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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ – UNIOESTE



CCSA – CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS



CAMPUS MARECHAL CÂNDIDO RONDON









ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM LEVANTAMENTO DE ESTRUTURA



PATRIMONIAL E DEMONSTRAÇÃO DOS CUSTOS NA BOVINOCULTURA



DE CORTE









ALCIVANDO PAULO DE ANDRADE



ANDRE LUIS ROSSONI



CARLOS EDUARDO WURSCHKE









MARECHAL CANDIDO RONDON



2003

ALCIVANDO PAULO DE ANDRADE



ANDRE LUIS ROSSONI



CARLOS EDUARDO WURSCHKE









ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM LEVANTAMENTO DE ESTRUTURA



PATRIMONIAL E DEMONSTRAÇÃO DOS CUSTOS NA BOVINOCULTURA



DE CORTE









Estágio Supervisionado apresentado à

banca examinadora do curso de

Graduação de Ciências Contábeis, como

requisito parcial para a obtenção do grau

de Bacharel em Ciências Contábeis.



Orientador: Egidio Leopoldo Scherer









MARECHAL CANDIDO RONDON



2003

“Dê uma crença a um homem, e ele se tornará um cego.



Dê-lhe uma arma, e ele se tornara um assassino.



Dê-lhe posses, cavalos e um exercito, e terás um nobre,



Porém ainda ninguém que valia a própria vida.



Mas ensina-lhe a ter consciência de ajudar aos próximos,



Coragem para vencer seus obstáculos e



Sabedoria para valorizar a honra,



E terás então um homem digno de ser lembrado”.



(Arthur Migotto)

AGRADECIMENTOS







No decorrer do tempo, até chegarmos aqui, vemos como foi importante a



confiança e a fé em Deus, por isso, agradecemos primeiramente a Ele, que permaneceu



conosco nos momentos difíceis e também participando dos momentos de alegrias.



Agradecemos aos nossos pais e familiares, que sempre nos apoiaram e nos



deram força para seguir adiante, acreditando em nosso potencial, incentivando e



desejando sempre muito sucesso.



Ao Professor Egidio Leopoldo Scherer que aceitou nosso pedido de orientar



este trabalho, e que, juntamente conosco, vivenciou todo o esforço e dedicação



despendidos.



Agradecemos também ao Sr. Adenilto Francisco de Castilho pelo



consentimento na realização do estudo de caso na fazenda Água da Paz, de sua



propriedade, disponibilizando todas as informações necessárias para o



desenvolvimento e conclusão deste trabalho.



A Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE, juntamente com



toda a equipe de doscentes, que nos forneceram todos os conhecimentos necessários



para nossa vida profissional.



E a nossas namoradas, amigos e amigas que de uma ou de outra forma



colaboraram e incentivaram em nossa caminhada.

SUMÁRIO







1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 8

1.1 JUSTIFICATIVA .........................................................................................9

1.2 OBJETIVOS ................................................................................................9

1.2.1 Objetivo Geral ............................................................................................10

1.2.2 Objetivos Específicos .................................................................................10

1.3 DELIMITAÇÃO DO ESTUDO ................................................................10

1.4 ORGANIZAÇÃO DO ESTUDO ...............................................................11

2 REFERENCIAL TEÓRICO ........................................................................................ 12

2.1 PRINCÍPIOS CONTÁBEIS ......................................................................12

2.1.1 Princípios Contábeis Geralmente Aceitos e a Contabilidade Pecuária ......12

2.1.1.1 Principio da Entidade Contábil ..................................................................12

2.1.1.1.1 A Entidade Contábil e a pecuária ...............................................................12

2.1.1.1.2 O princípio da entidade contábil e o imposto de renda na atividade

agropecuária...................................................................................................................14

2.1.1.1.3 Tipos de associação na exploração da atividade agropecuária e o principio

da entidade contábil .......................................................................................................14

2.1.1.2 O Princípio da Realização da Receita e da Confrontação da Despesa ......17

2.1.1.2.1 Reconhecimento da receita ........................................................................18

2.1.1.2.2 A confrontação da despesa .........................................................................21

2.1.1.3 Principio do Custo Histórico ou Original como Base de Valor .................22

2.1.1.3.1 Custo histórico corrigido ............................................................................22

2.1.1.3.2 O Custo histórico e o lucro realizado .........................................................23

2.1.1.3.3 Algumas técnicas para utilização do custo histórico na pecuária ..............23

2.1.1.3.4 Criticas ao custo histórico ..........................................................................25

2.1.1.3.5 As exceções ao custo histórico aceitas .......................................................25

2.1.1.3.6 Uma proposição de contabilidade na pecuária ...........................................26

2.2 APURAÇÃO DOS CUSTOS ....................................................................27

2.2.1 Diferença entre Custo, Despesa e Perda. ...................................................27

2.2.2 Necessidade do custo .................................................................................28

2.2.3 Custos diretos e indiretos ...........................................................................29

2.2.4 Custos fixos e variáveis..............................................................................30

2.2.5 Custo para avaliação dos estoques (Custeio por absorção) .......................31

2.2.6 Custos para avaliação dos estoques (Custeio direto ou variável) ..............32

2.2.7 Custos Standart ou Padrão .........................................................................32

2.2.8 Contabilização pelo Método de Custo .......................................................32

2.2.9 Contabilização pelo Método de Mercado ..................................................33

2.2.10 Coleta de Dados .........................................................................................34

2.2.10.1 Ordem de Produção ....................................................................................34

2.2.10.2 Produção em Processo ...............................................................................35

2.2.10.3 Cálculo do Custo do Rebanho ....................................................................35

3 HISTÓRIA E ASPECTOS OPERACIONAIS DA ATIVIDADE DA

BOVINOCULTURA DE CORTE ........................................................................................ 37

3.1 HISTÓRICO DA PECUÁRIA...................................................................37

3.2 ASPECTOS TÉCNICOS DA BOVINOCULTURA DE CORTE ............41

3.3 CONCEITOS PRELIMINARES ...............................................................41

3.3.1 Sistemas de Produção .................................................................................41

3.3.1.1 Sistema Extensivo ......................................................................................41

3.3.1.2 Sistema Intensivo .......................................................................................42

3.3.2 Raças de bovinos ........................................................................................42

3.3.3 Pastagem ....................................................................................................44

3.3.3.1 Pastagem natural ........................................................................................45

3.3.3.2 Pastagem artificial ......................................................................................45

3.3.4 Tipos de Pastoreio ......................................................................................46

3.3.4.1 Pastoreio em rodízio (método Voisin) .......................................................46

3.3.4.2 Pastoreio contínuo ......................................................................................46

3.3.5 Instalações ..................................................................................................47

3.3.6 Reprodução ................................................................................................48

3.3.7 Formas de Reprodução ...............................................................................49

3.3.7.1 Através do Reprodutor ou Monta Natural..................................................49

3.3.7.2 Através de Inseminação Artificial..............................................................50

3.3.7.2.1 Importância da Inseminação Artificial para a Produção dos Bovinos .......52

3.3.8 Divisão do Rebanho em Categorias ...........................................................52

3.3.8.1 Classificação por idade ..............................................................................53

3.3.9 Seleção para gado de corte .........................................................................54

3.3.10 Sanidade .....................................................................................................54

3.3.10.1 Febre Aftosa ...............................................................................................55

3.3.10.2 Brucelose ....................................................................................................55

3.3.10.3 Raiva ..........................................................................................................55

3.3.10.4 Carbúnculo Sintomático .............................................................................56

3.3.11 Alguns índices de desempenho do rebanho ...............................................56

3.3.11.1 Taxa de natalidade......................................................................................56

3.3.11.2 Taxa de mortalidade ...................................................................................56

3.3.11.3 Relação vaca/touro .....................................................................................57

4 METODOLOGIA .......................................................................................................... 57

4.1 DELINEAMENTO DA PESQUISA .........................................................57

4.2 ESTUDO DE CASO ..................................................................................58

4.2.1 Delimitação da unidade-caso .....................................................................59

4.2.2 Coleta de dados ..........................................................................................59

4.2.3 Análise e interpretação dos dados ..............................................................59

4.2.4 Redação do relatório ..................................................................................60

4.3 DEFINIÇÃO DO TIPO DE PESQUISA ...................................................60

4.4 DEFINIÇÃO DAS PERGUNTAS DA PESQUISA ..................................60

4.5 DEFINIÇÃO DA COLETA DE DADOS .................................................61

4.6 ANÁLISE DOS RESULTADOS...............................................................61

4.7 LIMITAÇÕES DA PESQUISA.................................................................62

5 DESENVOLVIMENTO PRÁTICO ............................................................................ 62

5.1 DESCRIÇÃO DA EMPRESA ...................................................................62

5.2 HISTÓRICO DA FAZENDA ÁGUA DA PAZ ........................................63

5.3 ESTRUTURA PATRIMONIAL................................................................65

5.3.1 ........... Bens Destinados Exclusivamente a Atividade da Bovinocultura de Corte65

5.3.2 Rebanho......................................................................................................66

5.3.3 Animais de Trabalho ..................................................................................66

5.3.4 Bens destinados em comum com as demais atividades da fazenda. ..........66

5.3.5 Bens não utilizados na exploração da atividade da bovinocultura de corte ...

....................................................................................................................68

5.4 OBTENÇÃO DOS CUSTOS DIRETOS ...................................................68

5.4.1 Custos Variáveis.........................................................................................68

5.4.1.1 Medicamentos ............................................................................................69

5.4.1.2 Suplemento Mineral ...................................................................................69

5.5 OBTENÇÃO DOS CUSTOS INDIRETOS ..............................................70

5.5.1 Custos Fixos ...............................................................................................70

5.5.1.1 Exaustão de Pastagens ...............................................................................70

5.5.1.2 Depreciação ................................................................................................71

5.5.1.2.1 Depreciação dos Bens do Imobilizado .......................................................71

5.5.1.2.2 Depreciação do Rebanho ...........................................................................72

5.5.1.2.3 Depreciação dos Animais de TrabalhoError! Bookmark not

defined.Erro! Indicador não definido.

5.5.1.3 Mão de Obra ...............................................................................................72

5.5.1.4 Encargos Sociais ........................................................................................73

5.5.1.5 Combustível ...............................................................................................74

5.6 APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS ..............................................................76

5.7 RECEITA .................................................................................................101

6 CONCLUSÃO .............................................................................................................. 101

7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS ....................................................................... 101

1 INTRODUÇÃO







Em um país como o Brasil, onde a atividade rural tem se mostrado um



importante alicerce da economia, auxiliando no saldo da balança comercial, além de



suprir a necessidade do mercado interno, fica cada vez mais visível a importância de



uma organização sistêmica e um constante aperfeiçoamento da atividade.



Dentro deste contexto, a bovinocultura de corte movimenta milhões de reais e



emprega milhares de pessoas, contudo, apresenta carência de trabalhos científicos



nesta área, principalmente que enfoquem o custo e a estrutura dessa atividade. Essa



característica, motiva a elaboração de um trabalho com esse enfoque.



Em um mercado globalizado e competitivo como é hoje o mercado mundial,



se torna imprescindível o levantamento e estudo dos custos na pecuária. Em épocas de



inflação, quando as distorções administrativas eram jogadas no preço e a margem de



lucro era alta, obtinha-se grandes resultados, hoje, a bovinocultura de corte trabalha



com uma margem média muito inferior, ou seja, não existe espaço para erros.



Tendo em vista estes dados, fica claro a necessidade da realização de estudos



que mostrem a lucratividade ou não desta atividade, auxiliando e gerando informações



para a tomada de decisões por parte dos empresários do ramo da bovinocultura de



corte.



A tomada de decisões podem ser feitas em cima de dados sobre a produção,



produtividade, custos e rentabilidade, reduzindo a margem de erros. Sobre esse



aspecto, o presente trabalho será desenvolvido com o intuito de identificar os custos de



produção, retratando a situação da empresa no momento em que os dados foram

coletados. Mediante o conhecimento dos custos de produção pode-se identificar quais



são os pontos favoráveis, otimizar os recursos e apresentar um controle adequado do



rebanho, visando soluções para mudar a exploração extrativista, em empresas mais



rentáveis.







1.1 JUSTIFICATIVA







Este trabalho de estágio supervisionado, realizado na área de Custos, junta à



empresa Água da Paz, tem por objetivo dar cumprimento ao dispositivo legal que



coloca a realização deste, como condição indispensável para a conclusão do curso de



Ciências Contábeis, de conformidade com a Legislação em vigor, a saber:



- Lei número 6494/77 de 07/12/1977;



- Decreto nº 87.497/82 de 28/08/1982;



- Resolução nº 003/92, publicada no D.O.U. em 05/10/1992.



Na teoria alcançou-se o conhecimento da expressão “Bovinocultura de Corte”



e na prática buscaremos aplicar o conhecimento teórico e também, demonstrar aos



diretores da empresa os resultados obtidos.



Optou-se por desenvolver este trabalho na área de Demonstração dos Custos



na Bovinocultura de Corte, na fase de cria e recria do bezerro, por entendermos ser



esta, uma importante ferramenta de auxilio ao administrador na tomada de decisões.







1.2 OBJETIVOS

1.2.1 Objetivo Geral







- Efetuar o levantamento da estrutura patrimonial, analisar e demonstrar os



custos relativos a atividade da bovinocultura de corte da empresa Água da



Paz.







1.2.2 Objetivos Específicos







- Efetuar o levantamento da estrutura patrimonial existente na entidade;



- Identificar a infra-estrutura mínima para a atividade planejada;



- Reconhecer os custos relativos a área de bovinocultura de corte da entidade;



- Aplicar o método de rateio de custo que melhor evidencie a realidade da



empresa em relação a atividade;



- Analisar os dados e demonstrar os custos obtidos e a rentabilidade que



abrange a fase de cria e recria do bezerro na bovinocultura de corte.







1.3 DELIMITAÇÃO DO ESTUDO







Estágio supervisionado em contabilidade Aplicada, realizado em uma entidade



que atua no setor primário, compreendendo o período de julho de 2002 a junho de



2003, com o intuito de colher informações necessárias para a elaboração do relatório



final.

O trabalho desenvolvido tomará como fundamento aspectos básicos para o



levantamento dos custos na Bovinocultura de corte intensiva, assim como sua



estrutura, para um entendimento maior desta atividade.







1.4 ORGANIZAÇÃO DO ESTUDO







No Capítulo I, será feita uma contextualização, enfocando a importância da



contabilidade de custos na bovinocultura, para o bom andamento dos negócios, e



também, justificar-se-á a opção em desenvolver este trabalho, bem como traçar-se-ão



os objetivos e as delimitações dos estudos a serem desenvolvidos.



No Capítulo II e III, será desenvolvida a revisão da literatura, que dará suporte



ao desenvolvimento do trabalho prático e auxiliará na análise e conclusão.



No Capítulo IV, destacar-se-á a metodologia a ser utilizada, justificando o



enquadramento da pesquisa como estudo de caso, sendo definidos os quesitos a serem



respondidos durante o trabalho, o método da coleta de dados, como serão analisados os



resultados e as limitações da pesquisa.



No Capítulo V, será apresentado o resultado obtido no caso prático, no



decorrer da pesquisa, contendo todos os dados coletados, que irão dar suporte para a



análise dos resultados a serem desenvolvidos. E será apresentada a opinião sobre os



pontos pesquisados, bem como, as sugestões para soluções dos problemas detectados.



No Capítulo VI, far-se-á a conclusão, onde serão abordados tópicos inerentes



ao desenvolvimento do trabalho, procurando responder os quesitos propostos para a



pesquisa e emitindo as recomendações que julgarem-se necessárias.

2 REFERENCIAL TEÓRICO







2.1 PRINCÍPIOS CONTÁBEIS







2.1.1 Princípios Contábeis Geralmente Aceitos e a Contabilidade Pecuária







2.1.1.1 Principio da Entidade Contábil







Para IUDICIBUS (1980, p. 48-49), “poderíamos afirmar que, para a



Contabilidade, qualquer individuo, empresa, grupo de empresas, ou entidades, setor ou



divisão, desde que efetue atividade econômica, e que seja tão importante, a critério dos



donos do capital, que justifique um relatório separado e individualizado de receitas e



despesas, de investimentos e de retornos, de metas e de realizações, pode tornar-se



uma entidade contábil”. A característica fundamental do Principio da Entidade



Contábil é a distinção e separação da pessoa do sócio com a da entidade em questão e



seus respectivos registros contábeis, inserido nesse contexto a contabilidade pecuária



se utiliza com grande valia deste principio.







2.1.1.1.1 A Entidade Contábil e a pecuária







Pessoa física

No Brasil, não é necessária a constituição de uma pessoa jurídica para se



explorar a atividade agropecuária, desta forma, existe muitas pessoas físicas que atuam



nessa área, mas devido a sua importância econômica, face necessário sua distinção



como entidade e elaboração de relatórios individualizados decorrentes de suas



atividades agropecuárias. “Assim, o negócio deve ser tratado como uma firma, pois o



fazendeiro tem outros interesses, alguns dos quais não econômicos (social, político



etc.) que nada têm que ver com o objetivo do negócio, que é o lucro máximo nas



operações”. (MARION, 1990, p. 39).



Sendo assim não é fácil separar o que compete à atividade agropecuária e o



que diz respeito a pessoa do fazendeiro, separar consumo de água, luz telefone, assim



como as instalações da fazenda como casa e carros utilizados para fins particulares,



além de considerar o trabalho da família na propriedade que normalmente não é



remunerado.



“Dada a dificuldade de separar essas séries de eventos e considerando que nem



sempre o beneficio decorrente da separação é maior que o seu custo monetário, o



Principio da Entidade Contábil nem sempre é integralmente colocado em prática neste



setor da atividade.” (MARION, 1990, p. 40).







