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									LISTA DE EXERCÍCIOS – RECUPERAÇÃO 2°BI 2°ANO – LITERATURA-Gizelda

MATÉRIA:
Alencar/ obras e características
Eça : O crime do padre Amaro e O primo Basílio
M.A.Almeida : Memórias de um sargento de milícias.
Romantismo/ Realismo – características das escolas


1-Como se sabe, Eça de Queirós concebeu o livro O primo Basílio como um romance
de crítica da sociedade portuguesa, cujas “falsas bases” ele considerava um “dever
atacar”.A crítica que ele aí dirige a essa sociedade incide mais diretamente sobre:

a) o plano da economia, cuja estagnação estava na base da desordem social.
b) os problemas de ordem cultural, como os que se verificavam na educação e na
literatura.
c) a excessiva dependência de Portugal em relação às colônias, responsável pelo
parasitismo da burguesia metropolitana.
d) a extrema sofisticação da burguesia de Lisboa, cujo luxo e requinte conduziam à
decadência dos costumes.
e) os grupos aristocráticos, remanescentes da monarquia, que continuavam a exercer
sua influência corruptora em pleno regime republicano.

Leia atentamente a proposição:

“O Romantismo era a apoteose do sentimento; o Realismo é a anatomia do caráter. É
a crítica do homem. É a arte que nos pinta a nossos próprios olhos — para nos
conhecermos, para que saibamos se somos verdadeiros ou falsos, para condenar o
que houver de mau na nossa sociedade.”
QUEIRÓS, Eça de. In: PROENÇA FILHO, Domício. Estilos de época na literatura. São
Paulo: Liceu, 1969. p. 207.

2-O texto de Eça de Queirós reúne alguns princípios básicos do Realismo. Dentre as
alternativas abaixo, assinale aquela que não está em conformidade com as definições
do romancista português:

a) O Realismo foi marcado por um forte espírito crítico e assumiu uma atitude mais
combativa diante dos problemas sociais contemporâneos.
b). O sentido de observação e análise vigente no Realismo exigiu do escritor uma
postura
racional e crítica diante das contradições do homem enquanto ser social.
c) O autor realista retratou com fidelidade a psicologia do personagem, demonstrando
um
interesse maior pelas fraquezas humanas e pelos dramas existenciais.
d) Em oposição à idealização romântica, o escritor realista procurou descobrir a
verdade
de seus personagens, dissecando-lhes o comportamento.
e) As preocupações psicológicas da prosa de ficção realista levaram o romancista a
uma conscientização do próprio “eu” e manifestação de sua mais profunda
interioridade „


3-. (FEI-SP) Leia atentamente:



                                                                           Gizelda/2006
I. "A segunda Revolução Industrial, o cientificismo, o progresso tecnológico, o
socialismo utópico, a filosofia positivista de Auguste Comte, o evolucionismo formam o
contexto sociopolítico-econômico-filosófico-científico em que se desenvolveu a estética
realista."

II. "O escritor realista acerca-se dos objetos e das pessoas de um modo pessoal,
apoiando-se na intuição e nos sentimentos."

III. Um representantes da estética realista/naturalista em Portugal foi Eça de Queirós.

IV. "Poderíamos citar como características da estética realista: o individualismo, a
linguagem erudita e a visão fantasiosa da sociedade."

Verificamos que em relação ao Realismo/Naturalismo está (estâo) correta (corretas):

a) apenas I e II.
b) apenas I e III.
c) apenas II e IV.
d) apenas II e III.
e) apenas III e IV.

4- Ao criticar O Primo Basílio, Machado de Assis afirmou: “(...) a Luísa é um caráter
negativo, e no meio da ação ideada pelo autor, é antes uma títere que uma pessoa
moral‖.
Títere é um boneco mecânico, acionado por cordéis controlados por um manipulador.
Nesse sentido, as personagens que, principalmente, manipulam Luísa, determinando-
lhe o modo de agir, são:
    a) Basílio e Juliana·
    b) Jorge e Juliana
    c) Jorge, Conselheiro Acácio e Juliana
    d) Basílio, Leopoldina e Conselheiro Acácio
    e) Jorge e Leopoldina

-A seguir temos um trecho do romance Memórias de um Sargento de Milícias, de
Manuel Antônio de Almeida. Sabemos que nele o narrador faz um relato cômico e
irônico dos costumes populares da sociedade carioca do início do século XIX. A
narrativa gira em torno do anti-herói, Leonardo, exemplo do primeiro malandro
brasileiro:

Como sempre acontece a quem tem muito onde escolher, o pequeno a quem o
padrinho queria fazer clérigo mandando-o a Coimbra, a quem a madrinha queria fazer
um artista metendo-o na Conceição, a quem D. Maria queria fazer rábula arranjando-o
em algum cartório, e a quem enfim cada conhecido ou amigo queria dar um destino
que julgava mais conveniente às inclinações que nele descobria, o pequeno, dizemos,
tendo tantas coisas boas, escolheu a pior possível: nem foi para Coimbra, nem para
Conceição, nem para cartório algum; não fez nenhuma destas coisas, nem também
outra qualquer; constituiu-se um completo vadio, vadio-mestre, vadiotipo.

