0002 1721 by oM9Rn9L8

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									       CENTRO UNIVERSITÁRIO FEEVALE




      CARLA ADRIANA RAMIRES MONTEIRO




SOFTWARE DE APOIO À TERAPIA FONOAUDIOLÓGICA




          Novo Hamburgo, Novembro de 2008.
           CARLA RAMIRES MONTEIRO




SOFTWARE DE APOIO À TERAPIA FONOAUDIOLÓGICA




                 Centro Universitário Feevale
         Instituto de Ciências Exatas e Tecnológicas
               Curso de Sistemas de Informação
               Trabalho de Conclusão de Curso




     Professor Orientador: Alexandre Oliveira Zamberlam




            Novo Hamburgo, Novembro de 2008.
AGRADECIMENTOS


       Agradeço a Deus e a todos aqueles que
       colaboraram de alguma maneira neste longo
       caminho.

       Ao meu orientador, que me inspira com sua
       frase “O verdadeiro herói é aquele que luta mais
       um pouco mesmo que tudo pareça perdido”.

       Aos meus colegas, Deise, Luana e Pedro que
       sempre me incentivaram nos momentos em que
       a força parecia desaparecer.

       Agradeço as minhas filhas, a Alissa e a Scarlet
       que me dão a maior alegria de viver, que o beijo
       de borboleta se eternize em nossos corações.
                                                                                          4




                                        RESUMO


         Com as evoluções tecnológicas, os softwares apresentam cada vez mais utilidades
nas áreas da saúde e da educação. Dessa forma, para atender às necessidades dos profissionais
da Fonoaudiologia, este trabalho tem como proposta projetar um software para auxiliar na
avaliação e na terapia de pacientes, sejam crianças ou adultos. Para a elaboração deste
trabalho, foram pesquisadas técnicas de Raciocínio Baseado em Casos e de Mineração de
Dados. Ou seja, para gerar a base de conhecimento, as “regras iniciais” na área de interesse
são empregadas junto com as técnicas de Raciocínio Baseado em Casos e com as técnicas de
Mineração de Dados. Procurando mensurar a influência de determinados atributos e
discriminar as soluções em uma base de casos. Assim, o alvo do software proposto é a
geração de conhecimento para os profissionais da Fonoaudiologia.

Palavras-chave: Software de Apoio Terapêutico, Fonoaudiologia, Raciocínio Baseado em
Casos, Mineração de Dados.
                                                                                               5




                                        ABSTRACT


        The technological developments enable that software aid in the health and education
areas. So, to support the needs of Speech Therapy professionals, this work aims to project
software that helps in the patients’ evaluation and therapy (children or adults). We will use
Case-Based Reasoning and Data Mining, to generate the knowledge base, the initials rules in
the interesting area. The idea is to measure certain attributes and related the solutions in cases
base. At last, the focus of the proposal software is a knowledge generation to Speech Therapy
professionals.

Key words: Therapy Aided in Software, Speech Therapy, Case-Based Reasoning, Data
Mining.
                                                                                                                                                6




                                                    LISTA DE FIGURAS


FIGURA 1.1 - INTERFACE FONOSPEAK........................................................................ 18
FIGURA 1.2 - INTERFACE VOXGAMES ......................................................................... 18
FIGURA 1.3 - AUDI IN ......................................................................................................... 19
FIGURA 2.1 - CICLO RBC .................................................................................................. 22
FIGURA 4.1 – CICLO DE VIDA DE DESENVOLVIMENTO DE UM SOFTWARE .. 36
FIGURA 4.2 – MODELO ENTIDADE RELACIONAMENTO ....................................... 43
FIGURA 4.3 – DIAGRAMA DE CLASSE DO SISTEMA ................................................ 45
FIGURA 5.1 – DIAGRAMA DE CASO DE USO DO SISTEMA ..................................... 47
FIGURA 5.2 – DIAGRAMA DE CASO DO MÓDULO .................................................... 48
FIGURA 5.3 – DIAGRAMA DE ATIVIDADE-GERÊNCIA DE PACIENTES .............. 50
FIGURA 5.4 – DIAGRAMA DE ATIVIDADE-GERÊNCIA DE CONSULTAS ............ 53
FIGURA 5.5 – DIAGRAMA DE ATIVIDADE-GERÊNCIA DE DIAGNÓSTICO ........ 56
FIGURA 5.6 – DIAGRAMA DE ATIVIDADE-GERÊNCIA DE TRATAMENTO ....... 59
FIGURA 5.7 – DIAGRAMA DE ATIVIDADE – MÓDULO MD E RBC ........................ 61
FIGURA 5.8 – DIAGRAMA DE SEQÜÊNCIA-GERÊNCIA DE PACIENTES ............. 61
FIGURA 5.9 – DIAGRAMA DE SEQÜÊNCIA-GERÊNCIA DE CONSULTAS ........... 62
FIGURA 5.10 – DIAGRAMA DE SEQÜÊNCIA-GERÊNCIA DE DIAGNÓSTICOS ... 63
FIGURA 5.11 – DIAGRAMA DE SEQÜÊNCIA-GERÊNCIA DE TRATAMENTOS .. 64
FIGURA ANEXO 1 – DIAGRAMA DE ATIVIDADE-GERENCIA DE USUÁRIOS ... 83
FIGURA ANEXO 2 – DIAGRAMA DE SEQÜÊNCIA-GERÊNCIA DE USUÁRIOS... 84
FIGURA ANEXO 3 – DIAGRAMA DE ATIVIDADE-GERÊNCIA DE AVALIAÇÕES
  ............................................................................................................................................... 87
FIGURA ANEXO 4 – DIAGRAMA DE SEQÜÊNCIA-GERENCIA DE AVALIAÇÕES
  ............................................................................................................................................... 88
FIGURA ANEXO 5 – DIAGRAMA DE ATIVIDADE-GERÊNCIA DE ANAMNESE . 91
FIGURA ANEXO 6 – DIAGRAMA DE SEQÜÊNCIA-GERÊNCIA DE ANAMNESE 92
FIGURA ANEXO 7 – TELAS DO MÓDULO PROPOSTA.............................................. 94
                                       LISTA DE QUADROS


Quadro 5.1 – Caso de Uso Gerência de Pacientes ............................................................... 48
Quadro 5.2 – Caso de Uso Gerência de Consulta ................................................................ 50
Quadro 5.3 – Caso de Uso Gerência de Diagnósticos .......................................................... 54
Quadro 5.4 – Caso de Uso Gerência de Tratamentos ......................................................... 56
Quadro Anexo 1 – Caso de Uso Gerência de Usuários ....................................................... 81
Quadro Anexo 2 – Caso de Uso Gerência de Avaliações. ................................................... 85
Quadro Anexo 3 – Caso de Uso Gerência de Anamnese ..................................................... 89
              LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS


IA    Inteligência Artificial
MD    Mineração de Dados
RBC   Raciocínio Baseado em Casos
RUP   Rational Unified Process
UML   Unified Modeling Language
                                                                                                                                  10




                                                         SUMÁRIO



INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 13
1 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO ....................................................................................... 16
  1.1 Sistemas de Informação na Fonoaudiologia .................................................................. 16
  1.2 Sistemas Existentes na Fonoaudiologia......................................................................... 17
      1.2.1 Sistema FonoSpeak 3 ........................................................................................... 17
      1.2.2 Vox Games .......................................................................................................... 18
      1.2.3 O Audi In ............................................................................................................. 19
2 TÉCNICAS DE TOMADA DE DECISÃO ....................................................................... 20
  2.1 Raciocínio Baseado em Casos ....................................................................................... 20
  2.2 Mineração de Dados ...................................................................................................... 23
      2.2.1 Principais Técnicas de Mineração de Dados ....................................................... 23
       2.2.1.1 Associação .................................................................................................... 23
       2.2.1.2 Classificação ................................................................................................. 24
       2.2.1.3 Regressão ...................................................................................................... 24
       2.2.1.4 Clusterização ................................................................................................ 24
       2.2.1.5 Sumarização.................................................................................................. 24
       2.2.1.6 Desvios ......................................................................................................... 25
      2.2.2 Exemplos Aplicados ............................................................................................ 25
3 FONOAUDIOLOGIA E A TERAPIA VOCAL ............................................................... 26
  3.1 Conceitos e processos básicos ....................................................................................... 26
  3.2 Classificação das Disfonias ........................................................................................... 28
  3.3 Relação Patologia e Tratamentos .................................................................................. 28
      3.3.1 Sons de Apoio ...................................................................................................... 29
       3.3.1.1 Sons de Apoio Nasais ................................................................................... 29
       3.3.1.2 Sons de Apoio Fricativos .............................................................................. 29
       3.3.1.3 Sons de Apoio Vibrantes .............................................................................. 29
       3.3.1.4 Sons de Apoio Plosivos ................................................................................ 29
       3.3.1.5 Sons de Apoio Basais ................................................................................... 29
       3.3.1.6 Sons de Apoio Hiperagudos ......................................................................... 30
      3.3.2 Técnicas de Mudança de Postura ......................................................................... 30
       3.3.2.1 Manipulação Digital da Laringe ................................................................... 30
       3.3.2.2 Vibrador Associado à Sonorização Glótica .................................................. 30
       3.3.2.3 Massagem na Cintura Escapular................................................................... 30
       3.3.2.4 Deslocamento Lingual .................................................................................. 31
                                                                                                                                       11


          3.3.2.5 Técnica de Emissão de Boca Aberta ............................................................ 31
          3.3.2.6 Técnica do /b/ Prolongado ............................................................................ 31
          3.3.2.7 Mudança de Posição de Cabeça.................................................................... 31
             3.3.2.7.1 Deslocamento no Plano Horizontal ........................................................ 32
             3.3.2.7.2 Deslocamento no Plano Vertical ............................................................ 32
         3.3.3 Técnicas de Associação de Movimentos dos Órgãos Fono-Articulatórios ......... 32
          3.3.3.1 Técnica do Bocejo ou Bocejo-Suspiro ......................................................... 32
          3.3.3.2 Método Mastigatório .................................................................................... 32
          3.3.3.3 Técnica Rotação de Língua .......................................................................... 33
         3.3.4 Técnicas Associadas à Fala Encadeada ............................................................... 33
          3.3.4.1 Voz Salmodiada............................................................................................ 33
          3.3.4.2 Treinamento Vocal sob Mascaramento Auditivo ......................................... 33
          3.3.4.3 Método Mastigatório Associado à Fala Encadeada ...................................... 33
          3.3.4.4 Sobre Articulação ......................................................................................... 33
         3.3.5 Técnicas Favorecedoras da Coaptaçao das Pregas Vocais .................................. 33
          3.3.5.1 Fonação Inspiratória ou Reversa .................................................................. 33
          3.3.5.2 Fonação Sussurrada ...................................................................................... 34
          3.3.5.3 Ataques Vocais Bruscos ............................................................................... 34
          3.3.5.4 Escalas Musicais ........................................................................................... 34
         3.3.6 Técnicas de Coaptação das Pregas Vocais Através de Funções .......................... 34
          3.3.6.1 Deglutição Incompleta Sonorizada ............................................................... 34
          3.3.6.2 Técnicas de Empuxo..................................................................................... 34
4 PROJETO DO SOFTWARE ............................................................................................. 35
  4.1 Rational Unified Process - RUP ..................................................................................... 35
  4.2 Linguagem de Modelagem - UML ................................................................................ 36
  4.1 Levantamento e Análise de Requisitos.......................................................................... 38
      4.1.1 Requisitos Funcionais .......................................................................................... 38
      4.1.2 Requisitos Não Funcionais .................................................................................. 41
  4.2 Modelagem do Sistema ................................................................................................. 42
  4.3 Diagrama de Classe ....................................................................................................... 43
5 FUNCIONALIDADES DO SOFTWARE ......................................................................... 46
  5.1 Casos de Uso ................................................................................................................. 46
      5.1.1 Diagrama de Casos de Uso .................................................................................. 46
  5.2 Diagramas de Seqüência................................................................................................ 61
CONCLUSÕES....................................................................................................................... 65
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................. 67
ANEXOS ................................................................................................................................. 69
ANEXO I -ANAMNESE ........................................................................................................ 70
ANEXO II - EXAME DA VOZ ............................................................................................. 73
ANEXO III - EXAME RESPIRAÇÃO ................................................................................ 75
ANEXO IV - AVALIAÇÃO CORPORAL .......................................................................... 77
ANEXO V - EXAME OROFACIAL .................................................................................... 79
ANEXO VI - GERÊNCIA DE USUÁRIOS ......................................................................... 81
ANEXO VII - GERÊNCIA DE AVALIAÇÕES................................................................. 85
ANEXO VIII -GERÊNCIA DE ANAMNESE ..................................................................... 89
                                                                                                                                       12


ANEXO IX - PARECER FONOAUDIOLÓGICO ............................................................. 93
ANEXO X ................................................................................................................................ 94
                                                                                                            13




                                           INTRODUÇÃO


          Profissionais especialistas são grandes solucionadores de problemas, com uma
capacidade de solução incomparável, que, em princípio, não poderiam ser substituídos por
máquinas. Contudo, sistemas que utilizam Raciocínio Baseado em Casos1 (RBC) podem
armazenar e disseminar o conhecimento, reutilizando as experiências e o conhecimento de
especialistas. Já a Mineração de Dados (MD) facilita o processo de disseminação e
reutilização de conhecimento, pois, a partir de grandes bases de dados, permitem identificar
padrões consistentes, regras ou seqüências temporais de dados (ELMASRI; NAVATHE,
2005).

           Mara Abel (1995) a internalização é o processo de incorporação do conhecimento
explícito no conhecimento implícito. É intimamente relacionada ao “aprender fazendo”.
Quando o resultado do processo de internalização for armazenado em bases de conhecimento,
é possível compartilhar tais conhecimentos com outros membros de uma organização, de uma
sociedade, de uma classe profissional, etc., iniciando-se uma nova maneira de uso do
conhecimento.

          A tecnologia de RBC pode ser vista sob dois pontos de vista: pode ser considerada
como uma abordagem para modelar o raciocínio e o pensamento humano; e também para
construir sistemas computacionais inteligentes (WANGENHEIM; WANGENHEIM, 2003).
Mara Abel (1995) escreve que Raciocínio Baseado em Casos é uma abordagem de
desenvolvimento de sistemas, cuja idéia básica é armazenar experiências de casos passados,
para que a solução desses seja reutilizada, facilitando e agilizando a solução de novos



1
 O Raciocínio Baseado em Casos (RBC) é uma técnica da Inteligência Artificial que utiliza experiências de casos
passados para solucionar problemas do presente (WANGENHEIM; WANGENHEIM, 2003).
                                                                                                      14


problemas. O formato de casos torna mais fácil, também, definir mecanismos de gerência de
conhecimento, inclusive, utilizando-se do armazenamento em bancos de dados.

