE Modos derivados

TA Géneros literários

Momos

TG Dramas medievais

Monólogos

TG Drama (literatura)

TE Apartes

Movimentos literários

TG História literária

TA Correntes literárias

TA Épocas literárias

TA Escolas literárias

TA Estilos de época

TA Períodos literários

TA Tendências literárias

Musicais

USE Dramas musicais

Narrativa

TG Géneros literários

TE Conto

TE Epopeias (narrativa)

TE Fábulas

TE Lendas

TE Novela

TE Prosa poética

TE Romance

UP Ficção

UP Modo narrativo

UP Prosa

UP Prosa narrativa

Narrativas

USE Conto

Narrativas de naufrágio

TG Géneros híbridos

Narrativas de viagem

TG Géneros híbridos

TA Romances de viagem

Naturalismo







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 23/79

TG História literária

Neoclassicismo

TG História literária

UP Arcadismo

Neogarretismo

TG História literária

Neopaganismo

TG História literária

Neo-realismo

TG História literária

UP Novo realismo

UP Realismo sociológico

New criticism

TG Teoria literária

Nouveau roman

TG História literária

UP Novo romance

Nova Arcádia

TG História literária

Novela

TG Narrativa

TE Novelas de cavalaria

TE Novelas exemplares

TE Novelas picarescas

TE Novelas sentimentais

Novelas de cavalaria

TG Novela

TA Romances de cavalaria

Novelas de ficção científica

USE Ficção científica

Novelas exemplares

TG Novela

TA Contos exemplares

Novelas picarescas

TG Novela

TA Romances picarescos

Novelas policiais

USE Policial

Novelas sentimentais

TG Novela

TA Romances sentimentais

Novo realismo

USE Neo-realismo

Novo romance

USE Nouveau roman

Obras de referência

TG Literatura

TE Bibliografias literárias

TE Dicionários literários

TE Enciclopédias literárias

Odes

TG Poesia lírica

TE Epitalâmios

TE Odes amorosas

TE Odes anacreônticas

TE Odes bucólicas

TE Odes cívicas

TE Odes horacianas

TE Odes pindáricas

TE Odes privadas







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 24/79

Odes amorosas

TG Odes

Odes anacreônticas

TG Odes

UP Odes báquicas

Odes báquicas

USE Odes anacreônticas

Odes bucólicas

TG Odes

Odes cívicas

TG Odes

Odes horacianas

TG Odes

Odes pindáricas

TG Odes

Odes privadas

TG Odes

Panegíricos

TG Sermões

UP Encómios

Panfletos

USE Literatura panfletária

Parnasianismo

TG História literária

Paródias

TG Dramas medievais

Paródias (géneros híbridos)

USE Sátira (géneros híbridos)

Pastorelas

TG Cantigas de amigo

Paulismo

TG História literária

Peças teatrais

USE Drama (literatura)

Períodos literários

TG História literária

TA Correntes literárias

TA Épocas literárias

TA Escolas literárias

TA Estilos de época

TA Movimentos literários

TA Tendências literárias

Petrarquismo

TG História literária

Poemas em prosa

TG Poesia

TA Prosa poética

Poesia

TG Géneros literários

TE Poesia alegórica

TE Poesia bucólica

TE Poesia caligramática

TE Poesia concreta

TE Poesia descritiva

TE Poesia didáctica

TE Poesia dramática

TE Poemas em prosa

TE Poesia épica

TE Poesia experimental

TE Poesia herói-cómica







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 25/79

TE Poesia lírica

TE Poesia satírica

UP Modo lírico

Poesia alegórica

TG Poesia

Poesia auditiva

TG Poesia experimental

Poesia bucólica

TG Poesia

TE Madrigais

TE Écoglas

TE Idílios

UP Poesia pastoril

Poesia caligramática

TG Poesia

UP Poesia visual

Poesia conceptual

TG Poesia experimental

Poesia concreta

TG Poesia

Poesia descritiva

TG Poesia

Poesia didáctica

TG Poesia

Poesia dramática

TG Poesia

TA Drama (literatura)

Poesia elegíaca

USE Elegias

Poesia épica

TG Poesia

TE Epopeias (poesia épica)

UP Canções de gesta

UP Cantares de gesta

UP Poesia heróica

Poesia espacial

TG Poesia experimental

Poesia experimental

TG Poesia

TE Poesia auditiva

TE Poesia conceptual

TE Poesia espacial

TE Poesia linguística

TE Poesia respiratória

TE Videopoesia

Poesia heróica

USE Poesia épica

Poesia herói-cómica

TG Poesia

Poesia linguística

TG Poesia experimental

Poesia lírica

TG Poesia

TE Baladas

TE Canções

TE Cantigas

TE Ditirambos

TE Elegias

TE Esparsas

TE Hinos







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 26/79

TE Lais

TE Odes

TE Rondós

TE Sextinas

TE Sonetos

TE Vilancetes

UP Lírica

Poesia lírica galego-portuguesa

TG Cantigas

TE Cantigas de Santa Maria

TE Serranilhas

UP Cantigas trovadorescas

UP Poesia trovadoresca

Poesia pastoril

USE Poesia bucólica

Poesia respiratória

TG Poesia experimental

Poesia satírica

TG Poesia

TE Epigramas

TE Epitáfios

TE Serventeses

Poesia trovadoresca

USE Poesia lírica galego-portuguesa

Poesia visual

USE Poesia caligramática

Pós-modernismo

TG História literária

Prantos

TG Elegias

Pré-romantismo

TG História literária

Primitivismo

TG História literária

Prosa

USE Narrativa

Prosa narrativa

USE Narrativa

Prosa poética

TG Narrativa

TA Poemas em prosa

TA Romances líricos

Prosa satírica

USE Sátira (géneros híbridos)

Provérbios

USE Aforismos

Quatrocentismo

TG História literária

UP Quatrocentista

Quatrocentista

USE Quatrocentismo

Questão Coimbrã

TG História literária

Quinhentismo

TG História literária

UP Quinhentista

Quinhentista

USE Quinhentismo

Realismo

TG História literária







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 27/79

Realismo sociológico

USE Neo-realismo

Recensões críticas

TG Crítica literária

TA Análises literárias

TA Literatura periódica

NE Apresentação relativamente breve, impressionista, de teor descritivo e, regra geral,

dominada por um propósito judicativo

Récitas (drama)

TG Drama (literatura)

Renascença Portuguesa

TG História literária

Revistas (drama)

TG Drama (literatura)

UP Teatros de revista

Revistas literárias

TG Literatura periódica

Rifões

USE Aforismos

Romance

TG Narrativa

TE Ficção científica

TE Folhetins

TE Romances autobiográficos

TE Romances barrocos

TE Romances biográficos

TE Romances bucólicos

TE Romances cabalísticos

TE Romances cor-de-rosa

TE Romances de acção

TE Romances de aventuras

TE Romances de cavalaria

TE Romances de costumes

TE Romances de educação

TE Romances de espaço

TE Romances de espionagem

TE Romances de família

TE Romances de formação

TE Romances de guerra

TE Romances de personagem

TE Romances de tese

TE Romances de viagem

TE Romances diarísticos

TE Romances didácticos

TE Romances ensaísticos

TE Romances epistolares

TE Romances exóticos

TE Romances fantásticos

TE Romances filosóficos

TE Romances formativos

TE Romances frescos

TE Romances góticos

TE Romances históricos

TE Romances impressionistas

TE Romances introspectivos

TE Romances líricos

TE Romances negros

TE Romances picarescos

TE Romances polifónicos

TE Romances políticos







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 28/79

TE Romances propagandísticos

TE Romances psicológicos

TE Romances realistas

TE Romances religiosos

TE Romances rurais

TE Romances satíricos

TE Romances sentimentais

TE Romances simbólicos

TE Romances sociais

TE Romances tendenciosos

TE Romances urbanos

TE Romances virtuosos

TE Série romanesca

Romances autobiográficos

TG Romance

TA Autobiografias

Romances barrocos

TG Romance

Romances biográficos

TG Romance

TA Biografias romanceadas

NE Biografias fictícias

Romances bucólicos

TG Romance

Romances cabalísticos

TG Romance

Romances cor-de-rosa

TG Romance

Romances de acção

TG Romance

Romances de aventuras

TG Romance

Romances de cavalaria

TG Romance

TA Novelas de cavalaria

Romances de costumes

TG Romance

Romances de educação

TG Romance

Romances de espaço

TG Romance

Romances de espionagem

TG Romance

Romances de família

TG Romance

Romances de ficção científica

USE Ficção científica

Romances de folhetim

USE Folhetins

Romances de formação

TG Romance

Romances de guerra

TG Romance

Romances de personagem

TG Romance

Romances de tese

TG Romance

Romances de viagem

TG Romance

TA Narrativas de viagem







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 29/79

Romances diarísticos

TG Romance

TA Diários

Romances didácticos

TG Romance

Romances ensaísticos

TG Romance

TA Ensaios

Romances epistolares

TG Romance

TA Epistolografia

Romances exóticos

TG Romance

Romances fantásticos

TG Romance

TA Contos fantásticos

Romances filosóficos

TG Romance

Romances formativos

TG Romance

UP Bildungsroman

Romances frescos

TG Romance

Romances góticos

TG Romance

Romances históricos

TG Romance

Romances impressionistas

TG Romance

Romances introspectivos

TG Romance

Romances líricos

TG Romance

TA Prosa poética

Romances negros

TG Romance

Romances picarescos

TG Romance

TA Novelas picarescas

Romances policiais

USE Policial

Romances polifónicos

TG Romance

Romances políticos

TG Romance

Romances propagandísticos

TG Romance

Romances psicológicos

TG Romance

Romances realistas

TG Romance

Romances religiosos

TG Romance

Romances rurais

TG Romance

Romances satíricos

TG Romance

Romances sentimentais

TG Romance

TA Novelas sentimentais







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 30/79

Romances simbólicos

TG Romance

Romances sociais

TG Romance

Romances tendenciosos

TG Romance

Romances urbanos

TG Romance

Romances virtuosos

TG Romance

Romantismo

TG História literária

TE Pré-romantismo

TE Ultra-romantsmo

Rondéis

TG Canções

Rondós

TG Poesia lírica

Sátira (géneros híbridos)

TG Géneros híbridos

TA Sátiras (drama)

UP Humor

UP Paródias (géneros híbridos)

UP Prosa satírica

Sátiras (drama)

TG Drama (literatura)

TA Sátira (géneros híbridos)

Saudosismo

TG História literária

Seguidilhas

TG Canções

Segunda geração romântica

USE Ultra-romantismo

Segundo modernismo português

USE Geração de Orpheu

Seiscentista

USE Seiscentismo

Seiscentismo

TG História literária

UP Seiscentista

Semiótica (literatura)

TG Teoria literária

TA Semiótica (linguística)

Sensacionismo

TG História literária

Sentenças

USE Aforismos

Série romanesca

TG Romance

UP Ciclo romanesco

Sermões

TG Géneros híbridos

TE Panegíricos

Serranilhas

TG Poesia lírica galego-portuguesa

Serventeses

TG Poesia satírica

UP Serventésios

Serventésios

USE Serventês







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 31/79

Setecentismo

TG História literária

UP Setecentista

Setecentista

USE Setecentismo

Sextinas

TG Poesia lírica

Simbolismo

TG História literária

Sobrerrealismo

USE Surrealismo

Sonetos

TG Poesia lírica

Super-realismo

USE Surrealismo

Surrealismo

TG História literária

UP Sobrerrealismo

UP Super-realismo

Teatros de revista

USE Revistas (drama)

Tendências literárias

TG História literária

TA Correntes literárias

TA Épocas literárias

TA Escolas literárias

TA Estilos de época

TA Movimentos literários

TA Períodos literários

Teoria literária

TG Literatura

TE Criação literária

TE Estilística (literatura)

TE Estruturalismo

TE Formalismo russo

TE Géneros literários

TE Modos literários

TE New criticism

TE Semiótica (literatura)

Tragédias

TG Drama (literatura)

Tragicomédias

TG Drama (literatura)

Ultraísmo

TG História literária

Ultra-romantismo

TG História literária

UP Segunda geração romântica

Videopoesia

TG Poesia experimental

Vilancetes

TG Poesia lírica

Vorticismo

TG História literária



Finda a fase preliminar, direcciona-se a atenção no sentido de apurar estruturas hierárquicas e de

relações, o que se traduz, por exemplo, em resolver situações de redundância/sinonímia que

muito provavelmente existirão na tipologia atribuída ao «romance», bem como em procurar o

auxílio de um especialista de confiança que se disponha a dar apoio na hierarquização correcta

dos termos colocados primariamente sob «história literária».







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 32/79

Dado que os termos abaixo indicados integram-se noutras áreas do conhecimento, ficariam

provisoriamente destacados, a fim de que, concluída a tarefa acima, as áreas respectivas fossem

tratadas com prioridade:



Arte*

TE Literatura

Língua*

TA Literatura

Escrita criativa*

TG Língua

TA Criação literária

TA Géneros literários

Estilística (gramática)*

TA Estilística (literatura)

Semiótica (linguística)*

TA Semiótica (literatura)

Teatro*

TA Drama (literatura)

NE Arte de representar dramas, lugar onde se representam dramas ou se dão espectáculos



O tesauro é uma ferramenta de apoio superior à lista alfabética de assuntos, pelo maior controlo

que exerce sobre a linguagem documental através da estrutura de referências (de substituição,

hierárquica, associativa e geral), e, no processo de indexação, dá maior segurança ao

bibliotecário que se sente pouco à vontade relativamente a determinadas áreas do conhecimento.



Método Provisório



Numa fase inicial propõe-se fazer uso da Lista de Cabeçalhos de Assunto para Bibliotecas na

indexação de documentos destinados ao catálogo colectivo da Rede Concelhia de Bibliotecas

Escolares.



Posteriormente será apresentado às escolas do concelho de Odivelas o projecto de elaboração

de um tesauro integrado, que abranja todos os conteúdos, do 1.º ao 12.º ano de escolaridade.





CLASSIFICAÇÃO



Definição



A classificação define-se como estruturação de conceitos em classes e subclasses de modo a

exprimir as relações semânticas existentes entre os conceitos, com recurso a uma linguagem

documental pré-definida, representada através de notações, também elas pré-definidas.



A notação é um código que representa o assunto de que trata o documento e, consoante o

aspecto ou conteúdo, pode ser designada como: alfabética, alfanumérica, binária, decimal,

estruturada, hierárquica, léxica, numérica, ortográfica, sistemática, etc.



A classificação tem como objectivo a organização, por assunto, de documentos em estantes ou

noutras formas de armazenamento e de catálogos, manuais ou automatizados, visando a

recuperação de informação através de consulta por meio de códigos de assunto, e, ainda, a troca

de informação entre agências bibliográficas, nacionais e internacionais.



Estas funções fazem maior sentido em bibliotecas cujas colecções, em número de espécies,

ascendem às dezenas ou centenas de milhar. No entanto, o ideal seria que, mesmo em

bibliotecas com essas dimensões, a classificação fosse sempre complementada com a

indexação, bem como com um sistema de atribuição de cotas de fácil assimilação, e, também,

com um sistema de orientação gráfica, por forma a tornar o contacto directo com os documentos

(browsing) aprazível.









Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 33/79

Com base nesta afirmação, seria razoável questionar o emprego de um sistema de classificação

em bibliotecas de menor escala, como, por exemplo, em bibliotecas escolares, já que os

processos de indexação e de cotação, bem como o sistema de orientação gráfica poderiam, em

sentido mais amplo, ser considerados redundantes. Acontece, no entanto, que os sistemas de

indexação, de cotação e de orientação gráfica são habitualmente criações locais, específicos

para cada biblioteca em função do público alvo ou utilizadores.



Tendo em consideração a troca de informação entre agências bibliográficas, bem como a

rotatividade de pessoal afecto às bibliotecas escolares, por vezes não sendo possível identificar

os critérios adoptados pelos professores bibliotecários antecessores, é essencial o uso de uma

linguagem controlada e universal para a recuperação de documentos por representação de

assunto. O melhor método, nestas situações, é sem dúvida fazer uso de um sistema de

classificação.



Cronologia das Classificações Bibliográficas



1545 – Classificação de Gesner

1595 – Classificação de Maunsell

1627 – Classificação de Naudé

1691 – Classificação de Leibniz

1814 – Classificação de Horne

Classificação de Brunet

1836 – Classificação do Museu Britânico

1842 – Classificação de Merlin

1843 – Classificação de Garnier

1852 – Classificação de Schleiermacher

1854 – Classificação de Palermo

1857 – Classificação da Sociedade Real

1859 – Classificação de Edwards

Classificação de Trubner

1870 – Classificação de Harris*

1871 – Classificação de Schwartz*

1876 – Classificação Decimal de Dewey*

1882 – Classificação de Smith

Classificação Racional de Perkins*

1888 – Classificação de Hartwig*

1889 – Classificação de Fletcher*

Classificação do Colégio Sion, de Londres*

1890 – Classificação de Bonazzi*

Classificação Expansiva de Cutter*

1894 – Classificação de Quinn-Brown

Classificação de Rowell*

1895 – Classificação de Sonnenschein

1896 – Classificação de Ogle

1898 – Classificação Ajustável de Brown*

1899 – Classificação da Biblioteca do Congresso*

1900 – Classificação de Richardson (Universidade de Princeton)*

1901 – Classificação Científica Internacional*

1905 – Classificação Decimal Universal*

1906 – Classificação de Assuntos de Brown*

1933 – Classificação dos Dois Pontos de Ranganathan*

1940 – Classificação Bibliográfica de Bliss*

1961 – Classificação Internacional de Rider*

1975 – Classificação para Bibliotecas Chinesas*



Esta cronologia resulta de adaptação feita a partir de uma tradução do artigo “Rethinking on the

Concepts in the Study of Classification”, de Prithvi Nath Kaula, publicado em Herald of Library

Science, Varanasi, 23 (1-2) Jan.-Apr. 1984, p. 30-44, e que se encontra na página

http://www.conexaorio.com/biti/kaula/index.htm.









Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 34/79

As classificações assinaladas com asterisco diferenciam-se das demais por se apoiarem em

esquemas de notações, o que permite o seu emprego na organização de documentos em

estantes. Seleccionam-se, entre as classificações com esquema de notações, por serem um

pouco mais desenvolvidas, as consideradas mais importantes, quer por terem exercido influência

sobre outras classificações, quer por as tabelas respectivas serem abrangentes e universais

relativamente às áreas do saber, quer ainda por serem as mais usadas actualmente.



Classificação de Harris



A Biblioteca Escolar Pública de Saint Louis, que mais tarde viria a tornar-se a Biblioteca Municipal

de Saint Louis, foi fundada em 1865, e desde a primeira hora contou com a colaboração de

William Torrey Harris (1835-1909), que procurou criar um sistema de organização de

documentos, cujos resultados foram publicados, primeiramente, num artigo de autoria do próprio

Harris, em The Journal of Speculative Philosophy, Saint Louis, (4) Apr. 1870, sob o título de

“Book Classification”, e, em seguida, pela Biblioteca Escolar Pública de Saint Louis, sob o título

de Catalogue, Classified and Alphabetical, of the Books of the St. Louis Public School Library, St.

Louis, Missouri Democratic Book and Job Print, 1870.



A Classificação de Harris (Harris Classification) ou CH, que foi influenciada pela filosofia

hegeliana, conforme o artigo de Eugene E. Graziano, “Hegel's Philosophy as Basis for the Dewey

Classification Schedule”, publicado em Libri, Copenhagen, 9 (1) 1959, p. 45-52 , e que pode ser

consultado na página http://www.autodidactproject.org/other/hegelddc.html, contém as seguintes

classes e subclasses principais:



Classes e Subclasses Âmbito

1 Ciências

2-5 Filosofia

6-16 Teologia

17 Ciências sociais e políticas

18-25 Jurisprudência

26-28 Política

29-31 Ciências sociais

32-34 Filologia

35 Ciências naturais e artes industriais

36-40 Matemática

41-45 Física

46-51 História natural

52-58 Medicina

59-63 Artes industriais e comércio

64 Arte

65 Belas artes

66-68 Poesia

69-70 Prosa de ficção

71-78 Miscelânea literária

79 História

80-87 Geografia e viagens

88-96 História

97 Biografia

98-100 Apêndice. Generalidades



Classificação Decimal de Dewey



Este sistema, inspirado na classificação de W. T. Harris, foi criado em 1876 pelo norte-americano

Melvil Dewey (1851-1931), quando exercia funções de bibliotecário no Colégio Amherst,

Massachusetts, e desde então foi objecto de 22 grandes revisões, a mais recente realizada em

2004.









Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 35/79

A Classificação Decimal de Dewey (Dewey Decimal Classification) ou CDD organiza o

conhecimento em dez classes principais, tendo cada classe principal dez divisões e cada divisão,

dez secções. Na sua origem, a CDD continha dez classes, cem divisões e cerca de mil secções.



Com excepção de «Generalidades» e «Obras de ficção», os documentos são classificados com

extensões que indicam a relação entre assuntos, lugar e tempo a que o assunto se refere, e tipo

de material em que o documento se apresenta. As notações são expressas com um mínimo de

três dígitos e a sua extensão pode ser indefinida, mas sempre com recurso a um ponto decimal a

cada grupo de três dígitos. Assim, se o documento trata de «economia» (330) na «Europa» (+94),

o assunto é representado pela notação «330.94», e se o documento é um «jornal» (+005, auxiliar

de tipo de material) que aborda assuntos específicos dos «Estados Unidos» (973), a notação

será «973.005».



Por tratar-se de uma classificação decimal, deve ser dada especial atenção à ordenação

numérica, pois subentende-se que qualquer notação inicia-se por «0.», embora não estejam

expressos. A ordenação correcta das notações «626», «620.2» e «620.199» será portanto:

«620.199», «620.2», «626».



Tabelas principais da CDD:



Classes e Subclasses Âmbito

000 Informática. Informação. Generalidades

000 Generalidades

010 Bibliografia

020 Biblioteconomia e ciências da informação

030 Enciclopédias gerais

040 [Não atribuída]

050 Séries em geral e índices respectivos

060 Organização em geral e museologia

070 Comunicação social, jornalismo e publicação

080 Colecções em geral

090 Manuscritos e obras raras

100 Filosofia. Psicologia

100 Filosofia. Psicologia

110 Metafísica

120 Epistemologia

130 Fenómenos paranormais

140 Sistemas e pontos de vista filosóficos

150 Psicologia

160 Lógica

170 Ética

180 Filosofia clássica, medieval e oriental

190 Filosofia moderna ocidental

200 Religião

200 Religião

210 Teologia natural

220 Bíblia

230 Teologia cristã

240 Moral cristã e teologia moral

250 Igreja e ordens religiosas

260 Teologia social cristã

270 História da igreja cristã

280 Denominações cristãs e seitas

290 Religião comparada

300 Ciências sociais

300 Ciências sociais

310 Estatísticas em geral

320 Ciências políticas

330 Economia





Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 36/79

340 Direito

350 Administração pública

360 Serviço social. Associações

370 Educação

380 Comércio. Comunicações. Transporte

390 Usos e costumes. Etiqueta. Folclore

400 Língua

400 Língua

410 Linguística

420 Inglês. Inglês arcaico

430 Línguas germânicas. Alemão

440 Línguas de origem latina. Francês

450 Italiano. Romeno. Rético

460 Espanhol. Português

470 Latim

480 Línguas helénicas. Grego clássico

490 Outras línguas

500 Ciências

500 Ciências naturais. Matemática

510 Matemática

520 Astronomia e ciências relacionadas

530 Física

540 Química e ciências relacionadas

550 Geologia

560 Paleontologia. Paleozoologia

570 Biologia

580 Botânica

590 Zoologia

600 Tecnologia

600 Ciências aplicadas

610 Medicina

620 Engenharia

630 Agricultura

640 Economia doméstica

650 Gestão

660 Engenharia química

670 Indústria

680 Indústrias específicas

690 Engenharia civil

700 Arte. Entretenimento

700 Arte

710 Urbanismo

720 Arquitectura

730 Artes plásticas. Escultura

740 Desenho. Artes decorativas

750 Pintura

760 Gravura

770 Fotografia

780 Música

790 Entretenimento. Espectáculos

800 Literatura

800 Literatura. Retórica

810 Literatura americana em língua inglesa

820 Literatura inglesa e em inglês arcaico

830 Literatura em línguas germânicas

840 Literatura em língua latinas

850 Literatura italiana, romena e rética

860 Literatura espanhola e portuguesa





Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 37/79

870 Literatura latina

880 Literatura grega clássica

890 Literatura em outras línguas

900 História. Geografia

900 História. Geografia

910 Geografia. Viagens

920 Biografia. Genealogia. Heráldica

930 História antiga

940 História da Europa em geral

950 História da Ásia em geral

960 História de África em geral

970 História da América do Norte em geral

980 História da América do Sul em geral

990 História geral de outras regiões



Classificação Expansiva de Cutter



Sob a influência da CDD, Charles Ammi Cutter (1837-1903) deu início, em 1880, à implantação

de um sistema próprio na organização dos documentos da biblioteca do Ateneu de Boston, onde

foi bibliotecário por mais 23 anos. No princípio da década seguinte, apareceram os primeiros

esquemas do seu sistema, Classificação Expansiva de Cutter (Cutter Expansive Classification) ou

CEC, de que foram publicados cinco volumes sem que o trabalho tivesse sido concluído, devido

ao falecimento do seu criador.



Classes principais da CEC:



Classes Âmbito

A Generalidades (enciclopédias, publicações periódicas, publicações institucionais)

B-D Filosofia. Psicologia. Religião

E, F, G Biografia. História. Geografia. Viagens

H-J, K Ciências Sociais. Direito

L-T Ciência e Tecnologia

U-VS Assuntos Militares. Desporto. Entretenimento

VT, VV, W Teatro. Música. Arte

X Filologia (com notação auxiliar a indicar a língua a que o assunto se refere)

Y Literatura (com notação auxiliar a indicar a língua e o género).

Ex.: YY – Literatura norte-americana em língua inglesa; YYP – Poesia norte-

americana em língua inglesa

Z Biblioteconomia. Bibliografia



As notações da CEC são elaboradas tendo em conta as seguintes convenções:

- Primeira linha – representa o assunto,

- Segunda linha – representa o autor (em letras iniciais maiúsculas) e eventualmente o

título (em letras iniciais minúsculas),

- Terceira linha – data de edição, e

- Quarta linha – indica se o documento é uma tradução ou um trabalho de crítica sobre o

autor e/ou obra.



Dimensões de lombadas, números de volumes e de exemplares são precedidos de ponto (.),

sinal de adição (+) e barra oblíqua (/) respectivamente. Para especificar assuntos, juntam-se

dígitos convencionais às notações com o objectivo de representarem o âmbito geográfico a que o

documento se refere. Assim sendo, e tendo em consideração que «83» representa os Estados

Unidos, a notação «F83» aplica-se a «História dos Estados Unidos», «JU83» a «Política norte-

americana» e «WP83» a «Pintura norte-americana».



Classificação da Biblioteca do Congresso



Este sistema foi desenvolvido a partir de 1899 por Herbert Putnam (1861-1955), com a

colaboração de Charles Ammi Cutter, criador da CEC, motivo pelo qual a Classificação da







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 38/79

Biblioteca do Congresso (Library of Congress Classification) ou CBC mantinha, na origem,

semelhanças com o sistema de Cutter.



A CBC, amplamente usada em bibliotecas universitárias e especializadas dos Estados Unidos e

de inúmeros países, contém 21 classes principais, em conformidade com o quadro que se segue:



Classes Âmbito

A Generalidades

B Filosofia. Psicologia. Religião

C Ciências auxiliares da história. Historiografia

D História Antiga. História Universal

E História da América

Esta classe é subdivida por dígitos e não por letras como as demais

classes

11-143 América

151-889 Estados Unidos

F História da América

Esta classe é subdivida por dígitos e não por letras como as demais

classes

1-975 História regional dos Estados Unidos

1001-1145.2 América Britânica (incluindo o Canadá)

América Holandesa

1170 América Francesa

1201-3799 América Latina. América Espanhola. História do Brasil

G Geografia. Antropologia. Entretenimento

H Ciências sociais

J Ciências políticas

K Direito

L Educação

M Música

N Arte

P Língua. Literatura

Q Ciências

R Medicina

S Agricultura

T Tecnologia

U Ciência militar

V Ciência naval

Z Bibliografia. Biblioteconomia. Recursos de informação em geral



Em 1939, quando Putnam deixou o cargo de bibliotecário do Congresso, apenas a classe «K»

(direito) e partes da classe «B» (filosofia e religião) não estavam ainda desenvolvidas.



Classificação Decimal Universal



Os bibliógrafos belgas Paul Otlet (1868-1944) e Henri La Fontaine (1854-1943), ao resolverem

criar uma bibliografia universal, depois de fundarem, em 1895, o Instituto Internacional de

Bibliografia, decidiram traduzir a CDD para francês com o objectivo de esta servir-lhes como

forma de ordenar, por assunto, a bibliografia citada.



O resultado, publicado entre 1905-1907 sob o título de Manuel de Répertoire Bibliographique

Universel, excedeu a mera tradução pelas adaptações e ampliações que efectuaram. O sistema

belga, conhecido por Classificação Decimal Universal (Universal Decimal Classification) ou CDU,

é usado em toda a Europa e conta com grande adesão em Portugal.



Existem três formatos de CDU: tabela integral, tabela média e tabela abreviada. De registar que a

tabela completa conta com cerca de 220 mil notações e a média, pouco mais de 60 mil. Em

língua portuguesa, no entanto, apenas as variantes média e abreviada foram publicadas. A









Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 39/79

terceira edição da tabela abreviada (ISBN 972-565-395-5), publicada em 2005 pela BNL,

baseada na tabela média em língua inglesa, é a mais actualizada.



Segue-se um resumo das tabelas principais da última edição portuguesa (p. 11-34):



Classes e Subclasses Âmbito

Generalidades. Ciência e conhecimento. Organização. Informação.

0 Documentação. Biblioteconomia. Instituições. Publicações

00 Prolegómenos. Fundamentos da ciência e da cultura

01 Ciência e técnica bibliográfica. Bibliografias. Catálogos

02 Biblioteconomia. Bibliotecas

Organizações e outras formas de cooperação. Instituições.

Academias. Congressos. Sociedades. Organismos científicos.

06 Exposições. Museus

08 Poligrafias. Obras em colaboração

Manuscritos. Obras notáveis, raras, devido a certas particularidades

extrínsecas tais como a escrita, a encadernação, as gravuras, material

09 em que foram impressas

1 Filosofia. Psicologia

11 Metafísica

13 Filosofia da mente e do espírito. Metafísica da vida espiritual

14 Sistema e pontos de vista filosóficos

16 Lógica. Epistemologia. Teoria do conhecimento. Metodologia da lógica

17 Filosofia moral. Ética. Filosofia prática

2 Religião. Teologia

21 Religiões pré-históricas e primitivas

Religiões do Extremo Oriente. Taoísmo. Confucionismo. Religiões da

22 Coreia, Japão, etc.

23 Religiões da Índia. Hinduísmo. Bramanismo. Vedismo, etc.

24 Budismo

Religiões do mundo antigo (Egipto, Mesopotâmia, Grécia, Roma,

25 Maias, Astecas, Incas, etc.)

26 Judaísmo

27 Cristianismo. Igrejas e denominações cristãs

28 Islamismo

29 Movimentos espirituais modernos

Ciências sociais. Estatística. Política. Economia. Comércio. Direito.

Administração pública. Forças armadas. Assistência social. Seguros.

3 Educação. Etnologia

Teorias, metodologias e métodos nas ciências sociais em geral.

30 Sociografia

31 Estatística. Demografia. Sociologia

32 Política

33 Economia. Ciência económica

34 Direito. Jurisprudência

35 Administração pública. Assuntos militares

Protecção das necessidades materiais e mentais da vida. Serviço

36 social. Ajuda social. Segurança social. Habitação. Consumo. Seguros

37 Educação

Etnologia. Etnografia. Usos e costumes. Tradições. Modo de vida.

39 Folclore

5 Matemática. Ciências naturais

50 Generalidades sobre as ciências puras

51 Matemática

52 Astronomia. Geodesia. Astrofísica. Investigação espacial

53 Física

54 Química. Cristalografia. Mineralogia

55 Ciências da terra. Ciências geológicas

56 Paleontologia





Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 40/79

57 Ciências biológicas em geral

58 Botânica

59 Zoologia

6 Ciências aplicadas. Medicina. Tecnologia

60 Questões gerais referentes às ciências aplicadas

61 Ciências médicas

62 Engenharia. Tecnologia em geral

Agricultura. Ciências agrárias e técnicas relacionadas. Silvicultura.

63 Explorações agrícolas. Exploração da vida selvagem

64 Ciências domésticas. Economia doméstica

65 Gestão e organização da indústria, do comércio e da comunicação

66 Tecnologia química. Indústrias químicas e relacionadas

67 Indústria, artes industriais e ofícios diversos

68 Indústrias, artes e ofícios de artigos acabados ou montados

Indústria da construção. Materiais para construção. Procedimentos e

69 práticas de construção

7 Arte. Recreação. Entretenimento. Desporto

Planeamento territorial. Planeamento regional, urbano e rural.

71 Paisagens, parques, jardins

72 Arquitectura

73 Artes plásticas

74 Desenho. Design. Artes e ofícios aplicados

75 Pintura

76 Artes gráficas. Gravura

77 Fotografia e processos similares

78 Música

79 Divertimentos. Espectáculos. Jogos. Desportos

8 Língua. Linguística. Literatura

80 Questões gerais referentes à linguística e à literatura. Filologia

81 Linguística. Línguas.

82 Literatura

9 Geografia. Biografia. História

Geografia. Exploração da terra e de países. Viagens. Geografia

91 regional

94 História em geral



As notações da CDU podem ser complementadas por tabelas auxiliares, constituídas por dígitos,

sinais de pontuação gráfica e letras, em conformidade com os exemplos que se seguem (p. 35-

110):



. Subdivisão As notações são habitualmente formadas por séries de até

- três dígitos, após as quais um destes sinais gráficos é

„ introduzido para dar continuidade às notações.

Ex.: «821.134.3» – Literatura portuguesa.

A notação «82» corresponde a Literatura em geral;

«821.1/.8», Literatura de línguas individuais; «821.13»,

Literatura em línguas românicas; e «821.134» corresponde

a Literatura em línguas ibero-românicas.

+ Coordenação. Adição Serve para ligar notações não consecutivas em caso de

assunto composto, quando não exista uma notação simples

para o assunto composto.

Ex.: «(469+594.75)» – Portugal e Timor.

/ Extensão consecutiva Serve para ligar notações consecutivas, quando o assunto

é amplo.

