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Biografia

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Trabalho desenvolvido, no ano

2001-2002 por Ana Margarida

(estagiária da nossa Escola), Ana

Ferreira, Inês Cruz e Anabela

Fragoso, no âmbito da cadeira

História e Filosofia da Educação

(com ligeiros arranjos do prof.

Mata Fernandes com autorização

das autoras)

Biografia



Sebastião Leal Ana Cardoso

da Gama da Gama





10 de Abril de 1924







Sebastião Artur

Cardoso da Gama

 Depois dos estudos da escola

Primária, iniciou no Liceu Bocage,

em Setúbal, o ensino Secundário;

 Aos 14 anos, 1938, manifestou-se

uma tuberculose óssea, como terapia,

foi viver para a Serra da Arrábida;

 Até aos 18 anos, foi aluno externo. E

assim fez os exames até ao 7º ano

(actual 11º ano);

 Em 1942, fez o exame de admissão à

Faculdade de Letras da Universidade

de Lisboa (foi aluno voluntário do

curso de românicas);

 Iniciou a troca de correspondência

com D. Joana Luísa, em 1942;

 Começou a publicar na “Gazeta do

Sul”, um jornal do Montijo; os

seus primeiros versos tinham o

pseudónimo “Zé d‟Anixa”;

 Mais tarde, publicou nas revistas

literárias “Sísifo”, “Brotéria”,

“Árvore” e “Távola Redonda”;

 No dia 15 de Dezembro, de 1945,

publica o primeiro livro de versos,

Serra Mãe com a chancela da

Portugália;

 Em 1946, publica Loas a Nossa

Senhora da Arrábida;

 A 11 de Julho de 1947, concluiu

a licenciatura, com uma

dissertação intitulada

“Apontamentos sobre a poesia

social do século XIX”, com 17

valores;

 Foi colocado em Setúbal, como

professor provisório, na Escola

Comercial e Industrial João Vaz;

 A 18 de Dezembro de 1947,

pública Cabo da Boa Esperança

 Em 1949, fez o estágio como

professor, na Escola Veiga

Beirão, em Lisboa, e durante

esse período escreveu o

“Diário”;

 No ano de 1950, fez o exame

de estágio para professor, com

18 valores;

 É nomeado professor efectivo

na Escola Comercial e

Industrial de Estremoz;

 Introduziu nas aulas o ensino

individualizado;

 Em 1951 publica o seu

terceiro livro (último

publicado em vida): Campo

Aberto;

 Contrai matrimónio com D.

Joana Luísa, no Convento da

Arrábida no dia 4 de Maio de

1951;

 A doença agrava-se, morre a

7 de Fevereiro de 1952, com

apenas 27 anos de idade;

 Desde então, a sua mulher tem

promovido a edição dos seus

inéditos: “Pelo sonho é que

vamos”, “Diário”, “O segredo é

amar”, “Itinerário paralelo”;

 Os alunos de Setúbal, Estremoz

e Lisboa, têm-lhe promovido

várias homenagens;

 No dia 10 de Julho de 1993 é

condecorado a título póstumo,

com a Grã Cruz da Ordem do

Infante D.Henrique.

Sebastião da Gama: O Pedagogo

Autêntico artista, integrador da

vida psíquica individual, coloca

o amor tanto no cerne do seu

trabalho pedagógico, como na

vivência do dia-a-dia.

Enquanto pedagogo, não tinha

uma actuação pré-determinada,

nem era movido por interesses

pessoais, materiais ou sociais.

Tudo nele era natural próprio de

uma sensibilidade jovem,

idealista e de poeta.

Diário

Sebastião da Gama descreve

toda a sua prática educativa e a

sua pedagogia, num dos seus

maiores momentos poéticos, o

Diário;

As três constantes da

pedagogia do Diário são, “o

segredo é amar”, “a aula é uma

festa” e “o que eu quero

principalmente é que os

rapazes vivam felizes”.

Estão presentes todas as questões

relacionadas com a aprendizagem: o

professor, as crianças, os sentimentos,

os programas escolares impostos, o

ritmo de aprendizagem, as surpresas as

contradições de cada pessoa e o

aspecto social da época, em forma de

drama, com personagens e cenário.