                                                  Memórias de um Sargento de Milícias.
                                                           Manuel Antonio de Almeida.

Vejamos, segundo um estudo sociológico, o que compõe o "malandro":



                                                                              Gizelda/2006
As seqüelas da problemática integração do negro na sociedade de classes, servem
perfeitamente à explicação das resistências ao trabalho em meio a uma população que
não via sua finalidade moral ou prática. No interstício entre o capital e o trabalho surge
o espaço do malandro. O compositor popular urbano, ele mesmo localizado neste
interstício, capta com intuição a pouca vantagem do trabalho e exalta a malandragem
como possibilidade de liberdade e prazer.

                                                              Malandragem e identidade.
                                                                   Roberto S. C. Moreira

5-A partir dessas leituras assinale a alternativa que não corresponde a um
entendimento possível sobre as personagens da obra:

a)Leonardo, um anti-herói, contrasta com os romances românticos da época. É uma
personagem complexa que passa por dramas de consciência.
b) O livro apresenta-nos personagens "tipos", isto é, estereótipos dos variados
componentes da sociedade do Rio de Janeiro no início do século XIX.
c) Muitas personagens são apresentadas ao leitor por meio da profissão que exercem:
parteira, barbeiro, meirinho.
d) Leonardo é uma personagem simples que não passa por dramas de consciência.
Suas ações são tomadas a partir das circunstâncias e dos arranjos sociais.
e) Poderíamos tomar Leonardo como um exemplo do malandro da época: um vadio
que busca liberdade e prazer, vivendo dos "arranjos" sociais.


6- (FUVEST-SP)

"Era este homem em proporções infinitesimais, baixinho, magrinho, de carinha estreita
e chupada, e excessivamente calvo; usava de óculos, tinha pretensões de latinista, e
dava bolos nos discípulos por dá cá aquela palha. O barbeiro entrou acompanhado pelo
afilhado, que ficou um pouco escabriado à vista do aspecto da escola, que nunca tinha
imaginado." (Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um Sargento de Milícias)

Observando-se, neste trecho, os elementos descritivos, o vocabulário e,
especialmente, a lógica da exposição, verifica-se que a posição do narrador frente aos
fatos narrados caracteriza-se pela atitude:

   a. crítica, em que os costumes são analisados e submetidos a julgamento.

   b. lírico-satírica, apontando para um juízo moral pressuposto.

   c. cômico-irônica, com abstenção de juízo moral definitivo.

   d. analítica, em que o narrador onisciente prioriza seu afastamento do narrado.

    e. imitativa ou de identificação, que suprime a distância entre o narrador e o
narrado

7- (Fuvest) Leia o texto para responder:
" Um dia de procissão foi sempre nesta cidade um dia de grande festa, de lufa-lufa, de
movimentação e de agitação; e se ainda é hoje o que os nossos leitores bem sabem,


                                                                               Gizelda/2006
na época em que viveram os personagens desta história a cousa subia de ponto;
enchiam-se as ruas de povo, especialmente de mulheres de mantilha; armavam-se as
casas, penduravam-se às janelas magníficas colchas de seda, de damasco de todas as
cores, e armavam-se coretos em quase todos os cantos. "Memórias de um sargento de
milícias

O texto pertence a um romance especial do Romantismo brasileiro, por apresentar
algumas propriedades em desacordo com o tom geral da escola. Pela leitura do texto e
pelo que se sabe da obra, dentre tais propriedades pode-se contar a seguinte:


a) Tendência documental: apego ao cotidiano real do Rio de Janeiro, com vivo retrato
social da cidade.
b) Tendência documental: apego à verdade dos fatos, narrando somente coisas
acontecidas.
c) Tendência para a fantasia: gosto pelo fantástico dos costumes, imaginando à
medida que retrata.
d) Tendência para o fantástico: embora prefira a fantasia, detém-se com detalhes nos
costumes mórbidos do tempo.
e) Tendência para a poesia: apreço pela narrativa lírica, sem deixar de ser fiel ao
sentimentalismo egocêntrico.

8-(Fuvest)No que se refere à prosa do romantismo, Memórias de um sargento de
milícias pode ser considerada uma obra que manifesta as peculiaridades brasileiras,
porque...

a) foge do caráter documental, inspirando-se no indianismo ao retratar uma natureza
exótica e exuberante.
b) segue rigorosamente os modelos literários europeus, alternando apenas o espaço
narrativo.
c) relata a vida cotidiana apenas de figuras populares, como o barbeiro, o compadre e
a comadre.
d) registra acontecimentos vivenciados pela sociedade pernambucana do tempo do rei
D. João VI.
e) põe em cena classes sociais modestas, antes ignoradas pela literatura de
manifestação nacional.


