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Anestesia em obstetr�cia

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Anestesia em obstetr�cia
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DEZ QUESTÕES FUNDAMENTAIS EM

OBSTETRÍCIA

Rezende

Maio/2007

Fátima Carneiro Fernandes, TSA/SBA

ANESTESIA EM OBSTETRÍCIA









Anestesia para cesariana: qual a

melhor técnica?

ANESTESIA EM OBSTETRÍCIA





Cesariana:



• 15,5% (Inglaterra, Chamberlain, 1999)



• 22,2  7,0% (Alemanha, Stamer, 2002)



• 55% (América do Sul, Behaque, 2002)



• 1970: 1000 2002 grande porte.

ANESTESIA EM OBSTETRÍCIA



UM Stamer, R Wiese, F Stüber, H Wulf, T Meuser. Change in

anesthetic practise for Caesarian section in Germany. Acta

Anaesthesiol Scan 2005; 49:170-176



Conclusões: comparada às informações de 6 anos, houve um

aumento significante na AR para cesariana, sendo a anestesia

espinhal a técnica PREFERIDA.



Complicações: Geral – 43 (40 por aspiração de conteúdo gástrico)

AS – 97 (IOT por bloqueio regional alto)

Epidural – abcesso epidural (5), hematoma (3),

paraplegia (3)

ANESTESIA EM OBSTETRÍCIA



G Sharwood-Smith, V Clark, E Watson. Regional anesthesia for

caesarean section in severe preeclampsia: spinal anesthesia is the

preferred choice. Int J Obst Anesth 1999, 8:85-89



. Estudo randomizado, prospectivo, controlado, 28 pacientes com

PES, cesariana eletiva ou urgente, sem trabalho de parto- Escócia

. DLE, agulha 24 ou 16, L2-L3 ou L3-L4, nível alcançado T5

. Consumo de efedrina e escores de Apgar foram semelhantes nos

dois grupos, seguimento dos bebês por um mês

Conclusão:

Esse estudo evidencia que a anestesia espinhal é também a

técnica de escolha para a paciente portadora de pré-eclapmsia

severa.

ANESTESIA EM OBSTETRÍCIA



S Visalyaputra, O Rodanant, W Somboonviboon, K Tantivitayatan, S

Thienthong, W Saengchote. Spinal versus Epidural Anesthesia for

Cesarean Delivery in Severe Preeclampsia: A Prospective Randomized,

Multicenter Study. Anesth Analg 2005; 101:862-8



. Nov/2000 a Dez/2002; 5 centros terciários (Tailândia)

. Dois grupos: cesariana eletiva, PES, epidural (47) e espinhal (53)

. PES: PAS ≥ 160mmHg ou PAD ≥ 100mmHg e proteinúria ≥

100mg/dL

. Epidural: agulha 17,cateter 18, DL, L3-L4, 18 a 23ml de lidocaína

2% com adrenalina 1:400.000 + fentanil 50 μg, nível final T6

. Espinhal: agulha 27, DL, L3-L4, 11mg + 200μg morfina, nível

final T5

ANESTESIA EM OBSTETRÍCIA



S Visalyaputra, O Rodanant, W Somboonviboon, K Tantivitayatan, S

Thienthong, W Saengchote. Spinal versus Epidural Anesthesia for

Cesarean Delivery in Severe Preeclampsia: A Prospective Randomized,

Multicenter Study. Anesth Analg 2005; 101:862-8





. Conclusão: Apesar da incidência de hipotensão e necessidade de

efedrina serem mais freqüentes no grupo espinhal, o estudo encontrou

evidências que suportam o uso da anestesia espinhal em PES:

- a hipotensão foi encontrada nos dois grupos, por um breve

período e facilmente tratada.

- o escore fetal (Apgar) e a análise gasométrica umbilical fetal

foi semelhante para os dois grupos.

- 6 nascimentos ocorreram com tempo máximo de duração da

hipotensão em ambos os grupos e tiveram recuperação total do escore

de Apgar em 5 min e valores gasométricos de art umbilical normais.

ANESTESIA EM OBSTETRÍCIA



F Reynolds, PT Seed. Anaesthesia for caesarean section and neonatal

acid-base status: a meta-analysis. Anaesthesia, 2005, 60:636-653





- 27 estudos (1965-2003) analisando pH da artéria ou veia

umbilical - Inglaterra

- Conclusões: 1. Anestesia espinhal está associada à maior

grau de acidose fetal

2. Epidural não mostrou efeito deletério

3. Os valores de BE variaram grandemente,

independente das doses de efedrina utilizadas.

ANESTESIA EM OBSTETRÍCIA



F Reynolds, PT Seed. Anaesthesia for caesarean section and neonatal

acid-base status: a meta-analysis. Anaesthesia, 2005, 60:636-653



Do ponto de vista do bem-estar fetal:



- Epidural com anestésico local S-enantiômero associado à

opióide, O2 suplementar e deslocamento uterino seriam a melhor

opção.

- Espinhal – baixas doses de bupivacaína associada à

fenilefrina para tratar hipotensão

ANESTESIA EM OBSTETRÍCIA





Evidências emergem de estudos com metodologias, intervalo de

tempo, critérios de inclusão e exclusão variáveis. As conclusões

obtidas a partir desses dados devem ser avaliadas e utilizadas com

SABEDORIA.

