O PETR�LEO QUE VEM DA TERRA by 6SvTNGfI

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									   UMA VISÃO DAS ATIVIDADES DE
   EXPLORAÇÃO E PERFURAÇÃO DE
        POÇOS DE PETRÓLEO




 Prof. José Romualdo Dantas Vidal
Pesquisador Visitante ANP/EQ/UFRN
          PRH-ANP 14/99
PRINCIPAIS ETAPAS DA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO




         EXPLORAÇÃO
         PERFURAÇÃO
         DESENVOLVIMENTO
         PRODUÇÃO
         TRANSPORTE
         REFINO DO PETRÓLEO E
            PROCESSAMENTO DO GÁS
         PETROQUÍMICA
EXPLORAÇÃO DO PETRÓLEO




DEFINIÇÃO:

Conjunto de operações ou
atividades destinadas a
avaliar áreas objetivando a
descoberta         e      a
identificação de jazidas.
EXPLORAÇÃO DO PETRÓLEO




 BACIAS SEDIMENTARES
      BRASILEIRAS

 Área total das bacias
 sedimentares
 brasileiras: 6,1
 milhões km2
EXPLORAÇÃO DO PETRÓLEO
ELEMENTOS BÁSICOS DA GEOLOGIA DO PETRÓLEO




                  Tipos de Rochas :


            Rochas Ígneas
            Rochas Metamórficas
            Rochas Sedimentares
ELEMENTOS BÁSICOS DA GEOLOGIA DO PETRÓLEO



      As rochas sedimentares. Processo de formação.

      1 - Processo de transporte e de deposição
 ELEMENTOS BÁSICOS DA GEOLOGIA DO PETRÓLEO

2 – Compactação dos sedimentos e influência da movimentação costeira




                                                      As rochas
                                                      sedimentares
                                                      emergem do
                                                      fundo do mar




                                                      O mar avança sobre
                                                      o continente e as
                                                      camadas de rochas
                                                      sedimentares
                                                      submergem
ELEMENTOS BÁSICOS DA GEOLOGIA DO PETRÓLEO


 Elementos de sub-superfície que têm influência na ocorrência
          do petróleo; os movimentos tectônicos;
                as discordâncias e intrusões.
  AS FALHAS:

  Falha normal
ELEMENTOS BÁSICOS DA GEOLOGIA DO PETRÓLEO


     Falha Inversa
ELEMENTOS BÁSICOS DA GEOLOGIA DO PETRÓLEO


   Falha de deslocamento horizontal
ELEMENTOS BÁSICOS DA GEOLOGIA DO PETRÓLEO



              AS DOBRAS

      Dobra do tipo anticlinal
ELEMENTOS BÁSICOS DA GEOLOGIA DO PETRÓLEO




      Dobra do tipo
      sinclinal
ELEMENTOS BÁSICOS DA GEOLOGIA DO PETRÓLEO




      Dobra de arrasto
ELEMENTOS BÁSICOS DA GEOLOGIA DO PETRÓLEO


   AS DISCORDÂNCIAS

      Discordância Angular
ELEMENTOS BÁSICOS DA GEOLOGIA DO PETRÓLEO


   Discordância Erosiva
ELEMENTOS BÁSICOS DA GEOLOGIA DO PETRÓLEO


   INCONFORMIDADE
ELEMENTOS BÁSICOS DA GEOLOGIA DO PETRÓLEO


   DISCORDÂNCIA PARALELA
ELEMENTOS BÁSICOS DA GEOLOGIA DO PETRÓLEO




                    INTRUSÕES


            Domos salinos

            Intrusões vulcânicas
ELEMENTOS BÁSICOS DA GEOLOGIA DO PETRÓLEO


                              ARMADÍLHAS

Armadilha são estruturas geológicas e/ou alterações na estratigrafia das
rochas sedimentares,capazes de interromper o fluxo de petróleo no interior
da rocha reservatório.
ELEMENTOS BÁSICOS DA GEOLOGIA DO PETRÓLEO




           CLASSIFICAÇÃO DAS ARMADÍLHAS

              Armadílhas Estruturais
              Armadílhas Estratigráficas
              Armadílhs Combinadas
ELEMENTOS BÁSICOS DA GEOLOGIA DO PETRÓLEO



     ARMADÍLHA ESTRUTURAL
ELEMENTOS BÁSICOS DA GEOLOGIA DO PETRÓLEO



     ARMADÍLHA ESTRATIGRÁFICAS
ELEMENTOS BÁSICOS DA GEOLOGIA DO PETRÓLEO




     ARMADÍLHA COMBINADAS
 A ORIGEM DO PETRÓLEO



   A TEORIA DA ORIGEM ORGÂNICA DO PETRÓLEO.


        A teoria orgânica do petróleo é a mais aceita dentre outras explicações
para a sua formação; segundo essa teoria, supõe-se que os rios que carrearam
os sedimentos que resultaram na formação das rochas sedimentares, também
transportaram grandes massas de plantas e animais microscópicos que após se
juntarem com grandes volumes de plânctons, pequenas plantas e outros seres
microscópicos existentes nos mares, assentaram no leito marinho, sendo
posteriormente cobertos pela lama e partículas sólidas decantadas. Nessas
condições e com o passar de milhões de anos, sob a ação da pressão das
camadas que continuaram a se depositar, da temperatura e ação bacteriana,
a matéria orgânica aprisionada transformou-se em compostos de
hidrocarbonetos
A ORIGEM DO PETRÓLEO


        PROCESSOS DE DEPOSIÇÃO DA MATÉRIA ORGÂNICA
FATORES ESSENCIAIS PARA A OCORRENCIA DE UMA
ACUMULAÇÃO DE PETROLEO NUMA BACIA SEDIMENTAR




         • Rocha matriz;
         • Geração de hidrocarbonetos;
         • Migração primária;
         • Armadilhas;
         • Rocha reservatório;
         • Rocha capeadora;
         • Migração secundária na rocha
MÉTODOS DE PESQUISA


                      Métodos de
                       Pesquisa:


 Indicações     Métodos           Métodos        Métodos
   Diretas     Geofísicos        Geológicos    Geoquímicos


         Métodos                 Métodos
         Sísmicos              Gravimétricos
                                     E
                                Magnéticos