           Em (GOLDSCHMIDT, 2005), assume-se que a Mineração de Dados possibilita
mensurar a influência de determinados atributos para discriminar as soluções em uma base de
dados. Essa medida permite determinar os intervalos de valores de pesos mais adequados a
serem associados a cada atributo em particular, de forma a obter medidas de similaridades
mais eficazes na recuperação de dados. Pode-se dizer que a mineração de dados consiste em
obter informações através de uma base de dados existente, usando seus atributos para extrair
informações que não são obvias e que precisam ser trabalhadas para serem úteis na tomada de
decisão.

           A partir desse contexto, a motivação para este trabalho deve-se à necessidade de
novas ferramentas para o estímulo de descoberta de conhecimento (nos processos de
diagnóstico e de tratamento) na área da Fonoaudiologia, pois: (i) existem pouquíssimos
trabalhos de Sistemas de Informação que efetivamente auxiliem nessa área; (ii) há inúmeras
patologias que o fonoaudiólogo deve diagnosticar e tratar, tendo sempre como referência os
melhores tratamentos, ou seja, os que têm efeitos comprovados; (iii) não existem bases de
dados de patologias, sintomas e tratamentos organizados e disponíveis; (iv) em geral,
profissionais fonoaudiólogos atendem todas as subáreas da Fonoaudiologia, não atendendo
um único tipo de paciente.

           Pode-se definir o fonoaudiólogo como aquele que trata diversas patologias que
trazem alguma perda (lingüística, mental, etc.) para o homem. Já que, todo o contato
lingüístico entre os homens supõe a existência de um sistema, composto por um número
limitado de elementos, diferenciados uns dos outros (FERREIRA, 1993). Assim, o
fonoaudiólogo trata desde um atraso simples de linguagem, técnicas de impostação vocal até
pacientes laringectomizados2.

           Com as evoluções tecnológicas, os softwares apresentam cada vez mais utilidades
nas áreas da saúde e da educação. Dessa forma, para atender as necessidades dos profissionais
da saúde, em especial, aos fonoaudiólogos, tem-se como proposta projetar um software para a


2
  Larigectomia implica na remoção de todo arcabouço cartilagíneo da laringe, músculos e outras estruturas
contidas neles (PINHO, 1998).
                                                                                                           15


avaliação e terapia do paciente em todo seu “âmbito”, utilizando esse software tanto com
crianças, quanto com adultos. Pretende-se desenvolver um sistema para auxiliar durante o
processo de terapia, que inicia na identificação do paciente (anamnese), seguindo para a
avaliação vocal, orofacial, respiratória e corporal, gerando um prognóstico e um plano
terapêutico. De posse de todas essas informações, é possível aplicar técnicas de Mineração de
Dados e Raciocínio Baseado em Casos para gerar conhecimento necessário à tomada de
decisão, a partir dos melhores processos terapêuticos armazenados.

            É importante ressaltar que a própria autora deste trabalho é a consultora-especialista,
já que é formada em Fonoaudiologia pelo Instituto Metodista de Educação e Cultura (IPA-
IMEC), Porto Alegre – RS, no ano de 1999. Inclusive, atua como fonoaudióloga na Unidade
Central de Especialidades – SUS3.

            Portanto, a idéia deste trabalho é utilizar os dados organizados na base de dados para
auxiliar na escolha dos melhores procedimentos para os novos pacientes. Pois, Raciocínio
Baseado em Casos significa, recuperação de casos, reutilização, revisão e retenção dos
mesmos, tudo para auxiliar na tomada de decisão. A Mineração de Dados servirá então para
“indexar” os dados na base (padrões), utilizando-se de suas técnicas para a descoberta do
conhecimento. Assim, o sistema deverá identificar as características de cada patologia e
respectivo tratamento definindo os padrões de tratamentos. Por isso, o sistema proposto deve
manipular apenas os atributos relevantes para a recuperação de dados, verdadeiramente,
importantes para cada novo paciente e sua patologia.

            Assim, o objetivo deste trabalho é projetar um sistema que gerencie informações
relacionadas aos processos terapêuticos da Fonoaudiologia, começando pela terapia vocal,
auxiliando na tomada de decisão das melhores técnicas terapêuticas.

            Para facilitar no entendimento do proposto, o trabalho foi dividido em 5 capítulos.
No primeiro capítulo são abordados os sistemas existentes na Fonoaudiologia e suas
contribuições. O segundo capítulo apresenta as técnicas que auxiliam na tomada de decisão.
No capítulo três, são descritos os processos da Fonoaudiologia. No capítulo quatro, apresenta-
se o projeto de software. O quinto capítulo trata das funcionalidades do software. Por último,
são apresentadas as conclusões do trabalho, bem como o referencial bibliográfico.

3
    Unidade Central de Especialidades – Av. Castro Alves 162 – Sapucaia do Sul – RS – Fone (51) 34741706
                        1   SISTEMAS DE INFORMAÇÃO


        A aquisição do conhecimento pode ser definida como o processo de compreender e
organizar o conhecimento de várias fontes. Assim, os sistemas de informação são uma
importante ferramenta para toda a sociedade. Se tiver disponíveis os softwares que consigam
armazenar o conhecimento que reside na mente das pessoas, atuantes em domínios
específicos, poder-se-á organizar o conhecimento. Assim, o desafio é compreender o domínio
da informação.


        1.1   Sistemas de Informação na Fonoaudiologia

        Os sistemas existentes para o uso fonoaudiológico, até o presente momento e em sua
maioria, tratam apenas de cadastro de dados dos pacientes. Por esse motivo, torna-se tão
importante o desenvolvimento de softwares que interajam com o profissional, sugerindo ao
especialista, o tratamento terapêutico que mais se aplica a determinado caso, otimizando o
trabalho do fonoaudiólogo e a eficácia do tratamento.

       O trabalho terapêutico como resultado de um processo dinâmico, pode ser visto como
três eixos que se relacionam continuamente: “o paciente, o terapeuta e o computador”. O
paciente como construtor de seu conhecimento, sente-se acolhido e consegue expressar com
maior liberdade suas vontades e desejos. O terapeuta, como mediador do processo, ao
conhecer a estrutura lógica do paciente e a forma como ele pensa, pode se adequar mais
facilmente à sua capacidade e às suas possibilidades. O terapeuta-mediador interpõe-se entre o
cliente e os estímulos externos, potencializando o aprendizado. O computador, como
ferramenta de exploração criativa, é um elemento a mais para promover a aprendizagem, por
oferecer muitos recursos como instrumento de aprendizagem e poder assumir diferentes
papéis em terapia.
                                                                                           17


           Para guardar e processar as informações de cada paciente, o fonoaudiólogo necessita
de processos agilizados e, principalmente, que automatizem a descoberta de conhecimento.


           1.2   Sistemas Existentes na Fonoaudiologia

           Os sistemas existentes, elaborados para a Fonoaudiologia, tratam apenas de dois
aspectos: cadastros dos dados dos pacientes; e figuras e jogos para auxiliar no processo de
terapia. Pode-se dizer que este trabalho surge para colaborar durante todo o processo de
atendimento terapêutico, pois trata da descoberta de conhecimento a partir dos cadastros de
pacientes e das informações coletadas pelo terapeuta.

           A seguir, são descritos três softwares para a área da Fonoaudiologia.


    1.2.1 Sistema FonoSpeak 3

           O FonoSpeak é um software que auxilia o fonoaudiólogo na apresentação dos
fonemas enfatizando a articulação dos mesmos. É comercializado por uma empresa
especializada em softwares para Fonoaudiologia e Fisioterapia - CTS Informática4. Foi
desenvolvido em linguagem C++, com grande variedade de figuras para a estimulação visual
e auditiva. No entanto, um dos pontos negativos é que não existe uma correlação entre os
pacientes, patologias e tratamentos, pois é usado somente como apoio à terapia, sem analisar a
evolução do paciente e seu respectivo tratamento. Na Figura 1.1 é possível visualizar a
interface principal desse sistema.




4
    CTS INFORMATICA – www.ctsinformatica.com.br
                                                                                         18




                                 Figura 1.1 - Interface FonoSpeak
                                   Fonte: CTS INFORMATICA,2000


        1.2.2 Vox Games

        O VoxGames (Figura 1.2) é um software que auxilia o fonoaudiólogo na análise e
percepção da voz, considerando o registro vocal, pitch, ou seja, a qualidade vocal. Também é
comercializado pela CTS Informática.




                             Figura 1.2 - Interface VoxGames
                               Fonte:CTS INFORMATICA , 2000
                                                                                                 19


            1.2.3 O Audi In

            O Audio In (Figura 1.3) foi desenvolvido para ser utilizado por profissionais da área
de Fonoaudiologia, com o intuito de minimizar o tempo gasto pelos especialistas e tornar a
escolha do aparelho de amplificação sonora mais rápida e precisa. O sistema foi
implementado utilizando o Delphi 5.0 e a base de casos que armazena as informações dos
pacientes foi desenvolvida em Paradox5. O Audio In tem um módulo RBC embutido.




                                             Figura 1.3 - Audi In
                                             Fonte:http://www.hab2001.sld.cu/arrepdf/00104.pdf


            O módulo de RBC foi implementado utilizando a combinação de dois métodos: i) o
vizinho mais próximo, que consiste em calcular a similaridade pela média das distâncias entre
o caso em questão e os casos armazenados na base; ii) e a contagem de características, que
consiste na contagem dos atributos do caso armazenado na base que sejam iguais aos atributos
do caso de entrada. Portanto, o grau de similaridade será dado pelo percentual de números de
atributos iguais entre os dois casos.

            No momento, existem vários softwares de apoio à Fonoaudiologia, no entanto esses
não têm a integração entre cadastro de pacientes, diagnóstico de patologia e técnicas
terapêuticas. Assim, no próximo capítulo, é feito uma descrição das técnicas de apoio a
decisão como RBC e MD.




5
    O Paradox é um sistema de banco de dados relacional baseados em tabelas.
                   2   TÉCNICAS DE TOMADA DE DECISÃO


        O objetivo deste capítulo é apresentar os conceitos necessários para que se possa
compreender o funcionamento das técnicas para auxiliar no processo de tomada de decisão,
ou seja, identificar padrões de comportamento através de dados. Então, são apresentadas as
técnicas de Raciocínio Baseado em Casos e as de Mineração de Dados, utilizadas na
representação e na recuperação do conhecimento.


        2.1   Raciocínio Baseado em Casos

        Todo o ser humano tenta resolver seus problemas utilizando a experiência que teve
com problemas anteriores, fazendo uma analogia. Então, o que torna um problema complexo
em algo de fácil solução é a quantidade de experiência que se tem acerca da situação que se
está tentando encontrar solução.

                       Raciocínio Baseado em Casos é um enfoque para a solução de problemas e para o
                       aprendizado baseado em experiência passada. RBC resolve problemas ao recuperar
                       e adaptar experiências – chamado casos – armazenadas em uma base de casos. Um
                       novo problema é resolvido com base na adaptação de soluções de problemas
                       similares já conhecidas. (WANGENHEIM; WANGENHEIM, 2003)

        Casos representam, por exemplo: experiências concretas, expressando um conjunto
de sintomas de um paciente e os passos do tratamento médico aplicado; a descrição dos
sintomas do defeito técnico apresentado por uma impressora e o método adequado para o
conserto. Casos são armazenados na base de casos para que estejam à disposição para serem
reutilizados. Podem-se armazenar tanto casos positivos quanto negativos, para não se repetir
os mesmos erros.

        Conforme (WANGENHEIM; WANGENHEIM, 2003) a tecnologia de RBC pode ser
vista de dois pontos de vista diferentes. Pode ser considerada como uma metodologia para
modelar o raciocínio e o pensamento humano; e para construir sistemas computacionais
                                                                                             21


inteligentes. Ou seja, é um novo paradigma para a resolução de problemas, que em muitos
aspectos difere de forma fundamental de outros enfoques da Inteligência Artificial. Pode-se
citar como elementos básicos de RBC :

           Representação do conhecimento: em um sistema de RBC, o conhecimento é
            representado em forma de casos que descrevem as experiências concretas.
            Assim, tem-se a descrição do problema que foi resolvido e a descrição dos
            aspectos relevantes do mesmo, a descrição da solução utilizada para resolver o
            problema;

           Medida de Similaridade: após a representação do conhecimento em forma de
            casos, o sistema tem que encontrar outro caso relevante para o problema atual na
            base de casos e respondendo quando o caso for similar a um novo problema. Para
            que esse processo ocorra, precisa-se atribuir pesos às características dos casos, de
            acordo com seu grau de importância;

           Adaptação: os problemas na base de dados não serão idênticos ao problema atual,
            assim, tem-se que recuperar o caso para adaptar a nova problemática;

           Aprendizado: para que o sistema se mantenha atualizado e evolua, sempre que
            resolver um problema com sucesso o sistema deverá ser capaz de lembrar dessa
            situação no futuro. Assim, o modelo aceito para o processo de RBC é o Ciclo de
            RBC, composto por um raciocínio contínuo formado por quatro tarefas principais
            (recuperar, reutilizar, revisar e reter). A Figura 2.1 lustra o descrito;

           Recuperar os casos mais similares da base de casos (talvez seja uma das partes
            mais importante em RBC). A organização dos casos na base de dados influencia
            diretamente na recuperação dos mesmos. Existem várias perguntas a responder: o
            que armazenar de cada caso; como estruturar seu conteúdo; e como organizar e
            indexar a memória de casos. A recuperação seqüencial é a mais simples de se
            utilizar, pois compara o novo caso com todos os outros seqüencialmente. No
            entanto, sua grande desvantagem é a performance do sistema para base de casos
            grandes. A recuperação de casos pode ser dividida em três sub-tarefas
            (WANGENHEIM, WANGENHEIM, 2003):
                                                                                  22


       o Assessoramento da situação: o usuário poderá inserir ou descrever no
           sistema os dados relevantes do problema, isso envolve filtrar os ruídos e
           inferir índices relevantes para o novo caso;

       o Casamento: tem como objetivo retornar um conjunto de casos da base de
           casos útil para a solução do problema;

       o Seleção: a partir de um conjunto de casos similares, pode-se fazer uma
           escolha considerada ideal.

   Reutilizar as situações passadas, pois dificilmente são idênticas às do problema
    atual. No entanto nos sistemas de RBC existem mecanismos para adaptar os
    casos recuperados;

   Revisar quando uma solução para um caso gerado na fase de reuso não é correta,
    então surge a oportunidade para o aprendizado a partir desse erro;

   Reter a experiência representando o caso atual para reutilização futura. Ou seja,
    para melhorar o repositório de conhecimento de um sistema de RBC.