No entanto, as evidências apontam para a técnica

regional espinhal como consenso em anestesia obstétrica

(parto cirúrgico eletivo). Na urgência, a anestesia regional também

cresceu, com um aproveitamento maior do cateter epidural já instalado

e mesmo da anestesia regional espinhal. Dúvidas ainda pairam

quando se avalia bem-estar fetal.

Indiscutivelmente, esta foi uma mudança que contribuiu

decisivamente para a redução da morbimortalidade obstétrica.

ANESTESIA EM OBSTETRÍCIA









Anestesia para cesariana: QUAL O

VASOPRESSOR DE ESCOLHA?

ANESTESIA EM OBSTETRÍCIA







É a complicação mais comum da

anestesia regional em paciente obstétrica.



Etiologia : - capacidade venosa aumentada

- seqüestro volêmico em MMII e vísceras

- RVS diminuída

ANESTESIA EM OBSTETRÍCIA







Hipotensão

Redução da PAS de pelo menos 25%

ou

qualquer PAS 38mmHg. 1 0

todo o último mês

Consulta extra nos 1 0

últimos 6 meses.

ANESTESIA EM OBSTETRÍCIA



ASMA AGUDA SEVERA

Curso variável, costuma repetir-se nas

gestações com o mesmo padrão.





ACHADOS FREQÜENTES:

- Aumento da mortalidade perinatal.

- Parto pré-termo.

- Crescimento intrauterino retardado.

- Hipoglicemia fetal (uso de esteróides).

- Aumento da incidência de pré-eclâmpsia.

- Aumento da incidência de cesariana.

ANESTESIA EM OBSTETRÍCIA





Asma Aguda Severa: Indicadores de Gravidade







. Fadiga.

. Desorientação, nível

de consciência  .pH < 7,35.

. “Tórax silencioso”.

. Arritmias. .paO2 < 50.

. Hipotensão.

. Bradicardia. .paCO2 < 50.

ANESTESIA EM OBSTETRÍCIA



ASMA AGUDA SEVERA



PROFILAXIA:

Usar corretamente os fármacos, na dose preconizada (al

buterol, terbutalina, epinefrina, metilxantinas, cromoglicato,

esteróides, beclometasona, etc.) – não há evidências de te

ratogenicidade.



Evitar a hipóxia, a hipercapnia ou a alcalose maternas,

que reduzem a oxigenação fetal.

ANESTESIA EM OBSTETRÍCIA

A Gestante e a Asma Brônquica

Técnica anestésica: parto – regional.

cesariana – crise: geral.

- fora da crise: regional

(cuidado: formas graves de asma)





Contra-indicações:

. Bloqueio simpático alto.

. Bloqueio motor da musculatura intercostal.

. Bloqueio da medula supra-renal.

. PaCO2 ↑: vasodilatação periférica que não responde a

vasopressores.

ANESTESIA EM OBSTETRÍCIA









O que devo saber no manejo da

gestante diabética?

ANESTESIA EM OBSTETRÍCIA



A Gestante Diabética.

- 3% da população obstétrica.



- 2 a 15% DM gestacional, 22% torna-se-ão

diabéticas em 8 anos e 60% em 16 anos.



- Malformações: 7 a 10% (diabéticas);

2 a 3% (não diabéticas).

ANESTESIA EM OBSTETRÍCIA



A Gestante Diabética.

Conduta:

- Rastreamento de toda gestante.

- Concepção: programada.

- Controle metabólico: bom→ parto a termo.

pobre → antecipação.



- Glicemias: jejum → 90mg/dl.

pós-prandial → 120mg/dl.

- O que usar?

a. Hipoglicemiantes: teratogenicidade.

b. Insulina.

ANESTESIA EM OBSTETRÍCIA



A Gestante Diabética.

Complicações maternas: bacteriúria assintomá

tica, glicosúria, etc.



Complicações fetais: macrossomia, retardo na

maturação pulmonar, polidrâmnio, toxemia, óbito

intra-uterino e neonatal, malformações, poliglobulia,

hipomagnesemia e hipoglicemia.

ANESTESIA EM OBSTETRÍCIA





A Gestante Diabética.

Controlar rigidamente a

glicemia materna no pré e per-

operatório, pois há relação entre

hipoglicemia e prognóstico

neurológico.

ANESTESIA EM OBSTETRÍCIA



• Anestesia para cesariana: qual a melhor técnica?

• Anestesia para cesariana: QUAL O VASOPRESSOR DE ESCOLHA?

• Cirurgias não-obstétricas na gestante:o que podemos usar na anestesia?

Existem anestésicos teratogênicos?

• O parto prematuro é freqüente nessas situações. Há relação com a técnica

anestésica ?

• Qual o melhor momento para programar uma cirurgia durante a gestação?

• A videolaparoscopia é técnica segura durante a gestação?

• Analgesia de parto: o que há de interessante? BLOQUEIO COMBINADO /

ANALGESIA VENOSA

• O que há de novo na abordagem das cardiopatias na gestação?

• Que cuidados devo tomar na abordagem da paciente com asma

brônquica?

• O que devo saber no manejo da gestante diabética?

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Porque em Deus está o Manancial da

Vida, na tua luz veremos a luz. Salmos 36:9


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