Contém uma multiplicidade de pontos

de vista ou perspectivas, que procede

da disposição do pedagogo poeta e dos

comportamentos das personagens que

participam na situação, pois é no

centro da sua vida afectiva que SG

encontra os personagens com quem

convive, com quem dialoga e que ama.

Ser professor é...

Dar-se”. Ser professor é fazer amigos entre os alunos. Com

efeito, ele próprio afirma que as suas aulas não são mais do que

meros pretextos para conviver.





“Um pretexto para estar e conviver

com os rapazes alegremente e

sinceramente. E dentro dessa

convivência, como quem brinca ou

como quem se lembra de uma coisa

que sabe e vem a propósito, ir

ensinando.”

Profissão vs. Vocação



Para Sebastião da Gama, a vida de

professor era essencialmente ética,

porque da sua tarefa pedagógica

estava directamente dependente o

trabalho do aluno e até o seu

destino como pessoa. Aqui residia

a importância da vocação na

profissão.

A docência para ele, tinha a ver com a vocação e não era

simplesmente uma questão de escolha de profissão.

Colocou a docência no plano vocacional como uma

exigência do Ser, mais do que ter, pois pode ter-se um

grande rol de conhecimentos e não se ser professor.



Ensinar e ser. Antes de tudo, ser. A vida de professor deve

ser (tanto quanto possível, pobres de nós!) luminosa e

branca. Mais que não ser ignorante, importa não ser mau,

nem desonesto, nem impuro...Tanto quanto possível,

pobres de nós!

Educar é...

Uma arte, pois em educação não se deixa

uma obra a meio. Assim, o educador deve

ser o motivador e o entusiasta de todos os

momentos;

Fazer coincidir o seu ensino com o

educando, orientado para a vida, vida que se

quer feliz. “O que eu quero principalmente

é que os rapazes vivam felizes”.

Ajudar para que o indivíduo se integre na

sociedade e no mundo que o rodeia. Ao

pensar assim, Sebastião sentiu ele próprio a

necessidade de se mostrar como um elo de

relações afectivas nas suas relações com os

alunos.

Pelo sonho é que vamos,

Comovidos e mudos.

Ensinar e Ser... Chegamos? Não chegamos?

Haja ou não frutos,

Pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.

É a norma do Basta a esperança naquilo

professor. Ser para

Que talvez não teremos.

poder ensinar e

Ensinar para chegar a Basta que a alma demos,

ser. Se cada um de nós Com a mesma alegria,

se deixar ir pelo Ao que desconhecemos

sonho, a realidade E ao que é do dia a dia.

nunca será pobre. Chegamos? Não chegamos?

Partimos. Vamos. Somos.

«Pelo sonho é que vamos», in

Pelo sonho é que vamos,

Os Seus Ensinamentos

Os seus ensinamentos valem, ainda hoje, como referência para

todos aqueles que directa ou indirectamente, professores e pais, se

dedicam à educação de crianças e jovens

Porém, deve ter-se consciência de que só se podem aplicar as suas

“regras de ouro” depois de adaptados à vida actual, de modo que

os jovens de hoje os aceitem como os jovens dessa época as

aceitaram

A pedagogia de Sebastião da Gama, não se encaixa em nenhuma

escola académica mas visa a “Escola Ideal”.

Lealdade

Sebastião da Gama preza a

Lealdade. Lealdade dos alunos em

relação ao professor e aos próprios

colegas

Pedi, mais que tudo, uma coisa que eu costumo pedir aos maus

alunos: lealdade. Lealdade para comigo, e lealdade de cada um

para cada outro. Lealdade que não se limita a não enganar o

professor ou o companheiro: lealdade activa, que nos leva, por

exemplo, a contar abertamente os nossos pontos fracos ou a rir

só quando temos vontade (e então rir mesmo, porque não é

lealdade deixar então de rir) ou a não ajudar falsamente o

companheiro.

O primeiro a ...

Tentar sempre evitar o traumatismo e o

autoritarismo explicando sempre que, o

professor não é dono de toda a sabedoria.



Se não houver este ano há para o outro ou para daqui a cinco, o

aluno que compreende que o professor não é um livro aberto.”

