M�TODOS QUANTITATIVOS E QUALITATIVOS

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					     MÉTODOS QUANTITATIVOS E
          QUALITATIVOS

O que é método? É a escolha de procedimentos
  sistemáticos para a descrição e explicação de
  fenômenos.
O que são procedimentos metodológicos? São
  caminhos previstos pelo método científico:
  delimitação de um problema e objetivos
  específicos; realização e interpretação de
  observações, com base nas relações encontradas,
  fundamentando-se, se possível, nas teorias
  existentes.
   MÉTODOS
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Métodos quantitativos
São caracterizados pelo emprego da quantificação
  tanto nas modalidades de coleta de informações,
  quanto no tratamento delas por meio de técnicas
  estatísticas: percentual, média, desvio-padrão,
  coeficiente de correlação, análise de regressão,
  dentre outras.
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É aplicado nos estudos descritivos (O QUE É):
 Descobrir e classificar a relação entre variáveis;

 Investigar a relação de causalidade entre
  fenômenos.
 Prevêem a mensuração de variáveis previamente
  estabelecidas, verificando e explicando sua
  influência sobre outras variáveis, mediante a análise
  da freqüência de incidências e de correlações
  estatísticas.
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Exemplos: uma situação específica, um grupo ou um
  indivíduo; abordagem de aspectos amplos de uma
  sociedade (descrição da população
  economicamente ativa, do emprego de
  rendimentos e consumo, do efetivo de mão-de-
  obra: levantamento da opinião e atitudes da
  população acerca de determinada situação;
  caracterização do funcionamento de organizações;
  identificação do comportamento de grupos
  minoritários.
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Exemplo de uma situação específica:
 A reação de um gestor escolar sobre o uso de novas
  técnicas no ensino da geografia.
Observação: visa apenas investigar as reações e não os
  fatores que as determinam, bem como a relação
  entre as reações do gestor e seu estilo de dirigir a
  escola.
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   O estudo descritivo identifica, ordena e classifica as
    características dos fenômenos. Através desta
    dinâmica surgem novos estudos descritivos que
    procuram explicar os fenômenos, ou seja, analisar as
    variáveis que influenciam ou causam o surgimento
    dos fenômenos.
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   É muito importante estudos que correlacionem
    variáveis para um melhor entendimento do
    comportamento de diversos fatores e elementos
    que influem, causalmente, sobre determinado
    fenômeno.
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Estudo de correlação de variáveis:
 Escore contínuo: testes de inteligência, testes de
  avaliação e testes padronizados. Por exemplo: ao se
  medir o QI de um indivíduo é possível obter
  teoricamente um escore em qualquer ponto da
  amplitude. As informações são expressas em,
  apenas, duas categorias.
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   Dicotomia artificial: a divisão dos habitantes de um
    bairro em duas categorias segundo o nível de renda
    familiar, isto é, aqueles com renda alta e aqueles
    com renda baixa. Ao se compararem os indivíduos
    de ambos os grupos, é possível verificar que são
    semelhantes em vários aspectos , exceto quanto à
    renda familiar.
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   Dicotomia verdadeira: é desnecessário estabelecer
    um ponto arbitrário para dividir o número de casos
    em dois grupos. Neste caso, os membros de um
    grupo possuem algumas características que, de fato,
    os diferenciam dos indivíduos do outro grupo, por
    exemplo, a variável sexo.
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   Categórica: quando, por exemplo, a variável sexo
    pode ser estudada na perspectiva da aprendizagem,
    aspirações, nível salarial.
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Observe-se a título de ilustração:
Uma escola realiza uma pesquisa para verificar se a
 instrução programada proporciona maior
 desempenho do aluno do que a utilização
 convencional do livro-texto. O resultado
 apresentou maior desempenho de alunos que se
 utilizaram da instrução programada. Isso não
 significa que tal resultado possa ser generalizado
 para todos os estudantes.
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Deve-se considerar:
  a realidade;
  as características pessoais dos alunos;
  as possíveis interferências de outros
   fatores,quando se trata de aplicação em diferentes
   séries;
  que o experimento só poderá ser reconhecido e
   considerado somente no momento em que
   ocorreu.
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Métodos qualitativos
São caracterizados pelo não emprego da
  quantificação, ou seja, deixa de considerar,
  prioritariamente, um instrumental estatístico como
  base do processo de análise de um problema. Não
  pretende numerar ou medir unidades ou categorias
  homogêneas. Isso não quer dizer que há uma
  separação entre estudos quantitativos e qualitativos.
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Há situações que exigem estudos de caráter
     qualitativo:
1) Situações em que há necessidade de se transformar
     dados quantitativos em informações qualitativas.
     Exemplo: investigação de fatos do passado ou
     estudos referentes a grupos dos quais se dispõe de
     pouca informação.
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2) Situações em que se evidencia a importância de
  uma abordagem qualitativa de modo a se
  compreender aspectos psicológicos cujos dados não
  podem ser coletados de modo completo por outros
  métodos devido a complexidade que denota.
  Exemplo: estudos para análise de atitudes,
  motivações, expectativas, valores.
3) Situações em que observações qualitativas são
  usadas como indicadores do funcionamento de
  estruturas sociais.
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Para a situação 1: estudos comparativos expressados
  através de estatística podem ser utilizados.
Exemplo: situar a posição de certos grupos
  populacionais através de indicadores da condição
  cultural e do estágio de desenvolvimento,
  considerando a renda per capita, nível de
  escolarização da população, analfabetismo,
  esperança de vida, sistema de governo, meios de
  comunicação disponíveis.
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Para a situação 2: os estudos sobre a personalidade,
  atitudes e motivações podem ser representados:
a) Quantitativamente, quando se faz uso de testes ou
  análise fatorial (fatores).
Exemplo: psicólogos, cujo referencial teórico
  considere a personalidade como representativa de
  um conjunto de fatores (análise fatorial), ou que a
  analisam segundo um conjunto de características
  peculiares a cada indivíduo empregarão testes
  projetivos (dimensão qualitativa).
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b) Qualitativamente, viabilizam uma análise global,
  relacionando o indivíduo com a sociedade, ou seja,
  o modo pelo qual o indivíduo se integra na
  sociedade ou dela se marginaliza.
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Para a situação 3: a observação qualitativa é
  fundamental na explicação do funcionamento das
  estruturas sociais, é preciso reconhecer as
  implicações que diferentes concepções teóricas
  (estruturalistas, dialéticas) imprimem à análise da
  sociedade. Os procedimentos metodológicos mais
  utilizados: observação e entrevista; pesquisas
  documentárias que exploram as análises de
  conteúdo e histórica.
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Contribuições do método qualitativo ao quantitativo:

1) Planejamento da pesquisa: discussão com o grupo
   que participará da investigação. O uso da
   observação, entrevista poderão melhorar a
   formulação do problema, o levantamento de
   hipóteses e a definição da amostra.
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2) Na coleta de dados, entrevistas, observações e
  discussões em grupo podem enriquecer as
  informações obtidas, especialmente pela
  profundidade e pelo detalhamento das técnicas
  qualitativas.
3) Na análise da informação, as técnicas qualitativas
  permitem verificar os resultados do questionários e
  ampliar as relações descobertas.
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Contribuições do método quantitativo ao qualitativo:

1) No planejamento da pesquisa, a utilização de um
   questionário prévio no momento da observação ou
   entrevista pode contribuir para delimitar o
   problema estudado e a informação coletada,
   permitindo identificar casos representativos ou não,
   em nível grupal ou individual.
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2) Na coleta de dados, o questionário prévio pode
  ajudar a evitar perguntas rotineiras e a identificar
  características objetivas, por exemplo, geopolíticas
  de um bairro, que podem influir no contexto da
  pesquisa.
3) Na análise da informação, as técnicas estatísticas
  podem ajudar na verificação de informações e na
  reinterpretação de observações qualitativas,
  permitindo conclusões menos objetivas.
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Instrumentos e/ou técnicas de coleta de dados
    quantitativos para pesquisas experimentais:

1) Observação sistemática ou estruturada: situações
    previamente definidas, como por exemplo a
    definição de algumas categorias para o controle
    de comportamentos em sala de aula.
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2) Questionário: é composto de perguntas pré-
  elaboradas, sistemática e seqüencialmente dispostas
  em itens que constituem o objeto de pesquisa. Tem
  por objetivo estimular os envolvidos a responderem
  questões sobre um assunto conhecido por eles. É
  uma interlocução planejada.
É necessário que:
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    O pesquisador saiba claramente as informações que
    deseja, os objetivo da pesquisa e das questões, o que
    e como pretende mensurar ou confirmar a sua
    hipótese.
   O respondente deve compreender as questões que
    lhe são propostas: nível de informações, condição e
    reações pessoais.
   O questionário deve ter estrutura lógica, fácil
    linguagem e ausência de dubiedades.
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  3) Entrevista dirigida: é um tipo de comunicação
    entre um pesquisador que pretende colher
    informações sobre fenômenos e indivíduos que
    detenham essas informações e possam emiti-las. As
    informações devem constituir-se em indicadores de
    variáveis que se pretende explicar. É um diálogo
    preparado com objetivos e estratégias de trabalho
    definidos:
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As perguntas são padronizadas (fechadas) para
  servirem de indicadores explicativos do problema.
  Quando há um nível de aprofundamento
  psicológico nas perguntas, as questões podem ter
  características de “semi-abertas”, ou a partir de um
  discurso livre do entrevistado sobre um tema. As
  informações podem ser transcritas através de
  gravação, desde que consentida pelo informante
  (Termo de Consentimento).
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Análise dos dados quantitativos:

   Quantificação dos dados identificados na realidade,
    através de gráficos, tabelas e/ou quadros.
   Análise estatística para mostrar a relação entre
    variáveis.
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Instrumentos e/ou técnicas de coleta de dados
  qualitativos:

1) Observação direta ou participante: é o contato
   direto do observador com o fenômeno observado,
   para recolher as ações dos atores em seu contexto
   natural, a partir de sua perspectiva e seus pontos de
   vista.
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2) Entrevista não-dirigida: fundamenta-se no
  discurso livre do entrevistado. O entrevistador deve
  manter-se atento às comunicações verbais e
  atitudinais (gesto, olhar, expressões...), sem emitir
  opiniões. Identificar o dizível do indizível como
  formas de explicitação das vivências cotidianas do
  entrevistado.
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3) História oral: é um instrumento de pesquisa que
  utiliza os enfoques do indizível e do dizível.
Indizível: o não-explícito. São acervos, inventários de
  vivências, fundamentais para a compreensão da
  trajetória do(s) indivíduo(s) envolvidos na
  pesquisa. Transmissão de experiências de geração
  em geração.
Possui elementos objetivos e subjetivos.
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Edward Thompson (1981, p: 188): através da
  “experiência, a estrutura é transformada em
  processo, e o sujeito é reinserido na história”.
  Processo tem o sentido de transformação. É a
  complementação da história oficial. São memórias
  situadas em um período historicamente
  determinado. Por essa razão não se repetem.
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Dizível: a reflexão inicia com a interação do
  pesquisador e narrador resultando na dinâmica
  histórica e processual do relato. Geralmente o
  pesquisador conhece o mundo do narrador, ou
  imagina-o. Nesta inter-relação o processo sofre
  alterações pela intermediação: a escrita do relato e a
  interpretação do pesquisador.
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Pôr em palavras os sentimentos e ações, próprias ou
  alheias, vivenciadas por um indivíduo requer
  atitudes:
 Suspender preconceitos e pressupostos de forma
  crítica;
 As narrativas devem ter mediações. É a identificação
  do novo.
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O uso do gravador :
 Transcrever depoimentos gravados exige tempo e
  custos.
 Transforma-se em um documento escrito.