                          Figura 2.1 - Ciclo RBC
                 Fonte: WANGENHEIM, WANGENHEIM, 2003.
                                                                                           23


        2.2   Mineração de Dados

        Na era da informação, não é mais útil apenas guardar grandes volumes de dados em
um banco de dados. É preciso extrair informações dessas bases, além de auxiliar o especialista
e/ou perito na administração da informação no seu dia a dia.

        Assim, a Mineração de Dados (MD), ou Data Mining, compreende a aplicação de
algoritmos sobre os dados, procurando abstrair conhecimento. Esses algoritmos são
fundamentados em técnicas que procuram, segundo determinados paradigmas, explorar os
dados de forma a produzir modelos de conhecimento (GOLDSCHMIDT, 2005).

        O pré-processamento, em MD visa a realizar alguma mudança ou padronização
(normalização) das palavras existentes nos textos.             Assim, essas técnicas de pré-
processamento, com fins de normalização, são provenientes de áreas como “Processamento de
Linguagem Natural” e “Sistemas de Recuperação de Informações”.

         Conseqüentemente, uma quantidade muito maior de documentos poderá                 ser
“agrupada”. Na etapa final do processo busca-se, pós-processamento, a seleção e ordenação
das descobertas, a representação de conhecimento e a geração de relatórios.


        2.2.1 Principais Técnicas de Mineração de Dados

        Para uma eficiente mineração de dados é essencial analisar as técnicas e escolher
aquela que melhor se aplique na área ou caso em questão. (ELMASRI, NAVATHE,2005)
divide a etapa de MD em seis modos (ou tipos) e seus respectivos algoritmos.


        2.2.1.1   Associação

        Consiste em buscar padrões que se repitam freqüentemente em um banco de dados.
Utilizada principalmente no incremento das vendas de um determinado segmento comercial.
O algoritmo mais utilizado é o Apriori, além DHP, Partition, entre outros.

        O algoritmo funciona segundo o principio de atomicidade do suporte, ou seja,
encontrar um conjunto de itens freqüentes e, a partir deste conjunto, gerar as regras de
associação. O Apriori é um algoritmo clássico de MD nas Regras de Associação. Existe
também a preocupação em detectar associações entre itens ao longo de um período,
descobrindo padrões.
                                                                                                        24


         Dessa forma, a técnica de associação é utilizada para o obter os vários níveis de
abstração de um determinado problema, um exemplo seria a organização de um
supermercado. De uma maneira geral, cada tipo de produto está distribuído em um local
específico. Assim, tem-se o primeiro nível, logo após, passa-se a pensar qual produto do
mesmo tipo poderá ficar próximo e assim por diante.


         2.2.1.2   Classificação

         Segundo (ELMASRI, NAVATHE,2005), a classificação consiste na aplicação de
processos para encontrar um modelo que descreva classes diferentes de dados. Esse tipo de
atividade também é chamada de “aprendizado supervisionado”, pois uma vez que o modelo é
construído, pode ser usado para classificar novos dados.

                          Assim, descobrir uma função que mapeie um conjunto de registros em um conjunto
                          de rótulos categóricos predefinidos, denominados classes. Uma vez descoberta, tal
                          função pode ser aplicada a novos registros de forma a prever a classe em que tais
                          registros se enquadram(GOLDSCHMIDT, 2005).

         Na técnica de classificação, pode-se aplicar as tecnologias de Redes Neurais,
Algoritmos Genéticos, Lógica Indutiva, por exemplo.


         2.2.1.3   Regressão

         É semelhante à técnica de classificação, sendo restrita a dados com valores
numéricos. Exemplos: predição do risco de determinados investimentos; definição do limite
do cartão de crédito para cada cliente em um banco. Assim, pode-se utilizar Estatística, Redes
Neurais, outras outras.


         2.2.1.4   Clusterização

         É utilizado para separar os registros de uma base de dados em subconjuntos ou
clusters. Assim o objetivo nessa tarefa é maximizar a similaridade intracluster e minimizar a
similaridade intercluster. Então, a diferença essencial entre a classificação e a clusterização é
que na clusterização precisa automaticamente identificar os grupos de dados aos quais o
usuário deverá atribuir rótulos.


         2.2.1.5 Sumarização

         Essa técnica identifica e indica as características comuns entre conjuntos de dados, a
Lógica Indutiva e Algoritmos Genéticos são exemplos. A sumarização é aplicada logo após a
                                                                                            25


aplicação de uma Clusterização. Os Algoritmos genéticos são técnicas que procuram obter
boas soluções para problemas complexos por meio da evolução de populações de soluções
codificadas.


          2.2.1.6 Desvios

          Essa técnica consiste em buscar padrões fora da normalidade, ou seja, características
que não atendam aos padrões do contexto. Assim, descreve a ocorrência passada de
problemas e suas soluções associadas, sendo armazenado de forma classificada e indexada, ou
seja, é aquele conhecimento sobre situações que fugiram à regra.


          2.2.2 Exemplos Aplicados

          Apesar de ser uma tecnologia relativamente nova, a rede de supermercados Wal-
Mart utiliza MD para definir o volume de compras de seus clientes e eventuais associações de
itens. Concluíram que os pais que compravam fraldas para os seus filhos nas sextas-feiras
levavam     cervejas,   assim,   foi   possível   melhorar   a   localização   dos   produtos.
Fonte: (http://pt.wikipedia.org/wiki/Minera%C3%A7%C3%A3o_de_dados).

          A aplicação de técnicas de MD permitem descobrir o padrão de comportamento do
público consumidor e definir estratégias de marketing mais eficazes, padrão esse que não é
descoberto com ferramentas convencionais.

          No trabalho da Fonoaudiologia, o especialista, após aplicar as avaliações em um
paciente, faz um parecer descritivo no qual registra uma hipótese diagnóstica (o que), a
etiologia (porque) e os objetivos do tratamento. Assim, após o levantamento dos tratamentos
possíveis, o especialista vai registrando, descritivamente, a evolução do seu paciente. Nesse
momento, que se faz válida a MD, pois se pode indexar os casos a partir da hipótese
diagnóstica, exemplificado no anexo IX.

          Enfim, o capitulo tratou sobre as áreas de RBC e MD, detalhando técnicas de
representação e de recuperação de conhecimento, que serão utilizadas no projeto do sistema
proposta para a Fonoaudiologia. No próximo capítulo, descreve-se a Fonoaudiologia e o
processo de terapia vocal. Este detalhamento é necessário, pois é parte integrante do
levantamento de requisitos da construção do sistema.
               3    FONOAUDIOLOGIA E A TERAPIA VOCAL


        O objetivo deste capítulo é apresentar os conceitos necessários para que se consiga
compreender os processos utilizados na Fonoaudiologia, especificamente da terapia vocal.


        3.1   Conceitos e processos básicos

        A voz é uma das extensões mais fortes de nossa personalidade e se aguçar o sentido
poder-se-á reconhecer que a extensão é mais profunda em sua dimensão não-verbal (altura,
intensidade, qualidade vocal etc.) do que na verbal (estrutura lingüística) (BEHLAU, 1995).

                       Quanto mais progride o estudo da psicologia do homem, mais aparece a importância
                       dos problemas da voz e da fala. Uma das características marcantes da personalidade
                       humana é o fato de poder estruturar-se e reestruturar-se continuamente. A terapia
                       vocal é uma verdadeira psicoterapia, pois assim como a voz se altera conforme
                       comportamento, este se modifica com as mudanças na voz. (Mello, 2000).

        O primeiro passo no tratamento de um distúrbio da voz é a conscientização do
paciente de sua patologia, o que reflete a importância do diagnóstico nas disfonias para o
desenvolvimento de uma terapia eficaz. A identificação de uma voz alterada pode vir de
várias fontes (pais, professores, colegas). A avaliação vocal deve ser um procedimento
cuidadoso e um processo dinâmico, sobrepondo-se a terapia.

        O otorrinolaringologista faz o diagnóstico da patologia laríngea, já o fonoaudiólogo
faz o diagnóstico vocal (aspectos acústicos e perceptuais) através de uma análise detalhada do
“comportamento vocal” do paciente: respiração, vocalização e ressonância, através de
descrições médicas, anamnese detalhada, observação (varias situações), ferramentas e
instrumentos de avaliação.
                                                                                              27


         O paciente que vem ao consultório do profissional de fonoaudiologia tem sempre
uma queixa (queixa principal), a partir deste momento o especialista começa fazer uma série
de perguntas (anamnese), pois tudo o que se relaciona à vida do paciente até aquele momento
é importante para iniciar uma avaliação completa. Após a anamnese (Anexo I) segue-se então
para a avaliação propriamente dita da linguagem, corporal (Anexo II), vocal (Anexo III),
respiratória (Anexo IV) e orofacial (Anexo V).

         O objetivo principal da avaliação vocal é descrever o perfil vocal do paciente,
identificando e quantificando seus parâmetros, assim conhecer a individualidade vocal,
descobrir a conduta vocal do sujeito falante e os fatores que explicam os desvios dessa
conduta (PINHO, 1998). Assim, pode-se ajudar o sujeito falante a re-harmonizar o seu ato de
falar, incluindo a reestruturação dos desvios patológicos.

         Após as devidas avaliações, é sugerida uma hipótese diagnóstica, que é confirmada
com exames de laringoscopia e a avaliação do otorrinolaringologista com o laudo médico.

         Logo após a identificação da hipótese diagnóstica é confeccionado o planejamento
terapêutico, que segue alguns parâmetros:

         Esclarecimentos ao paciente do seu problema e possíveis causas;

         Orientações sobre a psicodinâmica vocal;

         Se for criança usar métodos voltados para a idade, para explicar o problema;

         Selecionar os melhores (ou possíveis) métodos terapêuticos para aquele paciente e
sua patologia;

         Realizar as provas terapêuticas (verificar se a técnica selecionada tem efeito positivo,
neutro ou negativo) com o paciente;

         Após as provas terapêuticas, são determinadas as técnicas que serão utilizadas;

         Com o paciente ou responsável é determinado um prognóstico para a realização de
uma nova avaliação completa (adquirir um novo padrão vocal);

         Após adquirir um novo padrão vocal, são realizadas técnicas para a automatização
deste novo padrão vocal.
                                                                                            28


        3.2   Classificação das Disfonias

        Segundo (BEHLAU; PONTES, 1995), as disfonias são classificadas em três tipos:
orgânicas, orgânico-funcionais e funcionais.

        Disfonias Orgânicas: ocorrem modificações tanto no processo como nos órgãos da
fonação em conseqüência de uma doença, cuja causa independe do uso da voz. Como
exemplos, citam-se as malformações (lábio leporino), distúrbios endócrinos, paralisias
motoras, doença de Parkinson e neoplasias entre outros;

        Disfonias Funcionais: são alterações no processo de emissão vocal que decorrem do
uso da própria voz, isto é, da função de fonação da laringe. Como o uso incorreto da voz,
inadaptações vocais e alterações psicoemocionais. O uso incorreto da voz pode ocorrer por
falta de conhecimento da fisiologia normal, utilização de abusos vocais (pigarro tosse, gritar,
falar excessivamente);

        Disfonias Orgânico-Funcionais: é uma disfonia funcional diagnosticada tardiamente,
pelo não reconhecimento da potencialidade de se desenvolver uma lesão secundária. O
paciente que apresenta uma disfonia funcional poderá desenvolver lesões no trato vocal
passando assim, para uma disfonia orgânico-funcional. Exemplos têm-se o desenvolvimento
de nódulos vocais, cistos de pregas vocais e edema de Reinke, etc.


        3.3   Relação Patologia e Tratamentos

        A fonoterapia vocal começa com a orientação do paciente quanto ao seu problema, a
higiene vocal, psicodinâmica vocal e o treinamento vocal.

        A psicodinâmica vocal leva o individuo a reconhecer os elementos de sua qualidade
vocal condicionados durante a vida, trazer à consciência as informações que a qualidade vocal
contém e os efeitos da voz sobre o ouvinte.

        O treinamento vocal consiste na realização dos exercícios selecionados, conforme
padrão patológico, para fixar os ajustes motores necessários à reestruturação da fonação. Estes
exercícios auxiliam no equilíbrio da voz como um todo, assim o paciente deve tomar
consciência das sensações de voz adequada e estendê-las à fala diária.
                                                                                               29


         3.3.1 Sons de Apoio

         São sons utilizados para patologias de hipercinesia, quanto para quadros de
hipocinesia, ou seja, são facilitadores da emissão vocal e visão ao equilíbrio funcional da
fonação. São eles sons de apoio nasais, fricativos, vibrantes plosivos, basal e hiperagudos.


         3.3.1.1 Sons de Apoio Nasais

         Este exercício é um suavizador da emissão, colocando a voz na ressonância
adequada. Pede-se ao paciente a emissão do /m/ ou /n/ mais uma vogal com a mandíbula
aberta e os lábios ocluidos. Indicados para as disfonias orgânico-funcionais com nódulos e
fenda triangular de grau II e foco ressonantal baixo.


         3.3.1.2 Sons de Apoio Fricativos

         São sons utilizados para diretividade do fluxo aéreo, coordenação pneumo-fono-
articulatória, suaviza a emissão no inicio da sonorização, além de diminuir os ataques de
hipertensão laríngea e no pós-operatório imediato. Pede-se ao paciente a emissão dos
fricativos /f/,/v//s/, /z/ combinando-os.


         3.3.1.3 Sons de Apoio Vibrantes

         Indicados para várias patologias, pois proporcionam um aumento do movimento
ondulatório da mucosa das pregas vocais, em casos de rigidez, edemas, laringites, além de
estimular a circulação sanguínea nas pregas vocais.

         Assim, pede-se para o paciente a produção dos sons /r/,/tr/,/br/ associados a vogais
para a facilitação para a fonação normotensa, equilíbrio ressonantal e melhora da tonicidade
das pregas vocais, além de servir para o aquecimento vocal.


         3.3.1.4 Sons de Apoio Plosivos

         São sons que favorecem a coaptaçao das pregas vocais utilizados principalmente em
pacientes com disfonias hipocinéticas (neurológicas), ou seja, paralisia de pregas vocais. São
fonemas que podem ser associados a vogais sendo eles /p/, /t/, /k/.


         3.3.1.5 Sons de Apoio Basais
                                                                                           30


        Utilizados para patologias que provocam a fadiga vocal, fendas glóticas, além de
acelerar reabsorção de nódulos das pregas vocais. Assim, este exercício promove a contração
da musculatura das pregas vocais. Utiliza-se a emissão dos sons /a/,ba/,/da/,/ga/,/ma/ com
aumento da contração da musculatura laríngea.


        3.3.1.6 Sons de Apoio Hiperagudos

        Sons indicados para redução de edemas das pregas vocais, na paralisia unilateral,
além de fendas paralelas em toda extensão. Utiliza-se a emissão dos sons /i/,/mini-mini/ com a
suavização da contração muscular laríngea.


