PREFEITURA MUNICIPAL DE EWBANCK DA C�MARA ESTADO DE MINAS GERAIS - Download Now DOC

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					      I – VISCONDE DO RIO BRANCO

                                                                  O Município de Visconde do Rio Branco está situado na
                                                     Zona da Mata, Região Sudeste do Estado de Minas Gerais. A Zona da
                                                     Mata é considerada zona silenciosa da historiografia mineira. Seu
                                                     desenvolvimento econômico e social só apareceu no século XIX. O
                                                     liberalismo, o progresso que a máquina a vapor e a eletricidade
                                                     trouxeram, assim como o estilo arquitetônico eclético e uma
                                                     mentalidade nova caracterizam aquela época. A região não teve a
                                                     influência dos bandeirantes em sua formação. Por não se encontrarem
                                                     aqui riquezas em ouro e pedras preciosas, o que era comum em
                                                     outras regiões do Estado de Minas, é que a Zona da Mata teve seu
                                                     processo de desenvolvimento retardado. A abertura da estrada nova
                                                     para o Rio de Janeiro foi, sem dúvida, um importante marco para o
progresso da Região, pois ela atravessa a Zona da Mata. Por ela saía toda a produção agrícola da região, principalmente o
café, muito cultivado na Zona da Mata, no século passado. Por esse motivo, esta região tinha maior número de escravos a
serviço das plantações de café. Daí começou, realmente, o progresso da Zona da Mata, com a abertura de fazendas e
afluxo de pessoas para as plantações.
             Visconde do Rio Branco faz parte da Zona da Mata, portanto sua história está, de certa forma, dentro deste
contexto. Tem uma história bem mais recente em relação a outros lugares de Minas. Com cerca de 34.000 habitantes,
Visconde do Rio Branco fica a uma altitude de 340 metros e dista da Capital do Estado, Belo Horizonte, 320 quilômetros de
estrada asfaltada. Nos seus primórdios, a localidade foi, sucessivamente chamada de Xopotó dos Coroados, Aldeamento
do Presídio, Aldeia do Presídio, Presídio de São João Batista, São João Batista do Presídio, Presídio, Visconde do Rio
Branco, Paranhos e Visconde do Rio Branco.
             Remontando ao princípio do século XIX, veremos que a sua história ficou marcada com a instalação, em terras
do Presídio de São João Batista, do Quartel de Guido Tomaz Marliére que foi o colonizador, o civilizador das Terras
Presidienses e da Zona da Mata. Dessa obra participou Padre Manoel de Jesus Maria, que preparou para Marliére todos os
caminhos através de seu trabalho catequético junto aos indígenas locais. Esta região, por ter grande concentração de
índios, tornou-se o quartel de Guido Marliére, Diretor Geral dos Índios, cujo domínio ia do Vale do Rio Doce a Campos dos
Goitacases, no Estado do Rio de Janeiro.
             Em 22 de setembro de 1881, através da Lei Provincial nº2.785, se estabelece os foros de vila e Município para
o Presídio, o qual tinha sob sua jurisdição os atuais Municípios de Visconde do Rio Branco, Guiricema, São Geraldo,
Guidoval, Cataguases, Ubá, Paula Cândido, Muriaé, Miraí, Laranjal e Patrocínio do Muriaé.
             Visconde do Rio Branco recebe este nome em 1882 por iniciativa do deputado José Pedro Xavier Veiga que,
ao elevar a vila à categoria de cidade no dia 28 de setembro, homenageava José Maria da Silva Paranhos, o Visconde do
Rio Branco, autor da Lei do Ventre Livre.
             A Cana-de-Açúcar foi durante mais de cem anos, a cultura mais importante do Município. Entre 1822 e meados
do século XX, a produção açucareira riobranquense passou a ter destaque estadual. O Engenho Central Rio Branco”,
fundado em 1885 por Decreto Imperial, mais tarde de propriedade da Societé Sucriére de Rio Branco S/A, mais tarde
denominada Usina São João, e depois da Usina São João II foi por mais de cem anos o impulsionador da lavoura, indústria
e comércio locais, pois empregavam milhares de pessoas.
             Também o café teve sua época áurea no século passado, chegando mesmo a ser exportado para a Europa,
através da importante firma comercial de Adriano Telles & Cia. Adriano Telles, era Português e, juntamente com os Irmãos
Mesquita, fundou aqui, em fins do século XIX, sua importante casa comercial que foi fator importantíssimo para o
desenvolvimento da cidade.
             Na segunda metade do séc. XX, a fase de desenvolvimento foi interrompida devido a inúmeras crises
culminando com o fechamento das usinas.
             Atualmente o município busca uma nova vocação, através de pequenas e médias indústrias que aqui vêm se
instalando. Além de fábricas de móveis, um grande número de confecções, trazem o desenvolvimento industrial da cidade.
             Podemos considerar algumas de grande importância como a indústria Rio Branco Alimentos “Pif-Paf”,
importante abatedouro de frangos, aqui instalada assim como a fabrica de ração animal emprega um grande número de
pessoas; a indústria de sucos naturais “TIAL” com alta tecnologia é de grande importância, pois é conhecida nacionalmente
e recentemente temos a AGROFRUIT, que é uma indústria de polpa de de frutas inclusive para exportação.
             No campo político, a história é rica. Dela participaram vultos importantes da História Nacional, como Raul
Soares de Moura, que aqui iniciou sua carreira política. Por vários anos, Raul Soares fez Política em Visconde do Rio
Branco, aqui residiu e advogou. Manteve também, por muitos anos, em Rio Branco, um Jornal chamado “O Mineiro”. Além
de Raul Soares, Carlos Peixoto Filho, Eugênio de Mello, Biolkino Andrade, Dr. João Batista de Almeida, o Vice-Governador
Dr. Celso Porfírio Araújo Machado, Wellington Brandão, Dr. Jorge Carone, Jorge Carone Filho, Dr. Antônio Pedro Braga e
também de um modo indireto mas muito atuante, Arthur da Silva Bernardes, que foi funcionário da empresa de Adriano
Telles. Atualmente um nome expressivo é o do atual Vice-Presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais,
Eduardo Carone Costa, filho do Dr. Aloysio Alves Costa, que        foi auditor do mesmo Tribunal.                        1
             O primeiro Jornal local foi fundado em 1894 e chamava-se “O Rio Branco”. O “Minas Jornal”, fundado em 1923,
teve também grande influência na vida política e social da Cidade por mais de trinta anos. Mais tarde foi a vez de “O
Visconde do Rio Branco”, do jornalista Iandir Martins. Hoje a cidade conta com os jornais “Voz de Rio Branco” de Cleber
Lima da Silva e “A Imprensa”, de Viçoso Camacho Lacerda.
             O Município de Visconde do Rio Branco é muito bem servido de Estradas que o ligam aos principais centros do
país como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, etc.
             A Cidade se orgulha de possuir um Conservatório Estadual de Música com 50 anos de existência, duas
bandas de música: Filarmônica Rio Branco e Sociedade Musical 13 de maio, conhecidas em várias regiões de nosso
estado. A UNIPAC, uma Faculdade com vários cursos dentre eles: Ciências Contábeis, Administração, Sistemas de
Informação e Normal Superior recentemente instalado, Escolas Públicas Estaduais e Municipais, Colégios de 2° Grau, além
de Cursos Pré-Vestibular, um Museu Histórico inaugurado em 26 de setembro de 1992, dotado de rico acervo histórico e
artístico. A cidade possui também a Academia Rio Branquense de Letras, reduto dos valores culturais e artísticos desta
terra.
             Visconde do Rio Branco pode se orgulhar também de possuir uma área de preservação ambiental, a Serra da
Piedade, de exuberante beleza natural, convite à prática do turismo.

Microrregião: Ubá
Municípios: Astolfo Dutra , Divinésia , Dores do Turvo , Guarani , Guidoval , Guiricema , Mercês , Piraúba , Rio Pomba ,
Rodeiro , São Geraldo , Senador Firmino , Silveirânia , Tabuleiro , Tocantins , Ubá , Visconde do Rio Branco

                      RESUMO DA HISTÓRIA DE VISCONDE DO RIO BRANCO
            (Obtido da publicação “Xopotó dos Coroados/cartilha” de Theresinha de Almeida Pinto itens II à XXVIII)