Pessoa jurídica







“Considerando a pessoa jurídica em virtude das necessidades organizacionais,



da prestação e contas aos sócios ou acionistas, da importância dos relatórios contábeis



para diversos usuários – em alguns casos existe Auditoria – e considerando o volume

de negócios (normalmente maior que o das pessoas físicas), há um cuidado maior em



exercitar o Princípio da Entidade Contábil.” (MARION, 1990, p. 40)







2.1.1.1.2 O princípio da entidade contábil e o imposto de renda na atividade



agropecuária







Os rendimentos na atividade agropecuária, pode ser apurado de três formas,



simplificada, escritural ou contábil, sendo que quanto mais aumentar a receita bruta,



mais completa devera ser a escrituração, evoluindo até atingir a forma contábil. Sendo



apurados os rendimentos em qualquer das formas de escrituração devera constar na



Declaração de Rendimentos – Pessoa Físicas se distinguindo como, rendimentos



líquido tributável oriundo da atividade agropecuária, essa apuração devera ser



individualizada caso o proprietário tiver mais propriedades que exerçam atividade



agropecuária.







Para efeito do princípio em estudo , portanto, o proprietário dispõe parcial ou

totalmente dos seus bens para operar no negócio agropecuário, formando um ativo

para entidade. Esse ativo, enquanto o negócio mantiver continuidade, será

controlado como patrimônio da entidade.

Só assim se poderá melhor atingir alguns objetivos da Contabilidade, tais como

determinar o valor do negócio, determinar a rentabilidade do negócio em

determinado período, prover o fazendeiro de informações que o auxiliarão nas

tomadas de decisões etc. (MARION, 1990, p. 41)





2.1.1.1.3 Tipos de associação na exploração da atividade agropecuária e o principio da



entidade contábil

Antes e saber quais os tipos de associações na exploração da atividade



agropecuária é necessário saber que existem dois tipos de investimentos na exploração



desta atividade, assim como duas personalidades distintas.







Tipos de investimento:



“Capital Fundiário: terra, edifícios e edificações rurais, benfeitorias e



melhoramentos na terra, cultura permanente, pastos etc. São todos recursos fixos,



vinculados à terra, e dela não retiráveis. Segundo Vittorio Nicoli, o capital fundiário,



na agropecuária, representa aquilo que nas indústrias transformadoras corresponde aos



edifícios e seus anexos.” (MARION, 1990, p. 41)







Capital de Exercício (capital operacional, ou capital industrial, ou capital de

trabalho): gado para reprodução, animais de trabalho, equipamentos, trator etc. É o

instrumental, necessário para o funcionamento do negócio. Este capital, conforme

Romolo Cavina, pode ser permanente (não se destina à venda, de vida útil longa) ou

de giro (recursos financeiros e valores que serão transformados em dinheiro ou

consumidos a curto prazo). (MARION, 1990, p. 41)





Tipos de Personalidades:



“O proprietário da terra, que participa no negócio com o capital fundiário.”



(MARION, 1990, p. 41)







“O empresário, que participa com o capital de exercício, explorando o negócio



agropecuário independente de ser ou não proprietário da terra.” (MARION, 1990, p.



42)







Tipos de Associações:

a) Empresário com a propriedade da terra



Nesta associação somam-se o capital fundiário com o de exercício, ou seja, o



proprietário da terra é quem utiliza ela na condução de um negócio ou seja também é o



empresário.







Nessa circunstância, a entidade contábil é o negócio agropecuário, incluindo os

capitais fundiário e de exercício. Portanto, a contabilidade fará os registros contábeis

para o proprietário, destacando-se a entidade como pessoa distinta da pessoa do

proprietário. Assim, o Ativo, o Passivo e o Patrimônio Líquido são da entidade. O

proprietário terá retiradas pro labore pelo seu trabalho (se houver), bem como

retirada total ou parcial nos lucros. A retirada parcial dos lucros implicará re-

investimentos da parte não retirada e, conseqüentemente, aumento no Patrimônio

Líquido da entidade. (MARION, 1990, p. 42)





b) Parceria



Nessa associação o proprietário da terra participa com o capital fundiário e o



de exercício, associando-se a terceiros em como parceria semelhante à Sociedade de



Capital e Indústria. Neste tipo de associação existem duas espécies de sócios, o



Capitalista (proprietário) que entra com o capital e, geralmente com a gerência do



negócio e o sócio de Trabalho (parceiro) que entra com a execução do trabalho.







Para apuração do resultado do exercício serão debitadas, além das despesas comuns,

despesas como: depreciação dos bens do proprietário, aplicados no negócio, à

disposição e utilizáveis na atividade; pro labore do sócio de trabalho e do sócio

capitalista (se este trabalhar como administrador ou técnico) etc. O resultado, se

positivo, será distribuído, total ou parcialmente aos sócios, na proporção combinada

no contrasto.

Neste tipo de associação, é relevante ressaltar que todo o Ativo da entidade emana

exclusivamente do proprietário; no encerramento da sociedade, o Ativo continuará

de posse do proprietário, salvo itens gerados na parceria , como estoques,

investimentos realizados em comum acordo, criação etc. (neste caso haverá a

partilha). (MARION, 1990, p. 42 43)





c) Arrendamento

Quando o proprietário da terra aluga o seu capital fundiário (dificilmente

aluga o capital de exercício) por determinado período a um empresário. Tem-

se o que se chama de Sistema de Arrendamento. O arrendador recebe do

arrendatário uma retribuição certa, que é o aluguel.

Neste caso, a contabilidade da entidade vai reportar-se ao arrendatário,

relatando os registros decorrentes da atividade agropecuária. Na

Demonstração do Resultado do Exercício, estará discriminado como despesa

o aluguel devido ao locador. Não haverá para a entidade, obviamente, a

Despesa de Depreciação relativa ao capital fundiário, uma vez que se

subentende que o proprietário, na importância paga como aluguel, está-se

ressarcindo daquela despesa. (MARION, 1990 p. 43)





d) Comodato



No Comodato, o dono da terra sede seu capital sem receber nada ao



comodatário que irá trabalhar na terra, desta formas a contabilidade se reportara ao



comodatário.







e) Condomínio



“É a propriedade em comum, ou a co-propriedade, em que os condôminos



proprietários compartilham dos riscos e dos resultados, da mesma forma que a



parceria, na proporção da parte que lhes cabe no condomínio.” (MARION, 1990, p.



44)



“Assim, a contabilidade era realizada para a entidade e, após a apuração do



resultado, se positivo, este será distribuído total ou parcialmente aos condôminos, na



proporção da parte que lhes cabe no condomínio.” (MARION, 1990, p. 44)







2.1.1.2 O Princípio da Realização da Receita e da Confrontação da Despesa

Confrontando a Receita com as despesas incorridas que contribuirão para



aquisição daquela Receita, obtém-se o Resultado que pode ser lucro ou prejuízo, assim



pós o reconhecimento da Receita, é necessário procurar as despesas mesmo que seja



apenas estimativas.







2.1.1.2.1 Reconhecimento da receita







Segundo IUDÍCIBUS, o ponto para reconhecimento da receita e conseqüente



despesa é “o ponto em que produtos ou serviços são transferidos ao cliente,



coincidente, muitas vezes, com o ponto de venda. A Contabilidade assim o faz porque:



O ponto em que ocorre a transferência é, usualmente, aquele em que a maior



parte do esforço em obter a Receita já foi desenvolvida.



O ponto de transferência é usualmente, o ideal para estabelecer um valor



objetivo de mercado para a transação.



No ponto de transferência normalmente se conhece todo o custo de produção



do produto ou serviço vendido, e outras despesas diretamente associáveis, embora os



desembolsos com tais despesas possam ocorrer após a venda (como, por exemplo,



devedores duvidosos, comissão sobre venda, gastos com consertos derivados de



concessão de garantia etc.) É possível, pelo menos em um bom número de casos,



prever razoavelmente tais encargos no ato da venda.” IUDÍBUS, Sérgio de. Ob. cit. p.



63.







a) Receita realizada antes da venda

Existem algumas situações onde se admite o reconhecimento da receita antes



do ponto de venda (transferência). Mas para tal é necessário que o ciclo operacional



seja relativamente longo, ou seja, superior a um ano.







Para determinados produtos de ciclo operacional relativamente longo - pelo menos

superior a um ano -, cujo processo de produção dependa de crescimento natural,

havendo possibilidade de uma avaliação de mercado objetiva e estável, pode-se

reconhecer a receita antes do ponto de venda. Plantações em crescimento e o gado

são exemplos concretos desta situação.

O procedimento contábil consisti em avaliar, no final de determinados períodos ou

em estágios de crescimento (normalmente na mudança de categoria), o Estoque a

valor de realização; a parcela debitada ao Estoque, para se atingir o valor de

mercado, seria creditada como receita (que é denominada Variação Patrimonial) na

apuração do resultado. Daí a formação de lucro econômico (ganho não realizado).

(MARION,1990, p. 45)





É claro que esta atitude feri a convenção do Conservadorismo como o próprio



Marion destaca. “Portanto, o Estoque estará avaliado a preço de mercado, que



normalmente é mais elevado que o de custo. Esta teoria contrapõe-se à convenção do



Conservadorismo.” (MARION, 1990, p. 45)







b) Reconhecimento da receita na pecuária



I – O ciclo operacional



O ciclo operacional da atividade pecuária é relativamente longo, variando, em

média, de 2 a 5 anos, desde a concepção do bezerro no útero da vaca, seu

nascimento, seu crescimento, até sua venda – normalmente quando se atinge o ponto

ótimo de venda no seu estado adulto. Portanto, o rebanho permanece por um longo

período em estoque, até a sua maturação.

Segundo opinião de Hendricksen, a aceitação geral de reconhecimento de receita

durante o período de produção, cujo ciclo operacional seja longo (acima do exercício

social), está baseada em justificativa pragmática (conjunto de regras formalidade),

suportada, pelo menos em parte, pela Teoria da Contabilidade. (MARION, 1990 p.

45-46)





II – O crescimento natural

O processo de produção da pecuária consiste no crescimento natural do gado e no

conseqüente aumento de valor no Ativo da empresa, particularmente, no Estoque,

uma vez que o gado ganha peso e envergadura com o passar do tempo.

O gado ganha acréscimo de valor econômico não apenas pelo fato de se agregarem

fatores de produção para sua formação (como é o caso de um estoque industrial),

mas também pelo seu crescimento natural, variável esta fundamental na avaliação do

estoque vivo. (MARION, 1990, p. 45)





III – A avaliação de mercado objetiva e estável







Ao contrário dos estoques em elaboração das empresas industriais, o gado, a

qualquer momento, mesmo sem atingir a semelhança de produtos acabados (

bezerros, novilho etc.), tem um preço definido de mercado.

Uma avaliação objetiva de mercado, em estágios distintos de maturação dos

produtos, é condição básica para reconhecer receita antes da venda dos produtos em

crescimento natural. (MARION, 1990, p. 46-47)





Para isso existem vários indicadores com credibilidade no mercado nacional



como Bolsa de Mercadorias, e Secretárias Estaduais de Agricultura, assim como



institutos, como o Instituto de Economia Agrícola do Estado de São Paulo que publica



em revistas os preços médios do gado bovino por categoria: bezerro, garrote, novilha,



boi magro e boi gordo.







c) A avaliação do bezerro



“Por uma questão de coerência, o bezerro, na ocasião do seu nascimento, será



avaliado a preço de mercado. Dessa forma, todo o estoque vivo será avaliado a preço



de mercado.



A contrapartida da conta Bezerro (estoque) será uma conta de receita



denominada Variação Patrimonial.” (MARION, 1990, p. 49)

2.1.1.2.2 A confrontação da despesa



É de grande importância após o reconhecimento da receita sua confrontação



com a despesa para assim consegui apurar o resultado.







a) O grau de associação das despesas com as receitas



“Algumas despesas estão diretamente relacionadas à receita. O caso mais



patente é o do custo dos produtos vendidos, que é entendido como um custo do



produto (...) Outras despesas estão menos diretamente relacionadas com a receita ou,



pelo menos, é mais difícil avaliar em quanto a inerência de tais despesas provoca



receita, dentro do mesmo período”. IUDÍCIBUS, Sérgio de. Ob. Cit. P. 134-6







Na pecuária, o primeiro grupo (despesas que estão diretamente relacionadas à

receita) refere-se às despesas com a alimentação do gado, os salários dos vaqueiros,

a depreciação do gado, da pastagem, os medicamentos, a manutenção de cercas etc.;

o segundo grupo (despesas que estão diretamente menos ligadas ao período ou de

confrontação com o período) refere-se às despesas administrativas, de propaganda,

financeiras etc.

Através da Contabilidade aplicada à indústria, o processo normal seria acumular os

custos referentes ao primeiro grupo nos estoques (em processo e, em seguida,

acabados) para, no momento da venda, baixar os estoques, realizando o confronto

com a receita obtida e apurando, assim, o resultado da operação.

Na Sistemática que se está abordando, reconhece-se a receita antes do ponto de

venda do gado. Assim, periodicamente (pelo menos uma vez por ano), faz-se o

reconhecimento da receita antes da maturação dos estoques; conclui-se, portanto,

que os custos não transitarão pelos estoques, mas serão apropriados diretamente ao

resultado, para o confronto com a receita reconhecida. (MARION, 1990, p. 53)





b) O provisionamento das despesas de distribuição







As despesas de distribuição (despesas de desembaraço) que ocorrerão no

momento da venda deverão ser provisionadas quando do reconhecimento da

receita, para se apurar um resultado mais próximo da realidade. O principio da

Confrontação da Despesa preconiza que a despesa associável à receita deverá

ser computada, mesmo que haja necessidade de estimá-la.

Na pecuária bovina de corte, no instante das vendas ocorre praticamente a

incidência do FUNRURAL sobre o valor da venda (2,5%), uma vez que,

normalmente, o ICMS e o frete ficam por conta do comprador. No que tange

o ICMS, na verdade, ocorre o diferimento, ou seja, a transferência da

obrigação de pagar o imposto. (MARION, 1990, p. 54)





2.1.1.3 Principio do Custo Histórico ou Original como Base de Valor







“Os ativos são incorporados à entidade pelo valor de aquisição ou pelo custo



de fabricação (incluindo todos os gastos necessários para colocar o ativo em condições



de gerar benefícios para a empresa).” (MARION, 1990, p. 54)



Alguns Aspectos do Custo Histórico:



Objetividade. O Custo Histórico é uma medida impessoal, isto é, não depende



de quem esteja avaliando os ativos.



Verificabilidade. Como decorrência do aspecto anterior, qualquer valor do



ativo – através de exame, a qualquer tempo e por qualquer pessoa – poderá ser



verificável, constatando-se aquele mesmo valor.



Realização do Lucro. Através deste princípio, reconhece-se somente o lucro



realizado.







2.1.1.3.1 Custo histórico corrigido







“Uma das críticas que se poderia fazer ao Custo Histórico é de que em período



inflacionário, à medida que o tempo passa, os valores dos ativos (avaliados a custo

histórico) se distanciam dos seus valores correntes de mercado. Dessa forma,



geralmente, as demonstrações contábeis perdem a potencialidade preditiva, não



refletindo a realidade no momento da evidenciação daquelas demonstrações.”



(MARION, 1990, p. 54)







2.1.1.3.2 O Custo histórico e o lucro realizado







“Como já se observou, através do Custo Histórico obtém-se somente Lucro



Realizado, não sendo reconhecido os ganhos ou perdas pela estocagem de Ativos.



Reconhece-se, porém, apenas a Receita no momento da venda (transferência) para o



cliente.” (MARION, 1990, p. 55)







2.1.1.3.3 Algumas técnicas para utilização do custo histórico na pecuária







Segundo MARION (1990, p. 55) “Basicamente, a técnica consiste em



apropriar ao rebanho todos os custos ocorridos, e a ele pertinentes;periodicamente,



deve-se efetuar a distribuição proporcional entre todas as cabeças”.



- Custo distribuído ao rebanho (incluindo os bezerros a nascer)







Acumula-se todos os custos do período, por exemplo, mensalmente, e, no final do

mês, divide-se pelo número de animais que compõe o rebanho (estoque +

permanente). Assim, tem-se o Custo Médio por cabeça.

Os animais que constam de estoque receberão diretamente o custo do mês,

acumulando-se, portanto, o custo até o momento da venda; dar-se-á então baixa no

estoque, transportando-o para Custo do Produto Vendido.

Os animais constantes do Permanente não receberão custo, dado que o custo médio

mensal por cabeça será atribuído aos bezerros nascidos no mês e aos bezerros que

estão por nascer (correspondentes a manutenção das vacas grávidas). Para tanto, há

necessidade de se estimar o número de bezerros nascituros para, proporcionalmente,

atribuir custos aos nascidos e diferi-los aos nascituros. Bezerro e bezerra que estão

para nascer pertencem à conta Estoques.” (MARION, 1990, p. 55)





- Custo distribuído ao rebanho (excluindo os recém-nascidos)







O Custo é acumulado e, no final do mês, é rateado por cabeça, tendo como

base todo gado do Ativo Circulante e do Ativo Permanente (matriz e

reprodutor) em formação (até três anos).

Sobre o gado em formação, no imobilizado haverá incidência de Correção

Monetária.

Por ocasião a venda, será dada baixa na conta Estoque correspondente pelo

sistema PEPS.

O bezerro não recebe custo por ocasião do seu nascimento, a partir daí, faz

parte do rebanho e participa do rateio. (MARION, 1990, p. 56)





- Custo unitário



Segundo MARION (1990, p. 56) obtém-se o custo unitário da seguinte forma:



Reprodutor. A depreciação do reprodutor no período mais a sua manutenção



comporão o custo do reprodutor para gerar bezerros. Dividindo-se o custo pelo numero



de crias que dele se pretende obter no período (coberturas eficazes), teremos a parcela



do custo do reprodutor atribuída a cada bezerro.