        3.3.2 Técnicas de Mudança de Postura

        Estas técnicas visam à harmonia entre a emissão vocal e o estado corporal do
paciente, desfazem o padrão muscular habitual possibilitando um novo ajuste motor. Podem
ser realizadas associadas aos sons de apoio visando uma maior eficácia. Estas técnicas
envolvem a musculatura do próprio aparelho fonador ou relacionado a ele, possibilitando
assim uma produção vocal mais relaxada.


        3.3.2.1 Manipulação Digital da Laringe

        É realizada uma massagem direta na laringe reduzindo a tensão laríngea, produz um
abaixamento da laringe. Indicada quando se tem a laringe elevada, muda vocal incompleta.


        3.3.2.2 Vibrador Associado à Sonorização Glótica

        É realizada a emissão de um som de apoio e colocado um vibrador elétrico na laringe
suavizando a emissão vocal. Utiliza-se essa técnica para fadiga vocal, fendas glóticas e
também para reabsorção de nódulos vocais.


        3.3.2.3 Massagem na Cintura Escapular

        Serve para monitoração do grau de contração muscular cervical das costas e dos
ombros durante a fonação. Podem-se utilizar instrumentos específicos como bolinhas de
madeira, martelinhos de borracha.
                                                                                                   31


            3.3.2.4 Deslocamento Lingual

            Exercícios que modificam a voz momentaneamente, ou seja, manobras que visam
desativar ajustes motores inadequados, visando uma mudança do padrão vocal.

            Posteriorização da língua: associa-se vogais e consoantes produzidas posteriormente
(/o/,/u/,/k/,/g/,/R/). Indicada para doenças como deglutição atípica6 e sigmatismo7.

            Anteriorização da língua: associam-se vogais anteriores (/e/,/i/) a consoantes
linguodentais (/t/,/d/,/l/,/r/). Indicada para casos de ressonância posterior, pois a língua se
apresenta deslocada para a faringe.

            Exteriorização da língua: utiliza-se esta técnica quando existe uma posteriorização da
língua extrema, ou seja, pretende-se a elevação da laringe e distensão do vestíbulo laríngeo.


            3.3.2.5 Técnica de Emissão de Boca Aberta

            Treinar a emissão de sons com especial atenção para a abertura da boca na
horizontal, sendo assim, evitando a articulação em sorriso. Está técnica reduz o atrito da
mucosa das pregas vocais, melhora a vibração das mesmas, além de aumentar o volume e a
projeção da voz no espaço.


            3.3.2.6 Técnica do /b/ Prolongado

            Está técnica visa o fechamento do esfíncter velo-faringeo, ou seja, visa soltar a
laringe no pescoço e não fixá-la. Com a oclusão labial, abertura mandibular e a língua no
assoalho da boca pede-se para o paciente emitir /b...ba/,/b...ba/.


            3.3.2.7 Mudança de Posição de Cabeça

            Usada quando existe assimetria de tamanho, massa, forma, vibração ou tensão das
pregas vocais decorrentes de inadaptação fônica, malformações congênitas, cirurgias de
laringe, disfonias orgânicas. Verifica-se em qual posição o paciente obtém melhor produção



6
  Deglutição atípica refere-se a qualquer problema no ato de mastigação e deglutição do bolo alimentar
(Pinho,1998).
7
    Sigmatismo projeção lingual durante a fala e ou deglutição (BEHLAU;PONTES,1995).
                                                                                              32


vocal, logo após tentasse levar este padrão sem o recurso da postura alterada para o dia-a-dia
do paciente.


         3.3.2.7.1 Deslocamento no Plano Horizontal

         Paralisia unilateral definitiva: torção da cabeça para a esquerda ou direita, roda-se a
cabeça do paciente para o lado paralisado, assim, solicita o trabalho da prega vocal sadia.

         Paralisia unilateral não-definitiva: estimula-se a fonação com a torção da cabeça do
paciente para os dois lados, estimulando tanto a prega vocal sadia quanto à paralisada.

         Paralisia em adução das pregas vocais: estimula-se a fonação com a cabeça inclinada
para o ombro para o lado da prega vocal sadia.

         Paralisia em abdução das pregas vocais: vira a cabeça do paciente para o ombro do
lado paralisado, nivelando a musculatura.


         3.3.2.7.2 Deslocamento no Plano Vertical

         Fendas das pregas vocais orgânicas, fendas irregulares: estimula-se a emissão vocal
com a cabeça para trás, associado a sons como /g/ .


         3.3.3 Técnicas de Associação de Movimentos dos Órgãos Fono-Articulatórios

         Esta técnica consiste no encadeamento de funções articulatórias ou vegetativas à
emissão vocal, para equilibrar a fonação.


         3.3.3.1 Técnica do Bocejo ou Bocejo-Suspiro

         Utilizada para todos os quadros de hipertensão laríngea, ataque brusco das pregas
vocais, melhora da projeção vocal, reequilíbrio muscular. Pede-se ao paciente uma inspiração
profunda, abre-se a boca, a língua se abaixa e a faringe se alarga, assim a emissão é mais
projetada com menor resistência à saída do ar.


         3.3.3.2 Método Mastigatório

         Método útil para o aquecimento vocal, pede-se ao paciente para mastigar com
movimentos vigorosos e amplos sem nada na boca. Visa-se equilibrar a produção vocal e
aumentar a resistência vocal.
                                                                                             33


         3.3.3.3 Técnica Rotação de Língua

         Passar a língua no vestíbulo bucal com movimentos lentos e amplos com os lábios
unidos. Pode-se associar a rotação de língua com emissão vocal, indicada na busca do
equilíbrio muscular.


         3.3.4 Técnicas Associadas à Fala Encadeada

         Essa técnica visa a melhora global da emissão e não de parâmetros específicos,
coordenação pneumo-fonoarticulatória, além do aumento da resistência vocal.


         3.3.4.1 Voz Salmodiada

         Usa-se a emissão vocal como os salmos das igrejas, com altura e intensidade em
modulação repetitiva e monótona. Indicada para o aquecimento vocal, disfonias
hipercinéticas, equilíbrio da ressonância.


         3.3.4.2 Treinamento Vocal sob Mascaramento Auditivo

         Indicado para disfonias psicogênicas, esse treinamento serve como prova diagnóstica
e como parte do treinamento e da terapia vocal.


         3.3.4.3 Método Mastigatório Associado à Fala Encadeada

         Útil para o aquecimento vocal inicia-se com a mastigação exagerada, assim,
alongando a musculatura articulatória.


         3.3.4.4 Sobre Articulação

         Utiliza-se nas disfonias orgânicas, profissionais da voz. Pede-se para o paciente fazer
leitura ou falar seqüências automatizadas com exagero da movimentação articulatória.


         3.3.5 Técnicas Favorecedoras da Coaptaçao das Pregas Vocais

         Estas técnicas promovem uma aproximação ou coaptação correta das pregas vocais,
em casos de fendas ou espaços glóticos.


         3.3.5.1 Fonação Inspiratória ou Reversa
                                                                                           34


        Pede-se ao paciente a produção da vogal /i/ prolongado, durante a inspiração, não
importando a qualidade vocal. Principal característica desta técnica é a coaptação das pregas
vocais em toda sua extensão.


        3.3.5.2 Fonação Sussurrada

        Como o próprio nome já diz é a fonação sussurrada sendo indicada principalmente
para os casos de fendas fusiformes da região anterior e medial da prega vocal.


        3.3.5.3 Ataques Vocais Bruscos

        Está técnica visa a aproximação forçada das pregas vocais, resultando uma emissão
com maior intensidade. Indicada para as disfonias orgânicas.


        3.3.5.4 Escalas Musicais

        Utilizada nas disfonias orgânicas como fendas fusiformes e triangulares. Procura
trabalhar a musculatura das pregas vocais em toda sua extensão.


        3.3.6 Técnicas de Coaptação das Pregas Vocais Através de Funções

        Estas técnicas visam a adução das pregas vocais através de outras funções da laringe.


        3.3.6.1 Deglutição Incompleta Sonorizada

        Esta técnica aproveita a adução glótica que ocorre na deglutição, na passagem da
fase faríngica para esofágica para fazer emissões. Indicada para as disfonias orgânicas
como: paralisias, fendas em toda a extensão.


        3.3.6.2 Técnicas de Empuxo

         Pede-se ao paciente a fonação concomitante à movimentação com esforço de braços,
como socos no ar mais a vocalização de sons de apoio plosivos. Indicada também para as
disfonias orgânicas. Para maiores detalhes consulte (BEHLAU, PONTES ,1998).

        Neste capítulo, foi apresentado o processo da terapia fonoaudiológica. No próximo
capítulo são descritos o projeto de software e as ferramentas utilizadas para o
desenvolvimento do mesmo.
                           4      PROJETO DO SOFTWARE


        Para desenvolver um software é preciso garantir a sua qualidade e atender as
necessidades dos seus usuários, mesmo porque as necessidades podem mudar, inclusive
durante o desenvolvimento da aplicação.

        Serão utilizadas neste trabalho a metodologia de desenvolvimento de software
baseada no Processo Unificado, ou Rational Unified Process (RUP) e a Linguagem de
Modelagem Unificada, ou Unified Modeling Language (UML).


        4.1 Rational Unified Process - RUP

        É um conjunto de passos, ou caminho, para a produção de um software capaz de
atender às necessidades verificadas no seu projeto. O RUP surge para acompanhar todo o
ciclo de vida de sistemas (BOOCH, 2000).

        Com o RUP pode-se ter o controle de riscos, qualidade durante todo o processo de
desenvolvimento do software. A avaliação da qualidade também faz parte do processo e
envolve todos os participantes.

        O RUP é constituído de fases que são períodos de tempo entre dois importantes
marcos no progresso do processo, onde um conjunto definido de objetivos é alcançado,
(BOOCH, 2000). O RUP é composto pelas quatro fases:

               Concepção: nessa fase é estabelecido o plano do negócio e o escopo do
                projeto;

               Elaboração: é realizada a análise do problema e estabelecido a arquitetura do
                projeto;
                                                                                                  36


                  Construção: nessa fase é realizado a análise, o projeto, a codificação, o teste e
                   a integração para os casos de uso;

                  Transição: nessa fase são realizados os ajustes necessários com a iteração dos
                   usuários do software, antes de se ter a versão que realmente será utilizada.




                  Figura 4.1 – Ciclo de vida de desenvolvimento de um software
                                          Fonte: Booch, 2000


        4.2       Linguagem de Modelagem - UML

        Segundo (DEITEL, 2003) a Unified Modeling Language “é o esquema de
representação gráfica mais amplamente utilizada para modelagem de sistemas orientados a
objetos”.

        A UML 2.0 utilizada especifica treze            tipos de diagramas para modelagem de
sistemas. Assim, os diagramas modelam características distintas da estrutura ou do
comportamento do sistema. Os quatro primeiros referem-se à estrutura do sistema e os cinco
restantes comprometem-se com o comportamento do sistema. São eles:

             Diagrama de Classes: representa as classes utilizadas pelo sistema, determinando
              os atributos e métodos que cada classe possui;

             Diagrama de Objetos: é praticamente um complemento do um Diagrama de
              Classes, além de armazenar os valores dos objetos;
                                                                                 37


   Diagrama de Casos de Uso: é utilizado normalmente nas fases de levantamento e
    análise de requisitos do sistema;

   Diagrama de Seqüências: é utilizado para manter a ordem temporal em que as
    mensagens são trocadas entre os objetos envolvidos em um determinado
    processo;

   Diagrama de Comunicação: especifica como os objetos estão ligados e quais
    mensagens trocam entre si durante o processo;

   Diagrama de Mapa de Estados: tenta acompanhar as mudanças sofridas por um
    objeto dentro de um determinado processo;

   Diagrama de Atividades: descreve a trajetória percorrida para a conclusão de uma
    atividade específica;

   Diagrama de Componente: é associado à linguagem de programação que será
    utilizada para desenvolver o sistema modelado;

   Diagrama de Implantação: identifica o aparato físico sobre o qual o sistema
    deverá ser executado, ou seja, as necessidades de hardware, servidor, estações,
    topologia e comunicação.

   Diagrama de Estrutura Composta: é um diagrama proposto pela UML 2.0. Ele
    descreve a estrutura interna de um classificador, como uma classe ou
    componente, detalhando as partes internas que o compõem, como elas se
    comunicam e colaboram entre si (GUEDES, 2008);

   Diagrama de Pacotes: representa os subsistemas englobados por um sistema de
    forma a determinar as partes que o compõem. Pode ser utilizado de maneira
    independente ou associado a outros diagramas (GUEDES, 2008);

   Diagrama de Interação Geral: fornece uma visão global dentro de um sistema ou
    processo de negócio, sendo uma variação do Diagrama de Atividade (GUEDES,
    2008);
   Diagrama de Tempo: é utilizado para demonstrar a mudança no estado de um
    objeto no tempo em resposta a eventos externos (GUEDES, 2008).
                                                                                        38


         4.1   Levantamento e Análise de Requisitos

         Uma das primeiras fases de engenharia de um software consiste no levantamento de
requisitos (GUEDES, 2008). Nessa etapa, o engenheiro de software busca compreender as
necessidades do usuário e o que ele deseja que o sistema, a ser desenvolvido, realize
(GUEDES, 2008). Por meio do trabalho do fonoaudiólogo, o engenheiro tenta visualizar os
processos a serem informatizados e quais as informações que o software deve fornecer.

         As necessidades do sistema foram traduzidas em requisitos, os quais servem de guia
para o desenvolvimento do mesmo. Os requisitos foram classificados seguindo os critérios:
essencial – requisito sem o qual o sistema não poderá entrar em funcionamento e desejável –
requisito que não impede a entrada do sistema em funcionamento.


         4.1.1 Requisitos Funcionais


         Descrevem o comportamento do sistema, suas ações para cada entrada, ou seja, é
aquilo que descreve o que tem que ser feito pelo sistema.


         REQF1 – [Cadastrar Usuário]

         Requisito que corresponde ao cadastro de usuários deve constar: nome do usuário,
data cadastro, login (identificação), senha e observações.

         Classificação: Essencial.

         REQF2 – [Verificar Dados Obrigatórios]

         Requisito que corresponde a verificação dos dados obrigatórios para o
funcionamento do sistema. Na janela de interface/comunicação com o usuário os campos
obrigatórios possuem um asterisco (*), informando de que os campos devem ser preenchidos.

         Classificação: Essencial

         REQF3 – [Cadastrar Pessoa]

         Requisito que corresponde ao cadastro de pessoa deve constar: nome, endereço,
email.
                                                                                         39


        Classificação: Essencial

        REQF4 – [Cadastrar Pacientes]

        Requisito que corresponde ao cadastro de pacientes deve constar: data nascimento,
profissão e observações.