Ex.: «772/777» – Processos fotográficos (equivale a 772,

773, 774, ..., 777, e notações subordinadas).

: Relação simples Serve para ligar notações de assuntos com mesmo grau de

importância.

Ex.: «51:53» – Matemática e Física ou «53:51» – Física e





Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 41/79

Matemática.

[] Subgrupos Serve para estabelecer subgrupos nos casos em que as

notações principais estão ligadas pelo sinal de adição ou

dois pontos, a representar assunto complexo.

Ex.: «341.24:347.24[460+469]» – Acordo internacional

entre Portugal e Espanha sobre direitos relativos à água.

:: Ordenação Serve para fixar a ordem das notações, designadamente

em sistemas informáticos.

Ex.: «77.044 : : 355.4» – Fotografia de guerra.

= Auxiliar comum de língua Serve para indicar a língua na qual o documento está

escrito, ou para formar auxiliar comum de raça, grupo

étnico ou nacionalidade (adiante).

Ex.: «=134.3» – Português (língua).

(0...) Auxiliar comum de forma Serve para indicar a forma como o documento se

apresenta.

Ex.: «(035)» – Manuais. Compêndios.

(1/9) Auxiliar comum de lugar Serve para indicar o âmbito geográfico de um assunto.

Ex.: «323.1(594.75)» – Autonomia de Timor.

(=...) Auxiliar comum de raça, Serve para indicar a nacionalidade ou grupo étnico a que o

grupo étnico e assunto básico se refere.

nacionalidade Ex.: «(=134.3)» – Portugueses (povo).

“...” Auxiliar comum de tempo Serve para indicar a data ou o período de tempo a que o

assunto básico se refere.

Ex.: «“192”» – Década de 20 (1920-1929).

* Especificação de assunto Serve para introduzir a notação que não existe na CDU.

com notação que não Ex.: «630*432» – Prevenção e controlo de incêndios

pertence à CDU florestais. «*432» é notação extraída de Forest Decimal

Classification.

A/Z Especificação em ordem Serve para especificar nome ou acrónimo a que o assunto

alfabética básico se refere.

Ex.: «821.134.3Camões» – Obra literária de Luís de

Camões.



Classificação de Assuntos



James Duff Brown (1862-1914), nascido em Edimburgo, Escócia, foi um dos pioneiros a defender

o livre acesso às estantes, bem como relativamente à deslocação do eixo “universo do

conhecimento” para “universo dos conceitos” em matéria de classificação, o que antecipa e

procura dar solução ao fenómeno da interdisciplinaridade, problema com que os bibliotecários se

debatem na classificação de documentos.



Em colaboração com John Henry Quinn (1860-1941), publicou, em 1894, a Classificação de

Quinn e Brown (Quinn-Brown Classification), que reviu e publicou em 1898, sob o título de

Classificação Ajustável (Adjustable Classification).



A Classificação de Assuntos (Subject Classification) ou CA, na qual sua filosofia ganha maior

relevo, foi publicada em três edições: 1906, 1914 e, postumamente, em 1939.



Classes principais da CA:



Conceito Âmbito Classes

Matéria e Energia Generalidades A

Ciências físicas BCD

Vida Ciências biológicas EF

Ciências médicas e etnológicas GH

Biologia económica e artes domésticas I

Pensamento Filosofia e Religião JK

Ciências sociais e políticas L

Registo Língua e Literatura M







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 42/79

Géneros literários N

História e Geografia O–W

Biografia X



Brown propôs que a organização dos assuntos fosse feita de forma independente do ponto de

vista em que eram tratados, ou seja, todos os documentos que abordassem o conceito «Rosa»,

por exemplo, deveriam manter-se num mesmo sítio, quer este conceito fosse tratado do ponto de

vista biológico, botânico, histórico, geográfico, ético, das artes decorativas, emblemático, poético,

etc. Esta ideia mais tarde evoluiu para «organização por centros de interesse», patente no

sistema de cotação em uso na Rede de Bibliotecas Públicas de Oeiras, por exemplo.



Este tipo de organização reflecte-se de forma sintética em três tipos de notação:

- Intraclasses – Cães (F918) e Gatos (F952) = «F918+952» ou «F952+918»,

- Interclasses – Apostas (L933) em Corridas de cães (F944) = «L933+F944» ou

«F944+L933»,

- Tabela auxiliar de forma de apresentação, tempo, ponto de vista, atributos, etc., que se

aplica a qualquer assunto ou subdivisão de assunto.



A tabela auxiliar da CA dividi-se em duas partes: ordem alfabética, e ordem numérica precedida

de um ponto (.). Assim, «Economia nas Universidades» recebe a notação «A180.760», em que

«A180» representa «Universidades» na tabela principal e «.760», o ponto de vista «Economia»

na tabela auxiliar.



Classificação dos Dois Pontos



A Classificação dos Dois Pontos (Colon Classification) ou CDP foi criada em 1933 por Shiyali

Ramamrita Ranganathan (1892-1972), quando exercia funções de bibliotecário na Biblioteca da

Universidade de Madras, Índia. Caracteriza-se como classificação analítico-sintética ou de

facetas, proporcionando alto grau de autonomia ao bibliotecário.



A CDP faz uso de 42 classes principais que podem ser associadas, no processo de classificação,

a letras, números e sinas gráficos. Apresenta-se, a seguir, o quadro com as classes principais da

CDP, incluindo algumas subclasses:



Classes e Subclasses Âmbito

A Generalidades

1 Universo do conhecimento

2 Biblioteconomia

3 Ciência do livro

4 Jornalismo

B Matemática

B1 Aritmética

B13 Teoria dos números

B2 Álgebra

B23 Equações algébricas

B25 Álgebra superior

B3 Análise

B33 Equações diferenciais [equação] , [grau] , [ordem] : [problema]

B331,1,2:1 Soluções numéricas (:1) de ordenação (331) linear (,1) segunda

ordem (,2) equações diferenciais

B37 Variáveis reais

B38 Variáveis complexas

B4 Outros métodos

B6 Geometria

B7 Mecânica

B8 Física matemática

B9 Matemática astronómica

C Física

C1 Fundamentos da física







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 43/79

C2 Propriedades da matéria

C3 Som

C4 Calor

C5 Luz e radiação

C6 Electricidade

C7 Magnetismo

C8 Hipóteses do cosmo

D Engenharia

E Química

F Tecnologia

G Biologia

H Geologia

HX Mineração

I Botânica

J Agricultura

L Medicina

LZ3 Farmacologia

LZ5 Farmácia

M Artes industriais

Ð Espiritualidade e misticismo

N Arte

NA Arquitectura [estilo] , [utilidade] , [parte] : [técnica]

ND Escultura [estilo] , [figura] ; [material] : [técnica]

NN Gravura

NQ Pintura [estilo] , [figura] ; [material] : [técnica]

NR Música [estilo] , [música] ; [instrumento] : [técnica]

O Literatura

P Linguística

Q Religião

R Filosofia

S Psicologia

T Educação

U Geografia

V História

W Ciências políticas

X Economia

Y Sociologia

Z Direito



Para além das classes principais, a CDP faz uso de cinco categorias primárias ou facetas,

representadas por sinais de pontuação gráfica, para pormenorizar a classificação, a saber:



Sinal Faceta

, Personalidade

; Matéria ou propriedade

: Energia

. Espaço

„ Tempo



O assunto «investigação sobre a cura por raio X da tuberculose pulmonar realizada na Índia em

1950» resultaria na notação «L, 45; 421: 6; 253: f. 44’ N5», que se traduz por «Medicina,

Pulmões; Tuberculose: Tratamento; Raio X: Investigação. Índia’ 1950».



Classificação Bibliográfica de Bliss



Por julgar que a CBC fora criada para uso específico na Biblioteca do Congresso e, por este

motivo, não podendo ser considerada padrão para aplicação noutras bibliotecas, bem como por

não apreciar a CDD, Henry Evelyn Bliss (1870-1955) criou e começou a utilizar, a partir de 1908,







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 44/79

um sistema próprio para classificar documentos na biblioteca do Colégio da Cidade de Nova

Iorque, onde trabalhava.



A Classificação Bibliográfica de Bliss (Bliss Bibliographic Classification) ou CBB, publicada em

quatro volumes, entre 1940 e 1953, faz uso de letras, maiúsculas e minúsculas, inclusivamente

em itálico na forma normal e invertida, números e grande variedade de sinais gráficos, excepto o

ponto decimal por ser o sinal base da CDD.



Os princípios que presidem a CBB são: localização alternativa, em que os documentos de um

determinado assunto podem ser arrumados em mais de um lugar desde que os responsáveis da

biblioteca se decidam por esta opção e que dela façam uso de forma coerente e consistente;

notações concisas e breves; organização do conhecimento baseada nas especialidades

académicas; e possibilidade de os assuntos irem passando gradualmente de tema a tema por

forma a manterem as mesmas relações de proximidade que têm na realidade. Deste modo, no

entender de Bliss, encontrava-se solução para os problemas de organização de bibliotecas com

diferentes tipos de necessidades.



Classes principais da CBB:



Classes Âmbito

1 Introdução e tabelas auxiliares

2/9 Generalidades. Prolegómenos. Ciência e conhecimento. Informação. Tecnologia

A/AL Filosofia e lógica

AM/AX Matemática. Estatística

AY-B Ciências em geral. Física

C Química. Engenharia química

D Espaço. Geologia

Astronomia

Geologia

Geografia

E/GQ Ciências biológicas

E Biologia

Bioquímica

Genética

Virologia

F Botânica

G Zoologia

GR Agricultura

GU Veterinária

GY Ciência ambiental

H Antropologia física. Saúde. Medicina

I Psicologia. Psiquiatria

J Educação

K Sociedade. Ciências sociais. Sociologia. Antropologia social

L/O História. Arqueologia. Biografia. Viagens

P Religião. Ocultismo. Moral. Ética

Q Bem-estar social. Criminologia

R Política. Administração pública

S Direito

T Economia. Gestão

U/V Tecnologia. Engenharia

W Entretenimento. Arte. Música

X/Y Língua. Literatura



Embora seja uma criação norte-americana, a CBB apenas teve êxito no Reino Unido e em

poucos países de língua oficial inglesa. Uma segunda edição revista, conhecida como CBB2, é

desenvolvida no Reino Unido desde 1977.









Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 45/79

Classificação Internacional de Rider



Ainda jovem, Fremont Rider (1885-1962) tornou-se discípulo e colaborador directo de Dewey,

vindo mais tarde a integrar a Comissão Consultiva da CDD, onde exerceu funções de conselheiro

ao longo de vários anos, razão pela qual teve sempre um apreço muito especial por este sistema

de classificação, nomeadamente na sua forma original.



Após deixar o cargo de bibliotecário na Universidade de Wesleyan, Middletown, no Connecticut,

Rider fundou a biblioteca genealógica Godfrey Memorial Library, dando continuidade ao trabalho

que vinha desenvolvendo e que culminou com a publicação, no ano de 1961 em edição de autor,

da Classificação Internacional de Rider, mais propriamente Rider’s International Classification for

the Arrangement of Books on the Shelves of General Libraries, ou CIR.



A síntese que se segue deve-se à colaboração de Stephen Rice, que seleccionou e facultou

cópia de algumas páginas com informações essenciais de um dos exemplares da CIR

pertencentes às colecções da Biblioteca Estadual de Connecticut, onde Rice é bibliotecário.



No prefácio à “pré-edição” de 1961, como o próprio autor a designava, Rider deixou bem patente

os fundamentos que o levaram à criação da CIR (p. [XI]-XXXIII):



1. Dicotomia entre «classificação bibliográfica» ou bibliographical classification e «sistema de

cotação» ou library classification. – Todas as classificações existentes até então

desempenhavam as duas funções enunciadas, o que Rider considerava ser um erro.



O objectivo básico da classificação bibliográfica é possibilitar o acesso por assunto às dezenas

de milhares de documentos especializados que, ano após ano, são publicados por milhares de

fontes e que dão entrada, consoante a área específica do conhecimento, nas bibliotecas

especializadas e nos centros de documentação e informação.



As subdivisões de classes que vão ao ínfimo pormenor, apoiadas por tabelas auxiliares várias,

têm interesse e prestam-se à missão e finalidade das bibliotecas especializadas e centros de

documentação, mas não são o meio mais adequado para a organização de documentos nas

estantes das bibliotecas genéricas.



Rider questionava a expansão excessiva das subclasses da CDD, que chegou ao ponto de, em

determinada edição, contemplar “notações individuais para cada osso dos dedos das mãos”,

distanciando-se do seu objectivo inicial, ou seja, organizar e recuperar documentos em

bibliotecas genéricas de forma eficiente e célere, razão do êxito que granjeou logo à primeira

edição.



A diferença mais significativa, porém, entre um sistema de cotação adequado às bibliotecas

genéricas e uma classificação bibliográfica qualquer, segundo Rider, reside no facto de o

primeiro, depois de criado, poder considerar-se estável por um número razoável de anos,

enquanto que a segunda é, na sua essência, extremamente efémera, necessitando de revisões

extensivas a cada um ou dois anos. Quanto maior o pormenor de determinada classe ou

subclasse, mais depressa esta classe ou subclasse se torna obsoleta.



2. Princípio da subdivisão. – Numa biblioteca genérica, apenas faz sentido separar um conjunto

de obras que se encontram reunidas, se o seu número assim o justificar.



Se, em determinada biblioteca genérica, há cinco obras sobre anatomia dos órgãos respiratórios

do corpo humano, das quais três tratam do «sistema respiratório» como um todo, uma do

«diafragma» e outra da «traqueia», mais proveito terão e mais económica será a organização, se

estiverem reunidas sob a cota que corresponde a «sistema respiratório» do que sob três cotas

diferenciadas.



Os utilizadores que procurem por documentos sobre «sistema respiratório» como um todo

encontrarão reunidas todas as obras existentes sobre o assunto num mesmo lugar na estante,

enquanto o utilizador que queira desenvolver um trabalho específico sobre a «traqueia» tenderá

provavelmente a fazer uma pesquisa no catálogo de assuntos através dessa palavra chave.







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 46/79

Vinte era o número de obras que Rider considerava razoável sob uma mesma cota, antes que se

começasse a pensar em as subdividir em mais de uma cota. É preciso ter em atenção que

algumas obras são constituídas por mais de um volume e é suposto existirem dois exemplares de

cada obra numa biblioteca genérica.



3. Princípio da proporcionalidade. – As classificações deveriam manter equidade interna

relativamente ao número de subdivisões de que cada classe principal se compõe.



Para Rider, todas as classificações falharam neste aspecto, ora por não terem antecipado o

amplo desenvolvimento das ciências ocorrido no século passado, o que impossibilita qualquer

tentativa de proporcionalidade no caso das classificações decimais, por exemplo (escusado será

dizer que o número de ciências autónomas é superior a dez), ora por subdividirem classes e

subclasses até à exaustão em prejuízo de outras, o que leva a uma distribuição desigual dos

documentos nas estantes.



A obsolescência de algumas “ciências” também resultou no desaparecimento de um número

considerável de subdivisões na CDD, de que a subclasse «040» e respectivas subdivisões no

quadro a ela referente acima transcrito é exemplo, assim como o é também a classe «4» na

CDU, que se encontra completamente vazia.



A desproporção resulta na maior extensão e complexidade de um determinado número de

notações/cotas e na distorção das relações de proximidade entre assuntos.



O facto é que cerca de metade dos documentos nas bibliotecas genéricas dizem respeito às

áreas da literatura, história e geografia, enquanto existem subdivisões noutras áreas com pouca

ou nenhuma hipótese de virem a ser algum dia preenchidas por um documento sequer.



Segundo Rider, a causa mais evidente da desproporção encontrada nas classificações recaía na

visão de mundo tendenciosa de seus criadores. A maior parte delas foi elaborada sob a forte

influência da cultura protestante anglo-saxónia, baseada nos Estados Unidos, razão pela qual, ao

tempo de Rider, a CDD fornecia 3705 subdivisões geográficas para os Estados Unidos e apenas

1430 subdivisões geográficas para o resto do planeta, bem como 480 subdivisões para a religião

cristã e cerca de 110 subdivisões para todas as outras religiões.



Bem a propósito, convém referir que a 3.ª e mais actualizada edição portuguesa da CDU

reformula inteiramente a classe «2», relativa aos assuntos «religião» e «teologia», no sentido de

expurgar preconceitos. Os bibliotecários que passarem a fazer uso desta edição, em substituição

de edições anteriores, terão de atribuir novas cotas aos documentos dessa classe e de os

reorganizar na(s) estante(s).



4. O problema das tabelas auxiliares. – Rider considerava o uso indiscriminado das tabelas

auxiliares por parte dos bibliotecários como uma das fontes principais da criação de «comboios»

(na gíria profissional actual), ou seja, cotas com notações desnecessariamente extensas, apesar

de, nas próprias classificações, ser aconselhada ponderação no uso destas tabelas.



Veja-se o exemplo do assunto «plantas de água doce do lago Pontchartrain» que, de acordo com

a CDD, e representado com a subdivisão geográfica auxiliar completa, resultava na cota

«581.929.763.64». Ao contrário de uma biblioteca especializada em «botânica», seria pouco

provável a existência de inúmeras obras sobre «plantas de água doce nos Estados Unidos»

numa biblioteca genérica, e, assim, bastava ao classificador usar a subdivisão geográfica auxiliar

de país, o que resultaria na cota «581.929».