Matriz. A depreciação da matriz no período mais a sua manutenção (não só no



período de gestação, mas também de lactação da cria) será atribuída ao bezerro.



Custo com a manutenção do bezerro. Compreende desde os custos



complementares, durante o período de lactação, até o atingimento do peso desejado



para a venda. Este componente de custo poderá ser obtido através da multiplicação do



número de dias do período em consideração (mês, trimestre etc.) pelo custo diário de



manutenção do animal em estoque (alimentação, manuseio etc.), adicionando-se outros



custos, tais como: vacinas medicamentos etc.

2.1.1.3.4 Criticas ao custo histórico







Considerando o longo ciclo operacional da pecuária (dificilmente é inferior a três

anos), o valor do rebanho no estoque, mesmo recebendo custo periodicamente, tende

a desatualizar-se, dadas as tendências inflacionárias do Brasil e a não-incidência da

Correção Monetária legal sobre o estoque. Este problema não é encontrado em

proporções tão grandes em ouras atividades, cujo ciclo operacional seja curto, pela

alta rotatividade do estoque.

Assim, um novilho de três anos constará do Ativo Circulante com o custo recebido

dos últimos 36 meses, cujo valor acumulado reflete moeda de diversas datas

(diferentes poderes de compra), estando totalmente defasado em relação à data do

Balanço Patrimonial. (MARION, 1990, p. 56-57)





2.1.1.3.5 As exceções ao custo histórico aceitas







“Basicamente, com o advento da Lei das Sociedades por Ações – Lei nº



6.404/76 -, foram introduzidas algumas inovações que contrariam frontalmente ao



princípio em estudo. De maneira geral, os contadores receberam passivamente estas



mudanças.” (MARION, 1990, p. 57)



“A primeira trata-se da Reavaliação de caráter facultativo, que corresponde a



acréscimos de valor a certos itens do Ativo em circunstâncias de novas avaliações.”



(MARION, 1990, p. 57)



“Em segundo lugar, tem-se a avaliação de investimentos pelo método da



equivalência patrimonial, obrigatória para algumas empresas, que consiste em avaliar



o investimento da investidora mediante aplicação sobre o valor do Patrimônio Líquido



da Investida, da porcentagem de participação no capital desta.” (MARION, 1990, p.



58)

2.1.1.3.6 Uma proposição de contabilidade na pecuária







Para a atividade pecuária, considerando basicamente o ciclo operacional

relativamente longo e o não-reconhecimento dos ganhos não realizados dentro deste

ciclo operacional, entende-se como inadequada a aplicação do “Custo Histórico

como Base de Valor” nos moldes tradicionais.

Se, pelo menos, fosse permitida pela legislação a Correção Monetária nos estoques

(que permanecerem longo tempo no Ativo), para fins de custos e de melhor

confronto Receita x Despesa na ocasião da venda, poder-se-ia acatar a prática deste

princípio, embora, assim mesmo, os relatórios não evidenciariam o verdadeiro valor

patrimonial da ação por não reconhecer os ganhos não realizados dos estoques.”

(MARION, 1990, p. 58)





Dessa forma, sugere-se uma uniformidade na avaliação no âmbito das empresas

pecuárias (que poderia também ser estendida às empresas agrícolas). a) avaliar os

estoques vivos (rebanhos) no Ativo Circulante a valores correntes de mercado,

inclusive o bezerro por ocasião do seu nascimento; b) avaliar o Ativo Permanente

considerando o Custo Histórico Corrigido com a possibilidade de Reavaliação e a

inclusão da Equivalência Patrimonial para avaliação de investimentos cujas

investidoras estejam obrigadas; c) para os demais itens do Ativo Circulante e

Realizável a Longo Prazo, dado a valores de menor significância em relação ao

Ativo Total, não havendo necessidade de um estudo mais acurado, aplicar a

avaliação ao Custo Histórico como Base de Valor. (MARION, 1990, p. 59)





MARION descreve da seguinte forma em seu livro Contabilidade Pecuária os



critérios do Ativo para itens mais relevantes na Pecuária:







Ativo Circulante



Estoque vivo – Bezerro, Novilhos, Garrotes e Novilhas em experimentação



etc. serão avaliados a preço corrente (valor de saída). A contrapartida dos acréscimos



aos Estoques pela valoração a preço de mercado será lançada a crédito da Receita para



associá-la ao custo (de manutenção dos estoques) e despesas propiciando-se assim a



apuração do resultado.

Ativo Permanente



Imobilizado – Reprodutores e matrizes serão incorporadas a valores correntes



quando transferidos dos estoques e a valores de custo quando adquiridos de terceiros.



A partir daí haverá Correção Monetária normal, depreciação e, havendo acréscimo



relevante no valor econômico acima do histórico corrigido, reavaliação.



“Portanto, o curto prazo para a Pecuária será igual ao seu ciclo operacional,



em média três anos. Dessa forma, os estoques constarão no Ativo Circulante e não no



Realizável a Longo Prazo. Ressalte-se que a regra é a mesma para o Passivo Exigível.”



(MARION, 1990, p. 59)







2.2 APURAÇÃO DOS CUSTOS







2.2.1 Diferença entre Custo, Despesa e Perda.







Segundo MARTINS a definição de custo é “gasto relativo a bem ou serviço



utilizado na produção de outros bens ou serviços”. Isso significa dizer que todo o gasto



utilizado, direta ou indiretamente na formação do rebanho, desde seu nascimento ou



compra até a venda, é considerado um custo. Exemplos: O complemento alimentar



utilizado para o gado ter maior ganho de peso durante o inverno. A manutenção das



pastagens (adubo, preparação do terreno, etc), vacinação, mão de obra (vaqueiros,



peões), depreciação das matrizes, dos reprodutores, das instalações, das máquinas e



equipamentos.

A despesa é definida por MARTINS como sendo o “bem ou serviço



consumidos direta ou indiretamente para a obtenção de receitas”. Na bovinocultura de



corte, pode-se dizer que a despesa seria aquele gasto necessário para a venda do



rebanho. Exemplos: Todo o gasto utilizado para pôr o seu rebanho a vista de um



possível comprador (marketing). Toda fazenda que se preze é muito bem conhecida no



mercado, não apenas pela qualidade de seu rebanho, mas também pela aparência. O



gasto despendido com profissionais que fazem os controles gerenciais da entidade,



também é considerado uma despesa.



A perda é descrita por MARTINS como “bem ou serviço consumidos de



forma anormal e involuntária”. Exemplo: No caso em estudo, pode-se dizer que



quando ocorre uma taxa de natalidade dentro dos parâmetros normais, obtêm-se um



custo, e quando essa taxa fica fora dos parâmetros normais ela se torna uma perda.



Quando você tem uma previsão de mortes naturais no rebanho de 10% e essa previsão



supera isso, então também consideramos essas mortes como sendo perdas.







2.2.2 Necessidade do custo







“Conhecer o custo real de cada cabeça, de cada lote ou do rebanho a qualquer



momento é uma informação imprescindível a gerência, não só para se apurar a



rentabilidade após a venda, mas também, o que é mais importante ainda, para



determinar o ponto ótimo de venda, ou seja, não manter o gado quando os custos



passam a ser maiores que o ganho de peso.” (MARION, 1996, p. 59)

Para se chegar a um custo mais real por cabeça, são necessários, também,



utilizar-se de diversos controles, sem a preocupação de se prender aos princípios



contábeis, como realizar correção monetária dos dados de custos, comparar com o



orçado, com planejamento empresarial, etc.



“Decisões tais como ter reprodutor ou inseminação artificial, gerar ou adquirir



o bezerro, arrendar ou comprar novos pastos, vender hoje ou esperar aumentar o preço



do gado, pastagem extensiva ou confinamento etc, requerem informações elaboradas



“sob medida”, que dificilmente seriam obtidas com uma contabilidade a base de custos



históricos e com exigências fiscais.” (MARION, 1996, p. 59)







2.2.3 Custos diretos e indiretos







“Custos diretos – São os identificados com precisão no produto acabado ,



através de um sistema e um método de medição, e cujo valor é relevante, como: horas



de mão de obra; quilos de sementes ou rações; gastos com funcionamento e



manutenção de tratores.” (SANTOS; MARION, 1996, p. 42)



“Custos indiretos - São aqueles necessários a produção, geralmente de mais



de um produto, mas alocáveis arbitrariamente, através de um sistema de rateio,



estimativas e outros meios. Ex.: salários dos técnicos e das chefias; materiais e



produtos de alimentação, higiene e limpeza (pessoal e instalações).” (SANTOS;



MARION, 1996, p. 42)



“Em relação aos produtos, custos diretos são aqueles que podem ser



diretamente apropriados aos produtos, bastando haver uma medida de consumo e

custos indiretos, aqueles que não oferecem condição de uma medida objetiva e



qualquer tentativa de alocação tem de ser feita de maneira estimada e muitas vezes



arbitrária.” (MARTINS, 2000, p. 53)



Cada vez que é necessário utilizar qualquer fator de rateio para a apropriação



ou cada vez que há o uso de estimativas e não de medição direta, fica o custo incluído



como indireto



Com isso se pode observar que os custos indiretos não incluem somente os



custos indiretos propriamente ditos, mas também os custos diretos por natureza, mas



que são tratados como indiretos por causa da dificuldade de medição ou irrelevância.



Como se verifica, a definição dos custos diretos e indiretos diz respeito



somente aos gastos com a formação do rebanho.







2.2.4 Custos fixos e variáveis







“É uma classificação que não leva em consideração o produto, e sim o



relacionamento entre o valor total do custo num período e o volume de produção.



Fixos são os que num período têm seu montante fixado não em função de oscilações



na atividade, e Variáveis os que têm seu valor determinado em função dessa



oscilação”. (MARTINS, 2000, p. 56)



É de grande importância notar que a classificação em Fixos e Variáveis leva



em consideração a unidade de tempo, o valor total de custos com um item nessa



unidade de tempo e o volume de atividade.

“A divisão em Fixos e variáveis também tem outra característica importante:



considerando a relação entre período e volume de atividade, não se está comparando



um período com o outro. Esse fato é de extrema importância na prática para não se



confundir Custo Fixo com custo recorrente (repetitivo)”. (MARTINS, 2000, p. 54) Por



exemplo, se a fazenda adota um sistema de depreciação com base em quotas



decrescentes e com isso atribui para cada ano um valor diferente desse custo, continua



tendo na depreciação um Custo Fixo, mesmo que a cada período ele seja de montante



diferente.



“Podem-se sub-classificar os Custos Fixos em Repetitivos e Não-repetitivos



em valor, isto é, custos que se repetem em vários períodos seguintes na mesma



importância e custos que são diferentes em cada período”. (MARTINS, 2000, p. 54)







2.2.5 Custo para avaliação dos estoques (Custeio por absorção)







“São os levantados pela contabilidade de custos tradicional, a fim de mensurar



monetariamente os estoques de produtos acabados ou ainda em exploração e, ao fim de



um exercício ou intervalo de tempo (mês, trimestre, semestre), apurar o resultado



contábil da empresa”. (SANTOS; MARION, 1996, p. 43)



“Método de apropriação de custos derivado da aplicação dos princípios de



contabilidade, nascido da situação histórica mencionada que consiste na apropriação



de todos os custos de produção aos bens elaborados, e só os de produção”.



(MARTINS, 2000, p. 41).

2.2.6 Custos para avaliação dos estoques (Custeio direto ou variável)







“Esse método considera somente os custo variáveis para determinação dos



custos de produção, ou seja, mão-de-obra direta, máquinas diretas e insumos agrícolas.



Os custos fixos neste caso serão considerados como despesas correntes debitadas



diretamente nos resultados” (SANTOS; MARION, 1996, p. 43)



Esse método não é aceito pela legislação fiscal, porém pode ser utilizada para



apuração de relatórios gerenciais.







2.2.7 Custos Standart ou Padrão







“Destinam-se a confrontar a realidade com os padrões de custo e outros tipos



de previsões e metas contidos no planejamento empresarial”. (SANTOS; MARION,



1996, p. 44)



Deve-se levar em consideração que muitos dos padrões vêm dos controles



gerenciais já efetuados.







2.2.8 Contabilização pelo Método de Custo







“A técnica consiste basicamente em apropriar ao rebanho os custos ocorridos e



a eles pertinentes; periodicamente deve-se efetuar a distribuição proporcional do custo



do rebanho entre as cabeças do rebanho.” (MARION, 2000, p. 123 )

“Inicialmente soma-se o custo do rebanho (salário, alimentação de gado,



exaustão de pastagens, depreciação dos reprodutores, cuidados veterinários...) e



divide-se o resultado pelo total de cabeças do rebanho em formação (em crescimento e



aqueles nascidos no período). Tem-se, portanto, o custo médio de produção por



cabeça, por período.” (MARION, 2000, p. 123)



“O número de cabeças do rebanho não inclui, para efeito de rateio de custo, o



gado reprodutor em plena produção, pois eles não recebem custos (já não estão em



formação). Todavia, o custo da manutenção desse rebanho já formado (alimentação,



tratamento, veterinário, depreciação...) será incluído no custo do rebanho e distribuído



para o rebanho em formação.” (MARION, 2000, p. 124)







2.2.9 Contabilização pelo Método de Mercado







“Considera o preço de mercado do plantel que normalmente é maior que o custo,

reconhecendo-se um ganho econômico periodicamente (normalmente uma vez por

ano), em virtude do crescimento natural do rebanho. Dessa forma, o gado fica

destacado na conta “Estoque” pelo seu valor de mercado (e não de custo), e no

resultado é reconhecido o ganho econômico do período, ou seja, a diferença a maior

do valor de mercado atual sobre o valor no período anterior. Denomina-se ganho

econômico, uma vez que não houve entrada de dinheiro, mas valorização do

plantel”. (MARION, 2000, p. 114)





“No ano seguinte, o rebanho contabilizado no Estoque pelo valor de mercado



será avaliado com o novo preço de mercado. O acréscimo no preço de mercado de um



ano para outro será adicionado no Estoque e creditado como Variação Patrimonial



Líquida (superveniências ativas).” (MARION, 2000, p. 115)

Balanço Patrimonial Demonstração do Resultado do Exercício

Ativo Circulante (19X1)

Estoque

Plantel

(preço corrente de mercado) Receita Bruta

Variação Patrimonial Líquida



XXXXX







(Superveniências Ativas) ------

(-) Custo do Rebanho no Período (------)

Lucro Bruto (Econômico) -------

Fonte: (Marion, José Carlos. Contabilidade Rural. 6, ed. São Paulo: Atlas, 2 000, p. 115)









2.2.10 Coleta de Dados







A coleta de dados deve ser elaborada através de fichas. Como cada entidade



tem suas peculiaridades, essa ficha de coleta de dados deve ser elaborada de acordo



com as mesmas, para que não haja distorções nos dados.



As formas de apuração de custos são: ordem de produção e produção em



processo.







2.2.10.1 Ordem de Produção







“Caracteriza-se pelo ciclo de produção definido no tempo e espaço geográfico



no qual cada elemento de custo é acumulado separadamente segundo as ordens



específicas de produção. A cada ordem é atribuído um código e com isso todos os



gasto decorrentes dos custos de produção serão alocados por meio desse código”.



(SANTOS, MARION, 1996, p. 47)

2.2.10.2 Produção em Processo







“Destina-se a acumular os custos numa empresa que se caracteriza por



processos padronizados, produção contínua e demanda constante.” (SANTOS;



MARION, 1996, p. 48)



“Determina-se o total dos custos acumulados num processo, durante certo



tempo, pelas unidades produzidas no mesmo período. Tal sistema deve ser adotado



quando os produtos não podem ser identificados no processo produtivo; e aplicado



com resultados positivos em exploração extensiva como gado de corte, cria e recria,



numa mesma área física.” (SANTOS; MARION, 1996. p. 48)







2.2.10.3 Cálculo do Custo do Rebanho







O custo do bezerro é apurado considerando-se o ciclo de vida, desde a



cobertura natural ou inseminação artificial (aproximadamente nove meses), até a



desmama (entre 7 a 10 meses). No período em que o bezerro ainda se encontra



mamando, geralmente as matrizes voltam a ficar prenhas, nesse caso deve-se proceder



à apropriação dos custos com depreciação e outros gastos para os dois bezerros.



Os valores atribuídos aos touros reprodutores devem ser apropriados aos



bezerros a nascer e os custos pertencentes às vacas reprodutoras serão alocados aos



bezerros nascidos (mamando) e a nascer (intra-uterino).

Dentro desse contexto pode-se ressaltar os seguintes tipos de custos



provenientes diretamente dos reprodutores e das matrizes e aplicados aos bezerros



nascidos e a nascer:



- Mão de obra;



- Sal mineral, ração;



- Vacinas e medicamentos;



- Animais de lida;



- Manutenção de cerca e pastagens;



- Gastos com máquinas e implementos;



- Depreciação de cercas, curral, etc;



- Exaustão de pastagens



Os demais custos da fazenda são aplicados diretamente aos demais lotes de



recria e engorda. Em alguns casos, utiliza-se o agrupamento de todos os custos



incorridos na fazenda, fazendo-se o rateio dos mesmos pela quantidade de cabeças



existentes, não levando-se em consideração os bezerros a nascer (intra-uterinos).