 Reflexão           Refração
MÉTODO SISMICO DE REFLEXÃO

Neste método, observa-se o comportamento das ondas sísmicas,
após penetrarem na crosta, serem refletidas em contatos de duas
camadas de diferentes propriedades físicas, digo, elásticas, e
retornarem à superfície, sendo, então detectadas por sensores
(geofones ou hidrofones). É o principal método usado na
prospecção do petróleo e gás por fornecerem detalhes da estrutura
 da crosta, bem como de propriedades físicas das camadas que
compõem.
MÉTODO SISMICO DE REFLEXÃO

  Cálculo da profundidade em que se encontram as camadas,
  lembrando que a onda sísmica descreve um triângulo isóscele
  na sua trajetória
MÉTODO SISMICO DE REFLEXÃO


Esquema típico de uma operação sísmica de reflexão. A principal
variável do processo e o tempo de trânsito da onda sonora a
partir do momento do disparo até a captação.
MÉTODO SISMICO DE REFLEXÃO



    Sísmica de reflexão no mar; as ondas sonoras são
    produzidas por canhões de ar comprimido.
MÉTODO SISMICO DE REFLEXÃO



 Vibroseis.
 Processo sísmico de reflexão utilizando um dispositivo mecânico
 montado sobre caminhões para produzir as ondas sonoras.
MÉTODO SISMICO DE REFLEXÃO



          Seção sísmica da Bacia do Acre
MAPEAMENTO DAS ESTRUTURAS DE SUB-SUPERFÍCIE


É o objetivo maior dos estudos realizados na bacia sedimentar objetivando
Fazer uma “fotografia” das camadas localizadas nas sub-superfícies da
Área em estudo
MAPEAMENTO DAS ESTRUTURAS DE SUB-SUPERFÍCIE



           Seção geológica da Bacia Potiguar de Ubarana.
MAPEAMENTO DAS ESTRUTURAS DE SUB-SUPERFÍCIE




      Seção geológica dos campos de Carapeba e Pargo,
      Bacia de Campos
MAPEAMENTO DAS ESTRUTURAS DE SUB-SUPERFÍCIE
PERFURAÇÃO DE POÇOS




  Perfuração do Poço Pioneiro



 É o primeiro poço perfurado numa área
 em estudo.
 Somente o poço pioneiro confirmará a
 existência de óleo ou gás nessa área.
 Extremamente cara, a perfuração de
 um poço pioneiro se faz com muita
 prudência e cautela, considerando
 que não se dispõe de informações sobre
 as características das formações
 atravessadas nem dos fluidos existentes
 no seu interior.
PERFURAÇÃO DE POÇOS



   DEFINIÇÃO:




   CONJUNTO DE ATIVIDADES E
    OPERAÇÕES DESTINADAS A
PROJETAR, PROGRAMAR E REALIZAR
     A ABERTURA DE POÇOS.
PERFURAÇÃO DE POÇOS

    PRINCIPAIS ELEMENTOS DA PERFURAÇÃO DE POÇOS

   1 - AS SONDAS:



                          - SONDAS A CABO

                          - SONDAS ROTATIVAS
                            - Sistema de Movimentação de Carga
                                       TEXTO 1

                            - Sistema de Rotação
                                       TEXTO 2

                            - Sistema de Circulação
                                       TEXTO 3

                            - Sistema de Segurança
                                       TEXTO 4
PERFURAÇÃO DE POÇOS




           CLASSIFICAÇÃO DAS SONDAS DE PERFURAÇÃO

          TIPO DE SONDA          LIMITE DE PROFUNDIDADE
                                      PERFURADA (m)
          SONDAS LEVES                 1500 a 2000
          SONDAS MÉDIAS                 até 3500
          SONDAS PESADAS                até 6000
          SONDAS SUPER PESADAS        8000 a 10.000
PERFURAÇÃO DE POÇOS

           SONDAS DE PERFURAÇÃO TERRESTRE   FIGURA 1



             UNIDADES DE PERFURAÇÃO MARITIMAS
       PLATAFORMAS AUTOS-ELEVATÓRIAS        FIGURA 2

       PLATAFORMAS SEMI SUBMERSÍVEIS        FIGURA 3

       NAVIOS DE PERFURAÇÃO                 FIGURA 4

       PLATAFORMA FIXA                      FIGURA 5

       PLATAFORMA FIXA APOIADA POR TENDER   FIGURA 6

       BARCAÇA DE PERFURAÇÃO                FIGURA 7




   2 – BROCAS DE PERFURAÇÃO:

       TRICONES C/ DENTES DE AÇO FIGURA 1 TEXTO 1
       DIAMANTADAS FIGURA 2
       BROCAS DE COMPACOS DE DIAMANTE SINTÉTICO (PDC)   FIGURA 3
PERFURAÇÃO DE POÇOS


   3 – COLUNA DE PERFURAÇÃO:                               FIGURA


   A coluna de perfuração é responsável pela transmissão da rotação e do peso
   necessários para que a broca realize o trabalho de destruição das rochas.
                      FUNÇÕES DA COLUNA DE PERFURAÇÃO

1 – Transmitir a energia necessária para o funcionamento da broca (peso e rotação)
2 – Guiar e controlar a broca na sua trajetória no sub-solo
3 – Permitir a circulação do fluido de perfuração com o mínimo de perda de carga.

                   COMPONENTES DA COLUNA DE PERFURAÇÃO
         1   –   Comandos TEXTO 1
         2   –   Tubos de perfuração pesados (heavy weight drill pipe)   TEXTO 2
         3   –   Tubos de perfuração
         4   –   Equipamentos auxiliares:
                      - Estabilizadores
                      - Amortecedores de choque      TEXTO 3

                      - Substitutos
PERFURAÇÃO DE POÇOS


     PRINCIPAIS ELEMENTOS DA PERFURAÇÃO DE POÇOS




   1 - TUBOS DE REVESTIMENTOS   TEXTO 1




  2 – CIMENTAÇÃO DE POÇOS       TEXTO 2




  3 - FLUIDOS DE PERFURAÇÃO     TEXTO 3
PERFURAÇÃO DE POÇOS


          TÉCNICAS DE PERFURAÇÃO DE POÇOS




   1 – PERFURAÇÃO DE POÇOS VERTICAIS    TEXTO 1




  2 – PERFURAÇÃO DE POÇOS DIRECIONAIS        TEXTO 2
PERFURAÇÃO E SEGURANÇA
       DE POÇOS


    OBRIGADO PELA ATENÇÃO




 Prof. José Romualdo Dantas Vidal
Pesquisador Visitante ANP/EQ/UFRN
          PRH-ANP 14/99
SONDAS DE PERFURAÇÃO TERRESTRES