Rider afirmava ter dado solução a este problema ao integrar nas notações, com muita

moderação, os símbolos relativos a lugares e a outras seis subdivisões auxiliares. Infelizmente,

não é possível conferir a afirmação dada a inexistência de exemplos nas cópias da CIR a que se

teve acesso.









Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 47/79

5. Notações “puras”. – A grande vantagem da CDD relativamente às suas congéneres, na opinião

de Rider, era o facto de fazer uso de um símbolo apenas, ou seja, números árabes, na

representação de assuntos.



No outro extremo da comparação, posicionava-se a CDP de Ranganathan, devido à grande

variedade de sinais gráficos, letras e números usados nas notações, o que, para Rider, tornava

bastante complexa a intercalação ou ordenação de documentos nas estantes.



Citava, para o efeito, o exemplo de notação baseada na CDP para o assunto «convenção dos

cirurgiões da Associação Nacional dos Caminhos de Ferro dos Estados Unidos», ou seja:



L: 4: 7m 73: M88



Imaginava ele o esforço a ser empregue na ordenação de um documento com essa cota entre

outros dois com as cotas:



L: 4: 7d 81: P54



L: 5: 7m 73: B42



6. Localização alternativa de tópicos. – Rider afirmava que, quanto mais pormenorizada fosse

uma classificação, maior era a probabilidade de serem atribuídas notações diferenciadas a um

mesmo tópico em função de ligeiras variações de ponto de vista.



Explicava a afirmação através de dois exemplos retirados da 16.ª edição da CDD: «evasão

fiscal», que podia ser representado pela notação «343.33» (direito fiscal) ou «364.133»

(crimilonogia); e «miastenia», que podia ser representado pela notação «616.744» (medicina) ou

«618.927.44» (pediatria).



Rider argumentava que os utilizadores não têm interesse em ver as três ou quatro obras que uma

determinada biblioteca genérica eventualmente terá sobre «evasão fiscal» separadas em duas ou

mais estantes, distantes entre si. Os especialistas das quatro áreas indicadas entre parênteses

acima sabem, de antemão, que encontram um maior número de documentação sobre «evasão

fiscal» ou «miastenia», mais actualizada e de melhor qualidade, nas bibliotecas especializadas

respectivas.



Assim sendo, para que o sistema de cotas de uma biblioteca genérica desempenhe a sua função

com eficiência, de acordo com Rider, é essencial que as notações sejam breves, simples e

“puras” ou representadas por apenas um símbolo, alfabético ou numérico.



7. Letras ou números. – Tendo em consideração que, numa biblioteca genérica, poderiam estar

ordenadas cerca de vinte obras sob uma mesma cota, quando a biblioteca atingisse a sua

capacidade máxima de armazenamento, Rider optou por elaborar cotas através da combinação

de três letras em vez da combinação de quatro números árabes.



Esta opção deve-se ao facto de um menor número de letras (princípio da concisão) se prestar a

um maior número de combinações que os algarismos árabes:

- Três letras – 26 x 26 x 26 = 17576 x 20 obras/cota = 351520 obras no total

- Quatro algarismos – 10 x 10 x 10 x 10 = 10000 x 20 obras/cota = 200000 obras no total



Desta forma, Rider julgava retomar a simplicidade inicial da CDD, somada à maior potencialidade

da notação alfabética. Toda e qualquer notação seria constituída por apenas três letras do

alfabeto sem recorrer a quaisquer outros artifícios.



Segue-se o quadro com as 26 classes principais da CIR, incluindo um exemplo de subclasse:



Classes Âmbito

A Generalidades

B Filosofia. Psicologia

C Religião







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 48/79

D História universal. História da América

E História da Europa

F História de outros continentes

G Geografia geral. Geografia da América

H Geografia da Europa

I Geografia de outros continentes

J Ciências sociais

K Direito

L Economia

M Ciências políticas. Administração pública

O Comércio. Indústria

P Assuntos militares. Transportes. Comunicação

Q Ciências físicas

R Química. Tecnologia química

S Engenharia

T Ciências biológicas

U Medicina

UW Terapêutica

UWA Terapêutica. Farmacodinâmica. Acção dos fármacos

em órgãos

UWB Fármacos que afectam o sistema digestivo. Laxantes.

Purgantes. Eméticos. Emolientes. Digestivos, etc.

UWC Fármacos do sistema respiratório. Expectorantes.

Béquicos

UWD Fármacos do sistema circulatório. Estimulantes.

Coagulantes. Anticoagulantes. Transfusões de sangue.

Transfusões de plasma

UWE Antipiréticos. Febrífugos. Alterantes. Tónicos

UWF Fármacos do sistema urogenital. Diuréticos.

Antidiuréticos. Afrodisíacos. Lactogénicos

UWG Fármacos do sistema nervoso. Analgésicos.

Antiespasmódicos. Hipnóticos. Estimulantes.

Narcóticos. Anódinos. Tranquilizantes

UWH Anestésicos

UWI Fármacos da pele. Emolientes. Escaróticos.

Adstringentes. Desodorizantes

UWJ Métodos de aplicação de fármacos. Oral. Rectal.

Inalação. Intravenoso. Subcutâneo. Intramuscular

UWK Terapêuticas especiais

UWL Fototerapia. Terapêutica com raio ultravioleta.

Terapêutica com raio infravermelho

UWM Termoterapia. Crioterapia.

UWN Pneumoterapia

UWO Radioterapia

UWP Mecanoterapia

UWQ Hipnose

UWR Terapia ocupacional

UWS Hidroterapia. Balneoterapia

UWT Dieta

UWU Toxicologia

... ...

V Agricultura. Economia doméstica

W Arte. Música

X Língua

Y Literatura europeia

Z Outras literaturas









Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 49/79

Logo no início do prefácio, Rider afirmava que a publicação da CIR “não era um convite à

reclassificação”, posto não acreditar que merecesse tamanho investimento de recursos humanos

e materiais, e, pelo facto de admitir a impossibilidade de qualquer sistema de classificação

alcançar a perfeição, julgava preferível que as bibliotecas mantivessem os sistemas adoptados,

fossem eles a CDD, a CBC ou outros igualmente consistentes.



Tencionava, sim, o seu acolhimento por parte das bibliotecas que fossem criadas de raiz, por

bibliotecas existentes que ainda não tivessem adoptado qualquer sistema de classificação ou por

bibliotecas existentes com sistemas francamente inadequados e que, a partir de determinada

data, passassem a classificar as novas aquisições com o seu sistema, sem procederem à

classificação retroactiva.



O facto de ter surgido quando os principais sistemas de classificação (CDD, CBC, CDU, CBB e

CDP) estavam já bastante consolidados nos vários continentes, e juntando-se a este factor a

morte de Rider no ano seguinte ao seu lançamento, justifica talvez a completa falta de êxito ou

mesmo o desconhecimento generalizado da CIR.



Não deixa de ser irónica a sua sorte, visto ter sido a primeira, e porventura única, classificação

vocacionada especificamente “para a organização de livros nas estantes das bibliotecas

genéricas”. A CIR seria digna de uma consulta mais atenta, se houvesse em Portugal um

exemplar disponível, mesmo se policopiado.



Classificação para Bibliotecas Chinesas



Publicada inicialmente em 1975, a Classificação para Bibliotecas Chinesas (Chinese Library

Classification / Classification for Chinese Libraries) ou CBC vai já na quarta edição, revista,

actualizada e ampliada. Esta classificação é adoptada em praticamente todas as bibliotecas da

República Popular da China, das escolares às universitárias, públicas e especializadas, passando

também a ser usada, a partir de 1999, para catalogação na fonte.



Com 22 classes principais e cerca de 44 mil notações, a CBC apresenta a configuração que se

segue:



Classes Âmbito

A Marxismo. Leninismo. Maoísmo. Teoria de Deng Xiaoping

B Filosofia. Religião

C Ciências sociais

D Política. Direito

E Ciências militares

F Economia

G Cultura. Conhecimento. Educação. Desporto

H Língua. Linguística

I Literatura

J Arte

K História. Geografia

N Ciências naturais

O Matemática. Física. Química

P Astronomia. Geologia

Q Biologia

R Medicina. Higiene

S Agricultura

T Tecnologia industrial

U Transporte

V Aviação. Aviação espacial

X Ciência ambiental

Z Generalidades









Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 50/79

Informação Complementar sobre Classificações



CA:

http://www.dsoergel.com/670/BrownClassificationBegtholSIGCR-04.ppt



CBB:

http://www.sid.cam.ac.uk/bca/bchist.htm



CBC:

http://www.loc.gov/marc/sourcecode/classification/classificationsource.html

http://www.loc.gov/catdir/cpso/lcco/lcco.html

http://geography.miningco.com/library/congress/bllc.htm



CDD:

http://www.anthus.com/CyberDewey/CyberDewey.html

http://library.thinkquest.org/5002/?tqskip1=1

http://www.oclc.org/dewey/support/program/default.htm

http://www.oclc.org/dewey/support/program/license.htm

http://www.oclc.org/dewey/resources/summaries/default.htm

http://www.oclc.org/dewey/resources/tutorial/

http://www.oclc.org/dewey/



CDU:

http://www.udcc.org/outline/outline.htm

http://www.ibict.br/secao.php?cat=Venda

http://www.udcc.org/mrf.htm

http://www.udcc.org/news.htm



CDP:

http://www.slais.ubc.ca/courses/libr517/winter2000/Group7/colon.htm

http://www.innvista.com/society/education/info/classif.htm

http://www.answers.com/main/ntquery?method=4&dsid=2222&dekey=Colon+classification&gwp=

8&curtab=2222_1



IFLA – International Federation of Library Associations and Institutions ou Federação

Internacional de Associações de Bibliotecários e Instituições (vários documentos sobre

classificações):

http://www.ifla.org/search/search.htm

http://www.ifla.org/VII/s29/index.htm



Método Provisório



O SABE propõe-se utilizar a CDU, edição de 2005, no catálogo colectivo da Rede Concelhia de

Bibliotecas Escolares, com notações até três dígitos, salvo algumas áreas do conhecimento, que

terão necessariamente de ser melhor desenvolvidas.



Os professores bibliotecários procederão depois, nos catálogos individualizados, às adaptações e

alterações que julgarem necessárias, ou mesmo substituí-la por um outro sistema de

classificação.





COTAÇÃO



Definição



“Sinal, letra ou número que serve para classificar as peças de um processo” é uma das várias

definições existentes do termo «cota», a partir da qual deriva, nas RPC (p. 3), o sentido de

“indicação para localizar o documento e/ou notação sistemática...”.







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 51/79

Cota é o código alfabético, numérico, imagético, cromático ou misto que tem como função

identificar e singularizar um documento nas colecções da biblioteca, com o objectivo de fornecer

um meio coerente, eficaz e célere para a sua recuperação.



Assim sendo, a cota deve vir indicada numa etiqueta autocolante, que é afixada, de maneira

explícita e de modo a não sobrepor-se a informações de interesse, na lombada do documento, ou

na caixa de arquivo do documento, ou noutro meio de acondicionamento do documento. Deve

ainda vir indicada, no espaço a ela reservado, no catálogo bibliográfico ou noutro meio de

pesquisa e acesso.



Antecedentes – Síntese



1. No reinado de Assurbanipal (Assíria, 669-627 a. C.), no palácio de Níneve, próxima à actual

Mossul, no Iraque, foi criada a primeira biblioteca sistematizada de que há conhecimento. Foi

possível identificar a forma como os documentos eram organizados pela disposição com que

cerca de 22 mil tabuinhas (placas) de argila foram encontradas no sítio arqueológico.



As colecções distribuíam-se por salas de acordo com o assunto. Algumas salas eram destinadas

a acondicionar documentos sobre história e administração, outras sobre religião e magia, e ainda

outras sobre geografia, ciências, poesia, etc. Havia inclusivamente uma sala de reservados, cujo

acesso era condicionado por armazenar documentos contendo segredos de Estado. À entrada de

cada sala, havia uma tabuinha a indicar o assunto geral a que ela se destinava, e cada grupo de

tabuinhas continha uma citação breve para identificar o assunto específico dos documentos.



2. Calímaco (ca 305-240 a. C.) criou o primeiro catálogo sistemático de que há registo, conhecido

por Pinakes, ao organizar cerca de 120 mil rolos de papiro, dos mais de 1 milhão que se estima

existissem na Biblioteca de Alexandria, conforme as categorias do conhecimento de Aristóteles,

que incluía filosofia primeira (metafísica), filosofia prática (ética e política), poética (poesia épica,

tragédia e comédia), física, lógica, psicologia, retórica, biologia, zoologia, história natural, etc., e

em ordem alfabética de autores, de acordo com a tipologia: poetas, jurisconsultos, filósofos,

historiadores, oradores, etc.



3. Do século I a. C. ao século IV, as bibliotecas romanas estavam, na sua maioria, organizadas

em duas secções: latim e grego.



4. Nas bibliotecas monásticas, da alta Idade Média, efectuava-se a ordenação dos códices por:

Bíblia, padres da Igreja, teologia, literatura clássica, história, medicina, etc.



5. Com a generalização do modelo do Renascimento Carolíngio na baixa Idade Média, as

bibliotecas universitárias passaram a organizar-se em conformidade com as sete artes liberais,

repartidas no trivium ou disciplinas formais: gramática, retórica, dialéctica ou, mais tarde, filosofia;

e no quadrivium ou disciplinas reais: aritmética, geometria, astronomia, música, e, mais tarde, a

medicina.



6. A partir de 1870, com o surgimento das classificações com esquema de notações, estas

passam a ser utilizadas em cotação de documentos.



De registar que, de acordo com a Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura (Lisboa, Verbo, 1992,

vol. 5, coluna 668), Eduardo Alves de Sá foi pioneiro em Portugal na utilização da CDU, apesar

de a ter usado em bibliografia e não propriamente na elaboração de cotas. Este emprego está

documentado em “A Classificação Decimal e o Catálogo Universal”, que serve de introdução à

Bibliografia Jurídica Portugalensis, publicada por E. A. de Sá em 1898.



Emprego da CDU em Cotas



Tendo em consideração que em Portugal é prática corrente utilizar a CDU como meio de

elaboração de cotas, este método será, a seguir, tratado de modo mais desenvolvido.









Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 52/79

O grau de especificidade para o fim em vista e/ou o número de documentos existentes numa

biblioteca irá determinar a selecção de uma das duas variantes (tabela média ou tabela

abreviada) da CDU, como ferramenta de trabalho.



1. Para melhor esclarecer a afirmação, veja-se o caso de uma biblioteca especializada em certo

ramo do conhecimento – de uma faculdade de engenharia, por exemplo. É natural que os

documentos, neste tipo de bibliotecas, sejam organizados, por assunto básico, ao pormenor.



Deste modo, o bibliotecário responsável pela indexação, classificação e cotação, nessa biblioteca

especializada, ao tratar o documento Modelação e Simulação da Transferência de Calor em

Arranjos de Permutadores para a Análise da Eficiência de Caldeiras, da autoria de Paulo Manuel

Ferrão Canhoto, poderia eventualmente ter chegado à conclusão de que «transferência de calor»

é o assunto básico da obra.



Se fizesse uso da CDU, tabela média, o passo seguinte seria procurar, nessa tabela, a notação

que representa o assunto atribuído; neste caso, a classificação corresponderia a «621.1.016.4»,

por ser a notação que melhor se ajusta:



Notação Âmbito de Aplicação

6 Ciências aplicadas. Medicina. Tecnologia

62 Engenharia. Tecnologia em geral

621 Engenharia mecânica em geral. Tecnologia nuclear. Engenharia eléctrica.

Maquinaria

621.1 Máquinas térmicas em geral. Geração, distribuição e utilização de vapor.

Máquinas a vapor. Caldeiras

621.1.01 Teoria das máquinas térmicas. Aspectos mecânicos. Assuntos relacionados com

a teoria dos gases e vapores. Saturação. Sobre-aquecimento. Expansão.

Condensação. Assuntos relacionados com a teoria do calor. Aspectos

termodinâmicos. Eficiência. Potência. Testes de desempenho

621.1.016 Assuntos relativos à teoria do calor

621.1.016.4 Temperatura das máquinas e instalações. Transferência de calor. Perdas

térmicas



Por fim, se os documentos, nessa biblioteca especializada, fossem organizados nas estantes em

conformidade com a classificação da CDU, a obra citada, após ter sido devidamente etiquetada

com a cota «621.1.016.4», seria colocada na estante correspondente, junto aos outros

documentos com cota idêntica, em ordem alfabética de último apelido de autor, e em ordem

alfabética de título se existissem outros documentos do mesmo autor sob essa cota.



Para simplificar esta série de ordenações, é comum juntar as três primeiras letras do último

apelido do autor e as três primeiras letras do título à notação da CDU. Dessa forma, a cota

passaria a apresentar a configuração:



621.1.016.4 Can*Mod



Não obstante tratar-se de uma biblioteca especializada, este grau de especificidade, aplicado à

cotação, apenas faz sentido se o número de documentos arrumados sob a mesma cota ou o

interesse dos utilizadores assim o justificar. Cabe ao bibliotecário responsável fazer esta

avaliação e ir, de modo gradativo, retirando um dígito à sequência da notação, por forma a obter

a cota mais adequada.