        Classificação: Essencial

        REQF5 – [Cadastrar Fonoaudiologo]

        Requisito que corresponde ao cadastro de Fonoaudiólogo deve constar: CRFª e
especialidade.

        Classificação: Essencial

        REQF6 – [Cadastrar Médico]

        Requisito que corresponde ao cadastro de Médicos deve constar: CRM                 e
especialidade.

        Classificação: Essencial

        REQF7 – [Cadastrar Consultas]

        Requisito que corresponde ao cadastro de Consultas deve constar: data, hora, motivo.

        Classificação: Essencial

        REQF8 – [Cadastrar Anamnese]

        Requisito que corresponde ao cadastro de Anamnese. Deve constar: data,
(encaminhamento e/ou resultado) audiometria, hora, queixa principal, grau de instrução, nome
do pai, nome da mãe, hábitos orais, antecedentes familiares, medicação, desenvolvimento
psicomotor, alimentação, desempenho escolar.

        Classificação: Essencial

        REQF9 – [Cadastrar Exames_Complementares]
                                                                                             40


            Requisito que corresponde ao cadastro de Exames Complementares. Deve constar:
descrição (resultado).

            Classificação: Essencial

            REQF10 – [Cadastrar Doenças]

            Requisito que corresponde ao cadastro de Doenças deve constar: CID 8, nome.

            Classificação: Essencial

            REQF11 – [Cadastrar Diagnósticos]

            Requisito que corresponde ao cadastro de Diagnóstico. Deve constar: descrição.

            Classificação: Essencial

            REQF12 – [Cadastrar Sintoma]

            Requisito que corresponde ao cadastro de Sintomas deve constar: descrição.

            Classificação: Essencial

            REQF13– [Cadastrar Tratamento]

            Requisito que corresponde ao cadastro de Tratamentos deve constar: descrição.

            Classificação: Essencial

            REQF14 – [Cadastrar Tratamento- Diagnóstico]

            Requisito que corresponde ao cadastro de Tratamento_Diagnóstico. Deve constar:
descrição( positivo, negativo, neutro).

            Classificação: Essencial

            REQF15– [Cadastrar Avaliação-Corporal]




8
    CID – Cadastro Identificador de Doenças
                                                                                             41


         Requisito que corresponde ao cadastro da Avaliação Corporal. Deve constar: data,
eixo corporal, laringe, ombros, peito, apoio corporal, sinais ansiedade.

         Classificação: Essencial

         REQF16 – [Cadastrar Avaliação-Vocal]

         Requisito que corresponde ao cadastro da Avaliação Vocal. Deve constar: data, grau
de alteração, inadequação vocal, ataque vocal, articulação, freqüência habitual, freqüência
mais grave, pitch, gama tonal, extensão cantada, foco ressonância, classificação vocal,
loudness, modulação intensidade.

         Classificação: Essencial

         REQF17 – [Cadastrar Avaliação-Orofacial]

         Requisito que corresponde ao cadastro da Avaliação Orofacial. Deve constar: data,
lábios, freio labial, mentalis, língua, freio lingual, bochechas, mandíbula, arcada dentaria,
palato duro, funções vegatativas, mastigação, deglutição, respiração, capacidade vital,
diâmetro repouso, diâmetro fonação, freqüência respiratória, espirometria com oclusão,
espirometria sem oclusão, contagem, media s/z, media e/eº, prova rosenthal, prova glatzel.

         Classificação: Essencial


         4.1.2 Requisitos Não Funcionais

         Os requisitos não funcionais são aqueles que expressam como deve ser feito o
desenvolvimento do software.

         REQNF1 – [Controlar Acesso ao Sistema]

         Requisito corresponde ao controle de acesso às opções do sistema: caso o usuário
não esteja cadastrado não terá acesso a nenhuma opção no sistema.

         Classificação: Essencial

         REQNF2 – [Utilização de Banco de Dados Relacional]
                                                                                         42


        Requisito que corresponde a utilização de um banco de dados relacional. Será
utilizado o SQL Express Edition 2005.

        Classificação: Essencial

        REQNF3 – [Ícones/Botões para Acesso às Principais Funções]

        Requisito corresponde ao acesso às principais funções por meio de ícones e botões.
Facilitando assim a utilização do sistema.

        Classificação: Essencial

        REQNF4 – [Cópia de Segurança]

        Requisito que corresponde ao backup dos dados cadastrados no sistema.

        Classificação: Desejável


        4.2   Modelagem do Sistema

        Na Figura 4.1 é apresentado o modelo ER (Entidade de Relacionamento) do sistema.
Ele mostra todas as tabelas criadas para o sistema, assim, a partir dessas tabelas serão
retiradas aquelas que participaram da MD e do RBC. Dentre as tabelas envolvidas no
aplicativo, pode-se ressaltar a tabela pacientes, consultas, diagnósticos e tratamentos como
sendo responsáveis pelo raciocínio que o sistema terá que ser capaz de realizar.
                                                                                          43




                       Figura 4.2 – Modelo Entidade Relacionamento
                                      Fonte: Autor, 2008


        4.3   Diagrama de Classe

        O principal objetivo do diagrama de classes é apresentar as classes que devem
compor o sistema com seus respectivos atributos e métodos. (GUEDES, 2008). Na Figura 5.2
é possível verificar como as classes do sistema proposto estão organizadas, e como é definida
sua estrutura lógica. É importante lembrar que os atributos do diagrama de classe vêm do
diagrama Entidade-Relacionamento (DER), como resultado do processo chamado
                                                                                    44


mapeamento objeto-relacional. Também, algumas associações são replicadas no diagrama de
classe, a partir do DER.
                                             45




Figura 4.3 – Diagrama de Classe do Sistema
             Fonte: Autor, 2008
                    5   FUNCIONALIDADES DO SOFTWARE


           Neste capítulo é apresentado o comportamento do software proposto e suas
respectivas funcionalidades. Foram selecionados os principais Casos de Usos Estendidos e os
diagramas relacionados.


           5.1   Casos de Uso

           O Caso de Uso é o diagrama mais geral da UML, que na maioria das vezes é
utilizado nas fases de levantamento e análise de requisitos do sistema. É utilizado durante
todo o processo de modelagem e servem como base para outros diagramas (GUEDES, 2008).


           5.1.1 Diagrama de Casos de Uso

           Estes diagramas utilizam como primitivas Atores, Casos de Uso e Relacionamentos,
descrevendo os serviços, ou seja, opções que o sistema disponibilizará. Procura também
identificar os atores que executam atividades, bem como outros sistemas que possam interagir
com o sistema proposto.

           Na Figura 5.1 é apresentado o diagrama de caso de uso referente às atividades do
sistema.
                                                                                         47




                       Figura 5.1 – Diagrama de Caso de Uso do Sistema
                                     Fonte: Autor, 2008.


        O sistema proposto apresenta três atores: o fonoaudiólogo que interage com todos os
casos de uso do sistema; o paciente que interage passivamente em quase todos os casos de
uso; o médico que interage com os exames complementares e na gerência de Diagnósticos.

        Diagrama de Caso de Uso referente ao módulo de MD e RBC é apresentado na
Figura 5.2.
                                                                                           48




                             Figura 5.2 – Diagrama de Caso do Módulo
                                      Fonte: Autor, 2008.

        5.1.2 Casos de Uso Estendidos

        Os casos de uso, a seguir, descrevem de forma mais detalhada as interações entre o
sistema e os usuários. São apresentados os casos de uso referente ao cadastro de pacientes,
cadastro de consultas, cadastro de diagnósticos e cadastro de tratamentos, bem como seus
diagramas. Os demais casos de uso e seus diagramas encontram-se em anexo.


       Gerência de Pacientes

       Breve Descritivo: Este caso de uso descreve o processo de gerenciamento de cadastro
de pacientes.

Quadro 5.1 – Caso de Uso Gerência de Pacientes
Requisitos Funcionais:          REQF [Cadastrar UF]
                                REQF [Cadastrar Cidade]
                                REQF [ Cadastrar Pessoa]
                                REQF [Cadastrar Paciente]
Requisitos Não Funcionais:      REQNF [Controlar Acesso ao Sistema]
                                REQNF [Utilização Banco Dados Relacional]
                                REQNF [Ícones, Botões de acesso as funções]
Atores:                         Administrador [Fonoaudiólogo]
Pré-condições:                  Ser usuário com permissões de administrador

Fluxo Principal:                O usuário acessa a tela de cadastro de pacientes
                                Campos: nome, e-mail , endereço, telefone devem
                                conter(*) para indicar campos obrigatórios.
                                1.Inclusão
                                2.Pesquisa
                                3. Altera
Subfluxos:                      1.Inclusão no sistema:
                                   1.1 O administrador seleciona a opção de inclusão;
                                   1.2 O administrador informa os dados de um novo
                                   paciente, nome, data (avaliação), e-mail , endereço, data
                                                                                         49


                                  nascimento,telefone, profissão;
                                  1.3 O administrador clica no botão “Salvar”;
                                  1.4 O sistema verifica os dados e sugere um código para
                                  o novo cadastro;
                                  1.5 O sistema grava as informações no banco de dados;
                                  1.6 O sistema retorna a mensagem: “Paciente incluído
                                  com sucesso.”

                                2.Pesquisa no sistema:
                                   2.1 O usuário seleciona a opção de pesquisa;
                                   2.2 O usuário seleciona através de uma lista o paciente
                                   procurado, fornecido pelo sistema;
                                   2.3 O sistema mostra os dados do paciente na tela.

                                3. Alteração no sistema
                                   3.1 O usuário seleciona a opção de alteração;
                                   3.2 O usuário seleciona através de uma lista o paciente
                                   procurado;
                                   3.3 O sistema mostra os dados do paciente na tela;
                                   3.4 O usuário altera os dados necessários;
                                   3.5 O usuário clica no botão “Salvar”;
                                   3.6 O sistema verifica os dados;
                                   3.7 O sistema atualiza o banco de dados;
                                   3.8 O sistema retorna a mensagem: “Alterado com
                                   sucesso.”

Tratamento de Exceções:           4.1 O sistema deve verificar se todos os campos
                                  obrigatórios foram preenchidos. Caso algum campo não
                                  tenha sido preenchido, retorna uma mensagem
                                  informando:”Todos os campos obrigatórios devem ser
                                  preenchidos.”

                                  4.2 O sistema deve verificar se o paciente informado já
                                  não está cadastrado, verificando os dados. Caso esteja,
                                  retorna uma mensagem: “Paciente já Cadastrado”.

Pós-Condições:                  O cadastro do paciente pode ser utilizado no sistema

Fonte Autor, 2008

        Diagrama de Atividade referente à Gerência de Pacientes é apresentado na Figura
5.3. Aqui, é importante salientar que os diagramas de atividades são formas de validar e
complementar os casos de uso estendidos, principalmente em relação às definições dos fluxos,
sub-fluxos e exceções.
                                                                               50




                 Figura 5.3 – Diagrama de Atividade-Gerência de Pacientes
                                       Fonte: Autor, 2008.
        Gerência de Consultas

        Breve Descritivo: Este caso de uso descreve o processo de gerenciamento de
cadastro de consultas dos pacientes.

Quadro 5.2 – Caso de Uso Gerência de Consulta
Requisitos Funcionais:           REQF [Cadastrar UF]
                                 REQF [Cadastrar Cidade]
                                 REQF [ Cadastrar Pessoa]
                                                                                      51


                             REQF [Cadastrar Usuário]
                             REQF [Cadastrar Paciente]
                             REQF [Cadastrar Fonoaudióloga]
                             REQF [Cadastrar Médico]
                             REQF [Cadastrar Consultas]
Requisitos Não Funcionais:   REQNF [Controlar Acesso ao Sistema]
                             REQNF [Utilização Banco Dados Relacional]
                             REQNF [Ícones/Botões de acesso as funções]
Atores:                      Administrador [Fonoaudiologo]
Pré-condições:               Ser usuário com permissões de administrador

Fluxo Principal:             O usuário acessa a tela de cadastro de Consulta
                             Campos: data da consulta, hora da consulta, motivo,
                             encaminhado por, histórico devem conter um (*) ao lado
                             do campo
                             1.Inclusão
                             2.Pesquisa
                             3. Altera
Subfluxos:                   1.Inclusão no sistema:
                                1.1 O administrador seleciona a opção de inclusão;
                                1.2 O administrador informa os dados de uma nova
                                consulta;
                                1.3 O administrador clica no botão “Salvar”;
                                1.4 O sistema verifica os dados e sugere um código para
                                o novo cadastro;
                                1.5 O sistema grava as informações no banco de dados;
                                1.6 O sistema retorna a mensagem: “Consulta incluída
                                com sucesso.”

                             2.Pesquisa no sistema:
                                2.1 O usuário seleciona a opção de pesquisa;
                                2.2 O usuário seleciona através de uma lista a consulta
                                por horário ou nome do paciente procurado, fornecido.
                                2.3 O sistema mostra os dados da consulta na tela.

                             3. Alteração no sistema
                                3.1 O usuário seleciona a opção de alteração;
                                3.2 O usuário seleciona através de uma lista a consulta
                                procurada;
                                3.3 O sistema mostra os dados da consulta na tela;
                                3.4 O usuário altera os dados necessários;
                                3.5 O usuário clica no botão “Salvar”;
                                3.6 O sistema verifica os dados;
                                3.7 O sistema atualiza o banco de dados;
                                3.8 O sistema retorna a mensagem: “Alterada com
                                sucesso.”

Tratamento de Exceções:        4.1 O sistema deve verificar se todos os campos
                               obrigatórios foram preenchidos. Caso algum campo não
                               tenha sido preenchido, retorna uma mensagem
                                                                                        52


                                 informando: ”Todos os campos obrigatórios devem ser
                                 preenchidos.”

                                 4.2 O sistema deve verificar se a consulta(horário)e
                                 paciente informado já não estão cadastrados, verificando
                                 os dados. Caso esteja, retorna uma mensagem:
                                 “Consulta já Cadastrada”.