                          RETORNA
PLATAFORMAS AUTO-ELEVATÓRIAS




                           RETORNA
PLATAFORMAS SEMI SUBMERSÍVEIS




                           RETORNA
NAVIOS DE PERFURAÇÃO




                       RETORNA
PLATAFORMA FIXA




                  RETORNA
PLATAFORMA FIXA APOIADA POR TENDER




                           RETORNA
BARCAÇA DE PERFURAÇÃO




                        RETORNA
SONDAS ROTATIVAS


                   - DESCRIÇÃO DO Sistema de Movimentação de Carga
  TORRE OU MASTRO
  São estruturas de forma piramidal, construída com elementos de aço especial.
  As torres são estruturas mais robustas, próprias para as sondas que operam
  no mar, onde as condições de operação são muito particulares. A ação das
  ondas e dos ventos impõem às torres esforços dinâmicos adicionais importantes,
  principalmente se nos navios de perfuração e nas plataformas semi-submersiveis.
  As torres são montadas peça a peça. Existem no mercado dois tipos de torres:
   - Standard que equipam as plataformas fixas e auto-elevatórias
   - Dinâmicas para os navios e plataformas semi-submersíveis
  O Mastro é uma estrutura treliçada ou tubular, divida em módulos para fins
  de transporte. Articulado na sua base, o mastro pode ser montado ou
  desmontado horizontalmente, e colocado verticalmente em posição de operação,
  utilizando o guincho de perfuração e um cabo especial.
  O Mastro é apropriado para as sondas de perfuração terrestre, caracterizada
  pela sua grande mobilidade.
SONDAS ROTATIVAS



                    - DESCRIÇÃO DO Sistema de Movimentação de Carga

SUBESTRUTURAS:
São construções em aço especial instaladas sobre bases ou fundações, propiciando
a disponibilidade de espaço necessário para montagem da cabeça do poço e dos
equipamento de segurança.
A base ou fundação da sonda pode ser de madeira, concreto armado ou em aço,
apoiada sobre o solo.

ESTALEIRO:
É constituído de uma estrutura metálica formado de vigas que se apóiam sobre pilares.
Os estaleiros servem para estocagem dos elementos tubulares, todos estocados ao lado
de uma passarela que precisam ser içados para a sonda ou descarregados, facilitando
o seu manuseio.
SONDAS ROTATIVAS

                    - DESCRIÇÃO DO Sistema de Movimentação de Carga
 GUINCHO:
 A função primordial do guincho numa sonda é a movimentação de cargas resultantes
 das colunas de perfuração e de revestimentos, bem como, assegurar a frenagem
 destas cargas sempre que preciso. Pela sua importância o guincho é considerado o
 coração da sonda, pois é baseado na sua capacidade que se caracteriza uma sonda.
 Seus principais componentes são os seguintes:
 Tambor principal; Tambor auxiliar; Freios:Mecânico e Hidráulico, caixa de
 transmissão, molinetes e embreagens.

 BLOCO DE COROAMENTO:
 É um conjunto de polias(4 a 7) localizado no topo da torre ou mastro, por onde passa
 o cabo de perfuração. Suporta todas as cargas aplicadas na torre.

 CATARINO E GANCHO:
 A Catarina (literalmente bloco viajante) é um conjunto de polias (3 a 6) por
 onde passa o cabo de perfuração. O gancho é um equipamento complementar da
 Catarina contendo um sistema de amortização das cargas suspensas e que facilitam
 o enroscamento dos tubos.
SONDAS ROTATIVAS




                   - DESCRIÇÃO DO Sistema de Movimentação de Carga


Cabo de perfuração:
Trata-se de um cabo de aço cujas tranças, formadas por fios de aço especial, são
enroladas em torno de um outro cabo de aço, denominado de ALMA.

ELEVADOR:
É um dispositivo mecânico utilizado para movimentação dos tubos de perfuração,
comandos e revestimento. Trata-se de um anel de aço bi-partido com dobradiças e
um sistema de fecho.




                                         RETORNA
SONDAS ROTATIVAS



                   - DESCRIÇÃO DO SISTEMA DE ROTAÇÃO


    O sistema de rotação é responsável pelo giro imprimido à coluna de perfuração.
    Principais componentes do sistema de rotação: Mesa rotativa; Haste quadrada
    ou hexagonais e cabeça de injeção.
    Nas sondas, o equipamento convencional pela rotação é a mesa rotativa.
    Um outro equipamento capaz de transmitir rotação a coluna é a CABEÇA DE
    CIRCULAÇÂO MOTORISADA (power swivel) que opera acoplado à cabeça de
    injeção. A perfuração rotativa conta com os motores de fundo (mud motors),
    através dos guais a torção é aplicada diretamente sobre a broca e o restante
    da coluna fica imobilizada durante a perfuração. O emprego deste
    equipamento é limitado; Usa-se principalmente na perfuração direcional.



                                        RETORNA
SONDAS ROTATIVAS



                   - DESCRIÇÃO DO SISTEMA DE CIRCULAÇÃO


 O sistema de circulação numa sonda é responsável pela injeção da lama no
 poço e seu tratamento na superfície.

 Principais componentes do sistema de circulação:

 Tanques de lama; Bombas de lama (2); Linhas de descargas e de sucção e
 os equipamentos de tratamento do fluido (peneira de lama, desareadores,
 Dissiltadores e turbinas.)




                                        RETORNA
SONDAS ROTATIVAS



                    - DESCRIÇÃO DO SISTEMA DE SEGURANÇA

  CONTROLE DO POÇO:
  A expressão controle do poço refere-se ao controle que deve ser exercido
  sobre as pressões das formações perfuradas. Existem 3 níveis bem distintos
  de controle dos poços:
  1 – Controle primário, exercido pela densidade da lama cuja pressão hidrostática
   deve ser mantida superior a pressão das formações;
  2 – Controle secundário: Caso o controle primário sobre a formações seja
  perdido, a formação começa a produzir e o controle sobre o poço só é mantido
  com o fechamento da valvas de segurança (preventores) na superfície, vedando
  o espaço anular. A restauração do controle primário só é conseguido através da
  circulação de um fluido de perfuração de alta densidade.
  3 – Controle terciário: Caso o controle do poço a nível secundário não possa ser
  mantido o controle da formação só pode ser conseguindo através de medidas
  especiais.
SONDAS ROTATIVAS

                     - DESCRIÇÃO DO SISTEMA DE SEGURANÇA
CABEÇA DE POÇO:
É a denominação dada ao conjunto de equipamentos localizados na superfície que
Completam a arquitetura do poço. A sua composição varia de acordo com as fases
Da perfuração do poço, considerando que cada revestimento descido deve estar
Fixado na superfície através de equipamentos que garantam a sua sustentação e
Estanqueidade, permitindo a instalação dos equipamentos de segurança.
Principais componentes da cabeça do poço:
Cabeça do revestimento; carretel de revestimento e cabeça de produção.