2. É muito pouco provável que uma obra dessa natureza fosse seleccionada e adquirida para

integrar as colecções de uma biblioteca de carácter mais genérico. Mas, ainda no campo das

suposições, se, por meio de oferta por algum motivo irrecusável, a obra acabasse por dar entrada

numa biblioteca genérica, na qual se fizesse uso da CDU, tabela abreviada, o assunto básico

obviamente teria de ser o mesmo. Quanto à classificação do documento, a notação ficar-se-ia em

«621.1.01», nível hierárquico mais baixo encontrado na tabela abreviada:



Notação Âmbito de Aplicação

6 Ciências aplicadas. Medicina. Tecnologia





Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 53/79

62 Engenharia. Tecnologia em geral

621 Engenharia mecânica em geral. Tecnologia nuclear. Engenharia eléctrica.

Maquinaria

621.1 Máquinas térmicas em geral. Geração, distribuição e utilização de vapor.

Máquinas a vapor. Caldeiras

621.1.01 Teoria das máquinas térmicas. Aspectos mecânicos. Assuntos relacionados com

a teoria dos gases e vapores. Saturação. Sobre-aquecimento. Expansão.

Condensação. Assuntos relacionados com a teoria do calor. Aspectos

termodinâmicos. Eficiência. Potência. Testes de desempenho



Nessas mesmas bibliotecas genéricas, é habitual, no processo de atribuição de cotas, estas não

transporem os três dígitos, salvo algumas poucas excepções, como, por exemplo, em

documentos sobre psicologia, cuja notação menos extensa é 159.9.



Dessa forma, à obra em questão atribuir-se-ia a cota:



621 Can*Mod



A obra seria, de seguida, arrumada junto a outros documentos cujo assunto básico estaria directa

ou hierarquicamente relacionado com engenharia mecânica em geral, tecnologia nuclear,

engenharia eléctrica e maquinaria.



3. Tendo em consideração o que foi exposto acima, se um estudante de direito procurar pela obra

Glossário de Direito do Trabalho e Relações Industriais, de autoria de Mário Pinto, na biblioteca

geral da sua universidade, é possível que o documento se encontre sob a cota:



349.2 Pin*Glo



Na tabela abreviada da CDU, a notação «349.2» seria a mais apropriada:



Notação Âmbito de Aplicação

Ciências sociais. Estatística. Política. Economia. Comércio. Direito. Administração

3 pública. Forças armadas. Assistênca social. Seguros. Educação. Etmologia

34 Direito. Jurisprudência

349 Ramos especiais do direito. Assuntos jurídicos diversos

349.2 Direito do trabalho

349.22 Relações contratuais. Contrato de trabalho

Condições de trabalho. Salários. Responsabilidade material nas condições de

349.23 trabalho. Horário de trabalho

Circunstâncias do trabalho. Saúde e higiene. Restrições de trabalho. Trabalho em

349.24 casa



«Pin» são as três primeiras letras do último apelido do autor e «Glo», letras iniciais do título.



4. De registar que um determinado assunto pode ser tratado sob pontos de vista diferentes, o que

requer uma atenção redobrada por parte do bibliotecário, e, na CDU, esta situação pode

exemplificar-se do modo que se segue:



Âmbito de Aplicação Notação

Electricidade (Física) 537

Electricidade (Engenharia) 621

Electricidade: instalações (Construção Civil) 696



Âmbito de Aplicação Notação

Universo (Astronomia) 524

Universo (Filosofia) 125

Universo: origem (Metafísica) 113









Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 54/79

Âmbito de Aplicação Notação

Vestuário (Economia Doméstica) 646

Vestuário (Etnografia) 391

Vestuário (Indústria) 687



Tendo em consideração este tipo de situação e a pensar nos bibliotecários menos familiarizados

com as notações, seria digno de apreço se as edições da CDU em Portugal fossem sempre

acompanhadas de um segundo volume com o índice alfabético remissivo respectivo, tal como

acontece com as congéneres de outros países. Na BMDD, por exemplo, tem-se por vezes de

recorrer ao índice alfabético da edição em língua francesa, publicado em Bruxelas no ano de

1973, com o inconveniente óbvio de sua desactualização.







Vozes críticas quanto ao emprego da CDU como forma de elaborar cotas, e não só, avolumaram-

se no decorrer do último século, nomeadamente pela enorme e célere evolução do

conhecimento. Novas áreas do saber foram criadas, de que a informática é paradigma, outras

conquistaram autonomia e os estudos interdisciplinares multiplicaram-se.



Apesar das revisões anuais de que é objecto, a CDU sofre, no entender dos oponentes, de

obsolescência crónica, para além da rigidez característica de um sistema baseado em décimas.

Sobre o assunto, propõe-se a leitura do artigo de Manuel Montenegro, “A CDU, Monstro Pré-

histórico das Classificações?”, publicado em Páginas A e B, Lisboa, (4) 1999, p. 71-91.



Sistemas de Cotação



O sistema de cotação deve ser estabelecido em função da missão, finalidade e público alvo ou

utilizadores da biblioteca. A maneira mais directa de fundamentar esta afirmação será descrever

sumariamente alguns sistemas em aplicação.



1.º Exemplo



A Biblioteca Nacional de Lisboa (BNL) tem como atribuições reunir, preservar e difundir o

património documental português.



As colecções da BNL são constituídas por mais de 2,6 milhões de espécies que, em grande

parte, dão entrada na BNL através da aplicação da Lei do Depósito Legal, cuja origem remonta

ao Alvará de 12 de Setembro de 1805, e que consiste na obrigatoriedade de os impressores

enviarem à BNL onze exemplares do que se publica em Portugal. A BNL mantém um exemplar e

encarrega-se de distribuir os exemplares restantes pelas bibliotecas beneficiárias do Depósito

Legal. Um número tão considerável de documentos exige uma preocupação acrescida quanto à

gestão de espaço.



Já que a conservação dos documentos é uma das finalidades da BNL, o acesso aos documentos

é condicionado e faz-se através da intermediação de seus funcionários. A concluir a

caracterização, os utilizadores frequentes da BNL são maioritariamente investigadores,

professores e estudantes universitários.



De acordo com Gina Rafael, Chefe da Divisão de Aquisições e Processamento da BNL, “o

sistema de cotação”, adoptado na biblioteca, “advém de uma correspondência existente entre a

tabela CDU (notações) e algumas siglas criadas para o efeito”. Estas siglas são usadas nas cotas

em substituição das notações da CDU.



As colecções da BNL distribuem-se por oito pisos de depósitos e, segundo a mesma

responsável, em conformidade com o quadro que se segue:



Piso Sigla Âmbito CDU

2.º HG História e Geografia classe 9

BR Brito Rato (doação)

...







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3.º L. Literatura classe 8

FA Fialho de Almeida (doação)

...

4.º SC (S)ciências Civis classe 3

BA Belas Artes classe 7

...

5.º PP Publicações periódicas

6.º RE Revista Estrangeira

7.º SA (S)ciências e Artes classes 1, 5 e 6

B Bibliografia classe 01

...

8.º REL Religiões classe 2

P Poligrafia classe 0

9.º CG Continuações Gerais classe 02

(obras em vários volumes cujas colecções ainda não

estão todas completas; particularidade da BNL)

BAD Biblioteconomia



Para além de uma das siglas do quadro acima, é atribuído um número sequencial de ordem de

entrada a cada exemplar, independentemente do(s) assunto(s) básico(s) que o documento

contém.



Ainda através de informação facultada por Gina Rafael, junta-se a letra «A», «V» ou «P» à cota,

no sentido de identificar uma de três secções de fileiras de estantaria distribuídas em cada piso,

cujos espaços entre divisões (ou prateleiras) correspondem a três dimensões de lombada:



Secção Dimensões

A Lombadas com mais de 30 cm

V Lombadas entre 21 a 30 cm

P Lombadas até 20 cm



Assim sendo, através da pesquisa ao catálogo da BNL, actualmente com mais de 1,3 milhões de

registos, pode encontrar-se um exemplar da obra Glossário de Direito do Trabalho e Relações

Industriais, de Mário Pinto, com a cota:



SC 75189 V



«SC» indica tratar-se de um documento sobre ciências civis, a remeter para o 4.º piso, onde

documentos sobre esse assunto geral são depositados.



«V» indica tratar-se de um documento com lombada de dimensões intermédias, ou seja, entre 21

a 30 cm, a remeter para a secção de estantes assinaladas com essa letra.



«75189» indica a localização exacta do documento relativamente à(s) fileira(s) de estantes

assinaladas com a letra «V», localização esta apoiada por um sistema de orientação gráfica.



2.º Exemplo



A Mediateca da Caixa Geral de Depósitos (MCGD) caracteriza-se como um centro de

documentação que visa fornecer informação actualizada aos seus utilizadores, internos e

externos, em grande parte ligados à área da economia e das finanças, em regime de acesso livre

às estantes.



Por tratar-se de um centro de documentação especializado, o quadro de siglas para a formação

de cotas da MCGD reflecte o facto:



Sigla Âmbito

CIE Centro de Informação Europeia

DI Direito







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 56/79

EC Economia

EM Empresas

GE Gestão

IF Informação, Organização e Informática

RE Obras de Referência

SF Finanças e Sistema Financeiro

ST Estatísticas



Os documentos impressos em suporte papel, por exemplo, seleccionados e adquiridos em

função das áreas de especialização da MCGD, recebem na etiqueta da cota uma das siglas do

quadro acima e um número de ordem de entrada na estante ou grupo de estantes reservadas a

cada uma dessas áreas.



A obra Glossário de Direito do Trabalho e Relações Industriais, de Mário Pinto, poderia receber a

cota:



DI 3493



«DI» indica que o documento integra a área do direito e «3493» indica a posição na estantaria

reservada a essa área.



Este sistema de cotação permite ao utilizador interessado em «finanças e sistema financeiro»,

por exemplo, que procure pelas novidades editoriais dessa área, ir direito à última estante em

processo de preenchimento assinalada com a sigla «SF», para consultar os últimos documentos

ali arrumados, pois estes serão os que deram entrada na MCGD mais recentemente, o que

revela a preocupação acrescida dos funcionários em facilitar o acesso a informações mais

actualizadas.





Com a disseminação do acesso livre às estantes, a organização de documentos por «centros de

interesse» dos utilizadores ganha cada vez mais terreno.



Sobre este conceito, propõe-se a leitura da comunicação de Filipe Leal, “A Organização dos

Fundos Documentais da Biblioteca Pública”, apresentada ao 5.º Congresso Nacional de

Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas, e publicada em 1994 pela Associação Portuguesa

de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas (APBAD), no 1.º volume das Comunicações. O

tema é retomado pelo mesmo autor no artigo “O Fio de Ariane: A Organização do Conhecimento

nas Bibliotecas Públicas”, publicado em Leituras: Revista da Biblioteca Nacional de Lisboa, 3 (2)

Out. 1997-Abr. 1998, p. 127-57.



3.º Exemplo



A Rede de Bibliotecas Públicas de Oeiras (RBPO), em regime de livre acesso às estantes,

alterou o seu sistema de cotação, antes com base nas notações da CDU, para «centros de

interesse» dos seus utilizadores.



Foi feito um trabalho prévio de análise, tendo como ponto de partida estatísticas de consulta

presencial e de empréstimo domiciliário, inquéritos levados a cabo para o efeito, e tendo em

conta ainda as sugestões de aquisição, que resultou na reorganização dos documentos pelos

seguintes centros de interesse: Ambiente, Arte, Banda Desenhada, Cinema, Coleccionismo,

Cozinha, Direito, Ficção Científica, Informática, Música, Pedagogia Infantil, Poesia, Romance,

Teatro, Saúde e Bem-Estar, Viagens, etc.



Adoptam-se maioritariamente letras no novo sistema de cotação, em grupos de três, formando as

iniciais de «centro de interesse», «subdivisão do centro de interesse» e as iniciais do «último

apelido de autor» ou, no caso de obras anónimas, iniciais de «título» do documento.



Na RBPO, a obra Glossário de Direito do Trabalho e Relações Industriais, de Mário Pinto, recebe

a cota:









Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 57/79

DIR DIR-TRA PIN



«DIR» indica tratar-se de uma obra sobre direito (centro de interesse), «DIR-TRA» indica tratar-se

de direito do trabalho (subdivisão do centro de interesse) e «PIN» são as três primeiras letras do

último apelido do autor da obra (Pinto).



Seguem-se mais dois exemplos de aplicação desse sistema:



- A Criança e a Nova Pedagogia, de João Gomes Pedro – «P&F PED PED» – Pais e Filhos;

Pedagogia; Pedro; e



- Socialização Primária e Prática Pedagógica, de Ana Maria Morais... [et al.] – «CIE-EDU TEO-

EDU SOC vol. 2» – Ciências da Educação; Teoria Educacional; Socialização (neste caso, a

entrada principal faz-se pelo título, por tratar-se de obra com mais de três autores), e indicação do

volume.



Este sistema é tão simples de assimilar que o utilizador medianamente familiarizado, ao deparar-

se com a cota «POE POE-POR CAM», se aperceberá do conteúdo dos documentos que a

trazem afixada, ou seja, «POE» = poesia; «POE-POR» = poesia portuguesa; «CAM» = iniciais de

último apelido de autor.



Quadro Comparativo



Tendo em consideração o documento Glossário de Direito do Trabalho e Relações Industriais, de

Mário Pinto, bem como os diferentes tipos de biblioteca onde esse documento poderia ser

encontrado, e com base nos exemplos apontados, obter-se-iam formas diversificadas de cotação:



Tipologia Cota

Biblioteca Nacional SC 75189 V

Biblioteca Municipal DIR DIR-TRA PIN

Biblioteca Universitária 349.2 Pin*Glo

Biblioteca Especializada DI 3493

Biblioteca Escolar ...



Método Provisório



Não se procedeu à demonstração de exemplos de aplicação do sistema de cotação em

bibliotecas escolares, no sentido de manter coerência com o que ficou exposto até ao momento

no presente texto. Esta é a fase na qual o SABE não deve interferir.



Não existe um modelo ideal de cotação, a não ser aquele que se baseia na observação e análise

directas dos utilizadores a que a biblioteca se destina. O mais importante é elaborar um sistema

próprio, coerente e que sirva aos reais interesses dos utilizadores.



Por fim, o sistema de cotas deve sempre vir complementado com um sistema de orientação

gráfica que forneça aos utilizadores, logo à entrada da biblioteca, uma síntese do que esta tem a

oferecer, e, ao longo de todo o seu percurso ou trajecto, indicações graduais de pormenor, até ao

nível mais próximo do objecto de interesse desse público alvo, que se espera obtenha êxito

naquilo que procura.



Assim sendo, o espaço no catálogo colectivo destinado à cota manter-se-á sem preenchimento, a

aguardar que os professores bibliotecários enviem à BMDD listagens das cotas atribuídas em

cada biblioteca, a fim de serem acrescentadas nos registos respectivos.









Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 58/79

CATALOGAÇÃO



Definição



Consiste em inscrever em catálogo elementos identificativos e descritivos, recolhidos dos

documentos que integram as colecções da biblioteca, com vista à recuperação de informação. A

recolha é feita observando-se o que determinam as Regras Portuguesas de Catalogação ou RPC

e a Descrição Bibliográfica Internacional ou ISBD.



As RPC, primeiramente publicadas em 1984, têm como objectivo geral “a normalização dos

procedimentos catalográficos em Portugal” e, como objectivos específicos, “definir os elementos

de identificação e de descrição dos documentos de bibliotecas”, “determinar os elementos

necessários à descrição desses documentos” e, ainda, “fixar a forma de apresentação desses

elementos”. Uniformidade, simplificação e analogia são os princípios que presidem às RPC (p.

107).



A ISBD, publicação da IFLA surgida pela primeira vez em 1971, caracteriza-se como um conjunto

de princípios cujo objectivo é permitir a difusão internacional de informação bibliográfica,

inclusivamente através da permuta de registos. São em número de dez as variantes da ISBD:



- ISBD (A): Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada para Monografias Antigas

(Livros Antigos ou qualquer publicação até ao ano de 1800).

- ISBD (CF): Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada para Ficheiros de

Computador.

- ISBD (CM): Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada para Material Cartográfico.

- ISBD (CR): Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada para Séries e Outros

Recursos Contínuos.

- ISBD(ER): Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada para Recursos Electrónicos

(CD-ROM, DVD, Disquete com Software, documentos da Internet).

- ISBD (G): Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada Geral. A primeira edição

data de 1977 e não se destina a ser usada de forma directa na catalogação. Seu

objectivo é reunir todos os elementos presentes em cada uma das variantes para servir

como documento de apoio a grupos de trabalho que visam aprimorar as variantes

existentes ou criar novas variantes, se necessário.

- ISBD(M): Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada para Publicações

Monográficas (Livros). Publicada em 1971, foi portanto a primeira da série.

- ISBD (NBM): Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada para Material Não-Livro.

- ISBD (PM): Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada para Pautas Musicais.

- ISBD (S): Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada para Publicações em Série

(Publicações Periódicas: Jornais, Revistas, Boletins, Anuários, Relatórios, etc.).



Dado que os catálogos automatizados variavam de formato consoante os países de origem, foi

preciso que a IFLA criasse um formato de permuta para que o objectivo da ISBD pudesse

alcançar êxito. O UNIMARC, que veio a público em 1977, é disso o resultado. MARC é acrónimo

de machine-readable catalogue.



Assim, a partir dessa data foram desenvolvidos esforços no sentido, quer de converter os

formatos nacionais em UNIMARC quer de o adoptar como formato nacional em países sem

formato próprio. Portugal foi um dos primeiros a adoptar o UNIMARC como formato nacional.



Em 1981, publica-se a ISO 2709, que normaliza o formato de dados para permuta de informação

bibliográfica em banda magnética.