Pós-Condições:                 O cadastro de consultas pode ser utilizado no sistema

Fonte Autor, 2008

        Diagrama de Atividade referente à Gerência de Consulta é apresentado na Figura 5.4.
                                                                               53




                 Figura 5.4 – Diagrama de Atividade-Gerência de Consultas
                                      Fonte: Autor, 2008.
        Gerência de Diagnósticos

        Breve Descritivo: Este caso de uso descreve o processo de gerenciamento de
cadastro de diagnósticos dos pacientes.
                                                                                       54


Quadro 5.3 – Caso de Uso Gerência de Diagnósticos
Requisitos Funcionais:        REQF [Cadastrar UF]
                              REQF [Cadastrar Cidade]
                              REQF [ Cadastrar Pessoa]
                              REQF [Cadastrar Usuário]
                              REQF [Cadastrar Paciente]
                              REQF [Cadastrar Fonoaudióloga]
                              REQF [Cadastrar Médico]
                              REQF [Cadastrar Consultas]
                              REQF [Cadastrar Doenças]
                              REQF [Cadastrar Diagnósticos]
Requisitos Não Funcionais:    REQNF [Controlar Acesso ao Sistema]
                              REQNF [Utilização Banco Dados Relacional]
                              REQNF [Ícones/Botões de acesso as funções]
Atores:                       Administrador [Fonoaudiologo]
Pré-condições:                Ser usuário com permissões de administrador

Fluxo Principal:              O usuário acessa a tela de cadastro de Diagnósticos
                              Campo: descrição deve conter um (*) ao lado do campo
                              1.Inclusão
                              2.Pesquisa
                              3. Altera
Subfluxos:                    1.Inclusão no sistema:
                                 1.1 O administrador seleciona a opção de inclusão;
                                 1.2 O administrador informa os dados de um novo
                                 diagnóstico;
                                 1.3 O administrador clica no botão “Salvar”;
                                 1.4 O sistema verifica os dados e sugere um código para
                                 o novo cadastro;
                                 1.5 O sistema grava as informações no banco de dados;
                                 1.6 O sistema retorna a mensagem: “Diagnóstico
                                 incluído com sucesso.”

                              2.Pesquisa no sistema:
                                 2.1 O usuário seleciona a opção de pesquisa;
                                 2.2 O usuário seleciona através de uma lista o
                                 diagnóstico por nome.
                                 2.3 O sistema mostra os dados do diagnostico na tela.

                              3. Alteração no sistema
                                 3.1 O usuário seleciona a opção de alteração;
                                 3.2 O usuário seleciona através de uma lista o
                                 diagnóstico procurado;
                                 3.3 O sistema mostra os dados do diagnóstico na tela;
                                 3.4 O usuário altera os dados necessários;
                                 3.5 O usuário clica no botão “Salvar”;
                                 3.6 O sistema verifica os dados;
                                 3.7 O sistema atualiza o banco de dados;
                                 3.8 O sistema retorna a mensagem: “Alterado com
                                 sucesso.”
                                                                                         55



Tratamento de Exceções:          4.1 O sistema deve verificar se todos os campos
                                 obrigatórios foram preenchidos. Caso algum campo não
                                 tenha sido preenchido, retorna uma mensagem
                                 informando: ”Todos os campos obrigatórios devem ser
                                 preenchidos.”

                                 4.2 O sistema deve verificar se o diagnóstico já não está
                                 cadastrado, verificando os dados. Caso esteja, retorna
                                 uma mensagem: “Diagnóstico já Cadastrado”.

Pós-Condições:                O cadastro de diagnóstico pode ser utilizado no sistema

Fonte Autor, 2008

        Diagrama de Atividade referente à Gerência de Diagnóstico é apresentado na Figura
5.5.
                                                                                56




                   Figura 5.5 – Diagrama de Atividade-Gerência de Diagnóstico
                                    Fonte: Autor, 2008.


        Gerência de Tratamentos

        Breve Descritivo: Este caso de uso descreve o processo de gerenciamento de
cadastro de tratamentos.

Quadro 5.4 – Caso de Uso Gerência de Tratamentos
Requisitos Funcionais:         REQF [Cadastrar UF]
                               REQF [Cadastrar Cidade]
                               REQF [ Cadastrar Pessoa]
                                                                                        57


                             REQF [Cadastrar Usuário]
                             REQF [Cadastrar Paciente]
                             REQF [Cadastrar Fonoaudióloga]
                             REQF [Cadastrar Médico]
                             REQF [Cadastrar Consultas]
                             REQF [Cadastrar Doenças]
                             REQF [Cadastrar Diagnósticos]
                             REQF [Cadastrar Tratamentos]
Requisitos Não Funcionais:   REQNF [Controlar Acesso ao Sistema]
                             REQNF [Utilização Banco Dados Relacional]
                             REQNF [Ícones/Botões de acesso as funções]
Atores:                      Administrador [Fonoaudiologo]
Pré-condições:               Ser usuário com permissões de administrador

Fluxo Principal:             O usuário acessa a tela de cadastro de tratamentos
                             Campo: descrição deve conter um (*) ao lado do campo
                             1.Inclusão
                             2.Pesquisa
                             3. Altera
Subfluxos:                   1.Inclusão no sistema:
                                1.1 O administrador seleciona a opção de inclusão;
                                1.2 O administrador informa os dados de um novo
                                tratamento;
                                1.3 O administrador clica no botão “Salvar”;
                                1.4 O sistema verifica os dados e sugere um código para
                                o novo cadastro;
                                1.5 O sistema grava as informações no banco de dados;
                                1.6 O sistema retorna a mensagem: “Tratamento
                                incluído com sucesso.”

                             2.Pesquisa no sistema:
                                2.1 O usuário seleciona a opção de pesquisa;
                                2.2 O usuário seleciona através de uma lista o tratamento
                                por nome.
                                2.3 O sistema mostra os dados do tratamento na tela.

                             3. Alteração no sistema
                                3.1 O usuário seleciona a opção de alteração;
                                3.2 O usuário seleciona através de uma lista o tratamento
                                procurado;
                                3.3 O sistema mostra os dados do tratamento na tela;
                                3.4 O usuário altera os dados necessários;
                                3.5 O usuário clica no botão “Salvar”;
                                3.6 O sistema verifica os dados;
                                3.7 O sistema atualiza o banco de dados;
                                3.8 O sistema retorna a mensagem: “Alterado com
                                sucesso.”

Tratamento de Exceções:        4.1 O sistema deve verificar se todos os campos
                               obrigatórios foram preenchidos. Caso algum campo não
                                                                                           58


                                   tenha sido preenchido, retorna uma mensagem
                                   informando: ”Todos os campos obrigatórios devem ser
                                   preenchidos.”

                                   4.2 O sistema deve verificar se o diagnóstico já não está
                                   cadastrado, verificando os dados. Caso esteja, retorna
                                   uma mensagem: “Tratamento já Cadastrado”.

Pós-Condições:                  O cadastro de diagnóstico pode ser utilizado no sistema

Fonte Autor, 2008

        Diagrama de Atividade referente à Gerência de Tratamento é apresentado na Figura
5.6. Lembrando novamente que diagramas de atividades são instrumentos que auxiliam na
validação de casos de uso estendidos (fluxos, sub-fluxos e exceções).
                                                            59




Figura 5.6 – Diagrama de Atividade-Gerência de Tratamento
             Fonte: Autor, 2008.
                                                                                        60


         Diagrama de Atividade referente ao módulo de MD e RBC é apresentado na Figura
5.7. Neste diagrama de atividades tem-se a noção dos passos que fazem parte do módulo que
inclui a MD e o RBC. O sistema é desenvolvido com as técnicas apresentadas anteriormente,
RUP e UML. No módulo em questão, será realizado à estruturação do documento “Parecer
Fonoaudiológico”, assim o software irá indexar os pareceres por diagnósticos. O diagnóstico
foi escolhido pelo Fonoaudiólogo por ser o atributo discriminante para a escolha do
tratamento Fonoaudiológico. Após a indexação dos pareceres será feito a comparação dos
casos existentes na base de casos se existir já um caso com resultado positivo.
                                                                                        61


                 Figura 5.7 – Diagrama de Atividade – Módulo MD e RBC
                                       Fonte: Autor, 2008.


        5.2   Diagramas de Seqüência

        O diagrama de seqüência preocupa-se com a ordem em que as mensagens são
trocadas entre os objetos envolvidos em um determinado processo (GUEDES, 2008). O
diagrama de seqüência baseia-se nos casos de uso e no diagrama de classe para determinar os
objetos das classes envolvidas no processo. E é através dele que os métodos nas classes são
descobertos. Quando um objeto de uma classe recebe uma chamada de serviço, conforme
ilustrado na Figura 5.8, uma operação é implementada nessa classe que responde tal chamada.

        Na Figura 5.8 é apresentado o diagrama de seqüência da Gerência de Pacientes, é
possível verificar a ação do ator, os eventos e como os processos são executados.




                     Figura 5.8 – Diagrama de Seqüência-Gerência de Pacientes
                                      Fonte: Autor, 2008.
                                                                                       62


         Diagrama de seqüência referente a Gerência de Consultas é apresentado na Figura
5.9.




                 Figura 5.9 – Diagrama de Seqüência-Gerência de Consultas
                                     Fonte: Autor, 2008.
        Diagrama de seqüência referente a Gerência de Diagnósticos é apresentado na Figura
5.10.
                                                                                      63




             Figura 5.10 – Diagrama de Seqüência-Gerência de Diagnósticos
                                    Fonte: Autor, 2008.
        Diagrama de seqüência referente a Gerência de Tratamentos é apresentado na Figura
5.11.
                                                                                        64




                   Figura 5.11 – Diagrama de Seqüência-Gerência de Tratamentos
                                        Fonte: Autor, 2008.
        Com base nos casos de uso, diagrama de classes e diagramas de seqüência é possível
visualizar o sistema proposto. Os demais casos de uso, diagramas de atividade, diagramas de
seqüência, podem ser vistos em anexo.
                                     CONCLUSÕES


        Os especialistas, principalmente, da Fonoaudiologia precisam tomar decisões de
forma precisa e coerente, pois o sucesso do seu trabalho está diretamente relacionado com o
diagnóstico correto e com as técnicas escolhidas para a realização da terapia vocal. Não é um
tratamento que basta trocar a medicação de um dia para outro e ir seguir tentando, pois o
tratamento fonoaudiológico pode se estender por um longo período. A Fonoaudiologia, como
a Computação, é uma profissão relativamente nova em relação às outras profissões, no
entanto, é reconhecida por todos os profissionais e parceiros da área médica.

        Para se dar o devido atendimento aos pacientes e um laudo coerente aos médicos,
que encaminham esses pacientes, é preciso unir as melhores propostas de tratamento
possíveis. Os sistemas computacionais que gerenciam informações em geral têm condições de
auxiliar no armazenamento e localização de doenças, sintomas e melhores tratamentos.
Contudo, como já foi mencionado neste texto, não é mais útil apenas guardar grandes
volumes de dados (Banco de Dados), é preciso extrair as melhores informações desses dados.
Os softwares encontrados no mercado possuem características de apoio à terapia, no entanto
não cruzam os casos dos pacientes para obter estatísticas desses casos.

        Neste trabalho, realizou-se o aprofundamento no estudo bibliográfico sobre Sistemas
de Informação, Fonoaudiologia, Técnicas de Tomada de Decisão e Sistemas Computacionais
para à Fonoaudiologia existentes no mercado.

        Durante a realização deste estudo, foram encontradas algumas limitações devido à
escassez de trabalhos unindo Mineração de Dados e Raciocínio Baseado em Casos, pois o
funcionamento dessas duas ferramentas de ajuda à tomada de decisão são muito utilizadas
separadamente, uma vez que a proposta é, justamente, projetar um sistema que integre MD e
RBC.
                                                                                          66


        Em meio aos estudos das técnicas envolvidas, foi possível identificar várias fórmulas
que poderiam ser utilizadas para se obter os índices de similaridades, retenção de novas
características entre os casos na base de dados. A geração de casos é apenas o começo, mas é
uma das partes mais importantes desse trabalho, pois a partir dessas determinações poderão
ser construídos outros módulos para outras áreas da Fonoaudiologia.

        Conforme cronograma assumido no anteprojeto, foram realizados a análise do
sistema e a modelagem do software. Assim, o objetivo fundamental deste trabalho é de
colocar à disposição do profissional da saúde a informação, onde e quando ela for necessária.
Da mesma forma que as empresas não podem funcionar sem o apoio da informática, torna-se
progressivamente cada vez mais difícil o sistema de saúde funcionar sem o auxílio das
tecnologias da informação. Para trabalhos futuros, sugere-se aplicar as técnicas da linguagem
natural sobre os pareceres fonoaudiológicos.
                      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


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1995.

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SC: Visual Books, 2005. 160 p.

FERREIRA, Leslie Piccoloto, Barros, Maria C. P. Paes. Temas de Fonoaudiologia. 3º ed.
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GOLDSCHMIDT, Ronaldo; PASSOS, Emmanuel. Data Mining: um guia prático: conceitos,
técnicas, ferramentas, orientações e aplicações. Rio de Janeiro, RJ: Elsevier, 2005. 261 p

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LORENZI, F. Raciocínio Baseado em Casos e Armazém de Dados. Porto Alegre, 1996.

MELLO, Edmée Brandi de Souza. Educação da Voz Falada.3 º ed. São Paulo, SP: Editora
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3º ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara 1998.128p.
O’BRIEN, James A. Sistemas de Informação e as decisões gerenciais na era da Internet,
2º ed. São Paulo: Ed. Saraiva 2004.431p.

PRODANOV, Cleber C. Manual de Metodologia Cientifica. 3. ed. Novo Hamburgo:
Editora Feevale. 2006.77p.

WANGENHEIM, Christiane Gresse von, WANGENHEIM, Aldo von (2003) “Raciocínio
Baseado em Casos”. Editado por Editora Manoele Ltda – Brasil.

VASCONCELOS, B.S. Mineração Eficiente de Regras de Classificação com Sistemas de
Bancos de Dados Objeto-Relacional, Universidade Federal de Campina Grande, Paraíba,
2002.