Construção da cabeça do poço         FIGURA


CONJUNTO DE PREVENTORES (BOP STACK):
Os preventores fazem a vedação em torno da coluna de perfuração ou o fechamento de
todo o poço, caso o mesmo esteja vazio. Existem dois tipos de preventores que realizam
esta função:
Preventor Anular (bag type preventer) e Preventor de Gaveta, que fecha o espaço
anular do poço sendo acionado por dois pistões hidráulicos. As gavetas podem ser do
tipo cegas ou de acordo como o diâmetro dos tubos.
O arranjo físico dos preventores bem como as quantidades variam conforme o poço
havendo no mínimo 3 unidades.
SONDAS ROTATIVAS

                  - DESCRIÇÃO DO SISTEMA DE SEGURANÇA



  PREVENTOR ANULAR:

  É constituido de um elemento de borracha bastante volumoso, que fecha em
  torno dos tubos de perfuração e acionado por um pistão.
  Este preventor tem a vantagem de poder-se regular a pressão de fechamento
  da borracha em torno dos tubos. É o mais usado dos preventores.
SONDAS ROTATIVAS

                   - DESCRIÇÃO DO SISTEMA DE SEGURANÇA
          PREVENTORES DE GAVETA:
          São constituídos de gavetas metálicas. Podem ser de dois tipos:
     Gaveta cega                          De fechamento em torno dos tubos
SONDAS ROTATIVAS

              - DESCRIÇÃO DO SISTEMA DE SEGURANÇA



                   CONJUNTO DE PREVENTORES
SONDAS ROTATIVAS

                  - DESCRIÇÃO DO SISTEMA DE SEGURANÇA


  Unidades de acionamento dos preventores:

  Os preventores são acionados hidraulicamente através de unidades instaladas
  Estrategicamente na sonda.




                         RETORNO
BROCAS TRICONES C/ DENTES DE AÇO



                           CLASSIFICAÇÃO

          Quanto ao Rolamento: FIGURA 1
                 Rolamento selado
                 Rolamento de mancal (journal)

          Quanto ao tipo de formação FIGURA 2
                 Brocas para formações moles ou médias
                 Brocas para formação duras ou abrasivas
          Quanto ao tipo de dentes FIGURA 3
                 Brocas de dente de aço
                 Brocas de incertos de carboneto de tungstênios
          Quanto ao fluxo de lama no seu interior
                 Brocas convencionais FIGURA 4
                 Brocas a jato FIGURA 5
                                RETORNA
BROCAS TRICONES C/ DENTES DE AÇO




  O CONE COM DENTES                   ARRANJO DOS CONES




                            RETORNA
BROCAS TRICONES C/ DENTES DE AÇO




                     BROCA DE ROLAMENTO
                            RETORNA
BROCAS TRICONES C/ DENTES DE AÇO




  Dentes de carboneto de tungstênio   Dentes de aço




                                                      RETORNA
BROCAS TRICONES C/ DENTES DE AÇO




  Broca para formação dura             Broca para formação mole


                             RETORNA
BROCAS TRICONES C/ DENTES DE AÇO


                           BROCAS A JATO




          Jatos (nozzle)



                               RETORNA
BROCAS TRICONES C/ DENTES DE AÇO


                 BROCA CONVENCIONAL




                            RETORNA
BROCAS DIAMANTADAS




                     RETORNA
BROCAS COMPACTAS POLICRISTALINAS




                            RETORNA
COLUNA DE PERFURAÇÃO


                                 COMANDOS
Os comandos (drill collars) são tubos de aço cromo-molibidênio, forjados, com
elevada massa linear devido a espessura de suas paredes. Existem comandos
não magnéticos utilizados na perfuração não direcional.

Função dos comandos:

    - Fornecer peso para a broca;
    - Dar rigidez a coluna de perfuração;

Perfil externo dos comandos:

    - Comandos lisos;
                               FIGURA 1
    - Comandos espiralados.
COLUNA DE PERFURAÇÃO



                   Perfil externo dos comandos




                        Comando
                        espiralado




                       Comando liso



                            RETORNA
COLUNA DE PERFURAÇÃO


                TUBOS DE PERFURAÇÃO PESADOS
        São tubos de perfuração reforçados usados entre os comandos
        e os tubos de perfuração

                       TUBOS DE PERFURAÇÃO                   FIGURA 1

   São tubos de aço especial sem solda, cujas extremidades são reforçadas
   internamente ou externamente ou ainda externa e internamente onde
   são instalados os conectores (tool-joints), responsáveis pelo enroscamento
   dos tubos.
                 CARCTERÍSTICAS DOS TUBOS DE PERFURAÇÃO
                                                        Carga de
                                 Limite elástico
                Grau                                    ruptura
                          Minima (psi) Máxima (psi) Minima (psi)
            E                75.000         105.000      100.000
            X – 95           95.000         125.000      105.000
            G – 105          105.000        135.000      115.000
            S -135           135.000        165.000      145.000
COLUNA DE PERFURAÇÃO


                EQUIPAMENTOS AUXILIARES

                              ESTABILISADORES        FIGURA 1



    Os estabilizadores são incorporados à coluna de perfuração, entre os
    comandos ou sobre a broca, com a finalidade de dar estabilidade à
    coluna de perfuração.

                            AMORTECEDOR DE CHOQUE


  É um equipamento hidráulico destinado a amortecer as vibrações geradas
  pela rotação da broca, evitando danos à mesma. Ele é enroscado diretamente
  sobre a broca.




                                    RETORNA
COLUNA DE PERFURAÇÃO



                       ESTABILIZADORES




                            RETORNA
REVESTIMENTOS


      São tubos de aço de diferentes dimensões e propriedades, descidos
      nos poços de petróleo e cimentados. Eles tem múltiplas funções
      conforme o tipo de revestimento e são partes essenciais dos poços,
      tanto na perfuração quanto na produção.