Os softwares de gestão de bibliotecas portugueses mais conhecidos usam o formato UNIMARC e

aplicam a ISO 2709:1996. É possível capturar registos de bases de dados bibliográficas mesmo

entre softwares diferentes, se esta aplicação estiver instalada em ambos os programas. Como

consequência, o tempo empregue na fase de catalogação é menor, o que permite aos

bibliotecários em geral, e aos professores bibliotecários em particular, desenvolverem outras

actividades, designadamente relacionadas com animação e dinamização das bibliotecas.









Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 59/79

O Formato UNIMARC



A tendência actual é de que a catalogação seja feita directamente em softwares de gestão de

bibliotecas que, através de folhas de recolha diferenciadas, consoante o tipo de suporte

documental, contêm etiquetas parametrizadas em conformidade com as RPC e ISBDs,

devidamente identificadas e, via de regra, com pontuação e outros sinais gráficos automatizados,

para além de outras funcionalidades que tornam a tarefa de catalogação mais célere.



Uma vez que o UNIMARC é o formato base dos principais softwares de gestão de bibliotecas em

uso em Portugal, a fase da catalogação será desenvolvida a seguir com recurso a este formato.



Existe uma série de campos no UNIMARC, alguns deles inclusivamente de preenchimento

automático. Para que o modelo de folha de recolha que se segue não fique demasiado extenso,

seleccionam-se, do modelo UNIMARC completo, os campos e subcampos de preenchimento

obrigatório ou mais utilizados. Quanto a pormenores de preenchimento, eles são referidos mais

adiante.



UNIMARC

(Selecção)

Blocos Designação

0-- Bloco de identificação

Campo Designação

010 Número internacional normalizado dos livros

Subcampo Designação

^a ISBN

011 Número internacional normalizado das publicações em série

^a ISSN

1-- Bloco de informação codificada

100 Dados gerais de processamento

^a Dados gerais de processamento

101 Língua da publicação

^a Língua do texto, banda sonora, etc.

^b Língua do texto intermédio quando o documento não é

traduzido do original.

^c Língua do documento no original.

102 País de publicação.

^a País de publicação.

2-- Bloco de informação descritiva

200 Título e menção de responsabilidade.

^a Título próprio.

^b Indicação geral da natureza do documento.

^d Título paralelo.

^e Informação de outro título.

^f Primeira menção de responsabilidade.

^g Outras menções de responsabilidade.

205 Menção da edição.

^a Menção da edição.

^f Menção de responsabilidade relativa à edição.

^g Outras menções de responsabilidade relativas à edição.

206 Campo específico de alguns tipos de materiais: material cartográfico –

dados matemáticos.

^a Menção dos dados matemáticos.

207 Campo específico de alguns tipos de materiais: publicações em série –

numeração.

^a Numeração: indicação de datas e volumes.

^z Fonte de informação da numeração.

210 Publicação, distribuição, etc.

^a Lugar da edição, distribuição, etc.

^c Nome do editor, distribuidor, etc.





Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 60/79

^d Data da publicação, distribuição, etc.

215 Descrição física.

^a Indicação específica da natureza do documento e extensão

da espécie.

^c Outras indicações físicas.

^d Dimensões.

^e Material acompanhante.

225 Colecção.

^a Título próprio da colecção.

^i Nome de uma parte ou secção.

^v Indicação do volume.

3-- Bloco de notas.

300 Notas gerais.

^a Texto da nota.

303 Notas gerais relativas a informação descritiva.

^a Texto da nota.

326 Notas de periodicidade (publicações em série).

^a Periodicidade.

327 Notas de conteúdo.

^a Texto da nota.

4-- Bloco de entradas relacionadas.

488 Outras obras relacionadas.

^a Autor.

^t Título.

5-- Bloco de títulos relacionados.

500 Título uniforme.

^a Título uniforme.

6-- Bloco de assuntos.

606 Nome comum usado como assunto.

^a Elemento de entrada.

^x Subdivisão de assunto.

^y Subdivisão geográfica.

^z Subdivisão cronológica.

675 Classificação Decimal Universal (CDU).

^a Notação.

^v Edição.

^z Língua da edição.

7-- Bloco de responsabilidade intelectual.

700 Nome de autor-pessoa física (responsabilidade intelectual principal).

^a Palavra de ordem.

^b Outra parte do nome não tomada para palavra de ordem.

^c Elementos de identificação ou distinção.

^f Datas.

701 Nome de autor-pessoa física (co-responsabilidade intelectual principal).

^a Palavra de ordem.

^b Outra parte do nome não tomada para palavra de ordem.

^c Elementos de identificação ou distinção.

^f Datas.

^4 Código da função.

702 Nome de autor-pessoa física (responsabilidade intelectual secundária).

^a Palavra de ordem.

^b Outra parte do nome não tomada para palavra de ordem.

^c Elementos de identificação ou distinção.

^f Datas.

^4 Código da função.

710 Nome de colectividade-autor (responsabilidade intelectual principal).

^a Palavra de ordem.

^b Subdivisão.







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 61/79

^c Elementos de identificação ou distinção.

^d Número do grupo-eventual.

^e Local do grupo-eventual.

^f Data do grupo-eventual

711 Nome de colectividade-autor (co-responsabilidade intelectual principal).

^a Palavra de ordem.

^b Subdivisão.

^c Elementos de identificação ou distinção.

^d Número do grupo-eventual.

^e Local do grupo-eventual.

^f Data do grupo-eventual

^4 Código da função.

712 Nome de colectividade-autor (responsabilidade intelectual secundária).

^a Palavra de ordem.

^b Subdivisão.

^c Elementos de identificação ou distinção.

^d Número do grupo-eventual.

^e Local do grupo-eventual.

^f Data do grupo-eventual

^4 Código da função.

8-- Bloco de uso internacional.

856 Localização e acesso electrónico.

^u URL (Uniforme Resource Location).

^z Informação para o público.

9-- Bloco de uso nacional.

966 Existências.

^c Número de exemplares.

^l Sigla da biblioteca.

^p Cota.

^s Preço.

^x Modalidade de aquisição.

^5 Empréstimo interbibliotecas.

^6 Empréstimo domiciliário.

^7 Leitura de presença.



Notas sobre o UNIMARC



Sugere-se, primeiramente, o preenchimento de folhas de recolha diferenciadas, consoante a

tipologia dos documentos, que alguns softwares trazem já instaladas, tais como:

- Artefactos a Três Dimensões e “Realia”,

- Material Cartográfico – Impresso,

- Material de Projecção e Vídeo,

- Material Gráfico – Fotografias, Cartazes, Etc.,

- Monografias – Produtos de Computador,

- Monografias – Texto Impresso (MTI),

- Multimédia,

- Publicações em Série (STI),

- Registos Sonoros – Musicais, e

- Registos Sonoros – Não Musicais.



Ao aceder a uma destas folhas, surgem as etiquetas específicas de cada tipo de suporte no

monitor, nomeadamente as de preenchimento obrigatório ou mais usadas nessa catalogação

específica.



Para além da catalogação em si mesma, este procedimento torna mais fácil a tarefa de

inventariação e permite exercer um melhor controlo das colecções relativamente ao planeamento

de novas aquisições. Para o efeito, há bibliotecas que, inclusivamente, mantêm bases individuais

para cada tipo de suporte documental, a par da base bibliográfica principal ou geral.









Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 62/79

Passa-se às indicações sobre preenchimento de blocos, campos e subcampos que se julga

possam trazer alguma dificuldade:



100 – Subcampo «a»: Dados gerais de processamento – A «data da entrada no ficheiro» é o

elemento mais importante a preencher neste subcampo. Preenche-se com a data em que o

registo foi originalmente criado, na forma normalizada para datas: AAAAMMDD.



Ex.: ^a20060816 (ou seja, 16 de Agosto de 2006)



Este preenchimento é automático em alguns softwares.



101 – Língua da publicação

^a - Língua do texto, banda sonora, etc.

^b - Língua do texto intermédio quando o documento não é traduzido do original.

^c - Língua do documento no original.



Subcampo «a»: Preenche-se com o código da língua do documento que está a ser catalogado.



Ex.: ^apor (ou seja, língua portuguesa).



Se o documento a catalogar está na língua original, o preenchimento dos outros subcampos

não tem cabimento.



Assume automaticamente o código «por» em alguns softwares.



Subcampo «b»: Preenche-se, se for caso disso, com o código da língua da publicação

intermédia, que serviu de base para a tradução.



Ex.: ^beng (ou seja, língua inglesa).



Trata-se, neste exemplo, de tradução portuguesa da tradução inglesa de uma publicação

originalmente publicada em japonês. O preenchimento deste subcampo não tem cabimento,

se o documento a catalogar foi traduzido directamente do original.



Subcampo «c»: Preenche-se com o código da língua do documento original.



Ex.: ^cjpn (ou seja, língua japonesa).



102 – Subcampo «a»: País de publicação – Preenche-se com o código do país de publicação do

documento.



Ex.: ^aPT (ou seja, Portugal).



Assume automaticamente esse código em alguns softwares.



200 – Título e menção de responsabilidade. Corresponde à zona do título e da menção de

responsabilidade nas RPC.

^a - Título próprio.

^b - Indicação geral da natureza do documento.

^d - Título paralelo.

^e - Informação de outro título (subtítulo).

^f - Primeira menção de responsabilidade.

^g - Outras menções de responsabilidade.



Subcampo «b»: Serve para indicar a classe genérica de material a que o documento pertence,

isto é, o tipo de suporte, quando não se tratar de monografia ou publicação em série.



Ex. 1: ^bregisto vídeo (cassete VHS).



Ex. 2: ^bdocumento electrónico (DVD).







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 63/79

Ex. 3: ^bregisto sonoro (CD).



Ex. 4: ^bregisto multimédia (CD-ROM).



Veja-se a ISBD correspondente: ISBD (A), ISBD (CF), ISBD (CM), ISBD (CR), ISBD(ER),

ISBD (NBM) e ISBD (PM).



Subcampo «f»: Mencionam-se até três autores, ou, se o documento tiver mais de três autores

nesta mesma função, menciona-se apenas o nome em primeiro plano na página de título.



Ex.: ^fGonçalves Crespo... [et al.].



Neste exemplo, o documento tem mais de três autores e o nome de Gonçalves Crespo é

expresso com maior relevo na página de título do documento.



Acrescentam-se reticências (...) e a abreviatura latina et al. (entre outros), para indicar que a

obra foi escrita por mais de três autores.



O nome do(s) autor(es) é preenchido na mesma forma em que vem expresso na página de

título do documento.



Subcampo «g»: Aplicam-se as mesmas regras do subcampo «f» acima, relativamente ao número

de intervenientes em cada função.



Ex.: ^gcompil. [de] Nuno Marques... [et al.].



Nuno Marques exerce a função de compilador no documento que está a ser catalogado.



A preposição «de» foi acrescentada pelo bibliotecário e, por esta razão, deve ser colocada

entre parênteses rectos, para indicar que não vem expressa na página de título do

documento.



Este subcampo repete-se para separar funções diferenciadas.



205 – Menção da edição. Corresponde à zona da edição nas RPC.



Subcampo «a»: Faz-se menção da edição apenas se o documento a catalogar não for uma 1.ª

edição.



Ex.: ^a3.ª ed. abrev.



206 – Campo específico de alguns tipos de materiais: material cartográfico – dados matemáticos.

Corresponde à zona específica de alguns documentos nas RPC.



Subcampo «a»: Faz-se menção da escala, projecção, coordenadas e equinócios, com a

pontuação da ISBD (CM).



207 – Campo específico para alguns tipos de materiais: publicações em série – numeração.

Corresponde à zona da numeração nas RPC.

^a – Numeração: indicação de datas e volumes.

^z – Fonte de informação da numeração.



Sucampo «a»: Destina-se à numeração (primeiro e último números) e/ou datas limites do

primeiro e último números, conforme as RPC e ISBD (S).



Ex.: ^aAno 1, n.º 1 (Jan.-Mar. 1933)-Série II, n.º 23 (Out.-Dez. 1942).



A biblioteca possui três números esparsos de uma revista que há muito deixou de ser

publicada.







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 64/79

Sucampo «z»: Trata-se da referência à fonte de informação, sempre que este elemento não seja

retirado do próprio documento.



Ex.: ^zPublicações Periódicas do Porto na Primeira Metade do Século XX.



Esta obra foi a fonte da informação descritiva contida no subcampo «a» acima.



210 – Publicação, distribuição, etc. Corresponde à zona do pé de imprensa nas RPC.



Sucampo «d»: Data da publicação, distribuição, etc. Preencher, por esta ordem, data de edição,

ou data do copyright, ou data do Depósito Legal, ou data da distribuição, etc.



Ex. 1: ^d2004 (ou seja, data de edição, retirada da página de título).



Ex. 2: ^dD. L. 2005 (ou seja, data do Depósito Legal).



215 – Descrição física. Corresponde à zona da colação nas RPC.



Subcampo «a»: Indicação específica da natureza do documento e extensão da espécie.



Serve para indicar o nome do tipo específico de material a que o documento pertence e/ou

uma indicação do número de unidades materiais que o constituem.



Ex. 1: ^a1 cassete (VHS) ca 93 min.



Ex. 2: ^a1 disco óptico (DVD) 122 min.



Ex. 3: ^a2 discos (CD) 180 min.



225 – Colecção. Corresponde à zona da colecção nas RPC.



3-- – Bloco de notas (campos 300 a 345). Corresponde à zona das notas nas RPC.



300 – Subcampo «a»: A informação colocada neste subcampo apenas é recuperável em

pesquisa na variante de texto livre, o que resulta em “ruído”. A fim de evitar o “ruído”, pode

colocar-se entre “bicos” () a palavra ou expressão do texto da nota, que se quer recuperar em

pesquisa por palavra, variante de pesquisa mais célere e eficiente.



Ex.: ^aOferta de .



Recuperar este tipo de informação pode ser importante, para prestação de contas ou

prestação de homenagem aos benfeitores da biblioteca, por exemplo.



303 – Subcampo «a»: No caso das publicações em série, correntes, cujo primeiro número não

integra as colecções da biblioteca, faz-se uso deste subcampo para indicar em que foi baseada a

descrição contida no subcampo «a» do campo «207».



Ex.: ^aDescrição baseada em: N.º 24 (Jul.-Set. 1995).



Trata-se de uma revista que já ia no n.º 24, mas que a biblioteca apenas teve oportunidade de

a assinar nesse momento. A partir do n.º 24, o bibliotecário chegou à conclusão de que a

publicação teve início em 1989. O subcampo «a» do campo «207» provavelmente foi

preenchido do modo que se segue: ^aN.º 1 (Out.-Dez. 1989)-.



326 – Subcampo «a»: Indica-se a(s) periodicidade(s) da publicação em série. Caso haja

alteração na periodicidade, é necessário recorrer ao subcampo «b», para indicar as datas de

periodicidade.



Ex.: 326 ^aDiário^b2004-

326 ^aSemanal^b2002-2003









Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 65/79

Trata-se de um jornal que, nos anos de 2002 e 2003, era publicado semanalmente, e que

passou, em 2004, a ser publicado diariamente.



Neste caso, não só foi necessário recorrer ao subcampo «b», como também foi preciso repetir

o campo «326».



488 – Este campo é utilizado para ligar o documento a catalogar a um outro existente no catálogo

da biblioteca, designadamente noutro suporte. Os dados a recolher neste campo referem-se à

obra com a qual se quer fazer a ligação e não com a obra em processo de catalogação.



O Dvd do filme O Senhor dos Anéis está a ser catalogado e pretende-se fazer a ligação do

registo desse dvd com o registo, existente no catálogo, da obra (monográfica ou em suporte

papel) de J. R. R. Tolkien, na qual o filme se baseou:



^a – Autor (nome pela ordem directa).



Ex.: ^a John Ronald Reuel Tolkien.



^t – Título.



Ex.: ^tsenhor dos anéis.



Observação: Artigos e algarismos (árabes, ordinais e romanos), em início de título próprio, são

sempre colocados entre “bicos” ().



500 – Subcampo «a»: A biblioteca pode optar por preencher este subcampo com o título mais

conhecido, quando uma obra é publicada sob títulos diferentes, designadamente em casos de

traduções.



Uma mesma obra de Emily Brontë foi traduzida para português sob os títulos: O Alto dos

Vendavais, A Colina dos Vendavais, O Monte dos Vendavais e O Morro dos Ventos Uivantes.



Os títulos que aparecem na página de título dos documentos entram no subcampo «a» do

campo «200» dos registos respectivos e o título corrente ou pelo qual a obra é mais conhecida

entra no subcampo «a» do campo «500» desses mesmos registos.



A obra citada de Emily Brontë é mais conhecida em português sob o título de O Monte dos

Vendavais:



Ex.: ^amonte dos vendavais.



606 – A BMDD optou por usar apenas o campo 606, “nome «comum» usado como assunto”,

para todo e qualquer tipo de assunto, não obstante existirem outros campos relacionados com

assunto:

- 600: nome de pessoa usado como assunto,

- 601: nome de colectividade usado como assunto,

- 602: nome de família usado como assunto,

- 604: autor/título usado como assunto,

- 605: título usado como assunto,

- 607: nome geográfico usado como assunto, e

- 610: termos de indexação não controlados.



Esta opção deve-se ao facto de a BMDD fazer uso da indexação pré-coordenada, com base

na Lista de Cabeçalhos de Assunto para Bibliotecas em articulação com o Manual

SIPORbase, conforme mencionado anteriormente.