WIVES, Leandro Krug. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Doutorado em Ciência da Computação. Utilizando conceitos como descritores de textos
para o processo de identificação conglomerados (clustering) de documentos [Tese de
Ciência da Computação]. Porto Alegre, RS, 2004. 136 fl. Tese (Doutorado em Ciência da
Computação) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2004.
ANEXOS
                             ANEXO I -ANAMNESE

Data Entrevista:____/____/_____
Entrevistador:______________________
Encaminhado por: ___________________________________________

Identificação
Nome:_________________________________________________
Idade:             Data Nasc._______/______/______
Nome dos Pais:______________________________________________________________
Endereço:___________________________________________________________________
Telefone:______________________________________Grau instrução: _________________

Histórico e informações sobre o problema
Motivo da Consulta(Queixa principal)____________________________________________
Diagnostico Médico:__________________________________________________________
Desde quando apresenta o problema:_____________________________________________
Já apresentou problemas de voz: ________________________________________________
Já fez algum tratamento _______________________________________________________
Medicamentos:_______________________________________________________________
Como apareceu o problema:____________________________________________________
O inicio do problema foi: ( )Brusco ou ( )Progressivo
O problema vocal é : ( )Constante ( )Intermitente ( )Cada vez mais freqüente e persistente
O problema varia: ( ) sempre que utiliza a voz ( ) no decorrer do dia ( )conforme a
temperatura
No decorrer do dia a voz está ( ) melhor ao levantar ( ) pior ao levantar
Após períodos de menor uso vocal como feriados,finais de semana ( ) Pior ou ( )Melhor
Outros fatores:_______________________________________________________________
Interrompeu alguma atividade por este problema: ( )Sim ( )Não
Já esteve hospitalizado alguma vez: ( )Sim ( )Não Qual motivo:________________________
O que você espera deste tratamento:______________________________________________

Sinais e Sintomas
Como você percebe sua voz? O que acha dela?
O que os outros acham dela?
Uma conversa prolongada conduz a fadiga ou à sensação de vertigem?
Possui alguma sensação laringica de: ( )Corpo estranho ( )Irritação ( )Picadas ( )Dor
( )Aspereza Outros:__________________________________________________________
Há esforço aparente ao falar: ___________________________________________________
Sente dor ou tensão ao falar?_________________________ ( )Pescoço ( )Nuca ( )Mastóides
( )Manubio esternal
Apresenta dificuldades respiratórias ( )Sim ( )Não
Restringe o uso da voz? ( )Sim ( ) Não Por que?_____________________________________
Possui noções de técnica vocal? ( ) Sim ( )Não

Intensidade
Você acha sua voz potente? ( ) Sim ( )Não
É difícil falar em : ( )Ambiente ruidoso ( ) ao Telefone ( )à distancia

Altura
Você acha sua voz : ( ) Normal ( )Muito aguda ( ) Muito grave ( ) Irregular
Você acha que transmite bem o sentido da sua mensagem?____________________________
Você consegue cantar: ( )Sim ( )Não Desafina? Tem dificuldades ?_____________________

Uso Diário e Higiene Vocal
Qual é o seu trabalho: _________________________________________________________
Quanto tempo nesta profissão:__________________________________________________
Quantas horas e em quais condições utiliza a voz no trabalho:_________________________
Fala muito fora do trabalho - Fala ao Telefone: ( )Sim ( )Não
Grita? ( ) Sim ( ) Não Qual a freqüência? _________________________________________
Imita outras vozes ( ) Sim ( )Não
Canta em corais, festivais, reuniões ( )Sim ( )Não
Participa de torcidas ( ) Sim ( ) Não
Convive com pessoas com problemas auditivos ( ) Sim ( )Não
Convive com ( )Ruído ( )Pólvora ( ) Fumaça ( )Ar condicionado ( )Gases tóxicos ( )Excessos
de compromissos ( ) Outros
Consome ( )Álcool ( )Drogas ( ) Tabaco ( )Água ( )Gelados
Esta exposto a mudanças bruscas de temperatura ( )Sim ( ) Não
Usa roupas apertadas, salto alto ou colares apertados? ( ) Sim ( )Não
Limpa a garganta (Pigarro)constante? ( )Sim ( )Não

(Se criança)
Como é o ambiente escolar quanto ao ruído (recreio):________________________________
Quais as atividades preferidas:__________________________________________________
Fala muito ? Com quem? ______________________________________________________
Chora muito? ( )Sim ( )Não Qual motivo?_________________________________________
Quais as pessoas que convivem com a criança?_____________________________________
Qual é a rotina diária? _________________________________________________________
Você considera: ( )Agitada ( )Manhosa ( ) Curiosa ( )Lenta ( ) Alegre ( )Ansiosa ( )Tranqüila
( )Tímida ( )Extrovertida ( )Explosiva ( )Outros _____________________________________
Desenvolvimento escolar:______________________________________________________
Engatinhou: ______________________ Falou__________________________________
Apresentou trocas: Quais_______________________________________________________
Gaguejou? ( )Sim ( )Não
Fala dormindo( )Sim ( )Não
Chupa bicos ( )Sim ( )Não
Roeu ou roe unhas ( )Sim ( )Não
Aspectos Psicológicos
Como é o ambiente Familiar: ___________________________________________________
Como é o seu sono;___________________________________________________________
O que faz nos momentos livres:__________________________________________________
A voz se altera com as emoções?( ) Sim ( )Não

Histórico Familiar
Há familiares com problemas de voz ( ) Sim ( )Não
Saúde e Antecedentes Pessoais
Estado Geral: _______________________________________________________________
Distúrbios mais freqüentes: ( )Laringite ( )Renite ( )Faringite ( )Sinusite ( )Bronquite ( )Otite
( ) Asma ( )Tosse ( )Outros ____________________________________________________

Você apresenta ou apresentou :
( )Distúrbios Neurológicos______________________________________________________
( )Distúrbios Neurovegetativos__________________________________________________
( )Distúrbios Alérgicos ________________________________________________________
( )Distúrbios Hormonais________________________________________________________
( )Distúrbios Circulatórios______________________________________________________
( )Distúrbios Auditivos________________________________________________________
( )Distúrbios Digestivos _______________________________________________________
( )Distúrbios Laríngicos _______________________________________________________
( )Distúrbios Faríngicos _______________________________________________________
( )Distúrbios Orais /Bucais _____________________________________________________
( )Distúrbios Nasais___________________________________________________________
                         ANEXO II - EXAME DA VOZ



Nome:______________________________________________________________________
Idade: _______________ Data Nasc._____/_______/_____Profissão:__________________
Examinador:_________________________________________________________________

Tipo de Voz
( )rouca ( )áspera ( )soprosa ( )sussurada ( )fluida ( )gutural ( )comprimida
( )tensa-estrangulada ( )bitonal ( )diplofônica ( )polifônica ( ) infantilizada ( )monótona
( )tremula ( ) pastosa ( ) branca ( )crepitante ( )feminilizada ( )virilizada ( )presbifônica (
)hipernasal ( )hiponasal ( )nasalidade mista
Outro tipo:__________________________________________________________________
Grau de alteração : ( )discreto ( )moderado ( )severo ( )extremo

Inadadequaçao vocal: ( )ao tipo físico ( )à função exercida ( )à emoção da fala ( )total

Ataque Vocal: ( ) isocrônico ( )brusco ( )aspirado ( )uso alternado

Articulação : ( )precisa ( )indiferenciada ( )exagerada ( ) hipertensa ( )hipotensa

Freqüência Habitual : ______________HZ = ______________________

Freqüência mais grave possível (não o fry)__________________HZ = ________________

Qualidade da Emissão : ( )estabilidade ( )flutuações ( )quebras de sonoridade ( )bitonalidade
( )decréscimo de pitch ( )decréscimo de loudness ( )uso da reserva expiratória ( )finais em fry

Pitch : ( )normal ( )agudo ( )grave

Registro: ( )basal ( )modal de peito ( )modal de cabeça ( )elevado ( )uso divergente de
registro ( )quebras na passagem ( )uso inadequado

Gama Tonal: ( )normal ( )excessiva ( )restrita
De _________a ____________ - de ____________HZ a _________________HZ

Extensão Cantada : de___________a __________ - de _________Hz a_____________HZ
Foco Vertical de Ressonância: ( )equilibrado ( )laringico ( )oral ( )faringico ( )hiponasal
( ) hipernasal ( )denasal

Provável Classificação Vocal: ( )tenor ( )barítono ( ) baixo ( ) soprano ( )contralto
Loudness (Sensação psicoácustica da intensidade vocal)
( )Aumentado ( )Diminuído ( )Adequado

Modulação da Intensidade
( ) Adequada ( ) Repetitiva ( )Excessiva
( )Restrita com condições de modular ( )Restrita sem condições de modular
                      ANEXO III - EXAME RESPIRAÇÃO

Nome:______________________________________________Data Nasc.:____/ ___/_____
Tipo respiratório em repouso:__________________ durante a fala:_____________________
Modo respiratório em repouso: _________________durante a fala:_____________________
Capacidade Vital:___________CFS:__________CFC: _______FAA: _______TMFP:______

Perímetro
Repouso: Biaxilar:_______Mamilar:__________ Xifóideo:________ Abdominal:_________
Fala:Biaxilar:___________Mamilar:__________Xifóideo:_________Abdominal:_________

Diâmetros
Antero-posterior (A) (M) (B)                 Antero-posterior (A) (M) (B)
Vertical (A) (M) (B)                         Vertical (A) (M) (B)
Transversal (A) (M) (B)                      Transversal (A) (M) (B)

Freqüência Respiratória:______________________________

Tempos Máximos de Fonação:

/a /:______/i/:_____/u/:______/s/:_______/z/:_______/eº/:______/e/:______
   _____           _____    ______ _______ _______            ______ ______
   _____      _____    ______ _______ _______            ______ ______
X _____      _____ ______        _______ _______         ______ ______

Expirometria s/ oclusão nasal: ________,________,_________X= _________
Expirometria c/ oclusão nasal:________,________,_________X=_________

X(a,i,u)=________ S/Z:____________ eº/e:________ Contagem de números:________

Prova de Rosenthal:                           Prova de Glatzel
Ambas as narinas:_________                    Narina Direita: Narina Esquerda :
Narina Direita:____________                   ( )Permeável     ( ) Permeável
Narina Esquerda:__________                    ( )Semi-permeável ( )Semi-permeável
                                              ( )Não Permeável ( )Não Permeável
Coordenação Pneumo-fono-articulatória:

Velocidade da fala espontânea:__________pal/min (normalidade= entre 130 e 180)
Velocidade da fala leitura oral: __________pal/mim (normalidade= entre 130 e 180)
( )adequada ( )aumentada ( )diminuída ( )variada

OBS:_______________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

Data:____/____/_______ Examinador:___________________________________________
                     ANEXO IV - AVALIAÇÃO CORPORAL

Nome:________________________________________Data Nasc.:_____/______/________
Idade: ____________________________ Profissão:________________________________
Examinador:____________________________________Data:______/_______/__________

Postura corporal
( ) o corpo acompanha naturalmente o discurso ( )movimentação excessiva durante o discurso
( )pouca movimentação durante o discurso ( )hipertenso ( )hipotenso
( ) presença do contato visual            ( ) ausência do contato visual

Eixo cervical ( pescoço )
( )inclinação lateral ( )direita ( ) esquerda
( )rotação lateral     ( ) direita ( ) esquerda
( )inclinação anterior ( )inclinação posterior
( )aumento de massa muscular ( )direita ( )esquerda ( )anterior ( )posterior
( ) aparência de bócio difuso ( )aparência de bócio nodular
Região
Gânglios submandibulares: ( )aumentados ( )normais
Esternocleidomastóideo: ( )normal ( )hipertenso ( )hipotenso

2.1 Em movimentaçao Lateral:
( )esternocleidomastóideo saliente      ( )direita ( )esquerda
( )esternocleidomastóideo não saliente ( )direita ( )esquerda
( )esternocleidomastoideo deformado ( )direita ( )esquerda

Força:________________________________________________

Laringe:   ( )presença do “crack ”           ( ) ausência do “crack”

Ombros        ( )simétricos        Força:_________________
            ( )assimetria horizontal ( )direita ( )esquerda
            ( )assimetria vertical    ( )direita ( )esquerda

( )suspeita de desvio na coluna ( )cifose ( )lordose ( )escoliose

Face
( )expressão facial acompanha o dicurso      ( )pouca expressão durante o discurso
( )excessiva expressão facial durante o discurso ( )hipotensão ( )normotensão
Musculatura da testa: ( )contraída ( )não contraída
Olhos: ( )comprimidos ( )saltados ( )normais
Mandíbula: ( )travada ( )com abertura excessiva ( )normal
Boca: ( )apertada ( )hipotensa ( )normal

Peito: ( )normal ( )expandido ( )contraído ( )aumento de massa

Apoio Corporal: ( )nos dois pés ao mesmo tempo ( )nos dois pés alternadamente
               ( )no pé direito preferencialmente ( )no pé esquerdo preferencialmente

Sinais de Ansiedade:
( )palmas das mãos excessivamente suadas ( )evitação do contato visual
( )mudanças posturais excessivas ( )tiques faciais ( )expressão facial não-afetiva , mascarada
( )respiração curta evidente ( )muito esforço para a vocalização ( )nenhum sinal de ansiedade
( ) outros: _____________________________________________________________
                        ANEXO V - EXAME OROFACIAL

Nome:
_______________________________________________________________________
Examinador:___________________________________Data: ______/______/________
1º Observações da Morfologia, Tônus, Postura e Propriocepção de OFA:
1.a Lábios
Aspecto: ( ) Normal ( ) Paralisado ( ) Fissurado ( ) Hipodesenvolvido ( ) Hiperdesenvolvido
Postura: ( ) Unidos ( ) Separados ( ) Simétricos ( ) Assimétricos
Tonicidade: Lábio Superior ( ) Normal       ( ) Hipotônico ( ) Hipertônico
             Lábio Inferior ( ) Normal      ( ) Hipotônico ( ) Hipertônico
Freio Labial ( ) Normal ( ) Alterado
Mentalis: ( ) Normal ( )Contraído

1.b Bochechas
Aspecto:    ( ) Normal      ( ) Anormal
Postura:    ( ) Simétricas ( ) Assimétrica
Tonicidade: ( ) Normal       ( ) Hipotônica ( ) Hipertônica
Mobilidade: ( ) Inflar as duas Bochechas ( ) Inflar a bochecha direita ( ) Inflar a bochecha
esquerda

1.c Mandíbula
Aspecto: ( ) Normal ( )Prognata ( ) Atresia
Mobilidade: ( )Abrir ( )Fechar ( )Lateralizar

1.d Língua
Aspecto: ( ) Normal ( )Paralisada ( ) Microglosia ( )Macroglossia
Postura: ( ) Simétrica ( )Assimétrica
( )Entre os dentes ( ) Contra os dentes incisivos ( )Contra os dentes incisivos inferiores
Tonicidade: ( ) Normal ( )Hipotônica ( )Hipertônica

Freio lingual: ( ) Normal ( ) Curto ( ) Alongado
Mobilidade: ( ) Protusão ( ) Retração ( )Vibração
             ( ) Estalar    ( )Alargamento ( ) Afinamento
             ( )Lateralização interna ( ) Lateralização externa
Sensibilidade: ( )Hipersensível ( )Hiposensível

1.e Arcada Dentária
Aspecto: ( )Bom estado de conservação (BEC)           ( )Mau estado de conservação ( MEC)
         ( ) Falhas     ( )Diastemas
Postura: ( )Oclusão Normal ( ) Classe I  ( )Classe II ( )Classe III
Dentição: ( )Decídua ( )Permanente
Mordida: ( ) Normal ( )Aberta ( )Cruzada ( )Topo a topo ( )Profunda

1.f Palato Duro
Aspecto: ( ) Normal ( ) Ogival ( )com Fístula ( )Fissura Submucosa ( ) Fissurado
Postura: ( )Simétrico ( )Assimétrico
Úvula: ( ) Normal ( ) Bífida ( )Simétrica ( ) Assimétrica
Mobilidade: ( ) Suficiente ( ) Insuficiente ( ) Ausente

2. FUNÇÕES VEGETATIVAS

2.a Sucção:        ( ) Eficiente ( ) Ineficiente
Postura: Língua: ( ) Protusão ( ) Normal
         Lábios: ( ) Protusão ( ) Pressão
         Mentalis: ( )Hipertensão ( )Normotensão

2.b Mastigação:   ( )Simétrica ( )Assimétrica
Movimentos:         ( )Rápidos ( )Lentos ( ) Normais
Contração do masseter: ( ) Forte ( )Fraca
Mordida:               ( )Lateral ( )Anterior

2.c Deglutição:
Contração do mentalis: ( ) Presente   ( )Ausente
Projeção lingual:     ( ) Anterior    ( )Unilateral ( ) Bilateral
Ação Labial:          ( ) Presente    ( ) Ausente
Salivação:             ( ) Presente   ( ) Ausente
Deglutição:           ( ) Normal      ( )Atípica

3. Respiração
Tipo respiratório: ( )Diafragmática    ( )Costal Superior           ( ) Mista
Modo respiratório: ( ) Oral            ( )Nasal


OBS:_______________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
________________________
                   ANEXO VI - GERÊNCIA DE USUÁRIOS


        Breve Descritivo: Este caso de uso descreve o processo de gerenciamento de
usuários no sistema.