Porém nesse método há de ressaltar-se que para fins gerenciais não há uma certeza em



relação ao custo unitário das cabeças de gado em determinado lote ou fase de



produção. Na aplicação dos custos diretamente às cabeças e com o rateio dos custos



indiretos ao rebanho, tem-se uma melhor apresentação dos custos, propiciando ao



pecuarista melhores informações na tomada de decisões, quanto ao investimento de



recursos e quanto ao corte ou não de gastos desnecessários.

3 HISTÓRIA E ASPECTOS OPERACIONAIS DA ATIVIDADE DA



BOVINOCULTURA DE CORTE







3.1 HISTÓRICO DA PECUÁRIA







A história da pecuária caminha junto com a história do Brasil. Após a chegada



ao Brasil, da frota de Pedro Álvares Cabral, Pero Vaz de Caminha escreveu uma carta



a rei de Portugal, onde nela ele relata a inexistência da criação de animais.



No século XVI, “iniciada a colonização lusa, em seguida tratou-se de



introduzir no Brasil gado bovino, visando inicialmente colaborar com a cultura



canavieira, grande fonte de riqueza da época, porquanto os bois eram indispensáveis



aos engenhos e para a alimentação dos que neles trabalhavam.” (MEDEIROS NETO,



1990, p. 32)



Inicialmente os primeiros rebanhos bovinos ingressaram no país pelas



capitanias de São Vicente (São Paulo), Pernambuco e Bahia.



No século seguinte, os Padres Jesuítas começam a criação de gado no Estado



do Rio Grande do Sul.



“Transformando-se em autênticos tropeiros os padres conduziram o gado,



atravessando com muitos sacrifícios o rio Uruguai. Distribuindo os animais nos



aldeamentos cristãos, escolheram os melhores campos e a criação desenvolveu-se



admiravelmente, espalhando-se inclusive para o norte, no Estado de Santa Catarina e



sul do Paraná”. (MEDEIROS NETO, 1990, p. 34)

Neste mesmo século, constatou-se que o Rio Grande do Sul se tornara o maior



fornecedor de gado para o consumo brasileiro, “tanto que em 1635 era



governamentalmente exaltada a conquista final dessa capitania, como um benefício de



inestimável fortuna para a colônia lusitana”. (MEDEIROS NETO, 1990, p. 34)



“No século XVIII, a pecuária começou a exercer relevante função social no



Brasil”. (MEDEIROS NETO, 1990, p. 34)



Neste século verifica-se também a importância dos nativos povos indígenas



para a pecuária brasileira. “Os índios, que não admitiam a agricultura por conta de



terceiros, fizeram-se peões, revelando-se ótimos boiadeiros. Era a vocação pastoril do



nativo brasileiro que se revelava”. (MEDEIROS NETO, 1990, p. 35)



Somente a partir do século XIX, que se começou a cuidar do aperfeiçoamento



das raças bovinas existentes. Começaram as feiras de gado. O grande negócio era a



venda e utilização do couro.



“De couro era a porta das cabanas, o rude leito e as camas para os partos, todas



as cordas, os alforjes para comida, a maca para guardar roupas, as mochilas, os



surrões, as roupas de viagem, as pelotas para o transporte em arroios e rios, além de



todos os utensílios com o couro ainda modernamente feitos”. (MEDEIROS NETO,



1990, p. 36)



Haviam vários inimigos para o gado daquele tempo, dentre eles tem-se:



- as secas, que matava o rebanho;



- os buracos de tatu, onde os reses quebravam as patas;



- os morcegos, que sugavam o sangue dos animais;



- os valos, que separavam as fazendas; e

- a erva, planta venenosa que se misturava com a pastagem natural. Após o



gado comer essa erva e tomar água, começava a inchar o ventre e morria.



“Por ano o proprietário não podia vender mais da décima parte do rebanho,



sem sacrificá-lo, safra evidentemente mesquinha e pouco compensadora.



Pelos cálculos de Saint-Hilaire, os fazendeiros não lucravam 10% dos capitais



empregados na pecuária, mesmo sem deduzir os impostos a que estavam sujeitos.”



(MEDEIROS NETO, 1990, p. 38)



A partir do século passado, o governo passou a dar uma importância maior a



pecuária, destinando vários decretos governamentais à atividade, criando facilidades



para a importação de reprodutores, regulamentando o serviço genealógico e



estabelecendo condições para a implantação de vários frigoríficos no país.



Isso fez com que a pecuária desse um salto a níveis internacionais,



melhorando o rebanho bovino em todos os sentidos, desde a carne, agora mais



consumida na Europa, até o melhoramento genético, que fez com que nossos rebanhos



fossem mais bem vistos no mercado interno e externo.



A vista disso, em 1920, o Brasil já possuía o 4º maior rebanho bovino do



mundo. No Brasil o Estado de maior destaque no início do século XX era o Rio



Grande do Sul, o qual perdeu esse título posteriormente para o Mato Grosso, ainda não



desmembrado. Hoje o maior Estado produtor brasileiro é o Mato Grosso do Sul,



conforme está demonstrado no Anuário da Pecuária de Corte, da Revista DBO Rural,



ano 2002.



MEDEIROS NETO (1990, p. 44), expõe os seguintes fatores como sendo



responsáveis do melhoramento da pecuária brasileira:

a) as exposições agropecuárias, realizadas até hoje, desde 1899/1900;

b) o dinamismo comercial das cabanas de reprodutores;

c) a criação da CREAI, em 1938, e sua atuante participação no crédito rural;

d) o fomento propiciado pelo Governo (século XX), em especial nos últimos tempos

(FUNDEP/PRONAP);

e) a indústria de carne frigorificada e exigências do mercado internacional de carnes;

f) a criação e multiplicação de cooperativas de produtores, a partir de 1907;

g) a divulgação de novas técnicas pela imprensa e veículos especializados;

h) maior intercâmbio com outros países.







Houve também um expressivo “avanço ocorrido na área da genética e da



biotecnologia, com alterações profundas na comercialização de reprodutores e



matrizes de ponta, face aos processos de avaliação de performance e progênie para fins



de venda de sêmen, bem como pela técnica de transferência de embriões”.



(MEDEIROS NETO, 1990, p. 47)



“Para transformar-se em poderosíssima fonte de riqueza, a pecuária brasileira,



precisa organizar-se e abrir mão do falso conceito, segundo o qual a produção deve



visar os mercados, unicamente”. (MEDEIROS NETO, 1990, p. 40)



Delfino Riet, em seu livro “Estância Moderna”, editado em 1926, já



esclarecia:



“Por ser humano, como em toda a parte, entre nós existe o impatriótico



preconceito de desfazer o que possuímos, julgando melhor tudo o que vem do



estrangeiro. Não obstante pedimos a Alemanha um sábio para combater a febre



amarela, e a Alemanha indicou para isso um brasileiro”. (RIET, apud MEDEIROS



NETO, 1990 p. 45)

3.2 ASPECTOS TÉCNICOS DA BOVINOCULTURA DE CORTE







3.3 CONCEITOS PRELIMINARES









3.3.1 Sistemas de Produção







“A criação de bovinos no Brasil está na dependência de condições regionais,



as quais levaram à pratica de dois processos de exploração, capazes de se adaptar a



essas condições e ás necessidades do criador.” (MARQUES, 1936, p. 123)



Os sistemas de produção do bovino podem ser divididos em sistema extensivo



e intensivo.







3.3.1.1 Sistema Extensivo







Dependente exclusivamente dos recursos naturais, ocorre geralmente em



propriedades que possuem grandes extensões de terra e recursos de pastagens,



distantes dos centros consumidores, baixo investimento e pouco aproveitamento do



rebanho, exigindo pouca mão de obra.



Entretanto, dentro do sistema extensivo existem fazendas que possuem maior



rendimento na atividade, através de melhoramentos como o manejo correto das



pastagens e do rebanho.

3.3.1.2 Sistema Intensivo







Vários fatores influenciam neste sistema de produção, como aumento da



população e redução da área útil, o desenvolvimento tecnológico e a competitividade



aumentam o desejo por obter maior produtividade e rentabilidade e conseqüentemente



a valorização das terras. É um processo que deve obedecer a uma técnica racional, que,



entre outras medidas, consiste:



- Melhoramento das pastagens, propiciando a divisão dos pastos para o



estabelecimento do rodízio que permite repouso e recuperação das



pastagens;



- Melhoramento da alimentação, associando pasto, suplementação e ate



mesmo confinamento, reserva de alimentos para seca através de silagens,



fenos, raízes e produtos da própria fazenda;



- Emprego de mediadas higiênico-sanitárias adequadas;



- Na introdução de novas raças produtivas e emprego de pessoal qualificado.







3.3.2 Raças de bovinos



Raça Guzerá: é uma raça com alguma aptidão para produção de carne e dá



excelentes resultados, nos cruzamentos para a produção de leite e carne. Possui um



porte grande e pelagem variando do cinza claro ao cinza escuro, havendo tons pardos e



tons prateados, animal vigoroso, bastante ativo, de bom porte e desenvolvimento,



musculatura compacta e ossatura forte e fina. A raça Guzerá é considerada de aptidão

mista, sendo a raça zebuína das mais recomendadas para cruzamentos com o gado



europeu, para a exploração de carne e leite.



Raça Gir: é uma raça bem selecionada para as características produtivas, com



resultados promissores. Possui porte mediano, com pelagem que variam em doze



tonalidades, apresentando uma bela aparência, dócil, vigoroso e de boa conformação,



constituição óssea proporcional ao desenvolvimento. A principal função é a produção



de carne e cruzamentos visando melhor aptidão para carne e leite.



Raça Nelore: ocupa o primeiro lugar no rebanho brasileiro por possuir



rusticidade e elevado ganho de peso, resistente e prolífico e adapta-se a regime de



pastos. Possui porte grande, pelagem predominante branca ou cinza-claro, aparência



vigorosa, constituição robusta, ossatura leve, musculatura farta, bem distribuída e



ótima conformação para carne. Em programas de inseminação artificial em gado de



corte, apresenta ótimos resultados em cruzamentos com outras raças, resultando em



animais rústicos e de elevada produtividade.



Raça Brahman: caracteriza-se pela resistência as condições adversas do meio,



pelo desenvolvimento e aptidão para produção de carne. Apresenta um grande porte



com predominância de pelagem branca nas fêmeas e cinza nos machos. É um gado



especializado para produção de carne, apropriado para cruzamentos com raças



européias.



Raça Simental: tem como característica a pelagem amarela-malhada, corpo



robusto e músculos. Indicada na produção de carne e leite, também para tração. Apesar



de possuir uma constituição forte, não suporta bem o clima e as condições tropicais.

3.3.3 Pastagem







Segundo MARION (1949, p. 19), “pastagem é o lugar onde pasta (come erva



não ceifada) ou pode pastar o gado”. As pastagens constituem o melhor sistema para



alimentação dos rebanhos, por ser uma forma simples e econômica, sendo uma das



partes mais importantes do planejamento agropecuário, pois, uma boa pastagem



contribuirá para a melhoria da qualidade do gado e para o alto rendimento do projeto,



além disso, a ginástica funcional, que o animal mantido ao ar livre pratica, é muito



importante para a sua saúde e seu desenvolvimento muscular, porém na distribuição



dos pastos é necessário evitar as grandes caminhadas dos animais, pois elas consomem



energia, com prejuízo da produção, além de dificultar o manejo.



A disposição ideal para as pastagens seria ao redor de um núcleo, onde se



encontrem os estábulos, currais e a sede, caso não for possível a centralização, usa-se o



sistema de corredores que devem ser curtos, servindo a poucas pastagens e tendo



transito privado.



Uma boa pastagem necessita uma escolha adequada de forrageiras, divisão e



distribuição de aguadas e sombreamento e controle das plantas tóxicas que geram



resultados negativos. Ressaltando também, as pragas naturais, como a invasão de



insetos, principalmente saúvas e cupins que podem prejudicar grandes áreas de pastos.



Segundo a terminologia de MARQUES (1936, p. 201), “pastagens são as áreas



cobertas por vegetação nativa, ou por plantas adaptadas, que são utilizadas para pastejo



do gado”. Basicamente, há dois tipos de pastagem, a natural e a artificial.

3.3.3.1 Pastagem natural







São aquelas nas quais não houve alteração da vegetação, também denominado



pasto nativo, representam áreas não cultivadas das quais se aproveita o potencial



natural, com grande cobertura vegetal e poucos problemas com erosão. Este tipo de



pasto pode sofrer melhoramentos esporádicos na criação extensiva.







3.3.3.2 Pastagem artificial







São as constituídas por espécies adaptadas, formadas por pastos cultivados



pelo homem, na qual exige preparo e correção adequada do solo e escolha da



forrageira ideal para formação da pastagem, esse processo é adequado para criação



intensiva.



Atualmente a pastagem artificial é considerada uma cultura, as forrageiras



devem ser adaptadas às condições do clima e do solo e principalmente ser resistentes



ao pastoreio e o pisoteio, movimento do gado sobre a pasto.



As principais forrageiras nos pastos artificiais são:



- Gramíneas: capim, colonião, capim gordura, capim Jaraguá, capim kikuio,



capim pangola entre outros capins e cereais;



- Leguminosas: alfafa, soja perene, sirato, carrapicho, beiço de boi, etc;



- Cactáceas: palma, mandacaru, xiquexique, etc;



- Como alimentação suplementar: mandioca, batata-doce, milho, cana



forrageira, uréia, etc.

Para climas quentes, umas das forrageiras mais aproveitadas na formação de



pastagens é o colonião, por ser de boa qualidade, apresentar bom rendimento e de fácil



multiplicação, já para solos pobres e terrenos acidentados o capim gordura é altamente



indicado, porem, não resiste a geadas.







3.3.4 Tipos de Pastoreio







Divide-se em dois tipos: em rodízio e continuo.







3.3.4.1 Pastoreio em rodízio (método Voisin)







Em determinado momento interrompe-se o pastoreio para manter o pasto em



repouso por certo tempo. Esta técnica moderna torna-se possível dividindo-se uma



grande área em piquetes “...pequenos pastos, próximos a sede da fazenda, destinados a



receber vacas em gestação adiantada, vacas com bezerros novos e bezerros”



(MARQUES, 1936, p. 202) identificados por um número.







3.3.4.2 Pastoreio contínuo







O gado é mantido permanentemente num mesmo pasto durante todo ano,



sendo uma forma primitiva e prejudicial de aproveitamento dos pastos.







“As forrageiras submetidas a pisoteio e desfolhamento constantes, não tem

oportunidade de se recuperarem, perdem seu vigor e têm sua capacidade produtiva

muito diminuída. As plantas de melhor paladar, naturalmente as mais procuradas

pelos animais tendem a desaparecer. O pastejo é mais intenso em algumas áreas, e

em outras, menos intenso, com aproveitamento deficiente da massa verde e

formação de macega.” (MARQUES, 1936, p. 204).





A macega é uma erva daninha que surge nos campos que quando seco e tão



crescido dificulta o trânsito.







3.3.5 Instalações







As instalações representam um importante instrumento de trabalho pra o



criador propiciando um manejo eficiente dos animais. As instalações devem ser



construídas de acordo com a finalidade da criação e objetivando a máxima



funcionalidade, podendo ser simples, econômica e prática, propiciando um manejo



racional dos animais e facilitando o fluxo de trabalho.



A seguir estão relacionadas algumas instalações comuns a atividade pecuária:



- Currais: “Lugar onde se junta e recolhe o gado para trabalhos de rotina, tais



como castração, vacina, aplicação de vermífugo, desmama, marcação,



separação de acordo com idade, sexo e utilização funcional (reprodutores,



matrizes, garrotes, etc.)” (MARION, 1949, p. 23), indispensáveis para



qualquer tipo de exploração, facilitando no manejo do gado;



- Curraletes: “Divisão interna do curral em seções. No curral ainda se



encontra o brete, que é um corredor por onde os animais passam, um a um,



permitindo o exame individual ou os trabalhos de vacinação e marcação,



além da apartação, no momento da saída, para o curralete determinado.”



(MARION, 1949, p. 23);

- Mangueira: “Grande curral de gado, de pedra ou madeira (denominação



mais utilizada no Rio Grande do Sul).” (MARION, 1949, p. 23);



- Galpões: Possui varias utilidades, principalmente como abrigo de animais,



guarda de máquinas e equipamentos, e confinamento de animais para



engorda;



- Galpão para ordenha: Os mais bem estruturados possuem um corredor



elevado a aproximadamente setenta centímetros do nível do solo, que



permite a ordenha de diversas vacas ao mesmo tempo, contudo, existem



varias formas de instalações para ordenha, como os currais;



- Cerca: Importantes na delimitação da fazenda, separação dos piquetes e



pastos. As cercas mais comuns são de arame liso ou farpado, com postes



de madeira ou cimento. Cercas elétricas de baixa voltagem podem ser



indicadas por apresentarem economicidade, eficiência, longa durabilidade



e baixo custo e manutenção.



- Cocho de sal;







3.3.6 Reprodução







“É um fenômeno biológico cuja finalidade é dar continuidade à multiplicação



da espécie.” (MARION, 1949, p. 24)



O processo que leva uma empresa pecuária a ser rentável esta fundamentada



na reprodução do rebanho através das matrizes existentes no plantel, sendo o processo



básico e essencial para o nascimento de novos animais. O estudo da genética é

importante na criação de gado, em geral, através de sua manipulação e planejamento



propicia aprimoramentos hereditários como melhor rendimento e qualidade nas



gerações vindouras.



Há vários métodos de reprodução, tais como o processo de seleção que visa o



acasalamento de bovinos pré-escolhidos de acordo com as melhores qualidades a



serem passadas as sucessivas gerações, a consangüinidade que consiste em acasalar



animais de grau de parentesco próximo objetivando apressar o aperfeiçoamento da



raça, cruzamentos de animais da mesma espécie e raças diferentes entre outros.