      II – A CHEGADA DO PADRE MANOEL DE JESUS MARIA
         1758 – Em 1758, o pioneiro padre Ângelo da Silva Pessenha chegou na região onde iniciou à campanha
civilizadora dos Croatos, sendo, mais tarde, substituído pelo padre Manoel de Jesus Maria.
         1777 - Sua missão era ensinar os princípios religiosos aos habitantes, não só locais como das comunidades
vizinhas. Ele foi o pacificador de nossos indígenas, o verdadeiro apóstolo que deixou seu nome gravado em nossa história.
         1787 – O padre Manoel de Jesus Maria em 1787 autorizou a construção de uma capela dedicada a São João
Batista, que foi, mais tarde, por ele abençoada. A data da inauguração da capela de São João Batista foi um marco tão
importante na história de Visconde do Rio Branco, que mereceu estar gravada na bandeira de nosso Município.
         1811 – Já tendo sido criada a paróquia de São João Batista, foi nomeado 1º vigário da então florescente vila do
Presídio de são João Batista, o padre Marcelino Rodrigues Ferreira. A ele deve-se a construção da 1ª Igreja Matriz, de
estilo colonial, demolida em 1907 para dar lugar à atual, na Praça 28 de setembro.
                        1813 – O padre Manoel de Jesus Maria foi o catequizador de nossos índios, o capitão Guido Thomaz
                  Marlière (foto) fói o civilizador de toda a região. Chegou à vila em 1813. Seu quartel foi instalado no
                  Presídio, justamente no momento em que as lutas entre os índios e os donos de sesmarias exigiam a
                  presença de um pacificador. O que eram as Sesmarias? Sesmarias eram terras doadas a pessoas que
                  tinham intenção de cultivá-las. Isto aconteceu em 1768. Os índios, que eram os donos da terra, entraram
                  em luta como os donos das Sesmarias (Sesmeiros), que eram, ao todo, nove pessoas. Como diretor geral
                  dos índios Marliére foi um homem forte que estendeu seu raio de ação. A ele devemos também a criação
de uma escola primária assim como a construção de um caminho de ligação entre o Presídio e Campos no Estado do Rio.
Guido morreu vítima de malária em sua fazenda em Guidoval, mais precisamente, na Serra da Onça. Além de Guido
tivemos outros diretores de índios. Destacamos aqui as figuras de Francisco Pires do Farinho e do Capitão Gonçalo Gomes
Barreto, patriarca da tradicional família Barreto, de nossa cidade. A época de Guido foi marcada, no Presídio. Os trabalhos
dos naturalistas Von Martius, Von Spix, Freyreiss, Langsdorff e Barão de Eschewege foram fontes preciosas que ajudaram
a compor a história de Xopotó dos Coroados.
         Dentre os relatos que nos deixaram, ficamos sabendo, por exemplo, como os Coroados, em dia de festa,
homenageavam seus Deuses, dançando e cantando ao redor do “Popong”, uma enorme panela de barro, cheia de Viru. O
que era o Viru? O Viru era uma aguardente feita de milho, cujos grãos as índias mascavam e cuspiam dentro da panela, a
fim de que fosse feita a fermentação da bebida, mas negar bebê-la, quando oferecida, significava séria ofensa aos índios.

      I.I.I – POR QUE O NOME PRESÍDIO?

        O território de Xopotó, era cercado por mata fechada e, para a vila eram enviados prisioneiros políticos e comuns, a
fim de cumprir pena. Era, vamos dizer uma cadeia sem grades, aberta, natural, mas da qual não era nada fácil fugir. Esta é
uma das versões para explicar o nome “Presídio”. Desde seus primórdios, a cidade recebeu vários nomes: Xopotó dos
Coroados, Aldeamento do Presídio, Aldeia do Presídio, Presídio de São João Batista, São João Batista do Presídio,
Presídio, Visconde do Rio Branco, Rio Branco, Paranhos e Visconde do Rio Branco.

      IV – POR QUE O NOME PIEDADE?

        A história conta-nos que o nome “Piedade” nasceu quando a tribo dos índios botocudos entrou em luta com nossos
índios que moravam às margens do rio. A luta entre as duas tribos foi tão sangrenta, que as águas tornaram-se vermelhas
e as pessoas, aterrorizadas, gritavam: piedade, piedade! Foi quando o rio passou a chamar-se “Piedade”.

      V – CEL. GERALDO RODRIGUES DE AGUIAR

      Em 1833 e em 1842 aconteceram duas revoluções importantes em Minas Gerais e delas tornou parte o Cel. Geraldo
Rodrigues de Aguiar, que atuou em ambas como um bravo soldado presidiense, em defesa de sua estado. 1833 aconteceu
em Ouro Preto e a de 1842 envolveu parte da Província. Dela participou Caxias, que combateu os revolucionários. Naquela
época o Cel. Geraldo já havia sido agraciado com o título de comandante da Guarda Nacional de São João Batista do
Presídio. Uma das ruas principais da cidade recebeu seu nome. Ainda há descendentes seus em Visconde do Rio Branco.
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     VI – A PRIMEIRA CÂMARA

        Estamos em 21 de setembro de 1839, quando instalou-se a Vila de São João Batista do Presídio e, com ela a
primeira câmara municipal, que teve como presidente o cidadão Manoel de Oliveira Silva Furtado Brandão e como
Vereadores, Padre Marcelino Ferreira, Padre João Nepomuceno Gonçalves Fontes, João Gomes Barroso, Joaquim José
da Silva Bruno, o Coronel Geraldo Rodrigues de Aguiar, e o Secretário José Rodrigues Duarte.

     VII – A ESTRADA DE FERRO

       Vila de São João Batista do Presídio, trazendo progresso econômico e comercial para a vila. Um ano depois de ser
inaugurada a estrada de ferro os presidienses receberam o Imperador Dom Pedro II e Imperatriz D. Tereza Cristina, em
visita às estações do Presídio e de São Geraldo. A saudação ao casal foi feita pelo acadêmico de Direito Manoel Vieiras de
Oliveira Andrade, o primeiro rio-branquense a bacharelar-se em Direito.

     VIII – A CIDADE

        Antes de se tornar cidade, a Vila do Presídio passou por diversas mudanças administrativas. De sede municipal
que era, tornou-se, em 1853, dependente da recém-criada Vila de São Januário de Ubá, assim perdendo o título de Vila.
Mais tarde voltou a ser Vila mas, somente em 1882, tornou-se cidade. Recebeu então o nome de Visconde do Rio Branco,
em homenagem ao grande estadista do Império José Maria da Silva Paranhos, o Visconde do Rio Branco. A data de 1882
está inscrita na bandeira do município de Visconde do Rio Branco.

     IX – PADRE CANÇADO

       Já estamos no ano de 1884, aqui tornou-se sacerdote o padre Joaquim Xavier Lopes Cançado. Foi à primeira
ordenação sacerdotal na paróquia de São João Batista.

     X – ADRIANO TELLES

        Na mesma época já se encontrava aqui o português Adriano Telles, fundador da Casa Telles, importante
estabelecimento que muito contribuiu para o progresso da cidade, não só na área agrícola como na comercial e cultural.
Adriano Telles comercializava nossa café com a Europa. Naquela época, o mais importante produto de nossa lavoura era o
café. Os grandes cafezais exigiam muita mão de obra da lavoura. Esta é a razão pela qual viviam aqui os escravos. Esse
trabalho teve, mais tarde, a participação de imigrantes italianos que vieram para o Brasil, em busca de trabalho. Adriano
Telles foi casado com a rio-branquense D. Guilhermina Fernandes, anos mais tarde voltou, definitivamente para Portugal,
onde morreu. Os irmãos José Adriano Mesquita, Cassiano Mesquita, Anthero Mesquita e José Adelino Mesquita, que
vieram com Adriano Telles, permanecem na direção da Casa Telles e aqui deixaram seus descendentes. Os irmãos
Mesquita participaram ativamente da vida da cidade.

     XI – O ENGENHO CENTRAL

        Havia terminado, no município de Visconde do Rio Branco, o ciclo do café e iniciava-se então o ciclo da cana. Em
1885 começou a funcionar a Usina Rio Branco que, na época de sua inauguração recebeu o nome de Engenho Central. A
cultura da cana de açúcar foi implantada no município por Joaquim de Campos Bittencourt. A cidade teve ainda mais duas
importantes Usinas açucareiras: a São João I, de Mário Bouchardet e a Santa Rosa, de Nelson Nunes Siqueira.
        A Usina Rio Branco, que por muitos anos teve o nome de Societé Sucrière de Visconde do Rio Branco, pertenceu a
um grupo Belga/Francês. Com o nome de São João II, foi à última a ser desativada. Pertencia então ao grupo Bouchardet.
A usina de álcool funcionava junto à usina São João II. Inaugurada em 27 de setembro de 1979, também já se encontra
desativada. Com esses acontecimentos, findou-se o ciclo da cana de açúcar no município.

     XII – A COMARCA

         Em 1982 vamos encontrar uma cidade em pleno desenvolvimento, estava criada a comarca de Visconde do Rio
Branco no dia 07 de março de 1892, quando tomou posse como 1º Juiz de Direito o Dr. Joaquim Delveaux Pinto Coelho, de
tradicional família de Viçosa. O 1º promotor público foi o Dr.Francisco Carlos de Araújo Moreira.

     XII – O PRIMEIRO JORNAL

       Uma cidade que já era comarca precisava de um jornal. Em 1894 nasceu sob a direção dos Srs. Dr. Carlos Soares
de Moura, Arthur Soares de Moura e Francisco Carlos de Araújo Moreira, nosso 1º jornal a que foi dado o nome de “O Rio
Branco”. “O Mineiro”, fundado pelo Dr. Raul Soares de Moura, o “Minas Jornal” de Lalemant Drummond e o “Visconde do
Rio Branco, de Iandir Martins”. Hoje, contamos com “A Voz de Rio Branco”, do jornalista Cleber Lima da Silva, e a
“Impressa”, do jornalista Viçoso C. Lacerda.

     XIII – A PREFEITURA

      O prédio, de grande beleza arquitetônica, foi construído no ano de 1902 por Vitto Vitarelli. Na época era presidente
da câmara o Dr.Carlos Soares de Moura.