 TIPOS DE REVESTIMENTOS
  - Tubo condutor
  - Revestimento de superfície
 - Revestimento intermediário
  - Revestimento de produção
 - Liners
REVESTIMENTOS

                               TUBO CONDUTOR
 Essencial no inicio da perfuração o tubo condutor, serve para controlar a ação
 erosiva da lama nas formações pouco consolidadas da superfície. Pode ter apenas
 alguns metros de comprimento.
                       REVESTIMENTO DE SUPERFÍCIE               FIGURA


 Serve para proteger os aqüíferos superficiais e propiciar a estabilização das
 formações pouco consolidadas além de servir de suporte para os equipamentos
 de segurança.
                      REVESTIMENTO INTERMEDIÁRIO
  Também conhecido como revestimento técnico ou de proteção é utilizado para
  cobrir zonas de perda de circulação, folhelhos desmoronáveis, zonas de sal ou
  portadoras de gás ou água.

                       REVESTIMENTO DE PRODUÇÃO
   Serve como receptáculo para a coluna produtora: os tubings. O revestimento
   de produção permite a produção seletiva quando houver mais de uma zona
   produtora no poço.
REVESTIMENTOS


                               LINERS


  O liners é uma seção de revestimentos que fica ancorada no interior do poço,
  na última coluna de revestimentos; Não sobe até a superfície. Existem dois
  tipos de Liners: FIGURA
            - Liners de perfuração
            - Liners de produção

 Liners de perfuração: São descidos no poço para cobrir uma zona de perda de
 circulação ou portadora de pressões anormais que comprometeriam a segurança
 do poço caso permanecessem descobertas.

 Liners de produção: são utilizados no lugar de uma coluna de revestimento de
 produção completa para cobrir uma zona produtora.
REVESTIMENTOS


              DIEMENSIONAMENTO DOS REVESTIMENTOS
      Os revestimentos devem resistir a três tipos de esforços no poço:
               - Tração;
               - Colapso ou pressão externa;
               - Pressão interna.

                   ESPECIFICAÇÃO DO REVESTIMENTO
         Os revestimentos são especificados conforme a tabela a seguir:
 REVESTIMENTOS


                               ACESSÓRIOS DE REVESTIMENTOS

     Os revestimentos são descidos no poço guarnecidos de acessórios especiais com
     o objetivo de viabilizar uma boa cimentação dos mesmos.



  Sapata guia ou                                                       Colar flutuante
  flutuante: Usado                                                     usado dois tubos
  na extremidade                                                       acima da sapata
  da coluna                                                            guia.




                                                                  Diferentes tipos de
                                                                  arranhadores usados
                                                                  para remoção do reboco
Centralizador é usado para centralizar                            no trecho cimentado.
o revestimento no poço, instalado no
trecho a ser cimentado.

                                                                           RETORNA
REVESTIMENTOS

       SEQÜÊNCIA DE PERFURAÇÃO E DESCIDA DE REVESTIMENTO EM UM POÇO




                                                Revestimento                 Revestimento
                Revestimento                    Intermediário                Intermediário
                      de           Perfuração        de                           de
 Poço de 30”                        com 23”                     Perfuração      13,375”
               superfície de 26”                   18,625”
                e cimentação                    e cimentação    com 17,5”    e cimentação




                   RETORNA
CIMENTAÇÃO DE POÇOS



  A operação de cimentação consiste na mistura de cimento com água e aditivos
  químicos e na sua injeção no poço, através da coluna de revestimentos com a
  finalidade de assegurar a aderência dos tubos nas paredes do poço e garantir
  a obturação das zonas produtoras. Protege o revestimento das formações
  desmoronáveis e contra a corrosão.


                       POR QUE CIMENTAR UM POÇO ?

 •Isolar e suportar o revestimento.
 •Selar zonas com perda de circulação.
      •Proteger o revestimento da corrosão causada pela água e/ou gás da
      formação.
      •Evitar "blow-outs" devido ao isolamento do anular entre formação e
      revestimento.
      •Proteger a sapata do revestimento contra impacto quando da perfuração da
      próxima fase.
 •Evitar movimentação de fluidos entre zonas diferentes.
CIMENTAÇÃO DE POÇOS


                           CLASSIFICAÇÃO DA CIMENTAÇÃO:


  -Primária é aquela realizada logo após a descida da coluna de revestimentos.

  -Secundária também denominada cimentação sobre pressão (squeeze). É o
   processo através do qual o cimento é forçado através de orifícios aberto no
   revestimento preenchendo falhas ou completando o isolamento de zonas
   produtoras.
                        CIMENTAÇÃO PRIMÁRIA
CIMENTAÇÃO DE POÇOS

                               TIPOS DE CIMENTO
 Os cimentos portland usados em poços de petróleo recebem a seguinte classificação
 API, em função da sua composição química da temperatura e pressão do poço.
   Classe A: Cimento comum para uso em poços até 6.000 pés com temperaturas
    inferiores a 170 °F
   Classe B: Usado até 6000 pés e temperaturas abaixo de 160 °F. Possui baixa
   resistência aos sulfatos.
   Classe C: Para poço até 6000 pés quando uma alta resistência antecipada é
   requerida. Resiste aos sulfatos.
   Classe D: Para uso entre 6000 e 10.000 pés e temperaturas até 230 °F. Sua
    resistência a pressões e sulfatos é elevada.
   Classe E: Previsto para uso entre 6000 e 14.000 pés em temperaturas de até
    230 °F. Próprio para altas pressões e temperaturas. Com resistência regular
   e alta aos sultfatos.
   Classe F: Adequado para poços de 10.000 a 16.000 pés com temperaturas
   e pressões extremamente elevadas. São disponíveis com resistências regular
   e alta aos sulfatos.
   Classe G e H: Cimentos básicos para poços de até 8.000 pés em estado natural
   e, se aditivados com aceleradores ou retardadores de pega podem cobrir uma
   larga faixa de profundidades e pressões; Disponíveis com resistência moderada
   alta resistência aos sulfatos
 CIMENTAÇÃO DE POÇOS


                               ADITIVOS DE CIMENTAÇÃO

- Redutores de densidade: bentônita é o mais comum redutor de densidade em
porcentagem de até 12 % do peso do cimento;

-Aceleradores do tempo de pega do cimento: o cloreto de sódio e cálcio são
aceleradores de pega;

-Retardadores do tempo de pega: são empregados para aumentar o tempo de
 bombeeabilidade do cimento em poços com temperaturas elevadas. O cloreto de
 sódio e o ligno sulfonato de cálcio são retardadores.