Conforme o método de reprodução adotado, obtém-se;



- Gado puro: gado de raça, controlado genealogicamente por certificado de



origem;



- Gado mestiço: gados de raças misturadas ou não definidas.







3.3.7 Formas de Reprodução







3.3.7.1 Através do Reprodutor ou Monta Natural







Esse processo exige alguns cuidados, principalmente a relação entre touro e



matriz, estado de saúde, desgastes, especialmente quando a monta é feita a campo. A



seleção de um reprodutor depende dos resultados esperados por parte do criador, cujo



objetivo deve ser sempre adequar uma raça com bons índices de produtividade e que



se adapte bem à região.

A relação de um touro por quarenta matrizes atende razoavelmente as



necessidades da criação, dependendo das medidas de manejo, pois, na criação



extensiva exige-se uma quantidade maior de touros para atender a certo numero de



matrizes, já na criação intensiva, onde a dispersão do rebanho e menor essa relação



diminui.



Em processos elaborados desenvolve-se a estação de monta, indicada



sobretudo para a pecuária de corte considerando quatro fatores básicos:



- Condições fisiológicas da vaca na função reprodutiva;



- Época de nascimento das crias;



- Época de desmama das crias;



- Época do abate dos produtos.



O tempo de duração deveria durar exatamente a diferença entre o tempo de



gestação mais o período puerperal e a duração do ano, em termos práticos, a estação



deverá ser estabelecida inicialmente com uma duração de 180 dias reduzindo 30 dias a



cada ano até chegar a pelos menos 120 dias.







3.3.7.2 Através de Inseminação Artificial







“Consiste na introdução mecânica do sêmen no trato genital da fêmea, durante



o período do cio”. (MARION, 1949, p. 25).



O método de inseminação artificial apresenta algumas vantagens como:



- Acesso a utilização de machos de elite, cujo valor de aquisição é inviável;



- Cobertura de um numero maior de fêmeas do que na monta natural;

- Restrição da disseminação de moléstias infecciosas;



- Facilita o acasalamento de animais, seja por diferença de tamanho dos



animais ou touros incapazes de realizar a cobertura, etc.



O sêmen é coletado do touro através do emprego da vagina artificial, por



massagem retal dos órgãos genitais acessórios, a vagina artificial é uma imitação das



condições anatômicas da vagina da fêmea, seu inconveniente é o de depender da libido



do touro. Outro método prático é pelo princípio da eletroejaculação que se baseia



principalmente na localização na porção lombar da medula espinhal dos reflexos da



ejaculação e ereção.



Logo após a extração, o sêmen é diluído, envasado, refrigerado em nitrogênio



liquido e transportado em botijões, sendo preservado em condições favoráveis até a



aplicação nas fazendas. Após a inseminação artificial, se a vaca não entrar no cio



dentro de dois meses, a vaca é apartada do rebanho, sendo enviada para o lote de



gestantes.



“A fertilidade do rebanho constitui um dos pontos que devem merecer a



atenção do criador. Dela depende o desfrute do rebanho e, conseqüentemente, a



rentabilidade da exploração” (MARION, 1949, p. 26).



Na constatação de infertilidade de uma fêmea, leva o criador a descartar o



animal do seu rebanho, destinando-o a comercialização ou consumo próprio. No



processo de inseminação artificial o pecuarista evita o estabelecimento de estação de



monta que determina um período propicio em que os touros permanecem soltos entre



as vacas, contudo, existem algumas limitações no método de inseminação artificial,



como a escassez de pessoal especializado, visualização eficiente do cio em grandes

rebanhos e o abastecimento de nitrogênio liquido aos botijões em propriedades



distantes dos centros possuidores de tal material.







3.3.7.2.1 Importância da Inseminação Artificial para a Produção dos Bovinos







A inseminação artificial dos animais tem possibilitado um rápido



melhoramento dos rebanhos mediante o uso de alta qualidade zootécnica,



proporcionando a produtores a acessibilidade à sêmen de excelentes melhoradores a



menores custos. Outro aspecto, é que a inseminação artificial permite a utilização do



sêmen de melhoradores de outras regiões, visando cruzamentos industriais que



objetivam a elevação da produção de carne, pois o manejo dessas raças em



determinados climas da região é completamente inviável pela grande incapacidade de



adaptação



Há de se considerar também que, a inseminação artificial é uma potente arma



no controle de certas doenças, pois a monta natural age como meio de propagação e



manutenção da doença.







3.3.8 Divisão do Rebanho em Categorias







A divisão do rebanho segue os seguintes critérios:



- Finalidade;



- Sexo;



- Idade;

- Peso.



A divisão proporciona uma melhora no manejo do gado e um eficiente



controle da pastagem.







3.3.8.1 Classificação por idade







- Bezerro: Pertence a essa classificação os recém-nascido, até normalmente o



desmame;



- Novilha: Por ocasião do desmame, geralmente o bezerro passa a ser



denominado novilho (macho) ou novilha (fêmea);



- Vaca (Matriz): Após a primeira parição, a novilha passa para a categoria de



vaca adulta, ou matriz se apresentar um bom desempenho;



- Novilho: Estágio do desmame ao abate, quando o ganho de peso não for



mais compensatório em relação ao seu custo de manutenção;



- Boi: O novilho manso, castrado, não utilizado para corte, pode ser



empregado nos serviços agrícolas, onde a emasculação impede o



desenvolvimento das características do touro;



- Garrote ou Tourinho: Macho não castrado desde a desmama, destinado a



reprodução;



- Touros: O garrote passa a categoria de touro em torno de dois a três anos e



recomenda-se que a permanência no rebanho não ultrapasse a faixa de três a



quatro anos, pois, a partir de cinco e a seis anos de idade, o desempenho



começa a declinar. Se descartado serve para a prática de inseminação

artificial, desde que o sêmen apresente um elevado grau de fertilidade, ou,



pode ser aproveitado para consumo.









3.3.9 Seleção para gado de corte







Consiste em selecionar os reprodutores e as fêmeas que serão incorporadas ao



plantel reprodutivo, levando em conta a fertilidade, habilidade materna, taxa de



crescimento até o ponto de abate, eficiência alimentar e rendimento de carcaça,



aumentando assim, as oportunidades de deixar descendentes com características



melhoradas.



“A taxa de crescimento é medida pelos ganhos de peso em confinamento ou



no pasto (é o caráter que deve receber maior ênfase em qualquer programa de



seleção).” (MARION, 1996, p. 33)







3.3.10 Sanidade







“Um dos fatores mais importantes para o sucesso da exploração pecuária é a



assistência higiênico-sanitária, que progrediu sensivelmente nos últimos tempos com a



vacinação sistemática contra diversas moléstias, tais como: febre aftosa, brucelose,



raiva, carbúnculo sintomático etc.” (MARION, 1996, p.33)

3.3.10.1 Febre Aftosa







“É uma doença infecciosa, de curso agudo, que se caracteriza por estado



febril, formações de vesículas na cavidade bucal e nas patas. (...). A doença é



produzida por um vírus filtrável, da família Picornaviridae, da qual se conhecem até o



momento sete tipos diferentes...” (MARION, 1996, p. 33)







3.3.10.2 Brucelose







“Moléstia dos animais (bovinos e suínos), transmissível ao homem. A



brucelose atinge os rebanhos, provocando nesse animais o abortamento, o parto



prematuro, inflamação das juntas, do úbere e a esterilidade.” (VICENTE, 1985, p. 679)







3.3.10.3 Raiva







“Doença infecciosa própria dos animais (especialmente do cão), transmissível



ao homem. Chama-se também hidrofobia. È produzida por um vírus que tem



preferência aos nervos. Dos animais, os mais comuns são o cão e o gato. Um dos



vetores comuns é o morcego.” (VICENTE, 1985, p. 2867)



“Há diversos tipos de vacinas anti-rábicas empregadas na profilaxia da raiva



que protegem por mais de um ano.” (MARION, 1996, p. 34)

3.3.10.4 Carbúnculo Sintomático







O carbúnculo ou peste-da-mancha “...é uma infecção aguda que se caracteriza



clinicamente pela presença de tumores enfisematosos nas massas musculares dos



membros e do tórax de bovinos jovens. O contágio dá-se por ingestão de alimentos



contaminados ou por contaminação de lesões na superfície corporal.” (MARION,



1996, p. 34)







3.3.11 Alguns índices de desempenho do rebanho







3.3.11.1 Taxa de natalidade







Bezerros nascidos / Matrizes em produção



“Relaciona-se o número de bezerros nascidos num período por matrizes em



produção.” (MARION, 1996, p. 36)







3.3.11.2 Taxa de mortalidade







Perdas de animal / Animais do rebanho



“Relaciona-se o número de animais mortos por acidentes e doenças com o



número de cabeças do plantel.” (MARION, 1996, p. 36)

3.3.11.3 Relação vaca/touro







Número de vacas no rebanho / Número de touros no rebanho



“É importante relacionar o número de reprodutores às matrizes.” (MARION,



1996, p. 37)







4 METODOLOGIA







Para a elaboração de um trabalho cientifico é importante se ter em mente que a



ciência tem como finalidade chegar a veracidade dos fatos, tendo como a característica



sua verificabilidade. Para Gil (1999, p. 26) “Para que um conhecimento possa ser



considerado cientifico, torna-se necessário identificar as operações mentais e técnicas



que possibilitem a sua verificação”.



Sendo assim a definição de uma metodologia de trabalho é de fundamental



importância para que os objetivos sejam definidos e alcançados. De acordo com GIL



(1999, p. 26) “Pode-se definir método como caminho para se chegar a determinado



fim. E método cientifico como o conjunto de procedimentos intelectuais e técnicas



adotadas para se atingir o conhecimento”.



No caso deste trabalho cientifico o método adotado é o de Estudo de Caso.







4.1 DELINEAMENTO DA PESQUISA

A identificação da teoria, o levantamento bibliográfico, a identificação do



problema tudo isso constitui o estabelecimento de um sistema conceitual da pesquisa,



todavia só estas tarefas não possibilitam o locar o problema em termo de comparação,



ou verificação empírica. Assim fica claro a necessidade de confrontar a visão teórica



do problema com os dados reais, definindo o delineamento da pesquisa.



“O delineamento refere-se ao planejamento da pesquisa em sua dimensão mais



ampla, envolvendo tanto a sua diagramação quanto a previsão de analise e



interpretação dos dados. Entre outros aspectos, o delineamento considera o ambiente e



que são coletados os dados, bem como as formas de controle das variáveis



envolvidas.” (GIL ,1999, p.64)



O Elemento mais importante para a identificação de um delineamento é o



procedimento adotado para a coleta de dados que se dividem em dois grupos : -Fontes



de papel e – Dados fornecidos por pessoas, sendo que o estudo de caso se encaixa no



segundo grupo.







4.2 ESTUDO DE CASO







Para Gil (1999, p. 72) “O Estudo de Caso é caracterizado pelo estudo



profundo e exaustivo de um ou de poucos objetivos, de maneira a permitir o seu



conhecimento amplo e detalhado.”



Na Grande maioria dos Estudos de Casos é possível distinguir quatro fases:



delimitação da unidade-caso, coleta de dados, analise e interpretação de dados e



redação do relatório.

4.2.1 Delimitação da unidade-caso







“O primeiro procedimento consiste em delimitar a unidade que constitui o



caso em estudo. Este pode ser uma pessoa, uma família, uma comunidade, um



conjunto de relações ou processos (como conflitos no trabalho, segregação racial numa



comunidade etc.) ou mesmo uma cultura.” (GIL, 1991, p. 121)







4.2.2 Coleta de dados







“A coleta de dados no estudo de caso é feita mediante o curso dos mais



diversos procedimentos. Os mais usuais são: a observação, a análise de documentos, a



entrevista e a história de vida. Geralmente utiliza-se mais de um procedimento.” (GIL,



1991, p. 122)







4.2.3 Análise e interpretação dos dados







Ao contrário do que ocorre com os levantamentos e os estudos experimentais ou

quase experimentais, para o estudo de caso não se pode falar em etapas que devem

ser observadas no processo de analise e interpretação dos dados. Isto tende a

provocar duas situações distintas, mas igualmente desfavorável para pesquisa. A

primeira consiste em finalizar a pesquisa com a simples apresentação dos dados

coletados. A segunda consiste em partir dos dados diretamente para a interpretação,

ou seja, para a procura dos mais amplos significados que os dados possam ter. Esta

última situação tende a ser bastante problemática, pois no estudo de caso é freqüente

o pesquisador chegar a uma falsa sensação de certeza de suas conclusões. (GIL,

1991, p. 123)

4.2.4 Redação do relatório







Também ao contrário ed outros tipos de delineamento, nos estudos de caso é

difícil determinar com precisão os elementos que deverão constar do relatório.

Como na maioria dos estudos deste tipo se dispõe de um grande acervo de

dados de natureza qualitativa, o pesquisador freqüentemente fica em dúvida

com relação à extensão que deve assumir o relatório. De fato, há relatórios de

pesquisa em que autores descrevem exaustivamente os dados obtidos,

transcrevem documentos na íntegra, relatam minuciosamente as observações

e, quando obtêm histórias de vida, transcrevem-nas integralmente. (GIL, 1991,

p. 124)









4.3 DEFINIÇÃO DO TIPO DE PESQUISA







Para o desenvolvimento deste trabalho utilizamos o método de estudo de caso,



que apresenta procedimentos simples e uma linguagem de fácil acesso. Esse método



de pesquisa facilita o desenvolvimento do trabalho onde foi possível coletar dados e



demonstrar a estrutura patrimonial utilizada para o manejo da atividade de



bovinocultura de corte.









4.4 DEFINIÇÃO DAS PERGUNTAS DA PESQUISA







- A entidade possui estrutura patrimonial necessária para o desenvolvimento



da atividade de bovinocultura de corte?



- Quais são os relatórios que o pecuarista possui para controlar os custos da



atividade?

- As informações que o pecuarista possui são suficientes para distinguir qual



fase da bovinocultura de corte lhe apresenta um menor custo de manejo?



- Quais os custos que envolvem a atividade da bovinocultura de corte?



- Qual o critério de rateio adequado dos custos da empresa para a atividade?



- Qual a fase de bovinocultura de corte mais rentável?







4.5 DEFINIÇÃO DA COLETA DE DADOS







A coleta de dados será feita de várias maneiras, descritas a seguir:



- Entrevistas e questionários dirigidos ao proprietário e aos funcionários da



empresa, com finalidade de obter o máximo de informações para serem



utilizadas no desenvolvimento do trabalho;



- Análise da documentação existente, a qual servirá como suporte de forma



objetiva dos valores;



- Através da observação direta do manejo e das atividades que envolvem a



bovinocultura de corte, no âmbito da empresa em questão.







4.6 ANÁLISE DOS RESULTADOS







Os resultados apurados serão demonstrados de maneira a verificar os custos



relativos as fases na bovinocultura de corte.

4.7 LIMITAÇÕES DA PESQUISA







A pesquisa limita-se ao estudo em bovinocultura de corte em uma empresa



privada. Os resultados não poderão ser generalizados, pois apresentarão certas



características especificas que podem variar para cada empresa, porém, pode-se levar



em consideração o conjunto de idéias e procedimentos empregados, e também, a



disposição das informações por parte da empresa.







5 DESENVOLVIMENTO PRÁTICO







5.1 DESCRIÇÃO DA EMPRESA







Nome: Fazenda Água da Paz



Endereço: Rodovia Tacuru a Amambaí, antiga estrada de Paranhos



Cidade: Tacuru



Estado: MS



CEP: 79.975-970



Telefone: (67) 9957-8807



Ramo de Atividade: Agropecuária



Proprietários: Sr. Adenilto Francisco de Castilho



Número de Funcionários: 02 (dois)

5.2 HISTÓRICO DA FAZENDA ÁGUA DA PAZ







No ano de 1986 o Sr. Adenilto Francisco de Castilho realizou sua primeira



viagem para o Mato Grosso do Sul, para a aquisição de um lote de vacas para seu



empregador o Sr. Juvenal Mesquita Filho, na ocasião admirou e gostou muito da



região que se caracteriza exclusivamente pela exploração da pecuária. Dois anos



depois retornou ao Mato Grosso do Sul em uma viagem com seu amigo Aquiles



Mafini, esta, com intuito de exploração, visando conhecer todo o Estado e parte do



pantanal. Foi nesta viagem que o Sr. Adenilto decidiu que poderiam comprar terras



naquele Estado assim que possível.



No ano de 1995 o Sr. Adenilto adquiriu 200 vacas no município de Amambaí



no Mato Grosso do Sul e passou a criá-las em pastagens arrendadas na fazenda Rincão



Porá de propriedade de seu amigo Dr. Afonso L. Lenner. Três anos depois, o Sr.



Adenilto e sua esposa, a Sra. Luzia, começaram a procurar terras para comprar.



Iniciaram suas viagens pelo estado de Tocantins na região de Gurarí e no Mato Grosso



nas regiões de Sinop e Rondonópolis. Estas viagens levaram aproximadamente um



ano. Já no estado do Mato Grosso do Sul procuraram terras nos municípios de Jardim,



Guia Lopes, Dourados, Maracaju e Bonito, isto durante mais um ano.



Em abril de 2000 quando a família já pensava em desistir de comprar terras no



Mato Grosso do Sul, em uma das visitas a Fazenda Rincão Porã para cuidar de suas



vacas, o Sr. Adenilto ficou sabendo que a fazenda Maria Imaculada no Município de



Tacuru estaria a venda, e nesta mesma data iniciou os contatos para aquisição da



mesma.