     XIV – RAUL SOARES DE MOURA

        Formado em Direito pela Faculdade de São Paulo, foi também um homem de letras e professor da Faculdade de
Direito de Belo Horizonte. Atuou também com brilhantismo, como Deputado Estadual, Federal, Ministro da Marinha,
Senador por Minas Gerais e Presidente do Estado de Minas. Raul Soares veio para Rio Branco, por motivo da morte de
seu irmão, o Dr. Carlos Soares de Moura, para aqui            transferiu sua residência e tomou as rédeas da
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política local. Raul Soares faleceu em 04/08/1924. Era, ainda, jovem.

      XVII – CARLOS PEIXOTO DE MELLO FILHO

       Foi como Raul Soares, um político de projeção nacional, que iniciou sua brilhante carreira em Rio Branco. Foi
presidente da Câmara no período de 1906 a 1911. Durante sua administração foi construído o Jardim Público da Praça 28
de setembro, que recebeu seu nome. Faleceu em 29 de agosto de 1917.

      XVIII – ARTHUR DA SILVA BERNARDES

      Foi um importante homem político natural de Viçosa, que influenciou muitíssimo, não só a política de Rio Branco
como de toda região. Foi Deputado, Senador, Presidente do Estado de Minas e Presidente da Republica.
      Ainda jovem trabalhou na Casa Telles.

      XIX – FARMACEUTICO BIOLKINO ANDRADE

       Em 1912 foram instalados os serviços de telefonia e eletricidade, era presidente da Câmara, na época o
farmacêutico Biolkino Andrade, era natural de Ubá e foi casado com D. Judith Maria Morais de Andrade.

      XX – CINEMA BRASIL

       Em 1912, a empresa Teatral Rio-Branquense foi construída conforme atas publicadas no Minas Gerais de
28/06/1912, mas em 1911, já existia o cinema Rio Branco, conforme nota do Jornal, “O Mineiro”, de 16/03/1911.

      XXI – DR. CARLOS SOARES DE MOURA

          O “Grupo Escolar Dr. Carlos Soares” foi inaugurado em 1915. É uma homenagem ao importante médico e político
da cidade. Foi presidente da Câmara varias vezes. Morreu em 1910. Naquela época, tomou a frente da política local seu
ilustre irmão, o Dr. Raul Soares de Moura.

      XXII – A MATRIZ

        A inauguração da atual Matriz foi em 1917, veio compor o conjunto arquitetônico do centro da cidade. Seu
idealizador, o padre Antônio Raymundo Nonato de Carvalho, faleceu antes de vê-la terminada. Vitto Vitarelle foi seu
construtor.

      XXIII – O TIRO DE GUERRA

       No mesmo ano, foi criado o Tiro de Guerra, que teve como 1º instrutor o Sargento Nepomuceno Urquista Tenório
Cavalcante, conhecido como Sargento Urquista, vitima da epidemia da gripe espanhola.

      XXIV – O HOSPITAL

        O grande progresso na área da saúde chegou em 1926, com a inauguração do Hospital São João Batista, graças
aos esforços dos Drs. João Batista de Almeida, Joaquim Corrêa Dias, José Alcides Pereira, farmacêutico Luiz F. Braga.

      XXV – 1931 “DR. CELSO MACHADO – A ESCOLA NORMAL OCICIAL”.

         A Escola Normal Oficial, aqui instalada graças aos esforços do então deputado estadual Dr. Celso Porfírio de
Araújo nome da Escola Estadual Dr. Celso Machado, uma justa homenagem ao seu fundador, que foi um político
importante, deputado Estadual e Federal, que chegou a cidade ainda jovem, como delegado de policia, aqui se casou, fez
política e deixou a marca de seu nome, sempre lembrado pelo rio-branquense.

      XXVI – GINÁSIO RIO BRANCO

       O progresso crescia na área da Educação. 1935 marcou com a criação do Gynásio Rio Branco. A cidade deve ao
padre Caetano Romanelli seu 1º colégio, com a criação definitiva do Gynásio Rio Branco, hoje Colégio Municipal de
Visconde do Rio Branco.

      XXVII – CONSERVATÓRIO DE MÚSICA

        Ano de 1953, data em que foi inaugurado o Conservatório Estadual de Música Prof. Theodolindo José Soares. Em
1905, por iniciativa de Adriano Telles, fundou-se a “Philarmônica Carlos Gomes, 1º banda”. Logo depois outra banda foi
criada: a Clube Comércio e Arte, regida pelo maestro Theodolindo José Soares. Mais Tarde, em 1926 o Maestro Hostílio
Soares fundou a Escola de Música Francisco Braga, que funcionava no prédio que hoje é sede da banda 13 de Maio. A 13
de Maio regida pelo maestro Tito Vianna e a Filarmônica Rio Branco, que por muitos anos foi regida pelo saudoso maestro
Perón, e também uma excelente fanfarra do Colégio Municipal e outra do Centro Educacional Prof. Gastão de Almeida.

      XXVIII – POLÍTICA

        O primeiro prefeito de Rio Branco foi o Cel. Luiz Coutinho de 1931 a 1937. O 1º presidente da Câmara de Visconde
do Rio Branco foi Belarmino Carlos de Abreu e Souza de 1882 a 1883.



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      XXIX -

                                    Visconde do Rio Branco (MG)
                                                   DADOS ESTATÍSTICOS
                               Acesso ao Município                   Dados Complementares
                               Distância da Capital: 327 Km          Hospitais:              2
                               Rodovia de Acesso: MG-22              Postos de Saúde:        12
                                                                     Escolas de 1º Grau:     34
                               População                             Escolas de 2º Grau:     4
                                                                     Universidades:          1
                               Total de Habitantes:     30442
                                                                     Ag. Bancarias:          4
                               Total de Eleitores:      21911
                                                                     Museus:                 1
                               População Urbana:        23107
                                                                     Hotéis:                 2
                               População Rural:         7335
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                                       Mandato de Janeiro 2005/ Dezembro de 2006



PRESIDENTE:                   Sérgio Aroeira Braga Filho (PFL)

VICE - PRESIDENTE:               Luíz Fábio Antonucci (PSDB)

SECRETÁRIO:                Ismael Gomes dos Santos (PTB do B)