9-No excerto, o narrador incorpora elementos da linguagem usada pela maioria das
personagens da obra,como se verifica em:

a) aborrecera-se, porém do negócio.
.b) de que o vemos empossado.
c) rechonchuda e bonitota.
d)envergonhada do gracejo,
e) amantes tão extremosos.

-“ Então passou-se sobre este vasto deserto d’água e céu uma cena estupenda,
heróica, sobre-humana; um espetáculo grandioso, uma sublime loucura.
Peri alucinado suspendeu-se nos cipós que se entrelaçavam pelos ramos das árvores já
cobertas d’água, e com esforço desesperado, cingindo o tronco da palmeira nos seus
braços hirtos, abalou-o até as raízes‖




                                                                            Gizelda/2006
10-O texto acima exemplifica como mais marcante característica de Alencar a:

a) imaginação criadora
b) consciência de solidão
c) ânsia de glória
d) idealização do personagem
a) valorização da natureza

11-. (FMU/FIAM-SP) O homem de todas as épocas se preocupa com a natureza. Cada
período a vê de modo particular. No Romantismo, a natureza aparece como:

a) um cenário cientificamente estudado pelo homem; a natureza é mais importante
que o elemento humano.
b) um cenário estático, indiferente; só o homem se projeta em busca de sua
realização.
c) um cenário sem importância nenhuma; é apenas pano de fundo para as emoções
humanas.
d) confidente do autor, que compartilha seus sentimentos com a paisagem; a natureza
se modifica de acordo com o estado emocional do autor.
e) um cenário idealizado, onde todos são felizes e os poetas são pastores.



12- Sobre o fragmento abaixo, de O crime do padre Amaro, de Eça de Queirós,
assinale a alternativa incorreta:

―- Veja o que é. Tu e o padre – disse ele – quereis ambos a rapariga. Como ele é o
mais esperto e o mais decidido, apanhou-a ele. É lei natural: o mais forte despoja,
elimina o mais fraco; a fêmea e a presa pertencem-lhe. ―

a) Tem-se a Lei das Selvas, onde o forte, o esperto é Amaro e o fraco, o ingênuo é
   João Eduardo. ( o noivo de Amelinha)
b) Tem-se o sexo por necessidade biológica, Amaro agindo por instinto.
c) A fala acima pertence ao Dr. Gouveia, que por ser médico, representa o
   cientificismo.
d) João Eduardo, desesperado, foi pedir conselhos ao Dr. Gouveia e este respondeu-
   lhe da maneira escrita acima.
e) Dr. Gouveia conversa com João Eduardo( o noivo) e Amaro, visto que ambos
   disputavam Amélia.

13-
. "- ...Reclinada molemente na sua verdejante colina, como obelisca em seus
aposentos, está a sábia Coimbra, a lusa Atenas. Beija-lhe os pés, segredando-lhe de
amor, o saudoso Mondego. E em seus bosques, no bem conhecido salgueiral, o
rouxinol e outras aves canoras soltam seus melancólicos trilos. Quando vos aproximais
pela estrada de Lisboa, onde outrora uma bem organizada mala-posta fazia o serviço
que o progresso hoje encarregou à fumegante locomotiva, vede-la branquejando,
coroada do edifício imponente da Universidade, asilo da sabedoria."

                                                    ( O Primo Basílio - Eça de Queirós)

Este fragmento, escrito por conselheiro Acácio e lido por ele na reunião comemorativa
de sua nomeação ao grau de cavalheiro da ordem de S. Tiago, por seus méritos



                                                                            Gizelda/2006
literários, é usado por Eça de Queirós para:

a) criticar o cientificismo comum do período.
b) exaltar a melancolia típica do espírito português.
c) ironizar com o Arcadismo, comparando Coimbra com Atenas.
d) criticar o gosto da época pela literatura pedante e prolixa.
e) louvar a beleza da cidade de Coimbra.

15-Empenhado em diagnosticar problemas da sociedade, o romance realista-
naturalista os toma como peças de demonstração de tese. Com O Primo Basílio, Eça de
Queirós trata o adultério na sociedade lisboeta, buscando as causas que teriam levado
Luísa, a personagem principal, a cometê-lo.
Escolha dentre as alternativas seguintes a que mais se aproxima das causas que
abriram a Luísa o caminho do adultério.

a) Personalidade forte, Luísa conduz a ação de acordo com suas ambições pessoais.
b) Frívola e em disponibilidade, ela fica mercê de circunstancias propícias.
c) Doentiamente apaixonada pelo primo, deixa-se conduzir sem opor resistência.
d) Insatisfeita com o marido, burguês insensível, busca na aventura sua satisfação.
e) Conhecedora dos casos extraconjugais do marida, procura uma forma de vingança.




                                                                          Gizelda/2006

								
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