As negociações para comprar a fazenda deram-se com o engenheiro agrônomo



e filho do falecido dono da fazenda o Sr. Marcelo F. Peixier. A fazenda se encontrava



em processo de espólio o que não permitia a transferência imediata da documentação



das terras. Após conhecida a fazenda e suas instalações pelo Sr. Adenilto e sua família,



iniciaram a negociação de preço e prazo que duraram aproximadamente três semanas,



acertou-se a quantia de R$ 1.300,00 reais por alqueire, sendo 50% na posse e o



restante parcelado em cinco anos.



O contrato de compra e venda foi assinado em 26 de julho de 2000 no



município de Santa Helena, no Paraná, tendo como testemunhas a família do Sr.



Adenilto e seus amigos, o Sr. João Marino e Antonio Silva.



Para realizar o pagamento da parcela inicial tratada, o Sr. Adenilto vendeu um



sitio de 40 alqueires e uma casa, ambos no município de Diamante D’Oeste, no



Paraná, e 100 cabeças de gado.



Após ser realizado o pagamento da parcela inicial o Sr. Adenilto e a Sra. Luzia



tomaram posse da fazenda no dia 05 de agosto de 2000. A fazenda ainda não tinha



rede de luz elétrica nos primeiros 6 meses de posse, mas era bem estruturada com



casas, galpão e curral e água em abundancia, pois, a fazenda é banhada por dois rios, o



Poitã e o Ita, os quais foram fonte de inspiração para que a Sr. Luzia desse o novo



nome a fazenda de Água da Paz.



A fazenda foi paga em três anos e hoje ainda é mantido em 50% da



documentação o nome Maria Imaculada, pois a Família se sente grata a santa pela



aquisição te tão boas terras, que hoje já triplicaram seu valor.

5.3 ESTRUTURA PATRIMONIAL







5.3.1 Bens Destinados Exclusivamente a Atividade da Bovinocultura de Corte







Entre os bens destinados exclusivamente a atividade da bovinocultura de corte



tem-se:



- Cerca: 25.685 metros utilizados na delimitação da área da fazenda e na



divisão da pastagem em piquetes, utilizando o sistema de rodízio, para



possibilitar o descanso das pastagens. Toda a cerca foi construída antes do



período pesquisado e custou R$ 70.376,90, com uma vida útil de 10 anos;



- Mangueira ou Curral: é utilizada para efetuar a aplicação dos medicamentos,



pesagem e para contar a quantidade de animais. O curral foi construído antes



do período pesquisado e está avaliado em R$ 30.000,00, com uma vida útil



de 25 anos;



- Depósito de Sal: construído em alvenaria antes do período pesquisado, é



utilizado para a estocagem do sal branco e do sal mineral, nele também é



realizada a mistura dos sais para posterior distribuição ao rebanho. Está



avaliado em R$ 3.000,00 e tem uma vida útil de 25 anos;



- Coxo de sal: são utilizados 8 coxos de sal feitos com troncos de madeira,



construídos antes do período pesquisado e estão avaliados em R$ 4.000,00, e



tem uma vida útil de 10 anos;

5.3.2 Rebanho







São animais utilizados diretamente ou indiretamente na atividade da



bovinocultura.



- Matrizes: 206 cabeças formam o plantel de matrizes da fazenda, que são



utilizadas diretamente na atividade para a reprodução. O custo total destas



matrizes é de R$ 113.300,00, com vida útil de 8 anos.



- Reprodutores: são utilizados no processo de reprodução. No início do



período a fazenda possuía 7 cabeças com um custo de R$ 17.000,00. A



partir de fevereiro de 2003 passou para 8, tendo um acréscimo de R$



3.000,00, totalizando R$ 20.000,00, com uma vida útil de 10 anos.







5.3.3 Animais de Trabalho







- Eqüinos: na fazenda existem 8 eqüinos, que são utilizados no manejo do



rebanho. O custo destes eqüinos é de R$ 2.500,00, e tem uma vida útil de 10



anos;







5.3.4 Bens destinados em comum com as demais atividades da fazenda.







São os bens utilizados comumente as atividades da empresa. De acordo com o



proprietário todos esses bens se destinam 50% a bovinocultura de corte e 50% a

agricultura e outras atividades. Os bens, por serem usados, foram avaliados pelo



proprietário, conforme descrição e valores apresentados abaixo:



- Terreno com área total de 586 Há (quinhentos e oitenta e seis hectares), com



um custo de aquisição R$ 1.300,00/alqueire, totalizando um valor de R$



314.800,00;



- Trator Valmet Modelo 62 Sincromático: utilizado para distribuição do sal na



bovinocultura e no deslocamento de adubos e outros produtos diversos na



bovinocultura, avaliado em R$ 10.000,00, com vida útil de 4 anos;



- Trator CBT Modelo 2400: utilizado para o trabalho do solo, avaliado em R$



25.000,00, com vida útil de 4 anos;



- Grade Arradora Marca Tatu 18 discos: utilizada para o trabalho do solo,



avaliada em R$ 3.500,00, com vida útil de 10 anos;



- Roçadeira Marca Avaré Desbravador: utilizada na renovação de pastagens e



na limpeza da área de cultivo agrícola, avaliada em R$ 7.000,00, com vida



útil de 10 anos;



- Grade Niveladora Marca Campeã 32 discos: utilizada no cultivo do solo,



avaliada em R$ 1.000,00, com vida útil de 10 anos;



- Caminhão Marca Ford Modelo 11.000 Ano 1981: utilizado no transporte de



sais até a fazenda e também de outros produtos utilizados na preparação do



solo, avaliado em R$ 24.000,00, com vida útil de 5 anos;



- Barracão em alvenaria com 150 m2: utilizado como garagem dos tratores e



do caminhão e depósito de medicamentos e ferramentas, avaliado em R$



15.000,00, com vida útil de 25 anos;

- Reservatório de água: feito de metal é utilizado para distribuir a água para



todas as instalações da fazenda. Foi adquirida em fevereiro de 2003 a um



custo de R$ 5.000,00 e tem uma vida útil de 25 anos.







5.3.5 Bens não utilizados na exploração da atividade da bovinocultura de corte







Enquadra-se nesse grupo os bens relacionados abaixo:



- Casa em alvenaria, com área de 80 m2: destinada a acomodar a família de



empregados da fazenda, avaliada em R$ 20.000,00 e tem uma vida útil de 25



anos;



- Casa em alvenaria, com área de 96 m2: destinada a acomodar a família do



filho do proprietário da fazenda, avaliada em R$ 30.000,00 e tem uma vida



útil de 25 anos;



- Casa em madeira, com área de 117 m2: destinada a acomodar a família do



proprietário da fazenda, avaliada em R$ 18.000,00 e tem uma vida útil de 25



anos;



- Estábulo, construído em madeira, com 150 m2, utilizado para a atividade



leiteira, avaliado em R$ 10.000,00 e tem uma vida útil de 25 anos.







5.4 OBTENÇÃO DOS CUSTOS DIRETOS







5.4.1 Custos Variáveis

5.4.1.1 Medicamentos







No manejo do rebanho são aplicados diversos medicamentos na prevenção de



doenças, que podem levar os animais a morte prematura, perda de pesou e outras



moléstias.



A seguir, têm-se os custos para a aplicação da vacina contra a Febre Aftosa.



Esta vacina é aplicada duas vezes por ano, nos meses de março e novembro. O custo



para aquisição desta vacina na época da primeira aplicação foi de R$ 0,95 por dose, e



teve um pequeno acréscimo no mês de março deste ano, sendo adquirida por R$ 0,96.



Nesse mesmo período é aplicada também a vacina contra o carbúnculo ou



peste-da-mancha. O custo desse medicamento ficou em R$ 1,00 por dose.



Outra vacina utilizada é contra a brucelose. É aplicada somente nas fêmeas



com idade entre 7 a 8 meses, sendo que ela é aplicada somente uma vez na vida de



cada animal. O custo dessa vacina nesse período foi de R$ 2,00 por dose.



Além de todas essas vacinas, também são utilizados os vermífugos juntamente



com o antiparasitário. Esse medicamento é aplicado 3 vezes ao ano. Os dois juntos



custam R$ 2,00 por dose.







5.4.1.2 Suplemento Mineral







“Os bovinos de cria, recria e engorda ou de exploração mista são, na maioria,



criados no Brasil sob o regime de pastejo exclusivo. Nestas condições, os animais não



ganham muito peso em função da qualidade das forrageiras que lhes são fornecidos.

Dai a suplementação mineral se torna necessária para ajustes nutricionais dos mesmos



e incrementos na produtividade animal”. (SILVA; BARUSELLI, 2001. pg. 17)



Segundo MARTIN (1993. pg. 38), “as brachiarias apresentam em sua



composição baixo nível de nutrientes, particularmente a proteína, e os minerais,



notadamente o fósforo, zinco, cobre e cobalto”.



Portanto, é utilizada uma mistura entre sal branco e sal mineral, que é



distribuído nos diversos coxos existentes dentro dos piquetes. A mistura utilizada é a



razão de um por um, ou seja, um saco de 25 Kg de sal branco a um custo R$ 3,39 por



um saco de 25 Kg de sal mineral a um custo R$ 32,25. A mistura origina um saco de



50 Kg a um custo total de R$ 35,64. Em média cada animal consome mensalmente 3



Kg de sal.







5.5 OBTENÇÃO DOS CUSTOS INDIRETOS







5.5.1 Custos Fixos







5.5.1.1 Exaustão de Pastagens







Antes de efetuar a exaustão das pastagens precisa-se levantar os custos para a



formação da mesma. A pastagem cultivada na fazenda é denominada Brachiaria



Brisanta. Para o cultivo de um alqueire desta pastagem são necessários:



40 Kg de semente a um custo de R$ 160,00;



300 Kg de Super Simples (adubo) a um custo de R$ 180,00;

1,5 Ton. de calcário a um custo de R$ 105,00; e,



4,5 horas máquina a um custo de R$ 315,00.



Isto totaliza um custo por alqueire de R$ 760,00. Como na fazenda são



utilizados 120 alqueires de área no cultivo de pastagens, gera um custo de R$



91.200,00. A duração deste pasto é de cinco anos utilizando o método de rodízio em



piquetes.



Considerando-se os dados acima expostos, tem-se uma exaustão anual de



pastagens de R$ 18.240,00 e mensal de R$ 1.520,00.







5.5.1.2 Depreciação







“A maior parte dos Ativos Imobilizados (exceção praticamente a Terrenos)



tem vida útil limitada, ou seja, serão úteis à empresa por um conjunto de períodos



finitos, também chamados Períodos Contábeis. À medida que esses períodos forem



decorrendo, dar-se-á o desgaste dos bens, que representam o custo a ser registrado”



(MARION, 1998, p. 291).



Utilizamos para cálculo da depreciação o método linear, ou seja, o método das



cotas constantes, onde é calculada dividindo-se o valor a ser depreciado pelo tempo de



vida útil do bem.







Depreciação = valor do bem / Período de vida útil







5.5.1.2.1 Depreciação dos Bens do Imobilizado

Os bens do imobilizados serão depreciados conforme segue:







O valor total da depreciação mensal dos bens do imobilizado, no período



compreendido entre julho de 2002 até janeiro de 2003 é de R$ 1.223,97, e a partir de



fevereiro até junho de 2003 é de R$ 1.234,39, devido a aquisição do reservatório de



água.







5.5.1.2.2 Depreciação do Rebanho







O Rebanho será depreciado da seguinte forma:



A depreciação das matrizes e reprodutores no período compreendido entre



julho de 2002 e janeiro de 2003 é de R$ 1.321,88 ao mês, salvo a entrada de novas



matrizes vindas de transferência de idade, já que as mesmas só poderão ser



depreciadas após a apropriação dos custos de formação, e no período de fevereiro a



junho de 2003 é de R$ 1.346,88.







5.5.1.3 Mão de Obra







A fazenda disponibiliza de um funcionário efetivo que reside no local,



percebendo uma renda de R$ 270,71 (duzentos e setenta reais e setenta e um centavos)



por mês, não se sujeitando ao horário fixo de trabalho, sendo dispensando o



pagamento de horas extras.

O pagamento do décimo terceiro salário, também denominado gratificação



salarial, instituído pela lei nº 4.090 deve ser efetuado pelo empregador até o dia 20 de



dezembro de cada ano, tomando-se como base a remuneração devida nesse mês. Entre



os meses de fevereiro e novembro de cada ano, o empregador pagará, como



adiantamento da gratificação, de uma só vez, metade do salário recebido pelo



empregado no mês anterior.



As férias serão concedidas pelo empregador no mínimo por 30 dias em um só



período, nos 12 meses subseqüentes a data em que o empregado tiver adquirido o



direito. O gozo de férias anuais será remunerado com, pelo menos, um terço a mais do



que o salário normal. Com base no salário atual, considera-se a remuneração de férias



de R$ 360,95.







Salário base (mês): R$ 270,71



Décimo Terceiro: R$ 270,71



Férias: R$ 360,95







5.5.1.4 Encargos Sociais







São as obrigações calculadas com base na folha de pagamento e recolhidas por



meio de guias especificas, tais encargos englobam principalmente as contribuições ao



INSS e ao FGTS. A parcela do INSS a pagar engloba não só o valor do encargo da



empresa, mas também, a contribuição devida pelo empregado, retida na folha de



pagamento.

O FGTS corresponde a 8% (oito por cento) do salário base do empregado a



serem depositadas em conta própria do FGTS a favor do empregado.



O valor correspondente ao INSS resulta da aplicação da alíquota de 2,7% de



obrigação da empresa, onde se destina 2,5% para salário educação e 0,2% ao INCRA e



a porcentagem descontada do empregado de 7,65%.



Mediante conhecimento dos valores e alíquotas obtemos os seguintes



resultados:



 Para o salário mensal e décimo terceiro salário:



Salário: R$ 270,71



Valor devido a Previdência SocialR$ 28,02



INSS Descontado R$ 20,71



INSS Empresa R$ 7,31



FGTS R$ 21,66



 Para férias:



Férias: R$ 360,95



Valor devido a Previdência SocialR$ 37,36



INSS Descontado R$ 27,61



INSS Empresa R$ 9,75



FGTS R$ 28,88







5.5.1.5 Combustível

Utilizado para abastecimento dos tratores e do caminhão, que por sua vez são



utilizados na manutenção da fazenda (distribuição do sal, compras efetuadas na cidade



que são levadas pelo caminhão até a fazenda, etc).



Para obter-se o custo com combustível, foi feito uma média de todo o



consumo no período de Julho de 2002 a junho de 2003, separando-se das demais



atividades, chegando a um valor de R$ 176,00/mês.

5.6 APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS







Inicialmente é efetuado o inventário inicial da fazenda, que em 30 de junho de



2002 apresentava-se da seguinte maneira:







TABELA 1 – INVENTARIO INICIAL – JUNHO DE 2002



DESCRIÇÃO VALOR (R$) QUANT.

ATIVO 847.926,90 400

Circulante 38.250,00 179

Estoques 38.250,00 179

Rebanho em Formação 38.250,00 179

Bezerros de 0 a 8 meses 1.020,00 34

Bezerras de 0 a 8 meses 840,00 28

Novilhos de 9 a 12 meses 5.250,00 21

Novilhas de 9 a 12 meses 6.500,00 26

Novilhos de 13 a 24 meses 3.360,00 12

Novilhas de 13 a 24 meses 4.480,00 16

Novilhas de 25 a 36 meses 16.800,00 42

Permanente 809.676,90 221

Imobilizado 809.676,90 221

Rebanho 130.300,00 213

Matrizes 113.300,00 206

Reprodutores 17.000,00 7

Animais de Trabalho 2.500,00 8

Eqüinos 2.500,00 8

Instalações 74.376,90

Implementos Agrícolas 11.500,00

Construções 126.000,00

Veículos 24.000,00

Tratores 35.000,00

Pastagens 91.200,00

Terrenos 314.800,00

FONTE: Dados da pesquisa

Depois de efetuado o inventario inicial é calculado o custo médio do rebanho,



através das operações especificadas em cada mês.



Em julho de 2002 ocorreram as seguintes operações:



- Nascimentos: 29 machos e 26 fêmeas.



- Transferidos de 9 a 12 meses para 13 a 24 meses: 13 machos e 15 fêmeas.



Apuração:



Quantidade de cabeças a receber os custos = 400 + 55 – 8 (eqüinos) – 206



(matrizes) – 7 (reprodutores) = 234







TABELA 2 - CUSTO DA MOVIMENTAÇÃO DO REBANHO – JULHO/2002



VLR.

CUSTOS QUANT. UNIDADE TOTAL

UNIT.

Sal 1.365 Kg 0,71 969,15

Mão-de-obra 1 Func. 349,22 349,22

Combustível 176,00

Depreciação do Imobilizado 1.400,63

Depreciação das Matrizes 206 Cb. 5,73 1.180,21

Depreciação dos Reprodutores 7 Cb. 20,24 141,67

Depreciação dos Eqüinos 8 Cb. 2,60 20,83

Exaustão de Pastagens 120 Alq. 12,67 1.520,00

ITR 28,75

Vacina de Febre Aftosa

Vacina de Carbúnculo

Vacina de Brucelose

Vermífugo e Anti-Parasitário 455 Cb. 2,00 910,00

CUSTO TOTAL 6.696,46

CUSTO UNITÁRIO 6.696,46 / 234,00 28,62

FONTE: Dados da pesquisa







Desenvolvidos todos os cálculos de apropriação dos custos referentes ao mês



de julho, a situação do ativo ficou da seguinte maneira:

TABELA 3 - COMPOSIÇÃO DO ATIVO - JULHO/2002



DESCRIÇÃO VALOR (R$) QUANT.