 O pesquisador e o narrador podem agir pensando
  no seu interesse.
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A história oral deve ser complementada com outras
  informações, por exemplo documentos oficiais,
  estatísticas que reconstituam gestos, formas de ação
  em público, e outras.
QUEIROZ (in MARTINELLI,1999,pp. 92-93), duas
  formas de história oral: história de vida e
  depoimentos.
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1ªHistória de vida: é um recorte da totalidade da
  realidade. É um momento da coleta de dados. Não
  há generalizações. O fato identificado faz parte da
  vivência do indivíduo e não da comunidade. O
  pesquisador deve permitir ao narrador a escolha do
  que quer contar, dos fatos que lhe interessem
  socializar. Pode ter a forma auto-biográfica.
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2ª) Depoimentos: o pesquisador escolhe os fatos a
  serem narrados. Distingue o supérfluo do
  necessário. Direciona a entrevista para os seus
  interesses.
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4) Análise de conteúdo: é um método de tratamento
  e análise de informações colhidas por meio de
  técnicas de coleta de dados. Aplica-se à análise de
  textos escritos ou de qualquer comunicação oral,
  visual, gestual, alocada a um texto. Tem como
  fundamento a compreensão crítica do significado
  das comunicações, seu conteúdo manifesto ou
  latente, as significações explícitas ou ocultas (o
  dizível e o indizível).
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Metodologia segundo BARDIN:
A) Pré-análise: organização, operacionalização e
 sistematização das informações. È flexível. Permite
 alterações para melhor explicação do fenômeno
 estudado.
Há três momentos:
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1º) Leitura superficial do material: consiste na
   identificação da estrutura da narrativa. Por
   exemplo, conteúdos ideológicos, significados a
   respeito do fenômeno – visão de homem e mundo.
   Identificar palavras-chave utilizadas pelo narrador.
2º) Escolha dos documentos: pré-selecionados,
   enquanto atividade encomendada. Por exemplo, o
   curso de Serviço Social solicita aos assistentes sociais
   supervisores, análise do novo projeto político
   pedagógico do curso.
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O investigador formula um problema e os objetivos
  da pesquisa e recolhe os documentos adequados.
Os documentos podem ser de origem oficial e não
  oficial.
A escolha implica: exaustividade; representatividade;
  homogeneidade (mesmo tema para o segmento
  social escolhido, mesmas técnicas para um estudo
  comparativo); adequação (cumprimento dos
  objetivos);
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B) Análise do material: codificação agrupamento dos
  dados em unidades); categorização e quantificação
  da informação.
C) Tratamento dos resultados: por que e o que
  analisar. Privilegia o quantitativo. Não exclui a
  interpretação qualitativa.
Exemplos: análise das palavras: cálculo de freqüências
  e percentagens. Codificar as palavras.
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Há três momentos na codificação:
1ª) Determinação das unidades de registro
   (conteúdos).
2ª) Escolha das regras de numeração (escolha do
   sistema de quantificação dos dados).
3ª) Definição das categorias de análise.
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1ª) Unidades de registro e de conteúdo
a) Palavra ou símbolo: trabalha-se com todas ou com
    algumas mais simbólicas (sentido político-
    ideológico).
b) Substantivos, adjetivos, verbos, e outros
    (categorias de palavra que indique riqueza
    vocabular).
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2ª) Unidades de Contexto: são as referências mais
  amplas das unidades de registro. Como exemplo,
  “culturas inferiores”, “povos atrasados”, “sociedades
  periféricas”, devem ultrapassar a questão
  quantitativa. Deve-se procurar unidade de contexto
  mais ampla: a frase para a palavra, o parágrafo para o
  tema. Devem estar vinculadas aos objetivos, ao
  referencial teórico e metodológico.
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5) Estudo de caso: é uma pesquisa exploratória e
  utilizado para a análise de situações concretas, nas
  suas particularidades. Seu uso é indicado para
  investigar a trajetória de vida de um indivíduo,
  como também a natureza de uma instituição ou
  organização, nos seus aspectos sociais, culturais,
  educacionais, dentre outros.
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Pode-se recorrer à observação, questionários,
  entrevistas; técnicas de medida e de controle
  (gráficos, dados estatísticos). “A quantidade
  permite que o mundo qualitativo tenha estrutura
  definida” (LEFEBVRE, 1983).
O relatório pode ter estilo descritivo, narrativo,
  analítico, ser ilustrado, filmado, fotografado.
               REFERÊNCIAS

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa,
  Persona, 1977.
CHIZZOTTI, Antonio. Pesquisa em ciências humanas
  e sociais. São Paulo, Cortez, 1991.
MARTINELLI, Maria Lúcia. Pesquisa qualitativa: um
  instigante desafio. São Paulo, Veras Editora, 1999.
  Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Identidade.
  Núcleos de Pesquisa 1.
               REFERÊNCIAS

RICHARDSON, Roberto Jarry et alli. Pesquisa social:
  métodos e técnicas. 3ª ed. Revista e Ampliada. São
  Paulo, Atlas, 1999.
THOMPSON, Edward. A miséria da teoria ou um
  planetário de erros. Rio de Janeiro. Zahar, 1981.

				
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posted:11/26/2011
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