O meu melhor professor foi um professor de Inglês que não

sabia nada de Inglês”- Disse o meu metodólogo; ora quem o

julgou o campeão dos professores creio eu que não foi o

metodólogo; foi o aluno do liceu

Manifestar-se contra uma certa

educação tradicional que tentava

adaptar a criança ao meio, pois ele

entendia que era necessário adaptar

o meio à criança.

Pensar que na idade escolar tinha

que dar prioridade ao

desenvolvimento da vitalidade

psíquica.

Fomentar nos rapazes o amor pela

natureza e por todos os seus seres.

Preferir a admiração à competição e

a criticar os Quadros de Honra

O primeiro a ...

Suprimir a tinta vermelha nas

suas correcções, com o

objectivo de não desmotivar

ou desencorajar os meninos.





A tinta vermelha lembra-me sangue a escorrer das feridas – e

pode dar-se o mesmo, se não em todos os alunos, ao menos em

alguns...Um risco pode equivaler a uma réguada. E na alma,

que é onde dói mais.

Cerne do Problema Pedagógico

Considerava que na escola não se

colocava a nível de

conhecimentos, do saber, mas no

desenvolvimento das capacidades

da personalidade.



Cada vez me apetece menos classificar os rapazes, dar-lhes notas

pelo que eles sabem . Eu não quero (ou dispenso) que eles metam

coisas na cabeça; não é para isso que eu dou aulas. O saber – diz

o povo – não ocupa lugar; pois muito bem; que eles saibam, mas

que o saber não ocupe lugar porque o que vale, o que importa (e

para isso pode o saber contribuir e só contribuir) é que eles se

desenvolvam, que eles cresçam, que eles saibam “resolver”, que

eles possam perceber.

A Pedagogia em 4

verbos

O que importava e para o que se

devia contribuir era para que eles “se

desenvolvam, cresçam, saibam

„resolver‟ e possam perceber”. E

aqui estão os quatro verbos da teoria

pedagógica de Sebastião da Gama:

desenvolver-se, crescer, resolver e

perceber. Tratava-se portanto de uma

pedagogia dinâmica e integral da

personalidade.

O que pretendia não era tanto ensinar

matéria mas sim orientar cada aluno

para que soubesse “resolver” e

pudesse perceber a sua

individualidade.

Amizade

Desde o primeiro dia, teve na sala

de aula, para com os alunos, uma

disposição de amizade e

camaradagem.

Não sou, junto de vós mais do que um camarada um

bocadinho mais velho. Sei coisas que vocês não sabem, do

mesmo modo que vocês sabem coisas que eu não sei ou já

esqueci. Estou aqui para ensinar umas e aprender outras.

Ensinar, não: falar delas. Aqui e no pátio e na rua e no vapor e

no comboio e no jardim e onde quer que nos encontremos. Não

acabei sem lhes fazer notar que «a aula é nossa». Que a todos

cabe o direito de falar, desde que fale um de cada vez e não

corte a palavra ao que está com ela.

Para aumentar a sua relação com os

alunos, o pedagogo inventou uma forma

de correcção de exercícios.



Inventei uma nova maneira de correcção: a cada trabalho

aponho uma folha de papel onde vou anotando o que não está

bem, e como e por quê isso ficará bem.(...) é uma lição ao

vivo que eles guardarão nos seus cadernos, que os mais

interessados lerão de vez em quando e que traz no fim uma

apreciação que não poupa o elogio, porque o elogia anima e

encoraja.

As aulas acontecem...

Como professor, tinha a experiência que “as melhores aulas

de Português também „acontecem‟, não se podendo pretender

levar uma aula preparada tintim por tintim até ao fim; pelo

menos é o que sucede com ele.” (Herrero,1999).

Eu sempre me senti um infeliz plagiado, quando dizia num

exame oral coisa que dissera no escrito; ou dizia no final coisas

que dissera no de frequência. O mesmo me acontece agora

quando, contente com uma lição que dei, tento repeti-la noutra

turma; o que era bonito fez-se horrível,(...), tenho verificado

que as melhores aulas da minha curta vida surgiram de repente,

por causa de uma palavra, por causa de uma insignificância em

que eu não pensara antes.

Como motivar os alunos?

Uma outra preocupação constante de Sebastião era a de

motivar os alunos rompendo com a monotonia que por vezes

envolvia as aulas. Considerava que quando os alunos estavam

desatentos nas aulas, tinha de se responsabilizar o professor

por uma carência didáctica, em vez de se culpabilizarem os

alunos.