ATIVO 850.360,02 455

Circulante 44.946,46 234

Estoques 44.946,46 234

Rebanho em Formação 44.946,46 234

Bezerros de 0 a 8 meses 2.822,89 63

Bezerras de 0 a 8 meses 2.385,34 54

Novilhos de 9 a 12 meses 2.228,94 8

Novilhas de 9 a 12 meses 3.064,79 11

Novilhos de 13 a 24 meses 7.325,43 25

Novilhas de 13 a 24 meses 9.117,14 31

Novilhas de 25 a 36 meses 18.001,93 42

Permanente 805.413,56 221

Imobilizado 805.413,56 221

Rebanho 130.300,00 213

Matrizes 113.300,00 206

Reprodutores 17.000,00 7

Animais de Trabalho 2.500,00 8

Eqüinos 2.500,00 8

Instalações 74.376,90

Implementos Agrícolas 11.500,00

Construções 126.000,00

Veículos 24.000,00

Tratores 35.000,00

Pastagens 91.200,00

Terrenos 314.800,00

(-) Depreciação (2.743,34)

Rebanho (1.321,88)

Animais de Trabalho (20,83)

Instalações (619,80)

Implementos Agrícolas (47,92)

Construções (168,33)

Veículos (200,00)

Tratores (364,58)

(-) Exaustão (1.520,00)

Pastagens (1.520,00)

FONTE: Dados da pesquisa

Em agosto de 2002 ocorreram as seguintes operações:



- Nascimentos: 31 machos e 26 fêmeas.



- Transferidos de 9 a 12 meses para 13 a 24 meses: 8 machos e 11 fêmeas.



Apuração:



Quantidade de cabeças a receber os custos = 455 + 57 – 8 (eqüinos) – 206



(matrizes) – 7 (reprodutores) = 291







TABELA 4 - CUSTO DA MOVIMENTAÇÃO DO REBANHO - AGOSTO/2002



VLR.

CUSTOS QUANT. UNIDADE TOTAL

UNIT.

Sal 1536 Kg 0,71 1.090,56

Mão-de-obra 1 Func. 349,22 349,22

Combustível 176,00

Depreciação do Imobilizado 1.400,63

Depreciação das Matrizes 206 Cb. 5,73 1.180,21

Depreciação dos Reprodutores 7 Cb. 20,24 141,67

Depreciação dos Eqüinos 8 Cb. 2,60 20,83

Exaustão de Pastagens 120 Alq. 12,67 1.520,00

ITR 28,75

Vacina de Febre Aftosa

Vacina de Carbúnculo

Vacina de Brucelose

Vermífugo e Anti-Parasitário

CUSTO TOTAL 5.907,87

CUSTO UNITÁRIO 5.907,87 / 291 20,30

FONTE: Dados da pesquisa





Desenvolvidos todos os cálculos de apropriação dos custos referentes ao mês



de agosto, a situação do ativo ficou da seguinte maneira:

TABELA 5 - COMPOSIÇÃO DO ATIVO - AGOSTO/2002



DESCRIÇÃO VALOR (R$) QUANT.

ATIVO 852.004,55 512

Circulante 50.854,33 291

Estoques 50.854,33 291

Rebanho em Formação 50.854,33 291

Bezerros de 0 a 8 meses 4.731,28 94

Bezerras de 0 a 8 meses 4.009,49 80

Novilhos de 9 a 12 meses - 0

Novilhas de 9 a 12 meses - 0

Novilhos de 13 a 24 meses 10.224,34 33

Novilhas de 13 a 24 meses 13.034,61 42

Novilhas de 25 a 36 meses 18.854,61 42

Permanente 801.150,22 221

Imobilizado 801.150,22 221

Rebanho 130.300,00 213

Matrizes 113.300,00 206

Reprodutores 17.000,00 7

Animais de Trabalho 2.500,00 8

Eqüinos 2.500,00 8

Instalações 74.376,90

Implementos Agrícolas 11.500,00

Construções 126.000,00

Veículos 24.000,00

Tratores 35.000,00

Pastagens 91.200,00

Terrenos 314.800,00

(-) Depreciação (5.486,68)

Rebanho (2.643,76)

Animais de Trabalho (41,66)

Instalações (1.239,60)

Implementos Agrícolas (95,83)

Construções (336,67)

Veículos (400,00)

Tratores (729,16)

(-) Exaustão (3.040,00)

Pastagens (3.040,00)

FONTE: Dados da pesquisa

Em setembro de 2002 ocorreram as seguintes operações:



- Venda de cabeças de 13 a 24 meses: 33 machos.



Apuração:



Quantidade de cabeças a receber os custos = 512 – 33 (machos vendidos) – 8



(eqüinos) – 206 (matrizes) – 7 (reprodutores) = 258







TABELA 6 - CUSTO DA MOVIMENTAÇÃO DO REBANHO - SETEMBRO/2002



VLR.

CUSTOS QUANT. UNIDADE TOTAL

UNIT.

Sal 1437 Kg 0,71 1.020,27

Mão-de-obra 1 Func. 349,22 349,22

Combustível 176,00

Depreciação do Imobilizado 1.400,63

Depreciação das Matrizes 206 Cb. 5,73 1.180,21

Depreciação dos Reprodutores 7 Cb. 20,24 141,67

Depreciação dos Eqüinos 8 Cb. 2,60 20,83

Exaustão de Pastagens 120 Alq. 12,67 1.520,00

ITR 28,75

Vacina de Febre Aftosa

Vacina de Carbúnculo

Vacina de Brucelose

Vermífugo e Anti-Parasitário

CUSTO TOTAL 5.837,58

CUSTO UNITÁRIO 5.837,58 / 258 22,63

FONTE: Dados da pesquisa





Desenvolvidos todos os cálculos de apropriação dos custos referentes ao mês



de setembro, a situação do ativo ficou da seguinte maneira:

TABELA 7 - COMPOSIÇÃO DO ATIVO - SETEMBRO/2002



DESCRIÇÃO VALOR (R$) QUANT.

ATIVO 843.354,45 479

Circulante 46.467,57 258

Estoques 46.467,57 258

Rebanho em Formação 46.467,57 258

Bezerros de 0 a 8 meses 6.858,15 94

Bezerras de 0 a 8 meses 5.819,59 80

Novilhos de 9 a 12 meses - 0

Novilhas de 9 a 12 meses - 0

Novilhos de 13 a 24 meses - 0

Novilhas de 13 a 24 meses 13.984,91 42

Novilhas de 25 a 36 meses 19.804,91 42

Permanente 796.886,89 221

Imobilizado 796.886,89 221

Rebanho 130.300,00 213

Matrizes 113.300,00 206

Reprodutores 17.000,00 7

Animais de Trabalho 2.500,00 8

Eqüinos 2.500,00 8

Instalações 74.376,90

Implementos Agrícolas 11.500,00

Construções 126.000,00

Veículos 24.000,00

Tratores 35.000,00

Pastagens 91.200,00

Terrenos 314.800,00

(-) Depreciação (8.230,02)

Rebanho (3.965,64)

Animais de Trabalho (62,49)

Instalações (1.859,40)

Implementos Agrícolas (143,75)

Construções (505,00)

Veículos (600,00)

Tratores (1.093,74)

(-) Exaustão (4.560,00)

Pastagens (4.560,00)

FONTE: Dados da pesquisa

Em outubro de 2002 ocorreram as seguintes operações:



- Venda de cabeças de 25 a 36 meses: 20 fêmeas.



Apuração:



Quantidade de cabeças a receber os custos = 479 – 20 (fêmeas vendidas) – 8



(eqüinos) – 206 (matrizes) – 7 (reprodutores) = 238







TABELA 8 - CUSTO DA MOVIMENTAÇÃO DO REBANHO - OUTUBRO/2002



VLR.

CUSTOS QUANT. UNIDADE TOTAL

UNIT.

Sal 1377 Kg 0,71 977,67

Mão-de-obra 1 Func. 349,22 349,22

Combustível 176,00

Depreciação do Imobilizado 1.400,63

Depreciação das Matrizes 206 Cb. 5,73 1.180,21

Depreciação dos Reprodutores 7 Cb. 20,24 141,67

Depreciação dos Eqüinos 8 Cb. 2,60 20,83

Exaustão de Pastagens 120 Alq. 12,67 1.520,00

ITR 28,75

Vacina de Febre Aftosa

Vacina de Carbúnculo

Vacina de Brucelose

Vermífugo e Anti-Parasitário

CUSTO TOTAL 5.794,98

CUSTO UNITÁRIO 5.794,98 / 238 24,35

FONTE: Dados da pesquisa





Desenvolvidos todos os cálculos de apropriação dos custos referentes ao mês



de outubro, a situação do ativo ficou da seguinte maneira:

TABELA 9 - COMPOSIÇÃO DO ATIVO - OUTUBRO/2002



DESCRIÇÃO VALOR (R$) QUANT.

ATIVO 835.455,18 459

Circulante 42.831,64 238

Estoques 42.831,64 238

Rebanho em Formação 42.831,64 238

Bezerros de 0 a 8 meses 9.146,92 94

Bezerras de 0 a 8 meses 7.767,49 80

Novilhos de 9 a 12 meses - 0

Novilhas de 9 a 12 meses - 0

Novilhos de 13 a 24 meses - 0

Novilhas de 13 a 24 meses 15.007,56 42

Novilhas de 25 a 36 meses 10.909,67 22

Permanente 792.623,55 221

Imobilizado 792.623,55 221

Rebanho 130.300,00 213

Matrizes 113.300,00 206

Reprodutores 17.000,00 7

Animais de Trabalho 2.500,00 8

Eqüinos 2.500,00 8

Instalações 74.376,90

Implementos Agrícolas 11.500,00

Construções 126.000,00

Veículos 24.000,00

Tratores 35.000,00

Pastagens 91.200,00

Terrenos 314.800,00

(-) Depreciação (10.973,35)

Rebanho (5.287,52)

Animais de Trabalho (83,32)

Instalações (2.479,20)

Implementos Agrícolas (191,66)

Construções (673,33)

Veículos (800,00)

Tratores (1.458,32)

(-) Exaustão (6.080,00)

Pastagens (6.080,00)

FONTE: Dados da pesquisa

Em novembro de 2002 não ocorreram operações.



Quantidade de cabeças a receber os custos = 459 – 8 (eqüinos) – 206



(matrizes) – 7 (reprodutores) = 238







TABELA 10-CUSTO DA MOVIMENTAÇÃO DO REBANHO - NOVEMBRO/2002



VLR.

CUSTOS QUANT. UNIDADE TOTAL

UNIT.

Sal 1377 Kg 0,71 977,67

Mão-de-obra 1 Func. 349,22 349,22

Combustível 176,00

Depreciação do Imobilizado 1.400,63

Depreciação das Matrizes 206 Cb. 5,73 1.180,21

Depreciação dos Reprodutores 7 Cb. 20,24 141,67

Depreciação dos Eqüinos 8 Cb. 2,60 20,83

Exaustão de Pastagens 120 Alq. 12,67 1.520,00

ITR 28,75

Vacina de Febre Aftosa 451 Cb. 0,95 428,45

Vacina de Carbúnculo 451 Cb. 1,00 451,00

Vacina de Brucelose

Vermífugo e Anti-Parasitário 459 Cb. 2,00 918,00

CUSTO TOTAL 7.592,43

CUSTO UNITÁRIO 7.592,43 / 238 31,90

FONTE: Dados da pesquisa





Desenvolvidos todos os cálculos de apropriação dos custos referentes ao mês



de Novembro, a situação do ativo ficou da seguinte maneira:

TABELA 11 - COMPOSIÇÃO DO ATIVO - NOVEMBRO/2002



DESCRIÇÃO VALOR (R$) QUANT.

ATIVO 838.784,27 459

Circulante 50.424,06 238

Estoques 50.424,06 238

Rebanho em Formação 50.424,06 238

Bezerros de 0 a 8 meses 12.145,61 94

Bezerras de 0 a 8 meses 10.319,56 80

Novilhos de 9 a 12 meses - 0

Novilhas de 9 a 12 meses - 0

Novilhos de 13 a 24 meses - 0

Novilhas de 13 a 24 meses 16.347,40 42

Novilhas de 25 a 36 meses 11.611,49 22

Permanente 788.360,21 221

Imobilizado 788.360,21 221

Rebanho 130.300,00 213

Matrizes 113.300,00 206

Reprodutores 17.000,00 7

Animais de Trabalho 2.500,00 8

Eqüinos 2.500,00 8

Instalações 74.376,90

Implementos Agrícolas 11.500,00

Construções 126.000,00

Veículos 24.000,00

Tratores 35.000,00

Pastagens 91.200,00

Terrenos 314.800,00

(-) Depreciação (13.716,69)

Rebanho (6.609,40)

Animais de Trabalho (104,15)

Instalações (3.099,00)

Implementos Agrícolas (239,58)

Construções (841,67)

Veículos (1.000,00)

Tratores (1.822,90)

(-) Exaustão (7.600,00)

Pastagens (7.600,00)

FONTE: Dados da pesquisa

Em dezembro de 2002 não ocorreram operações.



Quantidade de cabeças a receber os custos = 459 – 8 (eqüinos) – 206



(matrizes) – 7 (reprodutores) = 238







TABELA 12-CUSTO DA MOVIMENTAÇÃO DO REBANHO - DEZEMBRO/2002



VLR.

CUSTOS QUANT. UNIDADE TOTAL

UNIT.

Sal 1377 Kg 0,71 977,67

Mão-de-obra 1 Func. 349,22 349,22

Combustível 176,00

Depreciação do Imobilizado 1.400,63

Depreciação das Matrizes 206 Cb. 5,73 1.180,21

Depreciação dos Reprodutores 7 Cb. 20,24 141,67

Depreciação dos Eqüinos 8 Cb. 2,60 20,83

Exaustão de Pastagens 120 Alq. 12,67 1.520,00

ITR 28,75

Vacina de Febre Aftosa

Vacina de Carbúnculo

Vacina de Brucelose

Vermífugo e Anti-Parasitário

CUSTO TOTAL 5.794,98

CUSTO UNITÁRIO 5.794,98 / 238 24,35

FONTE: Dados da pesquisa





Desenvolvidos todos os cálculos de apropriação dos custos referentes ao mês



de dezembro, a situação do ativo ficou da seguinte maneira:

TABELA 13 - COMPOSIÇÃO DO ATIVO - DEZEMBRO/2002



DESCRIÇÃO VALOR (R$) QUANT.

ATIVO 840.315,91 459

Circulante 56.219,04 238

Estoques 56.219,04 238

Rebanho em Formação 56.219,04 238

Bezerros de 0 a 8 meses 14.434,38 94

Bezerras de 0 a 8 meses 12.267,46 80

Novilhos de 9 a 12 meses - 0

Novilhas de 9 a 12 meses - 0

Novilhos de 13 a 24 meses - 0

Novilhas de 13 a 24 meses 17.370,04 42

Novilhas de 25 a 36 meses 12.147,16 22

Permanente 784.096,87 221

Imobilizado 784.096,87 221

Rebanho 130.300,00 213

Matrizes 113.300,00 206

Reprodutores 17.000,00 7

Animais de Trabalho 2.500,00 8

Eqüinos 2.500,00 8

Instalações 74.376,90

Implementos Agrícolas 11.500,00

Construções 126.000,00

Veículos 24.000,00

Tratores 35.000,00

Pastagens 91.200,00

Terrenos 314.800,00

(-) Depreciação (16.460,03)

Rebanho (7.931,28)

Animais de Trabalho (124,98)

Instalações (3.718,80)

Implementos Agrícolas (287,49)

Construções (1.010,00)

Veículos (1.200,00)

Tratores (2.187,48)

(-) Exaustão (9.120,00)

Pastagens (9.120,00)

FONTE: Dados da pesquisa

Em janeiro de 2003 não ocorreram operações.



Quantidade de cabeças a receber os custos = 459 – 8 (eqüinos) – 206



(matrizes) – 7 (reprodutores) = 238







TABELA 14 - CUSTO DA MOVIMENTAÇÃO DO REBANHO - JANEIRO/2003



VLR.

CUSTOS QUANT. UNIDADE TOTAL

UNIT.

Sal 1377 Kg 0,71 977,67

Mão-de-obra 1 Func. 349,22 349,22

Combustível 176,00

Depreciação do Imobilizado 1.400,63

Depreciação das Matrizes 206 Cb. 5,73 1.180,21

Depreciação dos Reprodutores 7 Cb. 20,24 141,67

Depreciação dos Eqüinos 8 Cb. 2,60 20,83

Exaustão de Pastagens 120 Alq. 12,67 1.520,00

ITR 28,75

Vacina de Febre Aftosa

Vacina de Carbúnculo

Vacina de Brucelose 62 Cb. 1,00 62,00

Vermífugo e Anti-Parasitário

CUSTO TOTAL 5.856,98

CUSTO UNITÁRIO 5.856,98 / 238 24,61

FONTE: Dados da pesquisa





Desenvolvidos todos os cálculos de apropriação dos custos referentes ao mês



de janeiro, a situação do ativo ficou da seguinte maneira:

TABELA 15 - COMPOSIÇÃO DO ATIVO - JANEIRO/2003



DESCRIÇÃO VALOR (R$) QUANT.