        Quadro Anexo 1 – Caso de Uso Gerência de Usuários.

Requisitos Funcionais:       RF [Cadastrar Usuários]
                             RF [Verificar Dados Obrigatórios]
Requisitos Não Funcionais:   RF [Controlar Acesso ao Sistema]
                             RF [Utilização de Banco de Dados Relacional]
                             RF [Ícones/Botões para Acesso às Principais Funções]
Atores:                      Administrador [Fonoaudiólogo]
Pré-condições:               Estar logado no sistema.
Fluxo Principal:             O usuário acessa a tela de gerência de usuários.
                             Campos nome, login (identificação), senha, email, tipo
                             de acesso são campos obrigatórios, devem conter um
                             (*) ao lado do campo.
                             Os subfluxos são apresentados pelo sistema:
                              1. Inclusão;
                              2. Pesquisa;
                              3. Alteração.
Subfluxos:                    1. Inclusão no sistema:
                                1.1 O Administrador seleciona a opção de inclusão;
                                1.2 O usuário informa os dados de um novo
                                    usuário: nome, login (identificação), senha, tipo
                                    de acesso situação do cadastro e e-mail a fim de
                                    efetivar o cadastro;
                                1.3 O usuário clica no botão/link “Salvar”;
                                1.4 O sistema verifica os dados e sugere um código
                                    para o novo cadastro;
                                1.5 O sistema grava as informações no banco de
                                    dados;
                                1.6 O sistema retorna a mensagem: “Usuário
                                 incluído com sucesso.”.
                          2. Pesquisa no sistema:
                             2.1 O usuário seleciona a opção de pesquisa;
                             2.2 O usuário informa, por meio de uma lista, a
                                 identificação do usuário que deseja pesquisar;
                             2.3 O sistema mostra os dados do usuário na tela.
                          3. Alteração no sistema
                             3.1 O usuário seleciona a opção de alteração;
                             3.2 O ator (usuário ou administrador) informa, por
                                 meio de uma lista, a identificação do usuário
                                 que terá os dados alterados. O administrador
                                 pode alterar os dados de qualquer usuário. O
                                 usuário comum pode alterar apenas seus
                                 próprios dados;
                             3.3 O sistema mostra os dados do usuário na tela;
                             3.4 O usuário altera os dados necessários;
                             3.5 O usuário clica no botão/link “Salvar”;
                             3.6 O sistema verifica os dados;
                             3.7 O sistema atualiza o banco de dados;
                             3.8 O sistema retorna a mensagem: “Dados do
                                 usuário alterados com sucesso.”.
Tratamento de Exceções:      4.1 O sistema deve verificar se todos os campos
                             obrigatórios foram preenchidos. Caso algum campo
                             não tenha sido preenchido, retorna uma mensagem
                             informando: “Todos os campos obrigatórios devem
                             ser preenchidos, verifique cadastro”.
                             4.2 O sistema deve verificar se o login
                             (identificação) informado já não está cadastrado,
                             caso esteja, retorna a mensagem: “Usuário já
                             cadastrado”.
                             4.3 Somente o usuário administrador pode
                                 selecionar o tipo de acesso dos usuários
                                 cadastrados.
                           Se o login (identificação) informado não estiver
                          cadastrado no sistema, uma mensagem deve informar:
                          “Usuário não cadastrado”.
Pós-condições:            O usuário cadastrado possui permissões de operar o
                          sistema de acordo com o tipo de acesso informado pelo
                          administrador.
       Diagrama de Atividade referente a gerência de usuários apresentado na Figura Anexo
1.




             Figura Anexo 1 – Diagrama de Atividade-Gerencia de Usuários
                                   Fonte: Autor, 2008.




       O Diagrama de Seqüência referente à gerência de usuários é apresentado na Figura
Anexo 2.
Figura Anexo 2 – Diagrama de Seqüência-Gerência de Usuários
            Fonte: Autor, 2008.
                   ANEXO VII - GERÊNCIA DE AVALIAÇÕES


        Breve Descritivo: Este caso de uso descreve o processo de gerenciamento de
avaliações no sistema.

Quadro Anexo 2 – Caso de Uso Gerência de Avaliações.
Requisitos Funcionais:        RF [Cadastrar UF]
                              RF [Cadastrar Cidade]
                              RF[ Cadastrar Pessoa]
                              RF [Cadastrar Usuário]
                              RF [Cadastrar Paciente]
                              RF [Cadastrar Fonoaudióloga]
                              RF [Cadastrar Médico]
                              RF [Cadastrar Consultas]
                              RF [Avaliação Corporal]
Requisitos Não Funcionais:    RF [Controlar Acesso ao Sistema]
                              RF [Utilização Banco Dados Relacional]
                              RF [Icones/Botões de acesso as funções]
Atores:                       Administrador [Fonoaudiologo]
Pré-condições:                Ser usuário com permissões de administrador

Fluxo Principal:              O usuário acessa a tela de cadastro de Avaliação Corporal
                              Campos: data, eixo-cervical, laringe,ombros,peito apoio
                              corporal devem conter um (*) ao lado do campo
                              1.Inclusão
                              2.Pesquisa
                              3. Altera
Subfluxos:                    1.Inclusão no sistema:
                                 1.1 O administrador seleciona a opção de inclusão;
                                 1.2 O administrador informa os dados de uma nova
                                 avaliação;
                                 1.3 O administrador clica no botão “Salvar”;
                                 1.4 O sistema verifica os dados e sugere um código para
                                 o nova avaliação;
                                 1.5 O sistema grava as informações no banco de dados;
                                 1.6 O sistema retorna a mensagem: “Avaliação incluída
                                 com sucesso.”
                          2.Pesquisa no sistema:
                             2.1 O usuário seleciona a opção de pesquisa;
                             2.2 O usuário seleciona através de uma lista a avaliação
                             por nome do paciente procurado, fornecido pelo
                             mesmo.
                             2.3 O sistema mostra os dados da avaliação na tela.

                          3. Alteração no sistema
                             3.1 O usuário seleciona a opção de alteração;
                             3.2 O usuário seleciona através de uma lista a avaliação
                             procurada;
                             3.3 O sistema mostra os dados da avaliação na tela;
                             3.4 O usuário altera os dados necessários;
                             3.5 O usuário clica no botão “Salvar”;
                             3.6 O sistema verifica os dados;
                             3.7 O sistema atualiza o banco de dados;
                             3.8 O sistema retorna a mensagem: “Avaliação Alterada
                             com sucesso.”

Tratamento de Exceções:     4.1 O sistema deve verificar se todos os campos
                            obrigatórios foram preenchidos. Caso algum campo não
                            tenha sido preenchido, retorna uma mensagem
                            informando: ”Todos os campos obrigatórios devem ser
                            preenchidos.”

                            4.2 O sistema deve verificar se a Avaliação naquela data
                            e para o paciente informado já não está cadastrada,
                            verificando os dados. Caso esteja, retorna uma
                            mensagem: “Avaliação já Cadastrada”.

Pós-Condições:            Os cadastros das avaliações podem ser utilizados no
                          sistema
Fonte Autor, 2008
       Diagrama de Atividade referente a gerência de avaliações apresentado na Figura
Anexo 3.




                       Figura Anexo 3 – Diagrama de Atividade-Gerência de Avaliações
                                     Fonte: Autor, 2008.
       O Diagrama de Seqüência referente à gerência de avaliações é apresentado na Figura
Anexo 4.




              Figura Anexo 4 – Diagrama de Seqüência-Gerencia de Avaliações
                                   Fonte: Autor, 2008.
                    ANEXO VIII -GERÊNCIA DE ANAMNESE


        Breve Descritivo: Este caso de uso descreve o processo de gerenciamento de
anamnese no sistema.

Quadro Anexo 3 – Caso de Uso Gerência de Anamnese
Requisitos Funcionais:       RF [Cadastrar UF]
                             RF [Cadastrar Cidade]
                             RF[ Cadastrar Pessoa]
                             RF [Cadastrar Usuário]
                             RF [Cadastrar Paciente]
                             RF [Cadastrar Fonoaudióloga]
                             RF [Cadastrar Médico]
                             RF [Cadastrar Consultas]
                             RF [cadastrar Anamnese]
Requisitos Não Funcionais:   RF – [Controlar Acesso ao Sistema]
                             RF – [Utilização de Banco de Dados Relacional]
                             RF – [Links/Ícones/Botões para Acesso às Principais
                             Funções]
Atores:                      Administrador [Fonoaudiólogo]
Pré-condições:               Estar logado no sistema.
Fluxo Principal:             O usuário acessa a tela de cadastro de Anamnese.
                             Campos: data, audiometria , queixa principal são
                             campos obrigatórios, devem conter um (*) ao lado do
                             campo.
                             Os subfluxos são apresentados pelo sistema:
                              1.Inclusão;
                              2.Pesquisa;
                              3.Alteração.
Subfluxos:                   1.   Inclusão no sistema:
                                  1.1 O usuário seleciona a opção de inclusão;
                                  1.2 O usuário informa os dados de um novo
                                  usuário: nome, login (identificação), senha,
                                  situação do cadastro e e-mail a fim de efetivar o
                                  cadastro;
                             1.3 O usuário clica no botão “Salvar”;
                             1.4 O sistema verifica os dados e sugere um código
                             para o novo cadastro;
                             1.5 O sistema grava as informações no banco de
                             dados;
                             1.6 O sistema retorna a mensagem: “Anamnese
                                 incluída com sucesso.”
                          2. Pesquisa no sistema:
                              2.1 O usuário seleciona a opção de pesquisa;
                              2.2 O usuário informa, por meio de uma lista, a
                             identificação do usuário que deseja pesquisar;
                             2.3 O sistema mostra os dados do usuário na tela.
                          3. Alteração no sistema
                             3.1 O usuário seleciona a opção de alteração;
                             3.2 O ator (usuário ou administrador) informa, por
                             meio de uma lista, a identificação do usuário que
                             terá os dados alterados. O administrador pode
                             alterar os dados de qualquer usuário.
                             3.3 O sistema mostra os dados do usuário na tela;
                             3.4 O usuário altera os dados necessários;
                             3.5 O usuário clica no botão/link “Salvar”;
                             3.6 O sistema verifica os dados;
                             3.7 O sistema atualiza o banco de dados;
                             3.8 O sistema retorna a mensagem: “Dados do
                             usuário alterados com sucesso.”.
Tratamento de Exceções:      4.1 O sistema deve verificar se todos os campos
                                 obrigatórios foram preenchidos. Caso algum
                                 campo não tenha sido preenchido, retorna uma
                                 mensagem informando: “Todos os campos
                                 obrigatórios devem ser preenchidos, verifique
                                 cadastro”.
                             4.2 O sistema deve verificar se a Anamnese
                                 informada já não está cadastrada, caso esteja,
                                 retorna a mensagem: “Anamnese Cadastrada”.


Pós-condições:            O usuário cadastrado possui permissões de operar o
                          sistema de acordo com o tipo de acesso informado pelo
                          administrador.
Fonte Autor, 2008
       Diagrama de Atividade referente a Gerência de Anamnese apresentado na Figura
Anexo 5.




               Figura Anexo 5 – Diagrama de Atividade-Gerência de Anamnese
                                 Fonte: Autor, 2008.
        O Diagrama de Seqüência referente à Gerência de Anamnese é apresentado na
Figura Anexo 6.




                  Figura Anexo 6 – Diagrama de Seqüência-Gerência de Anamnese
                                    Fonte: Autor, 2008.
                 ANEXO IX - PARECER FONOAUDIOLÓGICO


                Com a avaliação fonoaudiológica e otorrinolaringológica e a história clinica do
paciente J.E.G. sugere-se que o paciente apresenta um quadro de disfonia orgânica, com
paresia da hemilaringe esquerda e o uso das falsas pregas vocais associado à presbifonia e à
presbiacusia.

        A disfonia orgânica apresentada por J.E.G., provavelmente ocorreu em função do
Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI), associado ao envelhecimento natural do
indivíduo.

        O tratamento fonoaudiológico visa proporcionar ao paciente meios de reverter ou
atenuar sua alteração vocal com o objetivo de facilitar a comunicação e expressão dos
sentimentos.    Os objetivos gerais do tratamento é restaurar as habilidades motoras e a
eficiência na fala, realizar orientação vocal, realizar a psicodinâmica vocal, realizar
treinamento vocal.

        Os objetivos específicos são esclarecer sobre a anatomofisiologia fonatória, realizar a
higiene vocal, ampliar a hidratoterapia, monitoramento auditivo, visual e cinestésico,
treinamento auditivo, conscientização das características da voz, relaxamento corporal,
relaxamento do vestíbulo laríngeo, adequar o foco ressonantal, promover a coaptação das
pregas vocais, mobilização da mucosa, adequar a articulação, adequar o registro vocal.

        Para realização dos objetivos são selecionadas as seguintes técnicas terapêuticas:
sons de apoio vibrantes, sons de apoio hiperagudos, sons de apoio fricativos sons de apoio
plosivos, sons de apoio basais, uso de vibrador associado a sonorização glótica, massagem na
cintura escapular, manipulação digital da laringe, exercícios cervicais sonorizados associados
a sons de apoio, rotação de língua no vestíbulo, deslocamento lingual, método mastigatório,
voz salmodiada e sobrearticulação.
                                      ANEXO X


        Segue a Figura Anexo 7 – representa as telas do módulo proposto no software para
os profissionais da Fonoaudiologia.




                        Figura Anexo 7 – Telas do Módulo Proposta
                                        Fonte Autor, 2008

								
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