      I - Cronologia

1573 - Sebastião Fernandes Tourinho, em expedição pelo interior da Colônia, encontra pedras preciosas e o Rio Jequitinhonha.
1660 - Expedição de Martinho Carvalho parte do litoral em direção ao interior em busca de esmeraldas.
1672/ 2 Out. - Fernão Dias Paes recebe a carta patente que o nomeava chefe e governador de sua leva e terra das esmeraldas.
1674 - A bandeira de Fernão Dias começa sua expedição. Adentrando pelo sertão, atinge o território que seria a futura Capitania das
         Minas. Surge o primeiro arraial ' o mais antigo lar da pátria mineira' em Ibituruna.
1683 - Garcia Rodrigues, filho de Fernão Dias, recebe ordens de Portugal para retornar ao local onde tinham sido encontradas as jazidas
         de topázio. Retornaram em 1687 sem terem encontrado o caminho para as jazidas.
1692 - Antônio Rodrigues Arzão, com cinqüenta homens, parte em direção à região do Pico do Itaverava.
1696/ 16 jul. - O Coronel Salvador Fernandes Furtado de Mendonça descobre ouro no Ribeirão do Carmo, local da futura cidade de
         Mariana.
1698/24 jun. - A bandeira de Antonio Dias avista o Pico do Itacolomi. Lá, aos seus pés, no Córrego Tripui, estava o “ouro preto”.
1700/1701- Os anos da fome. “O flagelo da fome produziu na Serra de Ouro Preto a debandada dos moradores, igualmente cegos pelo
         ouro, esquecidos dos comestíveis. Alguns retiraram-se para São Paulo...”( Diogo Vasconcelos).
1701/Fev. - Em carta, Sua Majestade ordena ao governador, Artur de Sá, que não permita a entrada de mais gente para as Minas. Os
         infratores desta, se achados em caminho, deveriam ser prendidos e punidos com as penas severíssimas de cárcere e
         deportação.
1702 - O ouro é descoberto no Rio das Mortes pelo bandeirante João de Siqueira Afonso.
1708/1709 - A região das minas é tomada pelo conflito que ficou conhecido como Guerra dos Emboabas. Paulistas, portugueses e
         “brasileiros” confrontam-se pelo direito do comércio e da mineração. Foi o primeiro conflito armado da Capitania.
1709 - Chega à região das minas o primeiro governador da Capitania de São Paulo e das Minas, D.Antônio Albuquerque e Carvalho,
         que se estabeleceu no Arraial do Ribeirão do Carmo.
1711 - É editado na Europa o Livro Cultura e Opulência do Brasil, escrito pelo padre italiano André João Antonil. Por ensinar o caminho
         para as minas, D.João V mandou queimar o livro. “A sede insaciável do ouro estimulou a tantos a deixarem suas terras e a
         meterem-se por caminhos tão ásperos como os das minas, que dificultosamente se poderá dar conta do número das pessoas
         que atualmente lá estão.” (Antonil,J.)
1711 - D. Antônio de Albuquerque, por ordem de João V, cria as três primeiras vilas de Minas.
8 de Abril – Vila Real de Nossa Senhora do Carmo (Mariana)
8 de Julho – Vila Rica do Pilar do Ouro Preto.
17 de Julho – Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do                    Sabará                                                   5
1711/ Mar.- Um alvará proíbe a importação de livros na Capitania das Minas.
1713 - Criação da Vila de São João Del Rei.
1713- A Capitania é obrigada pagar 30 arrobas de ouro “pelo quintos”. “O quinto do ouro é um direito senhorial devido a Sua Majestade
         como fruto das terras de que a mesma senhora tem o domínio, para usar dela como com bem lhe parecer... Neste Reino, temos
         lei que determina que todos os metais que se tirarem, após fundidos e apurados, se pague a Sua Majestade o quinto...” (João
         T.Coelho-1780).
1714 - Criação da Vila do Príncipe (Serro) e da Vila Nova da Rainha (Caeté).
1715 - Criação da Vila de Nossa Senhora da Piedade (Pitangui).
1717 - Toma pose o governador D.Pedro de Almeida Portugal, o Conde de Assumar. Criação da Vila de São José do Rio das Mortes
         (Tiradentes).
1720/Jun. - Sedição de Vila Rica. Mineradores se revoltam contra a cobrança do Quinto do Ouro e a instalação das Casas de Fundição.
         Domingos Pascoal Silva teve sua propriedade incendiada e Felipe dos Santos foi enforcado em Vila Rica. A Capitania de São
         Paulo é separada da Capitania das Minas.
1720/Mar. - O Conde de Assumar proíbe na Capitania das Minas a prática de Rifas e Ações entre Amigos, em defesa dos interesses
         econômicos dos habitantes da Capitania.
1720 - Motim de Pitangui. Domingos Rodrigues Prado lidera o movimento contra a cobrança do quinto do ouro.
1725 - Instalação das Casas de Fundição. Proibição da circulação do ouro em pó e da profissão de ourives.
1726- Jan. - Por ordem régia, o governador estabelece severas e drásticas restrições aos homens negros, ou de origem africana,
         vedando cargos e funções públicas.
1727 - Por carta régia, é proibida a abertura de estradas entre Minas e Goiás e entre Minas e Mato Grosso, inclusive sob pena de morte
         para quem abrisse tais caminhos.
1727/Jul. - O Conde de Bobadela ordena a expulsão dos ourives das capitanias de Minas Gerais e Rio de Janeiro, a apreensão das
         ferramentas e fechamento das oficinas.
1729/ 5 Jun. - Nasce, em Mariana, Cláudio Manoel da Costa.
A Coroa Portuguesa é comunicada oficialmente sobre a descoberta dos diamantes.
1731/Fev. - Por ordem régia, é autorizada a pena de morte na Capitania das Minas Gerais.
1733 - Acontece em Vila Rica a mais pomposa procissão realizada em Minas, a procissão do Triunfo Eucarístico.
         “Para à tarde de 23 de maio, que se cumpria em um sábado, estava destinada a solene pompa da Transladação... Amanheceu
         o dia seguinte, vinte e quatro de maio, e as ruas destinadas à procissão prevenido todo o obséquio de festividade e
         magnificência...”    (Simão F. Machado).
1734 - È criado no Arraial do Tijuco a Intendência dos Diamantes.
1735/1739 - A produção aurífera alcança 10.637 quilos.
1740 - Inicia-se no Arraial do Tijuco o Sistema de Contratos, que durou 31 anos. Os dados oficiais registram para esse período uma
         produção de 1.354.770 quilates.
1742 - Nasce, no Rio de Janeiro, Inácio José de Alvarenga Peixoto.
1744/11 Ago. - Nasce, na cidade do Porto, Tomás Antonio Gonzaga.
1745 - Por carta régia, de 23 de abril, a Vila Real de Nossa Senhora do Carmo é elevada à cidade, com o nome de Mariana. Foi a
         primeira e única cidade de Minas no período Colonial. O nome foi uma homenagem de D.João V a sua esposa, D.Maria Ana da
         Áustria. Mariana se torna sede do primeiro bispado de Minas Gerais.
1746 - Nasce, na Fazenda do Pombal, situada na Vila de São João Del Rei, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.
1748/15 Out. - D.Frei Manuel da Cruz, o primeiro bispo a tomar posse no recém criado bispado, entra em Mariana montado em um
         cavalo branco coberto com um caro tecido adamascado. Tem início a magnífica festa do Triunfo Eucarístico.
1763/8 Nov. - Nasce, em Vila Rica, Maria Dorotéia Joaquina de Seixas, a famosa Marília de Dirceu, musa do inconfidente Tomás
         Antônio Gonzaga.
1771- Início do sistema da Real Extração no Distrito Diamantino.
1789/14 Mar. - O Visconde de Barbacena envia uma carta à Câmara de Vila Rica comunicando a suspensão da derrama, ou seja,                a
         cobrança dos impostos atrasados.
1789/15 Mar. - Joaquim Silvério dos Reis apresenta sua carta delação ao Visconde de Barbacena.
1789/4 Jul. - É encontrado morto em sua cela, na casa dos Contos, em Vila Rica, o advogado Cláudio Manuel da Costa.
1792/21 Abr. - É enforcado no Rio de Janeiro Joaquim José da Silva Xavier.
1792/5 Mai. - São enviados presos para a África os seguintes réus civis da Inconfidência Mineira: Tomás Antônio Gonzaga, Vicente
         Viera da Mota, José Aires Gomes, João da Costa Rodrigues, Antônio Oliveira Lopes, Vitorino Gonçalves Veloso, Salvador
         Carvalho      do Amaral Gurgel.
1792/22 Mai. - São enviados presos para a África os seguintes réus civis da Inconfidência Mineira: José Martins Borges, José de
         Resende Costa, pai, José de Resende Costa, filho, Domingos Vidal de Barbosa, João Dias da Mota.
1792/24 Jun. - Os réus eclesiásticos seguem presos para Lisboa.
1792/24 Jun. - São enviados presos para a África os seguintes réus civis da Inconfidência Mineira: Inácio José de Alvarenga Peixoto,
         Luis Vaz de Toledo Piza, José Álvares Maciel, Francisco Antônio de Oliveira Lopes.
1805 -Antônio Francisco Lisboa termina as obras das Capelas de Passos e Profetas para a Basílica de Bom Jesus do Matozinhos, em
         Congonhas.
1808 -Começam a funcionar a fábrica de ferro do Morro do Pilar
1812 - Barão de Eschewege começa suas experiências siderúrgicas na Usina Patriótica, em Congonhas
Francisco Lisboa, pardo, solteiro. De setenta e seis anos, com todos os sacramentos, encomendado e sepultado em cova               de Boa-
         Morte, e para clareza fiz passar este assento em que me assino. O coadjutor José Carneiro de Morais.'
1816 - As terras entre o rio Grande e o rio Paranaíba ( Triângulo Mineiro) são anexadas a Capitania de Minas Gerais.
1821 - D. João VI autoriza a entrada e o estabelecimento das ordens religiosas na Capitania das Minas.
1823/24 Fev. - Por ordem de D. Pedro I, Ouro Preto é elevada à Imperial cidade de Ouro Preto.
1824/Jan. -Entra em circulação o primeiro jornal editado em Minas Gerais, com o nome de Abelha do Itacolomi. O periódico circulava em
         Ouro Preto três vezes por semana.
1826/16 Set. - Decreto autorizando o estabelecimento de companhias estrangeiras na Província de Minas Gerais.
1830 - Início das atividades da Companhia St. John d’el Rey Mining Limited.
1831/ 22 Fev. - Chega a Ouro Preto D.Pedro I acompanhado de sua esposa D.Amélia de Leuchtenberg.
1832/24 Out. - Um decreto da Assembléia Geral Legislativa manda que se restitua, a quem pertençam, os bens dos inconfidentes que
         ainda estejam incorporados ao tesouro nacional.
1835/Jan. - Instala-se em Ouro Preto a 1ª Assembléia Legislativa de Minas Gerais.
1842 - A Província de Minas Gerais é agitada pela Revolução Liberal.
1853/9 Fev. - Falece em Ouro Preto, aos 86 anos,
1814/18 Nov. - Falece em Vila Rica Antônio Francisco Lisboa. “Aos dezoito de novembro de mil oitocentos e quatorze faleceu Antônio
         Maria Dorotéia Joaquina de Seixas, a Marília de Dirceu”.
1873 -A população escrava de Minas Gerais é 381.893 negros.
1875/6 Nov. - Cria-se, pelo Decreto Imperial nº. 6.026, a Escola de Minas de Ouro Preto.
1876/12 Out. - É inaugurada, em Ouro Preto, pelo engenheiro francês Henri Gorceix, a Escola de Minas.
1881/Mar. -Chega a Ouro Preto o Imperador D. Pedro II.
1888/Nov. - Acontece em Ouro Preto o primeiro Congresso do                 Partido Republicano Mineiro. Instalado o primeiro alto forno 6
         em Minas para a redução do ferro na Usina Esperança em Itabirito.
1889/23 Jul. - É inaugurado oficialmente o tráfego ferroviário em Ouro Preto. D.Pedro II, a Princesa Isabel e o Príncipe Pedro Augusto
         chegaram no primeiro trem.
1889/15 Nov. - É proclamada a República no Brasil.
1889/Nov. - Por decreto do Governo Provisório, é nomeado governador de Minas Gerais o Sr. José Cesário Alvim.
1890 -O censo registra uma população de 3.184.099 habitantes no Estado de Minas Gerais.
1891/15 Jun. -Em sessão solene, em Ouro Preto, é promulgada a Constituição Política do Estado de Minas Gerais.
1892 - Fundação da Escola de Direito em Ouro Preto.
1893/17 Dez. - É assinado o decreto deliberando a transferência da capital de Ouro Preto para Belo Horizonte.
1897/12 Dez. - Com o nome de “Cidade de Minas”, é inaugurada a nova capital. Em 1901,o nome foi mudado novamente para Belo
         Horizonte.
1902/12 Set. - Nasce, em Diamantina, Juscelino Kubitschek.
1903 - Realizado o primeiro Congresso Agrícola, Industrial e Comercial de Minas Gerais.
1904 - Chegam a Minas Gerais, importadas da Índia, as primeiras cabeças de gado Zebu.
1906 -Afonso Augusto Moreira Pena assume o cargo de Presidente da República.
1910 - No XI Congresso Geológico Internacional ,em Estocolmo, é revelado o alto teor de ferro do minério das jazidas mineiras.
         Venceslau Brás Pereira Gomes é eleito Vice-Presidente na chapa do Marechal Hermes.
1914 -Venceslau Brás assume a Presidência da República.
1918 - Delfim Moreira da Costa Ribeiro assume a Presidência da República devido à morte de Rodrigues Alves.
1921 -Criação da Companhia Siderúrgica Belga Mineira.
1922 - Artur da Silva Bernardes toma posse como Presidente da República.
Criação da Escola Superior de Agricultura e Veterinária, em Viçosa.
1924 - O Decreto 4081 previa a concessão de empréstimos pela União exclusivamente às empresas nacionais organizadas com o
         objetivo de instalar usinas.
1926 - Fernando Melo Viana assume o cargo de Vice-Presidente do Brasil.
1927 -Pela lei nº. 956, o Presidente de Estado, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Filho, funda a Universidade de Minas Gerais.
1933/12 Jul. - Ouro Preto é declarada Cidade Monumento Nacional. Benedito Valadares Ribeiro é nomeado por Getúlio Vargas
         interventor para o Estado de Minas Gerais. Ocupou o cargo até 1945.
1936 - Rodrigo de Melo Franco de Andrade recebe o convite para ser diretor do recém-criado Serviço do Patrimônio Histórico     Artístico
         Nacional. Ocupou a função por 31 anos.
1938/2 Dez. -Pelo Decreto-Lei nº144, foi criado o Museu da Inconfidência em Ouro Preto.
1941/20 Mar. -É criada a Cidade Industrial no município de Contagem.
1942 - Decreto-lei nº. 4.352, de 1º de junho, lança as bases para a organização da Companhia Vale do Rio Doce.
1944 - Criação da Escola Municipal de Belas Artes (atual Escola Guignard) por Alberto da Veiga Guignard.
1945 - Carlos Drummond de Andrade publica o livro Rosa do Povo.
1946 - Guimarães Rosa publica o livro Sagarana.
1949 - A Universidade de Minas Gerais passa a ser vinculada ao governo federal pela lei nº. 971, transformando-se na atual
         Universidade Federal de Minas Gerais.
1951 - O Governador Juscelino Kubitschek assume o governo de Minas, tendo como meta de governo o binômio “Energia e Transporte. ”
1952 -Inauguração das Centrais Elétricas de Minas Gerais - CEMIG. Inauguração da Manesmann na Cidade Industrial.
1955/Abr. - Acontece o Primeiro Festival de Arte de Ouro Preto.
1957 - As Centrais Elétricas de Furnas são criadas pelo Presidente Juscelino Kubitschek, com o objetivo de evitar um colapso energético
         da região centro-sul do Brasil.
1956 - Juscelino Kubitschek assume a Presidência do Brasil.
1959 - Início da construção da Acesita, no município de Timóteo.
1961 - Inauguração da Usina de Três Marias, no rio São Francisco. Tancredo de Almeida Neves assume a função de Primeiro Ministro
         no governo do Presidente João Goulart.
1963 - O governador José de Magalhães Pinto participa da articulação do movimento político-militar que culminou no golpe militar de
         1964.
1967/16 Nov. - João Guimarães Rosa é eleito para a Academia Brasileira de Letras.
1972 -Criação do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais - IEPHA.
1976 - Início da construção da Aço Minas, em Ouro Branco.
1979 - Antônio Aureliano Chaves de Mendonça toma posse como Vice-Presidente no governo do Presidente General João Batista             de
         Figueiredo.
1980 - Ouro Preto é a primeira cidade brasileira a ganhar o título de Patrimônio Cultural da Humanidade.
1980 – Visita do Papa João Paulo II a Belo Horizonte.
1984/15 Jan. - Tancredo de Almeida Neves é eleito presidente do Brasil pelo Colégio Eleitoral.
21 Abr. - Falece em São Paulo o Presidente Tancredo de Almeida Neves.
1989 -Itamar Franco é eleito Vice-Presidente do Brasil.
1991 - Belo Horizonte é apontada pelo Population Crisis Commitee como a melhor metrópole brasileira do ponto de vista do bem-estar
         populacional.
1992 - Acontece em Belo Horizonte o Encontro Internacional de Imprensa Meio-Ambiente e Desenvolvimento –Green Press.
1992 - Devido à renúncia do Presidente Fernando Collor de Melo, Itamar Franco assume a Presidência da República.
1997 - Belo Horizonte sedia o Terceiro Encontro das Américas – ALCA.
2000 - Criação da Secretaria de Estado do Turismo.
2001 -A população de Minas Gerais chega a 17.891.494 habitantes.
2004 - A Estrada Real, uma dos caminhos históricos mais importantes do Brasil, transforma-se em rota turística e é cantada no carnaval
         carioca pela Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira.