-Redutores de perda d´água: São importantes sobretudo nas cimentações
 secundárias;

-Aditivos para aumento de densidade da pasta de cimento: sulfato de bário e hematita;

-Redutores de fricção ou afinadores da pasta de cimento: dispersantes orgânicos;

-Aditivos controladores da perda de circulação: material fibroso, mica,etc.
CIMENTAÇÃO DE POÇOS

                      ACESSÓRIOS DE CIMENTAÇÃO



                                - Cabeça de cimentação




                                - Tampão de topo




                                - Tampão de fundo



                           RETORNA
COLUNA DE PERFURAÇÃO


                CONECTOR (TOOL JOINT)




                        RETORNA
 FLUIDOS DE PERFURAÇÃO




Historicamente, quando foi introduzido junto com a perfuração rotativa, a finalidade
do fluido de perfuração era simplesmente a remoção do cascalho produzido pela
broca no fundo do poço. Nestas circunstâncias, qualquer tipo de fluido capas de realizar
esta função podia ser considerado um fluido de perfuração: água, ar,gás natural, sólidos
em suspensão na água, emulsões.


Com o progresso tecnológico e as exigências dos órgãos ambientais, o fluido de
perfuração tornou-se uma mistura complexa de sólidos, líquidos e produtos químicos.
FLUIDOS DE PERFURAÇÃO


                  FUNÇÕES DO FLUÍDO DE PERFURAÇÃO

   - Remover os cascalhos gerados pela broca do fundo do poço e FIGURA
     transportado para a superfície;
   - Controlar as pressões das formações;
   - Estabilizar as paredes do poço;
   - Manter os cascalhos em suspensão sempre que houver parada da
     circulação da lama;
   - Resfriar e lubrificar a broca;
   - Lubrificar a coluna de perfuração, reduzindo seu atrito com o poço;
   - Proporcionar a formação de reboco fino e impermeável para proteger
     as formações produtoras;
   - Permitir a coleta de informações sobre as formações através dos cascalhos,
     traços de óleo e gás que são detectados na superfície;
   - Facilitar a realização de testes de formação, perfilagens, etc.
FLUIDOS DE PERFURAÇÃO

              PROPRIEDADES DOS FLUÍDOS DE PERFURAÇÃO
 DENSIDADE, por definição é a relação entre o massa do corpo e o seu volume
 em condições definidas de pressão e temperatura.

  O aumento da densidade da lama se faz mediante o acréscimo de sulfato de
  bário (baritina), hematita e calcita.

  A redução da densidade se faz pela diluição com água ou óleo diesel para os
  fluidos a base de água.

  A densidade é uma propriedade muito importante e deve ser mantida controlada
  de modo que a sua pressão hidrostática seja suficiente para controlar os fluidos
  das formações.

  Na indústria de petróleo as principais unidades de medida da densidade são as
  seguintes: lb/gal, lb/cuft, kg/dm3, e gravidade específica

 Densímetro de lama:
 A verificação da densidade da lama é feita com a balança de lama.     FIGURA
FLUIDOS DE PERFURAÇÃO


              PROPRIEDADES DOS FLUÍDOS DE PERFURAÇÃO


  VISCOSIDADE: É a medida da resistência da lama para fluir. Em outras palavras
  mede a consistência da lama. A viciosidade deve ser suficientemente elevada para
  manter a baritina em suspensão e assegurar o transporte dos cascalhos para fora
  do poço.

  Medidas da viscosidade:

  - Viscosidade Marsh: Seu princípio fundamenta-se na medição do tempo de
    escoamento de um volume definido de lama através de um funil calibrado.
    A viscosidade Marsh exprime-se em segundos. Por exemplo a viscosidade
    Marsh da água doce a 70 °F é de 26 s;       FIGURA 1


  - Viscosidade plástica e aparente: São determinadas através de aparelhos
    denominados viscosímetros. Ambas são medidas em centipoise. FIGURA 2
FLUIDOS DE PERFURAÇÃO


              PROPRIEDADES DOS FLUÍDOS DE PERFURAÇÃO



 FILTRADO: O fluido de perfuração submetido a pressão hidrostática, deposita
 defronte das formações permeáveis uma película de baixa permeabilidade
 denominada Reboco (mud cake) enquanto uma parte líquida chamada Filtrado
 é drenada para dentro da formação. Uma lama de boa qualidade deve apresentar
 um filtrado baixo e um reboco fino e de ótima plasticidade. O filtrado API é a
 quantidade de líquido em cm3 que é recolhido quando a lama é submetida a uma
 pressão de 100 psi.                               FIGURA 1

 O REBOCO é medido em mm ou frações da polegada e tem a sua consistência
 igualmente avaliada em mole, duro, firme, elástico, etc.
FLUIDOS DE PERFURAÇÃO


              PROPRIEDADES DOS FLUÍDOS DE PERFURAÇÃO

TEOR DE SÓLIDOS: O controle do teor de sólido é muito importante e deve ser
objeto de todo cuidado uma vez que ele influi sobre diversas propriedades da
lama: densidade, viscosidade e força gel, produzindo desgaste nos equipamentos
pela sua abrasividade e reduz a taxa de penetração da broca.
FORÇA GEL: A força gel é um parâmetro que indica o grau de tixotropia da lama.
Um fluido tixotrópico é aquele que quando em repouso desenvolve uma estrutura
gelificada e que quando posto em movimento recupera a fluidez.

pH : É medido usando papeis indicadores ou potenciômetros, sendo mantido na
faixa de 7 a 10. Ele determina apenas uma alcalidade relativa a concentração de
íons H+ através de métodos comparativos.
FLUIDOS DE PERFURAÇÃO


              PROPRIEDADES DOS FLUÍDOS DE PERFURAÇÃO



Alcalidades: As alcalinidades dos fluidos de perfuração são determinadas por
métodos diretos de titulação volumétrica de neutralização e leva em consideração
as espécies carbonatos (CO3--) e bicarbonatos (HCO3-) dissolvidos na lama, alem
dos íons hidroxilas (OH-) dissolvidos e não dissolvidos.
São determinadas as seguintes alcalinidades:
-Alcalinidade parcial do filtrado;
-Alcalinidade da lama;
-Alcalinidade total do filtrado.