O campo «606» é preenchido com termos que devem estar em conformidade com o sistema

de indexação utilizado na biblioteca.









Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 66/79

Ex.: Se documento a ser catalogado traz o resultado dos censos realizados à população de

Portugal no ano de 2001, tendo sido indexado por «População-censos-Portugal-2001», os

subcampos do campo «606» devem ser preenchidos nessa mesma ordem:



^aPopulação^bcensos^yPortugal^z2001



675 – Classicação Decimal Universal (CDU).

^a – Notação.

^v – Edição.

^z – Língua da edição.



O documento a ser catalogado é a própria CDU, edição de 2005:



Ex.: ^a025.45.



A notação do exemplo dado corresponde ao âmbito: “Classificações com notações baseadas

nos números árabes do sistema decimal. Classificações decimais (por exemplo: CDU, CDD)”.



Ex.: ^v2005.



A notação expressa no subcampo «a» foi retirada da edição mais actualizada da CDU.



Ex.: ^zpor.



O português é a língua dessa edição.



Se um outro sistema de classificação for usado em lugar da CDU, o campo «675» não é

preenchido e, em seu lugar, preenche-se:

- 676: para a Classificação Decimal de Dewey,

- 680: para a Classificação da Biblioteca do Congresso, ou

- 686: para outras classificações.



7-- – Bloco de responsabilidade intelectual. Sugere-se a consulta ao ficheiro de autoridade da

BNL, página http://pacweb.bn.pt/autores.htm, para entradas autorizadas de nomes que se

destinam a este bloco, e propõe-se a consulta à publicação da IFLA, Names of Persons: National

Usages for Entry in Catalogues, para apelidos estrangeiros, caso estes não estejam

contemplados no ficheiro da BNL.



700 – Preenche-se este campo com o nome do autor singular, ou com o nome do autor que

aparece com maior relevo ou que é mencionado na página de título em primeiro plano, se o

documento é da autoria de até três autores.



Não tem cabimento o preenchimento deste campo e do campo «701», caso o documento tenha

mais de três autores; apenas o campo 702, nesta circunstância, é preenchido.



O nome é preenchido de modo indirecto e na forma autorizada, mesmo que na página de título

venha grafado de outra maneira:

- subcampo «a» – último apelido,

- subcampo «b» – nome(s) próprio(s) e apelido(s) restante(s),

- subcampo «c» – abreviatura «pseud.», se for caso disso, a indicar que se trata de um

pseudónimo usado como entrada autorizada,

- subcampo «f» – data de nascimento e de morte, separadas por hífen, se não se tratar de

um pseudónimo.



Exemplos:



Sophia de Mello Breyner (forma do nome na página de título)

^aAndresen,

^bSophia de Mello Breyner,

^f1919-2004







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 67/79

Bernardo Soares

^aPessoa,

^bFernando,

^f1888-1935



Neste exemplo, O Livro do Desassossego, de Bernardo Soares, um dos heterónimos de

Fernando Pessoa, é o documento que está a ser catalogado. O nome Bernardo Soares entra

no subcampo «f» do campo «200», mas, no campo «700», entra a forma autorizada, tanto

para documentos assinados com o nome real quanto para os documentos assinados por

heterónimos.



Atenção especial deve ser dada a apelidos compostos e apelidos de origem estrangeira, que

devem figurar no subcampo «a». Exemplos:



Camilo Castelo Branco

^aCastelo Branco,

^bCamilo,

^f1825-1890



Isabel Corte-Real

^aCorte Real,

^bIsabel,

^f1945-



Manuel Vázquez Montalbán

^aVázquez Montalbán,

^bManuel,

^f1939-2003



John Le Carré

^aLe Carré,

^bJohn,

^cpseud.



701 – Adoptam-se os mesmos critérios de preenchimento do campo «700» e acrescenta-se o

subcampo «4», que se preenche com o código de função, o qual, neste campo, apenas pode ser

«070», ou seja, código de autor. Em alguns softwares, o menu de códigos de função surge no

monitor assim que é dada entrada no subcampo «4», bastando apenas seleccionar o código

adequado. O campo repete-se se existir um terceiro autor.



702 – Adoptam-se os mesmos critérios de preenchimento do campo «700» e acrescenta-se o

subcampo «4». Este campo é usado para dar entrada de nomes colocados no subcampo «g» do

campo «200». É também usado para indicar o nome do autor que é expresso com maior relevo

ou em primeiro plano na página de título de documentos com mais de três autores. O campo é

repetível.



710 – Aplica-se a mesma regra do campo «700», relativamente ao número de autores.



Preenche-se o subcampo «a» com o nome da instituição, privada ou autónoma, e o subcampo

«b», se for caso disso, com a designação da subunidade orgânica. Repete-se o subcampo «b»,

se a subunidade orgânica, por sua vez, se subdividir. Exemplo:



Instituto de Estudos Clássicos da Universidade de Coimbra

^aUniversidade de Coimbra.

^bFaculdade de Letras.

^bInstituto de Estudos Clássicos



Os orgãos governamentais ou entidades oficiais têm entrada pelo designativo geográfico

respectivo. Exemplos:







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 68/79

Instituto Português do Livro e das Bibliotecas

^aPortugal.

^bMinistério da Cultura.

^bInstituto Português do Livro e das Bibliotecas



Mário Soares

^aPortugal.

^bPresidente da República,

^c1986-1996 (Mário Soares).



Este último exemplo é válido para documentos oficiais, assinados, por exemplo, por Mário

Soares no exercício das funções de presidente. Obras de carácter privado, mesmo que

publicadas no período do mandato, devem entrar pelo nome de pessoa física.



Exemplos de colectividade-autor grupo eventual:



Seminário Internacional sobre Bibliotecas Escolares, Fundação Calouste Gulbenkian, 25 de

Setembro de 2006

^aSeminário Internacional sobre Bibliotecas Escolares,

^eLisboa,

^f2006



III Congresso da Sociedade Portuguesa de Estatística

^aCongresso da Sociedade Portuguesa de Estatística,

^d,

^eGuimarães,

^f1995



711 – Aplicam-se as mesmas regras do campo «710» e acrescenta-se o código de função no

subcampo «4». O campo repete-se se existir um terceiro autor.



712 – Aplicam-se as mesmas regras do campo «710» e acrescenta-se o código de função no

subcampo «4».



856 – Preenche-se para fazer hiperligação a um outro documento que traz informação

complementar sobre o documento que está em processo de catalogação.



O documento a ser catalogado é uma obra de Maria Alberta Menéres e o bibliotecário quer

integrar, no registo, a biografia da autora.



Em pesquisa na Internet, o bibliotecário encontra a biografia da autora na página do IPLB

(Instituto Português do Livro e das Bibliotecas).



Este endereço é colocado no subcampo «u», mas, no catálogo ao qual os utilizadores têm

acesso, apenas aparece a mensagem colocada no subcampo «z»:



Ex.: ^uhttp://www.iplb.pt/pls/diplb/!get_page?pageid=402&tpcontent=FA&idaut=1717721&tipo

=&format=NP405.



Ex.: ^zClique aqui para ver a biografia da autora.



966 – Subcampo «l»: Sigla da biblioteca. Veja-se, adiante, a proposta de atribuição de siglas para

as bibliotecas escolares de Odivelas.



Subcampo «p»: Se o documento é publicado em mais de um volume, inclui-se esta informação

nas cotas e repete-se o subcampo.



Ex.: ^p030 GRA v. 01

^p...

^p030 GRA v. 36.







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 69/79

No exemplo acima, a biblioteca possui os primeiros 36 volumes da Grande Enciclopédia Luso-

Brasileira de Cultura, documento que está a ser catalogado, e repetirá o subcampo «p» igual

número de vezes para indicar cada volume existente.



Repete-se, de igual forma, o subcampo «p», se for caso disso, de acordo com o número de

exemplares indicado no subcampo «c».



Ex.: ^p030 GRA v. 01 ex. 01

^p030 GRA v. 01 ex. 02

^p...

^p030 GRA v. 36 ex. 02.



Foi indicado no subcampo «c» que a biblioteca possui dois exemplares de cada volume da

mesma enciclopédia.



Subcampo «x»: Modalidade de aquisição.



Ex. 1: ^xCompra



Ex. 2: ^xOferta



Ex. 3: ^xPermuta.



Subcampo «5»: Empréstimo interbibliotecas – O código «0» autoriza-o (pode ser emprestado) e o

código «1» inviabiliza-o (não pode ser emprestado).



Subcampo «6»: Empréstimo domiciliário – Codificação idêntica ao subcampo «5», acima.



Subcampo «7»: Leitura de presença – Codificação idêntica ao subcampo «5», acima.



Proposta de Siglas



No preenchimento do subcampo «l» do campo «966» do UNIMARC, “sigla da biblioteca”, o ideal

seria usar os códigos numéricos atribuídos pela DREL. Estes, no entanto, não seriam de fácil

identificação por parte dos utilizadores do catálogo colectivo da Rede Concelhia de Bibliotecas

Escolares, designadamente os mais jovens.



Assim sendo, apresenta-se a proposta de atribuição de siglas para as bibliotecas escolares dos

estabelecimentos oficiais de ensino com sede em Odivelas, em conformidade com a lista que se

segue:



Sigla Estabelecimento de Ensino

EB1A Escola Básica do 1.º Ciclo Amoreira

EB1AMB Escola Básica do 1.º Ciclo António Maria Bravo

EB1AZ Escola Básica do 1.º Ciclo Azenha

EB1BB Escola Básica do 1.º Ciclo Barbosa du Bocage

EB1C Escola Básica do 1.º Ciclo Caneças

EB1C1 Escola Básica do 1.º Ciclo com Jardim de Infância Caneças N.º 1

EB1CDR Escola Básica do 1.º Ciclo com Jardim de Infância Chafariz d’El Rei

EB1CS Escola Básica do 1.º Ciclo com Jardim de Infância Casal da Serra

EB1CV Escola Básica do 1.º Ciclo com Jardim de Infância Cesário Verde

EB1DD Escola Básica do 1.º Ciclo com Jardim de Infância D. Dinis

EB1EQ Escola Básica do 1.º Ciclo Eça de Queirós

EB1F3 Escola Básica do 1.º Ciclo Famões N.º 3

EB1F4 Escola Básica do 1.º Ciclo Famões N.º 4

EB1JV Escola Básica do 1.º Ciclo com Jardim de Infância João Villaret

EB1MF Escola Básica do 1.º Ciclo Mello Falcão

EB1ML Escola Básica do 1.º Ciclo com Jardim de Infância Maria Lamas

EB1MM Escola Básica do 1.º Ciclo Dr. Mário Madeira

EB1MMV Escola Básica do 1.º Ciclo Maria Máxima Vaz





Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 70/79

EB1O5 Escola Básica do 1.º Ciclo Odivelas N.º 5

EB1O7 Escola Básica do 1.º Ciclo Odivelas N.º 7

EB1OB Escola Básica do 1.º Ciclo com Jardim de Infância Olival Basto

EB1PMC Escola Básica do 1.º Ciclo Professora Maria Costa

EB1QC Escola Básica do 1.º Ciclo com Jardim de Infância Quinta da Condessa

EB1QD Escola Básica do 1.º Ciclo Quinta das Dálias

EB1QP Escola Básica do 1.º Ciclo com Jardim de Infância Quinta da Paiã

EB1QSJ Escola Básica do 1.º Ciclo com Jardim de Infância Quinta de São José

EB1RS Escola Básica do 1.º Ciclo Rainha Santa

EB1SL Escola Básica do 1.º Ciclo Serra da Luz

EB1VF Escola Básica do 1.º Ciclo com Jardim de Infância Veiga Ferreira

EB1VG Escola Básica do 1.º Ciclo Vale Grande

EB23AB Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Avelar Brotero

EB23AG Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos António Gedeão – Arroja

EB23C Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Castanheiros

EB23CP Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Carlos Paredes

EB23IP Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Isabel de Portugal – Odivelas

EB23P Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Pombais

EB23PO Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Pontinha

EB23VS Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Vasco Santana

EPADD Escola Profissional Agrícola de D. Dinis

ESBF Escola Secundária com 3.º Ciclo do Ensino Básico Braamcamp Freire

ESC Escola Secundária com 3.º Ciclo do Ensino Básico Caneças

ESO Escola Secundária Odivelas

ESPA Escola Secundária com 3.º Ciclo do Ensino Básico Pedro Alexandrino

ESR Escola Secundária com 3.º Ciclo do Ensino Básico Ramada

JIA Jardim de Infância Arroja

JIAC Jardim de Infância Álvaro de Campos

JIGE Jardim de Infância Gil Eanes

JIRG Jardim de Infância Roque Gameiro



Adoptou-se o critério da ordem alfabética nos casos em que houve coincidência de letras iniciais,

assinalados a negrito na lista.



UNIMARC-Autoridades



É uma ferramenta bastante útil em bibliotecas de médias e grandes dimensões, pois permite uma

maior uniformidade e controlo dos pontos de acesso de pesquisa «autor» e «assunto». Este

ficheiro permite também a elaboração de entradas remissivas.



Faz-se uso do bloco «2--» para cabeçalhos autorizados e do bloco «4--» para cabeçalhos não

autorizados. Se o utilizador efectuar pesquisas através dos cabeçalhos não autorizados, são

automaticamente remetidos para os documentos com cabeçalhos autorizados, sob condição de

que as formas rejeitadas tenham sido previamente contempladas no bloco «4--». Os cabeçalhos

que dão entrada no bloco «5--», também autorizados, servem de base para remissivas do tipo

“ver também”.



UNIMARC-Autoridades

(Selecção)

Blocos Designação

2-- Bloco do cabeçalho autorizado

Campo Designação

200 Cabeçalho – nome de pessoa; corresponde aos campos «700», «701» e

«702» da base bibliográfica principal

Subcampo Designação

^a Palavra de ordem.

^b Outra parte do nome não tomada para palavra de ordem.

^c Elementos de identificação ou distinção.

^f Datas.





Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 71/79

210 Cabeçalho – nome de colectividade; corresponde aos campos «710»,

«711» e «712» da base bibliográfica principal

^a Palavra de ordem.

^b Subdivisão.

^c Elementos de identificação ou distinção.

^d Número do grupo-eventual.

^e Local do grupo-eventual.

^f Data do grupo-eventual

250 Cabeçalho – assunto; corresponde ao campo «606» da base bibliográfica

principal

^a Elemento de entrada.

^x Subdivisão de assunto.

^y Subdivisão geográfica.

^z Subdivisão cronológica.

4-- Bloco das referências de substituição (termos rejeitados); remete para o cabeçalho

autorizado

400 Cabeçalho – nome de pessoa.

^a Palavra de ordem.

^b Outra parte do nome não tomada para palavra de ordem.

^c Elementos de identificação ou distinção.

^f Datas.

410 Cabeçalho – nome de colectividade

^a Palavra de ordem.

^b Subdivisão.

^c Elementos de identificação ou distinção.

^d Número do grupo-eventual.

^e Local do grupo-eventual.

^f Data do grupo-eventual

450 Cabeçalho – assunto

^a Elemento de entrada.

^x Subdivisão de assunto.

^y Subdivisão geográfica.

^z Subdivisão cronológica.

5-- Bloco das referências gerais VT; contém cabeçalhos autorizados relacionados com o

cabeçalho do bloco «2--» acima, com o qual se estabelecerá ligação do tipo «ver

também».

500 Cabeçalho – nome de pessoa; corresponde aos campos «700», «701» e

«702» da base bibliográfica principal

^a Palavra de ordem.

^b Outra parte do nome não tomada para palavra de ordem.

^c Elementos de identificação ou distinção.

^f Datas.

510 Cabeçalho – nome de colectividade; corresponde aos campos «710»,

«711» e «712» da base bibliográfica principal

^a Palavra de ordem.

^b Subdivisão.

^c Elementos de identificação ou distinção.

^d Número do grupo-eventual.

^e Local do grupo-eventual.

^f Data do grupo-eventual

550 Cabeçalho – assunto; corresponde ao campo «606» da base bibliográfica

principal

^a Elemento de entrada.

^x Subdivisão de assunto.

^y Subdivisão geográfica.

^z Subdivisão cronológica.



Passa-se a demonstrar o modo de preenchimento do ficheiro, através de alguns exemplos:







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 72/79

1. UNIMARC-Autoridade – Autor



Ex. 1: Mário Soares

200 Cabeçalho.

Preenche-se este campo com a forma autorizada a que os campos «700», «701» e

«702» da base bibliográfica principal devem corresponder.

^a Soares,

^b Mário,

^f 1924-

400 Pista de referência “Ver”.

Preenche-se, regra geral, com as referências não usadas, expressas nos

subcampos «f» e «g» do campo «200» da base bibliográfica principal, bem como

com outras variantes relativas a formas mais ou menos completas dos nomes,

grafias em desuso, etc.

^a Soares,

^b Mário Alberto Nobre Lopes

510 Pista de referência “Ver também”.

Forma autorizada a que os campos «710», «711» e «712» da base bibliográfica

principal devem corresponder.

^a Portugal.

^b Presidente da República,

^c 1986-1996 (Mário Soares)

510 Repetição

^a Portugal.

^b Primeiro Ministro,

^c 1983-1985 (Mário Soares)

510 Repetição

^a Portugal.

^b Primeiro Ministro,

^c 1978 (Mário Soares)

510 Repetição

^a Portugal.

^b Ministro dos Negócios Estrangeiros,

^c 1977 (Mário Soares)

510 Repetição

^a Portugal.