        II - ASPECTOS HISTÓRICOS GERAIS
           Minas Gerais é o maior Estado do Sudeste brasileiro, com cerca de 56.970 km2 de campos e montanhas, distantes do mar.
           Sua capital Belo Horizonte, a primeira cidade planejada no Brasil, é a entrada natural para um mergulho profundo na história do
Brasil. Ouro Preto, cenário dos Inconfidentes, mostra seu esplendor barroco, sua riqueza artística e histórica que resultou no tombamento
da cidade, pela UNESCO, em 1980 - "Patrimônio Cultural da Humanidade". Congonhas, a cidade vizinha, também mereceu esta honra.
Continuando o passeio pelas cidades históricas mineiras, devem ser visitadas Sabará, Tiradentes, Mariana, Diamantina e São João Del
Rei. Minas Gerais possui ainda, excelentes estâncias hidrominerais como Araxá, Caxambú, Cambuquira, São Lourenço e Lambarí, cujas
propriedades naturais contribuem para muitos anos de boa saúde.
           A economia se baseia na indústria (têxtil, confecções, metalúrgica, material elétrico, construção civil, mineração, siderúrgica,
transformação de mineirais não-metálicos, agroindústria), na pecuária e na agricultura.
           O desbravamento da região teve início no século 16, por bandeiras que buscavam ouro e pedras preciosas. Em 1693, as
primeiras descobertas importantes de ouro provocaram uma corrida cheia de incidentes, sendo o mais grave a Guerra dos Emboabas
(1707-10). Em 1709, foi criada a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, que, em 1720, foi desmembrada em São Paulo e Minas
Gerais.
                                                                                                                                        7
          Na primeira metade do século 18, a região tornou-se o centro econômico da colônia, com rápido povoamento.          No entanto, a
produção aurífera começou a cair por volta de 1750, o que levou Portugal a buscar meios para aumentar a arrecadação de impostos,
provocando a revolta popular, que culminou na Inconfidência Mineira, em 1789.
          Encerrada essa fase, a política de isolamento, antes imposta à região mineradora como forma de exercer maior controle sobre a
produção de pedras e metais preciosos, ainda inibia o desenvolvimento de qualquer outra atividade econômica de exportação, forçando
a população a se dedicar a atividades agrícolas de subsistência. Por decênios, apesar dos avanços alcançados na produção de açúcar,
algodão e fumo para o mercado interno, Minas Gerais continuou restrito às grandes fazendas, autárquicas e independentes. A
estagnação econômica da província, como de toda a colônia, somente foi rompida com o surgimento de uma nova e dinâmica atividade
exportadora, o café.
          A introdução da cafeicultura em Minas Gerais ocorreu no início do século XIX. Localizou-se, inicialmente, na Zona da Mata,
onde se difundiu rapidamente, transformando-se na principal atividade da província e agente indutor do povoamento e do
desenvolvimento da infra-estrutura de transportes. A prosperidade trazida pelo café ensejou um primeiro surto de industrialização,
reforçado, mais tarde, pela política protecionista implementada pelo Governo Federal após a Proclamação da República.
          As indústrias daí originárias eram de pequeno e médio portes, concentradas, principalmente, nos ramos de produtos
alimentícios (laticínios e açúcar), têxteis e siderúrgicos. No setor agrícola, em menor escala, outras culturas se desenvolveram, como o
algodão, a cana-de-açúcar e cereais.
          O predomínio da cafeicultura só vai se alterar, gradualmente, no período de 1930/50, com a afirmação da natural tendência do
Estado para a produção siderúrgica e com o crescente aproveitamento dos recursos minerais. Ainda na década de 50, no processo de
substituição de importações, a indústria ampliou consideravelmente sua participação na economia brasileira. Um fator que contribuiu
para essa nova realidade foi o empenho governamental na expansão da infra-estrutura - sobretudo na área de energia e transportes -
cujos resultados se traduziram na criação, em 1952, da Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) e no crescimento da malha
rodoviária estadual, com destaque para a inauguração da Fernão Dias, que liga Belo Horizonte a São Paulo, no fim da década.
          Nos anos 60, a ação do Governo cumpriu papel decisivo no processo de industrialização, ao estabelecer o aparato institucional
requerido para desencadear e sustentar o esforço de modernização da estrutura fabril mineira.
          A eficiente e ágil ofensiva de atração de investimentos, iniciada no final da década de 60, encontrou grande ressonância junto a
investidores nacionais e estrangeiros. Já no início dos anos 70, o Estado experimentou uma grande arrancada industrial, com a
implantação de inúmeros projetos de largo alcance sócio-econômico. O parque industrial mineiro destacou-se nos setores metal-
mecânico, elétrico e de material de transportes.
          Entre 1975 e 1996, o Produto Interno Bruto (PIB) mineiro cresceu 93% em termos reais. Em igual período, o País registrou um
crescimento de 65%. Esse relevante desempenho verificou-se, sobretudo, no setor de transformação e nos serviços industriais de
utilidade pública. Na indústria extrativa mineral, a supremacia mineira durou até 1980, quando o País passou a explorar, entre outras, as
jazidas do complexo Carajás.
          Hoje, a estrutura econômica do Estado é bastante influenciada pelo setor industrial, responsável por 35,5% do PIB de Minas
Gerais, enquanto a agropecuária contribui com cerca de 11,3% e o setor de serviços, com 53,2%.
          Esses indicadores caracterizam a grande transformação ocorrida nos últimos anos.