É verdade que às vezes a culpa não é nossa: é toda deles, a

quem mais apetecia estar na rua que na escola. Mas para

isso justamente é que serve o bom professor – e o meu drama

resulta de que a mim só me interessa ser bom professor.

Gama tentava sempre inventar novos esquemas didáticos

para tornar agradável e eficaz a aprendizagem da Língua

Portuguesa pois sabia que era fundamental para que se

pudesse estabelecer a comunicação e consequentemente a

convivência humana.



...falarmos entre nós como se estivéssemos na aula, ou

diante de senhora, ou junto da nossa família.(...) é que o

hábito de falar usando com frequência palavras menos

próprias nos levará o fazer o mesmo diante de gente mais

velha ou diante de senhoras, já por distracção, já por

fatalidade, como é o caso de certas interjeições.

Serviu-se da disciplina que leccionava, o Português, para

fomentar a vida afectiva dos alunos, por exemplo,

incentivar a que os fracos se motivem para se tornarem

fortes.

O objectivo não era encontrar o erro e dar a

respectiva palmatoada; era começar a fazer o que eu

quero fazer (e fiz em Setúbal com bons resultados):

levar os fracos ao nível próximo-possível dos fortes.

Disse-lhes isto na primeira a aula,por estas palavras

que troquei em miúdos: Não quero ursos. Não se

entenda que não admito ursos. Talvez, por causa das

confusões, seja melhor por assim a coisa: Só quero

ursos.

O “Terror” da Chamada

Uma das primeiras medidas que ele tomou

foi acabar com a chamada, no sistema

tradicional escolar, segundo a estratégia

seguinte:

Quando cheguei a Setúbal, quis acabar com o que fica bem

chamado «o terror da chamada», é esse terror que leva a criança

a faltar à aula, a inventar uma desculpa, a tremer perante o

professor. Ora em Setúbal, como aqui, deu-se o contrário: há a

ânsia, a exigência e a alegria da chamada. Reclamam, querem vir

junto de mim todos os dias, impacientam-se. Em Setúbal, de

princípio, perguntavam: «É para nota?» (E havia medo numa

voz.) «Não. É para aprender.» Pois assim, senhor, para aprender é

que é: para eu aprender, para estarmos mais perto um do outro;,

para partir-mos a aula ao meio: pataca a mim, pataca a ti.

Classificação: uma nova

perspectiva

Mostrava perfeitamente que os

exercícios não decidiam a classificação

de um aluno. Assim sendo, a avaliação

era feita, não por um acto isolado, mas

pelo conjunto das atitudes ao longo do

ano.





Ao Gabriel dei 16, apesar de ter 11,5 no

exercício. Aquele 11,5 significava pouco

ou nada junto de tudo o que eu já sabia

do Gabriel

Substituiu a classificação quantitativa por

expressões qualitativas para não desmotivar

os alunos. Queria a todo o custo que os

rapazes se apercebessem de que o que

interessava era a informação qualitativa.

Gostava que os mocinhos não ligassem importância de

valoração quantitativa às notas: que as tomassem como

símbolos, não como prémios: que para eles a nota não fosse

um lugar sentado no eléctrico. Que dissessem: «Que me

importa ter tido dez valores se eu valho dezoito?» Ou então

«De que me serve ter tido dezoito se eu valho dez?» O que

interessa para a nossa saúde, para o nosso desenvolvimento

físico, é crescer...

“Um desgosto do coração”

Para este professor, não existia

dificuldade alguma para que as aulas

fossem uma festa.Porém, por vezes a

alegria quebrava-se e via-se obrigado a

tomar uma decisão que lhe provocava

“um desgosto do coração”.



O Fosco saiu, porque fez barulho – e fez barulho porque a aula

não lhe interessou – e não lhe interessou «talvez», porque ela não

tinha interesse nenhum – e quem devia ir para a rua era eu.

Reforço Positivo

Era defensor do reforço positivo para

aumentar comportamentos desejáveis e

tentou, sempre que possível, por esta ideia

em prática. Porém, preferia apelar aos bons

sentimentos do que recorrer às humilhações





Avante, pois! Eu disse ao senhor metodólogo, há dias, que

vocês iriam ser a melhor turma da Escola. Disse-o e junto de

vós o mantenho; porque tenho a certeza de que todos se

esforçarão por uma atitude nova, que faça a todos esquecer o

que foi o período que Deus tenha.