“Alcalinidade é a habilidade de uma solução ou mistura de reagir com um ácido”
FLUIDOS DE PERFURAÇÃO


             COMPOSIÇÃO DOS FLUÍDOS DE PERFURAÇÃO


  Os fluidos de perfuração se compõem de três fases distintas:

  -Fase contínua ou fase líquida;

  -Fase dispersa constituída de sólidos coloidais e/ou líquidos emulsificados
   que fornecem a viscosidade, tixotropia e reboco (bentônica, atapulgita, etc.);

  -Fase inerte constituída por sólidos inertes dispersos tais como os doadores
   de peso (baritina, hematita, calcita) e os sólidos provenientes das rochas
   perfuradas.
FLUIDOS DE PERFURAÇÃO

             CLASSIFICAÇÃO DOS FLUÍDOS DE PERFURAÇÃO
     Os fluidos de perfuração são classificados de acordo com a natureza dos
     fluidos de base:

             -Lamas de base água;
             -Lamas de base óleo;
             -Lamas de base ar.

     -LAMA DE BASE ÁGUA

     Nestes fluidos a fase contínua é água doce, dura ou salgada.

         -Água doce é toda água com menos de 1000 ppm de NaCl equivalente.
         Para fins industriais não necessita de tratamento prévio.
         -Água dura caracteriza-se pela presença de sais de Ca e Mg na sua
         composição, podendo alterar as carcteristicas dos aditivos químicos
         utilizados na lama
         -Água salgada: deve possuir salinidade superior a 1000 ppm de NaCl
         equivalente. Pode ser natural, como a água do mar, ou salgada
         artiifcialmente com NaCl, KCl ou CaCl2.
FLUIDOS DE PERFURAÇÃO



                        LAMAS DE BASE ÁGUA
FLUIDOS DE PERFURAÇÃO


                               LAMAS DE BASE ÓLEO

   Estes fluidos são classificados em duas categorias:

   AA) Emulsões água/óleo propriamente dita, nas quais o teor de água é inferior
   a 10 %.
   1 – Composição:
             Óleo diesel (95-98%), água (2 – 5%), Asfalto aerado, argila
   organofílica, negro de fumo, (agentes de controle do filtrado e da viscosidade),
   agentes emulsificantes, estabilizantes e doadores de peso (CaCO3, BaSO4,
   Galena).

   2 – Vantágens:
            Otima performance nos poços de alta temperatura e alta pressão;
            Não danifica as formações produtoras;
            Não reage com os folhelhos argilosos e plásticos
            Inibe as formações de Halita, carnalita, silvita, etc.
            Ideal para perfuração de poços direcionais;
            Inibe a corrosão
            Prolonga a vida das brocas
FLUIDOS DE PERFURAÇÃO

3 – Desvantágens:
        Alto custo inicial
        Poluição (uso de alguns óleos vegetais e sintéticos, têm
        reduzido o potencial poluidor;
        Risco de incêndio
        Danos aos componentes de borracha dos equipamentos;
        Dificuldade de reconhecimento dos cascalhos nas zonas produtoras
        Menor número de perfis que podem ser corridos no poço

BB) Emulsões inversas
        Nestas lamas o teor de água varia de 10 à 45%.

1 – Características:
         São as mesmas das lamas de base óleo, com algumas vantagens adicionais:
                   - Menor custo
                   - Menor risco de incêndio
                   - Tratamento na superfície mais fácil
         Estas vantagens tornam o uso destes fluídos mais diversificado, sendo
         inclusive usado como fluido de completação.
FLUIDOS DE PERFURAÇÃO


                              LAMAS DE BASE AR
  AR COMPRIMIDO OU GÁS (N2) é o melhore fluido de perfuração sob o ponto de
  vista da taxa de penetração da broca. Nele, é o ar ou o gás que é injetado
  no poço no lugar da lama. É ideal para perfuração através de zona de perda
  de circulação, zonas produtoras de baixa pressão ou muito sensíveis a danos,
  formações muito duras, estáveis ou fissuradas. Seu uso entretanto fica
  interditado as formações que produzem água.
  AR COMPRIMIDO COM NÉVOA:
  Consiste em uma mistura de água dispersa no ar. É utilizado quando são
  encontradas formações que produzem água em quantidade suficiente para
  prejudicar a perfuração com ar

  ESPUMA:
  A espuma é um fluido resultante da mistura de ar, água e um agente espumante
  (tensoativo). Com este tipo de fluido, a água produzida pelo poço é retirada sob
  a forma de espuma.
FLUIDOS DE PERFURAÇÃO


                           LAMAS DE BASE AR

      VANTAGENS:

         - Vazão de ar reduzida
         - Melhor limpeza do poço
         - Estabilidade do fluido em presença moderada de água
         - Alta eficiência na remoção dos cascalhos do poço devido à
         elevada viscosidade do fluido.

         -DESVANTAGENS:

         Impossibilidade de tratamento da espuma na superfície.
FLUIDOS DE PERFURAÇÃO


                              LAMA AERADA




  Neste tipo de fluido, injeta-se ar, nitrogênio ou gás natural no fluxo do fluido
  de perfuração reduzindo a sua densidade. Esta lama é recomendada para a
  perfuração de formações que apresentem um elevado índice de perda de lama.

  VANTAGENS:

  A lama aerada é adequada para perfuração de formações sujeitas a perdas de
  circulação severas, vez que reduz a densidade do fluido de perfuração.




                                    RETORNA
PERFURAÇÃO DE POÇOS VERTICAIS




  A rigor não existem poços verticais. Em conseqüência da não uniformidade da
  composição das formações, da disposição das camadas em relação umas às
  outras o poço desvia-se seja em relação ao eixo vertical, seja em relação à
  sua direção. Embora inevitáveis estes desvios podem ser combatidos com
  emprego de colunas de perfurações rígidas ou ainda pela combinação dos
  Parâmetros peso versus rotação.




                                   RETORNA
PERFURAÇÃO DE POÇOS DIRECIONAIS



A técnica da perfuração direcional, visa o desvio intencional do poço para atingir um
determinado alvo prefixado. Consiste em escolher, projetar e executar a trajetória
de um poço inclinado ou horizontal, bem como indicar os parâmetros compatíveis
com a trajetória escolhida.