ATIVO 841.909,55 459

Circulante 62.076,02 238

Estoques 62.076,02 238

Rebanho em Formação 62.076,02 238

Bezerros de 0 a 8 meses 16.747,64 94

Bezerras de 0 a 8 meses 14.236,19 80

Novilhos de 9 a 12 meses - 0

Novilhas de 9 a 12 meses - 0

Novilhos de 13 a 24 meses - 0

Novilhas de 13 a 24 meses 18.403,63 42

Novilhas de 25 a 36 meses 12.688,57 22

Permanente 779.833,53 221

Imobilizado 779.833,53 221

Rebanho 130.300,00 213

Matrizes 113.300,00 206

Reprodutores 17.000,00 7

Animais de Trabalho 2.500,00 8

Eqüinos 2.500,00 8

Instalações 74.376,90

Implementos Agrícolas 11.500,00

Construções 126.000,00

Veículos 24.000,00

Tratores 35.000,00

Pastagens 91.200,00

Terrenos 314.800,00

(-) Depreciação (19.203,37)

Rebanho (9.253,16)

Animais de Trabalho (145,81)

Instalações (4.338,60)

Implementos Agrícolas (335,41)

Construções (1.178,33)

Veículos (1.400,00)

Tratores (2.552,06)

(-) Exaustão (10.640,00)

Pastagens (10.640,00)

FONTE: Dados da pesquisa

Em fevereiro de 2003 ocorreram as seguintes operações:



- Transferidos de 0 a 8 meses para 9 a 12 meses: 34 machos e 28 fêmeas.



- Aquisição de 1 reprodutor



Apuração:



Quantidade de cabeças a receber os custos = 459 – 8 (eqüinos) – 206



(matrizes) – 8 (reprodutores) = 237







TABELA 16-CUSTO DA MOVIMENTAÇÃO DO REBANHO - FEVEREIRO/2003



VLR.

CUSTOS QUANT. UNIDADE TOTAL

UNIT.

Sal 1380 Kg 0,71 979,80

Mão-de-obra 1 Func. 349,22 349,22

Combustível 176,00

Depreciação do Imobilizado 1.408,96

Depreciação das Matrizes 206 Cb. 5,73 1.180,21

Depreciação dos Reprodutores 8 Cb. 20,83 166,67

Depreciação dos Eqüinos 8 Cb. 2,60 20,83

Exaustão de Pastagens 120 Alq. 12,67 1.520,00

ITR 28,75

Vacina de Febre Aftosa

Vacina de Carbúnculo

Vacina de Brucelose 55 Cb. 1,00 55,00

Vermífugo e Anti-Parasitário

CUSTO TOTAL 5.885,44

CUSTO UNITÁRIO 5.885,44 / 237 24,83

FONTE: Dados da pesquisa





Desenvolvidos todos os cálculos de apropriação dos custos referentes ao mês



de fevereiro, a situação do ativo ficou da seguinte maneira:

TABELA 17 - COMPOSIÇÃO DO ATIVO - FEVEREIRO/2003



DESCRIÇÃO VALOR (R$) QUANT.

ATIVO 851.498,32 460

Circulante 67.961,46 238

Estoques 67.961,46 238

Rebanho em Formação 67.961,46 238

Bezerros de 0 a 8 meses 12.173,71 60

Bezerras de 0 a 8 meses 10.539,42 52

Novilhos de 9 a 12 meses 6.898,44 34

Novilhas de 9 a 12 meses 5.675,07 28

Novilhos de 13 a 24 meses - 0

Novilhas de 13 a 24 meses 19.442,23 42

Novilhas de 25 a 36 meses 13.232,60 22

Permanente 783.536,86 222

Imobilizado 783.536,86 222

Rebanho 133.300,00 214

Matrizes 113.300,00 206

Reprodutores 20.000,00 8

Animais de Trabalho 2.500,00 8

Eqüinos 2.500,00 8

Instalações 79.376,90

Implementos Agrícolas 11.500,00

Construções 126.000,00

Veículos 24.000,00

Tratores 35.000,00

Pastagens 91.200,00

Terrenos 314.800,00

(-) Depreciação (21.980,04)

Rebanho (10.600,04)

Animais de Trabalho (166,64)

Instalações (4.966,74)

Implementos Agrícolas (383,32)

Construções (1.346,67)

Veículos (1.600,00)

Tratores (2.916,64)

(-) Exaustão (12.160,00)

Pastagens (12.160,00)

FONTE: Dados da pesquisa

Em março de 2003 ocorreram as seguintes operações:



- Vendas de cabeças de 09 a 12 meses: 30 machos e 20 fêmeas.



- Transferidos de 0 a 8 meses para 9 a 12 meses: 29 machos e 26 fêmeas.



Apuração:



Quantidade de cabeças a receber os custos = 460 – 30 (machos) – 20 (fêmeas)



– 8 (eqüinos) – 206 (matrizes) – 8 (reprodutores) = 188







TABELA 18 - CUSTO DA MOVIMENTAÇÃO DO REBANHO - MARÇO/2003



VLR

CUSTOS QUANT. UNIDADE TOTAL

UNIT.

Sal 1230 Kg 0,71 873,30

Mão-de-obra 1 Func. 349,22 349,22

Combustível 176,00

Depreciação do Imobilizado 1.408,96

Depreciação das Matrizes 206 Cb. 5,73 1.180,21

Depreciação dos Reprodutores 8 Cb. 20,83 166,67

Depreciação dos Eqüinos 8 Cb. 2,60 20,83

Exaustão de Pastagens 120 Alq. 12,67 1.520,00

ITR 28,75

Vacina de Febre Aftosa 402 Cb. 0,96 385,92

Vacina de Carbúnculo 402 Cb. 1,00 402,00

Vacina de Brucelose 57 Cb. 1,00 57,00

Vermífugo e Anti-Parasitário 410 Cb. 2,00 820,00

CUSTO TOTAL 7.388,86

CUSTO UNITÁRIO 7.388,86 / 188 39,30

FONTE: Dados da pesquisa





Desenvolvidos todos os cálculos de apropriação dos custos referentes ao mês



de março, a situação do ativo ficou da seguinte maneira:

TABELA 19 - COMPOSIÇÃO DO ATIVO - MARÇO/2003



DESCRIÇÃO VALOR (R$) QUANT.

ATIVO 844.450,04 410

Circulante 65.209,85 188

Estoques 65.209,85 188

Rebanho em Formação 65.209,85 188

Bezerros de 0 a 8 meses 7.508,13 31

Bezerras de 0 a 8 meses 6.291,57 26

Novilhos de 9 a 12 meses 7.992,52 33

Novilhas de 9 a 12 meses 8.227,44 34

Novilhos de 13 a 24 meses - 0

Novilhas de 13 a 24 meses 21.092,94 42

Novilhas de 25 a 36 meses 14.097,25 22

Permanente 779.240,19 222

Imobilizado 779.240,19 222

Rebanho 133.300,00 214

Matrizes 113.300,00 206

Reprodutores 20.000,00 8

Animais de Trabalho 2.500,00 8

Eqüinos 2.500,00 8

Instalações 79.376,90

Implementos Agrícolas 11.500,00

Construções 126.000,00

Veículos 24.000,00

Tratores 35.000,00

Pastagens 91.200,00

Terrenos 314.800,00

(-) Depreciação (24.756,72)

Rebanho (11.946,92)

Animais de Trabalho (187,47)

Instalações (5.594,87)

Implementos Agrícolas (431,24)

Construções (1.515,00)

Veículos (1.800,00)

Tratores (3.281,22)

(-) Exaustão (13.680,00)

Pastagens (13.680,00)

FONTE: Dados da pesquisa

Em abril de 2003 ocorreram as seguintes operações:



- Vendas de cabeças de 09 a 12 meses: 30 machos e 15 fêmeas.



- Transferidos de 0 a 8 meses para 9 a 12 meses: 31 machos e 26 fêmeas.



Apuração:



Quantidade de cabeças a receber os custos = 410 – 30 (machos) – 15 (fêmeas)



– 8 (eqüinos) – 206 (matrizes) – 8 (reprodutores) = 143







TABELA 20 - CUSTO DA MOVIMENTAÇÃO DO REBANHO - ABRIL/2003



VLR.

CUSTOS QUANT. UNIDADE TOTAL

UNIT.

Sal 1095 Kg 0,71 777,45

Mão-de-obra 1 Func. 349,22 349,22

Combustível 176,00

Depreciação do Imobilizado 1.408,96

Depreciação das Matrizes 206 Cb. 5,73 1.180,21

Depreciação dos Reprodutores 8 Cb. 20,83 166,67

Depreciação dos Eqüinos 8 Cb. 2,60 20,83

Exaustão de Pastagens 120 Alq. 12,67 1.520,00

ITR 28,75

Vacina de Febre Aftosa

Vacina de Carbúnculo

Vacina de Brucelose

Vermífugo e Anti-Parasitário

CUSTO TOTAL 5.628,09

CUSTO UNITÁRIO 5.628,09 / 143 39,36

FONTE: Dados da pesquisa





Desenvolvidos todos os cálculos de apropriação dos custos referentes ao mês



de abril, a situação do ativo ficou da seguinte maneira:

TABELA 21 - COMPOSIÇÃO DO ATIVO - ABRIL/2003



DESCRIÇÃO VALOR (R$) QUANT.

ATIVO 834.885,77 365

Circulante 59.942,26 143

Estoques 59.942,26 143

Rebanho em Formação 59.942,26 143

Bezerros de 0 a 8 meses - 0

Bezerras de 0 a 8 meses - 0

Novilhos de 9 a 12 meses 9.572,87 34

Novilhas de 9 a 12 meses 12.660,34 45

Novilhos de 13 a 24 meses - 0

Novilhas de 13 a 24 meses 22.745,94 42

Novilhas de 25 a 36 meses 14.963,11 22

Permanente 774.943,51 222

Imobilizado 774.943,51 222

Rebanho 133.300,00 214

Matrizes 113.300,00 206

Reprodutores 20.000,00 8

Animais de Trabalho 2.500,00 8

Eqüinos 2.500,00 8

Instalações 79.376,90

Implementos Agrícolas 11.500,00

Construções 126.000,00

Veículos 24.000,00

Tratores 35.000,00

Pastagens 91.200,00

Terrenos 314.800,00

(-) Depreciação (27.533,39)

Rebanho (13.293,80)

Animais de Trabalho (208,30)

Instalações (6.223,01)

Implementos Agrícolas (479,15)

Construções (1.683,33)

Veículos (2.000,00)

Tratores (3.645,80)

(-) Exaustão (15.200,00)

Pastagens (15.200,00)

FONTE: Dados da pesquisa

Em maio de 2003 não ocorreram operações.



Quantidade de cabeças a receber os custos = 365 – 8 (eqüinos) – 206



(matrizes) – 8 (reprodutores) = 143







TABELA 22 - CUSTO DA MOVIMENTAÇÃO DO REBANHO - MAIO/2003



VLR.

CUSTOS QUANT. UNIDADE TOTAL

UNIT.

Sal 1095 Kg 0,71 777,45

Mão-de-obra 1 Func. 349,22 349,22

Combustível 176,00

Depreciação do Imobilizado 1.408,96

Depreciação das Matrizes 206 Cb. 5,73 1.180,21

Depreciação dos Reprodutores 8 Cb. 20,83 166,67

Depreciação dos Eqüinos 8 Cb. 2,60 20,83

Exaustão de Pastagens 120 Alq. 12,67 1.520,00

ITR 28,75

Vacina de Febre Aftosa

Vacina de Carbúnculo

Vacina de Brucelose

Vermífugo e Anti-Parasitário

CUSTO TOTAL 5.628,09

CUSTO UNITÁRIO 5.628,09 / 143 39,36

FONTE: Dados da pesquisa





Desenvolvidos todos os cálculos de apropriação dos custos referentes ao mês



de maio, a situação do ativo ficou da seguinte maneira:

TABELA 23 - COMPOSIÇÃO DO ATIVO - MAIO/2003



DESCRIÇÃO VALOR (R$) QUANT.

ATIVO 836.217,19 365

Circulante 65.570,35 143

Estoques 65.570,35 143

Rebanho em Formação 65.570,35 143

Bezerros de 0 a 8 meses - 0

Bezerras de 0 a 8 meses - 0

Novilhos de 9 a 12 meses 10.911,02 34

Novilhas de 9 a 12 meses 14.431,42 45

Novilhos de 13 a 24 meses - 0

Novilhas de 13 a 24 meses 24.398,95 42

Novilhas de 25 a 36 meses 15.828,97 22

Permanente 770.646,84 222

Imobilizado 770.646,84 222

Rebanho 133.300,00 214

Matrizes 113.300,00 206

Reprodutores 20.000,00 8

Animais de Trabalho 2.500,00 8

Eqüinos 2.500,00 8

Instalações 79.376,90

Implementos Agrícolas 11.500,00

Construções 126.000,00

Veículos 24.000,00

Tratores 35.000,00

Pastagens 91.200,00

Terrenos 314.800,00

(-) Depreciação (30.310,06)

Rebanho (14.640,68)

Animais de Trabalho (229,13)

Instalações (6.851,14)

Implementos Agrícolas (527,07)

Construções (1.851,67)

Veículos (2.200,00)

Tratores (4.010,38)

(-) Exaustão (16.720,00)

Pastagens (16.720,00)

FONTE: Dados da pesquisa

Em junho de 2003 ocorreram as seguintes operações:



- Nascimento de: 43 machos e 38 fêmeas.



- Transferidos de 13 a 24 meses para 25 a 36 meses: 16 fêmeas.



- Transferidos de 25 a 36 para matrizes: 22 fêmeas.



Apuração:



Quantidade de cabeças a receber os custos = 365 + 43 (machos) + 38 (fêmeas)



– 8 (eqüinos) – 228 (matrizes) – 8 (reprodutores) = 202







TABELA 24 - CUSTO DA MOVIMENTAÇÃO DO REBANHO - JUNHO/2003



VLR

CUSTOS QUANT. UNIDADE TOTAL

UNIT.

Sal 1338 Kg 0,71 949,98

Mão-de-obra 1 Func. 349,22 349,22

Combustível 176,00

Depreciação do Imobilizado 1.408,96

Depreciação das Matrizes 206 Cb. 6,53 1.345,09

Depreciação dos Reprodutores 8 Cb. 20,83 166,67

Depreciação dos Eqüinos 8 Cb. 2,60 20,83

Exaustão de Pastagens 120 Alq. 12,67 1.520,00

ITR 28,75

Vacina de Febre Aftosa

Vacina de Carbúnculo

Vacina de Brucelose

Vermífugo e Anti-Parasitário

CUSTO TOTAL 5.965,51

CUSTO UNITÁRIO 5.965,51 / 202 29,53

FONTE: Dados da pesquisa





Desenvolvidos todos os cálculos de apropriação dos custos referentes ao mês



de junho, a situação do ativo ficou da seguinte maneira:

TABELA 25 - COMPOSIÇÃO DO ATIVO - JUNHO/2003



DESCRIÇÃO VALOR (R$) QUANT.

ATIVO 837.721,14 446

Circulante 55.706,89 202

Estoques 55.706,89 202

Rebanho em Formação 55.706,89 202

Bezerros de 0 a 8 meses 1.269,89 43

Bezerras de 0 a 8 meses 1.122,22 38

Novilhos de 9 a 12 meses 11.915,11 34

Novilhas de 9 a 12 meses 15.760,37 45

Novilhos de 13 a 24 meses - 0

Novilhas de 13 a 24 meses 15.871,95 26

Novilhas de 25 a 36 meses 9.767,35 16

Permanente 782.014,25 244

Imobilizado 782.014,25 244

Rebanho 149.128,97 236

Matrizes 129.128,97 228

Reprodutores 20.000,00 8

Animais de Trabalho 2.500,00 8

Eqüinos 2.500,00 8

Instalações 79.376,90

Implementos Agrícolas 11.500,00

Construções 126.000,00

Veículos 24.000,00

Tratores 35.000,00

Pastagens 91.200,00

Terrenos 314.800,00

(-) Depreciação (33.251,62)

Rebanho (16.152,44)

Animais de Trabalho (249,96)

Instalações (7.479,28)

Implementos Agrícolas (574,98)

Construções (2.020,00)

Veículos (2.400,00)

Tratores (4.374,96)

(-) Exaustão (18.240,00)

Pastagens (18.240,00)

FONTE: Dados da pesquisa

5.7 RECEITA







“Entende-se por receita a entrada de elementos para o Ativo, sob forma de



dinheiro ou direitos a receber, correspondentes, normalmente, a venda de mercadorias,



de produtos ou a prestação de serviços.” (IUDICIBUS, 2000, pg 151)



A receita é obtida através da multiplicação da quantidade de arrobas de cada



animal ou lote de animais pelo valor da arroba praticado no mercado para o boi gordo,



já para animais entre oito e doze meses de idade o preço praticado no mercado é por



cabeça.







6 CONCLUSÃO







7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS







GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 3ª ed. São Paulo: Atlas, 1991.







GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social.. 5ª ed. São Paulo: Atlas, 1999.







IUDÍCIBUS, S. de. Teoria da Contabilidade. 6ª ed. São Paulo: Atlas, 2000.







MARION, J. C. Contabilidade Rural. 6ª ed. São Paulo: Atlas, 2000.







MARION, J. C. Contabilidade da Pecuária. São Paulo: Atlas, 1990.

MARION, J. C. Contabilidade da Pecuária. 5ª ed. São Paulo: Atlas, 1996.







MARTIN, L. C. T. Nutrição Mineral de Bovinos de Corte. São Paulo: Nobel, 1993.







MARTINS, E. Contabilidade de Custos. 7ª ed. São Paulo: Atlas, 2000.







MEDEIROS NETO, J. B. A Revolução na Pecuária. Porto Alegre: Editora Sulina,



1990.







Revista DBO, A revista de Negócios do Criador, n. 263, ano 21 setembro de 2002.







SILVA, S.; BARUSELLI, M. S. Os dez mandamentos da suplementação mineral.



Guaíba: Agropecuária, 2001.







UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Normas para Apresentação de



Documentos Científicos. Curitiba: Editora UFPR, 2000.







VICENTE, O. EDIPE – Enciclopédia Didática de Informação e Pesquisa



Educacional. 1ª ed. São Paulo: Livraria Editora Iracema Ltda, 1985.


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