        III - GEOGRAFIA DE MINAS: CARACTERIZAÇÃO
            Assim como a sua história, a geografia de Minas Gerais varia muito de uma região para outra. Planaltos, depressões, vales,
serras, picos, cavernas, rios e cachoeiras alternam-se com bonitos campos ondulados, lagos, florestas, afloramentos minerais e
coberturas vegetais as mais diversas. Belas paisagens, terras férteis e generosas, habitadas por um povo hospitaleiro. "Assim é Minas
Gerais, este rico estado situado na porção noroeste da região Sudeste do Brasil, entre os paralelos de 14º 13’ 58” e 22º 54’ 00” de
latitude sul e os meridianos de 39º 51’ 32” e 51º 02’ 35” a oeste de Greenwich. Nesta região, concentram-se 43% da população do país,
cerca de 60% do PIB nacional e a parcela mais significativa do mercado consumidor brasileiro.
                                                                                                             2
            Estado de maior extensão da região Sudeste, Minas possui uma área total de 586.552,4 km , que corresponde a 7% do
                                                                   2
território nacional, aproximadamente. Da área total, 5.030 km são constituídos de lagos e rios. Desfrutando de uma privilegiada
centralidade geográfica, limita-se com os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul e com
o Distrito Federal. Esses limites perfazem 4.727 km de extensão da linha divisória do Estado, dos quais 1.300 km somente com São
Paulo.
            Com 18 milhões de habitantes, aproximadamente, Minas Gerais é o estado brasileiro que tem o maior número de municípios:
são 853 agrupados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE em doze mesorregiões geográficas que se subdividem em
microrregiões homogêneas.
            Sua capital é Belo Horizonte , concebida e planejada para substituir Ouro Preto, então superada em sua capacidade infra-
estrutural. Inaugurada em 12 de dezembro de 1897, hoje é uma moderna metrópole extremamente bem localizada na região c entral do
Estado, com 2,3 milhões de habitantes. Entretanto, a região metropolitana, constituída de 34 municípios, já totaliza uma população de 4
milhões de habitantes aproximadamente.
            O Estado se orgulha de possuir muitos municípios expressivos, seja no contexto industrial e tecnológico, no comercial ou no
agropecuário, seja pelas riquezas naturais e culturais. Em muitos deles, a atividade turística vem recebendo uma maior atenção por parte
das administrações municipais, de segmentos empresariais e das comunidades locais.
            A infra-estrutura existente torna Minas Gerais a principal intersecção rodoviária e ferroviária do país, cuja logística permite
rápido acesso aos mercados nacional e internacional, já que dispõe de cinco estações aduaneiras do interior e do Aeroporto
Internacional de Confins, localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte, além de vários outros com pistas pavimentadas
espalhados pelo interior.
            Apesar de mediterrâneo, o Estado está unido por eficiente sistema rodoferroviário aos três principais portos brasileiros: Rio de
Janeiro, Vitória e Santos. Além de conter 1/5 do sistema ferroviário nacional, possui extensa malha rodoviária (264.898 km de estradas,
das quais 19.266 km são pavimentadas) e é rota inevitável dos grandes fluxos comerciais nos sentidos norte-sul e leste-oeste.
Estrategicamente, possui quatro grandes eixos rodoviários que ligam Belo Horizonte ao Rio de Janeiro, a São Paulo, Vitória e à região
Centro-Oeste, passando pelo Triângulo Mineiro.

      IV - MINAS EM NÚMEROS
Localização: Região Sudeste da República Federativa do Brasil
Superfície: 588.384 km² (6,9% do território nacional)
População (2004): 18,9 milhões de habitantes
Capital: Belo Horizonte (2,3 milhões habitantes)
Região Metropolitana de Belo Horizonte: 4,8 milhões de habitantes
Outras cidades: Contagem (580 mil), Uberlândia (565 mil), Juiz de Fora (490 mil), Betim (371 mil), Montes Claros (334 mil), Ribeirão das
Neves (296 mil), Uberaba (272 mil), Governador Valadares (255 mil), Ipatinga (228 mil), Santa Luzia (207 mil) e Sete Lagoas (204 mil)
Número de municípios: 853
Clima: Tropical
Temperatura média anual: 21°C (pouca variação)
Horário: o mesmo de Brasília (GMT -3h)
Produto Interno Bruto (PIB), em 2004: R$ 166,5 bilhões – US$ 57 bilhões (9,4% do Brasil)
PIB per capita (2004): R$ 8.766,56                                                                                                    8
      V - O ESTADO DE MINAS GERAIS E A CAPITAL BELO HORIZONTE


                                                                   O estado de Minas Gerais é uma das 27 unidades da República
                                                              Federativa do Brasil, com uma população estimada em 18,9 milhões de
                                                              habitantes (2004).
                                                                   Está localizado na região Sudeste do Brasil, junto com São Paulo,
                                                              Rio de Janeiro, e Espírito Santo.
                                                                   Tem como estados limítrofes: Bahia (norte e nordeste), Espírito Santo
                                                              (leste), Rio de Janeiro (sudeste), São Paulo (sul e sudeste), Mato Grosso
                                                              do Sul (oeste) e Goiás e Distrito Federal (noroeste). A linha divisória soma
                                                              4.727 km.
                                                              Com acesso ao oceano Atlântico através dos vizinhos Espírito Santo e
                                                              Rio Janeiro, o território de Minas Gerais fica entre os paralelos de
                                                              14º13’58” de latitude norte e 22º54’00” de latitude sul e os meridianos de
                                                              39º51’32” e 51º02’35” a oeste de Greenwich. A maior distância linear
                                                              entre os pontos extremos é de 986 km, no sentido norte-sul, e de 1.248
km, no leste-oeste.
          A área territorial é de 588,4 mil quilômetros quadrados. Isso representa 6,9% da área territorial brasileira (8,5 milhões de
quilômetros quadrados).
         Dentro e fora do País, as seguintes comparações podem ser feitas:
        Em área territorial, Minas Gerais perde para Amazonas, Pará e Mato Grosso.
        Participa, nos totais, com 6,9% da área brasileira e 63,4% da região Sudeste.
        Supera as de São Paulo (136%), Espírito Santo (1.174%) e Rio de Janeiro (1.239%).
        Com relação à Europa, a área territorial de Minas fica abaixo apenas da Rússia e da Ucrânia, mas quase se iguala à Península
         Ibérica (Portugal e Espanha).
        Com relação à América do Norte, Minas corresponde a 5,9% e 6,2%, respectivamente, das áreas do Canadá e dos Estados
         Unidos.
        Com relação à América do Sul, Minas supera a soma de Paraguai e Uruguai. E representa 21,1% em comparação à Argentina e
         77,5%, ao Chile.
        Outras comparações: França (544 mil km2), Grécia (132 mil km2), Hungria (93 mil km2) e Líbano (10 mil km2).
         A capital é Belo Horizonte, concebida e planejada para substituir a colonial Ouro Preto ao final do século 19, então saturada e
esgotada em sua capacidade de infra-estrutura para sediar o governo. Teve sua construção marcada pela formulação de planejamento
urbano específico, espelhado no exemplo de Boston (EUA). Foi inaugurada em 12 de dezembro de 1897.
         Segundo projeções atuais, Belo Horizonte acolhe 2,3 milhões de habitantes (2003). Com outros 33 municípios, forma a principal
região metropolitana do Estado, com 4,8 milhões de habitantes.
         Dentre os inúmeros fatores que pesaram na criação de Belo Horizonte, a localização privilegiada foi determinante, por estar a
capital quase centralizada no estado.
         Em relação aos municípios das capitais brasileiras, a distância máxima (até Boa Vista) não passa de 3.118 km, e dentro do
próprio estado não vai além de 865 km (Formoso). Sua localização faz com que por meio dela ou em suas cercanias passem rodovias
federais muito importantes para a interligação nacional.