                    APLICAÇÃO DA PERFURAÇÃO DIRECIONAL

   1 - Atingir locais inacessíveis para a perfuração convencional; FIGURA 1
       Por exemplo: Uma zona habitada, uma salina, a base de uma montanha, etc.
  2 – Perfurar diversos poços a partir de uma mesma alocação, FIGURA 2
       no mar ou em terra
  3 - Desviar lateralmente um poço obstruído (side track) ou       FIGURA 3
      por motivo de ordem técnica.
  4 – Perfurar poços de alívio para interceptar um poço em erupção; FIGURA 4
  5 – Perfurar poços horizontais, multilaterais e de grande afastamento lateral
       para fins de desenvolvimento de uma jazida.       FIGURA 5
PERFURAÇÃO DE POÇOS DIRECIONAIS


         DEFINIÇÃO DOS PARAMETROS E ELABORAÇÃO DA TRAJETÓRIA
                         DE UM POÇO DIRECIONAL
Uma vez fixadas as coordenadas do ponto de partida (coordenadas da locação) e do
ponto de chegada (coordenadas do alvo), escolhe-se o modelo da trajetória entre
três modelos básicos:
PERFURAÇÃO DE POÇOS DIRECIONAIS


                          PROJETO POÇO DIRECIONAL

 Uma vez fixado o modelo da trajetória o projeto do poço direcional é apresentado
 sob a forma de projeções do poço nos planos vertical e horizontal.

 -Seção horizontal: Dados necessários.
         - Coordenadas do poço
         - Coordenadas do alvo
         - Direção do poço
         - Distância entre as alocações
         - Raio do cilindro de perfuração

 -Seção Vertical: Dados necessários:
         - Profundidade do ponto de desvio (KOP)
         -`Profundidade vertical do alvo
         - Afastamento lateral do alvo
         - Razão do aumento do ângulo:

                              Dog leg = 3°/100 pes
PERFURAÇÃO DE POÇOS DIRECIONAIS


                             TECNICAS DE DESVIO

  1 – Whipstock;
  2 – Jateamento com broca;
  3 – Motor de fundo com substituto empenado (bent sub) posicionado
       no topo;
  4 – Motor de fundo dirigível (steereable motor) muito mais preciso e
  flexível que o motor de fundo; Pode perfurar com a rotação da coluna.
  Nele, a inclinação é dada pelo próprio corpo do motor.
PERFURAÇÃO DE POÇOS DIRECIONAIS


                    PERFURAÇÃO DE POÇOS HORIZONTAIS


 A perfuração horizontal é a inovação de crescimento mais rápido na indústria de
 petróleo nos anos 90; Estimasse que 10 % dos poços perfurados nos EUA, nesta
 década, pertencem a esta categoria.
 VANTAGENS:
 -Aumenta a produção potencial do poço;
 -Requer a perfuração de menos poços para drenar os reservatórios;
 -Pode aumentar a recuperação primária do reservatório até 50 a 75 %;
 -Minimiza a produção de água salgada;
 -Dá excelentes resultados em reservatórios fraturados

                                    FIGURA 1
 PERFURAÇÃO DE POÇOS DIRECIONAIS


                       PERFURAÇÃO DE POÇOS MULTILATERAIS

A perfuração de poços multilaterais obedece uma técnica que visa a perfuração de
poços sob a forma de ramificações, a partir de um poço principal, considerado o
eixo do sistema.

Objetivo dos poços multilaterais:

-Re-utilização de poços já perfurados e em vias de serem abandonados;
-Aumentar a exposição do reservatório;
-Aumentar a produção e índice de recuperação final de um único poço
 diminuindo assim o numero de poços;
-Interceptar diversas zonas produtoras;
-Perfurar poços em reservatórios de pequena espessura, dispostos ao longo de
 um poço cuja explotação isolada seria anti-econômica.


                                      FIGURA 1
PERFURAÇÃO DE POÇOS DIRECIONAIS



         PERFURAÇÃO DE POÇOS DE LONGO AFASTAMENTO LATERAL
   São poços em que o afastamento lateral do poço, é no mínimo duas vezes a
   profundidade vertical do poço.




       RETORNA
PERFURAÇÃO DE POÇOS DIRECIONAIS

         Atingir locais inacessíveis para a perfuração convencional




                                 RETORNA
PERFURAÇÃO DE POÇOS DIRECIONAIS


         Perfurar diversos poços a partir de uma mesma alocação




                                RETORNA
PERFURAÇÃO DE POÇOS DIRECIONAIS


               Desviar lateralmente um poço obstruído




                              RETORNA
PERFURAÇÃO DE POÇOS DIRECIONAIS

       Perfurar poços de alívio para interceptar um poço em erupção.




                                                     RETORNA
PERFURAÇÃO DE POÇOS DIRECIONAIS


    Perfurar poços horizontais, multilaterais e de grande afastamento lateral




                                     RETORNA
PERFURAÇÃO DE POÇOS DIRECIONAIS

                PERFURAÇÃO DE POÇOS HORIZONTAIS




                             RETORNA
          NÍVEIS DE JUNÇÃO DE POÇOS MULTILÁTERIS   PERFURAÇÃO DE POÇOS DIRECIONAIS




             GEOMETRIA DE POÇOS HORIZONTAIS
RETORNA
TRASPORTE DOS CASCALHOS




                          RETORNA
BALANÇA DE LAMA




                  RETORNA
VISCOSÍMETRO MARSH




 MODO DE OPERAÇÃO

 Enche-se o funil com lama
 e mede-se o tempo de
 escoamento (s) de ¼ de
 galão (946 cm3).

 Por exemplo a viscosidade
 Marsh da água pura 20°C
 É de 26 segundos Marsh.




                             RETORNA
VISCOSÍMETRO FANN
                    VISCOSIDADE PLÁSTICA (VP) em CP

                    VP = leitura 600 rpm – leitura 300 rpm
                    Limite de escoamento () = leitura 300 rpm – VP
                    (lbf/100 ft2)




                       RETORNA
FILTRO PRENSA




                RETORNA
 CABEÇA DE POÇO




  Situação do revestimento de superfície       Cabeças do revestimento
   após a cimentação




Situação do revestimento de superfície
 após a instalação da cabeça de revestimento
CABEÇA DE POÇO




                                     Cabeça do poço após instalação do
Carretel da cabeça do revestimento   carretel.
CABEÇA DE POÇO




                 Carretel da cabeça do tubing




                            Cabeça do poço na fase final
                            (antes da instalação da árvore de natal)




                        RETORNA
REVESTIMENTOS


                LINERS




                         LINER




                                 RETORNA
COLUNA DE PERFURAÇÃO




                       RETORNA

								
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