^b Primeiro Ministro,

^c 1976-1977 (Mário Soares)

510 Repetição

^a Portugal.

^b Ministro dos Negócios Estrangeiros,

^c 1974-1975 (Mário Soares)

510 Repetição

^a Portugal.

^b Ministro dos Negócios Estrangeiros,

^c 1974 (Mário Soares)



Ex. 2: Fernando Pessoa

200 Cabeçalho.

Forma autorizada a que os campos «700», «701» e «702» da base bibliográfica

principal devem corresponder.

^a Pessoa,

^b Fernando,

^f 1888-1935

400 Pista de referência “Ver”.

Preenche-se com as referências não usadas, expressas nos subcampos «f» e «g»

do campo «200» da base bibliográfica principal, bem como, em situações

equivalentes ao presente exemplo, com recurso a fontes de informação externas,





Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 73/79

para que se faça a opção adequada entre o nome real e o(s) nome(s) literário(s).

^a Pessoa,

^b Fernando António Nogueira de Seabra

400 Repetição.

^a Caeiro,

^b Alberto,

^c pseud.

400 Repetição.

^a Campos,

^b Álvaro de,

^c pseud.

400 Repetição.

^a Reis,

^b Ricardo,

^c pseud.

400 Repetição.

^a Search,

^b Alexander,

^c pseud.

400 Repetição.

^a Soares,

^b Bernardo,

^c pseud.

Entre outros heterónimos/pseudónimos.



Ex. 3: Instituto Português do Livro e das Bibliotecas

210 Cabeçalho.

Forma autorizada a que os campos «710», «711» e «712» da base bibliográfica

principal devem corresponder.

^a Portugal.

^b Ministério da Cultura.

^b Instituto Português do Livro e das Bibliotecas

410 Pista de referência “Ver”.

Preenche-se com as referências não usadas, expressas nos subcampos «f» e «g»

do campo «200» da base bibliográfica principal, entre outras variantes.

^a Portugal.

^b Instituto Português do Livro e das Bibliotecas

410 Repetição

^a Instituto Português do Livro e das Bibliotecas

510 Pista de referência “Ver também”.

Forma autorizada a que os campos «710», «711» e «712» da base bibliográfica

principal devem corresponder.

^a Portugal.

^b Ministério da Cultura.

^b Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro

510 Repetição

^a Portugal.

^b Ministério da Cultura.

^b Instituto Português do Livro e da Leitura



Os elementos contidos no campo «510» do exemplo acima são designações pelas quais o actual

IPLB passou.



2. UNIMARC-Autoridade – Assunto



Ex. 1: Administração regional

250 Cabeçalho.

Forma autorizada a que o campo «606» da base bibliográfica principal deve







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 74/79

corresponder.

^a Administração regional

550 Pista de referência “Ver também”.

Forma autorizada a que o campo «606» da base bibliográfica principal deve

corresponder.

^a Regiões

^b administração

550 Repetição

^a Regiões autónomas

^b administração



Ex. 2: Agrupamentos escolares

250 Cabeçalho.

Forma autorizada a que o campo «606» da base bibliográfica principal deve

corresponder.

^a Escolas

^b agrupamentos

450 Pista de referência “Ver”.

Preenche-se com as referências não usadas na base bibliográfica principal

^a Agrupamentos escolares



Método Provisório



As regras de catalogação são inúmeras. Mesmo os bibliotecários mais experientes não

dispensam a consulta das RPC e do Manual UNIMARC. Esta tarefa, no entanto, ficará em grande

parte a cargo do SABE, com a criação do catálogo colectivo da Rede Concelhia de Bibliotecas

Escolares.



O modelo de folha de recolha e a série de exemplos apresentados servem aos interesses da

BMDD e reflectem os critérios de tratamento documental por ela adoptados, expressos no

manual de procedimentos respectivo. A missão e finalidade das bibliotecas escolares diferem da

missão e finalidade da BMDD e as colecções das bibliotecas escolares serão eventualmente

mais abrangentes no que diz respeito a tipologias documentais.



O modelo apresentado, no entanto, poderá servir de base para as adaptações e alterações que

os professores bibliotecários julgarem necessárias. Para o efeito, sugere-se a consulta às ISBDs,

com o objectivo de se certificarem a respeito dos campos e subcampos do UNIMARC de

preenchimento obrigatório.



Caso esta consulta não seja possível, sugere-se, como alternativa, a consulta à página

http://rcbp.iplb.pt/, da Rede do Conhecimento das Bibliotecas Públicas; basta seguir os

apontadores «Documentação», «Outros documentos», «Política de descrição documental:

manual de procedimentos de catalogação».



Nesse manual de procedimentos podem ser encontrados modelos de folhas de recolha

específicos para cada tipo de suporte documental, com a indicação de campos e subcampos de

preenchimento obrigatório, embora, mais uma vez, sejam destinados às bibliotecas públicas.



Caberá ao professor bibliotecário de cada biblioteca escolar decidir os critérios de descrição

documental a adoptar. Os resultados provavelmente serão mais satisfatórios se, observada a

autonomia, esta decisão for compartilhada, quer internamente com os órgãos directivos e demais

docentes, quer externamente com os professores bibliotecários dos demais estabelecimentos de

ensino oficial de Odivelas.





ARRUMAÇÃO



Findas as fases de controlo da linguagem e da descrição documentais, nada mais restará que

colocar o documento, que acaba de passar por este processo, num sítio específico da biblioteca,







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 75/79

fazendo corresponder a cota, indicada na etiqueta que se encontra afixada na lombada desse

documento, com o porta-título relativo ao assunto a que essa cota se refere, o qual se encontra

afixado em determinada prateleira de determinada estante da biblioteca.



Esta fase não será assim tão elementar quanto parece. O procedimento dependerá do tipo de

modelo de biblioteca que se pretende para a comunidade escolar:



- recorrendo à metáfora hiperbólica de Umberto Eco, similar ao modelo que se encontra

em O Nome da Rosa, no qual o bibliotecário é guardião e senhor absoluto, não hesitando

em imolar e imolar-se a deixar que mãos e olhos alheios conspurquem os documentos,



- lugar de castigo, para onde se enviam os alunos indisciplinados,



- simples extensão das salas de aula,



- ou espaço privilegiado de aprendizagem informal (ou auto-aprendizagem) e de lazer =

prazer, onde os utilizadores, de forma autónoma, procuram desenvolver as aptidões

naturais, ao mesmo passo que, de modo mais ou menos subtil, são incentivados a

descobrir e a desenvolver novas aptidões.



Se é este último o modelo que se pretende, deve-se logo à partida dar especial atenção à

selecção de mobiliário, que deverá adequar-se ao principio do livre acesso, como, por exemplo,

estantes de três prateleiras com 1.35 m de altura máxima, no caso de bibliotecas do 1.º

ciclo/jardim de infância, e, relativamente a documentos destinados aos utilizadores mais

pequenos, a primeira prateleira da estante deve ficar a uma altura de cerca de 0.75 m do solo.



Estudos comprovam que, com referência a um utilizador de pé a uma distância de 0.90 m da

estante, quanto mais próximos os documentos estiverem arrumados sob o ângulo de conforto

visual (ou seja, 0.60 m de altura e 0.90 m de largura) e sob o raio de alcance das mãos, maior

será o número de consultas presenciais e de empréstimos domiciliários desses documentos.



Com base nesta informação e como estratégia de motivação à leitura, podem-se arrumar, nessa

área específica das estantes, os documentos considerados de maior relevância educativa e

cultural, como, por exemplo, os documentos que tratem da formação para a cidadania, e arrumar,

nas áreas mais periféricas das estantes, os documentos habitualmente mais requisitados pelos

utilizadores, como é o caso paradigmático dos jogos electrónicos em cd-rom, pois estes os

utilizadores nunca terão problema em encontrar:





Ângulo de conforto visual (Gascuel, p. 104)









Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 76/79

Campo de acuidade visual



Campo de fixação do olhar



Raio de acção preênsil



(Thompson, p. 134)









Relação entre a altura das prateleiras e o número de requisições









% dos documentos requisitados entre cinco a dez vezes

% dos documentos requisitados mais de dez vezes

(Gascuel, p. 105)



Quanto a estes e outros aspectos que podem influenciar a arrumação, designadamente os

relacionados com ergonomia e conservação preventiva em bibliotecas, sugere-se a consulta à

bibliografia que se segue:



Bleton, Jean - O Mobiliário das Pequenas Bibliotecas Públicas. Luanda: Universidade de Luanda,

1971.

Cohen, Aaron; Cohen, Elaine - Designing and Space Planning for Libraries: A Behavioral Guide.

New York: R. R. Bowker, 1979.

Gascuel, Jacqueline - Um Espaço para o Livro: Como Criar, Animar ou Renovar uma Biblioteca.

Lisboa: Dom Quixote, 1987.

Grunberg, Gérald - Bibliothèques dans la Cité : Guide Technique et Réglementaire. Paris : Le

Moniteur, 1996.

Konya, Allan - Libraries : A Briefing and Design Guide. London: The Architectural Press, cop.

1986.

rd

Thompson, Godfrey - Planning and Design of Library Buildings. 3 ed. Oxford: Butterworth

Architecture, imp. 1991.



A par da organização tradicional dos documentos, que apenas deixa ver-lhes a lombada, devem

ser procuradas formas alternativas de exposição, o que se consegue através de caixas para

álbuns, cestos multiusos, “ilhas” como as que existem nas livrarias, etc., de modo a que a capa

dos documentos possa exercer as suas funções em pleno.



Estas formas alternativas servem para a exposição de novas aquisições, ou para dar relevo a

documentos referentes a “efemérides do mês”, assuntos da actualidade, autores específicos,







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 77/79

áreas de projecto a serem levadas a cabo ao longo do ano lectivo, etc., em regime de

revezamento.



Estas soluções estratégicas implicam um maior comprometimento de espaço relativamente à

área total da biblioteca. No entanto, elas poderão constituir uma excelente opção para fazer

circular e aumentar a consulta dos documentos, nomeadamente os que se encontram arrumados

na primeira e última divisões das estantes, ou seja, mais distanciados do ângulo de conforto

visual e do raio de alcance das mãos.



Uma outra opção, e mais económica, será apostar na qualidade e não na quantidade de

espécies, permitindo aos utilizadores uma voz mais activa quanto à constituição e à actualização

das colecções, através de sugestões de aquisição ou resposta a inquéritos realizados para o

efeito. Deste modo, assegurar-se-ia uma maior utilização dos recursos existentes.



Na generalidade das bibliotecas, a arrumação é feita por tipos de suporte e só então os

documentos são ordenados por assuntos básicos. Acontece que a arrumação e ordenação dos

documentos poderá igualmente ser feita de forma integrada, ou seja, os documentos serão

exclusivamente organizados por assuntos básicos, independentemente do tipo de suporte.



A organização integrada daria resposta à inquietação dos bibliotecários que se preocupam com a

progressiva posição subalterna do livro, na preferência dos mais jovens, face a outros suportes.

Este conceito foi proposto por Jean Riddle Weihs, exactamente em sentido inverso, na obra The

Integrated Library: Encouraging Access to Multimedia Materials, Arizona: Oryx, 1991.



Não será de todo despropositado sugerir a estes bibliotecários, em particular, que lançassem um

olhar retrospectivo sobre a história e antecedentes do livro. No processo da evolução, chegará

eventualmente o momento em que o livro, na forma e nos materiais pelos quais é hoje conhecido,

seja, por sua vez, substituído.



Pode-se à partida apontar alguns inconvenientes da aplicação do conceito de «biblioteca

integrada»: os custos de aquisição de mobiliário adequado, praticamente inexistente no mercado

nacional; os custos de aquisição de caixas, estojos ou capas protectoras, consoante os tipos de

suporte; o comprometimento da conservação preventiva dos documentos, quer pelo manuseio de

materiais justapostos, ora rijos ora flexíveis, quer pelo menosprezo às condições especiais de

acondicionamento que alguns suportes requerem, nomeadamente quanto a uma temperatura

ambiente diferenciada.



Enquanto a maior parte dos documentos deve ser mantida a uma temperatura constante entre os

19º e 21º C, já as películas (fotografia, vídeo, microfilme) devem ser mantidas a uma temperatura

constante de 15º C aproximadamente.



Embora os diferentes tipos de suporte estejam fisicamente separados entre si, com cotas

igualmente diferenciadas, a organização integrada é mesmo assim assegurada, de modo virtual,

no catálogo bibliográfico automatizado, através do correcto controlo das formas autorizadas de

nome de autor, de assunto e de classificação, bem como pelo preenchimento, quando

necessário, dos campos «488» (ligação entre registos) e «500» (título uniforme) no formato

UNIMARC.



Consequentemente, é decisivo garantir o acesso irrestrito ao módulo de pesquisa do catálogo

bibliográfico (não confundir com a base bibliográfica, cujo acesso é reservado aos professores

bibliotecários), pois este é justamente o seu objectivo principal. Daí advém a importância do

catálogo colectivo da Rede Concelhia de Bibliotecas Escolares.



Por fim, não será demasiado reiterar que, na biblioteca de livre acesso, é essencial o uso de um

bom sistema de sinalização para a orientação do utilizador. Esta sinalização pode ser afixada no

solo (direccional), painéis, paredes e tecto, e, relativamente às estantes ou outro mobiliário

destinado à armazenagem de documentos, em porta-títulos de topo, laterais e de divisões.

Desaconselha-se, no entanto, a sua utilização maciça, no sentido de evitar a poluição visual.

Caso não se preveja a utilização de chapas metálicas, existem no mercado fitas adesivas com









Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 78/79

protuberâncias, próprias para a sinalização direccional, adequadas aos utilizadores com

deficiência visual.



O tema da arrumação de documentos muito provavelmente será retomado em textos que

futuramente serão elaborados e apresentados sobre organização e dinamização de bibliotecas.





CONCLUSÃO

Procurou-se, no presente texto, falar de tudo um pouco ou lançar pistas sobre as fases do

tratamento documental, enquadrando-as, quando possível, no contexto das bibliotecas escolares,

sendo constante a preocupação de evitar juízos de valor ou de prescrever metodologias.



A decisão sobre as propostas apresentadas, incluindo as que dizem respeito ao catálogo

colectivo que a BMDD, através do SABE, pretende gerir, cabe exclusivamente aos órgãos

directivos dos estabelecimentos oficiais de ensino de Odivelas, que, para os assuntos

directamente relacionados com as bibliotecas escolares, se assim o entenderem, poderão

designar os professores bibliotecários como interlocutores directos no estabelecimento e

manutenção de contactos, que se prevê sejam vários, com os funcionários afectos ao SABE,

nomeadamente no decurso da automatização dos catálogos bibliográficos de cada biblioteca

escolar e do catálogo colectivo da Rede Concelhia de Bibliotecas Escolares.



Cumpre aqui apresentar agradecimentos especiais à Dr.ª Gina Rafael, da Biblioteca Nacional de

Lisboa, e ao Dr. Stephen Rice, da Biblioteca Estadual de Connecticut, cujo apoio prestado

demonstra a importância de que se reveste a cooperação interbibliotecas e entre os profissionais

da área.





Para solicitações de esclarecimentos, marcação de reuniões, comentários, críticas e sugestões, é

favor estabelecer contacto através do endereço electrónico: Julio.Nogueira@cm-odivelas.pt.





BIBLIOGRAFIA TÉCNICA BÁSICA

Blanc-Montmayeur, Martine; Danset, Françoise – Lista de Cabeçalhos de Assunto para

Bibliotecas. Lisboa: Caminho, 1999.

Faria, Maria Isabel; Pericão, Maria da Graça – Dicionário do Livro: Terminologia Relativa ao

Suporte, ao Texto, à Edição e Encadernação, ao Tratamento Técnico, ... Lisboa:

Guimarães, 1988.

Faria, Maria Isabel; Pericão, Maria da Graça – Novo Dicionário do Livro: Da Escrita ao

Multimédia. Lisboa: Círculo de Leitores, cop. 1999.

IFLA. UBCIM – Names of Persons: National Usages for Entry in Catalogues. München [etc.]: K.

G. Saur, 1996.

IFLA. Steering Group for an Authorities Format – UNIMARC/Autoridades: Formato MARC

Universal para Registos de Autoridade: Versão Provisória. Lisboa: Biblioteca Nacional, 1989.

Portugal. Biblioteca Nacional. Área de Classificação e Indexação – SIPORbase: Sistema de

Indexação em Português: Manual. 3.ª ed. rev. e aumentada. Lisboa: Biblioteca Nacional,

1998.

Portugal. Ministério da Cultura – CDU: Classificação Decimal Universal: Tabela de Autoridade. 3.ª

ed. abrev. Lisboa: Biblioteca Nacional, 2005.

Portugal. Ministério da Cultura – Manual UNIMARC. Lisboa: Biblioteca Nacional, 1999.

Portugal. Ministério da Cultura – Recomendações para a Construção de Registos de Autoridade

de Autor Pessoa Física. 2.ª ed. Lisboa: Biblioteca Nacional, 2005.

Portugal. Ministério da Cultura – Regras Portuguesas de Catalogação - I: Cabeçalhos; Descrição

de Monografias; Descrição de Publicações em Série. 3.ª reimp. Lisboa, Biblioteca Nacional,

2000.



Obs.: A maior parte desta bibliografia pode ser encontrada, sob a rubrica «Publicações

Técnicas», na página http://www.bn.pt/livraria/livraria-pub-tecnicas.htm da Biblioteca Nacional de

Lisboa.







Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares / 2006 79/79


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