        VI - INFRA-ESTRUTURA EM MINAS GERAIS
Rodovias: Com 265 mil quilômetros de extensão, Minas possui a maior malha rodoviária do Brasil.
Ferrovias: O Estado tem uma extensa rede de ferrovias, com 5.080 km de extensão. Esse complexo rodoferroviário garante o acesso
dos principais produtos mineiros aos portos marítimos de Santos, Sepetiba, Rio de Janeiro e Vitória.
          Grandes empresas de logística operam no Estado, que é um ponto de convergência das ferrovias e rodovias que ligam o Sul ao
Norte do Brasil.
Aeroportos: O Aeroporto Internacional Tancredo Neves, localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte é um dos mais modernos
do Brasil. Oferece espaço e condições especiais para a instalação de dezenas de empresas exportadoras, importadoras e distribuidoras,
principalmente com o conceito de aeroporto industrial. Soma-se a isto o novo tratamento fiscal que o Estado assegura às empresas que
ali se instalarem. O Estado conta com 72 aeroportos domésticos capacitados para receber aeronaves de médio porte.
Portos secos: Existem também portos secos em cinco cidades do interior de Minas, para facilitar o desembaraço de mercadorias: Betim,
Juiz de fora, Uberlândia, Uberaba e Varginha.
Energia: Minas Gerais tem a melhor energia do Brasil. Com algumas das maiores usinas hidrelétricas do país instaladas no Estado,
Minas Gerais é responsável por aproximadamente 18,5% da capacidade de geração de energia do país.
          Atuam no Estado empresas energéticas de padrão mundial, como a Cemig e a Cataguazes-Leopoldina, que nos últimos dez
anos foram responsáveis pelo aumento de 40% na capacidade de geração. Até 2006, 100% das propriedades rurais receberão energia
elétrica na área de concessão da Cemig. Os investimentos giram em torno de R$ 546 milhões. Serão beneficiadas diretamente 700 mil
pessoas em 140 mil propriedades rurais. Para levar energia a 140 mil novos consumidores, serão construídos 30 mil quilômetros de
redes e instalados 74.400 transformadores e 233 mil postes. O programa vai gerar 25 mil novos empregos diretos e indiretos.
          Até o final de 2006, todos os 774 municípios da área de concessão da Cemig terão 100% de atendimento de energia elétrica na
área urbana. A empresa está destinando ao Projeto Clarear recursos de R$ 120 milhões.
          Um gasoduto industrial liga a bacia petrolífera de Campos, no Rio de Janeiro, à região Central de Minas, abastecendo os pólos
industriais da Zona da Mata e as indústrias de grande porte, concentradas na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
          O Estado tem grandes reservas florestais de eucaliptos e pinus, disponíveis para a produção de carvão e outros
aproveitamentos (celulose, móveis, construção civil etc.).
Telecomunicações: Minas vem sendo há muitos anos uma referência nacional em matéria de qualidade dos seus serviços de
telecomunicações. Atuando num mercado altamente competitivo, operadoras nacionais e internacionais mantêm 3,7 milhões de linhas
fixas e 6,4 milhões de linhas móveis. Além disso, links de fibra óptica unem entre si as principais cidades de Minas, e a cidade de Belo
Horizonte conta com rede de internet de alta velocidade.
                                                                                                                                       9
      VII - POTENCIAL ECONÔMICO DE MINAS GERAIS
    O grande potencial econômico de Minas Gerais pode ser mostrado pelo fato de ocupar uma posição de liderança em diversos
produtos importantes para a economia nacional e internacional, tanto em atividades tradicionais como em setores de ponta. É o maior
produtor de nióbio do mundo. Está na primeira posição do ranking nacional em minério de ferro, aço, zinco, cimento, leite e café. Figura
como maior pólo de empresas de biotecnologia do Brasil e detém o maior rebanho eqüino entre os estados da Federação.
     Maior produtor mundial de nióbio                                 Maior pólo de empresas de biotecnologia do Brasil
     Maior produtor brasileiro de minério de ferro                    Maior rebanho eqüino do País
     Maior produtor brasileiro de zinco                               2º pólo de fundição do País
     Maior produtor brasileiro de aço                                 2º pólo automotivo do País
     Maior produtor nacional de cimento                               2º maior produtor brasileiro de milho
     Maior produtor brasileiro de leite                               3º maior rebanho bovino do País
     Maior produtor brasileiro de café                                3º maior produtor brasileiro de cana-de-açúcar
Investimentos: Entre investimentos anunciados e protocolados de janeiro de 2003 a julho de 2005, Minas Gerais registra a atração de
R$ 70,1 bilhões a serem investidos até 2010, com impacto positivo na retomada econômica e na geração de empregos.
       VIII - SETORES ECONÔMICOS DE MINAS GERAIS
Indústria: O parque industrial mineiro é o 2º maior do País, com uma planta diversificada e em expansão. Na indústria de transformação
destacam-se os segmentos de metalurgia, produtos alimentares, indústria têxtil, indústria automobilística e indústria química. Mais
recentemente, os setores eletrônicos, de biotecnologia e fashion goods (confecções, calçados, jóias) têm crescido de forma expressiva.
         Ao longo de décadas, o estado tem sido uma âncora de bons negócios para investidores de todo o mundo, incluídos Itália,
Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Argentina ou Canadá, com a presença de dezenas de grupos estrangeiros com operações em
Minas Gerais.
Mineração: Minas Gerais é líder na produção mineral brasileira: responde por 35% do valor total produzido e possui valores expressivos
na exportação de minério de ferro, nióbio, alumínio, bauxita, ouro, zinco, pedras preciosas, granitos, ardósias, quartzitos e outras pedras
ornamentais. É líder na produção de calcário, fosfato, argilas, minerais de pegmatitos (berilo, lítio, feldspato, quartzo, mica), O estado
também produz bauxita, agalmatolito, caulim e quartzo.
Agropecuária:Minas Gerais é um estado tradicional na atividade agropecuária. A agricultura, bastante diversificada, é sustentada pelo
excelente clima, o solo fértil e as grandes reservas de água. A atividade está presente em todas as regiões do estado. O valor anual da
produção do setor agropecuário aproxima-se de US$ 16,7 bilhões. O número estimado de produtores rurais chega a 500 mil. A produção
agrícola alcança 8,8 milhões de toneladas de grãos, representando 7,1% da produção nacional. A área plantada no estado soma 3,4
milhões de hectares. O estado tem o maior projeto de agricultura irrigada da América do Sul, o Projeto Jaíba.
Serviços e turismo:O setor de serviços do estado, bastante desenvolvido, atende principalmente o setor produtivo. Mas, novos
segmentos como o de engenharia, consultoria e capacitação empresarial, softwares, call centers e turismo estão em franco
desenvolvimento. Detentor de um monumental patrimônio histórico formado por cidades do Brasil Colônia, como Ouro Preto, Diamantina,
Congonhas do Campo e Tiradentes, Minas Gerais vem expandindo sua vocação turística com investimentos em hotelaria e outras
opções para os visitantes, como os setores de negócios e de eventos. O ecoturismo também ganha força, diante da exuberância dos
cenários naturais de montanhas, rios e cachoeiras, propícios para o lazer e a prática de esportes. Verifica-se também a revitalização das
estâncias hidrominerais, com o uso medicinal das águas e boas alternativas de descanso.
       IX - MICRO E MACRO REGIÃO DE MINAS GERAIS
         Com origem nos povoados que se formaram em torno da exploração do ouro e pedras preciosas, a criação das três primeiras
vilas em Minas Gerais datam do começo do século 18: Rio do Carmo, Vila Rica e Sabará (as duas primeiras receberam a denominação
de Mariana e Ouro Preto, posteriormente). Hoje, o estado tem 853 municípios. O crescimento demográfico e a extensão territorial
explicam o número elevado – o maior em todo o País.
                                            2                                                        2
         A área média municipal é de 690 km , sendo que sete municípios têm área superior a 5.000 km , e outros 41, menos de 100
    2
km . Na área mineira da Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene) estão 165 municípios, que enfrentam baixas condições
socioeconômicas.
         Os 853 municípios foram agrupados nas seguintes regiões para fins de planejamento:
       Central                                                             Triângulo
       Zona da Mata                                                        Noroeste de Minas
       Sul de Minas                                                        Norte de Minas
       Centro-Oeste de Minas                                               Jequitinhonha e Mucuri
       Alto Paranaíba                                                      Rio Doce.
      X - SÍMBOLOS MINEIROS
               1 – BANDEIRA 2 – BRASÃO             3 – HINO

        O artigo 7º da Constituição Estadual (1989) define a Bandeira, o Hino e o Brasão como símbolos do Estado de Minas Gerais.
        A Bandeira foi inspirada no triângulo idealizado por Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, durante a Inconfidência Mineira.
O Brasão, ou escudo, foi criado em 1891 e é formado por figuras que representavam as principais fontes de riqueza de Minas naquela
época: mineração e agricultura.
        Minas ainda não tem seu hino oficial, embora a Constituição Estadual tenha previsto a sua existência. Entretanto, há várias
canções dedicadas ao estado. A mais conhecida é a música Oh, Minas Gerais, versão da valsa italiana Viene sul Mare.