Combinado?

Autocrítica

Estava sempre disposto a aprender a partir das

suas limitações e fracassos, pois um dos

propósitos da sua prática educativa era ir

melhorando. Estava convencido, aliás que o mal

absoluto não existia.

Faz-me tanto mal e tanto bem dar uma aula má!

Eu não sou tão confiante como pareço: tenho

sempre medo de perder, julgo sempre que nada

valho antes de fazer as coisas...Ninguém dá pelos

meus receios, pela minha cobardia, porque eu só

manifesto o meu contentamento pelas minhas

vitórias.

Sebastião da Gama: o Poeta

Nunca escondeu a sua condição de

poeta. Além de escrever versos, fazia

poesia por meio de comunicação

humana. Poesia era como que uma

pedagogia de felicidade, pois «o

sentimento poético transforma tudo

quanto toca em beleza, em emoção»

(Herrero, 1999)

Um poeta pedagogo conduziu os seus alunos para a descoberta

desse mistério que é a Poesia, mistério de palavras, mistério de

imagens, mistério de mundos novos que acontecem na vida

quotidiana de todos os homens e em que poucos repararam.

PRIMEIRA REGRA

RELAÇÃO PROFESSOR / ALUNO

Sebastião da Gama mostrava uma grande capacidade de

relação com os adolescentes



Para ele autoridade não era sinónimo de coacção nem

liberdade era sinónimo de deixar fazer tudo



O que realmente lhe interessava era a relação com os

alunos e não apenas os conteúdos transmitidos



Quando existia indisciplina ou falta de atenção, atribuía

sempre a culpa ao professor e não aos alunos .

A habilidade de um bom professor, está em «adivinhar a

maneira de levar todos os alunos a estar interessados; a não

se lembrarem de que lá fora é melhor».



Para ele a essência da pedagogia escolar era a relação

professor-aluno o que é um conceito tradicional.



A sua originalidade estava no modo como o fazia, a sua

habilidade de promotor intelectual ligada ao calor humano

que transmitia

SEGUNDA REGRA: INCENTIVAR

A AUTO-DESCOBERTA DO ALUNO

SG defendia que o professor antes de se preocupar em

ensinar, deveria estar atento a Ser



Tentava proporcionar nas aulas um ambiente propício para

“os rapazes” se desenvolverem, crescerem, saberem

resolver e poderem perceber.



Em vez de tentar que os alunos memorizassem

conhecimentos interessava-lhe motivar, aguçar a

curiosidade e o interesse



Gama sabia que tinha de estabelecer uma relação

verdadeira com os alunos

TERCEIRA REGRA: A LIBERDADE





Sebastião da Gama tornou a sala de aula num lugar onde

os alunos se podiam manifestar e expressar livremente;



Motivava os alunos pela crítica construtiva;



Evitava os castigos, os momentos de stress e as repressões.

QUARTA REGRA:

O AMOR CONVIVENCIAL



Em vez de se apressar a condenar os rapazes maus, Gama

compreendeu que o problema da desadaptação social deles

era proporcional às suas carências afectivas.



A sua táctica era geralmente, uma lição de amor:



Dêmos o Coração, sobretudo àqueles que erraram, a esses

não os condenemos logo. Busquemos antes, pelo Amor,

que é compreensão, antes de mais nada trazê-los ao bom

caminho.

QUINTA REGRA: A FELICIDADE



Era esta a ideia que Gama tentava materializar nas suas

aulas:

«O que eu quero principalmente é que os rapazes vivam

felizes »



Gama prepara o terreno para a felicidade dos alunos e

como tal sugere que as aulas deverão ser:

«um pretexto para conviver com os rapazes (...) dentro

dessa convivência, como quem brinca ou como quem se

lembra de uma coisa que sabe e vem a propósito, ir

ensinando»

Cultivava a tolerância:



«lembrar-se a gente de que deve aceitar os rapazes como

rapazes; deixá-los ser, „porque até o barulho é uma coisa

agradável, quando é feito de boa fé.»


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