                                                 1 – BANDEIRA

                                                 A Bandeira de Minas Gerais traz um triângulo vermelho com uma inscrição contornando
                                        os lados: Libertas quae sera tamen, expressão latina que significa Liberdade ainda que tardia,
                                        lema da Inconfidência Mineira. O triângulo se destaca sobre um fundo branco retangular.
                                                 A simbologia tem origem na época da Inconfidência Mineira, o movimento que visava à
                                        libertação do domínio da Coroa Portuguesa, em 1789, ocorrido na antiga Vila Rica, hoje Ouro
                                        Preto. A imagem simples do triângulo foi defendida pelo próprio Joaquim José da Silva Xavier, o
Tiradentes, líder do movimento e mártir brasileiro, enforcado três        anos depois como principal culpado pela revolta.
                                                                                                                                      10
         Nas palavras atribuídas a Tiradentes, "a nova República que se estabelecesse devia ter bandeira [...tendo por armas] um
triângulo, significando as três pessoas da Santíssima Trindade".
         O lema é um versículo do poeta romano Virgílio, proposto pelo poeta Alvarenga Peixoto, um dos inconfidentes.
         A cor do triângulo foi alvo de controvérsia no passado, entre o verde e o vermelho.
         Na sua configuração atual, a bandeira do Estado de Minas Gerais foi instituída pela lei 2.793, de 8 de janeiro de 1963,
sancionada pelo então governador José de Magalhães Pinto. O desenho e a forma seguem alguns critérios estipulados pelo artigo 2º:
      Um retângulo em branco com 20 módulos [unidade de qualquer medida] de comprimento e 14 módulos de largura
      Ao centro da bandeira, um triângulo eqüilátero em vermelho com oito módulos de cada lado
      No lado superior do triângulo será escrita à palavra Libertas, no lado superior, Quae sera, e na base,Tamen.
      As palavras devem ser escritas em tipo romano.

Para o uso, seguem-se os seguintes critérios:
 Deve ser hasteada às 8h e arriada às 18h.
     Pode ser hasteada à noite, se for convenientemente iluminada.
 O hasteamento da bandeira é obrigatório nos dias de festa nacional, ou então, de luto (a meio pau), em todos os edifícios e repartições
públicas federais, estaduais e municipais, nas escolas particulares, nas instituições desportivas, artísticas, científicas e outras.

        2 – BRASÃO O Brasão, ou escudo, é formado por uma estrela de cinco pontas, contornada por filetes de cor vermelha. Em seu
                          centro figuram duas picaretas de mineração cruzadas, e, sobre elas, uma lanterna de mineiro.

                                        De cada lado da estrela, na parte exterior, há dois ramos grandes de café e dois ramos
                               pequenos de fumo, a partir dos vértices de baixo da estrela, de cor verde e com flores vermelhas e
                               arroxeadas.
                                        Na parte inferior do escudo, corre uma faixa com o nome do estado de Minas Gerais e, num laço
                               abaixo dela, a data de 15 de junho de 1891, que representa a primeira Constituição do Estado. Os
                               instrumentos do minério e os ramos de fumo e café simbolizam duas das principais fontes de riqueza de
                               Minas Gerais: mineração e agricultura.
         Cercando as pontas superiores da estrela, aparece à divisa: Libertas Quae Sera Tamen, expressão latina traduzida por
Liberdade ainda que tardia, associada à Inconfidência Mineira.
         O Brasão é usado no alto de edifícios das repartições públicas estaduais, nas escolas, nos quartéis e em parlatórios de
cerimônias oficiais do governo de Minas. Foi instituído pela lei nº. 1, de 14 de setembro de 1891, e aprovado em decreto nº. 6.498, de 5
de fevereiro de 1924

         3 – HINO
         A Constituição Estadual (1989) estabeleceu que o Hino é um dos três símbolos de Minas Gerais, mas ainda não se fez a
escolha. Para se tornar oficial, tem de ser aprovado por concurso público ou por decreto do governador. Duas tentativas foram feitas para
a escolha do hino oficial do estado, mas nenhuma delas foi bem-sucedida.
         Em 1985, a Secretaria de Cultura abriu um concurso público, por meio de resolução publicada no Diário Oficial, para a escolha
da música. Foram inscritas 72 composições, mas os jurados preferiram não optar por qualquer uma delas.
         A Assembléia Legislativa instituiu um novo concurso, em 1992, que tinha como tema a Inconfidência Mineira, e a premiação de
10 milhões de cruzeiros. Foram inscritas 570 músicas. A comissão julgadora avaliou que “todas as músicas foram desclassificadas
porque algumas fugiram do tema Inconfidência Mineira, outras por falta de respeito à métrica e outras por falta de qualidade”.
         Várias composições dedicadas ao estado, entretanto, se tornaram conhecidas, ao longo da história regional. Uma dessas
composições é o Hino a Minas, com letra do intelectual mineiro João Lúcio Brandão, e música do padre João Lehmann. A composição
era muito ouvida nas escolas nas décadas de 1920 e 1930 e fazia parte do hinário (livros de hinos), distribuído nas escolas.
         A canção Oh, Minas Gerais é a que ganhou maior popularidade, inclusive fora das divisas do estado, com seu refrão “Oh, Minas
Gerais, quem te conhece não esquece jamais”. Trata-se de uma tradicional valsa italiana chamada Viene sul mare, introduzida por
companhias líricas e teatrais daquele país que vinham ao Brasil no século 19 e início do século 20. A letra é uma adaptação feita pelo
compositor mineiro José Duduca de Morais, o De Moraes, e gravada em 1942.
         Em 2000, Oh, Minas Gerais foi gravada pelo cantor e compositor Milton Nascimento.



A seguir, a letra de Oh, Minas Gerais
Oh! Minas Gerais (bis)
Quem te conhece não esquece jamais
Oh! Minas Gerais...

Lindos campos batidos de sol, ondulando num verde sem fim...
E montanhas que à luz do arrebol têm perfume de rosa e jasmim...
Vida calma nas vilas pequenas rodeadas de campos em flor
Doce terra de matas amenas, paraíso de sonho e amor...

Lavradores de pele tostada, boiadeiros vestidos de couro...
Operários da indústria pesada, garimpeiros de pedra e de ouro...
E poetas de doce memória e valentes heróis imortais...
Todos eles figuram na história do Brasil e de Minas Gerais.




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                                  CURRICULUM VITAE CONSULPLAN


01- EMPRESA
        O processo de redemocratização e a Constituição de 1988 reforçaram substancialmente as funções dos
municípios, reconhecendo sua importância e seu papel na promoção do desenvolvimento econômico do país.
Mas a redistribuição de competências e recursos não foi acompanhada de iniciativas destinadas a capacitar e
instrumentalizar as administrações municipais, para que estas pudessem assumir os novos encargos e
responsabilidades.
        Com o advento de legislações disciplinadoras, notadamente a Lei complementar no 101/2000 (Lei de
Responsabilidade Fiscal) e Lei no 10.028/2000 (Lei de Crimes Fiscais) que buscam, principalmente, evidenciar o
princípio da eficiência, faz com que os agentes políticos obrigatoriamente realizem ajustes administrativos e
econômicos sem, contudo deixar relegado o desenvolvimento municipal, aliado à qualidade de vida, utilizando
instrumentos gerenciais ligados ao planejamento, controle, organização e avaliação que nossa consultoria está
apta a orientar e dar suporte técnico.
        Com a Consulplan, seu município estará seguro e preparado para tomadas de decisões que otimizem o
serviço público por excelência. Nossa equipe técnica tem atuado em órgãos públicos municipais desde 1980 em
diversas áreas da administração pública, notadamente na área de concursos públicos em processos de
seleção de pessoal.


02- QUEM SOMOS
        Uma equipe especializada que se dedica a assessorar órgãos públicos em diversas áreas.
        Nossa equipe possui experiência de mais de 20 anos no serviço público, estando altamente capacitada
para assessorá-lo, tendo realizado com sucesso assessoria em mais de 19 (dezenove) estados brasileiros com
eficiência comprovada.


03- ONDE ESTAMOS
        Desenvolvemos nossos serviços de assessoria e assistência técnica a Órgãos Públicos Municipais,
Estaduais e Federais tanto da administração direta quanto da administração indireta.
        Temos atuado em diversos estados brasileiros, notadamente Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo,
Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Distrito Federal, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte,
Maranhão, Piauí, Pará, Santa Catarina e Paraná.




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Relação de entidades onde nossa equipe técnica tem prestado
          serviços de Concursos Públicos:




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